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01 de Dezembro
Numismata – Definição
A ciência que estuda as moedas e medalhas chama-se numismática.
Numismata é aquele que se dedica à pesquisa ou à coleção dessas peças.
Ele pesquisa vários fatores, como os aspectos técnicos, tipos de metal e peso em que as peças foram cunhadas, o local e a época em que circularam e os aspectos estéticos que fazem delas verdadeiras obras de arte.
No decorrer da história surgiram vários tipos de moedas. A princípio, o sal servia como pagamento de trabalho; dele derivou a palavra “salário”.
O açúcar foi adotado em 1614 como dinheiro legal no Brasil, por determinação do governador Constantino Menelau.
O ouro, a prata e o bronze foram escolhidos universalmente como referência de valor, chegando como tal aos nossos dias. As peças tinham formas como barras ou lingotes, anéis, brincos etc.
Aos poucos, a moeda tomou a forma de placa circular no Ocidente, enquanto no Oriente eram utilizadas outras formas, como as quadradas, poligonais, perfuradas, ou feitas de outros materiais, como a porcelana.
As barras de cobre circularam na Mesopotâmia e no Egito.
A numismática é importante porque se pode comparar o passado histórico da humanidade. Com as novas técnicas, pode-se analisar a composição química das moedas antigas para saber com exatidão como foram cunhadas.
Quando os governos perceberam os lucros que poderiam ser auferidos da moeda, tomaram para si o direito exclusivo de emissão.
A moeda e a medalha têm sido não só símbolos nacionais, como também veículo de afirmação política, visto que, por meio delas, pode-se compreender o momento vivido pelo povo, e pela nação.
No Brasil, pode-se apreciar nas moedas a cunhagem das personagens da nossa história e das espécies da nossa fauna e da nossa flora.
Numismata – O que significa
De acordo com o dicionário houaiss,o termo numismática quer dizer ao nome dado a ciência que tem por objeto de estudo as moedas; cédulas e medalhas militares e civis.
Numismata – O que é
A numismática é uma ciência relacionada com a coleção de cédulas, moedas e medalhas, identificando, analisando a composição, catalogando pela cronologia, geografia, história, etc.
Por “moeda” entende-se o dinheiro que circula num país, e que pode ser feito de papel, plástico, tecido ou metal. As moedas de metal, por seu lado, podem ser de ouro, prata, cobre, bronze, alumínio, etc.
Há uma série de curiosidades que os numismatas cultivam. Por exemplo, a serrilha das moedas surgiu porque era freqüente antes disso raspar o bordo das moedas de ouro para juntar ouro em pó, diminuindo o diâmetro da moeda e o seu valor no peso (mas não o valor facial).
Outro exemplo, embora não de interesse direto para a numismática, é a quantidade de objectos que já serviram de moeda em diferentes culturas: das conchas e seixos até animais como elefantes ou o couro de outros. Ainda hoje, em vários países do Oriente, as moedas são perfuradas para nelas serem enfiados cordões.
Apesar do nome soar estranho aos nossos ouvidos, o numismata já é uma figura um tanto conhecida. Ele é o colecionador de selos e moedas.
Além de fazer isso por hobbie, muitos numismatas auxiliam especialistas das diversas áreas de museus nos trabalhos de organização, conservação, pesquisa e difusão de documentos e objetos de caráter histórico, artístico, científico e literário.
O museu não é a única área de atuação do colecionador de selos e moedas “profissional”.
Ele pode trabalhar em entidades culturais e de ensino, mas geralmente são autônomos e costumam trabalhar sozinhos ou em equipes.
Geralmente, esse profissional aprende na prática tudo o que precisa saber sobre os selos, mas entender um pouco de museologia é importante para o aprendizado.
O numismata por hobbie ou por profissão deve saber como expor uma coleção.
Além de colaborar o planejamento logístico da exposição, ele deve supervisionar o translado do acervo, subsidiar com informações a criação de catálogos, selecionar peças do acervo para exposição e verificar textos elucidativos do acervo.
Assim como toda peça de coleção, as moedas e os selos requerem bastante cuidado, pois geralmente são peças bastante raras.
Além do mais, é importante que as informações a respeito de cada peça sejam bem elucidadas para os visitantes.
Os selos e moedas geralmente são comercializados ou trocados através de leilões e através de exposições. Com a internet, esse filão do mercado se tornou ainda maior.
A Numismática é a ciência auxiliar da História que estuda as peças metálicas conhecidas como moedas e medalhas.
A etimologia da palavra que define a “ciência das moedas” é o vocábulo grego nomos- do qual derivou nomisma- que significa lei, convenção, contrato, lembrando a característica fundamentalmente contratual da moeda como instituição, bem como nummus (em latim, dinheiro amoedado).
Como menciona Aristóteles, a moeda “chama-se nomisma porque não é um produto da natureza e sim da lei”.
Enquanto as moedas metálicas são cunhadas ou fundidas para circular como meio de pagamento, as medalhas têm, via de regra, caráter comemorativo, relativo a pessoas ou eventos.
A Numismática desenvolveu-se a partir do Renascimento e consolidou-se nos séculos XVIII e XIX na Europa, na medida em que as coleções de monarcas e de museus foram sendo classificadas de forma sistemática.
O abade Joseph Eckhel (1737- 98), autor da Historia Nummorum Veterum , considerado o “pai da Numismática moderna” destacou-se na classificação da coleção imperial em Viena.
Na França, Joseph Pellerin (1684-1782), ávido colecionador que formou uma coleção de mais de 30.000 moedas, foi o curador da coleção real francesa. Na Inglaterra, foi completado em 1814 o primeiro catálogo de moedas gregas do Museu Britânico.
Em muitos casos, as técnicas de gravação e de cunhagem das moedas e medalhas são muito semelhantes e é difícil, no caso de certas emissões da Antiguidade, distinguir peças emitidas com fins monetários das peças comemorativas ou confeccionadas para donativos, às vezes cunhadas como múltiplos daquelas destinadas à circulação.
Em boa parte dos casos, no entanto, as medalhas podem ser facilmente identificadas como tal.
Algumas medalhas são únicas, enquanto as moedas são necessariamente emitidas em numerosos exemplares “repetitivos”.
Nas últimas décadas, em diversos países, foram cunhadas emissões em metais preciosos (ouro, platina, prata) com valores monetários explicitados, e em certos casos decretadas de curso legal, mas sem qualquer objetivo de servir de meios de pagamento, tendo normalmente valor intrínseco (o valor de metal puro nelas contido) superior ao seu valor de face.
Essas moedas, não destinadas à circulação, quase sempre de caráter comemorativo, mesmo quando emitidas em numerosos exemplares, são assimiladas às medalhas por muitos estudiosos, e não recebem maior atenção na presente exposição do Museu Histórico Nacional.
Como se tentará mostrar ao longo da exposição, a Numismática tem grande importância para a História Econômica e Social. No que diz respeito à História Política, a identificação de certos governantes ou dinastias de reinos do passado, sobre os quais não existem fontes literárias, somente foi possível com base nas moedas por eles cunhadas e que sobreviveram até nossos dias.
Até mesmo certos usurpadores romanos são conhecidos apenas a partir de suas moedas.
Quanto à História da Arte e da Arquitetura, vários monumentos, edifícios ou estátuas somente são hoje conhecidos através de sua ilustração em moedas da Antiguidade
Na origem, um numismata era um erudito, um estudioso das moedas e medalhas, mas na atualidade o termo passou a aplicar-se, de forma mais geral, a colecionadores de moedas, cujo número é crescente no mundo.
Apenas nos Estados Unidos, estima-se em um milhão o número de “numismatas” ou colecionadores. Para muitos jovens, colecionar moedas passou a ser uma maneira natural de ingressar no estudo da História.
Por extensão, o estudo e o “colecionismo” de papel-moeda ou cédulas, que constituem boa parte do meio circulante do mundo atual, especialmente para denominações de valor mais elevado, são, por muitos, assimilados à Numismática.
A presente exposição concentra-se na história das moedas metálicas, que dominaram a circulação monetária por mais de 2500 anos, com referências apenas ocasionais à emissão de papel-moeda, cuja importância relativa, na maioria dos países, com poucas exceções, somente foi realmente crescente após o final do séc. XVIII, ou até mesmo já no séc. XX.
História da Numismática
O primeiro colecionador de moedas foi o poeta italiano Francesco Petrarca, no século XIV. Ele se aproximou da numismática com espírito crítico, antes mesmo de o assunto tornar-se uma disciplina respeitável.
Todo numismata, ao começar uma coleção, deve ter um objetivo traçado. Com Petrarca não foi diferente.
Seu objetivo era conhecer a história de cada povo. Petrarca demonstrou também como a numismática pode se tornar uma paixão contagiosa.
Em 1.390, coube a ele, indiretamente, a cunhagem de moedas comemorativas pela libertação da cidade de Pádua, pelo Visconde Francisco II de Carrara.
Seja pela cultura, pela observância de técnicas ou simplesmente pelo desafio de colecionar, a relação entre cultura e numismática sempre é presente.
Mesmo aqueles que colecionam moedas ou cédulas como um simples hobbie, sem se dedicar à pesquisa, adquirem uma boa bagagem de cultura geral.
É veículo de mensagens, arte e, até mesmo, magias e superstições. Para um colecionador, esta pesquisa também é um investimento não apenas cultural, mas financeiro de longo prazo.
Mesmo a coleção de moedas recentes pode se tornar em fonte de forte valorização. Há vários casos de moedas recentes valorizarem até 5.000 % comparado ao valor de face.
Numismata – Ouro & Dinheiro
Desde tempos imemoriais a humanidade coleciona objetos que testemunharam fatos importantes vividos por gerações anteriores, ou que resgatem a memória de eventos notáveis na história de uma nação. Dentre estes objetos, as moedas, medalhas e condecorações, perenes por serem feitas de metais nobres, tem um destaque especial.
A ciência que se ocupa do estudo destas interessantes peças metálicas, a numismática, se relaciona diretamente com a história do país e a heráldica, procurando entender e explicar as particularidades e os motivos das cunhagens. Vista em outro sentido, a numismática é por sua vez um poderoso apoio para o pesquisador, que aí muitas vezes encontra a prova de suas teses.
Ciência documental e testemunho histórico por um lado, lazer cultural e colecionismo por outro, a numismática é também investimento e reserva de valor quando observada pelo seu lado mais comercial, distinguindo-se, entretanto, de outros investimentos em arte e cultura por sua liquidez privilegiada.” (Fonte: Itaú Numismática)
Numismática (do grego clássico – nomisma, através do latim numisma, moeda) é a ciência auxiliar da história que tem por objetivo o estudo das moedas e das medalhas.
Por numismática entende-se o estudo essencialmente científico das moedas e medalhas, porém na atualidade o termo “numismático” vem sendo empregado como sinônimo ao colecionismo de moedas, incluindo também o estudo dos objetos “monetiformes”, ou seja, assemelhados às moedas, como por exemplo as medalhas (que têm função essencialmente comemorativa), os jetons (geralmente emitidos por corporações para identificar seus membros), moedas particulares (destinadas a circular em círculos restritos, como uma fazenda ou localidade) ou ainda os pesos monetários (que serviam para conferir os pesos das moedas em circulação).
A preocupação principal da numismática é a moeda, enquanto peça cunhada.
Cabe ao numismata analisar as moedas por diferentes métodos e buscando nelas diferentes informações. Durante esse processo o numismata fará uso de conhecimentos adquiridos através de outras disciplinas como a história, a simbologia, a epigrafia, a heráldica, a geografia, a economia, e noções dos processos de metalurgia, e da evolução nas artes, entre outros campos que podem ser abordados.
A numismática clássica divide-se em duas partes distintas:
A teórica, que estuda a nomenclatura numismática e os métodos de classificação e conservação das moedas.
A histórica, que estuda o desenvolvimento da moeda nas diferentes partes do mundo ou de uma região específica, promovendo também a classificação de suas emissões.
Nos trabalhos científicos a distinção entre essas duas áreas é freqüentemente sutil, já que além de distintas essas partes são complementares.
Numismata – Cédulas
Partes de uma cédula
Autógrafo: Durante um período,no início do plano cruzeiro (1942-1953), todas as cédulas que entravam em circulação deveriam receber a assinatura de qualquer funcionário da caixa de amortização.Apenas em 1953, foram criadas as micros-chancelas.
Marca D’Água: Marca d’Água é o efeito produzido na fabricação do papel, sendo visível contra a luz nas partes claras das cédulas, geralmente com o desenho da esfinge já existente na cédula.
Fundo de Segurança: È a impressão fraca mono ou poli cromática, incluindo ou não algarismos inscritos simetricamente em desenhos tramados. Trata-se do desenho da nota, feito para dificultar falsificações.
Dimensões: As cédulas variam de tamanho, existindo cédulas pequenas de cerca de 5 cm até as de 40 cm de comprimento. Este também é um elemento que auxilia muito o colecionador em sua ordenação e na sua classificação.
Fio de segurança: É um fio de metal ou plástico acrescentado entre as fibras do papel, geralmente em posição vertical.
Atualmente os fios em nossas cédulas são magnetizados e contém uma inscrição: Banco central do Brasil.
Micro Chancela: A partir de 1953 as assinaturas do ministro da fazenda e do diretor da caixa de Amortização passaram a ser impressas em tamanho reduzidos nas cédulas de todos os valores, substituindo assim o autógrafo.
Carimbo: Sobre a impressão utilizada após a cédula ser impressa e muda o seu valor nominal ou facial a exemplo dos recentes carimbos triangulares de cruzados novos para mostrar a retirada de três zeros, modificando o valor facial da cédula já existente em estoque na casa da moeda.
Padrões Monetários
Mil-Réis
O Brasil teve 8 padrões monetários, isso sem contar os mil Réis, que eram divididos assim:
1 cruzeiro = 1 mil réis
1.000.000 cruzeiro = 1 conto de réis
Suas cédulas eram subdivididas assim:
1 mil réis
2 mil réis
5 mil réis
10 mil réis
20 mil réis
50 mil réis
100 mil réis
200 mil réis
500 mil réis
1.000.00 de réis = 1 conto de réis
Cédula de Mil-Réis – 1922
Cruzeiro
Em 1942, durante o governo Vargas, foi colocado em ação um plano de reforma monetária, que extinguia o Mil-Réis e criava assim uma nova moeda, conhecida pelo nome de Cruzeiro:
A combinação de troca ficou acertada em:
1 mil réis =1 cruzeiro
1 conto de réis = 1.000.000 cruzeiro
No padrão cruzeiro, foram cortados 3 zeros da moeda, foi nessa época que foi criada a unidade monetária conhecida como centavos.
Os centavos ficaram subdivididos assim:
100 réis = 10 centavos
200 réis = 20 centavos
300 réi s = 30 centavos
400 réi s = 40 centavos
500 réis = 50 centavos
1000 réis = 1 cruzeiro
2000 réis = 2 cruzeiros
Cédula de Cruzeiro – 1942
Cruzeiro Novo
Em 1967, durante o governo de Castelo Branco, cuja inflação atingia índices alarmantes, foi posto em ação um outro plano econômico, que extinguia o cruzeiro e criava o cruzeiro novo, ou cruzeiro forte.As cédulas de 10,50,100 e 500 cruzeiro foram reimpressas com um zero a menos, e nas cédulas de 1000,5000 e 10000 se cortou 3 zeros.
Cédula de Cruzeiro-Novo 1967
Cruzeiro
Em 1970, durante o governo Médice, cujo o governo ficou marcado pelo milagre econômico, outro plano encabeçado por Delfim Neto fazia o país retornar ao cruzeiro, que ficou sem cortes de zeros, ocasionando inflação descontrolada em 1975, obrigando o governo imitir cédulas de 100.000 cruzeiros. Esse plano monetário durou até 1990.No governo de José Sarney, a infração chegava a 80% ao mês, obrigando o Banco Central a lançar uma nova moeda para circular com o cruzeiro.
Cédula de Cruzeiro – 1975
Cruzado
O nome dessa nova moeda era cruzado. As cédulas de 10.000,50.000 e 100.000 cruzeiros foram carimbadas como 10,50 e 100 cruzados, e novas cédulas foram impressas para circular junto com o cruzeiro.
Cédula de Cruzado – 1988
Cruzado Novo
Em 1989 a inflação chegava a 50% mensais, obrigando o governo criar outra moeda para circular com as outras duas já em circulação. Essa moeda era o cruzado novo. As cédulas de 1000,5000 e 10000 cruzados sofreram cortes de 3 zeros cada.
1.000 cz$ = 1 Ncz$
5.000 cz$ = 5 Ncz$
10.000 cz$ = 10 Ncz$
Cédula de Cruzado Novo – 1989
Cruzeiro
No Governo Collor, foi abolido o cruzado e o cruzado novo, permanecendo o cruzeiro como moeda oficial do Brasil, se acrescentando 3 zeros na moeda:
1 cruzado novo = 1.000 cruzeiro
5 cruzados novos = 5.000 cruzeiros
Cédula de Cruzeiro – 1991
Cruzeiro Real e Real
Em 1993, durante o governo de Itamar Franco, quando a inflação chegou a marca histórica dos 2.500% mensais, a situação ficou alarmante.
Então o ministro da fazenda (Fernando Henrique Cardoso) criou o plano Real, onde seria criadas duas moedas: o cruzeiro-real e o real, sendo que a primeira foi abolida em 1994. Atualmente a moeda oficial do Brasil é o Real. O cruzeiro Real sofreu corte de três zeros.
1.000 cruzeiros = 1 cruzeiro real
As notas reaproveitadas foram as de 50.000,100.000 e 500.000 e formam impressas novas cédulas de 1.000,5.000 e 50.000, mas que sofreram cortes no governo de Fernando Henrique e no plano real.
Fonte: www.geocities.ws/UFGNet/ www.econ.puc-rio.br/www.paulinas.org.br/ ouroedinheiro.com/www.numismatic.com.br/www.valedoparaiba.com
Portal São Francisco Pesquisa Escolar Gratuita
Parabens pela excelente pesquisa sobre a Numismática e a nossa história econômica.