Dia da Marinha Brasileira

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11 de Junho

Dia da Marinha Brasileira é comemorado anualmente em 11 de junho, data magna da força. A celebração homenageia a vitória na Batalha Naval do Riachuelo de 1865, marco decisivo na Guerra do Paraguai. A data reforça o papel da Marinha na proteção da soberania nacional, rios e mares brasileiros.

A data relembra o triunfo do Almirante Barroso e a bravura dos marinheiros, considerado um dos maiores exemplos da Marinha. A Batalha Naval do Riachuelo (1865) garantiu a supremacia naval brasileira na maior guerra da América do Sul.

Marinha atua como guarda costeira, protegendo o extenso litoral brasileiro, portos e terminais

A extensão da costa – mais de sete mil quilômetros – e os 55.000km² de águas internas do Brasil caracterizam uma realidade geográfica que impõe a necessidade de uma poderosa força naval.

Marinha do Brasil é a instituição e força armada naval composta pelos oficiais e praças, estabelecimentos, embarcações e correspondente material bélico destinados à defesa do estado brasileiro.

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BATALHA NAVAL DO RIACHUELO

Deflagrada a guerra, chamada de Tríplice Aliança, a Marinha, operando no centro inóspito do continente, subiu os rios, enfrentando as baterias instaladas nas margens e navios que rebocavam chatas com canhões de grosso calibre.

Assim foi travada a Batalha Naval do Riachuelo. Depois, o avanço pelos rios Paraná e Paraguai, apoiando a marcha do Exército, foi conduzido com os encouraçados fluviais, que eram atacados por centenas de canhões assestados nas barrancas e fortalezas; e pelas bogarantes, canoas repletas de guerreiros guaranis, que abordavam os navios brasileiros e travavam lutas de arma branca nos conveses, até serem expulsos.

Os problemas de manutenção do material – moderno, para a época -, e a resistência física das guarnições, encerradas em compartimentos de ferro, por meses seguidos, em clima tropical, constituíam dificuldades adicionais para a força naval. As baixas por moléstias superavam as devidas à ação inimiga.

Além de Riachuelo, a vitória final das armas brasileiras deve muito ao forçamento de perigosas passagens, como Curupaiti e Humaitá.

inda a Guerra do Paraguai, houve um interregno de paz, lamentavelmente interrompido por agitações políticas.

A Marinha entrou novamente em combate em 1918, quando a campanha submarina alemã, na 1a. Grande Guerra, atingiu nossos mercantes, em razão do que assumimos o compromisso de enviar uma força naval para patrulhar a costa africana, entre Dakar e Gibraltar.

A Divisão Naval em Operações de Guerra – DNOG – composta por dois cruzadores, quatro contratorpedeiros, um tender e um rebocador, partiu em julho de 1918. Os maiores inimigos que enfrentou, além de um submarino nas proximidades de Freetown, foram as dificuldades marinheiras para abastecer os navios com carvão, em alto-mar, e a gripe espanhola, que grassou em Dakar e transformou a operação em tragédia, com tripulações inteiras atacadas simultaneamente, enquanto as patrulhas prosseguiam. A moléstia fez 176 vítimas mortais.

A 2ª Guerra Mundial encontrou a Marinha em situação material bastante precária, devido ao abandono a que fora relegada pelos governos. Assim, quando o submarino alemão U 307, na noite de 21 para 22 de agosto de 1942, nas costas de Sergipe, afundou cinco mercantes, com a perda de 607 passageiros, tínhamos muito pouco com que enfrentar o inimigo que ameaçava nossas linhas de navegação. Mas, com enorme esforço e com o auxílio norte-americano, em pouco tempo dispúnhamos de uma frota anti-submarinos bem equipada e aguerrida.

Nossa principal tarefa foi a de garantir a proteção dos comboios que trafegavam entre Trinidad, no Caribe, e Florianópolis, em nosso litoral sul. Foram eles 574, formados por 3.164 mercantes, dos quais, apenas três foram afundados. E não porque não houvesse submarinos. Dezesseis deles foram destruídos no Atlântico Sul, muitos por aviões, depois de avariados por ataques de unidades de superfície. Documentos alemães confirmam que realizamos 66 ataques contra seus submarinos.

Coube, ainda, à Marinha, a escolta do transporte da FEB até Gibraltar e o patrulhamento oceânico contra os furadores de bloqueio, navios que traziam mercadorias do Oriente para a Alemanha.

A Marinha envolveu-se nesse conflito por mais tempo do que o próprio país, uma vez que sua participação se iniciou em outubro de 1941, com o posicionamento da Corveta Camaquã, em patrulha, no litoral do Nordeste e só terminou alguns meses após o fim da guerra, depois de assegurado que o Atlântico Sul estava efetivamente livre de submarinos desinformados quanto ao término do conflito.

Em quatro anos de intenso trabalho, a Marinha perdeu 500 dos sete mil homens que manteve no mar. Nos 50 anos que se seguiram à Guerra Mundial, a evolução não cessou, apesar das dificuldades orçamentárias e, por vezes, incompreensões.

Hoje, bem equipada, no que tange à qualidade, a Marinha desempenha o papel reservado do Poder Naval em tempo de paz, funcionando como elemento dissuasor ao estabelecer um custo elevado a eventuais opções militares de adversários em potencial, respaldando a ação política do governo no campo das relações internacionais e mantendo-se atualizada, pronta a se expandir quando necessário.

O que é ser um militar da Marinha?

O militar é o profissional que serve à alguma das três forças armadas (Exército, Marinha ou Aeronáutica) ou que serve as Forças de Segurança dos Estados da Federação (bombeiros e policiais militares).

Na estrutura do governo brasileiro, as Forças Armadas estão integradas ao Ministério da Defesa.

A Marinha é a componente naval das Forças Armadas de um país, responsável, principalmente, no contexto externo, pela defesa das áreas litorâneas e das plataformas continentais brasileiras, e no contexto interno pela orientação dos navegantes, pelo policiamento das costas brasileiras e pela fiscalização do tráfego marinho e dos portos.

Quais as características necessárias para ser um militar da Marinha?

Para ser um militar da marinha é necessário que o profissional seja corajoso e tenha interesse em servir seu país.

Outras características interessantes são:

Responsabilidade
Seriedade
Força de vontade
Coragem
Raciocínio rápido
Força física
Resistência
Instinto de sobrevivência
Capacidade de receber ordens
Capacidade de respeitar hierarquias

Qual a preparação necessária para ser um militar da Marinha?

No Brasil, ao completar 18 anos, o cidadão do sexo masculino deve se alistar em alguma das três Forças Armadas, e, se convocado, pode cumprir o serviço obrigatório e continuar seguindo carreira.

Também é possível ingressar na Marinha através de concurso público, com o objetivo de preencher vagas abertas. No caso do concurso para graduados em ensino superior é necessário que o candidato seja aprovado na seleção, no Curso de Formação e no Estágio de aplicação de Oficiais.

No caso de concurso para níveis fundamental ou médio, o candidato aprovado em concurso público tem a oportunidade de cursar a Escola Naval.

O curso de ensino médio (para quem tem fundamental completo) oferece três anos do currículo escolar intenso, em regime de internato e treinamento físico. O curso de ensino superior (para quem tem ensino médio completo) forma Corpos da Armada, Fuzileiros Navais e Intendentes.

Hierarquia da Marinha Brasileira

Oficiais Generais

Almirante
Almirante-de-Esquadra
Vice-Almirante
Contra-Almirante
Oficiais Superiores
Capitão de Mar e Guerra
Capitão-de-Fragata
Capitão-de-Corveta
Oficiais Intermediários
Capitão-Tenente
Oficiais Subalternos
1° Tenente
2° Tenente
Guarda-Marinha
Graduados
Suboficial
1° Sargento
2° Sargento
3° Sargento
Cabo
Marinheiro

Principais funções da Marinha Brasileira

Orientar e controlar a Marinha Mercante (conjunto de navios que transportam mercadorias e realizam comércio) e suas atividades correlatas, na defesa dos interesses nacionais
Prover a segurança da navegação aquaviária
Contribuir para a formulação e condução de políticas nacionais que digam respeito ao mar
Implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores, em coordenação com outros órgãos do poder executivo, Federal ou Estadual

História da Marinha Brasileira

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Marinha, no Brasil, tem sua história iniciada em 1736, com a criação da Secretaria de Estado de Negócios da Marinha, por D. João V de Portugal. Na época da Independência do Brasil, em 1822, o governo da nação recém-emancipada viu a necessidade da existência de uma força bélica naval, capaz de defender a vasta extensão da costa e riqueza da rede hidrográfica do território, assegurando o comércio e as comunicações entre as suas diversas regiões.

Desse modo, em 10 de novembro de 1822, foi solenemente içado, no penol da carangueja da nau “Martim de Freitas” – rebatizada como “Pedro I” e alçada a capitânea da Esquadra brasileira em formação -, pela primeira vez, a bandeira do Brasil, sob salva de 101 tiros.

A Esquadra teria, doravante, papel decisivo na Guerra de Independência do Brasil. Para guarnecê-la, o governo recorreu aos serviços de estrangeiros, como o Almirante Thomas Cochrane, um oficial da Marinha Real Britânica. Até ao Período Regencial Brasileiro, estima-se que metade dos praças e dois terços dos oficiais da Marinha eram estrangeiros.

Garantida a Independência e a unidade nacional, assim como a sua integração, a Marinha teve papel de destaque ainda em acontecimentos tão diversos como a Guerra da Cisplatina, os diversos movimentos separatistas que se iniciaram no Período Regencial, a Guerra contra Oribe e Rosas, a Guerra da Tríplice Aliança e outros.

Os navios deixados por D. João VI ao retornar a Lisboa, após o período de permanência da corte no Brasil, formaram o núcleo em torno do qual começou a desenvolver-se a Marinha do Brasil independente.

Entre 1822 e 1823 foi criada a “esquadra da independência”, cujo objetivo era reforçar a capacidade de defesa do império. Seu primeiro comandante foi o oficial inglês Lord Thomas John Cochrane, contratado por José Bonifácio no posto de primeiro almirante.

O papel da Marinha logo se tornou decisivo para a consolidação da independência. Cochrane combateu vitoriosamente na Bahia, no Nordeste e na Província Cisplatina.

Em 1824, sob o comando do general Francisco de Lima e Silva, a brigada reprimiu a Confederação do Equador, em Recife. Outros nomes importantes nas campanhas de consolidação foram João Francisco Oliveira Botas, John Taylor, John Grenfell, Rodrigo José Ferreira Lobo, Rodrigo Pinto Guedes, Teodoro Alexandre de Beaurepaire e James Norton.

No bloqueio do porto da Bahia, escunas e canhoneiras brasileiras, comandadas por João Botas, impediram o abastecimento dos navios portugueses. Na mesma época, John Taylor, à frente da fragata Niterói, perseguiu a esquadra lusa até a foz do Tejo.

Depois de 1824, a Marinha lutou junto ao poder central contra movimentos revolucionários, como a campanha cisplatina (1825-1828), em que se revelaram os talentos de Tamandaré, Barroso e Inhaúma.

De 1848 a 1849, foi a vez da repressão à revolução praieira, em Pernambuco. Na guerra contra Oribe e Rosas (1851-1852), a esquadra brasileira sobressaiu no célebre episódio da passagem de Tonelero, em 17 de dezembro de 1851 e, ainda no Sul, participou de combates na campanha oriental de 1864-65.

Na guerra do Paraguai, a Marinha empenhou-se em várias ações decisivas, como a tomada de Paysandú, em janeiro de 1865, e a batalha do Riachuelo, em 11 de junho de 1865. Para lembrar essa batalha, comemora-se em 11 de junho o Dia da Marinha. Importantes foram também a travessia do rio Paraná (16-17 de abril de 1866), a passagem de Curupaiti (15 de agosto de 1867) e a de Humaitá (19 de fevereiro de 1868).

Além dos grandes líderes Tamandaré, Barroso e Inhaúma, celebrizaram-se no conflito Antônio Carlos de Mariz e Barros, João Guilherme Greenhalgh e Marcílio Dias. Nos últimos anos do império, a Marinha brasileira passou por notável aprimoramento técnico e material.

Em 1884 incorporou o encouraçado Riachuelo e em 1885 o Aquidabã, vasos de guerra do mais alto padrão existente na época. A armada brasileira era respeitada, então, como uma das maiores do mundo.

No início do período republicano, a Marinha do Brasil passou a construir e incrementar seus próprios estaleiros e, entre 1906 e 1910, sob os governos de Rodrigues Alves a Nilo Peçanha, foram comprados na Europa encouraçados, cruzadores e torpedeiros.

Em 1914 foram adquiridos três submarinos e um tênder. Tinha início a primeira guerra mundial, e a divisão naval em operações de guerra, da Marinha do Brasil, fez o patrulhamento e defesa anti-submarina do Atlântico sul, na área situada entre Dakar, as ilhas de Cabo Verde e o estreito de Gibraltar.

Seu comandante era o almirante Pedro Max Fernando de Frontin. Em Dakar, a peste dizimou 464 dos dois mil homens da divisão.

A partir da década de 1930, a construção naval no Brasil se intensificou. Na segunda guerra mundial, coube à Marinha, inicialmente, manter a neutralidade brasileira mediante o patrulhamento as águas territoriais (1939-1942).

Após o torpedeamento, em agosto de 1942, de cinco navios mercantes nacionais, e com a declaração de guerra ao Eixo, no dia 22 do mesmo mês, a Marinha do Brasil integrou-se ao esforço de guerra. Participou efetivamente da batalha do Atlântico, quando escoltou a força expedicionária brasileira até a Europa, em cooperação com a quarta esquadra americana. Perdeu três navios e 477 homens no conflito, enquanto a marinha mercante perdia 31 navios e 569 homens.

Fonte: Colégio São Francisco/www.ahimtb.org.br/www.cepa.if.usp.br/ www.brasilprofissoes.com.br/www.ibge.gov.br

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