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Junho
O Corpus Christi é uma celebração católica de data móvel, comemorada 60 dias após a Páscoa, sempre em uma quinta-feira. É um ponto facultativo nacional no Brasil, frequentemente antecipado ou transferido para o domingo em algumas dioceses.
Embora seja uma celebração religiosa importante, no Brasil é considerada ponto facultativo nacional, não feriado, dependendo de leis municipais.
A data celebra a presença de Cristo na Eucaristia e é marcada por procissões e confecção de tapetes decorativos nas ruas.
A data é calculada com base no calendário lunar, sendo fixada na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
A tradição é a confecção de tapetes coloridos para procissões
Corpus Christi
A Igreja
A Igreja celebra Corpus Christi (Corpo de Deus) como festa de contemplação, adoração e exaltação, onde os fiéis se unem em torno de sua herança mais preciosa deixada por Cristo, o Sacramento da sua própria presença.
A solenidade do Corpo de Deus remonta o século XII, quando foi instituída pelo Papa Urbano IV em 1264, através da bula “Transiturus”, que prescreveu esta solenidade para toda a Igreja Universal.
A origem da festa deu-se por um fato extraordinário ocorrido ao ano de 1247, na Diocese de Liége – Bélgica. Santa Juliana de Cornillon, uma monja agostiniana, teve consecutivas visões de um astro semelhante à lua, totalmente brilhante, porém com uma incisão escura. O próprio Jesus Cristo a ela revelou que a lua significava a Igreja, a sua claridade as festas e, a mancha, sinal da ausência de uma data dedicada ao Corpo de Cristo. Santa Juliana levou o caso ao bispo local que, em 1258, acabou instituindo a festa em sua Diocese.
O fato, na época, havia sido levado também ao conhecimento do bispo Jacques de Pantaleón que, quase duas décadas mais tarde, viria a ser eleito Papa (Urbano IV), ou seja, ele próprio viria a estender a solenidade a toda a Igreja Universal.
O fator, que deflagrou a decisão do Papa, e que viria como que a confirmar a antiga visão de Santa Juliana, deu-se por um grande milagre ocorrido no segundo ano de seu pontificado: O milagre eucarístico de Bolsena, no Lácio, onde um sacerdote tcheco, Padre Pietro de Praga, colocando dúvidas na presença real de Cristo na Eucaristia durante a celebração da santa Missa, viu brotar sangue da hóstia consagrada. (Semelhante ao milagre de Lanciano, ocorrido no início do Século VIII).
O fato foi levado ao Papa Urbano IV, que encarregou o bispo de Orvietro a levar-lhe as alfaias litúrgicas embebidas com o Sangue de Cristo.
Instituída para toda a Igreja, desde então, a data foi marcada por concentrações, procissões e outras práticas religiosas, de acordo com o modo de ser e de viver de cada país, de cada localidade.
No Brasil, a festa foi instituída em 1961. A tradição de enfeitar as ruas com tapetes ornamentados originou-se em Ouro Preto, Minas Gerais e a prática foi adotada em diversas dioceses do território nacional. A celebração de Corpus Christi consta da santa missa, da procissão e da adoração do Santíssimo.
Lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com o maná no deserto e hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.
Durante a missa, o celebrante consagra duas hóstias, sendo uma consumida e a outra apresentada aos fiéis para adoração, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.
Origem das comemorações
Corpus Christi
Tudo começou com a religiosa Juliana de Cornellon, nascida na Bélgica, em 1193. Segundo alegou, teve insistentes visões da Virgem Maria ordenando-lhe a realização de uma grandiosa festa. Juliana (mais tarde Santa Juliana) afirmava que a festa seria instituída para honrar a presença real de Jesus na hóstia, ou seja, o corpo místico de Jesus na Santíssima Eucaristia. Ainda quando era bispo, o papa Urbano IV teve conhecimento dessas visões e resolveu estendê-la à Igreja Universal, o que então já era uma verdadeira festa.
Pela bula “Transituru do Mundo”, publicada em 11 de agosto de 1264, Urbano IV a consagrou em todo o mundo, com uma finalidade tríplice:
Prestar as mais excelsas honras a Jesus Cristo
Pedir perdão a Jesus Cristo pelos ultrajes cometidos pelos ateus
Protestar contra as heresias dos que negavam a presença de Deus na hóstia consagrada
Corpus Christi – No Brasil
No Brasil, a festa de Corpus Christi chegou com os colonizadores portugueses e espanhóis. Na época colonial, a festa tinha uma conotação político-religiosa. É que dias antes das procissões, as câmaras municipais exigiam que as casas de moradia e de comércio fossem enfeitadas com folhas e flores. Na época, quando o Brasil ainda era uma colônia, participavam da procissão membros de todas as classes, incluindo os escravos, os leigos das ordens terceiras e os militares.
Durante muitos anos, o entrosamento do povo com o governo, e vice-versa, foi praticamente completo. Um exemplo que comprova esse fato ocorreu em 16 de junho de 1808, quando D. João VI acompanhou a primeira procissão de Corpus Christi, realizada no Rio de Janeiro.
As procissões
O que marca a festa de Corpus Christi são as procissões, quando ocorrem as ornamentações das ruas com tapetes feitos de vários tipos de materiais, como papel, papelão, latinhas de bebidas, serragem colorida, isopor, etc.
Desenhos são elaborados nessa ornamentação com as figuras de Jesus, do cálice da Ceia e da Virgem Maria. Utilizam-se toneladas de materiais para formar os tapetes vistosos e admirados pelos que acompanham as procissões.
O mais importante
O momento mais solene da festividade de Corpus Christi é quando o hostiário, onde estão depositadas as hóstias ainda não consagradas, é conduzido nas procissões por um líder da alta hierarquia católica. No momento em que o hostiário passa, um silêncio profundo é observado por todos os presentes e, de uma extremidade a outra, toca-se a sineta que anuncia a passagem do cortejo. As reações das pessoas são as mais variadas. Algumas se comovem ao extremo e choram, outras se ajoelham diante do hostiário.
De ponto em ponto, há uma parada, quando, então, se entoam cânticos tradicionais. Segundo a liderança romana, as ornamentações são feitas para que o Corpo de Cristo possa passar por um local digno, para ser visto por todas as pessoas. Representa uma manifestação pública da fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.
Eucaristia
Ensinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Católica: “A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual”.
Ensina, ainda, que na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que se encontra no céu. Esclarece também que essa mudança, conhecida como transubstanciação, “ocorre no ato em que o sacerdote, na santa missa, pronuncia as palavras de consagração: “Isto é o meu Corpo; este é o meu sangue”.
O catecismo católico traz uma pergunta com relação ao Sacramento da Eucaristia nos seguintes termos: “Deve-se adorar a Eucaristia?”. E responde: “A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor”.
A Festa de Corpus Christi
Sua origem está ligada a um milagre acontecido na Idade Média. O sacerdote Pedro de Praga fazia peregrinação indo à Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina.
Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse as dúvidas que ele tinha em acreditar que Jesus estava presente na Eucaristia.
Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o corpo de cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo).
Corpus Christi
Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos. Isso foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue.
O bispo pegou as provas do milagre e voltou para mostrar ao Papa. O Papa, entretanto, sentia algo estranho e resolveu ir ao encontro do bispo. As carruagens se encontraram na Ponta do Sol e o Papa desceu de sua carruagem e ao ver todas as provas do milagre, ajoelhou-se no chão e se dobrou sobre aquela hóstia sangrando e exclamou: “Corpus Christ (Corpo de Cristo)!”
Até hoje, ainda existem essas provas do acontecido. Ai começou a ser celebrado o dia de Corpus Christi e todos passaram a acreditar que Jesus está presente na hóstia consagrada. Fizeram então, pela 1ª vez a procissão com o Cristo passando pela cidade e até hoje esse ritual acontece.
Para acreditar tudo depende da nossa fé.
Isso é um MISTÉRIO DA FÉ. Corpus Christi é Jesus presente na hóstia consagrada em corpo, sangue, alma e divindade. Ninguém vê Jesus na hóstia, mas acreditamos pela nossa fé
Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo” , estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.
Um pouco de história
A solenidade de Corpus Christi tem uma data específica dentro do calendário romano. Trata-se de uma data móvel (sem data fixa no calendário solar) que acontece na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade. Esta, por sua vez, vem celebrada no domingo após a Festa de Pentecostes. É antes de tudo uma “festa teológica”. Isso quer dizer que não se refere a um evento histórico, mas exalta a profissão de fé na presença real de Jesus Cristo na eucaristia.
Sua está no movimento eucarístico da Idade Média, que realçava a presença real do Cristo nas espécies consagradas. Visa aprofundar e divulgar o mistério eucarístico da transubstanciação. Aparece, neste período, o gesto ritual de elevar a hóstia após a sua consagração, na celebração eucarística.
Aos poucos vai se desenvolvendo o ritual e o conteúdo desta festa, que, já na Idade Média, se torna oficial para toda a igreja. Assim, a eucaristia se apresenta como sacrifício e refeição.
Após o Concílio de Trento (século XVI), a Festa de Corpus Christi vai ser muito difundida, como afirmação da catolicidade dos povos fiéis à Igreja Romana e vai ganhar muita festividade e fervor, presentes nas procissões, nas vestimentas sofisticadas, nos pujantes tapetes folclóricos e nas ritualidades fascinantes. A contra-reforma católica vai propagar – dentro da liturgia barroca do século XVII e XVIII a devoção à presença real de Cristo nas espécies do pão e do vinho.
Origem da festa
Deus propiciou esta festa através de Santa Juliana de Mont Cornillon. A santa nasceu em Retines, perto de Liège, Bélgica, em 1193. Órfã desde pequena e educada pelas freiras agustinianas em Mont Cornillon, ela cresceu, fez a profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Por causa de intrigas, teve que ir embora do convento. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das freiras cistercienses em Fosses, e foi enterrada em Villiers.
Juliana, desde jovem, teve uma grande veneração pelo Santíssimo Sacramento e sempre desejava que existisse uma festa especial em sua honra. Este desejo, diz-se, foi intensificado por uma visão que ela teve da Igreja sob a aparência de lua cheia, com uma mancha negra, que significava a ausência desta solenidade.
Ela manifestou suas idéias a Roberto de Thorete, então bispo de Liège, e ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos; a Jacques Pantaleón, arquidiácono de Liège e depois bispo de Verdum, ao Patriarca de Jerusalém e finalmente ao Papa Urbano IV.
O bispo Roberto se impressionou favoravelmente e, como naquele tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para as suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração se realizasse no ano seguinte. Também o Papa ordenou que um monge chamado João escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto se mantém preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do oficio.
O bispo Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez pelos cânones de São Martim em Liège. Jacques Pantaleón chegou a ser Papa no dia 29 de agosto de 1261.
A ermitã Eva, com quem Juliana tinha passado um tempo e que também era fervente adoradora da Santa Eucaristia, insistiu com Henrique de Guelders, bispo de Liège, para pedir ao Papa que extendesse a celebração ao mundo inteiro.
Urbano IV, sempre admirador desta festa, publicou a bula “Transiturus” em 8 de setembro de 1264, na qual, depois de louvar o amor de nosso Salvador manifestado na Santa Eucaristia, ordenou que fosse celebrada a solenidade de “Corpus Christi” na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, outorgando ao mesmo tempo muitas indulgências a todos os fiéis que assistissem à santa misa e ao ofício.
Este ofício, composto pelo Doutor Angélico Santo Tomás de Aquino a pedido do Papa, é um dos mais belos do breviário romano, e foi admirado até mesmo por protestantes.
A morte do Papa Urbano IV (2 de outubro de 1264), pouco depois da publicação do decreto, obstaculizou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção da festa. Publicou um novo decreto incorporando o de Urbano IV. João XXII, sucessor de Clemente V, instou a sua observância.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. No entanto, essas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martim V e Eugênio IV e se tornaram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms foi adotada em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra, foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e em outros países, a solenidade é celebrada no domingo seguinte ao da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega, a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptas, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
O Concílio de Trento declara que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzido na Igreja de Deus o costume de que todos os anos, em determinado dia festivo, se celebre este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade, e, reverente e honorificamente, seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos.
Nisto, os cristãos testemunham a sua gratidão e a lembrança de tão inefável e verdadeiramente divino beneficio, por meio do qual se torna presente de novo a vitória, o triunfo sobre a morte e a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV , para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
Fonte: Colégio São Francisco/es.catholic.net/www.cacp.org.br/www.catedral.org/www.bispadobauru.org.br/www.bethynha.com.br
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