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Dia Mundial de Ação de Graças

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O Dia de Ação de Graças é um dia para as pessoas agradecerem pelo que têm. Famílias e amigos se reúnem para uma refeição.
Nos EUA, o Dia de Ação de Graças é sempre comemorado na quarta quinta-feira de novembro.

Por que é chamado de Ação de Graças?
Bênção da colheita. Começou como um dia em que as pessoas aproveitavam a oportunidade de agradecer pela bênção da colheita e do ano anterior.

Nos Estados Unidos, a celebração é frequentemente reconhecida como um evento que ocorreu quando os colonos ingleses realizaram uma festa para agradecer aos nativos americanos por ajudá-los a começar uma nova vida nos EUA.

“O primeiro Dia de Ação de Graças” foi celebrado depois da primeira colheita, em outubro de 1621. A festa durou três dias.
Cinco cartas para cinco presidentes dos EUA. Depois de uma longa campanha, Sarah Joseph Hale, editora do Godey’s Lady Book – uma revista feminina colonial – é creditada por fazer do Dia de Ação de Graças um feriado nacional nos EUA.

Em apoio ao feriado nacional proposto, Hale escreveu cartas para cinco presidentes dos EUA. A carta que escreveu a Lincoln convenceu-o a apoiar a legislação que institui um feriado nacional de ação de graças em 1863.

O costume do “Dia de Ação de Graças” vem dos Estados Unidos. Em 1620, saindo da Inglaterra, singra os mares o “Mayflower”, levando a bordo muitas famílias. São peregrinos puritanos que, fugindo da perseguição religiosa, vão buscar a terra da liberdade. Chegando ao continente americano, fundam treze colônias, semente e raiz dos Estados Unidos da América do Norte.

Dia Mundial de Ação de Graças
Ação de Graças

O primeiro ano foi doloroso e difícil para aquelas famílias. O frio e as feras eram fatores adversos. Não desanimaram. Todos tinham fé em Deus e nas suas promessas.

Cortaram árvores, fizeram cabanas de madeira, e semearam o solo, confiantes. Os índios, conhecedores do lugar, ensinaram a melhorar a produção.

E Deus os abençoou. No outono de 1621, tiveram uma colheita tão abençoada quanto abundante. Emocionados e sinceramente agradecidos, reuniram os melhores frutos, e convidaram os índios, para juntos celebrarem uma grande festa de louvor e gratidão a Deus.

Nascia o “Thanksgiving Day”, celebrado até hoje nos Estados Unidos, na quarta quinta-feira de novembro, data estabelecida pelo Presidente Franklin D. Roosevelt, em 1939, e aprovada pelo Congresso em 1941.

O embaixador brasileiro Joaquim Nabuco, participando, em Washington, da celebração do Dia Nacional de Ação de Graças, falou em tom profético: “Eu quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”. Estas palavras moveram consciências no Brasil.

No governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Congresso Nacional aprovou a Lei 781, que consagrava a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças.

Porém, em 1966, o Marechal Humberto Castelo Branco modificou esta Lei, dizendo que não a última, mas a quarta quinta-feira do mês de novembro seria o Dia Nacional de Ação de Graças, para coincidir com esta celebração em outros países.

Sim, aquelas palavras de Joaquim Nabuco, grande estadista brasileiro, encontraram eco em muitos corações. Hoje, são muitas as comunidades que, como num grande coro universal de gratidão a Deus, celebram nacionalmente o Dia de Ação de Graças, na quarta quinta-feira de novembro.

Em tudo e por tudo devemos dar graças a Deus!

A ideia de transformar o “Dia de Ação de Graças” em acontecimento universal nasceu de um brasileiro, Joaquim Nabuco, quando Embaixador do Brasil em Washington.

Em 1909, na Catedral de São Patrício, ao final da primeira Missa Pan-Americana, que celebrava o “Dia de Ação de Graças”, o Embaixador brasileiro formulou publicamente o seguinte voto: “Eu quisera que toda a humanidade se unisse, no mesmo dia, para um agradecimento universal a Deus”.

O diplomata brasileiro soube expressar em sua ideia todo o conhecimento que tinha sobre a população de seu país, baseado em seu passado histórico, firmando sempre, desde as origens, nas tradições cristãs do respeito à liberdade e aos direitos humanos, na proibição constitucional das guerras, na busca de solução dos conflitos sem derramamento de sangue, enfim, um país voltado para a paz.

No Brasil, o “Dia Nacional de Ação de Graças” foi instituído por meio da Lei nº 781, de 17 de agosto de 1949, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra.

O Decreto nº 57.298, de 19 de novembro de 1965, regulamenta as comemorações do “Dia Nacional de Ação de Graças”. Finalmente, a Lei nº 5.110, de 22 de setembro de 1966, determina que o “Dia Nacional de Ação de Graças” seja comemorado na 4ª quinta-feira do mês de novembro, sendo o Ministério da Justiça o órgão legalmente incumbido de promover a sua celebração.

Histórico

A Comissão do Dia Nacional de Ação de Graças, do Ministério da Justiça, vem cumprindo suas atribuições de fazer a semana preparatória, com as mensagens oficiais e a cerimônia do “Te Deum”, com todas as características especificadas no Decreto, cuidando da sua divulgação.

O relato das várias celebrações em todo o território nacional demonstram o interesse dos órgãos públicos e segmentos religiosos em comemorar o dia, bem como o envolvimento das autoridades eclesiásticas de vários pontos do país, em participar e apoiar o evento.

Um histórico de abrangência mundial registra como o mais longínquo “Te Deum” o que fez Cristóvão Colombo, em 1492, quando chegou à América, agradecendo a Deus pela descoberta.

Registra-se também que Cabral, quando chegou ao Brasil em 1500, rezou uma missa de agradecimento nas praias da Bahia.

Nos EUA, em 1612, os Peregrinos iniciaram a comemoração como “Dia de Ação de Graças” que evoluiu sempre mais, pois em 1789, o Presidente George Washington oficializava a comemoração. Em 1863, o Presidente Lincoln determinava sua realização para a última quinta-feira do mês, sendo que estabelecia, também ele, que era esse dia feriado nacional.

O dia continuou a ser sempre comemorado, e em 1939 o Presidente Franklin D. Roosevelt proclamou essa comemoração para a quarta quinta-feira do mês, sendo essa data oficializada no Congresso Americano em 1941.

Para os estadunidenses as comemorações religiosas são acompanhadas de jantar de confraternização, com o tradicional peru e a torta de abóbora, que se tornaram símbolo desse dia.

O dia de Ação de Graças é um dia de gratidão a Deus pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano, com orações, abraços de confraternização e com festas. Os primeiros dias de Ação de Graças na “Nova Inglaterra”, atuais Estados Unidos da América eram festivais de gratidão a Deus e agradecimento às boas colheitas anuais. Por essa razão, é festejado no outono do hemisfério norte, após a colheita ter sido recolhida. O dia, portanto, na quinta-feira, próxima ao dia 26 de novembro.

O primeiro dia foi celebrado em Plymouth, Massachusetts, pelos agricultores que fundaram a vila em 1619. Após péssimas colheitas e um inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no verão de 1621. Por ordem do governador da vila, em homenagem e reconhecimento em relação aos anos anteriores, uma festividade foi marcada no início do outono de 1621. Os homens de Plymouth mataram patos e perus; outras comidas fizeram parte do cardápio, como peixes e milho. Nos próximos anos, festividades similares foram realizadas em Plymouth, mas nenhuma data tradicional havia sido determinada. Tais festividades espalharam-se da vila para outras vilas e cidades da Nova Inglaterra. Na Revolução americana de 1766, oito dias de gratidão foram introduzidos em homenagem às vitórias das 13 colônias sobre as tropas inglesas. Em 1789, o presidente americano George Washington confirmou o dia 26 de novembro como um dia nacional de Ação de Graças. Em 1863, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, declarou que a última quinta-feira do mês de novembro seria um dia de Ação de Graças. Por fim, o Congresso norte-americano instituiu que o dia Nacional de Ação de Graças seria comemorado definitivamente na quinta-feira da quarta semana de novembro e como um feriado nacional.

A data de então é comemorada atualmente em todo o mundo como um dia internacional de agradecimento; e com a proximidade do Natal e, no hemisfério sul, das férias, se justifica como um dia de voltar-se para Deus, o grande doador da vida e de seus dons, e ao próximo pela sua presença e companheirismo no dia-a-dia da vida familiar, da vida social e do trabalho. Numa dimensão de fé religiosa, o dia de Ação de Graças quer ser um grande hino de louvor ao Criador pelos inúmeros benefícios concedidos e reconhecidos pela criatura criada à sua “imagem e semelhança” (Gn 1, 26); pois há mais alegria em dar do que em receber, diz o apóstolo Paulo; é dando que se recebe, diz o pai universal, Francisco de Assis; quanto mais agradecemos, menos temos necessidade de pedir diz Michel Quoist.

O dia de Ação de Graças é, geralmente, um dia familiar e de convívio com as pessoas mais próximas, também no trabalho, na escola, na universidade e, por ser em alguns países, feriado nacional, é um dia para as pessoas dedicarem seu tempo para pensamentos religiosos, serviços na igreja e muitas orações.

Esse dia quer ser a síntese de cada um e de todos nós para podermos dizer: Graças dou por esta vida, pelo bem que revelou. Graças dou pelo futuro e por tudo que passou.

Pelas bênçãos derramadas, pela dor, pela aflição. Pelas graças reveladas, graças dou pelo perdão. Graças pelo azul celeste e por nuvens que há também. Pelas rosas no caminho e os espinhos que elas tem. Pela escuridão da noite, pela estrela que brilhou. Pela prece respondida e a esperança que falhou. Pela cruz e o sofrimento e também ressurreição. Pelo amor que é sem medida, pela paz no coração. Pela lágrima vertida e o consolo que é sem par. Pelo dom da eterna vida, sempre graças hei de dar.

Pedro Alberto Kunrath

Dia Nacional de Ação de graças: Agradecer a Deus pelos inúmeros dons e benefícios que nos concede é um dos gestos mais dignos do ser humano.

Conhecendo a história

Este dia tem sua origem no ano de 1620, quando um grupo de cristãos fugindo da perseguição do Rei Jaime I deixaram a Inglaterra e se estabeleceram nos Estados Unidos. Eram chamados os “Pilgrim Fathers’ (pais peregrinos), que após muitas dificuldades, tiveram uma colheita abundante e se reuniram para um Culto de Ação de Graças ao Senhor da terra e da vida. No Brasil, a ideia nasceu em 1909, quando Joaquim Nabuco, embaixador do Brasil, participou de um desses cultos em Nova Iorque, na Igreja de São Patrício. Somente 40 anos depois, no governo de Eurico Gaspar Dutra é que foi instituído o dia Nacional de Ação de Graças pela lei nº 781. Então, a partir de 19 de novembro de 1965, pelo decreto nº 57.298, esse dia passou a ser comemorado na quarta quinta-feira do mês de novembro.

Concepção bíblica de Ação de Graças

A ação de graças é uma constante na cultura, no imaginário bíblico. Na tradição judaica e cristã o ato de agradecer a Deus, louvar e bendizer Aquele que é a fonte de toda vida, de todo o bem é chamado de berakah.

A bênção ou ação de bendizer envolve uma tríplice relação: com Deus, com os semelhantes e com o universo. Mantêm unidos e inseparáveis estes três pólos.

Portanto, neste dia, ninguém deveria participar de nenhuma celebração de mãos vazias. É dia de louvor – dimensão vertical da ação de graças – dia de partilha –dimensão horizontal – e dia de compromisso com o cosmos, o universo, o planeta – dimensão ecológica.

Deus – é reconhecido como a fonte da vida e de todo o bem.

É acolhido como “princípio” e “fim” para que a criação chegue à sua plenitude. A pessoa humana recebe, usufrui e multiplica, reconhecendo a Deus como origem e real proprietário de todas as coisas. É a intérprete do mundo e destinatária dos bens da terra. Responsável também pela sua preservação e administração. O universo é sacramento e dom. Sinal inesgotável da bondade de Deus e dom concreto para o ser humano e que, ao ser aceito, deve ser compartilhado.

Ação de Graças e comunidade

Somos seres de e para a relação. Não somos da e nem para a isolação. Somos seres, portanto, comunitários. A comunidade que vive plenamente a ação de graças é aquela na qual as pessoas percebem que não estão sozinhas, não são auto-suficientes, não se bastam, mas reconhecem seus limites e a necessidade de ações solidárias. Por isso, a autêntica ação de graças impulsiona a pessoa à partilha e ao serviço.

Numa sociedade individualista, consumista, dominada pela ideologia do mercado, do consumo, o dom recebido em ação de graças se contrapõe a ideologia de posse, do meu, da propriedade, do individual. É antes entendido e vivido como bem de salvação e libertação para todos. Somos guardiões do dom para distribuí-lo principalmente àqueles que necessitam. Não importa a natureza do dom, seja ele material ou intelectual, seja da palavra ou da criatividade, do acolhimento ou da liderança, da coragem ou da serenidade é sempre para a comunidade que ele se dirige. O documento de Aparecida diria que o dom é para a missionariedade.

A ação de bendizer possui um poder transformador mediante o qual reconhecemos a paternidade de Deus. Por exemplo, ao bendizermos a Deus pelo pão, reconhecemos que o pão não é nosso, não é do ser humano mas, de Deus.

Com a bênção (berakah) renunciamos ao poder sobre as coisas. Reconhecemos a prevalência de Deus. Do absoluto, do eterno. Realizamos a passagem da “posse” para o “reconhecimento” e para o “serviço”.

Para a liberdade, portanto. Aí está o segredo. Concluindo, podemos dizer que Ação de Graças, muito mais do que proferir palavras, orações e cantos é uma atitude, um modo de viver e de ser, onde prevalece o sair de si, a partilha, o servir.

Como diz o profeta Amós: “Eu desprezo vossas festas, tenho horror dessas reuniões.

Ainda que vocês me ofereçam sacrifícios, suas ofertas não me agradarão, nem olharei para as oferendas gordas. Longe de mim o barulho de seus cânticos, nem quero ouvir a música de vossas liras. Eu quero, isso sim, ver brotar o direito como água e correr a justiça como riacho que não seca”(Am 5, 21-24).

Wilson Lill

O Dia de Ação de Graças é comemorado na quarta Quinta-feira de Novembro. Nesta data, pessoas de todas as religiões dão graças pelas dádivas alcançadas.

As famílias se reúnem e comemoram com a ceia tradicional, após as preces e os cultos de cada religião em comunhão espiritual à benevolência de Deus misericordioso.

Segundo a tradição, o primeiro Dia de Ação de Graças americano aconteceu em 1621. A festa foi feita junto aos integrantes da tribo Wampanoag, convidados dos colonos ingleses fundadores da colônia Plymouth, estado de Massachusetts.

Num gesto de delicadeza, os índios levaram comida aos ingleses. Só em 1789, por ideia do então presidente George Washington, a data se tornou feriado. Para aqueles que estão no caminho espiritual, o Dia de Ação de Graças anuncia formalmente a chegada do Natal e simboliza a gratidão que sentimos a medida em que nos aproximamos de Deus.

Da mesma forma que o dia de Ação de Graças precede o Natal, o coração, que é constantemente agradecido, é um precursor do glorioso nascimento interno da consciência Cristã que é a alegre realização da Presença Divina em toda a criação.

Oferendas internas, conscientes de agradecimento, abrem nossos olhos novamente para as incontáveis manifestações de Deus em nossa volta, emocionando-nos com uma capacidade nova de admirar e sentir júbilo na vida diária.

O Dia de Ação de Graças é o dia especialmente dedicado à gratidão. A rigor, todos os dias deveriam ser de ações de graças. Em todas as circunstâncias, em todos os momentos, deveríamos ser gratos a Deus.

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, para convosco”. I Tessalonicenses 5.18.

Agradecer a Deus, entendendo que tudo lhe pertence e que providencia o melhor para nós, é sinal de amor e de obediência à Sua vontade. No ano de 1909, Joaquim Nabuco, Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, assistiu a um Culto de Ação de Graças. Ficou tão impressionado que declarou: “Quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”.

Em 1949, foi votada no Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra, a Lei no 781, que instituiu no Brasil o Dia Nacional de Ação de Graças.

Fonte: www.aljazeera.com/www.saf.org.br/www.mj.gov.br/ www.saosebastiaoportoalegre.org.br/www.itepa.com.br/www.sjose.com.br

 

 

 

 

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