Dia do Profissional de Informática

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19 de Outubro

Dia do Profissional de Informática, celebrado anualmente no dia 19 de Outubro, no Brasil, homenageia os técnicos, administradores de rede e funcionários de TI que mantêm, protegem e dão suporte à infraestrutura digital crítica.

Hoje, a indústria de computadores é um dos mais procurados indústrias no mercado de trabalho em todo o mundo. Além disso ele também oferece uma das maiores variedades de empregos. A excelente potencial de crescimento em muitos dos seus planos de carreira permite que a profissão de computador para se destacar de muitas das outras profissões.

Como resultado, milhões de estudantes buscam educação de computador hoje em dia, a fim de alcançar um futuro melhor.

Então, vamos olhar para diferentes carreiras esses alunos venham a exercer num prazo de poucos anos. Em outras palavras, vamos ter uma idéia de “o que profissionais de informática fazem?”

Profissionais de informática estão envolvidos em várias carreiras com diferenças significativas entre eles.

Pense sobre o papel de cada pessoa, enquanto você lê ao longo de cada carreira na lista a seguir:

Engenheiro de Computação
Administrador de Rede
Administrador de banco de dados
Associado Suporte de Software
Engenheiro de Software
Designer de Interface
Analista de sistemas
Programador de computador

A carga de trabalho individual de cada papel é totalmente diferente de uma outra. Alguns fornecem apoio quotidiano e manutenção, alguns oferecem a segurança da informação e redes, enquanto algumas plataformas de software de construção para suavizar as atividades de uma empresa. No entanto, no contexto organizacional amplo, todos eles estão envolvidos no planejamento, coordenação e controle dos vários usos da tecnologia da informação para garantir um funcionamento eficiente de uma organização.

Muitos dos papéis mencionados acima exigem pelo menos um grau de associado em estudos de computador, com especial enfoque na área de preocupação, como a qualificação de nível de entrada.

Como resultado, antes de ser um profissional de computador, você deve se especializar em uma ou duas áreas de estudo, como o de Engenharia da Computação, Programação de Computadores, Rede e Administração de Banco de Dados, Análise e Projeto de Sistemas, Suporte Técnico, Network Systems and Technology, Computer Forensics , Multimídia, Desktop Publishing, Web Design e Desenvolvimento, Tecnologia Web e Sistemas de Informação de Segurança e muitas outras disciplinas que abrange o campo da computação.

Seja qual for sua especialização é, você também deve possuir o conhecimento fundamental na maioria das áreas acima para ser um profissional de computador eficaz. A razão é que é todos interligados eo conhecimento que você tem sobre outras áreas será altamente benéfico para fornecer soluções eficazes quando você lida com problemas em sua especialização selecionado.

Por exemplo, um técnico de informática empregados em uma organização empresarial é responsável por monitorar os requisitos da empresa e, em seguida, projeto, instalação e manutenção de sistemas de computadores da empresa, incluindo software e hardware. No entanto, a fim de realizar efetivamente como um técnico de informática, o entendimento geral que ele / ela tem em outras áreas como Administração de Banco de Dados, Sistemas de Informação de Segurança também é vital.

Em resumo, uma carreira no campo da informática é altamente lucrativo e oferece potencial para crescer. Há tantas opções de carreira disponíveis no campo da informática, então você tem uma gama de opções para escolher, com base em suas diversas necessidades. Se você pode suportar a ideia de ficar sentado na frente de um computador o dia inteiro, uma carreira no campo da informática poderia ser apenas o que você quer.

A Tecnologia

A tecnologia faz parte da nossa vida há muito tempo e é quase indispensável no nosso dia a dia.

Algumas pessoas até se perguntam: “Como vivi sem tecnologia?” Pois é, ela está revolucionando o mundo e, por trás de toda essa tecnologia, monitorando as máquinas eletrônicas , há um ser da idade da pedra, o ser humano; no caso da informática, o profissional da informática.

O profissional da informática é uma profissão criada nos últimos 40 anos.

Os primeiros computadores chegaram ao país no início dos anos 1960 e logo foram aplicados nas mais diversas atividades e instituições: no governo, nos bancos, na indústria, no comércio, na academia e, mais recentemente, nas residências.

Em todos estes lugares, temos, de um lado, os usuários e, de outro, os profissionais da retaguarda – o “suporte” e a assistência técnica.

Dia do Profissional de InformáticaDia do Profissional de Informática

Esses profissionais têm se mostrado essenciais em função da relativa complexidade da tecnologia de computação.

Ser um bom profissional requer muito estudo e prática, assim como em profissões mais antigas, por exemplo, a de engenheiro ou de médico.

Porém, os engenheiros e os médicos estão explicitamente subordinados a uma instituição por meio de seu juramento, à época de sua formatura, e do trabalho fiscal dos CREAs e CRMs, que têm poderes inclusive de cassar o registro desses profissionais.

Isto não acontece com os profissionais da informática por uma série de razões, por exemplo, a existência de muitos caminhos para chegar ao exercício da profissão, já que não é necessário o curso universitário para adquirir competência.

Há vários profissionais de muita experiência que estão nessa situação, porque ingressaram na atividade quando ela ainda começava e não havia cursos profissionalizantes.

A principal sociedade profissional do ramo, a Sociedade Brasileira de Computação, defende a variedade de formação, opondo-se à regulamentação da profissão nos moldes exclusivistas tradicionais, que pressupõe o controle da profissão por um conselho regional, depois da obtenção de um diploma de curso superior específico.

Em vez disso, prefere que esse profissional tenha sua competência reconhecida informalmente e que seja adotado um código de ética e conduta profissional.

Infelizmente, ainda não foi resolvida esta questão nem existe uma regra nacional para examinar o comportamento e a eficiência desses profissionais.

Ética Profissional na Área de Informática

Várias são as formas de se apreender um conhecimento novo, num primeiro momento, percebê-lo em perspectiva predominantemente descritiva e, se houver segurança, empreender breve aporte analítico.

No estudo Jurídico, recomenda-se que estabeleça um referencial da pesquisa, escolhendo o Método de Investigação e as Técnicas que lhe sejam mais compatíveis.

No Código de Ética Profissional, descreve obrigações, responsabilidades e requisitos de profissionais que atuam em qualquer área, visando orientar o exercício de suas atividades e regular suas relações com colegas de profissão, clientes, empregadores e sociedade.

A Ética é fundamentada e orientada pela concepção de homem e de Ética explicitada na Introdução do Código de Ética Profissional de 1993.

Os pressupostos centrais tratado nessa fundamentação são: “a apreensão do homem como ser social auto-construído através do trabalho e da cultura, e da ética, como capacidade humana essencial objetivadora da consciência e da liberdade humana”. BARROCO Lucia, Ética e Sociedade.

Nos primórdios da vida, o homem vivia numa natureza hostil. Ao longo do período, lutas eram cravadas para sobreviver, e com isso o homem aprendeu a desenvolver e a usar a paleotecnologia e posteriormente adaptar-se à natureza com a neotecnologia

Numa época bem próxima da nossa, com a Revolução Industrial, a urbanização e progressos científicos-tecnológicos, começou a humanizar a natureza e a dominar o mundo.

No domínio do homem sobre a natureza e possuindo um grande acervo de conhecimentos, começou a criar muitos outros mundos ou seres tecnológicos.

Nesse mundo de tecnologia a única alma única alma, que é a informática, faz a conexão entres os seres.

Com a natureza humanizada, o homem também compartilha o sentido da vida entre os mundos tecnológicos que ele mesmo criou, vivendo atualmente em vários mundos ao mesmo tempo.

Fortes mudanças e impactos sociais o mundo vem sofrendo com o desenvolvimento da tecnologia ao longo dos anos.

Assim devemos desenvolver ou apropriar as tecnologias para o bem-estar social, e nunca perder a consciência de sua missão de apóstolo das grandes mudanças sociais não traumáticas.

Se o informático deixar-se ser manipulado pelos interesses externos, não assumir as responsabilidades pelos seus atos, não respeitar a liberdade fronteiriça do outro e não avaliar as consequências sistêmicas de suas decisões, os interesses da sociedade serão prejudicados.

A futura esperança do bem estar da sociedade repousa, em grande parte, sobre o informático que disponibilizará para ela informações úteis e significativas, com o objetivo de transformar, naquele que será proprietário do seu próprio saber ou conhecimento.

Da passagem do estado de ignorância para o de cognitário dependerá, em grande parte, da conduta ética do profissional de informática e do seu grande envolvimento com os interesses da sociedade. Ao mesmo tempo, irá diferenciá-lo daqueles que não são profissionais, mas atuam no mercado cada vez mais globalizado e competitivo, provocando enormes prejuízos à nação.

Com relação aos deveres da profissão, cabe ao profissional de informática adquirir e manter a competência profissional procurando alcançar a máxima eficiência e eficácia em seu trabalho mantendo-se continuamente atualizado através da participação em encontros e cursos de atualização profissional, cooperando para o progresso da profissão, mediante o intercâmbio de informações sobre seus conhecimentos, colaborando com os cursos de formação profissional, associações de classe, escola e órgãos de divulgação técnica e científica, orientando e instruindo os futuros profissionais.

Tendo sempre em vista a honestidade, a perfeição, o respeito à legislação vigente e a guarda dos interesses de clientes, empregadores e organizações, sem prejuízo da sua dignidade pessoal e profissional e, principalmente, dos interesses maiores da sociedade em que estiver exercendo suas atividades.

Quanto aos deveres para com a sociedade, o informático deverá ainda, sempre contribuir para o desenvolvimento do país, procurar aperfeiçoar a qualidade da tecnologia com que trabalha e agir sempre no interesse da comunidade e do meio ambiente, comprometer com o bem público e contribuir com seus conhecimentos para melhor servir aos interesses da sociedade, evitar os efeitos danoso de seu trabalho sobre os diretos humanos, combatendo toda forma de discriminação.

Em relação aos deveres com os colegas de profissão, não cometer ou contribuir para que se façam atos de injustiças, e nem criticar, denegrir o trabalho ou reputação de um colega de profissão e de outras profissões.

Nunca banalizar ou prostituir o mercado, direta ou indiretamente, tentando suplantar um colega de profissão, reduzindo as taxas de remuneração de forma injusta, ou apresentando propostas que representem competição desleal de preço por serviços profissionais.

O dever do profissional de informática para com seus clientes e empregadores deverá ser de forma leal, com dedicação e honestidade, oferecendo o melhor de sua capacidade Técnica e Profissional, procurando contribuir para a obtenção de máximos benefícios em decorrência de seu trabalho;

Sempre honrar os contratos, acordos e responsabilidades assumidas, entregando os trabalhos nos prazos e orçamentos combinados ou contratados.

Se necessário, notificar seu cliente, por escrito e em tempo hábil, os potenciais atrasos de tempo e orçamento para que as medidas corretivas possam ser adotadas;

Ter sigilo total e confidencial, toda informação que souber em razão de suas funções, não as divulgando em hipótese alguma, sem o consentimento dos clientes e/ou empregadores.

E não deverá ainda, aceitar instruções do cliente que impliquem infração contra os direitos próprios de outras pessoas ou conscientemente, agir de maneira a acarretar alguma infração.

Importância do profissional de informática nas empresas

O profissional da área de informática, para ser bem sucedido, precisa estar atento a necessidade de saber relacionar-se com todas as pessoas a sua volta, não ficando limitado a parte técnica, como sempre aconteceu.

A informática talvez seja a área que mais influenciou o curso do século XX. Se hoje vivemos na Era da Informação, isto se deve ao avanço tecnológico na transmissão de dados e às novas facilidades de comunicação – ambos impensáveis sem a evolução dos computadores. Existe informática em quase tudo que fazemos e em quase todos os produtos que consumimos. É muito difícil pensar em mudanças sem que em alguma parte do processo a informática não esteja envolvida.

Mas não podemos pensar apenas na parte técnica da informática. É preciso dar-se conta que um profissional dessa área precisa ter muito conhecimento de lógica e ciências exatas, como os engenheiros, mas também precisa saber que vai estar atuando em todos os setores da empresa, relacionando-se com pessoas. A pessoa ligada à área de tecnologia da informação TI precisa entender como funciona o trabalho de todos os funcionários para poder otimizar e melhorar o trabalho deles.

O diretor de tecnologia da SISNEMA Informática, Nei Maldaner, destaca a importância de se pensar a informática atualmente em três pontos: técnica e lógica, negócio da empresa e relacionamento interpessoal. “Hoje em dia, não podemos pensar um profissional da área de TI que seja só técnico e lógico, como era há anos atrás; é preciso que esse profissional una essa técnica ao relacionamento com todas as pessoas da empresa”, explica Nei Maldaner.

Outro fator muito importante é que o profissional deve atender as necessidades da empresa e não as suas próprias necessidades. O ideal, segundo Maldaner, é conciliar os interesses do dono da empresa, da empresa e dos funcionários, por isso estão em alta os cursos de Gestão, para buscar os resultados e metas traçadas.

O Profissional

Um profissional de informática é um indivíduo com as qualificações e certificações relevantes que trabalha no setor de informática. Ele / ela geralmente funciona em diferentes capacidades em uma variedade de indústrias para garantir o bom funcionamento de computadores e sistemas de informação. À medida que a tecnologia da informação eo mundo da computação é altamente dinâmico, é importante estar ciente ou informada sobre as tecnologias em constante mudança.

O futuro do Técnico de Informática

O mercado de informática de passado por evoluções constates a vários anos, neste cenários de constantes mudanças quem esta se destacado e o profissionais qualificados. Foi a época de que só com um curso profissionalizante, já estava empregado o mercado mudou.

Hoje, porém, nem só o conhecimento basta aos profissionais do mercado. Este pode ser atropelado por alguns profissionais que pouco ou nada sabem, só porquê procurarão uma qualificação profissional.

A grande diferença é a experiência adquirida. Quem tem curso técnico acaba saindo na frente de muita gente que faz curso profissionalizante mas não experiência de trabalho, quer dizer, de vivência e de soluções práticas, que é justamente o objetivo dos cursos técnicos.

O usuário tem obtido cada vez mais informação através de revista, livro, curso e da TV. Cabe ao profissional de informática se especializa. Hoje, entretanto, a maioria dos usuários de nível avançados sabe fazer pequenas manutenções em seus equipamentos só recorrendo aos técnicos quando não consegue resolver o problema.

E esta situação é irreversível: os sistemas ficaram amigáveis e automatizados, enquanto que cada vez mais os técnicos precisam abrir novos campos de trabalho e adquirir novos conhecimentos deixando as coisas mais simples para serem feitas pelos próprios usuários.

Claro que os valores reduziram drasticamente os lucros vindos da manutenção de informática, mas temos que levar em conta que a quantidade de cursos e de material didático aumentou bastante, porém a qualidade dos mesmos caiu absurdamente.

Com o incentivo a usuários se tornarem profissionais em informática da noite para o dia tendo como base o preço dos computadores e a facilidade da configuração dos micros de hoje em dia, me desculpem a franqueza, mas é um erro tremendo.

O ramo de informática não é para novatos e nem curiosos.

Quando o problema é mais sério realmente será preciso recorrer a um profissional com experiência, e esta não se limita apenas ao aspecto técnico: é preciso também saber trabalhar, atender o cliente, fazer um orçamento justo e assim por diante, conforme citamos na referida publicação.

Imagine agora uma segunda situação: você vende softwares para automação comercial. O cliente reclama que o programa é incompleto ou que precisa de mais assistência do que o normal.

Quando se foca em ganhos a tendência é considera-lo um chato, uma pessoa sem habilidade para lidar com tecnologia, e o tratamento (quando se vai resolver um problema dentro da empresa do cliente) tende a beirar a indiferença, em geral.

No mesmo caso, quando se foca em soluções, vai-se buscar meios de diminuir os problemas para o cliente, seja passando um tempo extra ensinando todos os comandos e “macetes” ao cliente, o que no final, resulta em economia de tempo e recursos (financeiros e humanos principalmente).

Parabéns Profissionais de Informática

Dia do Profissional de InformáticaDia do Profissional de Informática

Dia 19 de outubro, comemora-se o Dia do Profissional da Informática. Parabéns aos acadêmicos, egressos do curso de Sistemas de Informação e profissionais da área.

Em homenagem, vai o texto: “Coisas que todos precisam saber a respeito de um cara da informática”.

1 – O CARA DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas este precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório
2 – O CARA DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. Ele também precisa se alimentar e tem hora para isso
3 – O CARA DA INFORMÁTICA pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo profissional desta área, a pessoa precisa descansar nos finais de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, concertos e demonstrações, manutenção, vírus e etc
4 – O CARA DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas ele também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar. Não peça aquilo pelo que não pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA
5 – Ler, estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um CARA DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está se aprimorando como profissional, logo trabalhando
6 – De uma vez por todas, vale reforçar: O CARA DA INFORMÁTICA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal, pois se você achou isto demita-o e contrate um paranormal ou Detetive. Ele precisa planejar, se organizar e assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo. Se você quer um milagre, ore bastante, faça jejum e deixe o pobre do CARA DA INFORMÁTICA em paz
7 – Em reuniões de amigos ou festas de família, o CARA DA INFORMÁTICA deixa de ser profissional e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos, dicas, ele tem direito de se divertir
8 – Não existe apenas um “levomentolzinho”, uma “pesquisadinha” , nem um “resuminho”, um “programinha pra controlar minha loja”, um “probleminha que a máquina não liga”, um “sisteminha”, uma “passadinha rápida” (aliás conta-se de onde saímos e até chegarmos), pois OS CARAS DA INFORMÁTICA não resolvem este tipo de problema. Levantamentos, pesquisas e resumos são frutos de análises cuidadosas e requerem atenção, dedicação. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do CARA DA INFORMATICA mais suportável
9 – Quanto ao uso do celular: este é ferramenta de trabalho.Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMÁTICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo
10 – Pedir a mesma coisa várias vezes não faz o CARA DA INFORMÁTICA trabalhar mais rápido. Solicite, depois aguarde o prazo dado por ele
11 – Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11h58min. Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue após o horário do almoço (relembre o item 2). O mesmo vale para a parte da tarde, ligue no dia seguinte
12 – Quando o CARA DA INFORMÁTICA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência.
ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto
13 – O CARA DA INFORMÁTICA não inventa problemas, não muda versão de Windows, não tem relação com vírus, não é culpado pelo mal uso de equipamentos, internet e afins. Não reclame! Com certeza fez o possível para você pagar menos. Se quer emendar, emende, mas antes demita o CARA DA INFORMÁTICA e contrate um quebra galho
14 – OS CARAS DA INFORMÁTICA não são os criadores dos ditados “o barato sai caro” e “quem paga mal paga em dobro”. Mas eles concordam
15 – E, finalmente, o CARA DA INFORMÁTICA também é filho de Deus e não filho disso que você pensou
16 – Agora, depois de aprender sobre O CARA DA INFORMÁTICA, repasse aos seus amigos, afinal, essas verdades precisam chegar a todos. O CARA agradece.
17 – Se você é Profissional da Informática também, parabéns… nós merecemos…

ADMINISTRAÇÃO E INFORMÁTICA: ATIVIDADE GERENCIAL

A Administração tem seus primórdios na antiguidade.

Foram encontrados registros que sugeriam a utilização de práticas de planejamento, administração pública, organização, condução de trabalhadores e hierarquia no Egito antigo, na Mesopotâmia, na Grécia, na China e na Roma antiga, cada um a seu tempo (Faria, 1994; Hampton, 1990).

Para chegar ao ponto em que estamos, a Administração passou por inúmeras fases, que suscitaram diversos estudos.

O primeiro curso de Administração surgiu nos Estados Unidos em 1881 e no Brasil, por volta de 1950.

Desde então, estudiosos da área buscam identificar as melhores técnicas e processos para administrar, que em termos gerais significa atingir objetivos por meio da ação dos membros da organização (Megginson, Mosley & Pietri, 1986).

Conforme Hampton (1990), Faria (1994) e Barros Neto (2002), a Administração Científica, a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas fundamentam a Administração e servem como ponto de partida para a discussão da Administração contemporânea.

A divisão do trabalho entre gerência e trabalhadores operacionais foi criada por Taylor (1911/1995) e desenvolvida por Fayol (1916/1994),com a definição de cinco funções gerenciais:planejamento, organização, direção, coordenação e controle.

Planejamento: entendido como processo de construção do plano de trabalho considerando objetivos, atividades e recursos, decidindo o que fazer e como fazer antecipadamente; é, em essência, presidir as ações.
Organização: Processo de definição das responsabilidades sobre o que deve ser realizado; ordem de execução e aplicação dos recursos seguindo o planejamento.
Direção: Processo de movimentação das pessoas para realizar as atividades que conduzirão aos objetivos traçados no planejamento, por meio da motivação, comunicação e liderança efetiva.
Coordenação: Processo de integrar as partes do trabalho que foi dividido entre setores e pessoas, sintonizando-as com os objetivos do planejamento.
Controle: Processo de assegurar a realização dos objetivos do planejamento com a utilização dos recursos nos prazos planejados.

Na década de 1960 McGregor (1960/1992) apresentou uma nova concepção de gerência, com visão positiva de seus subordinados, como pessoas capazes, responsáveis, colaborativas, altruístas e dispostas a fazer um bom trabalho.

Drucker (1967) definiu gerente como o profissional que, em virtude de sua posição e de seu conhecimento, é “responsável por uma contribuição que afeta, materialmente, a capacidade da organização de trabalhar e de obter resultados” (p.5).

Com o contínuo estudo da Administração, Mintzberg (1975) sugeriu a classificação do trabalho gerencial em dez papéis, agrupados em três dimensões: papéis interpessoais (imagem do chefe, líder, contato), papéis informacionais (monitor, disseminador e porta-voz); e papéis decisoriais (empreendedor, manipulador de distúrbios, alocador de recursos e negociador).

Dia do Profissional de InformáticaDia do Profissional de Informática

No Brasil, na década de 1990, Motta (2002) expôs o entendimento da função gerencial como “ambígua e repleta de dualidades, cujo exercício se faz de forma fragmentada e intermitente” (p.20), pois muitos gerentes relatam grande número de trabalhos inusitados numa carga de tarefas imprevistas, reuniões, telefonemas e interrupções constantes de forma descontínua e variável, exigindo de si mesmos estrutura psicológica para suportar alto grau de pressão.

A pessoa nesta função necessita ter o que o autor denominou capacidade gerencial, que é a conjugação de: capacidade de analisar e julgar, decidir e ter iniciativa, enfrentar riscos e incertezas; capacidade de negociar e liderar pessoas.

A capacidade gerencial não se limita ao domínio de técnicas administrativas; compreende também o desenvolvimento de habilidades e atitudes; envolve conhecimento de si próprio, do papel que ocupa na organização, do contexto em que está inserido e principalmente do comprometimento que deve ter para com a empresa em que trabalha.

Atualmente, Mintzberg e Gosling (2003) sugerem que há pessoas com inclinação para as funções gerenciais, e isto pode ser observado a partir das características individuais e de personalidade.

Os autores enfatizam a existência de estados da “mente administrativa”, que são compostos por inclinações reflexivas, colaborativas, analíticas, voltadas para o mundo e para a ação.

As tarefas gerenciais no desenvolvimento de software não são diferentes das atividades de um gerente de outra área.

Conforme Cheney, Hale e Kasper (1989), Kraut e Streeter (1995), McConnell (1996) e Stábile (2001), os fundamentos do gerenciamento no desenvolvimento de software consistem em: dimensionar o trabalho necessário para desenvolver o produto (incluindo funcionalidades, complexidade e características); alocar recursos apropriadamente, de acordo com o tamanho do produto; criar um plano para aplicar, monitorar e dirigir os recursos, acompanhando o progresso no desenvolvimento de cada fase.

Além disto é necessário ao gerente conhecer as regras de negócio, ter visão do todo, estar atento a detalhes que possam interferir no andamento do trabalho, ter bom relacionamento interpessoal e comunicar-se adequadamente com os usuários, a alta direção, os pares e membros de sua equipe operacional.

As atividades operacionais são delegadas aos analistas de sistemas e programadores que executam o Ciclo de Desenvolvimento de Software (ver McConnell, 1996).

Ao analista de sistemas cabe a tarefa de operacionalizar o planejamento, realizando atividades de levantamento e análise de requisitos, especificação e design lógico, acompanhamento da programação e testagem do produto.

Ao programador compete implementar as especificações definidas pelo analista de sistemas, codificando-as a partir de linguagens específicas de programação; deve ele testar o seu próprio trabalho antes de encaminhá-lo para a avaliação do analista de sistemas.

Analistas de sistemas e programadores devem possuir aprofundado domínio tecnológico, precisam conhecer o negócio da empresa e comunicar-se bem entre si e com usuários, desenvolver senso de equipe e espírito colaborativo.

Quando comparados informatas gerentes com informatas operacionais (analistas de sistemas e programadores), em estudos realizados por pesquisadores de outros países, alguns dos resultados se destacam:

Sobre as características de personalidade, Moore (1991) nos Estados Unidos aplicou o Sixteen Personality Factor Questionnaire (16PF) em 113 informatas.

Encontrou resultados significativos que sugeriram a tendência dos informatas gerentes, comparados aos operacionais, a serem mais impulsivos e competitivos, possuírem alta capacidade para pensamento abstrato, inclinação para analisar e solver problemas e interesse por liderar e persuadir pessoas.

Quando comparados com os gerentes de outras áreas, demonstraram pouca capacidade para aventurar-se socialmente e aceitar condições impostas por outros; demonstraram ser mais agressivos, autosuficientes, impulsivos e tensos do que gerentes de outras áreas.

Quanto à motivação para o trabalho, no estudo realizado por Couger e O’Callaghan (1993) com 334 participantes espanhóis não foram encontrados resultados significativos quando comparados gerentes e operacionais com relação aos aspectos: identificação com as tarefas, autonomia, capacidade de dar e receber feedback e satisfação com a supervisão recebida.

Os autores enfatizam que os dois grupos apresentam baixa necessidade de interação social, confirmando pesquisas anteriores finlandesas e americanas.

Afirmam Couger e O’Callaghan que as pessoas atraídas pelo trabalho com computador sentem-se bem sozinhas.

No que diz respeito a características dos desenvolvedores de software, Wynekoop e Walz (1998), após a aplicação do The Califórnia Psychological Inventory Adjetive Check List (ACL) em 114 informatas gerentes e operacionais, afirmaram que, em comparação com a população em geral, os informatas desta amostra são ambiciosos, lógicos e conservadores, demonstram também ser analíticos, produtivos e persistentes.

Os programadores tendem a ser menos sociáveis e mais resistentes a mudanças que analistas de sistemas e gerentes.

Os analistas de sistemas e gerentes tendem a estabelecer relacionamentos sociais cautelosos e prudentes, podem não demonstrar sociabilidade no convívio com outras pessoas.

Na literatura revisada observa-se estreita relação entre o sucesso no desenvolvimento de software e o gerenciamento da equipe; o estilo de coordenação, as características de personalidade e a habilidade do gerente em conduzir pessoas são aspectos decisivos para o bom desempenho da equipe.

Conforme Bradley e Hebert (1997) e Gorla e Lam (2004), o melhor gerente para uma equipe de desenvolvimento de software é aquele que tem capacidade de comunicação e é extrovertido; é capaz de observar detalhes sem perder a visão do todo; tem bem desenvolvido o pensamento lógico-analítico e toma decisões de forma racional; é atento às pessoas e prefere viver de forma planejada, controlada e ordenada.

CARREIRA DO INFORMATA

É bastante comum encontrarmos, nas empresas de desenvolvimento de software, gerentes que iniciaram a sua carreira como programadores ou digitadores.

Observando a ocupação dos cargos nas organizações é comum encontrarmos cargos gerenciais sendo ocupados por excelentes técnicos, levados em grande parte pela expectativa de seus diretores de terem bom desempenho como técnicos, de que sejam também bons gerentes; ou ainda levados pelo interesse pessoal em melhor remuneração.

É um paradigma a ser discutido, tendo-se em vista que a escolha por esta carreira profissional deveria ser pautada por preferência pessoal, por um conjunto facilitador de conhecimentos, habilidades e atitudes gerenciais e pela caracterização de personalidade favorável ao desenvolvimento dos processos de gestão, como sugerem Mintzberg e Gosling (2003).

Relata Assis (2002) que na década de 1970 surgiu no Brasil a carreira paralela ou de estrutura em Y.

Por estrutura Y entende-se uma organização dos cargos de forma a permitir que, a partir de um determinado ponto da estrutura hierárquica, seja possível crescer funcionalmente para o braço gerencial (numa perna do Y) ou para o braço técnico (na outra perna do Y) com equivalência salarial.

Acreditamos, como Wynekoop e Walz (1998), Faraj e Sproull (2000), que ainda estamos na fase inicial da discussão da carreira do informata, pois, além de a profissão ser nova, as características de personalidade encontradas em pesquisas existentes são complexas e os grupos funcionais – quer de gerentes, quer analistas de sistemas, quer de programadores -são bastante diferentes.

Em cada posição hierárquica é necessário agregar novas habilidades.

Em princípio, este parece ser o traçado da carreira do informata: programador.

A formação do informata situa-se na área de ciências exatas, nos cursos de graduação em ciências da computação, sistemas de informação, engenharia de software, entre outros, que parecem proporcionar preparo para desempenhar tarefas do desenvolvimento de software.

A escolha por esta carreira profissional pressupõe gosto pela área lógico-matemática, por cálculos, pelo trabalho com dados e por investigação de conceitos, situações e processos (Holland, 1997).

O trabalho gerencial supõe e tem como um dos prérequisitos o contato humano, o relacionamento estreito com outras pessoas, processos profundos de comunicação para que ocorra a coordenação do trabalho e o bom desempenho nas atividades.

A expertise em coordenar tem forte relação com a performance da equipe (Faraj & Sproull, 2000).

Seguindo o pensamento de Motta (2002), a pessoa que ocupa função gerencial necessita ter capacidade gerencial, que não se limita ao domínio das técnicas administrativas, sendo imprescindível desenvolver a capacidade de análise para compreensão dos dados disponíveis, iniciativa para implementar as decisões e capacidade para lidar com pessoas (relacionamento interpessoal).

Termos operacionais Capacidade de análise: além de ser um princípio conceitual da administração, é um aspecto da personalidade importante, incluindo senso crítico para adquirir e interpretar as informações acerca de um assunto, envolvendo a capacidade de entender o relacionamento das partes com o todo, e o todo dividido em partes, conforme Megginson, Mosley e Pietri (1986).

A análise precede a tomada de decisão na capacidade de apreender dados e estabelecer critérios de escolha.

A Teoria da Computação e o profissional de informática

Nos dias de hoje, em que o imediatismo domina a nossa sociedade, permeando muitas esferas sócioculturais, e influindo direta e significativamente nos rumos de toda a humanidade, diversos aspectos da formação dos profissionais da área têm sido alvo de discussões e de mudanças, visando sua adequação aos nossos tempos.

Em particular, tem sido muito questionada a conveniência e até mesmo a necessidade de se estudar, conhecer e dominar assuntos abstratos, dado que o exercício profissional geralmente praticado induz ao uso mecânico e quase cego de elementos pré-fabricados, “de prateleira”, parecendo até muito estranho discutir a eventual importância para o profissional de um reforço de formação em conhecimentos complexos, exigentes e abstratos, como aqueles propostos pela Teoria da Computação.

Identificam-se aí duas tendências tecnológicas que, embora complementares, infelizmente costumam ser interpretadas como sendo radicalmente excludentes: a primeira, sugerindo que se busque preferencialmente o (re)aproveitamento de produtos e resultados de esforços anteriores como forma de obtenção de recursos humanos produtivos e eficientes, e a segunda, priorizando o cultivo da formação científica como meio de formação de profissionais preparados para o desenvolvimento de trabalhos centrados na criatividade.

Naturalmente, sempre que levadas aos limites, tendências como essas geralmente acabam por contrapor-se, suscitando, de um lado, adeptos extremos da exploração direta de capacitações já consolidadas, para o uso imediato de soluções previamente desenvolvidas, e de outro, aqueles que radicalmente consideram legítimas apenas as tendências estritamente investigativas, puramente teóricas, talvez sem compromisso com a realidade.

Aqueles se mostram quase sempre refratários a promoverem investimentos na formação da componente conceitual dos profissionais, e mais favoráveis a investimentos de rápido retorno, que em geral correspondem a um preparo mais superficial e utilitarista, menos formal, mais informativo e preponderantemente tecnológico.

Os outros, por sua vez, por valorizarem mais a busca de conhecimentos novos, acabam priorizando a pesquisa em áreas pouco exploradas, o que exige investimentos de risco, “a fundo perdido”, em pesquisa pura, os quais raramente apresentam garantias absolutas de retorno do investimento, de resultados dos desenvolvimentos na forma de produtos úteis à sociedade, do cumprimento dos prazos inicialmente estimados.

Como diz a sabedoria popular, a virtude nunca está nos extremos, e assim, torna-se conveniente que seja identificado aquilo que cada vertente tem de melhor para oferecer, buscando-se entre elas um equilíbrio aceitável, de forma que possam cada qual contribuir a seu modo para uma formação não polarizada de um profissional que, apoiado na solidez que lhe pode conferir o conhecimento profundo das bases fundamentais da Computação, seja capaz de, no dia-a-dia, optar, de forma competente, entre a invenção de novas soluções e a adequação, aos interesses de cada momento, de soluções previamente estabelecidas.

Motivação

Pode para alguns parecer anacrônico, na nossa era dos produtos prontos para o consumo, que conhecimentos como os oferecidos pela Teoria da Computação sejam propostos como instrumentos de trabalho para pessoas cujas formações se revelam tão diversificadas, e cujos interesses, são mesclados com os de outras áreas, como é o caso de tantos profissionais da Informática, cujos alvos mais diretos de interesse são os computadores e a computação.

Não faltaram nem faltarão argumentos de apoio ao progressivo esvaziamento de conteúdo das já tão enfraquecidas disciplinas fundamentais dos currículos de formação dos profissionais da área, em nome do pouco interesse prático que se alega existir por conhecimentos que, de tão especializados e complexos, conseguem fascinar apenas uma pequena elite.

Nem faltam justificativas para a adoção de critérios cada vez mais restritivos de apoio ao desenvolvimento da dispendiosa, demorada e incerta pesquisa básica em tantas universidades de todo o planeta, em nome da priorização daquelas pesquisas ditas aplicadas e sustentáveis, potencialmente lucrativas, em vista dos resultados que podem produzir em menor prazo e com menor custo.

Argumentos dessa natureza infelizmente convencem e empolgam a muitos, consequentemente favorecendo, em vários níveis, tomadas de posturas que, em nome dos resultados imediatos e de uma tão desejada sustentabilidade, acabam eclipsando os efeitos de sua adoção no longo prazo, muitos deles adversos, perigosos, inevitáveis, e possivelmente irreversíveis, pelas restrições que impõem às ideias e à criatividade.

Este quadro, tão hostil e tão presente nos nossos dias, motiva uma reflexão profunda acerca da importância e da necessidade de um rápido retorno ao incentivo aos estudos e à pesquisa de base, sem objetivos especulativos ou lucrativos, e que não discriminem, em suas metas, os temas mais abstratos da Teoria da Computação, os assuntos emergentes ou desconhecidos, que tipicamente não costumam estar atrelados à produção imediata de resultados ou de benefícios materiais.

Tal postura, vital para a soberania da nação no que tange à sua capacitação técnico-científica, visa suprir os subsídios essenciais à manutenção da produção científica de vanguarda, bem como para a formação acadêmica e profissional autônoma daqueles que trabalham na área, cujo papel se mostra absolutamente essencial à gênese não apenas dos fundamentos das futuras tecnologias como também, principalmente, à preparação das próximas gerações de profissionais que, ao seu tempo, deverão estar aptos a capacitar outros, e a conduzir esses complexos desenvolvimentos sem recorrer compulsoriamente à importação de profissionais, a qual nesse quadro certamente terá sido provocada pela então provável deficiência da capacitação local.

Considerando-se a importância que ganha a cada momento o aspecto da qualidade, em suas mais variadas manifestações, levando-se em conta a existência do diversificado arsenal de ferramentas que nos oferecem as teorias conhecidas, muito poderosas e aplicáveis às mais diversas situações do dia-a-dia, pode-se constatar, pela simples observação, que muito pouca ênfase se tem dado, por ocasião da formação acadêmica do profissional, a um sério trabalho explícito de conscientização, tanto aos alunos como aos professores, relativo a toda essa conjuntura.

Torna-se, dessa maneira, muito importante formar uma consciência bem fundamentada do valor que pode agregar, tanto à qualidade do profissional de Informática como à dos produtos por ele desenvolvidos, o conhecimento profundo dos assuntos teóricos que constituem os fundamentos conceituais e científicos da Computação.

O mesmo se pode dizer em relação às indiscutíveis prerrogativas técnicas de que gozam os profissionais que amplo domínio possuam sobre esses temas em relação àqueles que os desconhecem ou que deles prescindem, pois isso também invariavelmente se reflete nem sempre de forma imediata, porém previsível e inexorável na qualidade apresentada pelos resultados do trabalho de cada um.

Através da identificação e da análise de diversos pontos, considerados essenciais à formação de bases firmes para a conscientização acerca da importância de uma sólida fundamentação teórica para os profissionais de Informática, o presente material pretende constituir uma pequena contribuição, tanto para reforçar convicções sobre esse fenômeno, como para promover uma possível mudança de postura em relação a esse tema que, embora para alguns se mostre bastante óbvio, explícita ou veladamente, com frequência para outros se constata tão desnecessariamente controverso.

A Informática

Em toda a história, constata-se que, antes mesmo que determinadas questões, algumas das quais bastante complexas, tenham sido sequer formuladas pela primeira vez, os cientistas costumam se antecipar apresentado para elas, diversas respostas interessantes, elegantes e criativas, como resultados de suas pesquisas. Embora nem fosse possível imaginar então a futura existência de computadores digitais, e menos ainda, que aspecto teriam ou qual importância eles viriam a ter nos dias de hoje, já nos meados do século XIX George Boole brindava a Ciência da Computação com a imensa contribuição representada pela famosa álgebra que, com justiça, leva seu nome.

Com as funções por ele idealizadas, tornou-se possível criar modelos precisos, tanto do funcionamento das volumosas, lentas e dispendiosas redes de circuitos lógicos eletromecânicos, utilizadas nos primeiros computadores, como igualmente dos ágeis, compactos e econômicos circuitos digitais microeletrônicos modernos.

O advento da modernidade trouxe a industrialização, exigindo progressos técnicos que permitissem às máquinas resolver problemas de forma melhor, mais rápida e mais confiável que os operários. Surgiram então os primeiros algoritmos, na forma de receituários que visavam preparar tais máquinas para o processamento automático de certos tipos de informação.

Importantes nomes apareceram, tais como Turing, Gödel e Church, contribuindo decisivamente nessa fase embrionária da Informática através de sua marcante atuação, referente à investigação da viabilidade ou não de se resolver certas classes de problemas por aplicação mecânica e sequencial de uma restrita variedade de operações muito elementares.

Na década de 1950, Chomsky, investigando abstrações para uso em linguística, plantou os alicerces teóricos das gramáticas gerativas, que mais tarde vieram a manifestar sua grande utilidade prática nessa e em diversas outras aplicações, com destaque à análise léxica e sintática de linguagens de programação, à modelagem do comportamento de organismos biológicos, ao projeto de hardware e ao processamento de linguagem natural.

Esses desbravadores anteviram, pesquisaram e deram resposta algumas, muito antes da concepção dos primeiros computadores a variadas e complexas questões, abrindo um caminho bem fundamentado e seguro não somente para o surgimento como também para a evolução que conduziu a Informática ao estado em que hoje se encontra. Esta é sem dúvida uma significativa manifestação histórica da importância de um estudo teórico, profundo, da natureza de um problema computacional, precedendo atividades de implementação e até mesmo da idealização de aparatos físicos capazes de resolver automaticamente o problema em questão.

Os resultados pioneiros de pesquisas como as de Boole, Turing, Gödel, Church, Chomsky e de tantos outros, apresentados com tanta antecedência em relação ao advento das tecnologias que os viriam a utilizar, revelaram-se verdades gerais, fundamentais, independentes da tecnologia, imunes ao tempo e às áreas de aplicação, refratárias à moda, à política, às preferências e ao mercado, extremamente poderosas e perenes, continuando por essa razão em pleno uso, incontestes, válidas e atualíssimas, até os nossos dias.

Informática e a Ciência da Computação

A Informática dedica-se ao estudo do processamento lógico e automático da informação, que em geral é atualmente realizado com a ajuda de computadores digitais. Manifesta-se preponderantemente no estudo e desenvolvimento de computadores, de seus componentes mecânicos e eletrônicos, e de seus programas, bem como em diversos aspectos da concepção, realização e uso de linguagens de programação, tecnologias de desenvolvimento e softwares de aplicação.

Nos dias de hoje, a Informática se mostra virtualmente onipresente, manifestando-se em bancos, no comércio e na indústria, em componentes microeletrônicos embutidos em eletrodomésticos, na etiquetas de produtos, em telefones celulares, automóveis, jogos eletrônicos, instrumentos de medida, sistemas de comunicação, câmaras fotográficas, equipamentos de laboratório, robôs, dispositivos de sinalização, de aquisição de dados, de sensoriamento remoto e tantos outros.

É nessa vasta área que podem ser localizadas a Teoria da Informação, a análise numérica, a representação do conhecimento, a modelagem de problemas, os métodos teóricos e formais, os processos de cálculo, e entre todas essas, também a Ciência da Computação, alvo da presente publicação.

A Ciência da Computação

Ciência da Computação estuda os fundamentos e a prática das computações, investigando e explorando, através de algoritmos computacionais, estruturas matemáticas que modelam fatos do mundo real, permitindo assim que processos computacionais sejam formulados de maneira precisa para então manipulá-los devidamente, atendendo as necessidades das aplicações desejadas.

Para atingir esses objetivos, oferece ao profissional uma série de contribuições teóricas: proporciona bases em Linguagens Formais, na Teoria dos Autômatos e em Complexidade Computacional, oferece métodos para que seja verificado se um requisito está sendo atendido ou não, disponibiliza técnicas para o desenvolvimento de modelos, e proporciona meios com os quais se pode avaliar o poder dos modelos adotados.

Cada vez mais potentes e módicos, os computadores digitais constituem os dispositivos tecnologicamente mais importantes que materializam fisicamente os modelos abstratos oferecidos pela Ciência da Computação.

Ao mesmo tempo, os programas (softwares) que neles se executam constituem a melhor concretização das abstrações lógicas que com eles pode ser realizada no dia-a-dia.

Isso abre inúmeras possibilidades para a utilização prática de abstrações computacionais, quer através do emprego de linguagens de programação bem projetadas e aderentes à aplicação, quer para a construção de compiladores ou interpretadores, permitindo a disponibilização, nos computadores, dos recursos oferecidos por essas linguagens.

Os caminhos disponíveis para a concepção de todas essas abstrações e dispositivos tecnológicos, assim como os métodos utilizados para a avaliação das aplicações da vida real que com elas são desenvolvidas contam-se entre as principais contribuições de cunho prático proporcionadas pela Ciência da Computação, as quais dificilmente teriam surgido sem os importantes fundamentos teóricos que lhes deram origem.

Pode-se identificar que uma importante característica das teorias das quais se ocupa a Ciência da Computação é que elas se apoiam em bases matemáticas muito bem estruturadas, constituindo assim um sólido corpo de elegantes fundamentos, aplicáveis a todas as atividades da área.

A motivação maior do desenvolvimento deste ramo do conhecimento gira em torno da investigação do alcance das computações, da possibilidade ou não de se efetuarem determinadas computações, culminando no importante conceito de algoritmo, cuja possibilidade de existência é fortemente associada à viabilidade prática de materialização das computações realizáveis.

O estudo sério dos assuntos científicos da computação proporciona ao interessado um duradouro lastro de formação, de largo espectro, a respeito dos assuntos em questão, que lhe garante segurança conceitual ao longo de toda sua vida profissional. Tal base técnica dificilmente pode ser adquirida quando a formação do profissional estiver afastada da teoria, mas centrada na digestão frequente de generalidades, de atualidades e de informação de divulgação.

Embora para a área mercadológica, estratégica e empresarial, esse tipo de preparo seja essencial, para a formação de um profissional com perfil mais técnico tal esquema geralmente se traduz somente em uma cultura fugaz, específica e temporária, acerca dos fatos, do estado da arte e da tecnologia em moda em cada momento histórico, e isso costuma mostrar-se insuficiente para o exercício competente dos aspectos profissionais técnicos de alcance mais profundo.

Em lugar de simplesmente informar o interessado, preparando-o a produzir rapidamente para con-sumo imediato no mercado de trabalho, a formação acadêmica e profissional baseada em fundamentos sólidos é capaz de conceder-lhe algo muito mais versátil e perene: o embasamento de que necessita para dominar os assuntos que constituem as mais profundas raízes do conhecimento da área, que resistam ao tempo, à moda e à tecnologia.

Isso não deve ser entendido como uma apologia à alienação quanto a avanços tecnológicos, mas como um alerta para que os atraentes acenos do imediatismo não ofusquem o profissional exatamente naquele que seria seu melhor momento para priorizar sua formação conceitual em temas abrangentes e universais, reduzindo sem anular a prioridade da assimilação rápida de atualidades e da absorção imediata de treinamentos específicos em ferramentas tecnológicas particulares, de interesse imediato e efêmero, mas restrito e localizado.

Com uma formação menos restrita e específica, o profissional de computação sempre terá à sua disposição uma gama considerável de conhecimentos oriundos da Ciência da Computação, os quais virtualmente poderão ser utilizados no desenvolvimento de variadas aplicações, em qualquer área de sua atuação profissional, bastando para isso que, inicialmente, adquira habilidades para modelar adequadamente suas aplicações usando o ferramental teórico assim assimilado, de modo que possa, num segundo momento, convertê-los em programas executáveis, ou seja, representados na forma de algoritmos.

Aqui se pode avaliar bem a importância de um profissional da área conhecer e dominar profundamente, em teoria e na prática, todo o processo de elaboração de algoritmos, desde a sua concepção, passando posteriormente pelos procedimentos de elaboração, materialização, verificação, e implantação, tanto de algoritmos representados por pequenos trechos de código como dos atualmente frequentes sistemas de software, de porte cada vez maior.

Não basta que, durante o seu período de preparação acadêmica para o mercado, o profissional se detenha apenas no estudo de um ou outro desses elementos, pois todos eles se mostram essenciais à sua formação integral. Mostra-se, assim, de suma importância que os programas dos cursos universitários da área levem em consideração essas ponderações, equilibrando a ênfase que dão a essas diversas componentes formativas de seus alunos.

Fonte: www.bizymoms.com/midiaville.com.br/sisnema.com.br/pt.shvoong.com/www2.unijales.edu.br/www.scielo.br/revistas.pucsp.br

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