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27 de Julho
O Dia da Pediatria é comemorado em 27 de julho no Brasil, data que homenageia os profissionais dedicados à saúde e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. A data coincide com a fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em 1910, que é uma associação científica para se dedicar ao estudo dos problemas e patologias infantis, ocupando uma lacuna de atividades pediátricas no Brasil.. É um dia de valorizar o cuidado integral, prevenção e acolhimento.
A importância da data é reconhecer o papel fundamental do pediatra na prevenção de doenças, promoção da saúde e acompanhamento do crescimento infantil.
O pediatra não cuida apenas de doenças, mas acompanha o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, sendo um aliado crucial desde o nascimento até a adolescência.
O Dia Nacional da Pediatria oferece uma oportunidade maravilhosa para expressar gratidão aos médicos que cuidam de nossas crianças.
Dia da Pediatra
Pediatra – O que é
O pediatra é o médico especializado na assistência a crianças e adolescentes, seja no aspecto preventivo ou curativo. O pediatra realiza consultas de rotina e acompanha o crescimento, mede e pesa a criança, para comparar com exames anteriores, além de prevenir e tratar as possíveis enfermidades. É o pediatra que orienta e aconselha a mãe desde o nascimento do bebê, e acompanha seu desenvolvimento. Esse profissional tem a responsabilidade de auxiliar os pais na formação da criança, pois é nessa fase que o ser humano se constitui, tanto fisicamente quanto biologicamente. Também é de responsabilidade do pediatra garantir o bem estar e a saúde da criança, visando a prevenção de doenças em seu diagnóstico rápido.
Quais as características necessárias para ser um pediatra?
Para ser um pediatra, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, também é necessário que o profissional entenda de psicologia, principalmente a infantil, para assim se integrar cada vez mais a dinâmica familiar:
Gosto pela medicina e pelas ciências biológica
Gosto por crianças
Capacidade de observação
Capacidade de organização
Responsabilidade
Metodologia
Facilidade para lidar com as pessoas
Pró-atividade
Dinâmica
Interesse pelos sistemas do corpo humano
Discrição
Autocontrole
Qual a formação necessária para ser um pediatra?
Para ser um pediatra é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração média de cinco a seis anos, e posterior especialização (equivalente a pós-graduação) e residência na área de Pediatria de alguma instituição de saúde, de no mínimo dois anos. É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura).
O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.
Principais atividades de um pediatra
Realizar consultas com os pais e a criança
Orientar os pais sobre a importância da consulta periódica com o pediatra, da amamentação, da alimentação adequada e informar sobre as fragilidades infantis e sobre a formação física, biológica e mental durante a infância
Fazer perguntas sobre a história familiar
Pesquisar os hábitos e condições de vida da criança
Acompanhar o crescimento, medindo peso e atura e comparando com os exames anteriores e com a média normal para a idade
Examinar o funcionamento dos sistemas infantis
Verificar queixas
Diagnosticar possíveis moléstias
Solicitar exames detalhados
Receitar o tratamento adequado em cada casoAcompanhar o tratamento, verificando melhora do quadro clínico e mudanças necessárias no método de tratamento
Acompanhar tratamentos mais específicos com outros médicos
Acompanhar a imunização (vacinação)
Acompanhar a amamentação
Orientar a mãe durante o desmame da criança, informar a alimentação adequada em cada época da vida da criança
Tirar as dúvidas dos pais quanto ao desenvolvimento normal da criança
Áreas de atuação e especialidades
O pediatra trabalha sempre com crianças, na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada.
Esse profissional pode trabalhar de duas formas:
Na puericultura: é a área voltada a prevenção e acompanhamento do desenvolvimento de todos os sistemas. Estima-se que, atualmente, 40% do trabalho clínico do médico se dirige a puericultura, e o maior objetivo atual é, com o aumento cada vez maior da expectativa média de vida, é a prevenção de doenças crônicas nos adultos e idosos. Para tal o profissional observa e tenta eliminar os hábitos nocivos, para evitar doenças como obesidade, diabetes, hipertensão, aterosclerose, etc.
Na área curativa: essa área é responsável por administrar as técnicas de tratamento às mais diversas patologias e pesquisar métodos que ajudem na rapidez do diagnóstico. Esse tipo de pediatria é a que trata das moléstias da criança ou adolescente.
Mercado de Trabalho
O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. A rede particular também demanda muitos profissionais, pois o tratamento da criança é muito importante na sua formação física, biológica e mental. ONGs (Organizações Não Governamentais) também contratam profissionais para realizar trabalhos sociais na área. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são um diferencial.
A Pediatria
A Pediatria não é uma área de atividade dentro da Medicina: ela é toda a Medicina. Tem como atividade a assistência ao ser humano até a adolescência, prazo suficientemente longo para a ação dos mais variados agentes morbígenos. Não há, praticamente, agente morbígeno que não aja nesse período de vida, inclusive os degenerativos, que costumam agir nas idades mais avançadas. A própria velhice pode afetá-la, não no sentido cronológico mas no sentido biológico, criando-se um quadro clínico semelhante à velhice, chamado Progéria.
A ação pediátrica não se incia a partir do nascimento. Ela foi “retrogredindo” ao período de gestação e até antes desta, respectivamente com a Assistência Pré-natal e com o Aconselhamento Genético, aquela realizada normalmente pelo obstetra, este pelo geneticista, e valem como “prelúdios” da Pediatria.
O Aconselhamento Genético visa impedir a união de duas pessoas portadoras de doenças geneticamente transmissíveis e, portanto, com possibilidades de risco maior ou menor de sua transmissão aos filhos. Por motivos de ordem afetiva ou outros, nem sempre é fácil ou possível impedir aquela união. O Aconselhamento Genético tem, pois, que se limitar ao sentido etimológico de sua própria denominação: aconselhar ou desaconselhar a união, mostrando o grau de risco, podendo mesmo enfatizá-lo, sobretudo nos casos de doenças graves. A decisão deve caber aos dois interessados e, eventualmente, às respectivas famílias. O atendimento das contra-indicações do geneticista pelos interessados pressupõe, por parte destes, um alto senso de responsabilidade social e moral.
A importância da Assistência Pré-Natal decorre da extrema dependência do produto conceptual em relação ao organismo materno; isto faz com que tudo que afete este afete ou possa afetar aquele. São nove meses de ação vivificadora, tempo suficiente para a intervenção de fatores morbígenos, por vezes graves, às vezes mortais. A Assistência Pré-natal foi sempre encargo do obstetra; ultimamente os fenômenos mórbidos fetais no fim da gestação foram postos em destaque e passaram a ser preocupação também dos pediatras, criando-se para estes um novo campo de ação: a Pediatria Perinatal.
Pediatria – História
Até o século XIX, a capacidade de resolução das moléstias da medicina ainda era muito baixa, e a mortalidade infantil muito alta, pois as condições de higiene, saúde e diagnóstico eram precárias. A partir do final do século XIX, foram sendo criadas cada vez mais especializações dentro da medicina, como exemplo da pediatria.
O reconhecimento e a institucionalização dessa especialidade foram difíceis, pois muitos não compreendiam a diferenciação da medicina voltada ao adulto e da medicina voltada a criança. O argumento utilizado foi o da necessidade de uma semiologia e uma terapêutica que enfatizasse as características e fragilidades das crianças. Nas grandes cidades brasileiras começaram a se formar agrupamentos de pediatras interessados no crescimento da profissão.
A sociedade de pediatria do Rio de Janeiro foi fundada em 1910 e possuía apenas 67 sócios. A partir daí a profissão cresceu e só em 1951 a sociedade se nacionalizou e passou a ser chamada de Sociedade Brasileira de Pediatria.
Fonte: Colégio São Francisco/www.brasilprofissoes.com.br/www.daysoftheyear.com/Sociedade Brasileira de Pediatria
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