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Dia do Professor de Educação Física

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1º de Setembro

O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA PRÁTICA COMO AGENTE SOCIAL

A Educação Física, identificada com o trabalho físico, cumpriu e vem realizando ao longo do tempo, um papel secundário no plano cultural..Com uma prática que sofreu influências de várias abordagens, com conteúdos das aulas constituindo-se basicamente de séries de exercícios mecânicos, repetitivos e exaustivos objetivando o condicionamento físico do corpo e a esportivização , que tornou-se elemento da cultura corporal, predominando o exercício ginástico e posteriormente o esporte. Nesta concepção, visualiza-se as características dos papéis dos atores fundamentais envolvidos nesta atividade: instrutor e aluno. A esse respeito Bracht (1992, p.20) ressalta que a profissão do professor é a de “apresentar os exercícios, dirigir e manter a ordem e a disciplina e ao segundo compete repetir e cumprir a tarefa solicitada do instrutor”.

Posteriormente, as funções do então professor instrutor e do aluno recruta passa para o de professor treinador e de aluno atleta, onde a socialização do professor é sinalizada pela atividade esportivista e tal comportamento é bastante notório nos dias atuais.

Verificase, entretanto, mesmo com todo o avanço tecnológico na área da Educação Física e da realização de debates nacionais, estaduais e municipais discutindo experiências profissionais que deram origem às várias abordagens metodológicas, muito importantes para o processo de legitimação da disciplina no currículo escolar, bem como do surgimento de várias publicações analisando e contextualizando a Educação Física escolar nos aspectos social, econômico e político, a ação pedagógica de muitos professores que atuam nesta área, ainda hoje reproduz os mesmos modelos de comportamentos acima citados.

Desta forma, o presente estudo, através de uma revisão bibliográfica, busca contribuir no sentido de propor uma reflexão sobre a Educação Física escolar enquanto componente que trata da cultura corporal e que possui um vasto repertório de manifestações culturais e que podem ser trabalhadas de forma contextualizadas e sistematizadas, onde não se objetive apenas a reprodução estereotipada e fragmentada do gesto ou movimento, mas que lhe seja dado um objetivo, para que essa ação corporal possa ter realmente um significado.

Partindo deste entendimento, deve se buscar não apenas a dimensão motora do aluno, como objeto de estudo, de modo que os professores de Educação Física passem a tomar conhecimento da especificidade do seu papel como gestor social, e que não basta apenas propostas diferentes, pedagógicas, mais coerentes, democráticas e humanas.

É preciso colocá-las em prática e torná-las mais bem sucedidas. Trata-se então, de localizar em cada um destes aspectos da cultura corporal seus benefícios fisiológicos e psicológicos e suas probabilidades de utilização como instrumentos de comunicação, expressão, lazer e cultura.

Dia do Professor de Educação Física

À luz da educação física do movimento

Segundo Oliveira (1994, p. 25), o motivo que levou a Educação Física a ser introduzida na Escola é decorrente, principalmente dos benefícios proporcionados pelos exercícios físicos à saúde do praticante. Contudo, é necessária uma reflexão detalhada acerca dos envolvidos neste contexto, como também as questões técnico metodológicas, ou seja, o conhecimento específico da Educação Física Escolar.

Para que possamos entender esses problemas que inquietam a muitos no tocante postura do professor dentro de sua prática, faz se necessário um breve estudo da história da educação física no Brasil, bem como a política pedagógica do profissional que atua nessa área.

Dentre vários estudiosos, podemos destacar Ghiraldelli Júnior (1988, p. 16) quando resgata cinco tendências da educação física brasileira:

Educação física higienista – até o ano de 1930;
Educação física militarista – de 1930 a 1945;
Educação física pedagogicista – de 1945 a 1964;
Educação física competitivista – após o ano de 1964;
Educação física popular.

Em cada um desses períodos, existe uma concepção de mundo que se faz dominante nas diferentes épocas e determina quais e como serão seguidas as regras da classe dominante. Esta periodização, utilizada por Ghiraldelli Júnior, baseia-se na pedagogia crítico social dos conteúdos defendidas por Libâneo (1986) que, na classificação das tendências pedagógicas brasileiras, fornece subsídios para o entendimento de áreas concomitantes.

Para a concepção higienista, a saúde está em primeiro plano, não só como responsável pela constituição de homens e mulheres sadios, mas também como meio de sanar o problema da saúde pública através da educação: “… a educação física higienista não se responsabiliza somente pela saúde individual das pessoas. Em verdade, ela age como protagonista num projeto de assepsia social …” (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 17). Para aprofundar o poder junto à sociedade, garantindo a relação ordem média versus norma familiar, os higienistas percebem que a questão básica reside no disciplinamento do corpo dos homens, que segundo Costa (1983, p. 179), “Viam na educação física um fator capital na transformação social: o benefício e a utilidade comum são o objetivo principal da ginástica; a prática de todas as virtudes sociais, de todos os sacrifícios mais difíceis e generosos são seus meios.”

Enquanto isto, a educação física militarista pretende estabelecer, na sociedade, padrões de comportamento estereotipados, próprios do regime de caserna: “… o objetivo fundamental (…) é a obtenção de uma juventude capaz de suportar o combate, a luta, a guerra. Para tal concepção, a educação física deve ser suficientemente rígida para elevar a Nação à condição de servidora e defensora da Pátria”.

Na visão pedagogicista (19451964) procura-se identificar a educação física, não somente como uma prática capaz de promover saúde ou de disciplinar a juventude, mas como uma prática eminentemente educativa, que através da educação do movimento, é capaz de promover a educação integral. Preocupa-se com a juventude que frequenta as escolas. A ginástica, a dança, o desporto são meios de educação do alunado, capazes de levar a juventude a aceitar as regras de convívio democrático e de preparar as novas gerações para o altruísmo, o culto a riquezas nacionais.

Na educação física (após 1964), prevalecem a competição e a superação individual, como valores fundamentais e desejados para uma sociedade moderna”. Volta-se para o culto do atleta herói, ou seja, aquele que, não obstante todas as dificuldades, chega ao pódio: “Aqui a educação física fica reduzida ao ‘desporto de alto nível’. A prática desportiva deve ser ‘massificada’, para daí poder brotar os expoentes capazes de brindar o país com medalhas olímpicas. Educação física é sinônimo de verificação de performance.” (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 20).

Em tal perspectiva, embora não assuma, a educação física competitivista torna-se agente das classes dominantes na tarefa de desmobilização popular. Tanto o desporto de alto nível, o desporto espetáculo, é oferecido em doses exageradas pelos meios de comunicação à população, como explicitamente, é introduzido, no meio popular, através de numerosas ações governamentais.

Em linha similar de pensamento, CUNHA (1987, p. 111) afirma que a filosofia proposta pelo governo militar, que toma o poder em 1964, tem como ideia central, no caso da educação física, a esperança de que “o estudante, cansado e enquadrado nas regras de um esporte, não teria disposição para entrar na política.” Como decorrência, o incentivo à participação dos jovens na área desportiva concretiza-se no oferecimento de bolsas de estudo, em todos os níveis escolares, àqueles que se sagram campeões, ao mesmo tempo em que se transmite à sociedade, em geral, a sensação de uma verdadeira igualdade social.

A educação física popular é a única concepção de educação física que, “paralela e subterraneamente, veio historicamente se desenvolvendo com e contra as concepções ligadas à ideologia dominante”. (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 21). Nesta concepção, procura-se atender o maior número de pessoas para a prática de atividade física, sem qualquer distinção.

Ao estudar a história verifica-se que esta manifesta, via de regra, como algo articulado, em uma autêntica “descoberta” de fatos, nomes e datas, percebidos de forma esparsa, sem nexos. Esta maneira de compreender a história não permite o entendimento dos “porquês”, uma vez que concebe os fenômenos como pré-determinados, acontecimentos estes, gerados de forma espontânea.

Nesta concepção histórica, o tempo extrapola a simples cronologia para adquirir um caráter interpretativo do passado para a compreensão do presente, na busca da superação daquilo que denomina “naturalização, isto é, do que as coisas são assim porque têm que ser, sempre foram assim”. (ARANHA , 1989, p.58)

E é nesse contexto histórico do sistema educacional que a educação física é caracterizada como atividade que, por meios, processos e técnicas, desperta desenvolve e aprimora forças físicas, morais e cívicas. Adotada por um paradigma militarista, esta disciplina no Brasil, não conseguiu liberta-se no quadro geral da educação brasileira.

Nesse sentido, o estudo da Educação Física Escolar no Brasil pode representar importante contribuição para a concepção crítico emancipatória, que merece atenção a proposta efetivada por Kunz (1993, p.86) perspectivando uma nova prática pedagógica que ajuda a desvelar os interesses e condicionantes sociais, ideológicos e mercantilistas que se encontram subjacentes, por exemplo, a Educação física orientada no esporte de rendimento.

Não se trata de ser contra às organizações das práticas desportivas no âmbito escolar. O que se propõe, é que esta prática deve ser aberta à participação de todos os interessados, sem a seleção de alguns por qualquer critério. .O impasse se configura na confusão que se estabelece entre a Educação Física e o treinamento desportivo “cujo princípio penso serem diferentes, por isso, não posso concordar com a simples substituição da primeira pelo segundo”. (VAGO, 1999, p.47).

Neste contexto, não se enfoca uma ênfase no aspecto pedagógico que envolve a aprendizagem, tão pouco, observa-se uma preocupação com os aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos que abrangem o esporte nos dias atuais e em toda a sua história, tanto no cenário social mais amplo quanto no âmbito escolar.

De acordo com Carmo (1989 p.72):

“a educação do corpo ou conhecimento do físico, tem sido cultivada há milênios, quer para fins esportivos quer para fins de sobrevivência… e ainda hoje é bastante utilizado tanto no ensino formal como no informal, pois percebe-se nitidamente que no desenvolvimento histórico de outros conteúdos (matemática, biologia), que a Educação física não acompanhou as modificações ocorridas nesta disciplinas e, sobretudo, no tocante à sistematização organizacional dos conteúdos veiculados”.

Nesse quadro, ao professor de Educação Física cumpre pois, dirigir e orientar os exercícios, organizá-los em série, enfim, pelos processos vários de mensuração que provierem dos exercícios e dos inconvenientes que os determinam. Estes aspectos traduzem a realidade da Educação Física escolar brasileira. Observa-se que as semelhanças entre os pontos que caracterizaram a disciplina nos anos 40 e as atuais se devem principalmente “às tendências reprodutivistas e estereotipadas propagadas ao longo do tempo. CASTELLANI FILHO (1995, p.16)”.

Encontro com a consciência corporal

Segundo Monlevade (1986, p.15), partindo de um conceito amplo de educação na visão sociológica afirma que “a educação é um processo de transmissão e indução de cultura que se dá no convívio entre gerações numa determinada sociedade”. .Por transmissão, entende-se o que se passa do patrimônio cultural de uma geração para a outra. Por indução compreende-se o que se cria de novo no contexto dessas gerações. E na educação escolar ocorre o mesmo processo. Embora não seja o único, a escola é um lugar social privilegiado de e para a formação humana. Além do processo, ela suporta, por sua intencionalidade um projeto elaborado por atores que visam objetivos determinados e se organizam para tal.

Por isso, é necessário superar a ênfase de certas práticas e caracterizar a Educação Física de forma mais abrangente, incluindo as dimensões do ser humano envolvido em uma prática corporal. Fazê-la diariamente tempo e lugar de produção de cultura – que problematize e transforme o conhecimento já construído, produzindo novos conhecimentos. Penso que “nossas posições e práticas em relação escola e particularmente em relação ao ensino da Educação Física , devem estar orientadas por essa realidade”. VAGO (1999, p.39)

De acordo com Freire (1994, p. 38) “corpo e mente devem ser entendidos como componentes que integram um único organismo. Ambos devem ter assento na escola”. Portanto, entende-se a Educação Física como uma linguagem que integra-se com outras linguagens e é essa articulação que deve se refletir na apropriação do conhecimento da cultura corporal de movimento.

Em seus estudos, Daólio (1995, p.36) afirma “que a natureza humana é ser um ser cultural, ao mesmo tempo fruto e agente da cultura”. Nesta proposição, o professor da disciplina Educação Física escolar tem uma função relevante a exercer, pois ocupa uma posição privilegiada para dar respaldo de cunho educativo e social junto aos seus alunos. É um propósito a ser alcançado por todos aqueles que acreditam e começam a perceber a importância de se recuperar o sentido humano do corpo.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998, p.29), a Educação Física deve ser entendia como:

“Uma área de conhecimentos da cultura corporal de movimento e a Educação Física escolar como uma disciplina que introduz e integra o aluno na cultura corporal de movimento, formando o cidadão que vai produzi-la, reproduzi-la e transformá-la, instrumentalizando-o para usufruir os jogos, os esportes, as danças, as lutas e as ginásticas em benefício do exercício crítico de cidadania e da melhoria da qualidade de vida”..

Notadamente a Educação Física Escolar deve dar oportunidades a todos os alunos para que desenvolvam suas potencialidades, de forma democrática, visando seu aprimoramento como seres humanos, em todas as suas dimensões. É nesse princípio de inclusão, que aponta para uma perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem que busca o desenvolvimento da autonomia, a cooperação, a participação social e a afirmação de valores. Pois a linguagem do corpo não pode e nem deve ser reduzida a um simples veículo de transmissão de informações e mensagens “de um ensinar e de um receber , porém objetiva firma-se como espaço de interlocução e construção de cidadania”. PCN + (2002, p.145)

Salienta-se, no entanto, que a mudança na prática educativa implica alterar concepções enraizadas e, sobretudo, enfrentar o cotidiano já existente. “Aponta-se, pois, para a existência de outros condicionamentos que não sejam apenas a do esporte e da aptidão física” . BORGES (2003, p.63)

Portanto, a busca de alternativas que apontam na direção da descobertas de propostas diferenciadas de ensino que possibilitem a todos a oportunidade de desenvolvimento pleno de suas potencialidades.

O profissional da área da Educação Física é responsável pela formação de cidadãos em relação à transmissão de saberes sociais historicamente produzidos. Neste sentido, é que sua prática está intrinsecamente relacionada ao processo criador, perpassando assim, a simples transmissão de conhecimentos. Portanto, mudar a prática educativa implica alterar concepções enraizadas e, sobretudo, enfrentar uma gama de transformações importantes na forma costumeira do desenvolvimento das aulas.

O ensino de jogos, brincadeiras, esportes, lutas e ginásticas às vezes são insuficientes. A Educação Física da escola precisa ser diferente, pois é de outro contexto, com características e formas peculiares ”que não são vistas em outros espaços onde tais atividades são praticadas”. NEIRA (2003, p.2)

Partindo do pressuposto de que cada aluno é um ser singular e com um tempo próprio para aprender e que o mesmo se encontra, em relação aos demais, em nível diferente, referente ao processo de conquista e construção de seu conhecimento, é importante que o educando seja instigado e estimulado a adotar a situação de sujeito dessa construção.

Parece provável que os profissionais que atuam na área da Educação Física escolar se desvencilharem das posturas em que se constituem as rotinas da prática acrítica, reducionista e utilitária que caracterizou a Educação Física brasileira até o limar da década de 80, poderão de forma crítica, autônoma e coletiva construir esta nova perspectiva para as aulas de Educação Física em nossas escolas.

Conclusão

Com base nos estudos realizados verificou-se que o conteúdo teórico e a prática pedagógica que os professores de Educação Física têm sobre cultura corporal restringem-se à ginástica escolar, musculação e alguns esportes mais praticados no país. Nessa perspectiva há uma preocupação de ensinar capacidades e habilidades físicas, deslocadas de tudo aquilo que constitui o processo de transformação da natureza pelo trabalho, no qual se constrói o mundo da cultura.

A Educação Física é uma área de conhecimento que se constitui de uma variedade de atividades como; ginásticas, dança, lutas, jogos, esporte, atividades rítmicas, dentre outros. No entanto, as pesquisas realizadas por estudioso mostram que somente os aspectos acima citados são contemplados pelo profissional que atua nesta área. Nesta visão é possível generalizar que a Educação Física nas escolas está reduzida a uma parcela muito pequena das várias expressões que o corpo humano pode manifestar.

Nesse contexto, merece destacar os argumentos de Darido (l997, p.85):

“Todos os professores participam antes e durante o curso de graduação de jogos e campeonatos mais tradicionais. Essas experiências têm papel de destaque no desempenho profissional, por isso há resistência quanto à mudança da escolha dos conteúdos e dos métodos utilizados para o seu ensino”.

Com base nos resultados obtidos, percebe-se que um número significativo de professores não vem acompanhando as mudanças e inovações ocorridas na área em questão a partir da década de 80, época em que começou a surgir novas propostas para a Educação Física Escolar. Os estudiosos que tratam desta questão são unânimes em afirmar que os conteúdos desenvolvidos nas aulas devem privilegiar e abranger todas as formas de cultura corporal, um modelo de prática que possa oferecer meios para que os alunos reflitam sobre a questão da cultura corporal , permitindo-lhes uma autonomia nas referidas práticas.

Mudar esta realidade é uma questão de consciência. É de suma importância que o profissional que atua nesta área, examine a sua prática, os seus objetivos, a sua formação acadêmica. Tem se que buscar sempre uma formação continuada, procurando novas informações, uma transformação de postura em sua prática pedagógica, colocando a em benefício de uma melhor qualidade de vida do nosso alunado.

Essa visão leva a vislumbrar novos horizontes para a prática da Educação Física enquanto componente curricular, que pode romper com a educação unilateral ao contemplar o movimento humano como forma de expressão e sujeito que faz história e entender o ser humano não apenas em relação ao seu aspecto biológico, mas sim como um ser biológico social. Concepção essa, que tem como propósito o entendimento acerca da atividade e de sua importância frente ao desenvolvimento integral do educando.

Referências bibliográficas

ARANHA, Maria Luiza. A História da Educação. São Paulo: Moderna, 1989.
BORGES, Cecília Maria Ferreira. O professor de educação e a construção do saber. 3.ed. Campinas, SP: Papirus, 2003.
BRASIL MEC, SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino fundamental: Educação física. Brasília, 1998.
_____________ Parâmetros Curriculares Nacionais +, Ensino Médio; Orientações
Educacionais complementares dos Parâmetros Curriculares Nacionais.. Brasília: MEC; SEMTEC, 2002.
CARMO, Apolônio Abadio. Educação Física: competência técnica e consciência política de um movimento simétrico. Uberlândia: Editora da universidade Federal de Uberlândia, 1989.
CASTELLANI FILHO, Lino. Considerações acerca do conhecimento (re) conhecido pela educação física escolar. Revista Paulista de Educação FísIca Supl. 1, pp. 1017, 1995.
COSTA, Jurandir Freire. Metodologia do ensino de educação física.São Paulo: Cortez, 1992.
CUNHA, Luiz A; GÓES, Moacir de. Educação e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.
DARIDO, Suraya Cristina. Professores de Educação Física: procedimentos, acordos e dificuldades. RBCE, 18(3), maio/97.
FREIRE, João Batista. Educação de Corpo Inteiro:: teoria e prática da educação física. São Paulo: Scipione, 1994.
FREIRE, Paulo. A Educação como prática para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
GECRTZ, C. A. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Koogen, 1989.
GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. Educação física progressista: a pedagogia crítica dos conteúdos e a educação física brasileira. São Paulo: Loyola, 1988.
HILDEBRANDT, Reiner e LAGING, Ralf. Concepções abertas no ensino da educação física. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1986.
KUNZ, Elenor. Educação física: mudanças e concepções.In.: RBCE/CBCE, 10(1): 2832, set/1988.
MONLEVADE, João A C. de. Educação Pública no Brasil: contos e descontos. Ceilândia – DF: Idéia Editora, 1986.
NEIRA, Marcos Garcia. Educação física: desenvolvendo competências. São Paulo: Phorte, 2003.
OLIVEIRA, Vitor Marinho de. Consenso de conflito da educação brasileira. Campinas: Papirus, 1984.
SANTIN, Silvino. Educação física: da alegria do lúdico à opressão do rendimento. 2ed. Porto Alegre: Edições EST/ESEF, 1996.
SAVIANI, Demerval. A pedagogia históricocrítica: primeiras apresentações. 3ed. São Paulo: Cortez, 1992.
VAGO, Tarcísio Mauro. Início e fim do século xxi: maneira de fazer educação física na escola. Cadernos Cedes. São Paulo, ano XIX, n. 48, p. 3051, ago. 1999.

1º de Setembro

O dia do professor de educação física é, originalmente, celebrado no dia 15 de junho. Porém, com a regulamentação da profissão no dia 1º de setembro de 1998, criou-se uma polêmica.

Aqueles que são a favor da regulamentação – ou seja, que o Conselho Federal de Educação Física zele pela qualidade do serviço do profissional de educação física – querem que o dia seja mudado para 1º de setembro. Mas nada ainda está resolvido.

O importante é que a maioria dos profissionais nem sabe que existe um dia dedicado a eles.

Com a onda do culto ao corpo, os professores de educação física conseguem espaço no mercado de trabalho. O problema é que, muitas vezes, as academias contratam pessoas sem qualificação necessária, nivelando os salários por baixo. Basta o sujeito ser meio forçudo que acaba conseguindo o emprego, tomando o lugar de profissionais formados.

Um professor de verdade sabe que é preciso checar a respiração do aluno, conferir o batimento cardíaco, o cansaço, sempre evitando que ele ultrapasse o limite. Aquecimentos e movimentos corretos são preocupações constantes.

Dicas

A maioria dos alunos que opta por esse curso, tem paixões por atividades físicas ou por balé. Deve-se gostar de fazer ginástica desde pequeno e querer entender as mudanças do corpo. No curso, estuda-se o funcionamento do corpo humano em aulas de anatomia, inclusive com dissecação de cadáveres, biologia e fisiologia, entre outras disciplinas.

Com essa bagagem, pode além de dar aulas em academias, acompanhar pacientes de clínicas de obesidade ou de exercícios especiais.

1º de Setembro

A regulamentação do profissional de Educação Física veio da necessidade de compreender a profissão como uma atividade que se preocupa com a saúde e formação do cidadão, um conhecimento cientifico para o desenvolvimento salutar do homem.

São nove anos da promulgação da Lei nº 9.696/98, que nos levou para a legalidade nos quadros das profissões, e menos de oito de efetivo trabalho do CONFEF /CREF.

Alguns dos senhores devem estar se perguntando o porquê da importância desta data e de um Conselho.

O sistema CONFEF/CREF tem a atribuição de normatizar, orientar e fiscalizar o exercício profissional em Educação Física em todas as manifestações das atividades físicas, desportivas e similares, tornando-se desta forma, o órgão de defesa do consumidor nesta área.

Longe de representar uma exigência burocrática ou corporativista, como poderia parecer numa visão cômoda e imediata, a exigência legal tem objetivos sociais.

Antes da regulamentação, alguns atletas graduavam-se em Educação Física, contudo, muitos se diplomavam em outras áreas profissionais a despeito de atuarem como “professores” de esporte.

A legalização da profissão e o conseqüente reconhecimento social do Profissional de Educação Física, vinculado à necessidade de conhecimentos científicos e pedagógicos e à responsabilidade ética, além, é claro, dos conhecimentos técnicos para o adequado desempenho na área da atividade esportiva, incentivou grande número de atletas a ingressarem nas Instituições de Ensino Superior de Educação Física.

Aqueles que utilizam os serviços dos Profissionais de Educação Física em academias e escolas e aprenderam o valor da atividade física para a sociedade moderna, devem procurar profissionais credenciados com registro no CONFEF/CREF, exigindo qualidade, como também se unir nas próximas eleições, no sentido de eleger candidatos comprometidos de fato com a atividade física e melhoria da qualidade de vida do cidadão brasileiro.

Tudo passa pela política, para se conquistar espaços é necessário participar ativamente dela, abandonar o sedentarismo não só físico, mas também mental e político.

Mais que um preceito constitucional garantido a cada cidadão brasileiro, é um direito a qual todos devem ter acesso em busca de uma vida melhor e mais sadia.

Cabe ao Estado, de acordo com o artigo 217 da Constituição da República de 1988, a tarefa de transformar em realidade este compromisso sagrado com o povo brasileiro.

Hoje, temos um Conselho atuante que tem a missão de lutar por uma categoria referendada por mais de 130 mil profissionais que não fugiram de sua missão de participar de forma efetiva da luta por uma Educação Física melhor.

Nossa atenção está voltada para a defesa da sociedade. Nesse sentido, promovemos e realizamos o Fórum Nacional de Prevenção Integrada na Área de Saúde, com apoio dos Ministérios do Esporte e da Saúde e com participação da maioria dos Conselhos Profissionais das áreas em questão.

São muitos os que honram a Cédula de Identidade Profissional, legitimando a Categoria.

A eles os nossos cumprimentos e agradecimentos.

1º de Setembro

Dia 1º de setembro é uma data comemorativa para os profissionais de Educação Física.

Onze anos já se passaram, e desde 1998, esta profissão vem tomando o seu espaço e promovendo melhoria na saúde da população.

A comemoração do dia do professor de educação física acontece no dia 1º de setembro devido ao fato de a profissão ter sido regulamentada pela lei federal nº 9.696/98 e publicada na mesma data.

Apesar de ser uma profissão recente, o campo de trabalho dos profissionais de educação física cresceu bastante nos últimos anos, deixando de atuar apenas em escolas e academias.

Hoje eles podem atuar de forma individual e independente, fazendo o seu próprio horário de trabalho e atendendo pessoas em casa, por exemplo.

A rede de trabalho neste ramo é bastante abrangente.

Dia do Professor de Educação Física

São, em média, 270 áreas de atuação, destacando-se:

O trabalho de educadores físicos em hospitais

Clínicas

Grandes clubes esportivos

além dos professores personalizados (personal trainers), que desenvolvem programas de condicionamento físico, voltados para o emagrecimento, aumento de massa muscular, resistência cardiorrespiratória, aumento da força e flexibilidade.

No âmbito escolar, estes profissionais têm a responsabilidade de prescrever atividades físicas que despertem aspectos relevantes a formação das crianças, como a coordenação motora, agilidade, força e resistência.

Seja o lugar e a área de atuação que estes profissionais escolham, é importante ressaltar que tanto nas escolas, academias, hospitais ou, até mesmo, na casa das pessoas, o professor de educação física sempre deve visar o bem-estar e qualidade de vida de quem está a sua volta.

1º de Setembro

Lei nº 11.342, de 18º de agosto de 2006

Dispõe sobre o Dia do Profissional de Educação Física.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o dia 1º de setembro como o Dia do Profissional de Educação Física.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Dia do Professor de Educação Física

Brasília, 18 de agosto de 2006; 185º da Independência e 118º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

 

1º de Setembro

Parabéns a todos os profissionais da área de educação física. Apesar do pouco reconhecimento, somos responsáveis pelos momentos mais incríveis na vida das pessoas e essa é a melhor parte, a alegria no rosto de cada um.

Quer saber o por quê?

É o professor de educação física que te anima na hora de esquecer o que passou no dia cansativo, e até paga sapo quando a preguiça vai tomando conta. Tudo para o seu bem, é claro!

É o professor de educação física que te auxilia na hora de conseguir o corpo perfeito. Com uma “paciência de jó”.

É o professor de educação física que te ajuda a enfrentar os primeiro medos.

É o professor de educação física que te auxilia nas suas primeiras competições.

E fica todo orgulhoso dos seus resultados. Afinal, toda aquele “sapo” serviu pra alguma coisa.

É o professor de educação física da galera que se preocupa com o peso dos amigos.

Enfim, é o professor de educação física que se emociona com suas histórias e agradece quando você percebe que nunca é tarde para cuidar da saúde.

Parabéns, queridos colegas!

Fonte: www.ufpi.br/ USP/www.crefsergipe.org/ www.portaleducacao.com.br/simpessoas.blogspot.com

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