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31 de Março
O Dia Nacional da Saúde e Nutrição, é comemorado em 31 de março, conscientiza sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis, nutrição adequada e atividades físicas para prevenir doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão.
A data, oficial no calendário do Ministério da Saúde, visa incentivar a reflexão sobre o consumo de alimentos in natura, a redução de industrializados e o bem-estar.
A data tem como objetivo conscientizar sobre a relação direta entre alimentação, nutrição e melhor qualidade de vida. Uma alimentação saudável com uma dieta variada, colorida e equilibrada, baseada em alimentos naturais e reduzindo os industrializados, incluindo mais frutas, legumes e verduras, aumentar o consumo de água (por kg de peso) e reduzir alimentos gordurosos.
O dia 31 de março reforça que uma boa nutrição é a base para uma vida saudável, focando na prevenção de doenças e promoção do bem-estar.
Dia da Saúde e Nutrição
No dia 31 de março é celebrado o Dia da Saúde e da Nutrição. É um momento oportuno para pensarmos na nossa própria saúde e hábitos alimentares. Afinal, é preciso ter a consciência de que comer bem vai além de satisfazer a fome. Alimentar-se é consumir nutrientes e prover energia ao corpo, além de ser uma atividade social que reúne família e amigos, proporcionando momentos agradáveis.
Alimentar-se de forma saudável é, no entanto, mais do que uma questão de saúde, é a busca de um melhor desempenho em todas as nossas atividades. Adotando uma alimentação saudável, melhoramos o nosso dia-a-dia.
Os nutricionistas, profissionais que estão nos bastidores da alimentação, contribuem não só para o preparo de uma comida gostosa, mas, sobretudo, para uma alimentação saudável e consequente melhoria na qualidade de vida. Tudo isso faz dele um profissional de importância cada vez maior em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação seja fundamental para promover, manter e recuperar a saúde, sem que se perca o prazer que uma refeição deve proporcionar.
O nutricionista lida, também, com questões sociais, econômicas e culturais. Há no mundo, atualmente, distúrbios alimentares que vão da desnutrição à obesidade. Esse profissional deve estar preparado, portanto, para criar situações favoráveis à prevenção e ao tratamento dessas patologias, visando sempre à saúde de todos.
Profissionais e pacientes devem se alinhar ainda mais para que a saúde fique em primeiro lugar e para que as “dietas malucas”, bem como outros modismos, façam menos vítimas. Nunca duvide da importância do nutricionista, invista em uma consulta e mude a sua vida!
Aproveite, então, para fazer um balanço do que você anda comendo e considere metas e cuidados a serem seguidos.
Dia da Saúde e Nutrição faz refletir sobre comportamento alimentar
Como consequência da industrialização e da urbanização das cidades nos últimos anos, o perfil de saúde da população brasileira mudou. As condições de vida melhoraram e as pessoas estão vivendo mais. Mas ajustes na alimentação são necessários, para a manutenção da saúde de uma população que faz mais coisas ao mesmo tempo, envelhece mais e está sujeita a diversas situações de pressão e estresse no cotidiano.
Se, de um lado, a falta de nutrientes causa osteoporose, baixo rendimento físico e intelectual, de outro, aumenta a prevalência da obesidade entre adultos, principalmente os que pertencem a famílias de baixo poder aquisitivo. Em vez de um prato moderado, com o equilíbrio entre carboidratos, proteínas e vitaminas, esses adultos têm optado por lanches rápidos e gordurosos.
Uma das principais recomendações de profissionais de nutrição é de que devem ser consumidas de três a cinco refeições diariamente, em uma dieta com pouco consumo de gordura saturada, doces e açúcares. Tudo isso alia= do à prática de atividades físicas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 80% das pes= soas vivem em regiões urbanas. Dessas, 70% têm hábitos de vida sedentários.
Para a nutricionista do grupo de obesidade do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede), Wilma Amorim, as pessoas tendem a se prender muito em conceitos populares de alimentação e esquecem de alguns detalhes que podem ser muito significantes para a saúde.
Todos falam do açúcar e das gorduras, mas acabam esquecendo do sal. Se ingerido em alta quantidade diariamente, ele pode causar hipertensão. E o sal em grande quantidade está no petisco, no churrasco, no biscoitinho que se come= ao lado do computador, nos salgadinhos das festas.
O ideal, então, é analisar o comportamento alimentar, para descobrir os erros e os acertos na dieta. Pular refeições importantes, como café da manhã, almoço e jantar, é um grande erro, assim como comer em tempo rápido ou sob condições estressantes, as duas atitudes podem acarretar problemas gastro-intestinais.
Algumas curiosidades também passam despercebidas pelo conhecimento popular. Um prato feito, por exemplo, conhecido como PF, pode = ser menos calórico do que um pacote de biscoito.
É importante saber que a mesma caloria consumida em intervalos bem divididos engorda menos do que consumida de uma só vez. O consumo em excesso de carboidratos e reduzido de fibras altera o metabolismo e pode causar doenças crônicas.
Grupos de alimentos
São quatro os grupos alimentares básicos: leite, carne, vegetal e frutas. Uma dieta balanceada considera determinado número de porções de cada grupo. O guia alimentar desenvolvido, em 1992, pelo United State Departament of Agriculture (USDA), sob a forma de pirâmide, dá a direção de uma alimentação saudável.
A representação gráfica da pirâmide, dividida em quatro níveis que representam os nutrientes predominantes nos alimentos, segue os princípios de equilíbrio, variedade e moderação. No primeiro nível estão os carboidratos, que são fontes de energia necessária para o organismo, como arroz, pães e massas. No segundo nível estão os legumes, verduras e frutas, que fornecem vitaminas, sais minerais, fibras e água.
No terceiro nível, a pirâmide traz o leite e lacticínios, que são fonte de cálcio, além das carnes, ovos, feijão e soja, fontes de proteínas. No topo da pirâmide, o quarto nível, estão os óleos e as gorduras, margarina, manteiga, óleos vegetais e azeite, e os açúcares e doces.
Apesar de os carboidratos estarem na base da pirâmide e as gorduras estarem no topo, a ingestão excessiva tanto de um quanto de outro pode influenciar diretamente no desenvolvimento de obesidade.
Crianças também devem comer bem
Educação alimentar começa já na infância. Para evitar doenças como o diabetes e a obesidade, as crianças devem saber a importância de se comer bem, para escolherem seus alimentos de maneira adequada, sem perder o prazer na refeição.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade infantil cresceu de 10% a 40% nos últimos dez anos. No Brasil, os números triplicaram. Atualmente, cerca de 15% das crianças brasileiras têm excesso de peso e 5% são obesas. Wilma Amorim aconselha aos pais pensarem no que desperta o interesse dos filhos e unir o saboroso ao nutritivo.
Os alimentos industrializados estão invadindo as prateleiras dos supermercados e a alimentação dos pequenos está muito pobre em vitaminas. Argumentos, muitas vezes, valem menos do que a aparência do prato, já que o alimento, além de nutritivo, deve ser atraente.
O ideal é evitar alimentos repetitivos. A criança pode ficar enjoada e a falta ou o excesso de nutrientes pode acarretar problemas futuros. Os pais devem sempre incentivar o hábito de alimentação saudável: sanduíches naturais, barrinhas de cereal, suco de frutas, bebidas e salgadinhos à base de soja são uma boa pedida.
Comer de forma saudável significa unir todos os grupos de alimentos nas quantidades corretas. No caso da garotada, investir na criatividade é fundamental.
É importante distribuir os alimentos em quatro ou cinco refeições. O café da manhã é muito importante. Os açúcares não devem ultrapassar a quantidade de uma colher de sopa de açúcar, uma de achocolatado e um doce pequeno por dia.
Fonte: Colégio São Francisco/bemleve/www.saude.rj.gov.br/cfn.org.br
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