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6 de Junho
O Dia de São Marcelino Champagnat é celebrado em 6 de junho, data de seu falecimento em 1841, marcando sua passagem para a vida eterna. Fundador do Instituto Marista, é reconhecido como santo da Igreja Católica, padroeiro da educação e dos Irmãos Maristas, celebrado pela sua missão de educar crianças e jovens.
Marcelino José Bento Champagnat nasceu em 20 de maio de 1789, em Marlhes, França. Foi um padre francês que dedicou sua vida à educação e fundou o Instituto dos Irmãos Maristas (Pequenos Irmãos de Maria) em 1817, focou na educação de crianças e jovens, especialmente os mais carentes, com uma espiritualidade mariana e apostólica. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 1999.
O legado de Champagnat permanece atual através da rede de escolas e obras sociais maristas espalhadas pelo mundo, focando na educação com valores cristãos e presença acolhedora
São Marcelino José Bento Champagnat
Marcelino Champagnat nasceu no dia 20 de maio de 1789, época em que se iniciava a Revolução Francesa, na aldeia de Marlhes, localidade onde predominava o analfabetismo. Sua mãe e sua tia despertam nele uma fé sólida e devoção religiosa, e também serviram de modelos para a afirmação de seus primeiros passos como cristão. Seu pai era agricultor e tinha grau de estudo avançado para aquela época..
O desenvolvimento intelectual do jovem Marcelino Champagnat foi bastante atribulado devido à falta de professores competentes, mas seu pai lhe ensinou qualidades como honestidade, lealdade, perseverança e verdade.
Ainda na infância, Marcelino chegou a trabalhar na granja de seus pais, e não voltou mais a escola depois de ter visto professores maltratando um aluno. Durante esse período ele descobre a vocação para sacerdote.
Em 1805, Marcelino Champagnat responde generosamente ao chamado de Jesus e ingressa no Seminário Menor de Verriéres. Depois de alguns anos ele passa a integrar o Seminário Maior de Lyon (ambos na França) recebendo a formação ideológica e espiritual.
Em julho de 1816, Marcelino Champagnat fazia parte de doze seminaristas que foram promovidos para a criação da Sociedade de Maria formada por sacerdotes, irmãos, irmãs, religiosos e leigos.
Ao ser ordenado sacerdote Marcelino Champagnat foi coadjutor da Vila de La Valla, na França.
A pobreza cultural do local lhe impressionou muito assim que chegou lá, como as escolas que atraiam poucos interessados que desejavam aprender.
No ano seguinte, Marcelino Champagnat se reúne com seus dois primeiros discípulos e criam a Fundação dos Irmãos Maristas. A partir deste instante passou a ensinar aos meninos pobres o cristianismo.
Passavam-se os anos e Marcelino Champagnat ainda criou uma escola para o povoado de La Valla, onde o foco de estudo era a religião. Em junho de 1840, com 51 anos de idade vem a falecer com uma doença que já tomava conta de seu corpo e sua mente.
Devido à fragilidade por conta da doença que lhe enfraquecia foi eleito para seu lugar o Irmão Francisco Rivat. Champagnat deixou o Ordenado com 290 irmãos distribuídos em 48 escolas primárias.
Canonização
No dia 18 de abril de 1999, na praça São Pedro no Vaticano, Vossa Santidade o Papa João Paulo II canonizou Marcelino Champagnat, e é reconhecido como Santo da Igreja Católica. São Marcelino Champagnat é padroeiro da educação e dos professores.
São Marcelino Champagnat Fundador do Instituto dos Irmãos Maristas
Marcelino Champagnat, padre marista francês, é o fundador do Instituto dos Irmãos Maristas das Escolas ou Irmãozinhos de Maria. O encanto que sua pessoa produz não nasce de uma primeira impressão, mas de uma presença continuada e singela. Como Maria de Nazaré, age com discrição. Sua riqueza interior é profunda e são contagiosos seu dinamismo pessoal, sua alegria, sua espiritualidade mariana e sua confiança em Deus. As crianças e os jovens são seus amigos e lhe manifestam um carinho especial. Os irmãos, que tanto os ama, são os herdeiros de seu espírito. Seu itinerário de fé o conduz até as primícias do amor, pois é nisto que consiste a santidade.
As raízes de uma história
Rosey é uma aldeia do município de Marlhes, França. Lugar de montanha, muito atraente, mas de restritas condições de desenvolvimento humano e com poucas condições para a cultura e o relacionamento; a vida é rude.
O calendário marca o ano da Revolução Francesa: 1789. No dia 20 de maio, Maria Teresa Chirat, casada com João Batista Champagnat, dá à luz a seu nono filho. No dia seguinte, 5ª feira da Ascensão, o bebê é levado à pia batismal e passa a chamar-se Marcelino José Bento. Vislumbra-se a aurora de uma nova época. O Antigo Regime desfaz-se em pedaços. João Batista, o pai do menino, homem aberto, acolhedor, compreensivo e com espírito de iniciativa, toma o pulso da história participando em primeira fila. Possui elevado nível de instrução para seu tempo. Sua letra é impecável, sua facilidade de falar em público, assim como sua capacidade de direção, são provas de suas qualidades. Exerce diversas funções e cargos como juiz de paz e obtém o primeiro lugar na votação para delegado. Dedica-se com esmero em suas atuações públicas. Mesmo servindo os ideais revolucionários, nos quadros dos jacobinos, partido de extrema esquerda, dá prioridade às realidades concretas de seu povo, salvaguardando os interesses de seus habitantes.
Enquanto se sucedem estas ocorrências políticas, Marcelino convive estreitamente com sua mãe que se dedica ao comércio de telas e encaixes, tendo que completar seus ganhos com a agricultura e os trabalhos do moinho. Maria Teresa é, na vida de seu esposo, um instrumento de moderação e equilíbrio. Seu temperamento e sobretudo a energia e a clarividência em relação à economia familiar e à educação dos filhos, facilitam-lhe a tarefa: educa com esmero seus filhos, acentuando os valores da piedade, do trato social e do espírito sóbrio. Sua tia, Luísa Champagnat, é religiosa de S. José, expulsa do convento pela Revolução. A influência que deixa no jovem através de orações, lições e bons exemplos é tão profunda que, com certa freqüência, Marcelino a relembra com agrado e gratidão. Com a idade de seis anos, um dia, pergunta-lhe: “Tia, que é a revolução? É uma pessoa ou um animal?” Em seu ambiente é quase impossível subtrair-se ao palpitar da História.
A educação de Marcelino é realizada no cruzamento das novas idéias, trazidas por seu pai, e a espiritualidade profunda e tradicional, transmitida por sua mãe e sua tia. No seio da família, os problemas do mundo são vividos em toda a sua agudeza, recebendo uma solução moderada, porém positiva e sempre favorável às pessoas mais que às ideologias. Respira o sentido da fraternidade vivendo lado a lado com suas irmãs e irmãos.
Fonte: Colégio São Francisco/www.vatican.va/www.champagnat.org/www.maristas.org.br
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