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11 de Julho
O Dia do Truco é popularmente celebrado em 11 de julho no Brasil, sendo uma data para reunir amigos e familiares para partidas desse baralho tradicional e barulhento, conhecido por variantes como mineiro e paulista. No estado de São Paulo, o “Dia do Truco” é oficialmente o segundo domingo de julho.
Embora as origens remontem a jogos europeus (como na Espanha e Itália), o truco se popularizou no Brasil, especialmente em Minas Gerais, sendo um jogo de cartas barulhento e estratégico.
A Lei nº 5.285, de 8 de setembro de 1986, incluiu o “Dia do Truco” no Calendário Turístico do Estado de São Paulo, a ser comemorado anualmente no segundo domingo de julho.
O objetivo da data é promover o jogo, considerado uma tradição cultural, e incentivar torneios entre amigos
Dia do Truco
Há datas comemorativas para quase tudo, hoje, por exemplo, é o dia do jogo de cartas “Truco”, que é muito praticado no interior e faz parte da cultura brasileira.
Tudo começou com um jogo sem muita empolgação que, ao longo dos anos, foi sendo adaptado até chegarmos às regras atuais; estas, como não poderia deixar de ser, continuam sofrendo variações e mais variações.
O truco, criado na Inglaterra no século XVII, foi motivo de grandes apostas e muitas dívidas geradas entre seus adeptos.
Após ter caído em descrédito e em total esquecimento durante algumas décadas, o jogo volta a ser praticado no nordeste da Espanha e no sudoeste da França, onde ganha novos nomes e novas regras.
É possível que ele tenha chegado primeiro à França, devido aos nomes que passou a receber.
Na França era chamado de Truc, que significa “truque”.
Na Espanha, recebeu a adaptação ao espanhol e passou a chamar-se truco (nome que utilizamos no Brasil), palavra que também designa “truque”.
O jogo só chegou ao Brasil trazido pelos colonizadores portugueses e pelos imigrantes, onde tomou formas “abrasileiradas” e de grande aceitação popular.
Durante muito tempo foi um jogo apenas de caboclos, mas depois caiu no gosto de muitas pessoas o que acabou por tornar o jogo um dos mais praticados no país, com cerca de três milhões de jogadores.
Em novembro de 2000, o Jogo de Truco Brasileiro foi idealizado.
Nesta mesma época, grandes jogadores de truco estavam desafiando-se a desenvolver o melhor jogo de truco do mundo.
Como se isso não bastasse, a ideia de jogar truco pela Internet também estava sendo desenvolvida.
Em seu primeiro lançamento em fevereiro do ano seguinte, o JTB alcançou níveis de popularidade extraordinários e impressionantes.
Na época, poucos acreditavam que o JTB poderia chegar onde chegou, expandindo-se pela Internet e conquistando jogadores dos quatro cantos do mundo.
Truco – A Origem
Há várias versões para a origem desse jogo, uma diz que foi criado na Inglaterra no século XVII, e chamava-se “Put”, que significa pôr, colocar.
Quando se tornou popular na França era conhecido como “Truc”, “Truck”, “Tru” “Truka”, “Truc” e “Truck”, que significa truque. Na Espanha era chamado apenas de “Truc” e, posteriormente passou a se chamar “Truco”.
A segunda versão diz que o Truco é originário do norte de Minas Gerais, das cidades de Pirapora e Aruruacamijara do Norte, por volta do século XVII.
No século XVII, alguns bandeirantes aprenderam o jogo com os jesuítas e começaram a divulgar pelo território brasileiro.
O jogo se tornou muito popular durante o “Ciclo do Ouro”, principalmente nas grandes cidades mineiras.
O Truco acabou variando as regras de acordo com a região como, Truco Paulista, Truco Mineiro, Truco Gaúcho e Truco Argentino.
Hoje, o jogo é praticado em várias partes do país e até existem torneios.
A história do Jogo do Truco
O jogo de Truco foi concebido no século XVII no norte de Minas Gerais, mais precisamente na região onde estão localizadas atualmente as cidades de Pirapora e Aruruacamijara do Norte, por padres jesuítas que devido ao voto de castidade não possuíam nenhuma opção de entretenimento. O jogo original – atualmente conhecido como Truco Mineiro ou Truco de “mania” Fixa – difere do Truco Oficial por possuir “manias fixas”: o quatro de paus é o “zapi”, o sete de copas é o “sete copas”, o ás de espadas é o “espadilha” e o sete de ouro é o “sete oro”.
Na passagem para o século XVII, alguns bandeirantes aprenderam o Truco com os jesuítas e começaram a difundir o jogo pelo território brasileiro. O jogo se tornou muito popular durante o ciclo do ouro, principalmente nas grandes cidades mineiras da época.
Existem relatos históricos que comprovam que os Inconfidentes eram na realidade um time de trucadores que, descontentes com a falta de incentivo a este nobre esporte por parte do governo português, resolveram libertar o Brasil do domínio de Portugal. Mas Claudio Manoel da Costa e seus companheiros foram traídos por Joaquim Silvério dos Reis que fora desescalado do time substituído por Tiradentes. Joaquim Silvério dos Reis revelou os planos dos Inconfidentes às autoridades coloniais e ainda disse que o idealizador do plano era o pobre Tiradentes (desafeto de Silvério), que foi o que mais se deu mal nessa história. Como conseqüência, Portugal proibiu o truco e passou a perseguir os trucadores.
Mas o truco continuou a ser praticado na clandestinidade em sociedades secretas de trucadores. A mais importante delas foi a Sociedade dos Trucadores Unificados de São Paulo e Santos, da qual o príncipe Dom Pedro era sócio. No dia 7 de setembro de 1822, o príncipe Dom Pedro voltava de um dos churrascos promovido pela S.T.U.S.P.S quando recebeu uma carta de seu pai que autoritariamente ordenava que o jovem príncipe parasse de jogar truco. Ao ler a carta Dom Pedro ficou furioso, decretou a liberação do Truco no Brasil e aproveitando a empolgação (naquele dia ela já tinha matado uma garrafa de cachaça) proclamou a independência.
No dia 8 de setembro de 1822 foi fundada em Santos, SP o Conselho Mundial de Truco: órgão máximo de representação dos Trucadores de todo o mundo. No dia 23 de dezembro do mesmo ano foram anunciadas a novas regras (que vigoram até hoje, exceto no Paraná) para o jogo de Truco. As novas regras acabaram com as “manias fixas” possibilitando que os trucadores criassem novas “manhas” e “truques”
Truco Mineiro
É uma variação do truco parecida com o truco paulista. Ele é praticado principalmente em Minas Gerais.
Baralho/Hierarquia das Cartas
O baralho usado é o de pôquer (aquele com J, Q, K, A, 2, 3, 4, …).
Joga-se com 40 cartas, todas menos 8, 9, 10 e coringas (uma variante usa o coringa como 3 e meio, entre o 3 e o 7 ouros), como a seguinte ordem das cartas:
4 de paus (zap)
7 de copas
ás de espadas (espadilha)
7 de ouros
3
2
A (ás)
K (rei)
J (valete)
Q (dama)
7
6
5
4
Distribuição das Cartas
Uma pessoa embaralha (chamado de pé), a da sua esquerda corta (pode-se cortar ate 3 vezes e queimar 9 cartas, ou então “ficar”, que é pegar 3 cartas e mandar distribuir o resto), o da direita é quem bate, chamado de mão. Se alguém bater errado, não volta a carta. As cartas são dadas de 3 em 3. O mão da rodada também pode queimar e atravessar carta. (entregar as suas para o parceiro e receber as próximas).
Pontuação
A rodada normal vale 2 pontos, se houver truco passa a valer 4, se alguém pedir “Seis” (vulgo meio pau, meia vara, meia arroba, meio saco) passa a valer 8. Se for pedido Nove, passa-se a valer 10 e ainda pode-se pedir 12 (agora valendo 12 mesmo) Não se pode consultar as cartas antes de ir.
O jogo é parecido com o truco paulista, mas com a diferença que se cangar (embuchar/empatar) as 3 rodadas, passa-se o baralho, mas mantêm-se as pontuações que estavam na anterior (por exemplo, se alguém tiver trucado, o truco continua valendo para a próxima rodada).
A mão de mando é a mão de 10, só que não se joga no escuro (sem poder ver suas próprias cartas). Na mão de 10 não pode-se trucar, quem corta não pode ficar, queimar, olhar o fundo, nem serrar e quem embaralha também não pode olhar para as cartas (fazer o baralho). Quem estiver em mão de 10, pode consultar as cartas do parceiro, a menos que esteja 10 a 10. Caso eles decidam ir, a rodada passa a valer 4 pontos, caso contrário, contam-se 2 pontos para os adversários.
Quando se chega a 12 pontos, marca-se um jogo para a dupla vencedora e zera-se a pontuação, 2 jogos valem 1 queda. Normalmente joga-se valendo uma queda.
Fonte: Colégio São Francisco/Prefeitura de São Paulo;Clube do Truco/velhochico.net/jogosdecartas.hut.com.br
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