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15 de Abril
O Dia Nacional da Conservação do Solo é comemorado anualmente no Brasil em 15 de abril, instituído em 1989 para conscientizar sobre o uso sustentável desse recurso essencial à produção de alimentos e equilíbrio ambiental. A data homenageia Hugh Hammond Bennett (15/04/1881), um pioneiro na conservação do solo que impulsionou ações contra a ameaça da erosão nas décadas de 1920 e 1930.
A data, instituída pela Lei Federal nº 7.876 de 1989, visa conscientizar sobre a importância do manejo sustentável, prevenção da erosão e conservação deste recurso natural essencial para a agricultura e meio ambiente.
A data tem como objetivo a conscientização sobre a necessidade crucial do manejo sustentável da terra para proteger a saúde do solo, prevenir a erosão e combater a degradação ambiental. Criado no Brasil para marcar o nascimento do ambientalista americano Hugh Hammond Bennett, a data enfatiza o manejo da matéria orgânica, a minimização da erosão e a adoção de práticas conservacionistas, como o plantio direto.
A conservação é fundamental para a manutenção da biodiversidade, retenção de água e nutrientes, e regulação do clima.

Dia da Conservação do Solo
A comemoração do Dia da Conservação do Solo, em 15 de Abril, se deve a data de aniversário norte-americano Hammond Bannett, o maior estudioso na área da conservação dos solos, nos Estados Unidos.
Considerado conservacionista, Hugh pesquisou muito sobre essa área, produziu conhecimento e publicou vários trabalhos, ajudando na recuperação de solos degradados. Foi muito premiado durante o século XX pelos seus trabalhos.
É importante lembrar que o solo não pode ser lembrado apenas nessa data comemorativa. Ele faz parte das nossas vidas, pois é dele que nós obtemos a comida para viver. É necessário o cuidado diário, em todas as esferas, para que o solo seja bem cuidado e preservado, evitando futuros problemas para a natureza e população.
Durante a década de 1980, o mundo viveu um rico período de produção de gêneros alimentícios, como resultado do avanço tecnológico, sobretudo no campo.
Esse fenômeno, chamado de “revolução verde”, foi uma época de grande progresso para a humanidade. Hoje, há uma gradual perda de produtividade. A fome vem se instalando em diversos lugares, a começar pelos países mais pobres. Se, por um lado, a evolução tecnológica do campo permitiu haver aumento de produtividade, de outro, a exploração irracional do solo está promovendo a sua degradação contínua, o que pode provocar um fenômeno inverso à revolução verde.
Infelizmente essa é uma realidade já prevista por diversos institutos e centros de pesquisa criado para desenvolver programas de conservação do solo no Brasil e no exterior, em busca de fórmulas que evitem tal catástrofe. Segundo esses órgãos, a ação humana está diretamente relacionada à degradação do solo, contribuindo para o esgotamento de nutrientes e para a erosão de solos abandonados ou mal cultivados.
Os números têm sido alarmantes nos últimos anos, pois apontam que a degradação do solo já reduziu significativamente a produtividade de um quinto das áreas cultivadas no mundo todo. A América Central aparece em primeiro lugar, com três quartos de terras seriamente deterioradas. O Nordeste brasileiro é outra área em que os índices não são dos melhores.
Segundo o maior estudioso do solo, no Brasil, o pesquisador Altir Corrêa, o crescimento da população, a urbanização e a falta de cuidados com o solo nos países em via de desenvolvimento devem provocar um aumento notável da procura de alimentos de origem animal. Os governos e a indústria devem preparar-se para essa revolução contínua, com políticas de longo prazo e investimentos.
Entre os principais fatores que contribuem para a degradação do solo, estão as causas naturais – como o clima, que provoca erosão – e as causas artificiais, ligadas à intervenção do ser humano. Mesmo as causas naturais sofrem a influência humana. O clima árido, por exemplo, pode ser provocado pelos poluentes despejados na atmosfera, fato que eleva a temperatura global. O desmatamento e as queimadas são também fatores importantes que desestruturam o solo, deixando-o vulnerável à erosão.
Em virtude de a intervenção humana não só potencializar os fatores naturais de degradação do solo, como também acelerar esse processo por meio de uma exploração irracional dos meios naturais, é necessário encontrar saídas para proteger esse patrimônio, para que as futuras gerações não sofram com a fome.
Solo
Conservação do Solo
O solo, também chamado de terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta, assim como o ar, a água, o fogo e o vento. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos, ele atua como suporte à água e ao ar e sobre ele construímos as nossas moradias.
O solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que com o tempo e a ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até que viram um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.
Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais (como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem) passam a ajudar no desenvolvimento do solo.
Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta. Além disso, os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.
Solo – Composição
O solo é composto de quatro partes: ar; água; matéria orgânica (restos de pequenos animais e plantas); parte mineral (que veio da alteração das rochas, ou seja a areia da praia, o barro que gruda no sapato e o limo que faz as pessoas escorregarem).
Os quatro componentes do solo se encontram misturados uns aos outros. A matéria orgânica está misturada com a parte mineral e com a água.
Dentro do solo existem pequenos furinhos, que chamamos de poros do solo, onde ficam guardados a água e o ar que as raízes das plantas e os outros organismos necessitam para beber e respirar.
Como numa esponja que usamos para tomar banho, existe água e ar dentro do solo.
Degradação dos solos
Conservação do Solo
Um solo se degrada quando são modificadas as suas características físicas, químicas e biológicas. O desgaste pode ser provocado por esgotamento, erosão, salinização, compactação e desertificação.
A utilização dos solos para o fornecimento de produtos agrícolas, por exemplo, não pode ser do mesmo tipo para todas as regiões brasileiras. Para cada uma, há um conjunto de fatores que devem ser devidamente analisados, para que os terrenos proporcionem uma maior produtividade.
A expansão das culturas de subsistência e a criação de animais para utilização pelos homens, os cultivos da cana-de-açúcar e do café e, mais recentemente, a da soja, têm sido realizados com rotinas inadequadas (isso desde a descoberta do Brasil pelos europeus), resultando em agressões aos elementos naturais, especialmente, ao solo e à água. Sempre tivemos uma rotina de “rotação de terras”, sem a preocupação de qualquer programação para restaurar os solos e as florestas que foram esgotados.
Por falta de conhecimento, não só muitos agricultores e pecuaristas estão degradando intensamente os nossos recursos naturais, mas também madeireiros, garimpeiros e carvoeiros.
Quem mais utiliza tem ainda pouca consciência de que o solo, a água e as florestas são recursos naturais finitos e que, após a sua degradação, a recuperação pode ser irreversível. É fundamental a disseminação da idéia de que “é mais econômico manter do que recuperar recursos naturais”.
Derrubada a vegetação e queimados os restos, os terrenos ficam sujeitos à ação direta da água da chuva, que provoca a erosão hídrica do solo, carregando os seus nutrientes. Em poucos anos, a terra torna-se empobrecida, diminuindo a produção agrícola e dos pastos. Agricultores e pecuaristas acabam deslocando-se para outras zonas, deixando para trás as áreas degradadas.
A ação da água da chuva sobre os terrenos continua sendo um dos principais agentes da degradação dos solos brasileiros. As terras transportadas dos terrenos pelas enxurradas são, em grande quantidade, depositadas nas calhas dos cursos d’água, reduzindo a sua capacidade de armazenamento da água da chuva, ocasionando inundações, com graves conseqüências socioeconômicas. O total de terras arrastadas pelas enxurradas é calculado em torno de 2 a 2,5 bilhões de toneladas, anualmente. Há prejuízos diretos e indiretos; há efeitos agora e haverá no futuro.
Fonte: Portal São Francisco/www.paulinas.org.br/www.ibge.gov.br
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