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28 de Abril
O Dia da Educação é celebrado principalmente em 28 de abril no Brasil e mundialmente. Estabelecida no ano 2000 no Fórum Mundial de Dakar, onde países assumiram compromissos para a universalização do ensino, combate ao analfabetismo e valorização da educação como ferramenta de transformação social e convivência cidadã.
O objetivo da data é enfatizar que a educação é fundamental para alcançar a paz global e o desenvolvimento sustentável. A mensagem é enfatizar que a educação é crucial para escapar da pobreza, promover o crescimento econômico e desenvolver habilidades para um mundo digital em rápida transformação.
O significado da data é promover a educação inclusiva e equitativa de qualidade e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
A data destaca a importância da educação formal e familiar. 24 de janeiro é o Dia Internacional da Educação, instituído pela ONU.
A ONU e organizações como a UNESCO utilizam este dia para pressionar por um melhor acesso à educação e para garantir que a educação seja priorizada como um “bem público” pelos governos.
Dia da Educação
A educação é o processo de facilitar a aprendizagem. O conhecimento, habilidades, valores, crenças e hábitos de um grupo de pessoas que os transferem para outras pessoas, através da narrativa, discussão, ensino, treinamento ou pesquisa.
A educação não só ocorre através da palavra, mas também está presente em todas as nossas ações, sentimentos e atitudes. Geralmente, a educação ocorre sob a orientação de educadores, mas os alunos também podem se educar em um processo chamado aprendizagem autodidata. Qualquer experiência que tenha um efeito formativo na forma como alguém pensa, sente ou atenda pode ser considerada educacional.
A educação pode ter lugar em contextos formais ou informais. A educação formal é comumente dividida em várias etapas, como pré- escola, escola primária, ensino médio e depois faculdade, universidade ou magistrado.
No final do treinamento, é emitido certificado de estudos, que permite o acesso a um nível mais avançado.
Há uma educação conhecida como educação não formal que, ao contrário da educação formal, não recebe um certificado que permita obter um novo nível de educação no final do treinamento, normalmente lugares que oferecem educação não formal são centros comunitários, instituições organizações privadas, civis ou do Estado.
Que a educação deveria ser um dos maiores investimentos em qualquer país, ninguém duvida. Mas a questão da educação ainda é séria no Brasil. Apesar de índices demonstrarem que, cada vez mais, os índices de analfabetismo, de evasão escolar e de repetência vêm caindo, a situação ainda não é das melhores.
Existem vários fatores que contribuem para a evasão escolar e para o analfabetismo. A grande maioria das crianças que estuda na rede pública sofrem, além da deficiência do ensino, dificuldades com transporte e alimentação. Além disso, muitas crianças precisam ajudar os pais a trabalhar e cumprem uma jornada dupla que interfere brutalmente no rendimento escolar.
Se já é senso comum dizer que as crianças são o futuro do país, nada mais justo que criar condições para elas estudarem. E está provado também que, quanto maior o nível de instrução, maior a chance de encontrar trabalho.
E quando adulto, quanto maior o nível de escolaridade dos pais, maior será o nível de escolaridade dos filhos também. O Brasil gasta um média de 5,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) na educação, mas ainda não consegue suprir a demanda de estudantes.
O atual sistema educacional brasileiro tem a seguinte estrutura:
Educação Básica: educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio
Educação Superior: universidade e pós-graduação
Mas educar não significa só investir em escola.
O primeiro grupo social do qual participamos é a família e ela participa também do que chamamos educação informal.
Educação – O que é
É o conjunto de técnicas e conhecimentos necessários para a transmissão do saber e dos valores essenciais à sociedade.
Ao professor cabe transmitir conhecimentos e estimular o raciocínio lógico e a visão crítica dos estudantes, ajudando-os no desenvolvimento de habilidades para entrar no mercado de trabalho e assumir seu papel de cidadão.
Atua em todos os níveis da educação, do ensino infantil ao superior. Pode lecionar disciplinas específicas nos cursos profissionalizantes, nas classes de alfabetização, de educação especial (para portadores de deficiência) ou para jovens e adultos (antigo supletivo). Pela Lei de Diretrizes e Bases de 1996, todos os professores, de qualquer nível de ensino, devem ter formação superior a partir de 2007. Para lecionar em faculdade, é preciso, ainda, ter pós-graduação.
Hoje em dia é grande a importância dada à educação. O número de analfabetos no país vem caindo a cada ano e praticamente todas as crianças com idade entre 7 e 14 anos estão matriculadas na escola. E também há um esforço para colocar na pré-escola as crianças com menos de seis anos de idade.
Outra preocupação atual é com a repetência. Professores e o Ministério da Educação buscam formas de evitar a repetência dos alunos para que eles não desanimem e acabem abandonando a escola. Mesmo assim, muitas crianças e jovens têm que deixar de estudar porque precisam trabalhar.
A qualidade do ensino também é um ponto importante para se pensar. Pouco adianta completar séries e ganhar um diploma se não aprendermos de verdade. Por tudo isso, estudar com prazer e buscar compreender o mundo através do que aprendemos é uma boa forma de comemorar o Dia da Educação.
Como anda a educação no Brasil?
O IBGE realiza várias pesquisas que levantam dados sobre a educação no Brasil, sendo a maior delas o Censo Demográfico. O último censo foi em 2000 e trouxe informações sobre analfabetismo, anos de estudo, freqüência escolar e redes de ensino, com distribuição de acordo com idade, estados, regiões do Brasil e sexo, entre outros dados.
Outra pesquisa importante, realizada com amostras da população brasileira, é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, que apresentou seus mais recentes resultados em 2003. Vamos aproveitar o Dia da Educação para sabermos mais sobre o assunto no Brasil?
Mais brasileiros sabendo ler e escrever
O mundo moderno exige das pessoas uma preparação cada vez melhor para o exercício de suas tarefas. Ler e escrever, além de serem formas de se comunicar com o mundo, são atividades básicas para o desempenho de muitas outras funções.
Sob esse aspecto, a população brasileira vem conseguindo alguns avanços. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2004, que traz os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2003 (PNAD), do IBGE, o crescimento contínuo da taxa de escolarização vem reduzindo o analfabetismo, elevando o nível de instrução da população em todo o país e diminuindo, gradativamente, as grandes diferenças entre as regiões.
A taxa de escolarização dos jovens de 15 a 17 anos, por exemplo, aumentou cerca de 33% nos últimos 10 anos e atingiu, em 2003, 82,4% desses jovens. Não houve grandes variações entre as taxas regionais e a taxa média nacional.
Sobe o nível de instrução da população, cai o analfabetismo
A crescente escolarização vem impulsionando a elevação do nível de instrução da população. Entre 1993 e 2003, o analfabetismo declinou em quase 30% no Brasil. Esse declínio foi mais intenso nas regiões Sul (34,7%), Centro-Oeste (32,1%) e Sudeste (31,3%), principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina (com reduções de 37,6% e 36,7%, (respectivamente), o Distrito Federal (-45,7%) e o Rio de Janeiro (-41%). O Nordeste apresentou um declínio de 27%.
São considerados analfabetos todos aqueles que possuem mais de 15 anos de idade e não sabem ler nem escrever. A diminuição das taxas de analfabetismo no Brasil deve-se ao maior acesso da população carente ao ensino fundamental e aos programas de alfabetização de adultos, como, por exemplo, o Alfabetização Solidária, onde o governo federal atua em parceria com universidades, empresas privadas, prefeituras e comunidades, e o Movimento de Educação de Base, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.
Educação, formando o ser humano
Segundo o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, educação é: “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual ou moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social”. O processo de educação começa com a família, quando os pais ensinam a seus filhos o que julgam ser certo, como devem se comportar, a respeitar as outras pessoas.
Ou seja, é o início da formação da criança, que aos poucos vai sendo preparada para a vida individual e em sociedade.
Num segundo momento, entra em cena a escola. Tem início a etapa da instrução da criança, onde ela vai adquirir conhecimentos referentes a áreas do saber específicas: Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, entre outras.
Mas o papel da escola na formação do indivíduo não fica restrito a esse tipo de informação. De certa forma, a escola vai dar continuidade ao processo que foi iniciado pela família, educando a criança e o adolescente também para a vida, através da disciplina, das responsabilidades, do estímulo ao exercício da cidadania.
E lembre-se: a boa educação é a base de uma nação consciente de seus direitos e deveres, que é capaz de construir o melhor para si e seu país, contribuindo para uma sociedade mais justa e com alta qualidade de vida.
Para que serve a educação?
A quem educar? Por que educar? Como educar?
Essas questões são a síntese da preocupação humana com a educação ao longo dos séculos. Isso porque a espécie humana, diferentemente dos animais movidos apenas por instinto, é capaz de criar, de inovar, de inventar o supérfluo. E é tamanha a quantidade de invenções e de conhecimentos humanos, que torna-se necessário sistematizá-los e transmiti-los às novas gerações. Assim surgiu a educação formal, como meio de suprir essa necessidade, o que possibilitou uma evolução cada vez maior e mais rápida em termos de conhecimentos.
Dia da Educação
Outra característica humana, além do poder de criação, é a reflexão. Por isso, o ser humano se questiona a respeito de qual a função da educação: será preparar para o mercado de trabalho, assegurando profissionalização? Ou dar uma visão humanística, mais geral? Deverá o ensino preparar para o vestibular, ser propedêutico? Ou devemos fornecer uma educação desvinculada desse compromisso?
Seja qual for a resposta, ela nunca será neutra, mas estará impregnada das nossas concepções de educação e de sociedade. Passo agora a defender a minha posição.
Educação é um direito de todos. Todos os setores da sociedade valorizam e exigem a educação, embora nem sempre se mobilizem para torná–la efetivamente abrangente, universal e de boa qualidade. Mas em todas as famílias vemos a preocupação em ter seus filhos educados; nas empresas exige-se um nível de escolaridade cada vez maior, e vários setores buscam superar os problemas das escolas (voluntários, 3º setor, etc). Todavia, o que se vê é a falta de visão sobre os objetivos da educação.
A educação, muito mais do que transmissão de informações ou qualificação profissional, tem o dever de transmitir o legado cultural acumulado pela humanidade historicamente. Essa é uma tarefa verdadeiramente desafiadora, porque envolve mobilização de professores e alunos na apropriação de saberes construídos em diversas áreas, desde a arte até a linguagem, desde a música até a matemática. A escola seria o lugar ideal para dar um vislumbre da grandeza humana, de sua produção cultural, de suas idéias e aspirações, do desenvolvimento das técnicas a serviço da qualidade de vida, dos erros e horrores da história e de como superá-los, aprendendo com eles.
Essa seria uma tarefa apaixonante, e daria conta, indubitavelmente, de todos aqueles famigerados conteúdos e programas que são alienadamente empurrados para e pelo professor. Viria do encontro das necessidades dos alunos, da sua curiosidade, do seu dinamismo e alegria naturais, desenvolvendo espírito científico e criatividade, e semeando o prazer do aprendizado.
Quantos talentos se perderam na escola, entre as inúmeras tarefas repetitivas e mecanizadas, tão comuns no cotidiano escolarizado? Como podiam ter florescido, se apenas lhes fossem dados meios de desenvolver seu potencial, respeitando sua individualidade, sem tentar sufocar sua personalidade!
A escola não tem cumprido nenhum dos objetivos anteriormente citados. Não propicia a atualização cultural, não prepara para o trabalho e nem para o vestibular. A escola gera alunos desmotivados, que não gostam de estudar, que não têm o hábito da leitura, meros executores de tarefas repetitivas, seguidores de ordens, passivos e em nada conscientes.
Inúmeros educadores têm denunciado ao longo de vários anos essa função reprodutora da escola; Paulo Freire chama essa concepção de “educação bancária”, pois o professor “deposita” o conhecimento no aluno, para nas provas verificar o “saldo”.
Infelizmente, apesar de muito se falar sobre construtivismo, sobre desenvolver as competências, respeitar as “inteligências múltiplas”, essas considerações não transcendem a teoria, não chegam a alcançar a prática.
São inúmeros os motivos para isso: falta de vontade política e de compromisso social por parte dos governantes, falta de condições mínimas de trabalho para o professor, seja de material de trabalho, seja de remuneração; falta de consciência dos pais da necessidade de mobilizarem-se na luta por melhores condições nas escolas; falta de visão dos gestores acerca do que é realmente necessário realizar em sua prática e do que é meramente burocrático… falta de tudo!
Todavia, isso não pode ser desculpa ou empecilho para mudar a realidade. Reconhecer a importância da escola básica e conhecer seus problemas deve levar-nos, como sociedade, a nos mobilizarmos para mudar essa situação, exigindo dos governantes que façam a sua parte, equipando as escolas e dando melhores condições de trabalho ao professor.
Esses passos são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual. Para a efetivação da cidadania de cada um, para uma verdadeira democracia.
Uma escola que dê ao aluno a chance de escolher entre ver o Programa do Ratinho ou o Jornal Nacional, entre ouvir Bach ou É o Tchan. Entre votar bem ou votar nos mesmos corruptos que nos têm explorado por anos a fio. Que lhe dê liberdade. Porque ninguém é livre sem conhecimento, sem consciência.
Uma escola que mostre ao aluno que o mundo tem jeito, que não foi tudo sempre assim, que vale a pena lutar e coordenar esforços para perseguir um sonho, um ideal. Afinal, não foi assim com o fim da escravidão, e com tantas mudanças históricas que só sucederam em virtude das lutas humanas?
Por isso, o papel fundamental da escola é o de dar ao aluno uma visão sócio-histórico-cultural da evolução da humanidade. Para dar-lhe o direito de escolha, para que ele tenha meios de efetuar essa luta. Dizer que a escola deve preparar profissionalmente é reduzir demais o seu papel. Alegar que deve ser propedêutica ao vestibular é assassinar seu verdadeiro sentido, o que serve principalmente para perpetuar essa sociedade de privilégios em que vivemos.
Fonte: Colégio São Francisco/Mec Governo Federal/pt.shvoong.com/www.recantodasletras.uol.com.br
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