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9 de Junho
O Dia Nacional da Imunização é celebrado em 9 de junho no Brasil. A data visa conscientizar sobre a importância da vacinação para prevenir doenças transmissíveis, proteger a saúde pública e manter o calendário vacinal atualizado para todas as idades, reforçando o papel do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Além da vacinação infantil, a data reforça a necessidade de imunização para adolescentes, adultos e idosos (como Influenza, HPV, Covid-19, etc.).
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é um dos maiores programas de imunização do mundo, oferecendo vacinas gratuitamente via SUS
A data serve como um apelo global à ação para ampliar a cobertura vacinal, educar as comunidades e garantir o acesso equitativo às vacinas para prevenir doenças mortais.
Dia da Imunização
A maioria das pessoas já recebeu algumas doses de vacinas durante a vida.
Desde crianças estamos acostumados com o ritual das gotinhas e agulhas. Agradável ou não, o fato é que são necessárias e são elas que promovem a imunização.
Imunizar é tornar o organismo resistente e capaz de reagir à presença de certos agentes (doenças, venenos de animais e outros).
Nós temos dois tipos de imunidade: a natural, desenvolvida pelo próprio organismo e que protege as pessoas contra infecções e doenças, e a imunidade adquirida, aquela que o organismo desenvolve após receber vacinas e soros (imunização passiva).
A vacina é uma substância não reagente, geralmente feita do vírus da doença, morto ou inoculado, que é injetado no corpo humano ou de animais. O corpo não reconhece que o vírus está morto e vai fabricar substâncias que vão combatê-lo. Assim quando o organismo estiver suscetível ao contágio da doença, ele já terá criado anticorpos para defendê-lo.
Primeira vacina
A vacina foi criada em 1876, por Edward Jenner. Ele injetou a secreção das fístulas de uma vaca com varíola – ou seja, pus – em um menino. Semanas depois ele inoculou a criança com varíola humana e este não adoeceu. Daí o nome vacina, derivado da expressão latina materia vaccinia (substância que vem da vaca).
Imunização – O que é
Dia Nacional da Imunização
A imunização é um conjunto de métodos terapêuticos destinados a conferir ao organismo um estado de resistência, ou seja, de imunidade, contra determinadas enfermidades infecciosas.
É uma das estratégias de prevenção mais significativas. No mesmo nível de importância, como medida de proteção e promoção à saúde infantil, estão a amamentação, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e o controle – tratamento precoce da diarréia infantil.
As crianças são as que mais sofrem com a caótica situação sócio-econômica de países subdesenvolvidos como o nosso, Brasil. Esta fato reflete-se nos altos índices de mortalidade (em algumas regiões do país) e a formação de contingentes de indivíduos com sequelas físicas, intelectuais psicológicas, decorrentes de doenças preveníveis por esquemas básicos de imunização.
Entretanto a imunização não está isenta de riscos (SCHMITZ et al, 1989):
Infecção no local da inoculação;
Transmissão de doenças por meio do produto injetado e contaminação do material empregado na administração;
Complicação devido a outros composto dos produtos imunizantes (hidróxido de alumínio,…);
Encefalite pós-vacinal, quando da utilização de antígenos vivos;
Agravamentos de enfermidades crônicas cardíacas, renais, do sistema nervoso central, entre outras;
Reações locais gerais: nódulos, edemas, dor ou mal-estar, lipotimia, entre outras;
reações de hipersensibilidade;
Complicações específicas secundárias à natureza e tipos de antígenos ou substâncias fontes de anticorpos.
TIPOS DE IMUNIZAÇÃO
A imunidade pode ser natural ou adquirida (SCHMITZ et al, 1989): A imunidade natural compreende mecanismos inespecíficos de defesa de pele, pH, e a imunidade conferida pela mãe através da via transplacentária e pelo leite materno ao recém nascido.
A imunidade adquirida pode ser espontânea, após um processo infeccioso, ou induzida de maneira ativa ou passiva:
Passiva: administração de anticorpos previamente formados (imunoglobulinas) ou soros hiperimunes.
Útil em pacientes com defeito na formação de anticorpos ou imunodeprimidos;
Ativa: uso de microorganismos vivos atenuados, mortos e componentes inativados de microorganismos.
Contra-Indicações
São consideradas contra-indicações gerais ao uso de vacinas de bactérias ou vírus vivos (SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE SÃO PAULO, 1994):
Portadores de doenças com deficiências imunitárias, como imunodeficiência combinada à gamaglobulina ou hipogamaglobulina;
Pacientes com imunodeficiências por defeitos congênitos ou enfermidades ativas do sistema linfóide ou reticuloendotelial (leucemia, linfoma, doença de Hodgkin…);
Imunodepressão devido a terapia com corticóide sistêmico em altas doses, com antimetabólitos, agentes alquilantes ou irradiação;
Grávidas, salvo situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais imunopreveníveis, como febre amarela, por exemplo.
Com relação a pacientes HIV positivos assintomáticos, poderão receber todas as vacinas do esquema básico; os doentes com AIDS só não poderam receber a BCG.
Há casos em que a vacinação precisa ser somente adiada:
Tratamento com imunossupressores (corticosteróides, quimioterapia antineoplásica, radioterapia,…), deve-se adiar para 90 dias após a suspensão do uso da substância;
Durante a evolução de doenças agudas febris graves;
Não recomenda-se aplicar a BCG em crianças com menos de dois quilos de peso.
CONSERVAÇÃO DE VACINAS
A Organização Pan-Americana de Saúde-OPAS e o Programa Nacional de Imunizações-PNI (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1991) estabelecem que o intervalo de temperatura para conservação de soros e vacinas precisa ser de +4 a +8ºC.
Faz-se necessário a presença de um termômetro dentro do refrigerador. Utilizar termômetro de 3 colunas, pois registra as temperaturas mínima, máxima e atual.
Vacinas de vírus vivos atenuados (pólio, sarampo, rubéola, caxumba) são mais sensíveis ao calor, devendo ser acondicionadas na unidade de saúde por 1 mês no máximo. É preferencial mantê-las na prateleira superior do refrigerador.
Vacinas de bactérias vivas e atenuadas (tuberculose) são menos sensíveis às oscilações de temperatura, podendo ser conservadas por até um ano na parte superior do refrigerador.
Vacinas inativadas virais e bacterianas (toxóides tetânico e diftérico; coqueluche) são as mais estáveis. Devem ser armazenadas por 6 meses na prateleira inferior do refrigerador.
Os diluentes precisam estar na mesma temperatura que as vacinas; não utilizar o refrigerador para outras finalidades. O refrigerador precisa ficar num local fresco, ao abrigo da luz solar e fontes de calor, distante pelo menos 15 cm das paredes e sua porta precisa ficar bem vedada.
Recomenda-se colocar sacos e garrafas plásticas com água no congelador e parte inferiordo refrigerador a fim de manter a temperatura, caso haja interrupção no fornecimento de energia. NÃO UTILIZAR A PORTA DO REFRIGERADOR POIS PODE DANIFICAR A VEDAÇÃO E OCORRER AQUECIMENTO INTERNO.
A circulação de ar também precisa ser respeitada, por isso é necessário que as vacinas sejam dispostas em bandejas ou caixas furadas e descobertas, deixando entre os frascos uma distância de 1 a 2 cm.
Para transportar as vacinas, utilizar caixas isotérmicas (de isopor). Cercar as vacinas com sacos de gelo, sem que haja contato direto (isolar os frascos com papelão ou espuma). Preparar a caixa 15 a 20 minutos antes de sair (manter um termômetro em seu interior), fechá-la com fita adesiva até chegar ao destino.
IMPORTANTE: o serviço de saúde precisa informar o nível regional ou central da rede de frio, sobre lotes de vacina que tenham sofrido variações de temperatura inferior ou superior à temperatura estabelecida pela OPAS ou PNI, para que estes dêem as diretrizes que devem ser seguidas.
Fonte: Colégio São Francisco/UFGNet/www.hospvirt.org.br
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