PUBLICIDADE
01 de Agosto
O Dia do Cerealista é comemorado em 1º de agosto no Brasil, para homenagear os profissionais responsáveis pela compra, comercialização, armazenamento e processamento de grãos. Eles são fundamentais para a segurança alimentar e a economia, conectando o campo à mesa dos consumidores. A data homenageia os profissionais responsáveis pelo armazenamento, comercialização e distribuição de cereais, grãos e sementes, desempenhando um papel crucial na segurança alimentar e na economia do país, garantindo alimentos nutritivos à mesa da população.
A quantidade de livros existentes sobre teorias alimentares é enorme e cada uma das teorias justifica cientificamente premissas em muitos casos completamente contraditórias uma das outras.
Mas a maioria das “escolas” alimentares e nutricionais parece estar de acordo em relação a um ponto: é essencial consumir diariamente cereais, particularmente sob a sua forma integral ou semi-refinada.
Recentemente nos Estados Unidos, o governo americano decretou que as embalagens de cereais integrais devem ter um rótulo onde se explicam as vantagens destes alimentos e onde se indica que eles são preventivos de doenças como cancro, doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras.
No entanto, à medida que a população assume consciência da importância destes alimentos, as indústrias começam a comercializar todo o tipo de produtos com cereais, mas onde em muitos casos a sua qualidade é duvidosa e os cereais são acompanhados de enormes quantidades de açúcar, laticínios e outros alimentos que provocam muitas das doenças que os cereais supostamente previnem.
Ingerir cereais todos os dias implica consumirmos produtos como arroz, massas, cuscus, pão, cevada, centeio, maçarocas de milho, flocos de aveia e muitos outros, em especial sob a sua forma integral. Nem é preciso citar a importância do cerealista como agente no combate a fome e a miséria, por comercializar produtos essenciais para o desenvolvimento humano.
A Humanidade evoluiu com os cereais e não existe nenhuma cultura civilizada que não os tenha utilizado como alimento principal: na Europa o trigo, a cevada, o centeio, o milho, em África o millet e o arroz, no Oriente o arroz, na América Latina o milho.
A nossa estrutura biológica, e particularmente a estrutura dentária e intestinal mostram que os cereais são o alimento por excelência da espécie humana: temos 32 dentes, dos quais 20 são molares (concebidos para moer grãos), 8 são incisivos (para cortar fibra vegetal) e 4 são caninos (para cortar fibra animal); os nossos intestinos são relativamente longos, muito maiores do que os intestinos de um animal carnívoro e mais pequenos do que um herbívoro e têm uma estrutura adequada para digerir particularmente a fibra dos cereais.
Os cereais integrais fornecem ao organismo uma nutrição adequada e recentemente descobriu-se que contêm serotonina, uma substância que acalma significativamente o sistema nervoso.
Também, os açucares presentes nestes alimentos são açúcares polissacarídeos, ou açúcares complexos, compostos por várias moléculas, que se desdobram lentamente no organismo e são absorvidos nos intestinos, fornecendo uma energia gradual e dando uma resistência enorme; quando comemos regularmente cereais conseguimos manter níveis de energia e vitalidade regulares e sentimo-nos muito menos cansados.
Infelizmente, e em particular desde a II Guerra Mundial o consumo destes alimentos decresceu de uma forma muito acentuada; não apenas isso, mas a qualidade dos cereais modernos é francamente má e a maioria das pessoas acaba por comer apenas pão branco, completamente desprovido de vitaminas importantes do complexo B e de proteínas, ou arroz ou massas refinadas, também deficitárias nos mesmos nutrientes.
Cereais – História
Dia do Cerealista
Há milhares de anos que o Homem cultiva cereais, como um alimento básico da sua alimentação. Desde a Idade da Pedra, os cereais têm sido um alimento chave para o sustento do Homem.
Antes de serem introduzidos no Norte da Europa, foram cultivados pelos antigos Babilónicos, Egípcios, Gregos e Romanos.
Um dos maiores benefícios trazidos pelos cereais foi a possibilidade de serem armazenados durante todo o ano, de modo a que as comunidades primitivas pudessem semear e cultivar as suas próprias colheitas num mesmo local, em vez de serem forçados a andar sempre a mudar de local, para procurarem novos terrenos de caça.
Os cereais são colhidos em todo o mundo. Desde o desenvolvimento da panificação, os cereais tornaram-se não só uma parte essencial da alimentação, mas também uma mercadoria para ser vendida e mesmo usada como moeda de troca.
Com a revolução industrial do século XIX, o rendimento das culturas aumentou notoriamente e permitiu o desenvolvimento de novas técnicas de colheita e de fabrico de produtos derivados dos cereais.
Nos séculos XIX e XX assistiu-se a uma grande expansão dos produtos cerealíferos, incluindo o início da indústria produtora de cereais de pequeno-almoço.
Com o objetivo de melhorar a alimentação das populações dos Estados Unidos e da Europa, foram desenvolvidos vários tipos de cereais de pequeno-almoço, incluindo os flocos de cereais e os muesli, os quais desde então constituem uma parte integrante da nossa alimentação diária.
A grande família dos cereais
Os cereais são plantas cultivadas pelos seus grãos. São utilizados para a alimentação humana e animal. A família dos cereais é composta por plantas muito diferentes. Entre elas, o trigo é o cereal mais universal. É cultivado em todo o mundo.
As culturas de milho, arroz e sorgo exigem temperaturas mais altas. Estas culturas são praticadas no Sul da União Europeia.
O último a chegar: o triticale
Quando temos dois cereais muito bons, como o trigo, que é muito rentável, e o centeio, que é muito rústico (É utilizado principalmente na alimentação de animais.), porque não juntar as qualidades dos dois na mesma planta ?
Foi o que fizeram os cientistas há vinte anos, quando criaram o triticale, uma mistura entre o trigo (nome científico: Triticum) e o centeio (nome científico: Secale).
Criou-se assim uma nova planta, a que se dá o nome de « híbrida , porque foi criada a partir do cruzamento entre duas espécies diferentes. O seu nome mostra a sua origem ! Este novo cereal substitui muitas vezes o centeio e é mais produtivo.
Do campo à taça de cereais!
Colheita: Amadurecidas pelo sol, as matérias-primas de produtos cerealíferos – cevada, trigo, aveia, centeio, arroz e milho – são colhidas dos campos.
Armazenamento: Os cereais são transferidos para grandes silos de armazenagem.
Moagem: Os cereais, como o milho, o trigo e o arroz são moídos para se removerem partes que poderiam interferir no sabor. A aveia é seca, descascada, polida, cortada, limpa e seleccionada.
Melhorar o sabor: Podem ser combinados ingredientes extra, tais como açúcar, malte, sal e cacau.
Cozedura por Extrusão e secagem: A mistura é, então, conduzida até à extrusadora, onde é adicionada água e aplicado calor. Após esta fase, o produto é moldado e seco. De seguida, é pulverizado com um xarope à base de açúcares e outros ingredientes, como chocolate e mel. No final, o produto é novamente seco para retirar humidade final.
Controlo de Qualidade: Cada uma das fases do processamento é cuidadosamente verificada e controlada.
Enchimento: O produto final sai do secador para as máquinas de enchimento, onde é automaticamente distribuído de acordo com o peso, para as embalagens interiores.
Embalamento: As embalagens interiores, já cheias com cereais, passam em tapetes rolantes e de seguida são introduzidas nas caixas de cartão.
Distribuição: Os cereais são expedidos para os pontos de venda.
CEREAIS – UMA ESCOLHA SAUDÁVEL PARA O SEU PEQUENO-ALMOÇO
Os cereais de pequeno-almoço constituem uma escolha saudável para o pequeno-almoço porque:
Têm baixo teor de gordura: Os cereais de pequeno-almoço apresentam um baixo teor de gordura. Qualquer gordura presente nos cereais deriva naturalmente do grão e por isso é principalmente insaturada. A ingestão de gordura pode ser ainda mais reduzida pelo cuidado na escolha do tipo de leite utilizado com o cereal de pequeno-almoço.
Alguns são uma boa fonte de fibra e de cereais integrais: Alguns cereais de pequeno-almoço contêm cereais integrais e são uma boa fonte de fibra alimentar, tanto solúvel (que reduz o colesterol), como insolúvel (essencial para um sistema digestivo saudável). Os cereais integrais são importantes, pois ajudam a proteger o organismo contra certos tipos de cancro e doenças cardiovasculares, assim como fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes. A fibra promove a sensação de saciedade e, por essa via, pode ajudar a manter um peso saudável.
São boas fontes de vitaminas do complexo B e de minerais na alimentação: Alguns cereais, como é o caso da aveia, são naturalmente ricos em vitaminas do complexo B. Muitos cereais de pequeno-almoço são igualmente fortificados com outras vitaminas e minerais essenciais (como o ferro), o que pode ajudar a atingir as Doses Diárias Recomendadas (DDR). A fortificação dos cereais de pequeno-almoço baseia-se nas recomendações de nutricionistas de que o pequeno-almoço deve fornecer 20 a 25% das necessidades nutricionais diárias. Os cereais de pequeno-almoço constituem uma excelente forma de assegurar uma ingestão de cálcio adequada, quer em crianças, quer em adultos, uma vez que incentivam o consumo de leite. Alguns cereais são fortificados com cálcio, o que constitui uma outra forma de aumentar a sua ingestão.
Fornecem uma mistura complexa de diferentes tipos de hidratos de carbono, de absorção rápida e lenta: Uma adição moderada de açúcar ajuda a proporcionar energia de manhã, sendo também utilizado para melhorar o aroma, a textura e o sabor dos alimentos. Ao mesmo tempo, é importante não se verificar um consumo excessivo de açúcar. As recomendações atuais vão no sentido de se consumir menos de 10% das necessidades energéticas de açúcar adicionado.
Contribuem em pequena quantidade para a ingestão diária de sal: Os produtores de cereais de pequeno-almoço têm vindo a trabalhar há já vários anos de forma a reduzir a quantidade de sal adicionada durante o processo de fabrico.
Nutricionalmente, mas não energeticamente densos: Os cereais de pequeno-almoço são alimentos nutricionalmente densos – fornecem uma quantidade relativamente pequena de calorias (energia), face à significativa contribuição para a ingestão de nutrientes essenciais.
Fáceis e rápidos: Colocar leite numa taça de cereais, demora apenas um minuto!
OS CEREAIS DE PEQUENO-ALMOÇO:
Têm baixo teor de gordura
Alguns são boa fonte de fibra e de cereais integrais
Fornecem uma mistura complexa de hidratos de carbono
Contribuem em pequena quantidade para a ingestão de sal
São nutricionalmente mas não energeticamente densos
São fáceis e rápidos!
Da farinha ao pão
Antigamente, o pão tinha um papel muito importante na alimentação: muitas vezes, era o alimento principal do dia. Há 100 anos, comia-se 500 g de pão por dia !
Atualmente, consome-se menos de 150 g por dia !
É verdade que comemos muitas outras coisas…
Atenção ao glúten
Algumas crianças, principalmente as mais novas, não podem comer glúten: são alérgicas a esse produto e a sua ingestão pode ser perigosa.
Por isso, em alguns alimentos para bebé, está escrito: não contém glúten .
Essa alergia normalmente desaparece à medida que a criança vai crescendo.
Com os cereais não se faz só pão !
Sabemos que o trigo e o centeio são usados para fazer pão.
Mas, atualmente, os cereais são produzidos para muitos outros fins: os cereais transformaram-se mesmo numa matéria prima para as indústrias.
Uma utilização muito antiga: a produção de cerveja
A cerveja já existia no tempo dos Egípcios. Os Gauleses também tinham a sua cervoise.
A cerveja é fabricada em todos os países, mas alguns são particularmente conhecidos: a Alemanha, a Bélgica, a Irlanda, a Dinamarca…
Seja qual for a sua cor e o seu sabor, o processo é o mesmo: fermenta-se a cevada germinada.
Fonte: Instituto Macrobiótico de Portugal/www.afloc.eu/www.ceja.educagri.fr/ ihaa.com.br/www.confaeab.org.br
Portal São Francisco Pesquisa Escolar Gratuita
Redes Sociais