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7 de Março
O Dia do Fuzileiro Naval é comemorado anualmente em 7 de março no Brasil. A data homenageia a criação do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), uma força de pronto emprego da Marinha do Brasil, que remonta à chegada da Brigada Real da Marinha Portuguesa ao Rio de Janeiro em 7 de março de 1808. É uma força de caráter expedicionário, pronta para atuar em terra ou mar.
A data celebra a coragem, disciplina e prontidão dessa força anfíbia de elite da Marinha do Brasil, que atua na proteção da pátria.
A data destaca a dedicação e o profissionalismo desses combatentes na defesa do território nacional.
Os Fuzileiros Navais são uma força de caráter anfíbio e expedicionário, prontos para atuar “na paz ou na guerra”, seja no mar ou em terra. Eles são responsáveis pela segurança de instalações navais, operações de desembarque e garantia de presença militar.
Fuzileiros navais realizam treinamento rigoroso, incluindo técnicas de combate e operações anfíbias. A frase “Ad Sumus” (estamos presentes) é o lema, simbolizando a prontidão constante.
O dia a dia dos fuzileiros envolve intenso preparo físico e tático, incluindo natação, combate corpo a corpo, camuflagem e manuseio de armas.
Dia do Fuzileiro Naval
Os Fuzileiros Navais são voluntários admitidos por concurso público para realizar ações e operações terrestres necessárias a uma campanha naval, bem como a guarda e a segurança de instalações da Marinha do Brasil. Para tal, são submetidos constantemente a rigoroso e especializado treinamento militar para alcançar o indispensável preparo à realização de operações Anfíbias.
Os oficiais e as praças são formados em estabelecimentos do Sistema de Ensino Naval de onde saem, basicamente, para servir em Unidades sediadas na cidade do Rio de Janeiro e, ainda, nos grupamentos litorâneos de Rio Grande, Salvador, Natal e Belém, nos grupamentos fluviais de Manaus e Ladário e na capital da República, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília. O tempo de serviço na tropa, associado à participação em manobras e exercícios, é requisito fundamental para a ascensão funcional. Esse tempo é computado permanentemente e interfere em promoções, condecorações, indicações para cursos, comissões no exterior e outras situações. Os Fuzileiros Navais são periodicamente submetidos a processos seletivos voltados para o aprimoramento técnico-profissional, condição indispensável para a permanência e o prosseguimento em suas carreiras.
São também periodicamente avaliados pelo desempenho profissional, qualidades morais e higidez física, condições indispensáveis para o pronto emprego de uma tropa anfíbia profissional.
Fuzileiros Navais – História
A Brigada Real da Marinha foi a precursora do Corpo de Fuzileiros Navais. Criada em Portugal (1797), por Alvará da Rainha D. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão. O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória.
Após o retorno do Rei D. João VI para Portugal, um Batalhão da Brigada Real da Marinha permaneceu no Rio de Janeiro. Desde então, os soldados-marinheiros estiveram presentes em todos os episódios importantes da História do Brasil, como nas lutas pela consolidação da Independência, nas campanhas do Prata e em outros conflitos armados em que se empenhou o País. Ao longo dos anos, o Corpo de Fuzileiros Navais recebeu diversas denominações: Corpo de Artilharia da Marinha, Batalhão Naval, Corpo de Infantaria da Marinha, Regimento Naval e, desde 1932, Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).
Durante a Segunda Guerra Mundial foi instalado um destacamento de Fuzileiros Navais na Ilha da Trindade, para defesa contra um possível estabelecimento de base de submarinos inimiga e, ainda, foram criadas Companhias Regionais ao longo da costa, que mais tarde se transformaram em Grupamentos de Fuzileiros Navais. Embarcaram, também, nos principais navios de guerra da Marinha do Brasil.
Na década de 50 o CFN estruturou-se para emprego operativo como Força de Desembarque, passando a constituir parcela da Marinha destinada às ações e operações terrestres necessárias a uma campanha naval. Em 1965, integrou a Força Interamericana de Paz na República Dominicana, por solicitação da Organização dos Estados Americanos (OEA). Mais recentemente, os Fuzileiros Navais, como Observadores Militares da Organização das Nações Unidas (ONU), atuaram em áreas de conflito, como El Salvador, Bósnia, Honduras, Moçambique, Ruanda, Peru e Equador.
Em Angola, como Força de Paz, participaram da Missão de Verificação das Nações Unidas (UNAVEM-III) com uma Companhia de Fuzileiros Navais e um Pelotão de Engenharia. Atualmente, apoiando às Missões Diplomáticas, o CFN vem mantendo destacamentos de segurança em algumas embaixadas brasileiras.
Colégio Naval
Colégio Naval
A necessidade de preparar jovens para a Marinha, antes mesmo do ingresso à Escola Naval, data do século passado. Buscava-se, então, incutir o gosto pelo mar e pelas coisas marinheiras, além de proporcionar uma sólida formação intelectual, moral e militar-naval. Para tanto, até o Colégio Naval dos nossos dias, muitos passos foram dados. Assim é que, pelo Decreto nº 4679, de 17 de janeiro de 1871, foi estabelecido no Arsenal de Marinha da Corte, no Rio de Janeiro, um Externato, que consistia de um curso, de um ano, para o ensino das matérias preparatórias do curso da Escola de Marinha. Em seguida, pela Lei nº 2670, de 20 de outubro foi autorizada a criação do Colégio Naval, efetivada pelo Decreto nº 6440, de 28 de dezembro de 1876, assinado pela Princesa Isabel, então ocupando a Regência do Trono.
Assim o novo Colégio previa três anos de curso preparatório, em caráter de internato, suprimindo-se o Externato de Marinha. Sua inauguração ocorreu em fevereiro de 1877, com 58 Alunos precedentes de 14 províncias, instalando-se em prédio do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, hoje ocupado pelo SSPM. Os docentes, escolhidos criteriosamente, eram oficiais que pertenciam ao Quadro do Magistério Naval.
Entretanto, a designação Colégio Naval teve breve existência. A elevada despesa que acarretava, o baixo índice de procura, a rígida rotina diária, que a muitos afugentava, conduziram a sua extinção. Desse modo, em 26 de junho de 1886, pelo Decreto nº 9611, reuniu-se em um só estabelecimento a Escola de Marinha e o Colégio Naval, sob a denominação de Escola Naval, onde se estabeleceram os seguintes cursos: o Curso Preparatório (três anos), o Curso Superior (três anos) e o Curso de Náutica (em duas séries, para civis).
Desaparecera o Colégio Naval, primeiro educandário militar de nível médio no Brasil, mas não morrera a idéia. No início deste século, o General Honório de Souza Lima, ilustre filho de Angra dos Reis, usando seu prestígio junto ao Presidente Hermes da Fonseca, convenceu-o a aceitar a doação de extenso terreno que a Câmara de Vereadores de Angra dos Reis fazia à Marinha, destinada à edificação de uma escola militar.
Assim em 1911, teve início a obra que resultou no atual Colégio Naval, cujo, encarregado da empreitada foi o Capitão Rosalvo Mariano da Silva, idealizador do projeto arquitetônico. O local escolhido foi a Enseada da Tapera, logo denominada Enseada Batista das Neves, em Angra dos Reis. Em 1914, terminada a construção, tão imponente ficara o prédio que o então Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino de Alencar, aproveitou para aí fixar a Escola Naval, onde funcionou até 1920. A partir desse ano, tendo a Escola Naval voltado ao Rio de Janeiro, passou a funcionar naquele local a Escola de Grumetes Almirante Batista das Neves, onde permaneceu até 1949. Uma vista panorâmica do conjunto arquitetônico na fase de Escola de Grumetes. A presença de hidro-aviões, leva a admitir a época entre 1924 e 1930, de maior relevo na história da Escola de Aviação Naval, em que muitos vôos de instrução se realizavam da ponta do Galeão até Angra dos Reis.
Finalmente, a 25 de fevereiro de 1949, foi criado o atual Colégio Naval, instituição de ensino que tem como propósito preparar jovens para constituir o Corpo de Aspirantes da Escola Naval, onde é formada a oficialidade da Marinha do Brasil. O Aluno ingressa mediante concurso público e, no período que passa no Colégio, recebe os ensinamentos do Ensino de Segundo Grau, acrescidos de instrução militar-naval especializada, ministrados por seleto corpo de Professores e Oficiais. Alia-se a este aprendizado acadêmico e militar a intensa prática desportiva, que visa aprimorar a condição física dos Aluno.
Em abril de 1951, as primeiras turmas iniciavam o ano escolar, em caráter precário na Escola Naval. A transferência do Corpo de Alunos para Angra dos Reis transcorreu em memorável viagem a bordo de dois CT, a 10 de agosto de 1951. Em 15 de agosto, foram solenemente inauguradas as atividades de ensino em Angra dos Reis, com 326 alunos integrando as turmas do 1° e 2° anos.
O Estandarte do Colégio Naval foi aprovado pela portaria nº 1118, de 11 de julho de 1984 pelo então, Ministro da Marinha Almirante-de-Esquadra Alfredo Karam. Ele consiste de um campo retangular de seda prateada de 1.20m x 1.00m, debruado com torçal de azul e prata, encimado por ponta de lança, de prata, e guarnecido por duas fitas, de azul e prata, franjadas de ouro, contendo a inscrição “Colégio Naval”, de ouro, numa delas, ambas pendentes de roseta azul e prata. A prata do Estandarte evoca a Marinha em seu metal clássico e o conjunto heráldico constante do mesmo, o distintivo do Colégio Naval, a ele se reporta.Esse é o nosso Colégio Naval que atingiu a maturidade sem envelhecer, pois a cada ano que passa e em cada turma que se forma, este barco amarelo, no verde da mata fundeado, se renova, pleno de entusiasmo por acolher imberbes jovens, que a curto prazo se transformarão em Oficiais da Marinha e serão o orgulho da Nação.
No passado e no presente, permanece, ainda como objetivo, o ideal de Rio Branco:
“Dar aos jovens que se proponham à profissão do mar, um estabelecimento onde recebam instrução, educação moral e física apropriadas a seus futuros destinos”.
“Posto que vi muito e li menos,
parece-me a mim que se não viu outra fortaleza
tão forte no mundo!”
Mem de Sá
Assim expressou-se nosso Governador-geral quando da expulsão dos franceses da Baía de Guanabara. Desde aquela época, Villegagnon é um abrigo que reúne canhões, homens, ideais, tradições e mar, ingredientes que escreveram as mais famosas páginas de nossa história.
Ilha de Serigipe, Itamoguaia, Monte das Palmeiras, Ilha dos Franceses, Villegagnon. Todas essas denominações marcaram épocas e razões, mas Villegagnon permaneceu como o nome consagrado pela história e o mais apropriado. O forte, iniciado pelos franceses, foi destroçado pelos portugueses e assim permaneceu até 1695, quando se percebeu sua real importância na defesa do Rio de Janeiro e consequentemente foi iniciada a construção da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Villegagnon.
Ainda hoje, pode-se ver o portão do túnel de acesso à antiga fortaleza (foto acima), marco de significativas passagens da história brasileira.
A ESCOLA NAVAL é a mais antiga instituição de ensino de nível superior do Brasil. Foi criada em 1782, em Lisboa, Portugal, por Carta Régia da Rainha D. Maria I sob a denominação de Academia Real de Guardas-Marinha. Com a vinda da Família Real para o Brasil, a Academia desembarcou no Rio de Janeiro em 1808, trazida a bordo da nau “Conde D. Henrique”. Instalada primeiramente no Mosteiro de São Bento, lá permaneceu até 1832, e a partir daí sofreu inúmeras mudanças de instalações, tendo funcionado inclusive a bordo de navios. Finalmente, em 1938, a ESCOLA NAVAL veio fixar-se nesta Ilha de Villegagnon.
Fonte: Colégio São Francisco/www.soparamilitares.hpg.ig.com.br/www.paulinas.org.br/www.mar.mil.br
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