Dia do Goleiro

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26 de Abril

Dia do Goleiro é comemorado anualmente no Brasil em 26 de abril. A data homenageia a posição de maior responsabilidade no futebol, responsável por defender o gol, e foi criada em referência ao aniversário de Haílton Corrêa de Arruda, o famoso goleiro Manga, ídolo do Botafogo, Internacional e da Seleção Brasileira e um dos maiores ídolos da posição no país, nascido em 26 de abril de 1937.

A origem da data foi instituída oficialmente em 1975, a celebração foi idealizada pelos professores Raul e Reginaldo Carlesso, da Escola de Educação Física do Exército, para homenagear a posição.

A data é focada em reconhecer a bravura, responsabilidade e o papel único do “camisa 1” na defesa das redes que são os atletas que atuam sob as traves, destacando a bravura, dedicação e talento necessários para a “posição solitária”..

Dia do GoleiroDia do Goleiro

O País comemora dia 26 de abril, o Dia do Goleiro, criado para homenagear aqueles que desafiam a lógica dos gramados.

Eles passam o ano todo sendo desafiados pelos atacantes, xingados pelos torcedores, chamados de “frangueiros”, “braço curto”, “mão de pau” e outras atribuições depreciativas. Mas o que seria do futebol se não fossem os goleiros? Idolatrados a cada defesa e execrados a cada falha, os donos da camisa 1 – considerados os anti-heróis do futebol por entrarem em campo para impedir o torcedor de ver o que mais gosta, o gol – vão poder, pelo menos por um dia, ser tratados como reis. É que na próxima quarta-feira, dia 26 de abril, o Brasil comemora o Dia do Goleiro.

“A idéia de se criar o Dia do Goleiro foi do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski, professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, e surgiu na metade dos anos 70”, relata o jornalista Paulo Guilherme, autor do livro Goleiros – Heróis e anti-heróis da camisa 1, novo lançamento da editora Alameda Casa Editorial. Carlesso foi um dos precursores do trabalho de preparação de goleiros no Brasil. O tema entrou na pauta da Seleção Brasileira na preparação para a Copa do Mundo de 1970, quando o preparador físico Admildo Chirol levou para a concentração fotos e filmes de treinamentos de goleiros da Alemanha e da Iugoslávia.

Nos anos seguintes, Carlesso desenvolveu um método de fundamentos que ajudou na formação de diversos arqueiros brasileiros e foi o primeiro preparador de goleiros a ser inserido na Comissão Técnica da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, no Mundial da Alemanha de 1974. “Diante do sucesso do método e da evolução dos goleiros no Brasil decidimos criar o Dia do Goleiro para homenagear todos os atletas dessa posição”, conta Bielinski, que desenvolveu vários estudos com Carlesso – este morreu em um acidente de carro no final dos anos 80.

Uma festa reunindo goleiros, ex-goleiros e pessoas ligadas ao futebol, no Rio, celebrou o primeiro Dia do Goleiro, em 14 de abril de 1975. Mas, a partir de 1976, definiu-se como o dia “oficial” a data de 26 de abril, em uma homenagem ao goleiro Manga, que na época era o campeão brasileiro pelo Internacional.

“Nos anos 70, o goleiro brasileiro era pouco respeitado tanto lá fora quanto aqui mesmo no Brasil”, afirma Paulo Guilherme. Hoje, três décadas depois, os goleiros celebram uma nova era, conquistando espaço em grandes clubes da Europa, arrastando milhares de fãs para os estádios e lançando moda nos uniformes”.

Aquecimento

Antes do início de qualquer atividade, é imprescindível a realização de um aquecimento adequado e específico.
O alongamento deve ser realizado após um trote com exercícios específicos de movimentação.
A movimentação inicial pode ser realizada com ou sem bola, dependendo do tempo disponível ou fase em que se encontra os treinamentos.
Quedas rasteiras e meia altura em cantos alternados servem para acostumar o corpo com o contato no solo, e deixar o corpo ágil e com velocidade para a recuperação.
É preciso conhecer a velocidade da bola, por este motivo é necessário alguns chutes bem colocados.

Posicionamento básico

O goleiro deve estar sempre atento e bem posicionado para efetuar uma defesa, se estiver preparado e bem colocado todas as defesas se tornarão mais fáceis.
O adequado posicionamento das mãos ao segurar a bola, definirá a firmeza que o goleiro necessita para realizar as defesas.
O goleiro deve procurar colocar o corpo sempre atrás das mãos, prevenindo-se contra um escape.
O goleiro deve se encontrar na bissetriz do ângulo formado pelas traves laterais do gol e a bola, quanto mais próximo da bola estiver o goleiro, menor o ângulo do atacante. Entretanto, quanto mais adiantado estiver, mais possibilidades de receber uma bola por cobertura.
Pernas ligeiramente afastadas e flexionadas, tronco inclinado para frente, braços flexionados e relaxados prontos para agir rapidamente.

Defesas rasteiras

Na direção do goleiro é necessário flexionar o tronco sobre uma das pernas, receber e abraçar a bola firmemente.
Nos cantos da meta, quando possível deve-se segurar a bola, posicionando uma das mão atrás e a outra acima da bola, comprimindo-a contra o solo.
Em certos momentos, antes de atirar-se, o goleiro irá necessitar de um deslocamento lateral antes de realizar a defesa. Esta perfeita movimentação facilitará a defesa.

Defesas à meia altura

É de suma importância que em todas as defesas o goleiro não tire o olhar da bola até que ela esteja segura em suas mãos.
O deslocamento lateral é necessário para que o goleiro se posicione adequadamente para dar o impulso com a perna mais próxima do lado para onde está indo a bola. Após segurar a bola, a queda deve ser amortecida a fim de evitar que ela escape de suas mãos.

Defesas altas

Em sua direção, o goleiro deve segurar a bola com firmeza, com um perfeito posicionamento das mãos, caso contrário a bola escapará.
Em sua direção, o goleiro deve segurar a bola com firmeza, com um perfeito posicionamento das mãos, caso contrário a bola escapará.
Quando o goleiro não sentir-se seguro, por algum motivo (bola molhada, chute muito forte), ele deve optar pela segurança. Espalmando a bola com naturalidade e simplicidade para escanteio.
A técnica da mão trocada exige muito treinamento e uma capacidade coordenativa muito grande. É necessário unir a perfeita movimentação com o salto e a escolha correta da mão que defenderá a bola.
Se toda esta movimentação for realizada com automatismo e perfeição, o goleiro realizará defesas quase inacreditáveis.

Cruzamentos

Além da firmeza e confiança, o ponto que certamente influencia uma perfeita saída de gol é o posicionamento no momento do cruzamento.
O perfeito treinamento e experiência do goleiro trará a ele atributos necessários para dominar este difícil fundamento.
No momento de um escanteio, a melhor colocação e entre o meio do gol e o segundo pau.
Nos cruzamentos curtos o canto deve ser totalmente fechado.
Em um cruzamento longo deve se ter cuidado com toda a trajetória da bola e o eventual posicionamento dos adversários e de seus zagueiros.
Deve se posicionar no meio do gol, tendo atenção assim com todos os tipos de cruzamentos.
Nem sempre é possível segurar a bola. Na presença de um adversário muito próximo, bola muito molhada ou um cruzamento muito rápido a meia altura, são situações que vão exigir do goleiro está técnica.
O goleiro em toda e qualquer situação deve ir ao encontro da bola e pegá-la sempre no ponto mais alto.

Reposições

No futebol moderno não se admite mais um goleiro realizar uma defesa espetacular e logo em seguida entregar a bola ao adversário.
É importante que ele tenha consciência que de um perfeito lançamento seu possibilitará a sua equipe uma boa possibilidade de marcação de um gol.
O arremesso da bola por sobre o ombro é o método mais usado para lançamentos precisos de média distância.
Uma das coisas que o goleiro deve fazer bem é cobrar o tiro de meta.
É só uma questão de treinamento e orientação adequada.
Tiro de meta não é apenas um chute para frente, e sim, um passe para seus companheiros.
O trabalho com os pés está cada vez mais necessário no futebol de alto nível.
Por tal motivo é importantíssimo que o goleiro além de defender o gol com as mão, tenha um perfeito controle da bola com os pés.

O INVENTOR DA PENALIDADE MÁXIMA

O veterano esportista dirigente irlandês Mac Crum, falecido em 1933, foi considerado o realizador do tiro penal, em 1891. Numa revista européia de esportes acabamos de ler que a pena máxima surgiu em 1898. Narra-se até a história do nascimento do clássico tiro das 12 jardas, em que, por sinal, não figura o nome de Mac Crum.

Pode ser, no entanto, que tenha havido esquecimento. Parece estranho, porém, que as datas não coincidam. Se Mac Crum inventou o pênalti em 1891, como se entende que haja outra versão dando como adotada somente em 1898 tal punição? Deve tratar-se, talvez, de engano de datas.

A sua origem, como iremos ler a seguir, nada indica que tivesse sido idéia de um só dirigente.

Eis como se conta a história do pênalti e a evolução de sua regulamentação:

No ano de 1898, em fins de novembro, dois quadros ingleses disputavam, em Trenton Bridge, uma partida da Taça da Inglaterra. Tratava-se dos clubes Stoke e Notts Country e o jogo estava sendo acirradamente disputado. Próximo do fim do prélio, o resultado era de 1 a 0, favorável ao Notts. Este, porém, já estava dando sinais de cansaço, pelo esforço produzido, e acabou cedendo terreno. O quadro contrário apertou o domínio, para poder empatar, e tudo fazia crer que a vantagem seria desfeita, merecidamente.

Nos últimos dois minutos, depois de um novo ataque, um tiro poderoso encaminhou a bola em direção às redes do Notts e estando deslocado o arqueiro um zagueiro não teve outro remédio se não intervir milagrosamente para dar um soco na bola, com o que evitou que entrasse. Cometeu, pois, um toque. O juiz concedeu imediatamente, segundo os costumes que então vigoravam, um tiro livre. Os jogadores do Notts Country fizeram barreira sobre a linha da meta, para defender a bola, que era atirada de qualquer posição, quando das infrações. Naturalmente, foi difícil fazer o tento e assim os jogadores do Notts conseguiram conservar uma vitória que não mereceram. Isso desgostou o pessoal do clube vencido.

O Stoke enviou, ao invés, um protesto à entidade, para que a vitóriafosse anulada e declarado o jogo empatado. A federação, porém, agiu de outro modo. Confirmou a vitória do quadro em questão mas resolveu modificar as regras, em relação ao toque perto da meta. Foi resolvida, daí, a criação do tiro de rigor de 12 metros (anos mais tarde foi reduzido a 11 metros), ficando no lado atacado apenas o guardião, na defesa das redes. Pode ser que a idéia tenha partido, dentro da entidade, de Mac Crum. Daí ter ficado este com a paternidade do pênalti.

A inovação, todavia, acusou um defeito que o próprio Stoke, logo mais, devia sofrer as consequências. Alguns domingos depois, num encontro também da Taça, entre aquele clube e o Astor Villa, o Stoke perdia com a mesma contagem de 1 a 0 e o fim do prélio se aproximava, enquanto que o seu ataque se lançava na ofensiva, procurando empatar. Formou-se um embolo perto da meta, originando-se a infração que devia transformar-se no primeiro tiro penal do futebol. A coincidência quis, pois, que fosse justamente o clube que deu margem à sua criação o primeiro a ser beneficiado com um penal por decisão do árbitro.

Aconteceu, entretanto, que um zagueiro contrário, desesperado com a punição, deu um pontapé no couro para enviá-lo propositadamente fora do campo, que naturalmente não era grande como os estádios de agora. A bola ultrapassou o muro, perdendo-se. Como vemos, logo na estréia do penal no futebol houve complicações e indisciplina. Enquanto se procurou a bola, os minutos que faltavam se esgotaram e o juiz apitou o final do jogo, sendo por isso mantido o resultado de 1 x 0.

O clube prejudicado deu o estrilo, mais uma vez, protestando contra o seu veres, por aquela anormalidade. Criou-se, assim, mais um caso, e a federação inglesa resolveu fazer outra modificação na respectiva regra. Ficou desde ali decidido que o tempo seria aumentado até ser executado um penal, caso se findasse antes de ser cobrado.

Em 1903, foi ainda aperfeiçoada a regra do penal. Desde então estabeleceu-se que o penal não devia ser marcado quando viesse a prejudicar o quadro atacante. Todos que conhecem as leis do jogo sabem que se antes da bola entrar um jogador do lado que se defende comete um toque, o tento é considerado válido, ficando sem efeito a infração.

Existiu um outro defeito técnico que levou muito tempo para ser corrigido. Tratava-se da posição que tomava o arqueiro ao ser batido o penal. Adiantava-se demasiado, de modo a reduzir muito o espelho da meta, ao jogador que batia o penal. Em 1930, os doutos das regras resolveram que o arqueiro deve ficar imóvel. Essa disposição, como estamos cansados de constatar, dá margem a muitos incidentes, quando o arqueiro se move irregularmente e o tiro é repetido, se o juiz não tolera. Se o árbitro, porém, não faz caso da irregularidade, deixa desrespeitar as regras. Diremos, todavia, que mesmo as maiores autoridades sobre assuntos de regras ainda não sabem dizer, ao certo, se o guardião deve ficar completamente imóvel, como uma… estátua, antes de partir o tiro, ou se pode mexer o corpo, uma vez que estejam os pés firmes sobre a linha. (28.01.1936).

Fonte: Colégio São Francisco/www.goleiros.com.br/www.blog.cacellain.com.br

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