Dia do Metalúrgico

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21 de Abril

Dia do Metalúrgico é comemorado anualmente em 21 de abril no Brasil. A data homenageia os profissionais responsáveis pela transformação de metais em máquinas, veículos e peças, reconhecendo sua importância vital na indústria e no desenvolvimento econômico. A profissão, ligada a setores como automobilístico e siderúrgico, tem raízes históricas.

A data homenageia os profissionais que manipulam metais em indústrias siderúrgicas, automobilísticas e navais, fundamentais para o desenvolvimento econômico. É um dia de valorização da luta por melhores condições de trabalho

A data celebra a importância vital da categoria para o desenvolvimento econômico. A metalurgia é considerada uma das profissões mais antigas, surgindo há cerca de 6 mil anos com os primeiros ferreiros.

A data é marcada pela luta por direitos, segurança no trabalho e melhores condições, com destaque para a atuação histórica dos sindicatos

Tiradentes foi definido como patrono na 1ª Conferência Nacional dos Metalúrgicos em 1956, em Volta Redonda. Destaca o papel dos metalúrgicos na defesa de direitos trabalhistas, democracia e desenvolvimento social.

A origem da data 21 de abril  é também o feriado de Tiradentes, um mártir histórico.

Dia do MetalúrgicoDia do Metalúrgico

A partir do século XVIII a metalurgia passa a ser descrita como uma ciência do estudo dos metais: estuda a estrutura, a composição, as características e as propriedades dos metais. Então, passa a ter como objetivo não só fabricar produtos metalúrgicos como também estudar as suas causas e efeitos. Deste modo, à metalurgia extrativa já existente associou-se uma metalurgia científica.

O progresso da metalurgia científica ocorreu como uma demanda do novo processo econômico que se instalava: a Revolução Industrial. Começavam a surgir as primeiras fábricas e suas máquinas. Com a evolução do maquinário industrial, o metal começou a ser utilizado em larga escala na fabricação dos equipamentos. Assim, surgia a chamada indústria de base, especializada na transformação dos metais para aplicação nas outras indústrias. Este progresso chegou com mais força ao Brasil a partir da década de 30. Com a queda da economia cafeeira, a indústria começava a criar raízes e florescer em nosso solo.

Com o advento da produção em série e em larga escala, muitos trabalhadores deixaram o campo e ganharam as cidades em busca de emprego. Surgia o operário industrial, o operador das máquinas, o encarregado da produção nos mais variados tipos de indústria. Junto delas, surgiu o operário que é homenageado hoje, o metalúrgico.

O operário metalúrgico é, antes de tudo, um especialista. No início da indústria eram empregados os ferreiros, armeiros e toda pessoa que tivesse um conhecimento das ligas metálicas e de como trabalhar o metal. Nos dias de hoje, o profissional metalúrgico se divide entre os diversos ramos da metalurgia de acordo com ser nível de conhecimento.

O operário metalúrgico, de formação técnica e especializada, atua no chamado “chão de fábrica” dando forma e acabamento aos diversos produtos derivados dos metais. Já o metalúrgico de formação superior e científica, o chamado engenheiro metalúrgico, se ocupa da extração de minérios, sua transformação em metais e ligas metálicas e sua utilização na produção de máquinas, estruturas metálicas ou peças.

Cabe ao engenheiro metalúrgico a dura tarefa de adequar os materiais metálicos às funções a que serão submetidos. A função exige um profundo conhecimento da composição e das características dos metais.

Metalurgia

metalurgia teve origem há seis mil anos, no Oriente Médio, quando metais como o cobre ou a prata eram martelados e deles se faziam pequenos utensílios domésticos. Como em toda economia, o fator custo é que comanda o mercado. Assim, o ferro foi substituindo o bronze, tendo seu ápice na Revolução Industrial, com o surgimento do aço.

Nesse período foram desenvolvidos fornos que corrigiam as impurezas do ferro e adicionavam propriedades como resistência ao desgaste, ao impacto e à corrosão, entre outras.

Durante a II Guerra. a Europa precisava cada vez mais do fornecimento de minério de ferro, matéria-prima necessária para alimentar a indústria bélica. Algumas empresas siderúrgicas e consultoras de engenharia estrangeiras foram convidadas a analisar e opinar sobre a indústria siderúrgica no Brasil.

Nesse mesmo ano era inaugurada a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia S.A., erguida exclusivamente com uso de capital privado.

A Companhia Vale do Rio Doce, criada em 1° de junho de 1942, através do decreto-lei n° 4.352, já em 1949 era responsável por 80% das exportações brasileiras de minério de ferro.

Encaixada na indústria de base, a metalurgia é responsável por grande fatia dos lucros brasileiros, principalmente na siderurgia, na produção de aço bruto.

Os metalúrgicos brasileiros têm um histórico intenso de lutas sindicais, e foi a partir delas que os direitos trabalhistas ganharam força.

Além disso, essas mobilizações são apontadas como essenciais na formação do Partido dos Trabalhadores, a partir de 1979, e da Central Única dos Trabalhadores, fundada em agosto de 1983.

Metais: ambição antiga

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Mal aportaram em nossas terras, os portugueses já procuraram se comunicar com os nativos a fim de descobrir ferro, prata e ouro. Era este um dos objetivos das navegações exploradoras do século XV.

A presença de riquezas em abundância contribuiu para que a colonização do Brasil fosse de exploração e não de povoamento. Nosso país era a fonte para extração de bens preciosos, como o pau-brasil e os metais.

Conforme surgiam novos povoados na colônia, começavam a se destacar os pequenos trabalhadores e, entre eles, os artesãos. Homens que conheciam a arte de fundir o ferro – uma arte passada de pai para filho – já forjavam materiais para serem usados como ferramentas ou utensílios domésticos.

A primeira fábrica de ferro surgiu em 1590, onde hoje fica Sorocaba, no interior do estado de São Paulo. O mérito se deve a Afonso Sardinha, que descobriu o minério magnético (magnetita) e passou a produzir ferro a partir de sua redução, utilizando como redutor o coque.

Com o crescimento da indústria canavieira, as forjas atendiam a casas de engenho, fornecendo equipamentos como caldeiras e moendas. Entretanto, mesmo com a demanda, Portugal proibia o Brasil de possuir indústrias, para que não houvesse produtos que concorressem com os que eram importados da metrópole. Por isto, as forjas eram bem rústicas.

Já o trabalho com os metais preciosos esteve voltado principalmente à decoração de igrejas. A abundância do ouro, principalmente no estado de Minas Gerais, fez surgir a demanda por casas de cunhagem e de fundição. E Portugal teve que ceder à construção de algumas forjas, ainda que rústicas, na região, já que o relevo montanhoso dificultava o transporte dos equipamentos vindos da Europa.

Sobrevivendo às pressões e proibições de Portugal, estas forjas precárias prevaleceram no Brasil até 1808, com a chegada da corte portuguesa. Um pouco antes disto, em 1795, uma fábrica de ferro já fora liberada para se estabelecer em São Paulo e, em seguida, em Minas Gerais, dado seu enorme potencial para usinas de ferro e aço.

No início do século XIX, mesmo com permissão para se instalarem e operarem livremente, as indústrias de metais ainda encontravam dificuldades: muitos equipamentos eram importados da Inglaterra a preços elevados e as taxas de exportação dos metais também era alta; não havia mão-de-obra suficientemente bem treinada.

Algumas grandes indústrias marcaram esta época: a Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, na região de Sorocaba (SP); a Real Usina de Ferro do Morro do Pilar, em Minas Gerais; a Usina Patriótica, conhecida como Usina da Prata, em Congonhas do Campo (MG); a Fábrica de São Miguel de Piracicaba, na região de Caetés (MG); a Fábrica Ponta d’Areia, em Niterói (RJ); e a Usina Esperança, em Itabirito (MG).

Metalurgia no Brasil do século XX

O grande processo de industrialização ocorrido no Brasil, na década de 50, foi marcado principalmente por uma drástica redução nas importações de materiais da indústria metalúrgica. Houve um aumento significativo da produção no setor, principalmente na siderurgia.

Isto, somando-se à inovação tecnológica na década de 70, fez com que nosso país ganhasse posição de destaque na metalurgia, sendo hoje um dos 10 maiores produtores de aço do mundo. São mais de 24 milhões de toneladas de aço bruto produzidas por ano, segundo a Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais. Várias crises nos anos 70 despertaram para a necessidade de se renovarem os métodos de produção, gerando menos desperdício de energia; para transpor as crises, foram necessárias criatividade e pesquisas, das quais hoje colhemos os frutos.

Além do aço bruto, o Brasil é grande produtor e exportador de ferroligas: produz mais de um milhão de toneladas por ano e é o terceiro do mundo, atrás apenas da África do Sul e da França.

Dia do Metalúrgico, dia de lutas a favor da democracia brasileira

O dia 21 de abril se comemora o Dia do Trabalhador Metalúrgico. Os trabalhadores metalúrgicos do país inteiro, em que já ocupamos mais de 2,8 milhões de vagas até 1987, estão acostumados a colocar as próprias mãos na História do Brasil.

Mesmo com a crescente automação, com as seguidas crises econômicas que atingiram duramente nossa categoria, os metalúrgicos recuam, mas nunca desistem.

Dia do MetalúrgicoDia do Metalúrgico

Estão sempre prontos para reagrupar as forças com os setores mais esclarecidos da sociedade e carimbar conquistas essenciais para a categoria metalúrgica e para a classe trabalhadora brasileira.

Por isso, é com orgulho que registramos mais um 21 de abril, data em que se comemora o Dia do Trabalhador Metalúrgico e que coincide, historicamente, com grandes datas da nossa história.

Como vocês sabem, em 21 de abril de 1792, o revolucionário Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier) foi enforcado e teve o corpo esquartejado por liderar um movimento contra a Derrama, excesso de impostos que Portugal impunha aos brasileiros.

Ainda vivemos inspirados em Tiradentes e ainda precisamos trabalhar muito para conter a fúria arrecadadora do Estado brasileiro que cobra impostos demais prejudicando a aceleração da economia do país.

No dia 21 de abril de 1985, morre outra grande liderança civil, o ex-presidente Tancredo Neves. Que significa para todos nós a retomada do processo democrático.

São duas marcas registradas, a luta até a morte a favor dos interesses do Brasil, que nos inspira Tiradentes; e a determinação democrática de Tancredo Neves, que descuidou da própria saúde a favor da consolidação da democracia brasileira.

É por isso que o dia 21 de abril nos enche de orgulho. Somos metalúrgicos. Somos Tiradentes. Somos defensores incondicionais da democracia, como Tancredo.

Fonte: Colégio São Francisco/www.trabalhonota10.com/Abmbrasil e Smabc/www.medio.com.br/www.ibge.gov.br

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