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22 de Outubro
Porque nessa data, em 1797, foi realizado o primeiro salto de paraquedas que foi bem-sucedido.
E quem saltou foi o francês André Jacques Garnerin (1769-1823), ele mesmo construiu um paraquedas com base no modelo de Da Vinci e saltou de um balão.
A altura do salto foi de 600 metros no Parque Monceau, em Paris.
O Dia do Paraquedista é comemorado em 22 de outubro porque nessa data, em 1797, foi realizado o primeiro salto bem-sucedido de paraquedas. O autor da façanha foi o francês André Jacques Garnerin (1769-1823). Ele pulou de uma altura de 600 metros no Parque Monceau, em Paris.
Parabéns a todos aqueles que curtem essa emoção de viver no Paraquedismo, a sua coragem, o espírito de aventura e o profissionalismo de quem pratica o salto, seja por esporte ou atividade militar.
Paraquedista – História
O sonho tem início registrado ainda na mitologia, que mostra DEDALO e seu filho ÍCARO na busca de alçar voo com asas de penas de pássaro ligadas por cera.
Em 1306, aparecem registros de acrobatas chineses que se atiravam de muralhas e torres empunhando um dispositivo semelhante a um grande guarda-chuva que amortecia a chegada ao solo.
Em 1495, LEONARDO DA VINCI escreveria em suas notas: “Se um homem dispuser de uma peça de pano impermeabilizado, tendo seus poros bem tapados com massa de amido e que tenha dez braças de lado, pode atirar-se de qualquer altura, sem danos para si”. DA VINCI é considerado também o precursor como projetista de um paraquedas.
Em 1617, o italiano FAUSTO VERANZIO salta com um “paraquedas” da torre da catedral de Veneza, aterrando ileso diante dos espectadores.
Em 1783, SEBASTIAN LENORMAND constrói e patenteia um paraquedas com que repetidamente executa saltos.
Em 1785, JEAN PIERRE BLANCHARD constrói e salta com um paraquedas feito de seda, sem a armação fixa que ate então era utilizada para manter o velame aberto.
Em 1797, ANDRE-JACQUES GARNERIN, em Paris, salta de um balão a uma altura aproximada de 2000 pés. GARNERIN prossegue saltando regularmente e a ele a história deu a honra de ser considerado o PRIMEIRO PARAQUEDISTA DO MUNDO. Em 1802, em Londres, GARNERIN salta a 8000 pés, um recorde para a época.
Em 1808, pela primeira vez o paraquedas foi usado como salva-vidas quando o polonês KUPARENKO o utiliza para saltar de um balão em chamas.
Em 1837, acontece o primeiro acidente fatal com um paraquedista, quando ROBERT COCKING falece em razão do impacto contra o solo. COCKING saltava com um paraquedas com o desenho de um cone invertido que se mostrou inadequado, não resistiu à pressão e fechou.
Em 1887, o Capitão americano THOMAS BALDWIN inventa o equipamento que se ajusta ao corpo do paraquedista, substituindo os cestos até então utilizados. Este invento foi um novo e importante passo para o desenvolvimento do paraquedismo.
Em 1901, CHARLES BROADWICK inventa o paraquedas dorsal, fechado dentro de um invólucro, como os que hoje são utilizados pelos pilotos de aviões militares. O sistema de abertura do paraquedas era um cabo amarrado ao balão.
Em 1911, GRANT NORTON realiza o primeiro salto utilizando um avião. NORTON decolou levando o paraquedas nos braços e na hora do salto arremessou-o para fora sendo por ele extraído da aeronave.
Em 1919, LESLIE IRVIN executa o primeiro salto livre, abrindo o paraquedas, por ação muscular voluntária durante a queda livre.
Em 1930, os russos organizam o primeiro Festival Desportivo de Paraquedismo.
Em 1941, o exército alemão emprega o paraquedas como equipamento de guerra, lançando Paraquedista militares para conquistar a Ilha de Creta.
Dai em diante o paraquedismo se desenvolve numa velocidade vertiginosa, seja quanto aos equipamentos, técnicas de salto e tipos de competição.
Os 10 mandamentos do Paraquedista
Dia do Paraquedista
I – O Paraquedista é um soldado de elite. Procura o combate e treina-se para suportar toda a dureza. Para ele, a luta é a plena manifestação de si próprio.
II – O Paraquedista cultiva a verdadeira camaradagem. Só com a ajuda dos seus Camaradas consegue vencer; e é junto deles, e por eles, que morre.
III – O Paraquedista sabe o que diz e não fala demasiado. As mulheres falam, mas os homens atuam. A indiscrição causa, normalmente, a morte.
IV – O Paraquedista é calmo, prudente, forte e resoluto. O seu valor e entusiasmo dão-lhe o espírito ofensivo que o arrastará no combate.
V – O Paraquedista sabe que as munições constituem o que de mais precioso tem frente ao inimigo. Os que atiram inutilmente, só para se tranquilizarem, nada valem; são fracos e não merecem o nome de Paraquedistas.
VI – Paraquedista não se rende. Vencer ou morrer constitui, para ele, ponto de honra.
VII – O Paraquedista sabe que só triunfará quando as suas armas estiverem em bom estado. Por isso, obedece ao lema: “Primeiro, cuidar das armas, só depois, dele próprio’
VIII – O Paraquedista conhece a missão e a finalidade de todas as suas operações. se o seu comandante for morto, poderá, ele sozinho, cumprir a sua missão.
IX – O Paraquedista combate o inimigo com Lealdade nobreza. Mas não tem piedade dos que, não ousando lutar do mesmo modo, se dissimulam no anonimato.
X – O Paraquedista tem os olhos bem abertos e sabe utilizar ao máximo todos os recursos. Ágil como uma gazela, duro como aço, quando necessário, embora não o sendo, é capaz de agir como pirata, pele vermelha ou terrorista. Nada há que lhe seja impossível.
A Evolução do Paraquedista
A evolução do Paraquedista depende de vários fatores, um conjunto de elementos que se unem e que, aos poucos, vão formando a estrutura pessoal do esportista. Fatores determinantes, como a consciência de todos os pontos envolvidos na evolução, são de extrema importância para que a mesma possa ocorrer naturalmente e da maneira correta. O ideal é que aconteça gradualmente e sem esforços de antecipação dos passos, que só devem ser percorridos após determinado tempo.
A escolha do paraquedismo como esporte já denota um tipo de perfil que excede os limites cotidianos, típico de alguém que está à procura de algo desafiador.
Mas há nesse contexto uma ambiguidade incrível ao mesmo tempo em que pressupõe a ausência de limites, o esporte revela-se bastante limitador em alguns aspectos psicológicos e físicos. As sensações que experimentamos se alteram com o tempo, elas modificam a nossa visão da vida e também dentro do esporte.
Gradativamente, vamos alterando nossas percepções e nossos medos. Isso consequentemente gera uma autoconfiança que pode ser positiva ou prejudicial, dependendo de como o Paraquedista utiliza e lida com estas emoções.
No início todas as novidades e sentimentos que experimentamos nos geram uma certa confusão mental, que acaba nos proporcionando uma pequena distorção da noção aeroespacial que cresce indefinidamente, não possuindo padrões ou fatores específicos que determinem sua evolução. Com o passar do tempo, vamos adquirindo a experiência necessária para que nossos sentidos desenvolvam-se com relação ao novo ambiente e aos novos estados de consciência que necessitamos para a prática do esporte e, especificamente, dos exercícios que estamos praticando naquele determinado momento.
Dia do Paraquedista
A percepção durante a saída, verificando fatores como PS e intensidade do vento com relação ao chão (observando o deslocamento
horizontal da aeronave), a queda livre, as pessoas que estão com você no salto, os exercícios ou manobras, a noção do nosso corpo, a percepção da velocidade que atingimos, o momento da separação, o track, deslocamento horizontal, a atenção para sabermos se realmente nos afastamos, se existem pessoas por perto, seja em cima, ao nosso lado ou embaixo, os paraquedas abertos de outros grupos que saíram na frente, o acionamento do paraquedas, a verificação da abertura naquele momento em que ela se inicia, a sustentação e desaceleração do nosso corpo, os checks para termos certeza de que está tudo em ordem, nossa orientação com o campo de visão de 360°, localização da área de pouso, intensidade do vento, tráfego aéreo, outro velames, ordenação e planejamento de pouso, a aproximação, o circuito final e finalmente o pouso. Tudo isso faz parte de um conjunto técnico que é necessário, mas aliado a toda esta parte técnica, ainda temos as milhares de sensações que experimentamos durante o conjunto que chamamos de salto.
A subida do avião, a sensação da saída, os primeiros segundos da queda livre, a velocidade terminal, a percepção do ar fluindo por nosso corpo, a paisagem que se abre diante de nossos olhos, a sensação do vento e tudo o que experimentamos durante um salto… São muitos os sentidos, sentimentos e pensamentos que se alternam de um segundo para outro.
E se pararmos para pensar e perceber, todo este conjunto se desenvolve em harmonia e sincronia, passo a passo, salto a salto, e cada vez mais trocamos de sensações, nos familiarizamos com as frequentes, experimentamos as novas e desta maneira evoluímos nosso corpo, mente e espírito dentro do nosso esporte, com uma grande reflexão em cada momento de nossas vidas

Dia do Paraquedista
O desenvolvimento técnico é lento e não se deve procurar caminhos curtos, porque eles não existem. Tudo que vem rápido vai embora rápido, apenas as coisas conquistadas com esforço são duradouras. A técnica é conquistada praticando os movimentos básicos de modo lento, cadenciado e repetitivo, de forma que o corpo e a mente possam ir entendendo os caminhos espaciais a percorrer.
Quando se pratica um movimento muitas vezes e de modo lento, se percebe todas as variações e possibilidades. A afobação camufla a magia da precisão e a beleza da limpidez técnica. A resistência no desempenho é inversamente proporcional ao foco em que a pessoa consegue permanecer durante a atuação.
No paraquedismo, o atleta deve se manter focado durante a subida da aeronave e atuar conforme o briefing por 35 segundos, no caso de FQL 4, em queda livre. A queda livre é um fator que gera “medo”. Esse medo deve ser superado. A maioria das pessoas não consegue atuar com 100% de foco, pois não têm preparo físico ou psicológico adequado.
Portanto, para conseguir atingir uma performance perfeita, o atleta tem de, além de se preparar tecnicamente, estar bem preparado física e psicologicamente.
A velocidade é adquirida a partir da execução correta dos movimentos. O corpo e a mente começam a aprender e a velocidade vai aparecendo naturalmente. O mais importante antes da velocidade é realizar os movimentos corretos. “O lento sai rápido” é uma frase muito escutada pelos atletas de 4-way. Significa que se fizer os movimentos lentos e corretos a média final de pontos será maior do que o time que faz os movimentos rápidos e não precisos, estes têm de, a todo momento, ficar se corrigindo em queda livre.
Quando uma pessoa começa a saltar, dizemos que ela esta saltando no “escuro”, porque ela não tem muita noção do que está acontecendo em queda livre, está “perdida” espacialmente e não vê nada. Estou me referindo à noção do corpo em queda livre e às noções espaciais na visão 3D.
Depois de alguns saltos o atleta adquire habilidade para “sobreviver” sozinho, ele está num estágio onde começa a ter consciência dos movimentos e partes do corpo em queda livre, percebendo se esta indo para frente, para trás, girando, deslizando lateralmente, etc.
Ele salta “vendo algumas coisas”, mas às vezes não tem muita certeza do que está acontecendo e, na maioria das vezes, “chega atrasado”. Falta ainda, a antecipação dos movimentos. Com o tempo e treinamentos específicos, o atleta começa a ampliar os horizontes, ver melhor o que está em sua volta e a ter uma boa noção corporal durante a queda livre.
No entanto ainda falta, às vezes, antecipação nos movimentos. É o momento em que ocorrem afobações para realizar movimentos rápidos. Consequentemente, o aluno esquece do básico, que é fazer devagar e corretamente, tornando a antecipação mais difícil ainda.
De repente, num “estalo mental”, parece que tudo fica mais claro e o atleta ancora a ideia de que os movimentos devem ser executados da maneira correta e na velocidade que sua mente pode acompanhar, pois só assim ele começa a aprender a antecipar os movimentos e estar no lugar certo, na hora certa. Geralmente, é o momento em que os atletas se unem para fazer o primeiro time de 4-way.
Fases na evolução do paraquedista
De uma pessoa que sonha em se jogar de aviões por prazer a um expert em paraquedismo: entenda o crescimento no esporte e os riscos e aprendizados de cada fase.
Nesta matéria, vamos falar um pouco sobre a carreira do Paraquedista. Quais são as fases do paraquedismo? O que aprendemos a cada fase que se vai? Quais são os riscos de cada fase? Do momento em que a pessoa faz o curso teórico até que ela tenha um grau elevado de experiência existe um longo caminho a ser percorrido. Este caminho envolve riscos, sucessos, frustrações, ansiedades, motivação e assim por diante.
Entenda o crescimento no esporte e os riscos e aprendizados de cada fase.
Vamos falar um pouco sobre a carreira do paraquedista. Quais são as fases do paraquedismo? O que aprendemos a cada fase que se vai? Quais são os riscos de cada fase? Do momento em que a pessoa faz o curso teórico até que ela tenha um grau elevado de experiência existe um longo caminho a ser percorrido. Este caminho envolve riscos, sucessos, frustrações, ansiedades, motivação e assim por diante.
As fases do paraquedista geralmente são parecidas e podem ser divididas da seguinte maneira:
Sobrevivência: De 0 a 30 saltos
Evolução rápida: De 30 a 200 saltos
Riscos aumentam: De 200 a 500 saltos
Maior esclarecimento e experiência: De 500 a 1.000 saltos
Maturidade: Acima de 1.000 saltos
É claro que não podemos adotar a divisão acima como absoluta, afinal, ela depende de vários fatores, como frequência de saltos, objetivos do paraquedista, esclarecimento, orientação, entre outros. As fases do paraquedismo são todas muito divertidas e sempre acompanhadas de desafios, que nunca acabam independentes do nível que você alcançar. Sempre seremos aprendizes e, aquele que tiver consciência disso, tende a evoluir com maior segurança e rapidez.
Na primeira fase, que chamei aqui de “sobrevivência”, o paraquedista realmente está aprendendo a sobreviver no novo ambiente que é o céu. Ele desenvolverá as habilidades necessárias para realizar um salto sozinho, sem correr riscos excessivos. As descobertas são constantes e é preciso tomar muito cuidado para não deixar com que o acúmulo de informações seja prejudicial, fazendo com que ele esqueça ou abandone os procedimentos que devem ser praticados salto após salto, em qualquer nível de experiência.
Na fase seguinte, ele pode optar por seguir dois caminhos: saltar por diversão ou saltar treinando para aprender cada vez mais. Caso o atleta opte por continuar treinando e se aprimorando, esta é uma fase muito propícia.
O nível de conhecimento é baixo e a capacidade de aprendizado geralmente é alta. Normalmente é nesta fase que o atleta escolhe uma das modalidades do esporte e começa a se especializar nela.
Na fase seguinte o atleta começa a ganhar confiança nos equipamentos, na segurança do esporte, nos procedimentos de emergência etc. Isso faz com que os atletas se sintam extremamente autoconfiantes, e isso – cuidado! – causa acidentes. Durante esta fase o atleta deve retomar a postura de aprendiz adotada no início do curso, respeitando todos os limites e regras do esporte.
Na fase seguinte, que vai dos 500 aos 1.000 saltos, o paraquedista começa a enxergar as coisas erradas que fazia e os riscos que corria por comportamentos inadequados. E é ainda nesta fase que começa a curtir ainda mais o esporte: tendo maior consciência do que esta fazendo, tudo torna-se mais fácil e mais divertido.
Acima dos 1.000 saltos o paraquedista continua evoluindo sempre, porém já existe certa maturidade nos comportamentos do atleta. Ele já viu e talvez até tenha sofrido alguns acidentes, viveu situações variadas com diferentes graus de dificuldade e muitas outras experiências que ficaram acumuladas em sua bagagem. O conjunto dessas experiências resulta em um atleta com maior discernimento e conhecimento. Mas nesta fase também acontecem muitos acidentes e todos os paraquedistas que alcançam este nível precisam lembrar que a segurança e as normas precisam continuar a ser seguidas da melhor maneira possível.
Já ouvi diversos paraquedistas extremamente experientes dizerem que, quanto mais saltos ele tem, maior é a noção dos riscos a que está exposto. O cuidado passa a ser aumentado.
Fases do paraquedista:
Sobrevivência: De 0 a 30 saltos
Evolução rápida: De 30 a 200 saltos
Riscos aumentam: De 200 a 500 saltos
Maior esclarecimento e experiência: De 500 a 1.000 saltos
Maturidade: Acima de 1.000 saltos
FASE 1 – SOBREVIVÊNCIA
Assim pode ser chamada a primeira fase de um paraquedista, que vai de 0 a 30 saltos. Nesta etapa, o importante é respeitar os mínimos detalhes de aprendizado e segurança.
A primeira fase da vida de um atleta começa quando ele decide saltar. Pode até parecer brincadeira, mas o local e a maneira como a pessoa ingressa no esporte influenciam diretamente na visão que a pessoa terá do paraquedismo e na sua evolução em geral.
Hoje em dia, a maioria das pessoas que têm perfil para a prática de esportes de aventura possui acesso fácil à informação.
Sendo assim, se a pessoa pesquisar bastante e não pensar somente em preço, mas sim num conjunto de variáveis como credibilidade, profissionalismo e regulamentação, entre outros fatores, certamente fará uma boa escolha sobre como começar a praticar o paraquedismo.
O primeiro passo está dado logo após a pessoa decidir o que fazer e onde fazer. O primeiro Salto de um candidato a paraquedista geralmente é o salto duplo.
Através deste salto a pessoa poderá conhecer o esporte mais de perto, tendo aí o seu primeiro contato com a queda livre, antes de partir para o Curso para ser um Paraquedista.
A parte teórica inicial do curso AFF dura, em média, oito horas, variando de aluno para aluno. No curso, o aluno receberá todas as informações necessárias para fazer um salto seguro sob a supervisão dos seus instrutores. Entre as informações, podemos destacar: treinamentos para os exercícios a serem realizados no salto, briefings de saída no falso avião que fica no solo, subida e concentração, preparação mental para o salto, saída de aviões, procedimentos de queda livre, acionamento do paraquedas, checagens que identificam se o paraquedas está ok ou não para pouso, navegação e o pouso propriamente dito.
Nesta fase, chamada aqui de “fase 1 – sobrevivência”, o paraquedista terá seus primeiros contatos com o mundo do paraquedismo. É uma etapa muito delicada, afinal, tudo é novo para o aluno. Ao mesmo tempo, é um momento muito divertido e de grandes descobertas. O curso AFF prepara o aluno para que ele consiga sobreviver em queda livre sem a supervisão de instrutores.
O que seria sobreviver em queda livre?
Em minha opinião, o conceito de sobrevivência em queda livre abrange os seguintes aspectos:
Realizar um check correto de equipamento e uma boa equipagem.
Realizar uma saída controlada do avião.
Realizar uma queda livre estável e controlada.
Controlar a altura e o tempo do salto utilizando os instrumentos de medição disponíveis.
Acionar o paraquedas dentro da altura estipulada e longe dos outros grupos e pessoas.
Identificar possíveis anormalidades e emergências no paraquedas e, além disso, ter atitude acertada e rápida para resolver o que for necessário.
Identificar a área de salto e, ainda, possuir discernimento suficiente para identificar uma área de pouso alternativa.
Respeitar o tráfego padrão sem cometer atitudes que coloquem a vida dele ou dos outros em risco.
Pousar com segurança sem auxílio de rádio.
Recolher o paraquedas e chegar à área de pouso em segurança.
Caso o aluno não consiga cumprir todos os requisitos acima, ele precisa de ajuda. Afinal, em minha opinião, todos são itens obrigatórios para a realização de um salto seguro.
Já os principais perigos desta fase, são:
O aluno não entender direito o que é o paraquedismo e os riscos que envolvem a sua prática.
O aluno não receber instrução adequada.
Ter atitudes que comprometam a sua segurança, como desleixo, noites mal dormidas, uso de álcool, drogas etc.
Achar que os instrutores têm que ver tudo e garantir a sua vida.
Achar que o chão não chega nunca.
Achar que o paraquedas não apresentará problemas nunca.
Não entender a navegação corretamente.
Querer saltar sem macacão, sem capacete rígido e de chinelos ou sandálias. *Querer trocar de equipamento antes do momento correto.
Querer saltar em dias em que o clima não está adequado.
Não checar o equipamento adequadamente antes da equipagem, antes do embarque e antes de sair da aeronave.
Não saber fazer o seu próprio P.S., ficando à mercê da habilidade dos pilotos
Comandar o paraquedas abaixo da altura.
Querer copiar o que paraquedistas experientes fazem.
Escutar conselhos sobre “manobras” e “procedimentos” de pessoas que não estão habilitadas para tal.
Querer saltar com pessoas que ainda não possuem nível técnico para realizarem saltos em conjunto.
Se você está nesta fase e tem algum comportamento parecido com os que descrevi acima, tente rever seus conceitos. Pare para pensar, faça uma reflexão e escute os conselhos dos profissionais mais experientes para poder tirar as suas próprias conclusões e mudar seu comportamento antes que seja tarde.
Do jeito que escrevi aqui, o paraquedismo pareceu um esporte muito perigoso, porém, isso não é verdade. O paraquedismo é um esporte maravilhoso, com belas imagens e que nos proporciona momentos únicos de contato com a natureza e com os nossos próprios sentimentos e pensamentos. Mas ele nunca deixará de ser um esporte de aventura que envolve riscos calculados. Precisamos praticá-lo com segurança e consciência, respeitando as normas e os nossos próprios limites. Desta maneira, podemos saltar de paraquedas a vida inteira, correndo riscos extremamente menores do que morar em uma metrópole como São Paulo, por exemplo.
Se praticarmos o paraquedismo com segurança, poderemos praticá-lo sempre. Aproveitando a deixa, outro dia vi escrito na camiseta de um amigo: “Nós, os paraquedistas, sabemos por que os pássaros cantam”…
Fases do paraquedista: FASE 2 – A rápida evolução
Assim pode ser chamada a segunda fase de um paraquedista, que vai de 30 a 200 saltos. Nesta etapa, a segurança precisa ser redobrada e, além disso, é preciso saber aproveitar a facilidade de aprendizado e modelagem.
Se até os 30 saltos estamos aprendendo a sobreviver em queda livre, depois, algumas coisas começam a mudar. O medo começa a diminuir de forma gradativa e a consequência é o aumento da autoconfiança. Além desses fatores existem outros, como a facilidade de aprendizado e a grande quantidade de informação que passa a ser absorvida pelo alívio na carga sensorial que, como sabemos, é bem mais intensa no início.
Fonte: www.cbpq.org.br/www.geocities.com/paraquedas.me/www.skullparaquedismo.com.br/Sítio Brasil/www.pqdbrasil.com.br/www.aerubu.com.br
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