Dia do Sapateiro

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25 de Outubro

O ofício de sapateiro é muito antigo e de início era discriminado, comparado ao ofício de curtidores e carniceiros.

Dia do Sapateiro, celebrado anualmente em 26 de novembro, é um feriado profissional que homenageia artesãos, designers e especialistas em consertos que criam ou reparam calçados.

O cristianismo fez com que essa situação se reverte-se com o surgimento de três santos sapateiros: Aniano, sucessor de São Marcos como arcebispo de Alexandria (século I), e os irmãos Crispim e Crispiniano, martirizados em Saisson sob Domiciano.

Por muito tempo, os sapateiro continuaram trabalhando de forma artesanal. O início da uniformização e da padronização começou na Inglaterra, quando em 1305, o rei Eduardo I estabeleceu medidas uniformizadas e padronizadas para a produção de sapatos.

O Rei decretou que uma polegada fosse considerada como a medida de três grãos secos de cevada, colocados lado a lado.

Os sapateiros da época compraram a ideia e passaram a fabricar seus calçados seguindo as medidas do rei. Assim, um par de sapatos para criança que medisse treze grãos de cevada, passou a receber o tamanho treze.

A partir daí a padronização tornou-se uma tendência mundial. Na idade moderna, surgem e crescem o número de indústrias produtoras de sapatos. Hoje, os sapateiros artesanais têm que disputar com as grandes indústrias de calçados ou trabalham apenas com concertos.

O primeiro sapato – O primeiro calçado foi registrado na história do Egito, por volta de 2000 a 3000 a.C.. Trata-se de uma sandália, composta por duas partes, uma base, formada por tranças de cordas de raízes como, cânhamo ou capim, e uma alça presa aos lados, passando sobre o peito do pé.

Dia do SapateiroDia do Sapateiro

O ofício de sapateiro nasceu no momento em que o homem percebeu a necessidade de proteger seus pés.

O sapateiro é aquele que com arte e maestria, manuseia artesanalmente: sapatos, sandálias, chinelos, botas, etc., dando-lhes a limpeza, o arranjo e o tratamento adequado que garanta o bem-estar dos pés.

profissão de sapateiro sobreviveu através dos séculos, sendo transmitida de geração à geração. Antigamente, os sapateiros, além de consertar sapatos, tinham também que fazê-los. Hoje em dia, ainda existe quem procure o artesão de mãos sábias, que faz renascer algo que para nós parece estar muito velho ou acabado.

O sapateiro precisa gostar e ter convicção ao escolher essa profissão tão tradicional, pois como diz a sabedoria popular: “é ingrata à profissão de sapateiro, o artista mete as mãos onde os outros colocam os pés”. Um sapateiro que utiliza o processo artesanal, ou seja, faz o calçado sob feito sob medida e à mão, torna-se muito conceituado e bem remunerado, pois o sapato é considerado uma jóia. Com a industrialização, houve um aumento pelo consumo de calçados e uma difusão do uso, sobre tudo com o aumento das populações urbanas. O processo de construção de formas individuais foi sendo ajustado a um maior número de pessoas, o que levou ao desenvolvimento de uma padronização deste produto.

Este processo foi conduzido pelas fábricas de formas, a partir de um esforço do setor e do governo, sobretudo nos Estados Unidos e na Inglaterra, o que originou seus atuais sistemas de medidas padronizadas. É interessante ressaltar que a transformação das oficinas de calçados em indústrias, começou com o excedente de sapateiros que havia no mesmo período da expansão do capitalismo, e por isso, coube a ele, artesão sapateiro, executar todo o processo evolutivo do novo trabalho.

A etapa seguinte foi a da separação de tarefas, a divisão em operações simples e repetitivas que aos poucos foram sendo substituídas por máquinas. Neste momento, o antigo artesão sapateiro que dominava todo o processo de manual do trabalho, perdeu o controle de seu produto e também se tornou uma espécie de profissional em extinção. Também, nesse processo, existe a importância elaboração do projeto de criação do calçado, que através da especificação de desenhos, tamanhos e de todo conhecimento específico sobre as matérias primas, possibilitou a divisão do trabalho.

O processo de industrialização está intimamente ligado a uma transformação nos meios de produção artesanal, no mercado de trabalho, no perfil da profissão de sapateiro e na concepção do produto.

A data escolhida para celebrar o Dia do Sapateiro, é a mesma da festa dos seus santos padroeiros: São Crispim e São Crispiniano. Eles eram irmãos, nascidos em Roma e pertenciam a uma família cristã muito rica. Foram para a Gália, atual França, para propagarem a fé em Cristo, onde trabalharam como sapateiros.

O Sapateiro

O sapateiro, como o nome nos diz, é uma pessoa que trata de sapatos. Tanto os faz, por medida, como os conserta, quando estão estragados.

Fazer um sapato não é nada fácil, é preciso juntar muitos elementos de maneira a que sejam confortáveis e fortes. Tem que se fazer a sola, cortar o couro juntar as duas partes, coser, pintar, polir e engraxar!

Dá muito trabalho! Por isso também é importante saber arranjá-los. Sempre que a sola está gasta vai-se de novo ao sapateiro para ele pôr solas novas.

Às vezes os sapateiros até aumentam o tamanho do sapato com umas formas especiais.

Fazem um trabalho tão bom que uns sapatos que lhes chegaram à loja com um ar muito velho saem de lá como novos, todos engraxados e brilhantes!

Sabias que há pessoas que precisam de sapatos especiais? Porque têm os pés sensíveis ou precisam de ser corrigidos. Para isso há sapateiros especializados!

Sapateiro – Profissão

Os sapateiros atuais não são mais aqueles que fabricam sapatos, mas sim consertam. A profissão de sapateiro, como fabricante de sapatos, está praticamente extinta.

A importância dos sapatos não representa mais, em primeiro plano, a proteção. O uso do sapato passa a revelar fetiches, tendências e modas nas pessoas.

O sapato sob medida, entretanto, passou a ser coisa do passado. Mesmo assim, encontramos alguns remanescentes dessa técnica pelo caminho.

A razão desta extinção, se dá pela industrialização e produção em série, que tomaram conta do mercado. Neste caso, as pessoas não fazem mais sapatos personalizados, mas compram prontos nas lojas.

Da mesma maneira, esta relação se dá com a profissão sapateiro atual, ou seja, o que conserta. As pessoas estão preferindo comprar novos, ao invés de mandar consertar.

Mesmo assim, a partir dessa profissão, surgem outras mais modernas. Um exemplo são as lojas de conserto de tênis, que se adaptaram ao mercado.

Entretanto, resta saber se a profissão de sapateiro vai mesmo desaparecer ou se vai ser rearranjada.

Sapateiro – O artista dos pés

Cinco da manhã. O despertador emite um barulho repetitivo e ensurdecedor. José abre lentamente os olhos, senta na cama e desliga o frenético aparelho. Após fazer o sinal da cruz e entrelaçar os dedos das mãos, agradece por mais um dia e pede a benção do Divino. Na cozinha a mulher está com a mesa posta e, enquanto aguarda o marido, prepara o lanche das crianças. José senta-se a mesa e toma uma xícara de café passado com duas colheres de açúcar. Enquanto molha o pão com margarina naquele líquido escuro e amargo, organiza mentalmente as tarefas do dia.

Quando os primeiros raios de sol começam a surgir no horizonte e os galos, ainda tímidos, iniciam a sinfonia matinal, José está pronto para iniciar mais uma jornada de trabalho. O doce beijo da esposa sinaliza o momento de partir. A bicicleta Caloi, ano 72, está aposta esperando seu condutor.

As pedaladas lentas e compridas guiam a magrela em direção ao bairro Rio Branco, onde se localiza a fábrica de calçados femininos Requinte. Assim que chega ao seu destino, José fica por alguns minutos parado fitando a velha casa branca. A pintura descascada revela a implacável ação do tempo. Os finos e compridos filetes de rachadura confundem-se com as trepadeiras e, discretamente, dão a volta no antigo casarão. No topo da fachada o ano 1953, que antigamente servia para marcar com orgulho o início de uma grande e próspera indústria calçadista, ainda permanece com ar imponente.

José bate o cartão, cumprimenta os colegas, leva a marmita à geladeira e veste seu guarda pó azul claro manchado de cola. Já na sua mesa, afia a faca de corte com o charuto de pedra, pega um talão da prateleira do chefe e começa a cortar o couro marrom escuro conforme a referência indicada. Sua função é participar de todas as etapas de construção do sapato.

Da maior para a menor numeração, sempre com a instrução de economizar, ele segue a dança da navalha sobre aquele espesso e duro pedaço de matéria prima. Outros tecidos mais finos entram na fila e, um a um, ganham forma, transformando-se em pilhas de forros e palmilhas.

Por alguns minutos, cai em grande nostalgia ao relembrar o aprendizado do ofício. Seu pai fora sapateiro e tinha um atelier nos fundos de casa. Aos dez anos de idade José começou a ajudá-lo encaixotando os pares de sapatos. Com o passar do tempo, aprendeu a cortar forros e palmilhas. Sempre sendo supervisionado de perto, tomou gosto pelo trabalhou e iniciou os cortes com couro. No ano que completou 16 anos, seu pai se aposentou e encerrou com as atividades no atelier. Foi então que José partiu em busca de emprego.

Naquela época, Novo Hamburgo era considerada a Capital Nacional do Calçado e o Vale dos Sinos uma das maiores regiões coureiro-calçadista do Brasil. Oportunidades de trabalho não faltavam, ainda mais para quem tinha experiência na área. José chegou a ser supervisor de esteira. Mas, desde 2005, a região passa por uma forte crise no setor. Agora, está cada dia mais difícil ser sapateiro.

José está quase se aposentado. Falta só mais um ano, pensa ele, e volta a se concentrar nas suas atividades. Materiais cortados, é hora de serem chanfrados.

Agregam-se a eles fitas de reforço, metais, elásticos e os mais variados ornamentos utilizados no modelo. O cabedal está pronto. O calçado é encaminhado para a montagem. A sineta toca e os trabalhadores partem para o almoço.

Na fila do microondas José conversa com os colegas sobre o baixo volume de pedidos. O mercado chinês acabou com as horas extras e as viradas de noite.

Está na hora de pensar em trabalhar com outra coisa, mesmo aposentado, ele não pode ficar parado, mas fazer o que? Durante quarenta anos de sua vida sempre exerceu a mesma função.

O seu oficio: sapateiro. E dos bons! Em nenhum outro lugar do mundo existem pessoas que conhecem tão bem os detalhes da confecção de um bom sapato como aqui. Pensa ele.

Chega a sua vez. Quatro minutos são o suficiente para aquecer o feijão, o arroz e a carne de panela. José aprecia com gosto a comida da mulher. Quando está em casa sempre repete. Na mesa do refeitório, composta por vinte homens, os talheres movem-se rapidamente para lá e para cá. Quem senta na ponta tem a sensação de estar assistindo a uma dança de palhetas de pára-brisas durante um forte temporal.

As raspadas no fundo do pote indicam fim da refeição e início da pestana. Sobre caixas de papelão ou no refeitório, aqueles mais cansados estiram o corpo e fecham os olhos. Outros se arriscam no carteado.

Uma e meia. A sineta indica que tudo deve voltar a ser como antes do meio dia. O sol a pino disputa um duelo com a força das pás do ventilador. O mais forte vence e o calor faz as testas daqueles homens expelirem gotículas de suor.

O contraforte é preso ao sapato é posto por José no contraforte e a forma, entregue por Pedro com a palmilha de montagem presa em sua base, está pronta para ser selada com a torquesa e o espichador. Logo após a lixadeira entrar em ação está na hora de receber a sola. A colagem só fica uniforme se as duas partes forem para a sorveteira receber forte calor.

José retira o sapato da máquina e o leva para o torno, cola a palmilha, espera secar e dá o toque na escovadeira. E a missão se repete por toda a tarde. Sapato pronto, é a vez de Inácio colocar a bucha de papel de ceda e encaixotar os 100 pares produzidos durante todo o dia na fábrica. Há alguns anos eram mil. Seis horas da tarde. José faz seu trajeto de volta para seu lar.

Ao chegar em casa as crianças param de fazer o tema e correm ao seu encontro. São elas, juntamente com a esposa, que dão forças para José continuar, dia após dia, a sua digna batalha pelo alimento e pelo futuro de seus filhos. José se orgulha da profissão e do seu trabalho, ele ama o que faz. Este sentimento foi passado adiante, assim como seu pai o fez. O filho mais velho já disse: quando crescer quero ser sapateiro, igual ao papai!

Dia do SapateiroDia do Sapateiro

Este trabalho enobrecedor nasceu quando o homem percebeu a necessidade de proteger e proporcionar conforto aos pés. Com arte, imaginação e maestria, desenvolvem artesanalmente sapatos, sandálias, chinelos, botas e etc. Tudo para o conforto e tranquilidade de quem os usará, garantindo o bem-estar dos pés.

A profissão de sapateiro perdurou e perdurará pelos séculos, sendo transmitida de geração à geração. Antigamente, os sapateiros, além de consertar sapatos, tinham também que fazê-los, sendo assim até os dias de hoje. Ainda existe quem procure o artesão de mãos sábias, aquele que com um “toque de mágica” faz renascer os espíritos antigos, que junto a atualidade, se fundem em um emaranhado de novas tendências, gostos e moda. Sem dúvidas, verdadeiros professores.

Um sapateiro que utiliza o processo artesanal, ou seja, faz o calçado sob medida e à mão é visto com outros olhos, pois o sapato é considerado uma relíquia.

Com a industrialização, houve um aumento pelo consumo de calçados e uma difusão do uso, sobre tudo com o aumento das populações urbanas. O processo de construção de formas individuais foi sendo ajustado a um maior número de pessoas, o que levou ao desenvolvimento de uma padronização deste produto.

Também, nesse processo, existe a importante elaboração do projeto de criação do calçado, que através da especificação de desenhos, tamanhos e de todo conhecimento específico sobre as matérias primas, possibilitou a divisão do trabalho, dinamizando e modernizando gradativamente.

O processo de industrialização está intimamente ligado a uma transformação nos meios de produção artesanal, no mercado de trabalho, no perfil da profissão de sapateiro e na concepção do produto.

A data escolhida para a celebrar o Dia do Sapateiro, é a mesma da festa dos seus santos padroeiros: São Crispim e São Crispiniano.

Que esta profissão sobreviva e que com o passar das gerações, continue a ser prestigiada, cada vez mais, contribuindo com a economia de nossa cidade, estado e país.

“Criatividade consiste apenas em perceber o que já está lá. Você sabia que os sapatos direito e esquerdo só foram inventados há pouco mais de um século?” Bernice Fitz-Gibbon

De acordo com estudos históricos, existem evidências que a utilização do sapato começou a partir de 10.000 anos antes de Cristo. Pinturas dessa época encontradas em cavernas na Espanha e no sul da França fazem referência à existência do calçado. Nas câmaras subterrâneas usadas para enterros no Egito, que têm idade entre 6 e 7 mil anos, foram descobertas pinturas que representavam os diversos estados do preparo do couro e dos calçados. Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um faraó como Tutancamon usava sandálias e sapatos de couro.

Em Roma, o calçado indicava a classe social do usuário. O calceus, sapato fechado dos cidadãos, originou o nome calçado e não podia ser usado por escravos.

Os cônsules usavam sapato branco; os senadores, sapatos marrons. A numeração do sapato originou-se na Idade Média, na Inglaterra, quando o rei Eduardo I uniformizou as medidas, decretando que uma polegada correspondia a três grãos de cevada colocados um atrás do outro. Até a metade do século 19, os dois pés do sapato eram iguais. O primeiro par feito com pé direito e pé esquerdo apareceu entre 1801 e 1822, na Filadélfia.

A primeira referência à industrialização do calçado ocorreu em 1642 com o fornecimento de 4.000 pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército inglês. As campanhas militares dessa época iniciaram uma demanda muito grande por botas e sapatos. A fabricação em massa só começou a partir de 1760, quando foi construída a primeira fábrica de sapato nos Estados Unidos.

Em meados do século 19, começam a surgir as máquinas para auxiliar na confecção do calçado, mas só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível. A partir de 1940, grandes mudanças começam a acontecer na indústria calçadista com a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos. E, a partir de então, iniciou-se a saga calçadista na cidade de Birigüi. Em 1941, a família Tokunaga começava a produzir botinas e sapatões, na antiga Sapataria Noroeste. Em 1947, o senhor Avak Bedouian inaugurava a Indústria de Calçados Birigüiense com uma produção de 40 a 50 pares por dia. A partir de então, a revolução calçadista nunca mais parou. Outras cidades também deram início a essa atividade. Jaú, Franca e Novo Hamburgo são outros exemplos.

Muitos outros corajosos e valorosos homens se lançaram nessa jornada sem volta, enfrentando incontáveis dificuldades para, de sapateiros, transformarem-se em prósperos industriais. Com muito suor e perseverança, transformaram a cidade de Birigui na capital nacional do calçado infantil, como hoje é mundialmente conhecida. Hoje, a indústria calçadista emprega milhares de anônimos trabalhadores diretos. Outros tantos milhares de trabalhadores e prestadores de serviços vivem em torno desse setor. Tudo por conta de um punhado de abnegados, sonhadores e corajosos homens.

A data escolhida para celebrar o Dia do Sapateiro, 25 de outubro, é a mesma da festa dos seus santos padroeiros: São Crispim e São Crispiniano. Eles eram irmãos, nascidos em Roma, e pertenciam a uma família cristã muito rica. Foram para a Gália, atual França, para propagarem a fé em Cristo, onde trabalharam como sapateiros. Por conta disso é que nas antigas sapatarias era comum vermos um quadro com a figura desses santos. Os industriais mais antigos da cidade ainda mantêm a tradição em suas modernas indústrias.

O artista mete as mãos onde os outros colocam os pés, diz o ditado popular. Muitos ainda devem se recordar da profissão de sapateiro, do pequeno e suarento cômodo, a boca cheia de tachinhas, sem poder engoli-las, batendo o martelo com a cabeça redonda no sapato colocado na fôrma, o cheiro do couro, as mãos machucadas, conversando e sonhando… Olhando para os santos protetores e pedindo forças para alçar vôos maiores, sem imaginar naquilo em que se transformariam. Sorte nossa!

Fonte: UFGNet/www.pmmg.6rpm.mg.gov.br/novohamburgo.org/www.amazonas.com.br/www.folhadaregiao.com.br/www.junior.te.pt/conta-gotas.podomatic.com

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