Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

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11 de Outubro

Reduzir a prevalência de obesidade em crianças e adolescentes e deter o crescimento do problema em adultos são metas do Ministério da Saúde para os próximos dez anos, previstas no Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs).

Hoje é comemorado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, que é considerado um dos principais fatores de riscos para o aparecimento das DCNTs como doenças cardiovasculares e diabetes.

O Plano tem por objetivo promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas e sustentáveis com base em evidências para a prevenção e o controle das DCNTs (câncer, diabetes, doenças do aparelho circulatório e respiratórias crônicas) e dos fatores de riscos (tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física, alimentação inadequada e obesidade). O plano prevê ainda o fortalecimento dos serviços de saúde voltados para a atenção aos portadores de doenças crônicas.

Vivemos em uma época de muitas exigências. As demandas do trabalho são altas, assim como as expectativas de uma vida confortável e feliz, na qual possamos consumir – parte – das muitas ofertas que a sociedade apresenta. Smartphones, televisores de altíssima resolução, uma variedade de roupas e, não menos importante, alimentos rápidos e extremamente apetitosos. Em meio a tudo isso, nos esquecemos de olhar para nós mesmos, e a obesidade é uma doença que vem crescendo silenciosamente, mas de forma alarmante. Os índices mostram que a população brasileira está se tornando obesa – atualmente, quase metade dos brasileiros está acima do peso. A obesidade é um transtorno complexo que envolve aspectos biológicos, emocionais e comportamentais. Os riscos à saúde e o estigma associados ao sobrepeso pesam sobre a vida daqueles que se encontram nessa condição. Junto com isso, há também muito sofrimento, luta e isolamento. Embora a batalha contra o desequilíbrio pareça interminável, abordagens terapêuticas buscam eficácia no tratamento desses problemas relacionados à obesidade.

Hoje, no Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, permita-se refletir um pouco sobre como está sua relação com a comida e como você gostaria que ela fosse.

Obesidade – Conceito

Dia Nacional de Prevenção da ObesidadeDia Nacional de Prevenção da Obesidade

Obesidade pode ser conceituada como uma condição de acúmulo anormal ou excessivo de gordura no organismo, levando a um comprometimento da saúde.

O excesso de peso e a obesidade são grandes ameaças à saúde tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, inclusive na infância e na adolescência tendendo a persistir na vida adulta: cerca de 50% de crianças obesas aos seis meses de idade e 80% das crianças obesas aos cinco anos de idade, permanecerão obesas.

Sabe-se que a obesidade tem etiologia multicausal, determinada por fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e psicológicos, porém existe forte evidência de que a obesidade de causa ambiental, determinada pela ingestão de alimentos com elevada densidade calórica e sedentarismo, seja a principal responsável pelo aumento da prevalência de excesso de peso na população, sendo responsável por mais de 95% dos casos.

Outros fatores condicionantes da obesidade infantil incluem o desmame precoce com a imediata utilização de alimentos formulados para alimentar o lactente, além da substituição de alimentos in natura preparados no domicílio por alimentos industrializados, na maioria dos casos contendo valor energético superior ao recomendado para a idade.

Ademais, a obesidade representa um alto custo para o sistema de saúde, visto que as consequências desta síndrome incluem o acidente vascular cerebral; os cânceres de mama, cólon, endométrio e próstata; hipertensão, dislipidemias e Diabetes Mellitus. Embora muitas das consequências da obesidade infantil assemelhem-se àquelas em adultos, elas ocorrem menos frequentemente. Entre as consequências mais predominantes da obesidade em crianças está a discriminação que as mesmas sofrem perante seus colegas.

Problemas ortopédicos também ocorrem mais frequentemente em crianças obesas assim como Acanthosis nigricans, anormalidades hepáticas, apneia do sono e pseudotumor cerebral. Observa-se também uma associação entre o excesso de peso em relação à altura e aumento da pressão sanguínea e diminuição dos níveis de Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL-c). Tal situação pode conduzir a longo prazo para o desenvolvimento de doenças crônicas tais como a hipertensão e a aterosclerose.

Diante da complexidade e variabilidade do perfil nutricional brasileiro, pode-se considerar que a avaliação nutricional de populações é uma ferramenta de extrema importância para compreensão da dinâmica nutricional de crianças, e, consequentemente, formulação de políticas e ações de promoção à saúde mais efetivas.

O problema da obesidade

Enquanto muitas epidemias pode ser derrotado com uma pílula ou de uma vacina, a obesidade exige mudanças de comportamento, bem como o acesso a preços acessíveis, nutritivos e oportunidades para a atividade física nos lugares onde as pessoas vivem, aprender, comer, fazer compras, trabalhar e jogar.

A obesidade e o sobrepeso são atualmente a segunda maior causa evitável de morte e pode em breve ultrapassar o tabaco como a principal causa de morte.

Deixar de ganhar a batalha contra a obesidade vai significar a morte prematura e incapacidade para um segmento cada vez maior.

Sem uma ação forte para reverter a epidemia da obesidade, pela primeira vez na história os nossos filhos poderão enfrentar um tempo mais curto do que seus pais.

Causa sérios problemas o excesso de peso e obesidade, incluindo:

Diabetes tipo 2
Doença cardíaca
O colesterol alto
Pressão alta
Várias formas de câncer
Asma

Cada vez mais, muitas dessas doenças, anteriormente associadas apenas com a idade adulta, também estão sendo observados em crianças com sobrepeso e obesidade. Junto com os riscos para a vida encurtamento doenças crônicas, excesso de peso em uma sociedade que estigmatiza esta condição contribui para a má saúde mental associada com vergonha séria, auto-culpa, baixa auto-estima e depressão.

Prevenção da obesidade

A melhor maneira de prevenir o excesso de peso ou obesos, é de comer de forma saudável e fazer exercícios regularmente.

Dia de Prevenção da Obesidade alerta para importância da alimentação saudável

obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. Pessoas obesas também têm mais chance de sofrer com doenças cardiovasculares, principalmente isquêmicas (infarto, trombose, embolia e arteriosclerose), além de problemas ortopédicos, asma, apneia do sono, alguns tipos de câncer, esteatose hepática e distúrbios psicológicos.

Nos últimos seis anos, a quantidade de brasileiros com excesso de peso ficou maior. De acordo com a pesquisa deVigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%. A pesquisa também revelou que a população está se alimentando mal, e os principais vilões são refrigerantes, carne e leite integral (com gorduras). O aumento das porcentagens de pessoas obesas e com excesso de peso atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso ideal. Agora, as proporções subiram para 52,6% e 44,7 %, respectivamente.

Quando se trata das crianças, os dados também são alarmantes. Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,8% das crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Já na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso � em 1970, este índice estava em 3,7%. Neste grupo, o índice de massa corporal (IMC) – razão entre o peso e o quadrado da altura – deve ficar entre 13 e 17.

“A gente reconhece a obesidade como importante fator de risco para doenças. Ele compõe um conjunto das principais causas de adoecimento da população brasileira, como doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de câncer. Mas a gente também entende a obesidade como uma doença em si, que traz repercussões sobre a diminuição da qualidade de vida das pessoas, diminuição da autoestima e dessa forma tem os seus determinantes. Por isso é tão importante ter uma resposta específica para a obesidade”, afirma Patrícia Jaime, coordenadora da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

A manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta. Por isso o Ministério da Saúde tem uma série de ações para estimular desde crianças até os idosos a manterem hábitos de vida saudáveis.

Saúde na Escola – Lançado em agosto deste ano, o Manual das Cantinas Escolares Saudáveis: promovendo a alimentação saudável tem o objetivo de incentivar as escolas particulares a oferecer lanches menos calóricos e com maior valor nutritivo aos alunos. O manual traz diversas orientações às instituições de ensino, como substituição de alimentos fritos por assados e industrializados por opções mais naturais e livres de conservantes.

Combate à Obesidade – Um dos objetivos do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), lançado em 2011, é parar o crescimento da proporção de adultos brasileiros com excesso de peso ou com obesidade. Para enfrentar este desafio, que começa na mesa, o Ministério da Saúde tem investido em promoção de hábitos saudáveis e firmado parcerias com o setor privado e com outras pastas do governo.
Menos sal – Com o objetivo de melhorar a dieta do brasileiro e promover maior qualidade de vida o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) fecharam acordo voluntário para redução de sódio nos alimentos. Entre os alimentos que preveem a redução estão varias guloseimas comumente consumidas pelas crianças, como bisnaguinha, batata palha, salgadinhos de milhos e biscoitos recheados. De acordo com dados do IBGE, os adolescentes brasileiros consomem mais salgadinhos (sete vezes mais), biscoitos recheados (quatro vezes mais), biscoitos doces (mais de 2,5 vezes mais) e biscoitos salgados (50% a mais) que os adultos.

Dicas de como perder peso

1. Na hora de escolher uma dieta, opte por aquela que tiver mais a ver com o seu perfil. Analise a que melhor se encaixa com as suas preferências alimentares. Só assim as chances de você abandoná-la no meio do caminho serão menores.
2. Antes de optar por essa ou aquela dieta, converse com o seu médico ou nutricionista de confiança. Quanto mais informação tiver, melhor será a sua decisão. Analise, por exemplo, se será fácil segui-la com o estilo de vida que você leva.
3. Tente programar as refeições com maior antecedência. Se souber exatamente onde, quanto e o que vai comer, as chances de você não quebrar a dieta serão menores. Se a cantina do trabalho não for das melhores, leve lanche de casa.
4. Já ouviu falar de ambientes obesogênicos? Pois é, fuja deles. Aprenda a dizer “não” para convites que podem obrigá-lo a sair da dieta: como um happy-hour com os amigos depois do trabalho ou, então, o almoço de domingo na churrascaria-rodízio com a família.
5. Em matéria de emagrecimento, acredite: equilibrar o consumo de carboidratos, proteínas e gorduras é sempre melhor do que simplesmente restringi-lo. Não existem alimentos bons ou ruins. Bom ou ruim é o uso que fazemos deles.
6. Devagar e sempre. Ainda não inventaram maneira mais segura de emagrecer. Desconfie das dietas que prometem eliminar 2 quilos ou mais por semana. Em alguns casos, você emagrece rápido no começo porque boa parte do peso que se perde é músculo e água.
7. No mundo das dietas, nenhum regime é revolucionário. Pelo contrário. Você não precisa deixar de comer o que gosta para perder peso. Precisa, apenas, comer menos. A fórmula é matemática: se consumir menos caloria do que gasta, você emagrece. Se consumir mais, engorda.
8. Antes de iniciar uma dieta, tente descolar o apoio de um amigo, parente ou, quem sabe, parceiro de dieta. Pesquisas revelam que casais que fazem dieta juntos tendem a perder mais que o dobro de peso do que homens e mulheres que tentam alcançar, sozinhos, o mesmo objetivo.
9. Seja realista. E procure traçar metas realistas de emagrecimento também. Que tal fazer planos a médio e longo prazos, como perder 1 kg por mês, por exemplo? Saiba que você jamais conseguirá eliminar em dias a gordura acumulada ao longo de anos.
10. Não basta comer menos. É preciso mexer-se mais. Para isso, nada melhor do que começar, de uma vez por todas, aquela atividade física que sempre sonhou fazer, mas nunca teve coragem de começar. Pagar academia não é suficiente. É preciso frequentar as aulas também.

Fonte: www.health.ny.gov/www.blog.saude.gov.br/ams.petrobras.com.br/www.vitgold.com.br/www.cefipoa.com.br

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