O dia da habitação deve servir para nos lembrarmos não só da importância de se ter um lar, mas da infelicidade das pessoas que não conseguem ao menos exercer um de seus direitos básicos: o de ter um lugar para morar.

Grande parte da população de baixa renda fica à margem do mercado imobiliário legal, não tendo outra alternativa senão buscar formas irregulares de habitação ou ocupação do solo.
Apesar de o governo abrir programas de financiamento habitacional para acesso à casa própria, muitos não possuem os meios necessários para arcar com os custos desses financiamentos e são obrigados a ocupar loteamentos clandestinos.
Além destes tipos de moradia, existem os domicílios particulares improvisados, ou seja, localizados em unidade não-residencial (loja, fábrica, etc.) que não tinham dependências destinadas exclusivamente à moradia, mas que estão ocupados por morador. Isso inclui também os prédios em construção, vagões de trem, carroças, tendas, barracas, grutas etc.
No desespero por um "teto", inúmeras pessoas prejudicam o meio ambiente e se arriscam, diariamente, ao fixarem residência em encostas de morros (como no Rio de Janeiro e na Bahia), à beira de lagos e represas e em outros locais igualmente perigosos.
Em 1964, o governo federal criou o Sistema Financeiro de Habitação para facilitar a aquisição da casa própria.
Administrado pelo extinto Banco Nacional de Habitação (BNH), o sistema favorece, preferencialmente, famílias de baixa renda.
Antes do período neolítico, na pré-história, o homem escavava abrigos ou se instalava em cavernas. Por volta de 4000 a.C é que começam a aparecer as primeiras muralhas e casas de pedra, tijolo ou madeira.
Vários tipos de construções foram surgindo desde então, como as do estilo bizantino, do românico, do gótico, do barroco, até os edifícios arranha-céus de nosso tempo.
Essas contruções tinham uma finalidade muito específica
Servir de habitação para o homem em todas as épocas históricas. Mas o que vem a ser uma habitação? Trata-se de um lugar onde se vive, que você ocupa como residência, ou seja, o lugar em que você mora.
Em 21 de agosto, comemoramos o dia da habitação.
Fonte: IBGE teen
Na década de 1920, os discursos das revistas examinadas se centram na idéia de que a construção de "habitações higiênicas" pelo poder público resolveria o problema habitacional. Tais habitações substituiriam os "casebres" e as "casas de cômodos", considerados a origem de quase todos os males. Especialmente interessante nesse sentido é uma matéria públicada - "As favellas vão desapparecer" (A Casa, 1927, n.44, p.17. Inicialmente, as "favellas" (termo então ainda escrito sempre entre aspas) são caracterizadas como um problema comum do mundo moderno.
Como todas as grandes cidades, o Rio também possui bairros pobres, apresentando chocante contraste com a civilização que bem ao lado se desenvolveu. Mas existe a percepção de sua exacerbação, além de uma preocupação com a imagem da cidade para o estrangeiro que nos visita que não pode ter senão péssima impressão ao deparar em pleno centro urbano, com infectos casebres, amontoados sobre os morros que se erguem no coração da Capital.
Porém, ao mesmo tempo, parece haver consciência de que a simples remoção dessas moradias também não é uma solução, pois leva a novos problemas. "Andariam, pois, acertadamente os poderes públicos se, em vez de ordenar como fizeram a demolição desses casebres, tivessem anteriormente cogitado da construção de pequenas casas higiênicas para abrigar enorme massa popular que está sendo deslocada desses morros". Como isso não foi feito, constata o autor do artigo, novos desabrigados irão se "juntar à fileira dos que já vinham luctando contra a falta de moradia".
Ainda na mesma linha de raciocínio - devem ser construídas casas unifamiliares, entregues prontas aos usuários - apresentam-se "modelos" de casas, seguindo os princípios fundamentais do espaço da elite, ou seja, espaços hierarquizados, sem sobreposição de funções (daí os nomes dos cômodos: sala de jantar, sala de estar, cozinha, etc.). A matéria intitulada "Habitação Econômica" (A Casa, 1929, n.59, p.22-23) traz uma casa de 90m2, com dois pavimentos, amplas janelas e uma porta de entrada que lhe dá ares burgueses e mereceu destaque no texto: o pórtico dá acesso a duas portas, uma abrindo para a sala de visitas e outra para a sala de jantar.
Algumas vezes, essa imagem das moradias parece mais importante do que seu espaço interno, mostra o artigo "Casas de Madeira e Cimento" (A Casa, 1927, n.36, p.17. São apresentados dois projetos de habitação com desenhos de fachadas, perspectivas e alguns detalhes dos materiais, mas sem indicações sobre o espaço interno. Este mesmo artigo também ilustra a introdução do uso do cimento na construção habitacional. Esse material aparece como extremamente moderno e flexível, mas se prestaria também a formas tradicionais. Como a imagem do projeto é de uma cabana, pode ser usado para fins decorativos: o uso de pedras para fazer uma base rústica é de grande efeito; entretanto, as mesmas podem ser substituídas por uma imitação feita com cimento.
Cabe por fim destacar o encantamento (não necessariamente efetivo) pela possibilidade de industrialização de componentes da construção, como as "Chapas que substituem os pequenos ladrilhos ou azulejos" (A Casa, 1927, n.36, p.22) recém lançadas "na América".