Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Dia do Aniversário de Campo Grande  Voltar

Dia do Aniversário de Campo Grande

 

26 de Agosto

Ano de fundação: 1899

Um mineiro chamado José Antônio Pereira viajou para o Mato Grosso em busca de terras férteis. No local onde hoje é o Horto Florestal de Campo Grande, construiu sua casa na confluência de dois córregos - denominados Prosa e Segredo. Era o ano de 1872.

Tempos depois, em 1877, é construída a primeira igreja, de pau a pique e telhas de barro.

Em 1879, novos mineiros chegam ao local e através de posses vão construindo fazendas na região. O vilarejo cresce rapidamente para, em 1899, ser elevado à categoria de distrito.

A pecuária se desenvolve.

Mas é, em 1914, com a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, interligando as bacias do Paraná e do Paraguai, que a cidade progride de fato.

Também a ligação com a Bolívia, através do Porto Esperança, e com o Paraguai, através de Ponta Porã, atraiu imigrantes libaneses, árabes, armênios e japoneses, dando forte impulso ao comércio e à agricultura.

A urbanização começa na década de 20.

Nos anos 60 surgem prédios, avenidas e novos bairros.

É eleita a capital do novo estado de Mato Grosso do Sul, em 1977.

PECULIARIDADES

Campo Grande tem uma escola - Escola Estadual Maria Constança de Barros - que possui o formato arquitetônico de um livro aberto. Ela foi projetada na década de 50, por Oscar Niemeyer.

Os orelhões da cidade são decorados com a fauna do pantanal: garças, araras, jacarés, toda a bicharada espalhada, tomando conta dos telefones.

Campo Grande também é conhecida pelos freqüentes relatos de aparições de OVNIs. A revista UFO, inclusive, é publicada na cidade.

Características da cidade

Dia do Aniversário de Campo Grande
Cidade de Campo Grande

Campo Grande é uma cidade com avenidas largas, que se cruzam de norte a sul e de leste a oeste, delineando uma paisagem urbana que faz lembrar um tabuleiro de xadrez.

Também conhecida como "Cidade Morena" - por causa de seu solo avermelhado - é o portal de entrada para quem deseja conhecer o Pantanal.

É ainda uma das maiores comunidades de descendentes de imigrantes japoneses vindos da Ilha de Okinawa, e conhecida, pelos ufólogos, como um lugar de aparição de OVNIs.

Sua cultura, ao contrário de cidades mais antigas como Cuiabá e Corumbá, se encontra em estágio de formação, com pouco mais de um século.

A construção da identidade campo-grandense passa por inúmeras influências, desde os indígenas até as migrações internas mais recentes.

A cultura de Campo Grande, na verdade, é a cultura do sul do antigo Mato Grosso, com forte influência guarani e também dos mineiros, paulistas e sulistas.

Fonte: www.ibge.gov.br

Dia do Aniversário de Campo Grande

26 de Agosto

Há cem anos, chegava à Campo Grande, oriundo das Minas Gerais, o desbravador mineiro José Antônio Pereira, fundador desta cidade, juntamente com sua família e cerca de 60 pessoas.

Vieram transportados por carros de bois, cortando os sertões do Mato Grosso, chegando a esta terra e se instalando na confluência dos córregos Prosa e Segredo, perto do atual horto municipal.

Esta área ficou conhecida pelos primeiros moradores como Mato Cortado, local onde seriam abastecidos por água potável e teriam condições para fazer o plantio necessário para a subsistência.

Atualmente, no local da fundação, encontra-se um monumento metal em homenagem àqueles pioneiros.

Contudo, para que isso se tornasse realidade, vários acontecimentos antecederam ao surgimento de Campo Grande.

O sul de Mato Grosso só começou a ser povoado após o ciclo do ouro, em Cuiabá.

Muitos bandeirantes e desbravadores passaram por aqui, mas não perceberam a potencialidade do local.

José Antônio Pereira viu que esta terra tinha valor e futuro.

Surgiu assim o Arraial de Santo Antônio de Campo Grande no dia 26 de agosto de 1899, que completa este ano seu centenário, cheia de imigrantes que aqui aportam para realizar seu sonhos, acreditando e entregando suas vidas a esta cidade acolhedora e futurista.

Caminhos Percorridos Após a guerra do Paraguai, intensifica-se a migração para o sul de Mato Grosso.

Em 1872, José Antônio Pereira acompanhado de dois filhos e mais alguns homens partem de Monte Alegre/MG rumo às terras do sul de Mato Grosso.

Atravessam o rio Paranaíba e chegam ao seu destino, passando por Sant’Ana do Paranaíba e pelo rio Sucuriú.

Transpõem os cerradões do Rio Pardo e acampam nas terras onduladas da Serra de Maracaju.

Lá encontraram o poconeano João Nepomuceno Costa e sua esposa que mais tarde abandonaram estas terras.

Voltando a Minas Gerais, na cidade de Monte Alegre, montou sua comitiva, formada por seus familiares e agregados, provavelmente em número de 62 pessoas.

Na volta para a terra escolhida foram acometidos por uma febre que poderia dizimar sua comitiva.

José Antônio Pereira fez uma promessa ao santo de sua devoção: se não ocorresse nenhuma baixa, ergueria uma capela em sua homenagem.

De fato, não ocorreu nenhuma morte, e a comitiva chegou ao destino final no ano de Nosso Senhor de Jesus, de 1875, onde plantaram a semente da cidade, hoje a mais bela das morenas.1879 - Construção da capela de Santo Antônio A fama do vilarejo logo se espalhou, pois o clima ameno, o solo fértil e a posição estratégica eram fatos que atraíam muitos migrantes.

Rapidamente o vilarejo tornou-se de vital importância para o comércio de gado bovino, com comerciantes de todas as regiões dirigindo-se para cá em busca de bons negócios.

Mineiros e paulistas tornaram- se os grandes colonizadores desta terra. 1886 - Joaquim Silvério Ornelas doou as terras a Santo Antônio - meia légua quadrada, sendo então o Santo o primeiro proprietário de terras da cidade.

A doação tornou possível o rápido crescimento do vilarejo.1899 - 26 de Agosto - aconteceu a elevação da vila em distrito de Paz de acordo com a lei estadual nº 225, com uma área de 105.000 km².1902 - Implantação do município.

O primeiro intendente foi Francisco Mestre.

1909 - Arruamento da cidade foi feito pelo Engº Nilo Javari Barém, tornando Campo Grande uma cidade moderna diferente da maioria das cidades do Brasil.

Suas ruas foram traçadas em direção aos pontos cardeais e ortogonais entre si. Para a elaboração da planta de Campo Grande, que seguiu os interesses da ferrovia , destaca-se a participação de Temístocles Paes de Souza Brasil, engenheiro militar.

1911 - Chega a Campo Grande o 1º Juiz de Paz, Arlindo de Andrade Gomes, que se tornou um baluarte no desenvolvimento da cidade ao implantar em sua chácara um viveiro de plantas ornamentais, distribuindo mudas para os campo-grandenses arborizarem suas casas e, por conseguinte, a cidade.

1914 -Fixação definitiva do Exército com a chegada em 8 março a Campo Grande do 5º Regimento de Artilharia Montada, vindo de Aquidauana.

1914 -Em 28 de maio chegou a Estrada de Ferro-NOB- libertando o Estado da navegação platina, e dando grande impulso ao crescimento da cidade e de todo o sul de Mato Grosso. Campo Grande começou a assumir o papel de cidade mais importante do Estado.

Junto com a Estrada, chegaram os imigrantes japoneses, muito importantes na formação étnica e cultural da cidade. Neste período, chegaram também os imigrantes do Oriente Médio.

1916 - A cidade já contava com 4.000 habitantes.

1917 - Primeira Escola Salesiana de Campo Grande, atual Colégio Dom Bosco.

1918 - Elevada à categoria de cidade no dia 16 de julho pela Lei nº 772. Tomou posse o intendente Antônio Norberto de Almeida.

1919 - A telefonia ligou a cidade a todo o mundo.

1923 - Inauguração do grande aquartelamento feito em Campo Grande pelo Exército, fato esse que contribuiu para o desenvolvimento da cidade.

1924 - Fundação do Rádio Clube, ainda hoje o mais importante clube social da cidade.

1926 - Chegada a Campo Grande das Irmãs Salesianas, fundadoras do Auxiliadora.

1932 - Sonho de Capital - as elites da cidade apoiaram São Paulo, mas foram vencidas e o sonho postergado para a década de 70.

1941 - Capital econômica arrecadou mais em impostos que as cidades de Cuiabá, Teresina, Florianópolis, Goiânia, que eram capitais de estado.

1948 - Provável inauguração da Rádio Difusora , PRI 7.

1950 - Chegada da Força Aérea Brasileira.1953 - Inauguração do Aeroporto "Antônio João"

1961 - A FUCMT implantou a FADAFI.

1965 - Inauguração da Televisão Morena.

1971 - Inauguração do Campus da UEMT, hoje.

UFMS 1977 -11 de outubro, o sonho se realizou: Campo Grande foi elevada à categoria de capital do novo estado. Enfim, a cidade assume seu papel de destaque perante a país.

1989 -Shopping Campo Grande: a cidade entre as mais importantes no comércio.

1999 - Cem anos de sua elevação a Distrito de Paz, a centenária morena cobre-se de louros e festeja seu primeiro século

Personagens Históricos

Antônio Maria Coelho -Foi o primeiro governador do Estado de Mato Grosso.

Ele governou no período republicano (1889-1990) Cássio Leite de Barros Foi vice-governador e assumiu o cargo de governador no lugar de José Garcia Neto.( 14-08-1978). Governou durante a divisão do Estado. Turgílio Corrêa Filho Foi um historiador do Estado. Pedro Celestino Corrêa da Costa Eleito por sufrágio direto vice-governador de 1908 a 1911.

Foi também presidente por sufrágio nas datas de 1922 a 1926, administrador honesto que organizou as finanças do Estado e a instituição pública.

Dom Francisco de Aquino Corrêa- Bispo Prusíade, 1° arcebispo de Cuiabá, Presidente do Estado de Mato Grosso, eleito por sufrágio em 22-01-1918.

Em Campo Grande lançou a pedra fundamental da escola Joaquim Murtinho.

A educação e a cultura ganharam em relevo no seu tempo.

João Ponce de Andrade- Tradicional família cuiabana, militante do Partido Social Democrático- PSD, que o elegeu ao governo de mato Grosso, no governo de Getúlio Vargas.

Dolor Ferreira de Andrade- Advogado, professor do Colégio Pestalozzi (década de 20), homem de cultura, mais tarde auditor de guerra, junto a nona região militar, sediada em Campo Grande, hoje como militar do Oeste.

Líder político da União Democrática Nacional - UDU, opositor de Arnaldo, nas lutas pelo governo do Estado de 1946.

João Villasboas - Foi eleito três vezes o senador da república sempre defendendo as grandes causas de Mato Grosso.

Personagens Históricos

Euclides da Cunha Machado- Serviu no governo de Arnaldo Estevão de Figueiredo, saindo como tenente e depois foi requisitado para servir como chefe da polícia do Estado em 1993.

Wilson Barbosa Martins - Filho de Henrique Martins e Adelaide Barbosa Martins, foi um dos fundadores da União Democrática Nacional – UDU, partido ao qual pertenceu até sua extinção. Foi governador do Estado por duas vezes. Marcelo Miranda Soares Foi o 2° governador de Mato Grosso do Sul (1980 a 1981) nomeado pelo presidente da república depois de eleito governador para o mandato de 1986 a 1990. Foi prefeito de Campo Grande nessa época.

Manuel Inácio de Souza- Durante sua administração, foi alvo de minucioso estudo encomendado pelo Governo Federal e pela companhia de Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Paulo Coelho Machado- Advogado, historiador, liderou o movimento na fase de ressurgimento da liga sul-mato-grossense, na década 70.

Vespasiano Barbosa Martins -Patrono da família Barbosa Martins, de pioneiro desbravadores do sul de Mato Grosso.

José Antônio Pereira- Propiciou uma sustentação socioeconômica e política à Vila de Campo Grande. Era o proprietário da fazenda, fundando a nossa cidade.

Padre Julião - Urquia Primeira missa celebrada em 4 de março de 1878.

Personagens Históricos

Humberto Espíndola - Foi o homem que doou a cabeça de boi que foi substituída pela Famasul. José Rodrigues Benfica Foi o primeiro mestre – escola de Campo Grande, aquele que alfabetizou os primeiros filhos da terra campo-grandense. Joaquim Vieira de Almeida Foi o primeiro cronista de Campo Grande.

Arnaldo Estevão de Figueiredo Arnaldo Estevão de Figueiredo e Menodora Alvez Fialho, depois Fialho de Figueiredo, mais conhecida como Dorinha, são os fundadores da Casa da Memória – Arnaldo Estevão de Figueiredo Governou o estado de MT uno, de 1947/50, sendo suas principais obras a Criação de Colônias Agrícolas e o Assentamento de Colonos, bem como promoveu com ênfase o processo de democratização e legalização de glebas, a todos que quisessem requerê-la, a fim de ocupar as terras do gigante adormecido – o Mato Grosso.

Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres- Foi representante de fidalgos de Portugal, soube, no Brasil, mais precisamente em Mato Grosso, demonstrar suas altas qualidades de patriotismo, grande administrador e fiel escudeiro da Casa real Portuguesa.

Cândido Mariano da Silva Rondon - Chamado grande chefe pelos índios, que às suas linhas telegráficas davam o nome de línguas de Mariano, até o fim dos seus dias pugnou por uma política indígena de valorização e unidade social.

Eduardo dos Santos Pereira - Assumiu em Cuiabá a Chefia de Serviços de Correio, tendo lá chegado depois de uma longa viagem de navio.

Eduardo Elias Zahran -Implantou a 1ª emissora de Televisão do Estado.

Personagens Históricos

Francelina Garcia Leal- Descendente das Garcia, pioneiros dos sertões de Santana da Paranaíba, foi uma mulher de rara sensibilidade, escrevendo com belas palavras; é exemplo de vida.

Contribuiu para o povoamento, conquista e progresso do recém desbravado sertão sul-mato-grossense.

Pe. João Crippa- Trabalhou na Inspetoria de Mato Grosso. Nasceu na Itália, na província de Milão em 10 de outubro de 1861.

Foi um homem caridoso, cuja lembrança ainda dura em Mato Grosso do Sul e especialmente em Campo Grande. Nasceu a 10 de outubro de 1.861 na Itália, filho de Pietro e de Fiorina Bucconi.

Estudou no Colégio São João Evangelista em Turim, e nesses anos criou amor ao apostolado.

Veio para o Mato Grosso do Sul em 1.912, tendo como primeira missão os Bororós, percorrendo por vários anos aquela região.

Convocou as principais senhoras da sociedade campograndense, constituindo uma comissão e, em menos de três meses, obteve e preparou o local de fundação do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.

Padre Crippa foi muito apreciado como pregador.

Sua palavra comovia, não só o povo, mas especial- mente convertia doutos e ignorantes.

Padre Crippa pregava de povoado em povoado, de lugar a lugar.

Mais tarde, as fadigas e os anos limitaram seu apostolado, restringindo-o essencialmente a Campo Grande.

Um de seus sonhos era construir uma grande Igreja dedicada a São José, mas não viu com seus olhos essa bela e grande igreja que temos hoje.

Sua bondade sacerdotal o faz sempre lembrado pelo povo, que visita seus restos mortais e reza por ele na capela perto do prebistério da Igreja de São José.

Encerrou serenamente sua vida a 1 de agosto de 1.941. Manoel da Costa Lima Pioneiro da 1ª navegação a vapor pelos rios Paraná e Pardo.

É incansável o desbravador, e nesse mesmo ano constrói duas balsas-currais.

Laucídio Coelho - Nascido na fazenda dos campos da Vacaria em 1886.

Na época, foi o maior empregador rural, com centenas de trabalhadores, e pioneiro, na instalação de mini-usinas hidrelétricas, na telefonia e rádio comunicação.

Ricardo Franco de Almeida Serra- Em 1801, no Forte de Coimbra, enfrenta a frota comandada pelo espanhol D.Lázaro de Ruibeira, governador de Assunção, que lhe dá um ultimatum para se render.

José Antônio Pereira- Propiciou uma sustentação socioeconômica e política à Vila de Campo Grande, era o proprietário da fazenda , fundou a nossa cidade.

João Pandiá Calógeras- Engenheiro que foi homenageado pelo nome da rua de Santo Antônio.

Personagens Históricos

Coronel Carlos de Morais- Camisão Militar, coronel do Exército e Comandante das Forças enviadas para combater os paraguaios que haviam invadido mato grosso.

Esse fato aconteceu em 1867, durante a Guerra do Paraguai.

As tropas do comando Camisão invadiram o Paraguai, mas depois tiveram de voltar enfrentando grandes dificuldades. Esse episódio é conhecido como a Retirada da Laguna.

O combate mais violento da retirada aconteceu em Bela Vista.

De volta ao Brasil, os brasileiros foram perseguidos pelos inimigos e sofreram grandes perdas.

Os soldados foram atacados pela doença da cólera.

Faleceu a 29 de maio de 1867, à margem esquerda do rio Miranda, vitimado pela cólera.

O Visconde Taunay o imortalizou no seu livro “ A retirada da Laguna”.

Antônio João Ribeiro - Nasceu em Poconé, MT, em 1820.

Foi herói militar brasileiro.

Era comandante da colônia, quando o Brasil foi invadido pelo Paraguai, em 1864.

Ao saber da aproximação do inimigo, Antônio João ordenou a retirada dos habitantes.

Ficou apenas com 15 homens para defender o lugar até a morte.

O tenente Antônio João e todos os seus homens foram sacrificados pelos paraguaios.

Faleceu na colônia militar de Dourados, Sul de Mato Grosso, em 1864, defendendo o solo de sua pátria.

Mas, antes, ele enviou uma mensagem ao seu comandante, em Nioaque: “ Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria.

Maria Constança de Barros- Nasceu em Cuiabá, dia 12 de dezembro de 1889.

Veio para Campo Grande muito jovem para lançar-se à aventura do ensino.

Deu aula por mais de trinta anos, dirigiu escolas e não descansava nem nas férias e feriados.

Os vereadores da época a homenagearam com uma escola estadual com seu nome...

Hoje, seu nome faz parte das lendas , e incorpora-se aos mitos que constituem o acervo cultural do Estado.

Fonte: www.sulmatogrossense.com.br

Dia do Aniversário de Campo Grande

26 de Agosto

Campo Grande é um município brasileiro da região Centro-Oeste, capital do estado de Mato Grosso do Sul. Reduto histórico de divisionistas entre o sul e o norte, Campo Grande foi fundada há mais de 111 anos por colonizadores mineiros, que vieram aproveitar os campos de pastagens nativas e as águas cristalinas da região dos cerrados.

A cidade foi planejada em meio a uma vasta área verde, com ruas e avenidas largas. Relativamente arborizada e com diversos jardins por entre as suas vias, apresenta, ainda nos dias de hoje, forte relação com a cultura indígena e suas raízes históricas. Por causa da cor de sua terra (roxa ou vermelha), recebeu a alcunha de Cidade Morena.

A cidade está localizada em uma região de planalto, em que é possível ver os limites da linha do horizonte ao fundo de qualquer paisagem. O aquífero Guarani passa por baixo da cidade Campo Grande está localizada equidistante dos extremos norte, sul, leste e oeste de Mato Grosso do Sul, fator que facilitou a construção das primeiras estradas da região, contribuindo para que se tornasse a grande encruzilhada ou polo de desenvolvimento de uma vasta área. É considerado o mais importante centro impulsionador de toda a atividade econômica e social do estado, posicionando-se como o de maior expressão e influência cultural, sendo também o polo mais importante de toda a região do antigo estado, desmembrado em 1977. Em 1950, o município concentrava 16,3% do total das empresas comerciais de Mato Grosso do Sul; em 1980, este número subiu para 24,3% e, em 1997, a 34,85%.

Também registrou crescimento populacional acima da média nacional nos anos 1960, 70 e 80. Hoje, a cidade possui dimensões e características próximos aos de uma metrópole, com uma população próxima a 800 mil habitantes. Segundo pesquisa feita em 2006 pela revistaExame, Campo Grande é a 28ª melhor cidade do Brasil em infraestrutura, fator decisivo na atração de investimentos.

História

Em 21 de junho de 1872 José Antônio Pereira chegou e se alojou em terras férteis e completamente desabitadas da Serra de Maracaju, na confluência de dois córregos - mais tarde denominados Prosa e Segredo - onde hoje é o Horto Florestal.

No dia 14 de agosto de 1875, José Antônio Pereira enfim retornou com sua família (esposa e oito filhos), escravos e outros, num total de 62 pessoas. No primeiro rancho, que havia construído, encontrou Manoel Vieira de Sousa (Manoel Olivério) e sua família, provenientes de Prata, que ali haviam chegado atraídos pelas notícias dos campos de Vacaria, juntamente com seus irmãos Cândido Vieira de Souza e Joaquim Vieira de Souza e alguns empregados, um dos quais Joaquim Dias Moreira (Joaquim Bagage). A região e a vila se desenvolviam em razão do clima e da privilegiada situação geográfica. Isso atraiu habitantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Nordeste, entre outros.

Depois de cansativas e insistentes reivindicações (também devido a sua posição estratégica, e sendo passagem obrigatória em direção ao extremo sul do Estado, Camapuã ou ao Triângulo Mineiro), o governo estadual promulgou a resolução de emancipação da vila e a elevou à condição de município, ao mesmo tempo mudando o seu nome para Campo Grande, em 26 de agosto de 1899, tendo como primeiro prefeito Francisco Mestre (até 1º/11/1904).

A comarca foi criada em 1910, sendo seu primeiro juiz de direito Arlindo de Andrade Gomes e seu primeiro promotor público, Tobias de Santana. As ideias modernizadoras dos primeiros administradores influenciaram várias áreas, da pecuária ao urbanismo, e foi traçada a zona urbana com avenidas e ruas amplas e arborizadas.

Outro fator de progresso para o município e para o estado de Mato Grosso foi a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, da RFFSA (atual Novoeste), em 1914, ligando as bacias dos rios Paraná e Paraguai aos países vizinhos: à Bolívia (emCorumbá) e ao Paraguai (em Ponta Porã).

Finalmente foi concretizada em 11 de outubro de 1977, pela Lei Complementar nº 31, a criação de um novo estado (o Mato Grosso do Sul), cuja capital seria Campo Grande.

Geografia

Localização

O município de Campo Grande está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no centro de Mato Grosso do Sul (Microrregião de Campo Grande).

Geograficamente, o município de Campo Grande se situa próximo da fronteira do Brasil com Paraguai e Bolívia. Localiza-se na latitude de 20º26’34” Sul e longitude de 54°38’47” Oeste. Está equidistante dos extremos norte, sul, leste e oeste e se situa a 1 134 km de Brasília.

Geografia física Solo

Os tipos de solos originais que constituem o município são:

Latossolo vermelho escuro: solos minerais profundos e bem drenados;

Latossolo roxo: solos profundos, bem drenados e com baixa suscetibilidade a erosão;

Areias quartzosas: solos minerais, não hidromórficos, textura arenosa, pouco desenvolvido e com baixa fertilidade natural;

Solos litoicos: solos rasos, muito pouco evoluídos, apresentam teores baixos de materiais primários de fácil decomposição. Topografia e altitude Apesar de ser uma cidade serrana, apresenta topografia plana e a Formação Serra Geral é constituída pela sequência de derrames basálticos, ocorridos entre os períodos Jurássico e Cretáceo, na Era Mesozoica. Estas rochas efusivas estão assentadas sobre arenitos eólicos da Formação Botucatu e capeadas pelos arenitos continentais, fluviais e lacustres. Sua menor altitude é 590 metros e a maior é de 801 metros, tendo altitude média de 695 metros.

Clima, temperatura e pluviosidade

Possui temperaturas bastante variáveis durante o ano. Predomina o clima tropical com estação seca, com duas estações muito bem definidas: quente e úmida no verão e menos chuvosa e mais amena no inverno. Nos meses de inverno a temperatura pode cair bastante, em certas ocasiões pode chegar a quase 0°C com geadas ocasionais e leves. Precipitação média de 1 225 mm ao ano, com variações durante certos anos (para mais ou para menos). A amplitude térmica é relativamente elevada devido à pouca influência da maritimidade (a cidade está muito distante do oceano).

Hidrografia

Situa-se sobre o divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai. O Aquífero Guarani passa por baixo da cidade, sendo capital do estado detentor da maior porcentagem do Aquífero dentro do território brasileiro. O município não tem grandes rios, sendo cortado apenas por córregos, ribeirões e rios de pequeno porte.

Seguem as informações sobre a hidrografia:

Bacia: Rio Paraná

Sub-bacia: Rio Pardo.

Rios: Anhanduí e Anhanduizinho

Córregos: Prosa, Segredo, Sóter, Pindaré, Vendas, Botas, Buriti, Lagoa, Imbirussu, Ceroula, Serradinho, Cabaça, Cascudo, Bandeira, Bálsamo, Brejinho, Poção, Formiga, Desbarrancado, Olho D'água, Cabeceira, Pedregulho, Nascente, Lageado e Guariroba.

Vegetação

Com um conjunto geográfico uniforme, localiza-se na zona subtropical e pertence aos domínios da região fitogeográfica da savana e árvores caducifóleas. Sua cobertura vegetal autóctone apresenta-se com as fisionomias de savana arbórea densa, savana arbórea aberta, savana parque e savana gramíneo lenhosa (campo limpo), além das áreas de tensão ecológica representadas pelo contato savana/floresta estacional e áreas das formações antrópicas.

Os tipos de vegetação originais do município são:

Cerrado: caracteriza-se por árvores baixas, de troncos retorcidos e cascas grossas, espalhadas pelo terreno.

Florestas ou matas: caracteriza-se pelo predomínio de árvores altas que crescem bem próximas umas das outras.

Campos: caracteriza-se pela formação de plantas rasteiras, predominando o capim e a grama.

Geografia política

Fuso horário Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação a Greenwich. Área Ocupa uma superfície total de 8 096,051 km², ocupando 2,26% da área total do Estado. A área urbana totaliza 154,45 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite. Subdivisões Campo Grande possui os distritos de Anhanduí e Rochedinho. Na sede são 74 bairros. Arredores Faz divisa com os municípios de Jaraguari, Rochedo, Terenos, Sidrolândia, Nova Alvorada do Sul e Ribas do Rio Pardo. Demografia Desde a sua fundação, a cidade de Campo Grande tem crescido de maneira razoavelmente constante, com uma população de mais de 750 mil habitantes (ou 31,77% do total estadual) e cerca de 90 hab/km², sendo o terceiro maior e mais desenvolvido centro urbano da região Centro-Oeste e a 24ª maior cidade do Brasil em2008, segundo o IBGE. Entre seus moradores é possível encontrar descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, japoneses, sírio-libaneses, armênios, paraguaios e bolivianos. A qualidade de vida de Campo Grande acabou atraindo também muitas pessoas de outros estados do Brasil, especialmente dos estados vizinhos (São Paulo, Paraná e Minas Gerais) e do Rio Grande do Sul.

Condição social

Abastecimento hidráulico

A água que é consumida vem principalmente dos córregos Lageado e Guariroba. Educação O total de crianças na escola é de 87,12% e o analfabetismo é de 8,4%. Energia elétrica Desde 2001 uma usina termelétrica inaugurada no município utiliza o gás natural boliviano trazido pelo Gasoduto Brasil-Bolívia.

Dia do Aniversário de Campo Grande
PARQUE DAS NAÇÕES INDÍGENAS DE CAMPO GRANDE – MS

Dia do Aniversário de Campo Grande
MAIS UMA VISTA DO PARQUE DAS NAÇÕES INDÍGENAS

Dia do Aniversário de Campo Grande
PRAÇA DAS ARARAS

Dia do Aniversário de Campo Grande
MORADA DOS BAÍS – CENTRO DE CAMPO GRANDE

Dia do Aniversário de Campo Grande
RELÓGIO CENTRAL

Dia do Aniversário de Campo Grande
OBELISCO

Dia do Aniversário de Campo Grande
VISTA DO CENTRO A PARTIR DO HORTO FLORESTAL

Dia do Aniversário de Campo Grande
ESTÁDIO PEDRO PEDROSSIAN

Fonte: www.labre-ms.org.br

Dia do Aniversário de Campo Grande

26 de Agosto

Criação da Vila

Em 1870 (por razão da Guerra da Tríplice Aliança) chegou a notícia aos moradores de Monte Alegre (no Triângulo Mineiro) de terras férteis para agropecuária, na região do então "Campo Grande da Vacaria". Isso acabou contentando José Antônio Pereira, que precisava de terras para alojar sua família.

Em 21 de junho de 1872 chegou e se alojou em terras férteis e completamente desabitadas da Serra de Maracaju, na confluência de dois córregos - mais tarde denominados Prosa e Segredo - e que hoje é o Horto Florestal. Um pouco antes, em 1869, eclodiu na região a Batalha de Acosta Ñu.

"”No ano seguinte, José Antônio Pereira regressou a Monte Alegre, deixando o seu rancho e a sua lavoura incipiente entregues a João Nepomuceno, com quem se associara. Nepomuceno era caboclo de Camapuã, um arraial que morria, situado na antiga Fazenda Imperial do mesmo nome, nas cabeceiras do Coxim, e que ali aparecera, 'de muda' para Miranda, quebrando a monotonia do ermo com dois carros de bois que o peso da carga fazia chiar nos eixos.”" Rosário Congro (1884-1963), primeiro historiador da cidade).

No dia 14 de agosto de 1875, José Antônio Pereira enfim retorna com sua família (esposa e oito filhos), escravos, além de outros (num total de 62 pessoas). No primeiro rancho, que houvera construído, encontra agora Manoel Vieira de Sousa (Manoel Olivério) e sua família, provenientes de Prata, que aqui haviam chegado atraídos pelas notícias dos campos de Vacaria, juntamente com seus irmãos Cândido Vieira de Souza e Joaquim Vieira de Souza, e alguns empregados, um dos quais Joaquim Dias Moreira (Joaquim Bagage). Minas Gerais; as famílias se unem e originam a primeira geração de campo-grandenses. No fim de 1877 cumpre uma promessa feita durante a viagem de retorno e constrói a primeira igrejinha (rústica de pau-a-pique com telhas de barro).

As casas, de precário alinhamento, formaram a primeira rua (chamava-se Rua Velha, atual rua 26 de Agosto, e terminava num pequeno largo (atual Praça dos Imigrantes), onde havia uma bifurcação, formando mais duas vias). José Antônio Pereira, fundador do arraial, construiu sua residência definitiva no final da ramificação de baixo (hoje rua Barão de Melgaço). Faleceu em sua fazenda "Bom Jardim", em 11 de janeiro de 1900, meses depois da emancipação política da vila (26 de Agosto de 1899).

A partir de 1879 novas caravanas de mineiros foram chegando e sendo distribuídas nas terras devolutas, marcando suas posses, quase sempre sob a orientação do fundador. Estabeleceram assim as primeiras fazendas do Arraial de Santo Antônio do Campo Grande. No centro da rua, no comércio e farmácia, que pertenciam a Joaquim Vieira de Almeida, reuniam-se a alta sociedade do local.

Era o homem que tinha maior instrução na vila e era o redator de documentos de caráter público ou privado. E eram resolvidos ali os problemas comunitários, de onde saíam as reivindicações ao governo. Foi de autoria do próprio Joaquim Vieira de Almeida uma correspondência solicitando a emancipação da vila.

Geografia

Geograficamente, o município de Campo Grande se situa próximo da fronteira do Brasil com Paraguai e Bolívia, num território razoavelmente plano e fértil.

Dia do Aniversário de Campo Grande
Localização de Campo Grande no MS

Localização: o município de Campo Grande está localizado geograficamente na porção central de Mato Grosso do Sul, na Serra de Maracaju. Está equidistante dos extremos norte, sul, leste e oeste e se situa a 1 134 km de Brasília. Tem posição estratégica, sendo passagem obrigatória para o Paraguai, Bolívia e o turismo no Pantanal. Possui uma latitude 20º26'34" Sul e a uma longitude 54º38'47" Oeste.

Topografia: Campo Grande apresenta topografia plana e a Formação Serra Geral é constituída pela sequência de derrames basálticos, ocorridos entre os períodos Jurássico e Cretáceo, na Era Mesozoica. Estas rochas efusivas estão assentadas sobre arenitos eólicos da Formação Botucatu e capeadas pelos arenitos continentais, fluviais e lacustres. Sua menor altitude é 490 metros e a maior é de 698 metros, tendo altitude média de 592 metros.

Solo: os tipos de solos originais que constituem o município são:

Latossolo vermelho escuro: solos minerais profundos e bem drenados

Latossolo roxo: solos profundos, bem drenados e com baixa suscetibilidade a erosão

Areias quartzosas: solos minerais, não hidromórficos, textura arenosa, pouco desenvolvido e com baixa fertilidade natural

Solos litoicos: solos rasos, muito pouco evoluídos, apresentam teores baixos de materiais primários de fácil decomposição.

Vegetação: Campo Grande possui um conjunto geográfico uniforme. Localiza-se na zona neotropical e pertence aos domínios da região fitogeográfica da savana. Sua cobertura vegetal autóctone apresenta-se com as fisionomias de savana arbórea densa, savana arbórea aberta, savana parque e savana gramíneo lenhosa (campo limpo), além das áreas de tensão ecológica representadas pelo contato savana/floresta estacional e áreas das formações antrópicas.

Os tipos de vegetação originais do município são:

Cerrado: caracteriza-se por árvores baixas, de troncos retorcidos e cascas grossas, espalhadas pelo terreno.

Florestas ou matas: caracteriza-se pelo predomínio de árvores altas que crescem bem próximas umas das outras.

Campos: caracteriza-se pela formação de plantas rasteiras, predominando o capim e a grama.

Hidrografia: Campo Grande localiza-se sobre o divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai. O Aquífero Guarani passa por baixo da cidade,sendo capital do estado detentor da maior porcentagem do Aquífero dentro do território brasileiro. O município não tem grandes rios, sendo cortado apenas por córregos, ribeirões e rios de pequeno porte.

Seguem as informações sobre a hidrografia:

Bacia: Rio Paraná

Sub-bacia: Rio Pardo

Rios: Anhanduí e Anhanduizinho

Córregos: Prosa, Segredo, Sóter, Pindaré, Vendas, Botas, Buriti, Lagoa, Imbirussu, Ceroula, Serradinho, Cabaça, Cascudo, Bandeira, Bálsamo, Brejinho, Poção, Formiga, Desbarrancado, Olho D'água, Cabeceira, Pedregulho, Nascente, Lageado e Guariroba.

Clima: em Campo Grande, as temperaturas são bastantes variáveis durante o ano.

Predomina o clima tropical de altitude, com duas estações muito bem definidas: quente e seca no verão e fria e úmida no inverno. Nos meses de inverno a temperatura pode cair drasticamente. Precipitação média de 126,15 mm ao ano, com variações durante certos anos (para mais ou para menos). A amplitude térmica é muito grande devido à influência quase nula da maritimidade (a cidade está muito distante do oceano).

Seguem os dados sobre o clima:

Dia do Aniversário de Campo Grande

Geografia política

Fuso horário: o fuso horário é de -1h com relação ao Horário de Brasília e de -4h ao UTC.

Área territorial: possui área total de 8 096,051 km², ocupando 2,26% da área total do Estado. A área urbana totaliza 154,45 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite.

Limites: faz divisa com os municípios de Jaraguari, Rochedo, Terenos, Sidrolândia, Nova Alvorada do Sul e Ribas do Rio Pardo.

Demografia

Desde a sua fundação, a cidade de Campo Grande tem crescido de maneira razoavelmente constante, com uma população de mais de 750 mil habitantes (ou 31,77% do total estadual) e cerca de 90 hab/km², sendo o terceiro maior e mais desenvolvido centro urbano da região Centro-Oeste e a 23ª maior cidade do Brasil em 2008, segundo o IBGE. Entre seus moradores é possível encontrar descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, japoneses, sírio-libaneses, armênios, paraguaios e bolivianos. A qualidade de vida de Campo Grande acabou atraindo também muitas pessoas de outros estados do Brasil, especialmente dos estados vizinhos (São Paulo, Paraná e Minas Gerais) e do Rio Grande do Sul.

Condição social

Abastecimento hidráulico: a água que é consumida vem principalmente dos córregos Lageado e Guariroba.

Educação: o total de crianças na escola é de 97,12% e o analfabetismo é de 5,4%.

Energia elétrica: desde 2001 uma usina termelétrica inaugurada no município utiliza o gás natural boliviano trazido pelo Gasoduto Brasil-Bolívia.

Habitação: o número de imóveis em Campo Grande é de 339.524 unidades (IBGE 2000), entre residências e edifícios (estes são cerca de 930 e aparecem em maior número na região central da cidade).

Índice Gini: 0,610 (est. 2000)

Mortalidade infantil: 13,45 por mil

Imigração

No início do século XX, pouco tempo após o Brasil ter abolido a escravidão negra, as necessidades de mão-de-obra nos campos e nas cidades eram uma questão de emergência, e o interesse em receber imigrantes por parte do governo brasileiro veio a solucionar uma questão que já estava se tornando agravante para o país.

Imigração alemã e do leste europeu: em 1924 a Europa, principalmente a Alemanha, vivia as consequências da 1ª Guerra Mundial. Propaganda de fartura e vida melhor era exibida em filmes sobre o sucesso das colônias europeias no Sul do País, através de uma Companhia de Colonização Alemã: a "Hacker". Esta Companhia providenciou a vinda de um grupo de alemães, búlgaros, poloneses, russos, austríacos e romenos, para se estabelecerem na Colônia de Terenos, um núcleo agrícola próximo de Campo Grande, demarcado para receber os novos colonizadores. A Companhia de colonização fracassou e a Prefeitura de Campo Grande se responsabilizou pela total assistência aos colonos imigrantes; fornecia alimentos, material agrícola, sementes, remédios, utensílios domésticos, inclusive o transporte das bagagens das famílias, vindas pela ferrovia. O então Prefeito de Campo Grande, Vespasiano Barbosa Martins, não poupou esforços para que a Colônia progredisse, mas os colonos, acostumados com o trabalho mecanizado nas lavouras da Europa, não se adaptaram ao trabalho duro da enxada e deixaram esta Colônia, voltando alguns para a Europa, outros indo se estabelecer no Sul do País.

Imigração espanhola: nas primeiras décadas do século XX, os espanhóis chegaram a Campo Grande: os Cubel, Vasques, Gomes, Sobral, Pettengil, Caminha e outros. Na década de 20, Francisco Cubel Pastor chegou a Campo Grande com esposa e filhos e fundou a Padaria Hodierna Espanhola, e os bisnetos dos imigrantes hoje atuam nos mais variados ramos das atividades sociais, políticas e comerciais da cidade.

Imigração italiana: Bernardo Franco Baís foi o primeiro italiano que chegou a Campo Grande e constituiu uma grande família que contribui até hoje para o desenvolvimento político, econômico e social de Campo Grande. Depois, influenciado por ele, vários outros imigrantes aportaram no Sul de Mato Grosso em busca de novas terras, como é o caso de Francisco Giordano, que em 1912, junto com sua família, fixou-se nesta cidade. Muitos outros italianos deram grande parcela de contribuição para a cidade, entre eles: Lacava, Mandetta, Molitemo, Menotti, Panutti, Carmelo Interlando, Leteriello, Bacchi, Bertoni, Camilo, Canale, Cândia, Dissoli, Espósito, Fragelli, Matioli, Maymone, Mayolino, Metello, Mosena, Oliva, Muzzi, Pache, Oliva, Simioli, Tognini, Trivelato, Trombini, Zardo, Crepaldi, Bogarim, Candelorio e vários outros. Todos fizeram e fazem a história da cidade.

Imigração japonesa: a crise que abalou o Japão com suas guerras, desempregos e superpopulação, fez com que criassem a Companhia Imperial de Imigração, e através dela, no dia 18 de Junho de 1908, o navio chamado Kasato Maru chegou ao Porto de Santos trazendo 781 imigrantes, sendo que 26 famílias foram para Mato Grosso, informados de suas terras férteis, pouco exploradas, e de clima agradável. A notícia da necessidade de mão-de-obra para a construção da Ferrovia no Estado de Mato Grosso, com remuneração muito boa na época, exaltou os ânimos daqueles imigrantes que se desiludiram nas fazendas de café de São Paulo e Minas Gerais, e partiram com destino ao Sul de Mato Grosso. Em 1909 um grupo de 75 imigrantes, a maioria de Okinawa, partiu de Santos em um cargueiro fretado pela construtora da ferrovia. Vieram pelo Sul até o estuário do Rio da Prata, percorreram parte do território argentino até o Rio Paraguai, seguindo seu curso até seu destino em Porto Esperança, na base das obras da ferrovia, já em Mato Grosso. Outros vieram pelo Peru, também informados pelos serviços da Ferrovia Noroeste do Brasil. Aqui as dificuldades também eram desanimadoras: mosquitos, febre amarela, ataque dos índios. Com a morte de muitos imigrantes, alguns desistirem do trabalho da construção da ferrovia. Com o final da construção da Ferrovia Noroeste do Brasil entre 1914 e 1915, muitos japoneses se fixaram em Campo Grande. As condições para se estabelecerem eram tentadoras, pela oferta de lotes a preços baixos, com a condição de neles se construir. Como havia deficiência na produção de hortifrutigranjeiros na região e os preços dos alimentos eram exorbitantes, um grupo de sete famílias formou um núcleo de colonização que se chamou Mata do Segredo, e foram estes pioneiros que impulsionaram o surgimento de outros núcleos de japoneses na região. A venda de frutas e verduras ainda hoje se concentra nas mãos dos japoneses no Mercado Municipal e na Feira Central com quase 80 anos de existência, que se transformou em ponto turístico da cidade, com suas barracas estilizadas, do sobá, yakisoba e espetinho de carne. Gerações de nisseis escolheram profissões liberais como medicina, odontologia, engenharia, política ou comércio, dando continuidade ao crescimento econômico e cultural de Campo Grande.

Imigração paraguaia: a instabilidade que sempre existiu no Paraguai desde a sua independência, obrigando o país a passar por várias guerras, golpes e ditaduras militares, fez com que milhares de paraguaios deixassem seu país em busca de tranquilidade e sustento para suas famílias. A grande extensão fronteiriça de Mato Grosso do Sul com este país e a facilidade em suas fronteiras ajudaram que muitos imigrassem e continuassem a imigrar para o estado. Em Campo Grande, a maior colônia de imigrantes é a paraguaia, exercendo sua influência em todas as atividades econômicas, sociais, políticas e culturais. O primeiro núcleo de paraguaios se deu onde se localiza hoje a Vila Carvalho, com registro da chegada da família de Eugênio Escobar em 1905. A Vila Popular também é formada em sua maioria por paraguaios que chegaram em 1959 e ali se estabeleceram próximo ao frigorífico, na época o FRIMA, que os empregavam por serem especialista na lida com o gado, principalmente na charqueada, sendo que outras vilas agrupam grande quantidade de paraguaios. Introduziram-se nas mais variadas atividades do comércio, colocando em prática seus conhecimentos adquiridos no seu país, uns trabalhando com o couro nas selarias e sapatarias, outros como barbeiros, donos de bares, restaurantes e lanchonetes. Alguns filhos de imigrantes são, hoje, advogados, médicos e políticos, dando sua contribuição ao desenvolvimento de Campo Grande. A influência cultural paraguaia tornou-se a mais marcante no cotidiano do campo-grandense, com as rodas de tereré (erva-mate com água fria), a polca paraguaia, a guarânia, o chamamé e a festa de Nossa Senhora de Caacupê, com missas, terços, comida e danças. Na alimentação, a "chipa" e a "sopa paraguaia" fazem parte do cardápio campo-grandense. O uso de ervas medicinais é uma influência paraguaia: depara-se em cada esquina do centro da cidade com um vendedor de ervas chamado "raizeiro". Os paraguaios também fundaram em Campo Grande o Hospital Adventista do Pênfigo, que trata, entre outras, a doença do fogo selvagem, que foi fundado pelo Pastor Alfredo Barbosa, nos anos 50, curando muitos doentes, graças ao emprego de uma fórmula fornecida por um homem vindo do Paraguai, de nome Jamar. Hoje, o atendimento no hospital é feito a pessoas do mundo todo.

Imigração portuguesa: em 1913, chegou a Campo Grande Antônio Secco Thomé com seus filhos Manoel e Joaquim Maria Secco Thomé. Especialistas nas artes da marcenaria e carpintaria, logo conseguiram trabalho e, em seguida, abriram seu próprio negócio. Com o passar dos anos, abriram a Firma Thomé S. Irmãos, a mais importante do município, responsável por obras importantes para a cidade e vários municípios do Estado de Mato Grosso. Outros portugueses aqui se estabeleceram e deram sua participação no desenvolvimento da cidade: os Oliveira, Cação, Figueira, Figueiredo, Pereira, Fonseca, Pedrosa, Duarte, Gonçalves, Cardoso, Mateus, Marques, os Dias Barreira e muitos outros.

Imigração sírio-libanesa: a partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente, sírios, libaneses, turcos e armênios chegavam ao Porto de Santos. De Santos, partiram para o Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para o Centro-Oeste e o polo comercial de Mato Grosso. Alguns seguiram para Campo Grande em lombos de burros e carretas puxadas por juntas de bois; outros, através da estrada de ferro Noroeste do Brasil. No início, mascateavam pelo interior do estado levando suas mercadorias ao mais distante vilarejo ou fazenda. O mascate virou comerciante e, na Rua 14 de Julho, Av. Calógeras e Rua 26 de Agosto, começaram a montar suas lojas. Amim Scafe foi o primeiro comerciante árabe que chegou a Campo Grande, em 1894. A partir daí, outros foram chegando e instalando suas lojas comerciais, sendo eles: Salomão e Felipe Saad, Moisés Maluf e Marão Abalem, Moisés Sadalla, Salim Maluf, Felix Abdalla, Eduardo Contar, João Siufi, Chaia Jacob, Aikel Mansour, Abrão Julio Rahe, Elias Baixa, entre outros. Continuaram contribuindo para o crescimento de Campo Grande de geração em geração, atuando nas mais variadas atividades comerciais, liberais e políticas da capital de Mato Grosso do Sul.

Administração

Campo Grande conta com o maior colégio eleitoral do estado de Mato Grosso do Sul. Seu eleitorado total é de 509.910 (238.974 homens e 270.936 mulheres). Pertence à Comarca de Campo Grande.

São símbolos oficiais da cidade o brasão, a bandeira e o hino.

Dia do Aniversário de Campo Grande
Brasão

Dia do Aniversário de Campo Grande
Bandeira

Poderes

Legislativo: O poder legislativo em Campo Grande é representado pela Câmara de Vereadores, que é responsável pela apreciação e aprovação de leis municipais. A cidade é representada por um total de 21 vereadores.

Executivo: O poder executivo em Campo Grande é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, que são responsáveis pela promulgação e aplicação das leis municipais. O atual prefeito da cidade de Campo Grande é Nelson Trad Filho (Nelsinho Trad) (2005/2012), do PMDB, e o vice-prefeito é Edil Albuquerque, do mesmo partido.

Judiciário: Campo Grande é sede do Poder Judiciário Estadual (Tribunal e Justiça do Estado). Também é sede do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, ou seja, o Estado de Mato Grosso do Sul. O Tribunal de Contas do Estado, embora sediado em Campo Grande, não pertence ao Poder Judiciário nem é um órgão do Poder Legislativo, pois possui autonomia administrativa e financeira. Sua função é auxiliar o Legislativo e fiscalizar a aplicação do dinheiro público.

Trabalho e Renda

A população economicamente ativa do município totaliza 333.597 pessoas (189.202 homens e 144.396 mulheres) e seu potencial de consumo é de 0,58% (est. 2006). De um modo geral, a maior parte da mão-de-obra ativa do município é absorvida pela setor terciário (comércio de mercadorias e prestação de serviços). A construção civil também desempenha papel muito importante na economia local.

O cenário de crescimento atual faz com que a cidade possa ter condições de oferecer mais empregos, mas tem como desafio crescer de forma planejada sem que esse boom se torne uma catástrofe social e tire um dos principais chamarizes para o investimento: a qualidade de vida. Um exemplo otimista pode ser observado nos supermercados populares distribuídos pelos bairros da cidade. Famílias de baixa renda movimentam o comércio local, reflexo do momento de prosperidade da população local. A construção dos quatro novos shoppings centers (Iguatemi Arvoredo, Norte-Sul, Pátio Central e Cidade Morena) na cidade deve gerar mais cinco mil postos de empregos.

Indústria

A junção dos setores primário e secundário, especialmente na agroindústria, desempenha papel importante na economia local, sendo um de seus pilares.

Segundo o IBGE, há um total de 1300 indústrias de transformação no município. Estima-se que só nos polos industriais devem ser instaladas 180 indústrias nos próximos anos, sendo que 40 estão em fase de execução, num investimento de R$ 900 milhões com a expectativa de pelo menos 15 mil novos empregos. A Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico estima que dentro das 180 indústrias incentivadas nos polos industriais nas saídas para Cuiabá e Sidrolândia, 40 estão em fase de instalação, 53 já funcionam, 44 cumprem as exigências e apresentam os projetos e 43 foram canceladas ou negadas. Muitas vezes as questões ambientais pesam na hora de não aceitar um investimento.

Principais ramos: indústria extrativa, editorial e gráfica, roupas (vestuário, calçados e artefatos de tecidos), mobiliário, entreposto de ovos, fábrica de conservas, frigorífico (abate de aves, coelhos e bovinos), beneficiamento e fábrica de laticínios, sucos e extrato de frutas, água mineral e refrigerantes, material de limpeza, farelo e farinha de soja, fábrica de produtos e subprodutos de origem animal, metalúrgica, transporte, madeireira, mecânica, material elétrico e de comunicação, papel e papelão, borracha, produtos farmacêuticos e veterinários, perfumaria/sabões/velas, produtos de matérias plásticas, têxtil, curtume, fábrica de óleo de soja, fábrica de massas e biscoitos, moinho de trigo e fecularia.

Comércio

Com um razoável desenvolvimento comercial, Campo Grande dispõe de variados estabelecimentos: em 2006 eram cerca de 12 mil, em 2008 ultrapassaram os 20 mil estabelecimentos e em 2010 podem chegar a 25 mil unidades.

Vários grupos acenam para o mercado campo-grandense: a rede varejista Wal-Mart inaugurou em agosto de 2008 sua primeira loja na cidade, o Supercenter Wal-Mart. Pertencente ao mesmo grupo, o Maxxi Atacado, na Av.Cel. Antonino, foi inaugurado em dezembro de 2008. O grupo Pão de Açúcar, dono do Hípermercado Extra, também já inaugurou mais uma loja na Rua Joaquim Murtinho,nº3167 no bairro Chácara Cachoeira,região leste da cidade.

Urbanização e arquitetura

Campo Grande tem característica e tamanho dignos de uma metrópole, possuindo avenidas amplas e largas que se cruzam nos sentidos norte-sul e leste-oeste, formando um desenho semelhante a um tabuleiro de xadrez.

Campo Grande experimentou um "boom" de desenvolvimento nas década de 1960, década de 1970 e década de 1980, condição que acabou facilitando também a construção das primeiras estradas de acesso, sendo grande polo atrativo de empregos. Já na década de 1990, definhava na ausência de perspectivas econômicas, chegando até mesmo a sofrer déficit nas estatísticas de crescimento, recuperando-se a partir do final dessa década. Há uma perspectiva de que no início da década de 2020 conte com mais de 1 milhão de habitantes, podendo assim ser considerada uma metrópole regional.

Nos últimos anos houve um grande crescimento de construções voltadas para as classes A e B, ultrapassando R$ 1 bilhão só na fase de implantação.

Isso se dá pelas seguintes razões: saturação dos grandes centros (que já não têm mais espaço para determinadas atividades econômicas); da estabilidade econômica e aumento da renda da população local; incentivos municipais e estaduais, que vão desde a isenção de ISS (Imposto sob Serviços de Qualquer Natureza) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) até doação de áreas e execução de terraplanagem. O fato de que na cidade não existe concentração de indigentes e pedintes de rua, se comparado aos grandes centros, também pesa na hora de atrair investidores. Os programas sociais dos governos conseguiram amenizar a situação crônica enfrentada pelas famílias excluídas. A cidade será a primeira capital a eliminar todas as favelas e, além disso, os índices de violência são considerados baixos para os padrões brasileiros.

Entretanto, a expansão horizontal da cidade acabou provocando baixa densidade populacional, grandes distâncias, bairros com pouca infraestrutura, além de inúmeros terrenos vagos. Segundo urbanistas, caberia outra Campo Grande dentro. Há estudos para urbanizar os vazios da cidade.

Turismo

Campo Grande dispõe de uma grande infraestrutura tanto para o turismo tradicional quanto para turismo de eventos e histórico. Oferece várias opções de hotéis e equipamentos de lazer rural e urbano, sendo considerada um importante ponto turístico em território brasileiro. Campo Grande é uma das opções por onde começa a aventura turística dos que se propõem a conhecer o Pantanal. A cidade tem seu próprio gestor de turismo, o Campo Grande Convention & Visitors Bureau.

Turismo contemplativo

Áreas verdes

Com aves cortando o céu e animais em parques urbanos, visitar a cidade é estar em contato com a natureza. Suas áreas verdes são locais para a contemplação, lazer e prática de exercício.

Há uma variedade de áreas verdes na cidade:

Parques

Parque Anhanduí: localizado na confluência do córrego Segredo com o córrego Prosa. Possui sede administrativa e teatro de arena.

Parque Ayrton Senna: oferece um espaço amplo para eventos e exposições, além de contar com diversas quadras de esporte. Possui também oficinas culturais para diversas faixas etárias.

Parque Cônsul Assaf Trad: são 258.800 m² de uma área contígua ao empreendimento em um parque com um ampla área verde: 3 lagos, trilha, estações de alongamento, um playground e um anfiteatro. Depois de pronto, o parque foi doado ao município e passou a ser mais uma opção para passeios com a família e convívio com a natureza.

Parque Ecológico do Sóter: inaugurado no fim de 2004, é um dos parques mais novos da cidade. Projetado como parque modelo, oferece área verde de 22 hectares, quadras poliesportivas, pista de skate e patinação, pista de cooper, ciclismo e quiosque com churrasqueira.

Parque Estadual do Prosa: anexo ao Parque das Nações Indígenas e Parque dos Poderes, possui área de 135 hectares onde fica a nascente do rio Prosa. Local com trilhas para pratica de esportes radicais. No mesmo parque estão situados o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e espaços para exposições e venda de artesanatos regionais.

Parque Estadual Mata do Segredo: possui 177,58 hectares e é utilizado também para fins de pesquisa científica, educação ambiental, recreação e turismo em contato com a natureza. Situado na zona norte de Campo Grande, pertence ao Exército.

Parque Florestal Antônio de Albuquerque: chamado também de Horto Florestal (desde 1956), o parque possui uma área verde de 4,5 hectares. Abriga espaço de lazer e várias espécies de árvores nativas, preservando suas características próprias. O local dispõe de orquidário, espelho d'água com espaço para manifestações culturais, pista de bicicross, pista de skate, teatro de arena coberto para atividades múltiplas (capacidade para cerca de 2.000 pessoas), projeto de reflorestamento e paisagismo, biblioteca pública e centro de convivência para idosos.

Parque Jacques da Luz: oferece um espaço amplo para eventos e exposições, além de contar com diversas quadras de esporte. Possui também oficinas culturais para diversas faixas etárias.

Parque das Nações Indígenas: considerado o maior parque urbano do mundo, com uma extensão de 119 hectares, o local oferece infraestrutura adequada para a prática de lazer e esporte. Possui uma pista asfaltada para caminhada de 4000m, quadra de esportes, pátio para skate e patins, sanitários, lanchonetes, policiamento e um grande lago formado próximo à nascente do córrego Prosa. Disponibiliza também um local destinado a shows e apresentações. Cerca de 70% da vegetação do parque é formada por gramas e árvores ornamentais que fazem parte do projeto de paisagismo do parque. Uma grande quantidade de espécies de árvores são preservadas, como jenipapo, mangueira e aroeira.

Parque dos Poderes: possui como característica a paisagem do cerrado. Os pequenos prédios que abrigam os diversos setores da administração estadual se espalham ao longo das avenidas, dando ao conjunto aspecto de perfeito equilíbrio ambiental. Destacam-se na paisagem a Torre da TV Educativa (apontada como a mais alta de alvenaria no País) e o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, um dos maiores e mais bem equipados centros de convenções do interior do Brasil. Dirigir no parque à noite exige atenção para não atropelar algum animal(lobinhos, quatis e tatus) que mora na reserva adjacente. E também de dia, porque, principalmente nos fins de semana, o parque é tomado pelos adeptos da caminhada e da bicicleta.

Praças

Praça Ary Coelho: localizada no centro da capital, o local abrigou o primeiro cemitério de Campo Grande (na época, arraial de Santo Antônio), tornando-se praça em 1909 com o novo traçado da cidade. Em 1954 recebeu o nome de Praça Ary Coelho em homenagem ao Prefeito de Campo Grande, assassinado em 1952, em Cuiabá-MT. A praça costuma abrigar shows musicais, além de apresentações de teatro e capoeira. É a praça mais tradicional da capital.

Praça Cuiabá: conhecido também por Monumento Cabeça de Boi, seu traçado topográfico foi feito em 1923, no início da construção dos quartéis e da Vila Militar do Exército. O local, na época da inauguração do Coreto (1925), ainda não era uma praça, mas apenas uma rotatória na confluência das ruas Dom Aquino, Marechal Rondon e Duque de Caxias.

Praça das Araras: dispõe de quadra esportiva, espelho d'água, parque infantil e o monumento das araras. Também conhecida como Praça União, foi inaugurada junto com o Mercado Municipal em 1964. O monumento foi criado pelo artista Cleir para despertar a atenção da população para a preservação da arara azul. Após o término da construção do complexo Cabeça de Boi, em 1996, a praça foi totalmente remodelada. Por causa das polêmicas esculturas das araras, que lhes emprestam o nome, a Praça das Araras é uma das mais procuradas pelos campo-grandenses e visitantes.

Praça Esportiva Belmar Fidalgo: possuindo toda infraestrutura esportiva, foi construído em 1933 como estádio de futebol e, em 1987, tornou-se uma praça esportiva. Em 1994, o local passou por uma grande reforma. Possui duas quadras poliesportivas, arena para quadras de areia, pista de cooper, banheiros, duchas, campo de futebol suíço, playground infantil, área para ginástica, lanchonete, sede administrativa, muito verde e uma forte iluminação. O local é muito frequentado, sobretudo aos finais de semana.

Praça dos Imigrantes: a praça é dividida em duas partes: uma com lanchonete e banheiros e outra com 30 estandes onde são vendidos trabalhos artesanais. Neste local, ainda há um minipalco que é utilizado para apresentações em dias comemorativos, como Dia das Mães, Dia do Artesão e Dia do Índio, entre outros.

Praça Lúdio Martins Coelho: conhecida também por Praça Itanhangá, é uma área verde onde podem ser encontradas nascentes de água. Possui pista de cooper, quiosques e um parque infantil.

Praça Oshiro Takemori: na praça funciona a Feira Indígena, que possui três quiosques em formato de oca onde são comercializados produtos naturais (raízes medicinais, palmito, variedades de pimenta, milho verde, abóbora, conservas de pequi, etc) e peças de artesanato indígena. Possui um espaço para eventos que comporta 500 pessoas.

Praça da República: conhecida como Praça do Rádio, por ficar em frente à sede do Rádio Clube. O terreno pertencia à Diocese de Campo Grande, que fez uma permuta com a Prefeitura Municipal para a construção da praça. No local, costumam acontecer feiras e shows musicais. A praça também abriga uma pequena loja de artesanato regional.

Praça Vilas Boas: conhecida também como praça do peixe, por ter um formato semelhante ao de um peixe. Foi toda revitalizada e é mantida pelos moradores. O Bairro Vilas Boas concentra muitos artistas plásticos, artesãos e músicos.

Outros

Cachoeirinha: cachoeira situada próximo ao Shopping Eldorado Campo Grande.

Inferninho: tem várias cachoeiras, sendo muito apreciado por pessoas que gostam de esportes radicais como o rapel, trilhas, escaladas e outros.

Lago do Amor: já mereceu este nome: nos anos sessenta e setenta foi refúgio de lazer do campo-grandense, com bar e pedalinhos. Ganhou esse nome por ser cenário frequente de namoros no carro. Atualmente está abandonado, mas há um projeto da prefeitura para a sua revitalização.

Lagoa Itatiaia: foi revitalizada em dezembro de 2003 e quem mora próximo à lagoa frequenta o local para contemplar a natureza ou praticar exercícios físicos. Apesar de estar descuidada, está em andamento a sua recuperação.

Monumentos

Os monumentos são marcos de sua história e eternizam a importância dos povos que contribuíram para a evolução urbana de Campo Grande.

Algumas edificações se mesclam a história da cidade:

Monumento do Aviador na Base Aérea de Campo Grande: o avião foi usado na Segunda Guerra Mundial, que guarda a entrada da Base Aérea, homenageando o Tenente Aviador Chaves Filho, Sub Comandante da Base.

Monumento ao Índio no Parque das Nações Indígenas: monumento que simboliza a cultura indígena.

Monumento da Imigração Japonesa na Praça da República de Campo Grande: marca a chegada da colônia japonesa ao Estado, no início do século XX. A obra, que representa a maquete de uma casa típica japonesa, é do escultor Yutaka Toyota e está localizada na área central da Praça da República, tendo sido inaugurada no dia 26 de agosto de 1979 em homenagem aos 70 anos da imigração japonesa.

Monumento Carro de Boi (Esquina das ruas Fernando Correa da Costa e Ernesto Geisel): conhecido também por Monumento dos Imigrantes, é considerado o Marco da Fundação da cidade. Este monumento marca o local onde chegaram as primeiras famílias de migrantes em Campo Grande, que vieram de Minas Gerais desbravar a região. Idealizado pela artista plástica Neide Ono e construído em 1996, o monumento é representado por um carro de boi, meio de locomoção utilizado pelos colonizadores da cidade. Localizado ao lado do Horto-Florestal.

Monumento Pantanal Sul no Aeroporto Internacional de Campo Grande: o monumento é representado por dois tuiuiús, símbolo do Pantanal.

Obelisco: construído em homenagem aos fundadores da cidade, o Obelisco foi inaugurado no dia 26 de agosto de 1933, na gestão do então Prefeito Ytrio Corrêa da Costa, num projeto do Engenheiro Newton Cavalcante, na época comandante da Circunscrição Militar. Foi tombado como Patrimônio Histórico de Campo Grande em 26 de Setembro de 1975.

Relógio Central: originalmente construído na confluência da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena, foi ponto de referência da cidade, onde aconteciam grande reuniões e comícios políticos. A réplica existente, inaugurada em 2000, imita o original, que media 5 metros de altura, possuía um relógio com quatro faces e foi demolido em nome do progresso.

Turismo de eventos

Campo Grande se destaca no quesito turismo de eventos no Brasil, oferecendo muitas oportunidades de negócios. Recebe vários eventos nacionais e internacionais, dispondo de ótima infraestrutura de serviços.

Relação dos principais locais onde ocorrem eventos e apresentações na cidade:

Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo (3 auditórios e 1 teatro): foi considerado o melhor investimento turístico do ano de 1994, com o PIT (Prêmio de Imprensa do Turismo) no Rio de Janeiro. Possui recepção, cafeteria, restaurante e salão de exposições.

Centro de Convenções do Bristol Exceler Plaza Hotel (5 auditórios)

Centro de Convenções do Bristol Jandaia Hotel (5 auditórios)

Centro de Convenções do Novotel (7 auditórios): suporta eventos de pequeno e grande porte. Possui uma área construída de 320 metros quadrados, incluindo uma sala de apoio de 21 metros quadrados.

Centro de Convenções Gunter Hans (4 auditórios): possui um salão de exposições com 150 metros quadrados.

Centro de Eventos Albano Franco: espaço reservado para grandes feiras industriais, shows e grandes eventos.

Parque Laucídio Coelho: no parque, além da tradicional feira agropecuária Expogrande, acontecem shows musicais, festas e eventos de grande porte, como o Moto Road e a Festa das Nações. No local, também acontecem rodeios e leilões de animais.

Religião

As religiões predominantes são a protestante e a católica. Para esta última, a cidade pertence à Arquidiocese de Campo Grande e seu padroeiro é Santo Antônio. Todavia, Campo Grande possui uma das maiores populações evangélicas do País.

Igrejas como Batista, Presbiteriana, Metodista, Luterana e Assembleia de Deus possuem muitos adeptos e apresentam crescimento mais acentuado do que o catolicismo.

Campo Grande, como a maioria das cidades brasileiras, começou a se desenvolver à beira de um curso d'água e à sombra de uma igreja. Algumas edificações se mesclam à história da cidade.

Templos históricos

Catedral de Nossa Senhora da Abadia: foi a primeira igreja construída na cidade, por volta de 1880, em homenagem ao santo protetor de José Antônio Pereira, fundador da cidade. Foi demolida em 1922 para a construção da atual igreja matriz, que recebeu o título de Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Abadia depois da bênção do Papa João Paulo II, em 1991.

Igreja de São Benedito: está intimamente ligada à ex-escrava Eva Maria de Jesus, a Tia Eva. Líder de sua comunidade, ela construiu a igreja em 1910 para pagar uma promessa feita a São Benedito.

A igreja foi decretada Patrimônio Cultural de Campo Grande em junho de 1998. A imagem de São Benedito, esculpida em madeira e trazida de Goiás por Tia Eva, permanece até hoje no local. Tia Eva faleceu em 1926 e seu corpo está sepultado em frente à capela. Desde 1905, os devotos do santo e descendentes da Tia Eva reúnem-se para a tradicional Festa de São Benedito, no mês de maio, que inclui eventos culturais, bailes, comidas típicas, leilões e jogos de quermesse, rezas e fogos de artifício.

Igreja Presbiteriana Central de Campo Grande: templo construído em 1935 e um dos mais procurados para casamentos.

Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: fundada em 1938, localiza-se em um dos primeiros bairros da cidade, o Amambaí.

Paróquia de São Francisco de Assis: localiza-se ao lado da estação ferroviária e é uma das poucas igrejas que ainda conservam sua arquitetura original. É utilizada para prática religiosa e cultos e pertence aos padres franciscanos, formando com o conjunto ferroviário um marco referencial urbano da parte antiga da cidade. Considerada uma das maiores construções históricas de Campo Grande.

Paróquia São José: construída em 1938, possui belos vitrais e é uma das mais frequentadas na cidade.

Turismo rural

Na cidade há também a opção do turismo rural. Pode-se conhecer estâncias, pousadas rurais, pesque-pagues, trilhas ecológicas, cachoeiras e fazer esportes radicais e cavalgadas. No day-use o turista pode conhecer a história e cultura dos peões locais, além de ter a opção de comprar guloseimas e artesanato rural.

Infraestrutura

Campo Grande dispõe de variados serviços (restaurantes, padarias, confeitarias, bancos, financeiras, órgãos públicos federais, estaduais e municipais, clubes, hotéis, pousadas e motéis) que apoiam a população de um modo geral.

Cultura

A cultura em Campo Grande é marcada pela diversidade de costumes, música e gastronomia e reflete traços culturais singulares devido à herança deixada pelos índios e diversas raças, como a europeia, sírio-libanesa, japonesa, paraguaia, boliviana e pelos migrantes oriundos de outros Estados que aqui se radicaram.

Cultura popular

Produtos regionais

Um dos seus maiores símbolos de Campo Grande nasceu da inspiração de Conceição Freitas da Silva, mais conhecida por Conceição dos Bugres. Suas esculturas de bugrinhos ficaram famosas no resto do mundo. Mesmo depois de sua morte, seus descendentes continuaram seu projeto. O artesanato indígena, principalmente terena e kadiwéu também é muito comum na cidade. Na produção terena se destacam a cerâmica, adornos, objetos em palha, barro e tecelagem.

Na produção kadiwel se destaca mais o barro. Atualmente na cidade há peças esculpidas em osso e couro de peixe. Esculturas de tuiuiús, garças, onças também se destacam. Também se destacam o artesanato rural como arreio, berrante e agroprodutos. Em prédios públicos, como a Casa do Artesão (situado na esquina da Avenida Calógeras a Afonso Pena, no Centro),há várias opções disponíveis. Há também a Praça dos Imigrantes, onde são comercializados trabalhos manuais.

Campo Grande é um dos maiores núcleos de artesanato do estado, possuindo vários espaços:

Barroart: ponto de venda de artesãos do Estado, bar-lanchonete com possibilidade de música ao vivo e plantão para turistas. Iniciou suas atividades em 1999, sendo ponto de referência turística, pois apresenta cerâmica kadiweu e terena, além dos tradicionais bugres.

Feira Central: também conhecida como "Feirona", foi fundada no início dos anos 70 e é a feira mais tradicional e movimentada da capital. Trata-se de um local bastante peculiar, onde diversas culturas e tradições convivem e se misturam. Além de frutas, legumes e verduras, é possível encontrar comidas típicas japonesas (sobá, yakisoba e sushi), além de espetinhos de churrasco e doces caseiros. Na feira, também há bancas de artesanato, além de hippies que vendem brincos, pulseiras e colares.

Feira Indígena: localizado na frente do Mercado Municipal, é um espaço doado aos índios Terena para que possam divulgar e comercializar seus trabalhos artesanais e produtos cultivados.

Memorial da Cultura Indígena: situado na única aldeia indígena urbana do país, Aldeia Indígena Marçal de Souza, o Memorial foi construído com bambu e é coberto por palha de bacuri (coqueiro típico da região) em forma de ocas para cultivar um pouco da cultura indígena. Há espaço para exposições e comercialização de objetos de artesanato. A construção contempla os visitantes portadores de necessidades especiais com banheiros adequados.

Mercado Municipal Antônio Valente: mais conhecido como Mercadão, sua construção deu-se em 1933 pelos irmãos Fidales e a Prefeitura Municipal. Hoje o local é visitado por todos e principalmente por quem vem do interior. É característico o pastelzinho frito na hora e o cafezinho todas as manhãs.

Primeiro Traço, no Shopping Eldorado Campo Grande: este espaço nasceu da união de 49 artesãos, sendo inaugurado em 2001 para exposição de trabalhos de diversos artesãos de Mato Grosso do Sul, sobretudo de Neide Ono, Douglas e família Colombelli e Mariano Neto, entre outros. Praticamente toda a venda de peças é feita para turistas de fora do Estado.

Quiosque da Arte, na Praça da República de Campo Grande: venda de artesanatos variados, principalmente para turistas de outros estados.

Costumes

Os costumes em Campo Grande são a soma dos povos que fizeram da região Centro-Oeste do Brasil um rico encontro de tradições, crenças e costumes.

Influência

Capital do estado que concentra a 2ª maior comunidade indígena do Brasil, Campo Grande mistura influências de diversas etnias, principalmente dos vizinhos fronteiriços. Desbravada por mineiros, Campo Grande acolheu diversos imigrantes, além de brasileiros de vários estados. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. No município é grande a interação com a zona rural. Quem mora na zona urbana se desloca muito para a zona rural, ocorrendo também o contrário. A influência que o campo exerce na cidade é grande e percebe-se através dos alimentos. Entre os costumes mais fortes da cultura local encontram-se eventos como o Moto Road e a exposição agropecuária local.

Música

Na música regional destacam-se os seguintes gêneros como o chamamé, guarânia e sertanejo.

Culinária

Gastronomia

A culinária de Campo Grande incorpora vários sabores que conquistam o turista. Na cidade os restaurantes incorporaram ao cardápio local receitas desenvolvidas com produtos regionais. Um exemplo é o nhoque de mandioca com molho de carne-seca. Também se destaca o churrasco de carne bovina (por conta da forte influência gaúcha) com mandioca (hábito adquirido com os índios). Para completar umas gotas de shoyu, tempero japonês a base de soja (shoyu = soja em japonês), que se tornou popular entre os campo-grandenses. Do Japão também veio outro prato típico: o sobá, que é um tipo de macarrão, sendo a primeira cidade no Brasil a dispor desse tipo de restaurante. Os peixes também têm sua importância gastronômica, sendo muito comum o pacu, dourado, pintado e piranha. A sopa paraguaia, também muito comum, é um tipo de bolo com milho, cebola e queijo. Outro prato comum é a chipa, semelhante ao pão-de-queijo.

Outros pratos que também são comuns são os feitos com pequi, como arroz ou galinha com pequi (cuidado para não se machucar com os espinhos dentro da fruta), além de guariroba e arroz carreteiro com charque.

Bebidas

Como bebida típica há o tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, de fácil preparo e tomado nos encontros entre amigos e familiares. Existem regras bem definidas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente nos fins-de-semana, acompanhada de música regional.

Grupos culturais e musicais

Campo Grande possui grupos de teatro e até de cinema experimentais que trabalham de maneiras alternativas.

Espaços de cultura e exposição

Art Galeria Mara Dolzan: realiza exposições culturais e de arte.

Centro de Cultura José Octávio Guizzo: nesse espaço são realizadas oficinas gratuitas de arte (dança, teatro, pintura, etc). Possui 2 auditórios e uma galeria para exposições temporárias.

Centro Municipal de Belas Artes, próximo ao Conjunto Ferroviário): possui um teatro para 435 lugares e um auditório para 137 pessoas.

Centros de Tradições Gaúchas: em Campo Grande há dois CTGs: CTG Farroupilha e CTG Tropeiros da Querência. Além dos CTGs citados, Campo Grande ainda é sede estadual do Movimento Tradicionalista Gaúcho de Mato Grosso do Sul (fundado em 9 de fevereiro de 1990), situado na rua Everest, 325, sala 1.

Conjunto Ferroviário: antiga Estação Ferroviária Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (N.O.B.); em 1907 chegou em Campo Grande uma comitiva, chefiada pelo engenheiro Emilio Schenoor, para estudar e definir o traçado da ferrovia da companhia Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que assinou contrato com o Governo Federal, autorizando-a a fazer interferência na estrutura da área urbana da cidade. Edificada ao lado da Estação Ferroviária, a vila começou a ser construída com o objetivo de agregar funcionários e seus familiares. A vila localiza-se em torno de uma ruela, próxima ao local do nascimento do ex-presidente Jânio Quadros, ocorrido em 1917 na rua 14 de Julho.

Espaço Unimed: no local acontecem exposições mensais.

Memorial Apolônio de Carvalho: vários museus e espaços para exposições.

Morada dos Baís: é resultado de um projeto do Sebrae/MS, em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, que, em 1993, revitalizou a antiga construção de 1918. Inicialmente tratava-se da residência de Bernardo Baís, um dos primeiros e mais importantes comerciantes da cidade. Com sua morte em 1938, o prédio foi alugado e transformado na Pensão Pimentel, uma das primeiras referências em hotelaria de Campo Grande, que funcionou até 1979, quando foi desativada e caiu no abandono. Após sua revitalização, o lugar se tornou um dos principais pontos turísticos da cidade, sendo parada obrigatória para quem quer saber mais sobre o turismo, a cultura e a história de Campo Grande. Nesse espaço são feitas também exposições temporárias e permanentes.

Observatório do Pantanal: conta com teatro municipal para 1,2 mil pessoas, um museu interativo e um planetário.

Palácio das Comunicações Jornalista David Nasser: pertence ao governo estadual. Sua torre é muito famosa por ser a maior torre de alvenaria do mundo, com 100 m de altura, e também por ter sido ponto de avistamento de objetos não-identificados. Em sua estrutura funciona a diretoria de uma rádio FM e da TV Educativa, ligada à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Salão de Exposições Loyde Bonfim Andrade: realiza várias exposições.

Sarau do Zé Geral: trata-se de um espaço para movimentos culturais de diversos gêneros, tendo sido fundado no fim dos anos 90.

Usina de Arte Conceição Ferreira: o espaço está ligado às Artes Cênicas e oferece aulas de teatro, além de criar e produzir peças de teatro.

Teatros

Atualmente Campo Grande conta com 13 teatros que recebem diversas peças regionais, nacionais e internacionais:

Concha Acústica Família Espíndola

Concha Acústica Helena Meirelles (1 auditório e 1 teatro de arena): inaugurado em 11 de outubro de 2003, sua estrutura foi planejada para que uma pessoa pudesse ser ouvida num raio de 30 metros sem elevar a voz. A Concha está localizada no Parque das Nações Indígenas, ao lado do Museu de Arte Contemporânea. O local é administrado pela Gerência de Difusão e Desenvolvimento de Projetos Culturais da FCMS.

Teatro Aracy Balabanian: situa-se no Centro Cultural José Octávio Guizzo.

Teatro Belas Artes: situado no Centro Municipal de Belas Artes.

Teatro de Arena da TVE: situado no Palácio das Comunicações de Campo Grande.

Teatro de Arena do Horto Florestal: sendo coberto, possui uma das maiores capacidades da cidade: 2000 lugares.

Teatro de Arena do Parque Anhanduí: situa-se dentro do parque com o mesmo nome.

Teatro Dom Bosco: situa-se no Colégio Dom Bosco.

Teatro Fernanda Montenegro: situa-se dentro do Colégio Mace.

Teatro Glauce Rocha: é um dos principais e maiores teatros da cidade.

Teatro Manoel de Barros: se situa dentro do Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

Teatro Municipal do Observatório: situado dentro do Observatório do Pantanal.

Teatro Prosa: se situa no SESC Horto, no Horto Florestal.

Vida noturna

Campo Grande possui diversão para os mais diversos públicos e sua vida noturna é muito rica e movimentada, tendo várias opções para sair na cidade, especialmente nos fins de semana.

Para o calor do fim da tarde há vários bares espalhados pela cidade, um para cada tipo de gosto, especialmente regional.

Mas há baladas variadas também: boates, matinês, shows e festas temáticas (dos anos 80, por exemplo). A noite vem crescendo cada vez mais com a inauguração de novos bares e casas noturnas. Há ainda os restaurantes e vários destes servem variados tipos de comida, possuindo também a opção de rodízios, principalmente pizzarias. Na cidade há no total quase 1000 estabelecimentos de bares, choperias, lanchonetes e restaurantes.

Frequentemente acontece de dois estabelecimentos passarem por reforma ao mesmo tempo, o que divide a opinião popular. Percebendo isso, os donos dos bares assinaram o Tratado de Tordesilhas, que diz que "nenhum bar deve estar a mais de 50 metros do outro.", pois assim podem dividir o mesmo público, que pode comprar um chope no Santo Me, uma porção de fritas no Péssimus, enquanto utiliza o banheiro do Café Mostarda, o que acaba sendo algo positivo para quem frequenta esses locais.

Literatura

Entidades

União Brasileira de Escritores - Seção MS: surgiu a partir do antigo MEI - Movimento de Escritores Independentes e atualmente congrega escritores da capital e do interior do Estado. Realizou em 1986 a Noite da Poesia de Campo Grande como mostra não-competitiva, que a partir de 1989 foi transformada em um concurso de poesia contemplando texto e declamação. O evento que se tornou referência estadual, hoje acontece em nível nacional. É realizado graças à parceria com a Fundação de Cultura de Campo Grande, que nos últimos anos trouxe grandes nomes para a realização de palestras, como Adélia Prado, Wally Salomão, Arnaldo Antunes, Nélida Piñon, Gabriel o Pensador e Affonso Romano de Santana.

Academia Sul-Mato-Grossense de Letras: cognominada "Casa Luís Alexandre de Oliveira" com sigla A.S.L., é sucessora da Academia de Letras e História de Campo Grande, fundada em 11 de outubro de 1972, desde 1979 possui o nome atual. É uma associação de duração ilimitada, que tem finalidade exclusivamente literária e cultural, legalmente constituída em pessoa jurídica. É a associação literária máxima que representa o estado de Mato Grosso do Sul perante a Academia Brasileira de Letras.

Bibliotecas

Esporte e automobilismo

A cidade possui razoável planejamento de infraestrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilísticos importantes como a Formula Truck e a Stock Car. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra na cidade. Possui vários outros equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas.

Automobilismo

A cidade é servida pelos seguintes equipamentos automobilísticos:

Autódromo Internacional Orlando Moura: o autódromo fica 15km a oeste do Centro de Campo Grande e possui uma pista com 3.433 metros de extensão. Recebe todos os anos etapa nacional da Stock Car, Fórmula Truck e Motovelocidade.

Kartódromo Ayrton Senna: o autódromo fica a cerca de 15 km a sul do Centro de Campo Grande, no bairro Cidade Morena, possuindo uma pista de 930 metros de extensão.

Futebol

Principal polo futebolístico do estado, Campo Grande possui toda infraestrutura relativa a este esporte, com vários estádios e clubes.

Copa de 2014

A cidade chegou a ser uma das candidatas a ser uma das subsedes da Copa de 2014 no Brasil, mas perdeu a disputa para Cuiabá (Mato Grosso). Foi oferecido o Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, para ser a sede dos jogos no município. Apesar disso, existe a possibilidade de Campo Grande ser incluída para ser uma das subsedes da Copa de 2014, caso a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) descarte algumas das 12 escolhidas. Também há a possibilidade de sediar a Copa das Confederações, abrigar uma das seleções ou outros eventos alusivos à competição.

Clubes e estádios

Os principais times municipais são o Comercial e o Operário, pois foram os que jogaram no Campeonato Brasileiro.

Outros times profissionais do município são: Moreninhas, Portuguesa, CENE, União, Campo Grande, Taveirópolis.

Os estádios que recebem jogos oficiais são:

Estádio Morenão: inaugurado em 7 de março de 1971, o estádio tem capacidade para cerca de 45 mil pessoas. Em torno do campo (110 x 70 metros) há pistas e equipamentos de atletismo. É o maior estádio universitário da América Latina.

Estádio Belmar Fidalgo: possuindo toda infraestrutura esportiva, foi construído em 1933 como estádio de futebol, tornando-se praça esportiva em 1987. Foi reformado em 1994. Além do campo de futebol suíço, existem duas quadras poliesportivas e arena para quadras de areia. O local é muito frequentado, sobretudo aos finais de semana.

Estádio Jacques da Luz: situado na zona sul de Campo Grande, no bairro Cidade Morena, possui capacidade de 4 mil lugares e conta com diversas quadras de esporte.

Estádio do Esporte Clube Comercial.

Estádio Elias Gadia: é o estádio oficial do Esporte Clube Taveirópolis. Possui capacidade para 3.000 pessoas.

Outros esportes

Para prática de outros esportes, existem vários ginásios espalhados pela cidade.

Os principais são:

Centro Esportivo Paulo VI: pertencente à Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, possui quadras de esportes, futebol de campo, de areia, quadra de basquete, quadra de vôlei e salão usado para eventos comunitários.

Centro de Treinamento Esportivo: pertencente a Funcesp.

Centro Poliesportivo da Mace: pertencente ao Colégio Mace (Moderna Associação Campograndense de Ensino), possui ginásio de esportes, centro com quadras poliesportivas descobertas: tênis, voleibol, basquetebol, futsal e handebol.

Ginásio Clube do Trabalhador

Ginásio Moreninho (Cidade Universitária de Campo Grande): pertencente à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Ginásio Guanandizão: possui arquibancada e estacionamento.

Ginásio do Parque Ayrton Senna: possui várias quadras de esporte.

Ginásio do SESC Camillo Bonni: pertencente ao Sesc Camillo Bonni.

Ginásio Poliesportivo Dom Bosco: pertencente à Universidade Católica Dom Bosco, o ginásio possui 4 quadras cobertas, uma piscina semi-olímpica, pista de bicicross e, ainda, um campo de futebol.

Curiosidades

É de Campo Grande o primeiro curso de pós-graduação em trânsito da América Latina, ministrado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran MS).

Campo Grande foi a primeira cidade do Brasil a dispor de sobarias, restaurantes típicos japoneses que servem sobá de Okinawa.

No Parque do Prosa (oficialmente Parque das Nações Indígenas), pesquisadores encontraram restos de povos pré-colombianos.

Não se descarta a possibilidade de que a região tenha sido habitada por povos pré-históricos. Há indícios por toda a região.

Até a chegada da ferrovia, o correio em Campo Grande vinha por Aquidauana, que se ligava ao Rio de Janeiro pelo rio da Prata e rio Paraguai. Os malotes percorriam vinte e tantas léguas a cavalo, em viagens que às vezes se atrasavam demais por excesso de combustível no cavaleiro.

A primeira sessão de cinema em Campo Grande foi na virada de século passado, embaixo das laranjeiras do único hotel da cidade. Um viajante levava a novidade pelo interior do país, fazendo de tela um lençol esticado que, quando molhado permitia melhorar a imagem dos curtas acelerados que extasiavam as incrédulas plateias.

A primeira reportagem sobre Campo Grande ilustrada com belas fotos panorâmicas e com impressão boa qualidade foi certamente a publicada no Album Graphico de Matto Grosso, impresso na Alemanha em 1916.

Com a chegada do trem, muitos imigrantes libaneses, que há anos derretiam no calor de Corumbá, acabaram se mudando para Campo Grande, onde encontraram clima bem mais ameno que, segundo dizem, é muito parecido com o da terra natal.

Em Campo Grande está hoje uma das mais expressivas comunidades de descendentes de imigrantes japoneses originários da ilha de Okinawa.

Campo Grande tem uma escola projetada nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer. É a Escola Estadual "Maria Constança de Barros", localizada na rua Marechal Rondon, perto da Estação Rodoviária. Tem a forma de um livro aberto.

Campo Grande é uma das primeiras cidades brasileiras a contar com cinema no sistema multiplex. Instalado no Shopping Campo Grande, conta com dez salas, com bar/café, poltronas especiais para namorados e sessões iniciando a cada 15.

Campo Grande foi a primeira cidade brasileira a ser atendida por um sistema de tv a cabo comercial. O módulo inaugural cobria apenas algumas quadras do Jardim dos Estados, bairro nobre da Capital.

A torre da TV Educativa, no Parque dos Poderes, tem 100 metros de altura e é apontada pelos construtores como a mais alta torre de alvenaria da América Latina.

A estrada de ferro, que em 1914 chegou a região trazendo o progresso e a modernização, apresenta uma curiosidade que só a engenharia da época pode explicar. Em vez de atravessar a cidade em linha reta, a ferrovia faz uma enorme curva para, depois da estação, dar praticamente meia volta e seguir então rumo a Corumbá. Esse trajeto pitoresco ficará marcado no desenho de ruas e bairros mesmo depois da retirada dos trilhos do centro da cidade, que ocorreu em 2005.

Campo Grande foi fundada em 21 de junho de 1872, entretanto comemora aniversário em 26 de agosto, data em que, em 1899, foi alçada à condição de município. A maioria das pessoas conta, erroneamente, os anos de fundação a partir de 1899.

Referências

1.Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
2.Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
3.Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
4.Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2009). Página visitada em 4 de janeiro de 2009.
5.CEP de cidades brasileiras. Correios. Página visitada em 31 de Julho de 2008.
6.Eleitorado de Mato Grosso do Sul. TRE-MS. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
7.Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
8."IBGE"
9.Sidra. IBGE. Página visitada em 29 de Julho de 2008.
10.Portal Uniágua: Aquífero Guarani
11.Portal Exame, As campeãs em infra-estrutura, 16 de novembro de 2006.
12.Aquífero Guarani. Portal Uniágua. Página visitada em 29 de Julho de 2008.
13.Embrapa - Mapeamento e estimativa da área urbanizada do Brasil
14.Título não preenchido, favor adicionar.
15.Campo Grande Convention & Visitors Bureau

Fonte: pt.wikipedia.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal