Um mineiro chamado José Antônio Pereira viajou para o Mato Grosso em busca de terras férteis. No local onde hoje é o Horto Florestal de Campo Grande, construiu sua casa na confluência de dois córregos - denominados Prosa e Segredo. Era o ano de 1872.
Tempos depois, em 1877, é construída a primeira igreja, de pau a pique e telhas de barro.
Em 1879, novos mineiros chegam ao local e através de posses vão construindo fazendas na região. O vilarejo cresce rapidamente para, em 1899, ser elevado à categoria de distrito.
A pecuária se desenvolve.
Mas é, em 1914, com a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, interligando as bacias do Paraná e do Paraguai, que a cidade progride de fato. Também a ligação com a Bolívia, através do Porto Esperança, e com o Paraguai, através de Ponta Porã, atraiu imigrantes libaneses, árabes, armênios e japoneses, dando forte impulso ao comércio e à agricultura.
A urbanização começa na década de 20.
Nos anos 60 surgem prédios, avenidas e novos bairros.
É eleita a capital do novo estado de Mato Grosso do Sul, em 1977.
Campo Grande tem uma escola - Escola Estadual Maria Constança de Barros - que possui o formato arquitetônico de um livro aberto. Ela foi projetada na década de 50, por Oscar Niemeyer.
Os orelhões da cidade são decorados com a fauna do pantanal: garças, araras, jacarés, toda a bicharada espalhada, tomando conta dos telefones.
Campo Grande também é conhecida pelos freqüentes relatos de aparições de OVNIs. A revista UFO, inclusive, é publicada na cidade.
Campo Grande é uma cidade com avenidas largas, que se cruzam de norte a sul e de leste a oeste, delineando uma paisagem urbana que faz lembrar um tabuleiro de xadrez.
Também conhecida como "Cidade Morena" - por causa de seu solo avermelhado - é o portal de entrada para quem deseja conhecer o Pantanal.
É ainda uma das maiores comunidades de descendentes de imigrantes japoneses vindos da Ilha de Okinawa, e conhecida, pelos ufólogos, como um lugar de aparição de OVNIs.
Sua cultura, ao contrário de cidades mais antigas como Cuiabá e Corumbá, se encontra em estágio de formação, com pouco mais de um século.
A construção da identidade campo-grandense passa por inúmeras influências, desde os indígenas até as migrações internas mais recentes.
A cultura de Campo Grande, na verdade, é a cultura do sul do antigo Mato Grosso, com forte influência guarani e também dos mineiros, paulistas e sulistas.
Fonte: www.ibge.gov.br
Há cem anos, chegava à Campo Grande, oriundo das Minas Gerais, o desbravador mineiro José Antônio Pereira, fundador desta cidade, juntamente com sua família e cerca de 60 pessoas.
Vieram transportados por carros de bois, cortando os sertões do Mato Grosso, chegando a esta terra e se instalando na confluência dos córregos Prosa e Segredo, perto do atual horto municipal.
Esta área ficou conhecida pelos primeiros moradores como Mato Cortado, local onde seriam abastecidos por água potável e teriam condições para fazer o plantio necessário para a subsistência.
Atualmente, no local da fundação, encontra-se um monumento metal em homenagem àqueles pioneiros.
Contudo, para que isso se tornasse realidade, vários acontecimentos antecederam ao surgimento de Campo Grande.
O sul de Mato Grosso só começou a ser povoado após o ciclo do ouro, em Cuiabá.
Muitos bandeirantes e desbravadores passaram por aqui, mas não perceberam a potencialidade do local.
José Antônio Pereira viu que esta terra tinha valor e futuro.
Surgiu assim o Arraial de Santo Antônio de Campo Grande no dia 26 de agosto de 1899, que completa este ano seu centenário, cheia de imigrantes que aqui aportam para realizar seu sonhos, acreditando e entregando suas vidas a esta cidade acolhedora e futurista.
Caminhos Percorridos Após a guerra do Paraguai, intensifica-se a migração para o sul de Mato Grosso.
Em 1872, José Antônio Pereira acompanhado de dois filhos e mais alguns homens partem de Monte Alegre/MG rumo às terras do sul de Mato Grosso. Atravessam o rio Paranaíba e chegam ao seu destino, passando por Sant’Ana do Paranaíba e pelo rio Sucuriú.
Transpõem os cerradões do Rio Pardo e acampam nas terras onduladas da Serra de Maracaju.
Lá encontraram o poconeano João Nepomuceno Costa e sua esposa que mais tarde abandonaram estas terras.
Voltando a Minas Gerais, na cidade de Monte Alegre, montou sua comitiva, formada por seus familiares e agregados, provavelmente em número de 62 pessoas.
Na volta para a terra escolhida foram acometidos por uma febre que poderia dizimar sua comitiva.
José Antônio Pereira fez uma promessa ao santo de sua devoção: se não ocorresse nenhuma baixa, ergueria uma capela em sua homenagem.
De fato, não ocorreu nenhuma morte, e a comitiva chegou ao destino final no ano de Nosso Senhor de Jesus, de 1875, onde plantaram a semente da cidade, hoje a mais bela das morenas.1879 - Construção da capela de Santo Antônio A fama do vilarejo logo se espalhou, pois o clima ameno, o solo fértil e a posição estratégica eram fatos que atraíam muitos migrantes.
Rapidamente o vilarejo tornou-se de vital importância para o comércio de gado bovino, com comerciantes de todas as regiões dirigindo-se para cá em busca de bons negócios.
Mineiros e paulistas tornaram- se os grandes colonizadores desta terra. 1886 - Joaquim Silvério Ornelas doou as terras a Santo Antônio - meia légua quadrada, sendo então o Santo o primeiro proprietário de terras da cidade.
A doação tornou possível o rápido crescimento do vilarejo.1899 - 26 de Agosto - aconteceu a elevação da vila em distrito de Paz de acordo com a lei estadual nº 225, com uma área de 105.000 km².1902 - Implantação do município.
O primeiro intendente foi Francisco Mestre.
1909 - Arruamento da cidade foi feito pelo Engº Nilo Javari Barém, tornando Campo Grande uma cidade moderna diferente da maioria das cidades do Brasil.
Suas ruas foram traçadas em direção aos pontos cardeais e ortogonais entre si. Para a elaboração da planta de Campo Grande, que seguiu os interesses da ferrovia , destaca-se a participação de Temístocles Paes de Souza Brasil, engenheiro militar.
1911 - Chega a Campo Grande o 1º Juiz de Paz, Arlindo de Andrade Gomes, que se tornou um baluarte no desenvolvimento da cidade ao implantar em sua chácara um viveiro de plantas ornamentais, distribuindo mudas para os campo-grandenses arborizarem suas casas e, por conseguinte, a cidade.
1914 -Fixação definitiva do Exército com a chegada em 8 março a Campo Grande do 5º Regimento de Artilharia Montada, vindo de Aquidauana.
1914 -Em 28 de maio chegou a Estrada de Ferro-NOB- libertando o Estado da navegação platina, e dando grande impulso ao crescimento da cidade e de todo o sul de Mato Grosso. Campo Grande começou a assumir o papel de cidade mais importante do Estado.
Junto com a Estrada, chegaram os imigrantes japoneses, muito importantes na formação étnica e cultural da cidade. Neste período, chegaram também os imigrantes do Oriente Médio.
1916 - A cidade já contava com 4.000 habitantes.
1917 - Primeira Escola Salesiana de Campo Grande, atual Colégio Dom Bosco.
1918 - Elevada à categoria de cidade no dia 16 de julho pela Lei nº 772. Tomou posse o intendente Antônio Norberto de Almeida.
1919 - A telefonia ligou a cidade a todo o mundo.
1923 - Inauguração do grande aquartelamento feito em Campo Grande pelo Exército, fato esse que contribuiu para o desenvolvimento da cidade.
1924 - Fundação do Rádio Clube, ainda hoje o mais importante clube social da cidade.
1926 - Chegada a Campo Grande das Irmãs Salesianas, fundadoras do Auxiliadora.
1932 - Sonho de Capital - as elites da cidade apoiaram São Paulo, mas foram vencidas e o sonho postergado para a década de 70.
1941 - Capital econômica arrecadou mais em impostos que as cidades de Cuiabá, Teresina, Florianópolis, Goiânia, que eram capitais de estado.
1948 - Provável inauguração da Rádio Difusora , PRI 7.
1950 - Chegada da Força Aérea Brasileira.1953 - Inauguração do Aeroporto "Antônio João"
1961 - A FUCMT implantou a FADAFI.
1965 - Inauguração da Televisão Morena.
1971 - Inauguração do Campus da UEMT, hoje.
UFMS 1977 -11 de outubro, o sonho se realizou: Campo Grande foi elevada à categoria de capital do novo estado.
Enfim, a cidade assume seu papel de destaque perante a país.
1989 -Shopping Campo Grande: a cidade entre as mais importantes no comércio.
1999 - Cem anos de sua elevação a Distrito de Paz, a centenária morena cobre-se de louros e festeja seu primeiro século Personagens Históricos Antônio Maria Coelho Foi o primeiro governador do Estado de Mato Grosso.
Ele governou no período republicano (1889-1990) Cássio Leite de Barros Foi vice-governador e assumiu o cargo de governador no lugar de José Garcia Neto.( 14-08-1978). Governou durante a divisão do Estado. Turgílio Corrêa Filho Foi um historiador do Estado. Pedro Celestino Corrêa da Costa Eleito por sufrágio direto vice-governador de 1908 a 1911.
Foi também presidente por sufrágio nas datas de 1922 a 1926, administrador honesto que organizou as finanças do Estado e a instituição pública.
Dom Francisco de Aquino Corrêa Bispo Prusíade, 1° arcebispo de Cuiabá, Presidente do Estado de Mato Grosso, eleito por sufrágio em 22-01-1918.
Em Campo Grande lançou a pedra fundamental da escola Joaquim Murtinho.
A educação e a cultura ganharam em relevo no seu tempo.
João Ponce de Andrade Tradicional família cuiabana, militante do Partido Social Democrático- PSD, que o elegeu ao governo de mato Grosso, no governo de Getúlio Vargas.
Dolor Ferreira de Andrade Advogado, professor do Colégio Pestalozzi (década de 20), homem de cultura, mais tarde auditor de guerra, junto a nona região militar, sediada em Campo Grande, hoje como militar do Oeste.
Líder político da União Democrática Nacional - UDU, opositor de Arnaldo, nas lutas pelo governo do Estado de 1946.
João Villasboas Foi eleito três vezes o senador da república sempre defendendo as grandes causas de Mato Grosso.
Personagens Históricos Euclides da Cunha Machado Serviu no governo de Arnaldo Estevão de Figueiredo, saindo como tenente e depois foi requisitado para servir como chefe da polícia do Estado em 1993.
Wilson Barbosa Martins Filho de Henrique Martins e Adelaide Barbosa Martins, foi um dos fundadores da União Democrática Nacional – UDU, partido ao qual pertenceu até sua extinção. Foi governador do Estado por duas vezes. Marcelo Miranda Soares Foi o 2° governador de Mato Grosso do Sul (1980 a 1981) nomeado pelo presidente da república depois de eleito governador para o mandato de 1986 a 1990.
Foi prefeito de Campo Grande nessa época.
Manuel Inácio de Souza Durante sua administração, foi alvo de minucioso estudo encomendado pelo Governo Federal e pela companhia de Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
Paulo Coelho Machado Advogado, historiador, liderou o movimento na fase de ressurgimento da liga sul-mato-grossense, na década 70.
Vespasiano Barbosa Martins Patrono da família Barbosa Martins, de pioneiro desbravadores do sul de Mato Grosso.
José Antônio Pereira Propiciou uma sustentação socioeconômica e política à Vila de Campo Grande.
Era o proprietário da fazenda, fundando a nossa cidade.
Padre Julião Urquia Primeira missa celebrada em 4 de março de 1878.
Personagens Históricos Humberto Espíndola Foi o homem que doou a cabeça de boi que foi substituída pela Famasul. José Rodrigues Benfica Foi o primeiro mestre – escola de Campo Grande, aquele que alfabetizou os primeiros filhos da terra campo-grandense. Joaquim Vieira de Almeida Foi o primeiro cronista de Campo Grande.
Arnaldo Estevão de Figueiredo Arnaldo Estevão de Figueiredo e Menodora Alvez Fialho, depois Fialho de Figueiredo, mais conhecida como Dorinha, são os fundadores da Casa da Memória – Arnaldo Estevão de Figueiredo Governou o estado de MT uno, de 1947/50, sendo suas principais obras a Criação de Colônias Agrícolas e o Assentamento de Colonos, bem como promoveu com ênfase o processo de democratização e legalização de glebas, a todos que quisessem requerê-la, a fim de ocupar as terras do gigante adormecido – o Mato Grosso.
Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres Foi representante de fidalgos de Portugal, soube, no Brasil, mais precisamente em Mato Grosso, demonstrar suas altas qualidades de patriotismo, grande administrador e fiel escudeiro da Casa real Portuguesa.
Cândido Mariano da Silva Rondon Chamado grande chefe pelos índios, que às suas linhas telegráficas davam o nome de línguas de Mariano, até o fim dos seus dias pugnou por uma política indígena de valorização e unidade social.
Eduardo dos Santos Pereira Assumiu em Cuiabá a Chefia de Serviços de Correio, tendo lá chegado depois de uma longa viagem de navio.
Eduardo Elias Zahran Implantou a 1ª emissora de Televisão do Estado.
Personagens Históricos Francelina Garcia Leal Descendente das Garcia, pioneiros dos sertões de Santana da Paranaíba, foi uma mulher de rara sensibilidade, escrevendo com belas palavras; é exemplo de vida.
Contribuiu para o povoamento, conquista e progresso do recém desbravado sertão sul-mato-grossense.
Pe. João Crippa Trabalhou na Inspetoria de Mato Grosso. Nasceu na Itália, na província de Milão em 10 de outubro de 1861.
Foi um homem caridoso, cuja lembrança ainda dura em Mato Grosso do Sul e especialmente em Campo Grande. Nasceu a 10 de outubro de 1.861 na Itália, filho de Pietro e de Fiorina Bucconi.
Estudou no Colégio São João Evangelista em Turim, e nesses anos criou amor ao apostolado.
Veio para o Mato Grosso do Sul em 1.912, tendo como primeira missão os Bororós, percorrendo por vários anos aquela região.
Convocou as principais senhoras da sociedade campograndense, constituindo uma comissão e, em menos de três meses, obteve e preparou o local de fundação do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.
Padre Crippa foi muito apreciado como pregador.
Sua palavra comovia, não só o povo, mas especial- mente convertia doutos e ignorantes.
Padre Crippa pregava de povoado em povoado, de lugar a lugar.
Mais tarde, as fadigas e os anos limitaram seu apostolado, restringindo-o essencialmente a Campo Grande.
Um de seus sonhos era construir uma grande Igreja dedicada a São José, mas não viu com seus olhos essa bela e grande igreja que temos hoje.
Sua bondade sacerdotal o faz sempre lembrado pelo povo, que visita seus restos mortais e reza por ele na capela perto do prebistério da Igreja de São José.
Encerrou serenamente sua vida a 1 de agosto de 1.941. Manoel da Costa Lima Pioneiro da 1ª navegação a vapor pelos rios Paraná e Pardo.
É incansável o desbravador, e nesse mesmo ano constrói duas balsas-currais.
Laucídio Coelho Nascido na fazenda dos campos da Vacaria em 1886.
Na época, foi o maior empregador rural, com centenas de trabalhadores, e pioneiro, na instalação de mini-usinas hidrelétricas, na telefonia e rádio comunicação.
Ricardo Franco de Almeida Serra Em 1801, no Forte de Coimbra, enfrenta a frota comandada pelo espanhol D.Lázaro de Ruibeira, governador de Assunção, que lhe dá um ultimatum para se render.
José Antônio Pereira Propiciou uma sustentação socioeconômica e política à Vila de Campo Grande, era o proprietário da fazenda , fundou a nossa cidade.
João Pandiá Calógeras Engenheiro que foi homenageado pelo nome da rua de Santo Antônio.
Personagens Históricos Coronel Carlos de Morais Camisão Militar, coronel do Exército e Comandante das Forças enviadas para combater os paraguaios que haviam invadido mato grosso.
Esse fato aconteceu em 1867, durante a Guerra do Paraguai.
As tropas do comando Camisão invadiram o Paraguai, mas depois tiveram de voltar enfrentando grandes dificuldades. Esse episódio é conhecido como a Retirada da Laguna.
O combate mais violento da retirada aconteceu em Bela Vista.
De volta ao Brasil, os brasileiros foram perseguidos pelos inimigos e sofreram grandes perdas.
Os soldados foram atacados pela doença da cólera.
Faleceu a 29 de maio de 1867, à margem esquerda do rio Miranda, vitimado pela cólera.
O Visconde Taunay o imortalizou no seu livro “ A retirada da Laguna”.
Antônio João Ribeiro Nasceu em Poconé, MT, em 1820.
Foi herói militar brasileiro.
Era comandante da colônia, quando o Brasil foi invadido pelo Paraguai, em 1864.
Ao saber da aproximação do inimigo, Antônio João ordenou a retirada dos habitantes.
Ficou apenas com 15 homens para defender o lugar até a morte.
O tenente Antônio João e todos os seus homens foram sacrificados pelos paraguaios.
Faleceu na colônia militar de Dourados, Sul de Mato Grosso, em 1864, defendendo o solo de sua pátria.
Mas, antes, ele enviou uma mensagem ao seu comandante, em Nioaque: “ Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria.
Maria Constança de Barros Nasceu em Cuiabá, dia 12 de dezembro de 1889.
Veio para Campo Grande muito jovem para lançar-se à aventura do ensino.
Deu aula por mais de trinta anos, dirigiu escolas e não descansava nem nas férias e feriados.
Os vereadores da época a homenagearam com uma escola estadual com seu nome...
Hoje, seu nome faz parte das lendas , e incorpora-se aos mitos que constituem o acervo cultural do Estado.
Fonte: www.sulmatogrossense.com.br