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Dia do Nutricionista

 

31 de Agosto

Num País de obesos e famintos, o nutricionista exerce papel estratégico. É ele o responsável pela promoção da alimentação saudável.

No dia 31 de agosto, data desta profissão, o Conselho Federal dos Nutricionistas (CFN) reconhece que a categoria vem ganhando destaque na sociedade brasileira pelos serviços prestados.

Para a nutricionista Christina Maia, o profissional da área “atua como orientador e educador no que diz respeito à alimentação adequada para prevenir e tratar as doenças”. Com esse objetivo, as cerca de 280 universidades de nutrição ensinam a diferenciar hábitos alimentares, a interpretar fatores culturais e sociais na formação de cardápios. Enfim, a promover a saúde alimentar da sociedade.

A profissão no Brasil está estruturada. Tem Conselho Federal dos Nutricionistas (CFN) e código de ética. Essa é uma realidade que vem sendo construída nas últimas seis décadas.

Nos anos 40, sugiram as primeiras universidades da área. A importância do nutricionista poderia ser resumida num provérbio antigo: "Nós somos o que comemos".

Hoje, a atuação do nutricionista é tão abrangente que é necessário, além dos conhecimentos acadêmicos, ter habilidades extras, como a capacidade de enfrentar situações aflitivas e conflitantes; lidar de forma positiva com as adversidades; manter a perseverança; e ainda desenvolver uma grande resistência às frustrações.

O Papel da Alimentação na Prevenção e Tratamento das Doenças

Todos sabem que a alimentação equilibrada é fundamental para preservar a saúde e prevenir doenças, pois os alimentos são fontes de vitaminas e minerais indispensáveis ao bom funcionamento do organismo.

Porém a maioria das pessoas não sabe alimentar-se de forma adequada e por este motivo surgem doenças que poderiam ter sido prevenidas.

Como exemplo temos a doença diverticular causada pela deficiência de fibras na dieta; a osteoporose por deficiência de cálcio; a anemia por deficiência de ferro, e tantas outras. .

Além do papel preventivo, a alimentação adequada também é fundamental no tratamento das doenças que muitas vezes se agravam por falta de orientação adequada.

Como exemplo temos o diabético que se preocupa em não consumir açúcar e desconhece que alimentar-se nos horários certos também é importante, pois a hipoglicemia (falta de açúcar no sangue) é tão perigosa quanto a hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue);

O paciente obeso, que tão preocupado em emagrecer, corta radicalmente o consumo de carboidratos (massas e pães) pois desconhece o fato de que 1g de carboidrato fornece 4 calorias e 1g de gordura fornece 9 calorias.

Será mesmo que o pão engorda ? São tantos exemplos.

O que faz o nutricionista então ?

O nutricionista atua como orientador e educador no que diz respeito a alimentação adequada para prevenir e tratar as doenças.

É o profissional indicado e o mais capacitado para esta tarefa, pois conhece à fundo os alimentos e trabalha com dietas personalizadas, respeitando as diferenças de hábitos alimentares, estrutura física e situações fisiológicas especiais, tornando o tratamento das doenças mais eficiente e mantendo a saúde das pessoas que acreditam neste provérbio: "nós somos o que comemos".

Fonte: www.fomezero.gov.br

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

Nutricionista

O nutricionista é um profissional com formação generalista, humanista e crítica, capacitado a atuar visando à segurança alimentar e à atenção dietética, em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e nutrição se apresentem fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos, com reflexões sobre a realidade econômica, política, social e cultural.

Exercício profissional

Pré Requisitos

Inscrição no CRN da respectiva jurisdição - Art. 17 do Decreto 84.444/80;

Carteira de Identidade Profissional expedida pelo CRN – Art. 15 da Lei 6.583/78;

Diploma expedido por Escolas de Graduação em Nutrição oficiais ou reconhecidas pelo MEC – Art. 1 da Lei 8.234/91

Exercício ilegal

Exercer a profissão antes de inscrição no CRN-2;

Exercer a profissão com registro provisório vencido, em baixa ou cancelado;

O profissional de outra região atuar sem inscrição secundária ou transferência;

Atividades privativas - Lei 8234/91

Direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição;

Planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição;

Planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos de dietéticos;

Ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição;

Ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins;

Auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética;

Assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética;

Assistência e dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios, de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.

Atuação por área

Veja a definição completa das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições por área com referência de parâmetros numéricos.

I - Área de Alimentação Coletiva

1) Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) - Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições em Unidades de Alimentação e Nutrição, planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação e nutrição. Realizar assistência e educação nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou enfermos em instituições públicas e privadas.

2) Alimentação Escolar – Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na Alimentação Escolar, planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação e nutrição. Realizar assistência e educação nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou enfermos em instituições públicas e privadas.

3) Alimentação do Trabalhador – Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na Alimentação do Trabalhador, planejar, organizar, dirigir, supervisionar, avaliar os serviços de alimentação e nutrição do PAT. Realizar e promover a educação nutricional e alimentar ao trabalhador em instituições públicas e privadas, por meio de ações, programas e eventos, visando a prevenção de doenças e promoção e manutenção de saúde.

A – Em empresas prestadoras de serviço de Alimentação Coletiva – Refeição- Convênio:

B - Em empresas fornecedoras de cestas de alimentos e similares. (Cesta Básica)

II - Área de Nutrição Clínica

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições em Nutrição Clínica, prestar assistência dietética e promover educação nutricional a indivíduos, sadios ou enfermos, em nível hospitalar, ambulatorial, domiciliar e em consultórios de nutrição e dietética, visando à promoção, manutenção e recuperação da saúde.

1) Hospitais, clínicas em geral, clínicas em hemodiálises, instituições de longa permanência para idosos e spa.

2) Ambulatórios/consultórios

3) Banco de leite humano – BLH

4) Lactários/centrais de terapia nutricional

5) Atendimento domiciliar

III – Área de Saúde Coletiva

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de Saúde Coletiva, prestar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos sadios, ou enfermos, em instituições publicas ou privadas e em consultório de nutrição e dietética, através de ações, programas, pesquisas e eventos, direta ou indiretamente relacionados à alimentação e nutrição, visando à prevenção de doenças, promoção, manutenção e recuperação da saúde.

1) Políticas e programas institucionais

2) Atenção básica em saúde

3) Vigilância em saúde

IV - Área de Docência

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área da Docência – dirigir, coordenar e supervisionar cursos de graduação em nutrição; ensinar matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição e das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins.

1) Ensino, Pesquisa e Extensão (Graduação e Pós-graduação)

2) Coordenação de cursos,

V – Área de Indústrias de Alimentos

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de indústria de alimentos, elaborar informes técnico-científicos, gerenciar projetos de desenvolvimento de produtos alimentícios, prestar assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição, controlar a qualidade de gêneros e produtos alimentícios, atuar em marketing e desenvolver estudos e trabalhos experimentais em alimentação e nutrição, proceder analises relativas ao processamento de produtos alimentícios industrializados.

1) Desenvolvimento de produtos

VI - Área de Nutrição em Esportes

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de nutrição em esportes, prestar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições publicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética, prestar assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição, prescrever suplementos nutricionais necessários a complementação da dieta, solicitar exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietético.

1) Clubes esportivos, academias e similares.

VII - Marketing na Área de Alimentação e Nutrição

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições em Marketing na Área de Alimentação e Nutrição, a educação nutricional de coletividades, sadias ou enfermas, em instituições públicas ou privadas e em consultórios de nutrição e dietética, divulgando informações e materiais técnico-científicos acerca de produtos ou técnicas reconhecidas.

Fonte: www.crn2.org.br

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

Nutrição é a ciência que estuda os alimentos e os aplica às necessidades nutricionais do homem. E seu profissional é o nutricionista, responsável por planejar programas de alimentação, preparar dietas e cardápios, supervisionar a produção de alimentos e cozinhas de indústrias e restaurantes, além de acompanhar o regime alimentar de atletas.

O que faz?

O nutricionista pode atuar no setor administrativo de uma empresa, indústria, hospital, hotel ou escola, onde gerencia a produção de alimentos. Na área de catering, pode elaborar cardápios para companhias aéreas e emissoras de televisão.

Se optar por nutrição clínica, avalia o estado nutricional dos pacientes em ambulatórios, consultórios e hospitais e prescreve dietas de acordo com a enfermidade constatada.

No setor de marketing, o profissional pode desenvolver receitas e novos produtos alimentícios, promover degustações, além de organizar cozinhas experimentais. E na área de saúde pública, atua no planejamento de programas de merenda escolar e alimentação em creches e postos de saúde.

Um dos campos que mais têm crescido é o da nutrição esportiva. O nutricionista pode trabalhar em clubes, academias, confederações ou por conta própria, planejando cardápios e dietas adequadas às atividades físicas desempenhadas pelo atleta.

Onde estudar?

Com duração média de cinco anos, o curso superior em Nutrição tem disciplinas da área médica que fazem parte do currículo básico. Na parte profissionalizante, terá aulas teóricas e práticas sobre qualidades nutricionais dos alimentos, métodos dietéticos, educação alimentar e saúde dos alimentos, entre outras.

Vitaminas: não podemos viver sem

Segundo os nutricionistas, o organismo precisa de uma alimentação moderada, equilibrada e com variedade de nutrientes. Consumir alimentos combinados dos grupos - carboidratos, vitaminas e sais minerais, leite e derivados, carnes e lipídios - ajuda a manter corpo e mente saudáveis.

As vitaminas, por exemplo, são substâncias encontradas nos alimentos, necessárias ao desenvolvimento, manutenção e funcionamento do nosso organismo.

Ao serem ingeridas na medida certa só fazem bem à saúde. Segundo nutricionistas, o excesso pode acarretar prejuízos ao corpo humano. A vitamina A, por exemplo, só deve ser consumida até 200 miligramas por dia, pois acima deste número provoca sangramentos e fraturas de ossos.

Confira a lista que preparamos para você, com a relação das vitaminas, seus benefícios, o que sua ausência provoca e onde podem ser encontradas:

Vitamina
O bem que faz...
Sua falta provoca...
Onde é encontrada?
A
Ajuda no desenvolvimento dos tecidos; mantém a saúde da mucosa e visão e auxilia o crescimento
Dificuldade de visão com luz baixa; pele desidratada; diminui a resistência do organismo contra infecções, principalmente no pulmão
Leite integral, queijos, ovos, fígado, cenoura, brócolis, abobrinha, acelga, cenoura, batata-doce
B1
Auxilia no metabolismo dos carboidratos, álcool e gordura e atua nos nervos e músculos
Falta de concentração, problemas de sono e perda de apetite. A longo prazo, pode causar perda de memória e confusão mental
Semente de girassol, ervilha, gérmen de trigo, fígado, amendoim, carne de porco, pão e cereais integrais
B2 (riboflavina)
Estimula o crescimento nas crianças e atua na manutenção dos tecidos do corpo
Feridas nos cantos dos lábios, língua dolorida e olhos vermelhos com coceira
Fígado, rim, iogurte, leite, ovos, queijos, semente de abóbora e peixes oleosos
B6 (piridoxina)
Protege contra infecções; ajuda na formação sangüínea e no crescimento
Boca dolorida, depressão, irritação e inflamação dos nervos
Banana, batata, peru, peixe, castanhas, pimentão, couve-flor, abacate
B12
Ajuda na produção de DNA e na formação das células vermelhas
Anemia, cansaço e diminui a resistência a infecções
Fígado, carnes, alga marinha, mariscos, camarão, lagosta
C (ácido ascórbico)
Ajuda na formação do tecido conjuntivo e cicatrização de feridas. Pode diminuir o risco de alguns tipos de câncer e o risco de doenças coronárias
Dor nas juntas, escorbuto e sangramento na gengiva
Acerola, laranja, limão, kiwi, morango, caju, goiaba, tomate, brocólis e pimenta
D
Atua na absorção de cálcio e fósforo. Auxilia o crescimento e aumenta a resistência dos ossos e dentes
Menor crescimento ósseo e fraqueza muscular, além de risco de fraturas
Gema de ovo, salmão, truta, arenque, sardinha
E
Sua ação é antioxidante
Aumenta o risco de doenças coronárias, derrame, catarata e afeta o sistema nervoso
Nozes, avelã, aveia, gérmen de trigo, abacate, brócolis, cereias integrais
K
Atua na coagulação sanguínea e mantém a saúde dos ossos
Sangramentos
Repolho verde, couve-flor, espinafre, fígado, feijão, ervilha e cenoura

Diet x Light

Você certamente já ouviu falar nas palavras importadas da língua inglesa Diet e Light. Mas você sabe o que significam? Muitos acreditam que sejam a mesma coisa. Mas são completamente diferentes.

Os alimentos "diet" ou dietéticos são indicados apenas para quem segue uma dieta com restrições de açúcar, sal, gorduras, aminoácidos e proteínas, como os diabéticos, por exemplo.

Já os produtos com o aviso "light" devem apresentar redução de, no mínimo, 25% de calorias se comparado a um equivalente com teor calórico inalterado. Normalmente, eles contém menos gordura, álcool e açúcar.

Fique atento ao rótulo, pois é nele que você identifica se o produto é "diet" ou "light".

Arroz é vida

Valores nutricionais

O arroz é composto principalmente de amido, que nos fornece energia para fazer atividades físicas e dá o combustível para nosso corpo funcionar. A porcentagem de proteína é relativamente pequena (cerca de 7%, dependendo da variedade do arroz). Contém ainda cerca de 12% de água e alguns sais minerais.

Mesmo não sendo um alimento rico em vitaminas, o arroz tem como diferencial sua fácil assimilação pelo organismo. É muito difícil alguém ter uma indigestão com arroz e, o que é melhor: arroz combina com quase tudo!

Acompanhe na tabela abaixo a composição nutricional de alguns tipos de arroz, conforme divulgado pela Food and Agriculture Organization (FAO), uma organização ligada à ONU que trabalha com informações sobre alimentos e sua produção no mundo.

Confira, conteúdo nutricional de alguns tipos de arroz.

Tipo de arroz
Proteína (g/100g)
Ferro (mg/100g)
Zinco (mg/100g)
Fibra (g/100g)
Branco 6,8 1,2 0,5 0,6
polido (a)        
Marrom (a) 7,9 2,2 0,5 2,8
Vermelho (b) 7,0 5,5 3,3 2,0
Roxo (b) 8,3 3,9 2,2 1,4
Preto (a) 8,5 3,5 - 4,9

Para uma vida saudável

Seguindo orientações de nutricionistas, aqui vão algumas dicas para uma alimentação saudável:

Coma abundantemente cereais, frutas e vegetais

Esses alimentos são ricos em nutrientes essenciais para o organismo, não devendo faltar na sua alimentação diária.

Mantenha um peso saudável

O excesso de gordura no corpo aumenta os riscos para hipertensão arterial, doenças do coração, enfarte, diabetes e outras doenças. Por outro lado, a perda de peso também acarreta riscos à saúde como o aparecimento de osteoporose, e irregularidades menstruais (no caso das mulheres).

Coma regularmente

Pular refeições pode levar a um descontrole da fome, podendo resultar numa indigestão. Procure fazer de quatro a seis refeições em intervalos de três em três horas.

Reduza certos alimentos, não os elimine completamente

Se os seus alimentos preferidos são ricos em gordura, sal ou açúcar, não exagere na quantidade de sua ingestão.

O que fica e o que sai do cardápio

Prefira sempre os alimentos grelhados, assados e cozidos e evite as frituras. Evite também enlatados, doces e refrigerantes.

Consuma alimentos ricos em fibras

Os cereais, legumes e hortaliças são ricos em fibras essenciais para o organismo.

Beba bastante líquido diariamente

O corpo humano precisa de, no mínimo, 2 litros de água todos os dias, que devem ser ingeridos, preferencialmente, no intervalo das refeições.

Beba leite

O leite é o alimento mais consumido em todo o mundo. Está presente no cardápio diário de muita gente e pode ser adicionado em preparos culinários para dar sabor, espessura e estruturação.

É também um dos alimentos mais completos em termos de nutrientes. Sua composição contém vitaminas (A, D, B1 e B2), sais minerais (potássio, magnésio, fósforo, sódio e cálcio), gordura e açúcar (lactose), ou seja, um pouquinho de cada coisa que nosso organismo precisa para se manter.

Beber leite previne contra doenças e fornece sais minerais essenciais ao nosso organismo como o cálcio, por exemplo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, um adulto precisa de 800 miligramas diárias de cálcio, que corresponde a dois copos (250 ml) de leite ou iogurte. Vale lembrar que cerca de 90% do cálcio do nosso organismo ajuda a manter a rigidez das estruturas ósseas. Os outros 10% são distribuídos pelo corpo para relaxar e contrair as fibras musculares.

O leite materno, por exemplo, protege contra infecções, estimula o sistema imunológico e de crescimento do bebê e contém componentes antiinflamatórios.

Do tipo A, B ou C, o leite muda em teor de gordura ou pureza, sendo que os três têm valor nutritivo. O mais barato é o C, com teor de gordura de 3%. O B é integral, com teor maior, variando entre 3,5% e 4%. E o A apresenta teor de gordura semelhante ao B, com um número menor de microorganismos.

Confira no gráfico abaixo, a atual situação da produção de leite de vaca no Brasil:

Produção e valor da produção de leite, segundo as regiões brasileiras - 2002
Produção de leite
Regiões brasileiras
Quantidade (mil litros)
Valor (R$)
Norte
1.561.895
453.584.732
Nordeste
2.366.493
1.231.562.113
Sudeste
8.747.880
3.140.626.125
Sul
5.507.640
1.769.077.713
Centro-Oeste
3.459.832
1.091.887.585
Total
21.643.740
7.686.738.268
Fonte: Produção da Pecuária Municipal, v. 30, 2002

Fonte: www.ibge.gov.br

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

O estudo da nutrição dos seres vivos e particularmente dos humanos é uma ciência reconhecida cuja origem remonta à Antigüidade. Platão aborda-a quando se interessa pela escolha dos alimentos (embora adote uma perspectiva hedonista) e Hipócrates entrevê a existência de uma relação entre a alimentação e certas doenças.

Mais tarde, no século XVIII, com os trabalhos de Lavoisier (1743-1794) sobre a relação entre o processo da respiração e o metabolismo dos nutrientes (mais especificamente a combustão de oxigênio), e depois com os estudos de Laplace (1749-1827 sobre as cobaias e com o desenvolvimento da química moderna, as funções da nutrição tornaram-se conhecidas e passaram a constituir uma disciplina da biologia (Grazini dos Santos, 2007.

Existem várias definições dessa ciência. Todas concordam quanto ao fato dela se posicionar na convergência de diversas ciências que se encarregam do estudo dos seres vivos e de sua relação com os alimentos e seus nutrientes.

Segundo o Conselho de Alimentos e Nutrição da Associação Médica Norte-Americana (in Evangelista, 1987: 28), a ciência da nutrição é “a ciência que se ocupa dos alimentos, dos nutrientes e outras substâncias que eles contêm, sua ação, interação e balanço em relação a saúde e enfermidade; assim como os processos por meio dos quais o organismo ingere, absorve, transporta, utiliza e excreta as substâncias alimentícias”.

A ciência da nutrição está presente, entre outros, no estudo das especificidades biológicas dos alimentos e em sua relação com a saúde dos indivíduos. Ela também se interessa pelo estudo dos processos de contaminação e prevenção dessa contaminação, pelo cultivo dos alimentos, pela criação de animais consumíveis, pelos processos de preparação, condicionamento, distribuição, consumo e política de preços dos alimentos e, finalmente, pelo comportamento dos indivíduos e/ou grupos populacionais em face de alimentação.

É uma ciência tão ampla e complexa que a abordamos desde que falamos de bioquímica ou de fisiologia, assim como de psicologia, sociologia, economia ou mesmo de política e engenharia.

Somente após a Revolução Industrial européia que ela passou a fazer parte das preocupações políticas, sociais e econômicas, e desta maneira, objeto de estudo nestas áreas. O grande desenvolvimento ocorrido nessa época fez surgir a necessidade de formação de profissionais qualificados.

Desde os começo do século XX, a ciência da nutrição e os profissionais especialistas em nutrição passaram a ter importância cada vez maior para a sociedade, graças à descoberta, de doenças relacionadas à alimentação e à nutrição no mundo: a desnutrição, sobretudo, nos países em desenvolvimento, a obesidade e as dislipidemias nos países industrializados, a anemia e os distúrbios alimentares.

Os profissionais qualificados em ciência da nutrição são cada vez mais solicitados e sua intervenção é muito importante no plano social, na luta contra os problemas de saúde pública relacionados com a alimentação e a nutrição.

Na França a “nutrição” é vista mais como uma especialização inerente a outras disciplinas, tais como medicina, engenharia, ciências sociais, economia, psicologia e, sobretudo as ciências “agroalimentares”. Com exceção do profissional dietista (o técnico em nutrição), todos os outros profissionais que atuam no âmbito da nutrição são especialistas em nutrição dentro de uma outra área.

Segundo a Federação Européia das Associações de Dietistas (EFAD), da qual faz parte a Associação das Dietistas de Língua Francesa – ADLF, “o dietista é uma pessoa que tem uma qualificação legalmente reconhecida (em nutrição e em dietética) para aplicar as ciências da nutrição à alimentação e à educação de grupos populacionais e indivíduos saudáveis ou doentes”.

O técnico em nutrição francês tem, portanto um nível técnico: ele freqüenta um curso técnico de dois anos, seja nos lycées techniques d’état (escolas técnicas do governo) – na área de “dietética” ou nas escolas particulares que os preparam para adquirir o BTS (Brevet de Technicien Supérieur1) em dietética (portaria de 9 de outubro de 1987, publicada no Diário Oficial de 10 de outubro de 1987. Estes mesmos técnicos em nutrição também podem ser preparados pelos Instituts Universitaires de Technologie – IUT nos departamentos de “engenharia” biológica – opção dietética, e obtêm o DUT (Diplôme Universitaire Technique2) (Boletim Oficial especial n. 7 de 30 de julho de 1998).

Um técnico em nutrição só pode exercer sua profissão depois de ter sido aprovado no examen d’Etat3. Só os profissionais titulares de um diploma, certificado ou título atestando uma formação técnica em dietética e aprovados pelo concurso de estado é que podem usufruir da nominação “Diététicien” acompanhado ou não de um qualificativo (Lei n. 86-75 de 17 de janeiro de 1986).

Essas formações abrangem basicamente: bioquímica, fisiologia, conhecimento dos alimentos, nutrição normal, alimentação, técnicas culinárias, fisiopatologia, bases fisiopatológicas da dietética, nutrição clínica, economia e administração.

Na França, o nutricionista é em princípio um médico que seguiu uma formação menos ou mais aprofundada em nutrição ou em alguma área relacionada. Segundo o Ministério da Saúde francês, apenas os médicos podem reivindicar o título de nutricionistas. Entretanto, na prática, muitos profissionais titulares de um diploma de nível superior ou técnico apresentam-se como nutricionistas. Apesar dos esforços e das boas intenções do governo francês, ainda não existe uma formação específica e reconhecida para a qualificação e atribuição de diplomas para profissionais nutricionistas.

Quem quiser estudar na França deve saber que o nível de conhecimentos exigido não é o mesmo que o necessário para um nutricionista brasileiro. Indicaremos adiante as especificidades dos profissionais chamados nutricionistas no Brasil.

Se compararmos as formações propostas respectivamente na França e no Brasil, poderíamos dizer, sucintamente, que o nutricionista francês corresponde ao nutrólogo brasileiro. Ele é um profissional de nível superior que, após sua formação inicial, especializou-se em nutrição. O título de nutrólogo (no Brasil) é dado preferencialmente aos médicos; os demais profissionais da área da saúde apresentam-se como especialistas em nutrição, quer se trate, por exemplo, de psicólogo especialista, de mestre ou doutor em nutrição.

Segundo o professor Michel Krempf, na França a Nutrição ainda não é reconhecida como especialidade pelo Conselho de Ordem dos Médicos. O termo “nutricionista” ou “médico nutricionista” deveria ser reservado aos médicos que tiverem validado o Diploma de Estudos Especializados Complementares (DESC, de Diplôme d’Etudes Spécialisées Complémentaires) em nutrição ou que trabalhem em departamentos de nutrição reconhecidos.

Uma outra área fortemente ligada à ciência da nutrição na França é a agroalimentar (agricultura e indústria de alimentos). Este setor reúne a agricultura, a agronomia, a pecuária, a indústria, a preparação e a distribuição de alimentos etc.

No Brasil, a nutrição é uma disciplina de pleno direito e a maioria dos profissionais tem uma formação generalista, porém específica em ciências da nutrição. Nenhum profissional de nível superior, não graduado em nutrição pode exercer essa profissão.

Atuando conjuntamente ao nutricionista, o técnico em nutrição e dietética é um profissional que possui uma formação técnica em nutrição e que, segundo a profa. Sandra Chemin, membro da Comissão de Especialistas da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura (MEC), assiste o nutricionista nos estabelecimentos em que exista manipulação de alimentos, orientando, coordenando e fiscalizando a execução técnica de todas as atividades envolvidas.

O técnico em nutrição também pode participar da compra, venda e utilização dos produtos e equipamentos necessários. Além disso, pode integrar projetos e pesquisas na área.

O técnico em nutrição e dietética brasileiro ocupa-se também da saúde e da melhora da qualidade de vida das pessoas, promovendo uma alimentação adequada e equilibrada que, como se sabe, é um fator de prevenção e cura de doenças nutricionais ou distúrbios alimentares.

E importante saber que as atribuições dos profissionais técnicos em nutrição na França e no Brasil diferem de um país para o outro, embora as formações teóricas e práticas sejam semelhantes. No Brasil, os técnicos em nutrição e dietética exercem, praticamente, uma atividade identica à do “chef” de cozinha na França, porém sem aplicarem a “arte” da gastronomia.

O nutricionista, no Brasil, é um profissional que seguiu uma formação superior de quatro anos em nutrição (ciências da nutrição).
Segundo o Conselho Nacional de Educação – Câmara de Educação Superior do Ministério da Educação e Cultura – MEC brasileiro, o curso de graduação em nutrição deve preparar o profissional nutricionista “com formação generalista, humanista e crítica, capacitado a atuar, visando à segurança alimentar e à atenção à dietética, em todas as áreas do conhecimento em que alimentação e nutrição se apresentam fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e para a prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautada em princípios éticos, com reflexão sobre a realidade econômica, política, social e cultural”. (Resolução CNE/CES 05 de 07/11/01)

O artigo 1.º da Lei 8234/91, referente aos profissionais nutricionistas no Brasil, designa os nutricionistas como pessoas portadoras de um diploma outorgado por uma escola de graduação em nutrição, oficial e reconhecida pelo Estado. Esses diplomas devem ser registrados no Ministério da Educação brasileiro. Os detentores do diploma de nutricionista devem também estar inscritos no Conselho Regional de Nutricionistas – CRN da região onde exercerem a profissão.

Nenhum nutricionista ou técnico em nutrição pode exercer sua atividade profissional sem estar inscrito no CRN de sua região. Ademais, deve comprometer-se a seguir as recomendações desse Conselho e aceitar sua fiscalização, sem o quê corre o risco de ter seu título profissional cancelado. Essa sanção pode ocorrer após um julgamento solicitado por um dos Conselhos. O CRN, por sua vez, está subordinado ao Conselho Federal de Nutricionistas – CFN. Este tem também como função propor toda lei útil para a definição da atuação dos técnicos e nutricionistas, bem como de qualquer outro profissional especializado nessa área.

Segundo os textos oficiais, comparadas às dos nutricionistas no Brasil as atribuições dos dietistas na França se parecem; mas a formação difere muito em termos da carga horária e quantidade de disciplinas estudadas. Durante os quatro anos da graduação, os alunos brasileiros estudam, entre outros, as seguintes matérias: fisiologia humana, anatomia humana, bioquímica, biologia, histologia, farmacologia, fisiopatologia, fisiopatologia da nutrição, nutrição humana, dietética, técnicas dietéticas e culinárias, bromatologia, tecnologia dos alimentos, nutrição clínica, psicologia, comunicação, sociologia, licenciatura (pedagogia), educação nutricional, avaliação do estado nutricional, contabilidade, administração de unidades de alimentação e nutrição, ciências políticas, saúde pública, antropologia, marketing de alimentos, nutrição no esporte etc. Um estágio prático de duração de um ano também faz parte dessa formação, obrigatoriamente nas áreas de nutrição clínica, administração e saúde pública, podendo ainda estagiar na área esportiva e em marketing de produtos alimentares.

Isso faz com que na prática, o nutricionista brasileiro tenha uma certa autonomia intelectual e uma desenvoltura técnica que lhe permitem atuar de modo marcante a níveis profissional, político, social e midiático.

Concluída sua formação inicial, o nutricionista brasileiro pode, assim como o dietista e o “nutricionista” na França, prosseguir os estudos até o doutorado ou o pós-doutorado e seguir a carreira que lhe convier: científica, política, acadêmica, como perito ou simplesmente como especialista.

Já o médico brasileiro com formação superior em nutrição recebe o título de nutrólogo. A nutrologia, especialização médica em nutrição, é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil.

Para tornar-se nutrólogo é preciso já possuir um certificado de especialista obtido em Universidades e prestar um exame de atribuição do diploma de especialista em uma dos seguintes áreas: gestão em saúde, nutrição enteral e parenteral nutrição em pediatria ou nutrição enteral e parenteral pediátrica.

Os exames estão a cargo das sociedades científicas das especialidades em questão.

O estrangeiro que desejar seguir a formação de nutricionista no Brasil deve consultar o MEC a fim de saber se seu diploma lhe permite prestar o concurso de acesso à universidade ou faculdade (vestibular).

Em ambos os países as formalidades de equivalência e validação de diplomas existem, mas na prática é difícil validar diplomas obtidos ao término de formações tão diferentes como as que são implementadas em cada um desses países. Por exemplo, um dietista ou nutricionista francês ou brasileiro não aprende a equilibrar uma refeição com a mesma oferta de produtos alimentares conforme ele estiver na França ou no Brasil.

Ante a disparidade nas formações, atribuições e denominações dos profissionais especialistas em nutrição na França e no Brasil, é aconselhável e muito proveitoso que os intercâmbios educacionais se estabeleçam em nível superior ou universitário. Para além dos acordos de cooperação existentes em matéria de educação e de equivalência de diplomas4, os profissionais de nível superior franceses e brasileiros têm muito a compartilhar, como confirmam os professores Krempf, Bellisle, Amâncio, Chemin, Vitalle e Barros, com os quais tive oportunidade de conversar sobre o assunto.

A França e o Brasil muito ganhariam com tais intercâmbios, em numerosas áreas: políticas de saúde e nutrição, comportamento alimentar, sociologia e antropologia da alimentação, educação nutricional, nutrição em pediatria, nutrição em geriatria, popularização científica, segurança alimentar, gestão e organização de empresas de refeições coletivas, composição química de alimentos, equilíbrio das refeições, legislação de alimentos, publicidade de alimentos, aleitamento materno, programas de prevenção em saúde e nutrição entre muitos outros.

Os estágios práticos são fortemente recomendados, tanto para descobrir as especificidades de cada país como para compartilhar conhecimentos. Esses intercâmbios são especialmente desejáveis entre estabelecimentos como o Serviço de Nutrição do Hospital das Clínicas de São Paulo e o do Hôtel-Dieu de Paris, ou ainda entre os diversos laboratórios e departamentos de pesquisa científica dos dois países.

A experiência da França em matéria de gastronomia e o grau de excelência que alcançou nesse setor não devem ser ignorados. Os nutricionistas brasileiros têm se interessado cada vez mais por esta área. Na França a gastronomia está mais ligada à hotelaria, como aconteceu também no Brasil em uma certa época. Os nutricionistas brasileiros que desejarem estudar gastronomia na França devem necessariamente levar isso em conta. Várias escolas já abordam a relação entre gastronomia, nutrição e dietética; algumas pensam mesmo em criar um doutorado nessa área.

Evidentemente, todos os profissionais especialistas em nutrição podem aproveitar as jornadas de estudos, colóquios, congressos etc. que as associações profissionais organizam regularmente nos dois países.

Na França, o Instituto Francês para a Nutrição (IFN, de Institut Français pour la Nutrition), o Centro de Pesquisa e Informação Nutricionais (Cerin, de Centre de Recherche et d’Information Nutritionnelles), a Associação de técnicos em nutrição de Língua Francesa (ADLF, de Association de Diéticiennes de Langue Française) fazem parte das sociedades científicas na área da nutrição que oferecem grande quantidade de formações curtas e de informações sobre nutrição.

No Brasil são os Conselhos de classe (CRNs, CFN), a Associação Brasileira de Alimentação e Nutrição (ASBRAN), a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), a Associação Paulista de Alimentação e Nutrição (APAN), entre outros, bem como os departamentos de nutrição das universidades e faculdades, que oferecem essas atividades e informações.

A alimentação é um assunto de importância capital – como se pode constatar cada vez mais na mídia do mundo inteiro, a propósito dos anseios das populações ante as doenças e das perdas de referências sobre os usos alimentares.

Assim, deve-se fazer o máximo a fim de colaborar além das fronteiras para uma melhor troca de conhecimentos e qualificações capazes de devolver ao homem a confiança necessária no que é a função principal de seu organismo: assegurar sua sobrevivência da maneira mais equilibrada possível, por uma alimentação adaptada a seu ambiente e a suas necessidades individuais e coletivas.

Portanto, está claro que a troca de conhecimentos e a formação dos profissionais na área da nutrição são fundamentais.

Comparação entre as formações de especialistas em nutrição na França e no Brasil

França Brasil
Dietista Nutricionista Técnico em nutrição Nutricionista Nutrólogo
1.600 a 1.800 horas de teoria + 800 horas de estágios práticos Médico especialista com mais de 10 anos de estudos (não só em nutrição) 1.200 a 1500 horas com 120 a 300 horas de estágio prático em 2 anos 3.800 a 4.000 horas com 760 a 800 horas de estágios práticos em 4 anos Médico especialista com mais de 10 anos de estudos
Nível técnico Nível superior Nível técnico Nível superior Nível superior

Profissionais especialistas em nutrição na França e no Brasil – esquema comparativo

França Brasil

Referências bibliográficas

KREMPF, Michel. Rapport sur l’évolution du métier de diététicien en France – Programme National de Nutrition et Santé (www.sante.gouv.fr/htm/pointsur/nutrition/actions311_2.pdf).
VASCONCELOS, Francisco de Assis Guedes de. O nutricionista no Brasil: uma análise histórica. Campinas, Rev. Nutr., v.15, n.2, maio/ago 2002.
Grazini, J.T. Analyse et comparaison des informations sur l’alimentation et la nutrition maternelle infantile, véhiculées par la presse destiné au grand public en France et au Brésil. Tese de doutorado à ser defendida em breve na Universidade de Paris 7.

Fonte: www.cendotec.org.br

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

Predomina no imaginário coletivo a idéia que o nutricionista tem apenas o papel de prescrever dietas para pessoas que estão acima do peso.

Muito além desse estereótipo, o profissional – cuja data é comemorada neste dia 31 de agosto – está presente em diversas iniciativas que buscam prevenir doenças e contribuem para promover a qualidade de vida e a segurança alimentar dos brasileiros.

O primeiro curso de Nutrição no Brasil foi criado em 1939, com duração de um ano. Desde então, os profissionais que são inseridos no mercado têm uma formação em nutrição humana, cada vez mais multidisciplinar e completa.

Com isso, ele é capacitado a cumprir seu papel social de contribuir para a prática da alimentação saudável, uma das armas mais poderosas para prevenir e combater diversas doenças e agravos não-transmissíveis, responsáveis por elevados custos sociais e econômicos na saúde pública brasileira.

Devido a essa formação ímpar, o campo de atuação do nutricionista tem se expandido ao longo de 41 anos que se passaram desde a regulamentação da profissão, em 1967.

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Nutricionistas em 2005 apontou que os graduados em Nutrição em todo o Brasil estavam trabalhando em Nutrição Clínica (41,7%), Alimentação Coletiva (32,2%), Saúde Coletiva (8,8%), ensino e educação (8,8%), Nutrição Esportiva (4,1%) e indústria de alimentos (3,7%). Hoje, além dessas seis, há a área de Marketing em alimentação e nutrição.

A compreensão da importância desse profissional avança e ele passa a conquistar cada vez mais espaços, como por exemplo, em bancos de leite humano, em transplantes de célulastronco, em instituições de atendimento ao idoso e em atendimentos domiciliares a famílias que buscam se alimentar de forma adequada.

Neste ano, novos campos de trabalho foram conquistados, a partir da inserção do profissional nos recém-criados Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e da obrigatoriedade de que os planos de saúde oferecessem consultas com nutricionistas, aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) Paralelo a isso, houve também um aumento do número de instituições de educação superior que oferecem o curso.

De 1996 a 2007, foi percebida uma ampliação de 507% do número de graduações em Nutrição no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O número de profissionais inscritos nos Conselhos Regionais de Nutricionistas – requisito obrigatório para exercer a profissão no Brasil – aumentou cerca de 400% nos últimos sete anos.

O avanço na inserção do profissional em diversos campos da saúde no Brasil faz parte de uma nova perspectiva sobre a promoção da vida saudável, na qual a alimentação adequada exerce papel essencial, juntamente com a atividade física.

Essa visão contribui para que a população busque cada vez mais um acompanhamento nutricional. Uma das principais conseqüências disso é mais saúde para toda a sociedade brasileira.

Hoje comemoramos o dia do nutricionista certos de que o profissional tem cumprido

seu papel e ainda tem muito a contribuir. O futuro oferece ainda mais oportunidades para isso. Os desafios que o nutricionista enfrenta no dia-a-dia estão no compasso de importantes questões que se impõem atualmente.

São exemplos a segurança alimentar e nutricional, diante da alta do preço dos alimentos, os distúrbios alimentares enfrentados por jovens que querem se adequar a padrões estéticos e os alimentos geneticamente modificados, entre outros temas.

Nelcy Ferreira da Silva

Fonte: www.cfn.org.br

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

O nutricionista é um profissional de saúde. Para exercer a profissão, este profissional deve ter diploma expedido por escolas de graduação em Nutrição, oficiais ou reconhecidas, devidamente registradas no órgão competente do Ministério da Educação; deve, ainda estar regularmente inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) da sua respectiva jurisdição.

A profissão de nutricionista foi criada pela Lei nº 5.276, de 24 de abril de 1967. Em 17 de setembro de 1991, a Lei nº 8.234, regulamentou a profissão de nutricionista e definiu as atividades privativas desta profissional, que são:

1 - direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição;

2 - planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição;

3 - planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos dietéticos;

4 - ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição;

5 - ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins;

6 - auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética;

7 - assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética;

8 - assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e em consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.

Áreas de atuação (estabelecidas pela Resolução CFN nº 380)

1) Alimentação Coletiva: Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN), Alimentação Escolar e Alimentação do Trabalhador.

2) Nutrição Clínica: hospitais, clínicas em geral, clínicas em hemodiálises, instituições de longa permanência para idosos e spa; ambulatórios; banco de leite humano (BLH); lactários/centrais de terapia nutricional; atendimento domiciliar.

3) Saúde Coletiva: políticas e programas institucionais; atenção básica em saúde; vigilância em saúde.

4) Docência: ensino, pesquisa e extensão (graduação e pós-graduação) e coordenação de cursos.

5) Indústria de Alimentos: desenvolvimento de produtos.

6) Nutrição em Esportes: clubes esportivos; academias e similares.

7 Marketing de Alimentos e Nutrição.

Curiosidades

O profissional Nutricionista não deve ser confundido com o Técnico em Nutrição e Dietética (profissional com nível de ensino médio, egresso dos cursos técnicos que atendam às disposições da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e que estejam adequados aos Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico, Área Profissional Saúde, aprovados pelo Ministério da Educação). De acordo com a Resolução CFN nº 312/2003, o exercício da profissão de técnico em Nutrição e Dietética, profissional da área de saúde, será permitido exclusivamente aos inscritos nos Conselhos Regionais de Nutricionistas, cabendo a estes órgãos exercerem a orientação, disciplina e fiscalização do exercício profissional.

O profissional Nutricionista também não deve ser confundido com o Nutrólogo (médico especialista em Nutrologia). A Nutrologia é uma das Especialidades reconhecidas pela Comissão Nacional de Residência Médica do MEC (Resolução CNRM Nº 02/06). A Residência Médica em Nutrologia exige, como Pré-Requisito, que o candidato seja médico e tenha dois anos de residência médica reconhecida pelo Conselho Nacional de Residência Médica - MEC em clínica médica ou cirurgia geral. A Residência em Nutrologia não habilita o médico para exercer nenhuma das atividades privativas do Nutricionista.

O termo correspondente a Nutricionista, em inglês (nutritionist) permite diferentes interpretações com relação à profissão que representa. O título de Nutricionista é legalmente protegido em algumas regiões do Canadá, mas não em outras. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, por exemplo, esse título pode ser utilizado por pessoas com diferentes níveis de educação formal, que freqüentaram cursos com diferentes conteúdos e de duração diferentes (de poucos dias a alguns anos). Muitos desses auto-denominados "nutricionistas" aparecem freqüentemente na mídia, fazem afirmações e recomendam dietas duvidosas e questionáveis do ponto de vista do conhecimento científico. No Reino Unido, qualquer um pode se intitular Nutricionista, sem que haja exigência de nenhuma qualificação formal.

Existem, nesse país, várias organizações e sociedades que promovem terapias alternativas, por exemplo, e cada uma delas tem critérios próprios para definir e certificar esse profissional. Nos Estados Unidos, o título de Nutricionista é legalmente protegido apenas em alguns estados. Nesse país, existe também o título de Dietista (Dietitian). Para o exercício dessas profissões, alguns estados requerem licença (somente as pessoas licenciadas podem trabalhar como dietistas e nutricionistas), outros requerem certificação (quem não possui a certificação pode trabalhar como dietista ou nutricionista, mas sem usar os títulos) e um requerInserir texto não-formatado aqui apenas registro profissional (mas pessoas não registradas podem trabalhar como dietista ou nutricionista). As exigências para a obtenção da licença, certificação ou registro variam por Estado.

A Associação Americana de Dietética concede o título de R.D. - Registered Dietitian - aos que, após completarem o bacharelado e um programa mínimo em Dietética em faculdade ou universidade reconhecida, cumprirem um programa de trabalho prático supervisionado e forem aprovados em um exame de registro para Dietistas.

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) vai priorizar a discussão sobre a profissão de nutricionista no bloco no que diz respeito a registro, formação profissional e trânsito dos nutricionistas nos países-membros. A medida foi sugerida pela Associação Uruguaia de Dietistas e Nutricionistas (AUDYN). De acordo com a Associação, as discussões sobre a profissão já estavam avançadas dentro do Comitê de Nutricionistas no Mercosul (Conumer), que se reúne desde 1996, e é composto por instituições representativas da área. O Brasil é representado no Conumer pelo Conselho Federal de Nutricionista (CFN).

Fonte: www.boasnovas.tv

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

É comemorado nessa data, em virtude da criação da Associação Brasileira de Nutricionistas – ABN, que ocorreu no mesmo dia, no ano de 1949. Essa Associação foi substituída pela Federação Brasileira de Nutricionistas e atualmente, pela Associação Brasileira de Nutrição – ASBRAN.

Desde essa data que o Sistema Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas – CFN/CRN comemora o Dia do Nutricionista com diversas atividades nos Estados. (Texto: CFN - 2005)

O Nutricionista exerce um papel fundamental na vida em sociedade. Ele utiliza a ciência da nutrição e interpreta fatores culturais, biológicos, sociais e políticos, com vistas a melhorar a alimentação, bem como a saúde e a qualidade de vida das pessoas, em todas as fases da vida.

O profissional de Nutrição é responsável por planejar programas de alimentação, preparar dietas e cardápios, supervisionar a produção de alimentos em cozinhas de indústrias e restaurantes, bem como acompanhar o regime alimentar de atletas.

O nutricionista pode atuar em diversas áreas e setores. No setor administrativo de uma empresa, indústria, hospital, hotel ou escola, o profissional gerencia a produção de alimentos. Na área de catering, pode elaborar cardápios para companhias aéreas e emissoras de televisão.

Se optar por nutrição clínica, o profissional avalia o estado nutricional dos pacientes em ambulatórios, consultórios e hospitais e prescreve dietas de acordo com a enfermidade constatada.

No setor de marketing, o profissional pode desenvolver receitas e novos produtos alimentícios, promover degustações e organizar cozinhas experimentais. Na área de saúde pública, atua no planejamento de programas de merenda escolar e alimentação, em creches e postos de saúde.

Se optar por nutrição esportiva, o nutricionista pode trabalhar em clubes, academias, confederações ou por conta própria. Nesse caso, o profissional planeja cardápios e dietas adequadas às atividades físicas desempenhadas pelos atletas.

PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

Seguindo orientações de nutricionistas, aqui vão algumas dicas para uma alimentação saudável:

Coma abundantemente cereais, frutas e vegetais

Esses alimentos são ricos em nutrientes essenciais para o organismo, não devendo faltar na sua alimentação diária.

Mantenha um peso saudável

O excesso de gordura no corpo aumenta os riscos para hipertensão arterial, doenças do coração, enfarte, diabetes e outras doenças. Por outro lado, a perda de peso também acarreta riscos à saúde como o aparecimento de osteoporose, e irregularidades menstruais (no caso das mulheres).

Coma regularmente

Pular refeições pode levar a um descontrole da fome, podendo resultar numa indigestão. Procure fazer de quatro a seis refeições em intervalos de três em três horas.

Reduza certos alimentos, não os elimine completamente

Se os seus alimentos preferidos são ricos em gordura, sal ou açúcar, não exagere na quantidade de sua ingestão.

O que fica e o que sai do cardápio

Prefira sempre os alimentos grelhados, assados e cozidos e evite as frituras. Evite também enlatados, doces e refrigerantes.

Consuma alimentos ricos em fibras

Os cereais, legumes e hortaliças são ricos em fibras essenciais para o organismo.

Beba bastante líquido diariamente

O corpo humano precisa de, no mínimo, 2 litros de água todos os dias, que devem ser ingeridos, preferencialmente, no intervalo das refeições.

Fonte: www.velhosamigos.com.br

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

“A vida é nutrida por alimentos e as substâncias das quais ela depende são os nutrientes. Estes fornecem a energia e os materiais constituintes para as substâncias incontáveis que são essenciais para o crescimento e a sobrevivência dos seres vivos (KRAUSE, 1995).”

A alimentação como princípio fisiológico sempre mereceu atenção quanto à escolha e preparo dos alimentos. Porém, atualmente, devido à grande distribuição de informações pelos meios de comunicação, ainda nos deparamos com dúvidas de simples respostas, pois estas se encontram entre o que mais nos agrada e o que mais necessitamos – O ALIMENTO.

Por ser a alimentação fruto da cultura e dos hábitos adquiridos, torna-se cada vez mais importante, informar conceitos que possam melhorar os hábitos conhecidos e formar outros que possibilitem melhor qualidade de vida e conseqüentemente, profilaxia à doenças reconhecidas atualmente, como resultado de um estilo de vida inadequado.

Portanto, ensinar como adquirir saúde, no amplo conceito da medicina, obriga- nos à estudar mais sobre alimentação, atividade física e controle do estresse.

Há também a importância da nutrição como fator preventivo de doenças e manutenção do estado de saúde que tem se mostrado fundamental em vários campos de pesquisa, de cunho individual e populacional. No que se refere à melhoria da qualidade de vida, o papel da boa alimentação é preponderante e único.

A História da Nutrição no Brasil e no Mundo...

De acordo com a Associação Brasileira de Nutrição, os primeiros registros da evolução da profissão do nutricionista surgiram no Canadá, em 1670, com o Centro de Classificação e Ocupações Técnicas das Irmãs da Ordem de Ursulinas, e em 1867, em Toronto, com a criação do Curso de ensino de Economia Doméstica. Só em 1902, no entanto, surgiu o Curso de nível Universitário na formação de dietistas.

A primeira profissional da área surge na guerra de Criméia, organizando cozinhas funcionais para dietas à enfermos graves. Na área médica as primeiras dietas para casos especiais são registradas na Escócia.

A primeira guerra mundial marca a necessidade profissional de dietistas para o racionamento alimentar e provisão dos exércitos, e é na Alemanha, em 1914, que surgem os primeiros trabalhos relativos aos alimentos, por meio do conselho de pesquisas médicas do ministério da agricultura.

A primeira Associação Profissional de Dietistas, ou Associação Americana de Dietética, foi criada em Cleveland em 1917 e teve como objetivos:

melhorar a nutrição do ser humano

desenvolver a ciência da nutrição e dietética

promover a ciência da nutrição e de áreas afins

Na França, em 1915, a Sociedade Científica de Higiene Alimentar de Paris é reconhecida como de utilidade pública, criando cursos de Economia Doméstica e Ciências Sociais com enfoque em conhecimentos de nutrição. No Japão também acontece a criação do Centro de Estudos de Alimentação e o Curso de Dietética, e na Suécia inicia-se treinamentos profissionais para dietistas atuarem em serviços de alimentação para coletividades, hospitais, e também para as forças armadas.

É na União Soviética, porém, que se cria o primeiro Instituto Científico dedicado ao estudo de nutrição, com cozinha experimental e dietoterápica, principalmente para o estudo da conservação e valores nutricionais dos alimentos.

Em 1945 foi fundada, durante a Conferência de São Francisco, a Organização das Nações Unidas (ONU) e, sub-ligada a esta, a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), com sede em Roma.

Em 1946, a Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Genebra, inicia a divulgação e execução de programas específicos ligados à produção e estudos sobre alimentos, marcando o aperfeiçoamento profissional da nutrição.

Na América do Sul, o professor Pedro Escudeiro incentiva na Argentina, a partir de 1926, a criação do Instituto Municipal de Nutrição em Buenos Aires, e em seguida a Escola Municipal de Dietista. Depois foi criado o Curso de nível universitário no Instituto Nacional de La Nutricion, marcando a formação de profissionais nutricionistas na América do Sul, ofertando bolsas de estudos aos outros países.

Acontece na Holanda, em Amsterdam, em 1952 o 1º Congresso Internacional de Dietética, e com ele a criação de cursos em outros países da Europa, África e América do Sul.

No Brasil, na Universidade de São Paulo, inicia-se em 1939 o primeiro curso para formação de educadores e inspetores sobre alimentação. Os cursos de formação nutricional acompanharam nesta história as tendências de cada época, cobrindo primeiramente as necessidades, ora por guerras e racionamento alimentar, ora por usar a nobre ciência em benefício do homem, integrando o mesmo à natureza e à tudo o que ela pode oferecer. Com a aprovação do curriculum mínimo, em 1962, mais trinta e quatro cursos foram criados até o ano de 1988, e atualmente registramos através dos conselhos regionais de nutricionistas, 44 cursos no território brasileiro.

Para o esporte, a história da nutrição seguiu quase o mesmo caminho, descobrindo sua importância à cada momento de necessidade. Nos anos 70 e 80, várias pesquisas relatam a importante relação dos nutrientes no desempenho, e mais pesquisas acontecem à cada ano, deixando o Brasil próximo aos países mais desenvolvidos na área, favorecendo a troca de informações, atual globalização, e incentivos à continuidade das mesmas.

Seja na alimentação institucional, saúde pública, na área clínica, no esporte ou marketing, o nutricionista torna-se cada vez mais participante na vida de todo cidadão, são ou não.

Ser nutricionista não é apenas cuidar da alimentação, mas sim, interpretar e compreender fatores culturais, biológicos, sociais e políticos, para criar soluções que garantam uma vida mais saudável, justa e equilibrada.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

O nutricionista estuda os alimentos, suas características e funcionalidades orgânicas, e são profissionais gabaritados para orientar as pessoas na melhor maneira de se alimentar para amenizar problemas e manter a saúde e o bem-estar. Antes uma atividade restrista aos consultórios particulares, a profissão de nutricionista tem adquirido cada vez mais importância nas empresas e em outros ramos profissionais.

Segundo dados da pesquisa de carreiras do Ministério da Educação, a Nutrição, junto com a Fisioterapia e o Turismo, é a profissão que mais empregará nos próximos anos, sendo cada vez mais concorrida nos vestibulares e ocupando o posto que há anos é de Comunicação Social e de profissiões clássicas como a Medicina, Engenharia e Direito. Isto porque a preocupação com a saúde cresce a cada dia e a consciência de que para ser saudável é preciso cuidar da alimentação tem se expandido.

A obesidade já é considerada um grande mal e, hoje em dia, mata mais do que o câncer. Afinal, o sobrepeso excessivo sobrecarrega o coração, o fígado, o sistema circulatório, as articulações, enfim, o funcionamento do organismo como um todo. Por isso, a formação de nutricionistas antenados com o mundo atual, que invistam sempre em cursos de especialização e possam orientar as pessoas sem que haja rejeição por parte delas, é fundamental.

Sendo assim, os nutricionistas podem encontrar oportunidades de trabalho nas empresas preocupadas com a saúde dos seus funcionários, oferecendo refeições saborosas e balanceadas e orientando quanto a melhor forma de se alimentar fora do ambiente de trabalho. No consultórios, as pessoas podem encontrar orientações individuais, que atendam a cada caso de forma específica, potencializando os efeitos. O Bem Leve, por exemplo, segue uma tendência muito forte no mercado: a internet oferece informação e orientação para as pessoas que não têm tempo para consultas cara-a-cara ou que não podem investir em comidas light e diet. Tudo sem radicalismo e com a possibilidade de conversar com o profissional de nutrição sem sair de casa.

Por tudo isso, no próximo dia 31 de agosto, quando se comemora o dia do nutricionista, profissionais e pacientes devem se alinhar ainda mais para que a saúde fique em primeiro lugar e as dietas malucas e os modismos façam menos vítimas. Nunca duvide da importância do nutricionista na sua vida, invista em uma consulta e mude a sua vida!

Fonte: bemleve.bolsademulher.com

Dia do Nutricionista

31 de Agosto

O QUE É NUTRIÇÃO?

A nutrição é a ciência que estuda a composição dos alimentos e as necessidades nutricionais do indivíduo, em diferentes estados de saúde e doenças (Secretaria de Estado de Saúde, Distrito Federal).

Alimentar-se é o ato voluntário de fornecer alimentos ao organismo. A nutrição se inicia depois que os alimentos entram no organismo e são transformados em nutrientes (Secretaria de Estado de Saúde, Distrito Federal).

QUEM É O NUTRICIONISTA?

O nutricionista é um profissional da área de saúde, com formação generalista, humanística e crítica, capacitado a atuar visando a segurança alimentar e a atenção dietética, em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e nutrição se apresentam fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e para a prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos, com reflexão sobre a realidade econômica, política, social e cultural.

Como atua esse profissional e quais são suas habilidades?

O nutricionista é um profissional da área de saúde, com formação generalista, humanística e crítica, capacitado a atuar visando a segurança alimentar e a atenção dietética, em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e nutrição se apresentam fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e para a prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos, com reflexão sobre a realidade econômica, política, social e cultural.

Quanto à formação do nutricionista, dentro dos conteúdos curriculares da graduação em nutrição incluem-se Ciências da Alimentação e Nutrição (nutrição humana e dietética; gestão de unidades de alimentação e nutrição, técnica dietética, patologia de interesse da nutrição, dietoterapia, avaliação nutricional, vigilância nutricional, nutrição experimental, educação alimentar e nutrição em saúde coletiva) - Ciências dos Alimentos (bromatologia, microbiologia dos alimentos e higiene, vigilância sanitária e controle de qualidade dos alimentos), além de conteúdos de Ciências Biológicas e de Saúde e de Ciências Sociais, Humanas e Econômicas.

E em relação à pós-graduação, várias universidades e centros acadêmicos oferecem cursos "strictu sensu" e "latu sensu" nas áreas de nutrição e saúde pública, bases experimentais da nutrição e ciência dos alimentos, entre outras, e cujos cursos passam pelo crivo de instituições avaliadoras do ensino na pós-graduação.

Dentre as atividades privativas do nutricionista, previstas na Lei 8.234/91, destacam-se as seguintes competências e habilidades:

Dirigir, coordenar e supervisionar cursos de graduação em nutrição;

Planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar serviços de alimentação e nutrição;

Planejar, coordenar, supervisionar e avaliar estudos dietéticos;

Ensinar matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição e disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e afins;

Desenvolver atividades de auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética;

Prestar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética;

Prestar assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e em nível de consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.

Além das atividades referidas acima, destacamos outras que são relacionadas com alimentação e nutrição humanas, também prevista em legislação:

Elaborar informes técnico-científicos;

Desenvolver e avaliar novas fórmulas ou produtos alimentares visando sua utilização na alimentação humana;

Prestar assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição;

Exercer controle de qualidade dos alimentos em sua área de competência;

Atuar em marketing em alimentação e nutrição;

Avaliar, diagnosticar e acompanhar o estadoi nutricional de indivíduos e grupos populacionais;

Desenvolver e aplicar métodos e técnicas de ensino em sua área de atuação;

Atuar na formulação e execução de programas de educação nutricional, de vigilância nutricional, alimentar e sanitária.

Conforme observado, o nutricionista é um profissional cujo exercício é realizado dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética, tendo em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas com a solução do problema em nível individual e/ou coletivo.

Rosane Maria Nascimento da Silva

Fonte: www.silviamota.com.br

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