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Dia do Selo Postal Brasileiro

 

01 de Agosto

O Dia do Selo Brasileiro é comemorado em 1º de agosto porque nesta data, no ano de 1843, foram emitidos os primeiros selos no país.

Conhecidos como Olho-de-Boi, devido às suas semelhanças com o olho desse animal, os selos brasileiros tinham os valores de 30, 60 e 90 réis.

Mas a ligação entre a história brasileira e a história do selo não pára por aí.

Foi também no Brail que, em 1974, lançaram o primeiro selo do mundo com legenda em braile.

Outro motivo de orgulho dos filatelistas brasileiros é que nosso país foi o segundo do mundo a emitir um selo com imagens holográficas (tridimensionais), no ano de 1989.

Mais história

O selo nasceu na Inglaterra, em 1840, a partir da necessidade de se estabelecer um padrão de tarifas postais para toda a nação.

Antes de existir, o destinatário arcava com as despesas de correspondência.

Com os selos, foi possível uniformizar as taxas de todas as regiões de uma nação e, posteriormente, implantar um sistema postal de âmbito internacional.

O primeiro selo trazia a imagem do rosto da rainha Vitória e foi idéia de um membro do parlamento inglês, Rowland Hill (1795-1875).

Os selos despertam a curiosidade de muita gente.

Através deles podemos aprender peculiaridades sobre o momento histórico de um país, já que, com frequência, retratam algum tema ou personagem de determinada época que está em voga.

O hobby de colecionar selos é chamado filatelia.

O valor de um selo raro pode chegar a cifras altíssimas, e o verdadeiro filatelista está disposto a gastar muito para incorporá-lo à sua coleção.

Fonte: IBGE teen

Dia do Selo Postal Brasileiro

1º de agosto

Dia 01 de agosto é comemorado o dia nacional do selo. O motivo desta comemoração se deve a publicação do primeiro selo no Brasil, em 1843 - a pequena estampilha que resolveu o problema mundial das correspondências. Houve épocas em que as cartas eram pagas no destino e se o destinatário não tinha pudesse pagar, a correspondência era devolvida.

Dia do Selo Postal Brasileiro

Contam que um elegante senhor inglês passeava pelo bosque tranquilamente quando ouviu uma acalorada discussão. Parou para escutar o que estava havendo. Viu um enraivecido carteiro discutindo com uma donzela que queria receber a carta sem pagar. O senhor penalizado, percebendo que a carta era do namorado da moça, ofereceu-se para pagar a despesa da correspondência. O carteiro e a moça não aceitaram. A moça pegou a carta, olhou o envelope de um lado e outro e devolveu. O carteiro, furioso, explicou que era assim todos os dias, as pessoas olhavam os envelopes e devolviam. Por isto ele era sempre quem "pagava o pato", pois seus superiores lhes chamavam atenção e diziam-no desinteressado. Além disso, andava ele para cima e para baixo com aquele volume enorme de cartas e quase todas eram devolvidas.

Finalmente o senhor convenceu o carteiro a aceitar a moeda oferecida e mandou-o embora. Curioso, o observador senhor perguntou para a moça qual era o segredo daquela história toda. Ela enrolou, enrolou e contou a verdade; - não havia carta nenhuma. Como o namorado havia viajado para juntar dinheiro para o casamento, não gastava papel, apenas combinaram um código. Haveriam pequenos sinais nos cantinhos do envelope e os dois ficavam sabendo que estava tudo dentro do combinado. Os demais moradores da aldeia descobriram o segredo e também faziam o mesmo.

Acontece que o bondoso senhor era Sir Rowlad Hill, diretor dos Correios, que em um dia primaveril de 1838 aproveitava as férias para passear. Riu muito do acontecido e ficou feliz por descobrir aquele segredo que também o estava incomodando. Pensou muito e nasceu a idéia de anexar um recibo à carta, paga adiantadamente, e isto funcionou muito bem até meados de 1840. Não houveram mais devoluções e as distâncias percorridas pelos carteiros não eram mais em vão.

Em maio de 1840, por idéia do inteligente Sir, foram emitidos os primeiros selos postais. Tão logo foi conhecida sua praticidade, o selo foi rapidamente assimilado em vários países. Ao emitir selos para uso em território nacional e exterior em agosto de 1843, o Brasil foi comprovadamente o segundo país a emitir selos no mundo, depois da Inglaterra.

O selo sem dúvida foi das mais importantes contribuições na área das comunicações, bastando analisar o volume de correspondências emitidas em todo mundo. Há também o precioso interesse dos filatelistas nesta valiosa coleção. No Brasil, quem possuir as séries OLHOS DE BOI (1843), INCLINADOS (1844), OLHOS DE CABRA (1850) e os OLHOS DE GATO (1854), terá com certeza, uma fortuna avaliada em alguns milhões... de dólares.

Com o passar dos anos, em 1938, surgiu o primeiro selo comemorativo, em homenagem à primeira Exposição Filatélica Internacional- BRAPEX, no Rio de Janeiro. A partir da ECT, em 1969, artista plásticos e desenhistas promissores foram contratados para melhorar a qualidade das estampas nas novas emissões da Casa da Moeda, que foi reequipada para garantir uma emissão compatível com os novos padrões.

Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

Dia do Selo Postal Brasileiro

01 de Agosto

Primeiro selo do mundo, conhecido como Penny Black, surgiu na Inglaterra, em 6 de maio de 1840, dentro da reorganização promovida no serviço postal daquele país por Rowland Hill. Até essa data, o pagamento pela prestação do serviço de transporte e entrega de correspondências era feito pelo destinatário. A chegada do selo foi fundamental para o sucesso da reforma postal, que revolucionou os Correios no mundo inteiro.

Os primeiros selos do mundo têm como figuração a efígie (como a da Rainha Vitória, no Penny Black), o brasão ou a cifra.

O Brasil lançou seu primeiro selo em 1843 - a famosa série "Olho-de-boi" - e foi o segundo país do mundo a emitir selos. Seguiram-se os selos conhecidos como "Inclinados" (1844), "Olhos-de-cabra" (1850) e os "Olhos-de-gato" (1854).

Dia do Selo Postal Brasileiro

Os primeiros selos comemorativos foram emitidos em 1900 e celebravam o 4º Centenário do Descobrimento do Brasil, mas somente em 1906 foram feitas emissões comemorativas com repercussão no exterior, sendo alusivas ao 3º Congresso Pan-Americano.

O primeiro carimbo comemorativo apareceu em 1904, em Curitiba, durante a "Exposição do Paraná", evento que comemorou os 50 anos da emancipação política do Estado.

Em 1920, foi criado o serviço aéreo, que teve selos exclusivos no período de 1927 a 1934.

O primeiro bloco comemorativo surgiu em 1938, em comemoração à 1ª Exposição Filatélica Internacional - BRAPEX, no Rio de Janeiro.

Até 1968, a grande maioria dos selos comemorativos brasileiros tinha impressão em uma só cor, com as mesmas técnicas e deficiências dos selos ordinários. Nesse ano, começaram a ocorrer melhorias significativas no processo de impressão, especialmente no que se referia ao tipo de papel, às técnicas utilizadas e aos mecanismos de segurança contra falsificações.

A partir da criação da ECT, em 1969, artistas plásticos e desenhistas promissores foram contratados para melhorar a qualidade das nossas emissões comemorativas e a Casa da Moeda foi reequipada para garantir uma impressão compatível com o novo padrão, dentre as providências que foram adotadas para incrementar a Filatelia.

Como decorrência da modernização em sua concepção artística, os selos brasileiros tornaram-se mais atraentes e competitivos, obtendo importantes prêmios internacionais. Destacam-se entre as emissões premiadas o bloco "São Gabriel Padroeiro dos Correios" (1973), o selo "Imprensa - Bicentenário de Hipólito da Costa" (1974), o selo "Dia Nacional de Ação de Graças" (1976), a série "Folguedos e Bailados Populares" (1981) e o bloco "Literatura de Cordel - Lubrapex 86" (1986).

Dia do Selo Postal Brasileiro

Na Filatelia Brasileira merecem destaque, também, o primeiro selo do mundo com legendas em "Braille", emitido em 1974, e o segundo selo do mundo com imagens tridimensionais (holográfico), lançado em 1989.

Em 1996, outro importante marco no processo de diversificação e melhoria do design das emissões filatélicas: o Concurso "Arte em Selo", realizado por ocasião da 23ª Bienal de Arte de São Paulo, selecionou, dentre 3000 artistas, os 50 melhores para trabalharem no processo de criação dos selos brasileiros.

Em 1997, foram lançados produtos com nova concepção temática visual e tecnológica, como a folha de selos variados da campanha "Criança e Cidadania", e, para as máquinas de auto-atendimento, a cartela de selos auto-adesivos (série "Cidadania") e as etiquetas de franqueamento.

Com a proposta de sempre oferecer selos de significativo apelo temático e artístico, em 1998 a ECT lançou, entre outros, uma folha de selos sobre o tema EXPO'98 - Oceanos, e outra para homenagear a XVI Copa do Mundo, tendo como tema o Futebol-Arte, demonstrando que a Filatelia sempre está ao lado dos mais importantes acontecimentos do Brasil e do exterior.

Em 1999, importantes emissões foram lançadas, com destaque especial para a quadra alusiva aos "Parques Nacionais do Brasil - Prevenção a Incêndios Florestais", impressa em papel reciclado, com aroma de madeira queimada, visando conscientizar para a necessidade de preservar as riquezas do nosso meio-ambiente. Outra emissão que merece ser ressaltada é a que focalizou oito espécies de "Peixes do Pantanal - Aquário de Água Doce" que, além de forte apelo temático, representa a segunda emissão brasileira impressa com detalhes em holografia.

Em 2002, a ECT lançou o primeiro selo redondo brasileiro, dentro da emissão conjunta "Campeões do Mundo de Futebol do século 20". Os países que já ganharam a Copa do Mundo - Argentina, Alemanha, Itália, França, Uruguai e Inglaterra - participaram desse grande projeto filatélico, junto com os Correios do Brasil

Dando continuidade ao processo de diversificação, melhoria do design e utilização de inovações tecnológicas na produção filatélica , em 2003, foram lançados: o selo do Natal, no formato triangular e auto-adesivo, e o selo alusivo à luta contra o HIV/AIDS, no formato de coração. Em 2004, as principais novidades foram: a aplicação da retícula estocástica na emissão "Preservação dos Manguezais e Zonas de Maré", proporcionando efeitos de micropigmentação, e o recorte do selo de Natal, em formato de Papai Noel.

Fonte: www.correios.com.br

Dia do Selo Postal Brasileiro

01 de Agosto

Pequenos retratos do Brasil

Somos o segundo país do mundo a emitir selos. Ao longo dos séculos, quase nada ficou de fora: de imperadores a presidentes, da Amazônia à caatinga, problemas ambientais, marcos históricos, rebeldes e heróis.

Em 490 a.C., após derrotar as tropas do imperador persa Dario I, o general grego Milcíades encarregou o soldado Feidípedes de levar a boa-nova aos cidadãos de Atenas. Mesmo cansado pela batalha, o guerreiro partiu veloz. Correu 42 quilômetros sem parar. Ofegante e com os pés sagrando, chegou à praça central e gritou:

“Alegrem-se! Vencemos!”

De um lado, a multidão efusiva; de outro, o corredor, morto. O sacrifício deu origem à prova de atletismo que leva o nome da batalha vencida pelos gregos: maratona.

Ao longo dos séculos, os sistemas de troca de mensagens se desenvolveram. Foram fundamentais para os avanços da humanidade, a integração do mundo e dos países.

Em meados do século 19, a Inglaterra deu passo fundamental para a modernização dos correios. Uma reforma implantou a diminuição do valor das taxas postais e a transferência do pagamento aos remetentes. Para atestar que só correspondências pagas fossem transportadas, surgiu o selo postal. O primeiro foi o Penny Black, que trazia o perfil da rainha Vitória.

O Brasil foi o segundo a emitir selos com validade nacional. Em 1843, decreto de Pedro II determinava a impressão de 8 milhões de selos em “folhas de papel fino branco, não muito ordinário”. Surgia o olho-de-boi, hoje uma preciosidade. Apesar da determinação do imperador, só foram impressos 3 milhões de estampas, das quais 470 mil nem saíram da Casa da Moeda. Foram incineradas três anos depois.

Hoje a trajetória dos selos no País soma mais de 160 anos. Os pequenos pedaços de papel abrigaram líderes, conquistas, personalidades, campanhas. Corrigiram injustiças, desfizeram equívocos. Tornaram-se peças fundamentais para entender como o Brasil se viu e se retratou ao longo da história.

Fonte: www.almanaquebrasil.com.br

Dia do Selo Postal Brasileiro

01 de Agosto

A comunicação humana escrita é muito antiga e foi facilitada com o advento do papel. Porém, naquele tempo remoto, ela era pequena, pois as pessoas que sabiam escrever eram poucas.

Com a evolução da humanidade, a escrita deixou de ser privilégio de poucos e, assim, aumentou o volume de correspondências, principalmente devido ao desenvolvimento do comércio.

Dia do Selo Postal Brasileiro

Surgiu a necessidade de se estabelecerem correios oficiais, para melhor a organização e a segurança das comunicações. Naquela época, eram os destinatários, não os remetentes, que pagavam o porte das cartas.

Em 1837 o inglês, Rowland Hill observou que alguns destinatários não queriam receber sua correspondência. Investigando a questão, descobriu que se colocavam sinais em código na parte externa das cartas, transmitindo as notícias aguardadas. Desta forma, o destinatário tomava conhecimento do seu conteúdo e recusava tanto o seu recebimento, quanto o pagamento do transporte. O prejuízo ficava por conta dos correios.

Pagamento antecipado

Por isso, Hill sugeriu ao governo inglês a adoção do pagamento antecipado do porte das cartas e, como uma forma de recibo, seria colado à correspondência um pequeno quadrado de papel (o selo), que devia ser inutilizado com um carimbo, indicando o local de origem e a data de postagem, de modo a impossibilitar seu reaproveitamento.

Em 3 de dezembro de 1839, uma lei inglesa estabeleceu a chamada "reforma postal" e, no dia 6 de maio de 1840, a Inglaterra emitiu o primeiro selo postal, reproduzindo a figura da rainha Vitória, que, então, regia o país. O selo ficou conhecido como "Penny Black".

O novo sistema foi um sucesso e os demais países logo aderiram, tendo o Cantão de Zurique, na Suíça, emitido o segundo selo postal a 23 de janeiro de 1843. Antes disto, em 30 de novembro de 1841, no Brasil, foi aprovada a lei que instituía o uso do selo postal, nos moldes da reforma inglesa.

Pioneirismo brasileiro

Então, fomos o segundo país a fazê-lo, mas a emissão dos primeiros três selos postais nacionais só ocorreu em 1º. de agosto de 1843 - nos valores de 30, 60 e 90 réis -, de modo que somos considerados o terceiro país a emitir selos. Esses primeiros selos brasileiros são conhecidos como "Olhos de Boi", pela sua semelhança com os olhos do referido animal. São os selos nacionais mais famosos.

Portanto, em 1º de agosto se comemora o Dia do Selo ou Dia do Selo Postal Brasileiro. Essa data é comemorada pelos Correios e pelos filatelistas (os colecionadores de selos, que são milhões no mundo todo) com a emissão de selos e exposições. Note-se que cada país tem uma data própria para essa comemoração, em função da data de lançamento de seu primeiro selo postal.

Fonte: noticias.uol.com.br

Dia do Selo Postal Brasileiro

01 de Agosto

CURIOSIDADE

FILATELIA é uma palavra composta de origem grega que significa : PHILOS = amigo e ATELEIA = isenção de taxas. Por esta razão FILATELISTA significa o amigo do selo ou da marca.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Antes do selo postal ser adotado, a correspondência era conduzida por estafetas que hoje são chamados de carteiros, e paga no destino de acordo com a distância percorrida. A grosso modo, pagava-se 10 réis para cada 15 léguas percorridas para entregar uma correspondência. Em 1829 foi fixado um valor máximo de 200 réis para o primeiro porte. Esta foi a primeira medida socialmente relacionada com o pagamento das cartas. Como antes de 1843 quase não existiam envelopes, o remetente empregava uma folha de papel dupla e após redigir a mensagem, esta era dobrada adequadamente e fechada com um lacre no verso.

A filatelia brasileira chama esta mensagem de sobrecarta. O estafeta conduzia esta mensagem até o destinatário e o anotava sobre o lado externo , à tinta , o valor pago no destino. A missiva recebia no seu exterior um carimbo que indicava a procedência e os eventuais pontos de trânsito desta corespondência. Estas peças são chamadas de "Pré-Filatélica" e são colecionadas de acordo com os carimbos de saída e de trânsito. A lei nº 243, no artigo 17 de 30 de Novembro de 1841, autorizou a reforma dos Correios. Em 3 de Novembro de 1842 foi enviada pelos Srs. Bernardo Pereira de Vasconcellos e José Cesário de Miranda Ribeiro, a proposta de reforma da qual destacamos: " No cálculo dos portes só se atenderá ao peso das cartas. Não serão estes pagos nos Correios, que as entregarem, mas adiantadas nos que as receberem, por meio de papel selado do tamanho de uma pequena moeda de prata, vendido por quem a Autoridade designar e colado no sobescrito das cartas ". Nasciam assim em 01 de Agosto de 1843, os primeiros selos brasileiros, chamados de OLHOS DE BOI"" cujos valores faciais eram de 30 - 60 - 90 Réis e o Brasil passou a ser o primeiro país das Américas a adotar o SELO POSTAL.

O porte era pago adiantado e por outro lado muitos usuários, acostumados a pagar as cartas recebidas, não sabiam destas alterações. Como em todo o mundo, no Brasil, também haviam os espertinhos, que através de alguns estafetas arrancavam os selos (Olhos de boi) que mediam cerca de 3,5 X 3,5 cm e cobravam a missiva duas vezes, diluindo desta forma a receita dos Correios. O Inspetor da Tesouraria de Sergipe, conhecedor deste fato, escreveu para o Diretor dos Correios no Rio de Janeiro, sugerindo que o Selo Postal brasileiro fosse menor e em papel mais fino. Por este motivo, surgiram e, 01 de Julho de 1844, os SELOS INCLINADOS , primeiramente nos papéis remanescentes dos Olhos de Boi e posteriormente em papéis finos provenientes da Inglaterra.

Em 1866 o Brasil realiza mais uma grande reforma postal aumentando o porte de uma carta simples de 60 Réis para 100 Réis e para atender aos novos portes, lança os selos com a efígie do imperador Dom Pedro II. Estes selos foram produzidos pela American Bank Note Co. de Nova Iorque. Em 1881 os selos voltam a ser impressos no Brasil. Os 69 selos do Brasil império constituem a base de nossa filatelia e os filatelistas os chamam de REGULARES ou PRINCIPAIS. Estas emissões existem até os dias de hoje. Posteriormente muitos selos foram editados visando atender à diversas necessidades postais. Podemos destacar como exemplos os SELOS PARA JORNAIS -> a partir de 1889 destinados ao envio de jornais e revistas. Eram selos de uso exclusivo dos Editores e Jornalistas.

Foram sobretaxados em 1898/99 e passaram a ser selos regulares. SELOS PARA FRANQUIA TELEGRÁFICA -> a partir de 1869 que indicavam o valor pago pela mensagem telegráfica. SELOS DE GUERRA -> para a campanha do Paraguai que indicavam a isenção de porte dos soldados em campanha. SELOS DE TAXA DEVIDA -> (multa) que indicavam o valor a ser pago pelo destinatário no caso do sub-porteamento por parte do remetente. SELOS COMEMORATIVOS -> que a partir de 1900 passaram a ser emitidos até os dias de hoje.

COMO COMEÇAR MINHA COLEÇÃO DE SELOS ?

Como começar minha coleção, onde conseguir selos para minha coleção ? Diversas são as maneiras de se iniciar uma coleção. Uns iniciam acidentalmente com os selos encontrados na correspondência da família ou com a herança de algum parente que deixou uma coleção. Outros principiam comprando certa quantidade de selos universais. Com o decorrer do tempo, o filatelista vai tomando conhecimento com o mundo filatélico e acaba se especializando em um ou mais países ou ainda escolhendo algum tema de sua preferência. Uma das melhores maneiras de se iniciar uma coleção, para quem evidentemente não sabe nada, é comprar um pacote de 200, 500 ou 1000 selos diferentes e iniciar a sua jornada de aprendizado. O caminho mais indicado é o colecionismo de "selos brasileiros".

Para tanto, basta ir adquirindo os selos nas próprias agências dos correios ou em casas comerciais especializadas ou mesmo recuperar os selos usados que vêm em envelopes de correspondência. Convém salientar que os selos brasileiros, nesta década, estão sendo considerados os mais bonitos do mundo. Os seus selos repetidos, sempre é bom que se guarde para serem permutados com outros filatelistas. Esta permuta pode ser feita através de correspondência com colecionadores de outras cidades cujos nomes e endereços constantemente aparecem nas colunas filatélicas, ou mesmo com colecionadores de outros países.

Para que você seja um bom filatelista, existem algumas regras a serem seguidas e também alguns acessórios a serem adquirir que são os seguintes: Álbum, Catálogo, Classificador, Pinça, Lupa, Odontômetro, Filigranoscópio, Charneira, Hawid, são alguns acessórios indispensáveis para um bom colecionador de selos

ÁLBUM

Existem diversos tipos de álbuns,de todos os tamanhos,com folhas soltas ou não,em folhas brancas ou quadriculadas.Alguns já vêm ilustrados com a estampa do selo,facilitando o trabalho dos colecionadores. Coube ao francês Justin Lallier,em 1862, idealizar o primeiro álbum que foi publicado com o título "Timbres Postales".

CATÁLOGO

Anualmente, centenas de selos são colocados à venda pelas administrações postais de todo o mundo.Os selos pertecem às mais diversas séries com os mais variados temas. Diante disso, torna-se impossível ao colecionador, por mais experiente que seja, tomar conhecimento de todos os selos emitidos, esta é a principal razão que o colecionador deve ter sempre em suas mãos um Catálogo de Selos, onde encontrará todos os selos emitidos em ordem de data, emissão, valores e preços.

CLASSIFICADOR

Trata-se de um livro com folhas onde são presas tiras transparentes de papel ou material plástico que formam uma espécie de bolsa para colocação de selos. Com ajuda da pinça os selos são colocados e retirados quantas vezes forem necessárias, sem que sejam danificados.

PINÇA

Um bom filatelista evita pegar o selo com os dedos. Deve sempre que possível utilizar a pinça especial própria para o selo, ou seja com pontas achatadas de modo que ao apanhar o selo nunca o estrague. O uso da pinça é muito fácil e em poucos dias se adquire a prática necessária. Assim evita-se pegar os selos diretamente com as mãos que podem estar úmidas ou sujas, trazendo assim, sérios prejuízos aos selos.

LUPA

Juntamente com a pinça, a lupa ou lente são o símbolo da filatelia. Uma boa lente de aumento serve para examinar cuidadosamente os selos e demais peças filatélicas, procurando com isso descobrir as variações nas cores, pequenos defeitos, erros de impressão, etc.

ODONTÔMETRO

Os primeiros selos, emitidos pela Inglaterra ,os nossos Olhos-de-Boi, bem como diversas séries brasileiras e estrangeiras não eram picotados. Para separar um selo do outro,os funcionários usavam tesouras ou simplesmente rasgavam com as mãos. Daí a grande variedade nas margens dos selos chamados clássicos, que constitue um estudo à parte. Posteriormente com a introdução da máquina de picotar o serviço foi facilitado. Porém com o uso de diversos instrumentos perfuradores, surgiu uma gama de variedade. Para fazer esse ordenamento, o fundador da Sociedade Filatélica de Paris, Jacques Auguste Legrand introduziu, no século passado, o uso do odontômetro, que servia para medir as perfurações dos selos. Para fazer a medida da denteação basta colocarmos o selo na escala do odontômetro para verificarmos os intervalos entre os dentes.

FILIGRANOSCÓPIO

É um acessório feito de plástico ou cerâmica com fundo preto onde se coloca o selo e pinga-se algumas gotas de benzina 
pura retificada ou tetracloreto, em último caso álcool puro para se observar a filigrana ou marca-d'água. Quando a filigrana é fortemente impressa, torna-se visível contra a luz. Em 1905, pela primeira vez, o correio brasileiro usou papel filigranado na impressão de selos. A marca d'água tinha a seguinte legenda: "Correio Federal República dos Estados Unidos do Brasil". Atualmente, os nossos selos são impressos em papel sem filigrana, isso porque a moderna técnica de impressão desencorajou a falsificação de selos. 

CHARNEIRA

É uma pequena peça de papel fino gomado que serve para fixar os selos nos álbuns ou nas folhas soltas. Existem diversos tipos e qualidades, sendo que algumas apresentam umas pequenas pontas dobradas que, umidecida, adere ao selo e a parte maior da folha adere na coleção. Elas são necessárias quando da montagem definitiva da coleção.

HAWID

Em substituição as charneiras, o colecionador pode utilizar uma proteção de plástico chamada "hawid" que tem uma das tiras transparente e a outra (fundo) na cor preta que forma uma bolsa protetora onde são colocados os selos. Esse acessório é vendido em todas os tamanhos.

O QUE COLECIONAR

É muito comum a seguinte pergunta: O que devo colecionar, selos novos ou usados? A boa regra recomenda que não se deve misturar os dois tipos usados e novos. Mas isso fica a critério do colecionador, e do tipo de coleção que desaja fazer. A coleção de selos novos sempre tem mais valor financeiramente falando.

O selo novo é aquele que não foi utilizado para franquear nada e faz parte de uma coleção, como fora vendido na agência dos correios. Assim, um selo emitido em 1918, com sua goma original, sem nenhum carimbo ou marca é considerado com "NOVO". Um selo emitido em 1980, e que já fora usado para selar alguma carta é considerado como "USADO". Muitos preferem esse tipo pois afirmam que os selos são mais autênticos, porque cumpriram a sua finalidade. Quem optar pela coleção de SELOS NOVOS, devem tomar algumas precauções, como conservar a goma original, pois num país de clima tropical como o Brasil, sempre surgirá algum problema na conservação.

Um dos recursos é a aplicação de talco (sem perfume) sobre a goma, de forma a evitar a umidade provocada pelo meio ambiente. Atualmente, os selos brasileiros e de muitos países vêm com cola tropicalizada, o que evita transtornos. Porém, alguns filatelistas preferem lavar os selos para retirar a cola, medidada essa não muito recomendável, porque, algumas emissões descoram e podem surgir manchas. Considera-se usado, aquele selo que traz a marca de um carimbo a fim de indicar que já cumpriu a sua missão, ou seja, o pagamento antecipado da taxa postal para o envio de uma correspondência.

Determinados paises, aplicam carimbos em selos novos, para fins filatélicos. São os chamados "carimbos de favores". Desta forma, os selos usados, não devem conter defeitos de picotes, dobras, cortes e manchas. De preferência o carimbo deve ser nítido e perfeito, as excessões só ocorrem para os selos raros. "TIPOS DE COLEÇÃO" : As primeiras coleções filatélicas eram "universais", isto é, englobavam todos os selos do mundo. Porém, com o passar do tempo, milhares de selos foram sendo emitidos pelas administrações postais e tornou-se impossível colecionar todos os selos emitidos. Nos dias atuais quem pretende colecionar todos os selos, acaba não colecionando nada.

Diante disso, o filatelista precisa definir o tipo de coleção que deseja fazer: Clássica, por Assunto ou Temática, cada uma obedece a uma norma própria. CLÁSSICA É aquela coleção de um determinado país ou de uma determinada época. Assim, o indivíduo escolhe um país e começa a colecionar desde o primeiro selo emitido, em ordem cronológica, observando todos os detalhes técnicos (papel, cor, carimbo, ensaios, etc) até a última emissão.

No caso dos selos Brasileiros, o filetelista poderá colecionar, se desejar, somente os comemorativos (a partir de 1900), ou então, os emitidos durante o Império, ou ainda, a partir de 1969, quando foi criada a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos-ECT. A coleção clássica poderá ser montada em folhas de álbum próprio ou em folhas quadriculadas. POR ASSUNTO: É aquela que reúne todos os selos e documentos filatélicos que tenham relação com a finalidade de emissão. A apresentação do material filatélico pode realizar-se segundo uma ordem sistemática, temática por países ou por ordem cronológica.

Ela deve ser precedida de um plano que apresente o material exposto, acompanhada de textos descritivos, de forma clara e concisa. O desenvolvimento de uma coleção por assunto exige profundas pesquisas filatélicas sobre o mesmo ou a finalidade de emissão. A montagem deve ser feita em folhas soltas quadriculadas ou brancas, e o texto que não deve ter mais de cinco linhas, poderá ser escrito a mão, com caneta, normógrafo ou à máquina. TEMÁTICA: Esse tipo de coleção desenvolve um tema ou ilustra uma idéia segundo um plano lógico, servindo-se dos motivos oferecidos pelos selos ou por documentos filatélicos ou postais. Os selos e documentos devem manter estreita relação com o tema ou a idéia escolhida. A temática é um sistema relativamente novo de colecionar selos.

Em cada selo aparece uma imagem gravada: um pássaro, uma flôr, uma borboleta, um vulto de nossa história, enfim são vários os temas. Ao montar a coleção, as duas primeiras páginas devem ter um resumo do tema e de um plano estabelecido. Os selos que vão sendo colocados nas demais folhas, devem seguir o roteiro com os textos explicativos. O tema pode ser dividido em capítulos para facilitar a sua compreensão e desenvolvimento.

A coleção, depois de montada, da primeira, até a última folha, descreve o tema como se fosse um livro, sendo que as ilustrações são os pequeninos selos e documentos filatélicos. A sua montagem pode ser em folhas brancas ou quadriculadas.

Fonte: www.colecione.com.br

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