Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Dia de Reis  Voltar

Dia de Reis

6 de Janeiro

Das figuras bíblicas mais intimamente ligadas à tradição religiosa do povo destacam-se os Reis Magos, ou melhor, os Santos Reis uma vez que a hagiologia romana considera-os bem aventurados.

O simbolismo dos Reis Magos é amplo e emprestam-lhes os exegetas as mais diversas interpretações. Estão ligados intimamente às festas do Natal e deles nasceu, praticamente, a tradição do Papai Noel, pois os presentes dados nessa ocasião reproduzem que os magos do Oriente, depois de cumprida a rota que lhes indicava a estrela de Belém, prestaram a Jesus na gruta onde ele nascera.

Dia de Reis
Reis Magos

As referências bíblicas são vagas e o episódio quase passa despercebido dos evangelistas, mas as contribuições da tradição patriática são muitas e, como elas têm força de fé e verdade, nelas devemos buscar grande parte das coisas que se contam dos santos Belchior, Gaspar e Baltazar já referidos pelos profetas do Velho Testamento, que vaticinavam a homenagem dos Reis ao humilde filho de Davi que deveria nascer em Belém.

De onde vieram e o que buscavam, pouca gente sabe. Vinham do Oriente e Baltazar, o mago negro talvez viesse de Sabá (terra misteriosa que seria o sul da Península Arábica ou, como querem os etíopes, a Abissínia). Simbolizam também as três unicas raças bíblicas, isso é, os semitas, jafetitas e camitas. Uma homenagem, pois, de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis.

Eram magos, isto é, astrólogos e não feiticeiros. Naquele tempo a palavra mago tinha esse sentido, confundindo-se também com os termos sábio e filósofo.

Eles prescrutavam o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro e, cada um deles, deixando suas terras depois de consultar seus pergaminhos e papiros cheios de palavras mágicas e fórmulas secretas, teve a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar seu preito ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora o seu Reino não fosse deste mundo.

O simbolismo dos presentes

Conta ainda a tradição que, ao chegar a Canaã, indagaram os Magos onde havia nascido o novo Rei de Judá. Essa pergunta preocupou Herodes, que hoje seria considerado um quisting a serviço dos romanos, e que reinava na Judéia.

Os representantes do Império preocupavam-se com o aparecimento de um novo lider do povo de Israel. A revolta dos macabeus ainda não fora esquecida e o povo oprimido esperava, ansioso, pela vinda do Messias que iria libertar o Povo de Deus e cumprir a palavra do salmista: "Disse o Senhor ao meu Senhor senta-te à minha direita até que ponho os teus amigos como escarbelo aos teus pés".

Os magos procuram conforme conselho de Herodes o novo Rei para render-lhe homenagem e para informar o representante romano do lugar onde nascera o Messias a fim de, com falso preito, sequestrá-lo.

No presépio encontramos apenas os animais e os pastores e, inspirados pelo Espírito Santo, curvaram-se diante do filho do carpinteiro de Nazaré e depositaram, ao pé da mangedoura que lhe servia de berço, os presentes: ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei, e grão de areia que cresceria e derrubaria o ídolo de pés de barro (simbolo das grandes potências que se sucederam no domínio do mundo), do sonho de Nabucodonosor decifrado pelo profeta Daniel.

Símbolos da humildade

Na tradição cristã os três Reis Magos simbolizavam os poderosos que deveriam curvar-se diante dos humildes na repetição real do canto da Virgem Maria à sua prima Isabel, e "Magnificat", pois sua alma rejubilava-se no Senhor, que exaltaria os pequenos de Israel e humilharia os poderosos.

A igreja cultua os Reis Magos dentro desse simbolismo. Representam os tronos, os potentados, os senhores da Terra que se curvara diante de Cristo, reconhecendo-lhe a divina realeza. É a busca dos poderosos que vêem em Belchior, Gaspar e Baltazar o exemplo de submissão aos designios de Deus e que devem, como os magos, despojar-se de seus bens e depositá-los aos pés dos demais seres humanos, partilhando sua fortuna como dignos despenseiros de Deus.

Os presentes de Natal também têm esse sentido. São as ofertas dos adultos à criança que com a sua pureza representa Jesus. Alguns, dão a essas festas um sentido mitológico pagão, buscando nas cerimônias dos druidas, dos germânicos ou saturnais romanas a pompa das festas natalinas que culminam com a Epifania.

A Bifana

A palavra epifania, usada também como nome de mulher, deu origem a uma corruptela dialetal do sul da Itália, levada depois a Portugal e Espanha, a Bifana. A Bifana, segundo a lenda, era uma velha que, no Dia de Reis , saía pelas ruas da cidades a entregar presentes aos meninos que tivessem sido bons durante o ano que findara. Estava intimamente ligada às tradições dos povos mediterrâneos e mais próxima do significado litúrgico das festas natalícias.

Os presentes eram somente dados no dia 6 de janeiro e nunca antes. Tanto assim é, que nós mesmos, no Brasil, na nossa infância, recebíamos os presentes nesse dia. Depois, com a influência francesa e inglesa em nossas tradições a Epifania ou Bifana foi substituída pelo Papai Noel, a quem muitos estudiosos atribuem uma origem pagã e outros, para disfarçar o sentido comercial da sua presença no dia de Natal, confundem com São Nicolau.

Hoje, o Santos Reis já não são lembrados. O presépio praticamente não existe e só neles é que podemos ver os Magos de Oriente apresentados. A árvore de Natal, pinheiro que os druidas e os feutos enfeitavam para agradar o terrível deus do inverno Hell, substituíria a representação do nascimento de Jesus, introduzida no costume dos povos por São Francisco de Assis.

A festa da Epifania, dia de guarda no calendário litúrgico, já não mais é respeitada e com ela desaparecerem outras tradições da nossa gente, trazidas da Peninsula Ibérica pelos nossos antepassados, como a folia de Reis, Reizados e tantos outros autos folclóricos, cultuados em poucas regiões do país.

Gimenez, Armando

"Reis Magos, santos esquecidos dentro das tradições do Natal". Diário de São Paulo, São Paulo, 5 de janeiro 1958

Fonte: www.portaldafamilia.org

Dia de Reis

6 de Janeiro

Segundo a tradição cristã os Reis Magos eram Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar, e os presentes simbolizam, respectivamente, a realeza, a divindade e a paixão de Cristo.

Não se sabe sua origem, mas reza a lenda que um dos Reis era negro africano, o outro branco europeu e o terceiro moreno (assírio ou persa), representando a humanidade conhecida da época.

Dia de Reis

Em muitos países, a troca de presentes é feita neste dia, e não no Natal.

No Brasil, o rico folclore mantém viva a tradição. Por todo o litoral e o interior brasileiro, com todas as suas variantes regionais, se comemora o dia 6 de janeiro em festas como o Terno de Reis, Folia de Reis ou Santos Reis.

Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

No Brasil, o Dia de Reis perdeu muito do significado religioso. Mas em algumas localidades da Europa, a data é mais solene até mesmo que o Natal

Diz a tradição que foi nesse dia que os Reis Magos viram a Estrela de Belém no céu e foram ao encontro de Jesus que havia nascido há pouco. Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém, no tempo do Rei Herodes, os Magos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando: "Onde está o Rei dos Judeus, recém-nascido? Vimos sua estrela e viemos adorá-lo".

Dia de Reis

"Porém, um Deus ser de todo mundo não era admissível para o povo de Israel", conta Develar. Os judeus almejavam um Deus nacional, que fosse apenas deles, e não alguém como Jesus, que vinha para unir todos os povos e crenças, afirma o teólogo.

A designação "Mago" era dada, entre os orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os presentes ofertados ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra, isto é, prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.

"A Bíblia não diz Reis, ela coloca como os `Magos vindos do Oriente´, e também não diz três, mas como Jesus recebeu três presentes, criou-se a tradição de falar que são três pessoas, cada uma dando um presente", desmistifica o professor.

Segundo a tradição, um era negro (africano), o outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época. Quanto aos nomes dos três, o professor explica que tudo são suposições sem base histórica ou bíblica. Foi Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 e 735 d.C., quem deu nome aos magos: Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar.

Dia de Reis pelo mundo "Essa festa se tornou uma grande celebração, por exemplo na igreja ortodoxa, tanto católica quanto russa. A Festa de Reis é celebrada com mais solenidade inclusive que o Natal", conta Develar.

Tanto é verdade, que em determinados países você ganha presentes no dia 6 de janeiro. Na Espanha, a data é chamada de Festa de Reis. Na Itália eles chamam a festa da "Befana". O professor explica que befana seria uma velha bruxinha boa que dá presente para as crianças. "É uma imagem bonita, porque tira aquela idéia da velha bruxa má que pega as crianças. No Natal, você sente, principalmente na Itália, a valorização do idoso", aponta. Essa tradição é seguida até hoje na Itália: ninguém recebe presente no dia 25 de dezembro e, sim, no dia 6 de janeiro. Na Europa inteira é feriado no Dia de Reis .

Segundo Develar, existem determinados presépios espalhados pela Europa nos quais os Magos são colocados apenas no dia 6 de janeiro, representando a real chegada à manjedoura. "E o menino Jesus, ao invés de estar deitado, é trocado por uma imagem de menino maior, e que está sentado no colo da mãe", conta o professor da PUC-Rio.

José Roberto acredita que nesses países você curte mais a festa de Natal. "O período do Natal vai até o batismo de Jesus, é um tempo maior. Mas hoje, com a pressa do mundo, para nós, brasileiros, no dia 1º de janeiro já é Carnaval".

Na Europa, as grandes compras são depois do dia 1º de janeiro, porque os presentes são dados apenas no dia 6. "O Brasil segue mais o calendário americano. Dessa forma poderíamos dizer que muito do sentido religioso se paganizou. É como se fosse uma festa de aniversário sem o aniversariante presente, um casamento sem a noiva. O personagem principal não está", desabafa Develar.

Além das comemorações descritas acima, é hoje que as decorações natalinas são desfeitas. Os enfeites são tirados das árvores, as guirlandas retiradas das portas, os presépios desmontados. Tudo é embalado cuidadosamente pelas famílias à espera do próximo Natal.

Reisado no Brasil Apesar de a maioria dos brasileiros não estar tão ligada quanto os europeus à Festa de Reis, inúmeras comunidades, principalmente no interior do Brasil, promovem os chamados Reisados ou Folias de Reis, festas folclóricas que receberam a influência das origens européias da celebração mas que adotaram formas, cores e significados locais bastantes próprios de nosso povo na expressão que virou parte de nossa cultura.

Os Reisados brasileiros envolvem música, dança, celebração religiosa, orações, com elementos específicos mais marcantes dependendo da região do país, e acrescenta a tradição de que aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (na realidade, o simbolismo representa a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer graciosamente comida a seus integrantes, que realizam toda sua preformance de tradição folclórica-religiosa local, enaltecem o hospedeito, agradecem pela comida e seguem para o próximo destino.

Mas, afinal, que estranha estrela seria essa que guiou os Reis Magos? No final do ano de 1572, o astrônomo dinamarquês Tycho-Brahe descobriu uma estrela muito brilhante na constelação de Cassiopéia. Na verdade, o seu brilho era tanto que o novo astro pode ser visto mesmo à luz do dia, durante quase 20 meses. Mais tarde, esse fenômeno seria batizado de nova e supernova, denominações usadas em Astronomia para designar as estrelas que explodem, aumentando assustadoramente de brilho, e depois de algum tempo quase desaparecem do firmamento.

Contemporâneos de Tycho-Brahe viram no astro a mesma estrela que teria guiado os Magos, enquanto outros afirmavam que o fenômeno anunciava a chegada de um segundo Salvador. Astrônomos encontraram ocorrências de novas na primavera do ano 5 a.C., ano que não está em contradição com o provável nascimento de Jesus, que, segundo os teólogos, deve ter ocorrido entre os anos 5 e 7 a.C. e não no ano 1, como é comum imaginar. A hipótese da nova, ou supernova, encontra adeptos até os dias atuais.

Outra versão proposta pelo filósofo grego Orígenes (que viveu de 183 a 254 d.C.) supõe que o agora conhecido cometa Halley teria sido o astro visto pelos Magos. No entanto, dados apurados junto a registros dos chineses, observadores atentos dos astros celestes, indicam que a possibilidade de o cometa de Halley ser a Estrela de Belém representaria uma diferença de mais de 11 anos em relação à suposta data de nascimento de Jesus.

Alguns acreditam que a visão da estrela pode ter sido consequência de uma conjugação planetária. Este fenômeno ocorre quando dois planetas se movem e ficam próximos um do outro. O resultado visível desse movimento pode ser uma luz intensa. No entanto, os Magos, porque eram sábios, não deveriam deixar-se enganar por esse fenômeno.

Atualmente, ainda não existe nenhum consenso. O astrônomo britânico Patrick Moore, avança mais uma hipótese para o ocorrido. Segundo ele, a luz intensa vista naquelas localidades do Oriente não passou de uma chuva de meteoros.

Fonte: www.universia.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

Dia 6 de janeiro é o Dia dos Reis Magos, festa cristã que celebra-se a visitação dos Magos do Oriente ao Menino Jesus, numa representação de que Cristo não veio apenas para os judeus, mas para todos os povos. A data também é chamada de Epifania (do grego, "aparição" ou "manifestação"), pois marca a primeira manifestação de Jesus aos não-judeus (gentios).

Dia de Reis
Os Três Reis Magos - Natal, Rio Grande do Norte.

Segundo o Evangelho de Mateus, alguns magos (termo usado na época para designar os sábios) do oriente seguiram uma estrela que lhes mostrou o caminho até Jesus Cristo. Chegaram primeiro a Jerusalém e foram ter com o rei Herodes, a quem perguntaram sobre o recém-nascido rei dos judeus.

Herodes consultou os especialistas das Escrituras, que lhes disseram que o Cristo nasceria em Belém da Judéia. Para lá Herodes enviou os magos, pedindo-os que passassem por Jerusalém na volta para informar-lhe a localização exata, a fim de que também pudesse adorar o bebê quando, na verdade, planejava matá-lo. Em sonho, os magos foram avisados a não voltarem a Herodes.

Os magos prosseguiram em sua jornada, tendo a estrela do oriente à sua frente, até chegarem ao lugar em que Jesus estava.

Lá, adoraram-no e deram ouro, incenso e mirra, presentes carregados de simbolismo:

O ouro representa a realeza de Jesus

O incenso simboliza a fé (a fumaça do incenso queimado nos templos representa as orações subindo a Deus)

A mirra era usada no processo de mumificação no Egito; para alguns, isso e seu nome, que significa "amargo" em hebraico, remete ao sofrimento e morte que esperavam por Jesus; para outros, à imortalidade de Cristo.

A Bíblia não menciona quantos eram os magos; a tradição baseou-se no número de presentes para dizer que eram três, agregou-lhes o título de reis e deu-lhes os nomes de Melquior, Baltazar e Gaspar.

Vem dos presentes levados pelos reis magos o hábito de trocar presentes para celebrar o nascimento de Cristo. Embora os brasileiros o façam em 25 de dezembro, em vários países (principalmente europeus) a troca de presentes se dá em 6 de janeiro e o dia é feriado.

No Brasil, mantém-se em algumas cidades do interior a Festa de Reis, ou Folia de Reis, herdada dos portugueses. Os festejos são cheios de canções e incluem visitação às casas dos moradores, recordando a visita dos reis magos. Os foliões são recebidos com comidas e bebidas e saem das casas com doações para os necessitados.

É no Dia de Reis que se desmonta a decoração de Natal.

Fonte: diadefolga.com

Dia de Reis

6 de Janeiro

De origem européia, festa também é tradicional no Brasil.

O folclore é a expressão máxima do sentir, do pensar, do agir de uma sociedade e de um povo.

Grupos de seres humanos recebem constantemente as mais variadas informações e influências de seus ancestrais e de imigrantes que, fixando-se em um determinado local, traz consigo uma bagagem enorme de lendas, tradições, usos e costumes de um povo.

Nosso país é povoado por inúmeros grupos humanos que trouxeram de diversas partes do globo, características específicas das regiões onde povoaram.

O dia 6 de janeiro é o Dia dos Três Reis Magos, ou da Folia de Reis. Diz a tradição que, quando os três Reis Magos, Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar, viram a Estrela de Belém no céu, foram ao encontro de Jesus, que havia nascido. Ofereceram ao menino Jesus, como presente, ouro, incenso e mirra, que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade. Segundo a tradição, um era negro, o outro branco e o terceiro moreno, representando toda a humanidade. Muitos países celebram a data, e a Folia de Reis é comemorada de modo particular em cada região do Brasil.

Em alguns países europeus, a Festa de Reis é celebrada com mais solenidade que o Natal e os presentes são dados no dia 6 de janeiro. Nessa data, os magos são colocados no presépio e o menino Jesus na manjedoura é trocado por um maior, que fica no colo da Virgem Maria.

Na Espanha, a data é chamada de Festa de Reis. Na Itália, festa da  Befana (uma velha bruxa que dá presente para as crianças). No Dia de Reis é costume desfazer as decorações natalinas, guardar os enfeites e desmontar os presépios.

Festa de Reis no Brasil

No Brasil, principalmente no interior, acontecem os chamados Reisados ou Folias de Reis, festas folclóricas que receberam a influência das origens européias da celebração, mas que adotaram formas e expressões locais na música, na dança e nas orações, dependendo da região do país.

Uma das festas culturais mais ricas do folclore brasileiro, acontece entre primeiro e seis de janeiro, quando as chamadas  companhias vão de casa em casa cantar os seus versos acompanhados de violas, violões, sanfonas, pandeiros, triângulos, caixas e instrumentos de corda. Alguns vestem fardas e máscaras. O restante dos componentes usa uniforme, geralmente calças e camisas sociais.

De porta em porta

O embaixador da companhia é responsável pela organização geral e pela bandeira. É ele quem cria, como um repentista, os versos principais, de acordo com a profecia, ou seja, de acordo com as passagens da viagem dos três reis magos até Belém, a história de Maria e São José e o nascimento do menino Jesus. As companhias vão de porta em porta durante os seis dias de festa. Segundo a tradição, os versos só podem ser cantados na casa da pessoa, que deve ter uma imagem do menino Jesus na manjedoura ou um presépio.

Aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (representando a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer alguma comida a seus integrantes, que agradecem ao hospedeiro e seguem para o próximo destino. No Dia de Reis , 6 de janeiro, a bandeira retorna à casa do embaixador.

Fonte: www.brasilcultura.com.br

Dia de Reis

No dia 06 de janeiro comemora-se o Dia de Reis , que na tradição cristã foi o dia em que os três reis magos levaram presentes a Jesus Cristo.

Cada um dos reis magos saiu de sua localidade de origem, ao contrário do que pensamos que viajaram juntos.

Baltazar saiu da África, levando para o menino mirra, um presente ofertado aos profetas. A mirra é um arbusto originário desse país, onde é extraída uma resina para preparação de medicamentos.

O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, como alusão à sua divindade. Os incensos são queimados há milhões de anos para aromatizar os ambientes, espantando insetos e energias negativas, além de representar a fé, a espiritualidade.

Melchior ou Belchior partiu da Europa, levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e era oferecido apenas aos deuses.

Em homenagem aos reis magos, os católicos realizam a folia de reis, que se inicia em 24 de dezembro, véspera do nascimento de Jesus, indo até o dia 06 de janeiro, dia em que encontraram o menino.

Fonte: www.pensotopia.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil, passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão.

No período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis , um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos relativos à visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Passam de porta em porta em busca de oferendas, que podem variar de um prato de comida a uma simples xícara de café.

A Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida aqui com características próprias, é manifestação de rara beleza. Os preciosos versos são preservados de geração em geração por tradição oral.

INSTRUMENTOS: os instrumentos utilizados são: viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

PERSONAGENS: os personagens somam doze pessoas e todos os integrantes do grupo trajam roupas bastante coloridas, sendo eles: Mestre, Contra-Mestre, os Três Reis Magos, Palhaço e Foliões.

1.O Mestre e Contra-mestre

Donos de conhecimentos sobre a manifestação, são aqueles que comandam os foliões.

2.O Palhaço

Com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à apresentação. Representando o Mal, usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca se adiantando à "bandeira". Apesar de seu simbolismo, é personagem alegre, que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

3. Os Foliões

Grupo composto de homens simples, geralmente de origem rural; são os participantes da festa que dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

4.Reis Magos

Os Três Reis Magos fazem a viagem da Esperança, certos de encontrarem sua estrela.

A FESTA

Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante, um grupo especial de músicos e cantadores, trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do Menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que, no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, Dia de Reis , peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio.

Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos, seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levando a "bandeira" (estandarte de madeira ornado com motivos religiosos), a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos - são os puxadores do canto.

"Era meia-noite em ponto
Bateu asa e cantou o galo
Bateu asa e cantou o galo..."

"Que Jesus dê vida e saúde
Só voltamos para o ano
Só voltamos para o ano..."

Os foliões cumprem promessa de, por sete anos consecutivos, saírem com a Folia e arrecadar em suas andanças donativos para realizarem anualmente, no dia 20 de janeiro, Dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas.

Durante a caminhada, é carregada a "bandeira" do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos.

O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada.

Exemplo de música:

Ó di casa, ó di fora
Qui hora tão excelente
É o glorioso santo Reis
Qui é vem do Oriente

Ó de casa, ó de casa
Alegra esse moradô
Que o glorioso santo Reis
Na sua porta chegô

Aqui está santo Reis
Meia-noite foras dóra
Procurou vossa morada
Pedino sua ismola

Santo Reis e Nossa Senhora
Foi passeá em Belém
São José pediu ismola
Santo Reis pede também

A ismola que vóis dá
Nois viemo arrecebê
O glorioso santo Reis
É quem vai agradecê

Santo Reis pede ismola
Não é ouro nem dinhêro
Ele pede um agitoru
Um alimento pros festero

Sôr dono da casa
Vem abri as portaria
Recebê santo Reis
Com sua nobre folia

Sôr dono da casa
Alevanta e cende a luz
Vem a ver santo Reis
O retrato de Jesus

Paremo na sua porta
Com oro na balança
Aqui tamo a sua espera
Da sua determinança

Deus te sarve casa nobre
Nos seus posto tão honrado
Ande mora gente nobre
Que de Deus é visitado

Deus o sarve a luz do dia
Deus o sarve a claridade
Deus o sarve as três pessoa
Da Santíssima Trindade

Deus o sarve as três pessoa
Com a sua santidade
É três pessoa divina
Aonde nasce a divindade

O sinal da Santa Cruz
É principo de oração
É o principo desse canto
Desta rica invocação

Deus te sarve oratóro
É coluna que Deus fez
Hoje tá visitado
Do glorioso santo Reis

Deus te sarve oratóro
Cum todo seus ornamento
Deus te sarve as estampinha
E as image que estão dentro

Deus te sarve as image
As pequena e as maió
Numa rica divindade
Sincerra em uma só

Sôr dono da casa
Alegra seu coração
Arreceba santo Reis
Com todo seus folião

Santo Reis desceu do céu
Cortano vento nas asa
Vei pedi um agasaio
Para o dono desta casa
Santo Reis e vem girano
Cançadim do trabaio
Procurô vossa morada
Pra pedi um agasaio

Santo Reis veio voano
Nos are fez um remanso
Procurô sua morada
Pra fazê o seu descanso

Sôr dono da casa
Muito alegre deve está
Do glorioso santo Reis
Hoje vei lhe avisitá

Concluímo este canto
Fazeno o siná da cruz
Pade, Fio, Esprito Santo
Para sempre, amém Jesus

"Santos Reis vai despedindo
Deixando muita saudade.
Vai deixando muita benção
Pro povo desta cidade."

FESTA DE REIS EM OUTROS PAÍSES

Na França, existe um costume antigo de consumir uma espécie de torta doce e recheada, a "Galette des Rois", em todo o mês de janeiro, e principalmente no primeiro domingo de janeiro, Dia de Reis .

Ao comprar a galette em "Boulangeries" (padarias) ou "Pâtisseries" (docerias), o francês ganha duas coroas de papel. Essa tradição vem desde a época dos romanos, quando se colocava uma "fève" (fava) seca ou grãos de feijão dentro da torta para se escolher o "Rei do Dia". Quem encontrar a fava na sua fatia, é eleito rei por um dia e tem até o direito de escolher a sua rainha. Atualmente, essa fava seca foi substituída por uma figura de porcelana.

É, com certeza, uma comemoração muito popular que faz a alegria de crianças e adultos.

A "Galette des Rois" francesa é preparada com massa folheada e recheada com um "Crème Frangipane" (creme de amêndoas), muito perfumado e delicioso, receita criada pelo pâtissier francês Pascal Regnault, especialista também em crepes, galettes e outras delícias francesas.

Na Itália e na Espanha, a galette é feita de pão doce em forma de coroa, decorado e recheado com frutas cristalizadas.

BOLO DO DIA DE REIS

INGREDIENTES

200g de manteiga
200g de açúcar
200g de amêndoas em pó
4 ovos
75g de farinha de trigo
2 discos de massa folheada de 3ml de espessura
Fôrma de 22cm de diâmetro
2 ovos ligeiramente batidos para pincelar a massa

MODO DE PREPARO

Bata em batedeira a manteiga com o açúcar e as amêndoas. Depois que a mistura clarear e crescer, junte aos poucos os quatro ovos, um de cada vez, sem parar de bater. Incorpore por último a farinha e bata mais um minuto, só para misturar. Reserve na geladeira.

Montagem

Coloque um disco de massa folheada na fôrma e espalhe por cima o creme. Coloque uma e cubra com o segundo disco de massa folheada. Pincele com ovo batido. Asse em forno pré-aquecido a 200°C, durante aproximadamente 25 minutos. Deixe esfriar, desenforme e sirva.

Rendimento : 10 porções

SIMPATIAS DAS ROMÃS

1) No Dia de Reis , coloque três caroços de romã dentro da carteira para ter dinheiro durante o Ano Novo.

2) No Dia de Reis , dia 6 de janeiro, pegar uma romã e retirar 9 sementes pedindo aos 3 Reis Magos, Baltasar, Belchior e Gaspar que nesse ano que se inicia você tenha muita saúde, amor, paz, dinheiro.

Depois pegue 3 das nove sementes e guarde num saquinho, papel, o que der. Essas sementes ficarão dentro da carteira para nunca faltar dinheiro.

As outras 3 você engole e as últimas três que sobraram você joga pra trás fazendo o pedido que desejar. É infalível. Você pode não ficar rico, mas na sua carteira vai ter sempre algum dinheiro.

Fonte: www.velhosamigos.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

(Is. 60,1-6; Ef. 2-6; Mt. 2,1.12)

Texto preparado por Catarina, Iara e Padre Magalhães, da Equipe da Missa das Crianças para a Festa da Epifania, em janeiro de 1998, a partir da leitura do livro Lendas Natalinas , de Jakob Streit, Editora Antroposófica.

Vocês conhecem a história dos 3 Reis Magos? Eles eram muito estudiosos e gostavam de conhecer todos os segredos da natureza.

No tempo em que Jesus nasceu, os Reis eram considerados sábios.

Vocês sabem o nome deles? Baltazar, Melquior e Gaspar.

Hoje nós vamos contar o primeiro capítulo da sua história.

Cada um morava em um país diferente, mas, um dia se encontraram por causa de uma estrela.

BALTAZAR era um Rei que morava num castelo muito alto. Nesse castelo havia uma torre e um igreja em ruínas. O último padre já havia morrido e ninguém veio substituí-lo para ensinar as crianças.

Os pais também não levavam mais as crianças para a Igreja, não falavam de Deus aos seus filhos e nem as ensinavam a viver os verdadeiros valores.

A igreja ficou abandonada e o povo, sem fé.

O rei Baltazar andava muito triste, porque no seu país o povo só pensava nas coisas materiais, perdera a fé e se esquecera de Deus.

Um dia, o rei sonhou que uma mensagem lhe chegaria das alturas. Por isso, todas as noites mais claras, Baltazar subia à torre para olhar os astros. Olhava, olhava, e tentava descobrir uma estrela brilhante que lhe traria uma mensagem.

Numa dessas noites, Baltazar foi visitar a igreja em ruínas. Ao chegar à igreja, como estava muito cansado, deitou-se e adormeceu. E teve um sonho: viu uma linda criança surgindo no meio da escuridão, envolta em ouro e parecia um sol. E a criança falou a Baltazar: quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela que ela lhe trará a fé . E a criança desapareceu.

A partir dessa visão, cada vez mais o rei procurava uma nova estrela no céu. Até que, um dia...

Ele viu uma estrela que brilhava mais do que todas as outras, e nela havia uma criança deitada no berço, com os bracinhos abertos. A criança dizia: Aproxima-se a hora, Baltazar! A estrela se movimentava no céu como que apontando um caminho.

Baltazar voltou para o palácio e começou a arrumar suas coisas para a viagem. E ele ia pensando, que presente deveria levar ao menino da estrela. Lembrou-se do cheiro de incenso que queimava na igreja e preparou um lindo vaso com incenso para levar ao menino, filho do Rei, que ia nascer. E lá se foi Baltazar com seu camelo, seguindo a estrela.

Em um outro país, havia um outro rei chamado MELQUIOR. Ele andava muito triste porque no seu país havia muita guerra, violência e destruição. Os ladrões roubavam as casas e as pessoas andavam com muito medo. Os vizinhos brigavam entre si e não havia paz. Então, o rei Melquior fez uma reunião com todos os seus ministros para buscar uma solução para o seu país. Os ministros só encontravam soluções violentas: mais policiais nas ruas, armas mais pesadas, forca, pena de morte, leis mais rígidas, etc. Ninguém se entendia; e acabaram brigando entre si.

Nessa discussão, um dos ministros bateu na taça de ouro que estava na mesa e derramou todo o vinho na toalha. O Rei Melquior ficou muito aborrecido e permaneceu em silêncio olhando para a taça virada. No fundo da taça, estava uma estrela brilhante e uma criança deitada num berço com os bracinhos abertos. E a criança dizia: quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela que ela lhe trará a paz .

A partir daquele dia, o rei começou a procurar todos os dias, no céu, essa estrela brilhante. Até que um dia, lá no alto...

ele viu aquela mesma estrela brilhante que aparecera na taça; e no meio estava uma criança deitada com os bracinhos abertos. Melquior ficou emocionado porque sabia que o tempo do nascimento estava próximo. Então, ele pediu para preparar a caravana para começar a viagem ao encontro do menino da estrela.

Arrumou o melhor presente que tinha: aquela mesma taça de ouro que estava na mesa da reunião. Saindo do palácio, iniciou a viagem seguindo a estrela que brilhava no céu.

O último rei mago chamava-se GASPAR e vivia na África. No seu reino o sol era muito forte e queimava as plantações e a terra. Quase não chovia. O povo vivia às margens dos rios onde se podia plantar verduras, frutas e outros alimentos. O rei Gaspar ia sempre ao rio junto com o povo para rezar e pedir chuva.

Mas, as águas do rio baixavam cada vez mais e a chuva não vinha. A seca foi aumentando e o povo vivia triste, com fome e com sede. Somente sobrou uma fonte que ficava no castelo, onde ainda havia muita água. Por isso, todo o povo se dirigia para o castelo a fim de pegar água. Mas, era tanta gente que a água começou a acabar. Muitos morriam de sede pelo caminho.

O rei ficou muito triste no dia em que acabou completamente a água do poço. Naquela noite, o rei Gaspar teve um sonho.

Sonhou que estava olhando o fundo do poço quando perdeu o equilíbrio. Para não cair dentro do poço ele teve que se agarrar a uma árvorezinha chamada Mirra. Era a única árvore que sobrara em todo aquele deserto seco e árido. A Mirra é uma pequena árvore que dá uns grãozinhos dentro da casca, que servem para aliviar o sofrimento das pessoas.

Assustado, o rei Gaspar percebeu que o fundo do poço estava todo iluminado. Ele também viu uma estrela brilhante com uma criança deitada num berço. E o menino dizia: Quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima . No mesmo instante começou a brotar muita água no poço, enquanto a estrela subia para o céu mostrando um caminho. E a criança desapareceu.

Gaspar acordou muito feliz com o sonho e convocou todo o povo para descer ao rio e rezar. Muita gente já havia morrido. De repente, atrás das nuvens, apareceram nuvens negras, com raios e trovões, desabando um grande temporal sobre o país.

Gaspar ficou emocionado e percebeu que a água do rio estava brilhando. E olhando para o céu, viu a mesma estrela do sonho, com a criança no berço, apontando um caminho. Agradecido,

Gaspar resolveu ir atrás do menino da estrela. Mandou preparar a caravana e um presente especial para o menino: ele levou a mirra, que era um bálsamo feito com grãos daquela única árvore que sobreviveu a toda a seca do país, e estava junto ao poço do castelo.

Os três reis magos viram a mesma estrela com o menino, mas, um não sabia o que havia acontecido com o outro. Eles não se conheciam, mas, viajaram seguindo a mesma estrela, cada um por um caminho diferente, com muita certeza e esperança. Eles foram se encontrar somente perto de Jerusalém, quando pararam para descansar. Foi aí que os três rei magos se encontraram; eles se apresentaram um ao outro e descobriram que estavam seguindo a mesma estrela e procurando o mesmo menino. Eles ficaram muito contentes e felizes. Mas, quando olharam para o céu perceberam que a estrela havia desaparecido. Então eles ficaram muito tristes. Como seguir viagem se a estrela desapareceu?

Foi então que eles resolveram ir até o palácio de Herodes a fim de buscar informações a respeito do menino. Quando Herodes ouviu os magos falarem que o menino era rei, ficou muito preocupado. Chamou os sábios para saber o lugar certo onde o menino deveria nascer. E em seguida, Herodes avisou os magos para que ao voltarem da viagem dissessem a ele onde o menino estava.

Quando saíram do Palácio de Herodes, os reis magos enxergaram novamente a estrela e ficaram muito contentes. Seguindo a estrela chegaram até Belém onde encontraram aquele menino numa gruta, deitado num bercinho ao lado de seus pais. Os Reis Magos adoraram o Menino Jesus e entregaram os seus presentes:

Baltazar entregou o Incenso que trouxe da igreja e significava a abertura dos caminhos para a oração. Melquior entregou a Taça de Ouro que continha o vinho e significava que Jesus era o melhor presente, a jóia mais preciosa, que o Pai do Céu havia mandado. E Gaspar entregou a Mirra, o bálsamo usado para aliviar o sofrimento do povo e lembrava a paixão e morte de Jesus.

E o evangelho nos diz que os Reis Magos voltaram por outro caminho, cada um para o seu país, porque o anjo os avisara para não passarem pelo palácio de Herodes, em Jerusalém, porque ele pretendia matar o menino.

A Vida dos Reis Magos nos revela que a história é cíclica. Ao se aproximar o Terceiro Milênio percebemos que nós estamos vivendo hoje a mesma situação limite do tempo dos Reis Magos.

O País de Baltazar vivia na carência de Deus, num clima de materialismo profundo e ausência de fé. O templo destruído, a falta de sacerdotes, a irresponsabilidade dos pais que não educavam para Deus e para os verdadeiros valores.

O País de Melquior vivia numa situação de violência e guerra entre irmãos, numa total ausência de fraternidade. Todas as soluções para acabar com a violência era usar de mais violência.

O País de Gaspar vivia numa carência de água que simboliza hoje todas as dificuldades materiais que o povo está vivendo por causa do sistema econômico.

Vivemos hoje essa situação limite: a estrela não está mais no céu e o menino não está em Belém. A estrela está dentro de cada um de nós: temos que fazer uma viagem ao interior de nós mesmos para aprofundar a consciência sobre a realidade e a nossa participação na mudança dessa realidade, através da implantação e da vivência dos verdadeiros valores. Jesus também está dentro de nós com toda a força do Espírito Santo e seus dons para ajudar os homens e mulheres de boa vontade a levarem avante essa missão e essa responsabilidade.

João Paulo II vem acordando os cristãos e as mais altas autoridades do mundo inteiro para essa situação limite que o Mundo e o Povo estão vivendo. Não é mais possível continuar vivendo essa realidade: cada um olhe para dentro de si mesmo e comece essa viagem de conscientização de si e dos outros. A hora da alegria está próxima.

Fonte:www.paroquiacristorei.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

Folia de Reis

É um auto popular natalino, de origem portuguesa, de evocação da visita dos três Reis Magos ao Menino Jesus, com apresentação de danças dramáticas como o Terno de Reis, o Rancho e o Bumba-meu-boi. A Folia de Reis marca o fim do ciclo natalino, principalmente no Norte do país. A Folia tem início no dia 24 de dezembro, à meia-noite, e termina no dia 6 de janeiro, Dia de Reis . O desfile leva uma bandeira que muitos acreditam ter o poder de curar as pessoas.

Os foliões fazem paradas em casas previamente escolhidas, para cantorias, em troca de comida e bebida. As Bandeiras de Reis, como também são chamadas as Folias, têm versos próprios para pedir, agradecer e despedir-se dos moradores.

Quando as bandeiras percorrem apenas as ruas da cidade, chamam-se Folias de Reis ou Folias de Reis de Banda de Música. No entanto, quando também visitam os sítios e fazendas, recebem o nome de Folias de Reis de Caixa.

As folias têm de 8 a 20 foliões que são organizados de acordo com suas funções. Eles representam os próprios Reis Magos, acompanhados de empregados, como o pajem e os mordomos, soldados e o Demônio ou Herodes e seus soldados, perseguidores de Jesus Cristo. O mestre e o contramestre são as figuras mais importantes e usam fitas cruzadas no peito, capas de renda e ombreiras para diferenciarem-se dos demais foliões.

O mestre é responsável pela organização da folia e o contramestre recolhe os donativos oferecidos pelos donos das casas. O alferes fica encarregado de levar a bandeira, que traz estampadas as figuras dos Reis Magos e da Sagrada Família e que é feita de acordo com as posses do grupo. Os músicos e cantores animam a folia com bumbo, violão, sanfona, pandeiro e cavaquinho. Cantam versos inspirados em trechos da Bíblia e sua música recebe o nome de toada.

Os palhaços, que representam os perseguidores de Cristo, apresentam-se depois dos outros. Usando máscaras e roupas improvisadas, eles dançam descalços, saltitam e recitam versos engraçados chamados chulas. Depois da apresentação dos palhaços são feitas as despedidas.

No encerramento da Folia de Reis, no dia 6 de janeiro, parentes, amigos e participantes de outros folias se divertem com muitas música, comida e bebida. E uma ceia é realizada a 2 de fevereiro, dia de N. Sra das Candeias. Os foliões cumprem promessa de por 7 anos consecutivos saírem com a folia. Conhecida nas cidades, vilarejos e fazendas do interior do RJ, ES, MG, GO, SP e PR, a Folia era essencialmente rural, mas nos dias atuais se expandiu, resistindo até mesmo nas grandes cidades (RJ, Belo Horizonte e Goiânia), no PA e no MA. A Folia de Reis revivia no campo as jornadas das pastorinhas urbanas, entre Natal e Reis.

Reisado

Auto de Natal encenado no Nordeste com temas variados, em que os participantes cantam e dançam ao som de instrumentos como sanfona, pandeiro e zabumba. Exibindo-se pelas ruas e praças, vão pedindo donativos por onde passam. No Brasil, a denominação, refere-se aos ranchos, ternos, grupos que festejam o Natal e Reis. O Reisado pode ser apenas a cantoria como também possuir enredo em pequeninos atos encadeados ou não. Os Reisados, naturalmente assim chamados por derivação da palavra compreendem os grupos chamados propriamente de Reisados, assim como os que são denominados de Guerreiros e Bumba-meu-boi.

Dependendo do tema e da região, esse folguedo exibe personagens como o rei, a rainha, o mestre, o contramestre, a estrela, o palhaço, o índio e a sereia, entre outros. Os participantes usam roupas e chapéus coloridos e ricamente ornamentados com vidrilhos, lantejoulas, fitas e espelhos. Segundo a crença popular, os espelhos têm o poder de proteger os dançarinos contra o mal. Roupas coloridas, cantorias de músicas religiosas anunciando o nascimento de Jesus, homenageando os Reis Magos e, ainda, louvando os donos da casa onde se apresentam, compõem a atuação. Em alguns lugares, é chamado de Guerreiro, Folia, Turundu. (Almanaque Abril, 1995/2001)

Cacumbi

Dança considerada uma variação de outros autos e bailados como Reisado, Guerreiro, Congada e Ticumbi. Encontrada em alguns municípios de SE, é apresentada na Procissão de Bom Jesus dos Navegantes (1 de janeiro) e no Dia de Reis , em homenagem a S. Benedito e N. Sra. do Rosário. Pela manhã, o grupo assiste à missa na igreja, onde canta e dança em homenagem aos santos padroeiros. Depois das louvações, sai às ruas cantando músicas profanas e, à tarde, acompanha a procissão.

O grupo é composto exclusivamente por homens. Seus personagens são o Mestre, o Contra-Mestre, e os dançadores e cantadores que vestem calça branca, camisa amarela e chapéus enfeitados com fitas, espelhos e laços. Só o Mestre e o Contra-Mestre usam camisas azuis. A coreografia é alegre, com evolução e movimentos contínuos ao som do apito (que coordena a mudança dos passos), cuícas, pandeiros, reco-recos, caixas e ganzás. (Fonte: Viaje Sergipe)

Guerreiro

Auto popular alagoano, teve origem no Reisado, tendo porém um número de componentes maior, maior número de atos, roupas mais coloridas e maior beleza musical. Sanfona, pandeiro, triângulo e tambor são os instrumentos que acompanham a manifestação. É uma mistura de reisados alagoanos com figuras de cheganças, pastoris e uma parte de caboclinhos.

Os trajes possuem uma referência a antiga nobreza e os chapéus dos participantes nos lembram catedrais, palácios e igrejas. Diz a lenda que uma rainha, em um passeio com a sua criada Lira e com os seus guardas, ou vassalos, conhece e se apaixona por um índio chamado Peri. Para não ser denunciada, manda matar Lira. No entanto, o rei descobre a paixão e luta com o índio Peri. O rei acaba morrendo. O Guerreiro conta esta história em forma de música e dança.

Taieira

Dança cortejo de caráter religioso afro-brasileiro louvando S. Benedito e N. Sra. do Rosário, padroeiros dos negros no Brasil. O ápice da festa que se realiza no Dia de Reis , é a coroação da Rainha das Taieiras. Durante a missa, a coroa de N. Sra. do Rosário é retirada e colocada na rainha. No passado era apresentada em várias cidades de AL, SE e BA. Atualmente há sensível redução da sua área de ocorrência. Na cidade de Laranjeiras (SE), as taieiras vestem blusa vermelha e saia branca com fitas coloridas. Saem pelas ruas cantando músicas religiosas e tocando querequexés (reco-reco) e tambores.

Turundu ou Turundum

Dança dramática de Contagem, MG, executada do ciclo do Natal a Reis e no dia 2 de fevereiro na festa de N. Sra das Candeias. Conhecida também por Folia, é uma espécie de Reisado do qual participam os três Reis Magos. O rei Gaspar é o guarda-mor da folia, o mulato Bastião e mais 20 a 30 figurantes.

Os instrumentos usados são a caixa, o chocalho, a viola e a rabeca. O Turundu sai em visita às casas de família, saudando seus donos, quando o Bastião, por meio de quadras, pede cachaça, café, etc.

Conta a história de uma princesa encantada que mora numa floresta e recebe muitos presentes de baús cheios de ouro, violas. A princesa termina casando com o rei. Depois do casamento acontece o baile e o mascarado, na companhia de todos os figurantes, começa a sapatear de maneira forte e fazendo muito barulho. Depois vão cantar em outra casa até o dia amanhecer. .

Fonte: www.lendorelendogabi.com

Dia de Reis

6 de Janeiro

Loas de Natal e Reis
(Norte do Brasil)

Ô! De casa, nobre gente
Escutai e ouvireis
Lá das bandas do Oriente
São chegados os trêsReis

Gaspar, Melchior, Baltazar
Vieram lá do Oriente
Adorar o Deus Menino
A Jesus onipotente

O primeiro trouxe ouro
Para o seu trono dourar
O segundo trouxe incenso
Para o Menino incensar
O terceiro trouxe mirra
Por saber que era imortal

Abri a porta
Se quereis abrir
Que somos de longe
Queremos nos ir

Reisado

O Dia de Reis é comemorado em todo o Brasil. A festa tem origem europeia e celebra o nascimento de Cristo entre cores, formas e sons tipicamente regionais.

Origem

A Folia de Reis chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores portugueses. Para celebrar o nascimento de Cristo era feita uma reconstituição simbólica da trajetória dos três Reias Magos, de acordo com a bíblia. Segundo a tradição, vários grupos costumavam ir de casa em casa anunciando o nascimento do Menino Jesus. De lá pra cá, as festas ficaram recheadas de histórias folclóricas, mas sua essência continua a mesma.

Brasil

O Reisado é comemorado em várias regiões brasileiras, principalmente no Norte e Nordeste. Nesses locais, na véspera do Dia de Reis , há muitas cantorias e danças nas ruas e praças.

Essas tradições relembram costumes do tempo da Colônia. Os mais conhecidos são a Chegança de Mulheres, em que os participantes vestem-se com chapéus, fitas e flores, e a Chegança dos Marujos, representada por marinheiros com figuras de navios, âncora e mastro. No Reisado do Zé do Vale a música fica por conta de uma orquestra com violões, flautas, rebecas e pandeiros.

São Paulo

As tradicionais Folias de Reis estão sendo resgatadas e até ampliadas no interior do Estado de São Paulo. Em algumas cidades, como Campinas, Taubaté e Ribeirão Preto, a tradição vem sendo mantida durante anos. A festa é composta de apresentações de grupos de músicos e cantores. Todos vestem roupas coloridas e entoam versos sobre o nascimento de Jesus Cristo, liderados por um mestre.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

O bolo Rei chegou a Portugal no final do século XIX e foi popularizado pelas doceiras de Lisboa e Porto. A tradição chegou ao Brasil com imigrantes portugueses. Hoje o bolo é a estrela da festa de 6 de janeiro, quando os cristãos celebram a adoração do Menino Jesus pelos Reis Magos. Segundo a tradição, o Bolo Rei deve ser acompanhado de dois mimos: uma fava e um presente. Quem receber a fava na sua fatia de bolo, terá sorte no ano e pagará o Bolo rei do próximo 6 de janeiro. Quanto ao presente, trará riqueza a quem encontrar.

Em alguns municípios sergipanos, a Batalha das Cabacinhas faz parte das comemorações do Dia de Reis . Na "batalha", uma brincadeira inspirada nos antigos carnavais, quando as pessoas "guerreavam" com talco, farinha e ovos, as cabacinhas - feitas de parafina e recheadas com água perfumada -, são atiradas nas pessoas, sem causar nenhum dano.

Nos municípios fluminenses, um dos hábitos referentes ao Dia de Reis é a confecção do bolo de reis, que leva quatro prendas misturadas à massa comum: um anel, uma cruz, uma moeda e um dedal. Cada objeto traz um simbolismo: o anel significa casamento; a cruz, convento; a moeda, dinheiro e o dedal, trabalho.

Há também a prática popular de colocar na palma da mão esquerda três sementes de romã. Estas devem ser seguras, uma a uma, entre o polegar e o indicador direito, levadas entre os dentes e mordidas levemente. Após morder, recita-se: Baltazar, traz meu dinheiro de volta; o mesmo deve ser feito com as outras duas sementes, substituindo o nome Baltazar pelo dos reis Belchior e Gaspar. As três sementes devem ser guardadas envoltas em papel, na carteira de dinheiro até o ano seguinte, quando deverão ser plantadas em jardim ou vaso de planta, sendo substituídas por novas sementes, após o ritual descrito. Acredita-se que prática garante dinheiro farto durante todo o ano que se inicia.

Há uma variação desse costume que envolve romãs. Para fazer a sua fezinha, abra a fruta e chupe três sementes. Guarde-as, e no Dia de Reis coloque-as na carteira. O ritual garante sorte nas finanças durante o novo ano.

No Ceará, existe a Tiração de Reis, caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos a partir do dia 2 de janeiro ou na véspera do Dia de Reis . Nas visitas, eles cantam e dançam versos relacioandos com a data, ao som de instrumentos, e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro).

Na Rússia o Natal, não é comemorado nem no dia 25 de dezembro, nem em 6 de janeiro. A data é celebrada em 7 de janeiro, quando, segundo a tradição natalina dos russos, a ceia deve ter muito mel, grãos e frutas, mas nenhuma carne.

Na Espanha, no dia 6 de janeiro há desfiles com reis magos em todo o País. De suas carruagens, eles jogam balas e doces para as crianças. Também é neste dia que as crianças recebem presentes, que, acreditam, foram deixados pelos próprios reis durante a madrugada.

Os cubanos trocam presentes no dia 24 e as crianças acreditam em Papai Noel. No entanto, a tradição dos reis magos é bem mais forte. No dia 6 de janeiro, as crianças costumam até deixar um pouco de comida para os camelos dos reis, ao lado de uma cartinha com o que querem ganhar.

Em Potugal, não há troca de presentes porque esses já foram entregues pelo Natal, mas come o bolo rei e os adultos bebem vinho do Porto. O bolo rei é diferente de todos os outros. Dentro dele há uma fava e uma prenda. Quem pegar a fava fica obrigado no ano seguinte a pagar o bolo. Aquele que ganhar a prenda fica no ano seguinte a pagará o vinho do Porto. A diferença do bolo rei além de estar na forma da coroa de um rei também está no recheio e enfeite, com frutos secos (amêndoas, nozes, pinhões) e frutas cristalizadas. Todos estes frutos simbolizam as jóias que enfeitam as coroas dos reis.

Bolo dos reis

Ingredientes

4 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo 
2 tabletes de fermento biológico 
1 xícara (chá) de açúcar 
4 colheres (sopa) de leite 
5 ovos 
3 colheres (sopa) de vinho do Porto 
2 colheres (sopa) de casca de laranja ralada 
1/2 xícara (chá) de azeite de oliva 
1/2 xícara (chá) de uva passa sem semente 
4 colheres (sopa) de amêndoas picadas 
4 colheres (sopa) de nozes picadas 
1 xícara (chá) de frutas cristalizadas 
100 g de cerejas cristalizadas 
4 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro

Modo de Preparo

Em uma tigela, peneire a farinha de trigo e reserve. Em uma tigela misture o fermento e 3 colheres (sopa) de açúcar até obter uma pasta. Misture o leite aquecido e 4 colheres (sopa) de farinha de trigo. Cubra a tigela com filme plástico e deixe crescer por 15 minutos. Coloque emoutra tigela 4 ovos, o vinho do porto e as raspas de laranja e bata rapidamente com um batedor manual. Reserve. Em uma superfície lisa, coloque a farinah de trigo restante e faça uma cavidade no centro. Junte o azeite de oliva (reserve 1/2 colher de sopa) e o açúcar restante. Com as pontas dos dedos misture até obter uma farofa. Acrescente a massa crescida e misture. Junte, aos poucos, os ovos batidos e sove a massa por 5 minutos. Adicione as uvas passas, as amêndoas, as nozes e metade das frutas cristalizadas. Misture delicadamente e transfira a massa para uma tigela. Cubra com filme plástico e deixe crescer por 1 hora. Em seguida, modele a massa, formando um anel, de modo que no centro tenha 15cm de diâmetro. Transfira a massa para uma assadeira para pizza com 30cm de diâmetro, untada com o azeite reservado. Deixe crescer por mais 30 minutos. Ligue o forno à temperatura média. Distribua sobre a massa o restante das frutas cristalizadas e as cerejas. Pressione ligeiramente com os dedos e pincele toda a superfície com o ovo restante batido. Leveo bolo ao forno por 40 minutos, ou até que enfiando um palito ele saia limpo. Retire do forno, desenforme ainda morno e disponha em um prato grande. Em seguida, distribua por cima o açúcar de confeiteiro em montinhos. Se preferir, no momento de servir coloque fios de ovos na parte central do bolo.

E já que os frutos secos simbolizam as pedrarias da coroa dos reis magos, seguem mais três receitas em que elas entram

Torta fina de figo

Ingredientes

120 gr. de massa folheada 
farinha de trigo 
2 colheres de sobremesa de manteiga 
12 am êndoas descascadas 
15 passas sem caro ço 
12 figos maduros, por ém firmes, muito bem lavados 
1 colher de sopa de a çúcar de confeteiro (só para enfeite) 
sorvete de creme (opcional)

Modo de fazer

Pique as amêndoas e as passas em um processador ou pique tudo muito bem com uma faca (além de acrescentar sabor, a mistura de amêndoas serve de esponja para que a umidade do figo não passe para a massa). Preaqueça o fogo. Unte uma assadeira com manteiga. Abra a massa folheada, sobre uma superfície polvilhada com farinha, para que fique com uma espessura bem fina. Corte 4 discos (4 porções, portanto), de 14 cm. de diâmetro e em seguida coloque-os na assadeira. Já quase na hora de colocar as tortas no fogo, corte os figos em rodelas de 1 cm. de espessura, com a casca. Distribua a mistura de amêndoas e passas sobre a superfície das quatro tortas. Por cima, coloque as rodelas de figo. Antes de levar ao forno, polvilhe com aç~ucar de confeteiro. Leve ao fogo por cerca de 15 minutos e sirva em seguida. A torta pode ser acompanhada por um sorvete de creme.

Galette du rois avec frangipagne

Receita francesa

Na França existe um costume antigo de consumir uma espécie de torta doce e recheada, a "Galette des Rois", em todo o mês de janeiro e principalmente no primeiro domingo de janeiro, Dia de Reis .

Na França, ao se comprar a galette em "Boulangeries" (padarias) ou "Pâtisseries" (docerias), você ganha duas coroas de papel. Essa tradição veem desde da época dos romanos, quando se colocava uma "fève" (fava) seca ou grãos de feijão dentro da torta para se escolher o "rei do dia". Quem encontrar a fava na sua fatia, é eleito o rei por um dia e tem até o direito de escolher a sua rainha. Atualmente, essa fava seca foi substituída por uma figura de porcelana.

A "Galette des Rois" francesa é preparada com massa folhada e recheada com um "Crème Frangipane" (creme de amêndoas) muito perfumado e delicioso, receita criada pelo pâtissier francês Pascal Regnault, especialista também em crepes, galettes e outras delícias francesas.

Na Itália e na Espanha, a galette é feita de pão doce em forma de coroa, decorado e recheado com frutas cristalizadas.

Galette du rois

Ingredientes

" Massa folhada invertida

380g de manteiga sem sal 
150g de farinha de trigo 
350g de farinha de trigo 
120g de manteiga derretida 
150ml de água 
15g de sal

" Recheio:

100g de manteiga sem sal 
100g de açúcar confeiteiro 
100g de farinha de amêndoas 
ou 200g de coco ralado fresco 
1 ovo inteiro 
1 colher de sopa de rum

Modo de fazer

" 1ª Massa:

Misture os ingredientes e abra a massa em um círculo de 2cm de espessura. Embrulhe com plástico filme e leve à geladeira por 1:30.

" 2ª Massa:

Misture os ingredientes até a massa ficar homogênea, sem sovar. Abra a massa em um quadrado de 2cm de espessura e embrulhe em filme plástico. Leve à geladeira por 1:30.

Coloque a 2ª massa dentro da 1ª e feche. Forme um retângulo com o rolo de superficie uniforme e de 2cm de espessura. Trabalhe o mais rapidamente possível.

Dobre o retângulo em 4, levando as duas bordas ao centro,e dobrando mais uma vez. Embrulhe em filme novamente e leve à geladeira por mais 1:30. Repita essa operação por mais 2 vezes.

Cada vez que for abrir a massa coloque a parte da dobra sempre no mesmo sentido.

Abra a massa na espessura de 5mm e corte dois discos de 30cm de diâmetro. Filme e deixe descansar na geladeira enquanto prepara o recheio.

" Recheio: misture tudo formando um creme.

Em um tabuleiro umedecido coloque um dos discos e recheie com o creme. Deixe um espaço de 1cm nas bordas e pincele-as com ovo batido. Coloque o segundo disco por cima e aperte bem as bordas. Pincele toda a superficie da galette com ovo batido e com a ponta de uma faquinha decore a superficie com cortes rasos. Leve ao forno pré-aquecido 210ºC e deixe nessa temperatura por 10 min. Logo que pegar cor, abaixe para 180ºC e asse por mais 40 min.

Frangipagne (creme de amêndoas)

O doce com massa folhada e recheio de frangipane marca a celebração da 12ª noite após o nascimento de Jesus Cristo. Decorado com uma coroa, ele tradicionalmente tinha uma fava  hoje substituída por uma pequena figura de porcelana  em seu recheio. Quem a encontra é aclamado rei ou rainha da festa, tem o direito de usar a coroa e pode dar ordens aos demais.

INGREDIENTES

1 litro de leite integral 
8 gemas 
100g de farinha de trigo 
250g de açúcar em pó 
60g de manteiga 
1 pitada de sal 
80g de amêndoas em pó

MODO DE FAZER

Misturar as gemas com o açúcar até obter uma consistência branca e lisa. Acrescentar a manteiga, o sal e a farinha peneirada. Misturar bem. Colocar aos poucos o leite fervendo sem cessar de misturar afim de obter um creme bem liso. Cozinhar o creme em fogo brando durante três ou quatro minutos. Colocar bem devagar as amêndoas em pó e misturar bem até obter uma consistência lisa.

Panetone Vegan

Ingredientes

300g (3 xícaras) de farinha 
2 tabletes (15g) de fermento fresco 
100 ml (meia xícara) de água morna 
100g (meia xícara) de açúcar 
3 col (sopa) de leite soja 
1 col (chá) de sal 
4 col (sopa cheias) de margarina 
100g (meia xícara) de passas 
100g (meia xícara) de frutas cristalizadas picadas 
1 col (sopa) de casca limão ralada 
1 col (sopa) essência de baunilha

Modo de fazer

Para fazer um chocotone, trocar as frutas por chocolate meio amargo da garoto, que não tem leite. Aqueça água até estar na temperatura do corpo. Despeje-a numa tigela e junte o fermento. Adicione 1 col. de sopa cheia de farinha e misture. Cubra c/ 1 pano de prato e deixe descansar até que comecem a aparecer bolhas na superfície. Junte a farinha aos poucos, mexendo sempre. Acrescente os demais ingredientes, menos a manteiga. Despeje a massa numa superfcie limpa e sove por 10 min. Enquanto estiver sovando, acrescente a margarina. Despeje a mistura na forma preparada. Cubra e deixe descansar por pelo menos 2hs. Leve ao forno quente por 10 min. Abaixe o forno para médio e deixe por mais 30 min.

Fonte: www.blocosonline.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

O Dia de Reis celebra-se a 6 de Janeiro.

Assinala a data em que os três Reis Magos (Gaspar, Belchior - ou Melchior - e Baltasar) foram visitar a dar oferendas ao Menino Jesus.
Deram-lhe ouro, incenso e mirra.

Em alguns países, especialmente nos países hispânicos, é tradição dar as prendas (de Natal) às crianças neste dia.

Reis Magos

Em Portugal nesta altura cantam-se as Janeiras, come-se bolo-rei e as crianças representam a história dos Reis Magos.

Os três Reis Magos

Reis Magos

Num país distante viviam três homens sábios que estudavam as estrelas e o céu. Um dia viram uma nova estrela muito mais brilhante que as restantes, e souberam que algo especial tinha acontecido.

Perceberam que nascera um novo rei e foram até ele.

Os três reis magos, Gaspar, Melchior e Baltazar, levavam presentes, e seguiam a estrela que os guiava até que chegaram à cidade de Jerusalém.

Aí perguntaram pelo Rei dos Judeus, pois tinham visto a estrela no céu.

Quando o rei Herodes soube que estrangeiros procuravam a criança, ficou zangado e com medo. Os romanos tinham-no feito rei a ele, e agora diziam-lhe que outro rei, mais poderoso, tinha nascido?

Então, Herodes reuniu-se com os três reis magos e pediu-lhe para lhe dizerem quando encontrassem essa criança, para ele também a ir adorar.

Os reis magos concordaram e partiram, seguindo de novo a estrela, até que ela parou e eles souberam que o Rei estava ali.

Ao verem Jesus, ajoelharam e ofereceram-lhe o que tinham trazido: ouro, incenso e mirra. A seguir partiram.

À noite, quando pararam para dormir, os três reis magos tiveram um sonho. Apareceu-lhe um anjo que os avisou que o rei Herodes planeava matar Jesus.

De manhã, carregaram os camelos e já não foram até Jerusalém: regressaram à sua terra por outro caminho.

José também teve um sonho. Um anjo disse-lhe que Jesus corria perigo e que ele devia levar Maria e a criança para o Egipto, onde estariam em segurança. José acordou Maria, prepararam tudo e partiram ainda de noite.

Quando Herodes soube que fora enganado pelos reis magos, ficou furioso. Tinha medo que este novo rei lhe tomasse o trono.

Então, ordenou aos soldados para irem a Belém e matarem todos os meninos com menos de dois anos. Eles assim fizeram.

As pessoas não gostavam de Herodes, e ficaram a odiá-lo ainda mais.

Maria e José chegaram bem ao Egipto, onde viveram sem problemas.
Então, tempos depois, José teve outro sonho: um anjo disse-lhe que Herodes morrera e que agora era altura de regressar com a família a Nazaré à sua casa.

Depois da longa viagem de regresso, eles chegaram enfim ao seu lar.

Fonte: www.junior.te.pt

Dia de Reis

6 de Janeiro

Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém (Mateus 2, 1-12).

Ignora-se a providência dos Reis Magos, este episódio foi apenas relatado no Evangelho de S. Mateus e, mesmo assim, de forma muito resumida e vaga. Só com o passar do tempo, se foram acrescentando detalhes, para se sanarem as lacunas deixadas no Evangelho em relação a esta história.

A designação Mago era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos, contudo esta palavra também era usada para designar os astrólogo. Isto fez com que, inicialmente, se pensasse que estes magos eram sábios astrólogos, membros da classe sacerdotal de alguns povos orientais, como os caldeus, os persas e os medos.

Posteriormente, a Igreja atribuiu-lhes o apelido de Reis , em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10.

Quanto ao número e nomes dos Reis Magos são tudo suposições sem base histórica, aliás algumas pinturas dos primeiros séculos mostram 2, 4 e até mesmo 12 Reis Magos adorando Jesus. Foi uma tradição posterior aos Evangelhos que lhes deu o nome de Baltasar, Gaspar e Belchior (ou Melchior), tendo-se também atribuído a cada um características próprias.

Belchior (ou Melchior) seria o representante da raça branca (europeia) e descenderia de Jafé; Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e seria descendente de Sem; por fim, Baltasar representaria todos os de raça negra (africana) e descenderia de Cam. Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na altura: os semitas, os jafetitas e camitas. Pode então dizer-se que a adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus simboliza a homenagem de todos os homens na Terra ao Rei dos reis, mesmo os representantes do tronos, senhores da Terra, curvam-se perante Cristo, reconhecendo assim a sua divina realeza.

Esta ideia só surgiu no século XVI, assim só a partir deste século é que se começou a considerar que Baltasar era negro, de forma a que se pudesse abranger todas as raças.

Nota: Jafé, Sem e Cam são os 3 filhos de Noé, que segundo o Antigo testamento representavam as 3 partes de mundo e as 3 raças que o povoavam naquele tempo.

Para além desta simbologia, pela cultura a cristã, os Reis Magos simbolizam que os que os poderosos e abastados devem curvar-se perante os humildes, despojando-se dos seus bens e colocando-os aos pés dos demais seres humanos, ou seja, devem partilhar a sua fortuna com os mais pobres.

Também em relação às idades dos Reis Magos tudo são suposições sem nenhuma base histórica. Só no século XV, se fixou que Belchior teria 60 anos, Gaspar estaria com 40 anos e Baltasar 20 anos.

Tem de se ter em atenção que as características físicas e as idades dos Reis Magos variam consoante o autor.

O Dia de Reis celebrava-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 6 de Janeiro que se entregam os presentes.

Ao chegarem ao seu destino, os Reis Magos deram como presentes ao Menino Jesus:

Ouro (oferecido por Belchior): este representa a Sua nobreza;

Incenso (oferecido por Gaspar): representa a divindade de Jesus;

Mirra (oferecido por Baltasar): a mirra é uma erva amarga e simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, enquanto salvador da Humanidade, também simbolizava Jesus enquanto homem.

Assim, os Reis Magos homenagearam Jesus como rei (ouro), como deus (incenso) e como homem (mirra).

Coloca-se a questão de saber como é que os Reis Magos associaram o aparecimento da Estrela com o nascimento de Jesus. A verdade é que existem várias teorias, mas não há como saber qual delas é a correta. Uma dessas teorias considera que os Reis Magos descobriram a relação entre o novo astro e o nascimento de Cristo.

Mais explicações sobre esta questão e outras relacionadas com os Reis Magos são dadas através de textos apócrifos, isto é, textos não reconhecidos pela Igreja.

Contudo estes textos foram, de um modo geral, escritos nos séculos II e III da era cristã, para preencherem lacunas sobre a vida de Jesus e de outras personagens do Novo Testamento, assim objetivo destes era saciar a curiosidade religiosa, transformando o vago em concreto, independentemente da veracidade dos fatos, daí não estarem incluídos nos chamados Livros Canónicos.

Simbologia dos Presentes (Ouro, Incenso e Mirra) Como já foi dito, o incenso simboliza o sacerdócio, o ouro a realeza e a mirra o sofrimento de Jesus na Terra. Contudo, também se tem entendido que estes produtos simbolizavam as várias idades do Homem: a juventude e fecundidade do trabalhador; a maturidade do guerreiro; e, por fim, a velhice do sacerdote.

O imaginário medieval (época muito propicia à criação de lendas) considera que o incenso, o ouro e a mirra, levados pelos Reis Magos a Jesus, eram provenientes das terras lendário Preste João, que ficavam ao lado do Paraíso Terreno. Esta lenda do Preste João relaciona-se com a ideia de uma Sociedade Ideal, a criação de um Mundo Utópico, um mundo justo, sem carências e sem violências.

Estes três presentes também faziam lembrar o entendimento que n Idade Média se tinha da Santíssima Trindade: o Pai era visto como o sacerdote, o Filho como o rei, e, finalmente, o Espírito Santo como produtor.

Fonte: natalnatal.no.sapo.pt

Dia de Reis

6 de Janeiro

Apesar do Dia de Reis ser comemorado apenas no dia 6 de janeiro, a Folia de Reis dura de 24 de dezembro até o dia 2 de janeiro. Nesse período, homens se vestem de um dos Três Reis Magos e saem pelas ruas das cidades e param para dançar, cantar e abençoar as famílias das casas onde há presépios.

Esses homens só se apresentam à noite e ganham ceia ou café nas casas visitadas.

Durante as apresentações, os homens tocam pistão, bombardino e clarinete. Esta tradição está desaparecendo, mas sobrevive ainda em algumas cidades, principalmente do interior. Ao contrário dos países de cultura portuguesa, na Espanha e nos países de cultura espanhola, o Dia de Reis é bastante comemorado, chegando a ser a principal festa do período natalino.

A festa representa a chegada do menino Jesus e por isso, a proximidade com o Natal.

Os Três Reis Magos são:

O árabe Baltazar que levava incenso, que significava a divindade do Menino Jesus.

O indiano Belchior que levava ouro, significando a realeza.

O etíope Gaspar que levava mirra, que simbolizava a humanidade do recém-nascido.

Fonte: www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

"Tendo, pois, Jesus nascido em Belém da Judéia no tempo do rei Herodes, eis que Magos vieram do Oriente a Jerusalém" (Mateus 2, 1).

Esses magos diziam ter visto a mesma estrela, diferente de todas as outras. Por razão que não sabem explicar, a seguiram. Na esperança, talvez, de que viesse indicar o lugar em que nasceria o Salvador.

"Magos" é expressão que vem de Heródoto, "o Pai da História" (420 a.C.), referindo todos os que se interessavam pelas coisas do céu - hoje, equivalente a astrônomos e astrólogos.

Com o passar do tempo, a tradição cristã os converteu em reis - "Os Reis Magos", assim ficaram conhecidos. Eram três. O europeu Melquior, com 40 anos. O africano Baltazar, com 30. O asiático Gaspar, com apenas 15.

A Belém chegaram em camelos "e prostrando-se diante do menino, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe presentes" (Mateus 2, 11-12). O primeiro presente foi "ouro" - mais precioso dos metais. O segundo, "incenso" - resina que, ao ser queimada, desprende um aroma agradável. Vem da Índia, extraída de árvore ("Boswellia") usada em sacrifícios religiosos. O terceiro, "mirra" - outra resina, extraída de árvore ("Commiphora") nativa da África, própria para a fabricação de perfumes; e, também, embalsamamentos - daí vindo o verbo "mirrar", com o sentido de definhar, de ganhar aparência de defunto.

Em 1164, os restos mortais dos Reis Magos foram transferidos para Colônia (Alemanha). As casas dessa região, ainda hoje, ostentam nos portais a inscrição CMB (Christus Mansionem Benedicat), "Cristo abençoe esta morada" - que, por semelhança às primeiras letras dos nomes dos Magos, muitos interpretam como sendo suas iniciais. O dia de homenagear esses Magos é hoje, 6 de janeiro, data que encerra o ciclo de Natal. "Dia de Reis", assim chamamos. Em alguns lugares, como na Espanha por exemplo, nessa data são distribuídos presentes - reproduzindo o gesto dos Reis magos.

Em Portugal se faz o "Bolo Rei" - bolo em forma de coroa, feito de massa levedada (massa de pão), com um brinde e uma fava dentro. Quem encontrar o brinde realizará seus desejos.

Quem encontrar a fava, deverá comprar outro bolo-rei. Esse bolo, em verdade, nasceu na França, à época de Luis XIV - quando esse dia era celebrado na côrte. E ficou até registrado em quadro do pintor inglês Jean-Baptise Greuze, "Gâteau des Roi". Com a revolução francesa foi proibido. Mas os confeiteiros de Paris continuaram a fazê-lo, apenas trocando seu nome para "Gâteau des sans-cullottes".

A receita foi trazida a Portugal por Baltazar Rodrigues Castanheiro, em 1869 - quando ele inaugurou a Confeitaria Nacional, na rua da Betesga (que liga o Rossio à Praça da Figueira), em Lisboa. Logo fez grande sucesso, passando a frequentar todas as mesas portuguesas, no Natal e no Dia de Reis .

Ao Brasil os primeiros bolos chegaram em São Paulo, na década de 60. Mas entre nós, apesar de já serem encontrados nas principais delicatéssens, ainda não fazem muito sucesso.

RECEITA

Bolo Rei (receita para dois bolos)

Ingredientes

PARA A MASSA LEVEDADA

14 gr de fermento de padaria
3 colheres de sopa de leite morno
100 gr. de farinha de trigo

PARA O BOLO

250 gr de farinha de trigo
100 gr de massa levedada
1 colher de sopa de sal
4 ovos
Raspas da casca de um limão
150 gr de açúcar
100 gr de manteiga
150 gr de frutas secas e cristalizadas (nozes, passa, ameixa, figo, cereja)
1 cálice de vinho do Porto
Farinha para amassar
1 brinde
1 fava

Preparo

Faça a massa levedada - juntando todos os ingredientes e deixando fermentar por 4 horas. Reserve

Pique grosseiramente as frutas secas e cristalizadas. Deixe de molho no vinho do Porto. Reserve

Coloque a farinha em uma mesa. Faça buraco no centro. Coloque a massa levedada e amasse bem

Junte os ovos (um a um) em temperatura ambiente, as raspas de limão, o açúcar, a manteiga (anteriormente batida na batedeira até que fique bem cremosa). Misture tudo. A massa fica com consistência mole. Cubra e deixe descansar até o dia seguinte

Acrescente as frutas secas e cristalizadas. Divida a massa em duas partes. Dê, em cada uma delas, a forma de coroa (fazendo primeiro uma bola, e depois um buraco no meio), com mais ou menos 30 cm de diâmetro. Introduza o brinde e a fava. Deixe descansar, em lugar fechado, por 1 hora. Pincele com a gema (diluída em água)

Asse em forno médio (180º). No meio do cozimento, decore com frutas cristalizadas e açúcar. Deixe no forno até que fique dourado

Letícia Cavalcanti

Fonte: terramagazine.terra.com.br

Dia de Reis

6 de Janeiro

A origem da Comemoração do Dia de Reis leva-os há muito tempo atrás. Segundo a primitiva liturgia, no dia 6 de Janeiro celebrava-se a comemoração do Natal, da Epifania ou manifestação de Deus, o Baptismo de Jesus e o milagre das Bodas de Canaã.

Só a partir do séc. V é que a adoração dos Reis Magos começou a ser celebrada no Ocidente. Foi também nessa altura que se decidiu separar a Epifania do Natal, que passou para o dia 25 de Dezembro.

Dia de Reis

No início, os Reis Magos eram representados quase sempre por dois, quatro ou seis personagens e unicamente como magos. O número três só ficou estabelecido a partir do séc. IV. Os nomes pelos quais hoje são conhecidos surgiram apenas um século depois e até o século VI não se encontram registos do título de reis.

No séc. XVI foi introduzido o traço racial, aparecendo pela primeira vez um Baltazar preto. Os três reis foram identificados como Sem, Cam e Jafé, os três filhos de Noé, que segundo o Antigo Testamento, representavam as três raças que povoavam o mundo. Desta forma, Melchior, o ancião de cabelos brancos, simboliza os herdeiros de Jafé, os europeus que oferecem ao Menino Jesus um presente de ouro que testemunha sua realeza.

O louro e jovem Gaspar representa os semitas da Ásia, cujo bem mais apreciado é o incenso, símbolo da sua divindade, e Baltazar, negro e com barba, identifica-se com os filhos de Cam, os africanos, que entregam a mirra, em alusão à paixão e ressurreição.

A Bíblia relata como uma estrela guiou os três Reis Magos desde o Oriente e indicou o lugar onde se encontrava o Menino Jesus ao deter-se sobre o presépio. Muitas são as teorias que tentam explicar este milagre.

Entre elas, está a de que se tratava do brilhante planeta Vénus, da passagem dos cometas Halley ou Hale-Bopp, de uma supernova, uma ocultação da Lua... Uma das hipóteses mais aceites foi a proposta por Johannes Kleper em 1606. Segundo este astrónomo, tratar-se-ia de uma rara tripla conjugação da Terra com os planetas Júpiter e Saturno, passando o Sol nesse momento por Peixes.

Esta conjugação apresenta-se aos olhos do observador terrestre como uma só estrela muito brilhante. Outra hipótese mais recente é a de que se tratava de uma nova estrela brilhante observada próxima da estrela Theta Aquilae. A estrela de Belém é relembrada situando-a tanto na representação do presépio como na ponta da árvore de Natal.

Fonte: www.eps-ansiao.rcts.pt

Dia de Reis

6 de Janeiro

O Dia de Reis é comemorado no dia 6 de janeiro pois foi o dia em que o menino Jesus recebeu a visita dos Três Reis Magos, que lhe trouxeram muitos presentes.

A data celebra a vinda de Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta dia as pessoas retiram todos os enfeites natalinos das casas e desmontam seus presépios e árvores de Natal.

Em alguns países como Espanha e Portugal, as crianças deixam sapatos na janela com capim antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar a viagem.

Em troca, os Reis Magos deixam doces que as crianças encontram no lugar do capim quando acordam.

Fonte: www.smartkids.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal