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Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

O dia 21 de março é uma data importante: é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Será que você tem algum amigo com Síndrome de Down? Já parou para pensar no que é isso?

A Síndrome de Down é um acontecimento genético natural e universal. Isso quer dizer que a síndrome não é resultado da ação ou do descuido de mães ou pais, como muitos pensam. E nem é uma doença. Ela é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê (ainda feto).

Só para você ter uma idéia, de cada 700 bebês que nascem, UM tem Síndrome de Down. Por isso, qualquer mulher, independente da raça ou classe social pode ter um bebê Down. Até hoje, a ciência ainda não descobriu os motivos que provocam essa alteração genética, portanto não há como evitar.

Dia Internacional da Síndrome de Down

Genética

Mas mesmo sabendo que existem semelhanças entre as pessoas com Down, não há exames que determinem, no nascimento, como a pessoa (criança, depois adolescente e adulto) vai evoluir durante a sua vida. Mas hoje, com as descobertas da medicina, sabe-se que para a criança down desenvolver todo seu potencial é importante que, desde cedo, seja amada e estimulada pelos pais, irmãos e profissionais habilitados.

A alteração genética das crianças com Down faz com que todas elas sejam muito parecidas e tenham as seguintes características:

1 - hipotonia (flacidez muscular, o bebê é mais molinho);

2 - comprometimento intelectual (a pessoa aprende mais devagar);

3 - aparência física (uma das características físicas são os olhinhos puxados).

Aceitar as diferenças

Atualmente, a Síndrome de Down é mais conhecida, o que permite mais qualidade de vida, melhores chances e desenvolvimento para os portadores. Mas, infelizmente, esse avanço ainda não foi suficiente para acabar com um dos principais obstáculos que as pessoas com Down enfrentam: o preconceito.

O fim da exclusão

Já houve várias novelas e filmes que mostraram que os portadores da síndrome podem ter uma vida normal, embora necessitem de cuidados. Há alguns anos, a novela "Páginas da Vida" mostrou a menina Clara, uma criança com Síndrome de Down. Até alguns anos atrás, poucos sabiam que quem possui a síndrome é capaz de trabalhar e até de atuar como fez a atriz mirim Joana Mocarzel, que representou a Clara.

Sabia que existem ações para diminuir a exclusão social da pessoa com Down?

Confira quais são:

a transmissão das informações corretas sobre o que é a síndrome;

o convívio social;

a garantia de espaço para participar de programas voltados ao lazer, à recreação, ao turismo e à cultura;

capacitação de profissionais de Recursos Humanos para avaliar adequadamente pessoas com Síndrome de Down, entre outras.

A data

O dia 21 de março foi escolhido pela associação "Down Syndrome International" para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down em referência ao erro genético que a provoca. Todo mundo tem 23 pares de cromossomos.

Quem tem Down tem três cromossomos no par de número 21 (daí a data 21/03).

Fonte: www.meionorte.com

Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

Indivíduos com síndrome de Down pedem fim da discriminação

Segundo a presidente da Federação Brasileira das Associações da Síndrome de Down, Claudia Grabois a discriminação ainda é um dos principais obstáculos para as pessoas com a deficiência. “Precisamos criminalizar a discriminação. A falta de acessibilidade é discriminação”.

De acordo com o censo demográfico de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 300 mil pessoas nasceram com a síndrome no país e 14,5% da população brasileira, cerca de 26 milhões de pessoas, têm alguma deficiência física ou mental.

Dia Internacional da Síndrome de Down
Juliana Ramos foi uma das participantes da sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down na Câmara

Segundo Cláudia, as pessoas com deficiência sempre foram renegadas a invisibilidade social e para romper com esta condição é fundamental que elas estudem, trabalhem e tenham vida social. “Houve avanços, mas no Brasil ainda há muitas pessoas que não tem acesso à educação e ao trabalho. Queremos que estas pessoas assumam seu papel na sociedade”.

O judoca, carioca, Breno Viola, de 30 anos, é uma das pessoas que quer conquistar seus direitos. “Precisamos mostrar o talento das pessoas com deficiência. Chega! A gente precisa acabar com este preconceito. A legislação brasileira tem que sair do papel. Todo o deficiente merece estar em escola pública e ser cidadão”.

O professor de educação física, Humberto Suassuna, de 30 anos, também tem síndrome de down. Ele é personal trainer e dá aula de natação em Recife, mas garante que o preconceito é grande. “O acesso ao mercado de trabalho ainda é difícil para quem tem síndrome de down”, relata.

O mesmo ocorre com Jéssica Mendes Figueiredo, de 18 anos. Ela é estudante do 3º ano do ensino médio, em Brasília, e também tem ambições profissionais. No final do ano, fará vestibular para artes cênicas. “Meu sonho é trabalhar como atriz. Sempre sonhei em ter esta profissão”, conta.

O Brasil ratificou a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos de pessoas com deficiência em 2009. O compromisso do país é o de implantar um sistema educacional inclusivo.

Segundo a Secretária de Educação Especial, do Ministério da Educação (MEC), Cláudia Pereira Dutra, o ministério vem eliminando o processo histórico de exclusão. “Nossas principais políticas são no âmbito da acessibilidade como a adequação arquitetônica dos prédios escolares, formação especial para docentes e a implantação de sala de recursos multifuncionais como computadores e jogos pedagógicos para ensino de libras e braile”.

Fonte:  www.redebrasilatual.com.br

Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

Dia Internacional da Síndrome de Down

Se, até há muito pouco tempo, as pessoas que nasceram com a síndrome de Down estavam, na maioria das vezes, condenadas a viver à margem da sociedade, internadas em instituições para doentes mentais e consideradas como a vergonha da família, hoje, a situação é diferente.

A convivência com as pessoas que têm Down é uma realidade e cada vez mais presente.

Esta convivência é benéfica para todos e não só para as pessoas que nasceram ou adquiriram uma deficiência, uma população que corresponde, segundo a Organização Mundial da Saúde, a 10% dos habitantes do planeta.

A mesma porcentagem é atribuída à população brasileira: ou seja, 17 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência física, sensorial ou mental.

Brasileiros com Down

Uma população equivalente à região metropolitana de São Paulo.

Dentro dessa população, segundo o geneticista Juan Llerena, do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, a literatura médica trabalha com uma estimativa de 300 mil pessoas que formariam a população que têm a síndrome de Down no Brasil.

Muitas pessoas, inclusive médicos, acreditam que esse número é uma subestimativa.

Como até há pouquíssimo tempo esta fatia da sociedade era quase transparente, praticamente ninguém a via ou convivia com ela, há ainda muita desinformação e equívocos sobre a síndrome de Down.

Diferença

O convívio com a diferença ainda não chegou ao nível de naturalidade que muitos esperam mas as últimas décadas trouxeram uma reviravolta na maneira de ver e compreender as deficiências, entre elas, a síndrome de Down.

A mídia tem sua parcela de responsabilidade na integração social das pessoas que têm deficiência e isso, aos poucos, vem acontecendo através de reportagens, debates, participação em programas de TV e campanhas publicitárias.

O preconceito ainda existe, histórias de discriminação também mas os instrumentos para a integração desta fatia da população se multiplicam assim como as surpresas positivas que cada nova geração de pessoas com Down traz.

Fonte: www.bbc.co.uk

Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

No Dia Mundial da Síndrome de Down, Renan conclama sociedade a se engajar na luta contra a discriminação.

"Derrubar as barreiras do preconceito e construir um Brasil mais igual, com todas as suas diferenças, é mais do que um desafio. É um compromisso".

Com estas palavras o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante o lançamento da campanha "Aprendendo com as Diferenças", que marca o Dia Mundial da Síndrome de Down, conclamou todos os presentes à solenidade a se engajarem na luta contra todo o tipo de discriminação e contra a falta de informação.

Renan opinou que o Brasil ainda tem muito a denunciar e a esclarecer. Ele ressaltou a necessidade de todos se unirem na luta por maior inclusão no mercado de trabalho, na mídia e nos espaços públicos.

O presidente do Senado alertou para a necessidade de atendimento especializado no sistema de saúde e defendeu o direito ao ensino regular, com professores capacitados a acolherem crianças e jovens portadores da síndrome de Down.

A pessoa com Down é diferente, sim. Tem algumas limitações que muitos de nós não temos, é verdade. Mas a pessoa com Down é igual a todos nós, com seus desejos, inseguranças, angústias e alegrias, direitos e deveres.

E é como cidadão pleno que a pessoa com síndrome de Down precisa ser homenageada, no dia de hoje. É como cidadão pleno que ele precisa ter seus direitos garantidos em nossa sociedade - afirmou Renan Calheiros.

Apesar de ainda haver muito a ser feito na luta em favor da inclusão das pessoas portadoras de deficiência, Renan Calheiros lembrou que o Senado vem tomando iniciativas nesse sentido, como a aprovação da lei que autorizou o portador de deficiência visual a frequentar locais públicos acompanhado de cão-guia e a que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação entre portadores de deficiência auditiva.

Agora precisamos costurar um acordo amplo, entre todos os partidos, para aprovar definitivamente o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que traz avanços inquestionáveis como tornar compulsória a matrícula e a inclusão escolar e prever planos e programas governamentais específicos para o atendimento da pessoa com deficiência. Outro desafio é cobrar a efetiva aplicação da Lei de Cotas e uma campanha ampla em prol da inclusão escolar - disse Renan.

Romário diz que a filha Yvy mudou sua vida

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Senadores apontam caminhos na luta contra o preconceito

Conhecimento sobre a Síndrome de Down avançou muito nos últimos 20 anos, afirma neuropediatra

Síndrome de Down: informação pode combater a discriminação e o preconceito

Flávio Arns destaca importância dos meio de comunicação no combate ao preconceito contra pessoas com deficiência

Virgílio: homenagem ao portadores da síndrome de Down uniu o Senado

Fonte: direito2.com

Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

Portadores da Síndrome de Down vivem 50 anos a mais que no passado

Dia Internacional da Síndrome de Down
Guilherme começou a fisioterapia cedo e, atualmente, já anda, sobe escadas e corre. Ele tem 1 ano e 11 meses

Rosto típico, dificuldade para falar e aprender. No passado, por volta de 1947, estes traços indicavam uma vida curta, entre 12 e 15 anos.

O diagnóstico da Síndrome de Down - uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21 - era muito mais aflitivo do que é hoje para os pais. Atualmente, a expectativa de portadores da alteração genética está entre 60 e 70 anos, de acordo com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Nesta quarta-feira (21), é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Ao mesmo tempo, os casos se tornam cada vez mais frequentes, afirmou a fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento de portadores da Síndrome de Down, Fernanda Davi. "Estão mais comuns, pois as mulheres têm filhos cada vez mais tarde, acima dos 35 anos", justificou.

De acordo com a Fundação Síndrome de Down, há maior probabilidade da ocorrência do problema em relação à idade materna, quanto mais idade a mulher tiver, mais risco de a Síndrome de Down se manifestar.

Exames podem diagnosticar a alteração genética ainda no período de gestação, mesmo assim, existem casos em que a Síndrome de Down é descoberta apenas ao nascimento do bebê. "Assim que a criança sai do hospital, já começamos o tratamento", disse Fernanda.

Com acompanhamento de um fisioterapeuta e de um fonoaudiólogo o portador pode andar, falar e frequentar uma escola normalmente, disse a fisioterapeuta.

O principal problema apresentado pela criança com SD é a falta de tônus muscular. "Eles são mais moles", disse Fernanda.

Esta carência interfere nas habilidades motoras, por isso, exercícios de fisioterapia e fonoaudiologia são importantes para o paciente andar e falar como uma criança normal. "Aos dois anos e meio, três, eles já conseguem fazer tudo, andar, correr, se equilibrar em um pé só", descreveu Fernanda sobre a evolução dos pacientes.

O tratamento usado pela fisioterapeuta é o Cuevas Medek Exercise (CME), que desenvolve movimentos como segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e correr, segundo Fernanda.

"Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se desenvolvendo", explicou.

Características

Achatamento da parte de trás da cabeça, dobras nos cantos internos dos olhos, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, mãos e pés pequenos, rosto redondo, cabelos lisos, pescoço curto, flacidez muscular, prega palmar única e pele na nuca em excesso são as características físicas usualmente apresentadas por pessoas com Síndrome de Down.

As pessoas com a diferença genética têm tendência à obesidade, cardiopatias, hipotireoidismo, problemas renais e alteração dos glóbulos brancos no sangue. A dificuldade de cognição também é comum, porém, apesar de levar mais tempo que uma pessoa normal, quem tem Síndrome de Down é perfeitamente capaz de aprender e absorver conhecimento sobre diversas áreas, afirmou Fernanda.

Segundo a psicóloga Juliana Siqueira Baida, do Serviço de Formação e Inserção ao Mercado de Trabalho da Fundação Síndrome de Down, "todos conseguem se desenvolver profissionalmente. As maiores dificuldades apresentadas são nas relações interpessoais, devido às barreiras impostas pela sociedade e muitas vezes pela equipe de trabalho", disse ela. Outro ponto, é o relacionamento de casal entre pessoas com Síndrome de Down. "Eles exprimem a sexualidade de forma inadequada devido à constante repressão", afirmou Juliana.

Papel de mãe

"Como eu já tinha passado por um parto normal, cheguei ao hospital e me falaram que seria bem rápido, porque seria parto normal de novo. Começou a demorar demais.

Depois de seis horas ele nasceu. Quando ele saiu, virou uma bolinha, todo mole, minha outra filha já saiu durinha, totalmente diferente. Olhei nos olhinhos dele e percebi na hora".

O relato é de Renata Camargo, mãe de Guilherme, 1 ano e 11 meses, que apesar de não apresentar qualquer alteração nos exames durante a gestação, nasceu com Síndrome de Down.

"Vem aquele sentimento de desespero, de que não quer acreditar. Me perguntava como iria ser e como iria contar para as pessoas. Mas quando peguei ele nos braços, senti o mesmo amor que tenho pela minha filha", contou Renata.

Ela confessou que foi difícil evitar questionamentos dos motivos que levaram aquilo a acontecer com ela mas, passado um tempo, Renata decidiu parar de sofrer, cuidar de Guilherme e dar todo amor possível a ele.

Encantada pelo avanço do filho com os tratamentos de fisioterapia, ela disse que em um mês ele "subiu dois degraus". Guilherme começou a andar há cerca de três meses e só frequenta as sessões fisioterapêuticas para aperfeiçoar o que já sabe.

"Ele está subindo rampas e escadas", disse. Sobre o desafio de aceitar um filho com Síndrome de Dawn, Renata questionou: "se uma pessoa tem um filho completamente normal e acontece alguma coisa que o deixe com algum problema, ela deixará de amá-lo?".

THAÍS SABINO

Fonte:  saude.terra.com.br

Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

Portadores de Síndrome de Down conquistam espaço

Pessoas com a deficiência têm mais empregos, mas falta de informação impede que o número de postos suba.

Dia Internacional da Síndrome de Down

No Dia Internacional da Síndrome de Down há o que comemorar. Muitas empresas, grandes e de pequeno porte já contratam colaboradores com deficiência para trabalhar. Entretanto, muito mais gente poderia ter um emprego se houvesse mais pesquisa e conhecimento das reais capacidades de pessoas que têm a síndrome.

Os empresários, que ainda não empregam pessoas com deficiência intelectual, têm dúvidas sobre a produtividade e da maneira correta de lidar no dia a dia. “Muitos deles conseguem fazer muito mais do que carimbar alguma coisa.

De acordo com o nível de deficiência intelectual, é possível que possa desempenhar funções muito mais interessantes”, explicou Patricia Cereguin, supervisora de tecnologia Assistida e Acessibilidade da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência).

Para reverter esse quadro a Avape realiza trabalhos voltados para a qualificação de pessoas com Síndrome de Down e outras deficiências. São feitas oficinas de trabalho na quais são simuladas as rotinas de uma empresa. O objetivo é trabalhar a responsabilidade, pontualidade e desenvolvimento profissional.

“Temos ambientes de linhas de produção e de administração. É como se fosse uma empresa, então eles também aprendem a conviver com os colegas de trabalho e a discutir os resultados para poder melhorar”, explicou Gilmara Castro, psicóloga do Programa de Reabilitação Profissional.

Além de dar a qualificação, a entidade dá capacitação e todas as informações necessárias para a empregadora. É feita também uma análise da posição que está sendo disponibilizada para saber se as habilidades da pessoa é compatível com a função. Além disso, é feito um acompanhamento pós contratação para identificar como está sendo o desenvolvimento.

O gerente de processos de inclusão da Avape, Flávio Gonzalez, afirmou que é preciso educar as empresas, a população e as pessoas com deficiência sobre a questão da inclusão. “Deste modo, em médio prazo, iremos acabar com a exclusão relacionada ao trabalho.”

Igualdade /Para a secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência de São Caetano, Lilian Fernandes, ainda há uma preocupação financeira dos empresários na hora de contratar. “Primeiro pensam onde é que podem colocar essa pessoa para trabalhar.

Qual posição não será preciso gastar em equipamentos ou para qual cargo posso contratar sem ter que fazer nenhuma reforma? É isso que pensam. O grosso das contratações de pessoas com deficiências é para subempregos”, disse.

Oportunidade de aprender e projetar o futuro

Integrantes de programa da Avape se qualificam e traçam metas para o futuro; jovens que antes apenas ficavam em casa, agora têm ocupação

Tamires Regina dos Santos, de 19 anos, ficava apenas em casa até pouco tempo atrás. A rotina, contudo, mudou depois que entrou para o Programa de Reabilitação Profissional da Avape.

Na entidade já aprendeu a atuar na área financeira e fez cursos de auxiliar administrativo e telemarketing. “Depois que comecei a estudar aqui melhorei o relacionamento com a minha mãe e fiquei mais calma. Antes ficava em casa sem fazer nada e acabava nervosa. Agora quero estudar inglês, espanhol e italiano.

O mais legal é a convivência com os amigos daqui.”

O amigo inseparável de Tamires, Matheus Neves Ramos, de 21 anos, apesar de fazer tratamento na Avape desde pequeno, ficava a maior parte do tempo vendo novelas em casa. Agora, porém, quer aprender a trabalhar porque “quer ganhar muito dinheiro para casar e ter filhos”.

“Gosto de ficar montando os kits da linha de produção. É legal também ficar contando os parafusos bem pequenininhos”, contou.

Marina Virginio da Silva, de 17 anos, que também faz o programa, contou que conseguiu se adaptar aos trabalhos e que antes tinha medo até de falar. “Eu era muito tímida e não falava nada. Gosto de conhecer coisas novas e agora a minha indecisão é com o que vou fazer no futuro. Não sei se viro cantora ou advogada. Preciso me encontrar, mas estou aprendendo muito.”

Educação básica

No ABCD todas as crianças com Síndrome de Down ou outras deficiências intelectuais podem estudar no ensino regular, tanto pré-escola , como educação infantil. Atualmente, 233 alunos que possuem a síndrome estão matriculados. As prefeituras informaram que os professores são qualificados.

1 em cada 600 bebês nascidos no país têm a síndrome

O que é?

A Síndrome de Down é definida como acidente genético causado pela alteração de um dos pares de cromossomos da célula humana, o de número 21. É a forma mais comum de deficiência mental congênita. Nos primeiros anos de vida, a criança deve ser estimulada por fisioterapia, fonoaudiologia e educação especial.

Fonte: www.redebomdia.com.br

Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado nesta quarta-feira.

O transtorno pode ser detectado já nos exames pré-natais e confirmado através de avaliações laboratoriais após o parto. Estes procedimentos indicam ainda a severidade do distúrbio e a possibilidade de o casal ter outra criança com a síndrome.

Reação dos pais

Ainda hoje, apesar das campanhas de esclarecimento e de desmistificação da Síndrome de Down, muitos pais ainda se sentem inseguros ao receber a notícia de que os filhos têm o transtorno. É o que relata a psicóloga Ceci Cunha, do Serviço de psicologia médica do Instituto Fernandes Figueira.

“Os pais tendem a idealizar uma imagem de seus filhos e qualquer criança que saia deste padrão esperado os choca. Muitos se questionam o porquê, se sentem culpados por ter desejado ou não a gravidez e querem saber o que teriam feito de errado. Têm medo de que o mesmo possa ocorrer em uma futura gravidez. Então nós conversamos, tentamos compreender o que a criança representa na vida deles e iniciamos um trabalho de apoio. É um longo processo, mas com o tempo eles costumam aceitar melhor”, conta.

Características

Indivíduos com Síndrome de Down podem apresentar algumas ou todas as características ligadas ao distúrbio. Entre elas estão o comprometimento intelectual, dificuldades motoras e na articulação da fala, rosto arredondado, mãos e orelhas pequenas, além de olhos semelhantes aos de orientais. Também estão mais suscetíveis a determinadas doenças. “Cerca de 40% tem doenças cardíacas estruturais, um índice muito maior do que o registrado na população em geral. Também são muito comuns os problemas na glândula da tireóide em mulheres com down", aponta Llerena.

A sexualidade dos portadores do distúrbio não é muito diferente da dos que não a possuem. “A puberdade começa na mesma época que outros pré-adolescentes, o que muda é a probabilidade dos óvulos, por exemplo, amadurecerem”, explica.

Desenvolvimento

As crianças com síndrome de down devem ser submetidas a uma terapia que envolve profissionais de diversas disciplinas - fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia- para superar as dificuldades impostas pelo distúrbio. Quanto à educação, até a fase de alfabetização, deve ser como a de qualquer outra pessoa.

Embora não tenha cura, o avanço na medicina permitiu um grande aumento na expectativa de vida. De 15 anos, em 1947, subiu para 50, em 1989. Hoje, há pessoas que viveram até os 70 anos com o transtorno.

Romário

Estrela da Copa de 1994, Romário começou a carreira como deputado-federal em 2010. Foi visto por muitos com desconfiança, mas sua atuação na fiscalização dos preparativos para a Copa de 2014 e o engajamento na luta pelos direitos das pessoas com deficiência fizeram com que fosse eleito um dos melhores parlamentares do país. Romário é pai da menina Ivy, 6 anos, que têm síndrome de Down.

“Os pais que tem um dom de ter um filho com síndrome de Down podem se considerar pais especiais. Pessoas leigas, como eu era, as veem como anormais. Mas nós somos mais anormais que eles, porque no mundo deles só tem amor e carinho”, disse em discurso no Congresso.

Romário é autor de diversos projetos em defesa das pessoas com necessidades especiais. Entre outras, sugeriu a adoção de campanhas regulares para combater a discriminação e o incentivo às práticas paradesportivas. Ao conseguir garantir ingressos gratuitos para portadores de deficiência na Copa, chorou: "maior vitória do meu mandato".

Fonte: www.jb.com.br

Dia Internacional da Síndrome de Down

21 de Março

Síndrome de Down - Um dia em favor da socialização

Data internacional será celebrada pela ONU. Portadores conquistam cada vez mais a inclusão social

Dia Internacional da Síndrome de Down
Inserção no mercadode trabalho é umsonho realizado parao jovem Vanildo.

A situação está mudando: pela primeira vez, o Dia Internacional da Síndrome de Down está sendo celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto portadores da deficiência conquistam cada vez mais independência e dignidade social.

Cada vez mais, portadores da síndrome estão adentrando no mercado de trabalho, afirma a assistente social da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Jaraguá do Sul, Tamara de Cássia Petry Rodrigues.

“Até tivemos notícia de Downs que conseguiram entrar na faculdade, no Rio Grande do Sul”, comenta. Hoje, a entidade tem 284 alunos no município.“Ainda existe muito preconceito, mas está cada vez mais raro. Antes era comum que famílias discriminassem o excepcional”,afirma Tamara.

“Hoje, os pais tem procurado a estimulação e a Apae cada vez mais cedo, pois em muitos casos a pessoa pode levar uma vida praticamente normal”, afirma. Hoje, a Apae se empenha na socialização e na garantia da independência do portador de Down, com cursos profissionalizantes - em Jaraguá são dois: lavação de carros e panificação - e após a conclusão dos cursos, a entidade ajuda a encontrar emprego.

Mais uma conquista: o emprego

Aos 22 anos, Vanildo Rodrigues da Silva Júnior não se deixa derrubar pela Síndrome de Down: se preparando para entrar no mercado de trabalho, o jovem morador do bairro Jaraguá 99 vai e volta da Apae todos os dias por conta própria, faz suas compras sozinho e se arrisca na culinária doméstica.

“Eu sei me virar sozinho se eu precisar”, conta, orgulhoso. A conquista é a realização de um sonho para Júnior, que já tem todos os certificados para a inserção no mercado de trabalho.

“Eu já fiz uma cuca Romeu e Julieta em casa, ficou bem gostosa”, conta a respeito do curso de panificação. Ele afirma não ter grandes dificuldades no dia a dia. “Eu consigo fazer tudo, ler, escrever, e agoravou trabalhar”, declara. Dentro da entidade, aproveita as atividades físicas, como prática esportiva e dança, além da academia.

“Ele recebeu a estimulação desde bem cedo e se desenvolveu muito bem”, conta a professora Sirley Vieira. Agora, está na etapa de inserção em alguma empresa da região. “Muitas empresas ainda pré-julgam, mas está cada vez mais tranquilo para encontrar um local de trabalho”, explicaTamara.

Para o rapaz, o que importa é que seja em um local perto de casa. “Tem que ser fácil de chegar”, explica Júnior.

Fonte: www.ocorreiodopovo.com.br

 

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