Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Dia Mundial da Amamentação  Voltar

Dia Mundial da Amamentação

 

01 de Agosto

AMAMENTANDO SEU BEBÊ

Você já deve ter ouvido falar sobre as vantagens do leite materno.

Para começar, o leite materno é completo. Isso significa que, até os 6 meses, seu bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deverá ser complementada com outros alimentos. Você pode continuar amamentando até 2 anos ou mais.

O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças.

Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho. Isso sem falar que a amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.

Por isso é importante que você AMAMENTE SEU BEBÊ. Quanto mais tempo seu bebê mamar no peito, melhor para ele e para você.

A AMAMENTAÇÃO também traz muitos benefícios para a mãe:

Reduz o peso mais rapidamente após o parto.

Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto.

Reduz o risco de diabetes.

Reduz o risco de câncer de mama.

Se a amamentação for exclusiva, pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez.

COMO TORNAR A AMAMENTAÇÃOÃO MAIS TRANQUILA E PRAZEROSA

Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao seu filho sempre que ele pedir. Com o tempo, ele vai fazendo seu horário de mamadas.

Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.

A melhor posição para amamentar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe o bebê sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo.

Cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Deixe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.

O leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso.

Na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportunidade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.

Quando o bebê, após mamar, não solta o bico do peito, você pode ajudar, colocando o dedo mínimo no canto da boca, entre as gengivas, para que ele solte o mamilo sem machucá-lo.

Depois da mamada, coloque o bebê em pé, encostado no seu ombro para que ele possa arrotar.

Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.

Não há necessidade de usar mamadeiras e chupetas, que podem mudar a forma como a criança mama. Muitos bebês passam a não querer mais mamar no peito, além disso, podem causar doenças, problemas na dentição e na fala.

Cuide-se bem! É importante para você e para o seu bebê. Evite bebidas alcoólicas e cigarro. Os remédios que a mãe toma podem passar para a criança, por isso só se deve tomar medicamentos com orientação médica. Se precisar usar método para evitar gravidez, procure o serviço de saúde.

DIFICULDADES NA AMAMENTAÇÃO

Rachaduras no bico do seio:

As rachaduras aparecem quando a criança não está pegando bem no peito da mãe.

Se a pega do bebê não estiver correta, procure corrigi-la.

Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar.

Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.

Seios empedrados

Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem os seios.

Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com frequência, sem horários fixos, inclusive à noite.

Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito.

Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.

Pouco leite

Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com frequência, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada.

Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite).

Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.

Leite fraco

Não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco.

Nem todo choro do bebê é de fome. A criança chora quando quer aconchego, quando tem cólicas ou sente algum desconforto.

Sabendo disso, não deixe que idéias falsas atrapalhem a amamentação.

Acredite que você é capaz de amamentar seu filho nos primeiros seis meses só com o seu leite.

Procure conversar com outras mulheres (amigas, vizinhas, parentes, etc.) que amamentaram bem e durante bastante tempo seus bebês. A experiência delas pode ajudá-la.

Em caso de dificuldades, procure orientação no serviço de saúde.

Fonte: portal.saude.gov.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

As vantagens da amamentação

É longa a lista dos benefícios do aleitamento materno. Amamentar é o melhor que qualquer mãe pode fazer por si e pelo seu bebê.

O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebê necessita para ser saudável. Contém também determinados elementos que o leite artificial, em pó, não consegue incorporar, como os anticorpos e os glóbulos brancos. É um alimento vivo, irreproduzível. Aí reside a sua principal vantagem: protege o bebê, praticamente como uma vacina, de certas doenças e infecções. Por outro lado, é mais facilmente digerido. Mas a lista de vantagens não termina aqui: os bebês amamentados sofrem menos cólicas e apresentam menores probabilidades de ter gastroenterites, infecções respiratórias e alergias. O colostro - nome que se dá ao leite nos primeiros dias de vida - é extremamente rico em elementos anti-infecciosos, o que tem particular importância para o bebê que está, sobretudo nos primeiros tempos de vida, imunologicamente «virgem», logo mais vulnerável à ação das bactérias e outros micróbios.

Claro que isto não quer dizer que um bebê alimentado a biberão (sobretudo se a preparação for bem efetuada, com higiene) esteja condenado a infectar-se constantemente. Simplesmente não usufrui dos mesmos benefícios imunológicos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os bebês sejam amamentados em exclusivo até aos seis meses e depois, pelo menos até aos 2 anos, como complemento. Se essa é a sua opção, resista às dificuldades e não deixe de cumprir o sonho de amamentar o seu bebê. Informe-se, esclareça dúvidas, e não esqueça: dar de mamar é um projeto a dois.

Dia Mundial da Amamentação

Dúvidas frequentes

O meu leite é suficiente? Na maior parte dos casos, sim. No entanto, para que a mãe não sinta que está a produzir pouco leite, é fundamental começar a dar de mamar o mais cedo possível, de preferência na sala de partos. Quanto mais der de mamar, mais leite vai ter.

E se o meu leite for fraco? Não existe leite fraco!

Quando dar de mamar? Normalmente, o intervalo entre cada mamada é de 3 ou 4 horas. Contudo, o ideal é o bebê poder mamar quando quiser. Não há dois bebês iguais, por isso não se admire se o seu tiver um padrão alimentar completamente diferente do bebê da sua prima. Certifique-se apenas que lhe deu de mamar pelo menos oito vezes em cada 24 horas.

As mamadas devem durar quanto tempo? Não deve haver tempo definidos. Importante é que, uma vez que a composição do leite se vai alterando ao longo da mamada, o bebê consiga esvaziar pelo menos uma mama em cada refeição. O leite do início da mamada é mais aguado e contém a maior parte das proteínas e dos açúcares. O leite do fim é mais rico em calorias, gorduras e vitaminas lipossolúveis. O bebê é que sabe quando fica satisfeito e para isso é importante que tenha ingerido leite suficiente do final da mamada.

E a mamada seguinte? Deve começar por oferecer ao bebê a mama que ficou mais cheia, ou seja aquela que antes ofereceu em segundo lugar e na qual o bebê mamou menos tempo.

Dar de mamar sem stress

Desligue os telefones e não abra a porta. Pode dar de mamar sentada, numa cadeira de braços confortável, ou então deitada na cama. Se gosta de música, ponha um disco e, a partir daí, pense só em si e no bebê.

Dar de mamar pode deixar de ser um prazer se provocar dores e sofrimento, o que acontece se aparecerem gretas, um encaroçamento ou mesmo uma mastite. Por isso, é necessário conseguir que o peito se mantenha em condições.

O mais importante é estar atenta à forma como o bebê pega na mama, pois disso depende todo o sucesso da amamentação:

Segure no peito com o polegar por cima e os restantes dedos por baixo. Toque com o mamilo no lábio superior do bebê. Quando a boca do bebê estiver bem aberta, coloque todo o mamilo (incluindo a aréola) dentro da boca (deve ficar a ver-se mais aréola acima do lábio superior do que em baixo). Se o mamilo estiver a doer-lhe, repita todo o processo, para que o bebê pegue bem na mama. Para fazer o bebê largar o peito não puxe bruscamente: coloque um dedo entre a boca do bebê e o mamilo.

Se o peito começar a gretar, faça uma pequena massagem antes da mamada e corrija a posição do bebê ao mamar. Depois, espalhe um pouco do seu leite no mamilo e deixe secar ao ar.

O encaroçamento do peito é outra das situações que podem surgir. Acontece quando o leite produzido não é todo consumido, acabando por ficar retido nos canais e formar pequenos caroços. Por vezes, antes de o bebê mamar, é necessário retirar um pouco de leite para que a mama fique mais macia.

Mais raras são as mastites: a mama inflama em consequência de uma infecção bacteriana de um mamilo gretado, provocando um abcesso que por sua vez dá dores, rigidez do peito, febre alta e arrepios. Vá ao seu médico e não desanime: há antibióticos compatíveis com a amamentação. Excepto se o médico disser o contrário, não deixe de dar de mamar, porque o fato de o leite ser retirado pelo bebê, vai proporcionar-lhe um certo alívio.

Fonte: www.leitematerno.org

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

Aleitamento materno

A amamentação é uma relação envolvente e recíproca entre mãe e filho. Embora os reflexos envolvidos sejam naturais, amamentar não é um ato apenas instintivo trata-se de um processo de aprendizado como andar e falar, por isso requer prática e tempo para ser aprimorado.

O leite materno é o alimento ideal e a maneira natural de alimentar o bebê, apresentando muitas vantagens tanto para a mãe como para o bebê. O leite materno tem uma composição de nutrientes específica para acompanhar as necessidades da criança durante seu crescimento. O leite materno contém anticorpos da mãe que passam para o bebê, protegendo-o contra infeções. Além disso, combate à diarréia, a anemia e a desidratação.

Dicas

Sinais de uma boa pega da aréola:

A boca da criança fica bem aberta.

O queixo do bebê toca o seio da mãe.

Os lábios (não só o inferior) do bebê fica virado para fora (como boquinha de peixe).

O bebê suga, faz uma pausa e suga novamente (sucções lentas e profundas).

A mãe pode ouvir o bebê engolindo.

Sinais de uma pega de aréola incorreta:

O mamilo parece achatado quando sai da boca do bebê no final da mamada.

A mãe sente dor nos mamilos durante e após as mamadas.

As mamas da mãe podem ficar ingurgitadas.

Como saber quando seu bebê está satisfeito?

Quando o bebê:

Solta o mamilo e afasta a cabeça

Adormece

Morde o mamilo

Enruga os lábios ou sorri e desiste

·Irrita-se ou chora

Quando o mamilo é reintroduzido, fecha os lábios com força

Como previnir o dolorimento da mama?

Lubrificar os mamilos com gotas do próprio leite.

Evitar usar sabonete diretamente nos mamilos

Deixar os mamilos expostos ao sol e ao ar para estimular a cicatrização de eventuais fissuras.

Não limitar arbitrariamente a frequência das mamadas.

Como prevenir o ingurgitamento?

Manutenção de mãe e filho lado a lado (alojamento conjunto).

Mamadas frequentes.

Esgotar um pouco a mama que esteja muito cheia antes de oferecê-la ao bebê. Isto favorecerá uma boa pega do mamilo e um adequado esvaziamento da mama.

Oferecimento de ambas as mamas e ordenhamento do excesso de leite

Massagem das mamas antes das mamadas, nos primeiros dias após o parto, ou quando necessário.

Como garantir a produção adequada de leite?

Amamentar frequentemente em esquema de livre demanda. A produção de leite é proporcional a demanda, ou seja, quanto mais a criança mama e o leite é retirado, mais leite a mãe produz.

Amamentar o tempo necessário para que a criança obtenha o leite final mais concentrado em energia e proteína (aproximadamente 10-15 minutos de mamada em cada mama)

Dar ao bebê exclusivamente o leite materno.

Evitar chupetas e mamadeiras.

Descansar e relaxar sempre que possível para refazer as energias (aproveitar o horário de sono do bebê).

Cuidar da alimentação e tomar bastante líquido.

Ter sempre em mente os benefícios da amamentação para a criança e para você também.

E quanto tempo deve durar as mamadas?

A duração das mamadas também é variável de acordo com o ritmo da criança. Algumas crianças sugam com mais vigor e terminam em aproximadamente dez minutos, enquanto outras são mais vagarosas e sugam mais pausadamente, prolongando a mamada por mais tempo. Contudo, a quantidade de leite não varia significativamente em função do tempo, pois se estima que nos primeiros três minutos a criança sugue cerca de 80% do volume total. Deve-se, portanto, permitir que ela estabeleça o seu ritmo próprio.

E de quanto em quanto tempo devo amamentar?

A criança deve sugar livre e frequentemente o seio materno, sem horário fixo (livre-demanda), o que garantirá que receba o benefício máximo da amamentação, que é muito importante imunologicamente (para prevenção de doenças ), nutricionalmente (para o fornecimento de nutrientes ) e, ainda, para o desenvolvimento e a maturação da mucosa intestinal.

Eu devo oferecer uma mama cada mamada ou as duas em cada mamada?

É importante que a mãe deixe a criança esvaziar completamente o primeiro seio, sugar o quanto quiser no segundo e alterne a ordem de oferta na mamada seguinte, observando qual dos seios está mais cheia para oferecê-lo primeiro. Dessa forma, cada seio receberá a mesma quantidade de estímulos, serão esvaziadas periodicamente e ambos continuarão a produzir leite eficientemente.

E como fazer se eu tiver que interromper a mamada?

Quando a interrupção não se der de forma espontânea, a pressão exercida pela sucção deve ser rompida, colocando-se o dedo mínimo no canto da boca da criança, pressionando o maxilar da criança para baixo.

Elaborado por Polyana Alves Rodrigues, nutricionista do ambulatório de pediatria e da Clínica Cirúrgica do HUB, estagiária de pós-graduação pela UnB no projeto Ações maternas associadas ao estabelecimento da lactação (lactogênese II) com os orientadores: Dr.ª Teresa H.M. Da Costa e Dr. Maurício Gomes Pereira.

BIBLIOGRAFIA

EUCLYDES, M.P. Nutrição do lactente: base científica para uma alimentação Adequada. Viçosa, MG. 1997.
CTENAS, M.L.B. & VITOLO, M.R. Crescendo com saúde: o guia de crescimento da criança. São Paulo,1999.
VINHA, V.H.P. Amamentação materna: incentivo e cuidados. São Paulo, 1986. Sarvier.
RENFREW, M. & FISHER, C. & ARMS, S. Breastfeeding: getting breastfeeding right for you. Califórnia, 1990.
KING, F Savage. Como ajudar as mães a amamentar. Ministério da Saúde. Brasília, 2001.
VINHA, Vera Heloisa Pileggi. O livro da amamentação. CLR Barreto, São Paulo, 1999.
Uma declaração conjunta OMS/UNICEF - PROTEÇÃO, PROMOCÃO E APOIO AO ALEITAMENTO MATERNO : O PAPEL ESPECIAL DOS SERVIÇOS MATERNO-INFANTIS. Genebra, 1989. 
WWW.ALEITAMENTO.ORG.BR

Fonte: www.hub.unb.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

O leite materno é completo. Isso significa que até os 6 meses o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deverá ser complementada com outros alimentos. Você pode continuar amamentando até 2 anos ou mais.

O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças. Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho. Isso sem falar que a ama­mentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.

A amamentação também traz muitos benefícios para a mãe:

Reduz o peso mais rapidamente após o parto

Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto

Reduz o risco de diabetes

Reduz o risco de câncer de mama

Se a amamentação for exclusiva, pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez.

Como tornar a amamentação mais tranquila e prazerosa:

Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao seu filho sempre que ele pedir. Com o tempo, ele vai fazendo seu horário de mamadas.

Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.

A melhor posição para amamentar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe o bebê sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo

Cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Dei­xe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.

O leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso

Na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportuni­dade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.

Dificuldades na amamentação

Rachaduras no bico do seio:

As rachaduras aparecem quando a criança não está pegando bem no peito da mãe. Se a pega do bebê não estiver correta, procure corrigi-la. Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar. Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.

Seios empedrados:

Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com frequência, sem ho­rários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito. Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.

Pouco leite:

Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com frequência, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.

Leite fraco:

Não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco

Nem todo choro do bebê é de fome. A criança chora quando quer aconche­go, quando tem cólicas ou sente algum desconforto

Sabendo disso, não deixe que idéias falsas atrapalhem a amamentação.

Vantagens para o bebê:

Crianças que mamam têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias ou diarréias, problemas que podem levar a internações e até ao falecimento. O bebê amamentado corretamente, no futuro terá menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Vantagens para a mãe:

A mulher que amamenta corre menos risco de contrair câncer de mama e de ovário. Amamentar também ajuda a mulher a voltar ao peso normal mais rápido.

Doação de leite materno:

O leite materno armazenado nos bancos de leite humano é utilizado para atender bebês prematuros ou doentes que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. O Brasil possui a maior rede de bancos de leite humano do mundo, são 186 no país todo!

Quem pode doar:

Para ser doadora de leite materno a mulher deve estar plenamente saudável. Mães portadoras de doenças infecto-contagiosas, como AIDS, não podem nem mesmo amamentar seus próprios filhos com o risco de contaminá-los

A doadora não pode fumar, beber ou tomar medicamentos

Antes da possível coleta, a doadora deve mostrar seu cartão de pré-natal e passar por uma avaliação clínica

Em alguns municípios a coleta pode ser feita em casa; a mãe telefona para o serviço responsável e os profissionais vão até ela recolher o leite

Ao chegar ao banco, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade, sendo pasteurizado para eliminar bactérias e vírus

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

A Importância da Amamentação

A mulher prática e moderna tem se perguntado: "Por quê amamentar ?" Alegando a falta de tempo e supervalorizando as dificuldades iniciais que podem advir com o aleitamento.

Antes de mais nada, é preciso que as mães realmente sintam-se motivadas e acreditem que amamentar é a melhor opção. O ideal é que esta certeza exista ainda durante a gestação, onde devem ser tomadas várias medidas que visam preparar o seio para a amamentação como, por exemplo, exercícios de preparação dos mamilos que os adaptam para a sucção que o bebê irá fazer no ato da mamada, uma vez que mamilos despreparados, podem dificultar a amamentação ou mesmo fazer com que a mãe desista de amamentar seu filho.

Para que isto não aconteça, a mãe deve acreditar no poder da amamentação quando seu filho ainda estiver no ventre para que tenha todo o período da gestação para preparar seus seios e sua mente, contribuindo para o sucesso da amamentação.

Muitas são as vantagens que a amamentação pode trazer para o bebê, para a mãe, para a família e para o planeta !

Vantagens para o bebê

O leite materno, contém todos os nutrientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida:

Tem água em quantidade suficiente; mesmo em clima quente e seco o bebê que apenas mama no seio não precisa nem mesmo de água !

Contém proteína e gordura mais adequadas para a criança;

Vitaminas em quantidades suficientes. Não há necessidade de suplementos vitamínicos;

Embora não possua grande quantidade de ferro, este é bem absorvido no intestino da criança;

Quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo;

É de fácil digestibilidade, sendo portanto mais facilmente absorvido pelo bebê o qual mama com maior frequência do que aquele que toma mamadeira.

De uma forma geral, as crianças que mamam no peito são mais inteligentes.

Aumenta o laço afetivo mãe-filho, fazendo o bebê sentir-se amado e seguro: crianças que mamam no peito tendem a ser mais tranquilas e mais fáceis de socializar-se durante a infância.

Facilita a liberação de mecônio (as primeiras fezes do bebê), diminuindo o risco de icterícia e protegendo contra obstipação (prisão de ventre).

O leite materno promove o crescimento no intestino da criança de microrganismos (lactobacillus) que fermentam o açúcar do leite (lactose) tornando as fezes mais frequentes e menos consistentes, pricipalmente nas duas primeiras semanas de vida. Estes microrganismos impedem que outras bactérias se instalem e causem diarréia.

Leite materno contém endorfina, substância química que ajuda a suprimir a dor.

Crianças que tomam mamadeira têm maior risco de obesidade na vida adulta.

O leite materno protege o bebê de infecções (especialmente diarréias e pneumonias);

Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores anti-infecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus. Portanto, crianças que mamam no peito tem risco 11 vezes menor de morrer por diarréia, 4 vezes menor de morrer por pneumonia do que os bebês alimentados com leite de vaca ou artificiais.

Nos bebês, o ato de sugar o seio é importante para o desenvolvimento da mandíbula, dentição e músculos da face, contribuindo também para outros benefícios, como o bom desenvolvimento da fala.

O leite materno protege a criança contra alergias.

Vantagens para a mãe

Diminui o tempo de sangramento pós-parto e faz o útero voltar mais rápido ao tamanho normal:

Quando a criança suga, a hipófise posterior da mãe é estimulada a produzir um hormônio (ocitocina) que contrai o útero diminuindo o sangramento e favorecendo que o útero volte mais rapidamente ao volume normal.

Ajuda a mãe a voltar mais rápido ao peso pré-gestacional:

Durante o último trimestre da gestação a mulher acumula energia sob a forma de gordura para cobrir os gastos calóricos com a amamentação. E, calcula-se que a mulher que amamenta exclusivamente gasta 704 Kcal/dia. Portanto, a amamentação ajuda a mãe a voltar mais rápido ao seu peso pré-gestacional uma vez que gasta as Kcalorias acumuladas.

É um método natural de planejamento familiar (evite novas gestações) :

O aleitamento materno exclusivo em sistema de livre demanda (inclusive durante a noite), nos seis primeiros meses após o parto, desde que não surja menstruação, é um bom método de planejamento familiar (MÉTODO DA AMENORRÉIA DA LACTAÇÃO), com falha estimada inferior a 1,8%.

Pode reduzir a chance de câncer de ovário e de mama :

Estudos de populações demonstraram que mulheres que amamentaram com maior frequência e por mais tempo, tiveram menor risco de câncer de ovário e de mama.

É mais fácil e prático para a mãe :

Está sempre pronto e na tempratura certa. Não se erra no preparo e nem há risco de contaminação. Não necessita de utilização de recursos domésticos para sua aquisição.

Aumenta o vínculo afetivo mãe-filho :

Estudos tem demonstrado que o contato do bebê com peito e o estímulo da amamentação na primeira hora após o parto, favorece o êxito da amamentação, prolongando o seu tempo e diminuindo o risco de abandono de crianças.

Vantagens para a família

A amamentação é mais econômica para a família. No Brasil, um bebê pode custar metade de um salário mínimo por mês (incluindo mamadeiras, bicos, leites infantis, complemento, gás, remédios etc.);

Como os bebês amamentados adoecem menos, os pais desses bebês têm menos problemas cuidando de crianças doentes, isso significa mais tempo para toda a família;

Melhora a qualidade de vida das crianças e de toda a família.

Vantagens para o planeta

Amamentar é um Ato Ecológico! Se cada mulher dos EUA desse mamadeira ao seu bebê, seria preciso quase 86,000 toneladas de alumínio para produzir 550 milhões de latas por ano. Se cada mulher da Inglaterra amamentasse, seriam economizados 3000 toneladas de papel para os rótulos dos leites infantis.

Mas o leite não é o único problema. mamadeiras e bicos são feitos de plástico, vidro, borracha e silicone.A produção desses materiais é cara e constantemente não são reaproveitados. Todos esses produtos usam recursos naturais, causam poluição na sua produçao e distribuição, e também criam um lixo no seu empacotamento, promoção e exposição.

Fonte: www.nutriweb.org.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

Um ato de amor

Os inúmeros benefícios do aleitamento materno para o bebê e para a mamãe

O leite materno tem tudo que o bebê precisa: água, proteínas, sais minerais, vitaminas e ainda tem a temperatura ideal. Sua cor pode variar, mas ele nunca é fraco.

A amamentação, quando praticada de forma exclusiva até os seis meses de vida, é capaz de garantir o crescimento saudável da criança e funciona como uma vacina na prevenção de doenças na infância.

Os movimentos naturais de sucção do bebê enquanto está mamando no peito são excelentes exercícios para a língua, músculos da face, desenvolvimento dos maxilares e futuro posicionamento dos dentes e dos ossos do rosto.

Além do aspecto emocional, o aleitamento materno também tem vantagens nutricionais importantes. Nos primeiros dois ou três dias, o recém-nascido vai mamar o colostro, até que comece a produção normal do leite. O colostro é produzido ainda durante a gestação e é rico em defesas imunológicas necessárias para que o bebê produza seus próprios anticorpos.

O leite materno protege contra alergias respiratórias, digestivas e cutâneas, além de ter um importante efeito laxante.

Para as mães também há vantagens. Amamentar ajuda o corpo e os órgãos reprodutores voltarem ao normal, bem como a recuperar a forma física. A mãe que amamenta tem ainda menos chances de desenvolver câncer de mama ou nos ovários.

Como ele pode compartilhar desse momento especial

Todo pai desempenha um papel fundamental na transmissão de segurança à mãe e ao bebê. E quando o assunto é aleitamento materno, a participação dele pode ser útil de várias formas, começando por incentivar a mulher a amamentar.

A amamentação é um momento precioso na vida de um casal, que deve ser compartilhado. Sempre que possível, a presença do pai, acariciando o bebê enquanto ele mama, estreita os laços afetivos com o filho.

Ser paciente e compreensivo também é imprescindível para entender que o recém-nascido tem prioridade. Dedicar-se a algumas tarefas como trocar a fralda, dar banho, vestir o bebê e alguns afazeres domésticos mostra o interesse do pai em ajudar a mãe que, nesta fase, acaba sendo mais requisitada pela criança.

E se houver mais filhos, é importante não se descuidar deles para que não se sintam rejeitados com a chegada do irmãozinho.

A participação do pai no processo de amamentação pode ainda proporcionar uma maior intimidade entre o casal, fortalecendo a relação amorosa e o desenvolvimento harmonioso do bebê.

O aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e o carinho da família são tudo o que o bebê necessita para crescer saudável e equilibrado emocionalmente.

Como tirar o melhor proveito desde momento único

Existem algumas técnicas que ajudam a mamãe a achar a melhor maneira para acomodar o bebê e facilitar a pega da mama. A posição ideal é aquela onde ambos ficam confortáveis e relaxados.

Geralmente, a mãe fica sentada segurando o bebê de frente para ela, deixando barriga com barriga. Quanto mais colados estiverem, mais fácil é a amamentação. Não há razão para tentar mudar a posição, se o bebê estiver extraindo bem o leite.

Depois de achar a melhor posição, o primeiro passo é colocar o seio na boca do bebê. Ao tocar o mamilo no lábio inferior do bebê ele abrirá a boca instintivamente. Nessa hora, a mãe deve enfiar o máximo da auréola na boquinha da criança, puxando firmemente sua cabeça para a mama.

Para ter uma boa pega, a mãe deve posicionar o polegar acima da auréola e o indicador abaixo, formando um "C".

É recomendado que o bebê mame um peito até esvaziá-lo e só depois passe para o outro.

Amamentação com posicionamento e pega corretos não dói, e é um momento de prazer único para ambos.

Amamentação tranquila

Quais os principais cuidados com a mama, fonte de alimento dos recém-nascidos

Existem algumas dicas básicas que podem ser usadas para fortalecer o bico do peito e estimular as glândulas mamárias. Tudo para evitar problemas na hora da amamentação.

A regra número um antes de dar o peito é lavar o bico do seio apenas com água e não aplicar nenhum tipo de creme hidratante após o banho.

Já o banho de sol é um dos melhores procedimentos para preparar as mamas e deixá-las mais resistentes. Tome de 15 a 20 minutos de sol no seio todos os dias, antes das 10 horas e depois das 16 horas.

As massagens também são indicadas pelos médicos, principalmente se a mama estiver empedrada. Segure o seio com as duas mãos, uma de cada lado, e faça uma pressão da base até o bico, repetindo movimentos circulares por cinco vezes.

Depois, faça o mesmo com uma mão em cima e a outra embaixo do seio. Esse procedimento ajuda na descida do leite e pode ser repetido uma ou duas vezes por dia.

Mulheres que apresentam mastite, infecção mamária que ocasiona vermelhidão, dor e até febre, devem procurar o médico para tratamento.

Banco de leite

O leite materno em excesso pode e deve ser doado

A mãe que estiver dando exclusivamente o peito, sem complementar com água ou mamadeira, pode produzir mais leite que o bebê precisa, principalmente nas primeiras semanas. Este excesso deve ser retirado para que a mama não ingurgite, ou seja, fique empedrada, e não dificulte a pega do bebê.

Ao invés de jogar fora este alimento tão rico, é possível reparti-lo com outras crianças, cujas mães tenham dificuldades de produção.

Para isto, basta se tornar doadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Londrina.

Mas atenção: antes de fazer a doação, a mãe deve se certificar que não possui doenças infecto-contagiosas e não pode usar medicamentos controlados.

Saiba mais...

O leite materno poderá ser guardado em geladeira por 20 horas ou no freezer por 15 dias. Os frascos usados no armazenamento devem ser limpos e previamente fervidos.

Estímulo ao arroto

Tire suas dúvidas em relação ao tema

Estimular o arroto é um cuidado importante no dia a dia do bebê.

Quando ele está mamando, seja no peito ou na mamadeira, geralmente há ingestão de ar. Por isso é essencial que o encaixe do bico da mamadeira e do bico do seio na boca do bebê seja correto, o que evita a entrada de ar que vai para o estômago e retorna na forma de arroto.

Como normalmente o arroto vem acompanhado de regurgitação, o bebê que estiver deitado de costas ou de bruços no berço pode aspirar o leite que voltou e se asfixiar.

Outra consequência do bebê que engole ar e não arrota são as cólicas. Com o estômago cheio de ar e o sistema digestivo ainda imaturo, elas podem aparecer.

Portanto, depois da mamada, a mamãe deve colocar o bebê na posição vertical, com a barriguinha encostada no seio, dando leves palmadinhas nas costas, para ajudá-lo a expelir o ar que deglutiu com o leite. Alguns arrotam de imediato, outros demoram até meia hora.

Após este procedimento, procure deitá-lo sempre de lado para evitar asfixia.

O arroto não está associado à saciedade do bebê. Se o bebê mamar corretamente, sem engolir ar, não tem motivo para forçar o arroto.

Chorinho inconsolável

Como aliviar as cólicas do bebê, tão comuns nos primeiros meses

A cólica nos recém-nascidos é fruto de seu sistema digestivo ainda imaturo. Os fatores que determinam seu aparecimento não são bem conhecidos e sua presença é variável de criança para criança. As dores aparecem mais comumente nas primeiras semanas de vida e podem continuar até os três meses

Antes de afirmar que o choro do bebê é motivado por cólica, é preciso observar que ele chora também quando sente outros incômodos. No choro por cólica, normalmente, o bebê se contrai, como se estivesse se contorcendo, e flexiona as pernas.

Para amenizar a dor, é possível adotar alguns recursos naturais, como, por exemplo, pegar a criança no colo, deitada de bruços sobre seu corpo. Nessa posição, a barriga da criança é comprimida e aquecida, facilitando a liberação dos gases, causadores do problema. Esticar e encolher as perninhas e massagens na barriga, sempre de cima para baixo ou no sentido anti-horário, também ajudam.

Os pais devem buscar um medicamento junto ao pediatra, caso os episódios sejam muito intensos.

Lendas e fatos

Muitos mitos rondam o pensamento das mamães em fase de amamentação

Uma das dúvidas mais comuns é se existe leite materno fraco. Toda mãe produz o leite ideal para o filho, mesmo as que têm mama pequena. Há os que dizem que o bebê não pode arrotar no peito porque, se isso acontecer, o leite não desce mais, o que é uma grande bobagem. Outro mito é que não se deve tirar o excesso de leite da mama, porque assim a mãe pára de produzi-lo. O leite ordenhado, de maneira correta e doado para um banco de leite, pode ajudar os bebês hospitalizados.

Seios com bicos rachados ou empedrados só precisam de cuidados especiais e não são motivos para parar a amamentação. Também não faz sentido acreditar que canjica, cerveja preta e outros alimentos aumentam a produção de leite. O que faz um bom leite é o bebê sugar o peito da maneira certa e a mãe ter uma alimentação saudável. É fato que alguns bebês podem ser sensíveis a um determinado tipo de alimento que a mãe consome. Então, é preciso observar se ele ficou agitado ou apresentou alguma alergia.

Vale lembrar que a ansiedade, o cansaço e a dor podem reduzir a produção de leite já que esses fatores estimulam hormônios que inibem a descida do leite. Esse problema pode ser contornado se a mamãe repousar e contar com a ajuda do pai nos afazeres domésticos.

Durante a amamentação, não há razão para a mãe iniciar uma dieta, que pode comprometer a produção e a quantidade de leite e, consequentemente, a nutrição do bebê. É importante lembrar ainda que remédios, bebidas e fumo não combinam com amamentação, e que doenças como hepatite e AIDS podem ser passadas através do leite.

Fonte: www.unimedlondrina.com.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

Cuidados durante a amamentação

Se você está amamentando, lembre-se de que pelo fato do bebê ter um tamanho bem menor que o seu, quantidades de café, álcool, drogas e medicamentos que parecem não causar nenhum efeito na mãe, podem prejudicar seriamente a criança.

Cuidados que a nutriz deve tomar

Álcool, cafeína, nicotina:

Com relação ao álcool, não há nenhuma evidência cientifica de que o consumo de bebidas alcoólicas tenha um efeito benéfico na produção de leite, como se pensava. Ao contrário, o consumo excessivo pode provocar diminuição do volume e também atrapalhar o reflexo de descida do leite. Por isso, se a mãe costuma ingerir álcool, deve fazê-lo com moderação e esperar um período de aproximadamente 2 a 3 horas até a próxima mamada.

O consumo de 1 a 2 drinques, ocasionalmente, parece não trazer prejuízos ao bebê. Considere como um drinque: 1 latinha (360 ml) de cerveja ou 1 taça (150 ml) de vinho. Mas é claro que se você não beber, é muito melhor! Mas se o fizer, siga algumas recomendações:

· Lembre-se de que quanto maior a quantidade de álcool, maior é o risco para o bebê, por isso beba com moderação.

· Diluir um copo de vinho em água e beber aos pouquinhos é uma maneira de limitar a ingestão de álcool. Você também pode alternar alguns goles de vinho - ou cerveja - com alguns goles de água. Se for beber, faça-o enquanto estiver comendo para diminuir o nível de absorção do álcool. Alimentos ricos em gordura, em particular, também ajudam a reduzir o ritmo de absorção etílica, pois eles também são absorvidos mais lentamente.

· Outras alternativas: tome bebidas sem álcool ou beba logo após a mamada para dar tempo do organismo metabolizar a substância antes da próxima mamada. Você também pode planejar antecipadamente, tirando o leite com a bomba e armazenando-o para a ocasião.

Da mesma maneira, o consumo de café, assim como de outras bebidas que contenham cafeína, deve ser moderado a poucas xícaras por dia, uma vez que cafeína em excesso pode causar irritabilidade e perturbar o sono em alguns bebês.

Quanto ao cigarro, ele não é recomendado em nenhuma ocasião, especialmente durante esta fase. A nicotina pode passar para o leite materno, causando vômito, diarréia e irritabilidade no bebê, assim como diminuição da produção de leite. Se for fumar, a mãe deve fazê-lo logo após as mamadas, para dar tempo do nível de nicotina diminuir até a próxima mamada.

Quando a amamentação é contra-indicada

A maioria das doenças comuns, como resfriados, gripes, infecções de pele ou diarréia NÃO são transmitidos pelo leite. Na verdade, se a mãe apresenta algum destes problemas, seu leite conterá os anticorpos que ajudarão a proteger o bebê destas mesmas doenças.

São muito poucas as situações que contra-indicam a amamentação. Mulheres que são HIV positivas não devem amamentar. Para alguns profissionais, tuberculose ativa e hepatite B contra-indicam o aleitamento materno, enquanto que para outros não. O melhor, portanto, é conversar com seu médico e cada caso deverá ser analisado individualmente.

Crianças que apresentam galactosemia, doença metabólica caracterizada pela falta parcial ou completa da enzima necessária para digerir a galactose, açúcar presente no leite, não devem ser amamentadas.

Usuárias de drogas e dependentes de álcool também não devem amamentar. Esses componentes químicos podem causar sintomas como irritabilidade, tremores e vômitos na mãe e seus bebês tornam-se viciados, desde o nascimento.

Mulheres que estejam em tratamento radio ou quimioterápico também são aconselhadas a não amamentar, pois os medicamentos prejudicam o bebê. Se a mãe precisar tomar algum medicamento transmissível pelo leite - e que sabidamente irá afetar o bebê - então ela não deve amamentar. Enquanto muitos medicamentos não chegam a causar problema nas crianças, outros chegam (como citotóxicos, radioativos, anti-tireoidianos, que não o propiltiouracil). Por isso, a melhor coisa a fazer é consultar seu médico antes de tomar qualquer medicamento. E é importante lembrar que, para a maioria dos medicamentos, o efeito na criança é minimizado se a ingestão for feita logo após a amamentação.

Lembre-se de que mesmo quando a mãe tiver que adiar ou interromper a amamentacão por algum tempo, ela deve ser motivada a continuar extraindo seu leite (manualmente ou com a bomba). Desta maneira, ela poderá continuar amamentando seu filho, quando a amamentacão puder ser reiniciada.

Fonte: www.clicfilhos.com.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

Como a amamentação impede a gravidez?

O mecanismo que explica o porque a mulher que amamenta não engravida facilmente tem por base:

O órgão que regula a fertilidade da mulher está situado na sua cabeça, no cérebro, trata-se de uma glândula chamada HIPÓFASE. Esta glândula se comunica com os órgãos do corpo da mulher (ovários, útero, mamas), através de mensagens hormonais, digamos assim.

Normalmente na mulher em idade fértil a hipófise manda todo mês ordens hormonais endereçadas aos ovários, útero e mamas, dizendo-lhes que se preparem para engravidar. Nesse momento um dos ovários entra em funcionamento (o outro fica parado, não funciona neste mês), seleciona um folículo que contém no seu interior um óvulo.

No meio do ciclo menstrual esse óvulo é lançado para o exterior do ovário, embora ainda dentro do ventre da mulher, quando então será captado pela trompa e levado para o interior do útero. Desde que a mulher tenha tido relações sexuais nesse período, os espermatozóides lançados no interior da genitália irão subir para o útero e trompas, indo ao encontro do óvulo, fecundando-o quando forma-se o ovo e a gravidez se inicia.

Caminhando de volta pelas trompas o ovo chega ao útero e se aninha, prossegue a gravidez. Durante 9 meses a mulher não menstruará, não ovulará e não poderá engravidar nesse período.

O estímulo hormonal comandado pela hipófise com ação sobre o útero, ovário e mamas, após o parto, se prolonga por mais algum tempo, cerca de 45 dias, 2 meses, 3 meses, 6 meses; tudo vai depender da amamentação. A mulher que alimenta o seu bebê só com o leite do peito, sem limites, atendendo apenas as solicitações da criança ficará por muito tempo em ovular e sem menstruar, ou mesmo menstruando mas sem ovular, motivo pelo qual não engravidará.

Este conhecimento não é absoluto, não significa que toda e qualquer mulher que amamente não engravidará. Existem individualidades que tem que ser respeitadas e que levam a exceções da regra, embora ela seja válida como generalidade sempre que as condições básicas forem respeitadas.

Também exigem solução as seguintes situações clínicas:

1 - paciente não menstrua mas amamenta regulamente 
2 - paciente não menstrua mas amamenta de forma irregular 
3 - paciente já menstrua mas amamenta regularmente 
4 - paciente já menstrua mas amamenta de forma irregular.

Aquelas mães que amamentam regularmente, que alimentam a criança exclusivamente com o seu leite, segundo a demanda espontânea da mesma, estas são as mães que mais se beneficiam do uso prolongado da amamentação como método contraceptivo.

As mães que ainda não menstruaram mas que por alguma razão começam a amamentar de forma irregular sem qualquer critério ou mesmo começam a adotar alimentação mista para o bebê, estas são as que mais preocupam as equipes de saúde que orientam a clientela no uso da amamentação como contracepção, pois a partir do momento que elas começam a espaçar demais as mamadas, suas chances de ovulação e gravidez aumentam.

Quando as usuárias do método começam a menstruar novamente, devem ser orientadas a procurar o serviço de saúde para receberem novas instruções. Há que considerar a regularidade de amamentação, a intensidade de sucção e o seu tempo de duração.

Mães que amamentam e já menstruam costumam apresentar ciclos menstruais irregulares, atípicos, por conta de taxas variadas de prolactina e ocitocina circulante e que interferem no ciclo menstrual.

Como e quanto a amamentação garante a anticoncepção

As mães que amamentam permanentemente segundo as solicitações do bebê, de dia e de noite são as que se dão melhor com o método. Aquelas que passam muitas horas sem amamentar, ou amamentam de forma irregular por várias razões, preguiça, descuido, irresponsabilidade, local de trabalho distante, estas deverão ser orientadas quanto ao risco de gravides.

As mães que deixam as crianças na creche do local de trabalho deverão estabelecer uma rotina, um intervalo regular que permita manter o ritmo da mamada espontânea.

Risco de Gravidez

Para as pacientes que estão usando a amamentação como anticoncepção é importante ressaltar que após os 03 meses de parto as chances de ovulação e gravidez aumentam. Após os 06 meses o risco é grande para quem evita apenas com a amamentação, principalmente se já estiver menstruando regularmente.

Nesses casos recomendar a adoção de um método complementar: DIU, preservativo, tabela, diafragma ou pílula que deverá ser receitada pelo seu médico.

Fonte: www.sitemedico.com.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

Dicas para a amamentação bem-sucedida

É muito importante que a mulher, que deseja amamentar, aprenda o máximo possível sobre amamentação antes do parto, enquanto ainda não está cuidando de uma criança durante todo o dia. Estas dicas podem ajudá-la a conseguir uma amamentação bem-sucedida.

Inicie a amamentação o mais breve possível, assim que a criança estiver bem acordada, pois neste momento o instinto de sugar será muito forte. Mesmo que você ainda não esteja produzindo leite, suas mamas contêm o colostro, um líquido fino que possui anticorpos contra doenças.

Posicionamento adequado

A boca do bebê deve estar bem aberta, e o mamilo (bico do peito) introduzido nela o mais profundamente possível. Isto diminui o desconforto para você.

Amamente sempre que o bebê solicitar

Recém-nascidos necessitam mamar frequentemente, pelo menos a cada 2 horas, e não de acordo com qualquer esquema restritivo. Isto também estimulará suas mamas a produzirem mais leite. Posteriormente, o bebê vai adotar uma rotina mais previsível.

Os bebês que mamam no peito têm fome com mais frequência do que aqueles alimentados com leites artificiais, porque o leite materno é digerido mais facilmente do que as fórmulas (leites artificiais).

Sem suplementos

Bebês amamentados não precisam de chás ou suplementos. Isso pode diminuir a vontade de mamar e causar uma diminuição na produção de leite. Quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

Retarde a utilização de bicas artificiais: aconselhável aguardar, pelo menos, uma

ou duas semanas para oferecer chupetas. Isso evita que a criança fique confusa. Bicos artificiais necessitam de um tipo de sucção diferente dos seus mamilos.

Secagem

No início -do período pós-parto ou até que os mamilos fiquem mais resistentes, você deve deixar que eles sequem naturalmente após cada mamada. Isso previne a ocorrência de fissuras ou rachaduras que podem levar a infecções.

Caso ocorram rachaduras, você pode cobri-Ias com o seu próprio leite ou outro hidratante natural para ajudar na cicatrização. 0 posicionamento adequado é muito importante para prevenir ferimentos nos mamilos.

Inchaço das mamas

Em geral, a mulher que está iniciando a amamentação produz grande quantidade de leite, fazendo com que suas mamas fiquem maiores, endurecidas e doloridas por alguns dias.

Você deve amamentar o bebê sempre que ele quiser, para que seu corpo se adapte e produza somente a quantidade que o bebê necessita.

Durante este período, você pode utilizar um analgésico (sob orientação médica), aplicar compressas úmidas aquecidas e tomar banhos quentes para aliviar a dor.

Alimente-se bem e descanse

Para produzir boa quantidade de leite, você necessita de uma dieta balanceada, que inclui 500 calorias extras por dia e de seis a oito copos de líquidos. Descansar também ajuda a prevenir infecções nas mamas, que podem ser agravadas pelo cansaço.

Ele já nasce sabendo mamar, mas não custa nada você ajudar

A natureza é mesmo sábia. Assim como preparou direitinho o corpo da mamãe para o aleitamento, deu ao bebê o instinto de sugar. Mesmo que os dois sejam "marinheiros de primeira viagem", logo, logo vão se acertar como dois bons parceiros de dança, sem maiores problemas. Basta um pouquinho de técnica.

Encontre uma posição confortável

Dia Mundial da Amamentação

Num ambiente tranquilo, sente-se com uma almofadinha sob o braço que irá apoiar o bebê e, outra, nas costas, para se acomodar bem. Incline-se levemente para a frente e segure o bebê de maneira que fique com a cabeça mais elevada que o resto do corpo.

Dê o seio que encerrou a mamada anterior.

Dia Mundial da Amamentação

Você deve iniciar o aleitamento pelo seio em que a criança mamou por último. Isso permite que os dois seios sejam esvaziados por igual, recebam a mesma quantidade de estímulos e tenham uma produção regular de leite.

Faça o bebê pegar corretamente o seio

Dia Mundial da Amamentação

Além do mamilo, o bebê deve abocanhar o máximo possível a auréola para pressionar melhor os duros de saída do leite. Isso também evita que ele engula ar pelos caminhos da boca, como acontece se não pegar o seio corretamente.

Use o dedinho para interromper a sucção

Dia Mundial da Amamentação

Tirar o bebê bruscamente do seio pode ferir o mamilo. Há uma maneira de suspender a mamada com suavidade, interrompendo a sucção do bebê: coloque o dedo mínimo no canto da boca da criança, deixando entrar um pouquinho de ar.

Faça o bebê arrotar após a mamada

Dia Mundial da Amamentação

Não existe um tempo ideal para a duração da mamada. Seu filho deverá mamar até se Satisfazer. Ao terminar, levante-o, como na foto, para que possa arrotar. Mas ele só o fará se tiver ingerido ar durante a amamentação.

Lubrifique os mamilos com o próprio leite

É contra-indicado limpar os ,cios antes ou depois de amamentar. Nem com água boricada, álcool, água ou sabonete. Após a mamada, para proteger a pele contra fissuras, catraia algumas gotas de leite.

Passe sobre os mamilos e deixe secar.

Fonte: www.universodobebe.com.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

A amamentação, quando praticada de forma exclusiva até os seis meses de vida do bebê e complementada com alimentados apropriados até os dois anos de idade ou mais, é de extrema importância para o crescimento, desenvolvimento e prevenção de doenças na infância e idade adulta.

Evidências científicas atuais comprovam que o leite humano proporciona melhor desenvolvimento infantil, com elevação no nível de inteligência nas crianças amamentadas no peito. Para incentivar essa prática, a mãe deve ter acesso às informações corretas e adequadas sobre o aleitamento natural, sobre os riscos dos leites artificiais e as vantagens da amamentação no fortalecimento do vínculo mãe-filho e na prevenção da violência.

Para fazer com que as mães consigam amamentar exclusivamente, até os seis meses, a OMS e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) recomendam ainda:

1) iniciar a amamentação nas primeiras horas de vida da criança

2) amamentação exclusiva, ou seja, o lactante recebe apenas leite materno, sem nenhum outro alimento ou líquido, nem mesmo água

3) que a amamentação aconteça sob demanda, ou seja, todas as vezes que a criança quiser, dia e noite

4) não usar mamadeiras nem chupetas.

A instituição desta data visa apoiar e promover a prática da amamentação natural para o combate à desnutrição e à mortalidade infantil e também difundir e possibilitar a troca de tecnologias em bancos de leite. O Brasil possui a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo – 163 unidades.

Fonte: Aleitamento.com

01 de Agosto

Aleitamento Materno: alguns cuidados

1. Ingurgitamento mamário:

É mais comum em primíparas (mães de primeira viagem) e costuma aparecer no segundo dia pós-parto. Resulta do aumento da vascularização e congestão vascular das mamas e da acumulação de leite. Pode atingir apenas a aréola, o corpo da mama ou ambos.

Quando a aréola está ingurgitada, a criança não consegue uma boa pega, o que pode ser doloroso para a mãe e frustrante para a criança, pois, nestas condições, há dificuldade para a saída do leite.

Dia Mundial da Amamentação

Para o tratamento do ingurgitamento mamário, são úteis as seguintes medidas:

Manter as mamas elevadas; usar um soutien apertado.

Compressas frias entre as mamadas para reduzir a vascularização.

Compressas quentes (ou ducha de água morna) antes das mamadas facilitam a saída do leite.

Amamentar com frequência. Se necessário, extrair o leite manualmente ou com bomba de sucção.

Usar analgésico, se necessário.

2. Hipogalactia (diminuição do leite)

Queixa comum durante a amamentação é afirmar que se tem “pouco leite”, ou que o leite é fraco. Esta está relacionada, frequentemente, com a insegurança materna quanto à sua capacidade de nutrir o seu filho, fazendo com que interprete o choro da criança e as mamadas frequentes (normal no bebê pequeno) como sinais de fome. A ansiedade que tal situação gera na mãe e na família pode ser transmitida à criança, que responde com mais choro. O complemento com leites artificiais muitas vezes alivia a tensão materna e essa tranquilidade vai-se repercutir no comportamento da criança, que passa a chorar menos, reforçando a idéia de que ela realmente estava passando fome.

A suficiência de leite materno é avaliada através do ganho ponderal da criança e o número de micções por dia (no mínimo 6 a 8). Se a produção do leite parecer insuficiente para a criança, pelo baixo ganho ponderal na ausência de patologias orgânicas, cabe ao médico conversar com a mãe e tentar determinar o que está a interferir com a produção do leite.

Nesse caso, é importante orientar a mãe a complementar a mamada ao invés de substituí-la pelo leite artificial, mantendo assim o estímulo da sucção, indispensável para a produção do leite.

Além da sucção dos mamilos, alguns fatores estão relacionados com o aumento dos níveis séricos de prolactina, tais como o sono e o exercício físico.

3. Traumas nos mamilos

As mães devem ser orientadas a procurar assistência médica quando surgirem traumas dos mamilos. A amamentação não deve ser dolorosa. Atenção:

Manter os mamilos sempre secos.

Após as mamadas, passar algumas gotas de leite sobre os mamilos.

Secar os mamilos

Expressão manual da aréola antes das mamadas.

Iniciar a amamentação pelo lado menos lesado.

Variar o posicionamento do bebê nas mamadas, evitando que ele pressione as áreas traumatizadas.

O uso de cremes com vitamina A e D ocasionalmente pode ajudar.

Usar creme com corticóide após as mamadas em casos de fissuras graves.

Analgésicos, se necessário.

Se o tratamento não surtir efeito e as fissuras forem suficientemente dolorosas a ponto de pôr em risco a amamentação, recomenda-se a suspensão da amamentação no seio mais comprometido por 24 a 48 horas, e efetuar o esvaziamento (manual ou com bomba de sucção) da mama comprometida, após cada mamada no outro seio. Após esse período, proceder da mesma forma com a outra mama.

4. Mastite

São as fissuras, na maioria das vezes, a porta de entrada para os germes (especialmente o Staphylococcus aureus) que provocam a mastite. Tal patologia deve ser precocemente diagnosticada e tratada. A mastite, em geral, compromete o estado geral da mulher, provocando dor local intensa, febre e mal-estar. A mama apresenta-se com edema, hiperemia e calor.

O tratamento é conduzido com antibióticos antiestafilocócicos (como, por exemplo, oxacilina e dicloxacilina) e esvaziamento suave e completo da mama comprometida, prevenindo, assim, o ingurgitamento e mantendo o suprimento do leite.

A amamentação não deve ser interrompida. Nos casos em que não ocorrer melhora após 48 horas de tratamento, pode estar a haver a formação de um abscesso, que pode ser palpado e identificado pela sensação de flutuação. Em tais casos está indicada a drenagem cirúrgica e, frequentemente, a interrupção temporária da amamentação no seio afetado.

A alimentação da mulher que amamenta

Uma mãe saudável, bem nutrida, tem mais possibilidades de amamentar com sucesso. Calcula-se que para a produção do leite uma mulher necessite ingerir um acréscimo de, no mínimo, 500 calorias e 15g de proteínas por dia. Isto pode ser conseguido através de uma dieta variada que forneça todos os nutrientes essenciais. Estudos demonstram que mulheres sem alimentação adequada, e mesmo desnutridas, têm nas mesmas condições para amamentar os seus filhos.

A Importância do Pai na Amamentação

Nas famílias modernas surge a necessidade de os pais darem apoio psicológico e assistência às mães.

Em estudos efetuados provou-se ser o pai uma figura importante para a prática do aleitamento materno. No entanto, muitos pais não sabem de que maneira podem apoiar as mães, provavelmente devido à falta de preparação. O profissional de saúde deve dar atenção ao novo pai e estimulá-lo a participar neste período vital para a família.

Além dos pais, os profissionais de saúde devem tentar envolver as pessoas que têm uma participação importante no dia-a-dia das mães e das crianças, como avós, familiares, etc.

Conciliando a amamentação e o trabalho fora de casa

O trabalho materno fora do lar é um obstáculo à amamentação. Apesar disso, as taxas de aleitamento materno entre as mães que trabalham fora do lar mostram que é possível conciliar trabalho e amamentação. Conselhos a observar:

1. Praticar o aleitamento materno exclusivo.

2. Avaliar no local de trabalho onde poderá retirar e armazenar o leite.

3. Familiarizar a criança com antecedência (10 a 14 dias) com a pessoa que vai cuidar dela e o alimento que vai receber na sua ausência.

4. Amamentar o maior número de vezes que puder, quando estiver em casa.

5. Amamentar logo antes de sair de casa e assim que chegar.

6. Não alimentar o bebê próximo do horário de chegada da mãe para que o seio seja esgotado durante a mamada.

7. Evitar ao máximo o uso de biberão no período em que a mãe estiver fora de casa. Se a criança não for muito pequena, alimentá-la com papas ou sumos, usando uma colher ou um copinho.

8. Durante as horas do trabalho, esgotar o seio manualmente, ou com bomba, e guardar o leite no frigorífico no máximo 24-48 horas.

9. Oferecer o leite à criança na ausência da mãe ou congelá-lo (até 6 meses).

10. O leite em estoque nunca deve ser fervido ou colocado no microondas. Deve-se deixar descongelar naturalmente e aquecer em banho-maria.

Desmame

Desmame é definido como o processo que se inicia com a introdução de alimentos diferentes do leite materno. Deve ser gradual, com início entre os 4 e 6 meses de idade. Nas comunidades onde o saneamento é precário, recomenda-se atrasar o desmame, caso a criança se esteja desenvolvendo adequadamente.

Alimentos complementares não são necessários nem recomendáveis antes dos 4 meses, idade em que a criança desenvolve o mecanismo de secreção salivar e a capacidade de mastigação, podendo deglutir alimentos semi-sólidos.

A partir do 6º mês o aleitamento materno exclusivo pode tornar-se inadequado, uma vez que após essa idade um número crescente de crianças necessita também de outros nutrientes para manter um crescimento adequado.

A altura para ser retirado completamente o seio depende muito de fatores sociais, econômicos e culturais.

A Organização Mundial de Saúde preconiza o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 4-6 meses de vida e parcial até aos 2 anos, especialmente nas populações de baixo rendimento econômico, uma vez que o leite materno pode ser uma importante fonte de calorias e de proteínas de alto valor biológico no segundo ano de vida.

As razões mais frequentes para a interrupção precoce do aleitamento materno são: leite insuficiente, rejeição do seio pela criança, trabalho da mãe fora do lar, “leite fraco”, hospitalização da criança e problemas com o seio.

Acredita-se que, entre as razões alegadas pelas mães, estão ocultos fatores de ordem emocional e erros técnicos no aleitamento, principalmente a administração de biberões intercalados entre as mamadas no seio.

Fonte: www.orientacoesmedicas.com.br

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

17 benefícios da amamentação para mãe e filho

A importância do leite materno para o bebê é indiscutível. E cada vez mais estudos mostram que também há vantagens para a saúde da mulher

Você sabe que amamentar é fundamental para a saúde do seu filho. Mas já parou para pensar em todos os benefícios que esse ato pode trazer para o bebê e para você?

1. O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os 6 meses de idade;

2. Fácil de ser digerido, provoca menos cólicas nos bebês;

3. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade, intolerância ao glúten;

4. Contém uma molécula chamada PSTI é responsável para proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos;

5. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas;

6. Previne a anemia;

7. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê;

8. Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança.

9. Quando o ômega 3 está presente no leite materno, o que varia de mulher para mulher de acordo com sua alimentação, ele ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida;

10. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia;

11. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário;

12. Estudo publicado na American Journal of Obstetrics revela que a amamentação reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional;

13. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia (mas dá uma fome...);

14. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais;

15. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).

16. Pode ajudar seu filho a ter melhor desempenho nos estudos e aumentar a chance de ele frequentar uma faculdade, segundo uma pesquisa norte-americana. Eles analisaram o desempenho escolar de 126 irmãos de 59 famílias. O resultado sugeriu que aquele que recebeu um mês a mais de leite materno apresentou aumento de 0,019 pontos na média de pontuação no ensino médio e aumento de 0,014 na probabilidade de cursar o ensino superior.

17. Protege a mãe contra doenças cardiovasculares, segundo estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Para a pesquisa, foram analisadas 140 mil mulheres no período pós-menopausa, ou seja, com média de 63 anos, e o resultado mostrou que aquelas que amamentaram por mais de um ano tiveram 10% menos risco de sofrer com essas doenças, se comparado com aquelas que nunca amamentaram.

Fonte: revistacrescer.globo.com

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

Vantagens da amamentação para a mãe

A mãe que amamenta se sente mais segura e menos ansiosa.

Com a amamentação, o útero volta com mais rapidez ao seu estado normal e há menores riscos de hemorragia após o parto. Esta, é uma das maiores causas de mortalidade materna no Brasil.

A mulher que amamenta tem menos risco de contrair câncer de mama.

A amamentação exclusiva protege contra anemia (deficiência de ferro).

A amamentação diminui o risco de osteosporose na vida madura.

A amamentação estabiliza o progresso de endometriose materna.

Não amamentar aumenta o risco de desenvolver câncer de ovário e câncer endometrial.

Amamentar ajuda a mulher voltar ao peso normal mais rapidamente.

A lista das razões para alimentar seu bebê é vasta. Pense apenas nos momentos agradáveis de imensa intimidade e harmonia que você estará passando com o bebê. Isso somente já é razão suficiente para amamentar o seu bebê. Não perca essa chance, você não irá se arrepender.

Fonte: www.e-familynet.com

Dia Mundial da Amamentação

01 de Agosto

20 dúvidas sobre amamentação

Depois de longos nove meses de espera, o bebê chegou. Juntamente com ele, nasce uma porção de questionamentos sobre o principal cuidado com o pequeno nessa fase: a alimentação.

1. Qual a dieta mais recomendada durante a amamentação?

Não existe um cardápio pré-determinado. O ideal é que a mãe se alimente da forma mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. “A mulher costuma sentir muita sede nessa fase porque a água é matéria-prima para a fabricação do leite”, explica o pediatra Luciano Borges, vice-presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outra dica é fazer várias refeições balanceadas ao longo do dia. “O bebê rouba os nutrientes da mãe, por isso o organismo dela deve estar o mais equilibrado possível”.

Os especialistas concordam: comer cinco ou seis vezes ao dia e investir em frutas e fibras, além de não abusar dos doces, é um ótimo caminho.

2. Existem restrições alimentares? O que não devo comer?

A princípio, não há alimento proibido para a nutriz – nome dado à mãe que amamenta. Se houver alguma reação negativa do bebê em aleitamento materno exclusivo, aí, sim, pode-se suspeitar de sensibilidade ou alergia alimentar a alguma substância que a mulher tenha ingerido.

Segundo o nutrólogo Ary Lopes, os campeões nesse processo são: leite de vaca, castanhas como o amendoim, frutos do mar e carne de porco. Mas, antes de pensar em eliminar os itens do cardápio, é preciso que o médico constate a ligação entre eles e as cólicas do bebê.

O álcool deve ser evitado. A substância pode dificultar a absorção de nutrientes pela mãe, além de ser absorvido pela criança através do leite materno. Já fontes de cafeína precisam ser consumidas com moderação. “O recomendado são até duas xícaras de café por dia”, orienta o nutrólogo Celso Cukier, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, de São Paulo. Segundo o médico, não se sabe se a substância é prejudicial aos pequenos. Por isso, o melhor é não abusar.

3. Posso fazer regime durante a amamentação para diminuir as medidas?

Cortar calorias é perigoso, já que o organismo precisa de muita energia para produzir o leite materno. “Dietas rigorosas nessa fase podem implicar em perda de massa magra, ou seja, músculos e energia”, explica o nutrólogo Ary Lopes.

Para alimentar o seu bebê, estima-se que as mulheres precisam de 20% a mais de calorias do que as necessárias em outra fase da vida. Isso significa o total médio de 2,4 mil calorias diárias. Portanto, não se preocupe: invista em uma alimentação saudável e o ato de amamentar fará você voltar ao seu peso normal gradualmente.

4. Não estou voltando ao meu peso. Como emagrecer?

Basta aliar a dieta saudável aos exercícios físicos. Entre 30 a 40 dias depois do nascimento do bebê, você pode começar a caminhar cerca de uma hora e meia por dia. Mas mantenha seu médico informado sobre as atividades que pratica.

“Depois de três meses, a mãe já está liberada para fazer esportes normalmente. Se for atleta, pode voltar aos treinos. Caso esteja iniciando, é melhor optar por atividades aeróbicas, como a caminhada”, explica o nutrólogo Ary Lopes. O especialista enfatiza que o gasto calórico durante a amamentação é bem alto, daí a necessidade de se alimentar corretamente.

5. Adoçantes e outros alimentos light e diet estão liberados?

Não existe consenso sobre os malefícios desses produtos para a saúde da criança. Porém, como diversas pesquisas apontam nessa direção, a recomendação dos médicos é fazer um uso leve ou moderado das substâncias.

“Elas não são saudáveis. O melhor é usar açúcar mesmo, mas em menor quantidade”, aconselha o pediatra Luciano Borges. O nutrólogo Celso Cukier lembra que 1 grama de açúcar tem apenas 4 calorias.

Se mesmo assim a mãe quiser fazer uso de adoçantes, o ideal é que não passe de dois envelopes por dia (ou duas colheres de café, se for pó, ou dez gotas, se for adoçante líquido). Os produtos light e diet também não devem ser consumidos à vontade. “Como são utilizadas moléculas químicas para produzir o sabor adocicado, podem não fazer bem para o organismo”, explica Celso.

Ary Lopes, pediatra e nutrólogo, resume a orientação: “Durante o aleitamento, não é hora de contar calorias, e sim selecionar melhor os alimentos”.

6. E os remédios? Devo manter as mesmas restrições da gravidez?

Durante a amamentação, vários medicamentos estão liberados. Mas, para ter certeza do que você pode ou não pode tomar, é essencial consultar o médico. No pós-parto, assim como em qualquer fase de vida, a automedicação nunca deve ser praticada.

7. Posso tomar pílula anticoncepcional?

Apenas as que não contêm estrógeno em sua composição. “Acredita-se que esse hormônio feminino possa chegar ao bebê pelo leite, o que causaria o desequilíbrio hormonal na criança”, explica o obstetra e ginecologista Luiz Fernando Leite, do Complexo Santa Joana/Pro Matre, em São Paulo. Para as mulheres que amamentam, o médico recomenda pílulas de progesterona, anticoncepcionais injetáveis, subcutâneos ou DIU. “Esse último só pode ser colocado 50 ou 60 dias após o parto”, esclarece Leite.

8. É possível engravidar durante a fase de amamentação?

Sim. Por isso a importância de utilizar algum método anticoncepcional caso outro bebê não esteja nos planos do casal tão a curto prazo. “A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, explica o obstetra Luiz Fernando Leite.

Segundo o médico, é importante dar início ao uso de algum contraceptivo cerca de 30 ou 40 dias após o nascimento do bebê.

9. Por quanto tempo deve-se amamentar a criança?

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva por seis meses. O pediatra Luciano Borges ressalta que mesmo as mães que voltam ao trabalho antes desse tempo podem continuar alimentando o bebê só com o leite do peito. “É possível ordenhar o leite e, durante o período em que a mulher estiver fora, pedir para alguém dar o líquido à criança utilizando um copo específico para esse fim”, diz. O especialista alerta para que se mantenha o pequeno longe de mamadeiras – mais fácil para o bebê sugar, ela tende a desestimular a amamentação direta no peito.

Após os seis meses, o Ministério da Saúde recomenda que o leite materno continue sendo oferecido em parceria com a alimentação complementar. Isso pode se estender até os 2 anos de idade ou mais. Borges ressalta ainda que a introdução de novos alimentos provoca a diminuição gradual no número de mamadas ao longo do dia. Assim, naturalmente, acontece o desmame.

10. Meu bebê só quer o peito, embora já esteja na idade de comer outros alimentos. O que faço?

Essa situação é bastante comum. “Uma boa tática é passar para o pai ou outra pessoa próxima a função de alimentar a criança, pois ela tende a associar a mãe com a amamentação, recusando outro alimento”, explica o pediatra Luciano Borges.

Insista até o bebê aprender a comer. Para isso, vale conversar com a criança e estipular horários de mamar e horários de comer a papinha, a sopa... “É uma estratégia eficiente, inclusive, para educar e estabelecer limites à criança”, explica a consultora de amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, de Salvador.

11. Prótese de silicone nos seios atrapalha o aleitamento?

Em geral, as próteses não interferem nesse processo porque são colocadas abaixo da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral. Nessa posição, não influenciam a produção de leite.

Para o pediatra Luciano Borges, no entanto, quando a quantidade de silicone é muito grande e desproporcional ao peito, é possível, sim, haver problemas. O especialista Ary Lopes concorda: “Por causa da cirurgia, a anatomia e a pressão dos dutos que irrigam as mamas podem ser alteradas”, explica.

Algo semelhante pode acontecer nas cirurgias redutoras de seios. “Se o tecido mamário for lesionado, a produção de leite sofrerá as consequências”, afirma Luciano Borges.

12. Como fazer o bebê arrotar? Existe algum problema se isso não acontecer?

Após a mamada, a mãe deve segurar a criança no colo e deixar o corpo dela o mais em pé possível, com a cabecinha apoiada no ombro, por cerca de dez minutos. “Vale dar os clássicos tapinhas nas costas para agilizar o processo”, recomenda o pediatra Ary Lopes.

O arroto é provocado pela ingestão de ar durante a sucção feita pelo bebê. Assim, se ele pegar o peito de forma correta e mamar bem, é possível que não arrote. “Isso não deve ser motivo de preocupação para os pais”, acalma o vice-presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges.

13. Quanto tempo deve durar cada mamada? Qual o intervalo ideal entre elas?

Varia muito de criança para criança, pois cada uma tem o seu jeito próprio de se alimentar. O pediatra e nutrólogo Ary Lopes estima que cerca de dez minutos em cada peito são mais do que suficientes – mas nos primeiros dias, quando o hábito começa a ser estabelecido, o tempo pode ser bem maior.

Vale explicar ainda que a duração da mamada não tem a ver com a quantidade de leite ingerido, já que a eficiência da sucção também é variável. Segundo Luciano Borges, do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, o importante é prestar atenção no intervalo entre as mamadas. Ele costuma ser de duas a quatro horas. “Se passar disso, é preocupante. Informe o médico”, diz.

14. É aconselhável acordar o bebê para mamar durante a madrugada?

Se você faz parte do time das sortudas que, em vez de ter o sono interrompido pelo pequeno, estão em dúvida se devem ou não despertá-lo para dar leite no meio da noite, os médicos recomendam que se fique tranquila. “Quando o bebê está bem e ganhando peso normalmente, não há a necessidade de acordá-lo”, explica o pediatra Luciano Borges. Ary Lopes, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, de São Paulo, concorda.

15. Como saber se a criança mamou o suficiente?

A única maneira de ter certeza é verificar o ganho de peso nas consultas pediátricas. “Para ter uma ideia se o pequeno está satisfeito, preste atenção nas pistas dadas por ele: logo após mamar, deve estar bem relaxado e tranquilo. Além disso, a quantidade de xixi feita ao longo do dia deve ser suficiente para seis fraldas”, explica a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, de Salvador.

16. O que posso comer ou fazer para aumentar a quantidade de leite?

Não existe um alimento que cumpra essa função. O maior estímulo para a produção de leite é a própria sucção do bebê. Além disso, você deve ingerir bastante água – uma matéria-prima essencial a esse processo.

“É importante esvaziar o peito para que a produção não pare. Então, se o bebê não mamar todo o leite disponível, ordenhe as mamas até ficarem vazias”, alerta a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, de Salvador

17. Como esvazio as mamas?

Coloque o dedo indicador e o polegar na linha da auréola e empurre a mama em direção ao tórax, fazendo um movimento como se quisesse aproximar os dois dedos. “Dessa forma, pressionam-se os dutos e o leite sai”, explica Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, de Salvador.

Existem acessórios que também fazem esse trabalho, mas o pediatra Luciano Borges alerta: “É preciso muito cuidado com os ordenhadores mecânicos, pois alguns modelos podem causar problemas, como fissuras nos seios”.

A técnica pode ser aplicada antes da amamentação para deixar as mamas mais flexíveis e ao longo do dia, quando a mãe sentir que os seios cheios estão provocando dor.

18. Quando o leite acaba, a produção está encerrada de vez?

Primeiro, é preciso derrubar um mito: o leite não acaba. O que acontece muitas vezes, segundo o pediatra Luciano Borges, é que a falta de estímulo para a amamentação bloqueia a produção do líquido. “Um trauma psicológico que afete a mulher ou simplesmente a ausência de sucção do bebê, devido à introdução de mamadeira, por exemplo, são algumas das causas mais comuns”, diz. Mas isso pode ser revertido.

Para que as mamas voltem à ativa, nada melhor que o estímulo do próprio bebê. “As mães só não podem confundir ‘leite secando’ com uma diminuição da produção, que é normal e significa apenas que mãe e bebê estão entrando em equilíbrio, ou seja, ela produz apenas a quantidade de que ele necessita”, explica o pediatra. Se a mãe continuar insegura ou o problema não for normalizado em curto espaço de tempo, é bom consultar o médico.

19. Posso dar água ao bebê que está no aleitamento materno exclusivo?

Não. O leite materno já contém água suficiente em sua composição para hidratar o pequeno. “Esse é o alimento mais completo que existe. Não é preciso oferecer mais nada à criança durante os seus seis primeiros meses de vida”, explica o pediatra e nutrólogo Ary Lopes.

20. Meu filho sempre engasga. É normal?

“Isso pode ser sinal de que o bebê não está mamando corretamente”, aponta o pediatra Luciano Borges. Ou ainda de que o leite esteja saindo com muita força. Nesse caso, o jeito é tirar a criança do peito, limpá-la e voltar quando a respiração do pequeno estiver normal. “Não há motivo para se preocupar”, diz Borges.

Para saber se a causa do engasgo é a mamada incorreta, cheque alguns pontos. A criança deve ficar bem de frente para as mamas, com a cabeça e o tronco alinhados, as nádegas apoiadas, o queixo tocando o seio, a boca bem aberta e o lábio inferior voltado para fora. “Certifique-se de que a auréola do seio está mais visível acima da boca do bebê do que abaixo. Olhe também para as bochechas do pequeno – que devem estar arredondadas – e preste atenção se há algum barulho além do da deglutição”, aconselha a consultora em amamentação Lívia Teixeira.

Como prevenir a mastite

O bebê acabou de mamar, mas continua sobrando leite no peito? Então trate logo de massagear as mamas para retirar o que restou. Esse cuidado é importante principalmente nos primeiros dias de amamentação, quando a mãe pode produzir mais leite do que a criança precisa. Nesse caso, se a ordenha manual não for realizada, o líquido parado nas mamas pode endurecer e virar um prato cheio para as bactérias.

Daí, é um pulo para a mastite, uma inflamação seguida de infecção que atinge as glândulas mamárias. “Trata-se de uma doença oportunista, que costuma ocorrer cerca de duas semanas após o parto”, explica a enfermeira Márcia Regina da Silva, encarregada do curso de gestantes do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, e jurada do II Prêmio SAÚDE!. Segundo ela, são mais suscetíveis ao mal as mães que não repousam apropriadamente, sem falar nas que não se alimentam nem fazem a reidratação adequada para compensar a perda de líquidos durante a amamentação.

Uma coisa é uma coisa

Muita gente confunde a mastite com o ingurgitamento, porém uma coisa não tem nada a ver com a outra. O ingurgitamento é um processo natural caracterizado pelo endurecimento das mamas. É o famoso empedramento. A mastite, por outro lado, vem à tona quando as placas de leite não são desfeitas e muito menos ordenhadas. Dessa forma, as áreas afetadas pelo problema ficam vermelhas e doloridas. A mulher sente dores musculares semelhantes às provocadas por gripe, febre e náuseas. Nesse caso, a única saída é tomar medicamentos sob a orientação do médico.

A mastite, entretanto, não impede o aleitamento materno. Pelo contrário, amamentar faz parte do tratamento, assim como as massagens indicadas para facilitar a saída do leite empedrado.

Beba muita água, mamãe!

É fácil entender por que os médicos insistem para as mulheres se manterem bem hidratadas durante a amamentação. As mamas fabricam cerca de 750 ml de leite por dia – é quase um litro a cada 24 horas. Além disso, a água responde por 87% da composição do alimento materno. Para dar conta de tamanha produção e manter o bebê nutrido, o corpo feminino necessita de um grande volume de líquidos.

Assim, não é exagero beber até 4 litros de água por dia, sem falar em outros líquidos como sucos. Palavra de especialista. “Mas se a mulher consumir uma média de 3 litros já está ótimo”, garante o pediatra Paulo Pachi, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e jurado do II Prêmio SAÚDE!. Amamentar, por sinal, pode dar muita sede. Por isso, durante o aleitamento, a dica é deixar uma garrafinha de água ao lado da cadeira para a mãe não se esquecer de se reidratar.

Chás, café e refrigerantes

Bebidas que contêm cafeína, como o café, chá-mate e refrigerantes à base de cola, não são contra-indicadas durante a amamentação. Mas nada de exagerar no consumo. "O bebê poderá ter insônia se a mãe tomar esse tipo de bebida além da conta à tarde e à noite", observa o pediatra Marcus Renato de Carvalho, da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação, no Rio de Janeiro.

Já as infusões, como a de erva-doce, não estimulam a produção láctea, ao contrário do que acreditam algumas mães. "Assim como as cápsulas de alfafa, os chás lactantes não são contra-indicados, mas também não produzem o efeito popularmente atribuído a eles", observa o pediatra Paulo Pacchi. O mesmo alerta vale para o leite de vaca e a cerveja preta. Aliás, segundo os médicos, nenhum alimento é capaz de interferir no volume ou na quantidade do leite materno. "O que pode aumentar ou reduzir sua produção é a frequência com que o bebê mama e o estado emocional da mãe", afirma Marcus Renato de Carvalho.

O bê-á-bá da amamentação

Você deve ter aprendido que, para o bebê crescer forte e saudável, precisa sugar uma mama de cada vez. Essa é a regra número um do aleitamento. A outra recomendação é iniciar a mamada pelo peito no qual a criança mamou por último. Existe uma bom motivo para esses cuidados.

A explicação é que dois tipos de leite são liberados durante o mamar. Cada um deles contém um grupo especial de nutrientes. O primeiro, conhecido como anterior, sai logo no início da mamada. Sua fórmula é reforçada com água, lactose, vitaminas e fatores de proteção. O outro, chamado de posterior, só é produzido depois que a criança começa a sugar no peito. Ele é rico em gorduras e proteínas. O bebê precisa de ambos.

Basta esperar a criança esgotar o leite de um peito e depois oferecer o outro. A segundo mandamento da amamentação, no entanto, pode confundir algumas mães. Assim, aqui vai uma dica dos tempos das vovós: coloque um alfinete de segurança no sutiã para se lembrar. Se a criança mamou no lado esquerdo da última vez, fixe aí o acessório e, na próxima mamada, ofereça o mesmo peito.

Menos cólicas, mais peso

Observar tantos cuidados vale sem dúvida à pena. "Se o bebê mamar sempre só o leite anterior, rico em lactose, um açúcar natural presente no alimento, pode ter muitas cólicas e baixo ganho de peso", explica a nutricionista e consultora Valderez Aragão, do Consultório de Aleitamento Materno (Calma), em Salvador.

De acordo com ela, os pequenos muito sonolentos ou que não têm tanta pressa de mamar podem sentir dificuldade ao sugar o leite posterior. Além disso, também pode haver algo errado se a criança passa muito tempo mamando e não consegue esvaziar o peito. Nesses casos, é bom ter o acompanhamento de um profissional", aconselha Valderez.

Em geral, a mamada com uma sucção eficiente dura, em média, 20 minutos. Mas esse tempo deve servir apenas como referência, cada bebê tem seu ritmo. Um conselho: só tire o bebê do peito quando sentir que a mama está vazia. "Coloque-o para arrotar e, se ele quiser voltar, ofereça o outro peito", aconselha Valderez. Vai ser a sobremesa.

Como tratar as fissuras nos mamilos

Se houver fissuras, a recomendação é continuar amamentando e, após cada mamada, passar o próprio colostro no mamilo e na aréola, deixando-os secar ao ar livre. Se o tempo estiver frio ou úmido, você pode usar outra fonte de luz, como uma lâmpada de 40 W, a 30 cm de distância. “O colostro tem uma ação bactericida e hidratante. E manter os mamilos secos é fundamental para a boa cicatrização”, explica a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, na capital baiana.

Conchas e bicos de silicone

“As conchas evitam o atrito com o tecido do sutiã, o que pode causar dor e dificultar a cicatrização”, acrescenta a especialista. Mas atenção: elas devem ter a base de silicone para não machucar e furos para garantir a ventilação dos mamilos. Banhos de sol de 10 a 15 minutos das 7 às 10 horas e após as 15 horas são indicados tanto para prevenir como para tratar as fissuras. Já o uso de protetores de silicone (bicos de plástico colocados sobre o mamilo) é contra-indicado. Segundo os médicos, além de não serem eficientes para evitar a fissura, atrapalham a pega do bebê, que pode passar a sugar menos leite.

Três formas de amamentar

Os manuais de amamentação sugerem alternar a posição da criança durante o aleitamento. Desse modo, a mulher previne as fissuras nos mamilos e garante que todo o leite produzido na mama seja liberado para o bebê. Conheça três formas de amamentar.

1 – Da maneira tradicional

A mãe fica sentada e apóia a cabeça do bebê sobre a dobra do cotovelo. É dessa maneira que a maioria das mulheres prefere amamentar. Uma dica é colocar um travesseiro ou uma almofada sob o corpo da criança, mantendo-a ainda apoiada no braço. Desse modo, mãe e filho ficam mais confortáveis.

2 – Invertendo o bebê

Essa posição é bastante indicada em caso de cesarianas, quando os seios estão fissurados ou o bebê não consegue abocanhar toda a aréola. O corpo dele é encaixado sob o braço da mãe, que permanece sentada. “A criança pode fazer uma boa pega porque fica de frente para o peito”, explica a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, em Salvador. Assim é possível drenar melhor o leite que fica no quadrante da mama localizado próximo às axilas.

3 – Na cama

Mãe e bebê deitam frente a frente. Com a cabeça apoiada no travesseiro, ela oferece o peito do lado que está deitada. O bebê pode ficar com a cabeça apoiada no antebraço da mãe, todo envolvido por ela, ou deitado na cama, com as costas apoiadas por ela na hora da pega. Nessa posição, a mulher precisa estar acompanhada para não correr o risco de dormir. “Isso porque ela pode se virar ou o bebê fazer algum movimento perigoso”, explica Lívia Teixeira.

Cuide bem das suas mamas

Que tal anotar numa caderneta todas as dúvidas que estão passando pela sua cabeça neste exato momento? Assim, você não vai se esquecer de perguntá-las ao obstetra na próxima consulta do pré-natal. De quebra, vai tirar um monte de preocupações da frente. Por falar em dúvidas, levantamos algumas das questões mais comuns sobre os cuidados com os seios durante a gravidez. Confira as respostas.

1. Quando o sutiã de sustentação deve ser usado?

Procure usar essa peça durante o dia e à noite. Pode parecer exagero, mas esse cuidado evitará que os seus seios fiquem flácidos depois que o bebê nascer e quando você começar a amamentar. "Um dos primeiros sinais da gravidez é o crescimento das mamas. Por isso, elas precisam, o quanto antes, de uma boa sustentação", observa a enfermeira Márcia Regina da Silva, coordenadora do curso de gestantes do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, e jurada do II Prêmio SAÚDE!.

2. Existem restrições a cremes e sabonetes?

Sim. Use apenas água para lavar o mamilo e a aréola. Na hora de aplicar hidratantes ou produtos que previnem estrias, não besunte essa parte do seio. Ali, a pele é mais delicada e, em contato com cremes ou sabonetes, vai perder sua proteção natural. Sem esse cuidado, o resultado aparecerá mais adiante, depois da gravidez, na forma de incômodas rachaduras que podem dificultar a amamentação.

3. Esfregar buchas e toalhas nos mamilos vai deixá-los mais resistentes?

Não. Ao contrário do que muita gente pensa, esse procedimento apenas favorece o aparecimento de lesões. O mamilo é resguardado naturalmente pelas glândulas de Montgomery, pequenos nódulos que surgem nas aréolas durante a gravidez. "São elas que lubrificam e protegem essa parte do seio", explica a consultora em amamentação Lívia Teixeira, do Consultório de Aleitamento Materno, em Salvador. Friccionar uma esponja ou toalha ali jogará por água abaixo toda essa proteção, além de aumentar o risco de fissuras durante o aleitamento.

4. É recomendável fazer exercícios para os seios?

Não. Segundo a consultora em amamentação Lívia Teixeira, além de causar dor, torções ou puxões nessa área são ineficazes. Essas técnicas apenas causam mais estresse para a mulher, alerta.

5. Banhos de sol são benéficos para os mamilos?

Sim. Os banhos de sol são indicados para prevenir as rachaduras nos mamilos durante a amamentação. E não precisa esperar o bebê nascer para adotar esse cuidado. Escolha um horário apropriado, no início da manhã ou no fim da tarde, e não deixe a pele exposta por mais de 15 minutos.

Mamilos invertidos

É um detalhe tão sutil que pode passar despercebido. Porém, durante o aleitamento, não há como não notar. Os mamilos invertidos (aqueles que não se projetam para fora) ou pseudo-invertidos (que se exteriorizam pouco) podem causar dor e desconforto. A situação também não é das melhores quando a futura mãe apresenta uma sensibilidade exagerada no bico do peito aí, o simples contato com a água pode provocar aquela aflição.

No entanto, antes de esquentar a cabeça com o assunto, vale lembrar que apenas um bom profissional pode dizer se a mulher tem esse tipo de mamilo ou não. "Os invertidos são mais raros, enquanto os pseudo-invertidos, mais comuns", adianta a enfermeira Márcia Regina da Silva, coordenadora do curso de gestantes do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, e jurada do II Prêmio SAÚDE!. Além disso, segundo ela, quem apresenta essa particularidade precisa de acompanhamento especial durante a gravidez e também na amamentação. Mas que fique bem claro: isso não impede o aleitamento e há como reverter as dificuldades.

Cuidados diários

Incluir banhos de sol na rotina da gravidez e evitar o uso de sabonetes, óleos e cremes sobre os mamilos pode melhorar sua resistência durante a amamentação. Na verdade, esse zelo é recomendado para todas as mulheres.

Já as conchas especiais, airadas e com base flexível, são indicadas em casos específicos, para estimular a protuberância do mamilo. "Os resultados são lentos, mas a vantagem é que elas não machucam e costumam ter efeito positivo em mulheres com a inversão ou pseudo-inversão do bico do peito", afirma Márcia Regina. O acessório é geralmente utilizado por cerca de duas horas por dia, a partir do quarto mês de gravidez. A orientação de um profissional também é essencial nesse caso.

Quando a sensibilidade é o problema

Aqui, a estratégia é deixar o mamilo roçar na roupa ou usar um sutiã de amamentação, mantendo a aba aberta. O atrito com o tecido, aos poucos, reduzirá o desconforto. Outra dica é passar suavemente uma esponja ou toalha sobre essa região na hora do banho.

A partir do sétimo mês, quando as mamas já estão produzindo o colostro, a recomendação é passar esse líquido amarelado diariamente na aréola e no mamilo, deixando-os secar ao ar livre. A substância, que será o primeiro leite ingerido pelo bebê, também vai prevenir eventuais irritações e fissuras durante a amamentação.

Fonte: bebe.abril.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal