
No dia 05 de junho como acontece todos os anos estará sendo comemorado o dia mundial do meio ambiente, data extremamente importante para a conservação da natureza.
A preocupação com a conservação da natureza vem se acentuando nos dias atuais em função das atividades humanas, as quais têm ocasionado seríssimos problemas de degradação ambiental, a ponto de comprometer, caso não sejam tomadas medidas emergenciais, os recursos naturais, as condições de vida e consequentemente, toda a vida futura no planeta.
O amor à natureza e o desejo de que ela seja preservada ou utilizada racionalmente pelo homem já podem ser verificados nos primeiros livros sagrados.
Praticamente todos eles mencionam a vida das plantas, dos animais silvestres e do homem, como elementos integrantes do meio ambiente.
Entre outros podem ser mencionados os Vedas, a Bíblia e o Corão. Diversos são os textos escritos, alguns deles, há quase 2.500 anos atrás na India cujos relatos mencionam uma preocupação acentuada com a conservação da natureza e vários são os líderes espirituais, entre eles Shiddarta Gautama, o Buda que demonstraram esta preocupação. Curioso é que São Francisco de Assis, tanto tempo depois, abraçaria os mesmos princípios, certamente sem conhecimento das crenças e filosofias pregadas pelos homens daquelas longínquas paragens. Além dos princípios religiosos, os homens santos veneravam o ar, a água, a terra (alimento) e o fogo (energia), todos considerados como partes integrantes do Cosmos e sem os quais não teríamos condições de vida. Procuravam demonstrar a inter-relação de todos os seres vivos e dos elementos abióticos que os cerca. Isso identifica a disciplina que hoje estudamos nas universidades sob o nome de Ecologia.
O amor de Francisco de Assis demonstra abrangência universal. Poucos terão se irmanado tanto com o universo como ele, ao contemplar em seus retiros para meditação os elementos naturais, que chamava de irmãos o sol, o ar, a água, as estrelas, as plantas e os animais. No seu extraordinário Cantico al fratte Soli louva a grandeza do Criador e todas as criaturas.
Muitos anos depois, mais precisamente no ano de 1854, em resposta a uma proposta do presidente dos Estados Unidos Ulysses Grant, de comprar grande parte das terras de uma nação indígena, oferecendo, em troca, a concessão de uma outra reserva obteve-se como resposta do Chefe Seatle, aquele que tem sido considerado através dos tempos como um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio-ambiente. Neste pronunciamento, o chefe indígena faz um alerta contra a exploração predatória feita pelo homem branco, ao provocar desflorestamentos, a poluição da água, do solo do ar e ao dizimar populações animais, inclusive a do bisão americano, que quase foi levada à extinção pela caça indiscriminada. Enfatizava as conseqüências negativas desta degradação provocada pelo homem branco.
Entre outras afirmações dizia o Chefe Seatle o seguinte : O que ocorrer com a Terra recairá sobre os filhos da Terra. Há uma ligação em tudo. Vale ressaltar que a visão profética do grande Chefe Indígena, acabou se confirmando com precisão admirável, demonstrando um profundo conhecimento das leis que regulam a natureza pois através das atividades do homem moderno ocorre hoje um processo de intensa degradação do meio ambiente.
Em 1962, uma nova obra veio a causar grande impacto no meio científico e social, isto é, o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa) escrito por Rachel Carson nos Estados Unidos que foi o primeiro brado de alerta, contra o uso indiscriminado de pesticidas e que teve repercussão mundial, contribuindo para que práticas conservacionistas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) passasse a ser implementado.
Nesse processo de evolução das idéias e de comportamentos, surge a Declaração sobre o Ambiente Humano que foi estabelecida na Conferência de Estocolmo em 1972, cujos princípios tinham o objetivo de servir de inspiração e orientação à humanidade para a preservação e melhoria do ambiente humano, a qual foi seguida 20 anos depois, pela Conferência do Rio de Janeiro, a Rio 92, e mais recentemente pela de Joanesburgo na África do Sul, a Rio +10.
Tudo isto, mostra que ocorreu uma grande evolução da sociedade, na forma de encarar os processos de desenvolvimento. Todavia, as mudanças nesta percepção ocorrem num ritmo mais lento do que seria o desejável para o não comprometimento dos nossos recursos naturais. Atualmente o chamado desenvolvimento sustentável é o único capaz de propiciar condições de preservar os recursos naturais e condições de vida saudável para as gerações futuras.
Para que isto ocorra a educação ambiental tem uma importância extraordinária porque conscientiza e altera os padrões de comportamento do ser humano em relação à natureza. Segundo o conservacionista inglês Broad, Na educação, reside a única esperança de se evitar a total destruição da natureza. Que ela possa ser portanto, implementada maciçamente, em todos os locais de forma a conscientizar a todas as pessoas porque a educação ambiental reveste-se no mais importante instrumento para a preservação da natureza.
Fonte: www.agr.feis.unesp.br

O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado no dia 5 de Junho, data de início da primeira conferência das Nações Unidas, dedicada exclusivamente ao ambiente, que teve lugar em Estocolmo, Suécia, em Junho de 1972.
Neste dia, as comunidades são encorajadas a realizar atividades relacionadas à natureza e a preocuparem-se mais com o mundo em que vivem. As pessoas precisam de reaprender que fazem parte da natureza e que sem ela não podem sobreviver.
Em meados do século XX, o meio ambiente e a ecologia tornaram-se preocupações no mundo todo.
Será que sabemos o que os ecologistas têm a comemorar em 5 de junho? Ou ao menos conseguimos preservar nos dias de hoje o meio ambiente em que vivemos?
Se não estivermos atentos a respeito deste assunto não encontraremos respostas a essas perguntas, e certamente dessa forma estaremos contribuindo com a destruição ambiental. Portanto, isso se trata de uma postura e consciência ambiental de todos. E faz com que analisemos com os devidos reparos que têm de serem feitos nos danos que foram causados por nós mesmos ao meio ambiente, e evitando assim novos desastres ecológicos.
Não ocorrendo isso, a nossa qualidade de vida estará comprometida. O que representaria no maior erro de um ser humano a ele mesmo, que é tirar sua própria vida.
O Brasil é um dos poucos países que tem identificação para ser um amparo ao planeta, considerado assim uma superpotência ambiental.
Cabe a cada um de nós fazer sua parte e contribuir para a preservação da vida na Terra, hoje e também no futuro, utilizando o bom senso principalmente na hora de consumir o que mais precisamos: os recursos naturais.
1. Estabeleça princípios ambientalistas: estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas
2. Faça uma investigação de recursos e processos: confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo esforço humano
3. Estabeleça uma política ecológica de compras: priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis
4. Incentive seus colegas: fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta
5. Não desperdice: ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo
6. Evite poluir seu meio ambiente: faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos
7. Evite riscos: verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforça para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema! Antecipe-se!
8. Anote seus resultados: registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas
9. Comunique-se: no caso de problemas que possam prejudicar seus vizinho e outras pessoas, tome a incitava de informar a tempo hábil para possam minimizar prejuízos
10. Arranje tempo para o trabalho voluntário: considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta.
Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br