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Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

O farmacêutico estuda os remédios, cosméticos e alimentos industrializados de modo a garantir sua eficácia e segurança na produção e utilização pelo consumidor. Pode atuar na pesquisa, produção e distribuição dos mesmos, sendo obrigatório o registro no Conselho Regional de Farmácia.

No Brasil, a atividade profissional está sob a jurisdição do Conselho Federal de Farmácia, que regulamenta seu exercício, com base na Lei 3.820, assinada em 11 de novembro de 1960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek.

O que faz

O profissional de farmácia deve testar as substâncias, sejam as utilizadas em remédios, alimentos ou em artigos de perfumaria, para saber de que modo reagem no organismo humano. A ele cabe também registrar as novas drogas e verificar se, porventura, os produtos chegam contaminados, alterados ou fora dos padrões ao consumidor final. No setor farmacêutico, pode atuar na indústria ou no comércio. Na primeira, pesquisa e testa princípios ativos (que serão usados em medicamentos) e a aplicação de novas drogas. Na segunda, controla a venda de remédios nas farmácias, drogarias, hospitais e postos de saúde.

Há ainda a farmácia de manipulação, onde administra a preparação de remédios e fórmulas individualizadas, conforme prescrição médica.

Em cosmetologia, formula cosméticos e produtos higiênicos, além de controlar sua qualidade.

E no setor alimentício, pode implantar novos métodos de processamento de alimentos em indústrias, bem como fiscalizar com que rigor são produzidos.

Onde estudar?

Química orgânica e inorgânica, toxicologia, microbiologia, anatomia, parasitologia e controle de qualidade são algumas das disciplinas do curso de nível superior em Farmácia. Com duração média de cinco anos, o curso tem também aulas práticas que ocupam grande parte da carga horária.

Um pouco de história

As primeiras boticas ou apotecas surgiram no século X e são consideradas as precursoras das farmácias modernas.

A figura do apotecário ou boticário aparece nos conventos da França e Espanha, desempenhando o papel de médico e farmacêutico. Para exercer as profissões, deveria pertencer a uma família honrada, com boa situação econômica, conhecer o latim, ter boa redação e apresentar certidão de cristianismo e moralidade. Tinha ainda que cultivar as plantas utilizadas na preparação dos medicamentos e trabalhar sob a vista do público.

No entanto, há milênios, a atividade do farmacêutico já era exercida e de grande importância para a saúde.

Há mais de 2.600 anos, os chineses, por exemplo, já desenvolviam seus remédios, extraindo drogas de milhares de plantas para curar doenças. Os egípcios também preparavam seus medicamentos a partir de vegetais, sais de chumbos, cobre e unguentos de banha de leão, hipopótamo, crocodilo e cobra há mais de 1.500 anos.

Na Índia, os brâmanes desenvolveram remédios a partir de 600 tipos diferentes de plantas medicinais. E na Grécia, os processos de cura aconteciam no interior dos templos, onde eram pendurados os ex-votos dos doentes quando alcançavam a cura. Eram utilizadas para a cura as chamadas fórmulas mágicas e conjuros, procedimentos que hoje não fazem parte da rotina do farmacêutico.

O grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, também marcou uma nova era para a cura, quando sistematiza os grupos de medicamentos, dividindo-os em narcóticos, febrífugos e purgantes.

E a evolução e o desenvolvimento da farmácia, como atividade diferenciada, só aconteceria na Alexandria, após um período de instabilidade marcado por guerras, epidemias e envenenamentos. A farmacologia ganhou grande impulso, principalmente no tratamento de soldados abatidos nos campos de batalha.

Os farmacopistas, no início do século II, incrementaram as diversas fórmulas existentes para melhor atender às necessidades da época. E em Bagdá, Arábia Saudita, os árabes fundaram a primeira escola de farmácia.

Cuidado com os remédios falsificados

Na hora de comprar remédios, muito cuidado para não adquirir medicamentos similares aos que foram pedidos, de eficácia duvidosa ou ainda falsificados. Não aceite outro no lugar do que está na receita. A não ser que seja um genérico, que é um remédio seguro.

As quadrilhas de falsificadores agem em todo o país, mesmo diante das denúncias publicadas na imprensa e da fiscalização do Ministério da Saúde, e colocam em risco a saúde da população.

Para se prevenir das falsificações, tome certos cuidados ao comprar remédios como exigir sempre a nota fiscal da farmácia. Nela, deve constar o nome do medicamento e o número do lote. Além de observar a bula que não pode ser uma cópia xerox. Se não for original, não compre o remédio.

Confira também se na embalagem do remédio constam a data de validade do produto, se ele está bem impresso e pode ser lido facilmente, se há rasuras ou informação rasgada ou apagada.

Nos remédios líquidos, é obrigatório constar o nome do farmacêutico responsável pela fabricação e o número de sua inscrição no Conselho Regional de Farmácia logo no rótulo. E no caso de soros e xaropes, devem vir, obrigatoriamente, com lacre.

Ao adquirir uma nova caixa de um produto que você está acostumado a usar, preste atenção na cor, forma, tamanho e gosto. Se estiverem alterados, não compre. Recorra ao farmacêutico responsável, em caso de dúvida.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

As experiências vividas pela profissão farmacêutica, nos últimos dez anos, e que apontam para o seu crescimento, serão a tônica da solenidade que o Conselho Federal de Farmácia (CFF) realizará, no dia 21 de janeiro de 2009 (próxima quarta-feira), em comemoração ao Dia do Farmacêutico. A data consagrada aos profissionais é 20 de janeiro, mas devido ao agendamento de convidados, o ato irá acontecer, no dia seguinte (21), a partir das 20 horas, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, localizado no seguinte endereço: Setor Hoteleiro Sul, Quadra 06, Lote 01, Conjunto A, Bloco G Brasília (DF).

Dia do Farmacêutico

Os últimos dez anos são considerados pelo CFF como o período mais produtivo da história da Farmácia, no Brasil. O período em que mais se realizou em favor da saúde e da profissão, e em que foram implantados marcos decisivos , confirma o Presidente do Conselho Federal, Jaldo de Souza Santos. Ele explica que o CFF contribuiu decisivamente para as conquistas, no período.

Nos dez anos, foi criada a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A Agência, segundo Souza Santos, produziu normas que deram outra feição à área farmacêutica e geraram crescimento ao setor e segurança ao usuário de medicamentos e de outros produtos e serviços de saúde.

Entre as normas, estão as que criaram a certificação das boas práticas de fabricação de medicamentos, o SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados); o gerenciamento de resíduos de produtos de saúde, a ampliação da obrigatoriedade dos testes de bioequivalência e biodisponibilidade para os medicamentos similares nos moldes do que ocorre com os genéricos, e a abrangência da rede de farmacovigilância.

Recentemente, uma resolução da Anvisa restringiu a propaganda de medicamentos. Consideramos a norma importante, embora eu defenda que a propaganda seja restrita exclusivamente aos profissionais da saúde que lidam com medicamento e que ela tenha caráter unicamente científico , comentou o Presidente do Conselho Federal de Farmácia.

O CFF aponta outros marcos farmacêuticos, nos dez anos, como a criação, pelo Ministério da Saúde, da Política Nacional de Medicamentos, a Política de Medicamentos Genéricos e o Programa Farmácia Popular do Brasil. Parte da Lei dos Genéricos, lembra Dr. Jaldo de Souza Santos, foi discutida e formulada dentro do CFF. Colocamos à disposição dos Deputados, Senadores e técnicos do Ministério da Saúde os nossos melhores quadros técnicos para que os municiassem com informações técnicas e científicas sobre o assunto , acrescentou. A Lei dos Genéricos determina que só o farmacêutico pode realizar a intercambialidade do medicamento de referência (ou de marca) por um genérico, desde que o médico não deixe escrito na receita que não aceita a troca.

MODELO PERNICIOSO

O Presidente do CFF também cita, entre os avanços, as discussões que vêm sendo travadas, inclusive na Câmara e no Senado, sobre o modelo vigente de farmácias particulares ou comunitárias. Parlamentares estão discutindo o Projeto de Lei 4.385/94, de autoria da então Senadora Marluce Pinto (PMDB-RR), que desobriga farmácias a manterem farmacêuticos.

Em resposta ao Projeto, surgiu o Substitutivo do Deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

O Substitutivo propõe o resgate das farmácias como estabelecimentos de saúde e liberta esses estabelecimentos das amarras mercadológicas e dos interesses financeiros a que foram lançadas. Há muito, venho pedindo a substituição do atual modelo, porque ele é pernicioso à sociedade, pois transformou as farmácias em mercadinhos e os medicamentos, em simples mercadorias, resultando em todo tipo de problema para a sociedade. Por isso, apoiamos a aprovação do Substitutivo , denuncia.

AÇÕES DO CFF

Neste período, o Conselho Federal de Farmácia produziu um conjunto normativo que dei um novo rumo à atividade farmacêutica. Exemplos são as Resoluções que regulamentam as atividades dos farmacêuticos em praticamente todas as suas 71 diferentes áreas de atuação.

Afora os aspectos normativos, o CFF criou a Conferência Nacional de Educação Farmacêutico, que se transformou no fórum de discussões sobre as necessárias mudanças no modelo de ensino farmacêutico brasileiro na graduação. A Conferências, em suas várias edições, trouxeram a Brasília todos os envolvidos com o ensino (coordenadores de curso de Farmácia, professores, alunos, especialistas em ensino) para discussões sobre as transformações curriculares. Foi quando nasceu uma proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais, instituídas pelo Ministério da Educação, em 2002.

As Diretrizes estão substituindo o arcaico modelo tecnicista de ensino farmacêutico por um mais universal, que contemple os saberes humanísticos e reúna todas as modalidades farmacêuticas na graduação, o que é conhecido como formação generalista.

As ações do Conselho Federal de Farmácia, no contexto da educação farmacêutica, foram mais longe. O órgão saiu vitorioso numa campanha pela implantação de um tempo mínimo de 4.800 horas/aula para os cursos de Farmácia. O MEC aprovou um currículo de 4 mil horas, o que corresponde ao tempo proposto pelo CFF.

É impossível se pensar na formação de um farmacêutico, oferecendo-lhe menos de 4.800 horas/aula de ensino. O farmacêutico é um profissional com diferentes habilidades, competências técnicas, conhecimentos humanísticos e sociais. E isso não seria acumulado, sem este tempo mínimo de ensino na graduação , garante Souza Santos.

Ainda no setor de ensino, o CFF criou, em 2008, a Fundação de Ciências Farmacêuticas do Conselho Federal de Farmácia. Ela levará qualificação aos profissionais de todo o País. Antes, o Conselho implantou o revolucionário curso O Exercício Profissional Diante dos Desafios da Farmácia Comunitária , voltado o ensino prática dos farmacêuticos que atuam em farmácias comunitárias. O curso está sendo realizado, nas capitais brasileiras, e, em 2009, será oferecido à distância, via Internet.

A FARMACÁCIA BRASILEIRA, NO MUNDO

Em 2001, em Cingapura, o Presidente do CFF assinou a filiação do órgão à FIP (Federação Farmacêutica Internacional), a entidade máxima dos farmacêuticos, no mundo, inaugurando uma política externa que inseriu o farmacêutico brasileiro no contexto internacional. A unção desta política foi a realização do Congresso Internacional da FIP, em Salvador (Bahia), em 2006. O evento atraiu 3 mil farmacêuticos, entre brasileiros e de outros 30 países de todos os Continentes. Esta política aproximou mais o CFF da OMS (Organização Mundial da Saúde), do FFA (Fórum Farmacêutico das Américas) e da Fefas (Federação Farmacêutica Sul-americana), entre outras.

Acrescente-se ao rol de conquistas a deflagração da consciência entre os farmacêuticos de que eles precisam assumir as suas responsabilidades sociais como profissionais da saúde. A atenção farmacêutica é um dos caminhos para uma ação social. Ela é um serviço profissional em que o farmacêutico lida diretamente com o paciente usuário de medicamentos, com o objetivo de orientá-lo sobre o uso correto do produto e sobre doenças, como o diabetes, a hipertensão e outras, no plano da atenção primária.
O esforço do CFF é o de levar o máximo de qualificação técnico-científica ao farmacêutico na área da atenção.

SERVIÇOS FARMACÊUTICOS NO PSF

Há um ano, Dr. Jaldo de Souza Santos esteve com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem entregou a Comenda do Mérito Farmacêutico Internacional. Na ocasião, o dirigente do CFF manifestou ao Presidente da República a sua preocupação com a ausência dos serviços farmacêuticos no SUS e pediu a participação dos profissionais no Sistema.

Temos recebido relatos de problemas graves acontecendo no PSF e em outros programas voltados à atenção básica, por causa da ausência dos serviços farmacêuticos nesses programas. Exemplos são o desperdício com medicamentos, as dificuldades de adesão do paciente ao tratamento e os casos de efeitos colaterais por falta de orientação farmacêutica , informou Souza Santos ao Presidente Lula.

A resposta de Lula ao apelo do Presidente do CFF veio, três dias depois, com a criação do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), o espaço de atuação do farmacêutico no PSF (Programa Saúde da Família) que, em vários Municípios brasileiros, ressalte-se, já é responsável por uma inacreditável reviravolta na saúde pública.

Os serviços prestados pelos farmacêuticos à sociedade, nas farmácias e drogarias e no serviço público, garantem a eficácia do tratamento medicamentoso, fazem diminuir os riscos advindos do uso dos medicamentos, promovem o seu uso racional e leva mais qualidade de vida às pessoas , concluiu o Presidente do Conselho Federal de Farmácia.

SOBRE A SOLENIDADE

A solenidade realizada pelo CFF, na qual se sobressai a entrega da Comenda do Mérito Farmacêutico, transformou-se em um ato de reconhecimento internacional. A cada ano, ela reúne autoridades políticas e governamentais, lideranças farmacêuticas brasileiras e de outros países, farmacêuticos, jornalistas, empresários e outros convidados.

O Presidente do CFF interpreta o crescimento da solenidade, ao longo dos dez anos de sua criação, como o fenômeno relacionado ao próprio crescimento da profissão e à importância que os serviços farmacêuticos adquiriram no contexto da saúde.

A Comenda é constituída de uma medalha e um diploma. Cada Estado brasileiro tem um homenageado. Para receber a honraria, o seu nome tem de ser indicado pelo Conselheiro Federal que representa aquela Unidade da Federação no Plenário do CFF. Em seguida, o Pleno aprova a indicação.

Fonte: www.cff.org.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

RESOLUÇÃO Nº 417 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004

Ementa: Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica.

O CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º, alínea, da Lei n° 3.820, de 11 de novembro de 1960, RESOLVE:

Art. 1º - Aprovar o CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA, nos termos do Anexo desta Resolução, da qual faz parte.

Art. 2° - Esta Resolução entra em vigor na data da publicação, revogando-se as disposições em contrário e, em especial, os termos da Resolução nº 290/96 do Conselho Federal de Farmácia.

ANEXO

CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA

PREÂMBULO
O FARMACÊUTICO É UM PROFISSIONAL DA SAÚDE, CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO ÂMBITO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO, DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SAÚDE PÚBLICA E, AINDA, TODAS AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO DIRIGIDAS À COMUNIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE.

TÍTULO I

DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL

CAPÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Art. 1º - O exercício da profissão farmacêutica, como todo exercício profissional, tem uma dimensão ética que é regulada por este código e pelos diplomas legais em vigor, cuja transgressão resultará em sanções disciplinares por parte do Conselho Regional de Farmácia, após apuração pelas suas Comissões de Ética, independentemente das penalidades estabelecidas pelas leis do País.

Art. 2° - O farmacêutico atuará sempre com o maior respeito à vida humana, ao meio ambiente e à liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem.

Art. 3° - A dimensão ética da profissão farmacêutica é determinada, em todos os seus atos, pelo benefício ao ser humano, à coletividade e ao meio ambiente, sem qualquer discriminação.

Art. 4º - Os farmacêuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exercício da profissão.

Art. 5° - Para que possa exercer a profissão farmacêutica com honra e dignidade, o farmacêutico deve dispor de boas condições de trabalho e receber justa remuneração por seu desempenho.

Art. 6° - Cabe ao farmacêutico zelar pelo perfeito desempenho ético da Farmácia e pelo prestígio e bom conceito da profissão.

Art. 7° - O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e científicos para aperfeiçoar, de forma contínua, o desempenho de sua atividade profissional.

Art. 8° - A profissão farmacêutica, em qualquer circunstância ou de qualquer forma, não pode ser exercida exclusivamente com objetivo comercial.

Art. 9° - Em seu trabalho, o farmacêutico não pode se deixar explorar por terceiros, seja com objetivo de lucro, seja com finalidade política ou religiosa.

Art. 10 - O farmacêutico deve cumprir as disposições legais que disciplinam a prática profissional no País, sob pena de advertência.

CAPÍTULO II

DOS DEVERES

Art. 11 - O farmacêutico, durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia, independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão, deve:

I. comunicar às autoridades sanitárias e profissionais, com discrição e fundamento, fatos que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das atividades farmacêuticas;

II. dispor seus serviços profissionais às autoridades constituídas, se solicitado, em caso de conflito social interno, catástrofe ou epidemia, independentemente de haver ou não remuneração ou vantagem pessoal;

III. exercer a assistência farmacêutica e fornecer informações ao usuário dos serviços;

IV. respeitar o direito de decisão do usuário sobre sua própria saúde e bem-estar, excetuando- se o usuário que, mediante laudo médico ou determinação judicial, for considerado incapaz de discernir sobre opções de tratamento e/ou decidir sobre sua própria saúde e bem-estar;

V. comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias a recusa ou a demissão de cargo, função ou emprego, motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da profissão, da sociedade ou da saúde pública;

VI. guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exercício da profissão, excetuandose os de dever legal, amparados pela legislação vigente, os quais exijam comunicação, denúncia ou relato a quem de direito;

VII. respeitar a vida humana, jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou que coloquem em risco sua integridade física ou psíquica;

VIII. assumir, com responsabilidade social, sanitária, política e educativa, sua função na determinação de padrões desejáveis do ensino e do exercício da Farmácia;

IX. contribuir para a promoção da saúde individual e coletiva, principalmente no campo da prevenção, sobretudo quando, nessa área, desempenhar cargo ou função pública;

X. adotar postura científica, perante as práticas terapêuticas alternativas, de modo que o usuário fique bem informado e possa melhor decidir sobre a sua saúde e bem-estar;

XI. selecionar, nos limites da lei, os auxiliares para o exercício de sua atividade;

XII. denunciar às autoridades competentes quaisquer formas de poluição, deterioração do meio ambiente ou riscos inerentes ao trabalho, prejudiciais à saúde e à vida;

XIII. evitar que o acúmulo de encargos prejudique a qualidade da atividade farmacêutica prestada.

Art. 12 - O farmacêutico deve comunicar ao Conselho Regional de Farmácia, por escrito, o afastamento de suas atividades profissionais das quais detém responsabilidade técnica, quando não houver outro farmacêutico que, legalmente, o substitua.

§ 1º - A comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer no prazo máximo de 5 (cinco) dias após o afastamento, quando este ocorrer por motivo de doença, acidente pessoal, óbito familiar, ou outro, a ser avaliado pelo CRF.

§ 2º - Quando o afastamento for motivado por doença, o farmacêutico ou seu procurador deverá apresentar à empresa ou instituição documento datado e assinado, justificando sua ausência, a ser comprovada por atestado, no prazo de 5 (cinco) dias.

§ 3º - Quando o afastamento ocorrer por motivo de férias, congressos, cursos de aperfeiçoamento, atividades administrativas ou outras atividades, a comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer com antecedência mínima de 1 (um) dia.

CAPÍTULO III

DAS PROIBIÇÕES

Art. 13 - É proibido ao farmacêutico:

I. participar de qualquer tipo de experiência em ser humano, com fins bélicos, raciais ou eugênicos, pesquisa clínica ou em que se constate desrespeito a algum direito inalienável do ser humano;

II. exercer simultaneamente a Medicina;

III. praticar procedimento que não seja reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia;

IV. praticar ato profissional que cause dano físico, moral ou psicológico ao usuário do
serviço, que possa ser caracterizado como imperícia, negligência ou imprudência;

V. deixar de prestar assistência técnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantém vínculo profissional, ou permitir a utilização do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde não exerça pessoal e efetivamente sua função;

VI. realizar, ou participar de atos fraudulentos relacionados à profissão farmacêutica, em todas as suas áreas de abrangência;

VII. fornecer meio, instrumento, substância ou conhecimento para induzir a prática (ou dela participar) de eutanásia, de tortura, de toxicomania ou de qualquer outra forma de procedimento degradante, desumano ou cruel em relação ao ser humano;

VIII. produzir, fornecer, dispensar, ou permitir que seja dispensado meio, instrumento, substância e/ou conhecimento, medicamento ou fórmula magistral, ou especialidade farmacêutica, fracionada ou não, que não contenha sua identificação clara e precisa sobre a(s) substância(s) ativa(s) contida(s), bem como suas respectivas quantidades, contrariando as normas legais e técnicas, excetuando-se a dispensação hospitalar interna, em que poderá haver a codificação do medicamento que for fracionado, sem, contudo, omitir o seu nome ou fórmula;

IX. obstar, ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades sanitárias ou profissionais;

X. aceitar remuneração abaixo do estabelecido como o piso salarial, mediante acordos ou dissídios da categoria;

XI. declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar;

XII. permitir interferência nos resultados apresentados como perito ou auditor;

XIII. aceitar ser perito ou auditor quando houver envolvimento pessoal ou institucional;

XIV. exercer a profissão farmacêutica quando estiver sob a sanção disciplinar de suspensão;

XV. expor, dispensar, ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade à legislação vigente;

XVI. exercer a profissão em estabelecimento que não esteja devidamente registrado nos órgãos de fiscalização sanitária e do exercício profissional;

XVII. aceitar a interferência de leigos em seus trabalhos e em suas decisões de natureza profissional;

XVIII. delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão farmacêutica;

XIX. omitir-se e/ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia, ou com profissionais ou instituições farmacêuticas que pratiquem atos ilícitos;

XX. assinar trabalhos realizados por outrem, alheio à sua execução, orientação, supervisão ou fiscalização, ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacêutico que não praticou ou do qual não participou efetivamente;

XXI. prevalecer-se do cargo de chefia ou de empregador para desrespeitar a dignidade de subordinados;

XXII. pleitear, de forma desleal, para si ou para outrem, emprego, cargo ou função que esteja sendo exercido por outro farmacêutico, bem como praticar atos de concorrência desleal;

XXIII. fornecer, ou permitir que forneçam, medicamento ou fármaco para uso diverso da sua finalidade;

XXIV. exercer a Farmácia em interação com outras profissões, concedendo vantagem, ou não, aos demais profissionais habilitados para direcionamento de usuário, visando ao interesse econômico e ferindo o direito do usuário de livremente escolher o serviço e o profissional;

XXV. receber remuneração por serviços que não tenha efetivamente prestado;

XXVI. exercer a fiscalização profissional e sanitária, quando for sócio ou acionista de qualquer categoria, ou interessado por qualquer forma, bem como prestar serviços a empresa ou estabelecimento que explore o comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, laboratórios, distribuidoras, indústrias, com ou sem vínculo empregatício.

Art. 14 - Quando atuante no serviço público, é vedado ao farmacêutico:

I. utilizar-se do serviço ou cargo público para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem, como forma de obter vantagens pessoais;

II. cobrar ou receber remuneração do usuário do serviço;

III. reduzir, irregularmente, quando em função de chefia, a remuneração devida a outro farmacêutico.

CAPÍTULO IV

DA PUBLICIDADE E DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS

Art. 15 - É vedado ao farmacêutico:

I. divulgar assunto ou descoberta de conteúdo inverídico;

II. publicar, em seu nome, trabalho científico do qual não tenha participado ou atribuir-se autoria exclusiva quando houver participação de subordinados ou outros profissionais, farmacêuticos ou não;

III. promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário;

IV. anunciar produtos farmacêuticos ou processos por meios capazes de induzir ao uso indiscriminado de medicamentos;

V. utilizar-se, sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa, de dados ou informações, publicados ou não;

VI. promover pesquisa na comunidade, sem o seu consentimento livre e esclarecido, e sem que o objetivo seja a proteção ou a promoção da saúde.

CAPÍTULO V

DOS DIREITOS

Art. 16 - São direitos do farmacêutico:

I. exercer a profissão sem ser discriminado por questões de religião, raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, condição social, opinião política ou de qualquer outra natureza;

II. interagir com o profissional prescritor, quando necessário, para garantir a segurança e a eficácia da terapêutica farmacológica, com fundamento no uso racional de medicamentos;

III. exigir dos demais profissionais de saúde o cumprimento da legislação sanitária vigente, em especial quanto à legibilidade da prescrição;

IV. recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada, onde inexistam condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário, com direito a representação junto às autoridades sanitárias e profissionais, contra a instituição;

V. opor-se a exercer a profissão, ou suspender a sua atividade, individual ou coletivamente, em instituição pública ou privada, onde inexistam remuneração ou condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário, ressalvadas as situações de urgência ou de emergência, devendo comunicá-las imediatamente ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias e profissionais;

VI. negar-se a realizar atos farmacêuticos que, embora autorizados por lei, sejam contrários aos ditames da ciência e da técnica, comunicando o fato, quando for o caso, ao usuário, a outros profissionais envolvidos ou ao respectivo Conselho Regional de Farmácia.

TÍTULO II

DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS

Art. 17 - O farmacêutico, perante seus colegas e demais profissionais da equipe de saúde, deve comprometer-se a:

I. obter e conservar alto nível ético em seu meio profissional e manter relações cordiais com a sua equipe de trabalho, prestando-lhe apoio, assistência e solidariedade moral e profissional;

II. adotar critério justo nas suas atividades e nos pronunciamentos sobre serviços e funções confiados anteriormente a outro farmacêutico;

III. prestar colaboração aos colegas que dela necessitem, assegurando-lhes consideração, apoio e solidariedade que reflitam a harmonia e o prestígio da categoria;

IV. prestigiar iniciativas dos interesses da categoria;

V. empenhar-se em elevar e firmar seu próprio conceito, procurando manter a confiança dos membros da equipe de trabalho e do público em geral;

VI. limitar-se às suas atribuições no trabalho, mantendo relacionamento harmonioso com outros profissionais, no sentido de garantir unidade de ação na realização de atividades a que se propõe em benefício individual e coletivo;

VII. denunciar, a quem de direito, atos que contrariem os postulados éticos da profissão.

TÍTULO III

DAS RELAÇÕES COM OS CONSELHOS

Art. 18 - Na relação com os Conselhos, obriga-se o farmacêutico a:

I. acatar e respeitar os Acórdãos e Resoluções do Conselho Federal e os Acórdãos e Deliberações dos Conselhos Regionais de Farmácia;

II. prestar, com fidelidade, informações que lhe forem solicitadas a respeito de seu exercício profissional;

III. comunicar ao Conselho Regional de Farmácia em que estiver inscrito, toda e qualquer conduta ilegal ou antiética que observar na prática profissional;

IV. atender convocação, intimação, notificação ou requisição administrativa no prazo determinado, feita pelos Conselhos Regionais de Farmácia, a não ser por motivo de força maior, comprovadamente justificado.

Art. 19 - O farmacêutico, no exercício profissional, fica obrigado a informar, por escrito, ao respectivo Conselho Regional de Farmácia (CRF) todos os seus vínculos, com dados completos da empresa (razão social, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica  C.N.P.J., endereço, horário de funcionamento e de Responsabilidade Técnica  RT), mantendo atualizado o seu endereço residencial e os horários de responsabilidade técnica ou de substituição.

TÍTULO IV

DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES

Art. 20 - As sanções disciplinares consistem em:

I. de advertência ou censura;

II. de multa de (um) salário-mínimo a 3 (três) salários-mínimos regionais;

III. de suspensão de 3 (três) meses a um ano;

IV. de eliminação.

TÍTULO V

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 21 - As normas deste Código aplicam-se aos farmacêuticos, em qualquer cargo ou função, independentemente do estabelecimento ou instituição onde estejam prestando serviço.

Art. 22 - A verificação do cumprimento das normas estabelecidas neste Código é atribuição do Conselho Federal de Farmácia, dos Conselhos Regionais de Farmácia e suas Comissões de Ética, das autoridades da área de saúde, dos farmacêuticos e da sociedade em geral.

Art. 23 - A apuração das infrações éticas compete ao Conselho Regional de Farmácia em que o profissional está inscrito ao tempo do fato punível em que incorreu, por meio de sua Comissão de Ética.

Art. 24 - O farmacêutico portador de doença que o incapacite para o exercício da farmácia, apurada pelo Conselho Regional de Farmácia em procedimento administrativo com perícia médica, terá suas atividades profissionais suspensas enquanto perdurar sua incapacidade.

Art. 25 - O profissional condenado por sentença criminal, definitivamente transitada em julgado, por crime praticado no uso do exercício da profissão, ficará suspenso da atividade enquanto durar a execução da pena.

Art. 26 - Prescreve em 24 (vinte e quatro) meses a constatação fiscal de ausência do farmacêutico no estabelecimento, através de auto de infração ou termo de visita, para efeito de instauração de processo ético.

Art. 27 - Aplica-se o Código de Ética a todos os inscritos no Conselho Regional de Farmácia.

Art. 28 - O Conselho Federal de Farmácia, ouvidos os Conselhos Regionais de Farmácia e a categoria farmacêutica, promoverá a revisão e a atualização deste Código, quando necessário.

Art. 29 - As condições omissas neste Código serão decididas pelo Conselho Federal de Farmácia.

(*) Republicada por incorreção.

JALDO DE SOUZA SANTOS
Presidente - CFF

(DOU 17/11/2004 - Seção 1 Pág. 306)

Fonte: www.crfsp.org.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Em 20 de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico. De acordo com a Federação Nacional de Farmacêuticos, o profissional de farmácia é fundamental para o desenvolvimento e manipulação de medicamentos utilizados no tratamento das principais patologias que acometem a população. Em 1916, esta data foi lançada pela Fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (A. B. F.), no Rio de Janeiro.

No Hran, foi oferecido um café da manhã, pelo chefe do Núcleo de Farmácia do Hran, Claudner Luis da Costa. A direção aproveitou a oportunidade para parabenizar todos os farmacêuticos do Hran e lembrar um pouco da história de luta desse profissional.

Atualmente, esses profissionais têm capacidade técnica para atuar nas análises clínicas e toxicologias, na cosmetologia, no tratamento de águas e no campo hospitalar, entre outras atuações que extrapolam as atividades específicas e privativas da profissão.

O farmacêutico é um profissional respeitado e reconhecido pela sociedade, mas ainda tem muito a conquistar. É com esse espírito coletivo de luta que Claudner da Costa lembra esse importante dia e renova junto à Diretoria da Regional da Asa Norte seu compromisso de defesa da categoria como fundamental para a defesa da saúde da população.

Segundo o IBGE, as primeira boticas ou apotecas surgiram no séculos X e são consideradas as precursoras das farmácias modernas.

Ainda de acordo com dados do IBGE, há mais de 2600 anos, os chineses, já desenvolviam remédios por meio da extração de drogas das plantas, em busca da cura de doenças.

Os egípcios, há mais de 1500 anos, preparavam medicamentos a partir de vegetais, sais de chumbo, cobre e unguentos de banha de leão, hipopótamo, crocodilo e cobra. E na Grécia, os processos de cura aconteciam no interior dos templos.

O grego Hipócrates, o pai da medicina, também marcou o tempo para a cura, quando classificou os grupos de medicamentos, dividindo-os em narcóticos febrífugos e purgantes.

Fonte: www.saude.df.gov.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

O RESGATE DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA: ELO ENTRE A SAÚDE E O PACIENTE

INTRODUÇÃO

Falar da profissão farmacêutica significa ir além de diversas culturas, costumes e lendas. É voltar ao passado e reviver a nossa colonização, nossas lutas, batalhas, dores e alegrias. É lembrar do surgimento da Farmácia com os primeiros aventureiros e colonos deixados por Martim Afonso, governador das Índias Ocidentais do Brasil, que tiveram de valer-se de recursos da natureza para combater as doenças, curar ferimentos e neutralizar picadas de insetos.

É lembrar dos boticários do século XIII, que, muitas vezes, tiveram de aprender com os pajés a preparar os remédios da terra para tratar seus próprios males, uma vez que, o medicamento da civilização, como era chamado, só aparecia quando expedições portuguesas, francesas ou espanholas chegavam com suas esquadras, onde sempre havia um cirurgião-barbeiro ou algum tripulante com uma botica portátil cheia de drogas e medicamentos. É lembrar das boticas que iniciaram suas atividades como comércio em 1640, e, a partir daí, se multiplicaram, sendo dirigidas por boticários aprovados em Coimbra pelo físico-mor, ou por seu delegado comissário na capital do Brasil, Salvador.

Falar da profissão farmacêutica é lembrar de poetas como Monteiro Lobato que nos homenageou com o seguinte poema abaixo:

O Papel do Farmacêutico

O papel do Farmacêutico no mundo é tão nobre quão vital. O Farmacêutico representa o órgão de ligação entre a medicina e a humanidade sofredora. É o atento guardião do arsenal de armas com que o Médico dá combate às doenças. É quem atende às requisições a qualquer hora do dia ou da noite. O lema do Farmacêutico é o mesmo do
soldado: servir.

Um serve à pátria; outro serve à humanidade, sem nenhuma discriminação de cor ou raça. O Farmacêutico é um verdadeiro cidadão do mundo. Porque por maiores que sejam a vaidade e o orgulho dos homens, a doença os abate - e é então que o Farmacêutico os vê. O orgulho humano pode enganar todas as criaturas: não engana ao Farmacêutico.

O Farmacêutico sorri filosoficamente no fundo do seu laboratório, ao aviar uma receita, porque diante das drogas que manipula não há distinção nenhuma entre o fígado de um Rothschild e o do pobre negro da roça que vem comprar 50 centavos de maná e sene.

Infelizmente em nossa profissão nem tudo é belo, o passado foi promissor, o presente é preocupante e o futuro depende de cada profissional. Em meados do século XIX, os farmacêuticos dominavam o processo de produção dos medicamentos em sua totalidade.

Com o advento da industrialização dos medicamentos, soros e vacinas, a farmácia passou a abrigar, além da prática da manipulação de produtos magistrais, a venda das especialidades farmacêuticas.

Aos poucos, as características principais da farmácia modificaram-se, afetando diretamente o perfil do farmacêutico. Na visão da categoria, o campo profissional de maior interesse, não só pela remuneração, mas também pela aplicação de conhecimento técnico, passou a ser a indústria.

O afastamento da profissão farmacêutica do lugar original de trabalho (a farmácia) associado às transformações tecnológicas e funcionais caracteriza, segundo Santos, um processo de "desprofissionalização", entendido como a perda de suas qualidades específicas, em especial o monopólio do conhecimento, a confiança pública e a perspectiva da autonomia do trabalho.

Seu afastamento criou espaço para que leigos e comerciantes, sem qualquer conhecimento técnico, assumissem o seu "lugar", estimulando o consumo irracional de medicamentos e colocando em risco a saúde da população.

Para Perini, um processo consequente da evolução tecnológica transformou as ações do farmacêutico, que o aproximam do médico e de seu cliente, em atos vazios de um sentido transcendente às relações comerciais. Sua "casa de saúde" transformou-se em "entreposto comercial", um empório.

É preciso que essa profissão volte a ter seu reconhecimento no Brasil, pois suas bases estão ligadas à pesquisa, à manipulação, à produção, à atenção farmacêutica, à farmacologia clínica e à dispensação dos medicamentos essenciais às ações de saúde.

Deve ser considerada como um exercício profissional de forma semelhante a qualquer outra profissão da área da saúde, onde o profissional é responsável por satisfazer as necessidades de cuidado específico de cada paciente, indo ao encontro de uma necessidade social única, feita por meio da aplicação de conhecimento e habilidades especificas, proporcionando ao paciente, as necessidades relacionadas ao bem-estar geral. Para atender de forma eficaz a essa necessidade social, é necessário que o profissional farmacêutico veja o paciente como um indivíduo com direitos, conhecimentos e experiência, que trate o paciente como parceiro no planejamento do cuidado, sendo sempre esse responsável pela tomada da decisão final.

Para que possa reviver sua profissão, é importante que o farmacêutico atue junto à população de diversas maneiras, dentre elas:

Orientando preventivamente;

Profissional dotado de conhecimentos dentro da farmácia;

Potencial na atenção primária como prestadores de serviços à população;

O farmacêutico não como um tecnicista, mas um educador em saúde;

Profissional atualizado técnico-cientificamente;

Vínculo com o paciente a partir do momento em que o paciente recebe atenção especial do profissional, começa desenvolver-se uma relação de confiança com o farmacêutico e, certamente, esse paciente voltará a procurar aquele estabelecimento, pois ele perceberá que ali não apenas são dispensados medicamentos, como também são oferecidos serviços farmacêuticos;

O farmacêutico tem de ser um praticante da saúde, de forma que ele seja ouvido, respeitado e possa aperfeiçoar a segurança, a eficácia, a melhoria da qualidade dos medicamentos do atendimento à população.

Nos cursos de farmácia, o objetivo maior é formar profissionais competentes e comprometidos, agindo de maneira ética e voltados para a Atenção Farmacêutica, que é o resgate da profissão. Esse conceito é considerado novo, apesar de evocar o princípio do ofício, que é o da convivência e do diálogo com o paciente.

Quando falamos no farmacêutico, pensamos sempre no profissional dentro do laboratório ou de difícil acesso na farmácia, que nunca conversa com o paciente. A Atenção Farmacêutica defende justamente o contrário: o acompanhamento da evolução da saúde do paciente.

A Atenção Farmacêutica vem preencher uma lacuna de uma profissão há muito deficiente de uma identidade profissional e, por isso, foi considerada por muitos a nova razão de ser ou missão da profissão de Farmácia. Porém, vista talvez em uma perspectiva mais pragmática, essa nova prática também representa uma forma negativa de cultura, que vem para combater os valores culturais vigentes na profissão: uma contracultura.

Dessa forma, a atenção farmacêutica apareceria no cenário da Farmácia mundial para contrapor os valores atuais, por considerá-los ultrapassados. É importante salientar que isso pode ainda representar uma revolução profissional silenciosa, posicionando os grupos atualmente privilegiados da profissão em uma situação de maior vulnerabilidade.

Realizando suas funções com qualificação perante a sociedade, o farmacêutico poderá usufruir as mais de 60 atividades em sua área, pois possui uma cultura forte o suficiente para influenciar o pensar e o fazer profissional de seus integrantes, obtendo o respeito e confiança do paciente e dos outros profissionais de saúde.

Somente o farmacêutico poderá evitar que um medicamento vire um veneno letal, mas para adquirir cada vez mais habilidades, é preciso que tenha um pensamento voltado ao conhecimento dos fármacos, inclusive da legislação sanitária, para que, no futuro, possam exercer plenamente a profissão, sem ameaças penais ou prejuízos à população. Os treinamentos e reciclagens na área de dispensação de medicamentos, acompanhados pela supervisão direta e educação continuada, devem fazer parte do dia-a- dia do farmacêutico para, assim, buscar seu papel social perante a sociedade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Santos MR. Do boticário ao bioquímico: as transformações ocorridas com a profissão farmacêutica no Brasil [dissertação de mestrado]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública/ Fundação Oswaldo Cruz; 1993.
2. Perini E. A questão do farmacêutico: remédio ou discurso? In: Bonfim JRA, Mercucci VL, organizadores. A construção da política de medicamentos. São Paulo: Hucitec-Sobravime; 1997. p. 323-34.
3. Silva, L. R e Vieira, E. M; Conhecimento dos farmacêuticos sobre legislação sanitária e regulamentação da profissão. Rev. Saúde Pública v.38 n.3 - São Paulo jun. 2004.
4. Barbério, J.C; Evolução da profissão farmacêutica nos últimos 40 anos. Rev. Brasileira de Ciências Farmacêuticas v.41 n.3 - São Paulo jul./set. 2005.
5. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO PIAUI, disponível no endereço www.crf-pi.org.br. Acessado em março de 2007.
6. www.portalfarmacia.com.br/farmacia. Acessado em março de 2007.
7. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DE MINAS GERAIS, disponível no endereço www.crfmg.org. Acessado em março de 2007.
8. Cipolle, Robert J, Strand, Linda M e Morley Peter C; O Exercício do Cuidado Farmacêutico. New York: Mc Graw-Hill. 1998.

Fonte: www.unieuro.edu.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Quando a coroa portuguesa instituiu no Brasil o governo geral, o primeiro governador, Tomé de Souza, veio, em 1549, para a colônia trazendo várias autoridades, funcionários civis e militares, aproximadamente mil pessoas que se instalaram na Bahia.

O corpo sanitário da armada compunha-se de apenas um boticário (antiga denominação do farmacêutico), Diogo de Castro, com função oficial e com salário. Não havia nesta armada nenhum físico, denominação de médico na época. O físico-mor só viria a ser instituído no segundo governo, o de Duarte da Costa.

O comércio das drogas e medicamentos era privativo dos boticários, segundo o que estava nas ordenações , conjunto de leis portuguesas que regeram o Brasil durante todo o período colonial.

No tempo da Real Botica os remédios eram, na sua grande maioria, plantas medicinais, porém desde 1730 o brasileiro usava o mercúrio e o arsênico importados da Europa. Em 3 de outubro de 1832, criou-se, no Rio de Janeiro, o primeiro curso de farmácia do Brasil, ligado à faculdade de medicina.

Em 4 de abril de 1839, criou-se por meio da lei provincial No. 140, publicada na secretaria do governo da provincia de Minas Gerais em 13/05/1839, a Escola de Farmácia de ouro preto, a primeira faculdade independente do curso de medicina no Brasil. A Escola de Farmácia de Porto Alegre surgiu em 1896 e a de São Paulo em 1898.

Fonte: www.sifep.org.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Quem é o farmacêutico?

Este informativo foi desenvolvido para ajudar os futuros estudantes de farmácia a tomar uma decisão apropriada sobre a escolha da profissão.

As respostas para as perguntas relacionadas ao profissional farmacêutico devem ser um ponto inicial para a sua decisão, mas não devem substituir a sua própria pesquisa. Uma boa dica é passar algum tempo com um farmacêutico na sua comunidade para obter informações adicionais.

O que os farmacêuticos fazem?

Se você considera seguir a carreira farmacêutica, a resposta para essa primeira questão é muito importante. Em geral, você deve imaginar que os farmacêuticos passam os seus dias atrás de um balcão de farmácia contando os medicamentos e dando dicas para os seus clientes.

Você se surpreenderá ao saber que há alguns anos a profissão farmacêutica teve uma drástica evolução nas suas atividades, focando-se diretamente no paciente. Hoje todo farmacêutico formando deverá estar preparado para atuar nas áreas de medicamentos, análises clínicas e alimentos.

Os farmacêuticos de hoje empenham-se no trabalho com seus pacientes para conhecer as suas necessidades e determinar quais os cuidados devem ser tomados para a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida. Isso é o que se chama de Atenção Farmacêutica , onde se identifica, resolve e previne qualquer problema relacionado com os medicamentos. Em outras palavras, os farmacêuticos trabalham perante a sociedade como profissionais responsáveis pelo uso adequado dos medicamentos.

Farmacêuticos têm um compromisso pessoal para continuar o seu crescimento profissional e o crescimento da profissão farmacêutica. O Estudo não pára na universidade ser um farmacêutico significa um longo compromisso de vida para um estudo constante. Este estudo permanente exigido ao farmacêutico tem um grande impacto na expectativa e melhoria de vida dos pacientes.

O número de novos medicamentos e a melhoria dos fármacos existentes é o grande desafio do momento. Isto necessita um árduo trabalho e dedicação para manter-se atualizado com as constantes mudanças do mercado.

Além disso, os farmacêuticos muitas vezes têm que assegurar um compromisso social em larga escala, através de projetos sociais realizados em conjunto com órgãos públicos, ou até mesmo com a comunidade local, promovendo a orientação de grupos, como por exemplo, para pacientes diabéticos, hipertensos, entre outros.

Onde o farmacêutico trabalha?

Outro conceito errado sobre os farmacêuticos é que eles só trabalham nas farmácias! Muitos fazem isso, há muitas oportunidades de trabalho para quem escolhe essa prática quando se é formado em farmácia. Contudo, existe uma ampla área de atuação para o graduado em farmácia. De fato, quando se está na faculdade de farmácia, uma ampla matriz curricular é disponibilizada para mostrá-lo a grande gama de opções para a sua carreira.

Eis algumas áreas de atuação:

Drogarias e Farmácias de manipulação, homeopáticas e antroposóficas.

Hospitais, clínicas, seguradoras de saúde e outras instituições

Indústria de medicamentos, alimentos, cosméticos, fitoterápicos, correlatos, kits reagentes, dentre outras.

Saúde coletiva (pública) e legislação

Pesquisa e educação

Outras oportunidades como empresas de biotecnologia, nanotecnologia, gases medicinais, entre outras.

Quais características fazem um bom farmacêutico?

Estudantes que pretendem uma carreira em farmácia devem ser primeiro e, acima de tudo, interessados em ajudar as pessoas.

Você necessita ter uma excelente comunicação e habilidade de resolver problemas de maneira criativa e efetiva;

Você deve ter vontade de aceitar responsabilidades para suas ações  a saúde da população depende de você;

Sua dedicação com os pacientes significa que você não deve ter uma atitude suspeita, deve sim ter uma atitude profissional desde o primeiro contato com o paciente;

Profissional do conhecimento a profissão farmacêutica é uma das profissões da saúde que exige maior nível de conhecimento e dedicação para a atuação segura e eficaz.

Quais são as recompensas de ser um farmacêutico?

Farmacêutico é um profissional orientador de pessoas, e a primeira recompensa é a de ajudar pessoas. Frequentemente alguém pode ter sua vida comprometida por usar uma medicação inapropriada. Outras recompensas vêm da interação com outros profissionais de saúde e da oportunidade de gerenciar o seu próprio negócio.

O que preciso fazer para ser um farmacêutico?

Primeiro você deve completar a graduação em Farmácia, obtendo o título de Bacharel;

Depois deve se cadastrar no Conselho Regional de Farmácia do seu estado;

E por último atualizar constantemente o seu conhecimento através de uma educação continuada.

Agora que você já conhece sobre a profissão farmacêutica procure uma Universidade que lhe dê bases para competir nesse mercado promissor.

Fonte: www.portal.anhembi.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

20 de janeiro é o Dia do Farmacêutico, profissional que reaprendeu a se valorizar e voltou a receber o reconhecimento da sociedade.

Felizmente, graças ao empenho da categoria e à vigilância das entidades, o respeito vem sendo resgatado nos últimos anos e a população, as autoridades e os demais trabalhadores voltaram a reconhecer no farmacêutico um profissional indispensável ao sistema de saúde.

Dia do Farmacêutico

Muito se fala sobre o seu âmbito de atuação e nada melhor que este momento para deixar claro que o farmacêutico deve estar em muitos lugares defendendo a profissão e os interesses dos cidadãos.

Na farmácia, drogaria, faculdade ou indústria, no hospital ou laboratório, no sindicato, no conselho ou no tribunal, na Câmara dos Deputados e no Senado, nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, em seminários, congressos, conferências, simpósios, assembléias, campanhas e reuniões.

Todos estes são locais de atuação do farmacêutico que tem noção de sua responsabilidade social e profissional.

Fonte: www.fenapar.org.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Farmacêutico

"Profissional que exerce a arte farmacêutica."

O que é ser farmacêutico?

Farmacêuticos são profissionais que identificam e manipulam substâncias químicas para a produção de medicamentos e cosméticos. Colaboram também na produção e na conservação industrial de alimentos, comuns ou dietéticos, campo que vem sendo ocupado cada vez mais por bioquímicos ou farmacêuticos bioquímicos.

Quais as características necessárias para ser um farmacêutico?

Interesse por química, biologia e pesquisa. Capacidade de observação, atenção aos detalhes, concentração, dedicação, acuidade olfativa e visual; disciplina, curiosidade, método, habilidade numérica e manual.

Características desejáveis:

atenção a detalhes

boa visão

bom olfato

capacidade de concentração

capacidade de observação

curiosidade

espírito de investigação

facilidade para matemática

gosto pela pesquisa e pelos estudos

habilidade manual

interesse pelas ciências

método

senso de responsabilidade

Qual a formação necessária para ser um farmacêutico?

Para ser um farmacêutico é importante ter o curso Superior em Farmácia Bioquímica. Além disso, para se sobressair na carreira, é necessário estar sempre atualizado por meio da leitura de revistas especializadas e adquirir conhecimentos em inglês.

Na área Farmacêutica, atualmente os principais assuntos abordados pelos cursos são: Medicamentos (desenvolvimento, tecnologia e controle de fármacos), Diagnóstico Clínico e ainda Aspectos Sociológicos, Econômicos e Culturais do Consumo e da Produção de Medicamentos.

Através da realização dos cursos que apresentem este enfoque, os profissionais da área de Farmácia possuem o objetivo de obter dados importantes para a saúde pública que possibilitem a definição de campanhas contra a automedicação ou ainda contra o hábito de deixar remédio ao alcance de crianças.

Outra linha de pesquisa também existente está voltada para a área de Medicamentos Fitoterápicos e Estudos Químicos de Ervas. Para a realização de cursos de pós-graduação na área de Farmácia é necessário que o aluno seja graduado em Farmácia e Bioquímica, Ciências Biológicas ou Química.

Principais atividades de um farmacêutico

O farmacêutico pesquisa, prepara, distribui e comercializa remédios, cosméticos e produtos de higiene pessoal. Investiga, examina e testa substâncias e princípios ativos que entram na composição de remédios e em produtos higiênicos e de perfumaria, observando as reações que provocam no organismo, esta função geralmente é atribuída para profissionais que atuam no setor público. Registra novas drogas e verifica se os produtos chegam ao consumidor dentro das normas e padrões sanitários. Na indústria alimentícia, controla a qualidade das matérias-primas e do produto final, estudando e estabelecendo métodos para evitar e detectar adulterações e falsificações, a fim de impedir danos à saúde pública. Em farmácias, distribui medicamentos e prepara fórmulas personalizadas. É obrigatório o registro no Conselho Regional de Farmácia.

Áreas de atuação e especialidades

Alimentos - É responsável pela realização de exames químicos e microbiológicos para análise de aspectos nutricionais; acompanhamento do processo de fabricação de alimentos, incluindo o seu desenvolvimento e o seu controle de qualidade.

Análises Clínicas - Realização de testes em laboratórios para diagnósticos clínicos; desenvolvimento e produção de kits para exames laboratoriais.

Análises Toxicológicas - É responsável pela realização de exames em substâncias humanas, animais e vegetais, alimentos ou em ambientes, com a finalidade de detectar a contaminação por agentes tóxicos (drogas, medicamentos ou substâncias químicas em geral).

Farmácia - Preparação de medicamentos de acordo com prescrição de profissionais da área de saúde. Atua no controle e distribuição de remédios.

Farmácia Industrial - Produção de medicamentos, vacinas, cosméticos e produtos de higiene pessoal e para ambiente.

Medicamentos - Desenvolve pesquisas nas industrias farmacêuticas com o intuito de descobrir novas drogas.

Vigilância Sanitária - Cuida da análise e controle de produtos industrializados de acordo com as normas vigentes de comercialização.

Mercado de trabalho

O mercado oferece boas perspectivas no setor privado, especialmente para o profissional que atua nas indústrias farmacêuticas e de cosméticos. Esta última cresceu muito na última década. Mas o crescimento da demanda por farmacêuticos está relacionado, também, com a exigência da lei para os estabelecimentos farmacêuticos contratarem esse profissional, com o objetivo de evitar fraudes e garantir a qualidade dos produtos.

Curiosidades

O Símbolo da Farmácia

A taça com a serpente nela enrolada é internacionalmente conhecida como símbolo da profissão farmacêutica. Sua origem remonta a antiguidade, sendo parte das histórias da mitologia grega.Tudo começou com um centauro: Chiron. Ao contrário da maioria dos de sua raça, caracterizados pela selvageria e violência, Chiron se dedicou aos conhecimentos de cura.

Teve como um dos seus discípulo o deus Asclépio (também denominado Esculápio), ao qual ensinou os segredos das ervas medicinais. Asclépio se tornou o deus da saúde e tinha como símbolo um cetro com duas serpentes nele enroladas.

Contudo, ele não utilizava seu conhecimento somente para salvar vidas, mas usava seu poder para inclusive ressuscitar pessoas.

Descontente com a quebra do ciclo natural da vida, Zeus resolveu intervir. Os deuses entraram então em batalha e Zeus acabou matando Asclépio com um raio.

Com a morte de Asclépio, a saúde passou a ser responsabilidade de sua filha Hígia, que se tornou dessa maneira a deusa da saúde. Hígia tinha como símbolo uma taça que com sua "promoção" foi adicionada por uma serpente nela enrolada. Essa cobra é, obviamente, uma representação do legado de seu pai. Assim o símbolo de Hígia da taça com a serpente se tornou, posteriormente, o símbolo da farmácia.

Segundo as literaturas antigas, o símbolo da Farmácia ilustra o poder (cobra) da cura (taça).

Fonte: www.brasilprofissoes.com.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Profissional cada vez mais solicitado no mercado, o farmacêutico deve ser educador, líder e prestador de serviços - Em 20 de janeiro, comemora-se o Dia do Farmacêutico. Nos últimos tempos, o profissional ultrapassou os limites das farmácias, local onde sua presença é imprescindível. Além de atuar em salas de aula, o farmacêutico também é um educador para a comunidade, pois é responsável por oferecer informações e orientar quanto ao uso correto de medicamentos e à qualidade de vida.

O farmacêutico deve ser capaz de tomar decisões, deve ser comunicador, líder, prestador de serviços farmacêuticos, além de estar permanentemente atualizado, informa Emílio José de Azevedo, responsável técnico pelas unidades da Drogaria Rosário rede do Distrito Federal. Segundo ele, o trabalho também engloba compartilhar com outros profissionais a responsabilidade pelos cuidados da saúde da população. Um dos principais desafios é conseguir que os tratamentos medicamentosos sejam racionais, eficazes, seguros e de custo acessível , conta o farmacêutico.

Cabe ao profissional, na prática diária, obter o maior número de informações necessárias para avaliar o grau de entendimento do paciente acerca dos problemas de saúde e dos cuidados e terapias medicamentosas indicadas no tratamento. Com esse objetivo, a Drogaria Rosário lançou um programa pioneiro no Distrito Federal: a Farmácia-Escola.

A primeira unidade da Farmácia-Escola foi inaugurada em fevereiro do ano passado, no Setor Comercial Sul, e a segunda em outubro, no Lago Norte. O trabalho consiste em oferecer atendimento gratuito a pacientes crônicos, além de proporcionar horas de estágio aos alunos de Farmácia da UniEuro parceira da Drogaria Rosário no programa. A intenção é ampliar cada vez mais o atendimento, agregando diferentes serviços e tornando o trabalho multidisciplinar, já que o farmacêutico deve atuar diretamente com outros profissionais de saúde , afirma Emílio.

Muitos cursos de Farmácia são carentes de bibliotecas, hospitais-escolas, laboratórios, farmácias-escolas e outros instrumentos que são essenciais ao bom aprendizado. Para Emílio de Azevedo, este é um dos desafios do setor, que requer cada vez mais profissionais qualificados. O ensino farmacêutico não deve ser apenas tecnicista, mas também crítico e humanístico, com o foco nas questões sociais da comunidade , finaliza Emílio.

Principais atribuições do farmacêutico:

Atender com cortesia e estar sempre disponível para esclarecer dúvidas;

Primar pela boa postura e apresentação pessoal;

Saber ouvir e estimular o paciente a falar;

Conhecer, interpretar e estabelecer condições para o cumprimento da legislação pertinente;

Monitorar e registrar a temperatura dos refrigeradores que armazenam medicamentos;

Garantir a guarda e conservação de medicamentos em condições adequadas de temperatura e umidade, segundo a legislação sanitária;

Manter os medicamentos sujeitos a controle especial em armários com chave sob sua responsabilidade, dispensando-os somente mediante prescrição médica em receituário próprio;

Realizar escrituração e balanços mensais, trimestrais e anuais, de acordo com a legislação vigente;

Avaliar a prescrição médica e, em caso de dúvidas, entrar em contato com o médico para confirmação;

Realizar a intercambialidade do medicamento de referência pelo genérico correspondente, conforme legislação.

Fonte: www.saudelazer.com

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Dia do Farmacêutico: o que festejar?

Os farmacêuticos de todo o Brasil comemoram seu dia em 20 de janeiro. A data é uma referência à fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), no ano de 1916, no Rio de Janeiro.

A ABF foi a primeira entidade representativa dos profissionais farmacêuticos no âmbito nacional e a cada ano de festejos de sua criação foi se consolidando a data como o Dia dos Farmacêuticos.

Aqui em Mato Grosso, além desta, nós farmacêuticos temos também outra importante data a comemorar: o dia 24 de abril, quando, em 1981, foi criado o Conselho Regional de Farmácia do Estado.

Nós temos muito o que festejar neste 20 de janeiro, mas como toda data comemorativa, o Dia do Farmacêutico é também um momento para reflexão.

Precisamos refletir sobre os caminhos que a profissão está trilhando, sobre seu papel na sociedade, sobre sua inserção em temas candentes do cotidiano e do futuro, sobre o próprio cotidiano e o futuro do farmacêutico.

Essa reflexão é importante para que, com censo crítico, possamos pensar e repensar nossas ações individuais e coletivas. E assim, comemorar de fato, valorizando nossos avanços e planejando novas conquistas.

O profissional de farmácia não é simplesmente o responsável pela produção, comercialização e orientação do consumo de produtos farmacêuticos. Uma das questões que estão colocadas para a profissão é sua participação nas políticas de saúde pública. Aqui ele atua na assistência farmacêutica, por exemplo.

Uma das lutas do CRF-MT é justamente pela melhoria dessa assistência, o que passa pela compreensão dos gestores públicos da necessidade de terem profissionais habilitados nos organismos, projetos e ações das prefeituras e governo estadual.

Ainda na sua preocupação com o bom atendimento na saúde pública, o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso também defende a implantação do programa de plantas medicinais (fitoterapia) no Sistema Único de Saúde (SUS), como forma de diminuir os custos do tratamento para pacientes carentes.

Nossa atenção também se volta para os efeitos colaterais provocado pelo uso de medicamento sem acompanhamento do farmacêutico na rede SUS.

O Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT) lidera o desenvolvendo de ações que não se restringem à fiscalização e a regulamentação do exercício da profissão de farmacêutico-bioquímico.

A preocupação com o aperfeiçoamento profissional e a valorização constante da categoria é uma das marcas da atual gestão do CRF-MT. Assim, a realização de congressos, simpósios, encontros, seminários e outros eventos são frequentes.

A interação com as faculdades de Farmácia, visando ações de valorização dos profissionais e estudantes também é constante.

Ainda no âmbito de suas atribuições específicas, o CRF-MT vem modernizando e dinamizando o Conselho, ampliando suas instalações, garantindo mais conforto e segurança tanto para os funcionários quando para os usuários, ou seja, os profissionais que se utilizam dos serviços da instituição. A interiorização do CRF-MT também é outra marca da gestão preocupada em levar o Conselho para as várias regiões do Estado, visando atender os profissionais e a sociedade.

Articulado com outras entidades representativas do segmento, sejam os sindicatos dos profissionais e dos comerciantes, sejam a associações de farmácias magistrais e de análises clínicas, o CRF-MT tem como meta a defesa dos interesses da categoria, especialmente do seu exercício.

Mas também é um árduo defensor da sociedade, atuando de forma a buscar assegurar os direitos do cidadão a um atendimento de qualidade.

Tudo isto dá a dimensão da importância do trabalho dos farmacêuticos e bioquímicos na vida do cidadão, o que nos alerta da responsabilidade cotidiana de nossa profissão.

Portanto, nesta importante data, o CRF-MT quer parabenizar a todos os profissionais, desde os que atuam na indústria, passando pela farmácia magistral, a farmácia hospital, a gestão farmacêutica, o varejo farmacêutico, enfim, todos os segmentos.

Adonias Correa da Costa

Fonte: www.sonoticias.com.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Desde os primórdios da civilização a busca pela cura das doenças é uma das grandes preocupações da humanidade. A Farmácia, que se dedica à arte da pesquisa, do preparo de medicamentos e ao conhecimento dos mecanismos de ação desses remédios nos seres vivos, é uma das mais antigas e belas ciências da história da humanidade.

Registros históricos revelam que há mais de 2.600 anos os chineses manipulavam remédios extraindo substâncias das plantas. Os egípcios, há mais de 1.500 anos, preparavam medicamentos utilizando substâncias vegetais, animais e minerais.

Na Grécia antiga destacaram-se Hipócrates e Galeno, considerados, respectivamente, pai da Medicina e da Farmácia. Na Idade Média surgiram os alquimistas tentando utilizar a química na preparação de medicamentos transformando matérias-primas da natureza em produtos aperfeiçoados e úteis à humanidade. Nasceram, então, os estabelecimentos chamados boticas onde eram manipulados medicamentos.

No Brasil, o Padre José de Anchieta que dedicou parte do seu trabalho à pesquisa e ao estudo de plantas com efeitos medicinais é considerado o primeiro Farmacêutico desta terra.

Essas antigas práticas contribuíram ao longo dos anos para o desenvolvimento da Farmácia como ciência, profissão e como atividades industrial e comercial.

Elas também ensejaram a criação dos Cursos Superiores de Farmácia/Bioquímica visando o conhecimento científico dos princípios ativos das plantas, minerais e microorganismos e seu uso na cura das doenças, na fabricação de produtos farmacêuticos e nas análises clínicas, toxicológicas e bromatológicas.

Como toda atividade científica e tecnológica, a profissão de Farmacêutico está em processo permanente de mudança e renovação.

Profissional que, além das inúmeras atribuições conhecidas na área de medicamentos, incluindo a manipulação de drogas e Assistência Farmacêutica Clínica e Hospitalar, o Farmacêutico é também responsável pela análise dos alimentos e pela indústria de medicamentos e cosméticos.

Área de grande atuação, sob responsabilidade do Farmacêutico/Bioquímico, é o laboratório de análises clínicas, que pode ser visto como ponte de ligação científica entre as ciências básicas da química, da bioquímica, da biologia e das ciências físicas com os princípios médicos para o diagnóstico e prognóstico das doenças.

A Ciência Farmacêutica com todos os seus ramos de especialização necessita simultaneamente da visão tecnicista e do olhar humanístico do profissional.

Por isto deve atuar sempre com o maior respeito à vida humana, ao meio ambiente e à liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do ser humano.

A dimensão ética do exercício da profissão deve levar em consideração, sem qualquer discriminação, o benefício ao ser humano e à coletividade por meio da prevenção, manutenção e recuperação da saúde, e à preservação do meio ambiente. Através de fármacos e defensivos, sua ação também se estende à preservação da saúde de animais e de plantas.

Como mestra da vida, a história nos ensina que a magnitude de uma grande descoberta está na genialidade em se desvendar o antes inatingível, da mesma forma que a grandiosidade de uma profissão está no fazer, independentemente do se mostrar fazer.

Por trás de uma dosagem bioquímica, de um hemograma, de uma cultura de bactérias ou mesmo as mais refinadas tecnologias da citometria de fluxo ou da biologia molecular, juntamente com o Farmacêutico-Bioquímico, está o diagnóstico de patologias ou a indicação de uma antibioticoterapia mais eficaz.

Dia 20 de janeiro é o Dia do Farmacêutico. Em comemoração à data, o Hospital Universitário homenageia este importante, fundamental e imprescindível membro das equipes multidisciplinares e agradece o trabalho que desenvolvem com tanta dedicação, competência e sabedoria, na certeza de que este Hospital tem contribuído para a valorização destes profissionais nas mais diversas áreas de especialização e atuação.

Natalino Salgado Filho

Fonte: www.jornalpequeno.com.br

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

A profissão de farmacêutico é muito antiga, e até o século passado esse profissional era conhecido como boticário. O primeiro curso brasileiro de farmácia surgiu no Rio de Janeiro no ano de 1832, porém a profissão só foi regulamentada 99 anos depois, no ano de 1931, quando a graduação passou a ser obrigatória para o exercício da profissão.

Os farmacêuticos são os profissionais de saúde especializados no uso de medicamentos e fármacos e suas consequencias no corpo humano e animal. A ciência farmacêutica tem como fundamento os conhecimentos de química e biologia, e o profissional atua basicamente nas modalidades de fármacos e medicamentos, alimentos e análises clinicas e toxicológicas.

Área de Atuação e Perfil do Profissional

Antigamente o boticário fazia os medicamentos utilizando métodos primitivos para extrair o princípio ativo dos elementos da natureza, especialmente das plantas. Hoje em dia os fármacos tem origem sintética, apesar de terem sido desenvolvidos a partir dos princípios ativos extraidos da natureza.

Essa é uma profissão que cuida da saúde humana e animal, e o profissional precisa ter um perfil investigativo, gostar muito de quimica e de biologia, estar sempre atento e atualizado sobre o surgimento de novas tecnologias e de novas descobertas, pois este é uma área que está em constante evolução.

O farmacêutico está habilitado para atuar em toda a cadeia produtica do medicamento, desde o desenvolvimento do medicamento até sua comercialização no balcão da farmácia, é responsável pela sua criação, pela sua qualidade e responde pelas farmácias, inclusive dentro dos hospitais.

Dia do Farmacêutico

Curso de Formação

O curso de graduação em farmácia tem duração de 5 anos, formando profissionais da área de saúde comprometidos com a saúde coletiva e individual do homem, com capacidade técnica para desenvolver suas atividades na área de medicamentos, análises clínicas e alimentos.

Atualmente não são mais reconhecidos os cursos de farmácia-bioquimica e de farmácia industrial, prevalecendo somente a habilitação de Farmacêutico generalista.

A grade curricular do curso contempla diversas disciplinas básicas e de saúde, porém a base do curso são as disciplinas de quimica e biologia, que serão estudadas durante os cinco anos de forma bastante aprofundada, capacitando o profissional a desenvolver novos medicamentos, e conhecer profundamente as formulações existentes, conhecendo as ações e reações de cada elemento que compõem as multiplas fórmulas existentes.

Dia do Farmacêutico

Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho para os Farmacêuticos é bastante amplo, e existem muitas vagas, especialmente depois da lei que obriga a as farmácias a terem um profissional Farmacêutico.

Porém além da trabalharem em farmácias eles podem trabalhar em laboratórios de agricultura, cosméticos e análises clínicas, na industria, na prevenção de pragas, no desenvolvimento de novos medicamentos, em centros de pesquisas, em equipes multiprofissionais da área de saúde, e outras atuações afins. É um mercado em contínua expansão e que oferece bons salários.

Fonte: www.saude.culturamix.com

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro

Não existe nenhuma determinação oficial sobre o Dia do Farmacêutico, o que se sabe é que, no dia 20 de janeiro de 1916, foi fundada a Associação Brasileira de Farmacêuticos (A.B.F), no Rio de Janeiro.

Sempre havia uma reunião de confraternização nessa data, até que o Dr. Otto Cezar Granado, com a aprovação dos demais colegas de profissão, resolveu oficializá-la como o Dia do Farmacêutico.

Farmacêuticos renomados de várias partes do Brasil, como os doutores Cândido Fontoura e o próprio Rodolfo Albino, então presidente da A.B.F., passaram a comparecer frequentemente às festas do dia 20, que, aos poucos, foi tornando-se tradição em todo o país.

Há que dizer-se que, em São Paulo, alguns profissionais da área propuseram que a data fosse alterada para 03 de setembro, dia do nascimento de Rodolfo Albino; outros sugeriram que a data coincidisse com a da fundação da primeira Faculdade de Farmácia do Brasil, entre outras datas.

O fato é que o consenso da classe farmacêutica no Brasil, representada por seus órgãos de classe como Conselhos e Associações, mantiveram a tradição do dia 20 de janeiro.

Fonte: pfarma.com.br

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