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Dia da Caridade

 

19 de Julho

O que é a caridade?

No versículo 3 do capítulo 13 da primeira Epístola aos Coríntios, o grande São Paulo diz

“Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!”.

Isto quer dizer que mesmo na distribuição de todos os meus bens em sustento dos pobres… pode não existir caridade?

Dia da Caridade

Resposta

São Mateus narra que um doutor da lei, a mando dos fariseus para tentá-lo, perguntou a Jesus: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei? Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu espírito.

Este é o máximo e primeiro mandamento.

E o segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mt 22, 36-40).

Como, pois, São Paulo parece separar uma forma de caridade (amor de Deus) da outra (amor do próximo)? A exaltação da caridade, que se encontra no referido capítulo 13 da primeira Epístola aos Coríntios, é considerada uma das mais belas páginas da Sagrada Escritura, não só por seu conteúdo, como também por sua forma literária.

Ao falar da caridade, São Paulo multiplica os contrastes para levar seus ouvintes aos mais altos páramos possíveis do amor de Deus, nesta Terra.

Interpretam alguns comentaristas que ele evoca essa situação para mostrar quanto o amor de Deus é superior ao amor ao próximo.

Isto para mostrar que de nada valeria praticar os mais insignes atos de desprendimento de si mesmo e de amor ao próximo, sem possuir amor de Deus!

Segundo essa interpretação, a separação entre o amor ao próximo e o amor de Deus é um recurso oratório que São Paulo utiliza para mostrar aos destinatários de sua carta quanto devem crescer no amor de Deus para que cresça ao mesmo tempo seu verdadeiro amor ao próximo.

Assim dizem alguns comentaristas.

Este caso nos mostra como é uma utopia pretender que cada fiel chegará sozinho a interpretar adequadamente a Sagrada Escritura sem a ajuda dos estudiosos, que se dedicam a estudá-la e analisá-la, em conformidade com os Santos Padres e Doutores da Igreja, para explicar as incontáveis passagens que estão acima da compreensão dos simples fiéis.

Daí o fenomenal equívoco de Lutero, de declarar que cada indivíduo está em condições de interpretar, por si mesmo, a palavra de Deus constante das Sagradas Escrituras.

Isso nos leva a entender também quão sábia é a Igreja em formar longamente os pregadores.

Lei Nº 5.063, 04/07/1966

Estamos vivendo a Terceira Revolução Industrial. Com a informatização andando a passos galopantes, acompanhamos com muita preocupação as taxas de desemprego em todo o mundo crescendo com muita rapidez.

Se os governos cada vez mais enxugam suas máquinas, se os empregados cada vez mais são substituídos por equipamentos, o que esperamos, a partir de 2005, é ver um número cada vez maior de excluídos.

Num país em desenvolvimento como o nosso, a exclusão social, que hoje já é imensa, será motivo de uma mobilização cada vez maior da nossa sociedade. A caridade é instrumental essencial para que o triste quadro se reverta.

A saúde, educação, moradia, qualidade de vida e tantos outros, são temas que têm de sair das manchetes dos jornais e das revistas para fazer parte da vida de todas as pessoas.

Somente a sociedade civil, os governos e as empresas, unindo esforços e colocando a mão na massa, é que irão conseguir minimizar os efeitos da globalização e desta nova revolução.

O segundo setor (empresas com fins lucrativos) finalmente começa a romper a barreira com o terceiro (empresas sem fins lucrativos), a medida que a profissionalização e a identidade do mesmo começam finalmente a sair do lugar.

Ações importantes de responsáveis de diversas áreas já sentem resultados bastante satisfatórios.

Até os colégios, desde o ensino fundamental, já partem rumo ao novo milênio, conscientizando os futuros cidadãos sobre a importância da caridade, da filantropia e do exercício da cidadania.

Está provado que o indivíduo que exerce um trabalho voluntário vive mais e é muito mais feliz. Perto de você, há sempre uma pessoa, uma família ou uma entidade precisando do seu trabalho, da sua ajuda e do seu amor!

Fonte: WMulher, Soleis

Dia da Caridade

19 de Julho

A caridade nunca acabará.

Entre a Antiguidade e a Era Cristã, a grande diferença estabelecida no relacionamento social foi a introdução da lei da caridade, por Nosso Senhor Jesus Cristo. Surgiram assim, ao longo de dois mil anos, incontáveis instituições voltadas para atender às carências dos "pequeninos".

Preencher um formulário com os dados pessoais constitui um dos rituais da vida moderna. Pode ser uma ficha de inscrição para um curso ou um emprego, um requerimento para renovar um documento, um formulário para abrir uma conta bancária ou simplesmente para ter acesso a determinados sites da internet. Os campos se repetem com monotonia: nome, endereço, filiação, RG, local de nascimento, data de nascimento...

Quantas vezes já escrevemos o ano do nosso nascimento... E, à medida que as décadas se sucedem, de cada vez que preenchemos aqueles invariáveis algarismos, um pequeno sobressalto nos sacode: "Meu Deus, como o tempo corre!" Aquela data nos evoca, por vezes, fatos ocorridos há decênios. E quanto mais distantes, mais viva a impressão de terem acontecido ontem, dando-nos uma tênue imagem da eternidade, onde não existe o tempo e tudo é presente.

Para cada pessoa, esse simples número de quatro algarismos tem um grande significado, pois ali se inicia uma história que se encerrará no dia do Juízo Universal, diante de Nosso Senhor Jesus Cristo e de toda a humanidade.

Nesse ato banal de contar os anos, quantos desdobramentos se escondem! Por exemplo, qualquer que seja o ano no qual nascemos, ele nos indica ter ocorrido na Era Cristã.

A diferença entre duas eras

Mas já imaginou, leitor, como seria se você, em vez de vir ao mundo em pleno século XX, tivesse vivido há dois ou três mil anos, numa civilização pagã?

Nem consideremos as condições materiais de vida, como os cuidados médicos ou o conforto. Voltemos a atenção para os aspectos espirituais. Hoje, quando a família é católica, logo se pensa em batizar o recém-nascido, para ele ser o quanto antes filho de Deus.

E essa é uma grande diferença entre nascer antes ou depois de Cristo: a possibilidade de se tornar filho de Deus. Evidentemente, é grande o contraste entre uma civilização formada por filhos de Deus e outra constituída de pagãos.

Dia da Caridade
Em Esparta todo recém-nascido era examinado por um conselho, o qual verificava se era apto para a 
guerra - "Combate" - vaso grego de 530 A.C. - Metro- politan Museum of Art, Nova York - Gustavo Kralj

Vivendo num mundo que herdou da Igreja Católica muitas de suas instituições, leis e princípios, e no qual os costumes foram suavizados pela virtude da caridade, é por vezes difícil conceber como eram antes do Cristianismo, entre os pagãos, as circunstâncias do nascimento de uma criança.

Esparta: o extermínio dos débeis

Tomemos o exemplo da conhecida cidade grega de Esparta, famosa na Antiguidade, não só pelo valor de seus exércitos, como também pelo seu "modelo educacional", cujos ecos chegaram até hoje. Quando alguém quer qualificar de rígido e exigente um regime educativo, dá-lhe o nome de espartano. Porém, os mais rigorosos métodos ocidentais de educação ficam muito aquém do espartano, pois este, à sua extrema severidade, acrescentava a crueldade.

Como Esparta era uma cidade inteiramente voltada para a guerra, os habitantes tinham de ser fortes e saudáveis. Por isso, seus governantes impuseram uma política de seleção física, com vistas a formar bons guerreiros, que vigorava desde o nascimento do cidadão.

Todo recém-nascido era submetido ao exame de um conselho de anciãos, os quais verificavam se ele era apto para a vida e para a guerra, ou se tinha alguma deficiência. Se o resultado do exame era negativo - por tratar-se de criança muito débil ou portadora de deficiência física - a sentença cruel e inapelável a condenava a ser abandonada nos montes Taígeto ou lançada em um abismo. Só aos fortes era dado o direito de viver...

O culto a Baal entre os fenícios

Os fenícios não ficavam atrás em crueldade, pois fazia parte do seu culto idolátrico imolar crianças à divindade: elas eram lançadas vivas na boca de uma imensa estátua do deus, cujo interior era uma fornalha onde morriam devoradas pelas chamas.

E não é difícil conjeturar que, muitas vezes, a preferência fosse dada às mais débeis ou deficientes. Tanto as Sagradas Escrituras como autores da Antiguidade fazem referência aos holocaustos humanos a Baal ou Moloch.

Direitos do "pater familias" em Roma

Dia da Caridade
Em Roma, o "pater famílias" tinha o poder de rejeitar seu próprio filho recém-nascido

Já em Roma, cujos princípios jurídicos atravessaram os séculos, as leis davam ao pai o poder de rejeitar seu próprio filho recém-nascido. Ou de vendê-lo como escravo, quando necessitasse. Ele tinha direito de vida e de morte sobre os membros de sua família; podia tirar a vida de algum deles que cometesse um delito grave. Quanto aos escravos, nem eram considerados, juridicamente, como pessoas, mas apenas como coisas - res - sem nenhum direito ou garantia.

Tais atitudes ou "direitos" paternos chocam, com razão, nossos sentimentos cristãos. Mas, dada a natureza humana concebida no pecado original, é o que não raro acontece quando a sociedade temporal se afasta de Deus e se deixa dominar pelos vícios descritos por São Paulo, em sua Epístola aos Romanos: "São repletos [os romanos dessa época] de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia" (Rm 1, 29-31).

Não espanta, pois, que conhecidos autores antigos tenham definido o relacionamento entre os homens de seu tempo com a conhecida frase "homo homini lupus" (o homem é um lobo para o outro homem).

A lei da caridade: a inovação do Cristianismo

Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo - o qual se regia pela lei de Talião: olho por olho, dente por dente - promover uma autêntica subversão dos costumes da época, pregando a mansidão, a misericórdia e a compaixão para com os sofredores e os mais fracos, nos quais o cristão deve ver o próprio Cristo padecente.

Com efeito, no dia do Juízo, Jesus recompensará os justos pelo bem que fizeram, praticando a caridade para com os pequeninos, como se o tivessem feito a Ele próprio: "Porque tive fome e Me destes de comer, tive sede e Me destes de beber; era peregrino e Me recolhestes; estava nu e Me destes de vestir; adoeci e Me visitastes; estive na prisão e fostes ter comigo (...) Em verdade vos digo: sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes" (Mt 25, 34-40).

As obras de misericórdia enumeradas pelo Redentor na descrição do Juízo Universal bem podem ser qualificadas como OBRAS o código de conduta do cristão, o qual, no decorrer dos séculos, de tal forma impregnou a sociedade que se multiplicaram as instituições destinadas a auxiliar os desvalidos.

Uma grande invenção da caridade

Por exemplo, os hospitais. Na Antiguidade, em caso de doença, cada um se curava como podia, fazendo uso dos rudimentares conhecimentos intuitivos de sua comunidade. Se o doente tinha posses, contratava um médico para vir à sua casa e lhe aplicar a medicina da época.

Com o advento do Cristianismo, a virtude da caridade suscitou em pessoas piedosas a dedicação de visitar os enfermos e levar-lhes socorros. Até que uma nobre romana de nome Fabíola, movida pelo amor a Deus e ao próximo, teve a idéia de construir um edifício para recolher os pobres doentes sem recursos.

Ela mesma lhes prestava caridosamente os serviços de enfermagem, junto com outras damas cristãs. Estava fundado o primeiro hospital da História. Quantos progressos a medicina deve ao fato de ter sido "inventado" o hospital por essa dama romana, Santa Fabíola!

Hoje em dia, não se concebe a civilização sem estabelecimentos hospitalares. Mas a humanidade passou milênios sem que a ninguém ocorresse essa idéia tão simples de recolher os doentes numa casa, para melhor os atender.

Não faltaram na Antiguidade grandes inteligências, nem gênios, nem sábios, cujos nomes até hoje conhecemos. Faltava a virtude da caridade, que só um Deus era capaz de pregar e infundir nas almas: "amar o próximo como a si mesmo".

O florescimento das instituições de assistência aos necessitados

De igual modo, à medida que o Cristianismo se espalhava pelo mundo, a caridade foi inspirando outras iniciativas para atender aos pequeninos, baseando-se nas palavras e no exemplo de Jesus. É o caso dos asilos de crianças abandonadas ou órfãs.

Durante séculos, a "roda" foi uma verdadeira instituição, pois era o procedimento habitual para entregar os filhos nos orfanatos, com a total garantia de anonimato. Havia na portaria dos conventos femininos uma abertura na parede, na qual estava fixado um grande cilindro giratório, em posição vertical, com uma abertura suficiente para colocar objetos ou pacotes que eram passados de um lado para o outro, fazendo girar a "roda", sem possibilidade de comunicação visual ou contato físico entre as freiras e os visitantes.

Através dessa "roda", os orfanatos recebiam as crianças abandonadas pelos pais que não tinham condições de sustentá-las, sem ser exigido o preenchimento de nenhum formulário ou comprovante. O choro aflito do pequenino era o único documento comprobatório de sua condição, suficiente para ele ser imediatamente recolhido pelas solícitas mãos das religiosas.

A Igreja, como boa mãe, suscitou legiões de virgens consagradas que assumiam a maternidade desses irmãozinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, os vestiam, alimentavam e educavam com todo o esmero, até atingirem a maioridade.

No mundo luso, por exemplo, até hoje a Santa Casa da Misericórdia presta assistência aos mais desfavorecidos, sobretudo no campo da saúde. Desde sua fundação, pela Rainha Dona Leonor, em 15 de agosto de 1498, esta obra de leigos mantém numerosos hospitais e orfanatos, exercendo o que seria, nos dias atuais, a função de ministério da saúde e da previdência social.

Também na Itália, as Misericórdias prestam ainda idênticos serviços ao próximo. Foram fundadas por iniciativa de São Pedro, Mártir de Verona. "Em 1244, em Florença, reuniu um grupo de cidadãos de todas as idades e classes sociais, desejosos de honrar a Deus mediante obras de misericórdia para o bem do próximo, no anonimato mais absoluto e na gratuidade total" (Discurso de Bento XVI à Confederação Nacional das Misericórdias da Itália e aos doadores de sangue, 10/11/2006).

"Deixai vir a Mim as criancinhas"

Dia da Caridade
No passado, foram numerosos os príncipes que se dedicaram pessoalmente às obras de misericórdia, distribuindo grande somas aos pobres "Caridade' - Museu de Belas Artes Montreal - Canadá

Embora o espírito de caridade não se meça por estatísticas, não deixa de ser surpreendente a quantidade de associações eclesiais voltadas para dar assistência à infância, nos cinco continentes: 8.968 orfanatos, 11.675 jardins de infância e 91.550 escolas primárias, além de outras obras assistenciais.

É esta uma das formas pelas quais a Igreja, através de suas instituições, imita o Divino Salvador no episódio tão conhecido quanto comovedor, no qual Ele acolhe as crianças que os discípulos desprezavam: "Apresentaram- Lhe umas criancinhas para que Ele as tocasse, mas os discípulos repreenderam os que as tinham trazido.

Vendo isto, Jesus indignou-Se e lhes disse: ‘Deixai vir a Mim as criancinhas; não as afasteis, pois a elas pertence o Reino de Deus'. (...) Depois tomou-as nos braços e abençoou-as, impondo- lhes as mãos" (Mc 10, 13-16).

Neste curto fato narrado pelo Evangelho, manifestasse o confronto entre a mentalidade dominante na Antiguidade - de desprezo pelos débeis, máxime pelas crianças, considerando-os quase como seres sub-humanos -, refletida na atitude dos discípulos, e o regime da caridade instituído pelo Mestre, dando primazia à infância: "Quem receber um menino como este, em meu nome, é a Mim que recebe" (Mt 18, 5).

E não passa despercebido o fato de Jesus Se indignar, como relata São Marcos, com a atitude pouco caritativa dos discípulos de querer afastar as crianças. Este detalhe torna mais evidente quanto agrada a Deus que se faça o bem às criancinhas.

Os Servos da Caridade

Ao longo da história da Igreja, conforme as necessidades de cada época e lugar, a Providência Divina foi suscitando as mais variadas obras para atender às necessidades dos "pequeninos". No século XIX, agravaramse os problemas sociais, aumentou o número de carentes, mas o Pai não os deixou abandonados.

No último quartel desse século, o Beato Luís Guanella fundou os Servos da Caridade. Seu carisma é o anúncio da paternalidade de Deus, especialmente aos mais pobres e abandonados, fazendo- lhes ver que o Pai não esquece nenhum dos seus filhos. Atualmente, a obra dispõe de mais de 200 centros de atividades, em 25 nações, onde são atendidos menores e adultos portadores de deficiências psico-físicas, idosos abandonados, bem como jovens e adolescentes em situação de risco. "Todo o mundo é pátria vossa... não se pode parar enquanto houver pobres para socorrer" - repetia Dom Guanella a seus seguidores.

Sua obra iniciou-se em 1881, em Pianello Lario, norte da Itália, fruto de uma circunstância fortuita. O fundador de um asilo de órfãos e idosos, o Pe. Carlos Coppini, acabava de morrer, deixando sem direção um grupo de moças que se dedicavam ao cuidado e manutenção desse estabelecimento caritativo. O bispo diocesano entregou então a Dom Guanella a responsabilidade da obra.

Nascia assim a congregação das Filhas de Santa Maria da Providência, com a finalidade de cuidar desses "bons filhos", como lhes chamava o Beato. Pois ele estava convicto de que uma vida vale pelo que ela é - "um presente de Deus" - e não pelo que pode produzir.

Mais tarde, transferiu as atividades para Como, onde em pouco tempo floresceu a Casa da Divina Providência, não sem passar por numerosas privações, dificuldades e adversidades. Mas, nem o incêndio que destruiu completamente a casa, em 1896, foi capaz de quebrar em Dom Guanella a confiança no auxílio divino. Nessa noite, acolheu seus "bons filhos" na igreja, dizendo ao Senhor: "Com teus desígnios misteriosos, permitiste que nossa casa fosse incendiada; pois bem, permaneceremos aqui contigo". No dia seguinte iniciou o planejamento da reconstrução.

"Para receber da Providência com duas mãos, é preciso dar aos pobres com quatro mãos", repetia ele, incitando os demais a confiarem sempre no auxílio de Deus.

No carisma de Dom Guanella, nota- se certa similitude com dois grandes santos da mesma época, tanto pelo amor aos pobres, como pela confiança cega no auxílio da Providência: São João Bosco e São José Benedito Cottolengo.

O próprio Dom Guanella confessou a influência que ambos exercerem sobre ele: "O Senhor quis que me encontrasse com Dom Bosco e com a obra do Cottolengo. Aos dois eu admirei e cresceu em mim mais fortemente o amor aos pobres, por tudo quanto aprendi com eles".

Casa-Mãe dos Servos da Caridade foi construída na região do lago de Como, numa área pantanosa que o Beato Guanella recuperou com a colaboração de seus "bons filhos" em condições de trabalhar. "Ele enlouqueceu - diziam muitos - e vai enterrar sua obra nessa cova pantanosa!" Os fatos desmentiram os céticos, pois com o tempo nasceu ali um próspero povoado.

Dom Guanella entregou sua alma a Deus no dia 24 de outubro de 1915. S.S. Paulo VI o beatificou em 25 de outubro de 1964. Sua existência foi uma pregação viva da mensagem do Evangelho: "Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes" (Mt 25, 40).

"O Espírito é o mesmo"

Se causa alegria ver a similitude de certos carismas, como aqueles que estão voltados para o cuidado dos pobres ou das crianças, não causa menos admiração ver a diversidade de dons na Igreja. São Francisco de Assis, por exemplo, desposou- se com a Dama Pobreza, praticando o desprendimento dos bens terrenos com uma radicalidade incomum.

Outros carismas inspiraram a Civilização Cristã européia, as catedrais e cultivaram o esplendor da Liturgia. Outros ainda favoreceram o conhecimento teológico e dogmático, havendo também os que se empenharam na difusão da verdade, lançando-se na evangelização.

Todos eles deram seu contributo para o anúncio do Reino de Deus. Essa colaboração recíproca entre os diferentes carismas, segundo nos ensina o Apóstolo, deve ser caracterizada pela harmonia análoga à existente entre os membros de nosso corpo, pois fazemos parte do Corpo Místico de Cristo.

"Há, pois, diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo, há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo, e há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos" (1 Cor 12, 4-6).

No entanto, por mais excelentes que sejam os dons concedidos por Deus, um excede todos os outros e deve estar sempre presente:

"Aspirai com ardor aos melhores dons - aconselha o Apóstolo - Vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa tudo. (...) Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que possua a fé em plenitude, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.

Ainda que distribua todos os meus bens em esmolas e entregue o meu corpo a fim de ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita.

A caridade é paciente, a caridade é benigna, não é invejosa; a caridade não se ufana, não se ensoberbece, não é inconveniente, não procura o seu interesse, não se irrita, não suspeita mal, não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade nunca acabará" (1 Cor 12, 31; 13, 1-8).

Fonte: www.arautos.org

Dia da Caridade

19 de Julho

O que é a caridade?

Caridade é o ato benigno de saciar a necessidade das pessoas em suas vidas, simplesmente por amor a elas, e para que elas dêem graças a Deus. Se amarmos verdadeiramente ao próximo como a nós mesmos, não o deixaremos, tendo condições para saciá-lo, sem que atendamos às suas necessidades, pois estaríamos negando a nós mesmos.

Assim, disse o Senhor Jesus, para que tenhamos misericórdia do próximo: Vai, e faze da mesma maneira.(Lucas 10:37b)

Este ato nos aproxima do Pai, a medida em que nos apresentamos diante dele, com semelhante natureza. Desta forma, está escrito: E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.(Colossenses 3:14) E também: Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial. (Mateus 5:48)

O Senhor Jesus, por diversas oportunidades, praticou a caridade para nos conduzir pelos seus exemplos. Certa vez, quando observou uma multidão que o acompanhava, dos quais eram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças, moveu-se de íntima compaixão por eles.

Então, tomou cinco pães e dois peixinhos que lhe foram apresentados, deu graças a Deus e os multiplicou por um notório milagre.(Mateus 14:15-21) Assim, todos que lá estavam saciaram a sua fome, sendo que, em muito sobraram pedaços.

O Mestre Jesus não somente demonstrou sua poderosa fé, a qual operou este maravilhoso sinal, como praticou a caridade além do mínimo necessário para que todos fossem saciados. Da mesma maneira, em outra ocasião, o Senhor Jesus milagrosamente alimentou uma multidão de quatro mil homens, além de mulheres e crianças. Glória a Deus!

Qual é a importância da prática da caridade em nossas vidas?

Jesus é a verdade, a Palavra de Deus. E, no juízo os homens serão julgados pelas suas obras e por aquele que é perfeito. Assim, serão separados os escolhidos dos malditos, e todo aquele que for escolhido estará colocado à sua direita, como está escrito:

(Mateus 25:31-33)

Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;

E todas as nações serão reunidas diante dele; e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;

E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

Então, o Senhor Jesus anunciará aos que estiverem à sua direita a bênção das bênçãos:

(Mateus 25:34)

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

Em seguida, todos conhecerão quais foram as obras que lhes foram imputadas por justiça. Como está escrito:

(Mateus 25:35-40)

Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;

estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.

Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?

Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?

E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.

E também, declarará a todos os excluídos a razão pela qual são ditos para mal, ou seja, amaldiçoados eternamente:

(Mateus 25:41-46)

Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;

porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.

Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?

Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.

E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.

Percebe-se então, que aquele que exerce a caridade demostra que, não somente conhece a Palavra de Deus e vive pela fé, como a pratica. A fé por si mesma não basta. Aquele que tem fé, mas não pratica os mandamentos do Senhor tem sua fé condenada a morte. A Palavra nos exorta a atentarmos, como está escrito:

(Tiago 2:14-17)

Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo?

Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano.

e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?

Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.

O que é a verdadeira caridade?

A verdadeira caridade constitue-se no mais puro e pleno amor. De nada adianta, sejam os dons ou o conhecimento da Palavra, se esta não for praticada; semelhante ao metal torna-se o coração sem caridade. Desta forma, o Espírito nos fala por meio de Paulo:

(I Coríntios 13:1-2)

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.

Da mesma forma, não basta praticar uma caridade hipócrita. É necessário que, atos de caridade sejam revestidos dos mais benevolentes princípios, os quais Paulo os expõe pela carta aos Coríntios:

(I Coríntios 13:3-7)

E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.

A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não se vangloria, não se ensoberbece,

não se porta com indecência, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;

não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;

tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Então, Paulo nos adverte que a caridade é inabalável; outras capacidades associadas a estes dias de vida passam, mas a caridade não.

(I Coríntios 13:8)

A caridade nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Resumidamente, Paulo nos adverte, na vidas dos irmãos em Cristo, da grandeza na caridade frente a outras virtudes de imenso valor:

(I Coríntios 13:13)

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.

Como deve ser praticada a caridade?

A maior caridade já nos foi praticada. O Pai enviou seu próprio Filho, para que nós não somente fossemos resgatados das maldições da lei pela doação de sua vida, mas também para que, por Jesus o Messias, pudessemos ser chamados de filhos de Deus, como está escrito:

(I João 3:1)

Vede que grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus.

A partir deste ato de amor imensurável de nosso Deus para conosco, devemos estar ávidos em praticar a caridade por amor e gratidão para com todos. Esta caridade não deve ser morosa, mas como Jesus sempre fez, de pronto. Vejamos uma passagem que demostra bem esta prontidão:

(Mateus 8:2-3)

E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.

Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante ficou purificado da sua lepra.

Sendo assim, a caridade deve ser doadora. Sabendo que o Rei dos reis se fez servo de todos, para que todo aquele que nELE cresse não permanecesse nas trevas, como está escrito:

(II Coríntios 8:9)

pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos.

Toda obra de caridade deve ser feita segundo o que se possui, e com prontidão, não somente no desejo, mas na sua execução; como se lê:

(II Coríntios 8:11-12)

agora, pois, levai a termo a obra, para que, assim como houve a prontidão no querer, haja também o cumprir segundo o que tendes.

Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem.

Qual é a recompensa da caridade?

A maior recompensa da caridade é poder ser vinculado a perfeição. Certa vez, um homem de muitas posses declarou a Jesus, que desde sua mocidade havia guardado todos os mandamentos, então disse-lhe Jesus:

(Mateus 19:21)

Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. 
Aquele homem não aceitou, pois possuía muitos bens. Retirou-se da presença dELE demonstrando o quanto ainda estava ligado às coisas deste mundo. Seu vínculo ao mundo era com as riquezas e ele deixou o tesouro do céu por elas.

A Palavra nos garante que é dando que se recebe. Muitas são as chances de doar por caridade, mas infelizmente muitos são os que não praticam. O Pai, deu-nos a chance de recebermos abundantemente, mas há necessidade de que façamos a nossa parte, com alegria, de acordo com o que sentimos em nossos corações, como está escrito:

(II Coríntios 9:6-8)

Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará,

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.

E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;

Isto para que, vindo o dia do julgamento, estejamos aptos a sermos julgados pela misericórdia, como nos adverte Tiago:

(Tiago 2:13)

Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; a misericórdia triunfa sobre o juízo.

Pois sobre todo aquele que não foi, então este não será para sempre:

(I Coríntios 13:10)

mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Qual a relação entre a fé e a caridade?

Não há perfeição numa fé sem obras de caridade. É semelhante dizer que, fé sem caridade vem dos corações que não possuem amor. É improdutiva.

Certamente, um coração caridoso possui uma fé verdadeira. Pela fé, com as obras, justificam-se os homens e por elas aperfeiçoa-se a fé, como esta escrito:

(Tiago 2:18-24)

Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem.

Mas queres saber, ó homem vão, que a fé sem as obras é estéril?

Porventura não foi pelas obras que nosso pai Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar seu filho Isaque?

Vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada;

e se cumpriu a escritura que diz: E creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus.

Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé.

Fonte: www.evangelon.org

Dia da Caridade

19 de Julho

A caridade sempre esteve presente, em maior ou menor grau, na história da humanidade. As pessoas de um mesmo grupo social se ajudavam, e a partir desta troca se dava o progresso do grupo e dos indivíduos.

Mas o conceito de caridade se tornou mais claro com o cristianismo, através do mandamento que diz: “amai-vos uns aos outros”. Este é o princípio da caridade, amar e ajudar ao próximo. 

Ao longo dos séculos, a caridade foi sendo exercitada não apenas pela Igreja, mas por pessoas e grupos que tinham como objetivo fazer o bem ao próximo. Hoje, solidariedade é um termo mais presente na sociedade. É um conceito abrangente, mas em sua origem está a idéia de caridade.

"Nós temos de fazer tudo para que todos tenham igualmente seus direitos reconhecidos e a sua oportunidade de vida. Todos, sem distinção, todos os seres humanos. A caridade vai nessa direção. E isso é ética.

Ética é reconhecer a dignidade do ser humano e agir segundo a dignidade inviolável de cada ser humano. E a caridade ainda inclui justiça social, solidariedade e tudo aquilo que ajuda a promover as pessoas, a libertar as pessoas de todas as suas opressões.

No entanto, a justiça sozinha não consegue cuidar das pessoas. Porque a justiça cobra, mas, por essência, não perdoa. A caridade perdoa". (Trecho do discurso do Cardeal Dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, durante a conferência entitulada “Ética e Solidariedade - o verdadeiro conceito de caridade cristã”, em 2002).

O conceito de caridade é praticamente inexistente na tradição judaica. "Os judeus não fazem caridade: em vez da caridade, o judeu faz tsedacá, justiça. Quando um judeu faz uma contribuição em dinheiro, tempo ou recursos aos necessitados, não está sendo benevolente, generoso ou "caridoso. Está fazendo aquilo que é certo e justo". (Baseado nos ensinamentos de Lubavitcher Rebe).

Independente de uma data específica ou de crenças religiosas, a caridade e a solidariedade devem ser praticadas cotidianamente. Madre Teresa de Calcutá, que ganhou Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho, dedicou toda a sua vida para trazer conforto e bem estar aos mais necessitados.

Francisco da Silva Xavier, ou Chico Xavier, como ficou conhecido, também trabalhou toda a vida para propagar o bem e a caridade, através dos preceitos da doutrina espírita.

No Brasil, o dia 19 de julho tornou-se oficialmente o Dia da Caridade através da Lei nº 5.063, de 1966, por decreto do então presidente Humberto Castelo Branco. Ironicamente, em plena ditadura militar.

Ajudar o próximo, promover a inclusão social, diminuir de alguma forma o sofrimento das pessoas, tudo isso é ser caridoso. Pratique a caridade todos os dias!

Fonte: portoalegre.rs.gov.br

Dia da Caridade

19 de Julho

"Caritas in veritate"

Carta encíclica escrita pelo Papa Bento XVI sobre o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade, assinada no passado dia 29 de Junho, solenidade de São Pedro e São Paulo.

INTRODUÇÃO

Dia da Caridade

1. A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira.

O amor — «caritas» — é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz. É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta.

Cada um encontra o bem próprio, aderindo ao projeto que Deus tem para ele a fim de o realizar plenamente: com efeito, é em tal projeto que encontra a verdade sobre si mesmo e, aderindo a ela, torna-se livre (cf. Jo 8, 22). Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade.

Esta, de fato, rejubila com a verdade (1 Cor 13, 6). Todos os homens sentem o impulso interior para amar de maneira autêntica: amor e verdade nunca desaparecem de todo neles, porque são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada homem. Jesus Cristo purifica e liberta das nossas carências humanas a busca do amor e da verdade e desvenda-nos, em plenitude, a iniciativa de amor e o projeto de vida verdadeira que Deus preparou para nós.

Em Cristo, a caridade na verdade torna-se o Rosto da sua Pessoa, uma vocação a nós dirigida para amarmos os nossos irmãos na verdade do seu projeto. De fato, Ele mesmo é a Verdade (cf. Jo 14, 6).

2. A caridade é a via mestra da doutrina social da Igreja. As diversas responsabilidades e compromissos por ela delineados derivam da caridade, que é — como ensinou Jesus — a síntese de toda a Lei (cf. Mt 22, 36-40).

A caridade dá verdadeira substância à relação pessoal com Deus e com o próximo; é o princípio não só das micro-relações estabelecidas entre amigos, na família, no pequeno grupo, mas também das macro-relações como relacionamentos sociais, econômicos, políticos. Para a Igreja — instruída pelo Evangelho —, a caridade é tudo porque, como ensina S. João (cf. 1 Jo 4, 8.16) e como recordei na minha primeira carta encíclica, «Deus é caridade» (Deus caritas est): da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo toma forma, para ela tudo tende. A caridade é o dom maior que Deus concedeu aos homens; é sua promessa e nossa esperança.

Estou ciente dos desvios e esvaziamento de sentido que a caridade não cessa de enfrentar com o risco, daí resultante, de ser mal entendida, de excluí-la da vida ética e, em todo o caso, de impedir a sua correta valorização. Nos âmbitos social, jurídico, cultural, político e econômico, ou seja, nos contextos mais expostos a tal perigo, não é difícil ouvir declarar a sua irrelevância para interpretar e orientar as responsabilidades morais. Daqui a necessidade de conjugar a caridade com a verdade, não só na direção assinalada por S. Paulo da «veritas in caritate» (Ef 4, 15), mas também na direção inversa e complementar da «caritas in veritate».

A verdade há-de ser procurada, encontrada e expressa na «economia» da caridade, mas esta por sua vez há-de ser compreendida, avaliada e praticada sob a luz da verdade. Deste modo teremos não apenas prestado um serviço à caridade, iluminada pela verdade, mas também contribuído para acreditar a verdade, mostrando o seu poder de autenticação e persuasão na vida social concreta. Fato este que se deve ter bem em conta hoje, num contexto social e cultural que relativiza a verdade, aparecendo muitas vezes negligente senão mesmo refratário à mesma.

3. Pela sua estreita ligação com a verdade, a caridade pode ser reconhecida como expressão autêntica de humanidade e como elemento de importância fundamental nas relações humanas, nomeadamente de natureza pública. Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente.

É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal. Na verdade, a caridade reflete a dimensão simultaneamente pessoal e pública da fé no Deus bíblico, que é conjuntamente Agape e Logo: Caridade e Verdade, Amor e Palavra.

4. Porque repleta de verdade, a caridade pode ser compreendida pelo homem na sua riqueza de valores, partilhada e comunicada. Com efeito, a verdade é «logos» que cria «diá-logos» e, consequentemente, comunicação e comunhão. A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjetivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no logos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade.

No atual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral. Um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos, úteis para a convivência social mas marginais. Deste modo, deixaria de haver verdadeira e propriamente lugar para Deus no mundo.

Sem a verdade, a caridade acaba confinada num âmbito restrito e carecido de relações; fica excluída dos projetos e processos de construção dum desenvolvimento humano de alcance universal, no diálogo entre o saber e a realização prática.

5. A caridade é amor recebido e dado; é «graça» (charis). A sua nascente é o amor que brota do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor que, pelo Filho, desce sobre nós. É amor criador, pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados. Amor revelado e vivido por Cristo (cf. Jo 13, 1), é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5, 5). Destinatários do amor de Deus, os homens são constituídos sujeitos de caridade, chamados a fazerem-se eles mesmos instrumentos da graça, para difundir a caridade de Deus e tecer redes de caridade.

A esta dinâmica de caridade recebida e dada, propõe-se dar resposta a doutrina social da Igreja. Tal doutrina é «caritas in veritate in re sociali», ou seja, proclamação da verdade do amor de Cristo na sociedade; é serviço da caridade, mas na verdade. Esta preserva e exprime a força libertadora da caridade nas vicissitudes sempre novas da história. É ao mesmo tempo verdade da fé e da razão, na distinção e, conjuntamente, sinergia destes dois âmbitos cognitivos.

O desenvolvimento, o bem-estar social, uma solução adequada dos graves problemas socioeconômicos que afligem a humanidade precisam desta verdade. Mais ainda, necessitam que tal verdade seja amada e testemunhada. Sem verdade, sem confiança e amor pelo que é verdadeiro, não há consciência e responsabilidade social, e a atividade social acaba à mercê de interesses privados e lógicas de poder, com efeitos desagregadores na sociedade, sobretudo numa sociedade em vias de globalização que atravessa momentos difíceis como os atuais.

6.Caritas in veritate é um princípio à volta do qual gira a doutrina social da Igreja, princípio que ganha forma operativa em critérios orientadores da ação moral. Destes, desejo lembrar dois em particular, requeridos especialmente pelo compromisso em prol do desenvolvimento numa sociedade em vias de globalização: a justiça e o bem comum.

Em primeiro lugar, a justiça. Ubi societas, ibi ius: cada sociedade elabora um sistema próprio de justiça. A caridade supera a justiça, porque amar é dar, oferecer ao outro do que é «meu»; mas nunca existe sem a justiça, que induz a dar ao outro o que é «dele», o que lhe pertence em razão do seu ser e do seu agir. Não posso « dar » ao outro do que é meu, sem antes lhe ter dado aquilo que lhe compete por justiça.

Quem ama os outros com caridade é, antes de mais nada, justo para com eles. A justiça não só não é alheia à caridade, não só não é um caminho alternativo ou paralelo à caridade, mas é inseparável da caridade, é-lhe intrínseca. A justiça é o primeiro caminho da caridade ou, como chegou a dizer Paulo VI, «a medida mínima» dela, parte integrante daquele amor «por ações e em verdade» (1 Jo 3, 18) a que nos exorta o apóstolo João. Por um lado, a caridade exige a justiça: o reconhecimento e o respeito dos legítimos direitos dos indivíduos e dos povos. Aquela empenha-se na construção da « cidade do homem » segundo o direito e a justiça.

Por outro, a caridade supera a justiça e completa-a com a lógica do dom e do perdão. A «cidade do homem» não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo.

7. Depois, é preciso ter em grande consideração o bem comum. Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele «nós-todos», formado por indivíduos, famílias e grupos intermédios que se unem em comunidade social. Não é um bem procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade social e que, só nela, podem realmente e com maior eficácia obter o próprio bem.

Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade. Comprometer-se pelo bem comum é, por um lado, cuidar e, por outro, valer-se daquele conjunto de instituições que estruturam jurídica, civil, política e culturalmente a vida social, que deste modo toma a forma de pólis, cidade. Ama-se tanto mais eficazmente o próximo, quanto mais se trabalha em prol de um bem comum que dê resposta também às suas necessidade reais. Todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. Este é o caminho institucional — podemos mesmo dizer político — da caridade, não menos qualificado e incisivo do que o é a caridade que vai diretamente ao encontro do próximo, fora das mediações institucionais da pólis. Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. Aquele, como todo o empenho pela justiça, inscreve-se no testemunho da caridade divina que, agindo no tempo, prepara o eterno.

A ação do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana. Numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das nações, para dar forma de unidade e paz à cidade do homem e torná-la em certa medida antecipação que prefigura a cidade de Deus sem barreiras.

8. Ao publicar a encíclica Populorum progressio em 1967, o meu venerado predecessor Paulo VI iluminou o grande tema do desenvolvimento dos povos com o esplendor da verdade e com a luz suave da caridade de Cristo. Afirmou que o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento e deixou-nos a recomendação de caminhar pela estrada do desenvolvimento com todo o nosso coração e com toda a nossa inteligência, ou seja, com o ardor da caridade e a sapiência da verdade. É a verdade originária do amor de Deus — graça a nós concedida — que abre ao dom a nossa vida e torna possível esperar num desenvolvimento do homem todo e de todos os homens, numa passagem de condições menos humanas a condições mais humanas, que se obtém vencendo as dificuldades que inevitavelmente se encontram ao longo do caminho.

Passados mais de quarenta anos da publicação da referida encíclica, pretendo prestar homenagem e honrar a memória do grande Pontífice Paulo VI, retomando os seus ensinamentos sobre o desenvolvimento humano integral e colocando-me na senda pelos mesmos traçada para os atualizar nos dias que correm.

Este processo de atualização teve início com a encíclica Sollicitudo rei socialis do Servo de Deus João Paulo II, que desse modo quis comemorar a Populorum progressio no vigésimo aniversário da sua publicação. Até então, semelhante comemoração tinha-se reservado apenas para a Rerum novarum. Passados outros vinte anos, exprimo a minha convicção de que a Populorum progressio merece ser considerada como «a Rerum novarum da época contemporânea», que ilumina o caminho da humanidade em vias de unificação.

9. O amor na verdade — caritas in veritate — é um grande desafio para a Igreja num mundo em crescente e incisiva globalização. O risco do nosso tempo é que, à real interdependência dos homens e dos povos, não corresponda a interação ética das consciências e das inteligências, da qual possa resultar um desenvolvimento verdadeiramente humano. Só através da caridade, iluminada pela luz da razão e da fé, é possível alcançar objetivos de desenvolvimento dotados de uma valência mais humana e humanizadora. A partilha dos bens e recursos, da qual deriva o autêntico desenvolvimento, não é assegurada pelo simples progresso técnico e por meras relações de conveniência, mas pelo potencial de amor que vence o mal com o bem (cf. Rm 12, 21) e abre à reciprocidade das consciências e das liberdades.

A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados; mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação. Sem verdade, cai-se numa visão empirista e céptica da vida, incapaz de se elevar acima da ação porque não está interessada em identificar os valores — às vezes nem sequer os significados — pelos quais julgá-la e orientá-la. A fidelidade ao homem exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral.

É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável. A sua doutrina social é um momento singular deste anúncio: é serviço à verdade que liberta. Aberta à verdade, qualquer que seja o saber donde provenha, a doutrina social da Igreja acolhe-a, compõe numa unidade os fragmentos em que frequentemente a encontra, e serve-lhe de medianeira na vida sempre nova da sociedade dos homens e dos povos.

Fonte: www.opusdei.org.br

Dia da Caridade

19 de Julho

A Caridade

A caridade não é o que muitos entendem e não tem significado nenhum quando está condicionada a um “alívio” de consciência, pois se a palavra nasce de “caritas” que significa amor, esta não se liga ao neologismo reparador da injustiça.

Nos sentidos cósmicos, esta palavra significa “sustento” ou investimento, e se as pessoas compreendessem que todas as interações são taxadas pelas conseqüências de tudo a tudo, tomariam muitos e muitos cuidados ao abrir a boca e fazer as suas “caridades”.

Aí começaria a instauração do verdadeiro período messiânico. A caridade é a participação nos acertos da justiça em tudo o que acontece no nosso dia a dia, e onde esta não está só no carinho, mas na interação com os problemas do nosso próximo e na doação, em todos os níveis, de pessoa para pessoa e tendo em conta, inclusive, o habitat.

Seria uma grande atitude de concretização dos seres humanos, na objetivação do enriquecimento do cosmo, somando, por conseqüência, mais uma Humanidade desenvolvida no Universo. Nisso o vício, a vagabundagem, a falta de responsabilidade, o ócio, a ignorância, a violência em todas as suas formas, a exploração, o enriquecimento ilícito e o congelamento improdutivo dos bens seriam entendidos e corrigidos, no fundamental respeito à vida e à Natureza, contendo os desperdícios.

Esta é, inclusive, a caridade que pode solucionar os grandes problemas, a Messiânica: como o problema das crianças abandonadas, das pobrezas, das favelas e muitos e variados problemas que não existem só no Brasil, pois se a riqueza não buscar amenizar a pobreza, não tem sentido e, por definição cósmica, se torna pobre.

É por isto que neste nosso planeta existem riquezas em decadência e outras em ascensão, e a este propósito é bom lembrar o que os sábios já diziam: “Os pobres jamais cessarão de existir na Terra, mas pode se concluir que, se estes morrerem de fome, muitos dos ricos terão que substituí-los”. Pois esta é a lei cármica.

Muitas das riquezas não podem ser usufruídas pela comunidade, pela simples perversão e ignorância ou falta de amor, que deriva da incapacidade de compartilhar. Geram daí situações constrangedoras que envergonham a humanidade, e até mesmo violências que levam a um prejuízo comum. Da mesma forma, acabam por privar os ricos de uma vida melhor, em todos os contextos, quando estes se eximem de cumprir uma responsabilidade que lhes cabe, pois aquele que a descumprir, será visitado, na lei do retorno ou do carma, pela justiça que sempre visita o autor da injustiça cósmica, em sua volta, na reencarnação. Veja-se assim a fome, as secas, enchentes, as doenças da Somália, da Etiópia, do Vietnã, etc..

A caridade exige ensino, participação, criatividade, sagacidade e dinamismo na solução de problemas, para interconectar se nas riquezas do bem estar coletivo, no respeito ecológico e do bem viver, e assim serão balanceados os méritos e “sustentos”, além da evolução espiritual, no aperceber se dos profundos níveis de felicidade decorrentes da saúde, das oportunidades, das trocas, na graça e na sapiência.

Ao perder um objeto e ao reencontrá-lo, você percebe alguma coisa de superior nisso, por algum tempo não o tinha mais, não sabia onde estava, e então ele apareceu. Aí, doe o que achar justo como esmola, mas tome cuidado, não acarrete nisso responsabilidades, premiando quem não merece.

Ao recuperar a saúde, também pague o que achar justo. Pague sempre, por qualquer coisa que receba, só assim a sua caridade não será descontada da esmola recebida.

Fonte: www.artigonal.com

Dia da Caridade

19 de Julho

O que nos dizem sobre a CARIDADE…

Camilo Castelo Branco:

“A caridade é a felicidade dos que dão e dos que recebem.”

“A verdadeira lei do progresso moral é a caridade.”

René Descartes:

“A caridade cobre com um véu os defeitos dos homens.”

Francis Bacon:

“Na caridade não há excessos.”

São Paulo:

“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.”

Santo Agostinho:

“Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em todas, a caridade.”

“Onde não há caridade não pode haver justiça.”

Isaac Newton:

“Virtude sem caridade não passa de nome.”

Cesare Cantú:

“A caridade é o único tesouro que se aumenta ao dividí-lo.”

Émile-Auguste Chartier:

“Sermos bons com os outros e com nós próprios, ajudá-los a viver, ajudarmo-nos a viver, eis a verdadeira caridade.”

Miguel de Cervantes:

“As obras de caridade que se praticam com tibieza e como que a medo, nenhum mérito, nem valor têm.”

“Não há bolsa melhor que a caridade.”

Fonte: casadecamilo.wordpress.com

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