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Dia do Motociclista

 

27 de Julho

Segurança

Os "12 Mandamentos" do Motociclista

Enquanto as autoridades se dividem entre propor medidas de restrição ao uso da moto e fazer campanhas educativas para os Motociclistas, o motociclista Lucas Pimentel valendo-se de sua experiência a frente da ABRAM - Associação Brasileira de Motociclistas elaborou de maneira clara e prática uma lista contendo os "Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas no trânsito.

A Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) tem uma lista com "Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas nas ruas e nas estradas brasileiras:

1 – Mantenha a motocicleta sempre em ordem

Verifique a calibragem e o estado geral dos pneus; cheque o funcionamento do farol, setas, lanterna e luz de freio; verifique o cabo, lonas, ou pastilhas, fluido e a regulagem se for freio hidráulico; confira o cabo, e a regulagem da folga ideal do sistema hidráulico; revise os amortecedores traseiros e as bengalas dianteiras quanto a vazamentos; verifique a vela, cachimbo e cabo; troque periodicamente o conjunto de coroa, corrente e pinhão; tenha sempre a mão a CNH e o CRLV; utilize o protetor de pernas (mata-cachorro) e a antena anti-cerol.

2 – Pilote utilizando equipamentos de segurança

Capacete aprovado pelo Inmetro; calça e jaqueta de tecido resistente (preferencialmente de couro); botas ou sapados reforçados e luvas (de preferência de couro).

3 – Reduza a velocidade

Quanto menor a velocidade, maior será o tempo disponível para lidar com o perigo de uma condição adversa ou situações inesperadas, como mudança súbita de trajetória de outro veículo.

4 – Atenção e concentração

O ato de pilotar motocicletas exige muita atenção do motociclista, por isso evite se distrair.

5 – Respeite a sinalização de trânsito

Conheça e respeite os sinais e as placas de trânsito.

6 – Cuidado nos cruzamentos

Os cruzamentos são os locais de maior incidência de acidentes de trânsito, então redobre a atenção e reduza a velocidade ao se aproximar dos mesmos, principalmente nos cruzamentos sem sinalização de semáforos.

7 – Cuidado nas ultrapassagens

Sinalize as manobras com antecedência e certifique-se de que você realmente foi visto pelo motorista a ser ultrapassado. Tenha cuidado ao passar entre veículos, principalmente ônibus e caminhões.

8 – Cuidado com pedestres

Lembre-se de que o pedestre tem prioridade no trânsito urbano. Seja cordial e fique alerta para os pedestres desatentos, principalmente crianças e idosos.

9 – Seja visto

Ao pilotar à noite, use roupas claras e com materiais refletivos.

10 – Alcoolismo

Está comprovado que bebida e direção não combinam. Então, se beber, não pilote. Fique vivo no trânsito.

11 – Mantenha distância

É imprescindível manter uma distância segura dos veículos à frente (cerca de cinco metros), principalmente em avenidas e rodovias.

12 – Cuidado com a chuva

Redobre a atenção, reduza a velocidade e evite freadas bruscas; lembre-se de que nestas condições o tempo de frenagem é duas vezes maior que o normal.

Elaborado por Lucas Pimentel, presidente da Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM), reprodução somente com autorização.

Nota

Os 12 Mandamentos do Motociclista, na forma de mini-cartilha foi recentemente distribuído no Salão da Motocicleta/Salão das Motopeças. Além disso, é um dos temas das palestras que a entidade realiza através do PRAM – Programa de Prevenção de Acidentes com Motocicletas.

Fonte: www.abrambrasil.org.br

Dia do Motociclista

27 de Julho

Os motociclistas defendem suas eternas companheiras em qualquer situação. Para a maioria, a moto é símbolo de liberdade e aventura, além de mais prática e de fácil utilização.

No Brasil, é cada vez maior o número de pessoas que preferem a motocicleta ao veículo motorizado de quatro rodas. Também cresce o número de pessoas que utilizam as motocicletas como instrumento de trabalho: são os "motoboys" ou "mototaxistas", motociclistas entregadores e outros.

Seja qual for a finalidade do uso das motocicletas, lazer ou trabalho, os condutores têm regras a seguir. O cumprimento destas regras pode ajudar a reverter o alto índice de acidentes no país envolvendo motociclistas.

Algumas regras e cuidados para os Motociclistas:

Ser habilitado na categoria AB.

Usar sempre capacete de segurança.

Não "costurar" o trânsito entre veículos em movimento.

Praticar a direção defensiva. Manter - se afastado dos outros carros e pilotar prevendo as ações dos outros.

Não transportar crianças menores de sete anos ou que não tenham condições de cuidar da própria segurança.

Mesmo durante o dia, circular de farol aceso.

Vestir - se com roupas claras ou usar faixas refletivas nas costas, frente e braços da jaqueta.

Ter muita atenção em manchas de óleo, poças d'água, buracos, etc...

Ter cuidado com os cruzamentos: sempre parar e olhar antes de passar. Ocupar adequadamente seu espaço nas ruas e nunca dividir a mesma faixa com outros veículos.

Saber usar os freios com habilidade ou seja, sempre os dois ao mesmo tempo, usando os quatro dedos na hora da frear. É bom lembrar que além de ajudar a parar, o freio traseiro mantém o equilíbrio da moto.

Fonte: UFGNet, Solei

Dia do Motociclista

27 de Julho
Dicas de Segurança para Motociclistas

Para você que anda sobre duas rodas, pilotar sua motocicleta com segurança é fundamental para evitar riscos de acidentes nas rodovias. Fique sempre atento e pilote com responsabilidade.

Leia abaixo algumas dicas

Veja e seja visto: esse lema de segurança também vale muito na estrada. A primeira medida é ligar o farol assim que sair de casa. Com o farol ligado, mesmo de dia, a visualização da moto fica muito mais fácil pelos motoristas que vão à frente. Fique atento também a veículos mais rápidos que possam estar se aproximando atrás.

Conheça bem sua moto e deixe-a sempre em boas condições

Lembre-se de mudar a calibragem dos pneus quando for transitar com “passageiro”.

Use sempre o capacete e todos os equipamentos de segurança.

Só quem tem uma moto sabe o quanto é arriscado ter pela frente uma linha de pipa com cerol. Além de ser muito difícil ver a linha de longe, ela fica totalmente transparente, aumentando o perigo. Todo cuidado é pouco. Instale na sua moto uma antena que previne acidentes com linhas de pipa.

Assim que entrar na estrada, procure estabelecer uma velocidade de cruzeiro compatível com os limites legais da rodovia, possibilidades de desempenho de sua moto e sua própria habilidade. Nas motos de baixa cilindrada (e algumas de média cilindrada), a velocidade de cruzeiro não deve ser maior que 70% da sua velocidade máxima.

Além de cometer uma infração gravíssima, trafegar pelo acostamento pode colocar em risco a sua vida e a de muitos pedestres. O acostamento é para ser utilizado só em casos de emergência, como problemas mecânicos em sua moto, pneu furado, etc.

O consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica, drogas ou medicamentos que alterem seu estado de sanidade, podem prejudicar seus reflexos e reduzir a sua noção em relação ao perigo. Além disso, você pode colocar em risco a vida de outras pessoas também.

Ao ultrapassar grandes veículos, como caminhões e ônibus, tome cuidado com o deslocamento de ar causado por eles e que podem desestabilizar a moto.Atrás desses veículos, o turbilhão de ar tende a “puxar” a moto para próximo deles (efeito do vácuo). Na parte dianteira, o ar deslocado direciona-se para os lados, tendendo a “empurrar” a moto para a lateral. Para evitar tais incômodos, mantenha uma distância segura dos veículos durante a manobra de ultrapassagem (cinco metros, pelo menos).

Trafegar em pista molhada exige muito cuidado. A distância de frenagem chega a ser 50% superior ao que seria necessário em pista seca. Adote uma postura defensiva e antecipe-se a situações de risco freando antes do que seria o normal.

Muito cuidado ao entrar em postos de gasolina com calçamento feito em paralelepípedos, cimento, terra ou pedriscos. Muitas vezes, habituado a uma velocidade maior na estrada, o piloto entra no posto mais rápido do que deveria, sem dar conta das condições de aderência. Ao frear para diminuir repentinamente a velocidade, pode derrapar e tomar um tombo “bobo” – mais comum do que se imagina. Além disso, as chances de uma entrada de posto à beira de estrada ter acúmulo de óleo é muito grande, pois nele param caminhões.

Fonte: www.autoban.com.br

Dia do Motociclista

27 de Julho

A ABRAM - Associação Brasileira de Motociclistas, iniciou o trabalho para estabelecer uma data única e nacional, a fim de se comemorar o Dia Nacional do Motociclista.

Após uma pesquisa, a entidade chegou à conclusão de que era desnecessário criar uma nova data, pois dentre as datas existentes, uma fora criada em 1982 por iniciativa do Deputado Alcides Franciscatto, por sugestão de Rogério Gonçalves, na época, proprietário da Concessionária Honda de Sorocaba, em homenagem póstuma ao seu ex-mecânico, o motociclista Marcus Bernardi, falecido em 27 de julho de 1974.

Como essa data já constava em algumas agendas, a ABRAM fechou questão e adotou o dia 27 de julho como Dia Nacional do Motociclista, atuando imediatamente para a sua efetiva difusão em todo o país. Dentre as ações para alcançar tão nobre propósito, a associação criou no ano 2000 a Semana Nacional do Motociclista e o Prêmio ABRAM de Motociclismo, além disso propôs à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) a emissão de um selo homenageando o setor de duas rodas, o pedido foi aceito e em 2002 foi lançado na sede social da ABRAM, na época em Santo André, ABC paulista, o Selo Postal Temático MOTOCICLETAS, uma edição especial com cerca de 1 milhão de cartelas, trazendo um modelo antigo e um atual das 6 maiores marcas de motocicletas presentes no Brasil, o motociclismo entrava então para a história da filatelia nacional.

Assim, se você é motociclista, comemore muito, pois essa é a data, 27 de julho, Dia Nacional do Motociclista.

Não esqueça se beber não pilote.

Fonte: www.amigosdoasfalto.com.br

Dia do Motociclista

27 de Julho

A história sobre duas rodas

Tudo começou em 1869

A motocicleta foi inventada simultaneamente por um americano e um francês, sem se conhecerem e pesquisando em seus países de origem. Sylvester Roper nos Estados Unidos e Louis Perreaux, do outro lado do atlântico, fabricaram um tipo de bicicleta equipada com motor a vapor em 1869. Nessa época os navios e locomotivas movidas a vapor já eram comuns, tanto na Europa como nos EUA, e na França e na Inglaterra os ônibus a vapor já estavam circulando normalmente. As experiências para se adaptar um motor a vapor em veículos leves foram se sucedendo, e mesmo com o advento do motor a gasolina, continuou até 1920, quando foram abandonadas definitivamente.

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Cartaz de propaganda anunciando os vencedores do 1º Campeonato de Turismo no Brasil, em 1919

O inventor da motocicleta com motor de combustão interna foi o alemão Gottlieb Daimler, que, ajudado por Wilhelm Maybach, em 1885, instalou um motor a gasolina de um cilindro, leve e rápido, numa bicicleta de madeira adaptada, com o objetivo de testar a praticidade do novo propulsor. A glória de ser o primeiro piloto de uma moto acionada por um motor (combustão interna) foi de Paul Daimler, um garoto de 16 anos filho de Gottlieb.

O curioso nessa história é que Daimler, um dos pais do automóvel, não teve a menor intenção de fabricar veículos motorizados sobre duas rodas. O fato é que, depois dessa máquina pioneira, nunca mais ele construiu outra, dedicando-se exclusivamente ao automóvel.

Onde colocar o motor?

Dia do Motociclista

O motor de combustão interna possibilitou a fabricação de motocicletas em escala industrial, mas o motor de Daimler e Maybach, que funcionava pelo ciclo Otto e tinha quatro tempos, dividia a preferência com os motores de dois tempos, que eram menores, mais leves e mais baratos. No entanto, o problema maior dos fabricantes de ciclomotores - veículos intermediários entre a bicicleta e a motocicleta - era onde instalar o propulsor: se atrás do selim ou na frente do guidão, dentro ou sob o quadro da bicicleta, no cubo da roda dianteira ou da traseira? Como de início não houve um consenso, todas essas alternativas foram adotadas e ainda existem exemplares de vários modelos. Só no início do século XX os fabricantes chegaram a um consenso sobre o melhor local para se instalar o motor, ou seja, a parte interna do triângulo formado pelo quadro, norma seguida até os dias atuais.

Dia do Motociclista
Ciclomotor de 48cm3: primeiro modelo criado pela Honda, em 1948

A primeira fábrica

A primeira fábrica de motocicletas surgiu em 1894, na Alemanha, e se chamava Hildebrandt & Wolfmüller. No ano seguinte construíram a fábrica Stern e em 1896 apareceram a Bougery, na França, e a Excelsior, na Inglaterra. No início do século XX já existiam cerca de 43 fábricas espalhadas pela Europa. Muitas indústrias pequenas surgiram desde então e, já em 1910, existiam 394 empresas do ramo no mundo, 208 delas na Inglaterra. A maioria fechou por não resistir à concorrência. Nos Estados Unidos as primeiras fábricas - Columbia, Orient e Minneapolis - surgiram em 1900, chegando a 20 empresas em 1910.

Tamanha era a concorrência que fabricantes do mundo inteiro começaram a introduzir inovações e aperfeiçoamentos, cada um deles tentando ser mais original. Estavam disponíveis motores de um a cinco cilindros, de dois a quatro tempos. As suspensões foram aperfeiçoadas para oferecer maior conforto e segurança. A fábrica alemã NSU já oferecia, em 1914, a suspensão traseira do tipo monochoque (usado até hoje). A Minneapollis inventou um sistema de suspensão dianteira que se generalizou na década de 50 e continua sendo usada, hoje mais aperfeiçoada. Mas a moto mais confortável existente em 1914 e durante toda a década era a Indian de 998cm3 que possuía braços oscilantes na suspensão traseira e partida elétrica, um requinte que só foi adotado pelas outras marcas recentemente.

Em 1923 a motocicleta inglesa Douglas já utilizava os freios a disco em provas de velocidade. Porém, foi nos motores que se observou a maior evolução, a tecnologia alcançando níveis jamais imaginados. Apenas como comparação, seriam necessários mais de 260 motores iguais ao da primeira motocicleta para se obter uma potência equivalente a uma moto moderna de mil cilindradas. Após a Segunda Grande Guerra, observou-se a invasão progressiva das máquina japonesas no mercado mundial. Fabricando motos com alta tecnologia, design moderno, motor potente e leve, confortáveis e baratas, o Japão causou o fechamento de fábricas no mundo inteiro. Nos EUA só restou a tradicional Harley-Davidson. Mas hoje o mercado está equilibrado e com espaço para todo mundo.

A Motocicleta no Brasil

A história da motocicleta no Brasil começa no início do século passado com a importação de muitas motos européias e algumas de fabricação americana, juntamente com veículos similares como sidecars e triciclos com motores. No final da década de 10 já existiam cerca de 19 marcas rodando no país, entre elas as americanas Indian e Harley-Davidson, a belga FN de 4 cilindros, a inglesa Henderson e a alemã NSU. A grande diversidade de modelos de motos provocou o aparecimento de diversos clubes e de competições, como o raid do Rio de Janeiro a São Paulo, numa época em que não existia nem a antiga estrada Rio-São Paulo.
No final da década de 30 começaram a chegar ao Brasil as máquinas japonesas, a primeira da marca Asahi. Durante a guerra as importações de motos foram suspensas, mas retornaram com força após o final do conflito. Chegaram NSU, BMW, Zündapp (alemãs), Triumph, Norton, Vincent, Royal-Enfield, Matchless (inglesas), Indian e Harley-Davidson (americanas), Guzzi (italiana), Jawa (tcheca), entre outras.

A primeira motocicleta fabricada no Brasil foi a Monark (ainda com motor inglês BSA de 125cm3), em 1951. Depois a fábrica lançou três modelos maiores com propulsores CZ e Jawa, da Tchecoslováquia e um ciclomotor (Monareta) equipado com motor NSU alemão. Nesta mesma década apareceram em São Paulo as motonetas Lambreta, Saci e Moskito e no Rio de Janeiro começaram a fabricar a Iso, que vinha com um motor italiano de 150cm3, a Vespa e o Gulliver, um ciclomotor.

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Neckarsülm alemã de 1906, a motocicleta mais antiga na exposição do Museu Histórico Nacional

O crescimento da indústria automobilística no Brasil, juntamente com a facilidade de compra dos carros, a partir da década de 60, praticamente paralisou a indústria de motocicletas. Somente na década de 70 o motociclismo ressurgiu com força, verificando-se a importação de motos japonesas (Honda,Yamaha, Susuki) e italianas. Surgiram também as brasileiras FBM e a AVL. No final dos anos 70, início dos 80, surgiram várias montadoras, como a Honda, Yamaha, Piaggio, Brumana, Motovi (nome usado pela Harley-Davidson na fábrica do Brasil), Alpina, etc. Nos anos 80 observou-se outra retração no mercado de motocicletas, quando várias montadoras fecharam as portas. Foi quando apareceu a maior motocicleta do mundo, a Amazonas, que tinha motor Volkswagen de 1600cm3. Atualmente a Honda e a Yamaha dominam o mercado brasileiro, mas aí já deixou de ser história.

Fonte: www.viagemdemoto.com.br

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27 de Julho

Motociclistas e o trânsito

Pilotar uma motocicleta provoca uma sensação de liberdade, especialmente quando se depara com congestionamento, conseguindo passar por ele com facilidade. A motocicleta também traz outras vantagens como, facilidade de estacionamento, economia do combustível e baixo custo de aquisição se comparado com os automóveis.

Quanto as vantagens de ter uma moto não restam dúvidas, no entanto ela apresenta algumas desvantagens entre elas podemos citar a sua restrição de uso nos dias chuvosos e, principalmente, pela sua vulnerabilidade em acidentes de trânsito especialmente quando o motociclista não tem consciência desta condição realizando manobras arriscadas que põem risco a sua integridade física e dos demais usuários da via.

Dentro, ainda, desta falta de consciência temos alguns ciclistas que estão trocando a sua bicicleta pela moto, muitas vezes sem a formação ideal nos Centros de Formação de Condutores (CFC), levando com ele algumas manias que tinha quando “pedalava”, só que agora ele utiliza uma motocicleta que tem velocidade bem superior que pode trazer conseqüências bem mais graves em caso de acidentes.

Para evitar se envolver em acidentes de trânsito o motociclista deve procurar fazer curso de direção defensiva normal, mas deve procurar realizar o curso de direção defensiva para motocicletas. Ele tendo noções dos dois tipos de veículos estará mais apto a evita se envolver em situações de risco.

Algumas recomendações ele pode aplicar para evitar o sinistro, entre elas destacamos

1) use sempre o farol da sua moto seja de dia ou de noite;

2) use o mesmo espaço dos automóveis (centro da faixa), não devendo ficar ao lado, dentro da mesma faixa, de outro veículo;

3) não exceda a velocidade;

4) use roupas claras, pois elas servem para que o motorista o veja,

5) use sempre capacete com visor ou com óculos de proteção, luvas e calças. Evite andar de bermuda;

6) não faca manobras arriscadas, como “costurar” o trânsito, ultrapassagem pela direita, etc,

7) nunca, mas nunca mesmo, fique trafegando em ponto cego dos motoristas, olhe para o retrovisor dele e observe se ele o percebe;

8) em caso de receber uma fechada, não revide e nem responda as provocações;

9) cuidados com os buracos nas vias;

10) nunca misture álcool e direção.

Fonte: www.transitobrasil.com.br

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27 de Julho

A HISTÓRIA DOS MOTOCLUBES

A história do motociclismo de estrada esta diretamente associada à história dos moto-clubes. A seguir faremos um breve relato dos principais fatos que colaboraram para a edificação deste estilo tão cultuado.

Data de 1868 a construção da primeira motocicleta, apesar do crescimento do interesse sobre esta máquina fantástica estar cercando a virada do século XX. Desde os primórdios, ela já despertava o instinto de liberdade naqueles poucos que ousavam desafiá-la. Não demorou muito para que esses primeiros motociclistas percebessem as vantagens de viajar em grupo - apesar de que andar de moto já é inevitavelmente um ato solitário -. Já na primeira década do século XX se organizavam corridas de motos, o que aumentaria consideravelmente o interesse a admiração por este novo meio de transporte e conseqüentemente a criação de clubes que nada mais eram que entidades sociais de indivíduos que andavam de moto juntos. Neste período nasce o Moto Clube do Brasil primeira associação motociclística brasileira nos moldes de uma associação, cuja sede ainda hoje resiste no Rio de Janeiro.

Estas associações persistiram até a década de trinta quando apareciam nos EUA os primeiros moto-clubes com tendências mais rígidas. Nesta época eram produzidas mais de 200 marcas de motocicletas, mas o mercado consolidou apenas três: Harley Davidson, Indian e Excelsior, que juntas respondiam por 90% das vendas. Nesta década a grande depressão devastou a indústria e apenas a Harley Davidson conseguiu sobreviver, apesar de a Indian ter se mantido até 53 e retornado na década de 90.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos membros das forças armadas americanas foram desmobilizados e não conseguiram se readaptar vida da sociedade "normal" - deixando de lado aqui, o princípio da normalidade-. Era deprimente para eles, a rotina de trabalho, família, hipotecas, faculdades e etc. Acostumados com a adrenalina depois de tanto tempo vivendo no limite e ao mesmo tempo querendo desfrutar ao máximo a liberdade e o próprio fato de estarem vivos de volta ao seu país. Aos poucos foram se reunindo e encontraram na motocicleta o meio para satisfazer seu estilo de vida ideal. As motocicletas estavam baratas, vendidas como excesso de material nos leilões militares. Logo esses indivíduos passaram a compartilhar os fins de semana, mas aos poucos quando chegava à segunda-feira, nem todos iam para casa, transformando o clube de motocicletas do fim de semana em uma família de irmãos substitutos em tempo integral.

Dia do Motociclista

Principalmente na Califórnia os veteranos formaram centenas de pequenos moto clubes como: Pissed of Bastards, Jackrabbits, 13 Rebels e os Yellow Jackets. Os membros usavam suéteres do clube e rodavam juntos nos fins de semana. Lentamente formalizaram os escudos, as cores, que passaram a defender com sua honra, adaptando a hierarquia militar em uma estrutura de irmandade, subliminada sob os cargos eletivos das associações. Alguns clubes pre-existentes se readaptaram facilmente a esta nova filosofia, outros simplesmente desapareceram, o que não aconteceria no Brasil, os clubes Brasileiros não se adaptaram, continuando como associações ou se extinguindo.

Dia do Motociclista

A A.M.A. (American Motorcycle Association) logo percebeu que a guerra havia exposto muitos americanos as motocicletas e que os veteranos voltaram com experiências fantásticas em cima das Harley Davidson WA45, experiências estas, que eles fariam tudo para continuar vivenciando. Ansiosa em manter estes novos motociclistas, a A.M.A. passou a organizar competições, viagens e gincanas com um entusiasmo renovado. Entretanto a guerra não é o exercício mais saudável para a mente de quem combate no front e estes novos motociclistas farreavam muito mais que os motociclistas tradicionais. Sua rotina se resumia quase sempre a festas, disputas, bebedeiras e como era inevitável, algumas brigas. Talvez buscando retomar o tempo perdido. A população tolerava esses excessos porque os motociclistas tinham a seu favor o fato de terem defendido seu país na guerra, apesar de tudo isso estar sendo financiado pelas pensões do governo, o que posteriormente pesaria contra os veteranos, quando saindo da depressão a América tentava otimizar seus custos com o apelo do apoio da população.

Foi em Hollister (CA) que o mito da marginalidade se concretizou, um fim de semana negro era o que faltava ao puritanismo americano e a mídia sensacionalista para taxar os motociclistas de foras da lei e os moto-clubes de gangues. Neste período a polícia e os comerciantes criaram uma serie de alternativas nos locais onde eram realizados os encontros para contornar esta aclamada rebeldia, como fechar duas horas mais cedo e até deixar de servir cerveja. Os jornais estampavam manchetes sensacionalistas como "Revoltas... motociclistas assumem Cidade" e "Motociclistas destroem Hollister". Até a Revista Life estampou uma fotografia de página inteira de um motociclista em uma Harley, com uma cerveja em cada mão, a A.M.A. se viu então diante de um pesadelo, denunciou os Bastards, culpando-os pelos incidentes e tentando mostrar a sociedade que todos os motociclistas não poderiam ser culpados pelo vandalismo de um único Moto clube.

Dia do Motociclista

Com o passar do tempo, ficou cada vez mais difícil separar os mitos da realidade. Quando Hollywood dramatizou o fim de semana de Hollister no filme de 1954 O Selvagem "The Wild One" com Marlom Brando, qualquer esperança de salvar a imagem dos motociclistas estava perdida. Os críticos pareciam incapazes de passar a idéia de que era puramente um filme sobre violência. Na realidade, há muito pouca violência pública em O Selvagem se comparado a muitos filmes de guerra da mesma época. O que parece ter perturbado os críticos era o fato de que a violência das jaquetas de couro estava de mãos dadas com a sexualidade contra a autoridade do puritanismo e dos ternos folgados.

Nós poderíamos não estar lendo este artigo agora se uma única cidade naquele momento concordasse em permitir a A.M.A. promover novamente um encontro de motociclistas, o que só aconteceu cinco meses após os acontecimentos de Hollister. Mas ao contrário do que os puritanos e a policia esperavam, tudo aconteceu em paz e os comerciantes locais abriram suas portas para receber os motociclistas. Mas a mídia sensacionalista e principalmente a revista Best ainda insistiam em mostrar os motociclistas como bêbados ou na pior das hipóteses sociopatas.

O que Hollywood conseguiu foi incentivar verdadeiros predadores a criarem moto clubes e constituir verdadeiras gangues, o que fez da década de 50, uma página negra na história do motociclismo. Nasce nesta época também a rivalidade entre alguns clubes e o senso de território.

As motos eram em sua grande maioria Harley’s e passaram a ser despojadas de tudo que não fosse essencial - velocímetro, lanternas, espelhos e banco de carona - com isso ficavam mais leves e ágeis nas disputas. Esse estilo de moto ficou conhecido como Bobber, que mais tarde deu origem as chopper, que eram motos modificadas para viagens - com frente alongada, banco com encosto e santo antonio.

A moto passou a ter grande importância como sendo um complemento da personalidade de seu dono, e como modificações eram sempre feitas pelos próprios motociclistas, não havia assim duas motos iguais.

A década de 50 também ficou marcada como a década de expansão dos MC’s Americanos para outros paises.

Dia do Motociclista

A década de 60 foi fantástica para o movimento motociclistico. As motocicletas voltaram a ser tema de Holywood, Elvis Presley com Roustabout e Steve McQueen com A Grande Fuga, alavancaram uma série de filmes sobre o tema que chegou ao seu auge com Easy Riders. Finalmente vislumbra-se uma mudança imagem do motociclista com o início da fase romântica do motociclismo, que perdurou até o final da década de 70. Este período fixou o motociclística como ícone de liberdade e resistência para o sistema. Nesta década, mas precisamente em 1969, nasce no Rio de Janeiro, o primeiro moto clube Brasileiro que seguia a nova estrutura de hierarquia e irmandade dos Moto-clubes internacionais.

Nesta década o estilo "motociclistico" assumiu uma nova imagem e vitalidade dentro do aspecto de ampliação de estilos de vida contemporâneos. Estes movimentos revitalizaram a reputação do motociclista e foram responsáveis por atrair motociclistas cujo único desejo era projetar a imagem de diversão saudável, contribuição à comunidade e a liberdade inerentes a experiência das Harley Davidson. Neste período, no Brasil, O Vigilante Rodoviário - Série produzida pela TV Tupi entre 61 e 62 - alimentava a imaginação aventureira de jovens e adultos. A década de setenta viu a disseminação dos moto-clubes pelo mundo, alguns se mantiveram fieis às antigas o Harley e outros se adaptaram a outras motos já que nesta década as motos japonesas começaram a dominar o mercado mundial. No Brasil, a instalação de montadoras japonesas e a lei que limitava a importação de motos, tornaram homens como Myster - falecido em 2002 - e os poucos moto clubes existentes, verdadeiros heróis da resistência. Brasil este que após lançar uma associação motociclística em conformidade com os padrões do inicio do século, padeceu sob um retardo de quase 60 anos na história do motociclismo de estrada mundial.

A partir do final da década de sessenta iniciou-se o movimento de moto-clubes dentro destas novas normas de conduta e irmandade. Os sessenta anos de atraso, foram diluídos nas décadas de 70 e 80. Vivenciamos então a fase romântica de encontros onde o único prazer era viajar para estar com os amigos ao pé de uma fogueira falando sobre motos viagens e sabe-se o que mais.....

Apesar de tudo, passamos também pelas outras fases, que culminaram com a popularização do estilo no Brasil a partir de 1996, quando inúmeros moto clubes passaram a ser criados.

Neste período, outra série de filmes como: A sombra de um disfarce e A vingança do justiceiro, insistiam em denegrir a imagem do motociclista.

Muitos fatores levaram a esta popularização: O crescente aparecimento de moto-clubes - na mídia especializada ou não - desfazia aquela aura de mistério e medo, com a liberação da importação, as fábricas japonesas pagando royalties a Harley para copiar seu desenho, a equiparação do dólar ao Real, a abertura de lojas da Harley no Brasil, os políticos visando um colégio eleitoral leal e abandonado e as prefeituras locais buscando ampliar o turismo em suas cidades.

Comercialmente falando, sangue sugas passaram a criar milhares de eventos por ano - que mais parecem festas juninas do que um encontro motociclistico, com o único intuito de ganhar dinheiro no rastro da popularidade. Isto fez com que a maioria dos moto clubes autênticos, raramente sejam vistos em eventos, passando a organizar cada vez mais viagens exclusivas.

Apesar de tudo, o espírito motociclistico ainda sobrevive no pensamento e na atitude daqueles que compreendem e respeitam seus valores e sua essência.

Fonte: portal.hotcycle.com.br

Dia do Motociclista

27 de Julho

A história da motocicleta

As motos evoluíram a partir da bicicleta de “segurança”, uma bicicleta que oferecia muitas vantagens em estabilidade, frenagem e facilidade de montagem. Os recursos essenciais de uma bicicleta de segurança incluíam:

Rodas dianteira e traseira raiadas de aproximadamente 76 cm de diâmetro (comparadas à bicicleta "normal", que tinha uma roda dianteira de cerca de 121 cm e uma roda traseira de cerca de 76cm);

Roda traseira acionada por corrente;

Um pinhão de corrente dianteira aproximadamente duas vezes maior que a coroa;

Baixo centro de gravidade;

Direção dianteira direta.

A primeira bicicleta a fornecer todos esses recursos e ganhar a aceitação do mercado foi a Rover Safety, projetada por John Kemp Starley em 1885. Depois que o padrão de Rover assumiu o mercado, as bicicletas de segurança foram simplesmente chamadas de “bicicletas”.

Não levou muito tempo para alguém pegar o bom desenho para o usuário da bicicleta de segurança e aplicar um motor de combustão interna nela. O primeiro a fazer isso de forma bem sucedida foi Gottleib Daimler, a quem é atribuída a criação da primeira bicicleta motorizada - ou motocicleta - em 1885. A motocicleta de Daimler incluía um motor de ciclo Otto monocilíndrico montado verticalmente no centro da máquina. Também tinha uma roda na frente, uma roda na traseira e uma roda lateral articulada por mola em cada lado para estabilidade adicional. Seu chassi consistia em um quadro e rodas de madeira com raios de mesmo material e aros de ferro. Tais projetos eram chamados de “quebra-ossos” devido ao rodar acidentado e trepidante que proporcionavam.

A próxima motocicleta notável foi projetada em 1892 por Alex Millet. Millet incorporou o desenho básico da bicicleta de segurança, mas adicionou pneumáticos às rodas e um motor rotativo de cinco cilindros embutido na roda traseira. Os cilindros giravam com a roda, enquanto o virabrequim formava o eixo traseiro.

A Hildebrand & Wolfmueller foi a primeira produção bem-sucedida de veículo de duas rodas, patenteado em Munique, em 1894. Mais de 200 unidades foram produzidas. A Hildebrand & Wolfmueller decidiu resfriar seu motor bicilíndrico paralelo à água, o que exigia um tanque de água e um radiador. Sua solução foi criar o sistema de arrefecimento em cima do pára-lama traseiro.

Em 1895, a DeDion-Bouton apresentou um motor que revolucionaria a indústria de motocicletas, tornando a produção em massa possível. O motor da DeDion-Bouton era um quatro-tempos pequeno, leve e de alta rotação que podia gerar 0,5 cv. Embora a DeDion-Bouton usasse o motor em seus triciclos a motor, fabricantes de motocicletas do mundo inteiro copiaram e usaram o desenho.

Dia do Motociclista
Hendee Single 1901

As motocicletas de produção americana também se basearam no motor da DeDion-Bouton. Os dois mais famosos fabricantes de motocicletas americanos a incorporar o motor de DeDion-Bouton, entretanto, foram a Indian Motorcycle Company e a Harley-Davidson.

Carl Oscar Hedstrom e George M. Hendee fundaram a Hendee Manufacturing Company, em 1900, com a meta de produzir uma “bicicleta a motor para o uso diário do público em geral”. Em 1901, desenvolveram a Single, uma motocicleta de 1,75 cv que podia alcançar uma velocidade de 40 km/h. Também decidiram criar um nome comercial totalmente novo para suas motocicletas. A Indian, como ficou conhecida, foi a motocicleta mais vendida do mundo até a Primeira Guerra Mundial.

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A primeira Harley-Davidson foi basicamente uma bicicleta motorizada

Fundada por William S. Harley e Arthur Davidson em 1902, a Harley-Davidson Motor Company passou a produzir a maioria das máquinas influentes da indústria. Seus primeiros modelos usaram a configuração básica da DeDion-Bouton e copiaram muito dos desenhos de chassis já empregados por outros fabricantes de motocicletas, incluindo a Indian, a Excelsior e a Pope. A Harley-Davidson eventualmente tornou sua presença conhecida com suas máquinas robustas, potentes e duráveis. Em 1908, Walter Davidson, pilotando o que veio a ser conhecida como Silent Gray Fellow (amiga cinzenta silenciosa), marcou uma pontuação perfeita de mil pontos no 7º Enduro e Concurso de Confiabilidade Anual da Federação de Motociclistas Americanos. Logo depois, Walter Davidson, irmão de Arthur, estabeleceu o recorde de economia da FAM com 80 quilômetros por litro. Em 1920, a Harley-Davidson era a maior fabricante de motocicletas do mundo.

O futoro da motocicleta

Embora o desenho básico permaneça o mesmo, a engenharia da motocicleta continua a usufruir de inovação e evolução gradual. Considere os dois veículos mostrados abaixo. A Wraith B91 da Confederate Motor Company é uma motocicleta de US$ 50 mil com quadro de fibra de carbono e um recipiente de combustível do mesmo material moldado sob o motor. A Tomahawk da Dodge nem mesmo uma motocicleta é, em sua definição mais estrita. Para ser possível usar o enorme motor V10 Viper, os projetistas da Tomahawk tiveram que adicionar duas rodas a mais. Eles também tiveram de mover o tanque de gasolina para o pára-lama dianteiro para protegê-lo do calor do motor.

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A Wraith B91

A Tomahawk é essencialmente um veículo conceitual, mas demonstra a fascinação da América pelo transporte de duas rodas e enfatiza porque as pessoas pilotam motocicletas em primeiro lugar - velocidade, potência e a emoção da pilotagem.

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Dodge Tomahawk

Os acessórios da motocicleta também estão se tornando itens de alta tecnologia. Por exemplo, a K1200 LT Elite da BMW oferece um sistema de navegação embutido que dita as instruções curva por curva através de alto-falantes no capacete. O capacete-protótipo Blue Eye é o primeiro mostrador de linha dos olhos do mundo - um visor de cristal líquido em cores de 320 x 240 pixels posicionado a 5 cm dos olhos.

Tipos de motos

As motocicletas apresentam muitos estilos diferentes, cada um oferecendo características de design e desempenho para acomodar condições de uso especificas. Vamos dar uma olhada nas categorias mais comuns de motocicletas.

Motos de rua

As motocicletas de rua se apresentam com o equipamento necessário para estarem nas ruas: faróis, espelhos, uma buzina e um silenciador. Seus pneus têm um padrão de banda de rodagem que fornece boa tração tanto em pistas molhadas quanto secas. As motocicletas de rua geralmente se apresentam em duas formas: turismo e estradeiras. As motos de turismo são especialmente projetadas para viagem de longa distância, seu recurso mais distintivo são as carenagens, pára-brisas aerodinâmicos que envolvem o farol dianteiro para aprimorar o estilo e reduzir o arrasto aerodinâmico. As motos de turismo também se apresentam com outros acessórios para longas distâncias, tais como bolsas de sela e um banco confortável para o passageiro. As estradeiras, que normalmente não têm carenagens, oferecem um visual mais descontraído. São fabricadas com guidões recuados, selas baixas e posições de pilotagem casuais com pedais colocados à frente.

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Motos de turismo (esquerda) e estradeiras (direita)

Motos esportivas

As motos esportivas são projetadas para altas velocidades e estradas com muitas curvas. Oferecem motores multicilíndricos para produzirem mais potência, quadros de liga de alumínio, suspensões rígidas para melhorar o manejo, pneus de alta aderência e freios potentes. Em vez de sentarem eretos, os pilotos de motos esportivas inclinam-se para frente sobre o tanque de gasolina para reduzir a resistência do vento.

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Uma Yamaha 2005 FZ6, uma “moto nua”

"Motos nuas"

As motos nuas oferecem o desempenho das motos esportivas sem a estética, na maioria dos casos, sendo destituídas de toda a carenagem desnecessária. Como são geralmente produto de personalizadores de motos que buscam uma aparência de “guerreiro da estrada”, as motos depenadas também são chamados de streetfighters (lutadores de rua), especialmente na Europa.

Tradicionais

Também conhecidas como motos-padrão, as tradicionais se parecem com um modelo arquétipo conhecido como Motocicleta Japonesa Universal (UJM), criada primeiramente nos anos 70. A UJM era uma moto que servia a quaisquer objetivos e as motos-padrão atuais oferecem a mesma versatilidade e desenho simples.

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Suzuki GS550 1978, uma típica UJM

Motos off-road

As motocicletas off-road incluem as motos de motocross e as motos para estradas de terra - máquinas projetadas para lidar com saltos, saliências e outros obstáculos encontrados em circuitos de corrida fechados ou trilhas na floresta. As motocicletas off-road têm quadros mais estreitos e leves, maior distância livre do solo e sistemas de suspensão avançados. Elas também têm uma partida a pedal para reduzir o peso e os pneus com um padrão de banda de rodagem repleto de ressaltos para melhorar a tração. Como as motos off-road normalmente não vêm de fábrica com faróis, espelhos, buzina ou silenciador, elas são proibidas nas ruas.

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Motos de motocross em ação

Uso misto

As motos de uso misto, também conhecidas como duplo-esporte, são motocicletas liberadas para as ruas que oferecem alguns recursos off-road. As máquinas de uso misto são tão leves quanto as motos para estradas de terra e oferecem versatilidade tanto para pilotos iniciantes quanto para experientes. A motocicleta de uso misto fica entre uma moto para estrada de terra e uma motocicleta de rua. Por exemplo, as motos de uso misto trazem pneus específicos que funcionam tanto na terra quanto no asfalto.

Fonte: www.uol.com.br

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27 de Julho

História do Motociclismo

Para chegarmos às verdadeiras fontes do motociclismo, é indispensável um passeio pela Europa do século XVIII, época de nobres e aristocratas ávidos por passatempos modernos, um ambiente favorável aos mais variados tipos de invenções. Muitas delas eram pura vigarice, pedras de gelo do Pólo Norte, árvores do dinheiro e outras enganações do gênero. A luz verde do transporte em duas rodas acendeu primeiro na França, em 1790, quando o criativo (e riquíssimo) Conde de Sivrac uniu duas rodas do mesmo tamanho por meio de uma pequena tábua de madeira, onde o "condutor" sentava. O movimento era dado apoiando alternadamente os pés no chão. O estranho veículo, batizado de celerífero, foi sucesso imediato e logo virou mania, especialmente entre a "jovem guarda" da ocasião, apesar das dificuldades para apontá-lo na direção desejada...

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Aí está uma réplica da Draisiene, o primeiro veículo bípede da história, inspiração para Otto, Daimler e seus asseclas, que "só" tiveram o trabalho de colocar o motor...

Em 1817, outro nobre, o alemão Barão Drais aperfeiçoou o celerífero, instalando um eixo vertical e um "garfo" na roda dianteira, o que permitia "guiar’ o engenho. Ele rebatizou o veículo como Draisiene, e vendeu muitas unidades da sua versão "franco-alemã" da bicicleta. Logo depois apareceu o biciclo, um primitivo velocípede, outra tentativa de invenção do Barão Drais, com roda traseira de diâmetro diferente, para que a rudimentar pedalada rendesse mais impulsão ao veículo.

Cinqüenta anos mais tarde, o inglês Lawson (seria um ancestral do norte-americano Eddie Lawson?) inventa a transmissão por corrente e o selim (ufa!), ao passo que em 1885 é lançada a lendária Rover, de J. J. Starley, a grande sensação entre os poderosos da Europa. Reis, rainhas e imperadores não dispensavam um "rolé" de Rover, um brinquedo caro, mas de grande potencial como meio de transporte, especial- mente na descida...

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Uma Roper a vapor de 1869. Difícil deveria ser andar na garupa...

No século XIX, em plena era industrial, a engenharia européia tentava de tudo para motorizar o biciclo (ou qualquer coisa que se movesse). Os motores já existiam, mas eram estacionários, enormes e de funcionamento precário. Os propulsores "funcionavam" tendo como "combustível" a pólvora, ar comprimido, eletricidade (com baterias) , acetileno, corda (tipo relógio), a gás ou a vapor. Eram engenhocas gigantescas, impróprias para montagem em veículos, a tração animal ainda era o meio de transporte do momento...

Como tudo começou

O alemão Gotlieb Daimler pode ser considerado o "pai do motociclismo". Ele nasceu em Cannstatt, perto de Stuttgart, e desde pequeno mostrou uma inclinação especial para os desafios da engenharia mecânica. Depois de se formar, Daimler passou a trabalhar na Gasmotoren-Fabric Deutz, dirigida pelo famoso engenheiro Nikolaus Otto, o inventor do motor de ciclo Otto. Daimler tinha projetos diferentes em mente, o que desagradou o patrão, que o pôs no olho da rua, mesmo pagando grande indenização.

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Uma panorâmica da primeira oficina de motos de todos os tempos, na verdade a garagem de Gottlieb Daimler...

Essa verba permitiu que Daimler passasse a pensar exclusivamente em seus inventos. Daimler convenceu seu ex-colega de Deutz, Wilhelm Maybach a trabalhar com ele em uma oficina improvisada no quintal da sua casa em Cannstatt. Já em princípios de 1855 surgia a primeira criação conjunta, um motor de 264 centímetros cúbicos com meio cavalo de força a 500 rotações por minuto, dimensões inéditas para o que se fazia até então. Esse motor, denominado carrilhão, era movido a gás, mas Maybach desenvolveu um flutuador de carburador, introduzindo a gasolina como combustível.

Mas na época, ninguém usava gasolina, o risco de explosões era enorme, o que levou a dupla de inventores a informar que o carrilhão era movido a gás e petróleo, o que evidentemente não correspondia à realidade. Depois de alguns estragos, e para a alegria da vizinhança, o motor passou a funcionar bem. O próximo passo era adaptá-lo num veículo. Foi aí que se pensou no biciclo, veículo que se adaptava muito bem à situação , além de ser de fabricação simples, prática e barata; o dinheiro da indenização da Deutz estava chegando ao fim...

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Um propulsor Dedion Bouton, o precursor de todos os motores de motocicletas conhecidos.

Em 29 de agosto de 1885, Daimler obtém o registro número 36.423, no Departamento Imperial de Patentes. Seu invento, batizado de Einspur, mais se parecia com um biciclo para crianças, com o tradicional chassis de madeira rodas de apoio. Mas o que mais chamava a atenção era o motor, que gerava 0,5 cavalos de força a 600 rotações por minuto. Em novembro daquele ano, o teste final do novo veículo, que percorreu os três quilômetros que separam a cidade de Cannsttat da vizinha Unterturkheim em meia hora, a uma velocidade média de 6km/h. Com o sucesso do teste, Daimler e Maybach deram por cumprida sua missão de locomover um veículo mediante o uso de motor.

Ao que consta, Daimler nunca teve em mente um modelo específico de veículo. Depois da aprovação do motociclo, seus pensamentos dedicaram-se ao aproveitamento do motor para a locomoção aérea e marítima, acabando por fixar-se no desenvolvimento de um veículo de quatro rodas, o embrião do automóvel. Ainda hoje pode ser visto um exemplar réplica do primeiro motociclo, em exposição permanente no Museu de Munich.

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A Orient, a primeira motocicleta fabricada nos EUA.

O projeto do motociclo teve que ser, por assim dizer, "reinventado" em 1894, pelos alemães Heinrich Hildebrand e Alois Wolfmuller. Foram eles que empregaram, pela 1a vez, a expressão "Motor Rad" ("Roda Motorizada"). No prospecto de apresentação do 1o motociclo fabricado em série, os inventores anunciavam, orgulhosos: "Em testes especiais, é possível elevar a velocidade a uns 60 km por hora. Mas quem ousaria andar a tal velocidade?" E de fato, inicialmente foram poucos os compradores do Motorrad, que com uma cilindrada de 1500cc, já desenvolvia uma potência de 2 cavalos de força.

O novo veículo tinha alguns problemas crônicos, como a ignição, que freqüentemente falhava em plena marcha. Só mais tarde é que a ignição por tubo incandescente foi substituída pela magnética, melhorando substancialmente o rendimento do veículo. Mas a essa altura a fábrica tinha que pagar uma série de empréstimos anteriores, e os sócios acabaram fechando as portas, em 1897.

Mas naquele mesmo ano, os Werner, irmãos franceses que seguiram os passos dos engenheiros alemães, decidiram tentar a sorte no nascente mercado das Motorrad. Foram os Werner que criaram a expressão motocyclette, batizando o 1o motociclo fabricado fora da Alemanha. O sucesso imediato despertou o interesse de outros engenheiros e inventores, impulsionando o novo segmento. Com amplo apoio do governo, surge, ainda em 1897, a marca italiana Bianchi.

Os ingleses se apaixonam pelo motociclo e organizam a primeira corrida, batizada de Motorcycle Scrambles, que aconteceu no dia 29 de novembro de 1897 em Surrey, subúrbio de Londres (a modéstia me impede de dizer que estive perto de participar dessa prova, na categoria Senior...). Era o nascimento do motociclismo de competição, em seus anos mais românticos.

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Um raríssimo flagrante: Fausto Macieira nos treinos livres para a Motorcycle Scrambles. Infelizmente a imensa correia de seu protótipo rompeu e nem na oficina de Gottlieb Daimler havia uma sobressalente...

No ano seguinte, os ingleses, todo poderosos de então, entram no novo mercado para valer. O engenheiro James Norton lança sua própria marca, a Norton, que ficaria famosa ao vencer a primeira prova de motovelocidade no lendário "Tourist Trophy", circuito de estrada da Ilha de Man, na costa da Inglaterra.

A estes pioneiros do motociclismo os nossos entusiasmados agradecimentos, pela criação de tão maravilhoso engenho. Os ingleses têm um ditado sobre a motocicleta: "If there is anything better than a motorbike, God must have kept for him in heaven" (Se existe algo melhor do que a motocicleta, Deus guardou-o para seu uso no céu).

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Os primeiros tempos da motocicleta não eram nada fáceis...

Paralelamente aos primórdios da motocicleta, outras invenções que foram aparecendo muito contribuíram para que ela (e também o automóvel) se desenvolvesse. Assim, em 1887, um tal JohnBoyd Dunlop, veterinário escocês, preocupado em melhorar as vibrações das rodas (de madeira) do triciclo do seu filho, imaginou uma espécie de sobre roda, feita de um tubo de borracha oco, a prendeu na roda com uma embalagem de tela e a encheu com uma bomba de ar. Era o nascimento do pneu, tendo um veterinário como pai. Como diriam os lutadores de vale tudo, esse John B. Dunlop era o bicho! Dunlop patenteou o invento em 1888, voltado para a bicicleta, mas ao montar sua indústria verificou que um inventor chamado R. W. Thompson já patenteara algo semelhante, nos idos de... 1846! Apesar das dificuldades, a fábrica Dunlop de Pneus seguiu em frente e atualmente é um dos maiores fabricantes de pneus do mundo, ainda que sob o controle japonês...

Na França, os irmãos Michelin também contribuíram para o rápido aperfeiçoamento dos pneus. Corria o ano de 1889 e eles trabalhavam numa tecelagem , quando lá apareceu um ciclista com ambos os pneus destruídos. Naquela época os pneus (Dunlop) eram fixos, presos à roda por meio de tiras de pano, que se rompiam facilmente com as irregularidades do caminho. Para recostara-las eram necessárias mais de 3 horas, fora o tempo de secagem. Era urgente a invenção de um sistema de reparo que demorasse apenas uns poucos minutos.

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O cartaz de um megaevento da época...

Os irmãos Michelin estudaram com profundidade o problema, e 3 meses mais tarde construíram um pneu que se fixava ao aro através de 17 cavilhas, bastavam cerca de 15 minutos para ser desmontado e substituído. O novo pneu foi testado na 1a grande prova de velocidade ciclística, em 1891. O vencedor percorreu incríveis 1208 quilômetros, em 71horas e 30 minutos, com 8 horas de vantagem sobre o 2o colocado, um dos melhores ciclistas da época. Para manter os concorrentes acordados durante o inacreditavelmente longo percurso, os treinadores soavam enormes campainhas junto aos seus ouvidos...

Animados, os irmãos Michelin organizaram uma corrida de Paris a Clermont Ferrand, e para demonstrar a eficiência do seu produto, espalharam secretamente na estrada uma grande quantidade de pregos. Foram ao todo 244 furos, reparados em menos de 3 minutos, na média. Reparem que já naquela época existiam organizadores de corridas movidos por outros interesses que não a esportividade... mas os pneumáticos desmontáveis tinham provado de uma vez por todas que haviam chegado para ficar.

Com os progressos da engenharia, fábricas de motos proliferavam por todos os lugares. Antes da virada do século, as inglesas Ariel (1893), Royal Enfield (1898) e Matchless (1899), disputavam espaço com a belga(?) Sarolea (1898) e as francesas Clement (1898) e Peugeot (1899). Os alemães entram na briga com a NSU (1901), e em 1903 surge a lendária Harley-Davidson, um ícone do motociclismo norte-americano que influenciou muitas gerações de motociclistas.

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Uma Puch dos anos 20

A maioria das marcas do início do século 20 era produzida de forma artesanal, e muitas acabaram fechando as portas por conta das guerras e dos rigores da florescente economia internacional. Uma das histórias mais interessantes é a da inglesa Brough-Superior, conhecida como o Rolls-Royce das motos, classificação que deu origem a um processo judicial da Rolls, que depois o retirou espontaneamente, satisfeita com o alto nível da B. Superior e com a associação de conceitos com seus automóveis. O famoso oficial inglês Lawrence da Arábia, depois de uma vida super perigosa e atribulada, veio a falecer num acidente com uma dessas, no quarteirão da sua mansão nos arredores de Londres. Aficcionado por motos, ele possuía outras 6 motos da marca.

Em 22 de dezembro de 1904 surge a Federação Internacional de Motociclismo – FIM, mas foi somente no pós guerra que começaram a ser disputados os campeonatos mundiais de motociclismo, modalidade velocidade, categorias 125, 250, 350, 500 e side car 500cc, no ano de 1949. No motocross, o torneio das nações aconteceu pela 1a vez em 1947, e 10 anos mais tarde, o 1o mundial de cross, na categoria 500cc, vencido pelo sueco Bill Nilsson. O maior campeão da história do motociclismo é o italiano Giacomo Agostini, com 15 títulos mundiais, 7 na extinta categoria 350cc e 8 na 500cc.

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A estranhíssima Millet, a tataravó da RCV 211 V, uma pentacilíndrica como ela...

Em 52 anos de mundial de motovelocidade, os pilotos brasileiros conseguiram 6 vitórias, a 1ª em 1973, no GP da Espanha, em Jarama, com Adú Celso Santos, na categoria 350cc, com Yamaha, e as demais com Alexandre Barros (1 com Suzuki e 5 com Honda), que além dos 5 topos, tem mais 16 pódios e 3 poles. Já no motocross, os brasileiros jamais venceram uma prova ou conquistaram posições de destaque.

Hoje a motocicleta está em todos os lugares, com uma infinidade de modelos, cores e tamanhos. O Brasil é o 3º maior mercado motociclístico do planeta, e poderia ser ainda mais forte se fabricantes, dirigentes e usuários de motos e equipamentos fossem mais conscientes de seus papéis no mundo motociclístico.

As coisas acontecem de forma meio casuística por aqui, mas isso não ocorre só no segmento das duas rodas. As motos surgiram no século 19, atravessaram o século 20 e seguem firmes século 21 adentro, provando a cada dia que são muito mais que um simples veículo, elas representam um jeito diferente de se viver. Agora mesmo, nesse presente momento, elas cruzam as ruas de São Paulo, as areias do Teneré, as planícies da China ou as neves da Finlândia, desempenhando as mais diversas atividades. Isso não é virtual, é realidade. Legal né!!!

Ricos, famosos e... motociclistas!

A turma do Mundomoto, sempre em busca de curiosidades para os nossos internautas, garimpou na rede informações sobre várias personalidades dos mais diferentes setores, mas que tinham algo em comum. E não é marca de cigarro jazzístico não, essa rapaziada, sem distinção de cor, sexo e religião, se ligava em motocicletas, nossa paixão eterna. Aí vai uma primeira relação de pessoas ricas e famosas nas suas atividades, mas que não dispensavam um rolé sobre duas rodas...

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Lawrence da Arábia e uma de suas Brough Superiors. Tanto piloto quanto montaria se transformariam em lendas.

T.E. Lawrence

Mais conhecido como Lawrence da Arábia, pelas façanhas no deserto, onde muitas vezes agiu contra recomendações do governo inglês, durante a 1a Guerra Mundial. Ídolo dos árabes, Lawrence enfrentou perseguições ao longo de toda a sua carreira militar, mas acabou escrevendo seu nome ao lado dos grandes personagens da história moderna. Ele foi também um ardente motociclista, possuindo sete motos da marca Brough Superior, chamada na época de "Rolls Royce das motocicletas", o que gerou um processo da famosa marca, que acabou desistindo ao confirmar as qualidades da Brough.

Foi numa Brough Superior que Lawrence morreu, ao dar uma volta pelos arredores da sua mansão perto de Londres. Os jornais da época fizeram uma tremenda propaganda contra o motociclismo, imaginem um herói de guerra que sobreviveu aos horrores dos bárbaros árabes morrendo dessa forma. Uma semana depois entregaram na casa do falecido sua última aquisição em vida, mais uma Brough, a oitava da coleção particular de Lawrence.

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A confortabilíssima posição de pilotagem da Curtiss V8 de Sir Francis.

Sir Francis Chichester

Renomado iatista inglês, Chichester era também piloto de aviões, fazendo história numa sucessão de vôos solitários nos primórdios da aviação. Antes de alçar vôo ele foi caixeiro viajante na Nova Zelândia, cruzando o país de motocicleta, é claro...

Seus principais feitos foram o vôo Londres-Sydney (23,297km) solitário em 41 dias e 182 horas de viagem, em 1929 e a primeira travessia solitária através do mar da Tasmânia, saindo de Auckland e chegando em Jervis Bay, Austrália, em 1931.

Cichester recebeu o título de Sir e seu nome está no Hall da Fama dos grandes exploradores do século XX. São dele as palavras "Para um homem de imaginação, um mapa é uma janela para a aventura. A vida se resume a uma aventura e nada mais." Cichester morreu em 1972, aos 70 anos.

Ronald Dahl

Respeitado escritor de livros infantis e mais conhecido pelas histórias da série de tevê Histórias Misteriosas (Tales of the Unexpected). Foi piloto da Força Aérea na 2a Guerra Mundial e o motociclismo sempre fez parte da sua vida cotidiana, como atestam seus livros Boy (Menino) e Going Solo ( Indo Sozinho)

King George VI

O rei teve uma Douglas 350cc quando cursou a universidade e chegou a patrocinar um amigo piloto de motovelocidade numa prova em Brooklands, mas apesar de gostar muito do motociclismo esportivo, nunca chegou a competir em esportes automotores.

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O cartaz do mais célebre filme de George Formby, onde ele cantava uma música chamada "Riding at the TT Races".

George Formby

Popular ator de musicais e filmes na Inglaterra da década de 40, George era famoso por cantar paródias bem humoradas dos sucessos do momento. Um de seus melhores trabalhos chamava-se Sem Limites, que passava todos os anos durante as atividades da célebre corrida Tourist Trophy , na Ilha de Man. No filme, George vivia um corredor de motocicletas que pilotava uma AJS modelo 7R de 750cc, moto cheia de tecnologia para a época. Na vida real, George, octogenário, não abre mão de conduzir sua Norton 500cc OHC single sports model. Bacana né!

Sir Ralph Richardson

Sir Ralph foi um famoso ator inglês. Ele sempre optou por motos inglesas, AJS e Norton. Nos últimos anos Sir Ralph trocou sua Norton Dominator por uma BMW, mas jamais deixou de ser motociclista. Morreu no final dos anos oitenta.

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Certamente o mais famoso motociclista do cinema, Steve Mcqueen dispensava os doublés quando a cena envolvia duas rodas...

Steve McQueen

Grande ator norte-americano, estrelou inúmero filmes de ação e aventura que marcaram época no cinema, como Bullit, Fugindo do Inferno, 24 Horas de Le Mans, Papillon e muitos outros. Steve era um excelente motociclista, competiu pelos EUA no ISDE, a Copa do Mundo do Enduro, pilotando uma Triumph 650cc no início dos anos sessenta, possuía uma grande coleção de motos antigas, especialmente a Indian, marca preferida pelo ator. Casado com a atriz Ali McGraw, McQueen gostava de dispensar dublês e fazer ele mesmo as cenas perigosas, como o incrível vôo sobre a fronteira com a Suíça em Fugindo do Inferno, um dos seus melhores papéis em Hollywood.

Praticante regular do motocross, Steve participou, junto com os craques Malcolm Smith e Mert Lawill do lendário On Any Sunday, o primeiro filme documentário sobre motociclismo feito nos EUA, dirigido por Bruce Baron. Steve competiu e foi garoto propaganda da primeira safra da Honda CR 250, nos idos de 1972. Sua atuação em favor do motociclismo ajudou a solidificar e divulgar o esporte não só nos EUA, mas em todo o mundo. Steve morreu em 1980, aos 50 anos de idade, vítima de câncer, o que não deixa de ser uma ironia, pois Steve McQueen era o garoto propaganda preferido dos cigarros Camel. Sua coleção de motocicletas foi leiloada em Las Vegas em 1984. Mais de cem motos foram vendidas, inclusive as avariadas por Steve em incontáveis tombos nas corridas de cross e deserto.

George Orwell

George Orwell era o pseudônimo de Eric Blair (1903/1950), escritor de vários livros de sucesso, dentre os quais se destaca o sombrio 1984, que criou a sinistra figura do "Grande Irmão", referência aos governos arbitrários em geral. . Ele andava numa austera Royal Enfield 350cc enquanto perambulava pela Europa buscando material para seus romances anti-totalitários.

Glenn Curtiss

Glenn Hammond Curtiss (1878/1930) foi um aviador e inventor norte-americano. Em 1907 ele pilotou uma motocicleta com motor V8 inteiramente projetado por ele mesmo a uma inédita velocidade de 136 mph ( cerca de 215 kmh), numa praia da Florida (na areia, é mole!), ganhando um prêmio em dinheiro e o título de "Mais Rápido Homem Vivo". Seu envolvimento com a aviação começou quando ele pilotou sozinho um avião com motor Curtiss sem nenhuma orientação prévia. No final de 1907 ele fundou, junto com outro craque das invenções, Alexander Graham Bell (inventor do telefone, não do capacete Bell...) a Associação Aérea Experimental Americana.

Em 1908 Curtiss ganhou outro prêmio, por ter conseguido voar em linha reta por mais de um quilômetro. No ano seguinte ele venceu o Encontro Internacional de Aviação, em Reims, França, pilotando um avião desenhado por ele mesmo e equipado com um motor Curtiss, é claro. Logo a seguir, o inquieto Curtiss passou a fabricar primitivos hidroaviões e aerobarcos. Em 1919 seu Curtiss NC-4 se tornou o primeiro avião a cruzar o Oceano Atlântico. Esse exemplar se encontra exposto no museu de Ormond Beach, Florida.

Jennifer Patterson

A estrela da série "Duas Gordas de Talento", que passa às sextas feiras no People and Arts (NET), junto com a amiga Clarissa Dickson Wright. Jennifer teve uma infinidade de motos e Scooters durante a vida, apesar de no programa pilotar sempre uma Triumph 650cc Boneville, rodando por vários recantos da Inglaterra, abordando a culinária com espírito de diversão. Ela morreu em 10 de agosto de 1999, dia da festa de são Lourenço, santo padroeiro das guloseimas. Jennifer deixou saudades e muitos fãs pelo mundo afora, motociclistas ou não.

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A experiência sobre duas rodas do General Eisenhower se limitou a seus tempos de exército.

Dwight D. Eisenhower

O Presidente dos EUA no pós guerra testou motocicletas através dos EUA em seu período como pesquisador militar, mas não chegou a ser um verdadeiro motociclista pois deixou de pilotar quando saiu do exército.

Douglas Bader

Douglas "Pernalonga" Bader foi um ás voador inglês durante a 2ª Guerra Mundial. Quando se alistou na Força Aérea, ele já era motociclista. Na sua biografia "Reach for the Sky" (Alcançando o Céu) ele conta que voltava de um bar para o quartel com mais 3 amigos em uma só moto e foi parado (e preso) pela polícia. Ele sofreu um grave acidente com uma Bristol Bulldog e perdeu ambas as pernas antes da guerra começar, mas ainda assim foi convocado pela RAF (Força Aérea Britânica) para combater nos céus da Europa.

O líder de esquadrão Bader foi abatido em combate e capturado pelos alemães. Ele perdeu uma das suas pernas mecânicas no acidente, pois ficou preso no cockpit e teve que cortá-la. Cerca de 1 mês depois, durante uma missão de bombardeio, seus amigos pilotos sobrevoaram o campo de concentração e jogaram uma perna sobressalente para ele. Mesmo sem possibilidades de andar com rapidez, "Pernalonga Bader" tentou fugir por 3 vezes, e foi transferido para o temível Stalag 13, onde ficou encarcerado até o final da guerra.

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Aventureiro na terra e no ar, Howard Hughes chegou a construir uma moto na garagem de casa...

Howard Hughes

O famoso ator, roteirista e diretor americano produziu um filme nos anos 30 chamado Hell’s Angels, um épico sobre os pilotos da RAF na 1a Guerra Mundial. O mesmo nome foi adotado pelo esquadrão de B 17’s durante a 2a Guerra Mundial e pelos esquadrões do American Volunteer Group, também chamado de "Flying Tigers", na China. Mais tarde, o grupo de motociclistas norte-americanos que cultuam as motos Harley Davidson utilizou o mesmo nome. Aliás, Arvid Olsen, um dos fundadores dos Angels, era líder de esquadrão..

O criativo Hughes, em sua juventude, construiu uma motocicleta com peças tiradas de um motor a vapor do seu pai. Hughes gostava de pilotar no deserto sem destino aparente. Num filme de início de carreira, Hughes e Jason Robards aceleram deserto afora, Hughes toma um capote e é resgatado por uma ambulância. Quando os caras removem o capacete, um inédito Hughes cabeludo reclama da dor. Será que o Howard Hughes era parente do Ryan Hughes? Os artistas Clark Gable e Sammy Davis Junior também foram motociclistas, mas não temos maiores informações sobre essa faceta da personalidade deles.

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Hussein: Rei por imposição e CHIPS por opção...

Rei Hussein da Jordânia

O jornal norteamericano San Francisco Chronicle publicou, em 22 de junho de 2000, que o entusiasta do motociclismo Rei Hussein deu um giro pela cidade acompanhado de policiais motociclistas da polícia de San Francisco, vestindo roupas da corporação e pilotando uma motocicleta emprestada pelo Chefe de Polícia. Legal né!

Príncipe William da Inglaterra

O queridinho das adolescentes inglesas surpreendeu positivamente ao escolher uma motocicleta como presente principal dos seus badalados dezoito anos. A coroa britânica (Rainha Elizabeth) passou mal, ameaçou cortar a mesada principesca, regateou, ofereceu Land Rovers e Rolls Royces. Felizmente, nada adiantou, o netinho acabou vencendo e faturando uma moto nacional espetacular, a Triumph Speed Triple 750cc, igual a do Tom Cruise no Missão Impossível 2. No dia 21 de abril de 2000, o rapaz foi aprovado com louvor no rigoroso exame para obter habilitação na Inglaterra e já pode circular exibindo uma placa com a letra "L" de learner driver, ou seja, motorista aprendiz. Dizem que William não pode parar em lugar nenhum, por medo de sequestro seus passeios são todos "non stop", mas a Triumph já foi vista com garupa...Será que é a tal Britney Spears????

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Jay Leno sobre uma de suas Harleys cuidadosamente restauradas sob cuidadosa supervisão pessoal.

Jay Leno

Conhecido apresentador da televisão norte-americana, possui uma vasta coleção de motocicletas. Sua favorita para um passeio até sua casa de praia em Malibu, California, é uma velha Vincent. Já para os rolés mais agressivos, a opção é uma MV Agusta de 120.000 doletas...

Dia do Motociclista
Schwarzza foi um dos poucos motociclistas que conseguiram dar um salto à la Supercross com uma Fat Boy e viveram para contar a estória..

Arnold Schwarzenegger

Popularizou a Harley Davidson "Fat Boy" no filme "Exterminador do Futuro II" ( Treminator II), no início dos anos 90. Gosta de Harleys mas depois de ter sofrido um acidente com uma de suas Harleys, tem dado preferência aos jipões no estilo Hummer. Pior pra ele...

Ian Anderson

O aloprado flautista e vocalista do grupo Jethro Tull é um fanático declarado das motocicletas. Sua modalidade preferida é o trial, praticado nas belas paisagens escocesas, com seus amigos de rock`n roll. Anderson disse gostar de subir no alto de uma colina para compor , segundo ele, as motos são uma excelente fonte de inspiração. Concordamos plenamente, mas a pergunta não quer calar: onde será que ele guarda a flauta nessas andanças campônias...

Ann Richards

Ela governou o estado do Texas antes de George W. Bush. A governadora tem uma Harley Davidson totalmente branca, mas raramente anda na sua moto, é mais para dar um ar (marqueteiro) de moderninha...

Dia do Motociclista
É ele mesmo! Mr. Bob Dylan dando um passeio com sua Triumph Bonneville nas cercanias de Woodstock. Mais histórico impossível...

Bob Dylan

Lembram do super álbum dos anos 60 Nashville Skyline em parceria com o folk singer Johnny Cash? Pois é, o disco representou uma guinada na vida pessoal do bardo judeu/americano depois de um acidente de moto perto de Woodstock, New York. O acidente aconteceu em 29 de julho de 1966 e Bob pilotava uma Triumph Boneville 650, máquina que aparecia estampada na camiseta que ele usou na foto da capa de seu disco Highway 61.

Oliver Sacks

Neurocirurgião, autor do livro Awakenings, que deu origem ao filme "Tempo de Despertar", estrelado por Robin Williams e Robert de Niro, sucesso no mundo inteiro. O dr. Sacks tem uma BMW.

Os brasileiros famosos...

Rolim Amaro

O Comandante Rolim, fundador da empresa de aviação TAM era um motociclista "militante". Foi dono de motos de grande cilindrada como a Honda Gold Wing e a Yamaha Royal Star, além de uma impecável Harley Davidson. Em sua agenda anual há sempre um período de férias sobre duas rodas pelas estradas mais famosas do planeta, como a Rota 66 e a rodovia Transalpina. Pouco antes de morrer em um acidente aéreo, Rolim ainda teve tempo de rodar a América do Sul à bordo de uma BMW. Eis um homem que soube curtir sua passagem aqui no nosso planeta...

Celso Fontenelle

O presidente da OAB carioca é motociclista de longa data. Octogenário, o dr. Fontenelle já não vai diariamente ao Forum com sua impávida Honda CBX 150 Aero, mas não deixa de elogiar as super máquinas de advogados abastados e reclamar dos causídicos inconscientes que não usam capacete...

Fernando Collor de Mello

O ex-presidente "impeachado" da República sempre foi fã das duas rodas. No exercício da presidência Collor causou polêmica ao acelerar uma Kawasaki Ninja ZX11 de 1100 cm3 (que pertencia ao deputado Cleto Falcão) até 200 km/h nas cercanias da Casa da Dinda, sua residência oficial em Brasília, o que lhe valeu um puxão de orelhas público da sua mãe, Dona Leda. Quando deixou (ou "foi deixado...") o Distrito Federal em 1992, Collor levou entre seus pertences uma singela Honda NX 150cc, na certa para mostrar que aquela história de enriquecimento ilícito era intriga da oposição. Hoje, depois de tomar uma lavada nas urnas em Alagoas, deve estar esfriando a cabeça aloirada em rolés de moto pelas belas praias da região...

Jô Soares

O apresentador e humorista José Eugênio Soares é um ex-motociclista declarado, em decorrência de 2 acidentes sucessivos num trecho perto de sua casa de veraneio em Petrópolis-RJ. Jô teve uma fratura de braço na 1ª queda, voltou antes do tempo e acabou caindo novamente, o que o deixou abalado a ponto de romper formalmente com o motociclismo.

Suas motos prediletas eram uma apropriada Harley Davidson modelo "Fat Boy" e uma resignada Yamaha DT 180. De grande entusiasta do motociclismo, a partir dos acidentes Jô se tornou um crítico veemente das duas rodas, por puro casuísmo, diga-se de passagem...

Dia do Motociclista
Leilane (a única mulher na foto...) elém de se aventurar com sua XT 600 pelas ruas do Rio, já participou do Rallye Paris-Dakar.

Leilane Neubarth

Repórter e apresentadora da Rede Globo de Televisão, Leilane tem um longo e estável relacionamento com o motociclismo, especialmente o fora-de-estrada. Sua moto atual é uma Yamaha XT 600, mesmo modelo utilizado pelo marido, Olívio Petit, diretor artístico do SporTV . A família toda está optando pelo motociclismo como veículo ideal para transporte e lazer. Bela escolha!

João Toledo

O presidente e principal acionista da J. Toledo Suzuki, filial brasileira da marca japonesa sempre foi fã das motocicletas. Dos bólidos da motovelocidade às resistentes fora-da-estrada, João teve e tem um pouco de tudo. Ex-piloto de velocidade e cross, sua atual paixão é um super scooter Burgman 400. A marca? Adivinhem...

Fonte: www.vulcaneirosdobrasil.hpg.ig.com.br

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