Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Dia do Produtor Rural  Voltar

Dia do Produtor Rural

 

25 de Julho

CARACTERIZAÇÃO DA ATIVIDADE RURAL

Segundo a legislação do imposto de renda (artigos 58 a 71 do RIR/99), produtor rural é a pessoa física ou natural que explora atividades agrícolas e pecuárias, a extração e a exploração vegetal e animal, a exploração da apicultura, da avicultura, da suinocultura, da sericicultura, da piscicultura (pesca artesanal de captura do pescado in natura) e outras criações de pequenos animais. Também está inserida nesse contexto a transformação de produtos agrícolas ou pecuários, sem que sejam alteradas a composição e as características do produto in natura.

Dia do Produtor Rural

Ainda segundo a legislação do imposto de renda das pessoas físicas, essas atividades de produtor rural devem ser realizadas pelo próprio agricultor ou criador, com equipamentos e utensílios usualmente empregados nas atividades rurais, utilizando-se exclusivamente matéria-prima produzida na área explorada. Entre essas matérias primas estão: o descasque de arroz, a conserva de frutas, a moagem de trigo e milho, a pasteurização e o acondicionamento do leite, assim como o mel e o suco de laranja (acondicionados em embalagem de apresentação), a produção de carvão vegetal, a produção de embriões de rebanho em geral (independentemente de sua destinação: comercial ou reprodução). Também é considerado como atividade do produtor rural o cultivo de florestas que se destinem ao corte para comercialização, consumo ou industrialização.

Sobre o relatado, veja o artigo 2º da Instrução Normativa SRF 257/2002

NÃO CARACTERIZAÇÃO DA ATIVIDADE RURAL

Essa mesma instrução normativa da Receita Federal explica que não é considerado como atividade rural o beneficiamento ou a industrialização de pescado in natura; a industrialização de produtos, tais como bebidas alcoólicas em geral, óleos essenciais, arroz beneficiado em máquinas industriais, o beneficiamento de café (por implicar a alteração da composição e característica do produto); a intermediação de negócios com animais e produtos agrícolas (comercialização de produtos rurais de terceiros).

Também não é considerada como atividade rural a compra e venda de rebanho com permanência em poder do contribuinte em prazo inferior a 52 dias, quando em regime de confinamento, ou 138 dias, nos demais casos. Esse período considerado pela lei tem em vista o tempo suficiente para descaracterizar a simples intermediação, pois o período de permanência inferior àquele estabelecido legalmente configura simples comércio de animais.

Ainda não é considerada como atividade rural a compra e venda de sementes; revenda de pintos de um dia e de animais destinados ao corte; o arrendamento ou aluguel de bens empregados na atividade rural (máquinas, equipamentos agrícolas, pastagens) prestação de serviços de transporte de produtos de terceiros etc.

Sobre o relatado neste tópico, veja o artigo 3º da Instrução Normativa SRF 257/2002

O PRODUTOR RURAL COMO EMPRESÁRIO

Pelo menos, diante da legislação tributária, ficou a certeza de que o produtor rural deve ser pessoa física ou natural. Assim sendo, qualquer Sindicato de Produtores Rurais ou dos Trabalhadores Rurais que tenha como associado produtor rural estabelecido como empresário individual ou sociedade empresária será considerado como sindicato de empresários e não de trabalhadores.

Mas, existe outra norma que nos leva a supor que o Produtor Rural em quaisquer circunstâncias seria equiparado ao empresário não registrado em Junta comercial ou Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas. Essa norma é o Convênio SINIEF s/n de 1970 que criou a Nota Fiscal de Produtor (Rural). O texto atual do Convênio SINIEF s/n de 1970, relativo à Nota Fiscal de Produtor foi inserido pelo Ajuste SINIEF 09/97,que alterou os artigos 58 a 60 do texto original. SINIEF é o Sistema Integrado Nacional de Informações Econômicas e Fiscais, administrado pelo CONFAZ - Conselho Nacional de Política Fazendária.

A prática nos mostra que somente os empresários (empresas ou firmas individuais) e as sociedades empresárias, agora definidas no Código Civil Brasileiro de 2002, têm a obrigação de emitir Notas Fiscais. Antes da entrada em vigor do Código Civil em 11/01/2003 (artigos 970 e 971), a pessoa física que operava como produtor rural, prestador de serviços ou incorporador de imóveis não podia se estabelecer como empresário ou empresa individual, que era conhecida por Firma Individual. Diante desse impedimento, para os efeitos tributários, os artigos 150 a 166 do RIR/99 equiparavam algumas pessoas físicas às pessoas jurídicas, exceto o produtor rural que operasse de acordo com as características mencionadas no artigo 2º da Instrução Normativa SRF 257/2002.

Entretanto, a legislação do imposto de renda possui dispositivos que obrigam o produtor rural pessoa física a ter escrituração contábil equivalente à das pessoas jurídicas que são tributadas pelo SIMPLES ou pelo sistema de Lucro Presumido. Essa escrituração contábil deve constar de Livro Caixa à semelhança do que também deve ser escriturado por profissionais liberais (autônomos), que antes da entrada em vigor do novo Código Civil também não podiam se estabelecer como empresários (firma individual), salvo se constituísse sociedade empresária com a participação de outros profissionais.

A legislação do imposto de renda das pessoas físicas ainda permite que o produtor rural compense com lucros do ano-calendário atual os eventuais prejuízos sofridos em anos anteriores, o que só é permitido às pessoas jurídicas tributadas com base no Lucro Real. Ou seja, as pessoas jurídicas tributadas pelo SIMPLES e com base no Lucro Presumido não podem compensar prejuízos sofridos em anos anteriores, nem as demais pessoas físicas contribuintes do imposto de renda, excetuando-se aquelas que sofrerem prejuízos em operações realizadas nas bolsas de valores e de mercadorias.

Diante do exposto, parece esclarecido que o Produtor Rural só era considerado pessoa física porque a legislação existente antes da entrada em vigor do Novo Código Civil em 11/01/2003 não permitia que se estabelecesse como firma individual (empresário).

LEGISLAÇÃO E NORMAS EM VIGOR

CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

No Código Civil que vigora desde 11/01/2003 lê-se:

Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.

O parágrafo único do artigo 966 do Código Civil deve estar se referindo ao profissional “Autônomo”, ou seja, aquele que exerce sua profissão em consultório particular como fazem alguns médicos, dentistas, engenheiros, contadores e técnicos em contabilidade, entre outros profissionais liberais de nível técnico e superior. Também seriam considerados “Autônomos” aqueles profissionais que atendem os seus clientes ou fregueses na residência destes, como fazer alguns como os manicuros, eletricistas, técnicos ou consertadores de geladeiras e máquinas de lavar ou de secar roupa, entre outros semelhantes, que não estejam constituídos como empresa.

Quando se refere ao Produtor Rural, no Código Civil lê-se:

Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.

Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.

No caso do tratamento favorecido ao empresário rural e ao pequeno empresário, poderia ser utilizada como base de definição a Lei Complementar 123/2006, que substituiu as antigas leis conhecidas como Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e a Lei do SIMPLES, que instituiu sistema simplificado de tributação para aquelas.

Entretanto, quando se refere ao EMPRESÁRIO, o Código Civil o relaciona à antiga Firma Individual, enquanto que a citada lei complementar parecer estar se referindo às sociedades empresárias, deixando de lado também as sociedades simples, visto que não oferece os mesmos benefícios fiscais aos profissionais liberais cuja profissão seja regulamentada.

No citado artigo 968 do Código Civil lê-se:

Art. 968. A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento que contenha:

I - o seu nome, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o regime de bens;

II - a firma, com a respectiva assinatura autógrafa;

III - o capital;

IV - o objeto e a sede da empresa.

§ 1º Com as indicações estabelecidas neste artigo, a inscrição será tomada por termo no livro próprio do Registro Público de Empresas Mercantis, e obedecerá a número de ordem contínuo para todos os empresários inscritos.

§ 2º À margem da inscrição, e com as mesmas formalidades, serão averbadas quaisquer modificações nela ocorrentes.

É importante saber que o denominado EMPRESÁRIO pelo Código Civil era anteriormente conhecido como FIRMA INDIVIDUAL. Esta é denominada no RIR/99 como EMPRESÁRIO INDIVIDUAL ou EMPRESA INDIVIDUAL.

RIR/99 - REGULAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA

IRPF - Atividade Rural - Pessoas Físicas
IRPJ - Atividade Rural - Pessoas Jurídicas

Fonte: www.cosif.com.br

Dia do Produtor Rural

25 de Julho

Faça chuva ou faça sol, lá estão os produtores rurais trabalhando, pensando unicamente em levar o alimento à mesa da população. Cumprem uma missão de vida e são peças importantes na engrenagem do desenvolvimento nacional.

Grande ou micro produtor, todos eles cumprem com esmero esta árdua missão de plantar, colher e saciar a fome de todos os brasileiros. No Norte do país, não são os grandes produtores de café ou de soja que predominam no setor rural. Lá, os responsáveis pelo sustento de seus habitantes são os micro e pequenos produtores rurais. Colonos que produzem alimentos, apesar das inúmeras dificuldades que enfrentam, como falta de incentivos, carência de recursos, ausência de tecnologia, e tantos outros.

Dia do Produtor Rural

Precisamos, portanto, fazer com que estes trabalhadores tenham o seu valor devidamente reconhecido. A resposta a isto, com certeza, virá em substancial aumento da produção agrícola do Brasil. Ganhará o País, que terá mais alimento para o abastecimento interno e até para exportação, ganhará a população, com o consequente aumento da oferta, que reduzirá os preços.

Hoje em dia, não basta ter conhecimento sobre a forma de plantar determinado produto ou em que tipo de terreno aplicá-la. Na área rural, é crescente o número de propriedades que passaram a visualizar a administração com os mesmos critérios de empresas, se profissionalizando e investindo tanto em comunicação e treinamento de funcionários, bem como em novas tecnologias. Este movimento tem proporcionado maior lucratividade, produtividade e reconhecimento internacional do padrão dos produtos agropecuários brasileiros, criando um mercado diferenciado no país, composto por empresas rurais.

Fonte: Partido Progressista ; Sebrae

Dia do Produtor Rural

25 de Julho

A Importância da Criatividade para o Pequeno Produtor

A falta de disponibilidade de recursos materiais e, principalmente, financeiros sempre foram e continuam sendo os maiores problemas do pequeno produtor rural. Muitas vezes, a época de plantio está chegando e o agricultor não conseguiu levantar os recursos necessários para iniciar esta importante tarefa.

Dia do Produtor Rural

As formas tradicionais de captação de recursos como a utilização de crédito agrícola ou empréstimos em bancos nem sempre são alcançadas. Além disso, as taxas de juros pagas pelos agricultores e pecuaristas, muitas vezes, chegam a inviabilizar o próprio negócio.

Tendo em vista que o capital mais barato é o capital próprio, o produtor deve se perguntar se não existe, para ele, uma outra forma de conseguir levantar o capital necessário para dar continuidade ou para ampliar seu agronegócio.

Muitas vezes, a resposta está mais próxima do que se imagina, dentro da própria propriedade rural. Muitos produtores rurais, para conseguir levantar capital ou mesmo como fonte alternativa de renda, optaram por adotar práticas empreendedoras voltadas para o Turismo Rural ou Ecoturismo, por exemplo.

Muitas fazendas e sítios, hoje, figuram como pólos de turismo ecológico, onde o proprietário cobra pela entrada em suas terras e pela oportunidade dos turistas desfrutarem das belezas naturais que só o proprietário e seus convidados, anteriormente, desfrutavam.

Lagos, dentro de fazendas e sítios, tornaram-se pesqueiros, cachoeiras viraram áreas de lazer com direito a piscina natural, foram criadas estruturas de conforto e lazer, pelas quais os visitantes são cobrados, como refeitórios com várias opções de pratos, banheiros, dormitórios, camping, etc.

Além da “opção turística”, o produtor rural pode optar por utilizar algum recurso natural, que não prejudique o meio-ambiente, e gerar renda adicional. Muitas vezes, utilizar um lago ou açude para a piscicultura, utilizar uma cultura ou criação paralela, de baixo custo, para financiar sua atividade principal ou mesmo alugar equipamentos e máquinas, como tratores, arados, colheitadeiras, entre outros e, dessa forma, encontrar um meio mais barato e eficiente de auto-financiar sua atividade principal.

A criatividade é uma peça chave em todas as profissões e atividades produtivas.

No nosso país, onde a vida do pequeno produtor rural já é tão complicada, a criatividade, com responsabilidade, pode ser um importante diferencial para o sucesso.

Fonte: www.uov.com.br

Dia do Produtor Rural

25 de Julho

A importância do produtor rural

A sociedade brasileira tem sua história marcada pelos seus grandes períodos de colonização, de império e de república.

Entre os momentos de glória econômica que ajudaram a acelerar este mercado, destacando-o no cenário mundial, figura a exportação de produtos agrícolas, particularmente do café, que por longo período da história consagrou o Brasil como o grande produtor do mundo.

Dia do Produtor Rural

Em épocas mais recentes, a soja, entre outros produtos, igualmente sobressaem como mercadoria de exportação levando o país às mais distantes nações.

Nesta esteira do desenvolvimento fica evidente que a agricultura brasileira tem contribuído substancialmente para o crescimento econômico do país, gerando divisas para a nação, fixação do homem no campo, aumento do emprego e aquecimento interno do mercado.

E neste quadro é inegável a importância do produtor rural para a economia brasileira.

Os produtores são responsáveis pela alimentação do povo brasileiro e de milhões de famílias pelo mundo afora.

Só este fato já seria suficiente para que o setor fosse prioridade número um para qualquer governo e sobretudo para aqueles que se dizem voltados para acabar com a fome do brasileiro.

O produtor rural tem que ser valorizado.

Em países desenvolvidos, on-de o produtor rural é tec-nicamente equipado, capitalizado, os governos não cansam de oferecer incentivos e condições adequadas para o aumento da produção e da industrialização de alimentos.

O Brasil é considerado por suas terras férteis, o verdadeiro celeiro do mundo.

Nosso homem do campo tem que ter o seu reconhecimento, pois ele tem mérito.

Fonte: www.oguaira.com.br

Dia do Produtor Rural

25 de Julho

A falência dos pequenos produtores rurais

O Brasil, sem sombra de dúvidas, é um dos melhores países do mundo em termos de áreas agricultáveis e condições para produção de animais. Para muitos, sua vocação natural é ser um dos celeiros do mundo no próximo século, com agricultura e pecuária fortes, agroindústria forte, auto-suficiente para atender o consumo interno e com largos excedentes para exportação com preços competitivos. Seria plausível, seria ótimo, mas, nos últimos anos uma desastrada política agrícola (segundo alguns, maldosa) tem sido levada a cabo.

Dia do Produtor Rural

Essa política tem prejudicado todos os setores, das agroindústrias aos produtores, dos pequenos aos grandes. Porém, é mais preocupante a situação dos pequenos produtores, largados à própria sorte e sem voz de reivindicação.

Em primeiro lugar, é importante salientar a importância dos pequenos produtores para a produção agropecuária nacional. Diversos itens de consumo, muitos da cesta básica, praticamente só são produzidos em pequenas propriedades e lavouras. São bons exemplos o feijão e os ortifrutigranjeiros. Devido à rentabilidade, produtividade e outras peculiaridades, os grandes latifúndios, com raras exceções, não se interessam por tais culturas, concentrando-se em produtos para exportação.

Em segundo lugar, é interessante avaliar a importância dos pequenos produtores para a sociedade e economia do interior. Um bom desempenho nessa área diminui o inchaço nas cidades, fixando uma maior parcela da população no campo. As pequenas cidades do interior, em geral, sobrevivem de atividades relacionadas à produção, como comércio, pequenas agroindústrias e outros. Há uma relação de dependência. Quando as coisas vão bem na agricultura, essas regiões gozam de uma excelente qualidade de vida e prosperidade, que se propaga. Porém, quando as coisas vão mal, há igualmente propagação, mas neste caso, de problemas.

Para se ter uma boa noção do que está errado, é preciso avaliar alguns pontos principais

Política de preços e estratégia de produção

A péssima política de preços agropecuários dos governos federal e estadual (nem todos) tem criado muitos problemas. Muitas vezes, após a colheita, os preços praticados para certos produtos estão tão baixos que os produtores preferem deixá-los estocados ou estragando, pois os custos para disponibilizá-los para venda saem mais altos que o próprio valor de venda. Às vezes, opta-se por nem fazer a colheita.

Como é possível que tais fatos aconteçam? Uma péssima política agrícola, aliada a uma total falta de estratégia, deixa os produtores sem orientação, levando-os a escolher as culturas ao léu, havendo em certas épocas ou regiões desabastecimentos enquanto em outras há excedentes, ou vice-versa. Além de não prevenir, o governo não remedia, pois raramente viabiliza a venda de excedentes de uma região para outra desabatecida, assim como não estabelece uma política de preços que permita o equilíbrio, evitando a quebra dos produtores. Em alguns momentos, quando a situação fica caótica, compra os excedentes e os deixa apodrecendo em seus armazéns. Ora, estão à disposição do governo diversos meios e estruturas, tanto a nível federal quanto estadual, para realizar uma política de preços justa e estabelecer uma estratégia de produção eficiente.

Crédito Rural

Para os pequenos produtores, existem pouquíssimas linhas de crédito. O agricultor, por exemplo, faz o plantio, cuida da plantação, arca com as despesas para tal e após o devido tempo faz a colheita. Qual a meta básica do agricultor? Com o que receber pela venda da safra, espera ter dinheiro para o próximo plantio e o suficiente para a subsistência de sua família e propriedade. E se possível prosperar. O mesmo vale para os pequenos produtores de animais, granjeiros e outros, com suas respectivas características.

Porém, devido aos baixos preços ou até inexistência destes, e às vezes fatalidades, como a perda da produção por bruscas mudanças climáticas, o agricultor fica sem condições de reiniciar o processo. Só lhe resta procurar por empréstimos e financiamentos. No interior do país, há poucas opções. Até alguns anos atrás, havia muitos bancos que destinavam grandes somas ao chamado “crédito rural”. Banco do Brasil (principalmente), bancos estaduais e alguns bancos privados (como o Bamerindus), ainda eram um recurso. Assim, a produção continuava seu ciclo.

Alguns bancos privados, após a venda para estrangeiros, fecharam a quase totalidade de suas agências que se prestavam a esse fim, a maioria em pequenas cidades, julgando-as de baixa lucratividade. Com o processo de privatização dos bancos estaduais, estes também têm se afastado. O Banco do Brasil passou a ser a última esperança, por ainda manter agências em pequenas cidades. Entretanto, de uns anos para cá, têm ficado cada vez mais restritas suas linhas de crédito rural.

Atualmente, estas linhas quase só existem para latifundiários, e mesmo para eles deixa a desejar. Ou seja, ficou muito mais difícil para os pequenos produtores conseguir empréstimos e superar seus problemas financeiros.

O Ciclo terrível

O problema dos financiamentos e empréstimos tomados pelos pequenos produtores é que, aliados às muitas outras dificuldades, criaram um ciclo terrível do qual é muito difícil sair.

A cada vez que toma um empréstimo, o produtor se compromete a pagar após receber pela venda da colheita. Contudo, por motivos já antes expostos, ele muitas vezes tem prejuízos e, consequentemente, mal consegue pagar a dívida, ou não consegue. Na melhor das hipóteses, não tem lucro. Na pior, fica inadimplente. O resultado é óbvio: para fazer um novo plantio, ou manter a produção, é preciso fazer um novo empréstimo, correndo o risco de a situação se repetir, criando um ciclo. Aqueles que entram nesse ciclo nunca prosperam.

A péssima situação dos pequenos produtores rurais contribui, ainda, com várias outras chagas da sociedade nacional. Entre elas o agravamento da situação no interior, a ampliação da pobreza, o aumento do êxodo rural e o aumento dos conflitos pela reforma agrária (o governo, quando afirma ter assentado centenas de milhares de famílias, não cita que ao mesmo tempo muitas outras abandonam o campo, assim como muitas recém assentadas entram no mesmo drama).

Num contexto mais localizado, há ainda algumas situações inacreditáveis, que nem tantas atenções recebem. Surgiram entre as agroindústrias, já há alguns anos, algumas extremamente oportunistas. A proposta que fizeram aos produtores, muitos já em má situação, consistiu mais ou menos no seguinte: produziriam itens de interesse da empresa, esta se comprometendo a comprar toda a produção, facilitar linhas de crédito para iniciar a produção e praticar preços justos. Um grande número de produtores entrou nesse esquema.

De início, tudo correu bem. Os preços agradavam e os produtores começaram a prosperar. Passaram alguns anos, e a verdade se mostrou. Ano a ano, as empresas passaram a reduzir o valor pago pela produção, sempre com novas desculpas, alegando problemas financeiros, entre outros. Até que se chegou num limite, suficiente apenas para recomeçar o ciclo produtivo, isso quando dava. A situação ficou novamente difícil. E quando foram procurar vender seus produtos para outros compradores? Descobriram que essas empresas possuem um acordo com suas congêneres de outras áreas, cabendo a cada uma não comprar de produtores da outra. Isso ocorre, por exemplo, em algumas áreas de produção de fumo e pequenos animais no sul do país. Ou seja, uma espécie de sistema servil, em moldes medievais, mas bem típico da busca frenética por lucro que se configura atualmente.

Apenas um exemplo da dura realidade.

O que se vê é que os pequenos produtores rurais brasileiros agonizam e, ao invés de obter ajuda, sua situação só se agrava. Junto com eles, agoniza o interior. Apesar de tudo, ainda existem bons exemplos. Em algumas regiões o problema é tratado com seriedade pelos governantes e pela sociedade local. Mas não é o que se vê no geral. É preciso que a sociedade se sensibilize com a triste verdade do campo. Cabe ao governo federal tomar uma atitude e, no mínimo, rever sua política agrária, que se não é maldosa, é irresponsável e poderá, em poucos anos, levar a agropecuária nacional a uma quebra inaceitável.

Fonte: www.probrasil.hpg.com.br

Dia do Produtor Rural

25 de Julho

De que pequeno produtor rural estamos falando

A ausência de estatísticas atualizadas sobre o peso econômico da atuação da produção do pequeno produtor brasileiro, mascara seu peso específico na atividade do agronegócio como um todo.

De antemão podemos afirmar que, por respeitar a diversidade e a biodiversidade, o pequeno produtor rural brasileiro, presente em todo o território nacional, é a base da produção nacional de alimentos, além de ter um forte compromisso com a preservação do patrimônio ambiental e natural.

Dia do Produtor Rural

Ator chave no processo de desenvolvimento rural, o pequeno produtor rural torna-se vetor no processo de busca de um novo padrão de produção sustentável, que resgata os componentes de desenvolvimento inclusivo, baseado no respeito, trabalho e solidariedade.

Além das discussões de incremento de produtividade no campo, por meio da inserção competitiva da agropecuária de pequeno porte, deve ser buscado um ponto de equilíbrio que garanta qualidade de vida no campo, sem agressão do meio ambiente e que dê orgulho e padrão digno do trabalho no campo.

Marcados ainda com a lógica de agropecuária de subsistência, a agropecuária brasileira de pequeno porte já não reflete isto e para tanto é importante trazer os seguintes números com peso relativo em vários segmentos da agropecuária como os a seguir listados.

Esta produção representa 57% da geração da renda no campo.

Apesar desta relevância econômica e que amplia se olharmos do ponto de vista social, pois estas pequenas propriedades (3,9 milhões de propriedades segundo o INCRA) representam 92% do número de imóveis, ocupando 29% da área plantada, o que caracteriza uma das contradições da estrutura fundiária brasileira. Outra contradição se refere ao peso na geração de postos de trabalho, pois a pequena propriedade rural representa 86% dos postos de trabalho no campo, algo em torno 14,4 milhões de postos.

Outra desmistificação se refere ao atraso da pequena propriedade no campo. 64% dos tratores utilizados no campo estão em pequenas propriedades, sendo que o percentual de uso de máquinas para plantio, colheita e arados, é superior. E até o uso da química na agricultura e pecuária (agrotóxicos e defensivos) é intenso, só tendo pouco uso de fertilizantes e sistemas de irrigação.

Fonte: www.agropecuariadepequenoporte.wordpress.com

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal