O que é semiótica da música?
Quando se questiona qual é o significado da música pode-se encontrar diversas respostas, tais como: 'a música não tem significado', 'a música significa formas e sentimentos', 'a música significa as emoções', etc.

Cabe entender, primeiramente, o que se quer dizer com 'significado'; em segundo lugar, como a música manifesta idéias, formas, movimentos ou emoções; finalmente, como os ouvintes recebem e interpretam os sinais acústicos e seus significados.
A ciência que vai buscar respostas para essas perguntas é a semiótica da música.
Semiótica é a ciência que estuda as formas e os processos de significação.
Em linguagem técnica, a semiótica investiga toda e qualquer forma de semiose (a ação dos signos ou o processo de significação).
Por sua vez, a semiótica da música é a ciência que estuda o significado musical: das bases acústicas à composição, das obras à percepção; da estética à musicologia, etc.
Na verdade, questões de significação são tão antigas como a própria música. Músicos e filósofos de todas as épocas e culturas se preocuparam com essas questões.
Porém, só mais recentemente é que as investigações nessas áreas fizeram uso das teorias semióticas modernas.
Fonte: www.pucsp.br
A palavra música vem do grego "mousikê", que significa a arte das musas. Por isto, incluía também a poesia e a dança. E o que todas elas têm em comum? O ritmo!

É quase impossível dizer quando a música surgiu ou como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair som, ritmo, melodias. Ao contrário de outras manifestações primitivas da arte, como as pinturas que ficavam gravadas nas cavernas, a música não podia ser registrada. Isto dificulta ainda mais a tentativa de delimitar o "nascimento" desta expressão.
Mas pode-se dizer que os homens pré-históricos ainda não dominavam técnicas artesanais suficientes para fabricar instrumentos musicais, embora já usassem as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e rituais. E é esse ritmo que interessa observar, porque a partir dele o homem vai começar a buscar outras manifestações: assobios, uivos, gritos que, dentro de uma medida de tempo, vão compor a música em seu estilo mais primitivo.

Lira
Na antigüidade, a música não tem data. Parece presente entre todas as civilizações, quase sempre com caráter religioso. Predominava o recital de palavras - instrumentos musicais não eram muitos e nem muito utilizados, pois a prioridade da música era comunicar.
Entre os gregos, a melodia ainda era bastante simples, pois ainda não conheciam a harmonia (combinação simultânea de sons). Para acompanhar as músicas, usavam a lira - daí o termo 'lírico', usado também na poesia.
Depois, a lira deu lugar à cítara e ao aulos (um instrumento de sopro, ancestral do oboé).

Oboé

Aulos
Entre os povos de origem semita, principalmente aqueles localizados onde hoje é a Arábia, havia uma outra função para a música: acompanhar a dança. Os judeus também utilizavam a música, assim como os chineses, sendo que estes eram mais avançados em relação aos instrumentos musicais - já possuíam inclusive o conceito de orquestra.
Os chineses também já estavam passos à frente na percepção do que a música era capaz de suscitar em um grande número de pessoas. Por isto, usavam melodias em eventos civis e religiosos e com isto, por exemplo, empreendiam uma marca à personalidade dos grandes imperadores. Cada grande imperador tinha sua música própria. Alguma semelhança com os jingles de campanhas eleitorais? Ou com o inteligente uso da música pela Alemanha nazista?
Assim como as histórias eram transmitidas oralmente, as músicas também não possuíam forma escrita que as registrasse. Foi no século IX que a música ganhou uma primeira versão de escrita sistemática - a pauta, que é creditada ao monge Guido d'Arezzo, na Itália. Hoje, a pauta comum é a de cinco linhas, ou pentagrama, embora no canto gregoriano a pauta de quatro linhas permaneça, como homenagem ao monge.
A partir da invenção de Guido, a história da música foi dividida em diversos estilos, cada um com características próprias e inserido em um contexto particular.

É o estilo mais antigo que se conhece em matéria de música ocidental. Começou com o cantochão ou canto gregoriano, que é portanto o mais antigo de todos os estilos. Cantado nas igrejas, o cantochão consistia em uma única linha melódica, sem acompanhamento. Com o tempo, ganhou outras vozes, nascendo aí o estilo coral.
Nos séculos XII e XIII foi a vez das danças e canções tornarem-se populares, principalmente no sul da França. Enquanto as canções eram levadas pelos trovadores, as danças eram mais comuns em festas e feiras e contavam com mais músicos e cantores. Geralmente eram tocadas com dois instrumentos, que podiam ser a viela (prima distante do violino), vários tipos de flautas doces, o alaúde, o trompete reto medieval, triângulos e tambores, entre outros.