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Dia da Música

 

21 de Junho

O que é semiótica da música?

Quando se questiona qual é o significado da música pode-se encontrar diversas respostas, tais como: 'a música não tem significado', 'a música significa formas e sentimentos', 'a música significa as emoções', etc.

Cabe entender, primeiramente, o que se quer dizer com 'significado'; em segundo lugar, como a música manifesta idéias, formas, movimentos ou emoções; finalmente, como os ouvintes recebem e interpretam os sinais acústicos e seus significados.

A ciência que vai buscar respostas para essas perguntas é a semiótica da música.

Semiótica é a ciência que estuda as formas e os processos de significação.

Em linguagem técnica, a semiótica investiga toda e qualquer forma de semiose (a ação dos signos ou o processo de significação).

Por sua vez, a semiótica da música é a ciência que estuda o significado musical: das bases acústicas à composição, das obras à percepção; da estética à musicologia, etc.

Na verdade, questões de significação são tão antigas como a própria música. Músicos e filósofos de todas as épocas e culturas se preocuparam com essas questões.

Porém, só mais recentemente é que as investigações nessas áreas fizeram uso das teorias semióticas modernas.

Fonte: www.pucsp.br

Dia da Música

21 de Junho

A palavra música vem do grego "mousikê", que significa a arte das musas. Por isto, incluía também a poesia e a dança. E o que todas elas têm em comum? O ritmo!

É quase impossível dizer quando a música surgiu ou como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair som, ritmo, melodias. Ao contrário de outras manifestações primitivas da arte, como as pinturas que ficavam gravadas nas cavernas, a música não podia ser registrada. Isto dificulta ainda mais a tentativa de delimitar o "nascimento" desta expressão.

Mas pode-se dizer que os homens pré-históricos ainda não dominavam técnicas artesanais suficientes para fabricar instrumentos musicais, embora já usassem as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e rituais. E é esse ritmo que interessa observar, porque a partir dele o homem vai começar a buscar outras manifestações: assobios, uivos, gritos que, dentro de uma medida de tempo, vão compor a música em seu estilo mais primitivo.

A ANTIGUIDADE E A MÚSICA

Dia da Música
Lira

Na antigüidade, a música não tem data. Parece presente entre todas as civilizações, quase sempre com caráter religioso. Predominava o recital de palavras - instrumentos musicais não eram muitos e nem muito utilizados, pois a prioridade da música era comunicar.

Entre os gregos, a melodia ainda era bastante simples, pois ainda não conheciam a harmonia (combinação simultânea de sons). Para acompanhar as músicas, usavam a lira - daí o termo 'lírico', usado também na poesia.

Depois, a lira deu lugar à cítara e ao aulos (um instrumento de sopro, ancestral do oboé).

Dia da Música
Oboé

Dia da Música
Aulos

Entre os povos de origem semita, principalmente aqueles localizados onde hoje é a Arábia, havia uma outra função para a música: acompanhar a dança. Os judeus também utilizavam a música, assim como os chineses, sendo que estes eram mais avançados em relação aos instrumentos musicais - já possuíam inclusive o conceito de orquestra.

Os chineses também já estavam passos à frente na percepção do que a música era capaz de suscitar em um grande número de pessoas. Por isto, usavam melodias em eventos civis e religiosos e com isto, por exemplo, empreendiam uma marca à personalidade dos grandes imperadores. Cada grande imperador tinha sua música própria. Alguma semelhança com os jingles de campanhas eleitorais? Ou com o inteligente uso da música pela Alemanha nazista?

Diversos estilos, diversas épocas

Assim como as histórias eram transmitidas oralmente, as músicas também não possuíam forma escrita que as registrasse. Foi no século IX que a música ganhou uma primeira versão de escrita sistemática - a pauta, que é creditada ao monge Guido d'Arezzo, na Itália. Hoje, a pauta comum é a de cinco linhas, ou pentagrama, embora no canto gregoriano a pauta de quatro linhas permaneça, como homenagem ao monge.

A partir da invenção de Guido, a história da música foi dividida em diversos estilos, cada um com características próprias e inserido em um contexto particular.

Música medieval

Dia da Música

É o estilo mais antigo que se conhece em matéria de música ocidental. Começou com o cantochão ou canto gregoriano, que é portanto o mais antigo de todos os estilos. Cantado nas igrejas, o cantochão consistia em uma única linha melódica, sem acompanhamento. Com o tempo, ganhou outras vozes, nascendo aí o estilo coral.

Nos séculos XII e XIII foi a vez das danças e canções tornarem-se populares, principalmente no sul da França. Enquanto as canções eram levadas pelos trovadores, as danças eram mais comuns em festas e feiras e contavam com mais músicos e cantores. Geralmente eram tocadas com dois instrumentos, que podiam ser a viela (prima distante do violino), vários tipos de flautas doces, o alaúde, o trompete reto medieval, triângulos e tambores, entre outros.

Música renascentista

A época da Renascença foi caracterizada pelos valores racionais e pela busca do saber e da cultura. Isto repercutiu, naturalmente, no campo musical: as melodias já não eram tão voltadas a temas religiosos. Mesmo assim, as obras que mais marcaram a história continuaram sendo as religiosas, principalmente a música vocal (sem acompanhamento de instrumentos), com várias linhas melódicas de coral (polifonia coral).

Outra mudança importante diz respeito ao papel dos instrumentos musicais, que deixaram de ser mero acompanhamento para tomarem papel principal na obra de muitos compositores. Assim, foram compostas obras especialmente para instrumentos de teclados (órgão, clavicórdio e, principalmente, virginal).

Música barroca

O termo "barroco", que no começo era usado para definir um estilo arquitetônico, estendeu-se a outros campos da arte, como a literatura. Na música, foi inaugurado com o surgimento da primeira ópera, em 1607, e do oratório, terminando em 1750, ano da morte de Johann Sebastian Bach, um dos maiores representantes do barroco.

A ópera é como uma peça de teatro - a diferença é que é cantada. Quando as histórias giravam em torno de histórias bíblicas, a peça musical era então chamada de oratório, que antes eram representados e depois passaram a ser apenas cantados. Oratórios pequenos eram chamados de cantatas, uma variação bastante comum nas missas.

Foi no período da música barroca que as orquestras tomaram forma mais organizada: deixaram de ser um agrupamento desordenado e ocasional de músicos e foram se aperfeiçoando. Os instrumentos também mudavam e logo o violino tomou o lugar da viela e torno-se central na orquestra. Participação garantida também era a do cravo ou do órgão, que tinham presença contínua nas peças musicais.

Nesta época, destacaram-se os músicos: Vivaldi, Haendel e, como já dito, Bach.

Música clássica

A música clássica é aquela composta entre 1750 e 1810, quando os músicos eram contratados para compor para a corte. Era um trabalho como qualquer outro; música não era vista como criação artística e sim como um produto para agradar à nobreza. Os músicos que concordavam com este ponto de vista, como fez Haydn, tinham seu trabalho garantido. Os que se rebelavam eram desprezados pela corte e muitas vezes morriam na miséria, como aconteceu a Mozart.

Enquanto a música barroca é mais complicada e cheia de detalhes, o estilo clássico é mais simples e leve. As orquestras passam a valorizar os instrumentos de sopro em detrimento do órgão e do cravo. Aliás, os instrumentos como um todo ganharam mais espaço. Um exemplo foi a criação da sonata, que é uma obra com vários movimentos, cada um com determinados instrumentos. Surgiu também a sinfonia - uma sonata para orquestra, com quatro movimentos: rápido, lento, minueto e muito rápido.

Um grande marco da música clássica é o surgimento do piano. Derivado do cravo, a diferença entre os dois está na maneira pela qual as cordas emitem o som. No cravo, são tangidas por bicos de penas e no pianoforte (que depois ganhou o nome de piano), são percutidas por pequenos martelos.

Além de Mozart e Haydn, também Beethoven destacou-se no período clássico. Porém, não parou por aí: ao contestar as obrigações dos músicos com a corte, inaugurou o pensamento romântico, que você vai conhecer a seguir.

Música romântica

A geração da música romântica estava preocupada em quebrar padrões. As obras procuravam expressar emoções intensas e exaltavam sentimentos; os temas mais comuns eram terras distantes e exóticas, amores platônicos, o luar, o mistério, o mágico. Foram retomadas as qualidades melódicas da canção, agora com o acompanhamento do piano.

Nesta época nasceram as óperas mais conhecidas da atualidade. Obras de Verdi, Wagner e até do brasileiro Carlos Gomes foram consagradas. Obras mais curtas, como as de Schubert, Mendelssohn, Chopin, Schumann, Liszt e Brahms, também fizeram muito sucesso.

As orquestras aumentaram e se diversificaram e, por conta disto, as sinfonias ficaram cada vez mais complexas - eram verdadeiros desafios ao desempenho do compositor. Quanto mais requintado, melhor. Daí a importância dos études (estudos para aprimoramento da técnica) e o sucesso que Lizst e Paganini fizeram, ao apresentarem-se em público, surpreendendo por sua rapidez e precisão.

Música do século XX

O século XX foi de inúmeras manifestações musicais. A variedade de estilos torna praticamente impossível listá-los todos, mas podemos destacar algo em comum na maioria deles: uma postura anti-romântica. Além disto, outras características observadas são: melodias curtas, busca de novas sonoridades, métricas inusitadas.

As notas musicais

As notas musicais você conhece, não? São dó, ré, mi, fá, sol, lá e si.

Você sabe de onde veio o sistema destas sete notas?

Tudo começou com o monge Guido D'Arezzo (sim, o mesmo que inventou a pauta!). Ele deliberou estas notas a partir de um hino ao padroeiro dos músicos, São João Batista.

Eis o hino, no original em latim (repare nas iniciais grifadas):

Ut queant laxit

Ressonare fibris

Mira gestorum

Famuli tuorum

Solvi polluti

Labii reatum

Sancte Ioannes

Com o passar do tempo, o Ut foi mudando, mudando, até virar o Dó.

Existem outros sistemas, no entanto. As músicas cifradas substituem as notas por letras, começando pelo A, que é o lá, e daí em diante: B (si), C (dó), D (ré), E (mi), F (fá) e G (sol).

Fonte: www.ibge.gov.br

Dia da Música

21 de Junho

A história da música imerge na história do Homem. Não há certezas sobre a sua origem e será muito difícil descobrir o porquê da sua génese. Em termos concretos, o que se sabe dos primórdios da nossa actividade musical provém essencialmente de alguma iconografia que sobreviveu a milhares de anos, e.g. as pinturas rupestres na gruta de “Les Trois Frères ”, consideradas como o mais antigo testemunho da nossa história musical e que parecem evidenciar que o Homem pré-histórico já usava os sons de forma intencional.

Ainda do período paleolítico também se conhecem instrumentos de sopro, feitos de osso, e.g. a flauta encontrada na Eslovénia (em 1995 ), que se calcula datar de aproximadamente 45 000 anos atrás. Contudo, a importância da figura de “Les Trois Frères” é particularmente significativa, porque, ao mesmo tempo que parece retratar um instrumento de corda, o arco musical também mostra uma associação da música (no caso, execução instrumental) e a dança com uma situação conotada com aspectos transcendentes, ritualistas e mágicos.

A Música, a Magia, o Divino e o Cosmos“

Para el hombre y las culturas primitivas, la música no es un arte: es un poder, cuya fuerza la ubica en el origen mismo del mundo.” (Perazzo ).

Esta perspectiva encontra-se igualmente nas obras, ou fragmentos de obras, que nos chegaram da antiguidade, nas quais a música aparece, frequentemente, associada a uma origem divina, aos mitos, a uma ideia de sobrenatural ou ainda aos elementos cósmicos. Seguem-se alguns exemplos: na China, considerava-se que os princípios da música seriam os mesmos do eterno sagrado, huang chung, expressão que tanto se referia ao tom fundamental da música chinesa como, no sentido simbólico, à autoridade divina; na Índia, segundo a tradição, o próprio Brahma ensinou o canto ao profeta Narada e este, por sua vez, transmitiu-o ao resto dos homens; no Egipto, antes do ano de 4000 a.C., a música também era recorrente nos ritos, cerimónias religiosas e militares, festas etc. Para os egípcios, o Deus Thoth teria criado o mundo através de sons . Os babilónios e os gregos relacionavam o som com o cosmos através de uma concepção matemática das vibrações acústicas, representadas numericamente e expressas também na astrologia:

“Los pitagóricos concibieron la escala musical como un elemento estructural dentro del cosmos. Además, el firmamento se reflejaba como una especie de armonía – la ‘armonía de las esferas’ –, y el espado tonal se obtenía por medio de una sola cuerda tensada (monocordio), de manera que reflejase esa armonía.” (Robertson e Stevens ).

É neste contexto que Platão (c.428/27 a.C. - 347 a.C.), que considerava a astronomia e a música como ciências irmãs, “tal como afirmam os pitagóricos” , refere o som provocado pelo movimento dos planetas, acompanhado pelo canto das deusas Láquesis, Cloto e Átropos ; e que Aristóteles (c.384 a.C. – 322 a.C.), em A Metafísica, escreve, citando os pitagóricos, que: “todo o céu é harmonia e número” .

Alguns Antecedentes: Música, Medicina e Terapia

A relação da música com a medicina também é longínqua. Remonta, provavelmente, à civilização egípcia a origem dos primeiros escritos sobre a acção da música no corpo humano: os papiros médicos descobertos pelo antropólogo inglês Flandres Petrie, em Kahum (1899), de c. 1500 a.C., mencionam a influência benéfica da música na fertilidade da mulher.

Também são referências importantes as lendas da mitologia grega (e outros relatos) que enumeram episódios sobre o poder calmante e terapêutico da música: Homero afirma que Aquiles foi encontrado na sua tenda tocando em uma magnífica lira e expurgando a sua cólera ; Orfeu, que aprendeu a arte com o próprio Apolo, deus da música e da medicina, ao “tanger a sua lira melodiosa, arrastava as árvores e conduzia os animais selvagens da floresta” ; Empédocles (482 - 430 a.C.) “era capaz de apaziguar paixões (…) foi o que fez a um jovem furioso, cantando versos da Odisseia” . Os Pitagóricos e os Coribantes usavam a música para expulsar os agentes causadores da doença e restabelecer a harmonia entre corpo e alma e Demócrito (c.460-370 a.C.) sustentava que muitas doenças poderiam ser curadas através de sons melodiosos de uma flauta .

No primeiro século d.C. o médico grego Asclepíades de Bitínia (c.124 – 40 a.C.) empregava a música para acalmar a excitação dos alienados e usava a trompete para curar a ciática. Esta tradição perdurou até à era cristã – e.g., Galeno (131-201 a.C.), também médico, acreditava que a música tinha o poder de combater a depressão e os estados de tristeza .

No Antigo Testamento atribuíam-se à música poderes idênticos:

“Todas as vezes que o espírito de Deus o acometia, David tomava a lira e tocava; então Saul se acalmava, sentia-se melhor e o mau espírito o deixava” (Bíblia de Jerusalém, Samuel 16, 23).

Já na Idade Média, em De Institutione musica, Boécio (480-524), que também se ocupou da influência da música sobre os estados violentos, refere curas efectuadas por Pitágoras, a um alcoólico, e por Empédocles, a um louco, e como os pitagóricos induziam o sono através de melodias doces . Na verdade, este tipo de relato encontra-se com abundância ao longo da história: Benenzon cita fontes medievais, tanto árabes como judias, “onde se narra com frequência como se chamavam os músicos para aliviar as dores dos enfermos no hospital” . No século XV, o musicógrafo flamengo Tinctoris (1445-1511) afirmava que um dos objectivos da música seria o de curar as doenças . Ainda nesta época, salienta-se o trabalho de Marsílio Ficino (1433-99) que, de forma pioneira, preconizou a musicoterapia activa ao prescrever que: “O homem melancólico execu¬tará, e às vezes inventará ele mesmo, os ares musicais (…) ele cantará e tangerá a lira” . Nesta óptica, a música deixaria de ser uma medicação externa e passaria a fazer parte do processo terapêutico.

Em 1584, o naturalista italiano Giambattista della Porta (1537-1615) escrevia, na sua obra Magiae naturalis , que o som advindo de instrumentos musicais feitos da mesma madeira de plantas medicinais produzia os mesmos efeitos terapêuticos: “as plantas de madeira de álamo, por exemplo, seriam efica¬zes contra as dores de ciática, as de madeira de heléboro contra as enfermidades nervosas, enquanto que os instrumentos feitos com fibra da planta de rícino provocariam efeitos purgativos” . Athanasius Kircher (c.1602-1680), no século XVII, recomendava o uso terapêutico da música, depois de ter experimentado em si os seus efeitos. Na sua perspectiva:

“The sound has an attractive property; it draws out disease, which streams out to encounter the musical wave, and the two, blending together, disappear in space” (Blavatsky, 1877: 215).

Finalmente, no século XVIII, em 1729, aparece o texto mais antigo (conhecido) sobre música e medicina , de Richard Browne. Depois, e a partir de 1880, com o advento da experimentação psicofisiológica, ocorreu uma maior aproximação entre a neurologia e a psiquiatria, surgindo uma possibilidade de fundamentar, de forma científica, o uso terapêutico da música com base nos efeitos neurofisiológicos produzidos.

O Século XX e a Emergência da Musicoterapia

Não obstante a atenção em torno dos efeitos curativos da música, o advento da Musicoterapia é recente . É só no século XX que se institui como ciência e passa a ser considerada na sua realidade pluridisciplinar e pluridimensional, i.e., como disciplina de carácter científico, pressupondo um corpo teórico próprio mas também assumidamente interrelacionado com outras áreas, tais como a arte, a medicina, a psicologia e a reeducação.

“Como ciência, a musicoterapia é recente, tendo acelerado o seu desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial, em hospitais para reabilitação dos feridos de guerra, nos Estados Unidos. Desde então, a pesquisa da relação som/ser humano, tanto na sua dinâmica normal, como no seu uso terapêutico, têm crescido ano a ano” (APEMESP ).

Na primeira metade do século XX, até cerca de 1945/50, dão-se passos fundamentais nos campos da investigação experimental, ao desenvolverem-se estudos sobre diversas populações, nomeadamente, esquizofrénicos, adolescentes, idosos, bem como doentes com problemas cardiovasculares ou cancerígenos, entre outros . A partir de 1950, são criadas associações em vários países: a National Association for Music Therapy (1950), nos E.U.A., a Society for Music Therapy and Remedial Music (1958), actual British Society for Music Therapy, entre outras, que pressupõem a criação de estatutos e códigos deontológicos. Em Portugal, a Associação Portuguesa de Musicoterapia foi criada em 1996, ano em que a Comissão de Prática Clínica da Federação Mundial de Musicoterapia apresentou a seguinte definição:

“Musicoterapia é a utilização da música e/ou dos seus elementos musicais (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou um grupo, num processo planificado com o objectivo de facilitar e promover a comunicação, a relação, a aprendizagem, a mobilidade, a expressão, a organização e outros objectivos terapêuticos importantes, que vão ao encontro das suas necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais ou cognitivas. A Musicoterapia tem por objectivo desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo, a fim de melhorar a sua organização intrapessoal e/ou interpessoal e, em consequência, adquirir uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento” (Comissão de Prática Clínica da Federação Mundial de Musicoterapia, 1996).

Em Portugal, a Musicoterapia iniciou o seu desenvolvimento na década de 60, altura em que um grupo de educadores, psicólogos e médicos começaram a interessar-se pela utilização terapêutica da música e artes em geral. De entre este grupo, destaca-se Arquimedes Santos, o pioneiro do movimento português da “Educação pela Arte”. Igualmente relevante neste esforço, que culminou no advento do Curso de Musicoterapia da Madeira (orientado pela Dr.ª Jacqueline Verdeau-Paiillès) e na fundação da já referida Associação Portuguesa de Musicoterapia, foi o contributo da Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM), a que promoveu o intercâmbio entre profissionais portugueses e internacionais.

No cômputo internacional, e na perspectiva de Aldridge , as últimas décadas do século passado foram frutíferas, uma vez que a Musicoterapia passou a enquadrar métodos quantitativos e qualitativos, fundamentais, na sua perspectiva, para uma aproximação clínica desta natureza, que envolve os campos da ciência e da arte. Do mesmo modo, os métodos de investigação utilizados para o estudo de caso também recorrem a metodologias de outras disciplinas, e.g. medicina, psicologia e sociologia. Assim, os procedimentos protocolares contemplam a análise do exame clínico, da anamnese, dos dados do inquérito social, da observação directa, dos testes psicológicos clássicos e, só então, o estudo da personalidade musical (Identidade Sonora [I.S. ]), que se infere através de testes próprios (e.g., o Bilan Psicomusical de Verdeau-Paillès) . A aquisição destas informações permitirá ao terapeuta decidir sobre a colocação (ou não) de um projecto musicoterapêutico e definir modalidades de aplicação das Técnicas Psicomusicais (T.P.), termo que refere o conjunto de estratégias utilizadas em Musicoterapia.

Técnicas Psicomusicais

Entre as Técnicas Psicomusicais, há uma subdivisão conceptual entre técnicas receptivas, activas, e associadas ou mistas . Note-se, porém, que entre as técnicas receptivas e as técnicas activas não há uma divisão estanque, dado que, num processo de recepção musical, há actividade orgânica e psicológica implícita, assim como, na produção ou actividade musical, também há, obviamente, receptividade sonora e/ou musical.

De modo geral, as Técnicas Psicomusicais Receptivas (T.P.R.) permitem a estimulação da afectividade, o apaziguamento de angústias e a criação de um espaço sonoro protector. Têm interesse: a) de diagnóstico, através da aplicação do Bilan Psicomusical, análise das relações e posicionamento do sujeito com a música e da sua Identidade Sonora; b) terapêutico, através da escuta afectiva, montagens terapêuticas, retrato musical, técnicas de activação, técnicas projectivas, entre outras. A sua forma de aplicação é variável, i.e., podem constituir-se em sessões individuais ou de grupo, sob diversas formas, por exemplo: a) técnicas de escuta individuais: relaxamento psicomusical, escuta de uma ou várias obras com ou sem verbalização, associação de obras, etc; b) técnicas de escuta em grupo; escuta baseada numa escolha conjunta dos participantes, audição de música com verbalização, relaxamento psicomusical, etc.

As Técnicas Psicomusicais Activas (T.P.A.) fazem parte dos métodos de utilização terapêutica e psicopedagógica da música, cujos processos essenciais são a participação activa dos sujeitos numa criação sonora/musical comum. Têm como objectivos gerais: aprofundar o conhecimento de aspectos da personalidade; colocar em evidência perturbações; fornecer ao grupo e a cada indivíduo um novo meio de se exprimir e de comunicar com a ajuda duma linguagem não verbal ; trabalhar a expressão rítmica e melódica dos indivíduos, a interacção e a criatividade.

À semelhança das TPR, as TPA podem ser aplicadas em contexto individual ou de grupo e contemplam a utilização do corpo, voz e percussões corporais, do ambiente sonoro e expressão musical instrumental. Habitualmente recorre-se a instrumentos simples, de fácil manuseamento, e.g., instrumental Orff, instrumentos tradicionais, instrumentos adaptados às deficiências e, ainda, instrumentos inventados e/ou fabricados para o efeito.

Por último, apresentam-se as Técnicas Psicomusicais Associadas ou Mistas (T.P.M.) que consistem, como o próprio nome indica, na associação de duas ou mais técnicas de expressão, designadamente: expressão pictural e gráfica sob indução musical; música e expressão verbal escrita e oral; música e mímica ou outra forma de expressão corporal. Estas e outras possibilidades podem ser usadas simultaneamente ou em sucessão no decorrer de uma sessão de tratamento. Como todas as técnicas psicomusicais, as T.P.M. podem ser utilizadas tanto em sessões individuais como de grupo, com especial ênfase na criatividade e no aspecto da activação da terapia.

A classificação apresentada não é a única mas tem a vantagem de não ser incompatível com outras de carácter mais específico, e.g. técnicas apresentadas por Maranto, Bruscia, Bonny, Wigram-Maranto e Sabbatella .

Indicações da Musicoterapia

De acordo com Verdeau-Paillès , as indicações da Musicoterapia são a consequência directa dos seus princípios e colocam-se sempre que um sujeito receptivo à música apresente qualquer indicação de entre as seguintes: a) sintomáticas, tais como, desarmonias gestuais, handicaps sensoriais, angústia, desorganização da vida interior, dificuldades em se aceitar a si próprio e aos outros, assim como em se inserir na realidade, distúrbios comunicacionais, inibições e bloqueios; b) nosográficas, que se traduzam em doenças somáticas, doenças psicossomáticas, afecções neuropsiquiátricas orgânicas (epilepsias, oligofrenias, sequelas derivadas de intervenções cirúrgicas ou de lesões vasculares), neuroses, psicoses, desequilíbrios psíquicos e toxicomanias. Na perspectiva de Sabbatella , as áreas de prática profissional são as seguintes: prevenção, educação, reeducação, reabilitação, psicoterapia, medicina, recreação (i.e. visando o desenvolvimento pessoal), formação académica e supervisão.

Fonte: www.biosofia.net

Dia da Música

21 de Junho

O QUE É MÚSICA?

A música (a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.

A música representa uma linguagem intelectual e emotiva que penetra qualquer barreira, pois não depende de uma semântica pré-estabelecida e conceitual. É atemporal, transcende ideologias e o mundo tangível. Desde o ponto de vista pragmático, estimula nossa imaginação e fomenta o desenvolvimento cerebral. A música, em poucas palavras, enobrece muitos aspectos de nossas vidas.

A música nos proporciona momentos de grande iluminação. A experiência musical nos aproxima dos princípios estéticos de transcendência e sublimidade. Ela nos dá a sensibilidade de entender e olhar para dentro de conceitos tão grandes e misteriosos, como o amor, e os eleva ao sublime.

Capítulo 1 - MÚSICA PROFANA

A trajetória principal da música na primeira parte da Idade Média tem sido definida pelo canto gregoriano e com um sentido mais amplo, como se recorda, pelo controle da igreja. Não é propriamente um controle intencionado, como se verificará em outras etapas futuras, mas sim uma conseqüência lógica da organização social dos povos. O latim ocupa o centro de umas preocupações culturais das quais o povo se vai afastando com o nascimento das língua vernáculas. E, no seio da própria igreja, nasce também a inquietação criadora e a necessidade de variar, enriquecer e ampliar esse único canto com que ela conta. A essas inquietações junta-se uma necessidade imperiosa. Essas línguas vernáculas vão afastando o povo dos ofícios, dado que o latim deixa de ser língua comum, criando uma barreira para a sua participação nos ofícios religiosos. E . por um lodo e por outro, surgem novos campos para a música.

Não é o momento idôneo para alterar as regras da música, mas para criar novas formas relativas à organização gregoriana. E o primeiro e mais fácil passo para a variedade foi dado pelos instrumentos, que passaram a acompanhar a voz humana, até então única protagonista do canto.

As primeiras contribuições produzem-se na própria liturgia. Os "melismas"eram cantados pelo povo sobre uma só sílaba, o que dificultava extraordinariamente que fossem recordados, sobretudo se tinham uma duração considerável. Para consegui a "cumplicidade" fiéis, alguns homens da igreja criaram as "seqüências", ou letras novas, distintas do texto religioso, que os ajudaram a recordar as linhas melódicas. Nasce assim a primeira aventura criadora, à qual se seguirá uma conseqüência lógica. Se se "inventam" letras para a música religiosa, por que não inventar também novas músicas ? E nascem as "prosas", com as quais surge a figura de um novo compositor, também autor dos textos. Naturalmente, o canto gregoriano também tinha contado com compositores, dos quais alguns são conhecidos, tal como os livros sagrados tiveram, em cada época, os seus correspondentes autores, mas o processo, neste preciso momento, é diferente. Recupera-se, num sentido lato, a figura do compositor, identificada quase sempre à do poeta da música grega.

Esta nova função de compositor-poeta será exercida por três grupos principais de novos intérpretes "goliards", jograis e trovadores, e virá a criar o primeiro corpus da música profana, ao mesmo tempo que a música instrumental se vai introduzindo nos serviços religiosos.

O processo arranca, como se viu, de uma maior liberdade ou concepção da música religiosa, através das "seqüências"e das "prosas", para se vir a desenvolver, no campo popular, com as "goliards". Conhecem-se com este nome os frades que, tendo abandonado os seus conventos, pediam esmola e vagabundeavam de uma região para outra. Durante a sua estadia nos conventos, tenham recebido uma dupla formação: musical e literária, e exploravam os seus conhecimentos por meio de um série de canções, regra geral dedicadas ao vinho, à comida e ao amor. Os textos estavam cheios de brincadeiras dirigidas ao clero, à vida de convento e aos costumes religiosos. Dirigiram-se a uma classe social muito concreta e dizia-se deles, também chamados clerici vagante, que constituíram uma primeira evidência de contra-cultura ou de cultura "underground". Perdeu-se uma grande parte das canções dos "goliards", mas chegaram até nós testemunhos dessas obras desde o século. XI. O primeiro que foi localizado foi o manuscrito de Munique, que procede da abadia de Beuron, e que foi conhecido com o nome de Carmina Burana, datado do século XII. A atividade dos "goiliards"estendeu-se até ao século XV. No nosso século, compositor alemão Carl Orff fez uma "recriação"do mencionado manuscrito, utilizando alguns dos seus textos. A sua obra, que tem o mesmo título, Carmina Burana cantiones profanae, foi estreada, em Frankfurt em 1973. A importância dos "goliards" na evolução da música é muito significativa, dado que a separaram do mundo religioso e trocaram o cenário das igrejas pelos das praças das aldeias.

No confuso elo da progressão musical chegamos à figura do jogral. Não há testemunhos que confirmem a sua presença anterior ou posterior à dos "goliards", mas alguns investidores inclinam-se por situá-los mais de um século antes. A razão é simples. A falta de testemunhos faz supor que a sua atividade foi anterior à conhecida e que, por outro lado, a sua figura responde a uma tradição pagã. É óbvio que parece efetivamente surpreendente que surgissem quase sem antecedentes numa série de cortes medievais que protegeram e cultivaram a música e outras diversões. Caracterizam-se por duas aptidões complementares: o seu domínio da arte musical e a sua habilidade no uso da palavra. Sucessor, antecedente ou coetâneo do "goliard", jogral participa ativamente nos mesmos objetivos, ou seja, em independentizar a música do âmbito religioso e em procurar novos palcos para as suas atividades. Ambos os propósitos os levaram à utilização dos instrumentos e à mudança de temas nos seus textos. Os recursos da sua profissão permitem-lhes ampliar o seu raio de ação, da praça pública ao castelo ou à corte, passando pele taberna. As suas habilidades abarcam também as de ator, acrobata, etc, no sentido que hoje damos a essa atividades circense.

O século XII vai ser também palco do nascimento de outra figura da música, a do trovador. A lenda criou uma imagem, em grande parte falsa, do trovador que, na prática, era um cavaleiro, com formação humanística e musical, que "exercia"como compositor e poeta. A sua língua é sempre a vernácula da sua terra e o seu "público", as cortes medievais para as quais era convidado ou às chegava numa espécie de peregrinação. O tema das suas canções, o amor, um amor quase sempre ideal e impossível, que seria mais tarde o dos livros de cavaleiros. Junto aos cantos amorosos, os heróicos, a exaltação das grandes figuras, reais e próximas, convertidas em lendas. Os feitos de Carlos Magno, Roldão ou do Cid, os das figuras que rodeavam de uma auréola as aventuras das cruzadas. Tal como hoje, e sempre, os nomes que incitam à fantasia e ajudam, na vida cotidiana, a sentir as experiências.

Assim, amor e glória formam a trama de uns textos rimados, dos quais são originais "uns cavaleiros-músicos-poetas. Na longa relação de trovadores encontram-se os nomes de reis, como Ricardo de Plantegenet, de nobres, como Guilherme da Aquitânia e de personagens, de origem desconhecida que alcançaram a glória de atuar nas cortes européias, tal como Marcabrú. E esse caráter nobre da sua atividade permite-nos verificar que também algumas mulheres alcançaram pleno reconhecimento na sua atividade. Os jogos, os enfrentamentos improvisados, tanto na música como nos textos, e as manifestações mais eloqüentes sobre a mulher amada, constituem um amplíssimo repertório do qual nos chegaram numerosos testemunhos, em muitos casos com a correspondente notação musical, que foi possível transcrever para a atual, apesar da dificuldade que acarreta a ausência de referências rítmicas nos originais.

Desde os fins do século XI até ao termo do XIII, no qual a cavalaria tem o seu declínio, tem-se referencia de 460 trovadores nos países do sul da Europa, aos quais se devem juntar os do norte, conhecidos como "minnesänger". Todos coincidem na romântica exaltação do amor ou do heroísmo, o que transcende a sua obra para além do simples entretenimento ou diversão, características comuns aos "goliards"e aos jograis, embora existam, naturalmente, algumas exceções. De qualquer maneira, os três contribuíram para essa referida independência da música do seu caráter religioso e para criar um mundo de recreio espiritual que não estivesse subordinado aos objetivos de louvar e glorificar a Deus que constituíam a essência do canto gregoriano.

Capítulo 2 - A POLIFONIA

Se tivermos em conta o sentido literal da palavra, ou seja, a idéia da sobre posição de duas ou mais linhas melódicas simultâneas que resultam de um conjunto uniforme e homogêneo, deve dizer-se que os seus começos rigorosas se situam no organum e no discantus. Mas também há um elemento posterior e essencial que vai dar um novo sentido de verticalidade. Até isto ficar estabelecido, essas linhas melódicas apresentavam-se, por uma bi-tonalidade não intencionada. A definição da tonalidade na qual as notas da escala se organizam em ordem hierárquica, dependendo da que dá o nome à escala, dá um novo sentido aos resultados verticais, provoca a homogeneidade rítmica e melódica das diferentes vozes e desenvolve o papel e funcional de baixo, sobre o qual se constrói a arquitetura dos acordes.

Compositores como Josquin des Près, já mencionado, completam o novo panorama criativo com o uso da imitação ou do canon, que passa a ser o procedimento característico do estilo polifônico gerador da sua coerência de forma. Pouco depois, na segunda metade do século XVI, será o verticalismo harmônico o que se vai impor, o que não teria sido possível sem o estabelecimento prévio da tonalidade. Porque será a tonalidade a origem das regras da harmonia, partindo de uma só escala para cada nota, igual em todos os casos, com uma única exceção: a das suas duas variedades, o tom maior e o tom menor, com as suas diferentes posições dos semi-tons. Abandonam-se, assim, os modos gregorianos, nos quais o caráter era definido pela variável situação do semi-tom no interior da escala.

Ao longo desta etapa e tal como tinha sucedido na época anterior, a evolução da música religiosa decorre de forma paralela à da profana e, em ambos os casos, juntamente com a instrumental. É um desenvolvimento, em parte similar ao que se dá em outras artes, no qual a música se vai libertando das ataduras e da rigidez do gótico para se aproximar do Renascimento. SUrgem novas formas na música profana e na instrumental, mais breve, menos grandiosas e que, por sua vez, influirão na altura própria na música dedicada ao culto. Os limites de cada etapa, tal como sucede sempre na história, não estão completamente definidos e encontramos, como fundamento de todos eles, a sombra da extraordinária descoberta que foi a da tonalidade . De fato, trata-se de um fenômeno único que se apresenta na música ocidental e do qual não se encontram equivalências, nem sequer aproximadas, nas de outrs culturas.

Na transição para o Renascimento, será também a polifonia que terá um papel e protagonista dentro e fora da música religiosa. Nesta última, com os três grandes nomes que cobrem por completo o século XVI e entram pelo XVII: Giovanni Pierluigi da Palestrina, de 1525 a 1594: Orlandus Lasus, de 1532 a 1594, e Tomás Luis de Victoria, de 1545 a 1644. Representam ao mesmo tempo a tradição da Polifonia desde as suas origens e a sua inclusão nas novas correntes do Renascimento. No caso dos primeiros, tanto no que se refere ao campo religioso como ao profano, no qual não se pode incluir Victoria, que se seguiu no seu trabalho à música de igreja. No profano, a concepção polifônica manisfesta-se fundamentalmente com o madrigal, que se prolonga no tempo e atinge também o representativo mundo do Renascimento. Juntamente com ela, aparecem outras formas que ficaram mais unidas, quanto ao nome, aos estilos de cada país, enquanto que o madrigal se estendeu por toda a Europa. Na Itália, aparece a frottla, o ricercari, a canzona, os rispeti e alguns outros, enquanto que, na Espanha, se desenvolve o villancico, com uma dimensão que não se limita à variedade. Natalícia que, às vezes, se aplica ao mesmo.

Mas o Madrigal vai ter o ponto de apoio de toda a polifonia renascentista, em especial no campo profano, embora também no religioso e com os madrigais "espirituais". É impossível citar todos os compositores que cultivaram o madrigal, mas convém seguir o rasto dos mais representativos, tal como podem ser Giuseppe Zarlino, Andrea e Giovanni Gabrielli, Adrian Wlaert e Gesualdo da Vnosa, na Itália, Clement Jannequin, na França, Mateo Flecha e um sobrinho com o mesmo nome, que prolongam uma tradição iniciada por Juan del Enzina, Juan Brudieu ou Francisco Guerrero, na Espanha, William Byrd, John Dowland, Thomas Weelkes e Orlando Gibbons, na Inglaterra, e Orlandus Lassus, já menciondo. na Alemanha. Entretanto, prossegue a tradição polifônica religiosa, representada na Alemanha por Heinrich Schütz e na Espanha, juntamente com Victoria, pelos nomes de Cristóbal de Motales e de Francisco Guerrero.

Capítulo 3 - RENASCIMENTO

Ao considerar a existência do Renascimento musical, estamos perante um dos freqüentes casos de imprecisão terminológica. A influência de conceitos das outras artes e o desejo de unificar as suas tendências levou ao uso de qualificações cuja correlação é difícil de defender. No entanto, é um fato que se divulgou um conceito, o de "música renascentista", com umas características e coincidências no tempo que não é possível ignorar. Outra questão é a da confirmação, ou não, da correlação com outras artes. No mundo do pensamento e as letras, a descoberta da Antiguidade clássica é efetivamente clara nos movimentos literários e filosóficos da passagem do século XV para o XVI, mas na música, temos que esperar a chegada do XVII para encontrar elementos modificadores da anterior tradição, sobretudo no que se refere às formas.

Já comentamos como se apresentaram estas modificações nas novas formas da música instrumental, mas inclusivamente na mais característica, a música vocal, conservam-se no Renascimento, as exigências da polifonia. A forma típica desses tempos, do Renascimento, é o Madrigal, que se serve dos fundamentos estruturais e conceituais da polifonia cultivada até finais do século XVI. Mas o importante, nessa transformação que se dá nos fins do século XVI é sem dúvida, a mudança de sentido do conceito da polifonia, Assim, o que antes tinha sido um estilo, um mio de expressão que caracterizou uma época, passou a ser uma fórmula ou uma possibilidade técnica com um sentido muito mais amplo, com um posto na música vocal,com ou sem intervenção de instrumentos. Ou seja, o que era um "estilo", passou a formar um "gênero".

A alteração produz-se, efetivamente, na transição do século XVI para o XVII e tem um nome muito concreto: "melodia acompanhada". É um meio de expressão no qual se ouve o eco das aspirações dos humanistas. Mas, para os historiadores da música, o que noutras artes se entende por Renascimento, deve situar-se entre o último terço do século XV e os últimos anos XVI. Nessa altura sucedem-se várias e importantes transformações na música. ë o momento em que a polifonia atinge o cume, em que, tal como já dissemos, o "Madrigal" representa a unificação do poético e do musical, ao mesmo tempo que aparece o sentimento da harmonia. Não interessa tanto a sucessão de vozes, consideradas como predominantes, mas sim a malha criada por essas vozes. E essa organização harmônica será o ponto de apoio da melodia acompanhada, independentemente, por outro lado, do desenvolvimento e da evolução dos instrumentos. E, embora estes dados não constituam, por si próprios, uma definição das elementos, de um Renascimento musical, conseguem fundamentar uma vitalidade e um espírito criativo.

Esse ímpeto assoma igualmente na Reforma religiosa, que coincide com o Renascimento musical. Tem-se dito que não é possível estabelecer entre esses fatos uma relação de causa efeito, mas é evidente que coincidem no impulso. A melodia acompanhada conduz ao nascimento da ópera, como gênero de mais amplos horizontes e orientado para um público mais numeroso. Da mesmo maneira, Lutero, que aceita o latim, procura no uso das línguas vernáculas uma maior relação do povo com uma música religiosa. Na prática, uma grande número de compositores dedicam os seus esforços criativos a formar um repertório de canções religiosas, dentro de um movimento que nasce na Alemanha, com a Reforma como ponto de partida, e que se estende a outros países, em especial à França, no qual aparece o corpo da música religiosa hugonote.

Como resumo deste período, antecedente do nascimento da melodia acompanhada, ou monodia, pode dizer-se que coincidem, nas diversas escolas, as tendências para usar a voz, os instrumentos e as suas possibilidades de combinação, como partes independentes de um todo que as pode englobar parcial ou totalmente.

Capítulo 4 - BARROCO

Ao finalizar o Barroco, sucede algo similar ao que representa na música a idéia do Renascimento. O estilo Barroco, que responde a uma concepção pictória e arquitetônica, translada-se, novamente, para a música sem fundamento. Tal como sucedeu no Renascimento, as possíveis características musicais do Barraco definem-se posteriormente e são uma justificação do uso desse terno, mais do que uma definição do mesmo. Pode dizer-se que, em ambos os casos, foram as correntes da música e, sobretudo, o extraordinário progresso dos meios de difusão e dos suportes dos registros musicais, os fatores que impuseram esses termos. A mensagem das casas discográficas precisava da utilização de uma terminologia que fosse familiar a um amplo setor do público, mais conhecedor das diversas tendências e escolas da arte e literatura do que da música.

No entanto, também no Barroco é possível encontrar uns elementos que justificam o uso desse termo, partindo de conceitos de outras artes. Verificou-se uma certa relação entre o estilo concertante da música e o estilo barroco na arquitetura e nas artes plásticas. A alternância de vozes e instrumentos foi a resposta musical à idéia de contraste que caracteriza a arte do barroco. O uso de vozes solistas, coros - inclusivamente duplos e triplos coros, a organização de instrumentos por famílias e a sua combinação e número crescente, definem, sem dúvida, a tendência para o grandioso que responde à imagem tópica e típica da arte barroca.

Essa tendência para o que a música poderia vir a ter de espetáculo, num movimento paralelo no tempo ao da monodia acompanhada e, claro está, ao da ópera, une diretamente o Renascimento com o barroco. Os chori spezzati, enfrentados como dois elementos dispares do conjunto, marcam a trajetória da música em São Marcos de Veneza, primeiro com Adrian Willaert e depois com Gabrieli. Um caminho que leva, sem interrupções, às Paixões de Johnn Sebastian Bach, aos grandes oratórios de Haendel e à estabilização, com todas as suas variantes, do novo gênero que surge nos fins do século XVII: a ópera. E, em todas essas formas e gêneros, torna-se clara a preocupação comum por tudo o que é dramático. De certa maneira, parece que o dramatismo, possível de por em cena ou não, é consubstancial com a idéia do Barroco. Assim acontece na pintura, em Rembrandt, por exemplo, na tragédia francesa, com as obras de Corneille e Racine e na Espanha, com Calderón de la Barca, entre outros numerosos exemplos.

Na música, a idéia da monodia acompanhada afirma o uso do "baixo continuo", que passa a ser uma das características da música barroca, embora junto a ela coexistam outras manifestações musicais que não recorrem a este sistema de notação. Sistema esse que permite uma completa improvisação harmônica, dado que a "interpretação"dos indicativos que implica o baixo contínuo depende do intérprete, valha a redundância. Desenvolvem-se sob o seu império, as modas de adornos e elementos acrescentados que, na arquitetura simbolizarão também a idéia do "barroco". E, se tivermos em conta o longo processo da sua imposição, verificamos que surge quando ainda está vigente o Renascimento , no século XVI, e, isso sim, que se prolonga até começos do século XVII, quando o Renascimento já só é uma recordação e uns testemunhos.

Por isso se tem dito que o Barroco leva até às suas últimas conseqüências os impulsos de renovação que tinham nascido no renascimento. Na música, à margem de identificações mais ou menos rebuscadas com as outras artes, verifica-se que se produz um movimento com as mesmas conseqüências: a música coral religiosa expande-se desde a polifonia até às manifestações do que viria a ser o fundamento sa música sinfônica-coral, enriquece-se monodia, produzem-se primeiras experiências do melodrama e da favola, nasce o sentido da expressão melódica de Alessandro Scarlatti.

Capítulo 5 - ROMANTISMO

Se bem que já foi dito, convém esclarecer como se produz o desenvolvimento do conceito romântico na música e as diferenças com o seu equivalente literário. Para um filósofo como Emmanuel Kant, que divide as artes na sua Crítica da Razão, a música ocupa o nível inferior na compreensão, depois das artes da palavra e inclusivamente das plásticas. Não vamos entrar em considerações sobre a exatidão destas afirmações, mas, na evolução da música, tem grande importância não ser este o primeiro caso em que o literário está à frente do musical, pelo menos no tempo. Assim, as idéias que conformam o Romantismo literário situam-se aproximadamente entre 1765 e 1805, enquanto que nessas datas a música se encontra em pleno desenvolvimento do classicismo com a obra de Haydn, Mozart e inclusivamente Beethoven. Quem analisou estes três compositores e os definiu como integrantes do " Estilo Clássico " foi o crítico Charles Rosen, que deu esse título ao seu livro sobre o assunto.

No entanto, a aparente confusão está bem justificada na evolução da música na Alemanha, em que aparece a influencia da nova corrente do nacionalismo. Uma corrente que se junta com o movimento que se conhece como Sturm und Drang ( Trovoada e Tensão ), depois da publicação em 1776 da obra com esse título de Friedrich Klinger. A veemência será o espírito que define o seu caráter pré romântico. E essa expressão dos sentimentos de forma apaixonada aparece ocasionalmente nas obras de Haydn, de Carl Ph. E. Bach. e outros, pelo que foi assim assimilada nos princípios de Klinger e, em conseqüência, ao nascimento do Romantismo musical. Na prática, ainda terá de se produzir a obra de compositores como Carl Maria von Weber, Franz Schubert e, como já se comentou Ludwig van Beethoven, para se poder falar de Romantismo. A sua origem real situa-se à volta de 1830, com as primeiras obras importantes de Robert Schumann, na Alemanha, e com a Sinfonia Fantástica de Hector Berlioz na França.

Enquanto na literatura se abriam novos caminhos à expressão, a música continuou a viver o seu "atraso", aderida à produção romântica. Nasce o "poema sinfônico", no qual a criação musical se submete à linha argumental do tema literário escolhido pelo compositor, e desenvolve-se extraordinariamente a canção, o "lied". Somam-se novos poetas à lista dos mais musicais, mas essa lista continua fundamentada nos grandes nomes da transição do século XVIII ao XIX, à cabeça dos quais, sem dúvida, está Goethe. Há uma exceção: Shakespeare, mas tinha acontecido a sua recuperação no mesmo período. E será este poeta quem vai servir de estímulo para uma das primeiras demonstrações de romantismo: a abertura para o "Sonho de uma noite de Verão", de Felix Mendelssohn, datada de 1826. Coisa que aparece curiosa visto que Mendelssohn significa, em parte, a representação das formas clássicas no novo século.

Salvo as exceções, como Berlioz, nascido em 1803, a primeira geração de compositores românticos nasce cerca de 1810, com Schumann, Chopin, Mendelssohn, Wagner e Verdi, assinalando apenas os mais representativos. Entre as coincidências que se produzam nas suas trajetórias, lugar importante é ocupado pela sua dedicação à que se pode chamar, com um critério muito geral, "crítica musical". No caso de Schumann, por exemplo, porque nos seus primeiros anos hesitou entre música e literatura, no de Berlioz, porque exerceu como crítico e finalmente, no de Wagner, porque encontra no ensaio, assim como nos sue libretos para ópera, o meio de comunicação das suas idéias estéticas, que ilustram as páginas musicais.

E as orientações românticas, na expressão exaltada dos sentimentos, manifestam-se em todas as formas musicais já existentes, às quais se acrescentam algumas novas, como o poema sinfônico já mencionado, a transformação da ópera, a partir de uma sucessão de árias, duos, etc., num conceito de "continuo" e de ação, num texto, na própria música e num amplo repertório de pequenas formas instrumentais.

Também muda o âmbito de influência. Ao mesmo influência as literaturas não alemãs se abrem à influência de Goethe, a sede do Romantismo desloca-se para Paris que, pelo menos, detém o centro de influência de Viena. Diz-se que o espírito fáustico invade a música a partir das propostas do poeta alemão. Um dos primeiros incluídos no novo grupo será, como já se comentou, Hector Berlioz com a sua "Sinfonia Fantástica", ou o virtuosismo de Paganini, com a carga diabólica tomada da literatura. E o mesmo acontece com List, húngaro mas triunfador na Alemanha e principalmente em Paris, cuja influência chegará, inclusivamente, ao pós-romantismo.

Enquanto isto acontece, na Alemanha unem-se duas tendências, sem dúvida com um ponto comum: as respostas por Mendolssohn e por Schumann, com uma preocupação pelo cenário que herdaram de Carl Maria von Webwe, mas que não encontra eco positivo até à chegada de Wagner. Mendelssohn representa o nexo entre o classicismo e o romantismo, assim como a atualização das exigências formais do passado com a sua atualização da obra de Johann Sebastian Bach.

No outro lado está efetivamente, Robert Schumann, exemplo excepcional do compositor literato, que sente a música e a exprime em função da sua carga literária. A sua influência na expressão romântica é mais importante do que poderia parecer à primeira vista. O mundo de Schumann interessa-se mais pela expressão dos sentimentos que pela sua descrição.

A idéia de "impressão"literária projetada na música vai estar na essência do poema sinfônico, que se desenvolve plenamente na última etapa do romantismo, entre outros, com Liszt, mas será a partir de 1848.

A origem do poema sinfônico, como forma com entidade e definição próprias, é consequ6encia da abertura do concerto com fundamento literário, que tem em Beethoven com obras que vão desde "As criaturas de Prometeo", de 1801 até à "A Consagração do Lar", de 1822, passando por "Coriolano"ou "Egmont".

Acabado esse primeiro período, o romantismo entra numa nova época, a segunda, que começa a partir da Revolução de 1848. A evolução dos conteúdos musicais, dos meios de expressão, fixa as suas características. Não se tratava tanto de criar novas formas mas de renovar as possibilidades da linguagem.

Diz-se que começa um novo mundo com a estreia de "Tristão e Isolda", de Wagner. COm Wagner chega, efetivamente, uma primeira "descomposição" da tonalidade, através dos acordes equívocos que podem fazer parte de algumas tonalidades bem distantes. No extremo, especialmente na música francesa, aparecem as tensões harmônicas, alteradas, que enriquecem muito especialmente a nova música para piano.

Mas a recuperação da obra de Johann Sebastian Bach, depois da reaparição em Berlim e Leipzig, graças ao esforço de Menelssohn, da "Paixão Segundo São Mateus", faz surgir outro foco de influências que se reflete em compositores como Johannes Brahms e depois em Cesar Frank e Max Reger. Neste processo, mantem-se como elemento romântico principal o interesse pelas essências racionalistas.

Dessa mistura de tendências nasce uma terceira etapa do romanticismo que reúne, e significa para todos os efeitos, um pós-romanticismo. Caracteriza-se pela preferência pelos grandes conjuntos sinfônicos e corais, pelas grandes massas sonoras e pela aspiração de chegar a uma combinação de tendência está presente na última ópera de Wagner, "Parsifal", e nas últimas sinfônias de Bruckner, como antecedentes do sinfonismo mahleriano e straussiano, que marca praticamente o fim do pós-romanticismo. E, para além dos epígonos, dos quais existem exemplos em todos os países europeus, aceita-se que o seu fim começa com a Primeira Guerra Mundial.

É o momento no qual se consumam as rupturas iniciadas nos últimos anos do século XIX, com o cromatismo, que começa em Wagner e que leva ao atonalismo, formulado, primeiro como aumento dessa ruptura e depois como teoria organizada, por Arnold Schönberg, e confirmado pela segunda Escola de Viena.

Fonte: www.clerioborges.com.br

Dia da Música

21 de Junho

Se você é adolescente e gosta de música já parou para pensar nos inúmeros estilos musicais diferentes que existem? Não? Pois saiba que são muitos e para os mais variados gostos. Imagine a nossa vida sem música, seria muito chata não é mesmo? A música teve origem ainda na pré-história, historiadores encontraram nas cavernas muitas pinturas rupestres que davam uma idéia do desenvolvimento da música nos primeiros grupos humanos.

É surpreendente saber que já na pré-história os homens das cavernas já emitiam os primeiros sons e criavam instrumentos musicais parecidos com os atuais tambores e xilofone.

Hoje em dia os ritmos diferem de cultura para cultura e de país para país, bem como também são direccionados para diversas faixas etárias e diferentes grupos de individuos.

Para que você possa aprender um pouco mais sobre música veja abaixo os ritmos mais conhecidos e que obtém maior sucesso em todo o mundo

Música Pop

Género musical apreciado por crianças, jovens, adolescentes e também adultos. Surgiu nos anos 60 e as músicas se traduzem em ritmos melódicos e por vezes ritmos ‘acelerados’, um som bom de se ouvir e bom para dançar. Shakira, Back Stree Boys, Britney Spears são exemplos de artistas POP.

Fado

Ritmo tipicamente portugues, geralmente cantado por uma pessoa que é acompanhada por músicos que tocam instrumentos como a guitarra portuguesa e outros. Mariza, Amália e Ana Moura são grandes exemplos de fadistas.

Hip Hop

Despontou nos anos 70, é um género de música americana que nasceu com o objectivo de mostrar ao mundo o dia-a-dia de classes menos favorecidas e seus conflitos pessoais. Grandes nomes do Hip Hop Boss Ac e Da Weasel.

Rock and Roll

Surgiu na década de 50 nos Estados Unidos, tem como forte caracteristica ritmo acelerado favorecendo a dança. Tem como precursores Elvis Presley e Os Beatles, certamente um género de música que seus pais devem gostar muito.

Música Popular Brasileira

Grandes nomes deste género musical Maria Bethânia, Gal Costa, Chico Buarque de Holanda e outros. Tem como forte caracteristicas falar de amor, da vida, das desilusões, e de contar história em forma de música.

Samba

Ritmo tipico brasileiro que surgiu nos anos 30/40, tendo seu ‘berço’ a população menos favorecida. Grandes nomes Alcione, Beth Carvalho e outros.

Jazz

Género elitista e apreciado por intelectuais, teve sua origem entre os afro-americanos. Usa instrumentos como o piano, trompete e é um ritmo muito bom de se ouvir em momentos de descontração. Grandes nomes Louis Armstrong, e hoje temos como ícone Diana Krall.

Tango

Ritmo Argentino, suas músicas narram paixões e desventuras de casais apaixonados. Um dos grandes nomes do tango foi Carlos Gardel.

Música Clássica

Um dos géneros mais apreciados por todo o mundo, surgiu por volta de 1500, pode ser tocada por muitos intrumentos como violino, cravo, piano, violoncelo, viola e outros. A música clássica pode ser sub-dividida em sinfonias, sonatas, operas, operetas, ensaios, etc. Grandes nomes da música clássica Chopin, Mozart, Strauss, Bach, etc.

Reggae

Ritmo tipicamente Jamaicano, teve sua origem também na cultura afro-americana. Tendo como seu ‘berço’ a cultura Jamaicana, Bob Marley foi um dos grandes nomes do Reggae.

Country

Teve origem nos anos 40 nos Estados Unidos, suas músicas são melodiosas e contam histórias de amores e desamores de casais enamorados, ou relatam histórias de vida no campo. Grandes nomes Dolly Parton, John Denver, Kenny Rogers.

New Age

Estilo de música calma, futurista, quase sempre instrumental; embora Enya, Lorena Mackneth e outras cantoras tenham se firmado no género new age com grande sucesso dando suas vozes a grandes músicas.

Electrónica

É sempre o mesmo ritmo, como o nome diz é electrónica podendo ser gerada por computadores e tendo como marca principal a ‘mesma batida repetitiva’. Faz muito sucesso nas discotecas e entre jovens de todo o mundo.

Axé Music

Um género de música que se ouve comumente no Brasil, surgiu nos anos 90 e é enfatizada no carnaval pelos ‘trios-electricos’ tendo como nomes de relevancia Luis Caldas, Ivete Sangalo e outros.

Ópera

Género de música apreciado por intelectuais e que consiste num drama encenado com música por cantores que são classificados pelo seu timbre de voz (baritonos, tenor, contra-tenor, soprano, contralto, e mezzo-soprano).Geralmente cantada no idioma italiano. Grandes nomes Luciano Pavarotti, Placido Domingos, Jose Carreras.

Fonte: www.portalis.co.pt

Dia da Música

21 de Junho

Aquele que professa a arte da música, compondo peças, tocando ou cantando; aquele que faz parte da banda, orquestra ou filarmônica. A música é a arte de combinar os sons de maneira agradável ao ouvido; qualquer composição musical; solfa; execução de qualquer peça musical; conjunto ou corporação de músicos. A música é pura quando a obra é exclusivamente musical.

A expressão "música de câmara" serviu, na Renascença, para diferenciar a musica apresentada nas igrejas e teatros da que era executada nos salões das casa nobres. Atravessou várias fases, mudando sua relação com outros fenômenos musicais, com o público, compositores e executantes.

Em seus primórdios, a música de câmara subsistia, graças ao apoio de grandes aristocratas e membros da igreja dispensavam aos músicos e compositores. Contavam com moradia e sustento econômico nos palácios.

Embora dando aos músicos todas as vantagens, o mecenato trazia pontos negativos, pois sua carreira, bem como o desenvolvimento da própria arte, ficavam totalmente dependentes do sistemas. Com a sobrevivência dos artistas teria que depender do público pagante, o estilo mudou-se da Câmara dos nobres para as grandes salas de concerto. Passou então a concorrer e receber oposição dos outros gêneros da época que eram a música tocada na igrejas, teatros, além da sinfonia, criada para grandes orquestras (século XVIII e XIX).

Violinos – sonatas - cantadas

A atenção dada ao violino, no século XVII, na Itália, resultou pela diferenciação entre sonata de câmara e de igreja. O primeiro a estabecê-la foi o organista e sonetista Massimiliano Neri em 1644. O violino que vinha se impondo já há algum tempo ganhou com Arcângelo Corelli uma nova dimensão. Este músico, que passou para a história como exímio violinista e compositor, trouxe uma nova concepção de exploração dos recursos daquele instrumento. Compôs inúmeras sonatas e concertos grossi.

Deixou para seus sucessores bases sólidas a serem desenvolvidas. Contemporâneo de Corelli, Giuseppe Torelli tocava violeta, viola tenor e violino. A ele cabe uma nova concepção de concerto de violino, acompanhado pelo órgão ou outro instrumento. Passam a tocar dois violinos, um baixo de viola e um cravo. A Torelli é atribuída a primeira edição de concertos grossi. Ao lado desses dois músicos, juntam-se os nomes de Antonio Lúcio Vivaldi e Tomaso Albinoni.

A Itália conheceu ainda a cantada de câmara, graças às obras de Giácomo Carissimi, Alessandro Scarlatti, que foram continuados por Domenico Scarlatti e Giovanni Pergolese. Na Inglaterra, destaca-se Henry Purcell. Na França – Jean Baptiste Lully – compositor da Corte de Luís XV, e Jean Phillipe Rameau – que iniciou o movimento que daria ao cravo maior independência.

A influência de italianos e franceses reflete-se nas obras dos alemães Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Haendel – com concertos de violino, flauta e viola de gamba. Na Áustria destacam-se o nome de Franz Joseph Haydn, que se preocupava em desenvolver o quarteto de cordas e combinações similares.

O impulso de Háyaw foi retornado por Wolfgang Amadeus Mozart em composições de musica de câmara: os contrastes de temas, coloridos harmônicos e clareza do plano. Mozart destaca-se sobretudo por ter sido o primeiro a utilizar o piano na música de câmara, tornando-a mais definida.

Os passos seguintes foram dados pelo alemão Ludwing van Beethoven, e pelo austríaco Franz Schubert. Gênio musical, Beethoven amplia a obra dos dois compositores (Haydn e Mozart), imprimindo uma marca pessoal até a certas formas que de tão perfeitas pareciam não permitir alterações sem prejuízo. Já na época, Beethoven havia iniciado a luta contra a situação humilhante em que eram colocados os artistas. Para atender as exigências, os músicos viam-se obrigados a se organizar em conjuntos permanentes para apresentações públicas.

Surgiram vários movimentos. A comunicação dos atuais músicos de vanguarda com o grande público freqüentadores de concertos torna-se cada vez mais problemática. A partir de Debussy, são freqüentes as manifestações da platéia que se chocam ante a "loucura musical". No que se refere ao Brasil, o nome de maior destaque continua sendo o de Heitor Villa Lobos que, no entanto, embora cultivasse a música de câmara, não chegou propriamente a participar dessa corrente mais avançada e representativa do século XX.

Fonte: www.mensagensvirtuais.com.br

Dia da Música

21 de Junho

PERÍODOS DA HISTÓRIA DA MÚSICA

Pode dividir-se a História da Música em períodos distintos, cada qual identificado com um estilo que lhe é peculiar. É claro que um estilo musical não surge da noite para o dia, é um processo lento e gradual relacionado com a evolução social e com as mudanças de mentalidade que definem cada época, cada geração. Por isso mesmo, é difícil determinar rigorosamente a data em que inicia ou termina cada período da História da Música. No entanto, o quadro que se segue apresentará uma forma de dividir a História da Música Ocidental em oito grandes períodos:

Dia da Música

PRÉ-HISTÓRIA

Podemos imaginar que o homem primitivo comunicou, desde muito cedo, usando sinais sonoros. Muito antes do aparecimento dos primeiros instrumentos, já o homem fazia a sua música, imitando os sons da Natureza: com gritos, sons corporais, batendo com paus, ramos, pedras, conchas...

Foi quando o homem começou a produzir sons intencionalmente que se iniciou a longa caminhada à qual chamamos História da Música. Há vestígios - nas pinturas das cavernas - de que o homem utilizava a música nas cerimónias rituais: encorajamento para a caça, evocação das forças da natureza, cultos dos mortos... Primeiro usaria somente a voz e outros sons do corpo; mas, ao longo do tempo, foi construindo instrumentos e com eles acompanhou essas músicas e danças, para as tornar mais ricas e assim agradar mais aos seus deuses.

MÚSICA DA ANTIGUIDADE

Nas grandes civilizações antigas - Egipto, Grécia, Roma - a música tinha um papel fundamental em todas as actividades do dia-a-dia.

No Egipto, havia música tanto no palácio do Faraó como a acompanhar o trabalho dos campos. Os músicos eram normalmente mulheres. A música tinha origem divina e estava muito ligada ao culto dos deuses. A harpa, a lira e o alaúde eram muito usados.

Na Grécia - Atenas -. todos os anos se realizava um concurso de canto. As peças de teatro eram acompanhadas por música. Os gregos cultivavam a música como arte e como ciência. Era uma das quatro disciplinas fundamentais da educação dos jovens. O órgão é uma invenção grega.

Em Roma, as lutas dos gladiadores eram acompanhadas por trombetas. Os ricos aprendiam música e realizavam concertos nas suas casas. Na rua, malabaristas e acrobatas representavam, acompanhados por flautas e pandeiretas.

Grupos de músicos obtinham licenças especiais do Impera

MÚSICA MEDIEVAL

Com a decadência do Império Romano e a implantação do cristianismo, a Igreja passa a ter um papel decisivo na evolução da música.

São os monges que, nos mosteiros, continuam o trabalho iniciado pelos Gregos, desenvolvendo a teoria e a escrita da música. Começa a haver uma grande separação entre a música religiosa e a música popular. Uma das grandes diferenças entre estes dois tipos de música, está nos instrumentos usados.

Na Igreja, apenas o órgão era permitido enquanto que na música popular -música profana (não religiosa), havia a Rabeca, o saltério, o alaúde, a charamela, a sanfona, o realejo, etc.

A língua usada nos cantos da igreja era o Latim, enquanto que na música popular eram usados dialectos próprios de cada região.

A música da Igreja era inicialmente monódica tendo evoluído no sentido da polifonia.

Os Menestréis eram músicos que andavam de terra em terra, juntamente com os saltimbancos, levavam as notícias nas suas andanças e apregoavam-nas cantando.

Os Trovadores eram nobres que compunham música e poesia, tendo como tema o amor de um cavalheiro por uma bela dama.

A escrita musical, tal como hoje a conhecemos, deve muito aos mil anos da Idade Média, pois foi durante esse período que ela foi evoluindo até chegar ao código actual.

MÚSICA RENASCENTISTA

Foi uma época de grandes mudanças na Europa. O homem do Renascimento já não vive apenas dominado pelos valores da Igreja, mas encontra valores nele próprio e na natureza. A Igreja tornou-se menos rígida, permitindo uma aproximação entre a música sacra e a música profana. Os governantes e os homens ricos desempenham a partir de agora um papel muito importante na evolução da música, concedendo aos compositores audições e oportunidades de trabalho, promovendo festas e acontecimentos culturais.

MÚSICA BARROCA

O Barroco é um período em que a música instrumental atinge, pela primeira vez, a mesma importância que a música vocal. O Violino afirma-se e a orquestra vai tomando uma forma mais estruturada. Surge a Ópera e o Ballet. Os instrumentos de tecla têm uma grande evolução e o cravo aparece como instrumento solista, e não apenas acompanhante.

A música do Barroco é exuberante, de ritmo e frases melódicas extensas, fluentes e muito ornamentadas. São usados contrastes de timbres e de intensidades.

MÚSICA CLÁSSICA

No período Clássico, a música torna-se mais leve e menos complicada que no Barroco. Predomina a melodia com acompanhamento de acordes, as frases são bem delineadas e mais curtas que anteriormente.

A dinâmica das obras torna-se mais variada, aparece o Sforzato (acentuação forte numa nota), o crescendo (aumento gradual da intensidade do som) e o diminuendo (diminuição gradual da intensidade do som).

A música é tonal. O cravo cai em desuso e é substituído pelo piano. A orquestra cresce em tamanho e acolhe um diversificado número de instrumentos. A Ópera conhece um grande desenvolvimento e popularidade e começa a tratar temas do dia-a-dia.

É uma época extremamente fértil em grandes compositores e talvez a mais produtiva de todos os períodos da história da música. Viena de Áustria é considerada a capital da música clássica, pois foi lá que se concentraram a maioria dos compositores.

ROMANTISMO

É o período da liberdade de expressão de sentimentos e paixões. Paris junta-se a Viena e tornam-se os principais centros de música da Europa. Os compositores libertam-se da tutela dos nobres que os empregavam e passam a compor livremente. Os concertos públicos tornam-se mais frequentes e começam a aparecer as grandes salas de espectáculos. A fantasia, a imaginação e o espírito de aventura desempenham um papel importante na música deste período. Surge a Música Descritiva com os poemas sinfónicos. A literatura exerce uma enorme influência na música romântica, que está demonstrada na grande quantidade de Lied - Tipo de cação que floresceu neste período. Os músicos interessaram-se pela música folclórica, indo aí buscar material para compor. É dado ênfase às melodias líricas. As harmonias são ricas e contrastantes, explorando uma gama maior de sonoridades, dinâmicas e timbres. As obras tomam proporções grandiosas e a orquestra atinge uma dimensão gigantesca.

MUSICA DO SÉCULO XX

O Romantismo explorou até ao limite as possibilidades da música tonal. O século xx surge como o século das experiências, da procura de novos caminhos na música e nas artes em geral. É o demonstrar das formas convencionais e a valorização de novas perspectivas, a procura de novos materiais e a utilização de recursos trazidos pelos avanços tecnológicos. Acentua-se a tendência para valorizar culturas até então esquecidas. Os novos meios de transporte e comunicação facilitam as trocas culturais e fazem com que se conheça na música moderna influências muito variadas.

O aparecimento da gravação sonora abre um mundo novo à produção musical. A procura de novas sonoridades faz com que os compositores explorem sons produzidos por objectos, transformando-os em instrumentos musicais. Os instrumentos convencionais são transformados e preparados de forma a alargar as suas possibilidades tímbricas.

O timbre, nesta época, é talvez o parâmetro mais valorizado na música. Surgem os primeiros instrumentos electrónicos, que ficarão para sempre ligados à música Pop Rock, embora também estejam presentes noutros géneros musicais. O piano é um instrumento muito usado em experiências no campo da investigação tímbrica.

Têm sido usadas técnicas muito simples, como seja: tocar agregados sonoros (clusters), usando o cotovelo, o antebraço ou mesmo a mão aberta sobre as teclas, tocar directamente nas cordas do piano com os dedos, como se se tratasse de uma harpa.

Há compositores que para obter novas sonoridades, colocam folhas de papel entre as cordas do piano ou objectos sobre as cordas (bolas de ping-pong). Das tendências e técnicas mais relevantes da música do séc. XX, encontram-se os seguintes sistemas musicais:

SISTEMAS MUSICAIS

PENTATONISMO

É um sistema baseado na escala pentatónica. Kodaly, compositor Húngaro, escreve com uma estrutura pentatónica, baseado nas origens do Folclore Húngaro. É também a Kodaly que se deve a linguagem dos vocábulos (Vocábulos Kodaly) utilizada no ensino de música a crianças: h Tá-á, q Tá , e Ti, etc.

TONALISMO

Interdependência em que se encontram os diferentes graus da escala relativamente a uma tónica que é o centro de todos os movimentos melódicos. A tonalidade, define-se pela hierarquia dos graus tonais: 1º, 4º e 5º graus.

MODALISMO

É a maneira como se dispõem os intervalos de tom e meio-tom e que definem o que se chama modo.

POLITONALISMO

É um fenómeno harmónico que consiste na sobreposição de melodias ou acordes pertencentes a tonalidades diferentes. Este sistema foi utilizado por Ravel e Strawinsky.

POLIMODALISMO

É um fenómeno que consiste na sobreposição de melodias pertencentes a modos diferentes. É o sistema utilizado nas Escalas-Mistas.

ATONALISMO

Sistema harmónico que foge ao princípio fundamental da tonalidade central e que se deve ao compositor Austríaco Schomberg. Os intervalos fundamentais na música atonal são a 4ª aumentada e o meio-tom cromático.

DODECAFONIA

É o emprego contínuo do cromatismo, alterando o sentido tonal. neste sistema, empregam-se livremente os 12 sons da escala temperada. Wagner pode considerar-se o percursor do dodecafonismo.

SERIALISMO

É um sistema mais alargado que a dodecafonia. Utilizam-se as “séries” que são grupos de 4 ou 5 sons. Foi preconizado por shonberg que o definiu de: “Método de compor com 12 sons que só entre si são aparentados”. Outros sistemas há que poderão ser estudados e, aprofundado o seu estudo em tratados de História da Música.

Fonte: www.scribd.com

Dia da Música

21 de Junho

Compreender o modo como os jovens se relacionam com a música, seus gostos e estilos significam uma abertura ao diálogo permanente com a realidade sociocultural na qual estão engajados os mais diferentes grupos sociais, inclusive o do aluno e o do professor. “Música popular”, “música clássica”, “música de massa”,”música folclórica”, “música de consumo”, “música de vanguarda”“música religiosa”, dentre outras denominações, reforçam a pluralidade do universo musical.

Música popular

A música popular brasileira é de suma importância no cenário de nossa cultura; é uma das mais poderosas formas de preservação da memória coletiva e com espaço privilegiado para as leituras e interpretações do Brasil. É considerada como um símbolo de nossa gente seus hábitos, seus fazeres, haveres e falares.

Música Clássica

Música clássica é o nome popularmente dado à chamada Música Erudita (do latim erudito, que significa conhecimento, saber), cogitada entre outras designações possíveis como: música artística, música de linguagem ou música de concerto. No entanto alguns musicólogos consideram que o termo música clássica deve ser reservada à música erudita produzida no período da história da música designado por Era Clássica, que se estende de 1.730 a 1.827, caracterizado pela busca do equilíbrio das estruturas, da simetria das frases, da lógica do desenvolvimento articulado com a concisão do pensamento (exatidão).

As músicas clássicas são as que permanecem, as duradouras, que possuem presença física marcante, qualidade vocal e carisma para comunicação com o público.

Música de massa

A produção de massa tira da música o mérito de arte e a transforma em ídolo, um objeto como outro qualquer que logo será aposentado por estar absoleto. Em seu lugar entra outra com aparência de novidade, mas que não traz surpresas em sua essência, perpetua padrões musicais melódicos, que não fagem ao esperado, com letras de amor, facilmente assimiláveis.

Música Folclórica

É o conjunto de canções tradicionais de um povo. Tratam de quase todos os tipos de atividades humanas e muitas destas canções expressam crenças religiosas ou políticas de um povo ou descrevem sua história. A melodia e a letra de uma canção folclórica podem sofrer modificações no decorrer de um tempo, pois normalmente de gerações em gerações. Os principais tipos de música folclórica são as canções para dançar, as lendárias e as canções de danças e jogos infantis.

As canções para dançar são provavelmente os tipos mais antigos de música folclórica. No início foram cantadas como acompanhamento para danças e os nomes de seus compositores se perderam no tempo. Muitas ficaram associadas ao seu lugar de origem, como a gavota francesa, a mazurca e a polonesa da Polônia e a tarantela da Itália.

As lendárias são geralmente de origem remotas, tem caráter poético e expressam diretamente o que se passa no sentimento do cantor. São exemplos disso as valadas inglesas da Idade Média e do Renascimento e os espiritual dos negros dos EUA.

As danças e jogos infantis são geralmente de origem européia e no Brasil reduzem-se praticamente às danças de rodas. Algumas são de criação nacional com influência das modinhas como Nesta Rua tem um Bosque; outras têm influências africana como Sambalelê.

No Brasil, as danças folclóricas podem ser divididas em dramáticas e não dramáticas. As dramáticas compreendem uma parte apresentada e têm um tema determinado como por exemplo, bumba-meu-boi, do Nordeste. As não dramáticas não contém elementos de representação; a maior parte delas segue duas espécies de formação: em roda, às vezes com solista no centro de origem africana ou portuguesa, ou em fileiras opostas, de origem indígena ou nacional.

Música de consumo

Na música de consumo, especificamente no Brasil é fácil constatar a Engenharia Marketing da Indústria Fonográfica: a cada verão uma nova onda surge, vende milhões em discos e produtos correlatos como: revistas, roupas, calçados, e depois desaparecem até que seja definitivamente superadas por outros modismos. Foi assim com a Lambada, Música Cigana, Sertaneja, Pagode, etc.

Música de Vanguarda

O termo foi aplicado pela primeira vez após a segunda guerra mundial; Avant – garde que referia-se à porção das forças armadas que se colocava à frente (avante) do restante do exército (garde).

Popularmente o termo é utilizado para descrever ou referir-se ao movimento de free jazz, mas o conceito mantém-se: técnica de expressão que são novas, inovadoras e radicalmente diferentes do que tradicionalmente se faz.

Além desses tipos de músicas existem outros como: Rock, Funk, Lenta, Brega, Have Metal, Forró, Samba, Valsa, Marcha, Bolero, Gospel; a lista é grande e tem estilo para cada gosto. Quando alguém diz que gosta de determinado tipo de música, sempre haverá alguns que chamem seu gosto de mau gosto, mas isto, talvez não traga maiores complicações que uma simples divergência de opinião. Mas quando se fala de música religiosa, as coisas parecem ser diferentes; porque é uma música que edifica o mental e o espiritual; o emocional e o sentimental.

Música Religiosa

A Música Religiosa é aquela cujo assunto é de caráter religioso, é principalmente tocada nos serviços religiosos,

Música sacra

É aquela música cujo assunto ou tema é de caráter religioso. É tocada nos serviços religiosos. Oratório, hinos e salmos são composições de música sacra.

Oratória

Composição musical em participam solistas, coro e orquestra. O tema geralmente é tirado da Bíblia, sua execução dispensa cenários ou ação dramática. O nome dessa forma musical vem da Congregação Oratório, em Roma, onde de 1571 a 1594 eram realizadas apresentações de música sacra. A música ali executada foi base dos oratórios modernos.

Hino

É um cântico de louvor, invocação ou de adoração geralmente cantados em cerimônias religiosas. São conhecidos desde o início da história e constituem uma das mais antigas formas assumidas pela poesia. Os hinos cristãos procedem de antigos cânticos religiosos dos Hebreus. Existem também os hinos patrióticos, em que se homenageia a pátria.

Fonte: www.artigonal.com

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