Foi o decreto número 1.232, de 22 de julho de 1962, assinado pelo então presidente João Goulart, que regulamentou o exercício da profissão dos aeroviários.
Eles são os profissionais que trabalham em aerovias, que atuam no chamado transporte aéreo.

As empresas de navegação aérea transportam pessoas e mercadorias.
Transportam também os funcionários que ajudam os passageiros a ter um clima agradável durante a viagem, tanto no sentido técnico quanto social.
E estes profissionais são os aeroviários.
Assim como na terra os carros têm seu lugar demarcado para circularem, também os aviões possuem o seu
Para as aeronaves, existe um espaço aéreo navegável, cuja largura é fixada pelas autoridades aeronáuticas de cada país.
Esse espaço cobre uma determinada faixa no solo e segue convenções internacionais, sendo controlado pelas autoridades e técnicos que trabalham no setor.
Certamente, quando você viaja para algum outro estado ou país, não se dá conta - ou não lembra - que, por trás dessa sua viagem, existe toda uma estrutura montada e pessoas cuja função é tornar sua ida ou volta mais tranqüila e segura.
Hoje, não podíamos deixar de homenagear o aeroviário pelo seu dia, desejando a ele uma sempre feliz jornada em sua vida.
Piloto
A profissão de piloto é uma das mais cobiçadas dentro da aviação civil. Para participar do mercado de trabalho, o piloto deve obter sua licença ou habilitação pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). O Brasil conta hoje com cerca de 40 mil pilotos registrados na instituição.
Para a formação dos pilotos, são necessárias formações teórica e prática, de acordo com a graduação e o tipo de licença ou habilitação que o aluno deseja obter. São avaliadas a experiência, instrução de vôo, aptidão psicofísica e os conhecimentos do candidato. Tudo isto após aprovação dos requisitos de idade e escolaridade.
O Centro Médico Aeroespacial (Cemal) é o responsável pela avaliação das condições físicas do piloto dentro de intervalos variados.
O tipo de habilitação do piloto varia de acordo com a categoria. Conheça algumas
PP e PP-H - Piloto Privado e Piloto Privado de Helicóptero
IFR - Vôo por Instrumento
PC/IFR - Piloto Comercial/ Vôo por Instrumento
PC/H - Piloto Comercial (helicóptero)
Piloto Agrícola
PLA/AV - Piloto Aéreo (avião)
PLA/H - Piloto Aéreo (helicóptero)
Para todas as categorias, o candidato a piloto deve ter 18 anos ou mais, com exceção do piloto de linha aérea, seja de avião ou helicóptero, que precisa ter 21 anos ou mais. Também é necessário ter, no mínimo, o Ensino Médio - com exceção do piloto privado, categoria para a qual é exigido, no mínimo o Ensino Fundamental.
O número mínimo de horas de vôo também varia: pode ser de 40 horas para o piloto privado ou até mesmo de 1.500 horas, para o piloto de linha aérea.
E uma boa notícia: não há limite de idade para voar! Recentemente, os pilotos com mais de 60 anos conquistaram o direito de continuar voando. A lei é simples: basta que os pilotos habilitados sejam aprovados nos exames físicos. Estes passam a ser mais rigorosos e freqüentes, mas, em compensação, mostram que o importante é estar em boas condições psicofísicas para voar porque idade, sozinha, não quer dizer muita coisa para quem ama ver o mundo de cima.
Comissário de bordo
A vida de um comissário de bordo não tem rotina. Sempre viajando e conhecendo pessoas e lugares novos, não dá tempo para enjoar do dia-a-dia. O porém é que o vai-e-vem, entre um vôo e outro, pode deixar o comissário com saudades de suas raízes e às vezes fica mais difícil ter família, namorado, filhos... Mas, para quem isso não seria problema, ser comissário é sedutor. Hoje, Brasil, amanhã, Paris, depois de amanhã, Hong Kong...
Para ser comissário de bordo, é preciso ter 18 anos ou mais de idade, Ensino Médio e curso em uma Unidade de Instrução Profissional homologada pelo DAC. No fim do curso, o candidato realiza uma prova do DAC e, se aprovado, poderá trabalhar em uma companhia aérea. O treinamento é oferecido pela própria empresa, havendo um mínimo de 27 horas-aula de instruções prática e teórica. Cumprida esta etapa, o futuro comissário já pode voar, ainda como estagiário. No final do estágio de vôo, há uma avaliação do DAC e os aprovados finalmente podem obter sua licença e habilitação (CHT) junto ao Serviço Regional de Avaliação Civil (Serac).
Mecânico de manutenção aeronáutica
Responsável pela segurança e pelo bom desempenho das aeronaves, o mecânico pode atuar em várias áreas, especializando-se em motores, pressurização ou eletrônica dos aviões ou helicópteros.
Existem escolas credenciadas pelo DAC que oferecem o curso de mecânico de manutenção aeronáutica, com duração média de 13 meses. Para se inscrever no curso, basta ter no mínimo 18 anos de idade e nível médio de ensino. O aluno passará por várias avaliações até ter um Certificado de Conhecimentos Teóricos (CCT); para obter o CHT (habilitação), precisará comprovar experiência mínima de três meses com empresa homologada pelo DAC.
Fonte: www.ibge.gov.br
Transporte Aeroviário
Considerações Iniciais
“Transporte é o deslocamento de uma massa, constituída por pessoa (s) e/ou bens, de um lugar a outro do espaço, ao longo de um percurso, durante um certo período de tempo, por ação de uma força que lhes é exterior” (KAWAMOTO, 1999). Existem diversas maneiras de efetuar este deslocamento usando diferentes espaços, vias ou veículos. .

A diversidade de veículos e vias resulta nos chamados modos de transporte: aéreo, aquaviário, dutoviário, ferroviário e rodoviário.
Em relação ao Transporte Aéreo, o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), de 19 de dezembro de 1986, no Art. 26 (Capítulo II - Do Sistema Aeroportuário) define o sistema aeroportuário, como:
“O sistema aeroportuário é constituído pelo conjunto de aeródromos brasileiros, com todas as pistas de pouso, pistas de táxi, pátio de estacionamento de aeronaves, terminal de carga aérea, terminal de passageiros e as respectivas facilidades”.
Sendo o Brasil um país de dimensões continentais, este sistema é de grande valia para garantir a segurança e a integração nacional. A fim de minorar os problemas provocados pelas grandes distâncias existentes entre as cidades, devem ser implantadas ações para ligar com rapidez e eficiência os principais centros econômicos e políticos do país. O modo aéreo, pelas suas características, apresenta-se como o ideal para implementação dessas ações, quando as mesmas se referem ao transporte de cargas de maior valor agregado e de passageiros, fazendo-se necessário conhecer suas características físicas, operacionais e legais.
O objetivo deste capítulo é identificar as características mais importantes, enfocando noções básicas sobre o sistema aéreo brasileiro, para um melhor entendimento de uma atividade com importância nacional tão relevante.
Conceitos Básicos
Última modalidade a ser oferecida ao serviço público, nos dias atuais, o transporte aéreo deixou de ser apenas um modo para passageiros, mas também firmou sua posição no setor de cargas, começando com o correio de longa distância, para entrar no campo das cargas de alto valor, com dimensões e peso razoáveis, ao ponto de existirem empresas dedicadas somente à carga, e mesmo as de passageiros completam sua capacidade de transporte em aviões de passageiros regulares com cargas, como flores, frutas e aparelhos eletrônicos.
Via: como no caso do transporte hidroviário, o aeroviário tem suas vias calculadas, constituindo-se, pois em “rotas”, que primeiramente eram cumpridas orientando-se por vista de terra e seus pontos notáveis, dada a baixa altura dos vôos, seguindo-se o seu cálculo a partir das observações astronômicas com sextante, para prosseguir com a navegação eletrônica com rádios-goniômetros e rádios-faróis, para nos dias atuais se localizar pelo uso dos satélites geo-estacionários.
Em todos os casos, regras de operação de alcance mundial, discutidas e implementadas pela Organização da Aviação Civil Internacional - OACI da Organização das Nações Unidas, complementadas pelos regulamentos internos dos países, organizam e disciplinam a utilização de seu espaço aéreo. Nas rotas muito freqüentadas, regras mais estritas de navegação foram impostas, com determinação de horários, altura de vôo e faixas de largura bem delimitada, constituindo-se as chamadas “aerovias”, com igual procedimento na aproximação dos aeroportos, formando-se cilindros virtuais de aeronaves em espera de aterrisagem.
Controles: como se constitui uma modalidade com liberdade a três dimensões, o treinamento de pilotos e co-pilotos é fator essencial, coadjuvado estritamente com o nível técnico e disciplinar dos controladores de vôo, em especial nas áreas circunvizinhas dos aeroportos.
O emprego de radares de identificação e controle de aproximação de alta precisão, e os modernos sistemas de telecomunicações torre-aeronave, acoplados a processadores digitais, tem contribuído à eficiência e segurança das fases críticas de aterrisagem e decolagem, mesmo sob condições metereológicas e de visibilidade críticas e com freqüências de operação na casa dos segundos.
Não obstante, o congestionamento do espaço aéreo junto de grandes aeroportos, em especial na Europa Ocidental já se aproxima do estado limite de saturação, levando à busca de terminais alternativos ou a introdução de restrição de freqüências.
Veículos (Aeronaves): podem ter tração própria como os aviões, dirigíveis e naves espaciais, ou utilizarem as correntes aéreas, especialmente as térmicas, como o fazem planadores, balões aerostáticos e asas delta. Os propelidos ou usam motores de combustão interna com hélices, ou turbinas de jato-propulsão, a querosene de aviação, enquanto as naves espaciais utilizam foguetes com propelentes químicos, como o oxigênio líquido.
Quanto ao objetivo podem ser de passageiros, de carga, mistos, de lazer, de serviço e de defesa, enquanto que a propriedade é de empresas comerciais de aviação, organismos governamentais, pessoas físicas e jurídicas diversas. Quanto à nacionalidade, os aviões constituem território do país em que estão registrados. Sua passagem e aterrisagem por outras nações, no caso de aeronaves comerciais, obedecem à Convenção de Chicago e suas 5 liberdades de atuação (as duas primeiras regulando o direito ao sobrevôo inocente e à aterrisagem técnica; as 3 seguintes disciplinando a captação de passageiros pagantes).
Terminais: são denominados “aeroportos” quando organizados e voltados para o uso civil, em especial o comercial, “bases aéreas” quando de uso militar e “campos de pouso ou aeródromos” se forem de uso privado e instalações simplificadas. Um aeroporto se caracteriza pelos parâmetros técnicos de sua (s) pista (s) e instalações, tais como:
a. número, orientação e altitude das pistas;
b. comprimento, largura, pavimento e capacidade de suporte das mesmas;
c. pistas de taxiamento de aeronaves e pátios de seu estacionamento;
d. iluminação de pistas e equipamentos fixos de aproximação;
e. radares de localização e aproximação; equipamentos de radiocomunicação;
f. edifícios de administração, embarque, desembarque e armazenagem;
g. serviços alfandegários, de controle sanitário e de polícia de fronteira;
h. tancagem, serviços de abastecimento, de bombeiros e de socorro pessoal de emergência;
i. hangares para aeronaves e oficinas de reparação e manutenção, etc.
Localização em relação aos centros urbanos, acesso aos sistemas viários e condições metereológicas prevalecentes são também condicionantes importantes dos aeroportos.
Contexto Atual
O Brasil, sexto agrupamento populacional no planeta, somando cerca de 170 milhões de habitantes (169.590.693 pelo Censo IBGE-2000), espalhados irregularmente sobre 8.511.965 quilômetros quadrados, dotado de uma malha rodoviária mal conservada, com ferrovias escassas e uma rede fluvial de baixa utilização faz do transporte aéreo uma alternativa relevante de deslocamento e, às vezes, única de acesso a determinadas regiões.
Mas os mesmos problemas que inviabilizaram o desenvolvimento eficiente dos diversos meios de transporte também atingem a modalidade aérea: a falta de recursos, de gerência e, algumas vezes, de visão e de competência.
Nas tabelas a seguir podem ser extraídas algumas conclusões. Apesar de possuir o segundo número de aeródromos públicos, comparando-se com os demais países, o Brasil apresenta índices de performance como pax-km, t-km, bem mais modestos.
Seus principais aeroportos não aparecem na lista dos "top-50".
As companhias nacionais ficam constantemente ameaçadas por uma conjuntura econômica desfavorável à aquisição dos seus equipamentos e pela situação sócio-geográfica do País, distante dos principais eixos econômicos.
Mas o transporte aéreo não é apenas um negócio comercial, serve como apoio estratégico, político e social. E para o seu desenvolvimento é necessária a evolução da infra-estrutura e dos seus auxílios para que a prestação de serviços se efetue com eficiência, isto é, com rapidez, conforto e segurança.

*www.dac.gov.br (março,2005) informa 2.014 aeródromos sendo
715 públicos e 1299 privados
(1987)
Tabela 4.1 – Aeródromos pelo Mundo

Tabela 4.2 – Principais Aeroportos do Mundo

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Pax = passageiros; Anv = aeronaves
Fonte:(Infraero - site março 2005)
Tabela 4.3 – Principais Aeroportos do Brasil em 2004

(*) (x 1 000 000) (2004)
Tabela 4.4 – Performance do Transporte Aéreo