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Dia do Orquidófilo

 

Dia do Orquidófilo

22 de junho

A origem da palavra orquidofilia vem do grego orchidos + filein, que significa apreciar orquídeas.

22 de junho é dia de homenagear aquelas pessoas que cultivam essas belas flores.

No Brasil, os primeiros "cultivadores" de orquídeas foram as tribos indígenas.

Gostavam tanto da plantinha que faziam rituais com orquídeas e acreditavam em poderes mágicos e medicinais.

Além, é claro, de fazer uso da flor para cosméticos e enfeites.

O Brasil é um dos maiores santuários mundiais de orquídeas, devido à condição climática do país. Possui um grande mercado interno e o baixo custo da produção de flores.

O Rio de Janeiro também demonstra abundante interesse pelas orquídeas, tendo o Jardim Botânico como exemplo.

Conheça alguns orquidófilos de destaque:

Barbosa Rodrigues foi um orquidófilo e também diretor do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro. Ele era botânico e artista plástico.

Guido Pabst publicou diversos trabalhos, em forma de pequenos artigos para a Revista "Orquídea".

Augusto Ruschi é autor de diversas obras sobre Botânica, Zoologia e Ecologia, tendo publicado 500 trabalhos científicos. Também foi professor titular do Museu Nacional da UFRJ.

Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

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22 de Junho

Saiba mais sobre as orquídeas.

HABITAT

As orquídeas vegetam em diversos ecossistemas, sendo encontradas em florestas, campos, cerrados, dunas, restingas, tundras e até mesmo em margens de desertos.

São erroneamente chamadas de parasitas. Na realidade, as que vivem sobre troncos, galhos e gravetos são epífitas, terminologia derivada do grego epi (sobre) e phyton (planta), para denominar plantas que vivem sobre outras plantas, sem causar danos ao hospedeiro. Uma orquídea epífita utiliza o galho da árvore apenas como suporte, absorvendo nutrientes que são lavados pela água da chuva e depositados em suas raízes.

Uma significativa parcela das espécies vive em ambientes bem diferentes dos galhos e gravetos das árvores. Muitas vegetam sobre ou entre as rochas (rupícolas e saxícolas), geralmente em pleno sol. Outras são terrestres, encontradas nos solos das matas, campos e até mesmo na areia pura das dunas e restingas. Existem casos raros de orquídeas subterrâneas (saprófitas), plantas aclorofiladas que se alimentam de matéria orgânica em decomposição.

FORMAS E TAMANHOS

As orquídeas são consideradas a família mais evoluída do reino vegetal. Isto se deve a modificações em suas extraordinárias flores, que, muitas vezes, apresentam formas sinistras e bizarras.

O tamanho das plantas e suas flores é também muito variável, algumas tão pequenas que, por isso, são conhecidas por microorquídeas, enquanto outras, como a trepadeira baunilha (Vanilla), podem atingir vários metros de comprimento. Existem flores pouco maiores do que a cabeça de um alfinete, e outras cujo diâmetro alcança cerca de quinze centímetros.

TIPOS DE CRESCIMENTO

As orquídeas apresentam dois tipos de crescimento: simpodial, com brotação lateral, e monopodial, com crescimento terminal em único eixo.

Em muitas orquídeas simpodiais, o caule pode ser constituído por uma porção rasteira, o rizoma, e uma porção vertical engrossada, o pseudobulbo.

Nas monopodiais, o caule é alongado, não existe rizoma ou pseudobulbos.

FLOR

A flor das orquídeas é constituída de três sépalas (mais externas) e três pétalas (mais internas). Na maioria das espécies, uma das pétalas é distinta das demais e recebe um nome especial, o labelo, que geralmente apresenta cores vistosas e serve como atrativo e campo de pouso aos polinizadores.

Dia do Orquidófilo

No centro da flor encontramos um órgão especializado, a coluna, resultado da fusão dos estames (órgãos de reprodução masculinos) com o pistilo (órgão de reprodução feminino). No ápice da coluna, os grãos de pólen apresentam-se unidos em pequenas massas, ou polínias, protegidas pela antera. Logo abaixo, uma pequena cavidade representa a porção.

POLINIZAÇÃO

Para que suas flores sejam fertilizadas, as orquídeas necessitam de um agente polinizador, geralmente um inseto ou pássaro, responsável pela transferência das políneas para o estigma, processo este denominado de polinização.

Dia do Orquidófilo

A estratégia utilizada pelas orquídeas para atração de seus polinizadores é um fenômeno altamente complexo e fascinante.

Dia do Orquidófilo

Em casos extremos, a flor da orquídea pode apresentar a forma de fêmeas de besouros ou abelhas, cujos machos, atraídos pela insinuante aparência, tentam "copular" com as flores, efetuando involuntariamente a polinização.

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FRUTO E SEMENTE

Um fruto de orquídea pode conter mais de um milhão de sementes. Contudo, na natureza, somente uma pequeníssima fração germinará, e poucos indivíduos chegarão à fase adulta. As sementes das orquídeas estão entre as menores do reino vegetal. O tamanho reduzido e a leveza facilitam a dispersão pelo vento, em muitos casos a grandes distâncias.

Ao contrário das sementes das outras plantas, elas são desprovidas de tecidos nutritivos, endosperma e cotilédone, responsáveis pela energia utilizada na fase inicial da germinação.

Na falta de tecido nutritivo, essa energia é fornecida por certos fungos que vivem em simbiose com as orquídeas.

orquídeas

VELAME

A maioria das orquídeas apresenta um tecido esbranquiçado e esponjoso revestindo suas raízes. Denominado velame, este tecido é responsável pela rápida absorção de água e nutrientes, permitindo que muitas espécies de orquídeas vivam em locais praticamente desprovidos de solo (por exemplo, sobre galhos, rochas e areia).

ORQUÍDEA, SEXO E MAGIA

Diz a lenda que bruxas usavam as raízes tuberosas das orquídeas (semelhantes a testículos humanos) no preparo de poções mágicas: as frescas para promover o amor, as secas para provocar paixões.

Os herbalistas do século XVII chamavam-nas de Satírias, em referência ao deus Sátyros, da mitologia grega, habitante das florestas, que, segundo os pagãos, tinha chifres curtos e pés e pernas de bode. Na língua portuguesa, a palavra sátiro também é sinônimo de devasso, libidinoso. De acordo com a lenda, Orchis, filho de um sátiro com uma nínfa, foi assassinado pelas Bacantes, sacerdotisas de Baco, deus do vinho. Graças às preces de seu pai, Orchis teria sido transformado em uma flor, que agora leva o seu nome: orquídea.

Desde a Idade Média, as orquídeas são populares por suas supostas propriedades afrodisíacas.

Preparados especiais utilizando as raízes tuberosas e folhas carnosas de algumas espécies foram tidas como estimulantes sexuais e até mesmo capazes de auxiliar na produção de bebês do sexo masculino. Tornaram-se assim, sinônimo de fertilidade e virilidade.

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

As orquídeas são geralmente cultivadas pela beleza, exotismo e fragrância de suas flores. Embora seu cultivo venha da época de Confucius (c. 551 - 479 a.C), a sua comercialização teve início na Europa no final do século XVIII. Hoje, uma indústria moderna envolve centenas de milhares de dólares anualmente em todo o mundo, sobretudo na Ásia, Europa e Estados Unidos.

Algumas orquídeas são comercializadas não por sua beleza, mas devido ao uso na alimentação humana. A mais importante para a indústria é a baunilha, como são conhecidas algumas espécies do gênero Vanilla, largamente utilizadas na aromatização de bolos, sorvetes, balas e doces. Outro exemplo é o Salepo, um líquido turvo, rico em mucilagem e de sabor adocicado, extraído das raízes tuberosas de algumas espécies.

Por muitos séculos, na Pérsia e Turquia, vem sendo utilizado no preparo de uma saborosa bebida quente e também como espessante para sorvetes. Alguns atribuem propriedades medicinais ao Salepo, que usualmente é empregado no tratamento da diarréia e como afrodisíaco.

CONSERVAÇÃO

Infelizmente, no Brasil e outras partes do mundo, o cultivo e comércio de orquídeas nativas teve como prática o extrativismo. Aliado à destruição de seus habitat naturais, muitas espécies desapareceram ou foram levadas à beira da extinção. Para mudar este cenário, é urgente o estabelecimento de uma conduta conservacionista que seja seguida por indivíduos e instituições.

Hoje, as orquídeas são facilmente reproduzidas artificialmente em laboratório a partir de sementes, geralmente atingindo a maturidade em dois a quatro anos. Espécies raras e ameaçadas vêm sendo reproduzidas com sucesso por alguns estabelecimentos.

As sementes
A semeadura
A germinação
As mudas
A planta jovem
A flor e a polinização
O fruto das orquídes se chama cápsula.
Cada cápsula contém milhares de sementes, mínimas e desprovidas de tecidos nutritivos.
Para que elas germinem na natureza precisam se associar a certos fungos que auxiliam na absorção de nutrientes.


No laboratório, fornecemos os nutrientes necessários para a germinação, em um meio de cultura totalmente estéril, para que só as orquídeas se desenvolvam.
Os frascos com o meio de cultura e as sementes são colocadas em ambiente com luz e temperatura controladas. Os pontinhos verdes que aparecem depois de algumas semanas são chamados de "calos". Os calos se desenvolvem e tomam a forma de pequenas plantas, as plântulas.
Após cerca de um ano, quando as plântulas atingem dois a três centímetros e já emitiram algumas raizes, podemos retirá-las do frasco e plantá-las em vasos comunitários com substrato arenoso.
Em um ano elas devem ser transplantadas para vasos individuais. Durante o desenvolvimento das orquídeas que leva cerca de 4 anos, dependendo da espécie, é necessário transplantá-las algumas vezes para vasos maiores.
A planta é considerada adulta quando floresce pela primeira vez. Isto acontece entre quatro e oito anos após a semeadura. A fertilização da flor e o desenvolvimento do fruto são as etapas seguintes da reprodução das plantas. Na natureza, as orquídeas são polinizadas por insetos ou pássaros. Para obter uma cápsula podemos fazer nós mesmos a polinização, basta um palito e um pouco de conhecimento.

 

Fonte: www.jbrj.gov.br

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22 de Junho

Orquídeas ...germinar, crescer, florir, reproduzir e viver. As orquídeas são plantas que em sua evolução se especializaram em sobreviver sobre outras plantas (árvores), sem prejudicá-las (epífita). Esta especialização foi provavelmente para ter melhores condições de sobreviver, pois lá em cima das árvores elas conseguem mais luz, mais ventilação, ficando menos sujeitas a inundações, queimadas e predadores que no solo, além de estarem mais visíveis para que os pássaros e insetos possam polinizá-las ajudando a procriação, logo, toda esta adaptação foi no sentido de manter-se viva.

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As orquídeas só germinam com Ph ácido, o que é conseguido na natureza através da simbiose com um fungo Rhizoctonia e a esta simbiose chamamos de micorisa. Então a orquídea germina, e demora em torno de 5 a 8 anos para dar a primeira flor, ou seja para tornar-se adulta, a partir de então passa a florecer anualmente, dependendo das condições que vive. Este período de espera em cultivo é que eleva o preço destas plantas, pois se compararmos com outras, a violeta, por exemplo, demora em torno de 2 meses para nascer crescer e florir e custa em torno de 2,5 reais, logo se demorar 6 anos, custaria R$ 90,00.

As orquídeas não são plantas difíceis de cultivar, apenas elas estão tão adaptadas à forma de vida escolhida que se não lembrarmos disso ela simplesmente morre, por isso podemos ajuda-lo com dicas simples que se seguirão neste e nos próximos artigos que escreveremos, sempre com explicações e ensinamentos. Mas lembre-se: o que eu e outros escrevemos se aplica a muitas orquídeas em muitas regiões, mas não a tudo e nem a todas, podemos ter variações e estamos sempre aprendendo, o mais importante é aprender com a planta, que é um ser vivo, e avisa se está ou não gostando do que está sendo feito.

Espero poder passar a todos o que acredito seja ser um orquidófilo. Orquidófilo é uma pessoa que gosta da natureza, gosta das orquídeas e com elas aprende a preservar o meio ambiente, pois dele todos dependemos. Não depreda o meio ambiente, muito pelo contrário, está sempre tentando recuperá-lo, pois assim poderá sempre ver suas plantas preferidas vivendo onde nasceram. Tem prazer em ensinar o que aprendeu.

Existem outras modalidades dentro da orquidofilia, que podem enquadrar muitos, como por exemplo orquidólogos - são os que estudam orquídeas, coletores - são os que coletam orquídeas, cultivadores - são os que cultivam comercialmente estas plantas. 
Acredito que possa haver uma interação muito grande entre orquidófilo com orquidólogo e cultivador, mas com coletor isto é impossível, pois o verdadeiro orquidófilo gosta de ir as florestas ver muito e pegar pouco, as vezes até devolvê-la ao habitate, enquanto os coletores......

Dia do Orquidófilo

Ganhei uma orquídea, e agora?

Esta pergunta é muito comum e nem sempre é fácil de responde-la. Vamos tentar dar uma resposta da forma mais simples possível, mas aqui deixo um adendo: se você têm uma orquídea e já está mantendo-a viva por alguns meses e bonita (pelo menos em folhagem) ou está conseguindo faze-la crescer, mantenha o que está fazendo, pois como já foi dito a planta avisa do que está gostando ou não.

Agora vamos a resposta a nossa questão

Vários são os fatores que devemos observar, aqui vamos citar sombreamento, irrigação, e adubação, dando exemplos práticos e não falando teorias, estas ficarão mais para o futuro.

Sombreamento (Onde coloco a orquídea?) - Se você mora em uma casa onde tenha alguma árvore, pendure o vaso com a planta em baixo da árvore, de modo que a sombra da árvore proteja a orquídea. Se você mora em um apartamento, procure colocar a planta em um local onde receba um pouco de sol da manha, mas cuidado, colocar a planta diretamente no sol pode queimar as folhas da mesma, o ideal é ir aclimatando aos poucos até chegar no local que deseja.

Irrigação (Quando devo molhar?) - As orquídeas adoram "tomar banho" (água) mas precisam se secar antes de tomar outro. Logo molhe sua orquídea sempre que ela estiver seca (verifique o substrato = xaxim). Não deixe a planta sempre molhada, ou com prato de água em baixo, porque se as raízes das orquídeas ficarem encharcadas muito tempo, elas apodrecem e sem raízes fica difícil a planta viver.

Adubação (Preciso adubar minha orquídea?) - Geralmente não são necessárias grandes adubações, mas sempre é aconselhável dar alimentos a sua planta, pois assim ficará mais forte e terá flores mais exuberantes. Se você tem poucas orquídeas, aí vai uma dica bem simples e barata, jogue uma vez por semana a primeira água do arroz, pois esta água da primeira lavagem do arroz é rica em vitaminas e as orquídeas adoram.

Seguindo estas dicas é só esperar a próxima floração.

MINHA ORQUÍDEA NÃO ESTÁ FLORESCENDO..... O QUE FAZER?

Para que uma orquídea floresça, são necessários vários itens, entre eles luminosidade, altitude, adubação, temperatura etc.

Os fatores acima afetam a planta de acordo com a espécie, tendo maior ou menor influência sobre elas. Os mais importantes para a floração são a altitude e a luminosidade, desde que a planta já esteja adulta.

Luminosidade

Orquídeas para florir necessitam de luz. Mas como saber quanto de luz? Um bom método é através da avaliação da cor das folhas, se o verde estiver muito escuro a planta está recebendo pouca luz, se estiver amarelando está recebendo muita luz (está muito claro), geralmente considera-se o ideal um verde como o da alface.

Altitude

Geralmente este problema só é sentido por pessoas que estão ao nível do mar. O que acontece é que plantas que vegetam em áreas de grande altitude (p.ex. 1.200 m) quando levadas para cidades ao nível do mar, demoram muito para se aclimatar, enfraquecem e muitas vezes nunca mais florescem. Isto é muito comum em Dendrobiuns e Cymbidiuns, portanto muito cuidado ao comprá-los.

Os vendedores das floriculturas geralmente não se importam se as plantas que foram vendidas vão viver ou florir novamente com quem as adquiriu, e muitas vezes trazem essas plantas, com flores, de regiões altas como Petrópolis e outras, e as vendem em regiões de baixa altitude. Por incrível que pareça, não avisam que essas plantas são provenientes de regiões altas podendo não voltar a florir.

Água e nutrientes

Só vai precisar de adubação se sua planta não estiver indo bem, então o convido a ler nosso artigo anterior e no próximo mês, o novo.

Fonte: www.orkideas.com.br

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22 de Junho

Entendendo um pouco sobre Orquídeas!

Orquídeas são todas as plantas que compõem a família Orchidaceae, pertencente à ordem Asparagales, uma das maiores famílias de plantas existentes. Apresentam muitíssimas e variadas formas, cores e tamanhos e existem em todos os continentes, exceto na Antártida, predominando nas áreas tropicais.

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Majoritariamente epífitas, as orquídeas crescem sobre as árvores, usando-as somente como apoio para buscar luz; não são plantas parasitas, nutrindo-se apenas de material em decomposição que cai das árvores e acumula-se ao emaranhar-se em suas raízes.

Elas encontram muitas formas de reprodução: na natureza, principalmente pela dispersão das sementes mas em cultivo pela divisão de touceiras, semeadura in-vitro ou meristemagem.

A respeito da enorme variedade de espécies, pouquíssimos são os casos em que se encontrou utilidade comercial para as orquídeas além do uso ornamental.

Entre seus poucos usos, o único amplamente difundido é a produção de baunilha a partir dos frutos de algumas espécies do gênero Vanilla, mas mesmo este limitado pela produção de um composto artificial similar de custo muito inferior. Mesmo para ornamentação, apenas uma pequena parcela das espécies é utilizada, pois a grande maioria apresenta flores pequenas e folhagens pouco atrativas.

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Por outro lado, das espécies vistosas, os orquidicultores vêm obtendo milhares de diferentes híbridos de grande efeito e apelo comercial.

Apesar da grande maioria das espécies não serem vistosas, o formato intrigante de suas flores é muito atrativo aos aficcionados que prestam atenção às espécies pequenas.

Como nenhuma outra família de plantas, as orquídeas despertam interesse em colecionadores que ajuntam-se em associações orquidófilas, presentes em grande parte das cidades por todo o mundo.

Estas sociedades geralmente apresentam palestras frequentes e exposições de orquídeas periódicas, contribuindo muito para a difusão do interesse por estas plantas e induzindo os cultivadores profissionais a reproduzir artificialmente até espécies que poucos julgariam ter algum valor ornamental, contribuindo para diminuir a pressão sobre a coleta das plantas ainda presentes na natureza.

Fonte: www.orquidarionossosonho.com.br

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22 de Junho

Orquídeas epífitas, que não enraizam no solo, mas se fixam a troncos e outras estruturas, representam hoje mais de 90% de todas as espécies de orquídeas. Algumas podem ainda ser terrestres, ou mesmo rupículas (de crescimento em cima de pedras). Gostam, de maneira geral, de luz e regas moderadas.

As orquídeas são largamente cultivadas no Brasil e no mundo e seu comércio movimenta grandes somas de dinheiro todos os anos em um mercado crescente. No Brasil, grandes orquidários no Sudeste já produzem centenas de milhares de plantas por ano, que são exportadas para outros países ou vendidas até em supermercados. A Phalaenopsis principalmente, por ser uma planta conhecida por se adaptar bem em apartamentos.

O primeiro passo para cultivar uma orquídea com sucesso é a identificação correta do gênero ou espécie e o conhecimento de seu habitat de origem, para saber de suas necessidades naturais em seu meio. A partir destas informações, o cultivo de orquídeas ornamentais (como a Cattleya e a Phalaenopsis) é, ao contrário do que se pensa, uma tarefa relativamente fácil, se respeitadas as regas semanais, os critérios de exposição de luz (na maioria dos casos, luminosidade de 50%, a chamada meia-sombra e nunca sol direto) e a adubação periódica com substratos ricos e apropriados a cada fase de desenvolvimento da planta.

Orquídeas podem ser cultivadas em vasos, placas de xaxim ou fibra de côco e ainda em madeira ou mesmo em árvores, terra ou pedra, dependendo da espécie. Podem florir, em sua maioria, uma vez ao ano, quando tratadas de maneira correta.

Mudas podem ser nutridas com uma colher de chá de farinha de osso a cada mês nas beiradas do vaso, acelerando assim seu crescimento. Os híbridos são de maneira geral extremamente resistentes, e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, crescendo mais rápido que as espécies "naturais". Incontáveis cruzamentos de gêneros ou espécies geraram inúmeros híbridos.

Em sua maioria, orquídeas não toleram água em demasia mas geralmente gostam da presença de substrato rico e úmido. Por este motivo, os vasos jamais devem ficar sobre pratinhos que retém água, sob pena de encharcar as raízes e matar a planta.

É fundamental o arejamento das raízes, daí o uso de pedaços de xaxim ou fibra de coco como substrato, e não o pó deste. Dois anos é o tempo médio de vida útil do substrato, o qual deve ser substituído após esse período. O pó de xaxim é normalmente usado apenas quinzenalmente sobre o substrato (salpicar uma colher de sopa). Há ainda outros substratos como a fibra de coco prensada (coxim), o esfagno, etc. Para uma boa drenagem 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico. Por este motivo também é comum o uso de vasos de barro com furos nas laterais e vasos de plástico transparentes, que facilitam o contato da luz com o rizoma e acentuam o arejamento deste. A drenagem pode ser feita mantendo o vaso ou placa de xaxim pendurado por arames e pendendo numa inclinação de 45 graus. De maneira geral, plantas penduradas estão mais protegidas de doenças e pragas.

Uma planta florida pode permanecer dentro de casa, perto de uma janela com boa fonte de luz, sempre evitando o sol direto. Durante esse período, deve-se molhar o substrato, dependendo da umidade ambiente, mas com rega bem moderada e jamais molhando as flores.

Após o fim da floração, pode-se fazer a retirada manual das flores secas e podar a haste com tesoura esterilizada em fogo.

Podas e cortes em orquídeas são aplicados apenas para retirada de folhas mortas, secas ou com doenças, podas de hastes florais já secas, divisão da planta ou ainda para retirada de novos brotos (os chamados keikis).

A ferramenta de poda deve ser preferencialmente uma tesoura bem afiada de jardinagem pequena, sempre esterilizada com fogo a cada novo corte que der numa região da planta.

Para dividir uma planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, que devem apresentar pontas verdes, no verão ou inverno para que o corte possa ser feito em condições ideais.

Orquídeas monopodiais, como as vandas, têm crescimento vertical e podem atingir metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante.

Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos e seguirá seu crescimento normal.

Os eventuais pseudo-bulbos antigos, mesmo sem folhas deve ser preservados, pois ainda armazenam nutrientes necessários para o desenvolvimento da planta.

A Rega é sem dúvida um dos cuidados mais importantes que você deve ter com suas plantas. De modo geral, em um orquidário a rega precisa ser moderada e você deve estar sempre atento ao nível de umidade no substrato.

O substrato da planta deve estar levemente úmido, mas nunca encharcado. Orquídeas adoram umidade no substrato, mas detestam água em abundância, estagnada no fundo do vaso. Por isto, pires ou pratos debaixo do vaso jamais. Água acumulada no fundo dos vasos faz raízes da planta apodrecerem, comprometendo fatalmente sua orquídea. O uso de vasos e placas de xaxim pendurados em 45 graus facilita a drenagem da água, assim como o uso de pedra de brita de até dois centímetros no fundo do vaso.

Muita umidade também favorece o aparecimento de fungos e nematóides, que têm a capacidade de entrar em dormência por meses ou até anos nos vasos. Daí a predileção do cultivo de orquídeas em locais arejados.

A água deve ser borrifada de preferência no início da manhã, uma vez por semana se a planta estiver em local úmido. O uso de borrifador é o ideal, pois regadores e mangueiras espirram muita água, passando fungos ou vírus de uma planta para outra e removendo os nutrientes.

Muitas orquídeas conseguem retirar parte das suas nescessidades diárias de água de que precisam do ar. Por isto é uma boa idéia manter orquídeas próximas a aquários, que aumentarão sutilmente a umidade do ar.

Em alguns casos, recomenda-se antes da rega levantar o vaso com cuidado e perceber seu peso, para saber se a rega é necessária ou não. Em plantas presas em placas de xaxim as regas costumam ser mais frequentes, visto que o tempo de secagem da placa é mais rápido.

Dia do Orquidófilo

A luminosidade é um fator importante na saúde das orquídeas, que dificilmente toleram exposição direta ao sol. Em regras gerais, orquídeas se adaptam bem na chamada meia-sombra: embaixo de árvores, sob ripados de madeira ou mesmo na varanda ou janela de um apartamento em que não incida sol direto.

Quase todas as orquídeas se desenvolvem em locais onde são protegidas da luz solar direta. Apenas algumas espécies vivem sob sol direto, mas, neste caso, elas são protegidas do vento forte ou constante.

O primeiro passo para fornecer a quantidade ideal de luz a sua planta, é identificar a espécio ou o gênero. Assim você poderá escolher o local mais adequado para fixar ou apoiar a sua orquídea.

Todas as orquídeas se adaptam bem em temperaturas entre 15 e 25 graus centígrados. Entretanto, existem orquídeas nativas de altas latitudes que suportam temperaturas baixas, como as dos gêneros Cymbidium, Odontoglossum, Miltônias colombianas e as nativas de regiões muito elevadas. Geralmente as orquídeas não toleram bem o frio, como espécies nativas da amazônia em que seu habitat natural são pântanos de temperaturas altas e muita umidade (C. áurea, C. eldorado, C. violace, Diacrium, Galeandra, Acacallis).

A intensidade de luz que cada espécie necessita varia de planta para planta. O Dendrobium, por exemplo, gosta de luminosidade em 60% e até mesmo um sol fraco nas primeiras horas da manhã. Outras, como o Paphiopedilum, Miltôneas colombianas e diversas microorquídeas são plantas que não suportam bem temperaturas e luminosidade muito elevadas e devem ficar sempre em condições de sombra.

As orquídeas podem vegetar na sombra, meia sombra, luminosidade intensa e pleno sol (raras exceções). De modo geral as orquídeas não devem receber luz solar direta, com exceção dos primeiros raios matinais.

Pragas e doenças atacam as orquídeas por muitos motivos e hoje existem diversas formas de controle e combate de pragas e doenças, naturais ou industrializadas.

O controle adequado de luz, umidade e adubação correta do substrato favorecem o não aparecimento de doenças e pragas. A disposição dos vasos com distância mínima de 20 cm também é aconselhado, para que parasitas não migrem de uma planta para outra.

A esterilização de tesouras e o próprio manuseio de plantas doentes deve ser feito com atenção, para que não se passe doenças para plantas sadias logo depois. Mudas, que são mais sensíveis às doenças, devem ficar separadas de plantas adultas.

Em geral, muita umidade pode trazer problemas crônicos para as raízes, causando seu apodrecimento. O acúmulo de água é também causa da perda e amarelamento das folhas, deixando-as com uma coloração verde-garrafa. É também excesso de umidade que atrai fungos que podem matar uma planta adulta num curto espaço de tempo. Pragas também são comuns em orquídeas, como os pulgões. Uma planta sob ataque de um pulgão comum, da família dos afídeos (Aphidae), que adora sugar seiva de hastes novas (hastes de Oncidium são um alvo comum), e de botões florais, o que pode acabar com uma bela floração em poucos dias.

Além de danificar as flores, os pulgões podem transmitir certos tipos de vírus, notadamente o OFV (Orchid Fleck Virus). Outras pragas como Lesmas, caracóis, nematóides e conchonilas variadas, que comem as raízes ou atacam as folhas e flores.

No caso de lesmas e caracóis, recomenda-se a retirada manual através de armadilhas de miolo de pão embebido em cerveja ou mesmo cortes pequenos de chuchu. Para retirada completa dos ovos (que medem de 1 a 3 mm) e o restante dos caracóis, deve-se afundar o vaso da planta por uma ou duas horas em água e repetir este processo nas próximas duas ou três semanas seguintes.

Ao comprar uma planta, procure sempre conhecer sua procedência, para não levar para casa uma espécie contaminada por vírus, nematóides, caracóis e fungos, por exemplo.

Se o problema dos pulgões e conchonilhas persistir, tente o uso do fumo de rolo. Ferva 100g de fumo de rolo picado em 1,5 litro de água. Acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó. Espere esfriar e borrife sobre as plantas infectadas. É importante ferver o fumo, pois pode ser portador de vírus.

Fonte: www.orquideana.com.br

Dia do Orquidófilo

22 de Junho

O cultivo de Orquideas

As orquídeas são das flores mais apreciadas no mundo todo e muitas pessoas fazem de seu cultivo um hobby. Estamos assim trazendo informações para que todos possam ter em seu jardim estas belas plantas.

O que são orquídeas?

São plantas herbáceas perenes pertencentes à família Orchidaceae e de variadas origens, existem mais de 1800 gêneros, sendo que em cada um há centenas de espécies.

No mundo todo há gêneros exclusivos de determinada localidade.

No Brasil temos muitos tipos de orquídeas grandes e pequeninas, oriundas de matas ou cultivadas, todas belas.

Erroneamente chamadas de parasitas, na verdade são plantas que se desenvolvem sobre outras plantas, sem causar dano nenhum à hospedeira.

Registros existentes sobre as orquídeas cultivadas fornecem um dado impreciso de 35 000 espécies conhecidas.

As formas da flor

A orquídea apresenta-se com sépalas e pétalas em número de 3 ou múltiplo de 3.

Algumas têm forma bem diferente que iremos vendo em artigos que colocaremos periodicamente.

Inicialmente, para podermos entender, estamos colocando o desenho de uma Cattleya, com os nomes de cada parte.

A flor da Cattleya é composta de 3 sépalas e 3 pétalas.

As sépalas são de formato mais simples e tem a função de proteger a flor quando em botão.

Após o desabrochar são tão bonitas e coloridas quanto as pétalas.

Uma das pétalas, chamada labelo, é mais desenvolvida e diferente das outras, podendo ter coloração mais viva, listras, pontuações e manchas.

Esta forma diferente por vêzes mimetiza o corpo de um inseto, para atraí-los para o néctar contido no fundo da flor.

Ao entrar para buscá-lo acabam por carregar o polen e ajudar assim na polinização.

Esta é necessária e o objetivo maior das plantas, para a produção de frutos contendo sementes para a perpetuação da espécie.

As Formas da Orquídea

As orquídeas têm muitas formas, partindo de duas básicas: simpodial e monopodial.

Suas estruturas vegetais diferem em forma, mas seu cultivo não é muito diferente, apenas o modo de realizar a propagação vegetativa não é a mesma.

A orquídea simpodial

Refere-se ao um tipo de orquídea que tem os rizomas com crescimento linear.

É necessário plantá-la de um lado do vaso para que vá crescendo em direção à borda oposta.

Colocada no meio, logo atingirá esta parte do vaso, acabando por descer pela parede externa do mesmo.

Exemplo : Cattleya, Laelias

A orquídea monopodial

Esta orquídea tem o caule com crescimento contínuo como nas Phalenopsis, Vanda e Dendrobium.

No caso do Dendrobium, ao longo da haste floral, numa época de estado vegetativo da planta costumam surgir rebentos que podem ser utilizados para propagação vegetativa.

Reprodução de orquídeas por sementes

Os órgãos reprodutores da planta é formado por coluna, anteras, estigma e ovário.

A coluna é um órgão mais desenvolvido que está situado no centro da flor, contendo os órgãos masculino (estames) e feminino (carpelo).

As anteras contêm os grãos de pólen em grande número agrupados numa estrutura chamada de polínia.

O estigma contém uma substância viscosa capaz de grudar os grãos de pólen quando o inseto carregado com eles passar em busca do néctar no fundo da flor.

Abaixo do estigma fica o ovário com o óvulo que recebendo o grão de pólen será fecundado.

O produto disto é o fruto carregado de sementes com a carga genética obtida pelo cruzamento.

Após a fecundação da flor, as pétalas secam, o estigma se fecha e o processo todo se inicia para formar o fruto que contém as sementes. Algumas orquídeas levam até um ano para amadurecerem.

A polinização também pode ser feita pela mão humana, como os cultivadores fazem para obter os híbridos.

Nem sempre a planta resultante deste tipo de cruzamento é bonita, algumas não produzem flores e são estéreis.

É preciso estudar para fazer este tipo de trabalho e pesquisar, longos anos de paciência e espera.

Fonte: www.fazfacil.com.br

Dia do Orquidófilo

22 de Junho

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Domínio

Eukaryota

Reino

Plantae

Divisão

Magnoliophyta

Classe

Liliopsida

Ordem

Asparagales

Família

Orchidaceae

As orquídeas pertencem à ordem Asparagales, à família Orchidaceae. Alguns autores definem como a maior de todas as famílias botânicas, com números de espécies estimados entre 25000 e 40000. Mas um consenso geral é de que se trata da maior família botânica dentre as monocotiledôneas. Esses imponentes números desconsideram a enorme quantidade de híbridos e variedades produzidos por orquidicultores todos os anos. A quantidade de gêneros conhecidos também é surpreendente, superando a marca dos 700. Veja a lista no menu GÊNEROS da família Orchidaceae.

A família Orchidaceae subdivide-se em 5 subfamílias (números estimados de gêneros e espécies pelo Phylogeny Group):

Apostasioideae

2 gêneros e 16 espécies do Sudeste Asiático;

Cypripedioideae

5 gêneros e 130 espécies das regiões temperadas do mundo, poucas na América tropical;

Vanilloideae

15 gêneros e 180 espécies na faixa tropical e subtropical úmida do globo, e leste dos Estados Unidos;

Orchidoideae

208 gêneros e 3630 espécies distribuídas em todo mundo, exceto nos desertos mais secos, no círculo Ártico e na Antártida;

Epidendroideae

mais de 500 gêneros e cerca de 20000 espécies distribuídas sobre as mesmas regiões de Orchidoidea, embora hajam algumas espécies subterrâneas no deserto australiano.

ETIMOLOGIA

De acordo com as regras de nomenclatura botânica, o nome da família deve ser escrito em latim: Orchidaceae (derivado do grego Orchis).

O Termo Orchis, que significa testículos, foi usado pela primeira vez por Theophrastus (c. 372 - 287 a.C.), filósofo grego, discípulo de Aristóteles. Theophrastus comparou as raízes tuberosas de algumas orquídeas mediterrâneas com os testículos humanos. Por este motivo, desde a Idade Média, propriedades afrodisíacas são atribuídas às orquídeas.

Em Latim Em Português
acuminata, -um 
aggregata, -um 
alba, -um 
amabilis 
amethystoglossa 
amicata, -um 
ampliatum 
ampullaceum 
anceps 
arcuata 
atropurpurea 
auranthiaca 
aurea, -um 
barbata, -um 
bicolor 
bufo 
calceolus 
calceolaris 
candida, -um 
capitatus 
carinata 
caudata, -um 
cernua, -um 
chloroleuca 
chrysanthum 
coccinia 
coelestis 
coerulea 
coerulescens 
concolor 
cornigerum 
crispa, -um 
crispata 
crispilabia 
cristata 
cruenta 
cucculata 
cupreum 
cuneata 
denudans 
difforme 
discolor 
dolosa 
eburnea, -um 
elata 
ensifolium 
falcata, -um 
fimbriatum 
flabelattum 
flava 
flavescens 
flos-aeris 
fragans 
fucata 
furcata 
flagelaris 
gigas 
glauca 
grandiflora 
granulosa 
guttata 
harpophylla 
imarginata 
incurvum 
infracta 
insigne, -is 
intermedius 
jugosus 
lanceanum 
leucoglossa 
lithophylla, -um 
longipes 
luridum 
lutea, -um 
lutescens 
macrocarpum 
maculata, -um 
megalantha 
miniatum 
nidus-avis 
nobile 
ochroleuca 
oculata 
odorata, -um 
ornithoides 
papilio 
parviflorum 
patula 
picta, -um 
pileatum 
porphyroglossa 
procumbens 
pubes 
pubescens 
pulchella, -um 
pulvinatum 
pulmila, -um 
retusa 
rex 
rubens 
rufescens 
rupestris 
russeliana 
spectabilis 
splendidum 
spicatum 
striata 
stricta 
tenuis 
teres 
tricolor 
thyrsiflorum 
umbonulata 
unicolor 
variegata 
varicosum 
venusta 
verecunda 
vernucosa 
viridiflavum 
viridis 
vittata 
xanthina 
xanthoglossa
pontuda 
agregada, reunida 
branca 
digno de amor, agradável 
de língua (labelo) ametista 
vestida 
amplo, largo 
em forma de vaso 
de duas cabeças 
curvada em arco 
com cavidade púrpura 
ornada de ouro 
cor de ouro 
com barba 
de duas cores 
sapo 
sapatinho 
sapateiro 
branco-puro 
com cabeça baixa 
disposto em forma de quilha 
com cauda 
de cabeça inclinada 
amarelo-limão e branco 
dourado 
vestida de escarlate 
azul da cor do céu 
azul 
azulada 
de uma só cor 
com chifres 
encrespada, ondulada 
encrespada, ondulada 
com labelo ondulado 
com crista, penacho 
manchada de sangue 
com capuz 
cor de cobre 
em forma de cunha 
descoberta, nua 
de formas afastadas, divididas 
de diferentes cores 
enganadora 
branco, marfim 
nobre, sublime 
folhas em forma de espada 
em forma de foice, curva 
franjado, recortado 
em forma de leque 
amarela 
amarelada 
flor aérea 
de cheiro agradável 
pintada 
com dois dentes 
com chicote 
gigante 
esverdeada, verde-mar, cinzenta 
flores grandes 
salpicada, pintada 
malhada, mosqueada 
em forma de espada curva 
sem borda 
curvado, arredondado, corcunda 
quebrada, desanimada 
adorno, enfeite, ornamento 
intermediário 
montanhoso 
em forma de lança 
labelo branco 
que habita as pedras 
comprido 
pálido, amarelado 
amarela 
amarelado, avermelhado 
fruta grande 
pintada 
gigante 
avermelhado 
ninho de passarinho 
famoso, nobre 
ocre e branca 
que tem olhos 
perfumada 
de forma de pássaro 
borboleta 
de flor pequena 
aberta, larga 
pintada, ornada, florida 
coberto com capacete, píleo 
língua púrpura, língua grande 
inclinada para frente, dobrada 
coberta de pelos 
coberta de pelos 
encantador 
arqueado, boleado 
anã, pigmeu 
embotada, bronca, de cara feia 
rei 
vermelho, colorido 
ruivo, avermelhado 
que habita as pedras 
puxada a vermelho, ruiva 
visível, belo, notável, brilhante 
brilhante, magnífico 
disposta em forma de espiga 
com estrias 
estreita 
delgada 
delgada, delicada 
de três cores 
cacho de flor 
de forma côncova ou convexa 
de uma única cor 
de diferentes matizes 
de pernas afastadas 
encantadora, formosa 
ruborizada, avermelhada 
com verrugas 
verde-amarelo 
de cor verde 
enfeitada com fitas 
amarela 
língua amarela

CLASSIFICAÇÃO POR HABITAT

Família Orchidacea é composta de plantas monocotiledoneas, ou seja, que produzem flores e frutos. Ela conta com cerca de 35 mil espécies naturais e aproximadamente 65 mil híbridos. É considerada pelos botânicos como a mais importante do reino vegetal.

Dentro da família da orquídeas existem três tippos de plantas:

De acordo com o lugar no seu habitat de origem, as orquídeas são classificadas como Epífitas, Terrestres ou Rupícolas.

SAPRÓFITAS, são desprovidas de clorofila e crescem no húmus das florestas. Apresentam flores pequenas e pálidas.

EPÍFITAS OU DENDRÍCOLAS, a maior parte das orquídeas, vivem grudadas em troncos de árvores, mas não são parasitas, pois realizam a fotossíntese a partir de nutrientes absorvidos pelo ar e pela chuva. Portanto, ao contrário do que se pensa, não sugam a seiva da árvore.

TERRESTRES, vivem como plantas comuns na terra. Ex.: Paphiopedium, Arundina, Neobenthamia, Bletia, embora aceitem o plantio em xaxim desfibrado.

RUPÍCOLAS, Grupo de orquídeas tipicamente brasileiras que fogem à classificação mencionada e que têm as rochas como suporte fixadas nos líquens das fendas. Ex.: Laelia flava.

NOME DAS ORQUÍDEAS

Os nomes das orquídeas são dados em latim ou grego clássicos, línguas mortas, para que sejam os mesmos no mundo inteiro e nenhuma língua viva prevaleça sobre a outra.

Assim, costumam oferecer algumas dificuldades na escrita na pronúncia. Segundo convenção cientifica, nomes de gêneros e espécies devem ser escritos em Itálico.

Veja os exemplos

O conjunto de vogais ae lê-se e. Ex.: Laelia (Lélia). Exceção: Aerides (Aérides).

O conjunto de vogais oe também tem som de e. Ex.: Coelogyne (Celogine).

Ph tem som de F. Ex.: Xanthina (Ksantina).

Ch tem som de K. Ex.: Chiloschista (Kiloskista), Pulchelum (pulkelum), Chondrorhyncha (kondrorrinka), Chocoensis (Ornitorricum).

Ti seguido de vogal soa como ci, exceto quando precedido de s, t ou x.

Ex.: Constantina (Constancia), Neofinetia (Neofinecia), Bletia (Blecia), Comparetia (Comparetia), Pabstia (Pabistia).

A HISTÓRIA DA ORQUIDOFILIA

A palavra orquídea tem origem no vocábulo grego "orkhis". O qual significa testículo. O nome da família - Orchidaceae - foi assim estabelecido pelo fato das primeiras espécies conhecidas possuírem duas pequenas túberas (espécie de calo) gêmeas, que na visão dos povos que as descobriram sugeriam os testículos humanos.

Provavelmente a primeira referência documentada desse nome tenha sido feita no terceiro século a.C. pelo filósofo e naturalista grego Teofrasto, em sua obra sobre as plantas. Esse estudioso foi discípulo de Aristóteles e é considerado o pai da Botânica.

Naquela época as pessoas acreditavam que esses tubérculos existentes nas orquídeas locais tinham poderes afrodisíacos e então os usavam na alimentação, depois de convincentemente separados...

É óbvio que a história das orquídeas data de muitos milhares de anos atrás, tendo os nossos ancestrais com certeza se deparado com elas em muitas oportunidades; mas não existem dados concretos sobre isso e só podemos citas aquilo que está de alguma forma registrado.

Assim, no meio de tamanha obscuridade, podemos citas referências feitas às orquídeas pelos chineses há aproximadamente 4 mil anos, quando a palavra "lan", que identifica essas palavras, aparece citada.

O célebre Confúcio (551 a 479 a.C.) também faz algumas referências às orquídeas, e no século III são mencionadas duas espécies dessa família de plantas num manuscrito chinês de botânica. Em alguns outros livros chineses escritos entre 290 e 370 d.C, há referências mais concretas sobre as orquídeas.

Ainda na China, mais tarde durante a Dinastia Sung (960 a 1279), apareceram muitos trabalhos dissertando sobre as orquidáceas, abrangendo os mais diversos aspectos dessas plantas.

No ocidente, depois de Teofrasto, no primeiro século da nossa era, apareceu uma obra intitulada "Matéria Médica", onde o autor, um médico grego de nome Dioscórides, reuniu informações sobre 500 plantas ditas medicinais, entre as quais se incluíram duas orquídeas.

Na história dos antigos povos das Américas, também são feitas referências às orquídeas. As mais importantes no que diz respeito à utilização pelos astecas e mais das favas da Vanilla que eles usavam para dar aroma a algumas das suas bebidas. O nome asteca para a baunilha era "tlilxochitl", que significa flor negra, numa alusão às favas pretas dessas plantas quando maduras. Os maias a chamavam de "sisbic".

Com o domínio espanhol sobre esses povos, as favas da Vanilla foram introduzidas na Europa. Hoje a Vanilla é usada como aromatizante em todo o mundo, conhecido como baunilha.

No século XVI eram mencionadas apenas 13 espécies européias de orquídeas, todas terrestres. Só bem mais tarde os botânicos começaram realmente a tentar classificar as plantas de uma maneira ordenada, aparecendo então menções de orquídeas vindas para a Europa de várias partes do mundo.

Em 1735, o famoso botânico sueco Lineu (Linnaeus, ou ainda Carl von Liné), no seu trabalho "Species Plantarum", começou a estabelecer a primeira classificação das plantas usando um nome genérico seguido de um nome específico, empregando então pela primeira vez a palavra Orchis para designar um gênero de orquídeas, e citando 62 espécies diferentes nesse seu trabalho. Mais tarde Jussieu usou esse nome para designar toda a família Orchidaceae.

A primeira orquídea americana oficialmente registrada saiu da América Central e floriu na Europa em 1732, recebendo o nome de Bletia verecunda. Em 1788 floriu na Europa e foi registrado o então Epidendrum fragrans Sw. Atualmente essa planta chama-se Prosthechea fragrans (Sw.) W.E. Higgins, e até que se descubra uma outra planta brasileira de menção anterior, temos de considera-la como a primeira orquídea brasileira registrada, embora de forma indireta, pois ela não saiu do nosso País e sim da América Central.

Os estudos de Lineu foram o ponto de partida para as importantíssimas pesquisas de Darwin, que culminaram com a sua teoria da evolução das espécies, entre muitos outros trabalhos.

Em geral os coletores que viajavam pelo mundo não eram os responsáveis pelas descrições das espécies, mesmo que fossem botânicos, como era o caso de von Martius e de Saint-Hillaire, pois tinham que atender nessas suas expedições a muitos interesses. Os estudos e descrições das plantas eram feitos por botânicos que trabalhavam em diversas instituições européias.

Em 1830, o inglês John Lindley fez a primeira classificação sistemática das orquídeas. É ele o responsável pelo estabelecimento de mais de 350 orquídeas brasileiras, ou seja, mais que 10% de todas as nossas espécies conhecidas até os dias de hoje.

As orquídeas constituem, com suas mais de 25 mil espécies registradas até o momento, uma das maiores e mais evoluídas famílias do Reino Vegetal, possibilitando ainda a formação de inúmeros híbridos, por meio de cruzamentos ocorridos na natureza, bem como realizados de forma artificial pela mão humana.

Elas vegetam nos mais diversos ambientes, desde regiões frias a quentes; de secas a muito úmidas; de elevadas até baixas altitudes. Existem em maior número de espécies nas regiões tropicais e subtropicais, em altitudes não superiores a 2 mil metros. Muitas orquídeas, principalmente as que vivem nas regiões frias ou temperadas, crescem no solo, sendo chamadas de terrestres.

Já nas zonas tropicais e subtropicais, a predominância das espécies ocorre nas florestas, onde a umidade atmosférica é muito alta, com dias relativamente quentes e noites mais frescas. Lá as orquídeas ocorrem, na sua maioria, sobre as árvores e outros vegetais, dividindo o espaço com outras famílias de plantas. Neste caso são chamadas de epífitas.

É importante esclarecer que nenhuma orquídea é parasita, usando as árvores ou outros vegetais apenas como hospedeiros, sem deles nada tirar.

Alguns gêneros têm uma área de distribuição muito ampla, existindo mesmo alguns que ocorrem no mundo todo (por exemplo, Bulbophyllum), enquanto alguns outros têm ocorrência muito restrita, como o gênero brasileiro Hoehnneella.

Da mesma forma, alguns gêneros têm muitas espécies enquanto outros têm apenas uma. A Pleurothallis possui cerca de 1.130 espécies. A Bulbophyllum tem mais de mil espécies. Já a Isabelia, apenas 3 espécies. Com somente uma espécie, temos a Schunkea.

MORFOLOGIA

O órgão reprodutor de uma orquídea é constituído de quatro partes: COLUNA, ANTERA, ESTIGMA e OVÁRIO.

COLUNA OU GINOSTÊMIO

Órgão carnudo e claviforme que se projeta do centro da flor, resultado da fusão dos órgãos masculino (ESTAME) e feminino (CARPELO).

ANTERA

Contem grãos de pólen agrupados em 2 a 8 massas chamadas POLÍNIAS.

ESTIGMA

Depressão de superfície viscosa, órgão receptivo feminino onde são depositadas as polínias durante a polinização.

OVÁRIO

Local onde se desenvolve a cápsula das sementes após a fecundação.

SÉPALA DORSAL

É a pétala que se localiza acima da flor da orquídea.

PÉTALA

Como o próprio nome diz, são as pétalas superiores da flor. Existe uma de cada lado.

SÉPALA LATERAL

São pétalas que se localizam abaixo das pétalas, uma de cada lado, separadas pelo labelo.

LABELO

É a pétala com formato diferenciado e que se localiza do centro para baixo. Possui, em geral, formato de cone ou canudo. Dentro dele está o órgão reprodutor da orquídea, com a antera, os estigma e a coluna.

PSEUDOBULBOS

só está presente em orquídeas de crescimento simpodial, ou seja, que se desenvolve na horizontal.

RIZOMA

É o eixo de crescimento da orquídea e uma das estruturas mais importantes.

RAÍZES

Absorventes e aderentes, são responsáveis pela alimentação da planta e por sua fixação.

GEMA

São estruturas de crescimento, podem estar ativas ou inativas.

MERISTEMA

Tecido, cujas células estão em constante processo de divisão celular, é uma gema ativa de crescimento da planta. Nas variedades simpodiais é quem norteia a direção do desenvolvimento.

FOLHAS

Responsáveis pela respiração e alimentação da planta.

ESPATA

O cabo da flor nasce de uma espécie de folha dupla, que possui formato de faca, esta formação é que recebe o nome de espata.

PEDICELO

É a haste floral.

BAINHA

Membrana paleácea que protege a parte externa e inferior dos pseudobulbos. Ela tem a função de preservar as gemas e as partes novas da planta contra os raios solares mais fortes e insetos daninhos.

SIMPODIAIS

São as plantas que apresentam crescimento limitado, ou seja, após o termino do crescimento de um caule ou pseudobulbo, o novo broto desenvolve-se formando o rizoma e um novo pseudobulbo, num crescimento contínuo. (Desenho abaixo)

MONOPODIAIS

São plantas com crescimento ilimitado, ou seja, com crescimento contínuo. (Desenho abaixo) 
Suas folhas são lineares, rígidas e carnosas, muitas vezes sulcadas ou semi-cilíndricas e dispostas simetricamente no caule da planta.

CÁPSULA

Quando ocorre a polinização, o estigma se fecha, a flor começa a secar e o ovário inicia a formação da cápsula, que contem as sementes, até 500 mil ou mais. Leva de 6 meses a 1 ano até o amadurecimento.

Dia do Orquidófilo

Dia do Orquidófilo

SIMPODIAL

São plantas que apresentam crescimento limitado, ou seja, após o término do crescimento de um caule ou pseudobulbo, o novo broto desenvolve-se formando o rizoma e um novo pseudobulbo, num crescimento contínuo.Ou seja, cresce em duas direções: Horizontal e vertical.

orquídeas

MONOPODIAL

São plantas com crescimento ilimitado, ou seja, com crescimento contínuo. Suas folhas são lineares, rígidas e carnosas, muitas vezes sulcadas ou semicilíndricas e dispostas simetricamente no caule da planta.

orquídeas

Quando Dividir, Plantar e Replantar

A divisão e replantio devem ser feitos quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontinhas verdes nas extremidades das raízes, não importando a época, inverno ou verão.

Quando for dividir a planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as pois ficam mais maleáveis.

Sempre flambeie com uma chama (uma chama forte como a do gás de cozinha, por exemplo) o instrumento que vai usar para dividir a planta, para ter certeza que a lâmina não está contaminada por vírus.

No caso de orquídeas monopodias, como Vanda, Renanthera, Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes para, então, separar da planta mãe.

As orquídeas do tipo vandáceas vão crescendo indefinidamente, atingindo metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos.

Floração

orquídeas

De um modo geral, cada espécie tem sua época de floração que é uma vez por ano.

Convém marcar a época de floração de cada espécie e examina-las periodicamente, pois caso não floresçam nessa época, você poderá detectar que algo de errado poderá estar acontecendo com a planta e tomar providências.

Por exemplo; no verão, temos a floração da C. granulosa, C. bicolor, C. guttata. No outono, temos a C. violácea, C. luteola, L. perriri, C. bowrigiana. Na primavera temos C. warneri, L. purpurata, C. gaskeliana. Existem orquídeas, como certas Vandas, que, bem tratadas, chegam a florir até quatro vezes por ano (desde que não seja atingida por um inverno rigoroso).

O mesmo ocorre com híbridos cujos pais têm épocas diferentes de floração.

Regras Básicas para o Plantio

A maior parte das orquídeas pode ser plantada em vasos de barro ou plástico de tamanho compatível com o da planta. É aconselhável o replante anual, ou pelo menos a cada dois anos, em virtude da decomposição ou deterioração do material. 
Eis aqui algumas regras úteis:

1 - Coloque uma camada de pedra no fundo do vaso (2 a 3 dedos) para permitir a rápida drenagem do excesso de água.

2 - Complete com xaxim desfibrado. Se houver pó, jogue o xaxim num balde com a água para dispensar o pó. Jamais use o “pó de xaxim” vendido no comércio. As raízes necessitam de arejamento.

3 - Certas orquídeas progridem na horizontal (rizoma), Laelia e Cattleya, por exemplo, e vão emitindo brotos um na frente do outro. Para esse tipo de planta, deixe a traseira encostada na beira do vaso e espaço na frente para dar lugar a novos brotos. Comprima bem o xaxim para firmar a planta, (não enterre o rizoma, somente as raízes) a fim de que, com o vento ou um jato d’água, ela não balance, pois a ponta verde da raiz irá roçar o substrato, secar e morrer. Para saber se a planta está fixada está fixada bem firmemente, levante o vaso segurando pela planta. Se o vaso não desprender e cair, está firme. Se necessário, coloque uma estaca para melhor sustentação.

4 - Há orquídeas que dificilmente se adaptam dentro de vasos. Nesse caso, o ideal é plantar em tronco de árvore ou casca de peroba ou palito de xaxim, protegendo as raízes com um plástico até a sua adaptação. Alguns exemplos dessas espécies são: C. walkeriana, C. schilleriana, C. aclandiae, a maioria são: Oncidiuns, Leptotes, Capanemias.

5 - Orquídeas monopodias (que crescem na vertical), como Vandas, Ascocendas, Rhynchostylis, Ascocentrum, devem ser plantadas no centro do vaso ou serem colocados em cesto sem nenhum substrato. Nesse caso exigem um cuidado especial todos os dias. Deve-se molhar não só as raízes mas também as folhas com água adubada bem líquida. Por exemplo, se a bula de um adubo líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de água ao invés de um litro, dilua em 20 litros ou mais e borrife, cada duas ou três horas, principalmente em dias quentes e secos. 
Você pode perder a paciência, mas não a planta. Como exigem alta umidade relativa, pode-se, por exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada, encher de pedra britada e colocar a planta com o vaso sobre as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela rega, assegurem a umidade necessária.

Temperatura

Toda orquídea se adapta bem a temperaturas entre 15 e 25 graus centígrados. Entretanto, há orquídeas que suportam temperaturas mais baixas, como C. violácea, Diacrium, Galeandra, Acacallis.

Assim, devemos cultivar orquídeas nativas das imediações da linha do Ecquador, como C. áurea, C. eldorado, C. violácea, Diacrium, Galeandra, Acacallis.

Assim, devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar em que vão ser cultivadas. Caso contrário, o cultivo será muito mais trabalhoso, muitas vezes resultando em perda da planta.

Felizmente, no Brasil, a variação é adequada para milhares de espécies. Algumas se adaptam melhor no planalto, outras nas montanhas, outras nos vales ou no litoral, mas justamente a variação de clima e topografia propicia a riqueza de espécies que temos.

Água e Umidade

A umidade relativa do ar (quantidade de vapor d’água existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente.

Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente.

Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.

Nunca molhe as plantas quando as folhas estiverem quentes pela incidência da luz solar, pois o choque térmico pode causar pequenas lesões que servem de porta de entrada para doenças.

Molhe pela manhã ou no fim da tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de 10 minutos para que as folhas esfriem. Somente, então , borrife as folhas pois umedece-las é extremamente benéfico.

Quando devo Molhar?

Ouvimos com freqüência esta pergunta e a resposta é infinitamente relativa. Se uma orquídea está plantada em xaxim com pó, a rega pode ser semanal, mas, se estiver plantada em piaçaba ou casca de madeira, a rega deve ser diária.

Quando se compra um vaso de orquídea, é útil verificar qual o substrato (material) em que está plantada, pois, dependendo dele, a secagem pode ser rápida ou lenta.

Os substratos mais comuns são

1- Xaxim desfibrado com pó: secagem lenta.

2- Xaxim desfibrado sem pó: secagem moderada.

3- Fibra de Côco: secagem moderada.

4- Musgo ou cubos de coxim: secagem lenta.

5- Carvão ou piaçaba: secagem rápida.

6- Casca de pínus: secagem moderada, quando sem pó, e lenta, se tiver pó.

7- Mistura de grãos de isopor, casca de pínus e carvão: secagem rápida.

8- Casca ou tronco de madeira: secagem super rápida.

A melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos. Se você molhar com um regador um vaso ressecado, pode ocorrer de a água encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuar totalmente seco.

Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o peso, segurando com as mãos, ou através de um exame visual. Não use a mesma água em que foi mergulhado um vaso, para outros, pois se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar.

Luminosidade

Luz é essencial. Uma planta não pode fazer sombra para a outra. O ideal é manter as plantas sob uma tela sombrite de 50 a 70%, dependendo da intensidade da insolação local.

Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão precisando de mais luz.

E se estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz.

Existem orquídeas que exigem mais sombra: é caso por exemplo, das microorquídeas, do Paphiopedilum, da Miltonia colomiana.

Para estas plantas pode ser usada uma tela de 80% ou uma tela dupla de 50% cada.

Há outras que exigem sol direto, como a Vanda teres e Renanthera coccine que, se estiverem sob uma tela, poderão crescer vigorosamente, mais dificilmente darão flor.

Adubação

As orquídeas necessitam de alimento como qualquer outro planta.

Quando o adubo for líquido, dilua um mililitro (é igual a um centímetro cúbico) em um litro d’água numa freqüência de uma vez por semana.

Essas soluções podem atuar como adubo foliar mais nunca aplique durante o dia, pois os estômatos das folhas (minúsculas válvulas) estarão fechados. Faça-o de manhã, antes do sol nascer, ou no fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (o número de estômatos é maior na parte de baixo das folhas).

Concentração de adubo menor do que a indicada acima ou pelo fabricante nunca é prejudicial. Se diluir o adubo citado acima (um mililitro ou uma grama) em 20 litros de água (ou mais) e com ele borrifar diariamente as plantas, você pode obter excelentes resultados.

Corresponde a um tratamento homeopático. Dosagem maior que a indicada funciona como veneno e pode até matar a planta.

Se o adubo for sólido, insolúvel na água, como o adubo da AOSP, deve ser colocado diretamente no vaso, numa média de uma a duas colheres de chá, dependendo do tamanho do vaso, uma vez por mês. É preciso cuidado para não jogar diretamente sobre as raízes expostas.

Obs. : Cessar a adubação quando o pseudo-bulbo estiver amadurecido, exceto para monopodias que tem crescimento contínuo.

PRIMAVERA

Nas regiões em que as estações do ano se revelam mais definidas, as plantas parecem sentir a chegada da primavera muito antes de as pessoas se darem conta. Ao surgirem as primeiras floradas de exemplares de jardim ou de vasos externos, as orquídeas também parecem saber que aumentou o tempo de luz solar, e começam a brotar. É esse o momento de modificar os cuidados que até então eram dispensados aos vasos.

O aparecimento de brotações de folhas novas ou flores constitui o primeiro sinal que as plantas enviam para que você volte a lhes dedicar atenção e cuidados especiais, de maneira a auxiliar o desenvolvimento das plantas.

REGAS

À medida que os exemplares desenvolvem um novo crescimento, suas necessidades de água aumentam. Assim que os dias vão se tornando mais longos e a temperatura aumenta, todos os vegetais iniciam uma atividade muito maior na transformação de seus nutrientes e começam a perder mais água pelas folhas. Por isso, nessa época exigem regas freqüentes. No entanto, você deve ter cuidado para não encharcar seus exemplares. Forneça-lhe, gradativamente, maior quantidade de água.

ADUBAÇÃO

A nova fase de crescimento dos exemplares torna necessária uma quantidade mais elevada de nutrientes para um desenvolvimento saudável.

Inicie a adubação no começo da primavera. Mas, atenção, comece com uma dosagem bem baixa. Quando utilizar um fertilizante líquido, por exemplo, não forneça a dosagem máxima indicada, nas primeiras semanas. Prepare uma solução bem diluída, com a metade ou até um terço da dose recomendada.

Nunca adube a planta quando o composto estiver seco, pois a absorção será mínima.

Depois das trocas de composto, também não fertilize, uma vez que durante três a seis meses o substrato novo terá todos os nutrientes de que o exemplar precisa.

REPLANTIO

Em locais onde, em setembro, não há mais perigo de geada, esse é o momento para reenvasar as plantas. Antes de setembro, com frio, as plantas que ainda estiverem em condições de relativa dormência, depois de seu descanso anual de inverno, não devem ser replantadas até que tenham começado um crescimento ativo. Caso contrario, o choque do reenvasamento precoce é capaz até de mata-la.

A melhor época para reenvasar as plantas são os meses de primavera.

VERÃO

É no verão que as plantas estão mais ativas. De modo geral, também é a época em que os exemplares, no auge do vigor, se revelam em sua melhor aparência. No entanto, é justamente nesse período que as plantas costumam exigir atenção redobradas.

REGAS

A quantidade de água requerida pelas espécies pode variar muito, de acordo com o tempo, o que constitui um fator às vezes surpreendente. Durante os períodos prolongados de calor e sol, um exemplar, às vezes, necessita de regas diárias. Mas, em épocas mais frescas e chuvosas, o mesmo exemplar exige menos água, ocasião em que você deve molha-lo apenas uma ou duas vezes por semana.

Por isso torna-se muito importante que sejam observadas as condições climáticas quando das regas, uma vez que as plantas podem sofrer demais com o excesso de água, mais comumente provocado no verão do que no inverno. 
Um dos pontos fundamentais é providenciar para que os exemplares recém-plantados sejam molhados com cuidado nas primeiras semanas (veja os itens 5, 6 e 7 das “Dicas para o Replantio de Orquídeas”).

ADUBAÇÃO

A maioria das espécies de cultivo requer mais nutrientes nos meses de verão. Grande parte delas deveria receber um fertilizante a cada semana ou quinzena, de acordo com sua velocidade de crescimento. Utilize um adubo líquido apropriado e siga as instruções do fabricante. Evite adubar com mais freqüência ou aumentar a concentração recomendada só pelo fato de a planta apresentar-se tão bem que você gostaria de estimula-la. O excesso de fertilizante pode ocasionar danos severos nos sistema radicular, o que, por sua vez, causa até a morte do exemplar. Lembre-se de que sempre é preciso molhar o substrato (solo) antes de adicionar o fertilizante.

Nunca adube as mudas recém-plantadas até uns três meses ou mais, após a operação, fique atento no enraizamento, pois o composto novo já contém nutrientes necessários. Quando iniciar a fertilização, dê apenas doses diluídas. Se você plantar no final do verão, talvez nem seja necessário adubar.

REENVASAMENTO

A melhor época para reenvasar as plantas são os meses de primavera. Mas, se isso não é feito nessa época, e um exemplar está exigindo um vaso maior, mude-o no início do verão.

OUTONO

Nem sempre é fácil detectar o momento em que acaba o verão e começa o outono. Mesmo em regiões de clima temperado, a exemplo do sul do Brasil, onde as estações do ano são bem definidas, muitas vezes as plantas é que fornecem os indícios da chegada da nova estação.

No entanto, essa época revela-se uma das mais críticas para seus exemplares, uma vez que nela se inicia um processo de redução das atividades vegetativas, que atinge seu auge nos meses de inverno. Por isso, a planta exige cuidados especiais.

REGAS

Com exceção das plantas que florescem no meio do ano, a quantidade de água que os exemplares exigem vai diminuindo, até chegar a um mínimo. Preste muita atenção a cada espécie e passe a regar menos, sem se esquecer de nenhuma de suas plantas. À medida que a temperatura cai, automaticamente decresce o volume de água requerido pelas plantas.

ADUBAÇÃO

Diminua a adubação para a maioria dos exemplares a partir do final de marco, pois a taxa de crescimento se desacelera e as necessidades de nutrientes decaem. A aplicação de fertilizantes nesse período pode resultar em acúmulo de nutrientes no composto. A presença excessiva de sais acaba prejudicando o sistema radicular e pode inclusive levar a planta à morte.

Os fertilizantes de liberação gradual constituem uma boa solução para os meses de outono. A liberação dos nutrientes depende tanto da temperatura como da umidade do meio (solo). Se a temperatura cai e você fornece menos água para as plantas, da mesma forma a quantidade de fertilizante liberada reduz-se automaticamente. No entanto, em geral a maioria das espécies começa a se preparar para uma condição quase dormente, apresentando pouco ou nenhum sinal de crescimento, o que dispensa qualquer tipo de adubação.

Lembre-se de que existem algumas exceções, cujo florescimento ocorre no fim do outono e até no inverno. Portanto, essas plantas requerem nutrientes como o NITROGÊNIO, o FÓSFORO e o POTÁSSIO, sendo esse último imprescindível para uma floração desenvolvida e viçosa.

REENVASAMENTO

À medida que o outono vai chegando ao fim do seu período, gradativamente deve-se diminuir o replantio, ou não é aconselhável faze-lo.

INVERNO

O inverno assume características muito diversas, conforme a região. Existem áreas em que a vegetação permanece exuberante, com temperaturas mínimas médias acima dos 23 ºC, enquanto outras apresentam médias de 10 ºC, podendo chegar a vários graus abaixo de 0 ºC. Por outro lado, nas regiões de cerrado, como a de Brasília, em que as médias mínimas variam de 11 a 13 ºC, o ar se torna tão seco que acaba por prejudicar o cultivo de certas espécies que apreciam umidade. Muitas plantas de vaso costumam entrar num período de dormência, nessa época do ano, e apenas revelam brotações na primavera. Verifique as características de sua região e adapte a elas o cuidado com seus exemplares.

REGAS

Em locais de inverno rigoroso, cuide para que o composto nunca permaneça encharcado. A combinação de frio com excesso de água pode ocasionar um rápido apodrecimento das raízes. As regiões que apresentam inverno muito seco, como é caso do Planalto Central, exigem observação constante da taxa de umidade do solo. De modo geral, nesses locais, os exemplares solicitam regas menos espaçadas, pois a evaporação ocorre em níveis muito rápidos.

ADUBAÇÃO

Independente da região em que você more, verifique as necessidades alimentares de suas plantas, antes de providenciar qualquer tipo de adubação. Em geral, como boa parte das espécies está em período de repouso, costuma-se desaconselhar a fertilização.

REENVASAMENTO

Nesse período de inverno, a maioria das orquídeas entram em uma fase de descanso ou repouso vegetativo (é o período em que as plantas diminuem seu metabolismo se reorganizando interiormente, se preparando para a próxima estação e isso é normal, é natural) e não devem ser “perturbadas” com divisões , troca de substrato, replantio, reenvasamento, etc. Esse procedimento iria quebrar o período de descanso das plantas, desorganizando-as, esgotando suas reservas de nutrientes, trazendo enormes prejuízos, como a falta de floração na estação seguinte, o desgaste e muitas vezes a própria morte da orquídea. Portanto, essa é uma época que devemos aproveitar para preparar o nosso orquidário para a próxima estação, fazendo com que o ambiente das orquídeas esteja limpo, nossos vasos bons, bonitos e em condições fitossanitárias ideais para proporcionarem uma excelente floração. Algumas recomendações, com resultados positivos já comprovados, podem ser seguidas:

1- RECOMENDAÇÕES À RESPEITO DO ORQUIDÁRIO

Inicialmente, devemos preparar o orquidário para a primavera visando torna-lo limpo, prático e dando às plantas condições de se desenvolverem perfeitamente (luz, água, adubo, sem doenças, aeração e disposição de vasos). Um bom começo é partir logo para uma boa limpeza do ambiente, com a retirada de entulhos, pedaços de xaxim, madeira ou vasos espalhados, limpeza e desinfecção das bancadas (solução com água sanitária) e por baixo delas, remoção de mato e ervas do chão, reparo das bancadas, muretas e paredes que cercam o orquidário, reparo no sombrite ou ripado, bem como retificar o sistema de irrigação e adubação, alem de observar e, se preciso, melhorar a incidência de luz e aeração no orquidário. Devemos aproveitar também para fazer outros trabalhos manuais como o preparo de estacas, tutores, cachepôs, dependuradores.

2- RECOMENDAÇÕES À RESPEITO DAS PLANTAS

A primeira coisa a se fazer é a diminuição das regas e da fertilização e em seguida limpar os vasos, retirando ervas, matos, folhas e bulbos secos. É esse o período melhor para controlar ou mesmo erradicar as pragas e doenças, com a aplicação correta dos “pesticidas” adequados e cada vaso (usando sempre material de segurança:luvas, máscara, óculos, chapéu, roupas de mangas compridas, etc.), principalmente contra lesmas, caramujos e tatuzinhos, sendo também recomendado uma aplicação de fungicida como preventivo.

Nesta época do ano, muitas espécies de plantas iniciam a produção de hastes e botões para florir na primavera, sendo então boa a oportunidade para se colocar os tutores e/ou estacas diminuindo assim os riscos das hastes envergarem com o peso das flores ou mesmo produzirem flores tortas, feias e incorretas. É muito importante observar as plantas secas e doentes que, nas maioria das vezes devem ser eliminadas para que não transmitam doenças para as demais e nem ocupem os espaços de plantas saudáveis e com floração certa se aproximando.

AS QUATRO ESTAÇÕES DO ANO

A posição da TERRA em relação ao SOL é tal a 21 de dezembro que este a ilumina desde o pólo sul até determinado ponto do hemisfério NORTE. Nesse instante, dá-se o chamado SOLSTÍCIO DE VERÃO para o hemisfério sul, momento esse que marca o começo da estação quente ou VERÃO para esse hemisfério. A TERRA prosseguindo em seu movimento, 90 dias depois, ou seja, a 21 de março, acha-se em tal posição que os raios de SOL caem perpendicularmente sobre o EQUADOR e distribuem-se igualmente para o NORTE e para o SUL.

Começa então uma estação temperada para o hemisfério sul, o OUTONO. Daí a três meses, a 21 de junho, o hemisfério NORTE recebe diretamente os raios do SOL e já o hemisfério SUL dá-se então a estação fria ou INVERNO; dada a posição da TERRA este hemisfério recebe uma faixa de calor solar menor. A 23 de setembro, a TERRA volta a uma posição tal que o SOL, dardejando perpendicularmente sobre o EQUADOR, a ilumina, igualmente de pólo a pólo. Começa então outra estação temperada, que é a PRIMAVERA cujo término ocorre a 21 de dezembro.

As estações do ano, conforme a tradição, estão relacionadas ao ciclo anual das plantas, desde a semeadura até a colheita. A primavera é a época do plantio e da germinação; durante o verão, as plantas crescem e se tornam maduras e no outono são colhidas.

VERÃO 21 de dezembro

OUTONO 21 de março

INVERNO 21 de junho

PRIMAVERA 23 de setembro

Fonte: www.aorquidea.com.br

Dia do Orquidófilo

22 de Junho

A Orquídea pertence à família de plantas superiores da ordem Orchidales, a mais evoluída da super-ordem-liliidae, encontrada em todo o planeta nos mais variados ambientes, do ártico aos trópicos.

Nas regiões mais quentes, ocorrem em abundância e variedade, sendo encontradas desde o nível do mar a 4.000 metros. Entre 500 e 2.000 metros encontram-se a maioria das espécies.

Diferentes formas podem ser encontradas numa única família, pois possuem idêntica estrutura floral. Dividi-se a família das Orquidáceas em 88 subtribos e mais de 660 gêneros e aproximadamente 25.000 espécies.

No atual sistema de nomenclatura botânica, as plantas são identificadas por um nome genérico e um restritivo específico, por exemplo: oncidium papilio, o primeiro nome é o gênero oncidium, grupo de cerca 750 espécies; a segunda parte juntamente com a primeira , define a espécie. Algumas recebem nome adicional para a variedade, por exemplo: Cattleya Mossiae var. Wagneri.

Atualmente são mais de 25.000 espécies de orquídeas, da família Orchidaceae. É provavelmente a maior da família das Angiospermas (fruto).

Existem orquídeas terrestre, humícolas, epífitas (vivem em árvores), rupestres (nas pedras ) e subterrânea (Rhizanthella Gardneri - desprovida de clorofila: desenvolvem-se com a ajuda de um fungo chegando a florir no subsolo); com dimensões variadas desde plantas pequenas, de flores minúsculas do tamanho da cabeça de um alfinete, a plantas com mais de 3m altura, com astes florais de comprimento superior a 4m de altura.

O Brasil é um pais rico em orquídeas, são cerca de 190 gêneros e 2.300 espécies.

A distribuição geográfica da família e sua evolução estão ligados a fatores históricos -geológicos- naturais, direcionando a evolução filogênica às correntes aéreas (massas) responsáveis pela migração das sementes de orquídea.

A Origem da Orquídea

Como as flores, a orquídea tem uma lenda. Eis a encantadora história, como é contada nas terras da Indochina. Na cidade de Anam, existia uma jovem chamada Hoan-Lan, que divertia-se em fazer penar suas paixões aos seus numerosos adoradores. Por um sorriso, o jovem Kien-Fu tinha cinzelado o ouro mais fino e trabalhado com infinita paciência as mais lindas peças de jade. A ingrata, após se adornar com todos os presentes do nobre apaixonado, riu-se dele e o desprezou. Kien-Fu, desesperado, acabou com a própria vida atirando-se ao Rio Vermelho.

O pintor Nguyen-Ba conseguiu obter cores desconhecidas para pintar o retrato de sua amada. Esta, porém, depois de ter exibido para a satisfação de sua vaidade a magnífica pintura, desprezou o artista que desapareceu para sempre no mistério das selvas. Mai-Da, apaixonado também, quis patentear seu amor à jovem volúvel, inventando um perfume delicioso somente digno dos anjos. A ingrata perfumou-se e mandou pôr na rua o seu adorador que, nada mais aspirando na vida, se envenenou.

Cung-Le levou sua perseverança a incrustar nácar numa pulseira de ébano que foi recebida pela ingrata. O pobre endoideceu.

Mas o poderoso Deus das Cinco Flechas, que a tudo via e tudo ordenava, julgou que era o momento de castigar tanta maldade, fazendo a jovem volúvel apaixonar-se pelo formoso Mun-Cay. E desde então, Hoan-Lan sonhava no seu leito de nácar e sedas bordadaas com seu adorado, cujo nome esvoaçava sobre seus lábios de carmim, como uma borboleta sobre a rosa. Ao despertar, descia à piscina, banhava-se e adornava-se com suas jóias mais preciosas para ver passar seu querido Mun-Cay, que apenas se dignava a levantar os olhos para ela. Nunca tinha considerado a formosa jovem, nem se interessado pela fama de beleza que tinha ardido à sua volta.

Os dias iam passando, e Mun-Cay não saía de sua indiferença cruel. Um dia, Hoan-Lan decidiu sair-lhe ao encontro e declarar-lhe paixão. Não me interessas, rapariga ! - disse ele. - És como todas as outras. Para mim não vales nada. Se fosses como aquela que eu amo... Esta sim, é uma deusa. Tu, mísera Hoan-Lan, com toda tua vaidade, não serves nem para atar-lhe as fitas das sandálias. E, com um sorriso desdenhoso, afastou-se.

Em meio de seu desespero, Hoan-Lan lembrou-se do Deus Todo Poderoso que vivia na montanha de Tan-Vien. Talvez ele pudesse lhe valer. Apesar da noite escura e chuvosa, a jovem dirigiu-se ao monte sagrado, onde residia sua última esperança. A entrada do templo subterrâneo era guardada por um terrível dragão. Suplicou-lhe a concessão de entrada e ao cabo de muitos pedidos conseguiu penetrar num extenso corredor, por entre serpentes horríveis que lhe babujavam os pés nus.

Quando chegou junto ao trono de ônix do poderoso gênio, prostrou-se e implorou:

Cura-me, que sofro horrorosamente. Amo Mun-Cay que me despreza.

É justo o castigo - respondeu o deus - Porque isso mesmo tens feito aos teus apaixonados.

Ó Todo Poderoso, tem dó de mim. Concede-me o amor de meu querido Mun-Cay. Sabes bem que não posso viver sem ele.

Vai-te daqui - rugiu o gênio - Nada conseguirás. O castigo que pesa sobre ti, foi imposto pelo Deus das Cinco Flechas, que tudo sabe. É justo que sofras. Saia do meu templo.

Á saída, Hoan-Lan encontrou-se com uma bruxa de pés de cabra.

Formosa jovem - disse-lhe a bruxa - sei que és muito desgraçada. Queres vingar-se de Mun-Cay? Vende-me a tua alma e juro-te que, embora Mun-Cay não te ame, não amará a outra mulher.

Hoan-Lan, voltou à sua casa, que lhe parecia um cárcere. Saía para os bosques a distrair sua pena, mas sempre em vão. Um dia, vendo ao longe seu adorado Mun-Cay, correu para ele e, quando se preparava para abraçá-lo, o jovem foi transformado numa árvore de ébano.

Neste momento apareceu a bruxa que, soltando uma gargalhada, lhe disse: -Desta maneira o teu amado não pode ser nunca de outra mulher.

Bruxa infame, exclamou chorando, a pobre Hoan-Lan - o que fizeste a meu adorado? Devolva-me ou mate-me. Contratos são contratos - replicou a bruxa, rindo satanicamente. Cumpri o que prometi. Mun-Cay, embora nunca te ame, não amará a outra mulher. Prometi e cumpri. A tua alma me pertence.

Hoan-Lan, abraçada ao pé da árvore, clamava desesperadamente a seu tronco imóvel.

Perdoa-me, Mun-Cay. Tem para mim uma só palavra de amor, de indulgência e compaixão. Não vês como me arrasto aos seus pés, como te abraço, como sofro!

Mas a árvore nada respondia. A jovem ali ficou por muito tempo.

Uma manhã passou por ali um gênio que se compadeceu da sua dor. Acercando-se dela, pôs-lhe um dedo na testa e disse:

Mulher, procedeste muito mal. Foste volúvel até a crueldade e ingrata até a malvadez.

Procedeste muito mal. Mas tua dor purificou a tua alma. Estás perdoada e vais deixar de sofrer. Antes que a bruxa venha buscar a tua alma, vou transformar-te numa flor. Ficarás sendo, no entanto, uma flor esquisita e requintada, que dê a impressão do que foi a tua vida maldosa. Quem vir as tuas pétalas facilmente adivinhará o que foi o teu espírito, caprichoso, volúvel, cruel, e a tua preocupação constante pela elegância. Concedo-te um bem: não te separarás do bem que adoras e viverás da sua seiva, sempre parasita do teu amado.

Assim falou o poderoso gênio. E, quando falava, a túnica rósea de Hoan-Lan ia empalidecendo e tornando-se de uma delicada cor lilás. Os olhos da jovem brilharam como pontos de ouro e as suas carnes tomaram a tonalidade do nácar. Os seus formosos braços enrolaram-se na árvore na derradeira súplica.

E assim apareceu a primeira orquídea do mundo, segundo a lenda do Anam.

(Muitas pessoas acreditem erroneamente que as orquídeas são parasitas, no entanto elas apenas usam o hospedeiro para fixar suas raízes).

Fonte: www.sitecurupira.com.br

Dia do Orquidófilo

22 de Junho

O que sente um orquidófilo quando encontra uma planta extermamente rara e bela? O que sentiram as pessoas que encontraram plantas como a C. walkeriana "Feiticeira", a C. violacea coerulea, a C. guttata coerulea, a C. intermedia aquinii I, a C. bicolor coerulea e outras que foram ou continuam raras?

Muitos orquidófilos sentiram essa emoção, seja com plantas de mato ou de sementeiras. Sinto-me particularmente feliz como orquidófilo pois em ambos os casos já tive a felicidade de encontrar plantas raras e belas: com a C. leopoldii trilabelo "Anita Garibaldi" e com a C. intermedia aquinii alba “Branca de Neve”.

Essa é a história do meu encontro com a primeira delas.

Comecei a colecionar orquídeas (considero-me um colecionador, antes de tudo, pois o que me atrai é o raro e o belo, principalmente juntos), no início dos anos oitenta, ou seja, quase vinte anos atrás. Morando em Florianópolis comecei evidentemente com as L. purpuratas, caso contrário não teria o que conversar nas reuniões da sociedade local, dominada pelos purpurateiros.

Entretanto, para não ter flores somente em novembro e dezembro, comecei a pesquisar e colecionar outras espécies, sempre procurando plantas de qualidade acima da média daquela espécie.

Em alguns anos já possuía uma grande coleção composta de Laelias, Cattleyas, Oncidiuns, Catasetuns, etc..

Em cada espécie procurava conhecer as variedades de forma e colorido existentes, tanto pesquisando na literatura especializada, como em conversas com orquidófilos mais experientes.

Um dos livros que li na época, Orchidaceae Brasilienses, de Pabst e Dungs, trazia um desenho de uma C. leopoldii com pétalas semelhantes ao labelo. Fiquei encantado com a mesma, pois possuía diversas leopoldiis comuns e admirava muito a espécie, mas o livro não dava nenhuma esperança de encontrar a tal planta.

Logo depois, numa viagem ao Espírito Santo fiz uma visita ao famoso orquidófilo e preservacionista Roberto Kautsky, o qual me contou a história da C. schilleriana encontrada por ele, que também tinha as pétalas transformadas em labelo.

Como ele tinha uma foto da planta pude ver o quanto era bela. Infelizmente a planta havia morrido numa tentativa de clonagem, na Alemanha.

As chances de encontrar outra planta igual eram raríssimas. Parecia que a única cattleya bifoliada trilabelo que havia sobrevivido era a nossa conhecida C. intermedia aquinii I.

Mas o destino é generoso para quem é persistente!

Alguns anos depois, em visita a um antigo coletor de L. purpurata, no sul do estado de Santa Catarina, após uma tarde de conversas, histórias e negócios, perguntei-lhe se conhecia alguma variedade de "leopoldão", como é conhecida a C. leopoldii. Ele disse-me que só possuía plantas comuns, pois as variedades da C. leopoldii são realmente raras, mas que conhecia um antigo orquidófilo de Laguna, cidade próxima, que possuía uma C. leopoldii trilabelo! Meu coração disparou com essa notícia e imediatamente perguntei-lhe pelo endereço do tal orquidófilo. Ele disse-me onde ficava e por uma estranha coincidência, o tal orquidófilo morava na mesma rua de outro orquidófilo conhecido meu naquela cidade!

Como já era fim de tarde e eu estava há uns sessenta quilômetros de Laguna, resolvi voltar para casa e tentar uma visita no próximo fim de semana, apesar de não estar na época de floração da C. leopoldii, pois estávamos em agosto.

No sábado seguinte fiz os cem quilometros de Florianópolis a Laguna em tempo recorde e rapidamente cheguei à casa do meu conhecido. Perguntei-lhe se conhecia algum outro orquidófilo naquela rua e ele disse que sim, mas há muitos anos não se conversavam por um mal entendido qualquer entre os dois, no passado.

Entendi porque ele nunca havia me falado do outro, que morava na mesma rua a mais ou menos trezentos metros.

Perguntei-lhe também se era verdade que o outro orquidófilo possuía uma C. leopoldii trilabelo. Fiquei feliz quando ele disse que era verdade, mas disse também que ele jamais havia cedido uma muda a ninguém.

Contei-lhe da minha admiração pelas trilabelos e flameadas e disse-lhe que tentaria de qualquer maneira conseguir uma muda. Despedi-me do amigo orquidófilo e fui até a casa que ele me indicou. Toquei na campainha e fui recebido por uma senhora simpática, de mais ou menos 65 anos.

Disse-lhe que era um orquidófilo de Florianópolis e que gostaria de fazer uma visita ao orquidário. É impressionante como pessoas desconhecidas logo se tornam amigas quando o assunto é orquideas!

Essa é uma das coisas que sempre admirei e continuo admirando nessa paixão que é colecionar orquídeas. Ela logo me convidou para entrar e após passarmos pela residência fomos aos fundos do terreno onde ficava o orquidário e onde estava seu Sebastião Vieira, cuidando das plantas. Fui apresentado e logo simpatizei com o seu jeito humilde e bondoso. Após me mostrar seu pequeno orquidário, com mais ou menos duzentas plantas, me contou muitas histórias dos tempos em que caçava orquídeas nos banhados e morros de Laguna e arredores. Entretanto, não falou nada sobre a C. leopoldii trilabelo, apesar de eu ter visto diversas mudas de C. leopoldii em seu orquidário.

Depois de muitos cafezinhos e histórias, finalmente perguntei-lhe:

"Seu Sebastião, é verdade que o senhor possui um leopoldão trilabelo?!"

Ele percebeu a minha ansiedade de orquidófilo novato, abriu um sorriso e respondeu:

"Sim, é verdade, encontrei um, alguns anos atrás, num banhado perto de Cabeçudas". ( Uma pequena cidade vizinha de Laguna).

Muito nervoso perguntei-lhe se poderia mostrar a planta e ele calmamente me apontou uma C. leopoldii de sete ou oito bulbos, plantada num vaso de xaxim já meio decomposto.

Como estava sem flores, não parecia nada diferente das outras. Ele contou-me que a encontrara há uns dez anos. Perguntei-lhe se tinha mudas para negociar e ele disse-me que nunca havia conseguido fazer uma muda, pois a cada bulbo novo, morria um bulbo traseiro e a planta continuava do mesmo tamanho ano após ano!

Também nunca havia sido fotografada, o que era lamentável pois a descrição das poucas pessoas que a tinham visto em flor era de que possuía três labelos. Apenas isso. Perguntei-lhe sobre a época de floração, e Seu Sebastião disse-me que era janeiro, em pleno verão, dali uns cinco meses e convidou-me para visitá-lo na próxima floração.

Agradeci e disse-lhe que voltaria na segunda semana de janeiro, quando me garantiu que ela estaria em flor.

Eu já estava me despedindo quando Seu Sebastião perguntou-me se não gostaria de levar uma muda de outra leopoldii trilabelo que ele possuía!

Fiquei atordoado! Então não era uma, mas duas trilabelos!

Perguntei-lhe como isso era possível e ele explicou-me que anos atrás umas das flores da trilabelo trazida do mato havia sido polinizada por algum inseto e posteriormente a cápsula amadureceu e as sementes foram espalhadas pelo vento. Algumas plantas haviam germinado nas árvores próximas e uma delas que crescera num abacateiro havia florido há uns dois anos com flores também trilabelo.

Seu Sebastião levou-me até o abacateiro e mostrou-me a planta. Realmente, dava para ver que tratava-se de uma planta germinada e crescida naquela árvore. Com uma faca ele cortou aproximadamente metade da planta e me deu.

Eu não sabia o que dizer! Perguntei-lhe o que desejava em troca e ele respondeu que aquilo era um presente e que eu não lhe devia nada! De qualquer forma disse-lhe que traria algumas mudas de Laelias purpuratas da minha coleção.

Voltei para casa louco para replantar aquela muda, pois já estava com um pequeno broto.

Uns dois meses depois voltei a Laguna e levei algumas mudas de L. purpuratas para Seu Sebastião. Ele ficou muito satisfeito, pois no fundo era um purpurateiro.

Quando finalmente chegou janeiro a minha muda que estava com espata, começou a mostrar os botões. Fiquei meio decepcionado, pois os botões eram absolutamente normais. Será que seu Sebastião estava enganado? Os botões estavam quase abrindo quando tive que me ausentar de casa por dois dias. Quando voltei corri para o orquidário e quase desmaiei de emoção quando a vi florida!

Lá estava a mais bela C. leopoldii que eu já vira!

Com quatro flores, possuía sépalas marrons pintalgadas, típicas da espécie. As pétalas, entretanto, lembravam o labelo espalmado, de coloração vermelho vivo e com excelente armação. Fotografei várias vezes a planta e fiquei imaginando se a outra já estaria florida em Laguna.

No sábado seguinte rumei para lá em companhia de minha esposa, pois como era verão poderíamos aproveitar o fim de semana nas maravilhosas praias de Laguna.

Chegando à casa de Seu Sebastião falei-lhe da planta que ele havia me presenteado e lhe agradeci muito dizendo tratar-se de uma raridade enorme, contando-lhe inclusive a história da C. schilleriana trilabelo do Roberto Kautsky e de como havia sido perdida para sempre.

Ele ficou satisfeito por eu ter gostado do presente e disse que a outra também estava florida, convidando-me a ir vê-la no orquidário.

Eu estava ansioso! Finalmente iria conhecer a tão sonhada planta! Quando entramos no orquidário imediatamente vi a planta! Era algo fantástico! Um cacho de umas dez flores, típico da C. leopoldii, todas com as pétalas de um púrpura vivo, lembrando também um labelo espalmado. As sépalas eram marrons esverdeadas e não possuíam pintas, o que as tornava mais belas!

Fiquei alguns instantes extasiado e só depois consegui dizer alguma coisa. A primeira coisa que falei foi uma tolice da qual logo me arrependi. Perguntei-lhe se me venderia a planta e lhe ofereci quinhentos dólares.

Seu Sebastião gentilmente recusou a oferta, dizendo que a planta não estava à venda, mas que tão logo conseguisse uma muda ela seria minha. E de presente!

É claro que fiquei muito satisfeito, mesmo sabendo da dificuldade de fazer mudas. Solicitei-lhe o pólen da planta, pois queria cruzá-la com a outra que florira em minha casa. Ele gentilmente cedeu.

Ficamos ainda algum tempo conversando e admirando a planta e pedi-lhe que me contasse novamente como a encontrara. Ele repetiu a história que me contara meses antes e se propôs a voltar ao local caso eu desejasse. É claro que concordei na hora e ficamos de marcar uma data, pois era verão e nessa época a família tem prioridade para a diversão.

Esse passeio só seria realizado um ano depois, em companhia de seu Sebastião, sua esposa e meu amigo Cláudio Deschamps. Durante o passeio, fotografamos seu Sebastião em frente a árvore na qual havia coletado a C. leopoldii trilabelo. É claro que procuramos muito, mas só encontramos leopoldiis típicas da espécie. De qualquer modo foi um passeio maravilhoso!

Continuei mantendo contato com seu Sebastião, mas devido ao meu trabalho as visitas foram rareando cada vez mais, exceto, é claro, na floração.

Certa época minha mãe pediu-me que a levasse a Laguna, para visitar uns parentes. Como já fazia uns seis meses que não visitava seu Sebastião, aproveitei e lhe fiz uma visita.

Logo que cheguei percebi que algo estava errado. Seu Sebastião sempre tão atencioso e conversador estava triste.

Perguntei-lhe a razão e disse-me que já há alguns meses não estava se sentindo bem e que em breve iria a Florianópolis fazer um tratamento de saúde. Não entendi muito bem o motivo, mas continuamos a conversar sobre orquídeas.

Depois de um gostoso café da tarde quando já nos preparávamos para voltar, seu Sebastião pediu-me para esperar enquanto ele iria buscar algo no orquidário. Voltou com a C. leopoldii trilabelo nas mãos e diante do meu espanto disse: "Quero que você a leve e cuide dela para mim, pois não estou mais em condições de fazer isso e tenho medo de perdê-la". Perguntei-lhe se tinha certeza do que estava fazendo, pois a responsabilidade minha seria muito grande. Ele reafirmou sua intenção e convidei-lhe então a me visitar na sua próxima viagem a Florianópolis.

Falei-lhe da idéia que tivera de dar o nome de "Anita Garibaldi" a planta e ele concordou na hora.

Conversamos ainda bastante e quando cheguei em casa fui correndo replantar aquela maravilha.

Em pouco tempo ela estava emitindo raízes e se fixou muito bem.

Apesar do convite seu Sebastião não aparecia em meu orquidário. Quase um ano depois efetivamente recebi a visita dele, sua esposa e seu filho. Quando seu Sebastião viu a planta ficou impressionado, pois a mesma havia enraizado muito bem e apresentava um bulbo novo vigoroso. Falou-me que estava muito satisfeito e que tinha acertado no que fizera. Mostrei-lhe todo o meu orquidário e num momento que seu Sebastião pediu para ir ao banheiro perguntei ao seu filho qual era afinal a sua doença.

"Câncer de próstata" disse-me ele.

Seu Sebastião ainda não sabia da doença, pois a família não lhe contara devido ao adiantado estado da doença.

Conversamos bastante naquela tarde. O que eu não imaginava é que aquela seria nossa última conversa.

Pouco antes de sair, seu Sebastião chamou-me para perto da planta e disse: "Cuide bem dela, pois de hoje em diante ela é sua."

É claro que não tive palavras para agradecer! Logo depois ele retornava a Laguna.

Uns seis meses depois seu Sebastião morria. Fiquei muito triste e pensei na responsabilidade que eu tinha de preservá-la e multiplicá-la.

Dia do Orquidófilo
Sebastião Vieira – descobridor da C. leopoldii trilabelo “Anita Garibaldi” e uma das plantas homenageada com seu nome

Preocupado com isso fiz vários cruzamentos, tanto com a "Anita Garibaldi" como com aquela do abacateiro que chamei de "Giuseppe Garibaldi".

Cruzei também com algumas espécies na esperança de produzir híbridos primários flameados.

O primeiro a florir foi aquela com C. forbesii, o meu cruzamento de número 61. Floriram várias plantas comuns, mas a primeira flameada foi espetacular. Sépalas amarelo-esverdeadas e pétalas arredondadas e flameadas com o púrpura do labelo da leopoldii e as estrias do labelo da forbesii riscando do meio para as bordas, num efeito maravilhoso. Além disso, a flor apresentava armação perfeita, coisa rara nos descendentes das trilabelos de outras espécies. Surgiram outras muito parecidas, mas essa continua sendo a minha preferida.

É interessante notar que todos os cruzamentos que foriram até hoje tiveram uma percentagem de flameadas em torno de dez por cento. Mas a surpresa maior estava por vir!

Já haviam florido flameadas nos cruzamentos com forbesii, dormaniana, aclandiae, bicolor, araguaiensis, Mem. Helen Brown, etc.

Mas eu estava mesmo ansioso era pelo resultado dos cruzamentos entre as C. leopoldii, especialmente aquele entre as trilabelos. Quando elas começaram a florir anos atrás, vi que todo o nosso esforço valera a pena.

Surgiram plantas com diversos graus de flameados nas pétalas, desde alguns riscos até plantas com três labelos perfeitos, e todas com boa armação.

Algumas plantas superaram as matrizes em termos de forma e cor e só lastimo não poder compartilhá-las com aquele que permitiu tudo isso, “seu Sebastião Vieira” !

Fonte: www.orquidariocarlosgomes.com

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