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Dia do Apicultor

 

22 de Maio

apicultorstyle é quem cria abelhas, e especialmente a espécie Apis melifera L. que é conhecida como abelha domésticastyle produtora de mel e cera.

O mel foi a primeira substância adoçante da Antigüidade, já era utilizado pelos Sumérios desde 5.000 a.C.

A apicultura é a criação de abelhas melíferas (produtoras de mel) e de acordo com alguns documentos de vários historiadores, a apicultura remonta ao ano de 2.400 a.C., no antigo Egito.

A exploração dessa atividade sempre foi feita de maneira muito rudimentar, anti-econômica, obtendo-se o mel e a cera em poucas quantidades, não interessando o interior dos enxames, que eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel.

Dia do Apicultor

Com o sistema de caixilhos removíveis, feitos de madeira e onde as abelhas constroem os favos, o agricultor pode acompanhar o trabalho das abelhas e protegê-las contra doenças ou inimigos.

Existem outros acessórios que facilitam o trabalho dos apicultores, como véu de proteção para o rosto, luvas de couro, fumegador (intrumento utilizado para fazer fumaça) para acalmar as abelhas, trincha para retirar os insetos que se mantém presos aos favos, rede eliminadora para a saída das abelhas da colméia impedindo o seu retorno, recipientes para filtrar e conservar o mel, caixilhos de reserva, xarope para reforçar a alimentação das abelhas nos períodos de escassez e a centrifugadora radial de mel que ajuda na retirada do mel dos favos e propicia um aumento na quantidade do produto.

apicultura tem alguns objetivos principais: produção de mel, de geléia real, de cera, de rainhas novas para as colméias, de própolis.

As abelhas são insetos sociais altamente organizados, que se destacam, de rainhas novas para as colméias, de própolis.

As abelhasstyle são insetos sociais altamente organizados, que se destacam pela importância de seus produtos e pela polinização de culturas. As abelhas melíferas organizam-se em três classes principais: as operárias (providenciam a alimentação), a rainha (põe ovos) e o zangão (acasala com a rainha). Algumas colméias chegam a ter 110 mil abelhas, sendo uma rainha, alguns zangões (cerca de 150) e a grande maioria são abelhas operárias.

O mel, produzido pelas operárias, é uma substância orgânica rica em ácidos, sais minerais, vitaminas, enzimas, proteínas, aminoácidos e hormônios. O mel é muito utilizado na alimentação humana, em cosméticos e como remédio. Ele é cicatrizante e antibiótico natural. Entretanto, o própolis e até o veneno da abelha também tem seu valor. O veneno da abelha é utilizado como antiinflamatório (no tratamento de artrites e reumatismos) e o própolis é muito utilizado também como antinflamatório e como aromatizante bucal.

Entre as excelentes propriedades dos produtos apícolas, surgiu a Apiterapia. A apiterapia é a ciência da cura das enfermidades com produtos apícolas, embora tendo uma denominação nova, é uma medicina antiga e tradicional usada por muitos povos.

Dia do Apicultor

Também conhecido como "abelheiro" ou "colmeeiro", o apicultor cria abelhas por hobby ou para comercializar os produtos que são extraídos da colméia como mel, cera, própolis e geléia real.

A apicultura visa à criação das melhores abelhas para que forneçam os melhores produtos em curto espaço de tempo. Constitui uma das atividades mais lucrativas da pecuária, principalmente pelo clima brasileiro ser favorável ao cultivo. Ouro fator favorável é a extensa flora brasileira com inúmeras plantas nectaríferas e poliníferas.

HÁ MILHÕES DE ANOS

As abelhas existem há pelo menos 42 milhões de anos e há registros que situam o aparecimento da apicultura em 2.400 a.C. no Antigo Egito. Entretanto, pesquisadores localizaram colméias de barro de 3.400 a.C. na Ilha de Creta.

Padre Antônio Carneiro trouxe as primeiras colméias para o Brasil no século XIX. O objetivo era o de utilizar a cera na produção de velas. E as abelhas africanas forma trazidas em 1956 para aumentar a produtividade de mel das colméias que aqui existiam.

APICULTURA NO BRASIL

No Brasil, se criam abelhas há bastante tempo, mas o desenvolvimento dessa atividade só ocorreu a partir de 1955, quando se realizou em São Paulo a 1ª Semana de Apicultura e Genética de Abelhas.

Com a vinda das abelhas africanas para o Brasil em 1956, os apicultores perderam apiários devido à ferocidade com que elas atacavam outras espécies e as transformavam em espécies agressivas.

Hoje em dia, o cenário se modificou graças à introdução de técnicas para o correto manejo dos apiários. Outro fator foi a ampliação do mercado apicultor, proporcionada pela crescente demanda por produtos naturais e saudáveis como o mel e seus derivados.

COLMÉIA OU APIÁRIO

O apiário é habitat das abelhas, construído pelo homem. É formado por colméias isoladas que provocam o confinamento de abelhas. Deve ser instalado em local seco, claro, de fácil acesso e distante de pessoas e animais.

Fatores do meio ambiente como temperatura, umidade, chuvas, florações, vento e presença de pássaros predadores e insetos interferem na produção do apiário, além do correto manejo das abelhas por parte do apicultor. Sendo assim, deve-se ficar atento à escolha do local para instalação, bem como à experiência do apicultor.

Diferente do apiário, a colméia é construída pelas próprias abelhas. Porém, o homem também pode construí-la. Existem colméias de diversos tipos e materiais. As mais simples são feitas de cascas de árvore e barro, mas tem também as de madeira e as até de plástico.

INSETOS SOCIAIS

As abelhas são consideradas "insetos sociais" devido ao elevado grau de desenvolvimento social atingido. Agrupam-se em comunidades ou enxames onde existe uma organizada distribuição de tarefas.

Cada família de abelhas possui uma única rainha, que tem como função a reprodução da espécie. Poucos dias após seu nascimento é fecundada por vários zangões no chamado "vôo nupcial".

Como é a única abelha fêmea fecundada, cabe à rainha colocar todos os ovos necessários à continuidade da família, mantendo a organização e coesão do enxame.

As abelhas operárias providenciam a substituição da rainha quando sua fertilidade, geralmente após 3 ou 4 anos de vida.

Os zangões são abelhas macho, mais largos e mais fortes que as operárias. Não possuem ferrão e não coletam polén ou néctar. Sua função é fecundar a rainha, vindo a morrer após o ato.

Já as abelhas operárias são as fêmeas não fecundadas, menores que a rainha e que os zangões. São responsáveis pela construção, ventilação, limpeza e defesa da colméia, além da alimentação da rainha, cuidado com ovos e crias, coleta de pólen, néctar e água, e produção de mel, geléia real e própolis. Possuem veneno, ferrão e vivem entre 28 e 50 dias.

Veja agora alguns produtos que podem ser extraídos da colméia graças ao trabalho incansável das abelhas operárias:

Mel

O mel é produzido a partir do néctar que as abelhas armazenam nos favos. Para ser extraído, é preciso que os favos estejam maduros. É composto de água, glicose, sacarose e alguns minerais.

Néctar

É um líquido doce e rico em açúcar, colhido pelas abelhas para fazer o mel. Foi empregado pelos gregos para preparar a ambrosia, bebida feita a partir da mistura de vinho, água e mel.

Cera

Para produzir meio quilo de cera, as abelhas precisam consumir entre 3 e 5 quilos de mel.

Geléia Real

É produzido pelas abelhas para alimentação das crias e da rainha. Contém hormônios, vitaminas, aminoácidos, enzimas, lipídios e outras substâncias que agem sobre o processo de regeneração celular. A geléia real é oferecida como alimento para todas as larvas jovens da colméia, durante 3 dias, e, para a rainha, durante toda sua vida.

Própolis

O própolis é produzido a partir de resinas e bálsamos coletados das plantas e modificado pelas abelhas operárias através de secreções próprias.

Por sua eficácia terapêutica, é indicado para gripes, resfriados, dores de garganta, problemas de mau hálito, aftas e gengivites, bem como para fortificar o organismo. Também pode ser usado como cicatrizante em feridas, cortes, micoses, espinhas, verrugas e frieiras.

NA FACULDADE

A apicultura é uma disciplina do curso superior em Zootecnia, profissional responsável por zelar pela criação de determinados animais como bois, porcos e galinhas. Para saber as faculdades que oferecem curso superior em Zootecnia, visite o site do guia do estudante.

Com 4 anos e meio de duração, o curso dispõe de disciplinas básicas como biologia, genética, química, zoologia, fisiologia e técnicas de rebanho. Como complementares estão matemática, controle de qualidade e administração.

Fonte: www.ibge.br

Dia do Apicultor

Dá-se o nome de "apicultura" à arte de criar abelhas. Pode ser praticada como hobby ou de modo profissional. É uma atividade muito antiga, originária do Oriente. A China, o México e a Argentina são os principais países exportadores de mel, e a Alemanha e o Japão são os maiores importadores.

apicultura sempre foi feita de maneira muito rudimentar. Os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel; era preciso refazê-los a cada ano. Com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com as abelhas é diferente.

apicultor é a pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas. As colméias artificiais que o ele fornece às abelhas são muito variadas e têm evoluído com o tempo. As mais rústicas eram simples troncos ocos ou cestos de vime; hoje, utilizam-se diferentes tipos de caixas, muito mais práticas e fáceis de manejar. O verdadeiro trabalho do apicultor começa após a instalação de suas primeiras colméias. É a partir desse momento que surgem as diferenças entre a apicultura racional e a pilhagem ou exploração de enxames que vivem em estado natural.

papel do apicultor é amparar suas abelhas nos momentos mais difíceis, para poder se beneficiar nos estágios em que as colméias se encontram na plenitude produtiva. Para tanto, é preciso que ele entenda que a colônia vive em constante ciclo; nos períodos de escassez de alimento, a família definha, os zangões são expulsos da colméia, cai a postura da rainha e, conseqüentemente, diminui ou cessa a produção de mel, pólen, geléia real, própolis e cera.

Dia do Apicultor

Nesse momento, entra em ação o apicultor, que socorre a colônia providenciando alimento artificial para as abelhas, reduzindo a entrada do orvalho nos períodos de frio, auxiliando na manutenção da temperatura do interior da colméia, fornecendo cera, verificando o estado dos favos etc.

Os maiores produtores de mel estabelecem suas colméias em zonas de agricultura intensiva de laranja ou de eucalipto, pois não é prático cultivar plantas para a produção de mel. Nas épocas de floradas, a produção de mel da colônia é farta. O apicultor colhe boa parte, sem causar prejuízo às abelhas. Cresce também a produção de pólen, cera, geléia real e própolis, que deve ser explorada racionalmente. Assim a colônia cresce, permitindo ao apicultor desenvolver e ampliar seu apiário, fortalecer enxames fracos, desdobrar colônias mais vigorosas e criar novas rainhas para substituir as idosas, cansadas e decadentes.

O apicultor precisa saber qual é o melhor momento para colher o mel e qual a quantidade que pode extrair sem prejudicar as abelhas. Ele deve tirar unicamente os favos que contêm mel maduro, colocando-os em uma máquina centrífuga, que extrai o mel sem quebrá-los, para que depois possam ser utilizados novamente. Antes de engarrafar o mel, o apicultor precisa filtrá-los, para que fique livre dos restos de cera.

Não basta apenas ter algumas colméias para ser apicultor.style É preciso entender o comportamento social das abelhas, sua biologia e estar sempre se atualizando sobre as técnicas de manejo e produção. Isso torna essa arte ainda mais nobre e cativante, pois as descobertas se renovam.

A importância do mel para a humanidade é indiscutível, pois é o adoçante mais antigo de que se tem notícia. Os arqueólogos encontraram vestígios de mel em peças de barro que datam de 3400 a.C. Mas os cientistas afirmam que deve ser muito mais antigo, visto que a origem das abelhas data de 42 milhões de anos.

Fonte: www.paulinas.org.br

Dia do Apicultor

22 de Maio

O que é Apicultura?

Dia do Apicultor

É a criação de abelhas para produção de mel e cera e também é a parte da zootecnia especial dedicada ao estudo e à criação de abelhas para os seguintes fins: produção de mel, própolis, geleia real, pólen e veneno. Além disso, as abelhas são óptimas polinizadoras.

A apicultura é uma atividade muito antiga em que as suas origens estão na pré-história. São famosos os desenhos descobertos em cavernas na Espanha, mostrando o homem primitivo colhendo o mel de um enxame, com o auxílio de uma escada de cordas presa ao topo de um barranco. Antigos registos do Egipto, Mesopotâmia e Grécia descrevem fatos sobre a criação de abelhas. A Bíblia faz inúmeras referências ao mel e enxame de abelhas. Portanto, o homem e as abelhas já se conhecem há muitos séculos.

A exploração dessa atividade sempre foi feita de maneira muito rudimentar, anti-económica, obtendo-se o mel e a cera em pequenas quantidades, pouco se interessando pela vida no interior do enxame. Os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel, tendo que se refazer a cada ano. Porém, com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com a abelha é diferente.

Atualmente, quando se fala em desenvolvimento rural, a apicultura e a meliponicultura são imagens que vêm imediatamente à mente, pois a criação de abelhas é uma atividade de desenvolvimento sustentável. As abelhas são indiretamente responsáveis pela produção de alimentos: frutas, legumes e grãos.

Existem cerca de vinte mil espécies de abelhas descritas, distribuídas em oito famílias que são:

Colletidae
Andrenidae
Oxaeidae
Halictidae
Melittidae
Megachilidae
Anthophoridae
Apidae

Entre as abelhas existem diferentes modos de vida, denominados graus de sociabilidade, porém, é na família Apidae que encontramos as abelhas mais evoluídas socialmente.

Os dois graus de sociabilidade mais extremos são as abelhas de vida solitária e as totalmente sociais.

Das mais de vinte mil espécies de abelhas, 85% são de vida solitária, 10% são cleptoparasitas, ou seja, “abelhas ladras”, de hábito solitário, que não constroem seu ninho, mas sim, realizam sua postura em células construídas por outras solitárias e apenas 5% das abelhas apresentam algum grau de sociabilidade.

As abelhas com sociabilidade bastante desenvolvida como as abelhas europeias, as africanas e as abelhas indígenas sem ferrão, representam um grupo reduzido dentro desses 5%.

As abelhas prestam serviços ecológicos quando, ao polinizarem as mais diversas flores, contribuem para a produção de melhores frutos e sementes, a base da pirâmide ecológica. Na agricultura, os polinizadores são importantes para várias culturas agrícolas.

Além disso, atualmente, quando se fala em desenvolvimento rural, a apicultura e a meliponicultura são imagens que vêm imediatamente à mente, pois a criação de abelhas é uma atividade de desenvolvimento sustentável. As abelhas são indiretamente responsáveis pela produção de alimentos: frutas, legumes e grãos.

Apicultura migratória é o caminho para atender as necessidades de polinização dos pomares e culturas para a produção de sementes e frutas. E o Brasil, como um dos principais produtores de alimentos do mundo, não pode dispensar a participação das abelhas para garantir a produção, quando os outros insetos de polinização estão sendo destruídos progressivamente pela aplicação cada vez mais intensa e descontrolada dos defensivos agrícolas.

Apicultura é a criação de abelhas em continuamente sob controlo do homem, alojadas em colmeias artificiais, utilizando métodos e equipamento criados para melhor explorar as capacidades naturais deste inseto. Seja por simples passatempo ou por amor à natureza, seja por curiosidade ou por necessidade de estudos, seja por interesse económico, o certo é que mais e mais pessoas se sentem atraídas pela criação de abelhas nos dias atuais, tornando-se portanto, apicultores. A apicultura é uma atividade muito antiga, mergulhando suas origens na pré-história.

São famosos os desenhos descobertos em cavernas da Espanha, mostrando o homem primitivo colhendo o mel de um enxame, com o auxílio de uma escada de cordas presa ao topo de um barranco. Antigos registos do Egipto, Mesopotâmia e Grécia descrevem fatos sobre a criação de abelhas. A Bíblia faz inúmeras referências ao mel e enxame de abelhas. Portanto, o homem e as abelhas já se conhecem há muitos séculos. A exploração dessa atividade sempre foi feita de maneira muito rudimentar, anti-económica, obtendo-se o mel e a cera em pequenas quantidades, pouco se interessando pela vida no interior do enxame. Os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel, tendo que se refazer a cada ano. Porém, com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com a abelha é diferente.

A importância das Abelhas

As abelhas são sem dúvida, os insetos de maior utilidade para o homem. Dizemos para o homem, porque para a natureza todos os seres, são úteis e tem a sua razão de ser, fazendo parte de um contexto geral no qual o próprio homem tem o seu lugar. As abelhas, porém, fazem a polinização das flores e ainda nos fornecem cera, geleia real, mel, pólen, pró polis e seu veneno, todos produtos amplamente aproveitados como alimento natural ou finalidades medicinais preventivas e curativas.

Apiterapia

É a ciência da cura das enfermidades com produtos apícolas, embora tendo uma denominação nova, tem profundas raízes na medicina tradicional de muitos povos. Há registos que relatam a prática da apicultura e o uso dos produtos apícolas pelos egípcios há cinco mil anos. Criar abelhas não se destina somente a produção de mel, mas também à polinização agrícola, produção de própolis, pólen, geleia real e apitoxina.

Apiário

O apiário é um conjunto racional de colmeias, devidamente instalado em local preferivelmente seco, batido pelo sol, de fácil acesso, suficientemente distante de pessoas e animais. Colmeia é o nome dado ao local em que as abelhas habitam. O apiário sofrerá durante toda a sua existência, a interferência de fatores do meio ambiente no qual esta instalado, tais como: temperatura, humidade, chuvas, florações, ventos, pássaros predadores, insetos inimigos e concorrentes. O meio ambiente no qual está instalado o apiário, onde vivem e trabalham as abelhas, será em grande parte, responsável pelo progresso ou não conforme sejam as condições favoráveis.

Portanto, caberá ao apicultor, o emprego da apicultura racional, ou seja, o correto manejo das abelhas, para obter resultados positivos no desenvolvimento do apiário.

Fonte: www.apisantos.com

Dia do Apicultor

22 de Maio

Dia do Apicultor

NOÇÕES BÁSICAS DE APICULTURA

A partir de agora estaremos estudando a própria atividade de aproveitamento da produção excedente de mel ,cera, pólen, própolis e geleia real. A isso se chama apicultura racional: a criação de abelhas, objetivando a produção de mel, cera e outros produtos, más sem causa prejuízo à colméia.

Ante de estudar as técnicas e manejo de criação de abelhas, o apicultor deve conhecer os equipamentos, ferramentas e, principalmente, a indumentária, a vestimenta com que irá trabalhar. Dessa forma, para trabalhar com abelhas, o apicultor deve, antes de mais nada, estar adequadamente vestido, para defender-se de eventuais picadas.

1. Vestimenta

A vestimenta básica é composta por uma máscara, um macacão, um par de luvas e um par de botas. Estas peças podem ser feitas pelo próprio produtor, más é preferível comprá-las, até que o apicultor esteja perfeitamente familiarizado com a atividade.

O melhor tipo de vestimenta é o de pano, com visor de tela preta, que permite melhor visibilidade. As luvas devem ser finas o suficiente para que o apicultor não perca totalmente o tato. O macacão deve ser construído de uma única peça. Ele também deve ser largo – folgado o suficiente para não criar resistência junto ao corpo, o que permitiria a ferroada da abelha. O brim é bastante utilizado e oferece uma boa proteção. As botas melhores são as de borracha, branca, de cano médio a longo.

Importante: lembre-se sempre que as abelhas são sensíveis às tonalidades escuras, especialmente ao preto e ao marrom. Por isso, toda a indumentária do apicultor deve ser de clara. As mais indicadas são o branco, o amarelo e o azul-claro, tons que não as irritam.

Máscaras

Deve estar em perfeito estado, pois as abelhas se irritam com a nossa respiração e atacam de preferência a cabeça. Usa-se para fazer a máscara tecido de algodão cru e tela plástica ou arame de preferencia de cor preta ou escura, pois é nessa cor que melhor enxergamos. Devemos ter o cuidado de usar tela com dimensão inferior a 4mm, devido ao tamanho das abelhas que consegue entrar por orifícios acima de 4,8 mm, assim evitaremos acidentes.

Macacão

Deve ser confeccionado em tecido de brim grosso e de cor clara. As abelhas não gostam de cores escuras. Deve ser bem fechado. Para isso use elástico nos punhos e nas barras das pernas e para fechar não se deve usar botões e sim fecho2. É bom que tenha gola alta para segurar a máscara que vai dentro do macacão. Deve ter bolsos grandes para pôr-se o material necessário ao trabalho, como: faca, caneta, formão, barbante, fósforo e outros. Desta maneira fica-se com as mão livres. Faça o macacão bem solto, roupa justas atrapalham os movimentos.

Luvas

Devem ser de canos longos e capazes de protegerem as mãos, pulsos e o antebraço. As luvas mais encontrada para fins apícolas são confeccionas de vaqueta ou borrachas desde que conservadas limpas, secas e pulverizadas de talco. Geralmente encontramos para comprar nas casa especializadas no ramo ou em supermercados.

Botas

A proteção para as extremidades do nosso corpo é fundamental tanto nas mãos como também nos pés, ninguém deve-se arriscar a manipular apiários com pés descalços ou com sapatos decotados. O ataque massivo das abelhas sobre as meias e ou os próprios tornozelos é coisa certa e o trabalho estará prejudicado desde o início. As botas devem ser de borrachas ou couro, desde que sejam flexíveis, de cor clara, de cano longo ou meio cano ajustadas as calças ou macacões.

2. Instrumentos

Existem alguns instrumentos básicos para que o apicultor possa realizar um bom trabalho durante as revisões nas colmeias e na colheita e beneficiamento do mel.

Fumigador

Não é só um utensílio que defende o apicultor da ferroadas das abelhas. Sua função é de diminuir a agressividade das abelhas. A fumaça é usada para criar a falsa impressão de um incêndio na colméia. Assim, ao primeiro sinal de fumaça, as abelhas correm a proteger as larvas e engolem todo o mel que podem, para salvar alimento em caso de fuga. Isso faz com que as abelhas desviem a atenção do apicultor. Além disso, as abelhas, com seus papos cheio de, ficam pesadas e tem dificuldade para ferroar.

Formão de apicultor

É uma ferramenta praticamente obrigatória. É utilizada para abris o teto da colméia, que normalmente é soldado à caixa pelas abelhas com própolis. Serve também para separar e desgrudar as peças da colméia.

Facas e garfos desoperculadores

São instrumentos utilizados para destampar os alvéolos dos favos, liberando, assim, o mel armazenado.

Pegador de quadros

Trata-se de uma ferramenta relativamente útil, composta de duas tenazes de funcionamento simultâneo, ela remove facilmente os quadros da colméia e, diminui o risco de esmagamento das operárias.

Centrífugas

São equipamentos destinados a extração de mel, sem provocar danos aos favos, que poderão, desta forma, ser reaproveitados. Há basicamente dois tipos de centrífugas – a facial e a radial, sendo que este último modelo é considerado mais prático.

A colméia

São conhecidos hoje mais de 300 diferentes tipos de colméias, que variam em função de adaptação climática, manejo, etc. Mas todas elas apresentam a mesma constituição básica: - um fundo, o assoalho, - um ninho que é o compartimento reservado ao desenvolvimento da família, - a melgueira, compartimento onde é armazenado o mel, - os quadros, nos quais são moldados os favos de mel ou de cria, e – uma tampa, que reveste a colméia. Todas essa peças são móveis, o que facilita o trabalho de intervenção do apicultor, permitindo também que receba mais melgueiras na época de floradas abundantes.

Tela excluidora

A tela excluidora, na verdade uma chapa perfurada, não permite que a rainha se desloque do ninho para a melgueira, onde poderia depositar seus ovos e comprometer o mel. A tela excluidora, instalada entre o ninho e a melgueira, permite apenas a passagem das operárias do ninho para a melgueira, onde depositarão o mel, que mais tarde, será colhido pelo apicultor.

O redutor de alvado

O redutor de alvado é o que se pode chamar de porta da colméia. É um acessório regulável e de grande importância para a defesa da família. Trata de um sarrafo que é instalado na entrada da colméia – o alvado, de forma a permitir a entrada e a saída das abelhas. Nos períodos de frio, esta entrada é reduzida, para conservar maior calor no interior da colméia. Nas épocas de florada ou calor, esta abertura é aumentada.

Cera alveolada

Com esse material o produtor popa trabalho de suas abelhas e ganha na produção de mel. A cera alveolada é ma lâmina de cera de abelha prensada, que apresenta, de ambos os lados, o relevo de um hexágono, do mesmo tamanho do alvéolo, que servirá de guia para a construção dos alvéolos dos favos.

3. Instalação de apiário

O apiário é um conjunto de colméias instaladas em local devidamente apropriado, sendo encontrado em dois tipos:

Apiário Fixo

Instalado em lugar definitivo cuja produção depende do suprimento de néctar das floradas

Apiário Migratório

Cujas colméias são transferidas de acordo com as floradas da região.

3.1 Localização

A localização do apiário é um dos fatores mais importantes para o sucesso da apicultura. Vale a pena gastar um pouco de tempo na identificação do melhor local da propriedade para a instalação do apiário.

Antes de instalar suas colméias, o apicultor deve levar em conta a disponibilidade de água e alimentos para suas abelhas, procurar protegê-las de ventos fortes, correntes de ar, insolação intensa e umidade excessiva. Mas a maior preocupação deve ser com relação à segurança de pessoas e animais. Naturalmente, o acesso ao apiário deve ser fácil, a fim de economizar tempo e reduzir os trabalhos do apicultor. No entanto, as colméia devem estar distantes 300 metros, no mínimo, de qualquer habitação, estradas movimentadas e criações de animais.

Para definir o local de um apiário é importante considerar os seguintes aspectos:

Perto de fonte de néctar

Pois é deste liquido precioso existente nas flôres que as abelhas depende para produzir mel e cêra. É esta fonte que determina a possível quantidade de colméias a ser instalado num apiário. As abelhas dominam bem uma área de 2 a 3 kms, quanto mais próxima, porém, a fonte, mais rápido o transporte e maior o rendimento, o que em média corresponde a uma área de 707 há.

Próximo de água

Não poluída, limpa, preferencialmente corrente e potável. Se não houver água ao natural, será preciso que se faça bebedouros coletivos em volta do apiário. Os bebedouros podem ser feitos de canos PVC partidos ao meio e fechados nas extremidades, com pedacinhos de madeiras boiando dentro, para as abelhas terem onde pousar e evitar que se afoguem. Indica-se a instalação de apiário a uma distância de 100 a 500 metros das fontes de água.

Acesso fácil aos meios de transporte

Esse aspecto é muito importante, muita gente não leva em conta. Devemos instalar o apiário em locais planos e seco, com trânsito livre por detrás das colméias , com carreiro bem definidos e limpos, para facilitar os movimentos e andanças do apicultor durante os trabalhos de revisão ou coleta.

Direção dos ventos

O vento é prejudicial, não só pelas correntes frias ou quentes que podem penetrar pelo alvado adentro, como também é grande empecilho ao vôo normal das abelhas. Zonas descampadas fustigadas pelas ventanias, batidas com frequência pela poeira, não servem para apiários. Fatigam as operárias, exigindo delas demasiados esforço.

Segurança dos transeuntes

Deve-se ao instalar um apiário ter cuidado para não colocar as colmeias próximo a casas, estradas, currais, chiqueiros, aviários, manter uma distancia mínima de 500 metros. Resguardar ao máximo a segurança de pessoas e animais.

Número de colméias

Deve ser proporcional à capacidade aquisitiva do apicultor, ter abundantes recursos de flores numa área de 2 a 3 quilômetros ou se estiver sobrecarregado por outros apiários, deve-se respeitar diminuindo o número de colméias, que poderá crescer com a posterior melhoria da pastagem apícola. Geralmente em nossa região semi-árida se indica instalar apiários com 20 a 30 colmeias, facilita o trabalho do apicultor e a controlar a agressividade das abelhas africanizadas.

Disposição das colmeias

As colméias poderão ser colocadas sobre estrados ou cavaletes para protege-las contra a umidade, formiga, sapo, tatu, etc, a uma altura de 60 cm do chão e a uma distância de 4 m uma das outras. Em nossa região semi-árida por se caracterizar muito quente, devemos nos preocupar em proteger as colméias do sol quente do meio dia, pois a temperatura interna de uma colméia deve ser 30 a 36 ° C. Colocar as colméias sob as copas das árvores aliviaram bastante o as abelhas e do apicultor do causticante calor solar. Quando a temperatura interna da colméia se eleva acima dos 36 graus as abelhas trazem bastante água para dentro da colméia e abanam as asas constantemente fazendo correntes de ar para refrigerar a colmeia, assim quando a temperatura vai a baixo do 30 graus elas se aglomeram no meio da colméia e comem mel para produzir calor e proteger as suas irmãs que estão para nascer.

4. Captura de enxames

Ao passarmos por todo o processo anterior, partiremos para o contato direto com nossas estimadas amigas as abelhas. Muitos buscam formulas determinadas para proceder a captura de enxames, mas o que devemos ter são princípios técnicos a observar durante situações diversas que orientam o procedimento do apicultor.

4.1 Captura de enxames com caixas íscas

Espalhar pelo pasto apícola alguns núcleos de captura ou colmeias, com cêra alveolada, denominados caixas ísca. As abelhas enxameadas voam em busca de um novo alojamento para a colônia. Elas mantêm-se unidas em vôo por causa da secreção da glândula Nasonov, até encontrarem um novo abrigo. O cheiro da cera alveolada atrai as abelhas que invadem e se fixam nas caixas íscas.

4.2 Captura de enxames não nidificado

São enxames que em busca de um lugar para se alojar, geralmente durante a enxameação pousam em galhos de árvore. Estas abelhas 10 dias antes da enxameagem começam a engerir certa quantidade de mel, que vai aumentando até à hora de partirem para o novo alojamento. Este mel destina-se à própria alimentação durante o vôo de enxameação, como também, à construção dos favos na nova moradia.

Com o papo cheio de mel, as abelhas ficam dóceis, não são agressivas. Munido de um ninho ou um núcleo de captura, com cera alveolada, o apicultor aproxima-se do enxame, coloca o ninho ou o núcleo, sem a tampa, por baixo do enxame. Para segurança e êxito da captura, devem ser retirados dois ou três quadros, para facilitar a entrada das abelhas. Recomenda-se que este trabalho deva ser feito por dois apicultores, alguns apicultores mais experientes não costumam neste caso colocar fumaça, mas para aqueles que estão iniciando, recomendamos utilizar o fumigador dando algumas baforadas de fumaça sempre que iniciar um trabalho com abelhas do gênero apis.

Tudo preparado, sacode-se com firmeza o galho onde o enxame está pousado, obrigando as abelhas a cair dentro do núcleo ou ninho. Seguidamente coloca-se a tampa, reduz-se o alvado com um redutor, deixando o núcleo ou o ninho nesse lugar por algum tempo, para que todas as abelhas entrem na nova moradia.

Algumas operárias ficarão na entrada, batendo as asas, com o abdômem levantado. Estão indicando às abelhas que ainda estão fora, o acesso ao novo alojamento. De noitinha fecha-se o alvado e leva-se o enxame para o apiário. Para este tipo de captura apicultores experientes não costumam usar o fumigador, porque, geralmente, as abelhas estão com o papo cheio de mel, num estado de docilidade.

4.3 Captura de enxames nidificados

É comum as abelhas se arrancharem em locais diversos que lhe proporcionem segurança e bem estar. Geralmente as encontramos em ocos de troncos de árvores, buracos nas rochas, pequenas cavernas, furnas, cupinzeiros abandonados ou não e outros abrigos.

O apicultor que se preza, sempre que se destina a realizar uma captura prepara seus instrumentos de trabalho um dia antes da sua atividade. Deve faze-lo sempre com: Macacão limpo, chapéu, mascará, luvas e botas, levar o fumigador de preferência acompanhado do melhor material de combustão possível, fósforo, formão, faca, facão ou machado, balde ou bacia, pano limpo, vasilha com água limpa, borrachinhas do tipo usadas para amarrar dinheiro ou barbante, um ninho, gaiola de captura de rainha ou caixa de fósforo seca, concha ou cabaça do mesmo tamanho.

Partindo para a captura das abelhas, devemos fazer com bastante atenção um reconhecimento da situação do enxame e traçar um plano para captura-las. O apicultor antes de tudo deve estar vestido com suas indumentárias e acompanhado dos seus instrumentos apícolas para que o trabalho seja rápido e tranquilo. Em seguida deve lançar uma baforada de fumaça, duas ou três vezes, para obrigar as abelhas a encherem o papo de mel. Dependendo da situação o apicultor pode precisar de um facão ou até um machado, para alargar o acesso ao enxame.

Após alguns minutos de espera, munido de uma faca, o apicultor passa a cortar os primeiros favos pela parte superior, estes favos geralmente são reservas de mel para o sustento da família. Estes favos serão colhidos e guardados nas bacias ou baldes sempre coberto com pano podendo ser consumido em casa, nunca no local da captura. Feito isso começaremos a cortar os favos com cria que estarão na parte central da colmeia, fixaremos os favos naturais com borrachinhas, lembrando que devemos fixa-los no mesmo sentido, sem inverter a posição original, para não matar as abelhinhas que irão nascer. Seguindo estas instruções devemos colocar os quadros no meio da colmeia de madeira, imitando a colmeia original, reservando a parte dos lados para preencher com quadros com laminas de cera alveolada.

Este trabalho deve ser realizado em dupla ou mais pessoas, lembrando que devemos trabalhar com calma e tranquilidade. De quando em quando deve-se usar um pouco de fumaça. Retirando todos os favos daremos início a transferência de todas as abelhas. Usando uma concha ou uma cabaça do mesmo tamanho, transferi-se delicadamente as abelhas para a colmeia Langstroth. Durante este momento devemos estar atento para não machucar a rainha que pode vir junto com as abelhas operárias.

Estar atento durante todo o processo de captura é fundamental para identificar a rainha que durante este momento sempre anda por todo lugar. Se chegarmos a identificar a rainha podemos retirar as luvas e com agilidade captura-la pelo torax nunca precionando o abdomem que pode vir a machuca-la provocando sua morte. Capturando a rainha devemos prende-la numa gaiola de captura ou na caixa de fósforo seca, deixando uma abertura de 4mm para ela respirar e ser alimentada pelas abelhas nutrizes. Logo depois colocaremos a rainha dentro da colmeia de madeira modelo Langstroth.

Quando as abelhas percebem que a rainha se encontra dentro da colmeia, elas passarão a informar às companheiras que a rainha entrou no novo alojamento. Para esta comunicação as abelhas levantaram o abdômen, com forte batimento das asas, fazendo funcionar a glândula Nasonov, chamando as companheiras ainda dispersas.

Seguindo este procedimento o apicultor deve tampar a colmeia Langstroth e coloca-la com o alvado na mesma posição da entrada e saída da colmeia original, não esquecendo de diminuir o alvado para evitar algum ataque de inimigos naturais, sapo, formiga, tatu, etc. Passado uma noite o apicultor pode no final do dia seguinte transporta-la para o seu apiário. A colmeia no local definitivo passará a ser observada pelo apicultor que acompanhará sua adaptação a nova morada.

5. Pastagem apícola

Pastagem apícola significa uma quantidade de flores capazes de fornecer néctar e pólen às abelhas, como insumos necessários à elaboração do mel, da cera e da geleia real.

Para duas colméias, a vegetação sempre fornece flores suficientes para uma boa produção de mel, o que pode ser auxiliado com a plantação de algumas espécies vegetais apícolas. Já para a instalação de um apiário maior, constituído por 20 a 30 colméias, há necessidade de ser realizada uma avaliação e levantamento da pastagem existente, tanto de plantas cultivadas quanto nativas, dento do raio de visitação útil das abelhas, que é de cerda de 707 ha, ou seja, dentro de um círculo com 1.500 m de raio.

Quanto mais próxima da colméia estiver a florada, melhor para as abelhas, permitindo maior produção de mel.

Há plantas que produzem flores com elevada concentração de néctar, outras que produzem bastante pólen e outras que ainda que fornecem igualmente pólen e néctar. Infelizmente, não existe o chamado pasto apícola ideal.

O mais importante na formação da pastagem apícola, é que o apicultor procure identificar as espécies mais apropriadas e adaptadas à sua propriedade.

Fonte: test.cirandas.net

Dia do Apicultor

22 de Maio

Apicultura Migratória

A apicultura migratória ou móvel é fundamentada na mudança de conjuntos de colméias (apiários) de uma região para outra acompanhando as floradas com vistas à produção de mel e para a prestação de serviços de polinização.

Nos EUA, a apicultura móvel é praticada por grande número de apicultores que viajam com milhares de colméias ao longo de centenas de quilometros através de vários estados em busca de flores para suas abelhas e também para fazer polinização.

Para o desenvolvimento desta modalidade de exploração altamente especializada, se torna necessária uma tecnologia adequada, complementada também por equipamentos apropriados para facilitar a manipulação das colméias, permitir fácil transporte e proporcionar a necessária resistência para os constantes deslocamentos das colméias.

Com o surgimento de extensa área de culturas mecanizadas, derrubadas da vegetação nativa para dar lugar a imensos reftorestarnentos com essências florestais melíferas ou não e ainda o perigo dos inseticidas para as abelhas, a sobrevivência futura da apicultura vai depender da migração para procurar novas fontes de alimento, como também, fugir com as colméias, quando da aplicação de inseticidas nas culturas próximas ao apiário.

Por outro lado, os extensos pomares e outras culturas já reclama a presença urgente de abelhas para manter sua frutificação e qualidade da produção e que encontram na apicultura migratória a grande solução, a exemplo dos países com agricultura desenvolvida.

A nova modalidade de exploração apícola, além de significar um incentivo para a apicultura industrial, é também o caminho para possibilitar a prestação de serviços de polinização entomófila com abelhas nos pomares e culturas.

VANTAGENS DA APICULTURA MIGRATÓRIA

Melhor aproveitamento das floradas como reservas, pois permite acompanhar as floradas.

Proporciona maior produção de mel com média entre 100/200 quilos colmeia/ano.

Contribui para manter as colmeias sempre populosas, representando maior produção com maior potencial de abelhas campeiras.

Possibilita uma estrutura técnica e operacional para contratação de serviços de polinização.

Proporciona melhor proteção contra envenenamento das abelhas por inseticidas através da localização mais adequada dos apiários.

Dispensa qualquer alimentação artificial de subsistência ou estimulante.

DESVANTAGENS

Maior custo operacional para transporte e manutenção dos apiários.
Necessidade de equipamentos especiais.
Necessidade de técnica especial.
Substituição antecipada das rainhas pelo esgotamento físico da constante atividade de postura.

A apicultura migratória será o futuro da exploração apícola no Brasil, como melhor solução para o aumento da produção e o maior aproveitamento do potencial apícola brasileiro, um dos maiores ainda disponíveis no mundo.

Como exigências especiais, além dos equipamentos convencionais para a apicultura industrial, é necessário mais o seguinte:

Veículo equipado com guincho especial para o transporte das colmeias de acionamento mecânico, elétrico ou hidráulico.

Dispositivos especiais para fixação dos conjuntos de colméias para viagem. O sistema mais usado é o de fitas metálicas ou plásticos fixados com esticador ou fivelas.

Uso de quadros com armação reforçada para evitar o rompimento ou quebra durante a viagem. O uso de lâminas alveoladas plásticas representa uma boa solução na apicultura migratória, conforme já vem sendo usado nos EUA.

Necessidade de estradas para o acesso às áreas de boa pastagem apícola.

Levantamento prévio e arrendamento das áreas para a localização dos apiários.

Apicultura migratória é o caminho para atender as necessidades de polinização dos pomares e culturas para a produção de sementes e frutas. E o Brasil, como um dos principais produtores de alimentos do mundo, não pode dispensar a participação das abelhas para garantir a produção, quando os outros insetos de polinização estão sendo destruídos progressivamente pela aplicação cada vez mais intensa e descontrolada dos defensivos agrícolas.

Fonte: www.ufv.br

Dia do Apicultor

22 de Maio

A prática apícola requer alguns utensílios especiais, tanto para o preparo das colmeias, como para o manejo em si, sendo de suma importância o emprego correto desses itens pelo apicultor, para que se possam garantir a produção racional dos diversos produtos apícolas e a segurança de quem está manejando as colmeias, assim como das próprias abelhas.

Martelo de Marceneiro e Alicate

Dia do Apicultor

Ferramentas muito utilizadas pelo apicultor na manutenção das colmeias (Fig. 11 A e B) e principalmente na atividade de "aramar" os quadros (colocação do arame nos quadros para sustentação da placa de cera alveolada).

Arame

Arame utilizado para formação de uma base de sustentação e fixação da placa de cera alveolada. Deve ter espessura tal que permita leve tensionamento sem o seu rompimento, mas que não seja grosso demais, o que iria dificultar a fixação da cera. Normalmente se usa o arame nº 22 ou nº 24. Recomenda-se a utilização do arame de aço inóx, mais resistente e de maior durabilidade que o arame comum de metal

Esticador de Arame

Dia do Apicultor

Trata-se de um suporte de metal, onde o quadro é encaixado, com a finalidade de esticar o arame. Ferramentas como alicates (corte ou de bico) também podem auxiliar nesse procedimento ou mesmo realizá-lo plenamente, embora sem a mesma eficiência e praticidade do esticador

Carretilha de Apicultor

Dia do Apicultor

Equipamento utilizado para fixação da cera no arame. É constituída de uma peça com empunhadura de madeira e parte de metal, com uma roda dentada na extremidade

Incrustador Elétrico de Cera

Aparelho utilizado também para a fixação da cera no quadro, por meio do leve aquecimento do arame. É constituído de um suporte onde é fixada uma resistência (chuveiro) e fios para a condução da corrente elétrica, os quais possuem na extremidade dois terminais de fixação no arame

Limpador de Canaleta

Utensílio de metal com extremidade curvada, usado para raspar a cera velha da canaleta do quadro, para incrustação de nova placa de cera. Outros equipamentos podem ser utilizados para a mesma finalidade, como facas, canivetes, etc., que podem ser úteis ao apicultor em outras situações (corte de placa de cera, de favo para captura de enxames, etc.).

Fumigador

Equipamento constituído de tampa, fole, fornalha, grelha e bico de pato (Fig. 15). Tem a função de produzir fumaça, sendo essencial para um manejo seguro. O fumigador que hoje é utilizado pelos apicultores brasileiros foi desenvolvido aqui mesmo no Brasil, a partir do modelo anteriormente utilizado, de dimensões menores, após o processo de africanização que as abelhas sofreram no País. O modelo brasileiro por apresentar maior capacidade de armazenamento da matéria-prima a ser queimada, propicia a produção de fumaça por períodos mais longos, sem a necessidade freqüente de abastecimento (Fig. 15 e 16). O desenvolvimento desse fumigador, juntamente com outras técnicas de manejo foram fundamentais para a continuidade da apicultura no Brasil, pois viabilizou o manejo das abelhas africanizadas.

Formão de Apicultor

Utensílio de metal, com formato de espátula (aproximadamente com 20,0 cm de comprimento e 3,0 cm de largura) e uma das extremidades com leve curvatura (Fig. 17 A). É utilizado pelo apicultor para auxiliá-lo na abertura da caixa (desgrudando a tampa), remoção dos quadros, limpeza da colmeia, raspagem da própolis de peças da colmeia (tampa, fundo, etc.), remoção de traças, etc.

Vassoura ou espanador apícola

O espanador é uma pequena vassoura de mão utilizada para remover as abelhas dos favos ou de outros locais sem machucá-las (Fig. 17 B). Devem ser fabricadas de cerdas sintéticas (cores claras de preferência), pois as cerdas naturais têm odor muito forte, irritando as abelhas.

Vestimentas

O uso da vestimenta apícola pelo apicultor é condição essencial para uma prática segura. Composta de macacão, máscara, luva e bota, apresenta algumas características específicas

Macacão

Deve ser de cor clara (cores escuras podem irritar as abelhas), confeccionado com brim (grosso) ou materiais sintéticos (nylon, polyester, etc.). Pode ser inteiriço ou composto de duas peças (calça e jaleco), com elásticos nas extremidades (pernas e braços), tendo a máscara já acoplada ou não. Os modelos que têm a máscara separada necessitam de chapéu (de palha); outros mais modernos, dispensam o seu uso. Recomenda-se que o macacão esteja bem folgado, evitando o contato do tecido com a pele do apicultor. Atualmente, existem no mercado vários modelos que agregam inúmeras soluções que facilitam o manejo (áreas maiores de ventilação, local que permita a ingestão de líquidos, materiais mais resistentes, etc.).

Luva

Podendo ser confeccionada com diversos materiais (couro, napa ou mesmo borracha), deve, entretanto, ser capaz de evitar a inserção do ferrão na pele, principalmente porque as mãos do apicultor são áreas muito visadas pelas abelhas.

Bota

Deve ser de cor clara, de preferência cano alto, confeccionada em borracha ou couro.

Colmeia

As colmeias são as peças fundamentais na prática de uma apicultura racional. O desenvolvimento de peças móveis (tampas, fundos, quadros, etc.) permitiu a exploração dos produtos apícolas de forma contínua e racional, sem dano para as abelhas. Existem vários modelos de colmeias, entretanto, o apicultor deve padronizar seu apiário, evitando a utilização de diferentes modelos. Uma colmeia racional é subdividida em: tampa, sobrecaixa (melgueira ou sobreninho), ninho e fundo e os quadros (caixilhos). A manutenção das medidas padrões para cada modelo também é essencial.

Para a construção das colmeias, recomenda-se uso de madeiras de boa qualidade (cedro, aroeira, pau d'arco, etc.), que garantam uma maior vida-útil para a caixa. A madeira deve estar bem seca, evitando posterior deformação. A espessura da tábua pode variar, desde que sejam respeitadas as medidas internas das colmeias e externas dos quadros.

O produtor poderá optar por usar na parte superior da colmeia a melgueira ou o sobreninho. As caixas podem ser compradas ou feitas pelo apicultor e devem ser pintadas externamente com tinta de cor clara e de boa qualidade (látex), o que ajuda na conservação do material. Internamente, as colmeias não devem ser pintadas. O modelo indicado pela Confederação Brasileira de Apicultura como padrão de colmeia é o modelo Langstroth. Esta colmeia idealizada por Lorenzo Lorin Langstroth, em 1852, baseada nas pesquisas que identificaram o "espaço abelha".

O espaço abelha é considerado uma das grandes descobertas da apicultura moderna e trata-se do espaço livre que deve haver entre as diversas partes da colmeia, ou seja, entre as laterais e os quadros, quadros e fundo, quadros e tampa e entre os quadros. Esse espaço deve ser de, no mínimo, 4,8 mm e, no máximo, 9,5 mm. Se menor, impede o livre transito das abelhas; se maior, será obstruído com própolis ou construção de favos.

Na construção das colmeias, o espaço abelha deve ser rigorosamente respeitado.

A prática apícola requer, ainda, outros utensílios e assessórios para as colmeias usados durante o transporte e manejo produtivo e de entressafra.

Tela Excluidora

Armação com borda de madeira e área interna de malha de metalou plástico. Colocada entre o ninho e a sobrecaixa tem a finalidade de evitar o acesso da rainha nas sobrecaixas destinadas à produção de mel

Fonte: sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br

Dia do Apicultor

22 de Maio

O que é ser apicultor?

Apicultores são aos profissionais que trabalham com a confecção dos produtos das abelhas, tais como mel, própolis, geléia real, pólen e etc.

Esse profissional deve conhecer e apreciar o universo e o cultivo das abelhas, o funcionamento de uma colméia e saber todas as informações necessárias sobre sua reprodução e biologia.

A extração dos produtos das abelhas é uma função que exige do profissional cuidados específicos.

O apicultor tem também a necessidade de se aprofundar no conhecimento sobre plantas e flores, bem como sobre seu plantio, para melhor desenvolvimento de sua produção apiária.

Quais as características necessárias para se tornar um apicultor?

O apicultor deve gostar e entender a biologia das abelhas e de sua função no ecossistema.

Características desejáveis:

determinação
disciplina para a realização das revisões das colméias nas datas determinadas
raciocínio espacial
habilidade manual
paciência
habilidades agrícolas

Qual a formação necessária para ser um apicultor?

Essa é uma profissão que não necessita de uma formação específica. A prática da apicultura faz com que o profissional tenha capacidade de desenvolver plenamente sua atividade, embora existam alguns cursos de capacitação e de iniciação à apicultura. É recomendável, contudo, que o profissional saiba lidar com as colméias e tenha o mínimo de experiência rural, de modo que saiba cultivar e cuidar do seu apiário. O apicultor deve sempre se informar, sobre os melhores produtos para a criação das abelhas, tais como os equipamentos nos quais elas são cultivadas ou até mesmo sobre o planejamento espacial das criações.
Principais atividades

Os apicultores exercem as seguintes atividades:

produção de mel
produção de própolis
produção de pólen
produção de geléia real
produção de abelhas rainhas
produção de apitoxina
produção de cera
locar as colméias para a polinização das culturas
comercialização de enxames e crias

A apicultura não exige a presença do apicultor diariamente no apiário, logo, pode ser desenvolvida como atividade secundária e como renda complementar à propriedade rural.

Pode também ser desenvolvida como atividade principal e de modo profissional, o que exigiria uma experiência e uma quantidade de colméias maiores, de no mínimo 500 colméias (cada colméia pode abrigar até 80 mil abelhas).
Instrumentos de trabalho

Os principais instrumentos que um apicultor deve aprender a manusear são:

martelo de marceneiro
alicate
esticação, corte e aplicação de arame
carretilha -fixação de cera no arame
incrustador elétrico de cera -fixação de cera no quadro, por meio do aquecimento do arame
limpador de caneleta - raspar a cera velha do quadro
fumigador - produz fumaça
formão - auxilia na abertura dos recipientes, remoção dos quadros, limpeza da colméia, raspagem do própolis, remoção de traças, etc.
vassoura ou espanador apícola -remoção das abelhas sem feri-las
apanhadores de zangões
alimentadores
protetores de realeira
gaiolas de transporte
macacão - deve ser de cor clara para não irritar as abelhas, confeccionado com tecidos grossos de brim ou sintéticos Pode ter a máscara acoplada ou não.
luva - usada para proteger as mãos do ferrão das abelhas
bota - deve ser também de cor clara e de cano alto, para evitar que as abelhas consigam entrar na roupa do produtor.

Áreas de atuação e especialidades

O apicultor é um profissional autônomo, ele pode exercer suas atividades sem a presença de mais produtores. Portanto, é o único responsável por todo o processo de produção das abelhas, necessitando assim de uma área rural disponível para a instalação do apiário. Esse profissional pode trabalhar em sua propriedade rural ou pode ser contratado para trabalhar na propriedade de outro produtor.
Mercado de trabalho

A apicultura ainda é uma atividade familiar. Existem alguns projetos sendo implantados que abrirão novos postos de trabalho, mas como é uma atividade em que a mão-de-obra é especializada, ainda é difícil encontrar apicultores trabalhando para terceiros. Normalmente ele trabalha para si, já que a implantação da apicultura é relativamente barata diante de outras atividades agrárias. A apicultura não depende exclusivamente do mercado agrícola do país, tendo sua produção independente da situação econômica da lavoura.

Curiosidades

A extração do mel das abelhas é feita pelos homens desde a pré-história, sempre buscando novas fontes para retirar o favo, que não era separado, era uma mistura de mel, pólen, cera e crias. No Egito antigo, cerca de 2400 anos a.C., os homens começaram a colocar as abelhas em potes de barro, tornando o transporte e cultivo dos enxames mais fáceis. Portanto, os egípcios são considerados os pioneiros da apicultura Apesar disso, a palavra colméia vem do grego colmo (recipientes com forma de sino, feitos de palha trançada), pois seus enxames eram colocados nesses potes.

A partir de então, a importância das abelhas foi crescendo, e, com o tempo, elas se tornaram motivo para lendas, mitos, e viraram até símbolo real e de poder. Durante a Idade Média, as árvores eram sagradas, pois serviam de abrigo para novos enxames, e todos estes eram registrados em cartório, com direito à herança por escrito. Aqueles que fossem pegos roubando abelhas seriam punidos com pena de morte.

Cansado de ter que matar suas abelhas para recolher os produtos, o agricultor foi criando novas técnicas de coleta, de maneira que as abelhas continuavam dentro de recipientes propícios, sem matá-las nem deixá-las fugir.

O Reverendo Lorenzo Lorraine Langstroth, em 1851, verificou que as abelhas depositavam própolis em espaços inferiores a 4,7 mm e construíam favos em espaços superiores a 9,5 mm. A medida entre esses dois espaços foi chamada por Langstroth de "espaço abelha", que é o menor espaço livre existente no interior da colméia e pelo qual podem passar duas abelhas ao mesmo tempo. Essa descoberta proporcionou o desenvolvimento da apicultura racional, favorecendo o avanço tecnológico tal como conhecemos hoje.

Fonte: www.brasilprofissoes.com.br

Dia do Apicultor

22 de Maio

O CONGRESSO NACIONAL decreta

Art. 1º

Apicultor é a designação do profissional que se dedica à exploração racional dos produtos originados das abelhas, visando à viabilização econômica dessa atividade, bem como à preservação da espécie e do meio ambiente.

Art. 2º

A profissão de Apicultor será exercida pelas pessoas portadoras da Carteira Nacional do Apicultor que tenham frequentado treinamento sobre criação racional de abelhas, com carga horária mínima de 40 (quarenta) horas, ministrado por entidade reconhecida pela Confederação Brasileira de Apicultura.

Dia do Apicultor

Parágrafo único

É garantido o exercício profissional das pessoas que já desempenhavam, comprovadamente, atividades próprias da apicultura até a data de publicação desta Lei, independentemente de conclusão do curso mencionado no caput.

Art. 3º São atribuições do apicultor:

I – promover o melhoramento de abelhas melíferas por meio do manejo genético, implantando sistemas criatórios de rainhas;

II –style supervisionar as colmeias de abelhas melíferas, adequando-as ao manejo alimentar, quando necessário;

III – administrar apiários direcionados à produção nas diferentes modalidades de produtos apícolas;

IV – promover e auxiliar a realização de feiras de produtos agrícolas;

V –style auxiliar na retirada de enxames em locais impróprios;

VI –style auxiliar na instalação de apiários em áreas rurais;

VII –style monitorar apiários quando ocorrerem problemas sanitários.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

CÂMARA DOS DEPUTADOS, de julho de 2009.

Fonte: www.brasilapicola.com.br

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