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Dia Internacional da Cruz Vermelha

 

8 de Maio

Cruz Vermelha é uma entidade internacional, com sede em vários países do globo, cuja missão é levar assistência a quem necessite, nas mais diversas condições: feridos, prisioneiros, refugiados, enfermos.

Na guerra ou na paz, a Cruz Vermelha tem como primeiro objetivo promover o bem-estar; por isto, suas atividades podem se estender ao campo da educação, da assistência social, da prevenção de doenças, do combate de epidemias, fome e muito mais.

Na esfera social, trabalha com minorias (idosos, deficientes físicos e mentais, por exemplo), doentes crônicos, dependendo da realidade de cada país em cada época.

O importante é que a Cruz Vermelha não age sob interesse de nenhum país, empresa ou organização. Seu interesse maior é a vida, sem discriminar etnia ou nacionalidade.

Sua data é comemorada no dia do nascimento de Henri Dunant, que primeiro concebeu a idéia da Cruz Vermelha e acompanhou sua criação. Dunant ganhou o primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901, e morreu em 1910. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha também recebeu um Prêmio Nobel da Paz em 1917 - o único durante a Primeira Guerra Mundial - e outro em 1944, pelo desempenho na Segunda Guerra. Quando do centenário da Fundação da Cruz Vermelha, em 1963, mais dois prêmios Nobel da Paz: um foi para o Comitê Internacional e outro para a Liga das Sociedades.

COMO SURGIU A CRUZ VERMELHA?

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Henri Dunant

A idéia da Cruz Vermelha nasceu em 1859, mais de cinqüenta anos antes de sua efetiva criação e reconhecimento internacional.

Tudo começou quando Henri Dunant, um jovem suíço, se comoveu com o sofrimento no campo de batalha de Solferino, no Norte da Itália, onde os socorros militares não eram suficientes. A forte impressão causada pela dor das pessoas inspirou Henri Dunant a escrever um livro: "Recordações de Solferino", em que descrevia dramáticas cenas da guerra. A partir dali, Dunant já percebia a necessidade de uma entidade que pudesse ajudar pessoas naquele tipo de situação.

A diferença é que, no livro, ele não se limitou a relatar as desgraças da guerra. Mais do que isto, ele sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda e apontava a necessidade de se pensar "um princípio internacional, convencional e sagrado", que inspiraria posteriormente a Convenção de Genebra.

Dia Internacional da Cruz Vermelha

Em 1863, também sob influência do livro, seis pessoas se reuniram - entre elas, Henri Dunant - para tomarem providências práticas em relação à situação exposta. Com a presença de representantes de 16 nações, o resultado foi a criação da Cruz Vermelha, a partir de quatro resoluções.

A primeira delas dizia respeito à criação de comitês de socorro, de âmbito nacional, para prover ajuda ao serviço de saúde dos exércitos. Em tempos de paz, seria responsável também pela formação de enfermeiras voluntárias. Também ficou decretada a neutralização de uma equipe de ambulâncias, hospitais militares e pessoal de saúde, a fim de fornecer ajuda sem distinção. Por fim, resolveu-se adotar a cruz vermelha como símbolo, aplicada sobre um fundo branco.

Um ano depois acontecia a primeira Convenção de Genebra, com proposições semelhantes, reunindo assinaturas de 55 países. Era o início da história do direito humanitário.

Nesta época, a Cruz Vermelha era dirigida por cidadãos suíços apenas. As Sociedades Nacionais eram compostas por membros diretamente treinados em primeiros socorros e emergência. Foi após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) que cada Sociedade Nacional formou seu próprio grupo. Unidas, formaram a Liga das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha, hoje conhecida como Federação das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

A preocupação com os direitos humanos levou à atitude contra a guerra e pela paz, principalmente depois da Primeira Guerra Mundial.

Em 1946, este objetivo foi reiterado durante uma Conferência Internacional da Cruz Vermelha, em que se colocou que "... a tarefa essencial da Liga e das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha consiste em um esforço cotidiano para manter a paz e em uma aglutinação de todas as forças e de todos os meios para impedir futuras guerras mundiais". É bom lembrar que isto foi dito em plena Segunda Guerra Mundial.

Dois anos depois, a Conferência Internacional já reunia 46 nações. O marco desta reunião foi a Declaração sobre a Paz.

A Cruz Vermelha Brasileira foi fundada em 1908, com sede no Rio de Janeiro, e tornou-se reconhecida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha em 1912.

ESTRUTURAS E ATRIBUIÇÕES

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Cruz Vermelha

Em sua estrutura internacional, a Cruz Vermelha é formada por um Comitê Internacional e uma Liga das Sociedades, que engloba as diversas Sociedades Nacionais e todas as Sociedades do Crescente Vermelho.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha tem 25 membros suíços e está ligado diretamente às Convenções de Genebra. É um importante órgão de divulgação dos direitos humanitários, com base nos princípios da Cruz Vermelha.

A atividade da Liga das Sociedades da Cruz Vermelha procura coordenar as sociedades-membro no contexto internacional e participar na orientação e no incentivo da criação de novos membros. Fornece apoio operacional em operações de socorro em tragédias internacionais.

Existe ainda a Conferência Internacional da Cruz Vermelha, a mais alta autoridade, convocada de quatro em quatro anos ou quando há alguma necessidade extraordinária. Uma Comissão Permanente coordena as atividades da Cruz Vermelha nos intervalos entre as Conferências Internacionais.

INFORMAÇÕES RÁPIDAS

Desde sua criação, em 1919, a Liga das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha já coordenou mais de 300 operações de socorro de emergência no mundo inteiro.

Na última década, foram lançados cerca de 150 apelos que resultaram em um valor de cerca de 500 milhões de francos-suíços (mais de 750 bilhões de reais).

Ao todo, são 171 Sociedades Nacionais em 171 países.

Para se ter uma idéia, em 1919 havia apenas uma Sociedade Nacional na África; em 1948 eram duas e em 1979 o salto foi enorme. Já eram 37 Sociedades Nacionais.

A Cruz Vermelha salvou pessoas em terremotos nos seguintes países: Guatemala, Itália, Peru, Nicarágua, Turquia e Romênia; inundações, tufões ou ciclones em Bangladesh, Filipinas, Honduras e Romênia; secas na África, Etiópia, Haiti e Somália;

Em 1953, o número de membros adultos era de cerca de 56 milhões.

Fonte: www.ibge.br

Dia Internacional da Cruz Vermelha

08 de Maio

Comitê Internacional da Cruz Vermelha é uma entidade internacional sem fins lucrativos, com sede em Genebra (Suíça), que tem o objetivo de socorrer vítimas de guerras e de catástrofes naturais.

Fundada em 1863, a entidade presta assistência às vítimas, fornecendo alimentação, assistência médica e abrigo.

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A Cruz Vermelha também desenvolve um trabalho junto aos prisioneiros de guerra, buscando restabeler o contato com seus familiares e localizando os que foram dados como desaparecidos.

Sua prioridade, tendo a neutralidade como princípio, é o não envolvimento em questões militares, religiosas ou políticas.

Para isto, possui quatro bandeiras que são adotadas conforme a cultura da região em que estiver atuando.

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Para casos especiais, onde o Comitê não pode usar nenhuma destas três bandeiras, há ainda uma quarta opção - a do Cristal Vermelho - totalmente neutra, de uso excepcional e temporário. Sua forma é de um triângulo eqüilátero.

O dia da Cruz Vermelha é em homenagem a data de nascimento de seu fundador, Jean Henri Dunant.

Ele foi agraciado com o primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901, vindo a falecer nove anos depois.

A própria Cruz Vermelha também foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, em 1917.

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Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

Dia Internacional da Cruz Vermelha

08 de Maio

O emblema como um símbolo de proteção (uso de proteção)

Esta é a finalidade essencial do emblema: em tempos de conflito, ele constitui um símbolo visível de proteção concedido pelas Convenções de Genebra. O emblema existe para mostrar aos combatentes que as pessoas (voluntários das Sociedades Nacionais, pessoal médico, delegados do CICV e assim por diante), unidades médicas (hospitais, postos de primeiros socorros etc.) e os meios de transporte (por terra, mar ou ar) são protegidos pelas Convenções de Genebra e seus Protocolos Adicionais.

O emblema, quando usado como um dispositivo de proteção, deve provocar um reflexo entre os combatentes: contenção e respeito. O emblema deve, portanto, ser de grandes dimensões.

O emblema como um símbolo de filiação ao Movimento (uso indicativo)

O uso indicativo do emblema é destinado a mostrar, em tempos de paz, que uma pessoa ou objeto estão ligados ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho – à uma Sociedade Nacional da Cruz Vermelha ou do Crescente Vermelho, à Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, ou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Neste caso, o emblema deve ser de menor tamanho. O emblema também serve como um lembrete de que estas instituições trabalham de acordo com os Princípios Fundamentais do Movimento; é, portanto também um símbolo de humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, serviço voluntário, unidade e universalidade.

Quem tem o direito de usar o emblema?

Em tempos de paz

Uso indicativo (dimensões pequenas)

AS SOCIEDADES NACIONAIS DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO, primária e prioritariamente

Elas estão autorizadas a usar o emblema de acordo com a sua legislação nacional, que regulamenta o uso indicativo do emblema, e também com os Regulamentos sobre o Uso do Emblema pelas Sociedades Nacionais, de 1991. As Sociedades Nacionais somente podem exercer atividades sob a égide do emblema caso estas sejam consistentes com os Princípios Fundamentais e que, portanto, sejam tão somente destinadas a prover assistência voluntária e imparcial a todos aqueles que estejam sofrendo.

As Sociedades Nacionais também podem usar o emblema na promoção de eventos ou campanhas de arrecadação de fundos, sob os termos do Artigo 23, parágrafos 1º e 2º, dos Regulamentos sobre o Uso do Emblema. Terceiros (por exemplo, firmas comerciais ou outras organizações) podem estar associados a tais eventos ou campanhas, porém somente na medida em que estes cumpram fielmente com as condições descritas no Artigo 23, parágrafo 3, e nos Artigos 24 e 25 dos Regulamentos.

AMBULÂNCIAS e POSTOS DE PRIMEIROS SOCORROS

Operados por terceiros podem usar o emblema como um instrumento indicativo, porém somente em tempos de paz e sob a condição de que este seja usado em conformidade com a legislação nacional, e de que a Sociedade Nacional tenha expressamente autorizado tal uso, e ainda que os postos de primeiros socorros sejam destinados exclusivamente a fornecer tratamento gratuito.

Uso de proteção(grandes dimensões)

As UNIDADES MÉDICAS DAS SOCIEDADES NACIONAIS (hospitais, postos de primeiros socorros, e assim por diante) e os meios de TRANSPORTE (por terra, mar ou ar), cuja destinação para finalidade médica em caso de um conflito armado tenha sido decidida, podem usar o emblema como dispositivo de proteção durante tempos de paz, desde que permitido pelas autoridades.

O COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA e a FEDERAÇÃO INTERNATIONAL DAS SOCIEDADES DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO podem usar o emblema sempre (em tempos de paz bem como em tempos de conflito armado), sem restrições.

Em tempos de conflito

Uso indicativo (pequenas dimensões)

Somente as SOCIEDADES NACIONAIS DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO.
Para evitar qualquer confusão com o emblema usado como dispositivo de proteção, o emblema usado como indicativo não pode ser colocado em braçadeiras ou nos tetos dos prédios.

Uso de proteção (grandes dimensões)

SERVIÇOS MÉDICOS DAS FORÇAS ARMADAS

SOCIEDADES NACIONAIS DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE VERMELHO

Devidamente reconhecidas e autorizadas pelos seus governos para assistir os serviços médicos das forças armadas. Elas podem usar o emblema para fins de proteção, porém somente para o pessoal e equipamento que assistem os serviços médicos oficiais em tempos de guerra, que sejam empregados exclusivamente para as mesmas finalidades dos últimos, e desde que sujeitas às leis e regulamentos militares.

HOSPITAIS CIVIS

Que sejam reconhecidos como tais pelo Estado e que sejam autorizados a exibir o emblema para fins de proteção.

TODAS AS UNIDADES MÉDICAS CIVIS (hospitais, postos de primeiros socorros etc.) reconhecidas e autorizadas pelas autoridades competentes (isto diz respeito somente aos Estados Partes do Protocolo I).

OUTRAS SOCIEDADES DE ASSISTÊNCIA VOLUNTÁRIA

Estando sujeitas às mesmas condições daquelas das Sociedades Nacionais: elas devem ser devidamente reconhecidas e autorizadas pelo governo; somente podem usar o emblema para o pessoal e equipamento designados aos serviços médicos das forças armadas; e também estão sujeitos às leis e regulamentos militares.

Abuso do emblema

Cada Estado Parte às Convenções de Genebra tem a obrigação permanente de adotar medidas para coibir e reprimir qualquer abuso do emblema. Cada Estado deve, em particular, formular legislação destinada à proteção dos emblemas da cruz vermelha e do crescente vermelho. Qualquer uso que não seja expressamente autorizado pelas Convenções de Genebra e seu Protocolos Adicionais constitui um abuso do emblema. Os exemplos a seguir são típicos:

Imitação

O uso de símbolos que podem ser confundidos com o emblema da cruz vermelha e do crescente vermelho (e.g., cores ou design similares).

Uso impróprio

O uso do emblema da cruz vermelha e do crescente vermelho por pessoas não autorizadas (firmas comerciais, organizações não-governamentais, indivíduos, médicos privados, farmacêuticos, e assim por diante);

Uso do emblema por pessoas que têm o direito de fazê-lo, porém que o fazem com finalidades que não são consistentes com os Princípios Fundamentais do Movimento (e.g., alguém autorizado a exibir o emblema, mas que o faz para facilitar o cruzamento de fronteiras estando fora de serviço)

Médicos, estabelecimentos de beneficiência, clínicas privadas, ou farmácias não têm o direito de exibir o emblema.

O uso do emblema para fins comerciais não é permitido.

Abuso grave (perfídia)

O uso do emblema da cruz vermelha e do crescente vermelho em tempos de guerra para proteger combatentes armados ou equipamento militar (e.g., ambulâncias ou helicópteros marcados com o emblema e usados para transportar combatentes armados; depósitos de munição disfarçados com bandeiras da cruz vermelha) é considerado um crime de guerra.

Caso você testemunhe algum abuso do emblema, contate a Sociedade Nacional de seu país ou entre em contato com a Delegação mais próxima do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, ou a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho!

Histórico do emblema

1859

Henry Dunant testemunha a Batalha de Solferino, onde milhares de soldados feridos foram deixados à morte sem nenhum cuidado e seus corpos ficaram expostos a saqueadores e predadores.
Os serviços médicos das forças armadas foram incapazes de executar a sua missão, pois dentre as razões figurava o fato de não serem distinguidos por um emblema uniforme que facilmente os identificasse por todas as partes envolvidas no conflito.

1863

Uma Conferência Internacional ocorreu em Genebra para tentar encontrar meios de mitigar a ineficácia dos serviços médicos das forças armadas no campo de batalha. A Conferência adotou a cruz vermelha sobre um fundo branco como o símbolo característico das sociedades de assistência aos soldados feridos – as futuras Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

1864

Foi adotada a primeira Convenção de Genebra da história: a cruz vermelha sobre um fundo branco foi oficialmente reconhecida como o símbolo característico dos serviços médicos das forças armadas.

1876

Durante a Guerra entre a Rússia e a Turquia, travada nos Bálcãs, o Império Otomano decidiu usar um crescente vermelho sobre um fundo branco, ao invés da cruz vermelha. O Egito também decidiu optar pelo crescente vermelho, e a Pérsia subseqüentemente escolheu o leão vermelho e o sol sobre um fundo branco. Estes Estados fizeram ressalvas às Convenções, e desta forma seus símbolos diferenciados foram subscritos nas Convenções de 1929.

1949

O Artigo 38 da Primeira Convenção de Genebra de 1949 confirmou os emblemas da cruz vermelha, do crescente vermelho e do leão vermelho e o sol, sobre um fundo branco, como os símbolos de proteção dos serviços médicos das forças armadas. Portanto, foram excluídos os usos de quaisquer outros símbolos excepcionais além do crescente vermelho e do leão vermelho e o sol.

1980

A República Islâmica do Irã decidiu abrir mão do leão vermelho e do sol e passou a usar o crescente vermelho em seu lugar.

1982

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho adotou, como seu emblema, a cruz vermelha e o crescente vermelho sobre um fundo branco.

O Fundador

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Jean Henry Dunant

1828

Nasce em Genebra, Rua Verdaine, na cidade velha. (8 de maio)

1854

Lança-se em negócios, na Argélia.

1855

Dá origem à "Aliança Universal das Uniões Cristãs dos Jovens".

1858

Constitui a "Sociedade Anônima dos Moinhos di Mons-Djemila", na Argélia. Devido à morosidade administrativa, Dunant decide expor ao Imperador Napoleão III suas idéias sobre a fertillzação da Argélia.

1859 (25 junho)

Com esse fim, desloca-se para o campo de batalha de Solferino e se empenha em improvisar cuidados e socorros para os combatentes dos exércitos austríaco e franco-sardo.

1862

Publicação em Genebra de "Recordações de Solferino" enviado aos soberanos e chefes de Estado europeus.

1863

A "Sociedade Genebresa de Utilidade Pública" decide pôr as suas idéias em prática.

Set. e Out.

Percorre a Europa Central e consegue interessar numerosos reis, príncipes e chefes militares a respeito de suas idéias e projetos.

26/29 Out.

Conferência Internacional de Genebra, onde foram lançadas as bases da Cruz Vermelha.

1864

Assinatura da Primeira Convenção de Genebra, a 22 de agosto.

1871

Encontra-se em Paris durante o cerco. Leva, em seguida, uma vida errante na Alemanha, na Inglaterra e na França.

1892

Admitido no Hospital de Heiden (Suíça), onde escreve as suas Memórias.

1901 (dezembro)

Recebe o primeiro Prêmio Nobel da Paz.

1910

Morre em Heiden, a 30 de outubro, com a idade de 82 anos.

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Jean Henry Dunant

HITÓRICO DA CRUZ VERMELHA

Em junho de 1859, na região de Solferino (norte da Itália), o jovem suíço Jean Henry Dunant, em busca de Napoleão III imperador da França, o qual presenciou uma guerra de Franceses e Italianos contra Austríacos que se desenrolava na região. Na oportunidade, Dunant participou do sofrimento de milhares de soldados que morriam abandonados nos campos de batalha. Ferimentos simples, pequenas fraturas e lesões por armas, ainda que com pouca gravidade, eram causas de mortes desses muitos soldados que em meio à batalha não recebiam quaisquer tipo de atendimento e por complicações destas lesões vinham a perder suas vidas.

Dia Internacional da Cruz Vermelha

Em face do horror que presenciava, Dunant organizou um grupo de voluntários com os habitantes da região, no sentido de ministrar os primeiros socorros a aqueles soldados feridos. Permaneceu ali organizando este grupo por três dias quando, ao retornar à sua cidade, empenhou-se por escrever um livro publicado em novembro de 1862 intitulado "Uma Recordação de Solferino", onde descreve sua experiência naquele campo de batalha. Neste livro, Dunant propõe a criação de grupos de socorros destinados simplesmente ao atendimento dos feridos que deveria ser reconhecido e protegido pelos países em guerra.

Propõe ainda "um princípio internacional convencional e sagrado, o qual uma vez acordada e ratificado, serviria de base às sociedades de socorro para os feridos nos diversos países..." que vai inspirar mais tarde a elaboração das primeiras Convenções de Genebra. Com o espírito de solidariedade que sempre demonstrava, Jean Henry Dunant, que anteriormente já participara da fundação da Aliança Universal Cristã de Moços, em 17 de fevereiro de 1863, recebeu o apoio da Sociedade Pública de Genebra, fundando um Comitê Internacional de Socorro aos Feridos.

Esta comissão era formada por

Gustave Moynier, advogado e presidente da Sociedade de Utilidade Pública citada;

Guillaume Henri Dufour, general;

Louis Appia, médico;

Théodore Maunior, médico;

Além do próprio Henry Dunant.

Todos eles eram cidadãos suíços que se empenharam no sentido de organizar uma Conferência Internacional em Genebra, que agrupou representantes de 16 países. Nesta, foram adotadas 10 resoluções e 3 moções que deram origem à Cruz Vermelha.

Estas resoluções previam, dentre outras medidas

A criação, em cada país, de um Comitê de Socorro, que ajudaria em tempos de guerra, os serviços de saúde dos exércitos;

A formação de enfermeiras voluntárias em tempos de paz;

A neutralidade das ambulâncias, dos hospitais militares e do pessoal de saúde;

A adoção de um símbolo definitivo uniforme: uma braçadeira branca com uma cruz vermelha em fundo branco.

O símbolo adotado é uma inversão da bandeira suíça, em homenagem ao país natal do comitê inicialmente formado pelo próprio Henry Dunant. O Comitê passa a adotar a denominação de Comitê Internacional da Cruz Vermelha (C.I.C.V.).

Dia Internacional da Cruz Vermelha

Em função do possível relacionamento da cruz como um símbolo cristão, alguns países (a maioria de predominância Islâmica) passaram adotar o símbolo de um crescente vermelho sobre um fundo branco.

Dia Internacional da Cruz Vermelha

Fonte: www.cruzvermelhasm.org.br

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8 de Maio

Cruz Vermelha é uma organização internacional cujo objetivo principal é prestar socorro, assistência e proteção aos feridos, enfermos, necessitados, prisioneiros e refugiados, tanto na guerra como na paz.

À Cruz Vermelha também interessa o bem público, a educação, a assistência social, enfim, todas as ações que visem evitar a moléstia, melhorar a saúde e aliviar o sofrimento das pessoas.

Há mais de cem anos presente em todos os continentes e na maioria dos países, a Cruz Vermelha congrega milhões de voluntários e estende suas atividades a inúmeros setores.

A idéia de criar a Cruz Vermelha nasceu em junho de 1859, no campo de batalha de Solferino, ao norte da Itália.

Seu idealizador foi o suíço Henri Dunant (8/5/1828-30/10/1910), que se emocionou ao ver os feridos abandonados pelos funcionários do serviço de saúde militar que, sobrecarregados, não podiam ajuda-los.

Dunant escreveu um pequeno livro, Recordações de Solferino, publicado em novembro de 1862, no qual relatou os terrores da guerra e apresentou algumas idéias práticas para tentar solucionar a terrível situação que descrevera.

Defendeu a criação de sociedades de socorro de caráter nacional, prevendo a necessidade de serem estipuladas regras humanitárias a serem seguidas por todas as nações.

Assim, surgiram as Convenções de Genebra, que deliberaram princípios éticos e humanitários para a criação de sociedades de ajuda.

Em fevereiro de 1863, foi formada uma Comissão Especial na Sociedade Genebresa de Utilidade Pública, com o objetivo de pôr em prática as idéias de Dunant. Foi composta por: Gustave Moynier, Theodore Maunoir, Luís Appia, Henry Dufour e Henri Dunant.

De 26 a 29 de outubro de 1863, a Conferência Internacional de Genebra reuniu representantes de 16 nações e adotou dez resoluções e três moções que deram origem à Cruz Vermelha, entre as quais se destacam:

Criar, em cada país, um Comitê de Socorro, para ajudar, em tempo de guerra, serviço de saúde dos exércitos

Formar enfermeiras voluntárias em tempo de paz

A Neutralizar as ambulâncias dos hospitais militares e do pessoal de saúde

Adotar um símbolo no uniforme, unindo a braçadeira branca com uma cruz vermelha.

No dia 22 de agosto de 1864, a Primeira Convenção de Genebra para a Melhoria da Condição dos Feridos nos Exércitos em Campanha foi formalmente adotada e ratificada por 55 países.

A Cruz Vermelha Brasileira foi fundada em 5 de dezembro de 1908. Seu primeiro presidente foi Osvaldo Cruz. Trata-se de uma sociedade supra-estatal, filantrópica e independente, constituída com base nas Convenções de Genebra.

Sediada no Rio de Janeiro, baseia-se nos sete princípios da Cruz Vermelha: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universidade.

Reconhecida pelo Governo Federal, em 1911, para exercer suas atividades em todo o território nacional, teve a aprovação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em 1912.

Possui filiais estaduais e municipais e sócios voluntários, contribuintes, beneméritos e honorários.

Fonte: www.paulinas.org.br

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08 de Maio

A Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha Brasileira tornou-se instituição modelar, da forma prevista nas Convenções de Genebra -, como em tempos de paz, levando ajuda a vítimas de catástrofes e desastres naturais (secas, enchentes, terremotos etc.)

É reconhecida pelo governo brasileiro como sociedade de socorro voluntário, autônoma, auxiliar dos poderes públicos e, em particular, dos serviços militares de saúde, bem como única sociedade nacional da Cruz Vermelha autorizada a exercer suas atividades em todo o território brasileiro.

Atua com base nos princípios fundamentais da Cruz Vermelha, que são:

Humanidade
Imparcialidade
Neutralidade
Independência
Voluntariado
Unidade
Universalidade

História

A História da Cruz Vermelha Brasileira se iniciou no ano de 1907 graças à ação do Dr. Joaquim de Oliveira Botelho, espírito culto e cheio de iniciativa que, inspirando-se naquilo que testemunhara em outros países, sentiu-se animado do desejo de ver, também aqui, fundada e funcionando, uma Sociedade da Cruz Vermelha.

Junto com outros profissionais da área de saúde e pessoas da sociedade promoveu uma reunião em 17 de outubro daquele ano na Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, para lançamento as bases da organização da Cruz Vermelha Brasileira

Em reunião realizada em 5 de dezembro de 1908, foram discutidos e aprovados os Estatutos da Sociedade.

Esta data ficou consagrada como a de fundação da Cruz Vermelha Brasileira, que teve como primeiro Presidente o Sanitarista Oswaldo Cruz.

O registro e o reconhecimento da entidade nos âmbitos nacional e internacional se deu nos anos de 1910 e 1912, sendo que a I Grande Guerra (1914/1918) constitui-se, desde seus primórdios, no fator decisivo para o grande impulso que teria a novel Sociedade.

As “Damas da Cruz Vermelha Brasileira", comitê criado por um grupo de senhoras da sociedade carioca, deu origem à Seção Feminina, que teria como primeira tarefa, a formação do corpo de Enfermeiras voluntárias.

A semente assim plantada frutificaria e, para permitir o funcionamento de outros cursos sugeridos pela Seção Feminina, foi criada e inaugurada, em março de 1916, a Escola Pratica de Enfermagem, sob a eficiente direção do Dr. Getúlio dos Santos, na época Capitão Medico do Exército.

Com a declaração de guerra do Brasil aos Impérios Centrais (Alemanha e seus aliados), a Sociedade expandir-se-ia com intensificação dos Cursos de Enfermagem e com a criação de filiais estaduais e municipais, cabendo a São Paulo a primazia. Em 1919, as filiais já eram em número de 16.

A Cruz Vermelha Brasileira participou da constituição da Federação de Sociedade de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em 1919, filiando-se a ela.

Missão

Agir, em caso de guerra, e preparar-se, na paz, para atuar em todos os setores abrangidos pelas Convenções de Genebra e em favor de todas as vítimas de guerra, tanto civis como militares;

Contribuir, para a melhoria de saúde, prevenção de doenças e o alívio do sofrimento através de programas de treinamento e de serviços que beneficiem a comunidade;adaptados às necessidades de peculiaridades nacionais e regionais, podendo também, para isso, criar e manter cursos regulares, profissionalizantes e de nível superior;

Organizar, dentro do plano nacional, serviços de socorros em emergências às vítimas de calamidades, seja qual for a causa;

Recrutar, treinar e aplicar o pessoal necessário às finalidades da instituição;

Incentivar a participação de jovens voluntários nos trabalhos da Cruz Vermelha, qualificando-o às finalidades da instituição;

Divulgar os princípios humanitários da Cruz Vermelha, a fim de desenvolver na população os ideais de paz, respeito mútuo e compreensão entre todos os homens e todos os povos.

Princípios fundamentais

Humanidade

A Cruz Vermelha, nascida da preocupação de prestar socorro, indistintamente, aos feridos nos campos de batalha, esforça-se, no âmbito internacional e nacional, em evitar e aliviar o sofrimento humano sob qualquer circunstância. Procura não só proteger a vida e a saúde, como também fazer respeitar o ser humano. Promove a compreensão mútua, a amizade, a cooperação e a paz duradoura entre todos os povos.

Imparcialidade

A Cruz Vermelha não faz nenhuma discriminação de nacionalidade, raça, religião,condição social ou opinião política. Procura apenas minorar o sofrimento humano,dando prioridade aos casos mais urgentes de infortúnio.
Neutralidade

A fim de merecer a confiança de todos, a Cruz Vermelha abstém-se de tomar partido em hostilidades ou de participar, em qualquer tempo, de controvérsias de natureza política, racial, religiosa ou ideológica.

Independência

A Cruz Vermelha é independente. As Sociedades Nacionais, auxiliares dos poderes públicos em suas atividades humanitárias, sujeitas às leis que regem seus respectivos países, devem, no entanto, manter sua autonomia, a fim de poderem agir sempre de acordo com os Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha.

Voluntariado

A Cruz Vermelha é uma instituição voluntária de socorros sem nenhuma finalidade lucrativa.
Unidade

Só pode existir uma única Sociedade de Cruz Vermelha em cada país. Ela está aberta a todos e exerce sua ação humanitária em todo o território do mesmo.

Universalidade

A Cruz Vermelha é uma instituição mundial, na qual todas as Sociedades têm iguais direitos e dividem iguais responsabilidades e deveres, ajudando-se mutuamente.

Principais atuações

Grandes e inestimáveis serviços prestou a Cruz Vermelha no final da Guerra, nos seus inúmeros contatos com a Agência Internacional de Prisioneiros de Guerra, no sentido de propiciar informações aos europeus residentes no Brasil, em relação a seus familiares cujos paradeiros haviam se tornado desconhecidos em virtude das contingências de guerra.

Durante o ano de 1918 e, imediatamente após, a Cruz Vermelha Brasileira demonstrou, de maneira cabal, o alcance de sua atuação durante a calamitosa epidemia de gripe que assolou o mundo no após-guerra.

A Escola de Enfermagem no Rio foi transformada em isolamento e as enfermeiras da Entidade se desdobraram nos diversos hospitais no Rio, nas residências e nos Postos de Socorro então estabelecidos e em algumas das filiais. Nesta batalha tombaria a primeira vitima, a aluna-enfermeira Cherubina Angélica Guimarães que, após participar dos trabalhos iniciais, contraiu a doença, vindo a falecer em conseqüência.

Além da construção da sede, o período entre as guerras caracterizou-se por um sem número de atividades, não apenas no Brasil, mas também no exterior.

O esclarecimento de toda a população visando à prevenção de uma série de pertinazes doenças que minavam o povo brasileiro e o atendimento aos já atingidos por essas doenças, foi uma atividade permanente.

A tuberculose e as doenças venéreas foram as primeiras de extensa relação que constitui preocupação constante não só do Órgão Central, como também das filiais, sempre procurando ir de encontro aos problemas e às necessidades regionais.

A calamidade pública, sob todas as formas, encontraria sempre nas primeiras linhas de seu atendimento, elementos da Cruz Vermelha.Secas, enchentes e inundações, catástrofes e epidemias, onde quer que se fizesse necessária a mão amiga do auxílio, do carinho e do conforto, Lá estavam as incansáveis enfermeiras e socorristas, os desprendidos voluntários e o dedicado desvelo da Cruz Vermelha Brasileira.

A II Grande Guerra (1939/1945), a semelhança do que ocorrera na Primeira, iria dar novo impulso às atividades da Cruz Vermelha. Novamente a busca de paradeiro de parentes dos estrangeiros residentes no Brasil constituiu uma importante incumbência. Basta citar que, até meados de 1946, as mensagens recebidas atingiram a impressionante cifra de 72.527.

Com o envio da Força Expedicionária Brasileira-FEB para o Teatro de Operações, outros aspectos predominariam e assumiriam papel mais relevante. A coleta, o preparo e o envio de uma enorme quantidade de toda sorte de correspondência e donativos para os beligerantes brasileiros e para as vítimas da guerra em todo mundo, foi um trabalho intenso que prosseguiu mesmo após o termino do conflito.

O ponto alto porem, foi a participação das Enfermeiras, das Samaritanas e das Socorristas Voluntárias da Cruz Vermelha Brasileira na constituição dos quadros de nossas forças expedicionárias, como enfermeiras do Exercito e da Aeronáutica.

A partir dos anos 70, a Cruz Vermelha Brasileira, intensificou o processo de abertura de Filiais e o trabalho voltado para a educação e saúde. O Hospital mantido na sede do Rio de Janeiro foi fechado em 1979 por não mais atender aos objetivos da Entidade.

Em 1983, a Cruz Vermelha Brasileira iniciou uma campanha “Faça Chover no Nordeste” destinada à obtenção de alimentos ou fundos para aquisição e envio àquela Região.

Com a crescente veiculação, nos meios de comunicação internacionais, principalmente na Europa, do agravamento da crise na região afetada pela seca, a então Liga de Sociedades de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho mostrou interesse em ajudar a Cruz Vermelha Brasileira no trabalho que esta já vinha desenvolvendo na área. A Liga de Sociedades de Cruz Vermelha enviou ao Brasil Delegados, que percorreram a Região Nordeste durante um mês: Emb. Gerhard Dohms, da Cruz Vermelha Alemã, Woard Spiegelman, da Cruz Vermelha Americana e Sven Aschberg, um nutricionista da Cruz Vermelha Sueca, além do Chefe do Departamento de Socorros da Liga, Jürg Vittani.

A “Operação Nordeste” no ano de 1984 atendeu com 181.668 cestas básicas 20.634 famílias em quatro Estados, beneficiando 128.215 pessoas durante sete meses, minorando o sofrimento das vítimas da seca naquela região. Foram injetados naquela oportunidade 4.074.788,00 Francos Suíços doados pelas Sociedades Nacionais de Cruz Vermelha através da Federação Internacional de Sociedades de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Em todas as calamidades acontecidas no país, sempre esteve presente apoiando a Defesa Civil.

Concerto da Orquestra Filarmônica Mundial em prol da Cruz Vermelha Brasileira – 1986

A Orquestra Filarmônica Mundial era um conceito novo e original que se reunia uma vez por ano em cada continente, com diferentes músicos e diferentes maestros, com o objetivo de arrecadar fundos para grandes entidades beneficentes.

Os músicos que a formaram naquele ano tocaram juntos apenas uma vez e eram originários de dezenas de países. Todos, inclusive o maestro, tocaram gratuitamente e doaram os direitos de reprodução à Cruz Vermelha Brasileira.

O Concerto foi realizado no dia 16 de dezembro de 1986 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do renomado Maestro Lorin Maazel. O programa inclui, entre outras, “Carnaval Romano”, de Berlioz, “Pássaro Romano” de Stravinsky , o “Choros nº 6” de Villa-Lobos, em homenagem ao centenário de seu nascimento.

SOS Chuvas de Verão

A Cruz Vermelha Brasileira lançou campanhas de ajuda aos milhares de desabrigados pelas chuvas que castigaram os Estados da Bahia, Minas Gerais e Maranhão, em 1989.

A Cruz Vermelha e os Brasileiros no Iraque – Guerra do Golfo

A Cruz Vermelha Brasileira colaborou com o Governo brasileiro com relação à concessão de vistos de saída para nossos compatriotas que se encontravam no Iraque no início das hostilidades. De imediato solicitou a colaboração do Crescente Vermelho Iraquiano e de todas as Sociedades de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho da região, como as da Jordânia, Arábia Saudita, Iran, Turquia, para que a saída dos brasileiros fosse efetuada por uma dessas fronteiras.

SOS Santa Catarina

O grupo de Intervenção de Desastre da Cruz Vermelha acionou a comunidade Internacional, que já enviou técnicos da CV internacional para Santa Catarina e que irão atuar nos trabalhos de ajuda às vítimas das enchentes no estado.

O grupo vai fazer o levantamento das necessidades emergenciais da população para saber onde aplicar os recursos do fundo de emergência para desastre da instituição. Essa avaliação vai determinar a liberação de recursos para respostas a emergências

O levantamento dessas prioridades será realizado junto aos órgãos envolvidos nos trabalhos de socorro e de apoio às vítimas da chuva em Santa Catarina. O grupo de intervenção de desastre da Cruz Vermelha internacional, formado por cinco representantes da Alemanha e da Espanha, vai ficar em Santa Catarina por cerca de três meses. Nesse período, eles vão trabalhar essencialmente no apoio direto às famílias que perderam tudo nas enchentes.

Os voluntários da Cruz Vermelha brasileira estão em todos os municípios do Vale do Itajaí. no serviço de ajuda aos desabrigados e sem previsão de quando deixam o estado.

Desde então a Cruz Vermelha Brasileira juntamente, por meio de suas filiais municipais e estaduais vem atuando na prestação do Serviço de Busca de Paradeiro, na capacitação de populações de áreas de risco econflitos armadas, em tempo - atualmente a CVB capacita moradores do Morro do Alemão, na prestação de primeiros socorros, através de simulações de conflitos armados e situações de violência cotidiana nos grandes centros urbanos, tendo formado sua primeira turma no final e novembro de 2008bem como na formação Profissional Berçarista & Baby Sitter Cuidador de Idoso, Educação e Saúde Ambiental, Curso de Formação Básica de Socorrista e conflitos armados.

Fonte: www.cruzvermelha.org.br

Dia Internacional da Cruz Vermelha

08 de Maio

Jean Henry Dunant (1828-1910)

Jean Henry Dunant nasceu em Genebra no dia 8 de Maio de 1828.

Nascido no seio de uma família próspera, respeitada e preocupada com os problemas sociais e o bem estar da comunidade, Dunant, desde tenra idade, foi imbuído pelo espírito caritativo dos seus progenitores. Alertado, assim, para os problemas dos mais pobres e humildes ocupava os tempos livres em seu benefício, oferecendo-lhes apoio material e espiritual. Foi membro da Igreja do Despertar, da Liga da Caridade e da Associação Cristã de Moços de Genebra.

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Jean Henry Dunant

Iniciou, em 1853, a sua carreira profissional como banqueiro. Posteriormente, investe todos os seus bens na Argélia, colónia francesa, em moinhos de milho. Uma viagem de negócios, com vista a obter de Napoleão III, Imperador de França, autorização para a sua empresa explorar as quedas de água necessárias ao movimento dos seus moinhos, torna-o testemunha de uma sangrenta batalha entre os exércitos austríaco, francês e italiano.

A visão deste campo de batalha, conhecido por Batalha de Solferino, juncado de milhares de mortos sem sepultura e feridos padecendo de atrozes sofrimentos e entregues ao mais completo abandono, sensibilizou Dunant. Tocado por uma imensa piedade, organiza, de imediato, numa das Igrejas de Castiglioni, um hospital improvisando socorros voluntários com o apoio dos habitantes.

Reflete sobre as causas desta miséria humana e decide, em 1862, alertar os seus contemporâneos com uma memória - "Un Souvenir de Solferino". Nesta obra, em que descreve um episódio emocionante e fatídico da História e a realidade cruel dos campos de batalha, lança um apelo à consciência humana sugerindo a criação de sociedades nacionais voluntárias de socorro. Esta obra, com impacto imediato, desencadeou um movimento internacional no sentido de suprir as deficiências dos serviços sanitários nos campos de batalha.

A dedicação ao trabalho humanitário em que se envolvera fê-lo descuidar os seus negócios. Abre falência e perde a sua respeitável posição de cidadão de Genebra. Caído em desgraça na sua cidade natal, exila-se em Paris, onde, conservando a fé nos seus ideais, luta, com todas as suas forças, por causas nobres, muitas das quais vingarão anos após a sua morte.

Esquecido, pobre e enfermo é internado num hospital em Heiden, Suiça, onde permanece nos restantes dezoito anos da sua vida. A sua solidão só é quebrada, em 1895, com a visita, ocasional, de um jornalista - Baumberger que, emocionado com a sua história, publica um artigo que altera a atitude do mundo para com Dunant e lhe dá um novo alento, ajudando-o a esquecer a humilhação que sofrera.

Em 1901, reconhecendo-se o seu valor, é agraciado com o primeiro Prémio Nobel da Paz. À data da sua morte, 30 de Outubro de 1910, então com oitenta e dois anos de idade, o prémio estava intacto e destinado, por testamento, ao pagamento das suas dívidas e a obras filantrópicas.

A sangrenta batalha ocorrida, em 1859, em Solferino e o manuscrito de Jean Henry Dunant originaram o nascimento de um movimento humanitário que se estendeu a todos os cantos da terra - A Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.

Em sua homenagem, o dia do seu nascimento é comemorado em todo o mundo como o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Bibliografia

Brown, Pam, Henry Dunant: O Fundador da Cruz Vermelha. Sua compaixão salvou milhares de vidas, Grã-Bretanha, 1988, 64 p.

Cruz Vermelha Portuguesa, Cruz Vermelha Portuguesa, in Revista da Proteção Civil, nº 5, Lisboa, 1995, p.19-24

Ligue des Sociétès de la Croix-Rouge et du Croissant-Rouge; Comité International de la Croix-Rouge, Dossier pédagogiques de la Croix-Rouge: Histoire de la Croix-Rouge, [Genève], [1977], 250 p.

Fonte: www.jcvbraga.org

Dia Internacional da Cruz Vermelha

08 de Maio

A Cruz Vermelha Internacional

A Cruz Vermelha tem por finalidade prevenir e atenuar os sofrimentos humanos com toda a imparcialidade, sem distinção de raça, nacionalidade, nível social, religião e opinião política.

Divide-se em duas entidades

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que atende as vítimas de guerra;

A Federação Internacional da Cruz Vermelha, que atende as vítimas de desastre e atua na prevenção, preparação e resposta à emergências. Ela conta com 97 milhões de voluntários no mundo e 185 Sociedades Nacionais.

A Cruz Vermelha Brasileira

Atua em todo o território brasileiro do Rio Grande do Sul até Amapá. Possui 52 filiais, que atuam nas áreas de Socorro e Desastre, Educação e Saúde, Juventude e Voluntariado, Busca de Paradeiros.

A Cruz Vermelha Brasileira - Filial do Estado de São Paulo

Composta por

Entidade Mantenedora

Hospital dos Defeitos da Face

Escola de Enfermagem: Centro Formador e de Aperfeiçoamento em Ciências da Saúde.

Conta com 4 filiais municipais

Jacareí, Santos, São Vicente, São José dos Campos.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A Cruz Vermelha Internacional
1859: Batalha de Solferino: Henri Dunant advoga para a criação de sociedades de auxílio humanitário não partidárias para atender aos feridos de guerra.
1863: O Comitê Internacional da Cruz Vermelha é estabelecido em Genebra.
1864: As Convenções de Genebra reconhecem a Cruz Vermelha como uma agência de socorro humanitária.

A Cruz Vermelha Brasileira
1907: Fundada pelo Dr. Joaquim de Oliveira Botelho.
Primeiro Presidente: Sanitarista Oswaldo Cruz.
1912 - 19: Reconhecida pelo Comitê e a Federação Internacional da Cruz Vermelha que ela integra.
1914 - 19: Trabalha junto com a Agência Internacional de Prisioneiros de Guerra na busca de paradeiros.
1939 - 45: Manda enfermeiras, sanitaristas e socorristas voluntárias com as forças expedicionárias.

A Cruz Vermelha Brasileira - Filial do Estado de São Paulo
1912: Fundação da Filial do Estado de São Paulo, formação de enfermeiras e profissionais habilitados.
1917: Fundação do Hospital de Crianças.
1939 - 45: Criação de uma seção para as vítimas de guerra e 65 postos de Socorros na cidade.
1940: Fundação da Escola de Enfermagem.
1989: O Hospital dos Defeitos da Face passa para gestão da Filial do Estado de São Paulo.

ATIVIDADES DA FILIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Campanhas de ajuda em catástrofes
Em dezembro 2004, participou da campanha em ajuda às vítimas do Tsunami:
- Arrecadação e envio de dinheiro
- Arrecadação e envio de roupa e alimentos
Apoio complementar à Defesa Civil
Uma equipe de voluntários treinados atua em:
- Montagem de abrigos
- Doação de material de emergência
- Apoio emocional e psicológico
Palestras de Preparação Contra Desastre*
Prepara a população mais vulnerável sobre desastres naturais e acidentes domésticos.
Palestras de Primeiros Socorros*
Prepara a população quanto ao comportamento a ser adotado até as forças de resposta chegarem.
- Palestra de Primeiros Socorros básicos
- Palestra de Ressucitação Cardiopulmonar
Palestras sobre Higiene & Saneamento*
Informa à população mais vulnerável sobre higiene e saneamento (H&S):
- Palestra sobre como melhorar as condições de H&S e as doenças ligadas à falta de H&S.
Busca de Paradeiros
Reata os laços familiares através de localização de pessoas desaparecidas por:
- Conflitos armados
- Calamidades
- Outras situações onde as famílias perderam contato com os parentes.
Vistos Escolares
Autentica documentos escolares estrangeiros gratuitamente.
*As palestras são ministradas nas escolas públicas e grupos comunitários. Elas são gratuitas.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CRUZ VERMELHA

Humanidade
A Cruz Vermelha esforça-se em evitar e aliviar o sofrimento humano sob qualquer circunstância. Procura não só proteger a vida e a saúde, como também fazer respeitar o ser humano.
Promove a compreensão mútua, a amizade, a cooperação e a paz duradoura entre todos os povos.

Imparcialidade
A Cruz Vermelha não faz nenhuma discriminação de nacionalidade, raça, religião, condição social ou opinião política. Procura apenas minorar o sofrimento humano, dando prioridade aos casos mais urgentes de infortúnio.

Neutralidade
A fim de merecer a confiança de todos, a Cruz Vermelha abstém-se de tomar partido em hostilidades ou de participar, em qualquer tempo, de controvérsias de natureza política, racial, religiosa ou ideológica.

Independência
A Cruz Vermelha é independente. As Sociedades Nacionais, auxiliares dos poderes públicos devem, no entanto, manter sua autonomia.

Voluntariado
A Cruz Vermelha é uma instituição voluntária de socorros sem nenhuma finalidade lucrativa.

Unidade
Só pode existir uma única Sociedade de Cruz Vermelha em cada país. Ela está aberta a todos e exerce sua ação humanitária em todo o território do mesmo.

Universalidade
A Cruz Vermelha é uma instituição mundial, na qual todas as Sociedades têm iguais direitos e dividem iguais responsabilidades e deveres, ajudando-se mutuamente.

Fonte: www.cvbsp.org.br

Dia Internacional da Cruz Vermelha

08 de Maio

"No dia 08 de maio comemora-se o Dia da Cruz Vermelha Internacional, que marca o aniversário do seu fundador, Henry Dunant. A instituição, constituída basicamente por voluntários e presente em 171 países, vem prestando inúmeros serviços à humanidade, dando assistência aos feridos de guerra e vítimas de catástrofes naturais além de promover os Direitos Humanos".

Tudo começou quando...

Um campo de batalha com milhares de soldados feridos, abandonados à própria sorte, por falta de assistência médica. Esta terrível visão, em junho de 1859, no campo de Solferino, Norte da Itália, inspirou no suíço Henry Dunant a certeza de que algo precisava ser feito. Este sentimento foi a semente da Cruz Vermelha. Naquele momento, ele mobilizou a população local para que o ajudasse a tratar os soldados de ambos os lados, dizendo a frase que se tornou mote da instituição: "Sono fratelli", ou "são irmãos".

Três anos mais tarde, Dunant publicou o livro "Uma Recordação de Solferino", sugerindo que fossem constituídas sociedades de assistência em tempo de paz, com enfermeiros que tratassem dos feridos em tempos de guerra, e que estes voluntários fossem reconhecidos e protegidos por meio de um acordo internacional. Criou-se então o "Comitê Internacional para a Assistência aos Feridos", mais tarde renomeado para Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Um ano mais tarde, em 1863, os representantes de 16 países e quatro instituições filantrópicas reuniram-se em Genebra, em uma Conferência Internacional, marcando a oficialização da Cruz Vermelha como uma instituição. Ainda faltava, no entanto, a garantia de que este serviço fosse reconhecido e respeitado internacionalmente. Com este objetivo, o governo suíço convocou uma Conferência Diplomática que se realizou em 1864, também em Genebra. Participaram os representantes de doze governos, que assinaram um tratado intitulado "Convenção de Genebra para o Melhoramento da Sorte dos Soldados Feridos nos Exércitos de Campanha", reconhecido como o primeiro tratado de Direito Internacional Humanitário.

Posteriormente, foram realizadas outras conferências, ampliando o direito básico a outras categorias de vítimas, como os prisioneiros de guerra. Esta decisão foi muito importante e deu novo impulso à Cruz Vermelha por ocasião da Segunda Guerra Mundial (1939 à 1945), repercutindo também no Brasil. A busca de paradeiro de parentes dos estrangeiros residentes no País tornou-se uma tarefa de grande importância. Após a Segunda Guerra Mundial, uma conferência Diplomática adotou as quatro Convenções de Genebra de 1949, depois de reunir-se durante quatro meses. Estas Convenções incluíam, pela primeira vez, disposições relativas à proteção de civis em tempo de guerra.

Atualmente a Cruz Vermelha é composta por 171 Sociedades Nacionais em 171 países, contando com mais de 350 milhões de voluntários, regidos pelo mesmo estatuto, princípios e finalidades. Seu objetivo é atuar nos conflitos armados internacionais, entre as forças armadas de um ou mais Estados, e nos conflitos armados nacionais, entre as forças armadas regulares e grupos armados identificáveis, ou ainda entre grupos armados. Distúrbios internos, tais como manifestações, lutas entre facções ou contra o poder estabelecido, também justificam as ações da Cruz Vermelha. Para agir nessas situações, o CICV apóia-se em bases jurídicas e no direito de iniciativa humanitária atribuído a ele pelos Estados.

Como Funciona no Brasil

No Brasil a Cruz Vermelha é uma entidade supra-estatal, ou seja, uma sociedade civil, filantrópica e independente, com personalidade jurídica e sediada no Rio de Janeiro, onde foi fundada, em 1908. Esta filial está sendo fechada por motivos administrativos. Atualmente, a Cruz Vermelha Internacional tem filiais em 14 estados brasileiros. Ela é constituída sobre as mesmas bases da Convenção de Genebra, também assinada pelo Brasil. Sendo assim, é reconhecida oficialmente pelo Governo brasileiro e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, como Sociedade de Socorro voluntário, autônomo, e que auxilia os poderes públicos e o serviço militar de saúde.

No Brasil, o objetivo da Cruz Vermelha é prevenir e atenuar os sofrimentos humanos com imparcialidade e sem distinção de raça, nacionalidade, nível social, religião e opinião política. Sua atuação, em determinados casos, pode estender-se além do território nacional. De acordo com o Secretário Geral da Cruz Vermelha brasileira, Gerson Nogueira, "O voluntariado é um dos princípios mais conhecidos desta entidade civil, que tem por objetivo minorar o sofrimento da humanidade". Nogueira explica que a Cruz Vermelha conta com sete princípios: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade.

Segundo o Secretário Geral, a Cruz Vermelha do Brasil atua em ações preventivas, emergenciais e assistenciais, atuando também em outros países com ações recuperativas. Do ponto de vista da prevenção, trabalha-se no preparo de pessoal profissional e voluntário, com cursos de socorristas. Nas ações emergenciais, presta-se auxílio em catástrofes, apoiando o Corpo de Bombeiros, o Exército da Salvação, os Escoteiros, o Movimento Bandeirante e a Associação Adventista.

Como exemplo da ação assistencial da Cruz Vermelha, ele cita a grande seca no nordeste, em 1998, onde a Cruz Vermelha ajudou a recolher 80 toneladas de alimentos para o Estado de Alagoas. A ação recuperativa, em outros países, conta em especial com o serviço de busca de pessoas desaparecidas e de documentação perdida, dependendo da legislação local.

Em São Paulo, maior cidade brasileira e também maior cidade da América do Sul, a Cruz Vermelha tem um hospital com 20 leitos onde realiza cirurgia reparatória e plástica para pacientes carentes com má formação congênita, relata Nogueira em entrevista exclusiva para esta reportagem. Também em São Paulo, a Cruz Vermelha conta com um Centro Formador, onde são oferecidos cursos profissionalizantes de baixo custo na área de saúde, implantados sem finalidade lucrativa. Atualmente são oferecidos cursos de auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem e técnico em radiologia, com capacidade para formar cerca de 560 profissionais anualmente.

A Cruz Vermelha (CV) no Brasil tem por prioridade a promoção do Direito Internacional Humanitário, cooperando, para isso, com as Forças Armadas, à quem ministra cursos e apresentações em suas escolas militares, como, por exemplo, a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica e a Escola de Guerra Naval, relata Nogueira. A CV também participa da preparação dos militares enviados em Missões de Paz à outros países.

Além disso, também trabalha na disseminação de normas do Direito Internacional dos Direitos Humanos aplicáveis às Forças Policiais. Em 1998, em conjunto com o Ministério da Justiça, a delegação da Comissão Internacional da Cruz Vermelha no Brasil iniciou um projeto de difusão das normas fundamentais de direitos humanos e de direito internacional humanitário para as polícias militares brasileiras. O objetivo foi fornecer os meios necessários para que as normas de direitos humanos sejam usadas para minimizar os efeitos nocivos do uso da força, das armas de fogo, da captura e da detenção. O projeto pretendia capacitar 830 oficiais multiplicadores de todas as polícias militares brasileiras.

A Delegação da Cruz Vermelha de Brasília, capital brasileira, assumiu, desde janeiro de 2000, a responsabilidade por todas as atividades do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Brasil e passou a atuar como um centro de recursos e apoio aos programas de difusão às forças policiais na América Latina, assessorando, orientando e apoiando as delegações do CICV no continente. "Isso se deve à experiência e à competência da delegação de Brasília adquirida nos últimos dois anos com a implementação do projeto destinado às Polícias Militares do Brasil", informa a página deles na Internet.

Ações no Exterior

Segundo página na Internet da Cruz Vermelha de Brasília, a partir do ano de 2000, sua delegação tornou-se um Centro de Referência e Apoio com o intuito de auxiliar outras delegações no continente a desenvolver projetos de disseminação relativos à aplicação de normas de Direitos Humanos junto a forças policiais.

No segundo trimestre de 2000, o CICV de Brasília participou do treinamento da recém criada unidade policial de intervenção de emergência em locais de detenção na Colômbia. A CV contribuiu com o ensino de normas de direitos humanos aplicáveis por encarregados da aplicação da lei, principalmente as normas relativas ao uso da força.

Embora a responsabilidade pelas atividades do CICV no Equador tenha sido transferida para a delegação regional de Caracas, a delegação de Brasília continuou envolvida com certos aspectos do trabalho do CICV neste país, relata a instituição no seu site. "O delegado regional, baseado anteriormente em Brasília, conduziu duas missões no Equador. A primeira foi relativa à negociação com o governo para visitar pessoas detidas em decorrência ao tumulto ocorrido em 21 de janeiro. A segunda visita tratou da transferência, a nível oficial, das atividades e responsabilidade pelo Equador para o chefe da delegação regional do CICV em Caracas", exemplifica.

No México, a delegação de Brasília participou de quatro seminários e apresentações à força policial mexicana. Já no Peru, em conjunto com a CICV peruana, a delegação de Brasília participou de discussões com a polícia nacional daquele país sobre uma possível cooperação na difusão do direito internacional humanitário.

Na Venezuela, a delegação reuniu-se com a delegação regional de Caracas e as autoridades venezuelanas para discutir a possibilidade de conduzir um programa de difusão de direito internacional humanitário para as forças policiais daquele país.

Além disso, a delegação brasiliense foi convidada a apresentar palestras sobre o direito humanitário e o CICV para a Escola de Guerra Naval, Escola de Aperfeiçoamento do Oficiais da Aeronáutica e contigente militar brasileiro preparando-se para participar da missão de paz da ONU no Timor Leste.

Fonte: www.boasaude.uol.com.br

Dia Internacional da Cruz Vermelha

08 de Maio

A Cruz Vermelha foi fundada no dia 5 de dezembro de 1908.

O médico Dr. Oswaldo Cruz - conhecido por seus trabalhos sanitários no Rio de Janeiro - foi o primeiro presidente da instituição que é formada por voluntários com objetivo de ajudar as pessoas necessitadas.

Dia Internacional da Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha, em tempos de paz, tem como missão ajudar as vitimas de catástrofes naturais como, por exemplo, enchentes e secas.

Trabalham também em beneficio da comunidade, provendo benfeitorias na área da saúde e educação.

Os princípios fundamentais da Cruz Vermelha são

Humanidade
Imparcialidade
Neutralidade
Independência
Voluntariado
Unidade
Universalidade

Fonte: www.smartkids.com.br

Dia Internacional da Cruz Vermelha

Fundação da Cruz Vermelha

História da Cruz Vermelha

Tudo aconteceu:

Em 1854
Na Itália
Prto da aldeia de Solferino
Q uando dois países, França e Áustria estão em guerra.

No campo de batalha havia 300000 soldados que lutaram durante 15 horas, do amanhecer ao pôr do sol.

O exército Francês ganhou e houve 42000 feridos.

O que lhes vai acontecer? 
Quem pode ajudá-los?
Como salvá-los?

Durante toda a noite, na planície de Solferino, ouvem-se os gemidos dos feridos. No dia seguinte, um suíço chega ao local da batalha, decidido a socorrer estes infelizes, pedindo ajuda aos camponeses.

Durante vários dias, tenta-se curar os feridos, salvando-os assim da morte. Mas para muitos deles já é tarde. Perderam demasiado sangue e as feridas estão infectadas, porque ficaram abandonados durante muito tempo no campo de batalha.

Henry Dunant pensa "Isto não pode voltar a acontecer. Mesmo se por infelicidade os homens combatem, eles devem ser suficientemente civilizados e humanos para socorrer e tratar das vítimas".

Henry Dunant estava determinado a fundar um sociedade que reunisse voluntários para prestarem socorro a feridos de guerra e que se mantivessem neutros relativamente ao conflito, ou seja, deveriam tratar igualmente os soldados de todos os exércitos envolvidos na luta.

Como fez ele isso?

Henry Dunant viajou pela Europa, pedindo audiências e reunindo com governantes.

Para quê?

Para constituir um comité de 5 elementos de nacionalidade Suíça

Henry Dunant

Gustave Moynier, advogado e banqueiro

Dr. Louis Appia e Dr. Théodore Maunoir, médicos

Dufour, general

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Henry Dunant

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Gustave Moynier

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Dr. Louis Appia

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Guillaume-Henri Dufour

Dia Internacional da Cruz Vermelha
Dr. Théodore Maunoir

Este “ Comité dos Cinco” reuniu no dia 23 de Outubro de 1863 em Genebra com representantes de 16 países.

Após um longo debate

Fundou-se o “ Comité Internacional de socorro a feridos”

Cada país montaria o seu “ Comité Nacional”

A cruz vermelha sobre o fundo branco seria o símbolo para a organização.

O símbolo

A cruz vermelha é o símbolo conhecido em todo o mundo e onde quer se esteja transmite paz porque toda a gente sabe que significa ajuda generosa.

Crescente Vermelho

Acontece que o símbolo tenha sido escolhido como homenagem à Suíça, o fato de ser uma cruz levou os muçulmanos a pensarem que se confundia com o símbolo do cristianismo.

Assim, nos países muçulmanos passou a usar-se como símbolo o crescente vermelho.

Os Sete princípios da Cruz Vermelha

Humanidade

Aliviar o sofrimento humano sempre e em toda a parte.

Imparcialidade

Socorrer toda a gente sem distinção

Neutralidade

Não tomar partido dos conflitos políticos, raciais, religiosos ou ideológicos

Independência

Assegurar às Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha total autonomia, ou seja, liberdade de decisão e ação.

Voluntariado

Socorrer toda a gente de forma generosa.

Unidade

Criar uma só sociedade em cada país.

Universalidade

As sociedades Nacionais da Cruz Vermelha seguem as mesmas regras de ação e tem o mesmo dever de se entreajudarem.

CIVE - Comité Internacional da Cruz Vermelha

Sede: Genebra, Suíça

Atividades: Socorro a Feridos de Guerra Proteção de Vítimas em Poder do Adversário.

Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho

Sede: Genebra, Suíça

Funcionários: Um Conselho Executivo com colaboradores de muitas nacionalidades

Atividades: Agir em caso de catástrofe Socorrer refugiados em zonas de combate Apoiar as Sociedades Nacionais dos outros países

A Cruz Vermelha Portuguesa

22 de Agosto de 1864 - Portugal assinou a primeira Convenção de Genebra. O delegado que representou o nosso país foi o médico militar Dr. António Marques.

11 de Fevereiro de 1865 - Foi organizada em Lisboa a Comissão Provisória de Socorro a Feridos e Doentes em Tempo de Guerra

1870 - Dissolveu-se a Comissão para dar lugar à SPCV - Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha.

1924 – passou a CVP – Cruz vermelha Portuguesa.

A Cruz Vermelha Portuguesa, ao longo da sua já longa existência, tem prestado valiosos serviços ao país, tanto em tempo de guerra como em tempo de paz. Por isso, foram-lhe já atribuídas diversas condecorações. De entre estas, merecem destaque:

1919-foi concedida a Ordem Militar de Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito

1925 - foi concedida a Ordem Militar de Cristo

1933 - foi concedida a Grã-cruz de Benemerência

1982- foi concedida a Ordem do Infante D. Henrique

e muitas outras demonstrações de homenagem e reconhecimento, no país e no estrangeiro.

A Cruz Vermelha Portuguesa - Hoje

A Cruz Vermelha Portuguesa amplia constantemente as suas áreas de intervenção. Além de acorrer em auxílio das vítimas por ocasião de catástrofes no país ou no estrangeiro, dispões de serviços que realizam atividades muito diversas e permanentes não só na capital onde se localiza a sede mas também nas 27 delegações distritais e nos 148 núcleos espalhados por todo o país.

Fonte: www.anossaescola.com

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