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Dia da Homeopatia

 

21 de Novembro

O dia 21 de novembro é a data na qual se comemora o Dia da Homeopatia, foi oficialmente instituído em homenagem à chegada em terras brasileiras do homeopata francês Dr. Benoit Jules Mure (1809-1858), a bordo do navio Eole, junto com 100 famílias provenientes da França.

Nascido em uma família rica de Lyon, prematuro de 7 meses, com graves problemas de saúde, formou-se médico em Montpellier, reduto da medicina vitalista.

No ano de 1833 é salvo pela homeopatia, de um quadro de Tuberculose, pelo Conde Dr. Sebástien des Guidi, discípulo de Hahnemann e que introduziu na França a homeopatia.

Torna-se pupilo de Hahnemann em Paris e começa a divulgar a homeopatia na Europa, principalmente na Itália e França.

Na França ingressa no movimento que segue a doutrina social de Charles Fourier com ideais socialistas, vê nessa associação a possibilidade de discutir e divulgar suas idéias por meio das publicações deste movimento.

Devido a seu perfil inquieto, tenaz, utopista e inconformado, e associado com a elite operária, surgiu a idéia de estender o projeto de colonização social, baseado nas idéias propostas pelo faurerismo, para além das fronteiras da França.

Em 21 de setembro de 1840, em conversa com o cônsul brasileiro em Paris, ficou oficializada a vinda do Dr. Mure ao Brasil.

Chegando ao Rio de Janeiro, começa a clinicar e a difundir a homeopatia no bairro da Lapa.

Bento Mure como passa a ser conhecido no Brasil, após autorização do governo imperial brasileiro, em 22 de dezembro, parte junto com as 100 famílias a colonizar a península do Saí, na divisa do Paraná com Santa Catarina, visando criar um falanstério, uma colônia industrial com pessoas qualificadas que fabricariam máquinas a vapor.

Após diversos problemas, a colônia do Saí não chega a prosperar, obrigando Mure a voltar ao Rio de Janeiro em meados de 1843, mas sem antes instalar o Instituto Homeopático do Saí e uma Escola Suplementar de Medicina sob a orientação do Dr. Thomaz da Silveira.

No Rio de Janeiro, em Dezembro de 1843, junto com o médico português e discípulo Vicente José Lisboa, fundou-se o Instituto Homeopático do Brasil, na Rua São José 59, propagando a homeopatia em favor dos escravos, pobres e excluídos pela sociedade, já que era um tratamento barato e eficaz, sendo um entusiasta de uma medicina social mais efetiva. Posteriormente no mesmo endereço, cria-se a escola de formação homeopática, a Escola Homeopática do Brasil, para formação dentro dos princípios hahnemannianos puros.

A partir desta iniciativa, criam-se novos consultórios na cidade e no interior do Rio e São Paulo expandindo a atividade homeopática. Inaugura-se também, o que viria a ser a primeira farmácia homeopática do país, chamada de Botica Homeopática Central assim como a Casa de Saúde Homeopática na Chácara do Marechal Sampaio, fundada em 1846.

Em 1847, Mure e seus companheiros editam a revista “A Sciência”, com o intuito de difundir os progressos da homeopatia.

Após desentendimento com o Dr. Domingos de Azevedo Coutinho Duque de Estrada e outros colaboradores, Dr.Mure em 13 de abril de 1848 deixa o país, porém como legados ficam mais de 75 dispensários, as obras “Patogenesia Brasileira e Doutrina da Escola Médica do Rio de Janeiro” e “Prática Elementar da Homeopatia”, esta com uma tiragem de mais de 10.000 exemplares, que ajuda a reduzir a taxa de mortalidade de 10% para 2 a 3%, entre os escravos das plantações de cana de açúcar, além de ter formado mais de 500 alunos.

Dr. Bento Mure acaba falecendo em 4 de março de 1858, no Egito, quando se preparava para voltar ao Brasil.

Dia da Homeopatia

Fonte: www.cesaho.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Dia da Homeopatia e Dia do Homeopata

O dia 21 de novembro é a data na qual se comemora o Dia da Homeopatia.

A palavra "homeopatia" tem origem grega (homeo = "semelhante" + patia = "sofrimento" ou seja, "sofrimento semelhante"). A homeopatia é um ramo da medicina criado e desenvolvido pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, nascido em Meissen em 1755, e falecido em Paris em 1843.

Desiludido com a medicina alopática, Hahnemann deixou de clinicar e passou a se dedicar somente à tradução de livros. Em 1790, ao traduzir o livro Matéria Medica de William Cullen, observou que a descrição dos quadros de intoxicação por quinino era semelhante ao quadro clínico da malária, doença tratada com aquela substância.

Foi do "princípio da semelhança" que se originou toda a base do tratamento homeopático.

Já Hipócrates, o "pai da medicina moderna", descrevia dois princípios básicos da cura: o "princípio da similitude" (os semelhantes se curam pelos semelhantes) e o "princípio dos contrários" (os contrários se curam pelos contrários).

Este último princípio, adotado no século II pelo médico grego Cláudios Galeno, é usado até hoje, pois os tratamentos são feitos à base de anti (prefixo grego que significa "ação contrária", "oposição"): antibiótico, antiinflamatório, antibacteriano, antialérgico, anti-séptico, etc.

Em razão dessa descoberta, Hahnemann voltou a clinicar e passou a experimentar em si mesmo um número cada vez maior de substâncias. Após seis anos de intenso trabalho e observação clínica rigorosa, em 1796, publicou seu primeiro artigo sobre o assunto.

Em 1810, publicou a primeira edição de seu mais importante livro: Organon da arte de curar.

Em 1810, o brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, grande naturalista e estudioso da mineralogia, conheceu a teoria homeopática ao se corresponder com Hahnemann, considerado o maior químico da época.

Em 1840, chegou ao Rio de Janeiro o médico francês Benoit Jules Mure, para implantar uma colônia com mais cem famílias. Em sua curta estada no Rio, Mure clinicou e difundiu a homeopatia. Nesse período, conheceu Souto Amaral, célebre cirurgião brasileiro, a quem ensinou os preceitos da homeopatia.

Mure recebeu uma licença imperial para colonizar a península de Saí, em Santa Catarina, aonde chegou em 21 de novembro, data escolhida para comemorar o Dia da Homeopatia e o Dia dos Homeopatas, no Brasil. Foi Mure que organizou a Escola Suplementar de Medicina e Instituto Homeopático de Saí.

Fonte: www.paulinas.org.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

A homeopatia normalmente é confundida com a fitoterapia, que é a utilização de plantas medicinais no tratamento de doenças a partir de um princípio diferente do princípio homeopático.

A fitoterapia se fundamenta no princípio dos contrários, que busca combater sintomas isolados de uma enfermidade com substâncias que atuem contrariamente a eles.

Já a homeopatia é fundamentada no princípio dos semelhantes, que significa que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia é capaz de curar tais sintomas numa pessoa doente.

A partir desse princípio, Samuel Hahnemann criou a homeopatia há mais de 200 anos, apoiando-se na observação experimental.

Foi ele o responsável pela criação desse ramo da medicina, que estimula o organismo a reagir contra a sua enfermidade a partir de uma substância que causa em alguém sadio essa mesma enfermidade.

A homeopatia é um ramo da medicina que propõe que o médico trate o paciente como um todo e não apenas seu sintoma específico.

Ela também defende uma “dosagem mínima”, com o objetivo de simplesmente estimular as propriedades curativas do próprio corpo.

Assim, os remédios são administrados em soluções diluídas.

Os críticos sustentam ser improvável que doses tão diminutas tenham qualquer efeito significativo sobre o organismo.

Os homeopatas defendem que, através da homeopatia, é possível emagrecer e até amenizar os sintomas da tensão pré-menstrual.

Fonte: UFGNet

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Hoje estamos comemorando o Dia Nacional da Homeopatia. Mas você sabe o que quer dizer homeopatia? É uma especialidade da medicina criada pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann.

A palavra homeopatia quer dizer semelhante à doença. Isso porque, nessa especialidade, o médico cura o doente com substâncias semelhantes as que produziram a doença. Essas substâncias, encontradas na natureza, são diluídas e utilizadas em doses bem pequenas.

O doutor Hahnemann dizia que nosso organismo é como uma orquestra, cada órgão desempenha uma função importante e, se um deles não funcionar direito, pode afetar todos os outros. Para ele, os médicos não podem cuidar apenas do coração, do estômago ou do pulmão de uma pessoa, eles têm que tratar a "orquestra" inteira, cuidando também do aspecto emocional, pois assim o corpo e a mente estarão equilibrados e saudáveis.

Fonte: www.acispes.org.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

No Dia da Homeopatia, comemorado em 21 de novembro, é importante lembrar que Santa Catarina foi o primeiro Estado brasileiro a acolher essa técnica médica, em 1840, trazida pelo médico francês Benoit Mure. Posteriormente, foi levada para o Rio de Janeiro.

A terapia e seus estudos evoluíram, ressurgindo em Santa Catarina com a criação de farmácias homeopáticas, que com o passar do tempo se desenvolveram conquistando cada vez mais especialistas no assunto.

O propósito é oferecer produtos manipulados que se adaptem às necessidades particulares de cada cliente. Seguindo os princípios homeopáticos, tratando o doente e não a doença, sempre seguindo a filosofia da personalização dos medicamentos.

Para isso, buscamos qualificação profissional, inerente aos processos produtivos. Conseguimos com isso manter antigos processos de manipulação de medicamentos, sem abrir mão de modernos conceitos de gestão, qualidade e produtividade.

A medicina homeopática tem uma visão do ser humano por completo, não tratando apenas um ponto específico. Essa técnica procura curar a base do desequilíbrio, enquanto o tratamento alopático apenas suprime os sintomas. Seu tratamento consiste em dar ao paciente doses mínimas de medicamento, de forma a evitar a intoxicação.

Hoje, milhares de profissionais atuam nesta área: médicos, pediatras e farmacêuticos. Após mostrar sua eficiência, a homeopatia conquistou adeptos também na odontologia, veterinária e, até mesmo, na agronomia. A possibilidade de ter um medicamento personalizado já pode ser considerado uma nova tendência.

Karen Denez

Fonte: www.clicrbs.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Hoje dia da Homeopatia: de Hipócrates a Hahnemann

Hoje comemora-se o dia da Homeopatia, a Unisáude traz para voce um pouco de história que procura razer ao homem o equilibrio através de principios simples e que recentemente foi também incluído como uma Prática e Integrativa e Complementar a partir da Portaria 971 do Ministério da Saúde.

Temos que lutar para que esta inclusão venha memso ocorrer, como também estamos lutando apra efetivação da Acupuntura na rede pública.Abaixo apresentamos um pouco de história,principios e situação da Homeopatia no Brasil e mundo, bem como opiniões a favor e contrários ao método para que voce possa analisar e concluir.

Nos da Unisáude, acreditamos que uma prática não teria sobrevivido há mais de 200 anos, desde Hahnemann até nossos dias, se não houve por trás desses principios os fundamentos da energia, mesmo após as diluições que ocorrem no preparo do medicamentos homeopáticos.

Até mesmo porque, como pode-se explicar placebos homeopáticos em animais, por exemplo?. Acompanhe abaixo o texto e conheça um pouco mais da Homeopatia, hoje em que seu dia é comemorado.É dito que os princípios gerais da homeopatia foram enunciados por Hipócrates há cerca de 2500 anos.

Segundo Albert Lyons, podemos resumir os princípios do método hipocrático em quatro pontos:

Observar. Para Hipócrates, grande parte da arte consiste na capacidade de observação do médico. A observação deve ser feita sem nenhum tipo de preconceito ou julgamento, estando o prático aberto aos relatos explícitos e implícitos do paciente.

Estudar o doente, e não a doença. Princípio fundamental de qualquer ciência terapêutica séria, foi, no ocidente, pela primeira vez enunciado naquele tempo. Sentou as bases da holística, estabelecendo que na compreensão do processo saúde/enfermidade não se divide a pessoa em sistemas ou órgãos, devendo-se avaliar a totalidade sintética do indivíduo. Este ponto é essencial no entendimento das históricas divergências entre as escolas de Cós (cujo expoente principal é o próprio Hipócrates) e de Cnidos. Esta última pregava a especialização, a impessoalidade, o organicismo e a classificação das doenças.
Avaliar honestamente. Dá-se importância à leitura prognóstica dos problemas da pessoa.
Ajudar a natureza. A função precípua do médico é auxiliar as forças naturais do corpo para conseguir a harmonia, isto é, a saúde.

Esses princípios guardam evidente semelhança com as conclusões de Samuel Hahnemann no século XVIII, como veremos adiante.

Hipócrates foi também o primeiro a descrever as duas maneiras principais de se abordar a terapêutica:

Similia similibus curantur. Semelhantes são curados por semelhantes, base terapêutica da homeopatia.
Contraria contrariis curantur. Contrários são curados por contrários. Princípio seguido por Galeno que estabeleceu as bases da atual alopatia.

A visão integradora de Hipócrates permeia toda a sua obra, cujos textos mais conhecidos são Aforismos e Juramento.

A saúde, para ele, é resultado da harmonia entre os quatro humores presentes no corpo e da interação da pessoa com o meio. Higiene, dieta, exercícios físicos, clima e outras circunstâncias são levadas em consideração na avaliação da saúde.

O adoecimento obedece a três estágios facilmente reconhecíveis por um observador atento: degeneração (desequilíbrio) dos humores, cocção e crise. Não dá importância à classificação das doenças, levando muito mais em conta a pessoa e seu contexto. Na terapêutica é parco no uso de medicamentos, interferindo somente nos momentos considerados necessários, quando a natureza o indicar.

Ficou muito conhecido no seu tempo por sua honestidade científica e na relação com os pacientes e seus familiares, insistindo na necessidade de se trabalhar com a verdade e de se fazer a leitura do prognóstico do estado de saúde. Estabeleceu as bases da ética nas relações entre médicos, entre médico e discípulos e entre médicos e pacientes.

De Hipócrates a Paracelso

Os séculos seguintes apresentaram preponderância crescente das crenças de Cnidos e das práticas de Galeno, chegando ao dogmatismo. O establishment da Antigüidade e, posteriormente, da Idade Média, não permitia qualquer tipo de oposição às idéias galênicas que reinaram quase absolutas por quinze séculos.

Galeno ficou conhecido por seus preparados farmacêuticos que incluíam várias substâncias em cada um deles. Sua teriaga, uma de tantas misturas preparadas, chegou a ter mais de setenta ingredientes em sua composição até a época de sua morte. Na Idade Média o preparado já continha mais de cem substâncias, sendo usado como antídoto universal. Até o final do Século XIX a teriaga estava registrada nas farmacopéias oficiais de vários países europeus.

Paracelso

Um dos maiores críticos de Galeno, e, não casualmente, devoto de Hipócrates, foi Paracelso (1491 – 1541). Dotado de um espírito questionador, iconoclasta e revolucionário, esse médico e alquimista, nascido em Zurique, abalou as estruturas acadêmicas de sua época, questionando os clássicos e afirmando a necessidade de se realizarem experiências e observações próprias para o conhecimento da ciência.

A medicina paracelsista é um retorno à filosofia da natureza, ao holismo.

Ele vê a pessoa submetida às mesmas leis e princípios que governam o universo; em suas palavras: “Assim como é em cima, é em baixo”. Para ele, a saúde é resultante da harmonia entre o homem (microcosmo) e o Universo (macrocosmo).

Paracelso aceita o princípio da cura pelo semelhante e prescreve: “Scorpio escorpionem curat”.

Samuel HahnemannNo Século XVIII, Samuel Hahnemann (1755-1843) nasce na Alemanha e inicia sua prática médica em 1779 em um ambiente em que imperava a falácia médicaica. Naquela época, sangrias, eméticos e purgantes eram receitados sem nenhum resguardo. Os médicos julgavam-se autoridades máximas, acima da natureza, e não duvidavam de seus métodos mesmo diante de desastrosas evidências do dano que causavam.Hahnemann frustra-se profundamente com a prática médica e decide abandoná-la em 1789.

Um de seus escritos reflete a angústia e o desânimo que pousaram sobre ele naquela época: “converter-me em assassino de meus irmãos era para mim um pensamento tão terrível que renunciei à prática para não me expor mais a continuar prejudicando”.

Essa postura mostra sintonia com a máxima hipocrática: “Primo nil nocere”, ou seja, primeiramente não prejudicar.Ele era um poliglota, consta que conhecia grego, latim, hebraico, árabe, caldeu, alemão, inglês, francês, italiano, espanhol, entre outras línguas. O conhecimento desses idiomas é decisivo no futuro de Hahnemann, pois, havendo abandonado a prática médica, começa a sobreviver realizando trabalhos de tradução. Traduz, sobretudo, obras médicas e científicas, retomando estudos de antigos mestres como Hipócrates, Paracelso, van Helmont, Sydenham, Boerhaave, Stahl e Haller.

A história registra sua personalidade prodigiosa, dotada de uma ímpar capacidade de observação e de agudo senso crítico. Foi quando trabalhava na tradução da Materia Medica de Cullen, em 1790, que um fato descrito por aquele autor chamou sua atenção. A Cinchona officinalis (quinina ou simplesmente quina) era usada na Europa, proveniente do Peru, para o tratamento do paludismo. Segundo explicações do autor do livro, a Cinchona atuaria fortalecendo o estômago e produzindo uma substância contrária à febre. Movido por curiosidade e intuição científicas, Hahnemann decide provar, nele mesmo, o medicamento.

Observou em si o aparecimento de sintomas semelhantes ao das crises febris da malária (esfriamento das extremidades, rubor facial, sonolência, prostração, pulsações na cabeça) ao ingerir a quina e seu desaparecimento ao cessar o uso. Repetiu várias vezes o experimento com a quinina e depois continuou fazendo provas com beladona, mercúrio, digital, ópio, arsênico e outros medicamentos. Inspirado pela obra de von Haller, que preconizava o estudo do medicamento na pessoa saudável, antes de ser ministrada ao doente, inclui seus parentes nas experiências, observa e anota pormenorizadamente os resultados.Depois de seis anos de pesquisas intensas,

Hahnemann dá à luz um “Ensaio sobre um novo princípio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicamentosas, seguido de alguns comentários a respeito dos princípios aceitos na época atual.” É assim que o ano de 1796 entra para a História da medicina como o ano de sistematização dos conhecimentos homeopáticos (para alguns o “nascimento” da homeopatia). Como vimos acima, os princípios já haviam sido enunciados por outros médicos anteriormente, mas é Hahnemann quem dá um corpo único, coerente, sintético, com fundamentos nitidamente compreensíveis à homeopatia. É curioso mencionar que foi ele quem cunhou os termos homeopatia (à qual também se referia como Arte de Curar) e alopatia (prática abusiva, agressiva e pouco eficaz).

A partir de 1801 Hahnemann começa a usar medicamentos dinamizados (técnica própria da homeopatia que visa ao desenvolvimento da força medicamentosa latente na substância e que consiste em submeter a droga a diluições e sucussões sucessivas) e observa que isso dá mais potência ao medicamento. Em 1810 publica sua obra fundamental, “Organon da Medicina Racional”, mais tarde, “Organon da Arte de Curar”. Em vida, chega a publicar cinco edições do Organon.

A sexta e definitiva edição vai para o prelo post mortem, em 1921.

Princípios da prática homeopáticaAlém da visão holística impressa em toda a obra de Hahnemann, ou seja, a visão do todo sobre as partes, há quatro princípios que orientam a prática homeopática, quais sejam:

Lei dos Semelhantes

Resultado de suas releituras dos Clássicos e, sobretudo, de suas próprias experiências, anuncia esta Lei universal da cura: similia similibus curantur. Exemplificando, um medicamento capaz de provocar, em uma pessoa sadia, angústia existencial que melhora após diarréia e febre, curará uma pessoa cuja doença natural apresente essas características.

Experimentação na pessoa sadia

A fim de conhecerem as potencialidades terapêuticas dos medicamentos, os homeopatas realizam provas, chamadas patogenesias; em geral são eles mesmos os experimentadores. Tipicamente não se fazem experiências com animais. Uma condição básica para a escolha dos provandos é que sejam saudáveis. Esses medicamentos são capazes de alterar o estado de saúde da pessoa saudável e justamente o que se busca é os efeitos puros dessas substâncias. A experimentação homeopática é completamente segura, uma vez que, simplesmente, a "medicação" é água diluída com água.

Doses infinitesimais

A preparação homeopática dos medicamentos segue uma técnica própria que consiste em diluições infinitesimais seguidas de sucussões rítmicas. Essa técnica “desperta” as propriedades latentes da substância. Toma-se o cuidado de prescrever a menor dose possível, porquanto o poder do medicamento homeopaticamente preparado é grande e há pessoas sensíveis a ele.

Medicamento único

A homeopatia é uma ciência muito criteriosa em sua prática. Primeiro o homeopata avalia se a natureza individual está a “pedir” intervenção com medicamento, pois esse é um dos meios que o médico tem para auxiliar a pessoa e não o único. Sendo o caso, usa-se um medicamento por vez, levando-se em conta a totalidade sintomática do paciente. Só assim é possível ver seus efeitos, a resposta terapêutica e avaliar sua eficiência ou não. Após a primeira prescrição é que se pode fazer a leitura prognóstica, ver se é necessário repetir a dose, modificar o medicamento ou aguardar a evolução.

É surpreendente que Hahnemann tenha enunciado os princípios da homeopatia no final do século XVIII, somente como resultado da observação, pois só no século XX (principalmente na segunda metade) é que a expressão integral desse preceito começou a ser notada pelos cientistas contemporâneos, com destaques para as pesquisas de George Vithoulkas, Masaru Emoto, Jacques Benveniste, Fritjof Capra, C.G.Jung, Lovelock, Lynn Margulis, Gregory Bateson, Humberto Maturana, Lorenz, Bohr dentre vários outros. É evidente que esta pequena lista mostra cientistas de ramos muito diferentes e que a relação de suas pesquisas com a homeopatia pode não ser direta.

Mas todos têm algo muito forte em comum: a ruptura com a visão cartesiana-positivista de parte substancial da ciência ocidental.

Depois de Hahnemann, a homeopatia expandiu-se por boa parte do mundo. Mas a expansão não foi linear, tendo seu desenvolvimento e sua aceitação atingido diferentes níveis nas várias regiões do mundo. Por exemplo, na Índia e no Brasil a homeopatia faz parte das políticas oficiais de saúde. Já na Argentina está banida das políticas públicas, chegando a ser praticamente proibida em algumas províncias.

Os medicamentos homeopáticosPara uma lista não exaustiva de medicamentos homeopáticos, veja Lista de medicamentos homeopáticos.

Argumentos a favor da homeopatiaA homeopatia tem uma visão integrada do ser humano, vendo-o como um todo onde corpo e psique são indissociáveis. Neste aspecto aproxima-se das medicinas clássicas orientais e do que viria a formar, no século XX, o pensamento sistêmico.

Fonte: www.portalunisaude.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Nova visão da Homeopatia, uma ciência sempre em evolução

A Homeopatia, como toda ciência, evolui continuamente a medida que seus pesquisadores mais hipóteses e dados vão acrescentando à sua teoria. Atualmente, uma nova forma de se falar sobre ela vem tomando forma, acompanhando essas novas descobertas e enfoques. Vamos aqui colocar essa nova explicação, complicada a princípio, mas talvez mais lógica e, porque não, algo que talvez traga menos conflito entre as diversas "facções" da Homeopatia, pois é generosa e nos contempla com explicações que se adequam à grande parte das correntes homeopáticas.

Homeopatia

1. Homeopatia

A Homeopatia é caracterizada por alguns princípios:

1.1 - o da experimentação no indivíduo são
1.2 -
o da similitude ( obedece a lei da semelhança )
1.3 -
o da totalidade do indivíduo,
1.4 -
vitalismo
1.5 -
medicamentos diluídos e dinamizados.

Cito, antes de começar, algumas palavras da Dra. Bastide, imunologista e pesquisadora francesa:

Similitude, totalidade do indivíduo e medicamento diluído e dinamizado "são um nonsence à ciência dominante a qual é baseada na lógica da matéria de acordo com o paradigma (modelo) mecanicista. Este paradigma (modelo) tem sido tão fecundo que nós pensamos nele como a única lei da racionalidade. Contudo, outros fatores fazem ser necessária a criação de um novo caminho de pensamento, porém precisamos ser racionais.

A função do corpo vivo é um desses fatores, o organismo vivo não pode ser considerado como um objeto:

Ele é heterogêneo
Ele funciona como um todo e não pode ser separado em seus diferentes elementos
Ele é continuamente modificado em função do tempo; ele tem uma memória fisiológica
E física, representada pelo sistema imune
Ele está num contínuo e irreversível processo de aprendizado.

1.1- Experimentação no homem são

Umas das grandes observações de Hahnemann postas em prática foi o de que, se um homem são tomava determinadas ( uma de cada vez) substâncias por um certo tempo, ele começava a apresentar sintomas que ele não apresentava normalmente sem toma-las. E estes sintomas agrupados pareciam relatos de uma doença artificial. E quando um indivíduo doente aparecia em sua clínica, se alguns dos sintomas importantes e bem marcados de seu paciente era do grupamento de um dos medicamentos, e se este medicamento era dado ao paciente, ele melhorava muito.

E estes grupamentos de sintomas de medicamentos, tanto físicos como mentais, foram sendo colocados em livros chamados de matéria médica homeopática.

Para se fazer esta experimentação homeopática várias regras tem que ser seguidas, como em um modelo experimental, para serem válidas. E elas são feitas até hoje, com substâncias novas, para aumentar a matéria médica, e com as já experimentadas, para aperfeiçoa-las.

Toda substância que tem sua experimentação feita é considerada medicamento homeopático.

1.2 - Similitude

A "Homeopatia é a clínica da similitude" como diz o Dr. Matheus Marin, médico e pesquisador brasileiro.

Um ser doente apresenta vários sintomas, sendo que uns são mais completos, menos indefinidos que outros.

Exemplificando:

Um doente tem (1)febre as 4 horas da manhã, com calafrios; (2)manchas roxas na perna esquerda que pioram com calor, (3)frio; (4)suor com febre; (5)falta de apetite; (6)fica agressivo quando com febre e agride quem está próximo.

Os sintomas (1); (2) e (6) são mais completos e são eles que vão indicar o medicamento. O medicamento vai ser procurado na matéria médica, e os sintomas do paciente são semelhantes aos dos sintomas do medicamento que vai ser escolhido para ele tomar.

Ainda segundo a dra. Bastide, "o medicamento homeopático é a representação mimética (semelhante) da doença",.

1.3 - Totalidade sintomática

Para a Homeopatia não temos um corpo com um monte de orgãos e tecidos. Temos um ser em que orgãos e tecidos formam um corpo a seu serviço. Então, os vários sintomas de uma doença de um ser dizem respeito a todo seu corpo, porque sua totalidade de componentes responde à unidade que é o SER.

Hahnemann já pressupunha que o corpo humano é uma unidade, no sentido que ele não funciona em partes independentes umas das outras sem uma finalidade, e sim partes que funcionam harmonicamente para constituir uma ser. E, por conseguinte, quando uma parte adoece, o todo se compromete e todo o ser adoece.

O medicamento homeopático quando é tomado age no corpo todo ao mesmo tempo, em todas suas lesões. Ele também pode ser usado para agir localmente, mas é um uso pobre da Homeopatia. ( que não se confunda isso com a Homeopatia francesa feita com eficiencia.)

1.4 - Vitalismo

Vitalismo, na realidade, é uma corrente filosófica médico biológica, que segundo o Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa Folha/Aurélio, é a "doutrina que afirma a necessidade de um princípio irredutível ao domínio físico-químico para explicar os fenômenos vitais."

Isto envolve a questão do corpo dos seres vivos - é um amontoado de órgãos funcionando ao mesmo tempo? Tem alguma função fora funcionar? Algo o regula e harmoniza? Algo rege o funcionamento do corpo, fazendo-o funcionar harmoniosamente ?

O que seria este regente ? Seria a alma?

Hahnemann achava que há uma força que rege o funcionamento do corpo, como nos diz em vários de seus parágrafos no Organon ( livro que descreve as regras de Hahnemann para a Homeopatia ), a força vital e a separava do "espírito que nele habita".

Ele não sabia a natureza dessa força, e dizia não ser dado aos mortais saberem, mas a comprovava na prática clínica, pois como não acreditar que se regulando esta força vital o ser se reequilibrava (curava), se ele via isso na prática, feito com um só medicamento ?

1.5 - Medicamento diluído e dinamizado, e único ?

Ao transportar para a prática clínica os conhecimentos da experiência no homem são e da lei dos semelhantes, Hahnemann verificou que nas doses habituais ou ponderais algumas vezes a ação da substância agravava ( os sintomas eram muito intensos) muito o enfermo e passou a dilui-las.

Quando Hahnemann se intoxicou com a tintura da planta "china" (Chinchona officinallis), para experimenta-la, ele apresentou sintomas graves que poderiam inclusive ter lesado seu organismo (sintomas fortes de febre alta, calafrios, etc.), num quadro sintomático muito parecido com o da malária, e que melhorou só após dias depois dele ter parado de toma-la.

Provavelmente "a exemplo do que fazemos intuitivamente com um suco que está muito forte ou concentrado, diluindo-o, também Hahnemann passou a diluir as substâncias com as quais trabalhava, na tentativa de suavizar os sintomas de intoxicação dos indivíduos sadios durante a intoxicação , bem como os sintomas de agravação nos indivíduos doentes, em tratamento através da lei dos semelhantes".

E observou que tanto mais diluída, maior era a ação curativa e menores as agravações .

A grande surpresa foi que, nos sintomas de experimentação, ou seja, na patogenesia, fazendo a diluição e sucussão, ao invés dos sintomas diminuírem, foram ficando cada vez mais acentuados e sutis, de acordo com a sensibilidade dos experimentadores.

E chegou "naquilo que hoje conhecemos como doses infinitesimais".

" Graças as observações de Hahnemann, os remédios escolhidos de acordo com o pricípio de similitude são mais poderosos quando dados diluídos e succionados: a 'potencialização' ou dinamização aumenta a eficácia do medicamento ainda que as moléculas não estejam mais teoricamente presentes (além do número de Avogrado 10 -23, isto é, o número de moléculas/ molécula-grama)".

Como ele chegou a isso, exatamente, não se sabe. Pode ser que tenha percebido que agitando, o poder medicamentoso da substância aumentava. Mas o mais provável é que ele tenha retirado esse procedimento da alquimia, mas não divulgou por receio de aumentar a ira e a rejeição que a Homeopatia despertava na medicina oficial.

Hahnemann preconizava o medicamento único nas experimentações, por se a única maneira de se avaliar e individualizar o real poder medicamentoso da substância que estava sendo experimentada.

Depois disso, alguns homeopatas dizem que isso é só para as experimentações, outros que seria tanto para o uso nas experimentações como nos tratamentos clínicos.

O fato é que, se as substâncias foram experimentadas isoladas, como prever sua ação quando dada junto a outras ?

2. A Homeopatia hoje

Alguns fatos caracterizam a Homeopatia hoje, notadamente no Brasil, que é onde a autora está :

1. Está se passando por um revisionismo das matérias médicas e do repertório, visando passar a limpo as traduções e corrigir possíveis equívocos desta.
2.
Está se retomando a leitura dos textos antigos, para a apreensão da linha de pensamento dos homeopatas antigos e de Hahnemann, para tentar impor uma linha mestra na Homeopatia atual que condiza mais com suas origens.

3. A Homeopatia hoje em dia, a grosso modo, tem os seguintes "grupos" de estudo:

Estudo da teoria homeopática (estudo da filosofia desde a antigüidade, das teorias filosóficas que influenciaram Hahnemann, estudo do vitalismo e da similitude, etc.)
Estudo do repertório ( busca dos autores responsáveis pelos sintomas, verificação de traduções, confrontação entre mesmos sintomas em autores diferentes, etc.)
Estudo da matéria médica, ( idem anterior)
Estudo da prática clínica (aperfeiçoamento e aplicação da teoria para a prática),
Pesquisas nas quatro áreas (novas experimentações, re-experimentações, acréscimos de novos sintomas -confiáveis- ao repertório, verificação do modo de ação do medicamento homeopático, desenvolvimento de modelos científicos para sua comprovação, troca de informações com outras ciências, como física, etc. ).

3. A Homeopatia e a veterinária

A Homeopatia é uma terapêutica trabalhosa de ser estudada. Exige muita dedicação, estudo e uma disposição forte para conseguir enxergar outros modos de ver a cura que não seja somente a da medicina oficial.

Também é altamente desejável que o clínico faça um curso regular, se possível. Economiza muito tempo de práticas inúteis e dá embasamento para que ele clinique com mais segurança, por ter noção do que está ocorrendo com seu paciente.

É perfeitamente possível usar a Homeopatia em animais. Essa autora falará mais sobre cães, pois é esta raça, e gatos, que ela atende.

Tanto quanto em humanos, é possível fazer uma Homeopatia de primeiro nível, tratando os animais só pelas lesões observadas nos diversos órgãos e sintomas das doenças, e de segundo nível, observando também sua personalidade e as alterações dela na doença.

Interessante também observar que cães e gatos tem personalidade observável, com sintomas interessantes e individualizastes, porém há de se destacar que, para enxergar este tipo de sintoma, o veterinário precisa se propor a observar com muita atenção seu paciente, e fazer uma coisa que veterinários em geral não o fazem, que é estudar o comportamento, a etologia, a ecologia dos animais que trata. Como para a Homeopatia interessa os sinais e sintomas de alteração do ser, é muito importante saber o seu normal para não valorizar sintomas que são comuns a espécie.

Bibliografia

1. NASSIF, M. Regina Galante- "Compêndio de Homeopatia - vol. 1" ,
1ª edição, Robe Editorial, Brasil, 1995.
2. BASTIDE, Madeleine. - "Homeopathy: a communication process" .

Fonte: www.homeopatiaveterinaria.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Breve histórico da LHRS

Corria a década de 1940.

A Homeopatia Brasileira ressentia-se de repetidas derrotas no plano acadêmico. Conseqüentemente, pouquíssimos médicos se declaravam homeopatas.

O Dr. David Castro, pernambucano, nascido no Recife em 1915, era um dos poucos. Formado em medicina na Bahia e em Homeopatia no Rio de Janeiro, veio instalar-se no Rio Grande do Sul por recomendação do Professor Dr. José Emygdio Galhardo.

Dia da Homeopatia
David Castro

Resolvendo organizar uma entidade que congregasse os adeptos da Homeopatia, por iniciativa do Dr. David Castro, foi realizada uma sessão no “Centro Paulista” no dia 21 de março de 1941. Unanimamente foi aceita a idéia da criação da Liga Homeopática do Rio Grande do Sul (LHRS), destinada à propaganda e difusão da Homeopatia. Foi eleita uma diretoria provisória, tendo como presidente o Dr. Sabino Menna Barreto, vice-presidente o Dr. Alfredo Ludwig, 1º tesoureiro o Sr. Luiz G. Klein, orador o Dr. Souza Lobo e diretor de propaganda o Dr. David Castro, entre outros cargos.

Ao confeccionarem e registrarem seus estatutos inicia-se o trabalho da instituição. Seu diretor de propaganda, Dr. David Castro, apresenta programa radiofônico na Rádio Farroupilha, bem como colabora regularmente com crônicas homeopáticas nos diários locais, patrocinado pela farmácia de Luiz G. Klein & Cia.

A partir da doação de um terreno pela firma Irmãos Bernardi, inicia-se a construção do primeiro dispensário homeopático no Passo da Areia. Foram três dispensários em Porto Alegre, nº 1 em 1942, nº 2 em 1944 e nº 3 em 1952. Todos foram considerados de utilidade pública, tanto em nível Federal, quanto Estadual e Municipal.

Em 1943 foi inaugurado o primeiro monumento à Homeopatia em praça pública na América do Sul: a herma de Hahnemann do Parque Farroupilha, comemorando o centenário da morte do fundador da Homeopatia, e em 1944, também por iniciativa da LHRS, foi instalado em Porto Alegre o primeiro Congresso Sul-Americano de Homeopatia, presidido pelo Dr. David Castro. O congresso teve a presença de médicos argentinos, uruguaios e do centro do país, com o apoio do governo do Estado.

Em 1952, realizou-se o 4º Congresso Brasileiro de Homeopatia, também sob a presidência do Dr. David Castro. Este congresso, oficializado pelo Governo do Estado, foi realizado em maio para comemorar o centésimo aniversário do Dr. Licínio Cardoso, em continuação ao 3º congresso de São Paulo. Na ocasião, outra herma foi inaugurada no Parque Farroupilha pelo governador do Estado, Gen. Ernesto Dornelles, desta vez em memória ao Dr. Licínio Cardoso. Após o término do Congresso, a LHRS contribuiu para a inauguração de outro monumento, desta vez em Lavras do Sul.

O Dr. David Castro representou a LHRS em diversos congressos brasileiros, nos Estados Unidos e Europa difundindo a Homeopatia gaúcha pelo mundo.

O Boletim de Homeopatia, órgão oficial da LHRS, foi publicado regularmente de 1941 a 1963, totalizando 186 números publicados. Inicialmente chamava-se Revista de Homeopatia, trocando de denominação em 1944 por não inserir anúncios.

Em 1959 a LHRS apresenta moção, aprovada por unanimidade no 7º Congresso Brasileiro de Homeopatia, criando o Dia da Homeopatia no Brasil a ser comemorado sempre no dia 21 de novembro, data da chegada de Benoit Mure no Brasil.

No decorrer de 1961 realiza-se em Porto Alegre o 2º Simpósio Latino-Americano de Homeopatia, organizado pela LHRS e sob a presidência do Dr. Thomas Paschero.

Na década de 70 recomeça o atendimento médico dos dispensários homeopáticos pelo Dr. Arno Caye. Durante muito tempo esta magnífica obra social ressentiu-se da falta de médicos homeopatas que se dispusessem ao trabalho voluntário. O próprio Dr. David Castro tentou diversas estratégias para suprir essa carência. Isto só foi possível quando a LHRS passou a servir de sede para prática de cursos regulares de Homeopatia que se estabeleceram com a regulamentação da Homeopatia como especialidade médica a partir dos anos 80.

A LHRS continua funcionando em sua sede na Av. Getúlio Vargas nº 169, antigo dispensário homeopático nº 3, prestando atendimento médico e veterinário homeopático após mais de 60 anos de história, marco fundamental da Homeopatia Gaúcha e Brasileira.

Ben-Hur Dalla Porta

Fonte: www.ligahomeopaticars.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Princípios da Homeopatia

Alopatia

Princípio dos contrários para combater as doenças

Ex: antiinflamatórios e antitérmicos

Perda da visão do ser humano como um todo
Muitas especialidades médicas
Muitos exames clínicos
Alto consumo de medicamentos com efeitos colaterais
Alto custo dos tratamentos

Homeopatia

Princípio da similitude

Observação experimental de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas em um indivíduo sadio é capaz de curar, desde que em 3 doses adequadas, um doente que apresenta sintomas semelhantes.

Visão completa do ser humano
Menor consumo de medicamentos
Menor custo do tratamento
Melhor relação médico x paciente

História

Hipócrates (468 a 377 a.C.) relatou o fenômeno da semelhança, mas não aprofundou seus estudos
Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843, Alemanha)
Médico alopata, que se desiludiu com os processos de cura da época, buscando novas formas de tratamento.
1790 traduziu a Matéria Médica de William Cullen.

Passou a fazer experimentos em si mesmo ingeriu por dias a China off (quinino) e passou a ter sintomas da malária, ao parar de tomar o medicamento voltava ao normal.

Deve haver portanto uma identidade entre doença e droga ingerida

Christian Friedrich Samuel Hahnemann
Similia similibus curantur (Hipócrates)
Confirmou esta hipótese a partir de experimentos em pacientes sadios e doentes, com resultados positivos.
Para a história da medicina introduziu pela primeira vez a pesquisa objetiva e sistemática.
1790 a 1796 experimentou numerosas substâncias sobre sinais e sintomas provocados por drogas tóxicas adotou as doses infinitesimais (diluições para diminuir efeitos tóxicos.
1796 publicou seu 1º trabalho científico.

Cristian Friedrich Samuel Hahnemann (final)

1805 com ajuda de discípulos, publicou a primeira matéria médica homeopática, com 27 substâncias ensaiadas.
1810 publicou Organon da arte de curar.
1811 publicou Matéria médica pura.
1828 publicou Doenças crônicas, onde encontrou um fator desencadeador das reincidências, chamado miasma.
Escreveu um total de 21 livros e 25 traduções.

No Brasil

1840 Dr. Benoit Jules Mure (médico francês) deu início à Homeopatia.
1965 primeiras leis específicas.
1976 1ª. Farmacopéia Homeopática Brasileira.
1997 2ª. Farmacopéia Homeopática Brasileira.

Fundamentos da Homeopatia

Especialidade médica e farmacêutica que consiste em ministrar ao doente doses mínimas do medicamento, de acordo com a lei dos semelhantes, para evitar a agravação dos sintomas e estimular a reação orgânica na direção da cura.

Quatro princípios básicos:

A lei dos semelhantes,
A experimentação no homem sadio,
As doses mínimas e o medicamento único.

Lei dos semelhantes

Qualquer substância capaz de provocar em um homem sadio, porém sensível, determinados sintomas é capaz de curar, desde que em doses adequadas, um homem apresente um quadro mórbido semelhante, com exceção das lesões irreversíveis.

Patogenesia: conjunto de sinais e sintomas físicos ou emocionais que um organismo apresenta ao experimentar determinada substância medicinal.

Simillimum

Medicamento que abrange a totalidade dos sintomas de um homem doente.

Enfermidade

Reação insuficiente do organismo diante da doença.

Medicamento e doença podem provocar sintomas semelhantes

Haverá sincronismo da reação orgânica,que evoluirá para melhora ou cura.

Processo de dinamização do medicamento

Para evitar piora inicial do paciente e estimular a reação orgânica.

Experimentação no homem sadio

Experimentação patogenésica, homeopática ou pura.

Procedimento para testar substâncias medicinais em indivíduos sadios para elucidar os sintomas que irão refletir sua ação.

Doses mínimas

Hahnemann

No início da experimentação:

Usava medicamentos na forma de tintura,
Não usava as doses diluídas e potencializadas pela dinamização.

Após alguns experimentos:

Além de diluir passou a imprimir agitações violentas, chamadas de sucussões para:

Diminui efeitos tóxicos das altas doses,
Diminuir efeitos negativos da agravação dos sintomas, e
Aumento da reação orgânica.

Doses mínimas

Dinamização: processo farmacotécnico onde se faz o uso de diluições infinitesimais e potencializadas pelas fortes agitações na manipulação do medicamento.

Dia da Homeopatia

Medicamento único

Durante a experimentação patogenésica testa-se apenas um medicamento por vez

Obter as características farmacodinâmicas da substância testada

O medicamento único é o mais difícil de ser realizado na prática, pois exige do médico conhecimento profundo da matéria médica homeopática.

Escolas Homeopáticas

Unicista: o médico prescreve um único medicamento (o Simillum)
Dose única (Kentismo):
medicamento único e dose única em alta potência.
Plurarista ou alternismo:
dois ou mais medicamentos a serem administrados em horas distintas, atingindo a totalidade dos sintomas.
Complexista:
dois ou mais medicamentos a serem administrados simultaneamente ao paciente.
Organicista:
prescrição de medicamento visando aos orgãos doentes, considerando a queixa imediata do paciente, sem levar em conta os sintomas mentais e emocionais.

Atenção: o farmacêutico homeopata deve preparar o medicamento sem partidarismo.

Processo Saúde-Doença na Homeopatia

Fenômeno Vital

Força vital: mantém o organismo em harmonia.
Realidade humana:
física, emocional e mental.
Saúde:
estado de equilíbrio dinâmico que abrange a realidade humana e suas interações com o meio.
Doença:
esforço da força vital para restabelecer o equilíbrio.

Processo de Cura

James Tyler Kent (1849-1916) modificou e difundiu postulados de Constantin Hering (1800-1880) como “lei de cura de Hering”, que são:

Os sintomas devem desaparecer na ordem inversa do seu aparecimento.
A cura progride do alto do corpo para baixo.
A cura progride dos órgãos mais nobres para os menos nobres.
O corpo exterioriza os sintomas (eczemas, urticárias, diarréias e vômitos etc).
Os antigos sintomas podem reaparecer.

Há controvérsias sobre o fato de que Hering postulou estas leis de cura e de que estas leis sejam válidas em todos os tratamentos.

Classificação das Doenças

Alopatia: doença crônica e aguda.

Homeopatia:

Quadros agudos de uma doença podem ser conseqüências de estados crônicos ocultos.
Doenças epidêmicas e infecciosas: depende da força vital do indivíduo.
Doenças de desvios alimentares ou higiênicos.
Doenças traumáticas.
Para Hahnemann:
doenças crônicas são explicadas pela teoria dos miasmas.

Miasmas

O organismo esgotado procura alívio reagindo através de 3 tipos de manifestações:

Psora: com alergias e manifestações cutâneas, serosas e mucosas.
Sicose:
com verrugas ou neoformações.
Sífilis (não confundir com a doença):
destruição dos tecidos através de úlceras, fístulas e furúnculos.

Recomendações ao Paciente

O paciente deve informar ao médico e ao farmacêutico, se apresentar:

Diabetes, pois não deverá usar glóbulos contendo sacarose.
Alergias a álcool, intolerância a lactose ou outras enfermidades relacionadas.

Recomendações durante o tratamento homeopático:

Tomar medicamento na hora correta, porém qualquer mudança no estado de saúde (agravamento), o médico precisa ser comunicado.
Evitar chá, café e álcool, junto com o medicamento.
Se diluir medicamento em água, usar pouca água, de forma que ao beber o medicamento diluído este seja absorvido na boca ou esôfago.
Evitar escovar os dentes usando pasta de dentes, cerca de 10 minutos antes ou depois de tomar o medicamento
Medicamento deverá ser gotejado ou dissolvido na boca, no caso de sólidos (glóbulos), evitar usar as mãos para segurar o medicamento.
Dúvidas? Contatar médico ou farmacêutico Homeopata
Conferir o rótulo do medicamento.
Evitar a automedicação.

A Homeopatia trata o paciente, portanto você pode recomendar o tratamento homeopático para outras pessoas, mas NUNCA recomendar o medicamento.

Recomendações para Uso do Medicamento

Não guardar em locais com cheiro forte, excesso de luz, calor, umidade e nem próximos a aparelhos que emitem radiações (televisão, telefones, celulares, computador, rádio, alto-falante).
Guardar em local seco, caixas exclusivas, sem sol.
Manter fora do alcance de crianças.
Não recomendar medicamentos homeopáticos a amigos ou parentes.
Sempre verificar a validade do medicamento.

Se viajar:

Avião: Não deixar o medicamento ser exposto a raios-X, em aeroportos. Procure levar o medicamento no bolso e junto a receita médica e, se possível, com um atestado da farmácia para seu medicamento.

Carro: Evitar deixar no porta luvas, junto com celulares e expostos ao calor e luz.

Bibliografia

Associaçao Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas. Manual de normas técnicas para farmácia homeopática. 1995.80p.
Farmacopéia Homeopática Brasileira. 2.ed. São Paulo, Atheneu, 1997
Fontes, O. L.; Cesar, A. T. Farmácia homeopática : teoria e prática. 2.ed. Manole, 2005. 354pSalvatore-Meira, A. , Pres. Dpto Homeopatia da SMCC.
Comunicação pessoal, 2008. http://www.salvatoremeira.com.br www.salvatoremeira.com.br 23
Poltronieri, E. T. et al. A Lei de Hering Revisitada, Cultura
Homeopática, p. 10-12 , abr-mai-jun, nº 11, 2005, disponível em http://www.escoladehomeopatia.org.br/download/CH%2011.pdf

Fonte: www.salvatoremeira.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Neste dia, no ano de 1840, chegava na região litorânea que divide os estados do Paraná e Santa Catarina conhecida atualmente por Barra do Sahy, o médico homeopata francês Dr. Benoit Mure. O Dr. Mure foi o responsável pela introdução da homeopatia no Brasil há 164 anos.

Ele veio para esta região para criar uma comunidade industrial de máquinas a vapor e, ao mesmo tempo, implantou o primeiro instituto de formação em Homeopatia que se tem registrado na história brasileira. É fácil imaginar que devido à grandiosidade do seu projeto e as condições da região na época, ele não obteve os resultados esperados, lembrando que hoje a cidade de Joinvile-SC, localizada na mesma região, representa um importante pólo da industria mecânica no estado de Santa Catarina.

Por este motivo, as instituições homeopáticas brasileiras comemoram no dia 21 de novembro o Dia Nacional da Homeopatia.

Neste ano de 2004, a comunidade homeopática está comemorando também o fato do Ministério da Saúde estar analisando o projeto de Política Nacional para as Medicinas Naturais e Práticas Complementares, que visa a implantação da homeopatia, acupuntura, antroposofia e fitoterapia no SUS – Sistema Único de Saúde.

A aprovação deste projeto representará a conclusão de um longo trabalho que a Associação Médica Homeopática Brasileira vem realizando há anos com o objetivo de disponibilizar a opção pelo tratamento homeopático na rede pública de saúde.

Muitas cidades brasileiras já oferecem este serviço, mas, sem dúvida alguma, a possibilidade de estende-lo a todas as cidades brasileiras representará um grande avanço no trabalho de conservação da saúde por se tratar de uma medicina de custos bastante reduzidos e com excelentes resultados práticos, apesar das polêmicas tentarem mostrar o contrário.

Fonte: www.homeopathicum.com

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

A Homeopatia ou Homeoterapia é um método de tratamento medicamentoso que se baseia na lei dos semelhantes. Ela é considerada uma especialidade terapêutica e não parte da medicina alternativa, sendo reconhecida pela Associação Médica Brasileira.

Uma pergunta muito freqüente por parte do paciente é a formação do médico homeopata. Há necessidade de se fazer um curso de Pós-Graduação lato sensu com duração de três anos.

A Homeopatia surgiu em 1796 através de um médico alemão, Samuel Hahnemann que viveu de 1755 a 1843. Hahnemann foi um verdadeiro revolucionário, pois não satisfeito com a medicina da época, passou a viver de traduções de livros, sendo conhecedor de várias línguas; foi quando teve o grande "estalo" e descobriu um novo princípio para as ciências médicas.

Hahnemann publicou várias obras de Homeopatia, tendo sido considerado um gênio, combatendo o uso indiscriminado de medicamentos feito em sua época. Formou inúmeros discípulos.

No Brasil, a Homeopatia foi introduzida em 1840 por um grande homeopata francês Benoit Mure que chegou ao Rio de Janeiro no dia 21 de novembro, daí ser esta data comemorada entre nós como o "Dia da Homeopatia".

Atualmente temos inúmeros profissionais médicos, veterinários, dentistas e farmacêuticos homeopatas distribuídos por todo o Brasil. Os conhecimentos dos medicamentos estão cada vez mais ampliados e muitas substâncias estão sendo pesquisadas.

Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de produtos dos três reinos da natureza: vegetal, mineral e animal, segundo técnica própria. Os nomes dos medicamentos são escritos em latim, daí certas pessoas os acharem estranhos.

O médico homeopata precisa fazer um bom estudo de cada doente, analisando todos os seus sintomas, individualizando cada caso, a fim de encontrar o medicamento adequado.

Fonte: Saúde Vida Online

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

A palavra homeopatia tem origem grega e significa a mistura das palavras ‘semelhante’ e ‘doença’. O tratamento segue a lei que “os semelhantes curam-se pelos semelhantes”.

É que o método fornece ao paciente doses extremamente pequenas de agentes que produzem os mesmos sintomas em pessoas saudáveis, quando expostas a quantidades maiores. Os medicamentos são preparados com produtos de origem vegetal, mineral e animal.

No Brasil, comemoramos o dia da homeopatia em 21 de novembro. A data está ligada à visita do renomado homeopata francês Benoit Mure ao Rio de Janeiro.

Foi nessa ocasião, no ano de 1840, que ele deu início aos estudos homeopáticos aqui no país.

Após 11 anos, sua contribuição foi enorme. A homeopatia entrou para a prática médica e passou a integrar os recém criados cursos acadêmicos.

Outras conquistas vieram com o tempo. Entre as leis específicas para a farmácia homeopática, vieram dois decretos, um que permitiu aos farmacêuticos manipular os medicamentos e outro que aprovou a primeira edição da Farmacopéia Homeopática Brasileira.

Ou seja, a partir de então, existia um catálogo oficial contendo as normas e informações da medicina homeopática.

Porém, só depois de passadas quatro décadas da chegada do Dr. Benoit Mure ao Brasil é que o Conselho Federal de Medicina reconheceu a homeopatia como especialidade médica.

Hoje ela é reconhecida pela Associação Médica Brasileira como especialidade terapêutica e não faz parte da medicina alternativa.

É aplicada por profissionais de várias áreas como: médicos, veterinários, dentistas e farmacêuticos.

Muitos acreditam que os princípios gerais da homeopatia têm origem há cerca de 2.500 anos. Já nos manuscritos do filósofo Hipócrates, é possível ler que a arte médica consiste “na capacidade de observação do médico, no estudo do doente ao invés da doença, na leitura prognóstica dos problemas do paciente e no auxílio natural ao organismo para a conquista da saúde”. Itens semelhantes à prática homeopata.

Fonte: www.presenteparahomem.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

Homeopatia, palavra de origem grega que significa o "sofrimento semelhante" ou "doença", é um ramo da medicina criado e desenvolvido pelo médico Christian Friedrich Samuel Hahnemann, nascido na Alemanha em 1755 e falecido na França em 1843.

Aos 24 anos havia se formado médico na Alemanha e dez anos depois, já estava desiludido com a medicina, porque era tão agressiva e perigosa, que fazia os pacientes morrerem durante o tratamento, uma vez que não existia um princípio lógico na administração dos remédios.

Em 1789, deixou de clinicar e passou a se dedicar somente à tradução de livros. No ano seguinte, ao traduzir um livro de Willian Cullen, observou que a descrição dos quadros de intoxicação por quinino, e sua semelhança com o quadro clínico da malária, doença tratada com essa substância. Percebeu, assim, o "princípio da semelhança", do qual originou toda a base do tratamento homeopático.

Mas é nos escritos de Hipócrates, "pai da medicina moderna", que encontramos essa verdade terapêutica, descrita nos dois princípios básicos da cura: o "princípio da semelhança" (os semelhantes se curam pelos semelhantes) e o "princípio dos contrários" (os contrários se curam pelos contrários). Este último princípio, adotado no primeiro século, pelo médico grego Claudius Galeno, chegou aos nossos dias, onde os tratamentos são feitos à base de "antis" : antibiótico, antiinflamatório, etc.

Depois dessa descobeta, Hahnemann voltou a clinicar e passou a experimentar em si mesmo um número cada vez maior de substâncias.

Após seis anos de intenso trabalho e observação clínica rigorosa, em 1796, publicou seu primeiro artigo sobre o assunto e, em 1810, publicou a primeira edição de seu livro mais importante: "O Organonda a Arte de Curar". Assim, Hahnemann concluiu que a enfermidade é uma entidade única que se modifica e apresenta várias facetas em função dos tratamentos aplicados e que os sintomas, muitas vezes confundidos como outras doenças, na verdade, são "pedaços" dessa única enfermidade crônica.

Em 1810, o brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva , o Patriarca da Independência, um grande naturalista e estudioso da mineralogia, conheceu a teoria homeopática através de contatos feitos por cartas com Samuel Hahnemann, o maior químico da época.

Em 1840, vindos da França, chegaram ao Rio de Janeiro o médico Benoit Jules Mure, para implantar uma colônia societária com mais cem famílias. Em sua curta estada no Rio, o Dr. Bento Mure, como era conhecido, clinicou e difundiu a Homeopatia através de curas "miraculosas". Nesse período, conheceu o Dr. Souto Amaral, célebre cirurgião brasileiro, que abraçou a Homeopatia através de seus ensinamentos.

Após receber a licença imperial, Benoit Mure partiu para colonizar a península do Sahy, na divisa do Paraná com Santa Catarina, aonde chegou em 21 de novembro, data escolhida para a comemoração da Homeopatia e dos Homeopatas, no Brasil.

Fonte: www.trabalhonota10.com.br

Dia da Homeopatia

21 de Novembro

HISTÓRIA DA HOMEOPATIA NO BRASIL

INTRODUÇÃO

A homeopatia tornou-se, pela eficácia de sua possibilidade terapêutica e pelo mérito daqueles que a aplicaram, uma opção procurada pelos médicos brasileiros e demandada pela população.

O Brasil hoje é um dos países com maior número de médicos homeopatas do mundo. Não somente em quantidade, mas em qualidade, graças aos bons cursos de formação, aliados a uma boa atuação da Associação Médica Homeopática Brasileira e de suas federadas, e também a uma boa relação com os farmacêuticos homeopatas, que possibilitam tratamentos oferecendo medicamentos com boa padronização de preparação, na formulação prescrita e com fonte de matérias-primas e tinturas mães confiáveis.

Isto não aconteceu por acaso! Houve muito esforço, trabalho e dedicação por parte de muitos homeopatas brasileiros que por este ideal trabalharam incansavelmente.

Vamos lembrar um pouco da história deste país maravilhoso, que ressurge como uma nação que muito pode, e que deve caminhar um pouco mais para poder frutificar tudo o que pode.

UM POUCO DA HISTÓRIA DO BRASIL

Este é um país de dimensões continentais, o 4º em tamanho contínuo. Atualmente com uma população estimada em cerca de 170.000.000 habitantes. Foi originalmente povoado por centenas de nações indígenas ligadas a dois troncos lingüísticos mais divulgados, o Tupi e o Guarani. Deles herdamos alimentos como a farinha de mandioca e o milho e os hábitos de dormir em redes e de tomar banho todo dia.

Nosso país continental foi invadido pelos europeus a partir de 1500, completando este ano 506 anos. Foi a princípio colonizado pelos portugueses, e desde então teve início uma série interminável de saques de bens naturais: escravizando índios e, em um segundo momento, africanos, para a extração de pau-brasil, o cultivo de cana-de-açúcar litorânea e a garimpagem das minas de diamante e de ouro dos sertões

Depois de 1808, com a abertura dos portos, quando a família real portuguesa (Dom João VI) veio para o Rio de Janeiro, fugindo de Napoleão Bonaparte, o Brasil passou a ter comércio internacional e foi se instalando como Nação.

Teve sua independência (!) proclamada em 1822, pelo então príncipe Dom Pedro I, que consolidou uma monarquia no país até 1889, findada com a proclamação da República. Transformou-se em uma nação baseada no modelo norte-americano, incluindo a inspiração de seu nome: Republica Federativa dos Estados Unidos do Brasil. Páginas tristes, como as guerras de Canudos na Bahia, do Contestado em Santa Catarina e Paraná e a do Paraguai, marcam o acesso tumultuado à República.

Essencialmente um país agrícola, na primeira metade do século XX o Brasil contou com europeus e japoneses fugindo das grandes guerras, inicialmente utilizados em substituição aos escravos e posteriormente seguindo uma política que visava ao ‘branqueamento da raça brasileira’. Em algumas cidades de Santa Catarina ainda fala-se o alemão como língua corrente. A industrialização se iniciou somente depois da quebra da bolsa de Nova York (1929). Sob a palavra de ordem de ‘crescer 50 anos em 5’, Juscelino Kubitschek trouxe ao país nos anos 60 a primeira fábrica de automóveis – a Volkswagen -, acelerou o crescimento urbano e fez erigir, com suor e braços nordestinos contratados para a imensa obra, uma nova capital.

Nas duas últimas décadas o Brasil tem se destacado no cenário mundial tanto no aspecto econômico como no político, como uma nação de futuro: principal economia da América Latina, forte exportador de minério de ferro, soja e aviões, auto-suficiência em petróleo, um aço competitivo, o mais informatizado sistema eleitoral do mundo, e um turismo procurado por suas montanhas, festas religiosas, culinária ímpar e um litoral indizível. Nosso acervo de bens culturais inclui o forró, frevo, candomblé, feijoada, tapioca e multicoloridos artesanatos. Porém o maior patrimônio brasileiro, como comprovou Darcy Ribeiro, é seu povo criativo, essa feliz mescla dos intercruzamentos sucessivos entre índios, negros, europeus e asiáticos.

A HOMEOPATIA NO BRASIL

Logo no início do século XIX, ainda em 1810, quando Samuel Hahnemann ainda estruturava as diretrizes da medicina homeopática, José Bonifácio de Andrada e Silva (o Patriarca da Independência) conheceu a teoria homeopática por meio de cartas com Hahnemann. José Bonifácio era um naturalista dedicado com destaque na mineralogia. Sendo Hahnemann, um grande químico da época, detinha vasto conhecimento naquela área, fato que os aproximou. Hahnemann, através de suas cartas a José Bonifácio, apresentou-lhe a Homeopatia, como fazia habitualmente a seus correspondentes, ansiando que esta ciência ganhasse o máximo de terreno possível no mundo.

Um ano depois, em 1811, novas informações sobre a Homeopatia no Brasil. O Prof. Dr. Antônio Ferreira França, que ministrava aulas na Faculdade de Medicina e Cirurgia da Bahia, fazia considerações descabidas e maledicentes sobre esta, desestimulando novos alunos a terem contato com o conhecimento homeopático.

Por volta de 1836, surgiram os primeiros fatos oficiais em relação à Homeopatia. Neste ano, a Academia Imperial de Medicina publicou artigos que tratavam sobre a doutrina homeopática falseando e deturpando as colocações feitas por Samuel Hahnemann, no Organon da Arte de Curar, editado em 1826. Alguns homeopatas estrangeiros se estabeleceram no Brasil antes da chegada do francês Benoït Jules Mure. Um deles, Frederico Emílio Jahn, cidadão suíço imigrado, que em 1836, defendeu tese em medicina, no Rio de Janeiro, sobre a proposta Terapêutica de Hahnemann. Esta tese, feita por um médico que não exerceu a Homeopatia, serviu, posteriormente, de base para o aprendizado do primeiro médico homeopata do Brasil, que foi o Dr. Duque-Estrada (Domingos de Azevedo Coutinho de Duque-Estrada). Outros foram: Thomaz Cochrane, médico escocês formado pela Universidade de Londres, que chegou ao Rio de Janeiro em 1829; e o francês Emílio Germon, autor do Manual Homeopático, editado em 1843.

Em 1840, aportou, no Rio de Janeiro, no dia 21 de novembro,data escolhida para acomemoração da homeopatia no Brasil, a barca francesa Eole, a bordo da qual estavam Benoit Jules Mure e mais de cem famílias francesas

Bento Mure, como ficou conhecido, veio ao Brasil implantar uma colônia societária que fazia parte de um plano - "phalanstero" - para formar a base de uma comunidade industrial de máquinas a vapor, conforme as propostas sociais de Charles Fouri.

Dia da Homeopatia
Dr. Benoit Jules Mure

CHARLES FOURIER

Dia da Homeopatia
Charles Fourier

Fourier soube compreender a tempo que o processo industrializador conduzia para um universo da simulação, da repetição compulsiva e da abolição da diferença, empreendendo uma cruzada a favor do natural frente ao artificial, da multiplicidade e a diferença frente à estandardização da produção e o consumo, do polimorfismo do desejo frente à homogeneidade da ordem instituída; com estes materiais construiu a mais gigantesca utopia de todos os tempos.

E é precisamente nestes tempos anti-utópicos que vivemos que se faz mais imprescindível reabrir o debate sobre a utopia e que adquire um renovado valor o delírio onírico de Fourier frente al positivismo triunfante.

Mure nasceu em Lyon, na França, em 1809, no sétimo mês de gestação e com um quarto de um dos pulmões.

Foi salvo pela Homeopatia em 1833, quando tuberculoso, foi curado pelo Conde Sébastien des Guidi que introduzira a Homeopatia em Lyon, onde a praticou de 1830 a 1863.

A partir da recuperação de sua saúde, Mure voltou-se completamente para a propagação da nova medicina e movido por este intuito com fins humanitários despendeu toda a sua fortuna estimada em torno de 500.000 mil francos. Mure, ao que parece, vinha de uma família de comerciantes lioneses e pode contar com o suporte material necessário para a realização de estudos na área da medicina.

Dr. Benoït Jules Mure, que ficou conhecido no Brasil como Bento Mure, formou-se em medicina em Montpellier.

Em 1837, imbuído pelo desejo missionário de difundir a homeopatia, dirigiu-se Sicília e à Malta. Em Palermo, fundou um dispensário que posteriormente foi convertido em Academia Real de Medicina Homeopática.

Quando retornou à França em 1839, fundou, em Paris, o dispensário da rue de la Harpe, onde, conforme informações de Sophie Liet, ele "recebia, com seus colaboradores, mais de mil doentes por semana" ( Mme. Vve. Liet. Manual homoeopathique à l usage des familles suivi de la liste et des propriétes des médicaments brésiliens et autres, de l école du Dr. Mure em Egypte, en Italie et en France, Gênes-Via Galata Casa Ponte, 1861, p.12).

Este período da vida de Mure coincide com o seu ingresso no movimento fourierista, engajando-se no grupo da dissidência denominado Union Harmonienne. Ali havia encontrado um ambiente favorável para a discussão e divulgação de suas idéias porque os fourieristas abriram espaço em suas publicações para que Mure pudesse expor livremente os seus princípios. Nesse ambiente, na convivência com a elite operária que formava então uma das alas da dissidência do movimento fourierista, foi que em Mure despertou a idéia da realização, fora da França, de um projeto de colonização nos moldes propostos por Charles Fourier. Para lapidar esta idéia uniu-se a outros membros da Union Harmonienne, entre eles Jamain e Derrion, e, em 21 de janeiro de 1840 compuseram os estatutos da associação Union Industrielle. Em 21 de setembro, na residência do Cônsul brasileiro em Paris a associação assumiria um aspecto oficial.

Em sua curta estada no Rio, mais propriamente na Lapa, o Dr. Mure clinicou e difundiu a Homeopatia através de suas curas "miraculosas". Neste período, conheceu o Dr. Souto Amaral, célebre cirurgião brasileiro, que veio a abraçar a Homeopatia através de seus ensinamentos.

'Após ter recebido licença do Governo Imperial e ter escolhido o local para a implantação de sua colônia, Bento Mure partiu, em 22 de dezembro, com as cem famílias, a bordo do navio Caroline para colonizar a península do Sahy, na divisa do Paraná com Santa Catarina, no encontro dos rios São Francisco e Sahy.

Mure, como médico homeopata, viera entretanto, com o fim não de difundir a homeopatia no Brasil, mas de realizar um projeto de fundo social.

A princípio não teve grandes dificuldades em penetrar no ambiente que pudesse favorecer a concretização de seus objetivos, pois viera recomendado a Manuel de Araújo Pôrto-alegre, futuro Barão de Santo Ângelo, por Silvestre Pinheiro Ferreira. Este último, era membro da Academia de Ciências de Lisboa e, entre outras coisas, membro das Sociedades Histórica e Literária do Rio de Janeiro. Em 1840, Silvestre Pinheiro publicou um "Projeto de Associação para o melhoramento da sorte das classes industriosas", onde discutiu brevemente a constituição do pensamento utópico desde Thomas Morus até os chamados reformistas do século XIX. Vemos, portanto, que entre Silvestre Pinheiro e Benoit Mure, havia um elo de ligação: ambos pareciam dominados pela paixão de transformar o mundo.

Um projeto de colonização do porte que Mure visava, dependia naturalmente, não apenas da sua iniciativa pessoal, mas de um suporte material considerável e este obstáculo só poderia ser superado por um bom trabalho de convencimento e de propaganda entre as autoridades do país. E Mure, que teve inteligência para perceber a fragilidade do sistema político-econômico brasileiro, adotou um discurso extremamente sedutor que atraiu num curto espaço de tempo não só os políticos da Corte, mas inclusive, o próprio imperador D. Pedro II.

Mure prometia retirar o Brasil do atraso em que se encontrava pela criação de uma colônia industrial, que funcionaria com o trabalho de imigrantes franceses altamente qualificados. Prometia, em suma, o rápido desenvolvimento tecnológico para um país de economia agrária e de base escravocrata. Com tudo isso logo encontrou quem defendesse ardorosamente as suas idéias. O deputado Andrada Machado, por exemplo, que era grande proprietário de terras e já sentia os efeitos da escassez da mão de obra para cultivá-las, argumentava, em defesa de Mure, que "para nós, todo projeto de colonização é importante. Devemos abrir os olhos e saber que é impossível continuar por braços escravos. A importação da África, além de horrível e impolítica como é, porque de certo nos sujeitaria a importar cada vez mais uma população inimiga, é sabido que não pode continuar vista de tratados"(Boiteux, Henrique, "O Falanstério do Saí", Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Florianópolis, 12, 1944, p. 64)

As conquistas de Mure causavam certo despeito num compatriota e também fourierista, que no Recife exercia a profissão de engenheiro. Era Louis Léger Vauthier que assim referiu-se a Mure em suas memórias: "é um charlatão, mas enfim sabe usar da língua e palavras melífluas"...( "Diário íntimo do Engenheiro Vauthier", 1940, p.183). E sabia mesmo, pois conseguiu de presente 4 léguas de terra na península do Saí, em Santa Catarina, e mais o vultoso adiantamento de 60 contos de réis por parte do governo.

A amizade com Francisco Antônio Picot, um dos redatores do Jornal do Commércio, de propriedade do francês Junius Constâncio Villeneuve, favoreceu a divulgação dos projetos de Mure.

O contrato que estabelecia as condições para a realização da colônia foi assinado pelo Secretário de Estado dos Negócios do Império e por Benoit Mure e aprovado por Decreto em 11 de dezembro de 1841. Ali ficara acordado o seguinte: viriam para o Brasil aproximadamente 500 operários franceses, munidos de um certificado de idoneidade moral emitido pela polícia francesa. Eles viriam ocupar as duas léguas quadradas de terras devolutas da Península do Saí. Mure receberia inicialmente um adiantamento de 10 mil réis para criar uma infraestrutura para a instalação dos imigrantes. Todo dinheiro que Mure viesse a receber do governo deveria ser restituído em parcelas a serem cobradas a partir do terceiro ano de instalação da colônia.

Em 14 de dezembro de 1841, chegavam ao Rio de Janeiro os primeiros 100 colonos com suas famílias e foram recebidos num clima de festa. Estes operários de origem lionesa, faziam parte da sociedade Union Industrielle, que Mure havia fundado antes de partir para o Brasil, juntamente com o sr. Jolly, um amigo, e operários como Derrion, que faziamm parte do grupo fourierista de Lyon chamado Union Harmonienne.

Os primeiros desentendimentos entre o grupo manifestaram-se logo na chegada ao Rio de Janeiro. Isto porque, meses antes do desembarque dos colonos, veio a notícia para o Dr. Mure que, enquanto procurava terras no Brasil para a execução do projeto da colônia, os operários na França, estavam reformulando os estatutos da Union Industrielle, tendo inclusive, mudado sua sede e excluído o seu nome e o de Jolly. Na chegada do grupo, Mure recusou-se a aceitar os novos estatutos que passou a chamar de Arnaud, Jamain, Derrion e Co. Pelo lado dos operários, havia a convicção de que Mure teria vindo ao Brasil como mero representante da sociedade e, portanto, não poderia ter adquirido, como fez, as terras em seu próprio nome. Mure defendeu-se argumentando que: "obter terras para guardar jamais foi meu pensamento" (...) "tenho outros pontos de vista que não o de ser proprietário e minha vida passada responde pela minha vida presente (...) já dei à colonização, mais do que a terra do Saí, dei-lhe o suor do meu corpo e as angústias da minha alma durante um ano" (...) ( Carta do Dr. Mure à Jamain de 27/05/1841).

Mure chegou a propor um acordo com os colonos e a retificação do contrato perante o cônsul francês. Porém, enquanto Derrion e Jamain o esperavam no consulado, Mure já estava a caminho do Saí, com uma mercadoria avaliada em 60.000 francos, as famílias de colonos e os bens de mais 20 associados que abandonara no Rio de Janeiro. Estes tiveram que recorrer à ajuda do Ministério para chegar ao Saí.

O principal motivo da contrariedade de Mure foi o de ver a adesão de sansimonianos (Henri-Claude de Rouvroy, Conde de Saint-Simon – 1760 – 1825 - fundador do moderno socialismo teórico) no novo grupo. Ele próprio já havia sido sainsimoniano e inclusive, teria contraído matrimônio com uma filha de Bazar, chefe daquela sociedade, a quem abandonara.

Dos desentendimentos iniciais ficaram cicatrizes que nunca se dissiparam e o grupo dissidente acabou formando uma outra colônia situada a algumas léguas do Saí, num lugar chamado Palmital. Tanto no Saí, como no Palmital, os colonos chegaram a realizar trabalhos, como a abertura de estradas, a montagem de uma serraria, de uma padaria, o cultivo de grãos, porém, seja pelos desentendimentos, seja pela inexperiência de operários urbanos em trabalhos agrícolas (e eles estavam em plena selva!), fez com que seus empreendimentos não rendessem os frutos esperados e o grupo foi se dissolvendo. Muitos voltaram para a França, outros dirigiram-se ao Rio de Janeiro, mas houve também quem preferisse permanecer na região, oferecendo serviços nas fazendas das redondezas. Em vista da falência do projeto, parte dos imigrantes que deveria vir da França foi impedida de deixar o país. Dos 400 ou 500 operários que pretendiam fazer chegar ao Brasil apenas 236 entraram no Saí e destes, parece que uma parte considerável teria se retirado para Montevidéo, onde também havia os que tentassem implementar o projeto fourierista.

O temperamento irrequieto de Benoit Mure, não permitiu que se deixasse abater pelos insucessos do Saí. Antes de voltar para o Rio de Janeiro, Mure instalou o Instituto Homeopático do Sahy, em 1842, e uma Escola Suplementar de Medicina, com o objetivo de preparar médicos já diplomados na arte homeopática, sob orientação do Dr. Thomaz da Silveira, médico militar, convertido à Homeopatia por ele.

Quando desde meados de 1843 abandonou a colônia, dedicou-se a dar continuidade s atividades que iniciara já em 1841, no Rio de Janeiro, como médico homeopata. Através do Jornal do Commércio, divulgava já em 1841 o projeto para a formação de um Instituto Escola Homeopático.

Em dezembro de 1843, junto com Vicente José Lisboa, fundou o Instituto Homeopático do Brasil, no local do primeiro consultório homeopático na cidade do Rio de Janeiro, à Rua São José, nº 59, com o objetivo de propagar a homeopatia em favor dos pobres.

A solenidade de inauguração, juntamente com a aprovação do estatuto do Instituto, ocorreu em março do ano seguinte (1844), já agora instalado na residência de Bento Mure, onde existiam vários consultórios médicos destinados à propagação da nova ciência através de atendimento a pacientes, além da preparação dos medicamentos homeopáticos. Inicialmente, a sociedade contou com 72 sócios fundadores.

A primeira diretoria do Instituto Homeopático do Brasil ficou constituída por Benoit Jules Mure (presidente); Vicente José Lisboa (1º secretário) e Domingos de Azevedo Coutinho Duque-Estrada (2º secretário).

Além destes postos de atendimento, Bento Mure, e João Vicente Martins, diplomado em Lisboa, criaram mais 26 locais de assistência ambulatorial.

Dia da Homeopatia
Dr. João Vicente Martins

Eram principalmente os médicos homeopatas, quase os únicos, que atendiam população carente e escrava nesta época.

No período posterior a 1840, a Homeopatia foi largamente discutida pela imprensa, principalmente no jornal do Comércio. Sua imagem era denegrida através dos professores e grandes doutores em medicina, da Bahia e do Rio de Janeiro, e arduamente defendida pelo próprio editor do jornal, o Dr. José da Gama e Castro, que abria espaço permanente para as matérias polêmicas de João Vicente Martins e para os homeopatas da época.

Bento Mure era ambicioso e desde o princípio projetava equiparar a homeopatia no Brasil ao patamar em que era praticada no exterior. Para isso, o primeiro passo seria o da divulgação da nova ciência e, em seguida, o da criação de uma Escola capaz de formar médicos homeopatas e formá-los dentro dos princípios Hahnemannianos puros. A Escola devia ainda proporcionar um ensino teórico (história da homeopatia, cursos de terapêutica, posologia e farmacologia) e prático (experiências no homem são, prática à cabeceira dos leitos e preparo de remédios).

Assim, em 12 de janeiro de 1845, durante reunião anual do Instituto Homeopático do Brasil, foi apresentado, pelo Dr. João Vicente Martins, um plano de criação de uma Academia de Medicina Homeopática e Cirurgia. Os estatutos foram redigidos e foi então fundada e inaugurada, à Rua São José, nº 59, a Escola Homeopática do Brasil (primeira escola de formação homeopática), que funcionava com autorização do Governo Imperial, mas que não permitia aos seus diplomados o exercício da clínica, e com a direção de Bento Mure.

Em 10 de janeiro de 1846, foram eleitos membros da diretoria do Instituto: Pedro de Araújo Lima (Marquês de Olinda), Bernardo José da Gama (Visconde de Goiana), o Conselheiro Candido José de Araújo Vianna, Manoel Duarte Moreira, e para secretários João Vicente Martins e Francisco Alves de Moura, mantendo-se Benoit Jules Mure na presidência da instituição.

Em seus primeiros anos de existência, o Instituto difundia a homeopatia através da instalação de outros consultórios pela Corte e interior das províncias do Rio de Janeiro e São Paulo, tendo à frente dessa iniciativa Benoit Jules Mure e João Vicente Martins. Além dos consultórios, fundaram também uma farmácia homeopática denominada Botica Homeopática Central, localizada no mesmo endereço do consultório central (rua São José, 59), considerada a primeira instalada no Brasil, e a Casa de Saúde Homeopática na chácara do Marechal Sampaio (Largo do Castelo, 17), fundada em fevereiro de 1846 por Bento Mure.

Amparada pelo aviso da Secretaria dos Negócios da Justiça, de 27/3/1846 e pela lei que estruturou o ensino no Brasil, de 3/10/1846, a Escola Homeopática do Brasil é autorizada, pelo Governo Imperial, a conferir certificados de estudo aos homeopatas que concluíssem seu curso.

Mure estava convicto, inclusive, de que a antiga medicina viria a transformar-se pelo conhecimento da nova ciência e pelos resultados apresentados pela prática da homeopatia. Como tudo isto dependia da aceitação do caráter científico da homeopatia Mure tratou de propor a criação do Instituto Panecástico do Brasil, o que se deu em 3 de maio de 1847, quando Mure reuniu várias pessoas numa sala da casa da rua São José, 59, endereço onde funcionava o consultório homeopático. O objetivo do Instituto Panecástico seria o de "propagar os princípios da emancipação intelectual do imortal Jacotot, e substituir à autoridade e ao pedantismo os direitos da razão humana" (A Sciência, 3, set. 1847). Do próprio Instituto deveriam sair os fundos para a criação de um colégio normal. Vê-se, portanto, que Mure alimentava a esperança de reconstruir, desde as bases, as formas de conhecimento e entre os escritos que nos legou acha-se uma proposta curricular de ensino para o Brasil.

O problema da educação em si havia se tornado, diga-se de passagem, uma questão relevante para os que visavam uma emancipação do operariado. Nas obras do próprio Fourier há passagens em que abre uma discussão sobre o assunto, partindo da crítica aos métodos tradicionais de ensino praticados pelo mundo civilizado.

Para difundir os progressos da homeopatia no Brasil, Mure e seus companheiros fundaram uma revista, chamada “A Sciência”, que começou a circular em 1847. Além de uma discussão teórica, a revista divulgava também dados interessantes sobre o movimento homeopático que tomava impulso no país. Em setembro de 1847, divulga-se pela revista, por exemplo, que o consultório homeopático da Rua São José, atendia por mais de três horas por dia, tinha três mesas de consulta que no prazo de uma semana chegam a atender a 100 pacientes, que teria recebido 3 mil doentes no prazo em que o de Nova York recebera apenas 100.

No mesmo lugar do consultório funcionava ainda, desde 1845, a Sociedade Hahnemanniana, que teve os seus estatutos modificados em 1847. Era uma sociedade científica que visava o "exame e o aperfeiçoamento teórico e prático da homeopatia" (A Sciência, out. 1847), o que seria feito em duas sessões anuais, uma em 11 de janeiro e outra em 3 de julho.

Por esta época há o rompimento entre Mure e Duque Estrada (1812-1900). Este obtivera o diploma em medicina em 1833 pela Faculdade de Medicina da Corte e em 1840 elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Dizia ter rompido com a medicina tradicional, porém para conservar as suas posições praticava a alopatia. Enquanto Mure defendia a maior liberdade possível no exercício da homeopatia, o seu colega admitia que só poderiam praticar a nova ciência os diplomados em escolas regulares de medicina. O principal motivo da cisão foi que Duque Estrada não podia admitir que "a nobre ciência médica" viesse a ser praticada pelo povo, pessoas sem conhecimento, mal preparadas inclusive, em sua opinião, para executar até mesmo as tarefas mecânicas às quais estavam habituadas.

Em março de 1848, em reunião extraordinária do Instituto Homeopático, o Dr. Mure demite-se da presidência e, em 8 de abril faz publicar um artigo sobre seu afastamento por motivo de doença. Em 13 de abril deixou o país.

A contribuição do Dr. Mure para a definitiva implantação da homeopatia no Brasil é inegável. Segundo números fornecidos por Sophie Liet, que foi sua aluna, e o acompanhou posteriormente ao Egito, Mure teria deixado, só na província do Rio de Janeiro, mais de 25 dispensários, e no restante do império, 50. A sua obra intitulada "Prática elementar da homeopatia", teve uma tiragem de mais de 10.000 exemplares e serviu para a aplicação nas plantações de cana de açúcar, onde houve uma melhora no que se refere à saúde dos escravos, com uma baixa da mortalidade de 10% para 2 ou 3%. Mure também formou mais de 500 alunos que passaram a praticar a homeopatia em toda a América do Sul.

Os dissabores experimentados no Brasil não chegaram a dissuadilo da idéia de implantar um projeto social, e com esse fim dirigiu-se ao Egito, onde sob as margens do rio Nilo pretendia estabelecer uma colônia, não mais conforme os princípios de Fourier, mas de acordo com teorias formuladas por ele próprio as quais deu o nome de Armanase, que na língua sagrada da Índia antiga significa "o império da inteligência". Ali, conjecturava, a homeopatia encontraria o espaço merecido. Porém, quando fazia os preparativos para voltar ao Brasil morreu, em 4 de março de 1858, em conseqüência da tentativa de assassinato que sofrera e o deixara vários meses entre a vida e a morte.

O Instituto, através de João Vicente Martins, exerceu influência fundamental sobre os membros da Igreja Católica para a fundação, no Brasil, da Irmandade de São Vicente de Paulo, uma das primeiras congregações de caridade instituídas na França. Em 1848, a instituição pedia auxílio à população pelos jornais, com o objetivo de darem o "exemplo vivo da caridade cristã" pelo socorro aos doentes pobres, órfãos ou velhos abandonados. Em julho de 1849, foi instalada a primeira Irmandade de São Vicente no Brasil, mandando vir da França irmãs de caridade.

Entre novembro de 1848 e março de 1849, João Vicente Martins escreveu artigos nos jornais alertando a população para o perigo de uma epidemia de cólera, quando chegou a oferecer medicamentos homeopáticos ao Imperador Pedro II, para tratamento da doença na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Por ocasião da epidemia de febre amarela que afetou várias cidades do Brasil em 1850, o Instituto atuou no Rio de Janeiro, oferecendo tratamento gratuito aos pobres recolhidos na enfermaria de São Vicente de Paulo, fundada e mantida pela Sociedade Portuguesa de Beneficência, e no seu consultório central.

Além disso, o seu primeiro secretário João Vicente Martins dirigiuse à Câmara dos Deputados em fevereiro de 1850, oferecendo medicamentos homeopáticos para tratamento da febre e propondo que fossem criados hospitais onde estes pudessem ser ministrados, deixando a cargo do doente a escolha pelo tratamento alopático ou homeopático. No mês seguinte, não tendo obtido resposta, encaminhou novo oferecimento, sendo então ameaçado de deportação por sua insistência e crítica ao tratamento utilizado pela medicina alopática.

Devido à decisão de Benoit Jules Mure de não voltar mais ao Brasil, em reunião de 26 de outubro de 1851 o Instituto Homeopático do Brasil manteve seu título de "presidente perpétuo fundador" e elegeu Alexandre José de Mello Moraes, escritor, jornalista e médico homeopata da Bahia, presidente perpétuo efetivo.

Alguns anos depois, em 1859, por divergências com o Dr. Duque Estrada, bem como, entre os companheiros que lhe eram afins, houve uma ruptura e a formação de duas novas instituições: o primeiro Instituto Hahnemanniano do Brasil e a Congregação Médico- Homeopática Fluminense, que enfraquecidas, sucumbiram.

A Homeopatia e a industria ligada às grandes corporações

Após a I Guerra Mundial, as fundações ligadas às grandes corporações passaram, por interesse de mercado, a direcionar, através da distribuição de verbas, os rumos da geração de conhecimentos e do emprego destes no desenvolvimento. Neste período, no qual a industrialização direcionou a evolução sócio-politico-cultural, o espaço para o desenvolvimento das ciências individualizadoras foi muito restringido, e com isso, o período áureo da homeopatia entrou em decadência: primeiramente, nos Estados Unidos da América após o relatório Flexner em 1910 (sob a influência de Rockfeller II) e, posteriormente, no Brasil.

Somente em 1950 foi organizado o “II Congresso Brasileiro de Homeopatia”, constatando-se, portanto, uma lacuna de 24 anos na organização dos congressos médicos homeopáticos no Brasil. A partir deste, os congressos médicos homeopáticos brasileiros mantiveram uma média bianual.

A Lei nº 1.552, de 8/7/1952, tornou obrigatório o ensino de Noções de Farmacotécnica Homeopática nas Faculdades de Farmácia do Brasil.

O Decreto nº 57.477, de 20/12/1965, regulamenta a manipulação, receituário e venda de produtos utilizados em homeopatia.

Não podemos deixar de destacar dentre outros, que favoreceram a Homeopatia em nosso país, grandes figuras de nossa cultura ligadas à Homeopatia como Monteiro Lobato e Rui Barbosa.

A Ciência Homeopática que vinha, desde a metade do século passado, ganhando força e se expandindo no cenário mundial, foi também duramente abalada em sua evolução, por ter sido afastada das Universidades (pólos de irradiação do conhecimento e formadores da opinião social).

O renascimento da Homeopatia no Brasil a partir da década de 70

No final da década de 1970, a consciência sobre as questões relacionadas com os ecossistemas e com a valorização do ser, se estendeu para além dos homens de ciência e atingiu a população em geral, produzindo, com isto, um movimento de contestação também da classe médica, insatisfeita com a forma de atenção médica ensinada pela medicina dita “oficial”. Esta passou a buscar formas de entendimento do processo de doença que se distanciassem da compartimentalização apresentada pela visão do especialismo médico.

Pelo Decreto nº 78.841, de 25/11/1976 (suplemento nº 4 do Diário Oficial de 6/1/77), foi aprovada a Parte Geral da Farmacopéia Homeopática Brasileira. A Farmacopéia Homeopática Brasileira teve publicação autorizada pelo Ministério da Saúde através do Processo nº 4.556/77 - RJ, com base no artigo 6 do referido decreto e foi publicada ainda em 1977.

Neste cenário, a Homeopatia, no Brasil, recebeu novo impulso, a partir do XIII Congresso Brasileiro de Homeopatia e I Encontro Nacional de Estudantes Interessados em Homeopatia (I ENEIH), no Rio de Janeiro em abril de 1977. Dali saíram, reforçados, incipientes grupos para a difusão da Homeopatia em todo o Brasil.

Das discussões encabeçadas pelos grandes pólos homeopáticos do país, nasceu na data de 24 de Novembro de 1979 a Associação Médica Homeopática Brasileira – AMHB que é a atual representante de todos os médicos homeopatas do país.

Assim, a Homeopatia é beneficiada, retornando num ritmo crescente em termos de prestígio, notoriedade e demanda por parte dos pacientes e dos colegas médicos interessados, até os nossos dias, quando já não existe mais conotação de modismo e sim de uma realidade, o reconhecimento de um velho-novo campo do conhecimento médico.

Porém, nos primeiros 10 anos, a AMHB teve dificuldades em atuar como instituição, pois as associações estaduais não tinham a organização e articulação políticas necessárias para fazê-la funcionar, além da tradição de divisão entre os homeopatas e da discussão entre os unicistas e os pluraristas. Com o tempo os homeopatas foram amadurecendo estas questões.

No ano de 1980, houve uma grande conquista da Homeopatia brasileira, que foi o reconhecimento pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) da Homeopatia como Especialidade Médica, através da resolução CFM nº 1.000, de 4 de junho de 1980. Figura importante desta articulação foi o Dr. Alberto Soares de Meirelles.

Em 1982 o CFM estabelece as instruções para obtenção do Título de Especialista em Homeopatia. Consubstanciou-se uma denominação que vinha desde o Código Sanitário do Império, em 1886.

O TRABALHO DA AMHB

O trabalho contínuo da AMHB vem sendo consolidado através das atividades da diretoria e de suas várias comissões, respaldadas pelas diretrizes do seu Conselho de Delegados eleitos por suas respectivas entidades federadas.

No XIX Congresso Brasileiro de Homeopatia de 1988 em Gramado, Rio Grande do Sul, finalmente a AMHB passa a ter força, saindo deste Congresso com uma diretoria que passou a colocar em prática todos os objetivos de uma associação nacional de médicos homeopatas, consolidando o seu trabalho nestes 10 anos de procurar reunir todas as tendências existentes entre os médicos homeopatas. Tinha 5 vicepresidências, segundo as 5 regiões do Brasil e já se encontravam amadurecidas várias associações estaduais federadas a ela.

Ainda em 1988, a AMHB passa a ser reconhecida oficialmente pela Associação Médica Brasileira (AMB) e a fazer parte do Conselho de Especialidades Médicas da AMB.

Em 8/6/1989 foi assinado o convênio entre a Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB) e a Associação Médica Brasileira (AMB).

Desde então, a AMHB ficou responsável pela orientação do Departamento de Homeopatia da AMB e participa com um representante nas reuniões do Conselho de Especialidades da AMB.

Estando a AMHB conveniada com a AMB, por seu intermédio automaticamente está se beneficiando do convênio que existe entre a AMB e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Por esse motivo ficou sob a responsabilidade da AMHB a elaboração das provas para a obtenção do Título de Especialista em Homeopatia, para os médicos. Também, pelo convênio firmado a AMB juntamente com a AMHB passam a conferir o Título de Especilista em Homeopatia aos médicos que preencherem as condições estabelecidadas no regulamento próprio.

Em 29/6/1990 realizou-se a primeira prova elaborada pela AMHB, para a concessão do Título de Especialista em Homeopatia. Desde então, a AMHB realiza anualmente prova para Título de Especialista em Homeopatia em convênio com a AMB / CFM. Ela tem atuado ao discutir e buscar soluções para o ensino médico da Homeopatia, bem como para o atendimento da população carente de nosso país. Para isso, vem promovendo o incremento do espírito associativo dos médicos homeopatas e estimulando o seu desenvolvimento científico.

Desde esta época o pleiteante ao título de especialista em homeopatia tem que ter um curso de no mínimo 1200 horas/aula, sendo 450 horas/aula teóricas, 450 horas/aula de prática e 300 horas/aula para o desenvolvimento de monografia com apresentação ao final do curso. Até 1990 a exigência era de somente 450 horas/aula. Com isto deixa de ser uma terapêutica alternativa para se transformar em uma especialidade médica. Naquela época se apresentavam 1000 médicos por ano buscando se especializar em homeopatia. Atualmente não passam de 500.

A AMHB com uma maior exigência de formação, passando os cursos para 1200 horas/aula com a produção de uma monografia ao término do curso, de certa maneira, "peneirou" aqueles que vinham somente por curiosidade, separando-os daqueles que realmente queriam aprender uma nova terapêutica. Antigamente os cursos eram mais informativos (alguns deformativos) agora são formativos. Isto alavancou a Homeopatia no Brasil. Propiciou que surgissem novos e bons médicos, com o exercício da medicina homeopática reconhecido pelos pacientes, colegas alopatas e outros homeopatas.

Atualmente a AMHB, entidade de federadas, conta com uma federada por estado, em 20 estados do território nacional.

A Homeopatia nas Universidades

Também nas universidades brasileiras observamos aos poucos a retomada da inclusão da Homeopatia em suas faculdades de farmácia, medicina, odontologia e medicina veterinária como foi apurado em uma pesquisa, realizada em 2002, que mostrou a existência de disciplinas de Homeopatia em nível de graduação, de diversas formas, em 18 universidades em 12 estados.

Assim, com estes cursos e sua crescente expansão, na área de graduação, e os cursos de formação para obtenção de Título de Especialista por prova realizada pela AMHB e aquelas realizadas pela ABFH e AMVHB, está se assegurando a formação suficiente de profissionais farmacêuticos, médicos e veterinários para suprir a demanda pelo tratamento por esta especialidade em nosso país.

A FARMÁCIA

Neste contexto de fortalecimento da homeopatia, é bom lembrar a atuação de nossos colegas mais próximos: os farmacêuticos homeopatas, que desde os meados dos anos 80 têm formado cada vez mais especialistas.

Muitos farmacêuticos, principalmente mulheres (95%) acabaram abrindo suas próprias farmácias, o que resultou no fato de nenhum grande laboratório conseguir se instalar no Brasil, o contrário do que aconteceu na Europa. As receitas aqui são aviadas com os medicamentos sendo manipulados praticamente no momento da venda.

No XIX Congresso Brasileiro de Homeopatia surgiu o germe da criação de uma associação de classe dos farmacêuticos homeopatas. Em maio de 1989 foi realizado, no Rio de Janeiro, o Primeiro Encontro Nacional dos Farmacêuticos Homeopatas.

Em 1990 foi fundada a Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas - ABFH. A ação da ABFH tem sido muito importante na padronização das medicações, supervisão de preparação, fonte das tinturas, modo de aviação, etc.

Em 1992, a Homeopatia é reconhecida como especialidade farmacêutica pelo Conselho Federal de Farmácia (Resolução nº 232).

Nos últimos 10 anos, tivemos também a estruturação do Título de Especialista em Farmácia Homeopática conferido através de Prova de Titulação realizada pela ABFH. Esta também foi responsável pela confecção do MANUAL DE NORMAS TÉCNICAS em farmácia homeopática.

A boa organização dos farmacêuticos homeopatas brasileiros, sua boa relação com os médicos homeopatas desde o início do desenvolvimento da Homeopatia em nosso país e o grande número de farmácias homeopáticas aqui existentes têm impedido e podem continuar a impedir, dependendo de nossa convicta vigilância, a entrada de laboratórios estrangeiros de medicamentos homeopáticos no Brasil, contribuindo para a manutenção do bom nível da Homeopatia em nosso país.

A VETERINÁRIA

Em 2000 a Homeopatia foi reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (Resolução nº 622).

Os veterinários brasileiros já contam com a intensa atividade de sua entidade nacional, a Associação Médico Veterinária Homeopática Brasileira, criada em 1993, e que em agosto de 2003 promoveu em São Paulo / SP, o “I Congresso Brasileiro de Homeopatia Veterinária”.

A ODONTOLOGIA

A Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas Homeopatas – ABCDH promove os Congressos Brasileiros de Homeopatia em Odontologia.

A Homeopatia ainda não é reconhecida como especialidade pela ABCD, mas este processo encontra-se em andamento.

OS CURSOS EM TODO O PAÍS

Existem vários cursos de formação em Homeopatia para médicos, médicos veterinários, farmacêuticos e dentistas no Brasil. A maioria deles é oferecida por associações estaduais.

Existem também cursos de entidades privadas, em sua maioria de formação unicista.

O Brasil conta atualmente com cursos de formação de especialistas em homeopatia em 12 unidades da Federação e com a formação do médico homeopata aprovada pela Comissão Nacional de Residência Médica.

CONGRESSOS MÉDICOS

A AMHB tem organizado congressos nacionais a cada 2 anos. São promovidos pela AMHB e realizados pela federada local.

teceu também o I ENEIH (Encontro Nacional de Estudantes Interessados em Homeopatia), marco no retomada do crescimento da Homeopatia no país. Em 1988, o XIX CBH foi realizado em Gramado, no Rio Grande do Sul. Em 1990, o XX CBH foi realizado em Vitória / ES. Em 1992 foi realizado em Belo Horizonte / MG, pela AMHMG, o XXI CBH com a participação de 1170 homeopatas. Em 1994, o XXII CBH ocorreu em Curitiba / PR. Em 1996, o XXIII CBH em Campo Grande / MS, participaram cerca de 1000 homeopatas. Em 1998, o XXIV CBH, novamente em Gramado / RS, participaram 1200. Em 2000 foi no Rio de Janeiro o XXV CBH. Em 2002 o XXVI em Natal / RN e em 2004, o XXVII em Brasília / DF. Neste ano, em setembro foi realizado o XXVIII em Florianópolis.

Nestes últimos congressos realizaram-se fóruns de DEBATES sobre temas específicos em cada área:

Pesquisa
Ensino
Saúde Publica
Farmácia

Em outubro de 1999, foi realizado no Brasil o Congresso da Liga Medicorum Homeopatica Internacionalis, em Salvador / Bahia com 540 participantes, sendo 120 estrangeiros, a maior parte latino-americanos (o custo maior para a participação no evento resultou em um número menor de participantes brasileiros).

Foram contemplados como temas principais, a abordagem clínica e patogenesias. Tivemos os 4 fóruns: de farmácia, pesquisa, ensino e saúde pública, com 8 h cada, precedendo o Congresso, com discussões, busca de soluções e estratégias. Ao mesmo tempo com a reunião da LIGA. Foi um sucesso!

HOMEOPATIA PARA TODOS

Homeopatia para todos é uma campanha promovida pela AMHB, através de sua Comissão de Saúde Pública juntamente com o Ministério da Saúde, que está sendo feita para se levar a Homeopatia a um maior numero de pessoas, através da medicina pública. Esta campanha também visa a incentivar a formação de farmácias homeopáticas e a contratação de médicos homeopatas, o que vai estimular mais médicos a estudarem a Homeopatia. A Homeopatia tem sua importância na saúde pública não somente pela vantagem de sua forma de tratamento, como também pelo seu baixo custo, ajudando a melhorar o sistema de atenção médica nacional, e tendo muito mais a ver com as condições e a índole do povo brasileiro. Encontra-se possibilitada a sua expansão pela reforma sanitária vigente no país, que procura mudar o modelo assistencial atual, em face da constatada falência do mesmo.

A Homeopatia faz parte da política oficial de saúde pública desde a década de 80, entretanto poucas cidades no Brasil oferecem esta especialidade médica como opção.

Em 1986 a VIII Conferência Nacional de Saúde recomendou a introdução de práticas alternativas de assistência à saúde no âmbito dos serviços de Saúde, possibilitando ao usuário o acesso democrático de escolher a terapêutica preferida.

A Constituição Brasileira de 1988 estabelece a incorporação das medicinas alternativas como recursos terapêuticos válidos e elegíveis como direito de cidadania.

A Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (CIPLAN), que abrangia os Ministérios da Saúde, Educação, Previdência Social, Trabalho e Planejamento, ainda em 1988, publicou a Resolução 04/88 de 08/03/1988, na qual foram fixadas as primeiras diretrizes para implantação do atendimento médico homeopático nos serviços públicos e para a implementação da prática homeopática nas unidades federadas do SUS (antigo SUDS).

Ainda na década de 80, realiza-se o primeiro concurso público para médicos homeopatas no Hospital do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Desde então diversos serviços públicos em vários estados brasileiros têm realizado concursos para médicos homeopatas.

Com a criação do SUS e a descentralização da gestão, foi ampliada a oferta de atendimento homeopático. Esse avanço pode ser observado no número de consultas em homeopatia que, desde sua inserção como procedimento na tabela do SIA/SUS, vem apresentando crescimento anual em torno de 10%. No ano de 2003, o sistema de informação do SUS e os dados do diagnóstico realizado pelo Ministério da Saúde em 2004 revelam que a homeopatia está presente na rede pública de saúde em 20 unidades da Federação, 16 capitais, 158 municípios, contando com registro de 457 profissionais médicos homeopatas.

O fortalecimento da relação médico-paciente tem sido visto como uma meta a ser buscada para a melhoria da assistência à saúde e maior impactação dos serviços prestados pelo Estado na saúde das comunidades, como o demonstram o Programa de Saúde da Família.

Essa relação é um fator de extrema relevância no tratamento homeopático, sendo um dos pilares da satisfação com o atendimento observado nos usuários.

A profundidade da anamnese homeopática que exige um aprofundamento em toda a história do paciente, dando real valor a todos os seus sofrimentos, escutando o relato de suas moléstias juntamente com sua história de vida, sua biopatografia, contribui para o estabelecimento de uma estreita e profícua relação médico-paciente.

A diminuição da relação custo/benefício no Sistema Único de Saúde Brasileiro pode ser alcançada com a expansão do atendimento no SUS através da terapêutica homeopática, conforme demonstram pesquisas realizadas em serviços com atendimentos com a Homeopatia, no SUS em alguns municípios no Brasil. Evidenciamos o menor custo deste tratamento, dentre outras causas, pela diminuição no que se refere s referências para internação, referências para atendimento de urgência, referências para outras especialidades, solicitação de exames laboratoriais e solicitação de exames radiológicos, por sua eficácia e baixo custo dos medicamentos.

Outro fator de diminuição da relação custo/benefício através do atendimento homeopático advém do que esta tem como proposta de bom resultado na evolução do tratamento: a transformação do sujeito, de susceptível às noxas exteriores que o adoecem, devido aos seus traumas que estão por trás de sua biopatografia, em agente de sua história e transformador do ambiente sócio-político-econômico em que vive e de acordo com os seus desejos.

Isto é o que a homeopatia pode propiciar, através de encontro do sujeito consigo mesmo, possibilitando-lhe uma mobilização interna de seus traumas o que o faculta acessar o quê de sua história se tornou para si mesmo insuportável.

Permite assim, ao sujeito tratado com êxito, ter acesso, conviver com aquilo que antes era insuportável, e que, quando algo a este remetia, lhe predispunha ao adoecimento, sendo a causa mantenedora de sua susceptibilidade. Isto é o que vem a ser uma verdadeira cura para a Homeopatia, e que quebra o cíclico adoecer (medicina preventiva).

Podemos atender a demanda ao atendimento homeopático pela população, criando serviços de atendimento com esta terapêutica nos Centros de Saúde do SUS, em todos os municípios onde exista o profissional médico homeopata disponível para este trabalho e uma demanda pela população por esta terapêutica, ajustando-se a oferta do serviço de acordo com a disponibilidade de profissionais médicos e a demanda por parte desta população.

O fornecimento do medicamento homeopático à população atendida pelo SUS através desta terapêutica pode ser operacionalizado através da implantação de farmácias municipais, ou em caráter provisório, através de convênios firmados com farmácias de reconhecida competência técnica para o fornecimento destes.

Os custos para a montagem e gerenciamento destas farmácias não é grande, assim como também não o é o custo para a produção dos medicamentos.

Os benefícios que a expansão do atendimento homeopático pode oferecer à população e contribuir em termos de eficiência para o SUS podem ser avaliados através de pesquisas feitas no serviço, que poderão confirmar as análises já feitas e também ampliar a sua abrangência.

O trabalho homeopático desenvolvido até agora, no SUS, ainda que por demais pequeno em relação ao nosso país, propiciou, junto com o desenvolvimento da Homeopatia aqui e no mundo todo, a proposta de uma “Política Nacional de Medicinas Naturais e Práticas Complementares” para o Sistema Único de Saúde, desenvolvida dentro do Ministério da Saúde. Esta proposta foi desenvolvida envolvendo a Homeopatia, a Acupuntura e a Fitoterapia. Porém quando esta proposta foi avaliada pelo Conselho Nacional de Saúde, foi modificada, passando a ser denominada Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde” quando foi também incluído o Termalismo Social / Crenoterapia. Esta Política, foi assinada pelo Ministro de Estado da Saúde, interino, Dr. José Agenor Álvares da Silva, em 04 de maio de 2006, através da Portaria 971.

Mário Antônio Cabral Ribeiro

FONTES

Decreto nº 3.540, de 25 de setembro de 1918. Annaes de Medicina Homoeopatica, órgão do Instituto Hahnamanniano do Brazil, Rio de Janeiro, ano XVIII, n.1, jan. 1919. (BN)
FEDERAÇÃO DAS ESCOLAS FEDERAIS ISOLADAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Catálogo; Brasília: MEC/ Departamento de Divulgação, 1976, p.83-85. (UNIRIO-Alf.Pinto)
GALHARDO, José Emygdio Rodrigues. História da homeopatia no Brasil. In: Livro do 1° Congresso Brasileiro de Homeopatia. Rio de Janeiro, 1928. (BN)
Galo, Ivone – Historiadora Unicamp. A introdução da homeopatia no Brasil
LOBO, Francisco Bruno. O ensino da medicina no Rio de Janeiro: homeopatia, v. 3, Rio de Janeiro, 1968. (BCOC)
LUZ, Madel Therezinha. A arte de curar e a ciência das doenças: história social da homeopatia no Brasil. Tese (Concurso de Professor Titular) - Departamento de Planejamento e Instituições de Saúde, Instituto de Medicina Social/UERJ. Rio de Janeiro: UERJ, s.d.. (BCOC)
REGIMENTO Interno da Faculdade Hahnemanniana (Escola de Medicina e Cirurgia). Rio de Janeiro: Typ. Metropole, 1922. (BN)
SANTOS FILHO, Lycurgo de Castro. História geral da medicina brasileira. São Paulo, HUCITEC/ EdUSP, 1991. v.2. (BCCBB)

Fonte: www.amhb.org.br

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