
No início do movimento, os bandeirantes adentravam o país em busca de índios para serem escravizados. Depois que a escravidão de índios deixou de ser usual, ele passaram a procurar no interior do país metais preciosos. Foi aí que o ouro foi descoberto em Cuiabá e também em Minas Gerais. Goiás também teve suas cidades mineradoras como a antiga Vila Boa – atual Cidade de Goiás – e Pirenópolis.
Os bandeirantes também capturavam escravos fugitivos que se embrenhavam dentro de matas para formar quilombos.
O Quilombo dos Palmares, por exemplo, foi destruído por um grupo de bandeirantes.
Durante suas aventuras no território brasileiro, os mantimentos dos bandeirantes muitas vezes acabavam.
Assim, eles eram obrigados a montar acampamentos para plantar e fazer reposição do estoque de mantimentos. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais. Os arraiais formados por causa da mineração, muitas vezes desapareciam junto com a prospecção ou então davam origem a municípios.
As descobertas de ouro e pedras preciosas no Brasil tornaram-se as mais importantes
do Novo Mundo colonial. A corrida por minerais preciosos resultava na falta
de gente para plantar e colher nas fazendas. Calcula-se que, ao longo de cem
anos, foram garimpados dois milhões de quilos de ouro no país,
e cerca de 2,4 milhões de quilates de diamante foram extraídos
das rochas. Pelo menos 615 toneladas de ouro chegaram a Portugal até
1822. Toda essa fortuna não foi reinvestida no Brasil, nem em Portugal:
passou para a Inglaterra, que vinha colhendo os frutos de sua Revolução
Industrial.
Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera
Foi o pioneiro na exploração dos sertões de Goiás. Seu filho de apenas 12 anos, também chamado Bartolomeu Bueno, participou de sua primeira expedição, em 1682. O Anhangüera ficou conhecido assim porque colocou fogo em aguardente e disse aos índios Goiases que era água. Os índios passaram a chamá-lo a partir de então de Anhangüera, que significa “Diabo Velho”.
Ele apreendeu cerca de dez mil índios para vender como escravos ou para trabalhar em sua fazenda. Raposo Tavares (1598-1658), atravessou pela primeira vez a Floresta Amazônica.
Conhecido como “caçador de esmeraldas”, ganhou do governador-geral do Brasil, Afonso Furtado, o direito de liderar uma expedição em busca de pedras preciosas, isso entre 1674 a 1681. Apesar disso, nunca encontrou esmeraldas. Ele mandou enforcar o próprio filho, José Dias Pais, que liderou uma revolta.
Genro de Fernão Dias, foi acusado de um assassinato e fugiu para a região do Rio Doce, em Sabará (MG). Descobriu ouro em Sabarabuçu e no Rio das Velhas. Ele também participou da Guerra dos Emboabas, entre 1708 e 1709.
Fonte: www.dihitt.com.br

As bandeiras foram um movimento basicamente paulista, iniciado no século XVII.
Os retratos costumam mostrar os bandeirantes como senhores nobres, bem vestidos, com ar elegante.
Não se engane. Em sua maioria, eles eram mestiços, pobres e quase maltrapilhos.
O movimento dos bandeirantes pode ser dividido em três etapas:
No começo, os bandeirantes capturaram índios para serem escravizados e vendidos aos fazendeiros de cana-de-açúcar. Invadiam tribos e levavam os indígenas, acorrentados, até os locais de leilão.
Quando o aprisionamento dos índios foi proibido, os bandeirantes mudaram de ramo.
Passaram a procurar metais, desbravando o interior do país. O primeiro lugar em que o ouro pintou com força foi em Cuiabá. Entre 1693 e 1705, os paulistas descobriram as principais jazidas de Minas Gerais.
Os bandeirantes eram contratados para sufocar rebeliões de negros ou de índios. Perseguiam também escravos fugitivos.
O Quilombo dos Palmares, por exemplo, foi destruído por um grupo de bandeirantes.
No percurso pelo interior, quando os mantimentos começavam a diminuir, os bandeirantes paravam e montavam um acampamento.
Ali faziam plantações para repor as provisões.
Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais, que depois se tornavam municípios.
Foi assim que os bandeirantes ajudaram a desbravar o país.
Fonte: Guia dos Curiosos