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Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

O período de transição pelo qual as cidades estão passando, com cada vez mais gente e menos emprego, saúde e qualidade de vida, é uma preocupação do urbanismo atual.

O campo de atuação do profissional dessa área compreende uma grande diversidade de ações, entre as quais, a urbanização de favelas, a reciclagem de espaços, o gerenciamento de obras públicas e a participação em equipes multidisciplinares para elaboração de relatórios de impacto ambiental.

Nesses últimos anos, a acelerada urbanização e os problemas que ela trouxe estão exigindo uma maior compreensão do problema urbanístico.

É necessária uma abordagem por diversas óticas, derivadas de vários campos do conhecimento relacionados ao processo de urbanização. A tendência mundial do urbanismo é um tratamento humanístico das questões relacionadas às cidades.

Cabe ao urbanista fazer e executar projetos relacionados ao lixo, à devastação de áreas ambientais urbanas, ao transporte e às construções.

Para isso, este profissional dispõe de várias técnicas que visam modificar, melhorar e reestruturar o que é “urbano”, seja economicamente, socialmente, fisicamente ou ambientalmente. Ou seja, todo e qualquer objeto de trabalho do urbanista, desde a questão dos grandes aglomerados urbanos à questão das regiões pouco povoadas, são tratadas segundo uma abordagem não somente física, mas também a social e qualitativa.

Fonte: UFGNet

Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

Urbanização

Urbanização é um processo que acompanha a generalização da forma-mercadoria e do trabalho assalariado no capitalismo.

Com a transformação das terras comunais em propriedade através dos cercamentos os trabalhadores são forçados a 'migrar' para as cidades para vender sua força de trabalho por um salário --tornarem-se assalariados.

Tal processo, iniciado desde os primórdios ou gênese do capitalismo, perdura por todo o estágio de desenvolvimento extensivo .

Esse é um período de rápida expansão da produção, de nascimento da grande indústria e acelerada expansão industrial, acompanhada de igualmente rápida urbanização, dando origem à formação de aglomerações urbanas que arrebentam os limites das antigas cidades, um processo tão rápido e violento que chegou a ser chamado de 'explosão urbana'. Tais aglomerações que permitem a formação de mercados locais de porte para a força de trabalho constituem o locus da reprodução da força de trabalho por excelência.

Assalariamento, industrialização e urbanização constituem facetas de um mesmo processo: em última análise, do próprio desenvolvimento capitalista em seu estágio inicial, de acumulação predominantement extensiva.

O processo, acompanhado ainda pela constitução do espaço nacional para servir de suporte ao mercado unificado, acaba por aniquilar a dicotomia campo-cidade da organização feudal, baseada na separação da produção para a subsistência e a produção do excedente.

Em seu lugar, não implanta alguma outra dicotomia dentro do espaço*: o espaço nacional deve ser homogêneo e em certo sentido, se por urbanizado for entendido o lugar onde já predomina a forma-mercadoria, no capitalismo desenvolvido todo espaço é urbano.

Dicotomia campo-cidade se dissolve, não é substituída por alguma dic urbano-rural; no espaço do mercado unificado do capitlaismo, todo o espaço é urbano.

Daí decorre que o processo urbano não tem significado mais específico que o próprio processo de reprodução capitalista; ainda que por vezes queira se enfatizar nesse processo a organização espacial das grandes aglomerações urbanas.

Espaço tem difernciação e tem usos do do solo

Aglomerações urbanas

Necessidade do ordenamento e estruturação das grandes aglomerações urbanas, inaugurando a gênese do planejamento urbano.

Devido às especificidades da produção/ transformação do espaço nas aglomerações urbanas, assim como à existência de órgãos 'locais' de governo como partes distintas no aparelho do Estado, o planejamento da intervenção estatal nessas aglomerações se distingue como planejamento urbano; mas os limites que separam o último de um planejamento nacional são indefinidos e ambos os 'níveis' de planejamento constituem na verdade uma unidade.

* Como tem-se experimentado com a dicotomia urbano-rural

Referências Bibliográficas

DEÁK, Csaba (1985) Rent theory and the price of urban land/ Spatial organization in a capitlaist economy PhD Thesis, Cambridge, esp. Cap 4: "Location and space"
DEÁK, Csaba (1989) "O mercado e o Estado na organização espacial da produção capitalista" Espaço & Debates, 28:18-31
DEÁK, Csaba (1999) "O processo de urbanização no Brasil: falas e façanhas" in DEÁK, Csaba e SCHIFFER, Sueli (1999) O processo de urbanização no Brasil Edusp/Fupam, São Paulo

Fonte: www.usp.br

Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

O urbanista é o profissional responsável por todo o espaço urbano, desde os locais de favelas sem infra-estrutura, passando pelas áreas nobres de uma cidade.

O urbanista projeta, organiza, cria, calcula e constrói ambientes de forma harmônica, desenvolve atividades como paisagismo e comunicação visual, faz e executa projetos relacionados ao lixo, à devastação de áreas ambientais urbanas, ao transporte e às construções, sempre buscando soluções para os problemas do planejamento do espaço físico em benefício do bem-estar do homem.

É a arquitetura voltada para as necessidades do cidadão!

O Dia Mundial do Urbanismo foi decretado pela "Organización Internacional del dia Mundial del Urbanismo", em Buenos Aires - Argentina, com o objetivo de repensarmos e refletirmos melhor sobre o urbanismo, bem como as reais condições de vida da população das cidades.

Uma trilogia de elementos naturais é o emblema desta data comemorativa: o sol (representado em amarelo), a vegetação (representada em verde) e o ar (em azul), com o objetivo de fortalecer o equilíbrio entre o meio natural e o meio antrópico (urbanizado) nas grandes cidades.

Mais da metade da população mundial vive atualmente em áreas urbanas por causa da desvalorização da vida no campo e a continuidade do êxodo rural.

Em 1900, um décimo da população da Terra vivia em cidades. Há décadas, quando se falava em ecologia urbana, era basicamente a poluição do ar ou das águas de abastecimento.

Hoje, a complexidade das preocupações ambientais urbanas cresce consideravelmente: Impermeabilização de solos, com impactos diretos sobre a vida da população (enchentes), edifícios doentes, emissão de gases do efeito estufa, poluição do ar, sonora e hídrica; produtos nocivos à camada de ozônio, intoxicação por inseticidas domésticos, contaminação por amianto, ilhas de calor, destruição dos recursos naturais; desintegração social; desemprego; perda de identidade cultural e de produtividade econômica.

As formas de ocupação do solo, o provimento de áreas verdes e de lazer, o gerenciamento de áreas de risco, o tratamento dos esgotos e a destinação final do lixo coletado, muitas vezes, deixam de ser tratados com a prioridade que merecem.

As cidades costeiras com vocação para o turismo, por exemplo, vêm sendo comprometidas cada vez mais pelas descargas de esgotos "in natura" e pelas precárias condições de limpeza pública e coleta de lixo. É nelas que os interesses especulativos imobiliários forçam a ocupação de áreas de preservação ambiental, desfigurando a paisagem e destruindo ecossistemas naturais.

Já as cidades históricas e religiosas como Ouro Preto (Minas Gerais), Olinda (Pernambuco) e Aparecida do Norte (São Paulo) também sofrem com a especulação imobiliária, com a favelização e com o turismo indiferente à preservação do patrimônio cultural e ambiental. Na Amazônia, as atividades extrativistas e o avanço da fronteira agrícola produziram cidades de crescimento explosivo, que se tornaram paradigmas para a degradação da qualidade de vida no meio urbano.

Por isso, um dos grandes desafios do novo milênio é encontrar novos caminhos para as nossas cidades, viabilizando a sua própria existência.

Segundo pesquisa do WorldWatch Institute, "as cidades ocupam cerca de 2% da superfície terrestre, mas contribuem para o consumo de 76% da madeira industrializada e 60% da água doce" e ainda conclui que mudanças em seis áreas - água, lixo, comida, energia, transporte e uso do solo - são necessárias para fazer cidades melhores para as pessoas e o planeta.

Atualmente existe um novo conceito, conhecido como "cidades saudáveis", que busca o desenvolvimento e a melhoria contínua das condições de saúde social e bem estar de seus habitantes.

Segundo a OMS (1995), para que uma cidade se torne saudável, ela deve esforçar-se para proporcionar:

1) um ambiente físico limpo e seguro
2) um ecossistema estável e sustentável
3) alto suporte social, sem exploração
4) alto grau de participação social
5) necessidades básicas satisfeitas
6) acesso a experiências, recursos, contatos, interações e comunicações
7) economia local diversificada e com inovação
8) orgulho e respeito pela herança biológica e cultural
9) serviços de saúde acessíveis a todos
10) alto nível de saúde.

Para que o Movimento Cidade Saudável se torne efetivo é vital a participação efetiva de cada um de nós. Isso significa mudar os hábitos e desenvolver novas atitudes. Afinal, uma nova cidade começa em nós. É também preciso que todos os setores e segmentos sociais assumam um compromisso em torno de problemas e soluções, estabelecendo-se um pacto ou contrato social em prol do Bem-Estar.

A cidade deve ser entendida como um ecossistema, uma unidade ambiental, dentro da qual todos os elementos e processos do ambiente são inter-relacionados e interdependentes, de modo que uma mudança em um deles resultará em alterações em outros componentes.

A natureza na cidade deve ser cultivada como um jardim, em vez de ser ignorada ou mesmo subjugada. São necessários estudos da natureza da ocupação, sua finalidade, avaliação da geografia local, da capacidade de comportar essa utilização sem danos para o meio ambiente, de maneira a permitir boas condições de vida para as pessoas, permitindo o desenvolvimento econômico-social, harmonizando os interesses particulares e os da coletividade.

Uma cidade sustentável é compacta, cidadã, solidária e planejada sobre os princípios do desenvolvimento sustentável, sendo reconhecida como parte da natureza.

Afinal, mais do que nunca, é hora de sair o cinza e entrar o verde.

É a vez da cidade sustentável!

Isabela Antunes Joffe

Fonte: www.worldwatch.org

Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

Dia Mundial do Urbanismo

Na Idade Média, a vida nos burgos era organizada sobre quatro pilares: limpeza, segurança, regularidade e beleza. No século XIII, as pessoas que jogassem lixo em frente às suas casas ou que desviassem para as ruas a canalização de esgoto, eram punidas conforme a lei.

Durante a Renascença, com o aumento do tráfego causado pela popularização do coche como meio de transporte nas cidades, um novo elemento foi incluído no traçado viário urbano: as avenidas.

A partir do século XVIII, com o advento da Revolução Industrial, as cidades começaram a crescer desordenadamente, gerando problemas sociopolíticos. Esse processo caótico foi chamado de "urbanização" pelo arquiteto espanhol Ildefonso Cerda, século XIX.

Em 1919, Walter Gropius, arquiteto racionalista alemão, sugeriu um urbanismo progressista que, se consolidou, por ser diferente do culturalista e do naturalista, e por apresentar soluções concretas. Na década de 1980, o movimento de re ocupação das áreas centrais por parte da camada mais rica da sociedade, com seus edifícios de alto padrão, incentivou os processos de renovação urbana ou reurbanização das cidades. Estas começaram, então, a crescer cada vez mais para o alto, acentuando os problemas dos centros urbanos nos espaços internos.

O urbanismo atual já não deposita na cidade todas as suas esperanças e atenções. A técnica da cidade sucumbiu para dar lugar ao autêntico urbanismo, que já assume ares de "urbanologia", ou seja, ciência urbana, o que significa que seu desejo de conhecer para transformar é maior do que o de transformar para resolver. O milênio passado foi o da cidade; o atual será o do centro urbano.

Fonte: www.paulinas.org.br

Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

No dia 08 de Novembro comemora-se o Dia Mundial do Urbanismo.

Segundo importantes organismos profissionais dos urbanistas como a Associação Internacional dos Urbanistas (ISOCARP, sigla em inglês), Conselho Europeu dos Urbanistas (CEU), Associação Asiática das Escolas de Planejamento Urbano e Regional (APSA), Associação Norte Americana dos Planejadores Urbanos (APA). A data é comemorada desde 1949, como uma estratégia para promover a consciência, a sustentação, a promoção e a integração entre a comunidade e o Urbanismo, de forma participativa, em todos os níveis de governo. Então é uma ótima oportunidade para repensarmos, refletirmos melhor sobre o Urbanismo enquanto área do conhecimento e sobre as reais condições de vida da população das cidades brasileiras.

O Dia mundial do Urbanismo

O Dia Mundial do Urbanismo é comemorado em 08 de novembro. Esta comemoração acontece através de exposições, artigos, conferências, seminários, fóruns, etc. onde se discutem temas relacionados ao Urbanismo e à questão urbana. Esta data comemorativa foi decretada pela Organización Internacional Del dia Mundial del Urbanismo, fundada em 1949 , em Buenos Aires – Argentina, pelo professor Carlos Maria Della Paolera, da Universidade de Buenos Aires.

A iniciativa de se promover esta data para discutir o Urbanismo e os problemas urbanos se deu em razão de um clima de discussão teórica sobre o Urbanismo enquanto área do conhecimento e acerca das técnicas ou modelos que serviriam como princípios em todo o mundo, pois já aconteciam eventos de discussão como os CIAM´S – Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, além dos CIRPAC e outros eventos na época que tinham este objetivo.

O símbolo, ou emblema, que representa este dia, foi desenhado pelo mesmo criador da data comemorativa em 1934, e simboliza uma trilogia de elementos naturais essenciais à vida humana : o sol (representado em amarelo), a vegetação (representada em verde) e o ar (em azul). Nota-se então uma preocupação com o equilíbrio entre o meio natural e o meio antrópico (urbanizado) nas grandes cidades, numa tentativa de se promover uma maior proporção de espaços livres (verdes), em harmonia com o ambiente construído.

No entanto, esta foi uma época em que se ressaltavam as premissas do Urbanismo Moderno, da cidade funcional, em que as atividades são divididas por zonas pré-definidas,sem a possibilidade de coexistência das mesmas, conforme é defendido na Carta de Atenas. A Carta de Atenas é resultado de um CIAM, que aconteceu nesta cidade grega, em 1933, coordenado pelo Arquiteto Le Corbusier, que ficou famoso por difundir estas idéias, como conjunto de princípios do Urbanismo, em várias partes do mundo.

Mais tarde estas idéias viriam a ser contestadas e discutidas no meio técnico-científico, pois não existiria um modelo pré-definido para intervir numa cidade e planejá-la nem funções rígidas (que não permitissem, de maneira alguma a coexistência de alguns usos do solo), apesar de a Carta de Atenas ser, até hoje, um referência fundamenta quanto à teoria do urbanismo. A Carta de Machu Picchu, resultado de um evento realizado no Peru, em 1977, por exemplo, é um documento que trouxe algumas críticas à Carta de Atenas.

O desafio

As cidades se tornam cada vez mais complexas e o homem busca cada vez mais simplicidade.

Numa expressão: qualidade de vida. O poder viver hoje é cada vez mais difícil. Não só para pobres, pois se descobre lentamente, mas definitivamente, que não há como existir dois tipos de seres humanos, os que podem viver e os que não podem viver. A "ponta do iceberg" é a violência urbana que destrói uns imediatamente, e ameaça a destruição dos outros em questão de tempo.

O desafio do profissional urbanista é transformar inquietações e observações, dúvidas e convicções, teoria e prática, em uma resultante de dimensões humanas, pois a cidade é do homem "como o céu é do condor". Isso requer uma imensa dose de esforço e dedicação pessoais, requer o "pé-na-lama", pois o urbanista, como nós delineamos, não se faz apenas em gabinetes, ou nas convicções pessoais, ele vive o urbano, por isso humaniza a cidade. Não é um simples trabalho, é amor e suor pela cidade, transformados em planos, projetos e pactos.

Isso mesmo! Pactos, pois as cidades, metrópoles e megalópoles só serão possíveis se conseguirmos criar um pacto urbano de convivência. O resultado é sempre uma possibilidade de avançar mais na sociedade, na democracia e na liberdade.

Assim é o Urbanismo, área do conhecimento, sempre incompleta, aguardando que nos prontifiquemos a colaborar, sem arrogância ou pretensão, porque nenhuma verdade científica é absoluta.

Assim é o Urbanismo, técnica, a buscar a eficiência e a eficácia, sem a prepotência da dominação, nem o desprezo pelo saber empírico popular.

A REFORMA URBANA E ESTATUTO DA CIDADE

Um das discussões mais atuais em urbanismo é questão da reforma das cidades, através da qual seria possível ampliar o acesso dos mais pobres à propriedade imobiliária, sendo tão prioritário quanto reorganizar a posse da terra no campo. A ação do poder público, para atingir aquele objetivo, deveria lançar mão de mecanismos regulatórios, como os que inibem a especulação com imóveis, e financeiros, como os subsídios.

Há, uma relação direta entre as causas dos problemas sociais que levam grupos a reivindicar moradia nas cidades e terras nas áreas rurais. A reforma agrária ajudaria a conter o fluxo de pessoas que deixam o campo; a reforma urbana, nessas condições, teria mais possibilidades de enfrentar o déficit habitacional.

A desapropriação de imóveis desocupados, de maneira semelhante ao que ocorre com a terra considerada improdutiva na reforma agrária, divide opiniões. A maior parte dos entrevistados concorda que o Estado deve utilizar instrumentos legais para induzir à ocupação desses imóveis.

Para tanto, pode-se utilizar dispositivos legais que oneram a especulação imobiliária e podem facilitar o acesso dos mais pobres a esses bens. Entre lês, temos o Estatuto da Cidade, lei federal 10.257, de 10 de julho de 2001, que abriu a possibilidade, por exemplo, de as prefeituras taxarem pesadamente proprietários de imóveis que ficam vazios por muito tempo. Se o governo quiser garantir moradia à faixa mais destituída desse direito, os mais pobres, terá de aumentar os subsídios destinados à habitação.

E nesta linha, o Direito Urbanístico está em pauta, é tema atual e tem tido destaque, tendo em vista a promulgação do Estatuto da Cidade, recentemente, que busca ser um instrumento de democratização do espaço urbano a todas as camadas da sociedade.

Esta ramificação da ciência jurídica tem sua fundamentação na questão urbana que, por sua vez, fundamenta-se na cidade e no seu processo de crescimento espacial e demográfico (urbanização). Sendo este processo um fenômeno recente na história humana, embora as cidades existam desde há muito, o direito urbanístico surge então, como mais um dos aspectos realçados pelas demandas da cidade moderna, que cada vez mais se complexifica.

O direito urbanístico é formado a partir das transformações sociais que ocorrem na sociedade urbana. Este ramo do direito encontra-se ainda em processo de consolidação e tem servido de instrumento normativo do poder público, com base em seus princípios jurídicos, para intervenções, normatizações e ordenamento do espaço urbano, quer seja ele público ou privado.

Referências Bibliográficas

IPHAN, Carta de Machu Picchu. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=250>. Acesso em 10 de jan. de 2008
OSBORN.F.J.World Town-Planning Day: Aide-Memorie for Speaekrs and Writers.1969.
SAMPAIO, Antônio Heliodório de Lima. (Outras) Cartas de Atenas: com textos originais/ Antônio Heliodório Lima. Salvador: Quarteto Editora/ PPG/AU, Faculdade de Arquitetura da UFBA, 2001.

Fonte: sburbanismo.vilabol.uol.com.br

Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

O Dia Mundial do Urbanismo é comemorado em 08 de novembro, esta comemoração acontece através de exposições, artigos, conferências, seminários, fóruns, etc. onde se discutem temas relacionados ao urbanismo e à questão urbana. Esta data comemorativa foi decretada pela Organización Internacional Del dia Mundial del Urbanismo, fundada em 1949 , em Buenos Aires – Argentina, pelo professor Carlos Maria Della Paolera, da Universidade de Buenos Aires.

A iniciativa de se promover esta data para discutir o urbanismo e os problemas urbanos se deu em razão de um clima de discussão teórica sobre o Urbanismo enquanto ciência e acerca das técnicas ou modelos que serviriam de base para a sua prática em todo o mundo, já aconteciam os CIAM´S – Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, que tinham este objetivo.

O símbolo, ou emblema, que representa este dia, foi desenhado pelo mesmo criador da data comemorativa em 1934, e simboliza uma trilogia de elementos naturais essenciais à vida humana: o sol (representado em amarelo), a vegetação (representada em verde) e o ar (em azul). Nota-se então uma preocupação com o equilíbrio entre o meio natural e o meio antrópico (urbanizado) nas grandes cidades, numa tentativa de se promover uma maior proporção de espaços livres (verdes), em harmonia com o ambiente construído.

No entanto esta foi uma época em que se ressaltavam as premissas do urbanismo Moderno, da cidade funcional, em que as atividades são divididas por zonas pré-definidas,sem a possibilidade de coexistência das mesmas, conforme é defendido na Carta de Atenas. A Carta de Atenas é resultado de um CIAM, que aconteceu nesta cidade grega, em 1933, coordenado pelo Arquiteto Le Corbusier, que ficou famoso por difundir estas idéias pelo mundo.

Mais tarde estas idéias viriam a ser contestadas e discutidas no meio técnico-científico, pois não existiria um modelo pré-definido para intervir numa cidade e planejá-la nem funções rígidas, da mesma maneira.

Fonte: OSBORN.F.J.World Town-Planning Day: Aide-Memorie for Speaekrs and Writers.1969.

Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

Dia Mundial do Urbanismo

Diante da degradação do trabalho no campo e do crescimento populacional, a expansão urbana ganhou força no século XX. A maior parte das cidades cresceu de forma desordenada, originando cinturões de pobreza.

Mas é possível reverter este quadro se cada um de nós promover diariamente a cidade como um ambiente de espaços compartilhados. Ao assumir essa responsabilidade individual e coletiva, com base no respeito mútuo, buscaremos o desenvolvimento sustentável.

Todos os anos, o Dia Mundial do Urbanismo é marcado por questões como essas. A data passou a ser comemorada em 1949, e hoje engloba mais de 30 países. No Brasil, foi instituída pelo Decreto nº 91.900, de 1985.

Fonte: Sociedade Brasileira de Urbanismo

Dia Mundial do Urbanismo

8 de Novembro

População rural é aquela que reside nas áreas rurais de um município, portanto fora do perímetro urbano. O conceito geral definido pelos censos demográficos em todos os países faz esta separação geográfica entre urbano e rural em virtude das diferenças econômicas e de infra-estrutura que são percebidas nestes dois conjuntos espaciais. Uma das principais características é a diferença na concentração, muito alta nas áreas urbanas e difusa nas rurais.

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas irá distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores irá dominar apenas uma etapa da produção. Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi o surgimento do proletariado urbano (classe operária), como classe social definida.

Hoje geógrafos econômicos e economistas desenvolveram conjuntamente conceitos sobre a localização de shopping centers relacionados com áreas industriais.

Também estudaram os efeitos locais da expansão ou declínio industrial e estão cada vez mais direcionados para o planejamento urbano e rural. O uso de métodos estatísticos modernos intensificou a procura por leis gerais que, expressas em termos matemáticos, pudessem descrever vários fenômenos econômicos, notadamente o fluxo de comércio de uma área para outra.

Urbanização, transformação em cidade de uma determinada área. Do ponto de vista demográfico, é o deslocamento da população de localidades rurais para os centros urbanos. Exemplo típico, nos últimos anos, foi a criação de amplas regiões urbanizadas denominadas megalópolis.

Ela é anômala quando é anormal ou irregular, apresentando anomalia.

É explosiva quando há um crescimento rápido ou excessivo da população, a chamada explosão demográfica.

Urbanismo, desenvolvimento unificado das cidades e das regiões próximas a elas. Durante a maior parte de sua história, o urbanismo se centrou, sobretudo, na regulamentação do uso da terra e na disposição física das estruturas urbanas em função dos critérios estipulados pela arquitetura, pela engenharia e pelo desenvolvimento territorial. Em meados do século XX, o conceito foi ampliado, incluindo o ambiente físico, econômico e social de uma comunidade como um todo.

Entre os elementos característicos do urbanismo moderno, estão os seguintes:

1) planos gerais que resumem os objetivos (e limitações) do desenvolvimento urbano
2)
controles de subdivisão e de divisão em zonas que especificam os requisitos, densidades e utilizações do solo permitidos na ruas, serviços públicos e outras melhorias a que se referem
3)
planos para a circulação e o transporte público
4)
estratégias para a revitalização econômica de áreas urbanas e rurais necessitadas
5)
medidas para ajudar os grupos sociais menos privilegiados; e
6)
diretrizes para a proteção ambiental e a conservação de recursos escassos.

O urbanismo é levado a cabo tanto pela iniciativa pública (estatal, estadual ou municipal) como por grupos privados. É também objeto de estudo universitário.

HISTÓRIA

As escavações arqueológicas de cidades antigas já revelam a existência de alguma planificação deliberada nas civilizações grega e romana, bem como no Extremo Oriente.

Durante o Renascimento, em acentuado contraste com as ruas estreitas e irregulares dos assentamentos medievais, a planificação insistiu em ruas amplas que respondiam a um padrão radial ou circunferencial regular, ou seja, ruas que formavam círculos concêntricos em volta de um espaço central, a chamada Grande Praça ou Praça Maior. Esses ideais de grandiosidade pública e de ruas radiais e circunferenciais se estenderam até o século XIX, mas o crescimento descontrolado das grandes cidades com um grave problema de superpopulação e outras dificuldades daí decorrentes provocou o surgimento de uma nova era dentro do urbanismo.

O URBANISMO NO SÉCULO XX

No início do século XX, muitos países importantes tomaram medidas para formalizar leis baseadas em princípios urbanísticos.

A necessária reconstrução física a que se viram obrigadas as cidades depois da II Guerra Mundial deu origem a um novo desenvolvimento para a disciplina e datam daí consideráveis remodelações urbanas em numerosas cidades européias.

No final da década de 1960, a orientação do urbanismo ultrapassou o aspecto físico. Em sua acepção moderna, o urbanismo é um processo contínuo que afeta não só o projeto, cobrindo também temas de regulamentação social, econômica e política e, por fim, questões ambientais.

Fonte: www.vestibular1.com.br

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