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Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Doar sangue é um ato de amor à vida que não dura mais que meia hora. É importante lembrar, que todos estamos sujeitos a uma transfusão repentina de sangue.

Para ser um doador, basta ser saudável, ter entre 18 e 60 anos, pesar mais de 50 quilos, não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis ou transmitidas pelo sangue. Também é aconselhável não fumar duas horas antes ou depois da doação e não estar de jejum.

A quantidade a ser doada é estipulada de acordo com o peso do doador. O organismo recupera facilmente essa quantia, caso a pessoa não seja anêmica.

Depois de doar sangue uma vez, não há obrigação em doar sempre. No entanto, se quiserem, os homens podem doar sangue de dois em dois meses e as mulheres, a cada três meses.

Existem muitas dúvidas e mitos a respeito da doação. Não há risco de contrair Aids ou outra doença durante a doação, pois o material utilizado é descartável. Há quem diga que engrosse o sangue, mas isso não acontece e também não há modificação na pressão arterial.

Algumas condições impedem a doação de sangue.

São elas:

Estar em tratamento médico ou utilizando medicamentos
Ter recebido algum tipo de transfusão de sangue nos últimos 10 anos
Ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas
Ter feito tatuagem ou acupuntura nos últimos 12 meses
Ter tido doença de Chagas, malária, hepatite ou sífilis
Ser portador do vírus HIV / Aids
Estar grávida
Ter passado menos de 3 meses depois do último parto ou aborto
Ser epilético

O doador de sangue passa por uma espécie de triagem antes da doação. A pressão arterial, o pulso, o peso e o teste de anemias são realizados e logo depois, é feita uma entrevista sigilosa com o candidato para a verificação das condições citadas acima. Se o candidato passar nessa triagem, ele fará a doação e terá um lanche a disposição para repor o volume de líquido retirado.

Fonte: UFGNet

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Doar sangue é, antes de tudo, doar vida. Porém, poucas pessoas têm consciência disso. E o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue lembra a importância de cidadãos que já participam deste ato de solidariedade. Também é um dia para conscientizar a todos sobre a importância da doação.

Em todo país, muitos bancos de sangue encontram dificuldade de manter os estoques em quantidade necessária para as emergências.A doação de sangue, infelizmente, ainda não se tornou uma prática incorporada ao cotidiano dos brasileiros.

O que a maioria das pessoas não sabe é que doar sangue não causa nenhum problema para o doador. Não há risco de adquirir doenças, pois todo o material usado é descartável. O volume retirado é reposto em pouquíssimo tempo, após a ingestão de líquidos.

Não engorda, pois nada é ingerido ou colocado na veia, e também não emagrece. Não afina e nem engrossa o sangue e também não vicia.

O mais importante, entretanto, é saber que este ato simples pode salvar a vida de muitas pessoas.

Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia reforça a necessidade da doação de sangue

O número de doadores de sangue está abaixo do esperado no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal seria ter em torno de 3 a 4% da população como voluntários, porém atualmente apenas 1,7% da sociedade são doadores. “Um dos motivos de não termos um número considerável de doadores é a falta de informação. As pessoas têm receio do material utilizado, medo de contaminação, além dos mitos que doar sangue emagrece, engorda, vicia ou enfraquece o organismo”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), Dr. Carlos Chiattone.

Outra razão que faz com que os bancos de sangue tenham falta de bolsas é a proximidade de um feriado, data que as pessoas costumam viajar e deixam de comparecer aos hemocentros. Porém, nessas épocas também aumentam o número de acidentes nas estradas. De acordo com Chiattone, nos feriados há uma queda de 30% nas doações, o que pode comprometer o atendimento aos pacientes.

Além de obter doações suficientes para realizar as transfusões, o presidente da Sociedade Braileira de Hematologia e Hemoterapia espera que a sociedade colabore também para ajudar as pessoas que sofrem de doenças crônicas, de leucemia e as que estão internadas em serviço de emergência. “Há risco real de morte para os pacientes que precisam de plaquetas, e diversos serviços de hemoterapia no país já estão com o estoque esgotado. O sangue e seus componentes salvam muitas vidas, por isso não há gesto mais humano do que o de doar sangue”, diz.

Desfazendo mitos

Doar sangue não dói, é fácil, rápido, não afeta a sua saúde e várias vidas são salvas.
A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde, pois a recuperação ocorre imediatamente após a doação. Uma pessoa adulta tem, em média, 5 litros de sangue em seu organismo. Durante a doação, são coletados no máximo 450ml de sangue.
Condições básicas para doar sangue
Sentir-se bem, com saúde.
Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional.
Ter entre 18 e 65 anos de idade
Pesar acima de 50kg.

Onde doar sangue

Cada capital brasileira tem um hemocentro que é responsável por coordenar todas as atividades e serviços hemoterápicos de seu estado. A doação de sangue pode ser feita em um hemocentro ou em uma unidade de coleta mais próxima.

Recomendações para a doação

Nunca doar sangue em jejum
Fazer um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior à doação.
Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores.
Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação.
Evitar alimentos gordurosos.

Quem não pode doar

Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade.
Mulheres grávidas ou amamentando.
Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas.
Usuários de drogas.
Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.

O que acontece com o sangue doado?

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (como hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais da cidade para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.

Fonte: www.voluntariosibm.org

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Doar sangue é um gesto de amor ao próximo e à vida.
É uma oportunidade de ajudar sem interesse.
É uma demonstração de solidariedade, de evolução espiritual.
É um ato de fé e bondade. Todos nós podemos precisar de uma transfusão de sangue
e necessitar da doação de alguém.A necessidade de sangue pode surgir em
qualquer família, a qualquer momento.
O sangue humano é insubstituível, e somente pode ser obtido através de doação
de um ser humano a outro. A necessidade nos torna iguais. Doe para receber.

O que é preciso para doar

Para doar sangue é preciso:

Ter e estar com boa saúde.
Não ter ou não ter tido hepatite, doença de Chagas, sífilis, malária e AIDS.
Ter idade entre 18 e 60 anos.
Pesar acima de 50kg.
Não estar exposto a situações de risco (vários parceiros sexuais, usar drogas, ter parceiro sexual portador do vírus da AIDS).
Apresentar documento de identidade oficial.
Não estar gripado ou resfriado.
Não estar grávida ou amamentando.

É preciso saber

Não existe substituto para o sangue.
Seu sangue jamais será vendido.
Quem doa sangue uma vez não é obrigado e nem tem necessidade de doar sempre.
Um doador pode doar sangue até quatro vezes por ano.
Doar sangue não engorda, não emagrece, não afina nem engrossa o sangue, não vicia e faz bem para a consciência.
O doador tem o direito de receber um atestado médico e a carteirinha de doador.

Preparação para doação

Dormir bem a noite anterior à doação.
Não ingerir bebida alcoólica 12 horas antes da doação.
Não estar em jejum.
Pela manhã você pode tomar café normalmente.
Após almoço ou jantar, aguarde 3 horas.

Como é a doação

A coleta é feita com material descartável.
A doação de sangue não dói.
Não há riscos de adquirir doenças.
Após doar sangue, o doador volta às atividades normais.
Ao doar sangue, você vai ser orientado e acompanhado por experientes profissionais de saúde.

É seguro doar sangue

Antes da doação, o candidato será avaliado e somente doará se estiver em condições.
A quantidade de sangue doada é de aproximadamente 450 ml.
O sangue doado passa por exames laboratoriais.
Todo material usado é descartável.
Todo sangue retirado é reposto pelo organismo.
A coleta é realizada em ambiente limpo, confortável e acolhedor.

Atenção

Quando for doar sangue lembre-se de responder corretamente às perguntas durante a entrevista. O sangue seguro começa com as informações.

Fonte: www.huav.com.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Perguntas e Respostas sobre Doação de Sangue

Quantos litros de sangue uma pessoa possui?

Em média, um adulto tem cerca de cinco litros de sangue, mas a quantidade de sangue varia conforme o peso da pessoa.

Por que devo ser um doador de sangue?

O sangue não se fabrica artificialmente, portanto não existe uma forma mais simples de salvar vidas. O organismo repõe o plasma em cerca de um dia após a doação e os demais componentes em algumas semanas. Você pode doar sangue a cada 2 meses (homem) e 3 meses (mulher).

Que tipos de risco existem para alguém que doa sangue?

Não há perigo em doar sangue. Todo o material utilizado para retirar o sangue é descartável e esterilizado. A quantidade retirada é proporcional ao peso do doador.

Às vezes pessoas muito anciosas podem apresentar reações adversas à doação, como por exemplo: hipotensão arterial, sudorese e tonturas, que são sintomas passageiros.

Para que é usado o sangue?

As hemácias são transfundidas em caso de anemias ou grandes sangramentos, As plaquetas são transfundidas quando os pacientes não as possui em número suficiente ou sua qualidade não está boa para promover a coagulação. Os pacientes com câncer que são submetidos a quimioterapia, muitas vezes tem que ser transfundidos pois este tratamento diminui a quantidade de hemácias e/ou plaquetas.

O plasma constitui-se de 90 por cento de água, 7 por cento de proteína e quantidades muito pequenas de gorduras, açúcar e minerais. O plasma e os fatores de coagulação concentrados são necessários para pacientes com hemofilia e com outras perturbações que ocasionam sangramento.

O que tenho de fazer para doar sangue?

Dirigir-se até ao hemocentro de Marília, ou entar em contato com o hemocentro pelo e-mail (hemocentro@famema.br), telefone (3402-1850), ou entre em contato com o banco de sangue mais próximo para marcar uma hora ou para obter informações sobre a nova campanha que realizarão para a coleta de sangue.

Durma bem na véspera.

O que acontece depois de eu ter doado o sangue?

Após a doação, descanse durante 5 ou 10 minutos. Tome o lanche oferecido pela unidade para elevar o nível de açúcar em seu sangue e para iniciar a reposição pelo organismo com a ingestão de líquidos. Não fume durante uma hora e nem tome nenhuma bebida alcoólica durante cinco horas. Compartilhe sua experiência com seus amigos para que estes também se sintam motivados a doar sangue.

Posso contrair alguma doença através da doação de sangue?

Não. Quem doa não corre risco de adquirir doenças. O material utilizado na coleta é descartável.

A doação vai fazer com que eu engorde ou emagreça?

Não engorda porque você não ingere nada. Não emagrece porque a quantidade de sangue retirado é reposta com a ingestão de líquidos, permitindo que o doador retome seu peso original.

Se eu doar, meu sangue vai engrossar ou afinar?

Nem uma coisa nem outra. O organismo controla perfeitamente a reposição de volume e de glóbulos vermelhos, mantendo-os sempre na mesma quantidade.

Doar sangue vicia?

Não. Se você nunca mais doar, nada vai acontecer. Mas sempre que for possível, doe.

Quantas vezes eu posso doar sangue?

Homens podem doar a cada três meses e mulheres a cada quatro meses.

Mulher grávida, amamentando ou que sofreu um aborto pode doar sangue?

Não. A mulher não pode estar grávida e deve esperar três meses após o parto para doar sangue. Se estiver amamentando, ela deve esperar três meses após parar de amamentar. Se tiver sofrido aborto, deve esperar três meses.

Vou perder muito tempo para doar sangue?

Não. Desde a triagem até a doação você vai levar no máximo 40 minutos. Em dias mais movimentados você pode ter de esperar um pouco mais. Como não é necessário jejum, você pode doar até as 18:00 horas.

Posso doar sangue se fui submetido a uma cirurgia?

Sim. Se a cirurgia foi de pequeno porte você pode doar sangue após três meses. No caso de cirurgia de grande porte espere seis meses para doar.

Posso doar sangue para mim?

Sim. Quando você for passar por uma cirurgia pode armazenar uma reserva de seu próprio sangue para o caso de precisar de uma transfusão, mas para isso procure o serviço de hemoterapia com bastante antecedência para que tudo ocorra como o planejado.

Posso fazer uma doação de sangue específica para uma pessoa?

Desde que o seu sangue esteja dentro de todas as especificações necessárias é possível a doação, armazenamento e transfusão específica para determinada pessoa.

Fonte: www.famema.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Dia Nacional do Doador de Sangue alerta para conscientização

25 de novembro é o dia Nacional do Doador de Sangue, e é necessário lembrarmos dessa ação, pois sempre que uma pessoa precisa de uma transfusão de sangue para sobreviver ela só precisa contar com a solidariedade de outras pessoas.

Doação de sangue é um processo no qual um doador voluntário tem seu sangue recolhido para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso subsequente em uma transfusão.

A Chefe do Núcleo Hemoterápico de Corumbá, Drª Miriam Lacerda Philbois falou da importância da doação de sangue. "As pessoas precisam conscientizar-se mais para doação, ainda mais esse ano que temos tido poucos doadores, pois a transfusão de sangue é necessária em diversos casos, e as pessoas só se lembram da doação quando tem alguém da família precisando", e ainda complementou, "Nós sempre temos sangue estocado, aproximadamente 7 mil bolsas, mas acontece durante o ano de termos que mandar trazer de Campo Grande", afirma.

A Drª Miriam também lembrou que a transfusão de sangue é necessária em diversas situações, como para repor uma perda aguda de sangue que pode ocorrer durante cirurgias, em acidentes, para a sobrevida de recém-nascidos prematuros, durante o tratamento de câncer, e de muitas outras doenças.

Antes da doação a pessoa preenche um cadastro com o documento de identificação e passa por uma entrevista clínica, para saber se esta com algum tipo de anemia e em condições de doar sangue.

As recomendações pós-doação é tomar bastante líquido, e evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas.

Por que doar sangue ?

A ciência avançou muito e fez várias descobertas, mas ainda não foi encontrado um substituto para o sangue humano, e por isso, sempre que uma pessoa precisa de uma transfusão de sangue para sobreviver ela só precisa contar com a solidariedade de outras pessoas. Doar sangue é simples, rápido , sigiloso e seguro; mas para quem recebe, esse gesto não é nada simples, pois vale a vida.

Você pode doar:

Se tem mais de 18 e menos de 60 anos;
Se seu peso for superior a 50 kg;
Se não estiver grávida;
Se não estiver amamentando;
Se já passou pelo menos 3 meses de parto ou aborto;
Se você não teve Hepatite após os 10 anos de idade;
Se você não teve contato com o inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas;
Se você não teve malária ou esteve em região de malária nos últimos 6 meses;
Se você não sofre de Epilepsia;
Se você não tem ou teve Sífilis;
Se você não é diabético;
Se você não tem tatuagens recentes (menos de 1 ano);
Se você não recebeu transfusão de sangue ou hemoderivados nos últimos 10 anos;
Se você não ingerir bebidas alcoólicas nas 24hs que antecedem a doação;
Se você estiver alimentado e com intervalo mínimo de 2 horas do almoço;
Se você dormiu pelo menos 6 horas nas 24hs que antecedem a doação.

Fonte: www.portalms.com.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

O Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue foi instituído, no Brasil, pelo decreto no 53.988, de 30/06/1964.

Embora a ciência tenha avançado muito, ainda não descobriu algo que substitua o sangue humano. Em razão disso, há necessidade de doadores de sangue, para que as pessoas que necessitam de transfusão possam sobreviver. A doação é, pois um ato de solidariedade.

O doador precisa ter peso mínimo de 50kg, boas condições de saúde e estar na faixa de 18 a 65 anos.

Há várias razões para que o doador não tenha receio de doar seu sangue:

É procedimento seguro. O doador é avaliado e seu sangue passa por rigoroso e completo exame laboratorial.
Não prejudica a saúde. O volume de sangue de uma pessoa corresponde a 7% de seu peso corporal. Numa doação, são retirados de 8 ml/kg de peso para mulher e 9 ml/kg de peso para homem. O volume máximo da doação é de 500 ml. O volume de plasma doado é reposto em 24 horas; os glóbulos vermelhos, em cerca de 2 a 4 semanas.
Não obriga a outras doações. A pessoa pode doar apenas uma vez ou, se quiser, a cada dois meses, se for homem, e a cada três, se for mulher, num período que não excede meia hora.
Não aumenta a pressão arterial, nem "engrossa o sangue".
Não causa contaminação, pois o material utilizado é descartável e oferece total segurança.

Sangue é Vida!
Quem doa sangue, doa vida!
Você pode salvar muitas delas!

O Brasil necessita diariamente de 5.500 bolsas de sangue, seja um doador!

A doação de sangue é segura e não demora mais de 1/2 hora. Todo o material utilizado é descartável e oferece total segurança ao doador de sangue.

Fonte: www.quiosqueazul.com.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Dia 25 de novembro é o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. A data criada em 1964 com o objetivo de valorizar a doação voluntária, é um ato simples e salva muitas vidas. Mas será que temos o que comemorar?

De acordo com dados da Fundação Pró-Sangue sim, mas há de se lutar contra a falta de informação e preconceito. Em 2002, foram coletadas no Brasil cerca de 3 milhões de bolsas de sangue, o que corresponde a menos de 2% da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse índice deveria estar em torno de 3% a 5%.

A Fundação Pró-Sangue, criada em 1984, é uma instituição sem fins lucrativos, ligada à Faculdade de Medicina e à Secretaria de Estado da Saúde. Considerada o maior hemocentro da América Latina, é responsável pela coleta de 53% do sangue consumido na Grande São Paulo, 24% do Estado e de 14% do consumido no Brasil.

Na Europa e Estados Unidos, a população foi conscientizada para a importância da doação em função de fatores históricos que envolveram conflitos internos, guerras e acidentes naturais. Nesses lugarestodos tinham um parente ou amigo envolvido com episódios que envolviam a necessidade de sangue, o que levou a uma sensibilização da população. O caso mais recente foi o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, em que aviões comerciais foram jogados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Cerca de 25 mil pessoas foram retiradas do local e se não houvesse essa conscientização coletiva a situação poderia ter sido pior.

Para Aline Monteiro, hematologista da Pró-Sangue, a população americana e européia está sensibilizada para situações de catástrofe, mas a brasileira não. Aline estava de plantão médico no dia 31 de setembro de 1996, quando um avião Fokker 100 da TAM, com destino ao Rio de Janeiro, caiu nas proximidades do Aeroporto de Congonhas logo após a decolagem, matando 96 pessoas. "Várias pessoas correram aos hospitais para doar sangue, em função dos apelos feitos pelo rádio e televisão", diz ela. E adverte: "Nós não temos estoque necessário para esse tipo de acontecimento, se alguma catástrofe acontecer não estamos preparados. É necessário prevenir". Ela admite que em grandes metrópoles, como São Paulo, a dificuldade de locomoção e as distâncias podem ser um empecilho."Mas não podemos ser pegos de surpresa nessas situações", enfatiza.

Desde 1995 a Pró-Sangue vem trabalhando em campanhas de informação e conscientização como a "Imite seu Ídolo. Doe Sangue", que contabiliza a participação de mais de 50 artistas e formadores de opinião.

A partir disso, o número de doadores voluntários vem aumentando: de 20% em 1995, para 68% em 2003 em São Paulo. No restante do País o número de doações é inferior a 40%.

Fernado Zahorcsak, 25 anos, é um exemplo. Funcionário do Hospital Universitário, no campus da capital, há um ano e meio, doa sangue voluntariamente desde 1996. "Doar é uma coisa que não custa nada e salva muitas vidas. Não é um ato altruísta, mas consciente", afirma ele. É com toda essa simplicidade que Zahorcsak define o ato de doar vida aoutra pessoa. "Quando era mais novo escutava histórias que o povo conta, como, se você doar sangue uma vez tem que doar sempre. Isso é mentira", diz convicto.

Zahorcsak é membro do Clube Irmãos de Sangue, criado em 1998 para homenagear os fiéis doadores voluntários. Hoje o clube contabiliza 1.790 associados.

Mensalmente, a Pró-Sangue coleta e processa cerca de 15 mil bolsas de sangue destinadas a 300 hospitais da região metropolitana de São Paulo. Para se tornar um doador é simples. Basta ter entre 18 e 65 anos de idade, pesar no mínimo 50 kg e estar em boas condições de saúde.

Os únicos impedimentos temporários são: gripe ou febre; aguardar 90 dias após o parto normal e 180 dias após a cesariana, e 12 meses para quem estiver amamentando. Para quem realizou endoscopia ou fez tatuagem, aguardar 12 meses. No dia da doação não se deve ingerir bebidas alcoólicas.

Contudo, há casos de impedimentos definitivos. Para pessoas que já tiveram doença de Chagas, malária ou hepatite após os dez anos de idade, e para quem participa de situações nas quais há maior risco de contrair o HIV e sífilis.

Em 2002, a fundação recebeu o certificado ISO 9002, da British Standards Institution, tornando-se o primeiro hemocentro público brasileiro a ter o controle de qualidade de seus produtos e serviços testados por um organismo internacional de renome.

O alto rigor no cumprimento dessas normas visa a oferecer proteção ao receptor e ao doador. Na triagem, o doador, que deve ser totalmente sincero em suas informações, passa por uma entrevista de avaliação. A doação pode ser agendada por telefone – 0800-55-0300 – ou pelo site.

De 24 a 29 de novembro a Pró-Sangue realizará nos postos de coleta uma grande festa para comemorar a marca de cerca de 70% de doações voluntárias.

Participe do dia "de quem salva vidas", e faça parte do Clube Irmãos de Sangue.

Fonte: www.usp.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Orientações para doadores de sangue

Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...

Trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação)
Estar bem de saúde
Ter entre 18 e 65 anos
Pesar mais de 50Kg
Não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários

Febre
Gripe ou resfriado
Gravidez
Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
Uso de alguns medicamentos
Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Cirurgias e prazos de impedimentos

Extração dentária: 72 horas
Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses
Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
Transfusão de sangue: 1 ano
Tatuagem: 1 ano
Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos

Hepatite após os 10 anos de idade
Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
Uso de drogas ilícitas injetáveis
Malária

Intervalos para doação

Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade

Você sabe o que é janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.
No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.
Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para AIDS. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Cuidados pós-doação

Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
Aumentar a ingestão de líquidos
Não fumar por cerca de 2 horas
Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas
Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

Fonte: www.inca.gov.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

O Termo de Compromisso e o decreto presidencial fazem parte da estratégia do governo para o Brasil atingir a meta de ter entre 3% e 5% da população doando sangue anualmente. Essa é a taxa ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para um país manter os estoques regularizados. Hoje, o percentual de doadores brasileiros varia entre 1,76% e 1,78% por ano.

Segundo o Termo de Compromisso, os cinco ministérios, dentro das especificidades de cada área e das suas possibilidades, deverão desenvolver as seguintes atividades:

Homenagens públicas aos doadores voluntários de sangue
Ações informativas voltadas para os diversos segmentos da sociedade, buscando fomentar a atividade de doação de sangue
Campanhas destinadas a divulgar a importância do ato de doar sangue
Processos educativos direcionados às crianças e adolecentes, difundindo conceitos de solidariedade e cidadania, relativos à atividade de doar sangue
Outras atividades informativas e educativas que demonstrem para a população os inúmeros benefícios do ato de doação de sangue

As obrigações das centrais sindicais e confederações de empregadores, dentro das suas áreas de abrangência e das suas possibilidades, são:

Ações informativas buscando fomentar a atividade de doar sangue
Campanhas destinadas a divulgar a importância do ato de doar sangue
Processos educativos com vistas à difusão de conceitos de solidariedade e cidadania, relativos à atividade de doar sangue
Outras atividades informativas e educativas que demonstrem e incentivem o ato de doar sangue.

Na solenidade, serão homenageados cinco doadores voluntários fidelizados (aqueles que doam pelo menos duas vezes em um ano) de cada região do país.

Também estará presente a campeã de mountain bike Juliana Machado Rodrigues, que dará seu depoimento sobre a experiência como atleta doadora. Ainda durante o evento, o ministro da Saúde, Humberto Costa, vai apresentar as diretrizes da Política Nacional de Sangue (vide anexo).

Anualmente, o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é celebrado em 25 de novembro, e na última semana desse mês os principais serviços de coleta de sangue sempre realizam atividades para aumentar o número de doações. Portanto, a criação da Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue vem oficializar e ampliar uma prática já legitimada pela sociedade. Esse esforço pelo aumento das doações ocorre sempre em novembro pelo fato de a falta de estoques em unidades de saúde ser habitual em dezembro e janeiro, período em que há diminuição do número de doadores por causa das férias e festas. Ao mesmo tempo, é quando há um aumento no número de acidentes, elevando a demanda por sangue.

Para DOAR SANGUE é necessário

Estar em boas condições de saúde
Apresentar documento de identidade original ou fotocópia autenticada ou documento equivalente com foto e filiação
Ter entre 18 e 65 anos
Ter peso mínimo de 50 kg
Ter descansado no mínimo 6 horas nas últimas 24 horas
Não estar gripado ou com febre
Não estar grávida ou amamentando
Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 6 horas.

NÃO poderá doar

Quem fez tatuagem, piercing ou tratamento com acupuntura nos últimos 12 meses
Portadores de vírus da AIDS, HBV, HCV ou HTLV
Pessoas que já viveram situações sexuais de risco acrescido
Quem possui histórico de doença hematológica, cardíaca, renal, pulmonar, hepática, ato-imune, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, sangramento anormal, convulsão após os dois anos de idade ou epilepsia, sífilis, doença de Chagas ou malária
Usuários de drogas. Medicamentos contra indicados para doação de sangue
Anemia
Mulheres grávidas não poderão doar sangue

Como é a Doação?

Ao chegar, a pessoa é submetida ao teste de Hemoglobinaou ou micro-hematócrito (para verificar se doador está com anemia), verificação dos sinais vitais (pressão arterial, batimento cardíaco e temperatura)

A pessoa passa por uma entrevista

Não havendo problemas, a pessoa estará habilitada à doação

Depois disso, é oferecido um lanche que deve ser tomado no local e, em seguida, o doador é liberado.

Interessante você saber que:

A doação não traz risco à saúde
Todo material utilizado é descartável
Mulher em período menstrual pode doar, desde que não esteja sentindo cólicas, dor de cabeça ou com fluxo muito grande
Quem doa sangue uma vez não é obrigado a doar sempre

Intervalo mínimo entre as doações:

Homens - 60 dias e no máximo 4 vezes ao ano;
Mulheres - 90 dias e no máximo 3 vezes ao ano.

Fonte: www.anvisa.gov.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Dia Nacional do Doador de Sangue
Doador de Sangue

A doação de sangue é um ato voluntário e altruísta que SALVA VIDAS.

Doar sangue é seguro e quem doa uma vez, não é obrigado a doar sempre. No entanto, é muito importante que pessoas saudáveis doem regularmente. Se você quer ser um doador voluntário de sangue, leia abaixo algumas orientações antes de decidir pela sua doação

Uma informação importante é que a doação não é um meio para se testar para AIDS ou outro agente infeccioso, pois há um período entre a infecção e a sua identificação pelos exames laboratoriais, chamado de Janela Imunológica, que pode variar de semanas a meses dependendo do tipo de agente infeccioso.

Durante o período de janela imunológíca os testes laboratoriais revelam-se negativos e o agente infeccioso pode ser transmitido através da transfusão de sangue.

Portanto, se você estiver em dúvida se pode ou não doar sangue, leia mais os textos a seguir ou ligue para o DISQUE SANGUE - 0800-2820708. Da sinceridade e consciência do doador pode depender a saúde de quem receberá a transfusão de sangue.

Você pode participar doando sangue e/ou divulgando a importância da doação de sangue.

Como doar

Há 03 principais tipos de doação: de sangue total, por aférese e doação autóloga.

Doação de Sangue Total: é a doação habitual, onde até 450 ml de sangue são coletados em uma bolsa produzida com materiais e soluções que permitem a preservação do sangue. Os homens podem doar de 2 em 2 meses, até 4 vezes ao ano e as mulheres podem doar de 3 em 3 meses até 3 vezes ao ano.

COMO É FEITA UMA DOAÇÃO DE SANGUE TOTAL ?

1- Cadastro

O doador, portando um documento oficial com foto, é cadastrado e recebe um questionário para ser respondido. Esse questionário tem o objetivo de avaliar se há alguma situação ou doença que impeça a doação de sangue, portanto as respostas devem ser sinceras e qualquer dúvida deve ser esclarecida na próxima etapa - a triagem clínica.

2- Triagem clínica

O doador é entrevistado e examinado por profissional de saúde , em local que garanta a privacidade e o sigilo das informações. Esse profissional verifica as respostas do questionário e avalia pessoas com alto risco de transmitir doenças pelo sangue. O doador deve ser consciente de que as suas respostas são muito importantes para garantir a sua integridade física, bem como a de quem vai receber o seu sangue. A segurança do paciente que recebe transfusão começa com o doador.

3- Coleta de sangue

A coleta de sangue dura no máximo 10 minutos. Todo o material utilizado é estéril e descartável Não há risco de contrair doenças doando sangue.

4- Lanche

Após a doação o doador recebe um lanche e informações sobre os cuidados básicos que devem ser tomados após a coleta do sangue.

TODAS AS PESSOAS PODEM DOAR SANGUE?

Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por Normas Técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue

REQUISITOS BÁSICOS PARA DOAR SANGUE

Portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho certificado de reservista ou carteira do conselho profissional)
Estar bem de saúde
Ter entre 18 e 65 anos
Pesar no mínimo 50 Kg
Não estar em jejum. Evitar apenas alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação

Não estar incluído em grupos com ocorrência freqüente de situações de risco para contaminação pelo HIV, tais como:

Permanência em prisões
Usuários de drogas injetáveis
Profissionais do sexo
Homens que fizeram sexo com outro(s) homem(ns)."

ALGUMAS SITUAÇÕES QUE IMPEDEM PROVISORIAMENTE A DOAÇÃO DE SANGE:

Febre - acima de 37°C
Gripe ou resfriado
Gravidez
Puerpério: impedimento de 90 dias após o parto normal e de 180 dias após a cesariana
Uso de alguns medicamentos
Anemia

Cirurgias e prazos de impedimento:

Extração dentária 72 horas
Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses.
Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses.
Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação.
Tatuagem: 01 ano sem doar
Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
Transfusão de sangue: impedimento por 01 ano
Ter tido parceiro sexual exposto a situação de risco para AIDS: inapto enquanto mantiver relações sexuais com este parceiro
Amamentação

ALGUMAS SITUAÇÕES QUE IMPEDEM DEFINITIVAMENTE A DOAÇÃO DE SANGUE:

Hepatite B - soropositvo para o vírus da hepatite B (HbsAg e/ou anti-HBc)
Hepatite C - soropositivo para o anti-HCV
HIV- soropositivo para o anti-HIV
Doença de Chagas
Sífilis - soropositivo para marcadores da sífilis
HTLV - soropositivo para HTLV I/II
Alcoolismo crônico

O QUE É FEITO COM O SANGUE APÓS A DOAÇÃO?

1 -Fracionamento

A bolsa de sangue total é centrifugada e separada em 03 componentes:

Concentrado de hemácias
Concentrado de plaquetas
Plasma

2- Exames laboratoriais

São realizados exames para determinação do Grupo sanguíneo e para detecção de doenças transmissíveis pelo sangue.

3- Liberação da bolsa

Após a realização dos exames laboratoriais, a bolsa de sangue é liberada para transfusão.

4- Transfusão

O sangue é utilizado principalmente nas grandes emergências (acidentes de trânsito, por armas, hemorragias agudas etc), nas cirurgias e em pacientes com doenças oncológicas e hematológicas.

Fonte: www.hemorio.rj.gov.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

Dia Nacional do Doador de Sangue

A cada segundo uma pessoa no mundo necessita de transfusão de sangue para sobreviver. É importante contar com voluntários agentes de paz que pratiquem o valor da solidariedade e possam estender um braço para a vida, doando sangue seguro.

A saúde é uma necessidade humana, e obtê-la é fundamental para alcançar a tranqüilidade, a harmonia e a paz. Por isso a Amisrael, com o apoio dos bancos de sangue regionais e a Cruz Vermelha Internacional, realizará durante o mês de abril a campanha mundial “Um braço pela vida”, dando a milhares de pessoas a oportunidade de se converter em heróis oferecendo o melhor presente que se pode dar.

A doação de sangue promove a construção de valores, o respeito à vida, o bem comum, e fomenta no doador sentimentos que favorecem sua auto-estima e bem-estar emocional, já que ao doar esse líquido valioso a pessoa sente a satisfação de salvar vidas e transmitir amor, alegria e esperança a outros.

O sangue não pode ser produzido nem com a mais avançada tecnologia. Só a generosidade permite obtê-lo, daí a importância de que a população mundial tome consciência de que esta ação tão simples constitui a única alternativa de vida para milhões de pessoas.

O que é a doação voluntária de sangue?

É um ato totalmente solidário, voluntário, quando manifestamos nosso livre desejo de oferecer um pouco do nosso sangue para transmitir esperança a outros sem esperar remuneração econômica em troca.

Quantas pessoas têm a oportunidade de se salvar com uma doação de sangue?

Cada vez que se doa sangue, de 1 a 4 pessoas têm a oportunidade de continuar vivendo.

O sangue doado é utilizado para ajudar pessoas que serão submetidas a cirurgias grandes e complicadas, transplantes de órgãos, doentes de câncer, como leucemia, acidentados, anêmicos, doentes e pacientes com queimaduras.

Guia sobre a doação de Sangue:

O que devemos saber sobre a doação de sangue?

Em muitos países do mundo ainda não existe uma cultura de doação de sangue. Possivelmente por desinformação e pela falta de ações permanentes orientadas a consolidar uma cultura altruísta e solidária no meio da sociedade.

Existem muitos mitos e crenças, como pensar que ao coletar o sangue a pessoa pode ser contaminada com alguma doença. Mas o doador não adquire nenhuma doença, porque o material que se utiliza para coletar o sangue é esterilizado e descartável, e é aberto na presença do voluntário.

A verdade é que ao doar sangre você pode salvar a vida de quatro pessoas em apenas 10 minutos, pois o sangue se decompõe em plasma, que serve para os doentes de hemofilia; glóbulos vermelhos, que servem para pacientes com anemia e para os que sofreram choque hemorrágico; plaquetas, para quem tem leucemia ou linfomas, e leucócitos, para portadores de HIV.

Razões para que você seja um doador de sangue

1. Oito em cada 10 pessoas necessitará de algum tipo de transfusão sangüínea em sua vida
2.
Amanhã alguém de sua família pode precisar
3.
Doar significa saúde, porque o doador corre menos riscos de sofrer ataque cardíaco
4.
Doar renova as células sangüíneas
5.
Permite uma maior oxigenação dos órgãos e tecidos
6.
O sangue doado é submetido a vários tipos de análise. Qualquer anormalidade que se detectar é imediatamente comunicada ao doador. É uma garantia de saúde sangüínea.
7.
A doação é rápida e segura
8.
Se você estender o seu braço para a vida, pode dar a 4 pessoas a oportunidade de continuar vivendo.

Perguntas freqüentes sobre a doação de sangue

A doação de sangue engorda ou enfraquece?

Não. A doação não engorda nem enfraquece. O sangue retirado só representa 10 % do total que a pessoa tem, e não prejudica o organismo, pois será substituído rapidamente pelo corpo. O voluntário pode ajudar nesse processo simplesmente com a ingestão de água.

Quantas vezes ao ano a pessoa pode doar sangue?

Os homens podem doar quatro vezes ao ano, e as mulheres até três vezes.

Requisitos para a doação de sangue:

1. Idade entre 18 e 65 anos;
2. Ter acima de 50 quilogramas;
3. Bom estado de saúde física;
4. Não estar em jejum;

Quem não pode doar sangue?

Mulheres grávidas
Pessoas que tiveram hepatite após os 11 anos de idade.
Pessoa que consumiu droga em forma endovenosa
Pessoas que tenham feito tatuagens ou “piercing” nos últimos 12 meses.
Pessoa que tenha contraído recentemente uma doença sexualmente transmissível como o HIV ou a sífilis
Pessoas que sofrem de anemia
Pessoas que tenham hábitos sexuais desordenados, desprotegido, pois estas ações os colocam em risco de ter contraído alguma doença.

O processo de doação é muito fácil

Inscrição

Registrar seu nome, sobrenome e número da carteira de identidade;

Formulário

Preencher um formulário com dados de saúde básica;

Entrevista Médica

Um membro da equipe de coleta fará algumas perguntas sobre seus antecedentes de saúde com o objetivo de identificar fatores de risco para o doador ou para o paciente;

Consulta

O médico verifica sua temperatura, o nível de ferro, a pressão arterial e o pulso para proteger sua saúde e bem-estar;

Doação

A equipe utiliza material estéril e descartável, e coletará do doador 450 ml de sangue em um tempo aproximado de 10 minutos.

Após a doação

Comer algum lanche leve
Beber muito líquido
Não realizar exercícios forçados, não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas até algumas horas após a doação.

Estenda seu braço pela vida. Doe sangue!

Fonte: www.amisrael.org.il

Dia Nacional do Doador de Sangue

Veja se você pode se tornar um doador de sangue:

Para se tornar um doador de sangue, é necessário que a pessoa apresente as seguintes características:

Tenha entre 18 e 60 anos
Pese mais de 50 quilos
Não esteja grávida
Já tenha se passado pelo menos 3 meses do último parto ou aborto
Não tenha tido Doença de Chagas ou contato com o inseto Barbeiro
Não tenha tido malária ou estado em região de malária nos últimos 6 meses
Não tenha hepatite ou sífilis
Não seja Epilético
Tenha doado sangue há mais de 60 dias (homem) ou 90 dias (mulher)
Não tenha ingerido bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a doação
Tenha dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.

Atenção, serão realizados os seguintes exames de triagem no sangue doado:

AIDS
Sífilis
Hepatite
Doença de Chagas
HTLV I/II
Formas raras de Hemoglobina (anemias)
Grupos Sangüíneos e Fator Rh

O ato de doar sangue:

Não emagrece
Não engorda
Não afina o sangue
Não engrossa o sangue
Não vicia Pessoas que foram vacinadas contra sarampo ou com a BCG estão impedidas de doar sangue por um mês.
Pessoas vacinadas contra rubéola não podem doar por 02 semanas.

A doação de sangue passo a passo:

Veja como é simples doar sangue:

1° Passo: O processo de doação leva aproximadamente 1/2 hora. A doação em si dura apenas de 6 a 10 minutos.
2° Passo:
Preencha a ficha do doador. Você ficará cadastrado em nosso banco.
3° Passo:
Check-up médico. Um médico irá medir sua pressão e checar se você está apto a doar sangue. Não fique constrangido, algumas perguntas que fazem parte da rotina, serão feitas. Suas respostas são extremamente importantes e confidenciais.
4° Passo:
A doação propriamente dita. Um profissional de saúde irá realizar a assepsia em seu braço e usar uma agulha descartável. Não há chance de contrair o vírus da AIDS ou nenhuma outra doença infecciosa doando sangue.
5° Passo:
Após a doação você deverá descansar uns 10 minutos. Esse tempo é super importante e com isso você poderá fazer um lanche leve, fornecido gratuitamente.

Perguntas e Respostas

E se eu tiver uma tatuagem ou "body piercing"?

Pessoas que fizeram uma tatuagem recentemente devem esperar pelo menos um ano antes de doar sangue. Não importa quantas tatuagens a pessoa tenha, apenas a data da mais recente. Ter um "body piercing" não impede uma pessoa de doar sangue, desde que ele tenha sido feito em um estabelecimento licenciado.

Fazer um "body pierce" em um estabelecimento não licenciado impede com que a pessoa faça uma doação por um ano.

Pessoas que tomam remédios podem doar sangue?

Se você estiver sob medicação, consulte um médico ou pergunte à equipe do banco de sangue se você tiver dúvidas se pode doar ou não.

Fonte: www.abrale.org.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

O que é Sangue ?

O sangue é um dos tecidos vivo que circula pelo corpo, rico em nutrientes e células vivas (glóbulos). Leva oxigênio e nutrientes a todos os órgãos. Ele é composto por plasma, hemácias, leucócitos, plaquetas e fatores de coagulação. Sua quantidade varia conforme o peso da pessoa ( 4 a 7 litros). Uma perda deste precioso líquido acima da reserva (que todos nós temos), pode acarretar estado de choque.

O que será feito com o sangue doado ?

O sangue é separado em componentes como: concentrado de hemácias (glóbulos vermelhos), que transportam o oxigênio e gás carbônico; plasma, que é a parte líquida que transporta proteínas; concentrado de plaquetas, que controlam as hemorragias, glóbulos brancos que atuam contra infecções e crioprecipitados.

Como você vê, a sua doação pode salvar vidas e ajudar para uma recuperação mais rápida dos pacientes.

Quais são os tipos de sangue (ABO e Rh) ?

O Sangue é classificado em grupos com a presença ou ausência de um antígeno na superfície da hemácia. Os grupos mais importantes são ABO e Rh (+ e -). A incidência destes grupos varia de acordo com a raça, pois trata-se de um fator hereditário.

Percentualmente, sua ocorrência na população é de aproximadamente:

O (45%)
O positivo: 36%
O negativo: 09%
A (42%)
A positivo: 34%
A negativo: 08%
B (10%)
B positivo: 08%
B negativo: 02%
AB (3%)
AB positivo: 2,5%
AB negativo: 0,5%

DOADOR E SANGUE UNIVERSAL

O positivo doa para O, A, B, AB positivo
O negativo doa para TODOS
A positivo doa para A e AB positivo
A negativo doa para A e AB negativo e para A e AB positivo
B positivo doa para B e AB positivo
B negativo doa para B e AB negativo e para B e AB positivo
AB positivo doa para AB positivo
AB negativo doa para AB negativo e para AB positivo
O NEGATIVO doador universal
AB POSITIVO receptor universal.

SOMENTE NAS URGÊNCIAS LANÇA-ME MÃO DO SANGUE UNIVERSAL “O NEGATIVO”.

O que são Hemácias ?

As hemácias são conhecidas como glóbulos vermelhos por causa do seu alto teor de hemoglobina, uma proteína avermelhada que contém ferro
A hemoglobina capacita as hemácias a transportar o oxigênio a todas as células do organismo. Elas também levam dióxido de carbono, produzido pelo organismo, até os pulmões, onde ele é eliminado
Existem entre 4 milhões e 500 mil a 5 milhões de hemácias por milímetro cúbico de sangue.

O que é Plasma ?

O plasma é parte líquida do sangue, de coloração amarelo palha, composto de água (90%), proteínas e sais. Através dele circulam por todo o organismo as substâncias nutritivas necessárias à vida das células.

Essas substâncias são: Proteínas, enzimas, hormônios, fatores de coagulação, imunoglobulina e albumina. O plasma representa aproximadamente 55% do volume de sangue circulante.

O que são Plaquetas ?

As plaquetas são pequenas células que tomam parte no processo da coagulação sanguínea, agindo nos sangramentos (hemorragias). Existem entre 200 mil e 400 mil plaquetas por milímetro cúbico de sangue.

O que são leucócitos ?

Os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, fazem parte da linha de defesa do organismo e são acionados em casos de infecções, para que cheguem aos tecidos na tentativa de destruírem os agressores, tais como vírus e bactérias. Existem entre 5 mil a 10 mil leucócitos por milímetro cúbico.

Fonte: www.shdb.com.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

Instruções aos candidatos à Doação de Sangue

É obrigatório apresentar um dos seguintes documentos: carteira de identidade, de trabalho profissional, passaporte ou certificado de reservista. Todo doador deve estar ligado por afeto ao receptor

Peso: acima de 55 kg – Idade: de 18 a 65 anos

O doador deve gozar de saúde perfeita, caso contrário o sangue retirado prejudicará o próprio doador ou a quem dele fizer uso.Não deve doar em jejum. Tomar café da manhã normal. Após o almoço ou refeição volumosa, deve esperar 3 horas.
Não deve fazer uso de bebidas alcoólicas 24 horas antes da doação.
O doador deve ter dormido pelo menos 5 horas na noite anterior e se sentir descansado para a doação.
Repouso recomendado após doação: 12 horas para operadores de máquinas pesadas, chofer de táxi, ônibus, trem, motoqueiro, (permanecer 2 horas no Banco de Sangue), atividades em altura (andaimes), etc. e 72 horas para tripulação de avião.
Não fumar 1 hora antes e após a doação.
As doações não devem ser feitas com intervalos menores que 2 meses para homens e 3 meses para mulheres

A) Informe ao médico de plantão se:

1- Está em uso de algum medicamento? Tomou algum medicamento no último mês?
2-
Foi operado ou teve doença grave nos últimos 6 meses?
3-
Tem ou teve furúnculo, ouvidos infectados ou qualquer outra doença infecciosa nos últimos 3 meses?
4-
Teve contato com algum doente de hepatite (icterícia/ tirícia) nos últimos 6 meses?
5-
Recebeu algum tratamento para sífilis? Teve alguma doença venérea (doença de rua) nos últimos 2 anos?
6-
Já morou em região onde existe malária ou já teve malária (maleita, febre palustre, implaudismo, sezão)? Esteve na Amazônia ou em região de malária nos últimos 6 meses?
7-
Sofre ou já sofreu alguma alergia como asma, urticária, eczema? Manchas na pele?
8-
Fez extração dentária, obturação ou tratamento de canal nos últimos 3 meses? Limpeza ou manutenção de aparelho dentário na última semana?
9-
Recebeu alguma vacina nos últimos 3 meses? Recebeu vacina contra raiva nos últimos12 meses?

B) Se responder afirmativamente a alguma das perguntas abaixo, NÃO DOE SANGUE:

1- Tomou AAS, Melhoral, Aspirina, ou alguma medicação anti-inflamatória nos últimos 7 dias?
2-
Tem parceiro sexual fixo com o qual iniciou relacionamento sexual a menos de 6 meses?
3-
Relacionamento sexual eventual com pessoa conhecida, não pertencente a grupo de risco?
4-
Teve parceiros sexuais variados ou desconhecidos ou relação sexual com prostituta, nos últimos 12 meses?
5-
Já usou drogas injetáveis? Ou teve relacionamento sexual com pessoa que usou drogas injetáveis?
6-
Está em tratamento de alguma doença? Tem pressão alta? Alcoolismo? Tem alguma doença crônica (diabetes, problema de tireóide, vitiligo, psoríase, etc.?)
7-
Recebeu transfusão de sangue alguma vez?
8-
Recebeu imunoglobina (antisoro) nos últimos 10 anos?
9-
Notou a presença de ínguas em alguma região do corpo?
10-
Teve diarréia nas últimas 3 semanas? Tosse persistente? Emagrecimento?
11-
Tem tido febre sem causa aparente? Esteve gripado ou com sinusite nas últimas 3 semanas?
12-
Já teve malária? (maleita, febre palustre, implaudismo, sezão) alguma vez?
13-
Já teve hepatite (icterícia, tirícia)?
14-
Já teve convulsão, “disritmia”? Toma gardenal ou anti-convulsivantes?
15-
Tem alergia a algum medicamento?
16-
Foi submetido a endoscopia ou broncospia nos últimos 12 meses?
17-
Fez tatuagem, acupuntura, “piercing” ou furou a orelha nos últimos 12 meses?
18-
Teve dengue nos últimos 6 meses?
19-
Esteve na Inglaterra ou Reino Unido por mais de 6 meses ou entre 1980 até a presente data? Permaneceu em Portugal ou França por mais de 10 anos a partir de 1980?

PARA MULHERES: Está grávida? Amamentando? Teve parto ou aborto há menos de 3 meses? No último ano, teve relação com homem que faz sexo com outro homem (bissexual)? A menstruação não contra-indica a doação, mas se você não estiver bem, não doe.

Qualquer dúvida sobre estas instruções, procure esclarecimento com o pessoal de apoio ou com o médico triagista.

Mentir sobre seu estado de saúde ao doar sangue é crime perante a lei.
É previsto contato posterior a doação para controle de qualidade.

Fonte: www.ufop.br

Dia Nacional do Doador de Sangue

25 de Novembro

SIGNIFICADO ATRIBUÍDO AO SANGUE PELOS DOADORES E RECEPTORES

INTRODUÇÃO

A enfermagem trabalha, no seu cotidiano, com dimensões da pessoa, tais como simbolismos, significados, crenças, valores, aspirações e objetivos, porém, a compreensão que tem dos outros e de si mesma é, de modo geral, inconsciente e intuitiva, pois poucas vezes ocorre de maneira sistemática. A busca de referenciais que subsidiem a prática de enfermagem, fundamentada em conceitos e alicerçada nas exigências das pessoas, é imprescindível para que se respeite o seu sistema de conhecimentos e de significados.

Como profissional responsável pelo serviço de hemoterapia, o enfermeiro presta assistência, orienta e supervisiona o doador de sangue, durante o processo hemoterápico nas possíveis intercorrências, elabora a prescrição de enfermagem necessária nas etapas do processo hemoterápico, avalia e realiza a evolução do doador e do receptor junto à equipe multiprofissional, executa e/ou supervisiona a administração e monitoração da infusão de hemocomponentes e hemoderivados, detecta as eventuais reações adversas, registra informações e dados estatísticos pertinentes ao doador e receptor, participa de programas de captação de doadores, desenvolve e participa de pesquisas relacionadas à hemoterapia e à hematologia.

Para alcançar significativa qualidade nas ações que desenvolve, o enfermeiro precisa entender o que a pessoa está expressando, compreender o sistema de conhecimentos e significados a partir da visão dos sujeitos. Isto exige aproximação, investigação, observação atenta, abstenção de julgamentos prévios, tentando alcançar a visão da pessoa, a perspectiva êmica. Conhecer a complexidade de fenômenos culturais, os símbolos e suas relações, dentro de um complexo sistema de significados, no meu entendimento, é condição indispensável para compreender os sistemas de conhecimento e o comportamento das pessoas.

O ser humano age em relação às coisas na base dos significados que elas representam para eles. Estas coisas, “incluem todos os objetos físicos, outros seres humanos, instituições, idéias valorizadas”,1:35 e são colocadas como “símbolos significantes”.2:33 Os símbolos significantes palavras, gestos, desenhos, sons musicais, artifícios mecânicos ou objetos, já se encontram em uso na comunidade quando o indivíduo nasce e permanecem após a sua morte com algumas alterações, acréscimos, subtrações e alterações parciais dos quais pode ou não participar”.2:33 Isso quer dizer que o ser humano traz consigo muita influência da sua realidade sociocultural. No âmago de nossa existência, cada um de nós incorpora um mundo de significados únicos dentro de um contexto de significados socialmente aceitos”

Tendo em vista o exposto, para este trabalho, foi delineado o objetivo de interpretar os sistemas de conhecimento e de significado atribuídos ao sangue, referente à transfusão sangüínea, pelos doadores e receptores de um banco de sangue.

METODOLOGIA DO ESTUDO

Para desenvolver este trabalho, optou-se por utilizar a abordagem etnográfica.4-5 O estudo foi realizado no banco de sangue de um hospital localizado na região do Contestado, Planalto Norte Catarinense, distante 380 km de Florianópolis.

Os atores foram as pessoas que fazem parte do cenário do estudo (funcionários do banco de sangue, doadores e receptores de sangue) e que participaram da pesquisa, de alguma forma, por meio da observação participante ou de respostas aos questionamentos etnográficos. Alguns desses participaram com maior intensidade, como os doze doadores e os oito receptores de sangue, que foram os informantes-chave do estudo. Estabeleceu-se alguns critérios para a seleção dos informantes-chave, assim como: ter condições de manter diálogo efetivo, disponibilidade de tempo para manter o diálogo, desejo de participar da pesquisa.

Coleta de informações

As informações foram coletadas por meio da observação participante e da entrevista etnográfica. O primeiro contato com os atores do cenário do estudo foi por meio do serviço de hemoterapia do hospital. Inicialmente, realizou-se uma pré-observação, dedicada a alicerçar previamente a observação participante e depois observações gerais por meio de visitas pelo cenário do estudo, com o objetivo de descrever as principais características.

A partir da observação participante, selecionouse os informantes-chave para realizar as entrevistas etnográficas, conforme os critérios estabelecidos anteriormente. Na entrevista etnográfica, com os informantes- chave, utilizou-se questões descritivas, estruturais e contrastes. As questões descritivas permitiram expandir as informações dos participantes, as quais utilizou- se nas diferentes fases do estudo (coleta de informações, registro e análise). Realizadas as questões descritivas, passou-se para as questões estruturais, com o objetivo de compreender o que as pessoas sabem sobre o sangue e as transfusões sangüíneas e como elas ampliar os dados descritivos e permitiram o conhecimento da organização sistemática da cultura estudada. Com as questões contrastes, procurou-se perceber as diferenças na forma como os informantes descreviam os significados do sangue e das transfusões sangüíneas. Estas questões auxiliaram na pesquisa, a comparar como os significados diferem uns dos outros e a entender que os símbolos e significados se relacionam entre si.

Registro das informações

Desde a entrada no campo, e durante todos os momentos em que estive presente no cenário do estudo, procurou-se registrar as observações e impressões.

Realizou-se observação focalizada ao cenário e aos informantes do estudo. Dedicou-se atenção especial a todos os eventos que ocorriam durante a trajetória com o propósito de interpretar o que se passava com os doadores e receptores de sangue.

Os registros etnográficos das observações foram realizados em um bloco de anotações. Registrouse as sentenças relacionadas a eventos experienciados através da observação participante, tomando cuidado para que contivessem o mínimo de interpretação possível. Primeiramente, foram registrados dados característicos do cenário, a planta física, os materiais permanentes e de consumo, a rotina do serviço, os recursos humanos e um breve histórico do banco de sangue.

Para o registro das entrevistas etnográficas, utilizou- se o gravador, com a devida autorização do informante. O registro por escrito das falas gravadas, foi realizado ao término de cada entrevista, assim como as notas que foram escritas no bloco de anotações, e foram transcritas em arquivo próprio, no computador, com o mesmo estilo de linguagem expressada pelos informantes, utilizando nomes fictícios.

Análise das informações

As informações foram analisadas concomitante à coleta de informações, de acordo com o método etnográfico,5 o qual refere que a análise das informações se faz desde o momento em que se começa a coleta. Inicialmente, realizou-se a leitura cuidadosa das descrições, que foram elaboradas a partir das observações, das gravações e dos registros no bloco de anotações, à procura de domínios culturais (categorias de significados), os quais sublinhava e relacionava s relações semânticas correspondentes.

Após análise de domínios, foi feita a análise taxonômica que é um conjunto de categorias organizadas sobre a base de uma só relação semântica, que demonstra as relações de todos os termos incluídos no domínio. A análise taxonômica indica a forma como os subconjuntos estão relacionados como um todo, mostrando os diferentes níveis que existem dentro de cada um.

A partir das análises, estabeleceu-se as relações entre os domínios com o objetivo de formar um conjunto que representasse o pensamento dos informantes acerca do conhecimento e dos significados pertinentes ao sangue e às transfusões sangüíneas, ou seja, foi estabelecido o tema que é uma grande unidade de pensamento, que consiste em um número de símbolos interligados dentro de relações de significados. O tema que emergiu foi: “líquido precioso que dá origem, sustenta, modifica a vida, provoca medo e insegurança”.

Aspectos éticos

Para o desenvolvimento da pesquisa, encaminhouse o projeto ao Comitê Setorial de Ética em Pesquisa do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, o qual foi aprovado em reunião do 28 de abril de 2004, sob o registro CEP/SD: 049. SE 013/04-03. Os critérios de respeito à dignidade do ser humano, proteção, aos direitos, ao sigilo e ao anonimato foram assegurados pelo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, fundamentado na Resolução 196/ 96,6 sobre pesquisa envolvendo seres humanos.

RESULTADOS

A seguir, os resultados das análises das entrevistas etnográficas,5-7 os domínios e o tema que emergiu dessas análises.

Domínio cultural 1 - sangue é vida, fonte de vida e alimento precioso

A vinculação da vida ao sangue foi feita muito antes de William Harvey (médico nascido em 1578, em Folkestone) ter descoberto a circulação sangüínea, em 1628, assim, em toda a humanidade, este significado foi incorporado culturalmente ao longo dos anos, o que pode ser constatado nos seguintes fragmentos das entrevistas etnográficas: sangue é vida. É vida porque leva alimento pro nosso corpo. O sangue dá origem e mantém a vida (Valmir, abril/2004). É fonte da nossa vida, desde a concepção no útero. É fonte da vida por que sem ele a gente não vive. A origem da vida desde lá do útero, então já começa daí (Arlei, abril/2004).

A função de manutenção da vida foi atribuída, pelos informantes, ao sangue que circula no organismo humano, enquanto que à sua ausência é conferido o significado de morte: o sangue é a vida da pessoa, se uma pessoa perde muito ele vai morrendo, se tá doente e não faz transfusão também morre, o sangue é a vida da pessoa (Pedro, maio/2004).

Ao interpretar o sangue como fonte de vida, os informantes incorporam o cuidado com sua saúde, com seu corpo, como condição para realizarem as doações sangüíneas: eu me cuido pra sempre poder doar, eu tenho saúde e me cuido pro meu corpo fica sempre bem, com saúde (Benedito, junho/2004).

A referência ao sangue, pelos informantes, como força vital, alimento, combustível, líquido precioso, que atua como uma terapia para reabilitar e ter qualidade de vida, também é encontrada nas literaturas, as quais citam que os povos primitivos untavam-se, banhavamse, bebiam o sangue de jovens e bravos guerreiros para se beneficiarem de suas qualidades, os gladiadores romanos ingeriam sangue para ficarem mais fortes e corajosos, e os gregos reconheciam o sangue como sustentáculo da vida. Tais referências encontram amparo, também, na seguinte afirmação: “[...] para evitar os efeitos da deterioração da sociedade é preciso uma nova energia, recarregar o universo e com ele a sociedade: A máquina do mundo deve ser alimentada de energia vital, de ‘água preciosa’, quer dizer, de sangue humano”. 8:25 Ao tratarem o sangue como algo especial, os informantes demonstram que dependem dele para viver e que, por meio do sangue, um corpo pode ser nutrido ou restaurado.

Domínio cultural 2 - crenças religiosas: fontes simbólicas de apoio

As religiões conferem às pessoas, e em especial aos doadores e receptores de sangue, um sentido de vínculo entre o profano e o sagrado, além do sentimento da diferença entre natural e sobrenatural, há o sentimento da separação entre o humano e o divino: o sangue de Cristo é diferente, Ele derramou para salvar a humanidade. É diferente do sangue doado, porque Ele derramou o sangue por nós no calvário né, deu a vida [...] Por isso acho que o sangue é vida, tanto a vida terrena quanto a vida de Cristo, a espiritual, a vida eterna (Pedro, maio/2004). Os informantes interpretam o sangue de Cristo como a vida espiritual, o sangue da vida eterna.

Das literaturas que fazem referência ao sangue como vida espiritual ou com conotação religiosa, destaco a seguinte: “o sangue não é somente o agente da vida, é também o da salvação: o sangue do redentor, do mártir, do herói; hoje, sangue desconhecido que leva a vida para situações críticas onde o indivíduo está em perigo de morte”

Domínio cultural 3 - doação de sangue: gesto prestativo que exige cuidar-se, gratifica e traz felicidade.

O ser humano é ser de possibilidades, com aspirações, com desejos e vontades e com certo grau de liberdade, de poder e escolha. A liberdade da escolha de ser doador implica preocupar-se com a manutenção da saúde e com a busca da felicidade, como mostram os relatos de alguns dos informantes doadores: [...] eu me cuido pra sempre poder doar, eu tenho saúde e me cuido (Benedito, junho/2004). [...] eu tenho saúde, me valorizo, amigos meus já morreram de AIDS porque não se cuidaram. Eu me cuido pra poder doar (Antony, maio/2004). [...] eu me sinto feliz, porque eu ajudei a salvar uma vida (Merci, maio/2004). Fico gratificado porque meu sangue salva vidas e eu tenho saúde (Antony, maio/2004).

Nas entrevistas etnográficas identifiquei que, para os informantes, ter saúde é condição para ser doador. “A saúde é um processo muito particular de percepção individual e do entendimento que cada ser humano tem em relação às suas necessidades e vontades, comparados à demanda que possui para manterse e sobreviver no ambiente de suas relações”

Embora alguns informantes tenham feito referência ao cuidado que têm em manter uma “saúde boa”, em algumas entrevistas etnográficas, interpretei que a preocupação em ajudar o outro, em salvar a vida de outras pessoas se sobrepõe aos cuidados com a sua própria vida: a primeira vez que doei sangue foi para socorrer um acidentado, primeiro tiraram meu sangue e passaram, depois pediram de novo. Doei duas vezes no mesmo dia (Antony, maio/2004). Interpretei que este doador descreve que, ao alguém estar em perigo de vida, o ser humano se esforça para ajudar, mesmo sob risco pessoal.

A doação de sangue é enfatizada como um gesto social que pode ocorrer entre familiares ou entre pessoas desconhecidas. “[...] aquele que doa parece estar não só procurando manter e melhorar a vida de seu parente, mas também manter algo de sua identidade enquanto pessoa membro daquela família”.10:172 Meu filho ficou doente precisou sangue, doei para ele. Agora ele tem mais um pouco do meu sangue (Franco, maio/2004).

Domínio cultural 4 - doação sangüínea: fonte simbólica de insegurança

As significações a respeito do sangue, abordadas na pesquisa, têm peculiaridades e aspectos próprios da identidade cultural e tornam-se mais discrepantes quando comparadas ao conhecimento acadêmico. Os sintomas físicos, relatados por alguns dos informantes, após a doação de sangue, são fontes simbólicas de insegurança em realizar as doações e passíveis de diferentes leituras em busca de significados atribuídos à doação sangüínea. Acho que depois de doar pode dar uma espécie de fraqueza, um mal estar passageiro, uma coisinha assim, é uma coisa que está saindo da gente (Arlei, abril/2004, 1ª doação). Eu achava que ia dar tontura, cair na rua sozinha, né? Porque tirando sangue a gente pode ficar fraca, dar uma espécie de tontura,fraqueza (Merci, maio/2004).

Os sentimentos de insegurança e incerteza, que emergem das falas dos informantes, são aspectos a serem considerados ao tentar interpretar os significados atribuídos doação sangüínea. Estes sentimentos, angústias, dizem respeito à tomada de consciência da sua situação de doador de sangue, de sua desproteção e desamparo por não saber exatamente o que irá acontecer após a finalização do processo. São uma realidade que todo ser humano vivencia, que faz parte do homem durante toda a sua existência e são fatores que o auxiliam a enfrentar o cotidiano e a tomar consciência do sofrimento de estar lançado no mundo.

Domínio cultural 5 - estar doente é condição para realizar transfusão sangüínea

A necessidade de realizarem transfusão sangüínea é caracterizada pela presença da doença. A doença se apresenta quando o ser humano tem limitações, dificuldades, falta de condições para suprir as demandas necessárias para trabalhar, viver melhor, sobreviver e os informantes sentem-se limitados nas suas capacidades de trabalho: comecei trabalhar e sentia muito sono, cansaço, fui consultar e o médico falou que tenho anemia profunda, daí me mandaram tomar sangue (Luciane, junho/2004). Tenho muito problema de saúde [...], tenho problema nos olhos e agora com a diabete ficou pior. Tomei sangue pra continuar vivendo, pra cuidá da minha filha (Iracema, junho/ 2004).

A tristeza, presente nos discursos dos informantes receptores de sangue, sintetiza a trajetória de vida, e está envolvida em complexa rede de sentimentos que representam vários aspectos da vida da informante. Estes sentimentos orientam os informantes em suas buscas pelos significados e ajudam a explicar porque determinada doença aconteceu em dado momento: eu sô evangélico, não sô fanático, mas eu recebi uma bênção e já tava curado, então cometi uma desobediência e voltei a ficar doente (Cleiton, junho/2004).

A doença representa a experiência da fragmentação e do estranhamento da pessoa para consigo mesma. A doença justifica a realização da transfusão sangüínea: eu tenho anemia e não sarei com as injeções de vitamina que tomei, aí o médico falou que eu tinha que tomar sangue pra me curar (Lúcia, junho/2004). [...] eu tava muito debilitada, sofrendo muito, precisava prolongar minha vida, ter uma vida melhor. Eu precisei de sangue (Ane, junho/2004).

A compreensão do fenômeno saúde/doença está associada aos significados culturais de cada ser humano, que pode ser modificada ou adaptada conforme o meio em que está inserido. Os informantes expressam preocupação com a manutenção da saúde, com a percepção de si mesmos e com a imagem que passam para os outros, e preocupam-se em retornar às suas atividades diárias e melhorar a qualidade de vida. Os informantes, doadores de sangue, buscam, constantemente, preservar a sua saúde para cuidar da saúde de outros.

Domínio cultural 6 - transfusão sangüínea: esperança de vida

Para alguns informantes receptores, o sangue representa a vida e a transfusão sangüínea é considerada um benefício que não altera suas vidas ou sua maneira de ser, porém restitui as condições para terem uma vida melhor, devolve-lhes um sentimento nato do ser humano, a esperança: muita gente morre por falta de sangue. Se ele salva a vida de uma pessoa ele também cura quem tá doente, eu tenho esperança de continuar vivendo (Luciane, junho/2004).

A esperança desempenha um papel fundamental na vida do ser humano no mundo, e a considero essencial para o enfrentamento das doenças. Os informantes do estudo compartilham esse sentimento, pois enquanto uns doam na ‘esperança’ de salvar vidas, os outros, enquanto receptores de sangue, depositam suas esperanças de cura no tratamento e, ao compartilharem este significado, doador e receptor, passam a valorizar mais a sua própria existência.

A alteração no cotidiano das pessoas doentes, nas relações familiares, sociais ou de trabalho, interfere e transforma o ser humano, bem como a sua história existencial. Nesta transformação, o tratamento, por meio da transfusão sangüínea, para alguns informantes receptores, tem o significado de purificação: [...]

acho que o sangue na transfusão é para purificar ou para repor o que a gente perde. Purificar significa tirar o que tem de ruim no corpo, porque o sangue da transfusão é limpo, se a gente tem alguma doença e recebe sangue limpo, ele purifica, é como a água que a gente toma (Vitório, junho/2004).

Domínio cultural 7 - crenças populares: transfusão sangüínea como risco para a saúde

Em algumas das significações, atribuídas pelos informantes, foi possível interpretar o sangue da transfusão como veículo para transmissão de doenças, portanto, considerado sangue impuro. “O sangue impuro não veicula mais a vida, mas a morte. Pode matar os que o recebem. O risco leva alguns a se protegerem do recurso eventual de um sangue anônimo – suspeito, talvez maldito – prevendo um dom recíproco com os doadores conhecidos, os próximos, ou fazendo da conservação de seu próprio sangue o primeiro (e necessário) seguro de vida”.8:

Ter que realizar transfusão sangüínea, para alguns dos informantes receptores, é motivo de angústia, medo, insegurança. As incertezas referentes aos resultados da transfusão, o desconhecimento que os receptores de sangue têm em relação s pessoas que atuam na instituição e aos testes realizados no sangue geram o medo e o nervosismo: [...] no momento, eu não aceitei, achei ruim, fiquei meio com medo de tomar este sangue [...] Eu tava com medo porque quantos riscos que pode correr com o sangue, riscos de pegar doença, sei lá, tenho medo da Aids, hepatite (Prima, maio/2004).

Domínio cultural 8 - doadores de sangue: pessoas abençoadas

Pela benevolência dos gestos, os informantes do estudo atribuem aos doadores de sangue o significado de “anjos”; estabelecendo, desta forma, um sentido religioso de criaturas sagradas ou, na linguagem cultural, abençoadas. Os anjos são considerados, por muitas pessoas, criaturas celestes e espirituais. Esta, talvez, seja a definição que mais se aproxima do significado que têm, para os informantes doadores de sangue, uma vez que, se os “anjos” são criaturas celestes, estes podem assumir formas reais, como seres doadores, que vêm para socorrer os homens, confortar e acompanhá-los sempre: os doadores são os anjos de Deus, são seres anjos que vão lá e te dão sangue sabendo que vão fazer o bem, é lindo, só quem precisa é que sabe (Ane, junho/2004).

A expectativa, a sensação de estar curado graças à benevolência de alguém reforça a necessidade de agradecer a vida recebida por meio dessa pessoa, com isso, o doador de sangue é engrandecido na hierarquia simbólica do receptor, pela nobreza e grandeza do seu gesto: [...] estas pessoas são abençoadas, merecem uma vida feliz (Ane, junho/2004).

Domínio cultural 9 - doar e receber sangue como significado de felicidade

Por meio da significação simbólica as pessoas idealizam e realizam sua história cultural. Esta história pode trazer satisfação e felicidade, de acordo com o que cada um deseja. Os receptores de sangue sentemse felizes por serem beneficiados pelo ato solidário de alguém, enquanto que a felicidade, relatada pelos doadores de sangue, pode estar associada ao prazer em ajudar o outro.

A necessidade de doar sangue pode estar relacionada à busca constante de satisfação, pois a doação sangüínea tem caráter perene, ou seja, marca o corpo com a experiência vivida. Sangue pra mim é uma vida feliz, uma vida com qualidade, sangue é isso, é o essencial pra você ter qualidade de vida e ter felicidade (Ane, junho/2004).

As falas dos informantes traduzem o desejo de serem felizes, pois estabelecem valores que esperam culminem com suas expectativas de realização plena. A partir dos significados que os informantes atribuem às doações e às transfusões sangüíneas, caracterizados, neste domínio, como felicidade, constroem os seus sonhos e organizam suas vidas.

TEMA: LÍQUIDO PRECIOSO QUE DÁ ORIGEM, SUSTENTA, MODIFICA A VIDA, PROVOCA MEDO E INSEGURANÇA

Muitas interpretações sobre o sangue foram identificadas através dos relatos dos informantes. Foi evidenciado que para o receptor, ao mesmo tempo em que restitui a vida, o sangue provoca medo, e para o doador a possibilidade de que algo lhe aconteça após a doação sangüínea traz insegurança. A dualidade de significados em relação à transfusão sangüínea, ser ruim e ser necessário, representa os conflitos internos a que o receptor de sangue está sujeito, porém nos discursos dos informantes prevaleceu o significado de vida.

Alguns relataram casos em que lhe atribuem o significado de líquido precioso que dá origem e sustenta a vida. Fazendo uma comparação com a água, que é essencial à vida e o líquido mais importante que a terra fornece à humanidade, e o sangue, sendo líquido, passa a ter a mesma importância para os informantes, então, atribui-se a ele o significado de líquido

sangue permanece o líquido ‘precioso’ que circula, irriga o organismo, mantém a vida e a protege das agressões patogênicas [...]”

O sangue da transfusão, para alguns informantes, possui um significado de salvação de vidas, para outros a transfusão foi expressa como uma possibilidade de mudança (metamorfose). Busquei estabelecer um paralelo entre a metamorfose humana e a dos insetos: “a metamorfose da lagarta em borboleta oferece uma metáfora interessante: quando a lagarta entra no casulo, ela opera a autodestruição de seu organismo de lagarta, e esse processo é, ao mesmo tempo, de formação do organismo da borboleta, que será, ao mesmo tempo, a mesma que a lagarta”, 11:3 isto significa dizer que, ao deparar-se com situações que não pode resolver por si só, o homem é capaz de buscar soluções para os seus problemas, de “metamorfosear-se”.

A metamorfose pode ocorrer internamente, conforme pude interpretar pelas falas dos informantes doadores de sangue, quando expressaram que, após as doações, sentem uma sensação de bem-estar. Porém, a metamorfose pode ocorrer, também, externamente, pelo reconhecimento da sociedade, pois à medida que realizam a doação sangüínea tornam-se pessoas diferenciadas, cumprem seu papel social de seres solidários, participativos, e isso os enaltece perante o receptor e a comunidade em que vivem. Os receptores, por sua vez, igualmente descrevem a transformação que ocorre em suas vidas, quando vêem a saúde restabelecida de pessoas fragilizadas pela doença, muitas vezes sem esperança, passam a seres com energia renovada, adquirindo uma nova perspectiva de vida.

Alguns doadores de sangue expressaram histórias de vida, trajetórias pessoais ligadas a doenças, a sofrimento, por isso, atribuem à transfusão sangüínea um significado que ultrapassa os limites da experiência da doença física e determina a construção de uma nova identidade sociocultural. “O homem não vive num universo puramente físico, mas num universo simbólico, [...] são vários os fios que tecem a rede simbólica, a teia emaranhada da experiência humana”

Para a maioria dos informantes, a doação de sangue está ligada a fatores emocionais e é enfatizada como um gesto social que pode ocorrer entre familiares ou entre pessoas desconhecidas. No contexto estudado, interpretei a solidariedade como sinal de sensibilidade com a dor e o sofrimento alheios, um processo de construção gradual, que fortalece a convivência e as relações sociais, que compreende a reciprocidade e a disponibilidade, bases de sustentação das relações de ajuda, de satisfação das necessidades e anseios do ser humano na sociedade.

As pessoas percebem o que está ao seu alcance para mudar. Alguns informantes doadores, após a decisão de doar sangue, relataram que adotaram uma atitude mais positiva em relação à vida, procuraram mudar hábitos para terem uma qualidade de vida melhor e manterem a saúde. Outros informantes, receptores de sangue, após as transfusões sangüíneas, passaram a ter esperança de que haveria mudança em suas vidas. A condição de ter sido ou estar curado, graças à transfusão de sangue, representa a compensação pelo sofrimento por que passaram alguns dos informantes receptores de sangue.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os símbolos são criados pelos homens, compartilhados entre eles, usados para comunicarem-se e recebem um determinado significado em razão do contexto cultural em que vivem. Os informantes do estudo utilizam símbolos para elaboração dos significados a respeito do sangue e das transfusões sangüíneas. Os símbolos foram elaborados a partir de suas vivências individuais, sustentados pela convivência social e inseridos no contexto cultural. “Neste sentido, a cultura constitui-se no vivido cotidianamente, significando ação humana, simbolismo”.

As interpretações são complexas, por isso não são fáceis de serem realizadas. Como observadora participante, por mais que tentasse ver as coisas do ponto de vista emic, não fui capaz de perceber aquilo que os informantes percebem, ou a maneira como o percebem, e o que pude interpretar foi a expressão oral e a maneira como eles sinalizavam com gestos e movimentos faciais.

Foi necessário compreender o que os informantes sabem, por que agem e pensam de determinado modo, e os significados que são capazes de atribuir ao sangue referente às transfusões sangüíneas, de conservar ou de transformar o que sabem. Foi um processo que exigiu observação atenta, sensibilidade, respeito pelas idéias das pessoas e inserção no cenário cultural, para poder interpretá-los.

O cenário do banco de sangue é um todo complexo, e as identidades que ali estão incluem saberes, crenças, costumes e valores que levam o ser humano mobilização pela solidariedade e à criação de uma identidade coletiva, na busca da valorização pela vida. “Através de uma vida solidária pode-se ter ganhos reais, e o crescimento como ser humano será significativo, tor nando possível alcançar-se uma vida plena e saudável”.

Interpretar os significados e, em especial, o simbolismo do sangue relacionado transfusão sangüínea favorece a compreensão a partir da visão dos sujeitos, podendo contribuir para uma maior aproximação entre profissionais da saúde e doadores e receptores de sangue e, por meio da atuação profissional, para a redução ou a minimização dos conflitos religiosos, culturais e sociais, respeitando o ser humano e atuando na promoção, proteção e recuperação da saúde.

Da presente pesquisa, surge o convite a continuar no caminho do descobrimento cultural, tendo em vista a perspectiva êmica dos doadores e receptores de sangue, pois as significações interpretadas são específicas do universo cultural dos informantes do estudo e nem sempre podem estender-se a outros cenários culturais, uma vez que não se caracterizaram como construções universais, porém, podem ser geradores de questões para outros estudos.

REFERÊNCIAS

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5 Spradley JP. Participant observation. Orlando: Library of Congress; 1980.
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8 Balandier G. A desordem: elogio do movimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil; 1997.
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10 Borges ZN. Motivações para doar e receber: estudo sobre transplante renal entre vivos. In: Duarte LFD, Leal OF.
Doenças, sofrimento, perturbação: perspectivas etnográficas. 2a ed. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2001. p.169-79.
11 Morin E. Rumo ao abismo inevitável. Especial para o jornal Lê Monde. [citado 2004 Out 10] Disponível em: http:// www.comitepaz.org.br/rumo_ao_abismo.htm.
12 Casirer E. Ensaio sobre o homem. São Paulo: Martins Fontes; 2001.
13 Budó MLD; Saupe R. Modos de cuidar em comunidades rurais: a cultura permeando o cuidador de enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2005 Abr-Jun; 14(2):177-85.

Fonte: redalyc.uaemex.mx

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