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Dia de São Lucas

18 de Outubro

Evangelista cristão de formação grega nascido em Antióquia, na Síria, autor do terceiro dos evangelhos sinóticos e dos Atos dos Apóstolos, seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento.

Por seu estilo literário, acredita-se que pertencia a uma família culta e abastada e, de acordo com a tradição, exercia a profissão de médico e tinha talento para a pintura.

Converteu-se ao cristianismo e tornou-se discípulo e amigo de Paulo de Tarso, porém segundo seu próprio relato, não chegou a conhecer pessoalmente Jesus Cristo, pois ainda era muito criança quando o Messias foi crucificado.

Paulo o chamava de colaborador e de médico amado e segundo o testemunho dos Atos dos Apóstolos e das Cartas de São Paulo, que constituem os únicos dados biográficos autênticos, acompanhou o apóstolo em sua segunda viagem missionária de Trôade a Filipos, onde permaneceu por seis anos seguintes.

Depois novamente acompanhou Paulo, desta vez numa viagem de Filipos a Jerusalém (57-58). Também esteve presente na prisão do apóstolo em Cesaréia e o acompanhou até Roma.

Com a execução do apóstolo e seu mestre (67), deixou Roma e, de acordo com a tradição cristã, enquanto escrevia seu Evangelho, teria pregado em Acaia, na Beócia e também na Bitínia, onde teria morrido (70). Porém existem várias versões sobre o local e como morreu.

Uma versão registra que foi martirizado em Patras e, segundo outras, em Roma, ou ainda em Tebas.

Comprometido com a verdade histórica, registrou em seu evangelho o que ouvira diretamente dos apóstolos e discípulos que testemunharam a vida de Jesus.

Uma tradição bizantina mais tardia, no século VI, quase com certeza apócrifa, considera que ele também se dedicava à pintura e chegou a lhe atribuir alguns retratos de Maria, mãe de Jesus.

O exame do vocabulário de seu Evangelho levou a crítica moderna a confirmar a antiga tradição de que era um médico e excelente escritor, preocupado em manter-se fiel aos fatos históricos e, politicamente, com as injustíças sociais.

Seu símbolo como evangelista é o touro e, na tradição litúrgica, seu dia é comemorado em 18 de outubro.

OBS.: Os outros evangelhos sinóticos são os de Marcos e o de Mateus. Os três Evangelhos são assim chamados porque permitem uma vista de conjunto, dada a semelhança de suas versões e apresentam Jesus como uma personagem humana destacando-se dos comuns pelas suas ações milagrosas.

O Quarto Evangelho, o de João, descreve um Jesus como um Messias com um carácter divino, que traz a redenção absoluta ao mundo, relatando a história de Jesus de um modo substancialmente diferente, pelo que não se enquadra nos sinópticos.

Em bom português sinóptico vem do grego synoptikós, que significa de um só golpe de vista entender várias coisas. Relativo a sinopse; que tem forma de sinopse; resumido.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Dia de São Lucas

18 de Outubro

Lucas é um dos quatro evangelistas.

O seu Evangelho é reconhecido como o do amor e da misericórdia. Foi escrito sob o signo da fé, nos tempos em que isso podia custar a própria vida. Mas falou em nascimento e ressurreição, perdão e conversão, na salvação de toda a humanidade.

Além do terceiro evangelho, escreveu os Atos dos Apóstolos, onde registrou o desenvolvimento da Igreja na comunidade primitiva, relatando os acontecimentos de Jerusalém, Antioquia e Damasco, deixando-nos o testemunho do Cristo da bondade, da doçura e da paz.

Dia de São Lucas
São Lucas

Lucas nasceu na Antioquia, Síria. Era médico e pintor, muito culto, e foi convertido e batizado por são Paulo. No ano 43, já viajava ao lado do apóstolo, sendo considerado seu filho espiritual. Escreveu o seu Evangelho em grego puro, quando são Paulo quis pregar a Boa-Nova aos povos que falavam aquele idioma. Os dois sabiam que mostrar-lhes o caminho na própria língua facilitaria a missão apostólica. Assim, através de seus escritos, Lucas tornou-se o relator do nascimento de Jesus, o principal biógrafo da Virgem Maria e o primeiro a expressá-la através da pintura.

Quando das prisões de são Paulo, Lucas acompanhou o mestre, tanto no cárcere como nas audiências. Presença que o confortou nas masmorras e deu-lhe ânimo no enfrentamento do tribunal do imperador. Na segunda e derradeira vez, Paulo escreveu a Timóteo que agora todos o haviam abandonado. Menos um. "Só Lucas está comigo" E essa foi a última notícia certa do evangelista.

A tradição cristã diz-nos que depois do martírio de são Paulo o discípulo, médico e amigo Lucas continuou a pregação. Ele teria seguido pela Itália, Gálias, Dalmácia e Macedônia. E um documento traduzido por são Jerônimo trouxe a informação que o evangelista teria vivido até os oitenta e quatro anos de idade. A sua morte pelo martírio em Patras, na Grécia, foi apenas um legado dessa antiga tradição.

Todavia, por sua participação nos primeiros tempos, ao lado dos apóstolos escolhidos por Jesus, somada à vida de missionário, escritor, médico e pintor, transformou-se num dos pilares da Igreja. Na suas obras, Lucas dirigia-se a um certo Teófilo, amigo de Deus, que tanto poderia ser um discípulo como uma comunidade, ou todo aquele que entrava em contato com a mensagem da Boa-Nova através dessa leitura. Com tal recurso literário, tornou seu Evangelho uma porta de entrada à salvação para todos os povos, concedendo o compartilhamento do Reino de Deus por todas as pessoas que antes eram excluídas pela antiga lei.

Fonte: www.cot.org.br

Dia de São Lucas

18 de Outubro

Dia de São Lucas
São Lucas

Lucas não era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que não professava a religião judaica. Não há dados precisos sobre a vida de S. Lucas, mas segundo a tradição, era natural de Antióquia, cidade situada em território hoje pertencente Síria e que, na época, era um dos mais importantes centros da civilização helênica na Ásia Menor. Viveu no século I d.C., desconhecendose a data exata do seu nascimento, assim como de sua morte.

Na mocidade, Lucas estudou artes e ciências, particularmente retórica e medicina. Há quem afirme ter sido ele um hábil pintor. Nicéforo e outros escritores referem-se à existência de diversos retratos de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem, feitos por ele.

É provável que São Paulo tenha sido seu mestre na doutrina cristã e dele tenha recebido o batismo. São Jerônimo chama-o filho espiritual de São Paulo. As primeiras referências a são Lucas constam das epístolas de São Paulo, nas quais é chamado de "colaborador" e "o médico amado" (Cl 4:14). O certo é que São Lucas foi companheiro constante de São Paulo em todas as viagens apostólicas e esteve com ele no cárcere, tendo conhecido e vivido com os demais apóstolos.

São Paulo por várias vezes externa a alta consideração em que o tinha, elogia-lhe o zelo, a dedicação e a fidelidade de coração e dá-lhe o título de apóstolo.

Cheio de sensibilidade e disponibilidade, Lucas foi um apóstolo dos mais solícitos. Possuía sólida cultura científica e literária, tendo escrito o terceiro Evangelho e os Atos dos Apóstolos, revelandonos os íntimos segredos da Anunciação, Visitação, o nascimento de Jesus e demais fatos que tomou conhecimento junto aos primeiros apóstolos da cristandade. O próprio são Lucas se exclui do grupo de testemunhas diretas da vida de Cristo. Diz um antigo texto: "Lucas, sírio de Antióquia, médico de profissão, discípulo dos apóstolos, depois seguiu Paulo".

Nunca se casou e nunca teve filhos. São Lucas escreveu o seu Evangelho a pedido expresso de São Paulo. Serviu-se da língua grega, porque São Paulo pregava aos gregos, e por este motivo, era natural que tivesse desejo de poder apresentar-lhes o Evangelho na língua pátria. Seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento. Comprometido com a verdade histórica, São Lucas registrou em seu evangelho o que ouvira diretamente dos apóstolos e discípulos de Jesus: "...conforme no-los transmitiram os que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da Palavra -, a mim também pareceu conveniente, após acurada investigação de tudo desde o princípio, escrever-te de modo ordenado..." (Lc 1:2-3). São Lucas cita em seu Evangelho episódios da vida de Nosso Senhor e de Maria Santíssima, que não se encontram nos demais Evangelhos. Daí, se conclui que o autor tenha conhecido pessoalmente a Virgem Maria, e assim, chegando ao conhecimento de certos fatos da infância de Jesus.

Tornou-se excepcional para a vida da Igreja, por ter sido dócil ao Espírito Santo, que o capacitou com o Carisma da inspiração e com uma vivência comunitária, que resultaram no Evangelho e na primeira história da Igreja, o Ato dos Apóstolos. No Evangelho, encontramos o Cristo que, sendo amor universal, se revela a todos, e chama Zaqueu, Maria Madalena, garante o Céu para o "bom" ladrão e conta as lindas parábolas do filho pródigo, ou do pai misericordioso, e do bom samaritano. Nos Atos dos Apóstolos, deparamo-nos com a ascensão do Cristo que promete o batismo no Espírito Santo, cumpre no dia de Pentecostes, inaugurando assim sua Igreja, que evangeliza com coragem a todos os povos.

Alguns exegetas (intérpretes da Escritura Sagrada) observavam, ainda, outra particularidade do Evangelho de São Lucas: de trazer fatos da vida de Nosso Senhor que animam os pecadores a ter confiança na misericórdia divina, e os dispõem ao arrependimento dos pecados: por exemplo, as parábolas do filho pródigo, do bom pastor, do bom samaritano, a conversão do bom ladrão, que na última hora recebeu que Nosso Senhor a promessa do céu. Devido a esta particularidade do Evangelho de São Lucas, escreveu os Atos dos Apóstolos, nos quais relata fatos como a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a vinda do Espírito Santo.

Ali também temos uma história de desenvolvimento da Igreja primitiva: descreve o martírio de Santo Estêvão e de São Tiago.

São Lucas foi o fiel companheiro de São Paulo em todas as excursões apostólicas. Quando São Paulo esteve preso em Cesaréia e na perseguição que São Paulo sofreu em Roma, São Lucas foi o seu grande e dedicado amigo que não o abandonou, prestando-lhe grande auxílio. Terminado o tempo aflitivo, São Lucas fez com São Paulo ainda, muitas viagens pela Grécia e Ásia. A participação de são Lucas na missão de São Paulo é indicada quando o autor emprega o plural "nós" ao falar dos que pregavam, nos Atos dos Apóstolos. Nesse livro, conta que acompanhou São Paulo, por volta do ano 51, em sua segunda viagem missionária de Tróade a Filipos. Depois da partida do apóstolo, permaneceu em Filipos por cerca de seis anos. Novamente acompanhou São Paulo numa viagem a Jerusalém, e também quando o apóstolo foi conduzido prisioneiro a Roma. Na véspera de seu martírio, São Paulo lembrou: "Somente Lucas está comigo" (2Tm 4:11).

Há incerteza sobre as circunstâncias de sua morte.

São diversas as versões: de acordo com São Jerônimo, São Lucas se dedicou à vida apostólica, até a idade de 84 anos e morreu cheio do Espírito Santo, na Beócia. Nicéforo conta que o Evangelista morreu mártir, vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo, tendo sido enforcado pelos pagãos. Sua vida de apóstolo e de missionário, com as privações, os sacrifícios, penitências e perseguições, foi um martírio ininterrupto. É isto o que a Igreja quer expressar na oração da festa deste Santo. "Interceda por nós, assim pedimos Senhor, o vosso Santo Evangelista Lucas, que, para honra do vosso nome, levou continuamente em seu corpo a mortificação da cruz". Daí alguns deduzem, que São Lucas tenha levado em seu corpo os sagrados estigmas. Tampouco se sabe ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais. Na versão mais provável e aceita pela Igreja Católica, seus despojos encontram-se em Pádua, na Itália, onde há um jazigo com o seu nome, que é visitado pelos peregrinos. É reconhecido como o Padroeiro dos artesãos, escultores e médicos cirurgiões. Na tradição litúrgica, seu dia é comemorado em 18 de outubro.

O símbolo de são Lucas como evangelista é o touro, um dos quatro animais da visão de Ezequiel, porque seu Evangelho começa falando do sacerdócio de Zacarias, cuja incumbência, como ministro do altar, era oferecer a Deus as vítimas, entre as quais o boi figurava em primeiro lugar.

O Evangelho Segundo Lucas e o Atos dos Apóstolos

Um aspecto importante que Lucas evidencia é o fato que a Palavra de Deus cresce e se afirma de maneira misteriosa, também através do sofrimento e num contexto de oposições e perseguições (cf. At 4, 1-31; 5, 17-42). A palavra que São Lucas indica é chamada a fazer-se, para todas as gerações, um evento espiritual capaz de renovar a existência. A vida cristã, suscitada e sustentada pelo Espírito, é diálogo interpessoal que se funda precisamente na Palavra que o Deus vivo nos dirige, pedindo-nos que a acolhamos, sem reservas, na mente e no coração. Em síntese, trata-se de se tornar um discípulo disposto a escutar com sinceridade e disponibilidade o Senhor, a exemplo de Maria de Betânia, que "escolheu a melhor parte", porque "se sentou aos pés do Senhor para escutar a Sua palavra" (cf. Lc 10, 38-42).

"Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me" (Lc 9, 23). Para Lucas, ser cristão significa seguir Jesus no caminho que Ele percorre (19, 57; 10, 38; 13, 22; 14, 25). É Jesus mesmo que toma a iniciativa e chama a segui-Lo, e fá-lo de modo decisivo, inconfundível, mostrando assim a sua identidade completamente fora do comum, o seu mistério de Filho, que conhece o Pai e O revela (cf. Lc 10, 22). Na origem da decisão de seguir Jesus está a opção fundamental em favor da sua Pessoa. Se não se é fascinado pelo rosto de Cristo não se consegue segui-Lo com fidelidade e constância, também porque Jesus caminha por uma via impérvia, põe condições extremamente exigentes e se dirige rumo a um destino paradoxal, o da Cruz. Lucas sublinha que Jesus não ama compromissos e requer o empenho da pessoa inteira, um decisivo desprendimento de toda a nostalgia do passado, dos condicionamentos familiares, da posse dos bens materiais (cf. Lc 9, 57-62; 14, 26-33).

O homem será sempre tentado a atenuar estas exigências radicais e a adaptá-las s próprias debilidades, ou a desistir do caminho empreendido. Mas é precisamente sobre isto que se decide a autenticidade e a qualidade da vida da comunidade cristã. Uma Igreja que vive no compromisso seria como o sal que perde o sabor (cf. Lc 14, 34-35). É preciso abandonar-se ao poder do Espírito, capaz de infundir luz e sobretudo amor a Cristo; é necessário abrir-se ao fascínio interior que Jesus exerce sobre os corações que aspiram à autenticidade, rejeitando as meias medidas. Isto é certamente difícil para o homem, mas torna-se possível com a graça de Deus (cf. Lc 18, 27). Por outro lado, se o seguimento de Cristo implica que se leve cada dia a Cruz, esta, por sua vez, é árvore de vida que conduz à ressurreição. Lucas, que sublinha as exigências radicais do seguimento de Cristo, é também o Evangelista que descreve a alegria daqueles que se tornam discípulos de Cristo (cf. Lc 10, 20; 13, 17; 19, 6.37; At 5, 41; 8, 39; 13, 48).

É conhecida a importância que Lucas dá, nos seus escritos, à presença e à ação do Espírito, a partir da Anunciação, quando o Paráclito desce sobre Maria (cf. Lc 1, 35), até ao Pentecostes quando os Apóstolos, impelidos pelo dom do Espírito, recebem a força necessária para anunciar ao mundo inteiro a graça do Evangelho (cf. At 1, 8; 2, 1-4). É o Espírito Santo que plasma a Igreja.

São Lucas delineou nos traços da primeira comunidade cristã o modelo sobre o qual a Igreja de todos os tempos deve refletir-se: é uma comunidade unida "num só coração e numa só alma", assídua na escuta da Palavra de Deus; uma comunidade que vive de oração, com alegria parte o Pão eucarístico, abre o coração às necessidades dos mais pobres até compartilhar com eles os bens materiais (cf. At 2, 42-47; 4, 32-37). Toda a renovação eclesial deverá haurir nesta fonte inspiradora o segredo da própria autenticidade e vigor.

A Revelação Mariana

Segundo uma piedosa tradição, Lucas é considerado pintor da imagem de Maria, a Virgem Mãe.

Mas a verdadeira imagem que Lucas traça da Mãe de Jesus é a que emerge das páginas da sua obra: em cenas que se tornaram familiares ao Povo de Deus, ele delineia uma imagem eloqüente da Virgem. A Anunciação, a Visitação, a Natividade, a Apresentação no Templo, a vida na casa de Nazaré, a disputa com os doutores e a perda de Jesus e o Pentecostes ofereceram uma ampla matéria, ao longo dos séculos, ao incessante trabalho de pintores, escultores, poetas e músicos.

Contudo, o mais importante a captar é que, através de quadros da vida mariana, Lucas nos introduz na interioridade de Maria, fazendo com que descubramos ao mesmo tempo a sua função singular na história da salvação .Maria é aquela que pronuncia o "fiat", um sim pessoal e total à proposta de Deus, definindo-se "Escrava do Senhor" (Lc 1, 38). Esta atitude de total adesão a Deus e disponibilidade incondicional à sua Palavra constitui o modelo mais excelso da fé, a antecipação da Igreja como comunidade dos fiéis. A vida de fé cresce e desenvolve-se em Maria na meditação sapiencial das palavras e dos acontecimentos da vida de Cristo (cf. Lc 2, 19.51). Ela "medita no coração" para compreender o sentido profundo das palavras e dos fatos, o assimilar e depois também o comunicar aos outros.

O Cântico do Magnificat (cf. Lc 1, 46-55) manifesta outro importante traço da "espiritualidade" de Maria: Ela encarna a figura do pobre, capaz de repor plenamente a sua confiança em Deus, que abate os poderosos dos tronos e exalta os humildes.

Lucas delineia-nos também a figura de Maria na Igreja dos primeiros tempos, mostrando-a presente no Cenáculo à espera do Espírito Santo: "E todos (os onze Apóstolos) unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e de Seus irmãos" (At 1, 14). O grupo reunido no Cenáculo constitui como que a célula germinal da Igreja.

No seu interior Maria desempenha um dúplice papel: por um lado, intercede pelo nascimento da Igreja, por obra do Espírito Santo; por outro, comunica à Igreja nascente a sua experiência de Jesus. A obra de Lucas propõe assim à Igreja um eficaz estímulo a valorizar a "dimensão mariana" da vida cristã no caminho do seguimento de Cristo.

A Igreja e sua Missão

Outra dimensão essencial da vida cristã e da Igreja, sobre a qual a narração de Lucas projeta luz viva, é a da missão evangelizadora. Lucas indica o fundamento perene desta missão, isto é, a unicidade e a universalidade da salvação operada por Cristo (cf. At 4, 12). O evento salvífico da morte-ressurreição de Cristo não conclui a história da salvação, mas indica o início de uma nova fase, caracterizada pela missão da Igreja, chamada a comunicar a todas as nações os frutos da salvação operada por Cristo. Por esta razão, Lucas faz seguir ao Evangelho, como conseqüência lógica, a história da missão.

É o próprio Ressuscitado que dá aos Apóstolos o "mandato missionário": "Abriu-lhes, então, o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: "Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos ao terceiro dia, que havia de ser pregado, em Seu nome, o arrependimento e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas. E eu vou mandar sobre vós O que Meu Pai prometeu. Entretanto, permanecei na cidade até serdes revestidos com a força lá do Alto" (Lc 24, 45-48).

A missão da Igreja começa no Pentecostes "de Jerusalém" para se estender "até aos confins da terra". Jerusalém não indica só um ponto geográfico. Pelo contrário, significa um ponto fulcral da história da salvação. A Igreja não parte de Jerusalém para a abandonar, mas para enxertar as nações pagãs na oliveira de Israel (cf. Rm 11, 17).

A tarefa da Igreja consiste em introduzir na história o fermento do Reino de Deus (cf. Lc 13, 20-21). Tarefa esta que exige empenhamento, descrita nos Atos dos Apóstolos como um itinerário cansativo e acidentado, mas confiado a "testemunhas" repletas de entusiasmo, audácia e alegria, disponíveis a sofrer e a dar a vida por Cristo. Esta energia interior lhes é comunicada pela comunhão de vida com o Ressuscitado e pela força do Espírito que Ele dá.

Precisamente o Evangelho de Lucas apresenta o discurso com que Jesus, na Sinagoga de Nazaré, proclama "o ano de graça do Senhor", anunciando a salvação como libertação, cura e boa nova aos pobres (cf. Lc 4, 14-20). Sucessivamente, o próprio Evangelista apresentará a força purificadora do amor misericordioso do Salvador, em páginas tocantes como a da ovelha tresmalhada e do filho pródigo (cf. Lc cap. 15). O nosso tempo tem mais necessidade do que nunca deste anúncio.

Fonte: www.sca.or.gbr

Dia de São Lucas

18 de Outubro

Dia de São Lucas
São Lucas - Mestre de Villahermosa, séc XIV. Museu de Belas Artes de Valença

Assim São Jerônimo descreve o evangelista São Lucas, cuja festa comemoramos no dia 18 de outubro: “Era discípulo e companheiro inseparável de São Paulo; nasceu em Antioquia, exercia a profissão de médico; ao mesmo tempo, cultivava as letras e chegou a ser muito versado em língua e literatura gregas. Seu gosto literário ressalta nessa preciosa História [Atos dos Apóstolos] que nos deixou da origem do cristianismo, mais completa em muitíssimos pontos que a dos demais evangelistas, melhor ordenada e de mais agradável leitura”.

“O muito amado Lucas, médico”

No século I da Era Cristã, Antioquia da Síria era muito celebrada pela sua agradável situação, esplendor de seus monumentos, riqueza de seu comércio, progresso de sua civilização e, infelizmente, também por causa dos seus costumes pagãos. Foi a primeira Sé de São Pedro antes de ele mudar-se para Roma, e foi nela que, pela primeira vez, os seguidores de Jesus Cristo receberam o nome de “cristãos”.

Nela nasceu e estudou o evangelista Lucas, autor do 3º Evangelho (o 1º é o de São Mateus, o 2º de São Marcos, e o 4º de São João) e dos Atos dos Apóstolos. Crê-se que, segundo costume da época, depois de estudar em Antioquia, Lucas foi aperfeiçoar-se na Grécia e no Egito, pois ressaltam os estudiosos que seu estilo é puro, exato, elegante.

Não parece ter sido judeu de religião, se bem que mostre um conhecimento detalhado do judaísmo, de seus ritos e cerimônias. É mais provável que tenha sido um prosélito dessa religião, e que não chegou a ser circuncidado. Pois São Paulo, em sua Epístola aos Colossenses, depois de citar “todos os da circuncisão”, passa aos demais, entre os quais cita “o muito amado Lucas, médico” (4, 10-14). O mais provável é que tenha sido pagão, grego de estirpe, e que, ao conhecer o cristianismo, o tenha abraçado com fervor.

Em geral aponta-se sua conversão à época em que São Paulo e São Barnabé pregaram na nascente igreja de Antioquia (At 11, 22 e ss.). Há quem afirme que ele era do número dos setenta e dois discípulos, e que, assim, teria conhecido pessoalmente Nosso Senhor. Esta hipótese tem contra si a afirmação do próprio São Lucas, de que escreveu seu Evangelho com os fatos que “nos referiram os que, desde o princípio, os viram e foram ministros da palavra” (1, 2). Quer dizer, com base em testemunhas oculares dos fatos que narra.

O “Evangelho de Maria Santíssima”

Dia de São Lucas
São Lucas é recebido pelos Apóstolos

Entre essas testemunhas ele pôde consultar São Pedro e os demais Apóstolos e Discípulos, as Santas Mulheres, e existe a hipótese provável de ele ter recebido informações preciosas da própria Mãe de Deus. Daí ter sido ele o único evangelista a falar da Anunciação, da visita a Santa Isabel com o excelso cântico do Magnificat, do nascimento do Menino Jesus em Belém, da adoração dos pastores, da Circuncisão, Apresentação no Templo e purificação de Maria Santíssima, e da perda e encontro do Menino Jesus entre os Doutores da Lei. Pelo que seu Evangelho mereceu ser chamado por alguns de O Evangelho de Maria Santíssima.

Com efeito, “dentre esses informantes, sobretudo nos primeiros capítulos do seu Evangelho, pode-se ouvir ainda a voz suave da própria mãe de Jesus”.

São Lucas foi chamado também “o escritor da mansidão de Cristo”, porque em seu Evangelho ressalta muito a bondade misericordiosa e a paternal benignidade do Filho de Deus, como se expressam em suas parábolas. O que se nota principalmente nas da ovelha perdida, do filho pródigo, do bom samaritano, e sobretudo no dolorido olhar de Jesus a Pedro depois de suas negações.

Outros apontam também o importante papel que as mulheres desempenham no Evangelho de São Lucas. O paganismo as tinha rebaixado ao nível quase de escravas. “São Lucas recolhe da vida e ensinamento de Jesus tudo o que pode realçar o valor e estima que teve pela mulher”.

De fato, segundo o Apóstolo São Paulo, “todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal 3, 26-28).

Por outro lado, nesse Evangelho de uma simplicidade encantadora, “as ações e a doutrina do Salvador nele são apresentadas da maneira mais tocante; cada palavra encerra mistérios ocultos, oferece riquezas infindas”, além do que “a dignidade com a qual nos são apresentados os mistérios mais sublimes, que estão acima de toda expressão e de nossa maneira de conceber as coisas criadas, essa dignidade na qual não se encontra nenhuma palavra pomposa, tem qualquer coisa de divino”.

São Lucas “possui ademais o sentido da História, e da História considerada como auxiliar da fé. Ele quer fazer um relato ‘seguido e ordenado’; para isso, 'examinou cuidadosamente as coisas desde sua origem', e consultou ‘os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra’; tudo a fim de que Teófilo [a quem dirige seus livros] ‘reconheça a solidez dos ensinamentos dos que o catequizaram’ (cfr. Luc. 1, 1-4) ”.

Muitos vêem no Evangelho de São Lucas uma influência muito grande de São Paulo e, “senão seu primeiro impulso, certamente sua característica: a universalidade da salvação, suas portas abertas aos gentios, a inexaurível misericórdia divina, o perdão dos pecados, a oração e a perseverança são os temas que de mais relevância se revestem neste Evangelho, que, pela suavidade de afetos de que é impregnado e pela graça da expressão, é de todos o mais atraente”.

Segundo a Tradição, São Lucas é um apóstolo virgem, era também pintor, e teria pintado vários quadros da Santíssima Virgem, dos quais alguns permanecem até hoje, e mesmo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mestre e discípulo muito zeloso

Quando Lucas se reuniu ao Apóstolo Paulo? É mais provável, como sustenta Santo Irineu, que tenha sido quando este embarcou para Troade, na Macedônia, em sua segunda viagem missionária, no ano 51. É quando os vemos pela primeira vez juntos. A partir de então, os dois apóstolos não se separarão mais, a não ser por intervalos e quando as necessidades das novas cristandades o pediam. Lucas aparece sempre como discípulo e colaborador zeloso.

A dedicação de São Lucas a São Paulo é tocante. Participa ele de suas alegrias e de suas dores, e mesmo do seu cativeiro. “Só Lucas está comigo”, diz São Paulo tristemente na segunda epístola a Timóteo (4, 11) durante seu segundo cativeiro em Roma.

Depois vemos os dois apóstolos em Filipos. Mas, tendo o Apóstolo se trasladado para Salônica com Silas, Lucas provavelmente permaneceu em Filipos para consolidar os cristãos na fé recebida. Seis anos mais tarde, São Paulo, em sua terceira viagem, volta à Macedônia e nela encontra São Lucas. Lá escreve a segunda epístola aos Coríntios, encarregando Tito de a levar. Nela diz que Tito terá por companheiro “um irmão muito célebre em todas as igrejas”. Alguns –– São Jerônimo, em particular –– afirmam que esse irmão era São Lucas.

São Jerônimo e São Gregório Nazianzeno julgam que Lucas escreveu seu Evangelho durante o ano 53, quando pregava na Acaia com o Apóstolo Paulo.

Os Atos dos Apóstolos, primórdios do cristianismo

De acordo com os intérpretes, foi durante o segundo cativeiro de São Paulo em Roma, no ano 63, que São Lucas terminou seu Atos dos Apóstolos, como continuação de seu Evangelho. Nessa narrativa cheia de vida, ele se propunha refutar os falsos relatos que se publicavam sobre a vida e os trabalhos apostólicos dos propagadores do cristianismo, bem como a deixar uma história autêntica das maravilhas que Deus operou na formação de sua Igreja.

Nos 12 primeiros capítulos dessa épica história, ele narra o que fizeram os principais Apóstolos para estabelecer o cristianismo depois da ascensão de Nosso Senhor, sobretudo o príncipe deles, São Pedro. Na quase totalidade dos capítulos restantes, conta as ações e milagres de São Paulo, como testemunha ocular ou protagonista que foi de muitos deles.

Como ele narra com muitos detalhes suas viagens marítimas, levanta-se a hipótese de antes, como médico, ter trabalhado em algum navio.

Segundo Santo Epifânio, após o martírio de São Paulo São Lucas pregou na Itália, na Gália, na Dalmácia e na Macedônia. Embora alguns afirmem que ele sofreu o martírio, a opinião mais aceita é a de que faleceu de morte natural aos 84 anos de idade, na Bitínia. Mas, como enfrentou muitos perigos pela fé de Cristo, é considerado por muitos como mártir.

Suas relíquias, que no século IV se achavam em Tebas da Beócia (Grécia), foram trasladadas para Constantinopla em 357, a pedido do Imperador Constâncio, filho de Constantino, sendo depositadas na igreja dos Santos Apóstolos com as de Santo André e São Timóteo. O Cardeal Barônio diz que São Gregório Magno levou para Roma a cabeça de São Lucas, quando voltou de sua nunciatura em Constantinopla, e a depositou na igreja do mosteiro de Santo André, que ele tinha fundado no Monte Célio. Atualmente o corpo desse Evangelista é venerado em Pavia, na Itália.

Se se aplicam aos quatro evangelistas as representações simbólicas mencionadas pelo profeta Ezequiel, São Lucas é representado pelo boi, como emblema dos sacrifícios, pois ele é o evangelista que mais insiste no sacerdócio de Jesus Cristo.

Plinio Maria Solimeo

Fonte: www.catolicismo.com.br

Dia de São Lucas

18 de Outubro

Dia de São Lucas
São Lucas

Nasceu na Antioquia, antiga província romana da Síria, por volta dos ano 70, morreu na Beócia e foi sepultado em Tebas, na Grécia. Pesquisadores afirmam que duzentos anos após, seu corpo foi transferido para Constantinopla, na Basílica dos Santos Apóstolos,e depois por volta do ano de 1177 seus restos mortais foram levados para cidade de Pádua, onde se encontra até hoje.

Segundo São Paulo, que o converteu ao cristianismo, e seu companheiro na propagação do evangelho, era médico como afirma na carta aos Colossenses "Lucas, o querido médico, e Demas mandam saudações", por isso São Lucas é considerado o Padroeiro de todos os médicos.

Dia de São Lucas
São Lucas

São Lucas é o autor do terceiro Evangelho, que traz o seu nome e também do livro dos Atos dos Apóstolos, onde deixa transparecer que acompanhou os Apóstolos na sua missão, e onde relata a história das primeiras comunidades cristã. Seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento.Sua narração sobre o nascimento de Jesus é rica em detalhes por isso ficou conhecido como o "Evangelista do Natal".

No seu Evangelho mostrou uma Igreja em missão, que difunde a mensagem e salvação trazida por Jesus Cristo. Para São Lucas ser cristão significa seguir Jesus Cristo, amigo dos pecadores e consolador dos que sofrem.

Fonte: www.igrejaparati.com.br

Dia de São Lucas

18 de Outubro

O médico evangelista

Dia de São Lucas
São Lucas

O dia 18 de outubro foi escolhido como "dia dos médicos" por ser o dia consagrado pela Igreja a São Lucas. Como se sabe, Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento. Seu evangelho é o terceiro em ordem cronológica; os dois que o precederam foram escritos pelos apóstolos Mateus e Marcos.

Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Além do evangelho, é autor do "Ato dos Apóstolos", que complementa o evangelho.

Segundo a tradição, São. Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antióquia. Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego.

São Lucas não era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que não professava a religião judaica. Não há dados precisos sobre a vida de S. Lucas.

Segundo a tradição era natural de Antióquia, cidade situada em território hoje pertencente à Síria e que, na época, era um dos mais importantes centros da civilização helênica na Ásia Menor. Viveu no século I d.C., desconhecendo-se a data do seu nascimento, assim como de sua morte.

Há incerteza, igualmente, sobre as circunstâncias de sua morte; segundo alguns teria sido martirizado, vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo; segundo outros morreu de morte natural em idade avançada. Tampouco se sabe ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais. Na versão mais provável e aceita pela Igreja Católica, seus despojos encontram-se em Pádua, na Itália, onde há um jazigo com o seu nome, que é visitado pelos peregrinos.

Não há provas documentais, porém há provas indiretas de sua condição de médico. A principal delas nos foi legada por São Paulo, na epístola aos colossenses, quando se refere a "Lucas, o amado médico" (4.14). Foi grande amigo de São Paulo e, juntos, difundiram os ensinamentos de Jesus entre os gentios.

Outra prova indireta da sua condição de médico consiste na terminologia empregada por Lucas em seus escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. Este fato tem sido objeto de estudos críticos comparativos entre os textos evangélicos de Mateus, Marcos e Lucas, e é apontado como relevante na comprovação de que Lucas era realmente médico. Dentre estes estudos, gostaríamos de citar o de Dircks, [4] que contém um glossário das palavras de interesse médico encontradas no Novo Testamento.

A vida de São Lucas, como evangelista e como médico, foi tema de um romance histórico muito difundido, intitulado "Médico de homens e de almas", de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de ficção, a mesma muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da obra de Sao Lucas.

A escolha de São Lucas como patrono dos médicos nos países que professam o cristianismo é bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, renomado professor de cirurgia e fundador do Sanatório S. Lucas, em São Paulo, é autor de uma obra fundamental sobre São Lucas, em quatro volumes, totalizando 685 páginas, fruto de investigações pessoais e rica fonte de informações sobre o patrono dos médicos. Nesta obra, intitulada "Médico, pintor e santo", o autor refere que, já em 1463, a Universidade de Pádua iniciava o ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do "Colégio dos filósofos e dos médicos".

A escolha de São. Lucas como patrono dos médicos e do dia 18 de outubro como "dia dos médicos", é comum a muitos países, dentre os quais Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. No Brasil acha-se definitivamente consagrado o dia 18 de outubro como "dia dos médicos".

Fonte: noticias.cancaonova.com

Dia de São Lucas

18 de Outubro

Dia de São Lucas
Lucas a pintar a Virgem, por Guercino. Note-se no fundo a estátua de um touro: animal que simboliza frequentemente este evangelista

São Lucas, o evangelista é, segundo, a tradição, o autor do Evangelho de São Lucas dos Actos dos Apóstolos - o terceiro e quinto livros do Novo Testamento.

É o santo padroeiro dos pintores, médicos e curandeiros. É celebrado no dia 18 de Outubro.

Chamado por Paulo de "O Médico Amado", pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos.

A primeira referência a Lucas encontra-se na Epístola a Filémon de Paulo de Tarso, no versículo 24. É mencionado também na epístola aos Colossenses, 4:14 , bem como na segunda epístola a Timóteo 4:11. A segunda menção mais antiga a Lucas encontra-se no "Prólogo Anti-Marcionita ao Evangelho de São Lucas", um documento que já foi datado do século II, mas que recentemente já é considerado como do século IV.

Contudo, Helmut Koester defende que o seguinte excerto – a única parte preservada do documento original, em grego – pode ter sido escrito, realmente no século II:

Lucas é um Sírio de Antioquia, Sírio pela raça, médico de profissão. Tornou-se discípulo dos apóstolos e mais tarde seguiu a Paulo até ao seu martírio. Tendo servido o Senhor com perseverança, solteiro e sem filhos, cheio da graça do Espírito Santo, morreu com 84 anos de idade.

Alguns manuscritos referem que Lucas morreu "em Tebas, capital da Beócia". Todas estas referências parecem indicar que Lucas terá, de facto, seguido Paulo durante algum tempo.

Tradições mais tardias desenvolveram-se a partir daqui. Epifânio assegura que Lucas era um dos Setenta (Panerion 51.11), e João Crisóstomo refere que o "irmão" referido por Paulo na segunda epístola aos Coríntios, 8:18 ou é Lucas ou é Barnabé. J. Wenham assevera que Lucas era "um dos Setenta, um dos discípulos de Emaús, parente de Paulo e de Lúcio de Cirene." Nem todos os académicos têm tanta certeza disso quanto Wenham.

Outra tradição cristã defende que foi o primeiro iconógrafo, e que terá pintado a Virgem Maria, Pedro e Paulo. É por isso que mais tarde, as guildas medievais de São Lucas, na Flandres, ou a Accademia di San Luca ("Academia de São Lucas") em Roma - associações imitadas noutras cidades europeias durante o século XVI - reuniam e protegiam os pintores.

Dia de São Lucas
São Lucas representado no livro de Horas do Duque de Berry

O que diz a Bíblia sobre Lucas

Lucas foi o companheiro de Paulo, e segundo a quase unânime crença da antiga igreja, escreveu o evangelho que é designado pelo seu nome, e também os Atos dos Apóstolos.

Ele é mencionado somente três vezes pelo seu nome no N.T. (Cl 4.14 - 2 Tm 4.11 - Fm 24). Pouco se sabe a respeito da sua vida. Têm alguns julgado que ele foi do número dos setenta discípulos, mandados por Jesus a evangelizar (Lc 10.1) - outros pensam que foi um daqueles gregos que desejavam vê-lo (Jo 12.20) - e também considerando que Lucas é uma abreviação de Lucanos, já têm querido identificá-lo com Lúcio de Cirene (At 13.1).

Dois dos Pais da igreja dizem que era sírio, natural de Antioquia. Na verdade não parece ter sido de nascimento judaico (Cl 4.11).

Era médico (Cl 4.14). Ele não foi testemunha ocular dos acontecimentos que narra no Evangelho (Lc 1.2), embora isso não exclua a possibilidade de ter estado com os que seguiam a Jesus Cristo.

Todavia, muito se pode inferir do emprego do pronome da primeira pessoa na linguagem dos Atos. Parece que Lucas se ajuntou a Paulo em Trôade (At 16.10), e foi com ele até à Macedônia - depois viajou com o mesmo Apóstolo até Filipos, onde tinha relações, ficando provavelmente ali por certo tempo (At 17.1).

Uns sete anos mais tarde, quando Paulo, dirigindo-se a Jerusalém, visitou Filipos, Lucas juntou-se novamente com ele (At 20.5). Se Lucas era aquele ‘irmão’, de que se fala em 2 Co 8.18, o intervalo devia ter sido preenchido com o ativo ministério. Lucas acompanhou Paulo a Jerusalém (At 21.18) e com ele fez viagem para Roma (At 21.1). E nesta cidade esteve com o Apóstolo durante a sua primeira prisão (Cl 4.14 - Fm 24) - e achava-se aí também durante o segundo encarceramento, precisamente pouco antes da morte de Paulo (2 Tm 4.11). Uma tradição cristã apresenta como pregando o Evangelho no sul da Europa, encontrando na Grécia a morte de um mártir. (*veja Lucas - o Evangelho segundo.)

Referências

J. Wenham, "The Identification of Luke", Evangelical Quarterly 63 (1991), 3-44
Burton L. Mack, Who Wrote the New Testament?: The Making of the Christian Myth, (San Francisco, CA: HarperCollins, 1996)

Fonte: biblia.com.br

Dia de São Lucas

18 de Outubro

No prólogo de seu Evangelho, Lucas nos diz que escreveu seu evangelho para que os cristãos conhecessem melhor as verdades nas quais tinham sido instruídos.

Era acima de tudo um historiador e escrevia principalmente para os gregos.

Como havia muitos que relatavam os acontecimentoss tal como os tinham ouvido contar a "aqueles que foram as primeiras testemunhas e ministros da palavra", também lhe pareceu "depois de ter estudado os sucessos desde o começo", referi-los em uma narração ordenada.

Lucas era muito próximo a São Paulo e se assegura que passou com ele os dois períodos em que Paulo esteve no cárcere.

São Lucas era solteiro. Escreveu seu Evangelho na Grécia e morreu em Beócia, aos 84 anos. Constantino, falecido no ano 361, mandou transladar de Tebas da Beócia para Constantinopla as relíquias do santo.

São Lucas é o padroeiro dos médicos e dos pintores. Um autor do século VI afirma que a imperatriz Eudóxia tinha enviado um século antes a Santa Pulquéria, uma imagem de Nossa Senhora grafite em Jerusalém por Lucas.

Não cabe dúvida, além disso, de que as descrições de São Lucas inspiraram muitos artistas, sobre tudo pintores.

Fonte: www.acidigital.com

Dia de São Lucas

18 de Outubro

São Lucas, evangelista e patrono dos pintores e médicos, ele é o autor do terceiro livro dos evangelhos que tem o seu nome e do Atos dos Apóstolos.

Um médico, São Lucas é tido como sendo um grego da Antiópia (moderna Turquia). Que era medico é confirmado por uma passagem em Colossians (4:14) na qual São Paulo descreve Lucas como "amado medico". Um convertido na nova fé, ele acompanhou São Paulo na sua segunda jornada missionária em torno dos anos 51 DC e permaneceu 6 anos em Philippi, na Grécia e foi na terceira jornada com Paulo, que incluiu o famoso naufrágio as costas de Malta. Ele permaneceu com Paulo durante sua prisão.

Paulo escreveu três vezes sobre Lucas no Novo Testamento: em Colosians, em Timoteo e em Philomon.

É possível deduzir a presença de Lucas com Paulo nas jornada missionarias pelas varias passagens no "Atos dos Apóstolos" (16:10-17; 20:5-21:18; 27:1-28:16). Em 66 DC, Lucas voltou para a Grécia onde se acredita que veio a falecer com a idade de 84 anos "repleto do Espirito Santo". Vários "Atos" relatam que foi martirizado, embora vários escolares acreditam que isto seriam lendas não confiáveis.

Ele é tido como tendo visitado a Virgem Maria e se acredita que ele teria pintado vários quadros da Virgem Maria em especial o lindo quadro conhecido como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Seu trabalho estaria preservado em Roma na "Santa Maria Magiore", embora as datas das pinturas seriam bem depois dos tempos apostólicos. O seu evangelho definidamente foi escrito para os gentios.

Um dos aspectos mais interessantes de Lucas é que freqüentemente fazia a justaposição de um história de um homem com a de uma mulher. Por exemplo, a cura dos demoníaco (Lu 4:31-37) e seguida da cura da sogra de Pedro (4:39-39) , o escravo do centurião é curado(7:1-11) e o filho da vviuva de Nain é curado, o Geranese demoníaco é curado (8:26-39) seguido pela cura da filha de Jairus e da mulher com hemorragia (8:40-56).

Lucas também menciona as mulheres que assistiam Jesus no seu ministério (8:1-3) Assim diferente de todos os outros evangelistas São Lucas descreve um Jesus que se preocupa com o cuidado e a salvação das mulheres. Talvez por isso, provavelmente Lucas teria aprendido muito a respeito de Jesus com a Virgem Maria. Somente ele e Mateus descrevem elementos obscuros ou escondidos da vida privada de Jesus, antes de Seu ministério público.

Ainda, ao mencionar a sogra de Pedro, ele deixa claro e de maneira natural que Pedro era casado.

Lucas enfatiza a misericórdia e o amor de Deus para com a humanidade. Ele é o único que descreve a parábola da ovelha desgarrada, do Bom Samaritano, do filho pródigo, de Dives e Lázaro. Ele é também o único que descreve o perdão de Jesus a Maria Madalena (Luc7:47), a promessa ao bom ladrão e sua oração para seus executores. Ele é também o único evangelista a registrar a "Ave Maria", o "Magnificat", o "Benedictus", e o "Nunc Dimittis" que são todos usados na Liturgia das Horas(orações da noite, tarde e manhã).Lucas enfatiza o chamado para a oração, a pobreza, a pureza de coração, o quais teriam um apelo especifico aos gentios.

Lucas também escreveu os "Atos dos Apóstolos" que é também conhecido com "Atos do Espirito Santo". É uma continuação do que conta em seu evangelho, embora os Atos talvez tenham sido escritos primeiro. De acordo com os escolares São Euzébio e São Jerônimo, os Atos foram escritos durante a prisão de São Paulo, embora Santo Irineu já pense que foram escritos após a morte de São Paulo, lá pelos anos 66 DC . Euzébio diz que o evangelho foi escrito antes da morte de Paulo, Jerônimo diz que foi depois e a tradição antiga diz que foi escrito pouco antes da morte de Lucas, quase no século segundo.

O evangelho teria sido escritos entre 70 e 85 DC, possivelmente na Grécia .Os atos do apóstolos detalham a igreja nos tempos de 35 a 63 DC, demonstrando um estilo de prosa soberbo, e um estilo de quem presenciou a fé.

Certas passagens dos Atos escrito na primeira pessoa do plural, são usualmente usadas para indicar que o escritor estava com São Paulo em parte da sua segunda jornada missionária e sem dúvida na viagem que ambos fizeram a Itália e estavam juntos quando o navio naufragou ao largo da costa de Malta (Acts 16:10ff:20:5ff 27-28). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia".

Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.

Lucas sem dúvida conversava muito com a mãe de Jesus e com São João.

As suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla e Pádua.

De acordo com a Igreja Católica Ortodoxa Grega, São Lucas sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existente da Virgem, as quais é dito que ele teria pintado, são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de S.Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.

Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado com um machado e as vezes mostrado pintando o retrato da Virgem Maria.

Fonte: www.cademeusanto.com.br

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