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Dia do Dentista

25 de Outubro

O Dia Nacional do Dentista coincide com a assinatura do decreto 9.311 que criou os primeiros cursos de graduação em odontologia no país, especificamente nos estados da Bahia e Rio de Janeiro.

Através de uma portaria do Conselho Federal de Odontologia, a data passou a homenagear quem se dedica à profissão no Brasil.

O QUE FAZ?

Quem pensa que dentista só cuida dos dentes se enganou. Também trata dos problemas da gengiva, boca e ossos da face. Na verdade, ele cuida da saúde bucal como um todo, além da parte estética. Dentre as funções, pode fazer restaurações, obturações, projetar e instalar próteses e dentaduras.

Dia do Dentista

Pode exercer a profissão como clínico geral ou seguir uma especialidade, como, por exemplo:

Cirurgião-dentista: Realiza cirurgias

Endodontista: Trata da polpa e da raiz dos dentes.

Implantodontia: Faz implante de próteses nos maxilares

Estética: Corrige a posição dos dentes e faz clareamento

Periodontista: Trata as doenças da gengiva e dos ossos da boca

Ortodontista: Faz alterações estéticas, na mordedura e na posição dos dentes através do uso de aparelhos dentários

Odontopediatria: Cuida especificamente de doenças de crianças

Traumatologia e cirurgia bucomaxilofacial: Diagnostica e trata doenças, lesões e traumas na boca, maxilar e face.

CURSO

Como os demais cursos na área de saúde, o de odontologia é longo, durando, geralmente, cinco anos. No ciclo básico, há disciplinas como anatomia, patologia e fisiologia. Na parte profissionalizante, o aluno tem aulas de farmacologia, cirurgia, prótese e traumatologia. E logo no segundo ano treina obturações em bonecos.

OS DENTES E SEUS INIMIGOS

Presos aos maxilares inferior e posterior, os dentes são estruturas calcificadas que fazem a mastigação dos alimentos. Sua parte externa é coberta pelo esmalte, que é a substância mais dura. Sob ele, encontra-se uma substância óssea chamada dentina. Tem a polpa dental que é um tecido conjuntivo frouxo composto de nervos e o cemento que prende a raiz e liga o dente à gengiva e à mandíbula.

A cárie só aparece quando uma bactéria que se acumula com outras, ficando presa ao dente e à gengiva. Essas bactérias formam a placa bacteriana que transforma os restos de alimentos, principalmente os que contém açúcar, em ácidos prejudiciais aos dentes. Eles atacam o esmalte até abrir um "buraco" que é a cárie num processo conhecido como desmineralização.

DICAS PARA HIGIENE BUCAL

Com a saúde da boca não se brinca!

Preste atenção nas dicas para manter uma boa higiene bucal:

Não sopre o alimento para esfriá-lo para não contaminá-lo com bactérias.

Use o fio dental ou fita dental pelo menos uma vez ao dia para limpar as superfícies não alcançadas pela escova.

A escova de dentes deve estar sempre em bom estado, com cerdas macias e pontas arredondadas. Se as cerdas ficarem tortas, a escova deve ser trocada.

A pasta dental não deve ser ingerida, pois contribui para a fluorose, problema relacionado com o consumo em excesso de flúor.

O descuido com os dentes e gengivas pode causar doenças graves como a endocardite bacteriana causada por uma bactéria que se aloja nas válvulas do coração. Para se prevenir, escove os dentes após as refeições; faça remoção periódica de tártaro; use fio dental e informe ao dentista caso seja portador de qualquer anomalia cardiovascular.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Dia do Dentista

25 de Outubro

O que faz

O dentista é o responsável pela prestação ser serviços odontológicos. Este profissional faz restaurações, combate doenças da boca e gengiva, realiza cirurgias para remoção de dentes, executa limpeza e clareamento dos dentes e atua na orientação higiene bucal.

Características profissionais importantes (aptidões, habilidades e competências)

Coordenação motora desenvolvida, interesse pela área para manter-se atualizado, conhecimentos aprofundados sobre a área odontológica, concentração e habilidade manual.

Mercado de Trabalho

Hospitais públicos e privados, consultório particular de odontologia, instituições de ensino.

Especializações

Após a formação como cirurgião dentista (com duração de 5 anos), o profissional pode fazer especializações nas seguintes áreas: ortodontia, periodontia, odontologia estética, implantodontia, prótese, endodontia, odontopediatria e patologia bucal.

Fonte: geocities.com

Dia do Dentista
25 de Outubro

O Símbolo é representado pelo Caduceu de Esculápio, onde o Caduceu significa insígnia dos arautos e Esculápio, o deus da Medicina na mitologia greco-romana. Foi instituído na cor grená, com a serpente de cor amarela com estrias pretas no sentido diagonal, enrolando-se da esquerda para a direita, e o conjunto, circunscrito também na cor grená.

A serpente amarela de Esculápio, a Coluber Aesculapii , que se entrelaça da esquerda para a direita, circunscrita em círculos, surgiu após muito tempo de pesquisa.

O símbolo é entendido como ideal, por uma única justificativa: "Medicina circunscrita", isto é "circunscrita à cavidade oral".

A origem do mito envolvendo o Cadoceu (serpente abraçada à vara) está na Mitologia Grega. Sua escolha como símbolo representante de uma classe data dos tempos antigos.

Os povos antigos descreviam a serpente como sinônimo de poder, sabedoria e até como uma verdadeira divindade curativa. Por isso o culto passou à lenda e posteriormente, transformou-se na divindade da medicina.

Dia do Dentista
Símbolo da Odontologia

A lenda descreve Esculápio, assim denominado pelos romanos, Aselépio filho de Apolo e da ninfa Coronide. Diz a mitologia que Esculápio fora adotado e criado por um Centauro Quirone que ensinou-lhe a arte médica.

Um episódio envolvendo Esculápio e a serpente tornou-os inseparáveis, associados indissoluvelmente. Pela mitologia, ao sair de da casa de uma mulher doente e já desenganada, Esculápio cruzou com a serpente não venenosa de cor amarela, pelo caminho, porém acreditando estar ameaçado não hesitou em por fim na vida da criatura.

Ocorreu logo em seguida, uma outra serpente igual a primeira em tamanho e cor, apresentou-se ao protagonista. Foi então, que Esculápio observou que o réptil, na verdade, levava na boca uma planta com a qual poderia curar àquela mulher. Deste episódio nasceu a imagem da serpente entrelaçada na vara, símbolo de autoridade e companheira inseparável de Esculápio.

Em relação a definição das cores optaram por manter as cores originais da serpente, amarela, e do bastão, grená (esta representando a própria categoria odontológica).

A criação do símbolo da Odontologia remonta ao tempo de Hipócrates (460-377 a.C.).

Conta a lenda que o pai da medicina tinha duas filhas: Hygia, que o ajudava em sua lida diária na arte de curar e no estudo dos males que afligiam o homem, e Panacéa, vaidosa, que passou a vida inteira a procura do elixir da longa vida, o soro da juventude que lhe conservasse a mocidade e a beleza.

Por isso, o vocábulo higiene significa prevenção a doenças, asseio, enquanto panacéa é a droga que não faz efeito, não serve para nada. Certa vez, estava Hipócrates em sua faina cotidiana, quando percebeu que uma cobra venenosa dele se acercou e, enrolando-se no seu cajado, estava prestes a executar o bote para aplicar-lhe a picada fatal.

Calmo, do alto de sua sabedoria e do poder que o saber lhe conferia, disse para a serpente: “se queres me fazer mal, de nada adiantará que me firas, pois tenho no corpo o antídoto contra tua peçonha. Se estás com fome, te alimentarei”. E, ato contínuo, tomou uma ânfora que usava na mistura de ervas e princípios químicos e encheu-a deleite, oferecendo-a à cobra. Esta logo desceu do cajado, enrolou-se na ânfora e bebeu o leite.

Estavam criados os símbolos da Medicina (a cobra envolvendo o cajado) e o da Farmácia (a cobra envolvendo a ânfora). De acordo com Dr. Ranilson de Amorim, por ser mais nova que a Medicina e a Farmácia, a Odontologia só teve seu símbolo criado posteriormente. “Foi em um congresso internacional realizado na cidade de Granada quando, em convenção, foi decidido que diante da origem dos símbolos da medicina e da farmácia, por ser uma profissão de saúde e estar intimamente ligada em currículo e desempenho profissional às outras duas, o seu 1º símbolo deveria ser uma pira que representa o saber, envolvida por duas serpentes; a sua pedra representativa deveria ser a granada, em homenagem à cidade que acolhera aquele evento; e a cor, o grená desta pedra preciosa”, conclui. Atualmente a pira foi substituída pelo cajado.

Deliberações sobre o símbolo da Odontologia:

a) o bastão terá o comprimento de 9/10 do diâmetro interno do círculo, tendo na parte superior a largura de 2/10 do referido diâmetro e, na parte inferior 1/10 do diâmetro citado. Seus traços laterais serão retos. Apresentará, ainda, alguns pequenos segmentos de reta, no sentido vertical, para conferir-lhe caráter lenhoso. Suas extremidades terão linhas curvas e seu traçado externo, a largura de 1/20 do diâmetro interno do círculo.

b) a serpente em sua parte mais larga, terá 1/10 do diâmetro interno do círculo e largura zero na calda. Enrolar-se-á no bastão de cima para baixo de forma elíptica passando pela frente, por trás, pela frente e parte superior e inferior do bastão, respectivamente, tendo na parte superior e inferior do bastão a distância de 2/10 do diâmetro do círculo de cada extremidade. Ostentará na boca a sua língua bífida, guardadas as mesmas proporções.

c) a largura do traçado do círculo, terá 1/10 do seu diâmetro interno e os traços externos do bastão e da serpente terão largura de 1/20 do referido diâmetro.

Anel

Uma granada engastada em arco de ouro, representando duas cobras entrelaçadas.

Bandeira

Cor grená com um círculo branco no centro e no meio do mesmo o caduceu com a cobra entrelaçada; com as seguintes dimensões: largura 2/3 do seu comprimento e o diâmetro externo do círculo deverá ter o comprimento de 2/3 da largura da bandeira.

Notas da Redenção Este símbolo foi criado a partir de um projeto de autoria do cirurgião-dentista gaúcho Euclides Luiz de Oliveira, encaminhado ao CFO.

Fonte: www.ufpi.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

O dia nacional do cirurgião-dentista coincide com a assinatura do decreto 9.311, de 1884, que criou os primeiros cursos de odontologia no Brasil. Por isso, essa foi a data foi escolhida para homenagear os profissionais da área.

O cirurgião-dentista é responsável por cuidar dos dentes, de problemas na gengiva, boca e ossos da face. Na verdade, ele cuida da saúde bucal como um todo, além da parte estética. Dentre as funções, pode fazer restaurações, obturações, projetar e instalar próteses e dentaduras.

O profissional pode exercer a profissão como clínico geral ou optar por outras especialidades, como cirurgia, endodontia, implantodontia, estética, periodontia, ortodontia, odontopediatria, traumatologia e cirurgia bucomaxilofacial.

O curso superior de odontologia tem duração cinco anos. No ciclo básico, há disciplinas como anatomia, patologia e fisiologia. Na parte profissionalizante, o aluno tem aulas de farmacologia, cirurgia, prótese e traumatologia. E logo no segundo ano treina obturações em bonecos.

Fonte: UFGNet

Dia do Dentista

25 de Outubro

Apesar de constituir-se tema abordado por vários Cirurgiões - dentistas, ainda é bastante numeroso o contingente de colegas que desconhece o símbolo da nossa profissão.

Além do desinteresse que resulta em desconhecimento, o que é pior, é constatarmos que vêm algumas publicações, muitas vezes na capa de periódicos e em grande número de convites de formatura de turmas de graduados, exibindo como símbolo da Odontologia um vistoso facho de fogo ostentando uma cobra a ela enrolada, cuja cabeça situa-se acima do fogo.

Nada mais fantasioso e que simplesmente constitui-se do completa desconhecimento da realidade.

Alem de não representar o verdadeiro distintivo da profissão, deve-se atentar para o fato de que a cobra, sendo sabiamente um animal que é afugentada pelo fogo, em nenhuma hipótese, pousarias sua cabeça a foguear.

O verdadeiro símbolo da Odontologia é constituído por um bastão no qual a serpente amarela de Esculápio-a Colluber Ersculapii se enrosca da direita para a esquerda, circunscrito em um circulo.

Esse modelo simbólico foi proposto por Benjamin Constant Nunes Gonzaga, dentista do Exército, num artigo publicado em março de 1914, na Revista Odontológica Brasileira (atual Revista da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), intitulado ''O Emblema Simbólico da Odontologia''.

Tendo a American Medical Association, em 1912, adotado o ''bastão de Esculápio'' com seu símbolo, o autor mencionado propôs, inicialmente, para o Corpo de saúde do Exercito, o Símbolo adotado pela Medicina, inscrito numa circufenrencia -Medicina Circunscrita-Por entender que a Odontologia correspondia à especialidade médica que cuida da cavidade bucal.

Posteriormente, quando da realização do VII Encontro dos Sindicatos de Odontologia do Brasil, ocorrido em 6 de novembro de 1973, sob os auspícios da Federação Nacional dos Odontologistas, um Grupo de Trabalho constituído por Cyro Rausis, Amadeo Bobbio e Ernesto Salles Cunha, EStudando o assunto, ratificou o modelo proposto por Benjamin Constant Nunes Gonzaga. Os eminentes colegas integrantes desse grupo de trabalho acrescentaram apenas que o bastão será marrom e o círculo terá cor grená. Assim foi recomendado o distintivo da Odontologia.

Acerca do significado dos elementos integrantes desse símbolo, transcrevemos o relato de Amadeo Bobbio e Elias Rosenthal contido à página 413 do livro ''

A Odontologia no Brasil no Século XX: '' Esculápio, ao sair da casa de um doente, para a qual tinha perdido toda a esperança de salvação, cruzou com a serpente de cor amarela, não venenosa, que lhe cerrou o passo. Esculápio, acreditando-se atacado, matou-a. Porém, no mesmo instante, se apresentou outra de igual tamanho e cor, e só então observou que o réptil levava na boca uma planta, com a qual pode curar a doente desenganada. Desde então, foi a inseparável companheira do Deus da Medicina, e se representa enroscada ao redor de um bastão''.

Nas estátuas de Esculápio existentes Museu do Vaticano e em Corinto, constata-se que a serpente é um atributo que as complementa.

O Conselho Federal de Odontologia oficializou esse símbolo atrevés do artigo 275 da '' Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de odontologia''.

Ao dispor sobre o assunto, o conselho ratifica o que foi aprovado por ocasião do VII Encontro dos Sindicatos de Odontologia do Brasil, detalhando, porém, a proporção que deve ser observada nas dimensões dos elementos constitutivos do símbolo.

Há uma pequena diferença quando à coloração dos elementos: o bastão deve ser marrom (e não grená) e a serpente deve conter estrias pretas.

Fonte: www.novafapi.com.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

Comemora-se o Dia do Dentista em 25 de outubro, porque nesta data, em 1884, foi assinado o decreto 9.311, que criou os primeiros cursos de graduação de odontologia do Brasil, no Rio de Janeiro e na Bahia. Uma portaria do Conselho Federal de Odontologia tornou a data oficial para a comemoração do Dia do Dentista Brasileiro.

O dentista é o profissional que cuida dos dentes, gengivas e de alguns ossos faciais, como o maxilar. Até bem pouco tempo atrás, o dentista era temido pelo barulhinho amedrontador de seus instrumentos. Hoje, com instrumentos mais modernos, tratar de uma cárie já não assusta tanto. O tratamento pode ser feito até mesmo com laser. No entanto, muitas pessoas ainda preferem ficar longe de um consultório odontológico.

Dia do Dentista

Além de tratar de cáries, o dentista é responsável por realizar a prevenção de doenças da boca e ensinar a correta higiene bucal. Quando especializado em ortodontia, o profissional realiza os procedimentos necessários para corrigir a posição dos dentes por meio do uso de aparelhos ortodônticos e quando necessários, por meio da extração de alguns deles. O dentista é responsável ainda por certos tipos de cirurgias faciais.

Fonte: Universidade Federal de Goiás

Dia do Dentista

25 de Outubro

 

O Dentista do Presente e do Futuro

O austríaco Peter Drucker (naturalizado norte-americano) foi o maior guru de administração do século XX. Nasceu em 1909 e faleceu em 2005. Foi autor de mais de vinte livros, e como consultor e professor da New York University, teve influência decisiva nos destinos da administração mundial, através de idéias modernas, arrojadas e sempre inovadoras.

Na nova economia em que vivemos, ou nos tornamos “executivos” de nossas próprias carreiras ou estamos fadados ao fracasso. Saindo um pouco de nosso universo intrabucal, já sabemos que não temos consultórios, ou melhor, sabemos que nossos consultórios são empresas. Devemos ter a certeza que somos empresários e que nossa atividade empresarial, nosso negócio, está vinculada ao setor odontológico. Por definição, carreira pode ser considerada como o pedaço da nossa vida que dedicamos ao trabalho e com isso passamos a ser os gestores de nossas carreiras e temos a obrigação de buscar eventuais mudanças.

CONCEITO DE MUDANÇA

“Mudança significa a passagem de um estado para outro diferente. É a transição de uma situação para outra diferente. A mudança implica, perturbação, interrupção, ruptura, dependendo de sua intensidade. A mudança está em toda parte: nas organizações, nas cidades, nos países, nos hábitos das pessoas, nos produtos e nos serviços, no tempo e no clima” (Chiavenato, 1999).

Reinventar sua carreira implica em imprimir uma marca particular que deve ultrapassar as dimensões de seu consultório. Max Gehinger, profissional da área de gestão de carreiras, diz que não basta ter um desempenho acima da média no seu trabalho; é importante fazer o marketing pessoal, mostrar aos seus colegas de trabalho e superiores a qualidade do seu trabalho. Em outras palavras, realizar cada vez mais coisas que façam a diferença nas empresas e na vida de outras pessoas.

Quais seriam então algumas das principais características dos Dentistas do presente e do futuro?

01 – Capaz de resolver problemas

Na rotina que temos em nossa atividade profissional, em nossos consultórios, estamos constantemente sendo testados em enfrentar problemas. Estes são os momentos em que mudamos, que crescemos. Devemos estar prontos para ter flexibilidade e nos adaptarmos aos que os clientes estão pedindo a as regras que o mercado esta nos impondo. Como já sabemos, nos dias de hoje, o poder está nas mãos do cliente. Devemos saber que temos clientes diferentes e que esta flexibilidade não deve se traduzir em ações de improviso. Devemos procurar ter ações especiais para cada categoria de cliente. Em que nicho de mercado você está inserido? Resolver problemas implica em alguns casos em delegar tarefas e fazer com que seu consultório ande com suas próprias pernas e se liberte da necessidade de trabalhos executados apenas pelo dono da empresa. Nada de centralizações. Para isso, é necessário ter uma equipe treinada, qualificada e de confiança.

02 – Fortes conhecimentos financeiros

Quanto tempo você dedica para pensar, de fato, no seu dinheiro? Sabemos que uma das principais características dos profissionais de saúde é justamente a falta de educação financeira, mesmo sabendo que por força das regras do mercado muitos profissionais tem investido nesta competência. Freqüentar cursos e buscar esta qualificação é fundamental para o Dentista. Neste momento é fundamental estruturar uma estratégia para o crescimento da empresa, definindo se os investimentos serão feitos em ampliação do negócio, estrutura física, funcionários, etc. Final de ano é o momento ideal para você “olhar” para sua empresa, ver o que se conseguiu e produziu no ano anterior e estabelecer objetivos e metas para o ano que chega.

03 – Altamente comunicativo

Caro Dentista, antes de abrir a boca de seu cliente, olhar para dentro dela e planejar como consertá-la, converse com seu cliente, entenda qual sua necessidade, mostre que serviços você e sua empresa podem oferecer e demonstre conhecimento para que um pensamento de confiança e credibilidade possam ser estabelecidos. Certamente não cabe no mercado predatório e de disputa no preço um profissional que faz uma restauração oclusal em duas horas, mas se no começo é assim, por outro lado o tempo e o treinamento resolverão esta situação. Imaginem fazer uma resina em duas horas e receber, por exemplo, do convênio Vampirão um valor de R$ 13,13.

04 – Especialista em negociações

Costumo falar em meus cursos que o Dentista quando forma o preço de um determinado serviço e teima em achar que é só pegar a VRPO e listar o que vai fazer, pensa em cobrar R$ 1.000,00, fala para o cliente R$ 800,00 e fecha por R$ 600,00. Queridos leitores, tabela não é regra! Como dois locais com realidades gerenciais totalmente diferentes podem usar uma tabela padrão? Pensem nisso! Isso está relacionado à falta de experiência em negociações e ao medo de deixar de vender o serviço. Somente sabendo quanto custa o seu serviço é que o Dentista poderá perder este medo, ou pelo menos entender, como acontece em muitos casos de serviços para convênios, o preço pago pelo cliente não será tão satisfatório como se imagina. Não dá para imaginar, tem que saber.

Para quem está acomodado com sua carreira, vai um conselho: mesmo que seu objetivo não seja ficar rico, ganhar cada vez mais, você terá sempre que crescer para continuar no mesmo patamar econômico, uma vezque a economia cresce e seu concorrente também.

Portanto, caro leitor, passe a pensar em sua vida profissional imaginando cenários possíveis, analisando o ambiente interno de sua empresa, o ambiente externo, quais são seus pontos fortes, pontos fracos e o que você pode fazer para melhorá-los. Seja pró-ativo neste processo de análise, assuma o controle de sua vida, entenda que é você quem realmente vai gerar um resultado no seu futuro, em vez de reclamar e passar a responsabilidade para os outros.

Pessoas pró-ativas acostumam- se com responsabilidades e não ficam colocando a culpa por seu comportamento em circunstâncias externas. Se eu não posso interferir no mercado, então devo começar olhando e conhecendo o meu negócio. Que tal pensar estrategicamente traçando, revendo e controlando objetivos para cinco anos.

Seja um Dentista do presente pensando no dentista do futuro.

Bibligrafia

1. Chiavenato, I. Inventando e reinventando as Organizações. In: I. Chiavenato (Ed.). Administração nos Novos Tempos. Rio de Janeiro: Campos, 1999. Inventando e reinventando as Organizações, p.134-69

Fonte: www.cro-pe.org.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

As extrações dentárias efetuadas no Brasil, a partir do seu descobrimento, baseavam-se em técnicas primitivas; os instrumentos eram inadequados e não havia anestesia nem alguma forma de higiene. O barbeiro ou o sangrador exercia essa atividade; era forte, cruel, insensível e rápido. Via de regra, era aprendiz de um bom profissional, ignorante e pouco estimado pela sociedade.

Desde a vinda do príncipe-regente D. João ao Brasil até a época em que D. Pedro tomou posse como regente do Brasil, a profissão era exercida por barbeiros, sangradores e cirurgiões, fiscalizados pelo cirurgião-mór. Eles tinham de possuir uma carta de confirmação da profissão, que era dada "aos barbeiros e sangradores", em geral, os escravos. Em 1631, a lei previa uma multa a todos que "tirassem dentes" sem licença.

A quarta edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Eduardo de Faria, define: "Barbeiro: s.m. - o que faz barba; (antigo) "sangrador", cirurgião pouco instruído que sangrava, deitava ventosas, sarjas, punha cáusticos e fazia operações cirúrgicas pouco importantes".

Em 1728, na França, Piérre Fauchard, o Pai da Odontologia Moderna, revolucionou a odontologia ao estabelecer novos conceitos, ao criar técnicas e aparelhos.

Nessa época, no Brasil, começava a exploração do ouro nas Minas Gerais, atividade que atraiu um grande número de pessoas para o local. Por isso, a Corte portuguesa nomeou José S. C. Galhardo o primeiro cirurgião-mór, ato que acabou regulamentando essa atividade profissional.

A primeira carta para dentista foi dada, em 1824, a Gregório Raphael da Silva. Em 1828, foi extinto o cargo de cirurgião-mór, passando a fiscalização para a concessão das cartas às Câmaras Municipais e à Justiça Ordinária.

O ensino da odontologia no país foi instituído em 1880, por Vicente Cândido Sabóia, o Visconde de Sabóia, diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Hoje, os dentistas ou odontólogos são profissionais respeitados e responsáveis pela saúde bucal e dos dentes, do bom funcionamento da articulação e da mastigação. Podem ser especialistas em uma ou mais áreas da odontologia e atuam não só no magistério, na indústria odontológica e na farmacêutica, como também na administração ou planejamento de saúde oral do setor público.

O dentista é também homenageado no Dia Mundial do Dentista, em 3 de outubro, época em que são realizados vários fóruns mundiais, organizados para discutir e apresentar os novos caminhos da medicina e da odontologia para melhorar a manutenção da saúde bucal das populações, sobretudo as mais carentes.

Fonte: www.paulinas.org.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

O que Esperar de Sua Visita ao Dentista? O que acontece durante a visita ao dentista?

Antes de qualquer coisa, é importante achar um profissional com quem você se sinta à vontade. O passo seguinte é marcar uma consulta para um exame completo, mesmo que aparentemente não haja nada de errado. Na sua primeira visita, o dentista fará perguntas buscando levantar um pouco do histórico da sua saúde geral. Nas visitas seguintes, não deixe de informá-lo sobre qualquer mudança no seu estado de saúde. Na maior parte das vezes, as visitas ao dentista se resumem a uma revisão do estado de integridade e higiene dos dentes. As consultas de rotina, que incluem a limpeza dos dentes e que, de preferência, devem ser feitas a cada seis meses, ajudam a manter seus dentes mais limpos e a durarem mais e ajudam a evitar o desenvolvimento de problemas que podem chegar a causar dor.

Profilaxia e limpeza dos dentes

As revisões quase sempre incluem uma limpeza geral dos dentes. O dentista usará instrumentos especiais para raspar a região do dente localizada abaixo da linha da gengiva, removendo placa e tártaro que podem causar gengivite, cáries, mau hálito e outros problemas. O profissional também poderá passar fio dental e polir os seus dentes.

Exame completo

Seu dentista fará um exame cuidadoso de seus dentes, da sua gengiva e mucosa da boca, procurando sinais de enfermidades ou outros problemas. O objetivo aqui é ajudar a manter a saúde da sua boca e, se houver problemas, identificá-los e tratá-los o mais rápido possível, antes que se agravem.

Radiografías

Dependendo da sua idade, dos riscos de doença e dos sintomas apresentados seu dentista poderá recomendar que sejam tiradas radiografias, para ajudar no diagnóstico de problemas que não poderiam ser detectados de outra maneira, como, por exemplo, danos aos ossos do maxilar ou da mandíbula, dentes que sofreram trauma, bcessos, cistos ou tumores e cáries entre os dentes. Os consultórios modernos têm aparelhos que praticamente não emitem radiação - não mais do aquela a que você se exporia se ficasse um dia no sol ou assistindo TV durante um final de semana. Como medida de precaução, você deverá usar um avental de chumbo no momento de tirar as radiografias. Em caso de gravidez, informe seu dentista, uma vez que este tipo de exame só deve ser feito em casos de emergência.

Talvez seja necessário tirar uma radiografia panorâmica. Este tipo de radiografia proporciona uma imagem completa da arcada dentária inferior e superior e auxilia o dentista a analisar a oclusão e a relação entre os diferentes dentes.

Com que freqüência deve-se ir ao dentista?

Se seus dentes e gengivas estiverem em boas condições, você poderá esperar de três a seis meses até a próxima visita. Porém, se houver necessidade de tratamento (fazer uma restauração, extrair um dente do siso ou restaurar a coroa de um dente) marque uma nova consulta. Não se esqueça de fazer todas as perguntas que tiver antes do término da consulta. Esta é a oportunidade para esclarecer qualquer dúvida que tenha.

Escolhendo um Dentista

Como escolher meu dentista?

Um bom início é pedir referências para as pessoas em quem você confia: seus amigos, membros de sua família, conhecidos, colegas de trabalho, seu farmacêutico ou o médico da família. Pergunte a eles com que tipo de dentista fazem o seu tratamento dentário (clínico geral ou especialista), há quanto tempo tratam com este profissional e como é o relacionamento que mantém. É importante que você escolha um dentista com quem você se sinta bem.

Para escolher bem seu dentista, você pode também:

Ligar para uma associação de dentistas e solicitar uma lista dos profissionais recomendáveis.

Fazer uma busca na Internet. A cada dia aumenta o número de dentistas que têm sites onde explicam seus métodos de tratamento.

Que tipo de dentista eu estou precisando?

Os profissionais com formação geral são treinados para fazer todo tipo de tratamento e podem, se for preciso, indicar um dos especialistas relacionados abaixo:

Odontopediatra: especializado no atendimento de crianças.

Endodontista: diagnostica e trata de enfermidades da polpa dentária e canais radiculares (muitos dentistas gerais também fazem tratamentos de canal).

Protesista: especializado na confecção de coroas, próteses dentárias fixas, removíveis ou próteses totais conhecidas como dentaduras.

Patologista bucal: usa procedimentos laboratoriais para diagnosticar problemas bucais. Também é especializado em odontologia forense.

Cirurgião bucal/maxilofacial: remove cistos, tumores e dentes. É preparado para corrigir fraturas ou outros problemas que exijam tratamento cirúrgico, inclusive da articulação temporomandibular (ATM). Esses profissionais também usam métodos de cirurgia plástica para eliminar ou reduzir problemas do maxilar e da face.

Ortodontista: especializado na correção da posição dos dentes por meio de aparelhos ortodônticos.

Periodontista: especializado no diagnóstico e tratamento das doenças da gengiva.

Como se tornar um dentista?

Para se tornar um Dentista, é necessário ingressar num curso de Odontologia reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação)e pelo Conselho Federal de Odontologia. O curso tem duração de 5 anos ou 10 semestres e dá direito a licença pelo Conselho Federal de Odontologia, através do nº de CRO, emitido pelo Conselho Regional de Odontologia de seu estado. Após o término do curso, geralmente realiza-se um curso de especialização, onde o dentista escolhe uma das áreas da Odontologia para atuar Ortodontia, Periodontia, Odontopediatria, Cirurgia, entre outras).

Fonte: www.colgate.com.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

No dia 25 de outubro, comemora-se o Dia do Dentista. Esta data presta homenagem a este profissional de tamanha importância na vida de todos, pois a saúde começa pela boca, e ter uma dentição saudável é sinônimo de uma boa mastigação e também de uma condição favorável à estética, aumentando a auto estima das pessoas.

Em recente pesquisa supervisionada pelo Ibope, o dentista foi classificado como o segundo profissional de maior confiança para a população, ficando atrás somente dos bombeiros. Isto mostra a importância do cirurgião dentista, que acaba se tornando um amigo de seus pacientes.

A história da Odontologia no Brasil, começa a partir de sua descoberta por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500. Naquela época o que existia eram as extrações dentárias. As técnicas eram quase primitivas, o instrumental impróprio e não havia nenhuma forma de higiene. Anestesia, nem pensar. A odontologia era praticada pelo barbeiro ou pelo chamado ‘sangrador’.

Em 1839, é criada por Chaplin A. Harris, em Baltimore, Estados Unidos, a primeira Escola de Odontologia do mundo: Colégio de Cirurgia Dentária.

Joaquim José da Silva Xavier era conhecido como Tiradentes, por exercer a odontologia e destacou-se por saber colocar dentes, além de tirá-los. Ficou famoso por suas habilidades protéticas e técnica que utilizava para suas extrações. É considerado o Mártir da Inconfidência Mineira.

A partir de um decreto do imperador Dom Pedro II, em 25 de outubro de 1884, a odontologia brasileira tornou-se profissão de nível universitário. O grande responsável pela instituição do ensino odontológico no Brasil, foi o então diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Dr. Vicente Cândido Figueira Saboia. Seu empenho junto à Corte foi determinante para a criação dos cursos de Odontologia anexos às Faculdades de Medicina existentes no Rio de Janeiro e Bahia.

Em São José do Rio Preto, a classe odontológica é representada pela Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas – APCD, que presta mais de 3.400 atendimentos por ano à população em seus cursos, mesmo sem a ajuda do poder público. Estima-se que Rio Preto tenha mais de 1.200 dentistas. A odontologia em nossa cidade conta com profissionais renomados e do mais alto nível, como o Dr. Adail Vetorazzo, que proporcionam uma odontologia de referência para o estado de São Paulo e para o Brasil.

Fonte: www.apcdriopreto.com.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

Como um construtor, usa cimento, coloca pinos, faz encaixes. Como um artesão, molda, movimenta peças e usa a habilidade das mãos para intervenções minuciosas. Como um psicólogo, devolve ao paciente a autoestima e o prazer de sorrir.

Estamos falando de um profissional que, se até tempos atrás era temido, hoje é cada vez mais valorizado: o cirurgião-dentista.

A responsabilidade vai muito além da estética bucal - cartão de visitas em qualquer apresentação. Cabe a ele também recuperar a funcionabilidade da boca, tratando as gengivas, os ossos da face, os dentes, as estruturas duras que utilizamos para mastigar os alimentos.

Neste 25 de outubro comemora-se o Dia do Cirurgião-Dentista. A data, instituida pelo Conselho Federal de Odontologia, remete ao mesmo dia do ano de 1884, quando foi assinado o decreto 9.311 que criou os primeiros cursos de graduação de odontologia do Brasil, no Rio de Janeiro e na Bahia. Tiradentes, o mártir da Inconfidência Mineira, é o patrono da classe.

Embora ainda seja pouco disponível na rede pública de saúde, o aprimoramento que esse profissional vem ganhando nos últimos tempos está contribuindo para que, aos poucos, o Brasil supere a imagem de país de desdentados e deixe para trás a cultura de considerar normal a perda dos dentes com o avançar da idade.

Pelo menos nas grandes cidades.

Dia do Dentista

Hoje, com as novas técnicas desenvolvidas, o dentista é capaz de tratar de problemas antes considerados insolúveis. Até o medo de sentar na temida cadeira está diminuindo devido ao surgimento de anestésicos modernos, uso de laser e à crescente especialização dos profissionais.

Nada que lembra o passado desta categoria. Antigamente, os dentistas eram chamados de dentistas práticos, sem formação ou com pouco conhecimento, que não tratavam os dentes, mas faziam apenas a extração de forma grotesca daqueles que estavam muito estragados. Normalmente eram barbeiros ou ambulantes, que trabalhavam em locais precários e sem a higiene necessária.

O curso tem duração de cinco anos e o dentista pode optar por várias especialidades, como odontopediatria, odontogeriatria, implantadontia, ortodontia, especialista em pacientes especiais, endodontia, periodontia, cirurgia e traumatologia buco-maxilo facial, dentística restauradora, saúde coletiva, odontologia legal entre outras.

Os dentes humanos têm capacidade para rasgar, prender e triturar os alimentos, para que os mesmos passem pelo tubo digestivo em tamanhos menores, aproveitando seus nutrientes e facilitando o processo digestivo.

Por isso, os dentes possuem diferentes funções: os incisivos (dentes da frente) e os caninos (os pontudos) servem para morder os alimentos, fazendo a divisão dos mesmos; os pré-molares e os molares servem para triturar, cortar e esmagar.

Não se deve esperar aparecer o problema para procurar o dentista. O certo é agir preventivamente e fazer uma consulta a cada seis meses, cuidando da integridade e higiene dos dentes.

A importância da escovação

Escovar os dentes é um hábito de higiene pessoal simples e corriqueiro, e às vezes é feito com pressa e sem receber muita atenção. Mas a escovação correta dos dentes pode prevenir doenças não só bucais, mas cardíacas também.

Uma boa escovação evita cáries e a formação da placa bacteriana, que pode ocasionar a periodontite, uma inflamação na gengiva e no osso que leva à perda dos dentes.

Além disso, a periodontite tem sido relacionada à endocardite bacteriana, doença infecciosa que atinge as válvulas cardíacas, e também a partos prematuros e óbitos neonatais. Outro problema causado por ela é o aumento das chances de desenvolvimento da aterosclerose, inflamação que obstrui os vasos sanguíneos e pode causar infarto e acidente vascular cerebral.

Portanto, é importante escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia com uma escova macia, que massageie a gengiva sem machucá-la, de cabeça pequena, cerdas arredondadas e tufos concentrados. A escova deve ser trocada a cada 3 meses, ou antes, caso necessário. Quem usa aparelho fixo deve utilizar modelos especiais para auxiliar a limpeza dos dentes.

A escovação deve durar cerca de 10 minutos e ser feita com um creme dental que tenha flúor na composição.

O fio dental deve ser usado todos os dias, antes da última escovação noturna, e a língua não pode ficar de fora da limpeza: escove-a como se estivesse "varrendo" as áreas esbranquiçadas, pois são as principais causadoras do mau-hálito.

Fonte: jornaldaorla.com.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

Introdução

A dor de dentes é uma dor que abrange o maxilar e face e é causada por um problema com um dente, por exemplo um nervo irritado na raiz, infecções, cáries ou a perda de um dente.

O centro dos dentes contém polpa dentária, um tecido macio e esponjoso com muitos nervos sensíveis e vasos sanguíneos. A polpa está rodeada de camadas de tecido duro, sendo a camada externa de esmalte. A dor de dentes ocorre quando existe a inflamação da polpa dentária, a que se dá o nome de pulpite, e que é muitas vezes causada pelas cáries.

Desenvolvem-se buracos (cavidades) no dente que expõem o nervo. Os alimentos e bebidas (sobretudo frios ou quentes) que tocam no nervo causam dor. Se não for tratada, a polpa morre e cria infecção, levando à formação de um abcesso, que causa uma dor palpitante severa e contínua.

Sintomas

A dor de dentes normalmente aparece de repente e pode variar de um desconforto ligeiro a um grau de severidade elevado. Poderá sentir dores palpitantes constantes ou intermitentes na cabeça, no maxilar ou na orelha.

A dor normalmente piora quando está a comer ou a beber, sobretudo se o alimento ou bebida estiverem muito quentes ou frios. O maxilar da área da dor de dentes pode doer e estar sensível ao toque.

Pode também piorar quando se deita, pois aumenta a pressão sobre o dente. Os sintomas típicos da dor de dentes incluem dores ao mastigar, sensibilidade a alimentos quentes e frios, sangramento do dente ou das gengivas, inchaço à volta do dente e inchaço do maxilar.

Causas

A dor de dentes ocorre devido à inflamação da polpa que se encontra no centro do dente (pulpite). Esta inflamação acontece no caso de cáries, de uma pequena fractura ou de um buraco no dente.

Também poderá sentir dores de dentes depois de alguns tipos de tratamento dentário. Por exemplo, depois de chumbar o dente a polpa poderá ficar irritada. A recessão gengival pode expor as partes mais sensíveis do dente e provocar dor, sobretudo quando come.

Outros problemas podem causar sintomas semelhantes à dor de dentes, mesmo não sendo os dentes afectados. Por exemplo abcessos, aftas, gengivas doloridas ou inchadas, sinusite ou lesões na articulação que liga o maxilar ao crânio (articulação temporomandibular). O aparecimento de dentição nos bebés e nas crianças também pode provocar dor.

Diagnóstico

Se sentir dores de dentes, deve consultar o dentista com a maior brevidade. A dor de dentes é muitas vezes tratável, mas primeiro o dentista tem de descobrir qual é o problema.

Poderá pensar que sabe qual é o dente afectado, contudo, os nervos do dente por vezes dão a mensagem errada ao cérebro. Isto significa que o problema pode ser noutro dente ou até noutro maxilar. O dentista irá examinar os dentes e as gengivas para procurar sinais de inchaço, vermelhidão e lesões nos dentes.

Poderá lavar a área com água morna para retirar partículas de comida e para testar a sua sensibilidade a substâncias quentes. Poderá precisar de um raio-X para identificar cáries, fracturas no dente ou problemas com o osso do maxilar. Se a dor for prolongada ou severa, podem ser-lhe receitados analgésicos como ibuprofeno. Não se recomenda o ibuprofeno a pessoas com asma.

Tratamento

A dor de dentes deve ser tratada assim que possível, para evitar infecções. Se a infecção se espalhar para os seios perinasais ou para o osso do maxilar, pode causar septicémia.

Se a dor de dentes for causada por cáries, a cárie será retirada e substituída por chumbo. Se for causada por chumbo solto ou partido, o dentista irá retirar e substituir o chumbo. Se a polpa do dente estiver infectada (pulpite), poderá precisar de fazer uma desvitalização.

O dentista ou endodontista (especialista) retira a polpa danificada, enche o espaço com uma pasta e coloca chumbo para a proteger e vedar. Se o dente estiver infectado, pode precisar de tomar antibióticos. Se a dor de dentes não puder ser tratada, o dente poderá ter de ser extraído. Para aliviar a dor enquanto espera pela consulta com o dentista, pode tomar analgésicos que não necessitem de receita médica, como o paracetamol.

Prevenção

A melhor forma de evitar a dor de dentes é mantendo os dentes e as gengivas tão saudáveis quanto possível.

Deverá sempre assegurar uma boa higiene dentária limitando a ingestão de alimentos ricos em açúcares. Lave os dentes duas vezes por dia com uma pasta de dentes que contenha flúor. Escove suavemente as gengivas e a língua. Limpe entre os dentes com fio dental e, se necessário, use um elixir bucal. Fumar pode piorar os problemas que tenha nos dentes.

Deve visitar o seu dentista regularmente e considerar limpar os dentes de vez em quando num higienista. Se tiver uma boa saúde oral, deve marcar consultas de rotina com o seu dentista a cada 12 - 24 meses. No entanto, se precisar de tratamento, poderá ter de marcar consultas mais frequentes.

As crianças deverão ter consultas de rotina de seis em seis meses para que as cáries possam ser identificadas mais cedo.

Fonte: www.nhs.uk

Dia do Dentista

Para que serve um dentista?

Atualmente e durante todo este século, as políticas públicas insistem em avaliar a saúde bucal contando quantos dentes perdemos em determinado período sem medir quais os impactos que a saúde oral traz à qualidade de vida de cada brasileiro.

A cada dez anos o governo brasileiro entrega à sociedade um trabalho que pretende medir a situação da Saúde Bucal dos Brasileiros, usando um índice chamado CPOD, que mede a quantidade de dentes cariados, perdidos e obturados.

Este trabalho serve como referência a todos os odontólogos que de alguma maneira conduzirão os caminhos da saúde pública e privada.

Baseados na análise quantitativa da doença, e sem rigor técnico, o governo divulgou de forma ufanista os resultados positivos da redução de cárie comparando nosso sorriso ao dos países de primeiro mundo, fazendo parecer uma vitória conquistada.

É real a redução de cáries, e todos nós sabemos que as pastas de dentes fluoretadas são as responsáveis por esta feliz redução em todos os países. Porém, tal trabalho leva mais uma vez a classe odontológica e seu ofício a serem entendidos e medidos por uma quantidade de doença adquirida e não por sua real abrangência.

É preciso ficar claro que o que deve ser medido é o impacto da qualidade de vida de cada brasileiro e o quanto a saúde oral perfeita torna este indivíduo melhor, mais feliz.

Quantas horas de trabalho perdemos tratando os dentes? Qual o impacto da saúde bucal na auto-estima do cidadão brasileiro? Quantos podem realmente sorrir com segurança? Quantos podem comer bem?

Um indivíduo que tem seus dentes mal posicionados e anteriorizados não tem a mesma segurança de sorrir que um outro com um sorriso bem posicionado. Uma pessoa que tem dores de ATM vive num estado de estresse infinitamente superior a aquele que não sente nada, e mesmo o mal hálito, por sua causa, quantas vezes deixou-se de beijar e trocar carinho.

Este é o verdadeiro e importante trabalho do cirurgião-dentista na sociedade. Somos nós que poderemos cultivar no indivíduo a semente da medicina preventiva. Está nas mãos do cirurgião-dentista o desenvolvimento da face, dos dentes da oclusão e a harmonia que poderá ser equilibradamente bela e saudável.

Isto faz a real diferença.

Fonte: www.dentalpress.com.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

O papel do cirurgião-dentista no Sistema Único de Saúde

O Sistema Único de Saúde é um processo social em construção permanente, sendo fundamental a contínua discussão sobre seu modelo de atenção, os paradigmas explicativos do processo saúde-doença que o embasam e o papel de diferentes profissionais que nele atuam. Esse trabalho objetiva a discussão sobre a atuação do cirurgião- dentista no SUS. Uma forma de sistematizar suas possibilidades de atuação é a sua inserção no sistema. Em nível central ou distrital, deve atuar em equipes interdisciplinares no planejamento de políticas públicas saudáveis e no desenvolvimento de ações de vigilância da saúde da coletividade. Considerando os campos de ação propostos pela Carta de Otawa, as atribuições do cirurgião- dentista, em nível local, podem ser direcionadas para o fortalecimento de ações comunitárias, o desenvolvimento de habilidades pessoais e a reorientação dos serviços de saúde. É necessária a readequação dos cursos de odontologia para formar profissionais capacitados a exercerem uma prática que atenda ao SUS e a contínua capacitação dos profissionais já graduados atuando no sistema.

Introdução

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um processo social em construção permanente, sendo fundamental a contínua discussão sobre seu modelo de atenção, os paradigmas explicativos do processo saúde-doença que o embasam e o papel de diferentes profissionais que nele atuam.

Entre esses profissionais, é de interesse deste ensaio o aprofundamento da discussão sobre a atuação do cirurgião-dentista no SUS.

Na oficina Saúde Bucal na Vigilância à Saúde no Distrito Sanitário, promovida pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva do Paraná (Nesco) e Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, em 1992, foram discutidas algumas experiências municipais de saúde bucal e apontados os principais problemas relacionados à inserção do profissional de saúde bucal no SUS:

1) a dificuldade de percepção desse trabalhador da dimensão sócio-histórica das práticas de saúde e do potencial de alcance de sua intervenção social

2) a limitação do conceito saúde/ doença pela não incorporação da dimensão social

3) a baixa efetividade das ações de saúde bucal determinada pela ausência de participação popular na organização e avaliação dos serviços

4) a baixa incorporação das diretrizes do SUS, em especial em relação à universalidade e integralidade, uma vez que o atendimento a determinados grupos populacionais é privilegiado

5) a prática de atenção à saúde bucal fortemente pautada no modelo clínico

6) o isolamento do cirurgião-dentista, em função de ser o único profissional responsável pela saúde bucal dos usuários e, como conseqüência, sua não participação na equipe de saúde

7) a forma de pagamento dos procedimentos, privilegiando as ações curativas (Gevaerd, 1993). Verifica-se que as questões identificadas naquele ano continuam atuais, embora a mudança na forma de pagamento dos procedimentos pelo SUS possa ser considerada um avanço importante.

Atualmente, por intermédio do Piso de Atenção Básica, os municípios recebem do SUS um valor per capita, de acordo com a sua população. Esse recurso pode ser utilizado em ações preventivas e de promoção de saúde.

No que diz respeito aos problemas relacionados às práticas sanitárias, percebe-se movimentos convergentes do Governo Federal para a consolidação de um novo modelo de atenção, como a expansão do Programa Saúde da Família (PSF) e o projeto de Vigilância em Saúde (Vigisus).

No PSF, a equipe é composta por, no mínimo, um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitários de saúde. No entanto, outros profissionais já estão sendo incorporados, dependendo das necessidades locais de saúde, bem como das possibilidades administrativo-financeiras dos municípios. Entre eles, os cirurgiões-dentistas, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas.

Segundo o Ministério da Saúde (MS, 2003), existem duas modalidades de equipes com a inclusão de profissionais de saúde bucal: com um cirurgião-dentista e um atendente de consultório dentário (modalidade I) e, além desses, um técnico em higiene dental (modalidade II).

No que se refere ao Vigisus, observa-se um esforço para a articulação das práticas da vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental, sob a designação de vigilância em saúde.Muitas das ações resultantes da articulação dessas três vigilâncias direcionam-se para objetos que são de conhecimento do cirurgião-dentista, entre elas, como exemplo, a vigilância de serviços odontológicos e a vigilância da qualidade da água.

No nível municipal, território onde se concretizam esses dois movimentos, verifica-se que muitas cidades reorganizam suas práticas sanitárias construindo modelos alternativos de atenção à saúde. Nesse contexto, a discussão sobre a inserção e o papel de diferentes profissionais no SUS tem tido cada vez mais espaço, principalmente em função do momento de mudança dos paradigmas que suportam os diferentes modelos. No entanto, é escassa a literatura disponível sobre a atuação do cirurgião-dentista, tanto na rede básica como nos níveis central e distrital. Assim, o objetivo deste trabalho é discutir o papel desse profissional no Sistema Único de Saúde dos municípios.

A reorganização das práticas de saúde

Entre os modelos alternativos de saúde, um de particular interesse é o da Vigilância da Saúde, entendida não apenas como uma justaposição das três vigilâncias, mas sim como uma forma de organização tecnológica do processo de prestação de serviços em saúde, incluindo ações sobre o ambiente, grupos populacionais, equipamentos comunitários e usuários de diferentes unidades prestadoras de serviços com distinta complexidade (Paim, 1999).

Esse modelo se pauta no entendimento de que a saúde é um bem construído socialmente, reconhecendo a importância das condições de vida sobre as condições de saúde.

Uma das principais diferenças em relação aos modelos médico-assistencial e sanitarista é a inclusão de novos sujeitos. Aos atores tradicionais da saúde incorpora-se a população como sujeito na construção desse modelo, dirigindo a atenção para danos, riscos, necessidades e determinantes dos modos de vida e da saúde e não apenas para o atendimento de queixas e doenças. Sua prática transcende os espaços institucionais do setor e expande-se a outros órgãos governamentais ou não, envolvendo diversos grupos sociais em uma prática intersetorial (Teixeira et al., 1998).

Para tanto, é necessário que ao arsenal tecnológico médico-sanitário tradicional também se incorporem outras tecnologias, como a comunicação social, o planejamento e a programação local. Com isso, as ações desenvolvidas se pautam pela pactuação de demandas e de necessidades identificadas pela equipe de saúde e população.

Para a melhoria da qualidade de vida da população, resultado desejado, essa nova prática requer uma atitude de co-responsabilidade. Isso é, por um lado os profissionais de saúde são responsáveis pelos moradores do território onde atuam e não apenas por aqueles que buscam os serviços de saúde; por outro, é necessário que os cidadãos assumam a responsabilidade pela defesa de sua própria saúde e a da coletividade.

O modelo de atenção da vigilância se viabiliza por meio da estratégia da promoção da saúde.O conceito de promoção de saúde vem se modificando nos últimos vinte anos, influenciado pelo reconhecimento das limitações do conceito de saúde como a ausência de doença e da abordagem tradicional da atenção à saúde (Moyses e Watt, 2000). Atualmente, apresentase como uma estratégia inovadora, propondo a articulação de saberes técnicos e populares, a mobilização de recursos institucionais e comunitários, públicos e privados, na busca de qualidade de vida para a população.

A Carta de Otawa é considerada um dos documentos seminais do atual movimento da promoção de saúde, que se consubstancia em uma combinação de cinco estratégias: políticas públicas saudáveis, desenvolvimento de habilidades pessoais, fortalecimento das ações comunitárias, criação de ambientes saudáveis e reorientação dos serviços de saúde (WHO, 1986).

A equipe de saúde deve pautar suas ações nessas estratégias, tanto em nível local quanto central. Nesse sentido, uma forma de se sistematizar as possibilidades de atuação do cirurgião- dentista no Sistema Único de Saúde é a partir desses níveis de inserção.

Nível central

A atuação do cirurgião-dentista em equipe interdisciplinar, em nível central, se volta para o planejamento de políticas públicas saudáveis e o desenvolvimento de ações de vigilância da saúde da coletividade. Ressalta-se que essas atividades também podem ser desenvolvidas em nível distrital, na dependência do tamanho do município e de sua organização político-administrativa.

Políticas públicas saudáveis

Políticas são um conjunto de idéias que dão sustentação para as ações. As políticas públicas podem assegurar um meio ambiente saudável, ofertando serviços que conduzam à eqüidade e tornando mais acessíveis as escolhas saudáveis (Dickson e Abegg, 2000).

Entre as políticas públicas que objetivam a melhora da situação de saúde da população, uma das mais importantes se refere aos alimentos que irão compor a dieta, considerando que ela está associada a várias doenças crônicas, como diabete mellitus, hipertensão, doenças cardiovasculares e cárie dentária. Dos componentes da dieta, o açúcar é um dos mais comuns, sendo um dos principais fatores etiológicos da cárie dentária.

As políticas promotoras de saúde incluem: o controle da produção de alimentos processados com adição de açúcar e o apoio ao aumento e à distribuição de alimentos tradicionais em nível nacional; o desencorajamento da plantação de açúcar, incentivando sua substituição por produtos mais saudáveis; a remoção de açúcares extrínsecos não lácteos na alimentação de crianças e em medicamentos pediátricos; a fiscalização de rótulos alimentares, exigindo a descrição clara de seus conteúdos e valor nutritivo; o controle de propagandas sobre alimentos infantis; a distribuição de merenda escolar com alimentos sem açúcar e baixo teor de gorduras; a inclusão de temas transversais nos currículos escolares, enfatizando que açúcares ingeridos isoladamente são pobres sob o aspecto nutricional, além de diminuírem a densidade nutricional de alimentos complexos (Dickson e Abegg, 2000; Sheiham e Moyses, 2000).

Também são de extrema relevância as políticas relacionadas à higiene bucal, ao tabagismo, aos serviços de saúde e, em especial, ao uso do flúor. Inúmeros estudos realizados nos últimos vinte anos têm comprovado a eficácia do flúor na redução da cárie dentária (Murray, 1969, 1986; Murray e Naylor, 1996). Por outro lado, a associação entre tabagismo e doença periodontal vem sendo consistentemente demonstrada na literatura (Ismail et al., 1983; Bergström et al., 2000).

É certo que os serviços de saúde são importantes para a saúde bucal da coletividade. No entanto, a predominância do enfoque assistencial deve ser questionada. Assim, são necessárias mudanças nas formas tradicionais de avaliação do trabalho desenvolvido pelo cirurgiãodentista, que utilizam habitualmente indicadores relacionados a aspectos curativos, redirecionando esforços para a avaliação de atividades preventivas e promocionais.

Buscando-se contemplar os aspectos relacionados ao flúor, ao tabagismo e aos serviços de saúde, sugere-se a fluoretação da água de abastecimento; a redução do uso do tabaco, incluindo medidas educativas e fiscais, como o aumento dos impostos sobre os cigarros; o estímulo aos cirurgiões-dentistas a utilizar metade de seu tempo em programas de promoção fora da unidade de saúde; a inclusão da técnica da restauração atraumática nas práticas de atenção à saúde bucal (Dickson e Abegg, 2000; Sheiham e Moyses, 2000).

Vigilância da saúde

Tradicionalmente, as práticas de vigilância foram estruturadas e orientadas pela demanda espontânea e pontual, tendo um forte componente autoritário e fiscalizador. Em geral, fazse vigilância “sobre” os profissionais e não “com” a participação ativa deles e, como conseqüência, os programas perdem eficiência e efetividade.

Por essa razão, é imprescindível a estruturação de um projeto de atuação cuja metodologia inclua a educação em saúde como ferramenta na mudança de comportamentos profissionais, melhorando a informação e motivando a compreensão da necessidade de um novo comportamento perante velhos hábitos.

As atitudes e a formação dos profissionais da vigilância têm grande influência na aceitação das orientações pelo setor regulado. De um modo geral, a formação e a capacitação de recursos humanos na área da vigilância é um grande desafio a ser superado. Esses profissionais necessitam incorporar ao saber específico de sua área outros saberes, provenientes de diferentes campos do conhecimento, e desenvolver competências e habilidades, visando fundamentar cientificamente sua prática cotidiana e com isso aumentar a credibilidade de suas ações (SMS-POA, 2001).

A complexidade do campo da vigilância da saúde e a inexistência dessa temática na maioria das grades curriculares restringem o número de profissionais que podem compor as equipes de saúde nessa nova proposta. Tudo isso e mais a pequena experiência acumulada pelo setor saúde com as ações dessa natureza determinam a necessidade de investimentos na formação dos profissionais que irão atuar nessa área, incluindo o conhecimento da legislação que respalda as ações de fiscalização (vistoria, autuação e interdição).

Para a obtenção de resultados de impacto nas ações propostas, são necessárias também a articulação e a integração de diversos setores, órgãos e instituições e, principalmente, a participação dos cidadãos. Isso requer que os profissionais de saúde responsáveis pelas ações de vigilância busquem a legitimidade social.

No âmbito da vigilância da saúde, a prática odontológica abrange uma série de ações que incidem não somente na saúde dos indivíduos e da coletividade, mas também no meio ambiente.

É certo que, muitas vezes, na realização dessas atividades, interesses econômicos dos envolvidos são contrariados. Por essa razão, é imprescindível o envolvimento dos prestadores de serviços odontológicos, desde a definição e a normatização de rotinas até as ações de fiscalização.

A importância da participação do cirurgião- dentista na equipe de vigilância se deve ao conhecimento técnico específico e ao embasamento científico que orientam as ações. Em nível central, essas se dirigem para a educação em saúde, normatização e vigilância de serviços odontológicos, ações de controle e monitoramento da qualidade da água de abastecimento público, vigilância de produtos contendo flúor, controle de resíduos tóxicos e contaminados produzidos por estabelecimentos de saúde e vigilância epidemiológica das principais doenças bucais.

Vigilância de serviços odontológicos

As ações de vigilância de serviços odontológicos têm por objetivo proteger a saúde da população de numerosos riscos reais ou potenciais e promover os meios necessários para garantir a segurança sanitária nesses ambientes. A exposição a fatores de risco físico-químicos e biológicos, a geração de resíduos sólidos, tóxicos e infectantes determinam uma preocupação cada vez maior com a segurança da prática odontológica.

A ausência de legislação federal específica, estabelecendo parâmetros e regulamentando as ações de controle de infecção e biossegurança no ambiente odontológico, tem dificultado a implementação de sistemas de vigilância em muitos estados e municípios.

O controle de infecção ainda não ocupa um lugar de destaque nas rotinas de trabalho praticadas por profissionais em todo o país. Somase a essa realidade o fato de o cirurgião-dentista, historicamente, trabalhar isolado e realizar procedimentos invasivos. A deficiência no ensino acadêmico quanto à teoria e à prática de um efetivo controle de doenças transmissíveis nos estabelecimentos odontológicos também justifica a regulação e a preocupação do poder público com esses ambientes.

Um sistema de vigilância para estabelecimentos odontológicos implica o desenvolvimento de atividades voltadas para um universo de estabelecimentos usualmente maior do que a capacidade instalada da equipe, tanto em recursos humanos (da própria área odontológica) quanto em recursos materiais. Assim, faz-se necessário organizar o sistema e capacitar a equipe de trabalhadores que realizará essas atividades.

A organização do sistema deve propiciar o reconhecimento do universo de estabelecimentos de interesse para a vigilância (consultórios, clínicas privadas e filantrópicas; rede pública; sindicatos; universidades) e a priorização das ações, conforme o risco envolvido. Além disso, a vigilância de serviços odontológicos é responsável também pelo atendimento de denúncias sobre serviços ou profissionais; vistorias em serviços odontológicos utilizados por pacientes em investigação epidemiológica para hepatites do tipo B e C; fornecimento de alvará de saúde de estabelecimentos odontológicos; capacitação dos responsáveis pelos estabelecimentos odontológicos sobre cuidados com o controle de infecção e biossegurança.

Essa capacitação pode ser realizada em grupo, com o objetivo de otimizar o trabalho da equipe de vigilância, promovendo a discussão dos pressupostos teóricos que embasam as normas e as exigências do setor responsável por essas ações.

Vigilância de produtos fluorados

O uso disseminado de flúor tem sido um importante fator para o declínio da prevalência e da severidade da cárie dentária em todo o mundo. Sua capacidade de inibir ou mesmo reverter o início e a progressão da cárie dentária é inquestionável (CDC, 2001).

Como qualquer outra substância farmacologicamente ativa, sua utilização deve ser controlada em termos de risco-benefício, pois enquanto a subdosagem não traz benefícios, a sobredosagem associa-se com a ocorrência de fluorose. Assim, entre as atribuições da vigilância da saúde está o controle dos teores de flúor nas águas de abastecimento público, nas águas minerais, nos produtos alimentícios, medicamentos e cosméticos (dentifrícios).

A fluoretação das águas de abastecimento público é uma medida de saúde coletiva com inigualável abrangência populacional e grande eficiência na prevenção da cárie dentária, desde que respeitadas a continuidade e a regularidade dos teores adequados.

Em 1974, foi aprovada a lei federal no 6.050, regulamentada pelo decreto 76.872, de 22/12/75, que tornou obrigatória a fluoretação das águas de abastecimento público em municípios com estação de tratamento de água (Brasil, 1975). Segundo o Ministério da Saúde, ela deve continuar a ser estimulada como elemento central das políticas de saúde bucal em todos os municípios (MS, 1999). Além disso, é imprescindível o controle dos teores de flúor exercido por órgãos e instituições externas às que produzem e distribuem a água de consumo humano.

Essas ações são denominadas de heterocontrole. Um aspecto decisivo no êxito ou fracasso da fluoretação de águas é a manutenção, no sistema de abastecimento, dos teores ótimos de flúor adicionado. A vigilância por parte das secretarias municipais de Saúde deve ter como objetivo o controle externo dos índices de flúor efetivamente presentes nas águas de abastecimento, mediante coletas e análises da água em diversos pontos da cidade.

Os laudos emitidos pelo laboratório responsável pelas análises devem ser compilados e classificados conforme os teores de flúor ativo em ppm (parte por milhão), a saber: ausente, abaixo, adequado e acima. Para a maior parte do território brasileiro, o limite está entre 0,6 e 0,9 ppm de flúor.

O órgão responsável pelo sistema deverá enviar relatórios periódicos às instituições com interesse e/ou responsabilidade sobre a fluoretação, proporcionando o acesso da população e de suas organizações representativas a essas informações, objetivando aumentar o controle social da medida.

Além da água de abastecimento público, ocorre hoje um incremento no consumo individual de produtos fluoretados, como gomas de mascar, sucos industrializados, alimentos infantis, leite em pó, águas minerais, entre outros.

Em relação ao teor de flúor naturalmente presente nas águas minerais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na resolução 054/2000, não limita o teor máximo permitido (Anvisa, 2000). Por essa razão, os municípios devem exercer seu poder de regulamentar, impedindo a comercialização de águas minerais que excedam os índices recomendados na sua região.

O flúor presente nos dentifrícios, desde 1989, é amplamente reconhecido como um dos responsáveis pelo declínio da cárie dentária no Brasil. Contudo, para crianças com menos de seis anos, existe um risco aumentado para fluorose devido ao reflexo da deglutição involuntária (Cury, 2001). Com isso, faz-se necessário acrescentar nas embalagens instruções e precauções sobre seu uso em crianças.

Vigilância ambiental de resíduos tóxicos

O mercúrio presente em restaurações dentárias, além de representar a fonte mais comum de intoxicação profissional em estabelecimentos odontológicos, também é um resíduo químico altamente perigoso quando descartado no meio ambiente. A principal forma de entrada do mercúrio no corpo humano é a via respiratória, pois cerca de 80% dos vapores inalados são absorvidos nos pulmões (Rocha, 1991). O sistema de vigilância de resíduos tóxicos inclui desde a orientação profissional quanto aos cuidados com os mesmos até o encaminhamento à reciclagem, envolvendo ações relacionadas à manipulação, segregação, armazenamento, estocagem, transporte e destinação final.

Vigilância epidemiológica da cárie e doença periodontal

O monitoramento da cárie dentária e da doença periodontal é fundamental para o planejamento e a avaliação de ações de controle dessas doenças na coletividade. Para tanto, inquéritos epidemiológicos periódicos devem fazer parte do elenco de atividades da vigilância epidemiológica (Moysés et al., 2002).

Nesse sentido, é recomendável a utilização de parâmetros preconizados pela Organização Mundial da Saúde, como idades (5 e 12 anos), faixas etárias (35 a 44 e 60 ou mais anos), índices (CPOD, ceo e CPITN) e procedimentos metodológicos, com o objetivo de permitir a comparabilidade de achados. Entretanto, além desses, poderão também ser incluídos indicadores de interesse local, como, por exemplo, o nível de satisfação de usuários e de profissionais.

A vigilância epidemiológica inclui, inicialmente, a estruturação de protocolos com os indicadores selecionados e a definição de procedimentos metodológicos a serem utilizados.

A periodicidade dos inquéritos deve levar em consideração as diferenças locais. Em nível municipal, os inquéritos poderão ser realizados de 10 em 10 anos, porém essa periodicidade poderá ser reduzida em outros recortes territoriais, como bairros e distritos sanitários, na dependência do perfil epidemiológico e das necessidades da população.

Por fim, é importante organizar um sistema de informação que permita o monitoramento da situação de saúde bucal e a construção de séries históricas, com vistas à avaliação do impacto das ações desenvolvidas e ao planejamento de políticas.

Nível local: cirurgião-dentista na atenção primária

Um dos princípios básicos da odontologia moderna é não intervir antes que as ações de promoção de saúde tenham tido a oportunidade de funcionar. Nesse sentido, os cirurgiões-dentistas são convidados a repensar a sua prática e exercer um novo papel dentro da odontologia em saúde coletiva.

Os profissionais têm a responsabilidade de advogarem políticas públicas saudáveis e de auxiliarem as pessoas a se capacitarem na busca de sua qualidade de vida e da coletividade (Sheiham e Moyses, 2000).

Tomando-se como referência os campos de ação propostos pela Carta de Ottawa (WHO, 1986), as atribuições do dentista em nível local podem ser direcionadas para o fortalecimento de ações comunitárias, o desenvolvimento de habilidades pessoais e a reorientação dos serviços de saúde.

O fortalecimento de ações comunitárias é uma das partes mais importantes para a promoção de saúde bucal da população, visando à integração da abordagem tradicional-vertical com a abordagem horizontal. As pessoas da comunidade são consideradas um recurso fundamental para a construção da saúde bucal. Nesse sentido, a contribuição básica é o envolvimento ativo da população em questões que ela conhece como ninguém, atuando na tomada de decisões, planejamento e implementação de ações, bem como na fiscalização dos recursos utilizados. Dessa forma, responsabiliza-se a população pela busca, promoção e proteção de sua própria saúde (Buss, 1998; Dickson e Abegg, 2000).

Entre as diferentes possibilidades de envolvimento do cirurgião-dentista com atividades comunitárias, sugere-se as seguintes: buscar parceria com ativistas comunitários para a formação de redes e alianças; apoiar a criação de hortas e pomares como meio de encorajar ações cooperativas e o consumo de alimentos saudáveis; associar-se com grupos comunitários ativos na promoção da saúde das mães e crianças, como, por exemplo, a pastoral da saúde; proporcionar a participação da população no planejamento e tomada de decisões em relação à saúde bucal da comunidade; desenvolver ações intersetoriais com outras instituições públicas ou privadas (ONGs, Sesi, Sesc, Universidades).

O desenvolvimento de habilidades pessoais para lidar com a saúde envolve o fortalecimento da autoconfiança e da auto-estima. Para tal, é necessário auxiliar as pessoas a identificar e analisar seus problemas, possibilitando um maior controle sobre informações e recomendações que lhes são apresentadas e, conseqüentemente, a melhora de sua saúde bucal.

A educação em saúde, nesse sentido, avança com a proposta do empowerment, que significa potencializar as características individuais para o controle e busca da saúde (Stotz e Valla, 1998). Dessa forma, o cirurgião-dentista tem um papel importante a assumir no auxílio das pessoas na identificação de crenças prejudiciais à saúde; no incentivo ao exame das bocas de crianças e adultos no domicílio para a detecção de problemas e na orientação sobre locais para buscar ajuda; na capacitação de agentes comunitários e auxiliares (ACDs e THDs); no auxílio na educação continuada dos colegas; na atuação como educador em saúde bucal em equipes multidisciplinares e multiprofissionais; e em ações educativas coletivas (grupos, escolas, conselhos locais de saúde, associações), relacionadas ao estilo de vida, ao uso do flúor na água e à orientação sobre a higiene bucal.

Os serviços de saúde podem ser um componente importante na melhora das condições de saúde da população. Serviços odontológicos promotores de saúde envolvem a presença de profissionais com visão ampliada sobre o processo saúde-doença, capazes de entender as pessoas, levando em consideração os vários aspectos de sua vida, e não apenas um conjunto de sinais e sintomas restritos à cavidade bucal.

É necessário que o cirurgião-dentista realize seu trabalho equilibrando prevenção e cura, adotando procedimentos cuja eficácia tenha sustentação científica e assegurando que esses sejam implementados com o mais alto padrão possível. Além disso, deve participar do processo de identificação dos problemas dos diferentes grupos populacionais do território sob responsabilidade de seu serviço de saúde, atuando em equipes multidisciplinares e intersetoriais, com a participação de lideranças locais na vigilância da saúde bucal.

No que diz respeito específico à vigilância epidemiológica da saúde bucal, o cirurgiãodentista pode participar da organização de inquéritos epidemiológicos, atuando como coordenador da equipe local, auxiliando na coleta de dados e na alimentação do sistema de informação.

Considerações finais

O presente trabalho apontou alguns dos possíveis papéis dos cirurgiões-dentistas no Sistema Único de Saúde. Existem várias outras possibilidades, dependendo das características e necessidades de cada município. No entanto, acredita se que sua atuação em equipes de saúde multidisciplinares, desenvolvendo atividades de promoção e educação em saúde que contemplem simultaneamente a saúde integral de indivíduos e coletividades, proporcionará uma elevação dos níveis de saúde da população.

Referências bibliográficas

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Fonte: www.scielo.br

Dia do Dentista

25 de Outubro

Por que ir ao dentista?

ANTES do advento da odontologia moderna, era comum as pessoas sentirem dor de dentes e perdê-los a partir da adolescência. Muitas ficavam com a aparência desfigurada por causa de dentes escuros, tortos ou pela falta deles. Os idosos que não tinham dentes não podiam mastigar e, por isso, costumavam ficar desnutridos e morriam prematuramente. Hoje em dia, para a maioria dos que vão ao dentista é possível ficar livre da dor de dentes, conservá-los por toda a vida e ter um belo sorriso. Como a odontologia moderna conseguiu essas três façanhas?

Um fator-chave na prevenção da dor de dentes e da perda deles tem sido a odontologia preventiva. Ela dá ênfase à orientação dos pacientes e à realização de check-ups regulares. Jesus disse: “Os que têm saúde não precisam de médico.” (Lucas 5:31) Dessa forma, alguns se têm beneficiado tanto da educação em higiene bucal que raramente precisam de tratamento dentário.

Mesmo assim, muitos evitam ir ao dentista. Alguns não dão atenção ao tratamento dentário por mero desinteresse. Outros, por causa dos custos envolvidos.

Ainda outros, porque têm medo. Seja qual for a sua situação, seria bom perguntar-se: o que um dentista pode fazer por mim? Vale a pena ir ao dentista? Para entender a importância da odontologia preventiva é preciso compreender o que os dentistas estão tentando prevenir.

Odontologia preventiva

Os dentistas recomendam que se façam check-ups uma ou duas vezes por ano, dependendo da condição dos dentes. Durante o check-up, é provável que seu dentista tire raios X e examine cuidadosamente seus dentes para ver se têm cáries. Usando um anestésico local e uma broca de alta rotação, ele quase sempre pode restaurar quaisquer cavidades que encontrar sem causar dor. Para os que têm muito medo de ir ao dentista, hoje alguns desses profissionais usam lasers ou um tipo de gel que dissolve a cárie, o que pode reduzir ou mesmo eliminar o uso de uma broca ou anestésico. No caso de crianças, os dentistas dão atenção especial ao irrompimento dos molares a fim de avaliar se há fissuras ou sulcos na superfície de mastigação que seriam difíceis de limpar com a escova. O dentista talvez recomende cobrir esses sulcos com um selante para tornar a superfície do dente mais lisa e fácil de limpar e, assim, protegê-lo das cáries.

No caso de adultos, os dentistas se preocupam principalmente com a prevenção das doenças da gengiva. Portanto, se o dentista encontrar qualquer depósito de tártaro, ele o removerá por meio de raspagem. A maioria das pessoas não costuma escovar todas as áreas dos dentes quando faz a escovação. Por isso, seu dentista talvez lhe dê algumas dicas de como melhorar nisso. Alguns dentistas encaminham os pacientes a técnicos em higiene dentária especialmente treinados para essa importante tarefa.

Restauração de dentes danificados

Se você tiver perdido alguns dentes ou se eles estiverem danificados ou tortos, ficará feliz em saber que os dentistas têm muitas técnicas modernas para restaurá-los. No entanto, as restaurações são caras e, por isso, tenha cuidado para não gastar mais do que pode. Mesmo assim, muitas pessoas acham que vale a pena pagar por esses tratamentos. O dentista talvez possa lhe devolver a função de mastigar. Ou pode tornar seu sorriso mais bonito — algo de grande importância, visto que dentes deformados podem afetar sua qualidade de vida.

No caso de dentes quebrados ou manchados, pode ser que o dentista recomende uma faceta, talvez feita de porcelana translúcida que se parece muito com o esmalte natural dos dentes. As facetas são coladas na superfície do dente danificado, dando-lhe novo formato e nova aparência. Para dentes com danos mais graves, o dentista talvez recomende uma coroa artificial. Ela cobre totalmente o que resta do dente e lhe dá uma nova superfície, seja de ouro ou de qualquer material que tenha aparência natural.

O que seu dentista pode fazer no caso da perda de um dente? Ele pode providenciar uma prótese removível ou uma ponte fixa que encobre os dentes adjacentes a fim de manter a prótese na posição correta. O implante é outra opção que está ficando cada vez mais popular. O dentista introduz um pino de titânio no osso da arcada dentária onde o dente estava. Daí, quando o osso e a gengiva crescem novamente, ele fixa o dente artificial no pino. É quase como ter um dente de verdade.

Dentes tortos podem deixar a pessoa constrangida, além de serem difíceis de limpar e suscetíveis a doenças. Se os dentes não estiverem alinhados de maneira correta, podem causar dor e dificuldade de mastigação. Felizmente, os dentistas quase sempre conseguem corrigir tais problemas com o uso de aparelhos. Por causa dos recentes avanços em seu design, os aparelhos modernos são menos aparentes e não necessitam tantos ajustes.

Alguns dentistas estão dando mais atenção ao tratamento do mau hálito. A maioria das pessoas tem esse problema de vez em quando e algumas regularmente. Há várias razões possíveis para isso. Alguns dentistas têm condições de diagnosticar a causa específica. Em muitos casos, ele é causado por bactérias, em geral na parte posterior da língua. Escovar ou raspar a língua pode ajudar, assim como aumentar a salivação por mascar chiclete sem açúcar. A higiene bucal é especialmente importante depois de ingerir carne, peixe e produtos derivados do leite.

Lidar com o medo

Caso ir ao consultório dentário deixe você apreensivo demais, seu dentista vai querer lhe ajudar a lidar com isso. Assim, diga a ele como se sente. Combine um sinal que você possa fazer com as mãos caso sinta dor ou medo. Muitos pacientes descobriram que isso lhes dá mais confiança.

Talvez tenha medo de ser chamado a atenção. Pode ser que você se preocupe em receber críticas do dentista por não cuidar bem dos dentes. No entanto, visto que comentários desse tipo afastam a clientela, seu medo talvez seja injustificado. A maioria dos dentistas se interessa em falar de modo bondoso com os pacientes.

Muitas pessoas evitam ir ao dentista por temerem os custos envolvidos. Mas se tiver condições de fazer um check-up agora, você talvez evite problemas e tratamentos caros no futuro. Em muitos lugares há diferentes tipos de tratamento dentário que cabem em qualquer bolso. Mesmo o consultório mais simples talvez possua um equipamento de raios X e uma broca de alta rotação. Os dentistas podem realizar a maioria dos tratamentos com pouco desconforto para o paciente. Uma anestesia local é barata o suficiente para grande parte das pessoas, mesmo aquelas que têm recursos limitados.

Os dentistas se dedicam a aliviar a dor, não a causá-la. Ir ao dentista hoje não é mais tão traumático quanto na época de seus avós. Já que ter dentes saudáveis contribui para a saúde de modo geral e para uma vida mais feliz, por que não faz uma visita ao dentista? Pode ser que você tenha uma agradável surpresa.

Fonte: www.watchtower.org

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