Nosso país melhorou a situação educacional: há queda nos índices de analfabetismo e aumento da escolaridade média e da taxa de escolarização da população, segundo os dados do Censo 2000. Notícias boas de serem lembradas nesse dia, em que são homenageados os responsáveis em grande parte por essa melhora.
Muitos fatores podem contribuir para a melhora na Educação, mas essa modificação no setor do ensino traz a certeza de que eles, os professores, estão trabalhando mais e melhor para, quem sabe um dia, termos uma situação educacional satisfatória. Este é portanto um mercado de trabalho em crescimento, com mais opções, pois aumentou a quantidade de gente estudando, aumentando por conseqüência a necessidade de se formarem mais professores.
Veja também, no Dia da Educação, alguns dados estatísticos que mostram as mudanças positivas no país. São motivos para comemorar o Dia do Professor!
O sistema educacional brasileiro atual divide o ensino em Educação Infantil, incluída na chamada Educação Básica (creches e pré-escolas). Depois vem o Ensino Fundamental, alcançando da 1a à 8a séries. A seguir o Ensino Médio, com três séries. Este também pode ser substituído pelo Ensino Profissionalizante. Depois vem o Ensino Superior.
Recentemente aconteceram mudanças no país com relação ao tipo de formação necessária para professores. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (a chamada LDB, Lei 9.394/96), a formação de professores para atuar na educação básica, fundamental e média deverá ser de nível superior, em curso de licenciatura de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação. Essa lei ainda determina que até o fim da chamada Década da Educação (ano de 2006), todos os professores terão que ser habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço. Profissionais, ao longo deste período, deverão concluir a formação exigida pela lei. Hoje, para a educação infantil e ainda para as quatro primeiras séries do ensino fundamental basta que o professor seja formado em Magistério de nível Médio.
Quem se gradua em Artes Plásticas pode dar aulas de Educação Artística para o nível de Educação Básica e pode dar aulas de História da Arte para o nível superior. Quem faz curso superior em Música também pode ser professor de Música na Educação Básica.
Também dá aulas na Educação Básica, além da Fundamental, o graduado em Educação Física, que pode lecionar várias modalidades de Esportes e dar aulas de ginástica também em academias particulares.
Quem se gradua em Ciências Biológicas dá aulas de Ciências no ensino fundamental e pode, fazendo pós-graduação, dar aulas para o nível superior.
Para quem se gradua em Filosofia, é possível ensinar Ética, matéria hoje incluída em vários cursos superiores.
O graduado em Física, assim como o de Geografia, pode dar aulas no ensino superior e também no nível médio e em cursinhos no pré-vestibular.
Para o graduado em História, assim como em Matemática, é também possível dar aulas para os níveis superior, fundamental e médio.
O graduado em Química dá aulas para o ensino médio e para quem se prepara para o vestibular e os graduados em Letras podem ser professores do ensino fundamental, nas nossas escolas particulares, e nos inúmeros cursos de idiomas, sempre a procura de novos professores.
A chamada educação à distância, a educação para adultos, o ensino através da Internet, a própria presença de computadores, cada vez mais presentes e em maior número nas escolas, trazem cada vez mais a diversificação no Magistério, abrindo espaço para maior número de profissionais.
Continuamos com aquela imagem romântica do professor e mestre dentro de nós, daquele que nos ajudou a formar a nossa própria personalidade. Mas a essa imagem temos que agregar a de um novo profissional, em dia com novas maneiras de se comunicar com os alunos e pronto para trazer-lhes o que há de mais atual na forma de ensinar.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
Fonte: www.portaldafamilia.org