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Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro” por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.

Seu acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas, etc., ficava acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro.

A biblioteca foi transferida em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação.

E HOJE?

Vivendo na era da informática, nos perguntamos: qual será o futuro do livro na era ditigal? Alguns respondem que as publicações da forma como as conhecemos irão acabar, outros dizem que não, que tanto as edições impressas quanto as eletrônicas vão viver lado a lado, sendo apenas uma questão de escolha do leitor. Ainda é uma questão.

De qualquer forma, não há como negar a existência das editoras e livrarias online. Seus livros podem ser adquiridos - a pedido - no formato tradicional ou, em se tratando de obras de domínio público, como Dom Casmurro, de Machado de Assis, simplesmente serem lidas online, conectado à rede, ou offline, "baixando" o arquivo, para imprimir o livro e ler à hora que desejarmos.

Um avanço e uma comodidade, não? D. João VI, com toda a sua realeza, jamais poderia imaginar algo tão genial.

Pois é a própria internet, com sua comodidade, que nos dá a reposta para nossa pergunta inicial.

Ela mesma nos fornece duas opções de leitura: online e offline.

Além do mais, são os próprios donos de editoras online que deixam claro o status que é para um escritor ver seu livro sair da versão online para a versão impressa.

Talvez a questão não seja tanto se o livro impresso vai deixar ou não de existir, mas de que valor será investido daqui a algum tempo. Maior ou menor?

COMO CUIDAR DOS HOMENS?

Para quem curte ler, de forma online ou não, e que possui suas obras preferidas (aquelas de que não se desfaz nem morto!) separadas num espaço nobre de sua estante, é bom saber umas dicas de como conservar esses nossos amigos, os livros.

Aqui vão algumas:

Evite tirar o livro da estante puxando pela borda superior da lombada. Isto danifica a encadernação. A forma correta de pegar é empurrando os volumes laterais, retirando o exemplar desejado pelo meio da lombada;

Evite folhear livros com as mãos sujas;

Evite fumar, beber ou comer nas bibliotecas ou mesmo em casa, enquanto lê uma obra;

Contato permanente com a luz solar faz mal à saúde do livro;

Evite largar os livros dentro do carro;

Evite reproduzir livros frágeis ou muito antigos em copiadoras;

Evite apoiar os cotovelos sobre eles

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

O dia 29 de outubro foi escolhido como Dia Nacional do Livro em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que ocorreu em 1810. Só a partir de 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia, o movimento editorial começou no Brasil.

O primeiro livro publicado aqui foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga, mas nessa época, a imprensa sofria a censura do Imperador. Só na década de 1930 houve um crescimento editorial, após a fundação da Companhia Editora Nacional pelo escritor Monteiro Lobato, em outubro de 1925.

A Origem do Livro

Os textos impressos mais antigos foram orações budistas feitas no Japão por volta do ano 770. Mas desde o século II, a China já sabia fabricar papel, tinta e imprimir usando mármore entalhado. Foi então, na China, que apareceu o primeiro livro, no ano de 868.

Na Idade Média, livros feitos à mão eram produzidos por monges que usavam tinta e bico de pena para copiar os textos religiosos em latim. Um pequeno livro levava meses para ficar pronto, e os monges trabalhavam em um local chamado "Scriptorium".

Quem foi Gutenberg?

O ourives culto e curioso Johannes Gutenberg (1398-1468) nasceu em Mainz, na Alemanha e, é considerado o criador da imprensa em série.

Ele criou a prensa tipográfica, onde colocava letras que eram cunhadas em madeira e presas em fôrmas para compor uma página. Essa tecnologia sobreviveu até o século XIX com poucas mudanças.

Por volta de 1456, foi publicado o primeiro livro impresso em série: a Bíblia de 42 linhas. Conhecida como "Bíblia de Gutenberg", a obra tinha 642 páginas e 200 exemplares, dos quais existem apenas 48 espalhados pelo mundo hoje em dia.

A invenção de Gutenberg marcou a passagem do Mundo Medieval para a Idade Moderna: era de divulgação do conhecimento.

A Importância do Livro

O livro é um meio de comunicação importante no processo de transformação do indivíduo. Ao ler um livro, evoluímos e desenvolvemos a nossa capacidade crítica e criativa. É importante para as crianças ter o hábito da leitura porque com ela, se aprimora a linguagem e a comunicação com o mundo. O livro atrai a criança pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio e pela emoção das histórias. Comparado a outros meios de comunicação, com o livro é possível escolher entre uma história do passado, do presente ou da fantasia. Além disso, podemos ler o que quisermos, quando, onde e no ritmo que escolhermos.

Fonte: www.criancafazarte.com.br

Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

Este dia foi instituído pela lei nº. 5.191, de 18/12/1966, assinada pelo presidente Costa e Silva. A Semana Nacional do Livro, comemorado de 23 a 29 de outubro, foi definida pelo decreto nº. 84.631, de 14/4/1980.

Na Antiguidade, o livro era bem diferente do que conhecemos hoje, pois não existia papel para registrar a escrita.

Utilizavam-se os mais diversos materiais, como: cascas de árvores, folhas de palmeiras, tabuinhas de barro ou cera, papiro, blocos de pedra ou pergaminho, obtido da pele de animais.

Os escribas egípcios registravam o cotidiano em um sofisticado material, em razão de terem descoberto que as folhas sobrepostas de uma planta que crescia às margens do rio Nilo davam um excelente papel, depois de serem separadas e coladas. Assim nasceu o papiro, que deu origem à palavra "papel" (do latim papyrus).

Quando Roma invadiu o Egito, apossou-se dos papiros escritos, que eram lavados e usados para novas escritas. Depois, os romanos inventaram um novo tipo de papel, utilizando cascas de árvores.

Na China, a escrita era feita sobre um papel rudimentar produzido com a polpa do bambu, e da amoreira. Tanto os chineses como os japoneses escreviam também sobre o algodão e a seda.

Os árabes obtinham folhas de papel por meio de uma pasta de trapos. Os europeus, do século XII ao século XV, também se utilizavam de trapos moídos com goma de árvore para produzir um papel grosseiro. Os registros de grandes obras, contudo, eram feitos pelos copistas medievais sobre pergaminho.

Quando Gutenberg inventou a máquina impressora, em meados do século XV, surgiu o primeiro livro impresso: a Bíblia, considerada como o livro mais lido do mundo.

Hoje, em razão da alta tecnologia, os livros são produzidos em larga escala, nos mais diferentes tipos e padrões, abordando os mais diversificados assuntos e colocados no mercado com espantosa rapidez.

O dia 29 de outubro foi escolhido para homenagear o livro no Brasil, porque foi nessa data (em 1810) que o príncipe-regente D. João fundou a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Esse acontecimento foi marcante e de extrema importância para a popularização do livro, já que a biblioteca permite acesso fácil à leitura para qualquer pessoa, disseminando o conhecimento.

Fonte: quiosqueazul.blogspot.com

Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

Livro

Livro é um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro.

Em ciência da informação o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicação como revistas, periódicos, teses, tesauros, etc.

O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem e sendo assim a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição).

A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais em um produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. Outra função associada ao livro é a coleta e organização e indexação de coleções de livros, típica do bibliotecário.

Finalmente, destaca-se também o livreiro cuja função principal é de disponibilizar os livros editados ao público em geral, vendendo-os nas livrarias generalistas ou de especialidade. Compete também ao livreiro todo o trabalho de pesquisa que vá ao encontro da vontade dos leitores.

Dia Nacional do Livro

História

A história do livro é uma história de inovações técnicas que permitiram a melhora da conservação dos volumes e do acesso à informação, da facilidade em manuseá-lo e produzi-lo. Esta história é intimamente ligada às contingências políticas e econômicas e à história de ideias e religiões.

Antiguidade

Na Antiguidade surge a escrita, anteriormente ao texto e ao livro.

A escrita consiste de código capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos, em resumo: palavras. É importante destacar aqui que o meio condiciona o signo, ou seja, a escrita foi em certo sentido orientada por esse tipo de suporte; não se esculpe em papel ou se escreve no mármore.

Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. A seguir veio o khartés (volumen para os romanos, forma pela qual ficou mais conhecido), que consistia em um cilindro de papiro, facilmente transportado. O "volumen" era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito em colunas na maioria das vezes (e não no sentido do eixo cilíndrico, como se acredita). Algumas vezes um mesmo cilindro continha várias obras, sendo chamado então de tomo. O comprimento total de um "volumen" era de c. 6 ou 7 metros, e quando enrolado seu diâmetro chegava a 6 centímetros.

O papiro consiste em uma parte da planta, que era liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta - daí surge a palavra liber libri, em latim, e posteriormente livro em português. Os fragmentos de papiros mais "recentes" são datados do século II a.C..

Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais. A vantagem do pergaminho é que ele se conserva mais ao longo do tempo. O nome pergaminho deriva de Pérgamo, cidade da Ásia menor onde teria sido inventado e onde era muito usado. O "volumen" também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, não mais um rolo. O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã. O uso do formato códice (ou códice) e do pergaminho era complementar, pois era muito mais fácil costurar códices de pergaminho do que de papiro.

Uma consequência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.

A consolidação do códex acontece em Roma, como já citado. Em Roma a leitura ocorria tanto em público (para a plebe), evento chamado recitatio, como em particular, para os ricos. Além disso, é muito provável que em Roma tenha surgido pela primeira vez a leitura por lazer (voluptas), desvinculada do senso prático que a caracterizara até então. Os livros eram adquiridos em livrarias. Assim aparece também a figura do editor, com Atticus, homem de grande senso mercantil.

Algumas obras eram encomendadas pelos governantes, como a Eneida, encomendada a Virgílio por Augusto.

Acredita-se que o sucesso da religião cristã se deve em grande parte ao surgimento do códice, pois a partir de então tornou-se mais fácil distribuir informações em forma escrita.

Idade Média

Na idade Média o livro sofre um pouco, na Europa, as consequências do excessivo fervor religioso, e passa a ser considerado em si como um objeto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento dos monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Nos mosteiros era conservada a cultura da Antiguidade. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.

O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Também surge a pontuação no texto, bem como o uso de letras maiúsculas.

Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de gêneros, além do didático, aparecem os florilégios (coletâneas de vários autores), os textos auxiliares e os textos eróticos. Progressivamente aparecem livros em língua vernácula, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.

Mas a invenção mais importante, já no limite da Idade Média, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias. Foi em 1405 surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocaria uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutenberg.

A Epopéia de Gilgamesh é o livro mais antigo conhecido.

Idade Moderna

No Ocidente, em 1455, Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim.

Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série.

Com o surgimento da imprensa desenvolveu-se a técnica da tipografia, da qual dependia a confiabilidade do texto e a capacidade do mesmo para atingir um grande público. As necessidades do tipo móvel exigiram um novo desenho de letras; caligrafias antigas, como a Carolíngea, estavam destinadas ao ostracismo, pois seu excesso de detalhes e fios delgados era impraticável, tecnicamente.

Uma das figuras mais importantes do início da tipografia é o italiano Aldus Manutius. Ele foi importante no processo de maturidade do projeto tipográfico, o que hoje chamaríamos de design gráfico ou editorial. A maturidade desta nova técnica levou, entretanto, cerca de um século.

Portugal

Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o Pentateuco, impresso em Faro em caracteres hebraicos no ano de 1487. Em 1488 foi impresso em Chaves o Sacramental de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, o Tratado de Confissom. A impressão entrava em Portugal pelo nordeste transmontano. Só na década de noventa do século XV é que seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.

Na idade Moderna aparecem livros cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso.

Estes livros passam a trazer novos gêneros: o romance, a novela, os almanaques.

Idade Contemporânea

Cada vez mais aparece a informação não-linear, seja por meio dos jornais, seja da enciclopédia.

Novas mídias acabam influenciando e relacionando-se com a indústria editoral: os registros sonoros, a fotografia e o cinema.

O acabamento dos livros sofre grandes avanços, surgindo aquilo que conhecemos como edições de luxo. Atualmente, a Bíblia é o livro mais vendido do mundo.

Livro eletrônico

De acordo com a definição dada no início deste artigo, o livro deve ser composto de um grupo de páginas encadernadas e ser portável. Entretanto, mesmo não obedecendo a essas características, surgiu em fins do século XX o livro eletrônico, ou seja, o livro num suporte eletrônico, o computador. Ainda é cedo para dizer se o livro eletrônico é um continuador do livro típico ou uma variante, mas como mídia ele vem ganhando espaço, o que de certo modo amedronta os amantes do livro típico - os bibliófilos.

Existem livros eletrônicos disponíveis tanto para computadores de mesa quanto para computadores de mão, os palmtops. Uma dificuldade que o livro eletrônico encontra é que a leitura num suporte de papel é cerca de 1,2 vez mais rápida do que em um suporte eletrônico, mas pesquisas vêm sendo feitas no sentido de melhorar a visualização dos livros eletrônicos.

A produção do livro

A criação do conteúdo de um livro pode ser realizada tanto por um autor sozinho quanto por uma equipe de colaboradores, pesquisadores, co-autores e ilustradores. Tendo o manuscrito terminado, inicia a busca de uma editora que se interesse pela publicação da obra (caso não tenha sido encomendada). O autor oferece ao editor os direitos de reprodução industrial do manuscrito, cabendo a ele a publicação do manuscrito em livro.

As suas funções do editor são intelectuais e econômicas: deve selecionar um conteúdo de valor e que seja vendável em quantidade passível de gerar lucros ou mais-valias para a empresa.

Modernamente o desinteresse de editores comerciais por obras de valor mas sem garantias de lucros tem sido compensado pela atuação de editoras universitárias (pelo menos no que tange a trabalhos científicos e artísticos).

Cabe ao editor sugerir alterações ao autor, com vista a ajustar o livro ao mercado. Essas alterações podem passar pela editoração do texto, ou pelo acréscimo de elementos que possam beneficiar a utilização/comercialização do mesmo pelo leitor. Uma editora é composta pelo Departamento editorial, de produção, comercial, de Marketing, assim como vários outros serviços necessários ao funcionamento de uma empresa, podendo variar consoante as funções e serviços exercidos pela empresa. Na mesma trabalham os editores, revisores, gráficos e designers, capistas, etc. Uma editora não é necessariamente o produtor do livro, sendo que quase sempre essa função de reprodução mecânica de um original editado é feita por oficinas gráficas em regime de prestação de serviço. Dessa forma, o trabalho industrial principal de uma editora é confeccionar o modelo de livro-objeto, trabalho que se dá através dos processos de edição e composição gráfica/digital.

A fase de produção do livro é composta pela impressão (posterior à imposição e montagem em caderno - hoje em dia digital), o alceamento e o encapamento. Podendo ainda existir várias outras funções adicionais de acréscimo de valor ao produto, nomeadamente à capa, com a plastificação, relevos, pigmentação, e outros acabamentos.

Terminada a edição do livro, ele é embalado e distribuído, sendo encaminhado para os diferentes canais de venda, como os livreiros, para daí chegar ao público final.

Pelo exposto acima, talvez devêssemos considerar que a categoria livro seja a concepção de uma coleção de registros em algum suporte capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos. No início de 2007, foi noticiada a invenção e fabricação, na Alemanha, de um papel eletrônico, no qual são escritos livros.

Livros publicados no mundo

Segunda a Google, em pesquisa do dia 9 de agosto de 2010, existem no mundo 129.864.880, quase 130 milhões de livros publicados diferentes.

Classificação dos livros

Os livros atualmente podem ser classificados de acordo com seu conteúdo em duas grandes categorias: livros de leitura sequencial e obras de referência.

Cânones da literatura ocidental

Não é raro que se procure uma indicação de clássicos da literatura. Em 1994, o crítico americano Harold Bloom publicou a obra O Cânone Ocidental, em que discutia a influência dos grandes livros na formação do gosto e da mentalidade do ocidente. Bloom considera a tendência de se abandonar o esforço em se criar cânones culturais nas universidades, para evitar problemas ideológicos, problemática para o futuro da educação.

Bibliografia

FEBVRE, Lucien. O aparecimento do livro. São Paulo: Unesp, 1992.
KATZENSTEIN, Ursula. A origem do livro. São Paulo: Hucitec, 1986.
SCORTECCI, João. Guia do Profissional do Livro. São Paulo: Scortecci, 2007.

Fonte: www.lardobomleitor.com.br

Dia Nacional do Livro

A IMPORTÂNCIA DO LIVRO NO BRASIL

Enquanto o despertar da atualidade nos convida a participar do avanço tecnológico, do mundo da globalização e do uso limitado da imaginação.

O adormecer do passado deixa – nos a oportunidade de buscar nos livros, talvez, o projeto perfeito para um passo sólido ao futuro, através de literaturas construtivas, viagens a um destino enriquecedor traçado por palavras, e melhor, convoca – nos a conhecer o objetivo primacial da leitura: o exercício da imaginação.

Uma redoma cercada de luxo e comodidade é o esperado sonho de consumo de qualquer reles mortal que esteja inserido em um mundo movido de informações tecnicamente prontas. A sobrevivência no século XXI está ligada a um estilo de vida superficial que computa a proposta vantajosa da atual tendência.

Apesar de propagandas, feiras culturais (como a bienal do livro) e construções de bibliotecas promovidas pela iniciativa privada e pública, o Brasil ainda apresenta carência no que diz respeito ao cultivo do hábito da leitura.

As instituições de ensino estão acomodando seus alunos cada vez mais ao uso contínuo do sistema informatizado, esquecendo de apresentá-los outras técnicas de estudos.

É correto afirmar que a informatização foi muito benéfica em relação a organização, a internet trouxe com certeza a facilidade de obter uma vasta variedade de informações válidas em segundos, porém, nem sempre o atalho leva ao caminho mais seguro.

Pensemos, não há como o professor avaliar o aluno sem que ele se esforce para demonstrar o que foi aprendido.

Atualmente a dificuldade de desvendar possíveis talentos que o aluno possa ter em seu interior nos preocupa, pois, eles não se dão mais ao trabalho de pensar, de criar, já que preferem se limitar a massificação daquilo que encontra – se feito.

A imaginação era aguçada e estimulada quando no passado, este, não distante, havia a necessidade da leitura de livros para adquirir conhecimentos básicos e complexos. Os “temíveis” livros para alguns, eram os propulsores do saber de maneira que seus apreciadores, ao término ou durante a leitura elaboravam conceitos e esboçavam internamente tudo aquilo que lhe fora absorvido.

A condensação da leitura na mente daqueles que fizeram proveito dela evidencia um dos fatores mais importantes para a ascensão da evolução.

Há de convir que hoje, os consagrados provedores desse considerado advento, foram no passado os imaginativos leitores que se escondiam atrás das páginas, no caso, sinônimo de receita a chegada ao topo.

O estudo comparado com a obra literária configura hoje, uma necessidade que se tem de compreender a integração desta realidade nova caracterizada como limitada diante do nosso ver, com aquela outra antiga que nos proporciona capacidade de se expandir nos pensamentos, esta última propulsora da atual.

O livro nos traz conhecimento e além de tudo exercita a imaginação.

A prática da leitura esta sendo superada pelos atributos da tecnologia, cabendo a nós, instrutores brasileiros do saber, resgatar em nossos futuros substitutos a possibilidade do esclarecimento com qualidade e aproveitamento, com a finalidade de poder contribuir para o êxito de ensinar a conciliar um aprendizado eficaz e produtivo com o progresso confuso ao qual nos é oferecido pelo país.

Faço necessário ressaltar o lema: “-LER É PRECISO!”, este abrangente, extensivo a todos.

Aos docentes, me atrevo a estabelecer outro: “-TORNEMO – NOS CAPAZES!“.

A nós deve ser dado o primeiro chamado, a responsabilidade está em nossas mãos, sinta – se nem que seja só por uma vez motivado a produzir uma forma de estimular os estudantes ao exercício da leitura, e assim, tenhamos trabalho, trabalho sim, em procurar provas consistentes para manifestarmos o alerta ao Brasil sobre a importância do livro no XXI.

Luis Moura

Fonte: www.administradores.com.br

Dia Nacional do Livro

No dia 29 de outubro é comemorado o dia nacional do livro.

Para a primeira biblioteca do Brasil, Portugal disponibilizou um acervo bibliográfico muito rico, vindos da Real Biblioteca Portuguesa, com mais de sessenta mil objetos. O acervo era composto por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, etc.

As primeiras acomodações da Biblioteca foram em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro.

A escolha da data foi em razão da transferência da mesma para outro local, no dia 29 de outubro de 1810, fundando-se assim a Biblioteca Nacional do Livro, pela coroa portuguesa.

Da data da fundação até por volta de 1914, para se fazer consultas aos materiais da biblioteca era necessária uma autorização prévia.

O primeiro livro publicado no Brasil foi Marília de Dirceu, escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o imperador do país fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura.

Em 1925, Monteiro Lobato, escritor e editor, autor do Jeca Tatu e do Sítio do Picapau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, trazendo grandes possibilidades de crescimento editorial para o Brasil.

Curiosidades sobre livros e leitura no Brasil:

O brasileiro lê, em média 4,7 livros por ano, contra 10 nos EUA ou na França e 15 nos países nórdicos. Dos 4,7 livros lidos pelos brasileiros,apenas 0,9 não são livros didáticos.

A Unesco ( Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) recomenda que haja uma livraria para cada 10 mil pessoas. No Brasil,com 190 mil habitantes,temos 2.700 livrarias uma para cada 70 mil habitantes.

Quem são os leitores no Brasil

Na última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 95,6 milhões (55% da população estudada) declararam ter lido pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses (outros 6 milhões leram em meses anteriores e não foram computados). Dentre esses, 47,4 milhões (50%) dos leitores são estudantes que leem livros indicados pelas escolas (inclusive didáticos).

Do soutros 41,1 milhões que não são estudantes:

7,3 milhões (9%) têm até a 4ª série do Ensino Fundamental.

10,6 milhões (27%) têm de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental.

14,9 milhões (37%) têm Ensino Médio.

8,5 milhões (55%) têm Ensino Superior.

1/3 dos leitores afirma ler frequentemente.

55% são mulheres. Mulheres leem mais que homens em todos os gêneros, exceto em História, Política e Ciências Sociais.- 6,9 milhões (7%) dos leitores estavam lendo a Bíblia.

Quem mais influenciou os leitores a ler:

Mãe (ou responsável mulher) 49%

Professora 33%

Pai (ou responsável homem) 30%

Outro parente 14%

Amigo 8%

Padre, pastor ou líder religioso 5%

Colega ou superior no trabalho 2%

Outros 3%

Ninguém 14%

Não sabe ou não informou 1%

Perfil dos leitores que declaram gostar de ler em seu tempo livre e fazer isso com frequência

Formação superior (79%)

Renda familiar acima de 10 salários mínimos (78%)

Chefes de família (76%)

Espíritas (76%)

Trabalham e estudam (73%)

Membros das classes A (75%) e B (74%)

Moradores da região Sul (72%)

Moradores das regiões metropolitanas (69%)

Jovens e adultos de 18 a 24 anos (67%) e 30 a 39 (68%)

Origem dos livros lidos, por classe social

  Classe A Classe B Classe C Classe D Classe E
Comprado 73% 65% 48% 32% 27%
Xerocado 5% 8% 8% 5% 2%
Presenteado 30% 30% 21% 24% 25%
Emprestado por Biblioteca 24% 31% 37% 33% 22%
Emprestado por Particular 35% 47% 46% 44% 49%
Distribuídos pelo governo 3% 11% 15% 29% 40%
Baixado da Internet 10% 13% 9% 3% 3%

Fonte: ebooksgratis.com.br

Dia Nacional do Livro

A Crescente Importância do Livro na Atualidade

Ele, em quaisquer circunstâncias de tempo e espaço, jamais deixou de ser protagonista na odisséia do aperfeiçoamento e conhecimento humano.

Ele ainda goza de uma área mística em torno da sua real origem ( atribuída ao fenício Cadmus), sobremaneira pelo fato de que em todas as ditas avançadas civilizações se fez presente com assaz e notável distinção, mesmo quando só uma minoria dele beneficiava-se como a nobreza e o clero.

Chineses, indianos, egípcios, gregos, romanos e outros povos, já lhe dispensava um tratamento “sui generis”; logo quem o escrevia construía um castelo e quem o lia passava a habitá-lo.

O nome dele: LIVRO.

No Brasil, no início, os livros eram provenientes de países como Portugal, Espanha, França ou Alemanha. A crescente importação justificava-se pela circunstância de que não havia no território nacional quaisquer editoras, mesmo com pouca aptidão, para imprimir livros e afins.

Os autores tupiniquins criavam obras, mas contratavam a confecção delas junto aos europeus. Verdade, que mesmo com tamanha dificuldade técnica, o livro foi atingido uma notável demanda.

Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil (em 1808), a imprensa nacional começou, de fato, a pulsar.

Todavia, coube ao escritor paulista Monteiro Lobato, o papel de fundador da primeira editora brasileira - a Editora Monteiro Lobato - no primeiro quartel do século XX.

Nos primórdios do século vigente, percebeu-se claramente a nova importância do livro no país, outrora famoso por figurar nas estatísticas em posições nada animadoras. Reforçando a fama de sermos “a república dos sem-livro”, também.

Sem a perspectiva sequer de aumento nas taxas indicativas da formação de novos leitores.

Ainda há que se avançar no “ranking”, entretanto houve uma demanda crescente.

Essa novidade é o quesito mais importante, pois constitui-se no ponto de intercessão entre o conhecimento globalizado e o negócio multi-empresarial.

Todos os alunos das escolas públicas brasileiras (inclusive os do Ensino médio), passaram a receber todos os livros didáticos por meio de inéditos programas sociais. Isso sem gerar quaisquer ônus para as famílias, ofertando-se assim diversidade, qualidade, compromisso, inclusão social e aprendizagem.

É oportuno salientar o papel do livro, o mestre incansável, nos cursos a distância, recém reconhecido pelo MEC e ademais no aumento do preenchimento de vagas por alunos egressos da escola pública, nas universidades governamentais.

O livro, com o seu formato consagrado por ser portátil, “wireless”, leve e até e até sedutor, é agente multiplicador de competências diversas, assaz exigidas pelo dinâmico mercado de trabalho. É o mesmo exemplo da revolução educacional ocorrida na Coréia do Sul, há alguns anos.

Também, precioso indicador dessa transformadora “performance” do livro no Brasil, de hoje, são os resultados contabilizados nas diversas feiras de livro, em destaque as bienais, célebres pelos seu recordes de negócios e público. Além do mais, há a convicção de tantos brasileiros de que não há o livro, mas os livros.

O meu país já é sabedor e divulgador de que sem livros Deus emudece, a justiça adormece, a ciência pára, a filosofia tropeça, a literatura cala-se e todas as coisas ficam em volta na escuridão.

Fonte: www.folhape.com.br

Dia Nacional do Livro

Como criar filhos que amem livros

A escritora Cora Ronái mostra como ensinar aos filhos a importância dos livros na era da tecnologia

Houve época em que as histórias em quadrinhos eram olhadas com profunda desconfiança por pais e educadores. Era óbvio que aquelas revistinhas atraentes, com suas imagens e sua linguagem coloquial, afastariam as crianças dos livros, pouco ilustrados, que exigiam maior esforço intelectual. Os anos se passaram, as crianças que liam quadrinhos cresceram, tiveram filhos e quase morreram de preocupação com a sua garotada, que, viciada nos seriados dos cinemas, certamente se afastaria dos livros.

Uma geração depois, o ciclo se repetiu. Os meninos das matinês cresceram e passaram por maus momentos ao ver os filhos grudados na televisão ? aquela praga que, sem dúvida, os afastaria dos livros. Hoje, a geração da TV, que cresceu e se multiplicou, anda muito angustiada. As crianças não saem da frente do computador e passam o dia inteiro na internet. Que, naturalmente, vai afastá-las dos livros...

A moral dessa ciranda de pais aflitos é simples: cada época tem os seus fantasmas, assim como cada geração tem a sua forma peculiar de comunicação. O que nem sempre fica claro é como as diferentes formas de comunicação interagem umas com as outras e como o amor ao livro, que ainda é o principal esteio da cultura tradicional, pode resistir em meio a tantas tentações.

Acontece que o grande desafio, em qualquer época, nunca foi afastar as crianças dessas outras tentações, mas, sim, aproximá-las dos livros.

E aqui há um ponto que não deve ser ignorado: só transmite amor aos livros quem os ama. Os maiores inimigos da leitura não são a televisão, os games ou a internet, mas aqueles professores que usam a literatura como instrumento de tortura em classe e aqueles pais que não dão exemplo em casa. Quem não lê não pode esperar dos filhos atitude diferente.

Mundo variado

Às vezes, porém, nem os melhores exemplos são suficientes para despertar o interesse pelos livros. Afinal, nem todos gostam de ler com a mesma intensidade, assim como nem todos gostam da mesma forma de cinema ou de música. O mundo é vasto e variado, há distrações demais, o ritmo de vida está cada vez mais acelerado. A internet ajuda a compor esse quadro, mas está longe de ser a sua pior parte. Pelo contrário, ela pode ser uma excelente ponte de aproximação para a literatura e grande cúmplice dos pais.

Reparem: ler tornou-se uma segunda natureza para a geração que cresce entre mensagens instantâneas e e-mails, que consulta o Google e mantém blogs.

Mesmo que a linguagem que nossos filhos usam no ICQ guarde poucas semelhanças com o português, ela consolida a noção de que a palavra escrita pode ser uma ótima diversão. E, com isso, meio caminho está andado. Desse ponto em diante, basta descobrir os atalhos que levam ao centro dos interesses da garotada.

Vale lembrar que o tempo que uma criança passa na internet não é, necessariamente, um tempo perdido. Quando ela está mergulhada num game na web, está desenvolvendo intimidade com o alcance das redes; quando gasta horas em salas de chat ou em sistemas de mensagens instantâneas, está participando dos costumes sociais do seu tempo e da sua geração e criando amizades que podem durar a vida inteira. Se estiver bem orientada pelos pais, saberá distinguir ameaças e armadilhas, o que fará dela uma pessoa mais experiente e astuciosa no mundo digital.

Pais e mães conscientes, aliás, devem sempre saber por onde andam os filhos na internet. Isso já foi dito milhares de vezes, mas nunca será possível exagerar a importância desse acompanhamento, não só para evitar os perigos da vida on-line mas também para apontar trilhas, fazer descobertas e buscar novidades. Muitas vezes, assuntos que chamam a atenção das crianças na rede são temas de ótimos livros, oferecendo a motivação ideal para uma visita à biblioteca ou a uma livraria. Da mesma forma, a rede dispõe de uma infinidade de informações interessantes para prolongar o prazer e a curiosidade eventualmente gerados pelos livros.

Apontar essa ligação estreita entre a internet e a literatura é hoje uma das formas mais seguras de despertar as crianças para a boa leitura. O prestígio da rede é enorme, e tudo o que esteja associado a ela é apreciado. No entanto, só podem aproveitar essa oportunidade os pais que sabem o que chama a atenção dos filhos quando conectados.

Ouvir e contar

Há mil maneiras de mostrar como a rede e os livros se complementam. Usar a internet para desenvolver pequenos projetos literários é uma das minhas favoritas, porque rende, freqüentemente, resultados surpreendentes. Crianças, como sabemos, não gostam apenas de ouvir histórias, mas também de contá-las. Montar livrinhos virtuais a partir dessas histórias, juntando a elas imagens, sons e vídeos encontrados on-line, é um desafio delicioso para todos os envolvidos e um ótimo estímulo para a meninada. Até porque, ao dar forma concreta ao seu pensamento para transmiti-lo aos outros, as crianças estão, sem perceber, dando um passo fundamental para valorizar os bons textos. Mas a internet ensina mais do que isso. Por meio dela, meninos e meninas estão descobrindo, por toda a parte, que um mundo compartilhado é um mundo melhor.

Para mim, um dos fenômenos mais curiosos envolvendo a internet, crianças e livros aconteceu quando foi lançado o quinto volume do Harry Potter. Num erro de estratégia inconcebível, a editora inglesa não o distribuiu antecipadamente às suas parceiras estrangeiras para tradução.

Resultado: no auge da maior campanha de marketing jamais feita para o lançamento de um livro, as crianças que não liam inglês viram-se alijadas da festa.

E foi aí que aconteceu um lindo milagre na internet, daqueles que renovam a nossa esperança na humanidade. Crianças e jovens de diversos países criaram, simultânea e espontaneamente, verdadeiros grupos de trabalho para traduzir o livro e fazê-lo chegar aos amigos sem domínio de inglês. Em menos de 15 dias, Harry Potter já estava disponível na rede em uma dúzia de idiomas, entre eles português.

Fonte: educarparacrescer.abril.com.br

Dia Nacional do Livro

A Importância dos Livros

Era uma vez…

Hoje mais do que nunca, estamos conscientes da importância que a leitura desempenha no desenvolvimento do ser humano. Através dela aprendemos o mundo, investigamos de onde vimos e para onde vamos, ajuda-nos a pensar e refletir, a conhecer os outros e a nós mesmos. Ela é fundamental para ocuparmos o tempo quando não sabemos o que fazer e a descontrair quando andamos demasiado ocupados. Divertenos, inquieta-nos, transporta-nos para longe e faz-nos sonhar! Mesmo que de olhos bem abertos!

Por isso criticamos a sorte de quem não lê e facilmente nos deixamos invadir pelo pânico quando os nossos filhos não gostam de livros! E não raras vezes a culpa morrerá solteira, após tentativas de atribuir o mal à televisão que é muito absorvente, aos jogos de computador que têm muito movimento, ao século XXI por ser demasiado visual…

Reza a sabedoria popular que “é de pequenino que se torce o pepino” e o gosto pela leitura não é excepção. Uma criança pequenina interessa-se por livros por saber que estes encerram histórias e mensagens magicamente diluídas, aguçando-lhe o apetite por vir a decifrar aquele código.

Assim é importante ter contato e valorizar os livros, ouvir os adultos contar histórias, ver as imagens levando a criança a reconstituir a história a partir da mensagem retida, ajudando-a a caminhar pela sequência literária comum que se inicia com a ilustração concreta (tipo Anita ou livros de Animais), seguindo os contos de fadas, a banda desenhada, os livros de aventuras até chegar aos diários, romances, ficção ou poesia.

Os Contos de Fadas ajudam no crescimento psicológico ao transportarem mensagens fundamentais que estimulam as crianças no seu processo de aculturação, estruturação da personalidade e melhor adaptação à realidade que as rodeia. Embora a nossa sociedade seja diferente daquela que marcou a época em que foram criadas, a mensagem que os contos encerram é intemporal.

As crianças envolvem-se facilmente nos enredos porque sentem que o tipo de problemas das personagens são semelhantes aos que as atormentam: não é portanto de estranhar que estas histórias se mantenham vivas no nosso inconsciente coletivo e que sejam transmitidas ao longo das gerações.

A agressividade contida nestes contos é necessária para que a criança consiga “arrumar” internamente as suas emoções violentas, angústias e sentimentos negativos, mobilizando competências para fazer face às adversidades com que irá deparar-se ao longo da vida. A agressividade é exposta de forma controlada, sem danos irreversíveis, onde no final há sempre uma vitória inequívoca do bem contra o mal. Ensinamos assim que “o crime não compensa”. Ao “contar um conto” os pais poderão assim “acrescentar um ponto”, estimulando a criatividade, integração e desenvolvimento em geral.

Não devemos assim valorizar uma forma de leitura em detrimento de outra: a banda desenhada do Tio Patinhas e o Asterix tem tanta importância como “Os Cinco” ou, mais recentemente, o Harry Potter. Em determinados momentos cada uma desempenha o seu papel de “era uma vez” e “foram felizes para sempre”, contendo os ingredientes necessários para a adaptação desenvolvimental, para a riqueza psicológica e estimulação de necessidades emocionais típicas da infância, ajudando quem as lê a identificar-se, a imaginar, criar e sonhar.

Daniel Pennac justifica a falta de hábitos de leitura na medida em que os pais passam de um “Estado de Graça”, onde adormecem os filhos com histórias de encantar desenhando, noite após noite, um ritual de uma autêntica dupla indissolúvel, para um “Paraíso Perdido” onde, por volta dos 3/4 anos, o contador de histórias esgota a paciência e vê-se ansioso por passar o testemunho. A solução para esta ansiedade dá-se no “Tempo de Escola” onde os pais parecem estar autorizados a depositar o futuro do “ler, escrever e contar” nas mãos desta entidade. É neste momento que incitamos o nosso filho a ser ele a ler, transformando a decifração de cada letra e sílaba num “parto complicado”, perdendo-se o sentido das palavras na sua composição.

A criança fica frustrada e desgostosa enquanto que nós pais, visivelmente ansiosos, começamos a tecer comparações com outras crianças, a culpar uma possível preguiça ou a descobrir uma pseudo-dislexia como elementos cerceadores de uma apetência inata.

Segundo o mesmo autor, urge assim fazer a “reconciliação da trindade” criança-pais-livros, reencontrando o prazer partilhado de um bom momento de leitura onde, entre os inúmeros afetos, competências e emoções partilhadas, se respeitem os 10 direitos inalienáveis do leitor: o direito de não ler, o direito de saltar páginas, o direito de não acabar um livro, o direito de reler, o direito de ler não importa o quê, o direito de amar os heróis dos livros, o direito de ler não importa onde, o direito de saltar de livro em livro, o direito de ler em voz alta e, finalmente, o direito de não falar do que se leu.

Nas férias que se avizinham conte histórias, construa um diário de férias, jogue às palavras proibidas e palavras começadas por, invente palavras (como se chama a árvore que dá estrelas, o aparelho que faz chover ao contrário ou o animal de estimação do anjo da guarda), jogue ao jogo dos contrários (onde tudo tem que ser dito ao contrário: se está quente - é frio; se é sim – é não), explorem provérbios, músicas e lenga-lengas, viaje em cenários hipotéticos (se não nascesse o sol, se pudéssemos estar em dois sítios aos mesmo tempo) e invente novos episódios para as histórias infantis.

Escreva assim a história do desenvolvimento do seu filho, para amanhã se recostar e ler um conto com final feliz!

Boas Leituras!

Cláudia Saavedra

Fonte: www.eb23-julio-saul-dias.rcts.pt

Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

“Todas as famílias felizes são parecidas entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.” Tolstói

A frase acima abre o romance “Ana Karênina” (terminado por mim exatamente hoje, neste dia tão especial), sendo este início um dos mais conhecidos e famosos da literatura mundial. O romance em questão é uma das obras primas de Tolstói e uma das maiores obras da Literatura Clássica e Universal. A história é belíssima, e para quem ainda não leu, altamente recomendável. Mas o post de hoje não é apenas dedicado ao brilhante romance de Tolstói, mas para motivar, aproveitando que hoje é o Dia Nacional do Livro, todos a lerem literatura de qualidade, seja ela ficção ou não-ficção. Para os que estão se iniciando no mundo dos livros e da leitura, é muito bom conhecer (para não dizer praticamente indispensável) os grandes clássicos. Por que é importante? Porque os clássicos são eternos. Eles não sofrem os efeitos do tempo, da época, da cultura ou da moda. Não são descartáveis e facilmente substituíveis como muito dos livros lançados atualmente. Best-sellers podem ser bem legais e proporcionarem boas horas de lazer (e na minha opinião são excelentes portas de entrada para o mundo dos livros… quantos bons leitores não começaram a sua jornada literária lendo livros assim? Eu particularmente comecei com os clássicos adaptados para público infanto-juvenil… Victor Hugo, Poe… mas também lia muito Paulo Coelho – por isso não critico) mas há coisas que só os clássicos fazem por você.

E é por isso que no post de hoje trago uma lista com 10 motivos para se ler livros clássicos (retirada do excelente site de Alessandro Martins):

1. Aumente seu vocabulário: muitas palavras usadas em livros antigos não são comuns hoje em dia. Um vocabulário maior dá a você mais ferramentas para se expressar melhor, ainda que prefira usar as palavras cotidianas.

2. Melhore sua redação: ao ler, ainda que inconscientemente – isto é, sem que você precise se preocupar com isso -, você absorve um pouco do estilo do autor.

3. Melhore seu modo de falar: você agora terá um vocabulário melhor, uma redação melhor e, portanto, articula melhor os pensamentos. Se articula melhor o pensamento, articula melhor a fala.

4. Tenha novas idéias: os clássicos, por definição, vem do passado, mas – ora – todo mundo está lendo os mesmos blogs, os mesmos best-sellers e as mesmas porcarias escritas no mês passado. As idéias contidas em um clássico são antigas, mas muitas vezes estão esquecidas. Um leitor criativo e crítico, saberá dar o verniz de originalidade e contemporaneidade a elas.

5. Tenha perspectiva histórica: o que é bom hoje, pode ser esquecido amanhã. Mas há uma razão para os clássicos terem permanecido tanto tempo por aí. Não dependa tanto da crista da onda.

6. Divirta-se: não deixe que a linguagem antiga seja uma barreira. O melhor motivo para ler um livro é diversão. Há quem discorde, mas – para mim – as outras razões vêm depois.

7. Sofisticação: nada mais fútil do que ler pensando apenas em enriquecer sua conversação com alguma citação esnobe, mas, enfim, se é o seu caso, nada como tirar da manga aquela frase famosa de Dom Quixote para arrematar um argumento.

8. Ser mais seletivo: com o tempo você vai deixar de querer qualquer livro ruim. Por que perder tempo com porcarias, ou apostá-lo no incerto, se você já sabe o que é bom para você?

9. Desenvolva uma voz distinta: se você lê blogs demais e clássicos de menos, tem desperdiçado a chance de ter um estilo que se destaque em relação ao de outras pessoas que trabalham com a palavra escrita.

10. Aprenda idéias atemporais: existe uma crença errônea de que o novo é sempre melhor que o antigo e de que as idéias passadas não são aplicáveis ao presente. Muitas vezes, a novidade não passa da deturpação da antigüidade. Ao ler os clássicos, você entra em contato com conhecimentos que estão de acordo com aqueles que os criaram, sem que nada tenha sido suprimido, acrescentado ou alterado.

E para quem nunca leu um clássico, uns títulos legais para começar: Drácula, O Morro dos Ventos Uivantes, Tom Sawyer, Os Três Mosqueteiros, O Corcunda de Notre-Dame, O Conde de Monte Cristo. Quem lembrar de mais títulos fique à vontade para citá-los nos comentários.

Fonte: inconscientecoletivo.net

Dia Nacional do Livro

29 de Outubro

"Um país se faz com homens e livros". Monteiro Lobato

O desenvolvimento de atividades relacionadas ao dia do escritor e ao dia do livro reside, sem dúvida, na importância das informações e no prazer que a leitura proporciona a todos. Relacionar essas duas datas é bastante adequado, uma vez que o livro não existe sem o escritor.

O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro. Essa data foi escolhida para a comemoração, considerando-se a data da fundação da Biblioteca Nacional (29/10/1810), por D. João VI. O grande acontecimento permitiu a popularização do livro, tornando mais fácil o acesso à leitura.

Além das datas já citadas, é fundamental lembrar que o dia 18 de abril foi escolhido para comemorar o Dia do Livro Infantil, por ser esse o dia do nascimento de Monteiro Lobato, um dos precursores da obra literária infantil no Brasil.

Antes de iniciar qualquer atividade sobre as datas em questão, necessário se faz contextualizá-las, buscando explicar o motivo de seu surgimento, isso faz com que os alunos percebam a importância de se lembrar fatos marcantes da história do País.

As sugestões de atividades que seguem, encontram-se separadas por níveis de ensino, mas isso não impede que o professor as adapte para qualquer uma das faixas etárias, ou ainda, realize apenas parte delas.

Educação Infantil

Promova momentos bastante estimulantes de contato com os livros. Organize um ambiente bastante acolhedor, com tapetes e almofadas, para que as crianças sintam-se bem à vontade e confortáveis.

Solicite aos alunos que, no dia determinado, tragam de casa uma almofada de que gostam muito, para ser utilizada nesta atividade.

O professor poderá organizar um círculo, a "Roda da leitura", na qual as crianças sentadas confortavelmente ouvirão histórias. Caberá ao professor destacar as informações fundamentais sobre o livro, tais como autor, ilustrador, título, explorando primeiramente a capa. Questionar a turma sobre o que imaginam sobre a história a partir do título, da ilustração da capa, etc.

Uma variante possível é deixar que as crianças que já sabem ler, realizem a leitura ou contem uma história de um livro lido pela família. É importante que os livros sejam sempre mostrados aos alunos, mesmo que ainda não dominem a leitura.

Outra possibilidade é o trabalho com livros que trazem apenas ilustrações e cujas histórias são criadas pelas próprias crianças. Isso poderá ser feito na Roda da Leitura, ou ainda em duplas, quando um aluno contará a história para outro colega e vice-versa.

Aproveite o programa diário "Sítio do Pica-pau Amarelo", baseado na obra de Monteiro Lobato, e questione os alunos sobre os personagens, o cenário onde as histórias se desenvolvem.

Se for possível providenciar alguns episódios da primeira versão do programa, passe-os para a turma e, na seqüência, mostre um episódio atual. Solicite que observem as semelhanças e diferenças.

Solicite que verifiquem se, em suas casas, há alguma obra infantil de Monteiro Lobato e tragam para a escola.

Procure levar o maior número possível de obras para mostrá-las aos alunos. Não esqueça de explicar quem foi Monteiro Lobato e qual sua importância para a literatura.

Faça uma enquete a fim de verificar qual o personagem preferido pela turma, ou ainda deixe que os alunos perguntem aos colegas de outras turmas.

Após o resultado final, determine o dia do personagem mais votado. Nesse dia, os alunos deverão se caracterizar da maneira mais semelhante ao personagem criado por Monteiro Lobato.

Não esqueça de fotografar e filmar as crianças para discutir com elas as várias formas encontradas para a caracterização.

Para saber mais sobre Monteiro Lobato acesse Lobato.

Procure estabelecer contato com outras escolas, a fim de que seus alunos possam conhecer outras bibliotecas escolares, e ofereça o espaço da biblioteca de sua escola para que ela também seja visitada.

Esta atividade poderá ser precedida da elaboração de convites com a descrição de alguma atividade (leitura de alguma história escolhida pela turma para os visitantes) que será realizada na biblioteca.

Também, após a visita, os alunos poderão enviar aos colegas de outras escolas cartões de agradecimentos com sugestões de livros que já leram, ou ouviram a leitura e que julgaram interessantes.

Existem personagens bastante marcantes, por apresentarem características que chamam a atenção dos leitores. Os escritores Mary e Eliardo França produziram algumas obras cujos personagens alegres e coloridos - Os Pingos - são a diversão da criançada.

Proponha o acesso ao link UOL, onde seus alunos poderão conhecer os autores, os personagens e ainda ouvir algumas histórias.

Na seqüência, leve-os à biblioteca, a fim de que procurem livros com desses personagens. É importante que o professor verifique antecipadamente a existência dos livros ou providencie-os em outras bibliotecas.

Após ler as histórias, proponha aos alunos a confecção dos Pingos com massa de modelar ou balões.

Ensino Fundamental - 1ª a 4ª série

Promova visitas a livrarias e a bibliotecas de grande porte que existam em sua cidade. É fundamental que se verifique antes se há alguma programação especial (comumente organizadas por estas instituições) para que a turma possa participar.

Realize uma visita planejada, com instrutores dos próprios locais e, se possível, oriente seus alunos a se cadastrarem nessas bibliotecas, a fim de que possam realizar empréstimos posteriores.

Nas livrarias, os alunos poderão realizar um levantamento de preços de alguns livros que mais lhes chamaram a atenção e posteriormente voltarem com os pais para a aquisição.

A visita a livrarias e bibliotecas deve iniciar o mais cedo possível, pois, dessa forma, se desenvolverá o hábito da freqüência a esses locais.

Explique aos alunos que, com o advento da Internet, alguns livros passaram a ser divulgados virtualmente, os chamados e-books. Oriente-os que acessem alguns dos endereços sugeridos a seguir, observando com atenção os personagens, o enredo, conhecendo os autores, etc.

O reconhecimento dos ambientes onde se desenvolve uma história são fundamentais para a posterior criação de novas histórias. Além dos ambientes, também a caracterização dos personagens é parte do processo de criação.

Proponha aos alunos que pesquisem na biblioteca da escola ou em casa, livros que possuam um mesmo personagem (bruxas, princesas, mães, animais, monstros, etc.) e determinem as características comuns a cada um desses personagens.

A seguir, oriente-os para que escolham um desses personagens e criem novas características para ele. O personagem deverá ser representado por meio de desenhos, ou confeccionado com material de sucata.

Para encerrar, os alunos deverão criar uma história com esse personagem, ilustrando-a de acordo com as situações descritas, observando as expressões faciais dos personagens.

Essas histórias deverão compor um livro coletivo da turma, que poderá ser reproduzido para ser entregue aos pais e amigos.

Para a entrega, organize uma sessão de autógrafos, em que os alunos assinam sua obra e fazem uma dedicatória aos visitantes.

Esta atividade, além de estimular a leitura, faz com que os alunos percebam que todos podem ser escritores.

Proponha aos alunos a confecção de marcadores de livros, com materiais diversos e diferentes técnicas (dobradura, pintura, recorte e colagem de papéis, barbantes, ilustrações, etc.).

Os alunos poderão produzir uma quantidade maior de marcadores para presentear colegas de outras turmas.

No endereço abaixo, poderão ser encontradas algumas sugestões para a realização desta atividade.

Ensino Fundamental - 5ª a 8ª série

Ao estimular o gosto pela leitura, a escola deve criar condições para que os alunos aprendam a cuidar dos livros, a organizá-los nas prateleiras, a mantê-los em bom estado. Não basta apenas oferecer bibliotecas com um acervo variado, se os alunos não se encontram preparados para utilizá-lo.

Solicite à turma que acesse o endereço sugerido abaixo e leia as dicas de como cuidar adequadamente dos livros:

Oriente-os para que elaborem cartazes com dicas de como preservar o acervo da biblioteca. Esses cartazes deverão ser colocados na própria biblioteca e distribuídos por outros ambientes da escola.

Proponha aos alunos a elaboração de uma galeria com a fotografia, e dados sobre a vida e as obras de escritores brasileiros.

Para isso, cada aluno poderá escolher um escritor, realizar a pesquisa e registrar os dados solicitados.

Os trabalhos poderão ser organizados em forma de uma linha do tempo, de acordo com a data de nascimento do escritor.

Se possível, realize a exposição dos trabalhos em um local próximo à biblioteca, ou ainda, deixe-os expostos nesse ambiente.

Abaixo, algumas sugestões de sites com biografias de escritores brasileiros:

Em todos os lugares existem escritores, alguns já famosos, outros anônimos. Procure valorizar os escritores da comunidade e convide-os para divulgarem suas obras e para uma entrevista.

Prepare o grupo para a realização da entrevista, lembrando-o de que é importante que busquem saber como iniciou a produção do escritor, qual o gênero preferido, qual o tempo necessário para cada tipo de produção, etc.

Solicite aos alunos a elaboração de um jornal com sugestões de livros, indicações de acordo com faixas etárias diferenciadas, gêneros variados, bem como biografias de escritores.

Esse jornal poderá ser realizado semanalmente por grupos diferentes da turma e divulgado entre os alunos da escola, na biblioteca e ainda para pessoas da comunidade

Proponha aos alunos a confecção de caixas de histórias. Cada caixa deverá conter um livro de literatura infantil, o cenário e os personagens correspondentes à história selecionada. Os personagens e cenário poderão ser confeccionados com material de sucata.
Essas caixas deverão ser utilizadas pelos alunos para contar histórias para as crianças da Educação Infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental.

Para isso, leve todos os alunos para um espaço amplo da escola e organize pequenos grupos de crianças, para que possam ouvir os contadores de história.

Ensino Médio

Proponha aos alunos a leitura do texto "O futuro do livro na era digital", acessando o endereço: Terra Após a leitura, promova um debate sobre o assunto, solicitando aos alunos que se posicionem em relação aos aspectos positivos e negativos do advento dos e-books.

Muitos são os prêmios entregues aos escritores brasileiros, entre os mais conhecidos, encontra-se o Prêmio Jabuti.

Esse prêmio, concedido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, foi criado em 1958 e é considerado o prêmio literário brasileiro mais importante da atualidade.

Neste ano, os finalistas do prêmio concorrem em 16 categorias como romance, literatura infantil e juvenil, "Livro do Ano", nas áreas de Ficção e Não-Ficção, produção gráfica, capa, tradução e ilustração, entre outras.

Para que os alunos conheçam mais sobre esse prêmio, os concorrentes e os vencedores, solicite que acessem Cbl e selecionem a seção Prêmios e Concursos.

Verifique com a turma se algum dos alunos leu alguma das obras premiadas, caso isso tenha acontecido solicite que comente.

Proponha à turma que selecione algumas dessas obras para a leitura e a realização de uma crítica literária que será relatada ao grupo.

Proponha aos alunos o desafio de selecionar uma obra de um escritor brasileiro, realizar a leitura e resumí-la. Na seqüência, introduzir novos personagens na trama, de modo a criar versões pessoais para histórias clássicas.

Organize momentos em que a turma possa ouvir a nova versão criada por cada aluno. É importante que o aluno crie uma forma diferente de relatá-la ao grupo.

Se possível, filme as apresentações e discuta com o grupo os pontos positivos, bem como aqueles em que precisam avançar, em apresentações posteriores.

- Organize com os alunos uma campanha de arrecadação de livros para doação a instituições carentes. Essa campanha deverá ser planejada pelos alunos, que deverão pensar em formas de divulgação na própria escola e na comunidade, formas de coleta e armazenamento do material, bem como na entrega da doação.

Após selecionarem as instituições que receberão o material doado, os alunos poderão planejar atividades diferenciadas para a utilização desse material.

Ações de voluntariado podem ser desenvolvidas com os alunos, que poderão tornar-se contadores de histórias em creches, orfanatos e até asilos.

Proponha aos alunos a seleção de alguns livros adequados a faixas etárias distintas, e a criação de formas de apresentá-los (leitura dramatizada, teatro, uso de fantoches, etc.).

Solicite que o próprio grupo escolha algumas instituições e planeje como será a apresentação, bem como com que freqüência essas visitas acontecerão.

O resultado desse tipo de atividade será extremamente gratificante para todos os envolvidos.

Proponha aos alunos a comunicação virtual entre eles, enviando cartões com indicações de leituras, escritores e sites sobre o assunto.

É possível encontrar cartões específicos do dia do livro.

Texto para reflexão:

Kplus

Olhai os livros na estante

Gabriel Perissé

No dia 29 de outubro comemoramos o Dia Nacional do Livro.

E de tanto contemplar os livros do meu pequeno escritório, senti a irresistível vontade de fazer um sermão:

Brasileiras e brasileiros... olhai os livros por um instante! Celebremos o dia do livro nacional! Pensemos com carinho nesse objeto subjetivo, nessa fonte da eterna inquietude, nesse micro-universo feito de papel e letras.

Olhai os livros de banda, mais caros do que muitas vezes o nosso bolso pode agüentar. Olhai os milhões de leitores esperando o milagre da multiplicação das livrarias.

Olhai as editoras (mal) tratando o livro como bem comercial, o que nem sempre faz bem à literatura nacional.

Olhai os poucos livros que dizem tanto e os muitos que nada acrescentam (mas que mesmo assim são livros, e merecem um olhar de amor, de compaixão).

Olhai os livros, portanto, sabendo que nas listas dos mais vendidos é possível encontrar "livros" com fotos de leões cansados, patos perplexos, porquinhos simpáticos, livros coisa nenhuma - enquanto outros, nas prateleiras baixas das estantes escondidas, guardam segredos que nos tornariam mais humanos.

Olhai os livros nos sebos, contai os livros nos dedos, amai os livros inteiros, amontoai os livros no quarto, na sala, no vosso banheiro!

Olhai os livros e vede: não falam, nem ouvem, e no entanto fazem o leitor mais eloqüente e mais atento ao mundo que o cerca. (E ao mundo que abriga em seu peito.)

Olhai os livros e vede: não cantam, não voam, e no entanto fazem o leitor espantar os males, sobrevoar terras e mares.

Olhai os livros e escolhei os que intensificam a vossa personalidade.

Olhai os livros e comprai os que podem trazer poesia para a prosa do vosso dia-a-dia.

Olhai os livros num canto, à espera de serem "ligados" pela nossa inteligência e imaginação.

Olhai os livros enquanto há tempo, pois chegará um tempo em que poderão se esgotar.

Olhai os livros mal traduzidos, mal revisados, mal distribuídos, mal prefaciados.

Olhai os livros abandonados e esquecidos, os livros menosprezados, empilhados no escuro, por cupins corroídos.

Olhai os livros em paz, mesmo que estejamos em guerra.

Olhai os livros apocalípticos, os poéticos, os livros que nos alegram ou deprimem, os livros que nos livram de todo mal.

Olhai os livros na estante, esse artigo de primeiríssima necessidade!

Fonte: www.miniweb.com.br

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