Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Dia do Ortopedista  Voltar

Dia do Ortopedista

 

19 de Setembro

Ortopedia: origem histórica, o ensino no Brasil e estudos metodológicos pelo mundo

INTRODUÇÃO

O ser humano está em permanente busca do conhecimento. Assim sempre que há um problema se busca uma solução. A partir das deformidades verificadas no ser humano durante sua evolução e da necessidade de corrigi-las surgiu a ortopedia. Conforme a ortopedia foi evoluindo, e através de seus mestres ensinada, foi possível oferecer às novas gerações a possibilidade de não repetir os erros do passado e copiando os acertos, aperfeiçoá-los para oferecer maior conforto aos pacientes atuais.

UM RESUMO DA HISTÓRIA

Em fósseis de homens primitivos se encontraram ossos fraturados que consolidaram bem alinhados. Isto ocorreu pelo simples processo fisiológico da consolidação, mas é possível que tenha existido alguma imobilização rudimentar. Em múmias egípcias foram encontradas imobilizações tipo tala. Em 2830 a.C. foi feita uma escultura que usava muletas em um portal na tumba de Hirkouf(1).

No papiro de Edwin Smith, roubado de uma tumba em 1862, atribuído a Imhotep que era médico, arquiteto, astrólogo, e primeiro ministro do Egito os traumas foram classificados de acordo com os seus prognósticos em três categorias: uma doença que eles deveriam tratar, uma doença que eles deveriam combater e uma doença que eles não tratariam(1).

Goodrich, em 2004, relata o estudo de textos antigos de cirurgia de coluna que puderam ser divididos em fases Egípicia/Babilônica, Grega/ Bisantina, Arábica e posteriormente medieval(2). Os gregos do terceiro ao primeiro século a.C. como Homero, Herophilus, Hegetor e os anatomistas de Alexandria podem ser considerados como os primeiros a usar uma abordagem científica, sendo os primeiros a documentar sua história e seu desenvolvimento em detalhes. Antes disto no período entre 430 e 330 a.C. um texto grego muito importante é conhecido como o Corpus Hippocraticum. Entre seus volumes, encontra- se um sobre articulações. Neste a luxação do ombro foi descrita junto com os vários métodos usados em sua redução. Também havia seções que descrevem a redução de luxações acromioclavicular, têmporo-mandibular, joelho, quadril e cotovelo. A correção de pé torto congênito e o problema da infecção pós fraturas compostas também foram abordados. Hippocrates ficou conhecido como o pai da medicina.

Durante a era romana Galeno (129-199 a.C.), de Pergamo, se tornou um cirurgião de gladiadores antes de viajar para Roma. Galeno é chamado “o pai da medicina do esporte” e descreveu a destruição de osso, seqüestro e regeneração em osteomielite. Galeno foi o primeiro a usar os termos gregos, kyphosis, lordosis e scoliosis para as deformidades descritas nos textos de Hipócrates. Durante este período Greco-romano, houve também tentativas de construir próteses artificiais. Há relatos de pernas de madeira, mãos-de-ferro e pés artificiais. É dito que Sororifício retal de Éfeso foi o primeiro a descrever o raquitismo. Ruphus de Éfeso descreveu o cisto sinovial e o seu tratamento por compressão. Antyllus, do século III, praticou tenotomia subcutânea para aliviar contrações ao redor de uma articulação. Ele usou sutura de linho e categute para procedimentos cirúrgicos. Também foram desenvolvidos, durante este período, várias brocas, serras e cinzéis( 1).

Paul de Aegina (625-690 d.C.) trabalhou em Alexandria e escreveu “O Epítome de Medicamento”, composto de vários livros. O sexto livro tratou de fraturas e luxações. Com a invasão de Alexandria pelos muçulmanos, foram levados muitos grandes livros como estes e foram traduzidos no idioma árabe. A grande biblioteca de Alexandria foi queimada. Embora as práticas árabes sejam consideradas como uma extensão dos gregos, se deve a um persiano chamado pelo nome de Abu Mansur Muwaffak a descrição do uso de gesso para tratar fraturas e outros traumas sseos dos membros. O chamado gesso-de- Paris, produzido com a adição de água a um pó de sulfato de cálcio desidratado, só apareceu em relatos da literatura do século X.

No século XII, a Europa voltou a despertar de um período cultural escuro voltando a construir universidades e hospitais, mas foi só no século XVI que ressurgem novos personagens na história da ortopedia. Ambrose Pare, pai da cirurgia francesa, é um representante desta época. Bourg Herent publicou a obra Dez Livros de Cirurgia e entre as técnicas projetou instrumentos, próteses, coletes para escoliose e botas ortopédicas. No século XIII, Theodoric de Bologna, no seu texto Chiurgica de Theodoric, de 1267, descreveu o manejo das fraturas da coluna espinhal e surprendentemente muitas de suas técnicas são usadas até hoje(3).

O francês Nicholas Andry (1658-1759) publicou, em 1741, um livro famoso chamado Orthopaedia: The Art of Correcting and Preventing Deformities in Children. O mesmo autor foi o primeiro a usar o termo ortopedia para correção de deformidades sseas(4).

Thomas Sydneham (1624-1689), “o pai da medicina inglesa”, sofria de gota e realizou uma excelente descrição da doença detalhando o ataque, as mudanças na urina e o vínculo com pedras renais. Ele descreveu o reumatismo agudo, a coréia, e as manifestações articulares do escorbuto e disenteria.

Jean-Andre Venel (1740-1791) era um médico de Genebra que estudou dissecação em Montpellier com 39 anos de idade, e em 1780, estabeleceu o primeiro instituto de ortopedia do mundo, em Canton Waadt.

Antonius Mathysen (1805-1878) foi um cirurgião militar holandês, que em 1851 inventou a atadura de gesso. Esta atadura proporcionou grande avanço na imobilização de membros fraturados(1).

Assim vários ortopedistas famosos foram se sucedendo ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX. Na virada do século XIX para o XX vale lembrar o inglês Robert Jones (1835-1933), que fundou associações e hospitais ortopédicos e escreveu seu livro-texto Orthopaedic Surgery, que é tido como o primeiro a tratar sistematicamente do diagnóstico e tratamento das fraturas recentes. Robert Jones, em 1896, publicou o primeiro relatório do uso clínico de uma radiografia para localizar uma bala em um punho. O Rx havia sido inventado pelo físico Wilhelm Conrad Rongten em 1895. Rongten ganhou o prêmio Nobel de Medicina de 1901(5,6).

Na primeira metade do século XX vieram as grandes guerras mundiais, e com elas a ortopedia e a traumatologia se firmaram definitivamente como especialidade tendo grande desenvolvimento. O mesmo já havia ocorrido durante a guerra civil americana, quando depois da mesma, a ortopedia passou a ser vista como especialidade na América do Norte(4). Mais uma vez a necessidade acabou por estimular o desenvolvimento de novas técnicas. Na primeira guerra mundial o uso da goteira de Thomas, o controle das hemorragias, a rápida ajuda, a evacuação com ambulâncias e outros avanços reduziram as mortes, as amputações e o longo tempo de recuperação dos traumas de maneira significativa(7). Na segunda guerra mundial, além da experiência da primeira, os médicos já contavam com a penicilina introduzida por Alexander Flemming,

em 1928. A introdução da haste intramedular pelo alemão Gerhard Kuntscher (1900-1972) permitiu uma volta mais rápida dos soldados ao campo de batalhas. Enquanto isto, o americano Austin T. Moore (1890-1963) criou a primeira prótese de substituição articular, do fêmur proximal, feita de vitallium(8). No período entre as guerras, Eugen Bircher foi o primeiro cirurgião ao usar em larga escala a artroscopia em joelhos com fins clínicos(9). Depois das guerras muitos nomes se destacaram no avanço das técnicas ortopédicas e materiais de osteossíntese.

A partir destes grandes avanços do passado chegamos ao século XXI. Neste século surgiram novas técnicas, aparelhos, exames, internet e grande aprofundamentos nos estudos biomecânicos( 10). O completo entendimento da seqüência do genoma humano trará avanços inimagináveis( 11,12). Temos de repensar a forma pela qual os futuros ortopedistas adquirem seus conhecimentos e lidam com a velocidade da informação e das novas técnicas. Descrevemos a seguir alguns destes questionamentos.

O ENSINO DA ORTOPEDIA NO BRASIL

No Brasil, o ensino da ortopedia e traumatologia tem seu principal alicerce na Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), idealizada por membros do Pavilhão Fernandinho Simonsen da Santa Casa de São Paulo. A SBOT foi fundada em 1935 pelos Drs. Luiz Ignácio Barros Lima, Luiz de Resende Puech e Achilles Ribeiro de Araújo(13).

Todos os serviços de ortopedia e traumatologia do país que formam ou pretendem formar residentes passam por uma avaliação minuciosa da SBOT. A SBOT tem publicado anualmente um programa de ensino e treinamento em ortopedia e traumatologia que contempla praticamente todas as áreas da especialidade. Na mesma publicação estão descritos o programa teórico mínimo, os métodos e as formas de avaliação a serem usadas.

Todos os residentes de ortopedia e traumatologia devem prestar anualmente uma prova que serve de avaliação do aprendizado que estão tendo. No final dos 3 ou 4 anos de residência médica ou treinamento em serviço credenciado, para que obtenham o título de especialista, devem submeter-se a uma prova que segue os moldes da que realiza pela Academia Americana de Cirurgia Ortopédica. Somente os aprovados recebem o título da SBOT.

No estatuto da SBOT em seu capítulo VII estão discriminadas as regras de como funcionam os comitês das subespecialidades que são as seguintes: Artroscopia, Asami Fixadores Externos, Cirurgia do Joelho, Cirurgia da Mão, Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Cirurgia do Pé, Ortopedia Pediátrica, Osteoporose e Doenças Osteometabólica, Patologia da Coluna Vertebral, Patologia do Quadril, Trauma Ortopédico, Trauma Desportivo e finalmente Tumores Músculo-Esqueléticos.

O profissional que já concluiu a residência dispõe de apoio continuado da SBOT. A sociedade tem uma comissão de educação continuada que cuida desta missão. Os sócios recebem jornal e revista da sociedade com artigos atualizados de autores dos diversos serviços nacionais. Anualmente se realiza o Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia e a cada 2 ou 3 anos os congressos das subespecialidades. Por fim, o grande recurso de atualização, surgiu com a possibilidade do sócio da SBOT acessar a área reservada do site da mesma na internet e obter gratuitamente artigos de revistas da área, livros e cursos on line e poder realizar qualquer pesquisa que deseje.

Para que a SBOT possa verificar e estimular a atualização, os profissionais podem, a cada 5 anos, requerer a revalidação do título de especialista seguindo regras pré-estabelecidas. Estas regras levam em conta participação em cursos e congressos, trabalhos apresentados, trabalhos publicados em revistas, estágios e outras atividades do gênero.

METODOLOGIA DE ENSINO EM ORTOPEDIA PELO MUNDO

A pesquisa feita no Pubmed, desde 1966, e nos últimos 10 anos da revista da Sociedade Brasileira de Ortopedia e traumatologia demonstra que este tema é atual, pelo menos como objeto de discussão na literatura.

Na Revista Brasileira de Ortopedia só dois artigos se referem a metodologia e ensino. Reis, Ciconelli e Faloppa se preocuparam em revisar a metodologia científica e descrevem os procedimentos necessários para o ortopedista realizar seu estudo e publicação(14). Figueiredo e Tavares- Neto mostraram a metodologia a ser seguida na pesquisa para análise secundária de dados relatados na literatura especializada(15).

Na pesquisa realizada no Pubmed, restrita à língua inglesa e a artigos com abstract, cruzando as palavras ensino, metodologia e ortopedia, pudemos selecionar 167 artigos de interesse no assunto, sendo que 23 deles relatamos a seguir.

Para Matzkin e cols.(16) o conhecimento do sistema músculo esquelético é essencial para prática da medicina. Os autores realizaram uma avaliação cognitiva entre 334 residentes, estudantes de medicina e profissionais de várias áreas médicas em Honolulu (Havaí) e concluíram que 79% dos participantes falharam no exame. Jones(17) também verificou ser insuficiente o ensino de ortopedia para os estudantes da universidade West Indies, de Barbados. Coady, Walker e Kay(18) acham que é necessário que primeiro se identifiquem as barreiras para o ensino da ortopedia, para posteriormente superá-las. Bulstrode e cols.(19) compararam a eficácia de rounds e conferências em ensinar trauma e ortopedia, e concluíram que são semelhantes. Mehlman e Farmer(20) acreditam que a tática de ensinar é simples: eficiência no tempo e ser cognitivamente desafiador.

Os cursos regionais de ortopedia organizados após pesquisa das deficiências locais são propostos por Harvey e Thomas(21) para o aperfeiçoamento dos profissionais.

Robertson e Giannoudis(22) chamam a atenção para o excessivo número de horas que um instrutor em cirurgia trabalha e acha que este problema deve ser equacionado. Somaseker e cols.(23) concordam com isto ser inadequado e que devem ser estabelecidas normas neste sentido. Ahn(24) refere que estudantes envolvidos em pesquisas nos programas de treinamento têm interesse futuro de se tornar pesquisadores.

Tillander(25) propõe a utilização de simuladores virtuais no treino de traumatologistas e também mostra que nestas simulações os cirurgiões se expõe menos a radiação e são mais rápidos que os estudantes. Farnworth(26) mostrou que também na prática diária os professores são mais rápidos quando fazem uma ligamentoplastia artroscópica do joelho comparados aos residentes. Isto é preocupante, pois o estudo de Sutherland(27) refere que 80% das cirurgias em trauma agudo na Inglaterra, podem estar sendo feitas por médicos em treinamento. O autor analisou o seu próprio hospital (Raigmore Hospital, Inverness, UK) e verificou qu 48% das cirurgias foram realizadas sem supervisor. Strom e cols.(28) afirmam que uma hora de treino em simulador de artroscopia não ajuda em melhorar a habilidade para realizar o procedimento real, mas acham o procedimento útil como uma das técnicas de ensino. Sinkov(29) pesquisou o interesse crescente pela internet e os sites ortopédicos verificando a tendência crescente de procurá-los. Wan, Gul e Darzi(30) avaliaram a teleconferência entre um hospital, onde fica o profissional sênior, e uma clínica, onde fica o residente, aplicando um questionário respondido por pacientes e profissionais envolvidos, sendo que 90% dos pacientes afirmaram que retornariam a consultas semelhantes. Os profissionais acharam satisfatória a experiência.

Blakemore, Hall e Biermann(31) verificaram o interesse das mulheres em fazer residência em ortopedia e viram que tem aumentado bastante, mas ainda são presentes em pequena quantidade se comparadas ao número de mulheres que se tornam médicas. Além das mulheres a presença de estrangeiros também chama a atenção de pesquisadores. Rinsky(32) conclui que os estrangeiros têm as mesmas habilidades e vontade de aprender que os americanos. Já Rankin(33) chama atenção para experiência de viver em outro país e ter contato com culturas diferentes. Um estudo na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia mostrou que a diversidade de profissionais de outros países não compromete a qualidade e afirma que, clínica e ideologicamente, a diversidade em ortopedia é boa para os pacientes e para o país(34).

Preocupado com a subspecialidade, Pinzur e cols.(35) acham que a maior parte das residências ortopédicas americanas não tem um comitê para ensino da cirurgia do pé e tornozelo, e que pelo menos um terço delas não têm sequer um membro de um comitê da área. Já Omer(36) conta que a cirurgia da mão só se desenvolveu após a 2a guerra mundial e guerra da Coréia, ganhando expressão com o primeiro exame para subespecialista nos Estados Unidos, em 1989.

Dirschl, Tornetta e Bhandari(37) lembram o crescimento da medicina baseada em evidência. Os mesmos autores afirmam que uma análise da literatura revela a importância de se ensinar as habilidades críticas, de se manter atualizado com artigos e de que estes devem ter aplicabilidade clínica. Assim reforçam a importância dos clubes de revista. Além dos periódicos, o uso de Handbooks podem ser uma opção, mas o seu uso deve ser racional. Na Inglaterra, 75% dos serviços de ortopedia têm ou estão organizando algum tipo de Handbook(38).

A indústria e seus fundos são o objeto de estudo de Wurth, Sherr e Coffman(39). Para eles as indústrias patrocinando pesquisas e ensino melhoram suas reputações, além de colocarem no mercado seus produtos.

O ensino do profissionalismo na ortopedia é absolutamente necessário para Cornwall(40). Já Peltier(41) coloca que com o crescente conhecimento o que deve ser ensinado aumentou e afirma, que por isso, os serviços de ortopedia devem ter especialistas de todas as subespecialidades. Na opinião do autor, os estudantes não têm mais acesso às conferências tradicionais e ainda rodam rapidamente pelas especialidades, sendo que escolhem somente algumas. Os especialistas, de todas as subespecialidades, poderiam apresentar melhor o conteúdo. Concluindo com a pergunta de quantos membros um serviço de ortopedia deve ter Rowley e cols.(42) também analisam o profissional e o profissionalismo na ortopedia. Apontam, para isso, 5 itens essenciais: respeito pelo trabalho, relacionamento, altruísmo, excelência e integridade.

Finalmente salientamos o estudo entitulado A curriculum for the ideal orthopaedic residency. Academic Orthopaedic Society, onde em 1994 a academia americana de ortopedia discutiu as características de uma residência ideal e que culminou com um questionário enviado para mais de 125 programas de residência. O resultado desta análise validou efetivamente um programa ideal para residências de ortopedia(43).

COMENTÁRIOS FINAIS

É importante acrescentar, aos estudos relatados, a vontade que o residente deve ter de aprender e o interesse que o especialista ou professor deve ter de ensinar, e obviamente, a necessidade de troca de conhecimento entre ambos. O ensino da ortopedia também sempre vai depender do paciente que ao mesmo tempo em que é tratado colabora no aprendizado do residente ou profissional que lhe trata. Sendo uma especialidade cirúrgica, o cuidado ético deve estar sempre presente. A curva de aprendizado é uma fronteira ética de difícil apreciação, pois se são necessários alguns casos para se aperfeiçoar a técnica, terá sido ético o tratamento dos primeiros pacientes? Esperamos que a tecnologia do século XXI possa interferir favoravelmente neste terreno. A bonita e longa história da ortopedia seguirá, ao longo deste século, enfrentando desafios crescentes com a velocidade tecnológica e a grande quantidade de conhecimento que está sendo adquirido.

No Brasil, o modelo de ensino atual em ortopedia e traumatologia, segue as regras da SBOT. A literatura pesquisada mostrou que o ensino de ortopedia e traumatologia é uma preocupação de diversos autores, estando estes em busca de respostas para que se possam estabelecer critérios a serem seguidos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Brakoulias V. História da ortopedia. [capturado 2005 nov 8]:[3 p.]. Disponível em: http://www.ortopediars. com.br/Site/content/historia/pg1.asp
2. Goodrich JT. History of spine surgery in the ancient and medieval worlds. Neurosurg Focus. 2004;16:E2.
3. Deshaies EM, DiRisio D, Popp AJ. Medieval management of spinal injuries: parallels between Theodoric of Bologna and contemporary spine surgeons. Neurosurg Focus. 2004;16:E3.
4. Kuz JE. The ABJS presidential lecture, June 2004: our orthopaedic heritage: the American Civil War. Clin Orthop Relat Res. 2004;(429):306-15.
5. Weber AL. History of head and neck radiology: past, present, and future. Radiology. 2001;218:15-24.
6. Haas LF. Wilhelm Conrad Von Rontgen (1845-1923). J Neurol Neurosurg Psychiatry. 2001;70:126.
7. Kirkup J. Foundation lecture. Fracture care of friend and foe during World War I. ANZ J Surg. 2003;73: 453-9.
8. Dougherty PJ, Carter PR, Seligson D, et al. Orthopaedic surgery advances resulting from World War II. J Bone Joint Surg Am. 2004;86-A:176-81.
9. Kieser CW, Jackson RW. Eugen Bircher (1882-1956) the first knee surgeon to use diagnostic arthroscopy.
Arthroscopy. 2003;19:771-6.
10. Woo SL, Thomas M, Chan Saw SS. Contribution of biomechanics, orthopaedics and rehabilitation: the past present and future. Surgeon. 2004;2:125-36.
11. Bayat A, Barton A, Ollier WE. Dissection of complex genetic disease: implications for orthopaedics. Clin Orthop Relat Res. 2004;(419):297-305.
12. Tan SK. From genesis to genes. Ann Acad Med Singapore. 2003;32:710-4.
13. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. História da SBOT. [capturado 2005 nov 8]:[2 telas] Disponível em: http://www.sbot.org.br/?acao= institucional/historia
14. Reis FB, Ciconelli RM, Faloppa F. Pesquisa científica: a importância da metodologia. Rev Bras Ortop. 2002;37:51-5.
15. Figueiredo GC, Tavares-Neto J. Estruturação de um banco de dados para análise secundária de informações em relatos ou série de casos. Rev Bras Ortop. 2001;36:407-11.
16. Matzkin E, Smith EL, Freccero D, et al. Adequacy of education in musculoskeletal medicine. J Bone Joint Surg Am. 2005;87-A:310-4.
17. Jones JK. An evaluation of medical school education in musculoskeletal medicine at the University of the West Indies, Barbados. West Indian Med J. 2001;50:66-8.
18. Coady DA, Walker DJ, Kay LJ. Teaching medical students musculoskeletal examination skills: identifying barriers to learning and ways of overcoming them. Scand J Rheumatol. 2004;33:47-51.
19. Bulstrode C, Gallagher FA, Pilling EL, et al. A randomised controlled trial comparing two methods of teaching medical students trauma and orthopaedics: traditional lectures versus the “donu tround”. Surgeon. 2003;1:76-80.
20. Mehlman CT, Farmer JA. Teaching orthopaedics on the run: tell me the story backward. Clin Orthop Relat Res. 2003;(413):303-8.
21. Harvey JR, Thomas NP. Regional orthopaedic coursesrationale and practice. Ann R Coll Surg Engl. 2004; 86:451-4.
22. Robertson A, Giannoudis PV. Excessive volume of trauma workload out of hours: is it really true? Injury. 2004;35:864-8.
23. Somaseker K, Shankar J, Conway KP, et al. Assessment of basic surgical trainees: can we do more? Postgrad Med J. 2003;79:289-91.
24. Ahn J, Watt CD, Greeley SA, et al. MD-PhD students in a major training program show strong interest in becoming surgeon-scientists. Clin Orthop Relat Res. 2004;(425):258-63.
25. Tillander B, Ledin T, Nordqvist P, et al. A virtual reality trauma simulator. Med Teach. 2004;26:189-91.
26. Farnworth LR, Lemay DE, Wooldridge T, et al. A comparison of operative times in arthroscopic ACL reconstruction between orthopaedic faculty and residents: the financial impact of orthopaedic surgical training in the operating room. Iowa Orthop J. 2001;21:31-5.
27. Sutherland AG, Brooksbank A, Parwez T, et al. Who actually does orthopaedic operating? J R Coll Surg Edinb. 1999;44:91-3.
28. Strom P, Kjellin A, Hedman L, et al. Training in tasks with different visual-spatial components does not improve virtual arthroscopy performance. Surg Endosc. 2004;18:115-20.
29. Sinkov VA, Andres BM, Wheeless CR, et al. Internetbased learning. Clin Orthop Relat Res. 2004;(421): 99-106.
30. Wan AC, Gul Y, Darzi A. Realtime remote consultation in the outpatient clinic-experience at a teaching hospital. J Telemed Telecare. 1999;5 Suppl 1:S70-1.
31. Blakemore LC, Hall JM, Biermann JS. Women in surgical residency training programs. J Bone Joint Surg Am. 2003;85-A:2477-80.
32. Rinsky L. Personal experiences with overseas volunteerism. Clin Orthop Relat Res. 2002;(396):89-97.
33. Rankin EA. Volunteer experience overseas. Clin Orthop Relat Res. 2002;(396):80-3.34. White AA 3rd. Justifications and needs for diversity in orthopaedics. Clin Orthop Relat Res. 1999;(362): 22-33.
35. Pinzur MS, Mikolyzk D, Aronow MS, et al. Foot and ankle experience in orthopaedic residency. Foot Ankle Int. 2003;24:567-9.
36. Omer GE Jr. Development of hand surgery: education of hand surgeons. J Hand Surg [Am]. 2000;25: 616-28.
37. Dirschl DR, Tornetta P 3rd, Bhandari M. Designing, conducting, and evaluating journal clubs in orthopaedic surgery. Clin Orthop Relat Res. 2003;(413):146-57.
38. Giddins GE, Kurer MH. The use of handbooks in orthopaedics. Ann R Coll Surg Engl. 1994;76(6 Suppl): 288-90.
39. Wurth GR, Sherr JH, Coffman TM. Orthopaedic research and education foundation and industry. Clin Orthop Relat Res. 2003;(412):54-6.
40. Cornwall R. Teaching professionalism in orthopaedic residency. J Bone Joint Surg Am. 2001;83-A:626-8.
41. Peltier LF. How many members must an orthopaedic department have to teach effectively? Clin Orthop Relat Res. 2001;(385):13-5.
42. Rowley BD, Baldwin DC Jr, Bay RC, et al. Professionalism and professional values in orthopaedics. Clin Orthop Relat Res. 2000;(378):90-6.
43. Mankin HJ, Mankin CJ, Akeson WH, et al. A curriculum for the ideal orthopaedic residency. Academic Orthopaedic Society. Clin Orthop Relat Res. 1997;(339):270-81.

Fonte: revistaseletronicas.pucrs.br

Dia do Ortopedista

19 de Setembro

História da Ortopedia

Introdução

A Ortopedia, como muitos especialidades, desenvolveu-se por uma necessidade. Uma necessidade de corrigir deformidades, restabelecer função e aliviar a dor. Os cirurgiões ortopédicos desenvolveram a habilidade de prevenir perdas importantes de função e, por outro lado, realmente prevenir mortes inevitáveis. Eles buscam a perfeição da sua arte, assegurando ao paciente alcançar sua melhor condição no menor período de tempo pelo método mais seguro possível.

A História é muito importante a qualquer cirurgião, particularmente o cirurgião ortopédico. O cirurgião ortopédico tem sido repetidamente atualizado com o avanço da tecnologia. Esta tecnologia deve ser aplicada à prática ortopédica, mas é melhor aplicado quando o cirurgião tem um conhecimento subjacente da história da sua arte. Ele deve estar atento ao modo de como, no passado os cirurgiões contribuíram para a Ortopedia e, sobretudo, dos enganos que eles cometeram no processo. O cirurgião que comete um engano previamente cometido por alguém antes dele seguramente é humilhado e é visto como pobremente educado. Da mesma forma, também é ele quem declara ter desenvolvido uma técnica que ninguém pensou antes (embora as chances são de que alguém tenha pensado o mesmo no passado).

Ao buscar o melhor caminho no avanço da Ortopedia, devemos, certamente prestar atenção à história da Ortopedia. O passado é nosso fundamento para desenvolvimentos futuros. Nós temos que construir sobre este passado para que nós possamos agir como um fundamento estável para gerações futuras.

ORTOPEDIA ANTIGA

HOMEM PRIMITIVO

Embora não tenhamos nenhuma informação histórica escrita, o homem primitivo nos provê com os seus fósseis. Estes mostram que a mesma patologia óssea existiu em tempos primitivos, conseqüente a uma causa ambiental que para muitas de nossas doenças atuais comuns parece improvável. Foram encontradas evidências de ossos fraturados em que a união aconteceu em um bom alinhamento. Se faz interessante perceber, como nos dá uma maneira ética na qual nós podemos ver os efeitos de tratamento nenhum, i.e. aplicando por instinto repouso e movimento precoce. É inevitável que em alguma fase, homem primitivo tenha criado um tala muito rudimentar, e que a partir daí, suas vantagens foram reconhecidas. O homem primitivo, provavelmente, também foi o primeiro a executar amputações cruas de membros e dedos, e trepanação de crânio.

EGITO ANTIGO

Corpos mumificados, pinturas e hieróglifos em parede, nos mostraram que as pessoas da era egípcia sofreram dos mesmos problemas que nós sofremos hoje. Eles também nos mostram algumas das práticas ortopédicas daquele tempo. Foram achadas talas em múmias feitas de bambu, cana, madeira ou late, acolchoadas com linho. Também há evidência do uso de muletas, com o mais antigo registro conhecido do uso de uma muleta que vem de uma escultura feito em 2830 AC na entrada de um portal na tumba de Hirkouf.

Talvez a fonte mais importante que descreve as práticas dos egípcios antigos vem de um papiro roubado de uma tumba em 1862. O papiro foi vendido então a um egiptologista americano chamado Edwin Smith e assim ficou conhecido como o papiro de Edwin Smith. O autor não é conhecido, mas acredita-se ter sido Imhotep. Imhotep foi visto como um gênio do seu tempo. Ele era médico, arquiteto, astrólogo, e primeiro ministro e não há nenhum conhecimento no Egito e Grécia, com alguma evidência que ele tenha recebido este reconhecimento só 100 anos depois da sua morte.

No papiro, o exame periférico foi descrito junto com a compreensão de que as pulsações refletem a ação do coração do qual os vasos vão para os membros. Neste papiro, os traumas foram classificados de acordo com a sua prognose em três categorias: uma doença que eles deveriam tratar, uma doença que eles deveriam combater e uma doença que eles não tratariam. O papiro também mencionou muitos casos e o tratamento efetuado. Estes incluem a redução de uma mandíbula deslocada, os sinais clínicos de trauma espinhal, de torcicolo, o tratamento de uma clavícula fraturada e também sinais e tratamento de outras fraturas. Secreção estava denominada " ryt ", que é presumivelmente o pus de osteomielite.

GRÉCIA ANTIGA

Muitos princípios a respeito de algumas doenças e seus tratamentos foram atribuídos aos antigos gregos. Eles podem ser considerados como os primeiros a usar uma abordagem científica, também foram os primeiros a documentar a sua história e seu desenvolvimento em detalhes. Homero sozinho no seu informe da guerra de Tróia, nos proporcionou uma percepção adequada para a compreensão de danos naquele momento e o tratamento usou para esses danos. A Ilíada também contém referências para várias deformidades. Os anatomistas gregos de Alexandria, durante o 3º século AC também era grandes contribuintes. Herophilus que é acitado ter praticado dissecação humana é considerado como o primeiro em dividir nervos em componentes sensório e motor e também o primeiro em distinguir artérias de veias. Hegetor também de Alexandria, mas de 100 AC, descreveu as relações anatômicas da articulação de quadril em detalhes, e foi o primeiro em registrar uma descrição do ligamentum teres.

No período entre 430 e 330 AC um texto grego muito importante foi coletado e é conhecido como o Corpus Hippocrates. Foi assim sido conhecido como o Pai da Medicina. Hippocrates nasceu na ilha de Cos em 460 AC e morreu em idade avançada em 370 AC. Ele é conhecido como tendo trazido à Medicina uma abordagem sistematizada e científica e como tendo definido, pela primeira vez, a posição e o papel do médico perante a sociedade. Embora séculos passaram, o juramento de Hippocrates sempre permanecerá centralizando as nossas práticas. Os vários volumes do “Corpo Hippocrates” tiveram relevância para a Ortopedia. Um volume é o primeiro sobre articulações. Aqui a luxação do ombro foi descrita junto com os vários métodos usados em sua nomeado depois de Hippocrates ter redução. Também havia seções que descrevem a redução de luxações acromioclavicular, temporo-mandibular, joelho, quadril e cotovelo. A correção de pé torto congênito foi descrita. O problema da infecção pós fraturas compostas foi descrito e foi tratado com cerate de lance e compressas de vinho sem enfaixamento enérgico. A exploração em qualquer fratura composta foi evitado.

Hippocrates teve uma compreensão completa das fraturas. Ele conheceu os princípios de tração e contra-tração. Ele desenvolveu tala especiais para fraturas da tíbia, semelhante a fixação externa. Hippocrates também desenvolveu o banco de Hippocratic ou " scamnum ". De todos os desenvolvimentos que Hippocrates nos deu, sua observação clínica cuidadosa e pensamento racional devem ser particularmente recomendados.

A ERA ROMANA

Embora os ensinos de Hippocrates tenham dominado o pensamento durante muitos séculos depois da sua morte, há vários outros colaboradores da Ortopedia merecedores de menção. Durante a era romana, havia outra respeitada figura grega, Galeno (129-199 AC). Ele era originalmente de Pergamo e lá se tornou um cirurgião de gladiadores antes de viajar para Roma. Galeno está freqüentemente chamado " o pai da medicina do esporte". Ele deu um bom informe do esqueleto e os músculos que o movem. Em particular, o modo que sinais são enviados do cérebro pelos nervos e para os músculos. Ele foi o primeiro a registrar um caso de costelas cervicais. Ele descreveu destruição de osso, seqüestro e regeneração em Osteomielite e algumas vezes executou resseção em tais casos. Acredita-se que Galeno foi o primeiro a ter usado os termos grego, kyphosis, lordosis e scoliosis para as deformidades descritas nos textos de Hipócrates. Ele também inventou vários métodos por corrigir estas deformidades.

Durante este período de Greco-romano, houveram também tentativas de prover próteses artificiais. Há relatos de pernas de madeira, mãos de ferro e pés artificiais. É dito que Sororifício retal de Ephesus foi e primeiro a descrever o raquitismo. Ruphus de Ephesus descreveu o cisto sinovial e o seu tratamento por compressão. É dito que Antyllus do 3º século praticou tenotomia subcutânea para aliviar contrações ao redor de uma articulação. É dito que ele usou sutura de linho e categute para procedimentos de thee. Também foram desenvolvidos várias brocas, serras e cinzéis durante este período.

A ERA ÁRABE

Outro grego nomeado o Paul de Aegina (625-690 D.C.) trabalhou em Alexandria e escreveu " O Epítome de Medicamento " que consistiu em sete livros baseado nos

textos de Hipócrates. O sexto livro tratou de fraturas e luxações. Com a invasão de Alexandria pelos muçulmanos, foram levados muitos grandes livros como estes e foram traduzidos no idioma árabe. A grande biblioteca de Alexandria estava queimada. Embora as práticas árabes foram consideradas como uma extensão desses dos gregos, o uso de gesso-de-Paris no l0º século era significativo. Com a adição de água a um pó de sulfato de cálcio desidratado foi produzido um material cristalino duro. Um persiano pelo nome de Abu Mansur Muwaffak descreveu a cobertura de gesso para fraturas e outros traumas ósseos dos membros.

Os Fundamentos da Ortopedia Moderna

Ainda não era chegado o século XII, quando a Europa começou a despertar das "Idades Escuras". Universidades e hospitais começaram a se estabelecer, houve a retomada da dissecação humana e os textos gregos começaram a ser traduzidos do árabe para o latim. Porém, até o século XVI, todos os desenvolvimentos permaneceram dentro da sombra lançada por Hipócrates.

AMBROISE PARE (1510-1590)

Dia do Ortopedista

Ambroise Pare é considerado como o cirurgião mais famoso do século XVI e " o pai da Cirurgia " francesa. Ele nasceu em Bourg Herent na França. Em 1532 tornou-se um aprendiz de um barbeiro-cirurgião parisiense, então trabalhou durante quatro anos na Santa Casa de Paris. Em 1541, ele se tornou um barbeiro-cirurgião mestre e fez alguns trabalhos como cirurgião do exército. Em 1564, ele publicou um trabalho monumental em Cirurgia, o "Dez Livros de Cirurgia". A primeira parte continha Anatomia e Fisiologia e a segunda, Cirurgia. Nesta, foram descritas muitas técnicas cirúrgicas, sendo uma das mais significativas, o uso de ligadura para grandes vasos em amputações. Também usou torniquete em suas amputações, para fixar os músculos retraídos com a pele, impedindo o fluxo de sangue e entorpecendo as sensações. Ele projetou uma grande variedade de fórceps, instrumentos e "braces" de todos os tipos. Com ajuda de fabricantes de armaduras, ele fez uma variedade de membros artificiais de ferro. Embora a maioria tenha sido cosmética, Pare projetou um colete para escoliose e uma bota para pé torto congênito.

NICHOLAS ANDRY (1658-1759)

Dia do Ortopedista

Andry era professor de Medicina da Universidade de Paris e Decano da faculdade de Física. Em 1741, com 81 anos de idade, publicou um livro famoso chamado “Orthopaedia: or the Art of Correcting and Preventing Deformities in Children". Contendo meios que podem ser facilmente postos em prática pelos próprios pais sobretudo o que é empregado na Educação infantil e na correção e prevenção de deformidades das crianças. Neste livro, Andry apresenta o termo Ortopedia que deriva das palavras gregas "reta" e "criança". Andry estava interessado em defeitos posturais e isto se refletiu pela sua famosa ilustração conhecida como " A árvore de André ". André acreditava que as deformidades do esqueleto se deviam à falta de postura e encurtamento muscular. Alguns consideram André como o Pai da Ortopedia, outros discordam fortemente por acreditarem que o seu trabalho não era científico e que a única contribuição dele foi o emprego da palavra Ortopedia.

THOMAS SYDNEHAM (1624-1689)

Dia do Ortopedista

Sydneham é comparado a Hipócrates porque seus escritos cobrem um vasto campo e se caracterizam por uma boa observação. Igualmente, ele também é conhecido como "o pai da medicina" inglesa. Nasceu em Winford Eagle, e estudou em Oxford e Montpellier. Ele sofria de Gota e escreveu uma excelente descrição da doença detalhando o ataque, as mudanças na urina e o vínculo com pedras renais. Ele descreveu o reumatismo agudo, a coréia, e as manifestações articulares do escorbuto e disenteria.

PERCIVAL POTT (1714-1788)

Dia do Ortopedista

Pott era de Londres e trabalhou no Hospital de São Bartolomeu, onde ele recebeu o diploma da Companhia dos Barbeiro-cirurgiões em 1763. Ele é melhor conhecido pela fratura que leva o seu nome a fratura, por ter feito uma boa descrição desta fratura de tornozelo. Em 1756, ele sofreu uma fratura. Era uma fratura composta oblíqua do terço distal da tíbia que sofreu caindo do seu cavalo. Ele recusou ser movido até que comprasse uma porta em que pudesse ser carregado, pois acreditava que o sacudir da carruagem iria aumentar o dano. A amputação imediata era normalmente administrada em tais traumas, mas na última hora amputação foi cancelada e o membro foi poupado. O mais famoso trabalho de Pott está relacionado à paraplegia da tuberculose espinhal onde ele acentuou que a condição não estava relacionada com a compressão da corda espinhal, mas associada a desordens dentro do parênquima nos pulmões. Isto é conhecido como o mal de Pott.

WILLIAM HEBERDEN (1710-1801)

Heberden nasceu em Londres onde trabalhava intensamente. Ele ficou conhecido por iniciar as Operações Médicas em 1766, mas ficou mais ainda pela sua descrição dos nódulos de Heberden.

JOHN HUNTER (1728-1793)

Dia do Ortopedista

Hunter trabalhou em uma fazenda de Lowland até os 20 anos de idade. Até os 32, ele era aluno e cirurgião domiciliar no Hospital de São Jorge em Londres e também trabalhou na sala de dissecção do seu irmão em Covent Garden. Na Guerra dos Sete Anos, ele serviu como um cirurgião militar. Montou um centro de pesquisa na Golden Square de Londres e ensinou e dissertou na Leicester Square até que uma angina o conduziu à morte. A contribuição de Hunter foi imensa, até mesmo pelos alunos que ensinou (por exemplo Abernethy, Chessher, Jenner e Philip Syng Physick). Hunter foi um aluno de Percival Pott. Embora ele tenha recebido uma pequena educação formal (distinto do seu irmão William, obstetra em . Hunter pôs a prática de cirurgia em uma fundação científica e estruturou seu desenvolvimento para o século XX. Sua declaração "Não pense, tente a experiência" inspirou gerações de cirurgiões modernos.

Muito dos conhecimentos de Hunter podem ser atribuídos à sua experiência militar e em animais. Ele descreveu como avaliar a força muscular em um músculo fraco. Em presença de doença ou trauma articular, preconizou a imobilização do segmento até que a inflamação seja controlada caso contrário pode se estabelecer uma contratura. Ele acreditava que a cura dependia em grande parte do poder inato do organismo, e que a tarefa do cirurgião era ajudar. Hunter acreditava que doença ósseas freqüentemente necessitavam ajuda mecânica. Ele estudou corpos livres articulares, pseudoartrose e consolidação de fraturas, onde ele descreveu a transformação do hematoma da fratura em calo fibrocartilaginoso, a deposição de osso novo, a trabeculação, o restabelecimento do cretal medular e a reabsorção do tecido ósseo em excesso. Hunter escreveu "A Treatise on the Blood, Inflammation and Gunshot Wounds" em 1794, e também fez tentativas de enxertia tecidual.

Sua coleção de espécimes (inicialmente em cima de 14,000 pertencentes a Pott - metade destruída no bombardeio de Londres) está na Faculdade de Cirurgiões, Londres. Descrevem o desenvolvimento dos vários sistemas do mais simples (insetos) ao mais complexo. É uma simples e inspiradora experiência visitar o museu e ver monumental contribuição de um homem para a cirurgia.

JEAN-ANDRE VENEL (1740-1791)

Jean-Andre Venel era um médico de Genebra que estudou dissecação em Montpellier com 39 anos de idade, e em 1780, estabeleceu o primeiro instituto de ortopedia do mundo, em Canton Waadt. Este foi o primeiro hospital que se ocupou especificamente do tratamento das deformidades esqueléticas de crianças incapacitadas. Venel registrou e publicou todos seus métodos e por isto ficou conhecido como o primeiro verdadeiro Ortopedista. Ele também é considerado como o pai da Ortopedia, já que o seu instituto agiu como um modelo para hospitais ao longo da Europa. Venel acentuou a importância de luz solar e fez várias órteses e aplicações nos seminários dentro do instituto.

WILLIAM HEY (1736-1819)

Dia do Ortopedista

William Hey nasceu em Pudsey perto de Leeds. Com 14 anos, ele já estava no aprendizado com um cirurgião e farmacêutico e quase morreu de uma overdose de ópio enquanto estudando seus efeitos. Ele foi o fundador da Cirurgia em Leeds e treinou no Hospital de S. George. Hey escreveu um livro sobre cirurgia que continha vários capítulos em Ortopedia. Ele descreveu a Osteomielite subaguda da tíbia e defendeu o tratamento aberto da lesão. Em 1773, Hey bateu o seu próprio joelho saindo do banho, e muitos atribuem a isto o seu interesse subseqüente em joelho. Ele criou a expressão "desarranjo interno do joelho ", e descreveu lesões meniscais. Hey descreveu também os corpos livres articulares e introduziu a amputação tarso-metatársica.

GIOVANNI BATTISTA MONTEGGIA (1762-1815)

Monteggia nasceu em Lago Maggiore e era um patologista de Milão que adquiriu sífilis ao cortar-se durante uma necropsia e se tornou um cirurgião e professor em Milão. Ele é particularmente lembrado pela sua descrição, em 1814 da fratura que leva o seu nome: a fratura de Monteggia.

ABRAHAM COLLES (1173-1843)

Dia do Ortopedista

Colles nasceu em Kilkenny, na Irlanda, de origem humilde. Não obstante, ele se tornou professor de Cirurgia na Faculdade de Cirurgiões em Dublin com a idade de 29 anos. Ele foi o primeiro a ligar a artéria subclávia, mas é mais conhecido pela descrição que fez da fratura de Colles, em 1814 (o mesmo ano que Monteggia).

BARÃO GUILLAUME DUPUYTREN (1777-1835)

Dia do Ortopedista

Dupuytren nasceu na França central. Ele foi seqüestrado quando menino por uma mulher rica de Toulouse por causa de sua beleza. Foi levado para Paris e educado, mas conviveu com grande pobreza ao longo dos seus estudos. Dupuytren tornou-se o Cirurgião-chefe na Santa Casa e trabalhou duro, tendo se tornado um homem muito rico. Ele era descrito como uma pessoa desagradável de se conviver, contudo o seu trabalho era agradável de ser lido. Ele foi caracterizado como "o primeiro entre os cirurgiões e o último entre os homens". Ele era um observador clínico preciso com um grande interesse em patologia. O nome de Dupuytren é associado com a contratura da fascia palmar e um tipo de fratura de tornozelo por ele descrita. Escreveu sobre muitos assuntos incluindo Luxação Congênito do Quadril, a origem de formação do calo, a exostose subungueal, o sinal de Trendelenburg, tenotomia em torcicolo e diferenciou osteossarcoma de "spina ventosa".

JAMES SYME (1799-1870)

Dia do Ortopedista

Syme nasceu em Edinburgh. Como estudante da Universidade de Edinburgh ele encontrou um meio de dissolver borracha. Syme abriu uma escola de Anatomia e depois abriu uma clínica privada muito próspera. Em 1833, ele se tornou Professor de Cirurgia em Edinburgh permanecendo no cargo até sua morte, (ele tinha feito um acordo com o seu predecessor de lhe pagar uma pensão caso se demitisse). Syme é conhecido por apresentar alternativas conservadoras às grandes amputações que eram levadas a efeito naquela época. Em 1831, ele lançou um brochura que detalhava casos onde poderiam ser usadas desarticulações em vez de amputação para articulações grotescamente atingidas, como na tuberculose e mesmo nos traumatismos. Em 1842, Syme descreveu uma amputação no tornozelo, que levou o seu nome e veio substituir as amputações abaixo do joelho, que eram uma prática comum naquela época.

SIR BENJAMIN BRODIE (1786-1862)

Brodie era uma figura nacional. Ele era cirurgião no Hospital St. George e um amigo da família Thomas (de Hugh Owen Thomas). Ele publicou o livro, "On the Diseases of Joints" em 1819 que se tornou por muitos anos uma referência popular. Em 1832, ele descreveu o abscesso ósseo crônico que mais tarde recebeu o seu nome. O paciente era um homem de 24 que tinha sintomas freqüentes na extremidade inferior da tíbia direita. Ao exame, Brodie achou uma cavidade cheia de pus e acreditou que trefinando-a, pudesse evitar uma amputação. Ele associou a presença de artrite com gonorréia e relacionou todas as desordens de quadril na criança à infecção. Em 1843, ele introduziu o exame aos aprendizes da Royal College of Surgeons para melhorar a educação e a reputação dos cirurgiões.

JOHN RHEA BARTON(1794-1871)

Dia do Ortopedista

Barton nasceu em Lancaster, Pennsylvania, E.U.A. Estudou no Hospital de Pennsylvania e depois trabalhou para Physick (o pai da Cirurgia americana) que, por sua vez, era discípulo de Hunter. Foi dito que Barton era ambidestro e que uma vez posicionado para uma operação, não mais se deslocava. Em 1826, ele executou uma osteotomia subtrocantérica do fêmur para corrigir uma deformidade de flexo-adução severa do quadril. Barton é mais conhecido pelas suas osteotomias corretivas inovadoras para articulações anquilosadas. Em 1834, Barton fixou uma patela fraturada e em 1835, ele descreveu a "fratura de Barton".

ROBERT WILLIAM SMITH (1807-1873)

Dia do Ortopedista

Smith nasceu em Dublin, onde também estudou e trabalhou. Tornou-se Professor de Cirurgia na Faculdade de Trinity em Dublin. Smith fundou a Sociedade de Patologia de Dublin com Colles, Graves, Corrigan e Stokes. Em 1847, escreveu o Smith um livro clássico chamado "A Treatise on Fractures in the vicinity of Joints, and on certain forms of Accidents and Congenital Dislocations". Aqui ele descreve a "fratura de Smith", e a deformidade de Madelung antes que Madelung a tivesse descrito. Em 1849, ele publicou "A Treatise on the Pathology, Diagnosis and Treatment of Neuroma". Dizia-se que este livro era tão grande, que quando aberto era maior que uma mesa de jantar comum. Smith escreveu detalhadamente sobre neurofibromatose, bem antes que von Recklinghausen o fizesse.

ANTONIUS MATHYSEN (1805-1878)

Dia do Ortopedista

Mathysen foi um cirurgião militar holandês que em 1851, inventou a atadura de gesso de Paris (Plaster of Paris - POP) que se tornou de fundamental importância na prática ortopédica. A partir desta data, a atadura gessada tornou-se o principal meio de imobilização das fraturas.

WILLIAM JOHN LITTLE (1810-1894)

Little foi educado no seminário Jesuítico em St. Omer. Ele tinha um pé torto paralítico. O tratamento em Londres era a amputação, entretanto, ele encontrou a cura na Alemanha através de tenotomia. Little foi um dos fundadores do Royal Orthopaedic Hospital. Ele publicou um detalhado relatório, em 1862, do então mal-compreendido grupo de crianças e adultos jovens deformados ou parcialmente retardados. Este tipo de paralisia espástica com paraplegia dos membros inferiores ficou então conhecido durante muitos anos como doença de Little.

JOSEPH LISTER (1827-1912)

Lister estudou no Hospital da Faculdade Universitária em Londres. Em 1853, ele se tornou o cirurgião do grupo de Syme, tendo então casado com a filha de Syme, e em 1854 tornou-se o cirurgião assistente da Enfermaria Real. Lister é conhecido pela introdução da Antissepsia. Foi a primeiro a aplicar ácido carbólico a uma fratura composta, em 1865. Logo ficou bastante claro que esta prática teve um efeito dramático na redução particularmente dos abcessos, piemia, gangrena hospitalar, erisipela e da mortalidade por amputação. Lister foi feito um baronete em 1883, e mais tarde, em sua vida foi pensado que tivesse tentado a aplicação direta do mofo do Penicillium diretamente a feridas.

JEAN-MARTIN CHARCOT (1825-1893)

Charcot era de Salpetriere em Paris e é conhecido mundialmente como o primeiro professor de Neurologia. Ele escreveu uma tese distinguindo Gota, Artrite reumática e Osteoartrite. Charcot também foi o primeiro a descrever a artropatia que leva o seu nome. As articulações de Charcot. Foi também o primeiro a escrever sobre Esclerose amiotrófica lateral, claudicação intermitente, esclerose disseminada, febre hepática intermitente e herpes zoster.

THEODOR KOCHER (1841-1917)

Dia do Ortopedista

Kocher nasceu em Berne e estudou em Berlim, Londres, Paris e Viena. Em 1872, ele se tornou Professor de Cirurgia em Berna. Kocher teve um grande interesse em Anatomia e em 1870, ele descreveu o método de redução para luxação de ombro, que leva o seu nome. Kocher escreveu um livro notável no qual ele detalhou diversas incisões cirúrgicas por ele desenvolvidas, como a via de acesso posterolateral do quadril. Desenvolveu vários instrumentos cirúrgicos, mas o seu principal interesse estava nas doenças da tiróide.

SIR JAMES PAGET (1814-1899)

Dia do Ortopedista

Paget foi diplomado no Hospital de São Bartolomeu, em Londres onde permaneceu para o resto da sua carreira. Foi em 1877 que Paget deu a primeira descrição do que ele chamou "osteíte deformante", e que mais tarde ficou conhecida como a doença de Paget. Notou a incidência aumentada de Osteossarcoma, do tamanho do crâneo e das deformidades (Um dos desenhos originais de Paget é mostrado). Paget também era um conferencista notável com um grande interesse em patologia de osso. Seu nome é associado a outros processos patológicos.

SIR WILLIAM MACEWEN (1848-1924)

MacEwen estudou em Glasgow e teve Syme e Lister como professores. A nova era da antissepsia lhe permitiu dar muitas contribuições à Cirurgia. Dentro das suas contribuições à Ortopedia, executou muitas osteotomias, tendo desenvolvido um osteótomo de peça única. O principal interesse de sua pesquisa era sobre o crescimento ósseo e em 1879 ele executou o primeiro dos seu pioneiros enxertos ósseos. A maioria dos seus enxertos foram executados em pessoas que tinham tido perda óssea, mas que mantinham função normal. Macewen também foi um pioneiro da neurocirurgia e da cirurgia cardiotorácica. Ele trabalhou em tumores cerebrais e abscessos e também executou a primeira pneumectomia.

Joel Goldthwait

Dia do Ortopedista

Joel Goldthwait (1867-1961) era outro do grande ortopedista de Boston. Ele tinha grande interesse em postura e em 1911, publicou uma laminectomia de L1 a S3 executada em um homem que apresentava ciática bilateral com paraplegia depois de um esforço de levantamento.

Provavelmente a figura mais importante ana virada do século era Sir Robert Jones (1855-1933). Realmente muitos argumentariam que ele foi o maior cirurgião ortopédico que o mundo já tinha visto. Dizia-se que quando Jones operava, o tempo parava. Jones era sobrinho do grande Hugh Owen Thomas e se tornou um dos seus aprendizes em Liverpool. Em 1896, Jones publicou o primeiro relatório do uso clínico de uma Radiografia para localizar uma bala num punho. Ele fundou várias associações e hospitais ortopédicos. Escreveu vários livros importantes como "Injuries of Joints" em 1915 e "Notes on Military Orthopaedics" em 1917. O seu livro-texto "Orthopaedic Surgery" é tido como o primeiro a ter lidado sistematicamente com a diagnose e tratamento de fraturas recentes. Na Primeira Guerra Mundial, Jones liderou a seção ortopédica das Forças Britânicas. Jones era defensor do transplante tendinoso, da enxertia óssea outros procedimentos conservadores e restaurativos.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Deve-se dizer que a guerra sempre desempenhou um papel importante na história da Ortopedia. Muitos de nossos maiores colaboradores foram os cirurgiões militares e é notável quanto aprendemos sobre os antigos ortopedistas gregos através da descrição feita por Homero da Guerra de Tróia. É interessante notar que muitas das realizações durante e depois de Primeira Guerra Mundial não estavam diretamente relacionadas a danos traumáticos recebidos a guerra. Porém, podemos dizer que a Ortopedia foi definitivamente vista como uma especialidade autônoma depois da Primeira Guerra Mundial e que esta foi a primeira grande guerra onde a utilização de técnicas assépticas estavam salvando muitos mais vidas que nas passadas.

Jules Tinel

Dia do Ortopedista

Jules Tinel (1879-1952), de Rouen e Paris, era um neurologista na Primeira Guerra Mundial e, em l917 descreveu o que hoje chamamos "sinal de Tinel", relacionado a trauma de nervos periféricos.

Uma percussão do nervo abaixo do local do trauma responde com "formigamento" se as fibras nervosas estiverem se regenerando. Se isto estiver ausente, o prognóstico é ruim.

Paul Budd Magnuson

Dia do Ortopedista

Paul Budd Magnuson (1884-1968) foi um americano que ajudou em serviços ortopédicos na Primeira Guerra Mundial. Isto, aliado à sua própria prática lhe deu muita experiência em trauma. Ele escreveu um livro texto chamado "Fraturas" e nele descreveu o debridamento completo da articulação do joelho para Osteoartrose, inclusive sinovite e outras lesões degenerativas. Isto envolvia a remoção de osteófitos, meniscos danificados e raspagem da cartilagem até o osso e, se necessário, estreitando a patella. Após a guerra, um americano pelo nome de Paul N. Jepson (1893-1949) continuou o bom trabalho de Volkmann e reproduziu contraturas isquêmicas em animais. No seu artigo, de 1921, ele escreveu que as contraturas poderiam ser evitadas através da descompressão cirúrgica. Em 1927, um russo chamou M. J. Arinkin introduziu a punção esternal como um procedimento diagnóstico quando tabalhava na Clínica Médica Militar em Leningrado. Isto pode ser aplicado no estudo de metástases ósseas.

Na série de grandes cirurgiões que sucederam Hugh Owen Thomas, veio Thomas Porter McMurray (1888-1949), que trabalhou para Robert Jones. McMurray nasceu em Belfast, mas trabalhou em Liverpool. A sua destreza cirúrgia era reconhecida: ele poderia remover um menisco inteiro em cinco minutos e desarticular um quadril em dez minutos! Em 1928, McMurray publicou um artigo sobre desarranjos internos do joelho. Nele, introduziu do sinal mpara rotura meniscal que leva o seu nome - sinal de McMurray. Uma operação que também levou o seu nome foi uma osteotomia com deslocamento para pseudoartroses do colo femoral e artrose de quadril.

Em 1932, Winthrop Morgan Phelps (1894 -) publicou um importante artigo sobre danos cerebrais pós-parto. Classificou os diferentes tipos, descreveu a variabilidade da sua etiologia e uma moderna abordagem na adinistração destes casos. Phelps era o professor de cirurgia de ortopediana Universidade de Yale e

diretor do Centro de Reabilitação de Crianças em Baltimore. Ele fez imensas contribuições ao tratamento de paralisia cerebral e estimulou a necessidade de um interesse maior nessa desordem.

Ricardo Galeazzi (1866-1952) de Milan tinha uma grande experiência em Luxação Congênita de Quadril e Escoliose Idiopática, mas e mais conhecido pela fratura de antebraço que descreveu em 1934. É a Fratura de Galeazzi que realmente é mais comum que a fratura de Monteggia.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

O conhecimento adquirido com as lutas da Primeira Guerra ajudou no tratamento das vítimas da Segunda Guerra Mundial. Nesta, houveram menos amputações executadas, menos gangrena, melhores meios de fixação das fraturas, sem esquecer da importância de penicilina (cujos efeitos foram descobertos por Sir Alexander Flemming em 1928). Os alemães precisavam de medidas rápidas para recolocar os seus soldados em condições de lutar e desenvolveram vários procedimentos de fixação de fraturas durante este período. Ao lado disto, também os americanos estavam contribuindo como nunca.

Willis Campbell

Dia do Ortopedista

Um destes americanos era Willis Campbell (1880-1941) de Memphis, Tennessee que era o principal defensor da artroplastia de interposição naquela época. Campbell usou um transplante autógeno livre de fascia alata dobrada sobre si mesma. Ele não buscava restabelecer a anatomia original, mas sim restabelecer a função. Campbell também era uma figura chave em enxertia óssea e executou um enxerto ósseo total encravilhado e fixado com com parafusos ósseos para pseudoartrose.

Gerhard Kuntscher

Dia do Ortopedista

Gerhard Kuntscher (1900-1972) serviu no exército alemão durante o Segunda Guerra Mundial e publicou o seu revolucionário procedimento dele nos primeiros meses de abertura da guerra. O seu trabalho se ocupou da fixação intramedular de fraturas da diáfise de ossos longos e o seu nome é associado com a haste.

Kuntsher foi prejudicado academicamente . A ele nunca foi oferecida uma cátedra.

Martin Kirschner

Martin Kirschner (1879-1942) era de Greifswald, Alemanha e também era conhecido pelos seus métodos de fixação, em particular para o Pino de Kirschner ou K-wire. Ele também executou a primeira embolectomiapulmonar com sucesso.

Sir Reginald Watson-Jones

Dia do Ortopedista

Sir Reginald Watson-Jones (1902-1972) era outra famosa figura de Liverpool. Durante Segunda Guerra Mundial, ele estava entre os principais professores em terapia de fraturas. Watson-Jones publicou "Fractures an Joint Injuries" em 1940 o qual permaneceu como uma referência padrão durante várias décadas tendo sido traduzido em muitos idiomas.

Albert J. Schein

Em 1942, Albert J. Schein (1910 -) de Nova Iorque, publicou um artigo papel que estabeleceu a doença de Gaucher como um específica e não muito rara causa de doença de quadril. Isto foi muito importante, pois muitos casos estavam sendo mal-diagnosticados como Doença de Perthes.

Austin T. Moore

Dia do Ortopedista

Também em 1942, outro americano, Austin T. Moore (189-1963) executou e noticiou a primeira substituição de quadril por uma prótese metálica. Pela primeira vez, ele tinha substituído a porção superior inteira do fêmur com uma prótese de vitallium. Tinha uma cabeça redonda, laçadas para inserção de músculos, e uma extremidade inferior que deslizava para o interior da diáfise fixando-se a ela. Com o passar dos anos, melhorou o desenho da prótese e a técnica cirúrgica. Em consequência, há um tipo de prótese chamado o Austin-Moore que ainda hoje é usado.

DEPOIS DAS GUERRAS

Nos anos que se seguiram à guerra, os cirurgiões ortopédicos buscaram aperfeiçoar o tratamento das fraturas, em particular com o uso de pinos metálicos e arames para fixação. Com a introdução de ligas que poderiam ser efetivamente usadas, houve também uma nova onda de próteses que foram desenvolvidas para o tratamento tanto de artrite como de fraturas problemáticas. O uso de antibióticos e de novos meios diagnósticos também facilitaram a prática ortopédica.

Knut Lindblom de Estocolmo

Em 1948, Knut Lindblom de Estocolmo, publicou a sua técnica de injeção direta nos discos intervertebrais lombares com tintura rádio-opaca. Isto reproduziu os sintomas se feito ao nível da lesão e mostrou a natureza da ruptura.

H. Lowry Rush

Em 1949, H. Lowry Rush (1879-1965) usou pinos de aço puro especialmente endurecido para tratat fraturas de ossos longos.

Sir John Charnley

Dia do Ortopedista

Em 1950, o grande Sir John Charnley (1911-1982) de Manchester escreveu um livro clássico na abordagem não-cirúrgica das fraturas, "The Closed Treatment of Common Fractures". Charnley é, entretanto, efetivamente reconhecido como o inovador da artroplastia total de quadril. Entre outras contribuições, o desenvolvimento de um cimento acrílico auto fixante para ancorar a prótese femoral e a cúpula acetabular. Charnley também estava interessado no atrito articular e substituiu o Teflon com o uso de polietileno de alta densidade. Muitas das artroplastias totais de quadril que ele executou nos anos 60 estão ainda sólidas e servindo efetivamente aos seus pacientes.

Como um australiano que estuda Ortopedia, é imperativo que eu adicionasse um grande cirurgião ortopédico australiano que também é um respeitável professor. Ronald Lawrie Huckstep (b.1926) formou-se no Middlesex's Hospital, em Londres (1952). Ele trabalhou então em Kampala, Uganda onde ele contribuiu enormemente para a nossa compreensão sobre poliomielite. Lá ele executou operações para melhorar as vidas das pessoas com severas deformidades congênitas ou adquiridas. A simplicidade de Huckstep também o conduziu desenvolver muitas talas e outros dispositivos úteis, como também métodos novos para fixação de fraturas. Ele é o inventor da Haste de Huckstep. Tornou-se o Professor de Cirurgia Ortopédica na University of New South Wales em 1973 e publicou três livros muito úteis desde então.

A preservação de padrões de cuidado e a independência de nossa profissão de interferências política ou comercial também é importante. Austrália foi afortunada nesta consideração por ter Bruce D. Pastoreie, (1932 -). Um grande Cirurgião Ortopédico que influenciou a maioria do jovens ortopedistas em Sydney, tendo estabelecido centros para o cuidado de crianças surdas e espasticas (The Sheperd Centre) e quase sòzinho preservou a prática privada na Austrália nos anos 80.

Universidade Federal do Amazonas

Fonte: www.sot.ufam.edu.br

Dia do Ortopedista

19 de Setembro

Introdução

Ortopedia é a especialidade direcionada para diagnóstico, tratamento, reabilitação e prevenção de lesões e doenças do sistema muscular e ósseo do seu corpo. Esse sistema complexo inclui seus ossos, articulações (juntas), ligamentos, tendões, músculos e nervos e permite que você se movimente, trabalhe e seja ativo.

No princípio voltada ao cuidado de crianças com deformidades na coluna e membros, agora a ortopedia cuida de pacientes de todas as idades, desde recém nascidos com pés tortos, passando por jovens atletas necessitando de cirurgias artroscópicas até idosos com artrite. Além de qualquer um poder quebrar um osso em qualquer idade.

Ortopedista

O seu ortopedista trata de problemas específicos de várias regiões do sistema músculo-esquelético:

Pescoço Ombro

Coluna Cotovelo

Cintura Mãos e Dedos

Músculos Tornozelo

Pés

O seu ortopedista possui qualificação para:

Diagnosticar sua lesão ou doença.

Tratá-la com medicações, exercícios, cirurgia ou outras formas de tratamento.

Recomendar reabilitação através de exercícios ou fisioterapia para restaurar movimento, força e função.

Realizar prevenção com informação e planos de tratamento para prevenir a lesão ou diminuir a progressão da doença.

Enquanto a maioria dos ortopedistas pratica a ortopedia geral, alguns, podem se especializar em tratamento do pé, mão, ombro, coluna, quadril e joelho. Outros em pediatria, trauma ou medicina do esporte. E, alguns podem se especializar em várias áreas.

O seu cirurgião ortopedista é um médico com treinamento intensivo em diagnóstico e tratamento de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético.

O seu ortopedista completou até 10 anos de educação formal:

Seis anos de estudo universitário.

Três anos de residência em um centro médico.

Um ano opcional de Educação Especializada.

Após estabelecer sua licença médica, o seu cirurgião-ortopedista foi aprovado com honras no exame oral e escrito da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

A cada ano, o seu ortopedista passa muitas horas estudando e participando de cursos de educação médica e congressos a fim de manter suas aptidões e conhecimentos ortopédicos atualizados.

Tratamento

Pacientes ortopédicos têm sido beneficiados por avanços tecnológicos como a substituição de articulações e a artroscopia, que permite ao ortopedista olhar dentro da articulação. A sua consulta com o Ortopedista irá começar com uma entrevista pessoal e um exame físico. Logo após, podem ser feitos testes diagnósticos como exame de sangue, raios-X ou outros exames complementares.

O seu tratamento pode envolver aconselhamento médico, medicação, gesso, talas, e terapias como exercícios ou cirurgias. Para a maioria das lesões e doenças ortopédicas existe mais do que uma forma de tratamento. O seu ortopedista irá discutir as opções de tratamento com você e irá ajudá-lo a escolher o melhor tratamento para lhe propiciar uma vida ativa e funcional.

O seu ortopedista é um médico com extenso treinamento em diagnósticos e tratamentos cirúrgicos e não-cirúrgicos do sistema músculo-esquelético, incluindo ossos, articulações, ligamentos, tendões, músculos e nervos.

Fonte: www.iof.com.br

Dia do Ortopedista

19 de Setembro

Ortopedia tratando da saúde dos ossos.

A ortopedia é a medicina responsável pela saúde dos ossos, articulações, ligamentos e músculos, resumidamente é a especialidade que cuida da saúde motora do ser humano, no dicionário o significado correto da palavra ramo da medicina que previne e corrige deformações naturais ou ocorridas no organismo e que inclui toda a cirurgia que envolve o sistema motor e realizam o tratamento de traumas causados por fraturas, torções, luxações…

No Brasil a ortopedia atua junto com a traumatologia e juntas formam uma única especialidade da medicina.

O ortopedista cuida de diversas doenças ósseas sendo elas traumáticas ou não, as traumáticas são as que não são provocadas por acidente ou algo do tipo, as não traumáticas são doenças que atingem o osso como câncer ósseo, luxação congênita (natural de nascença) e deformidades que precisam de tratamento médico, e as traumáticas são as que são provocadas por problemas não naturais como as fraturas e hérnia de disco.

Existem dois tipos de tratamentos na área da ortopedia, o tratamento clínico, que utiliza remédios que aliviem as dores e faz o uso da imobilização através do gesso, esse tipo de tratamento só é possível quando a fratura é fechada, que é quando o osso quebra, mas não rompe nenhuma pele ou ligamento; o outro tratamento é o cirúrgico que acontece quando o paciente sofre de grave fratura, que são as chamadas fraturas expostas, que é quando o osso quebra, mas devida a intensidade da fratura acaba rasgando a pele e ficando à mostra e rompe ligamentos e artérias provocando hemorragia, aí o médico realiza a cirurgia para colocar o osso no lugar e refazer os ligamentos.

Os locais mais comuns de atuação da ortopedia além de ser no atendimento médico são também no esporte, com acompanhamentos dos exercícios para que o atleta possa se manter saudável sem problemas físicos.

O último avanço da ortopedia foi a recolocação de membros perdidos, essas cirurgias ainda não são 100% eficazes, mas aos poucos as melhores ficam mais perceptíveis e além de ser um grande avanço é uma grande melhoria na vida dos pacientes que alguma forma tem algum membro amputado acidentalmente.

Fonte: www.portalmedicos.com.br

Dia do Ortopedista

19 de Setembro

Diz-se do especialista que exerce a ortopedia; Especialista em ortopedia"

O que é ser um ortopedista?

Ortopedista é o profissional da medicina especializado no diagnóstico e tratamento de lesões e disfunções no sistema locomotor, ou seja, nos músculos e ossos das mãos, braços, pés, pernas, coluna, quadril, etc.

É de responsabilidade desse profissional promover o tratamento e posterior reabilitação do sistema lesionado, além de zelar pelo bem-estar e pela prevenção de possíveis lesões.

No Brasil, a ortopedia está intimamente ligada à Traumatologia, que é a ciência que trata dos traumas no sistema locomotor, sendo assim, o ortopedista pode optar em se especializar também nessa área.

Quais as características desejáveis para ser um ortopedista?

Para ser um ortopedista é necessário que o profissional tenha gosto por ajudar as pessoas, e que, acima de tudo, se interesse pelos sistemas do corpo e por promover a saúde e o bem-estar de seus pacientes. Outras características desejáveis são:

Responsabilidade

Metodologia

Capacidade de observação

Capacidade de organização

Dinamismo

Agilidade

Raciocínio rápido

Facilidade de lidar com as pessoas

Capacidade de diagnóstico

Raciocínio lógico

Carisma

Qual a formação necessária para ser um ortopedista?

Para ser um ortopedista, antes de tudo, é necessário diploma de medicina de uma instituição reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura). Posteriormente deve ser feita uma especialização em ortopedia, com residência em hospitais e institutos especializados. Também pode ser feita pós-graduação em ortopedia, bem como mestrado e doutorado na área. O profissional pode optar, também, em se especializar em cirurgia ortopédica.

No Brasil, por as duas ciências estarem intimamente ligadas, geralmente, os ortopedistas optam pela especialização também em traumatologia. Quando se trata da área da saúde, quanto mais especializado e diplomado é o médico, mais conceituado e reconhecido é seu trabalho. Depois dos títulos, o profissional também pode participar de uma grande quantidade de convenções e congressos da área da saúde para procurar um desenvolvimento cada vez maior.

Principais atividades

Rrealizar consulta com o paciente

Coletar dados importantes sobre o paciente

Diagnosticar o problema acusado

Solicitar exames detalhados e específicos para descobrir as razões do problema

Elaborar o tratamento do paciente

Informar o paciente dos cuidados que deverão ser tomados durante o tratamento

Indicar uma equipe de fisioterapia que auxiliará a recuperação do paciente

Prescrever remédios e pomadas que deverão ser utilizados

Acompanhar a recuperação do paciente, observando os progressos do tratamento, recorrendo ao traumatologista, quando necessário

Áreas de atuação e especialidades

O ortopedista trabalha com o tratamento do sistema de locomoção, portanto, pode atuar em hospitais e casas de saúde públicos ou particulares, clínicas, consultórios próprios, academias, clubes e associações esportivas, etc.

Mercado de trabalho

Como em toda a área da saúde, o mercado de trabalho é amplo para o ortopedista, e a perspectiva é de crescimento. Isso por que, o Brasil ainda é um país carente de saúde pública e de atendimento público de qualidade, portanto há uma necessidade muito grande de profissionais qualificados. A área esportiva é muito promissora atualmente, pela grande quantidade de investimento que há, principalmente no futebol e pela necessidade de intenso tratamento para recuperação rápida do atleta.

Curiosidades

Nomes importantes na evolução do tratamento dos traumas e da ortopedia:

Nicolas Andry De Boisregard (1658-1742): seu nome também é grafado apenas como "Nicolas (ou Nicholas) Andry". Médico francês ao qual é atribuída a criação do termo "ortopedia". Em 1741 publicou um tratado com o título A Ortopedia ou a Arte de Prevenir e Corrigir, em Crianças, Deformidades do Corpo. O étimo do vocábulo (orthopédie em francês) é o grego orthós, "reto, direito", e país, paidós, "crianças".

Andry dedicou-se ao estudo dos distúrbios de postura, o que foi muito bem representado pelo seu famoso desenho conhecido como "a árvore de Andry", considerado como o símbolo da ortopedia. Andry acreditava que as deformidades esqueléticas eram causadas por erros de postura e pelo encurtamento dos músculos.

Nicolas Andry de Boisregard é considerado por alguns estudiosos como o "pai da ortopedia", porém a grande maioria discorda dessa homenagem por acreditar que o seu trabalho não era científico e que a única contribuição de real valor do médico francês foi a introdução da palavra "ortopedia".

Jean-André Venel (1740-1791): médico em Genebra (Suíça). Em 1780, criou o primeiro hospital do mundo dedicado à ortopedia, em Orbe, no Canton Waadt, na Suíça. Seu instituto dedicava-se especificamente ao tratamento das deformidades esqueléticas de crianças. Venel registrou e publicou todos os seus métodos. Ficou conhecido como "o primeiro ortopedista da história", sendo considerado "o verdadeiro pai da ortopedia".

Fonte: www.brasilprofissoes.com.br

Dia do Ortopedista

19 de Setembro

Embora não exista nenhuma informação histórica escrita, o homem primitivo nos provê com os seus fósseis. Estes mostram que os problemas ósseos que conhecemos hoje existiram em tempos primitivos, conseqüentes a causas ambientais que, para muitas de nossas doenças atuais comuns, parecem improváveis. Foram encontradas evidências de ossos fraturados em que a união aconteceu em um bom alinhamento. É inevitável que em alguma fase, homem primitivo tenha criado um tala muito rudimentar e, a partir daí, suas vantagens foram reconhecidas.

No Egito, foram achadas talas em múmias feitas de bambu, cana, madeira ou late, acolchoadas com linho. Também há evidência do uso de muletas, com o mais antigo registro conhecido do uso de uma muleta feito em uma escultura de 2830 a.C., na entrada de um portal na tumba de Hirkouf. Na Grécia, Hipócrates, considerado o pai da Medicina, sistematizou e compreendeu as fraturas.

O início do século XX pode ser considerado um marco decisivo para a Ortopedia. A descoberta dos Raios-X assinalou o começo dos anos 1900 e a própria Ortopedia começava a ser vista como uma especialidade autônoma.

Os ortopedistas cuidam de acidentados, tratam de problemas congênitos e salvam vidas. Precisa dizer mais?

Fonte: Sociedade de Ortopedia e Traumatologia do RS