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Dia do Professor de Educação Física

 

1º de Setembro

O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA PRÁTICA COMO AGENTE SOCIAL

Introdução

O presente trabalho situase em mais uma reflexão que pretende enfocar a Educação Física não apenas como uma disciplina ou atividade, mas também entendêla como uma proposta de caráter educativa e posicionála no âmbito escolar como tal. Entendese, portanto, uma educação comprometida com os alunos, possibilitando assim, atuar no sentido de melhorar, cada vez mais, na realidade em que os mesmos estão inseridos.

A Educação Física, identificada com o trabalho físico, cumpriu e vem realizando ao longo do tempo, um papel secundário no plano cultural..Com uma prática que sofreu influências de várias abordagens, com conteúdos das aulas constituindose basicamente de séries de exercícios mecânicos, repetitivos e exaustivos objetivando o condicionamento físico do corpo e a esportivização , que tornouse elemento da cultura corporal, predominando o exercício ginástico e posteriormente o esporte. Nesta concepção, visualizase as características dos papéis dos atores fundamentais envolvidos nesta atividade: instrutor e aluno. A esse respeito Bracht (1992, p.20) ressalta que a profissão do professor é a de “apresentar os exercícios, dirigir e manter a ordem e a disciplina e ao segundo compete repetir e cumprir a tarefa solicitada do instrutor”.

Posteriormente, as funções do então professorinstrutor e do alunorecruta passa para o de professortreinador e de alunoatleta, onde a socialização do professor é sinalizada pela atividade esportivista e tal comportamento é bastante notório nos dias atuais.

Verificase, entretanto, mesmo com todo o avanço tecnológico na área da Educação Física e da realização de debates nacionais, estaduais e municipais discutindo experiências profissionais que deram origem às várias abordagens metodológicas, muito importantes para o processo de legitimação da disciplina no currículo escolar, bem como do surgimento de várias publicações analisando e contextualizando a Educação Física escolar nos aspectos social, econômico e político, a ação pedagógica de muitos professores que atuam nesta área, ainda hoje reproduz os mesmos modelos de comportamentos acima citados.

Desta forma, o presente estudo, através de uma revisão bibliográfica, busca contribuir no sentido de propor uma reflexão sobre a Educação Física escolar enquanto componente que trata da cultura corporal e que possui um vasto repertório de manifestações culturais e que podem ser trabalhadas de forma contextualizadas e sistematizadas, onde não se objetive apenas a reprodução estereotipada e fragmentada do gesto ou movimento, mas que lhe seja dado um objetivo, para que essa ação corporal possa ter realmente um significado.

Partindo deste entendimento, devese buscar não apenas a dimensão motora do aluno, como objeto de estudo, de modo que os professores de Educação Física passem a tomar conhecimento da especificidade do seu papel como gestor social, e que não basta apenas propostas diferentes, pedagógicas, mais coerentes, democráticas e humanas.

É preciso colocálas em prática e tornálas mais bemsucedidas. Tratase então, de localizar em cada um destes aspectos da cultura corporal seus benefícios fisiológicos e psicológicos e suas probabilidades de utilização como instrumentos de comunicação, expressão, lazer e cultura.

Dia do Professor de Educação Física

À luz da educação física do movimento

Segundo Oliveira (1994, p. 25), o motivo que levou a Educação Física a ser introduzida na Escola é decorrente, principalmente dos benefícios proporcionados pelos exercícios físicos à saúde do praticante. Contudo, é necessária uma reflexão detalhada acerca dos envolvidos neste contexto, como também as questões técnicometodológicas, ou seja, o conhecimento específico da Educação Física Escolar.

Para que possamos entender esses problemas que inquietam a muitos no tocante postura do professor dentro de sua prática, fazse necessário um breve estudo da história da educação física no Brasil, bem como a política pedagógica do profissional que atua nessa área.

Dentre vários estudiosos, podemos destacar Ghiraldelli Júnior (1988, p. 16) quando resgata cinco tendências da educação física brasileira:

Educação física higienista – até o ano de 1930;
Educação física militarista – de 1930 a 1945;
Educação física pedagogicista – de 1945 a 1964;
Educação física competitivista – após o ano de 1964;
Educação física popular.

Em cada um desses períodos, existe uma concepção de mundo que se faz dominante nas diferentes épocas e determina quais e como serão seguidas as regras da classe dominante. Esta periodização, utilizada por Ghiraldelli Júnior, baseiase na pedagogia críticosocial dos conteúdos defendidas por Libâneo (1986) que, na classificação das tendências pedagógicas brasileiras, fornece subsídios para o entendimento de áreas concomitantes.

Para a concepção higienista, a saúde está em primeiro plano, não só como responsável pela constituição de homens e mulheres sadios, mas também como meio de sanar o problema da saúde pública através da educação: “... a educação física higienista não se responsabiliza somente pela saúde individual das pessoas. Em verdade, ela age como protagonista num projeto de assepsia social ...” (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 17). Para aprofundar o poder junto à sociedade, garantindo a relação ordem média versus norma familiar, os higienistas percebem que a questão básica reside no disciplinamento do corpo dos homens, que segundo Costa (1983, p. 179), “Viam na educação física um fator capital na transformação social: o benefício e a utilidade comum são o objetivo principal da ginástica; a prática de todas as virtudes sociais, de todos os sacrifícios mais difíceis e generosos são seus meios.”

Enquanto isto, a educação física militarista pretende estabelecer, na sociedade, padrões de comportamento estereotipados, próprios do regime de caserna: “... o objetivo fundamental (...) é a obtenção de uma juventude capaz de suportar o combate, a luta, a guerra. Para tal concepção, a educação física deve ser suficientemente rígida para elevar a Nação à condição de servidora e defensora da Pátria”.

Na visão pedagogicista (19451964) procurase identificar a educação física, não somente como uma prática capaz de promover saúde ou de disciplinar a juventude, mas como uma prática eminentemente educativa, que através da educação do movimento, é capaz de promover a educação integral. Preocupase com a juventude que freqüenta as escolas. A ginástica, a dança, o desporto são meios de educação do alunado, capazes de levar a juventude a aceitar as regras de convívio democrático e de preparar as novas gerações para o altruísmo, o culto a riquezas nacionais.

Na educação física (após 1964), prevalecem a competição e a superação individual, como valores fundamentais e desejados para uma sociedade moderna”. Voltase para o culto do atletaherói, ou seja, aquele que, não obstante todas as dificuldades, chega ao pódio: “Aqui a educação física fica reduzida ao ‘desporto de alto nível’. A prática desportiva deve ser ‘massificada’, para daí poder brotar os expoentes capazes de brindar o país com medalhas olímpicas. Educação física é sinônimo de verificação de performance.” (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 20).

Em tal perspectiva, embora não assuma, a educação física competitivista tornase agente das classes dominantes na tarefa de desmobilização popular. Tanto o desporto de alto nível, o desportoespetáculo, é oferecido em doses exageradas pelos meios de comunicação à população, como explicitamente, é introduzido, no meio popular, através de numerosas ações governamentais.

Em linha similar de pensamento, CUNHA (1987, p. 111) afirma que a filosofia proposta pelo governo militar, que toma o poder em 1964, tem como idéia central, no caso da educação física, a esperança de que “o estudante, cansado e enquadrado nas regras de um esporte, não teria disposição para entrar na política.” Como decorrência, o incentivo à participação dos jovens na área desportiva concretizase no oferecimento de bolsas de estudo, em todos os níveis escolares, àqueles que se sagram campeões, ao mesmo tempo em que se transmite à sociedade, em geral, a sensação de uma verdadeira igualdade social.

A educação física popular é a única concepção de educação física que, “paralela e subterraneamente, veio historicamente se desenvolvendo com e contra as concepções ligadas à ideologia dominante”. (GHIRALDELLI JÚNIOR, 1988, p. 21). Nesta concepção, procurase atender o maior número de pessoas para a prática de atividade física, sem qualquer distinção.

Ao estudar a história verificase que esta manifesta, via de regra, como algo articulado, em uma autêntica “descoberta” de fatos, nomes e datas, percebidos de forma esparsa, sem nexos. Esta maneira de compreender a história não permite o entendimento dos “porquês”, uma vez que concebe os fenômenos como prédeterminados, acontecimentos estes, gerados de forma espontânea.

Nesta concepção histórica, o tempo extrapola a simples cronologia para adquirir um caráter interpretativo do passado para a compreensão do presente, na busca da superação daquilo que denomina “naturalização, isto é, do que as coisas são assim porque têm que ser, sempre foram assim”. (ARANHA , 1989, p.58)

E é nesse contexto histórico do sistema educacional que a educação física é caracterizada como atividade que, por meios, processos e técnicas, desperta desenvolve e aprimora forças físicas, morais e cívicas. Adotada por um paradigma militarista, esta disciplina no Brasil, não conseguiu libertarse no quadro geral da educação brasileira.

Nesse sentido, o estudo da Educação Física Escolar no Brasil pode representar importante contribuição para a concepção críticoemancipatória, que merece atenção a proposta efetivada por Kunz (1993, p.86) perspectivando uma nova prática pedagógica que ajuda a desvelar os interesses e condicionantes sociais, ideológicos e mercantilistas que se encontram subjacentes, por exemplo, a Educação física orientada no esporte de rendimento.

Não se trata de ser contra às organizações das práticas desportivas no âmbito escolar. O que se propõe, é que esta prática deve ser aberta à participação de todos os interessados, sem a seleção de alguns por qualquer critério. .O impasse se configura na confusão que se estabelece entre a Educação Física e o treinamento desportivo “cujo princípio penso serem diferentes, por isso, não posso concordar com a simples substituição da primeira pelo segundo”. (VAGO, 1999, p.47).

Neste contexto, não se enfoca uma ênfase no aspecto pedagógico que envolve a aprendizagem, tão pouco, observase uma preocupação com os aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos que abrangem o esporte nos dias atuais e em toda a sua história, tanto no cenário social mais amplo quanto no âmbito escolar.

De acordo com Carmo (1989 p.72):

“a educação do corpo ou conhecimento do físico, tem sido cultivada há milênios, quer para fins esportivos quer para fins de sobrevivência... e ainda hoje é bastante utilizado tanto no ensino formal como no informal, pois percebese nitidamente que no desenvolvimento histórico de outros conteúdos (matemática, biologia), que a Educação física não acompanhou as modificações ocorridas nesta disciplinas e, sobretudo, no tocante à sistematização organizacional dos conteúdos veiculados”.

Nesse quadro, ao professor de Educação Física cumpre pois, dirigir e orientar os exercícios, organizálos em série, enfim, pelos processos vários de mensuração que provierem dos exercícios e dos inconvenientes que os determinam. Estes aspectos traduzem a realidade da Educação Física escolar brasileira. Observase que as semelhanças entre os pontos que caracterizaram a disciplina nos anos 40 e as atuais se devem principalmente “às tendências reprodutivistas e estereotipadas propagadas ao longo do tempo. CASTELLANI FILHO (1995, p.16)”.

Encontro com a consciência corporal

Segundo Monlevade (1986, p.15), partindo de um conceito amplo de educação na visão sociológica afirma que “a educação é um processo de transmissão e indução de cultura que se dá no convívio entre gerações numa determinada sociedade”. .Por transmissão, entendese o que se passa do patrimônio cultural de uma geração para a outra. Por indução compreendese o que se cria de novo no contexto dessas gerações. E na educação escolar ocorre o mesmo processo. Embora não seja o único, a escola é um lugar social privilegiado de e para a formação humana. Além do processo, ela suporta, por sua intencionalidade um projeto elaborado por atores que visam objetivos determinados e se organizam para tal.

Por isso, é necessário superar a ênfase de certas práticas e caracterizar a Educação Física de forma mais abrangente, incluindo as dimensões do ser humano envolvido em uma prática corporal. Fazêla diariamente tempo e lugar de produção de cultura – que problematize e transforme o conhecimento já construído, produzindo novos conhecimentos. Penso que “nossas posições e práticas em relação escola e particularmente em relação ao ensino da Educação Física , devem estar orientadas por essa realidade”. VAGO (1999, p.39)

De acordo com Freire (1994, p. 38) “corpo e mente devem ser entendidos como componentes que integram um único organismo. Ambos devem ter assento na escola”. Portanto, entendese a Educação Física como uma linguagem que integrase com outras linguagens e é essa articulação que deve se refletir na apropriação do conhecimento da cultura corporal de movimento.

Em seus estudos, Daólio (1995, p.36) afirma “que a natureza humana é ser um ser cultural, ao mesmo tempo fruto e agente da cultura”. Nesta proposição, o professor da disciplina Educação Física escolar tem uma função relevante a exercer, pois ocupa uma posição privilegiada para dar respaldo de cunho educativo e social junto aos seus alunos. É um propósito a ser alcançado por todos aqueles que acreditam e começam a perceber a importância de se recuperar o sentido humano do corpo.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998, p.29), a Educação Física deve ser entendia como:

“Uma área de conhecimentos da cultura corporal de movimento e a Educação Física escolar como uma disciplina que introduz e integra o aluno na cultura corporal de movimento, formando o cidadão que vai produzila, reproduzila e transformála, instrumentalizandoo para usufruir os jogos, os esportes, as danças, as lutas e as ginásticas em benefício do exercício crítico de cidadania e da melhoria da qualidade de vida”..

Notadamente a Educação Física Escolar deve dar oportunidades a todos os alunos para que desenvolvam suas potencialidades, de forma democrática, visando seu aprimoramento como seres humanos, em todas as suas dimensões. É nesse princípio de inclusão, que aponta para uma perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem que busca o desenvolvimento da autonomia, a cooperação, a participação social e a afirmação de valores. Pois a linguagem do corpo não pode e nem deve ser reduzida a um simples veículo de transmissão de informações e mensagens “de um ensinar e de um receber , porém objetiva firmarse como espaço de interlocução e construção de cidadania”. PCN + (2002, p.145)

Salientase, no entanto, que a mudança na prática educativa implica alterar concepções enraizadas e, sobretudo, enfrentar o cotidiano já existente. “Apontase, pois, para a existência de outros condicionamentos que não sejam apenas a do esporte e da aptidão física” . BORGES (2003, p.63)

Portanto, a busca de alternativas que apontam na direção da descobertas de propostas diferenciadas de ensino que possibilitem a todos a oportunidade de desenvolvimento pleno de suas pontecialidades.

O profissional da área da Educação Física é responsável pela formação de cidadãos em relação à transmissão de saberes sociais historicamente produzidos. Neste sentido, é que sua prática está intrinsecamente relacionada ao processo criador, perpassando assim, a simples transmissão de conhecimentos. Portanto, mudar a prática educativa implica alterar concepções enraizadas e, sobretudo, enfrentar uma gama de transformações importantes na forma costumeira do desenvolvimento das aulas.

O ensino de jogos, brincadeiras, esportes, lutas e ginásticas às vezes são insuficientes. A Educação Física da escola precisa ser diferente, pois é de outro contexto, com características e formas peculiares ”que não são vistas em outros espaços onde tais atividades são praticadas”. NEIRA (2003, p.2)

Partindo do pressuposto de que cada aluno é um ser singular e com um tempo próprio para aprender e que o mesmo se encontra, em relação aos demais, em nível diferente, referente ao processo de conquista e construção de seu conhecimento, é importante que o educando seja instigado e estimulado a adotar a situação de sujeito dessa construção.

Parece provável que os profissionais que atuam na área da Educação Física escolar se desvencilharem das posturas em que se constituem as rotinas da prática acrítica, reducionista e utilitária que caracterizou a Educação Física brasileira até o limar da década de 80, poderão de forma crítica, autônoma e coletiva construir esta nova perspectiva para as aulas de Educação Física em nossas escolas.

Conclusão

Com base nos estudos realizados verificouse que o conteúdo teórico e a prática pedagógica que os professores de Educação Física têm sobre cultura corporal restringemse à ginástica escolar, musculação e alguns esportes mais praticados no país. Nessa perspectiva há uma preocupação de ensinar capacidades e habilidades físicas, deslocadas de tudo aquilo que constitui o processo de transformação da natureza pelo trabalho, no qual se constrói o mundo da cultura.

A Educação Física é uma área de conhecimento que se constitui de uma variedade de atividades como; ginásticas, dança, lutas, jogos, esporte, atividades rítmicas, dentre outros. No entanto, as pesquisas realizadas por estudioso mostram que somente os aspectos acima citados são contemplados pelo profissional que atua nesta área. Nesta visão é possível generalizar que a Educação Física nas escolas está reduzida a uma parcela muito pequena das várias expressões que o corpo humano pode manifestar.

Nesse contexto, merece destacar os argumentos de Darido (l997, p.85):

“Todos os professores participam antes e durante o curso de graduação de jogos e campeonatos mais tradicionais. Essas experiências têm papel de destaque no desempenho profissional, por isso há resistência quanto à mudança da escolha dos conteúdos e dos métodos utilizados para o seu ensino”.

Com base nos resultados obtidos, percebese que um número significativo de professores não vem acompanhando as mudanças e inovações ocorridas na área em questão a partir da década de 80, época em que começou a surgir novas propostas para a Educação Física Escolar. Os estudiosos que tratam desta questão são unânimes em afirmar que os conteúdos desenvolvidos nas aulas devem privilegiar e abranger todas as formas de cultura corporal, um modelo de prática que possa oferecer meios para que os alunos reflitam sobre a questão da cultura corporal , permitindolhes uma autonomia nas referidas práticas.

Mudar esta realidade é uma questão de consciência. É de suma importância que o profissional que atua nesta área, examine a sua prática, os seus objetivos, a sua formação acadêmica. Temse que buscar sempre uma formação continuada, procurando novas informações, uma transformação de postura em sua prática pedagógica, colocandoa em benefício de uma melhor qualidade de vida do nosso alunado.

Essa visão leva a vislumbrar novos horizontes para a prática da Educação Física enquanto componente curricular, que pode romper com a educação unilateral ao contemplar o movimento humano como forma de expressão e sujeito que faz história e entender o ser humano não apenas em relação ao seu aspecto biológico, mas sim como um ser biológicosocial. Concepção essa, que tem como propósito o entendimento acerca da atividade e de sua importância frente ao desenvolvimento integral do educando.

Referências bibliográficas

ARANHA, Maria Luiza. A História da Educação. São Paulo: Moderna, 1989.
BORGES, Cecília Maria Ferreira. O professor de educação e a construção do saber. 3.ed. Campinas, SP: Papirus, 2003.
BRASIL MEC, SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino fundamental: Educação física. Brasília, 1998.
_____________ Parâmetros Curriculares Nacionais +, Ensino Médio; Orientações
Educacionais complementares dos Parâmetros Curriculares Nacionais.. Brasília: MEC; SEMTEC, 2002.
CARMO, Apolônio Abadio. Educação Física: competência técnica e consciência política de um movimento simétrico. Uberlândia: Editora da universidade Federal de Uberlândia, 1989.
CASTELLANI FILHO, Lino. Considerações acerca do conhecimento (re) conhecido pela educação física escolar. Revista Paulista de Educação FísIca Supl. 1, pp. 1017, 1995.
COSTA, Jurandir Freire. Metodologia do ensino de educação física.São Paulo: Cortez, 1992.
CUNHA, Luiz A; GÓES, Moacir de. Educação e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.
DARIDO, Suraya Cristina. Professores de Educação Física: procedimentos, acordos e dificuldades. RBCE, 18(3), maio/97.
FREIRE, João Batista. Educação de Corpo Inteiro:: teoria e prática da educação física. São Paulo: Scipione, 1994.
FREIRE, Paulo. A Educação como prática para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
GECRTZ, C. A. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Koogen, 1989.
GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. Educação física progressista: a pedagogia crítica dos conteúdos e a educação física brasileira. São Paulo: Loyola, 1988.
HILDEBRANDT, Reiner e LAGING, Ralf. Concepções abertas no ensino da educação física. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1986.
KUNZ, Elenor. Educação física: mudanças e concepções.In.: RBCE/CBCE, 10(1): 2832, set/1988.
MONLEVADE, João A C. de. Educação Pública no Brasil: contos e descontos. Ceilândia – DF: Idéia Editora, 1986.
NEIRA, Marcos Garcia. Educação física: desenvolvendo competências. São Paulo: Phorte, 2003.
OLIVEIRA, Vitor Marinho de. Consenso de conflito da educação brasileira. Campinas: Papirus, 1984.
SANTIN, Silvino. Educação física: da alegria do lúdico à opressão do rendimento. 2ed. Porto Alegre: Edições EST/ESEF, 1996.
SAVIANI, Demerval. A pedagogia históricocrítica: primeiras apresentações. 3ed. São Paulo: Cortez, 1992.
VAGO, Tarcísio Mauro. Início e fim do século xxi: maneira de fazer educação física na escola. Cadernos Cedes. São Paulo, ano XIX, n. 48, p. 3051, ago. 1999.

Fonte: www.ufpi.br

Dia do Professor de Educação Física

1º de Setembro

O dia do professor de educação física é, originalmente, celebrado no dia 15 de junho. Porém, com a regulamentação da profissão no dia 1º de setembro de 1998, criou-se uma polêmica.

Aqueles que são a favor da regulamentação – ou seja, que o Conselho Federal de Educação Física zele pela qualidade do serviço do profissional de educação física – querem que o dia seja mudado para 1º de setembro. Mas nada ainda está resolvido.

O importante é que a maioria dos profissionais nem sabe que existe um dia dedicado a eles.

Com a onda do culto ao corpo, os professores de educação física conseguem espaço no mercado de trabalho. O problema é que, muitas vezes, as academias contratam pessoas sem qualificação necessária, nivelando os salários por baixo. Basta o sujeito ser meio forçudo que acaba conseguindo o emprego, tomando o lugar de profissionais formados.

Um professor de verdade sabe que é preciso checar a respiração do aluno, conferir o batimento cardíaco, o cansaço, sempre evitando que ele ultrapasse o limite. Aquecimentos e movimentos corretos são preocupações constantes.

Dicas

A maioria dos alunos que opta por esse curso, tem paixões por atividades físicas ou por balé. Deve-se gostar de fazer ginástica desde pequeno e querer entender as mudanças do corpo. No curso, estuda-se o funcionamento do corpo humano em aulas de anatomia, inclusive com dissecação de cadáveres, biologia e fisiologia, entre outras disciplinas.

Com essa bagagem, pode além de dar aulas em academias, acompanhar pacientes de clínicas de obesidade ou de exercícios especiais.

Fonte: USP

Dia do Professor de Educação Física

1º de Setembro

Tudo começou quando o homem primitivo sentiu a necessidade de lutar, fugir ou caçar para sobreviver. Assim o homem à luz da ciência executa os seus movimentos corporais mais básicos e naturais desde que se colocou de pé: corre, salta, arremessa, trepa, empurra, puxa e etc.

CHINA

Como Educação Física as origens mais remotas da história falam de 3000 A. C. lá na China. Um certo imperador guerreiro, Hoang Ti, pensando no progresso do seu povo pregava os exercícios físicos com finalidades higiênicas e terapêuticas além do caráter guerreiro.

ÍNDIA

No começo do primeiro milênio, os exercícios físicos eram tidos como uma doutrina por causa das "leis de Manu", uma espécie de código civil, político, social e religioso. Eram indispensáveis às necessidades militares além do caráter fisiológico. Buda, atribuía aos exercícios o caminho da energia física, pureza dos sentimentos, bondade e conhecimento das ciências para a suprema felicidade do Nirvana, (no budismo, estado de ausência total de sofrimento).

O Yoga, tem suas origens na mesma época retratando os exercícios ginásticos no livro "Yajur Veda" que além de um aprofundamento da Medicina, ensinava manobras massoterápicas e técnicas de respirar.

JAPÃO

A história do desenvolvimento das civilizações sempre esbarra na importância dada à Educação Física, quase sempre ligados aos fundamentos médicos-higiênicos, fisiológicos, morais, religiosos e guerreiros. A civilização japonesa também tem sua história ligada ao mar devido à posição geográfica além das práticas guerreiras feudais: os samurais.

EGITO

Dentre os costumes egípcios estavam os exercícios Gímmicos revelados nas pinturas das paredes das tumbas.

A ginástica egípcia já valorizava o que se conhece hoje como qualidades físicas tais como: equilíbrio, força, flexibilidade e resistência. Já usavam, embora rudimentares, materiais de apoio tais como tronco de árvores, pesos e lanças.

GRÉCIA

Sem dúvida nenhuma a civilização que marcou e desenvolveu a Educação Física foi a grega através da sua cultura. Nomes como Sócrates, Platão, Aristóteles, e Hipócrates contribuíram e muito para a Educação Física e a Pedagogia atribuindo conceitos até hoje aceitos na ligação corpo e alma através das atividades corporais e da música. "Na música a simplicidade torna a alma sábia; na ginástica dá saúde ao corpo" Sócrates. É de Platão o conceito de equilíbrio entre corpo e espírito ou mente.

Os sistemas metodizados e em grupo, assim como os termos halteres, atleta, ginástica, pentatlo entre outros, são uma herança grega. As atividades sociais e físicas eram uma prática até a velhice lotando os estádios destinados a isso.

ROMA

A derrota militar da Grécia para Roma, não impediu a invasão cultural grega nos romanos que combatiam a nudez da ginástica. Sendo assim, a atividade física era destinada às práticas militares. A célebre frase "Mens Sana in Corpore Sano" de Juvenal vem desse período romano.

IDADE MÉDIA

A queda do império romano também foi muito negativo para a Educação Física, principalmente com a ascensão do cristianismo que perdurou por toda a Idade Média. O culto ao corpo era um verdadeiro pecado sendo também chamado por alguns autores, de "Idade das Trevas".

A RENASCENÇA

Como o homem sempre teve interesse no seu próprio corpo, o período da Renascença fez explodir novamente a cultura física, as artes, a música, a ciência e a literatura. A beleza do corpo, antes pecaminosa, é novamente explorada surgindo grandes artistas como Leonardo da Vinci (1452-1519), responsável pela criação utilizada até hoje das regras proporcionais do corpo humano.

Consta desse período o estudo da anatomia e a escultura de estátuas famosas como por exemplo a de Davi, esculpida por Michelângelo Buonarroti (1475 - 1564). Considerada tão perfeita que os músculos parecem ter movimentos. A dissecação de cadáveres humanos deu origem à Anatomia como a obra clássica "De Humani Corporis Fábrica" de Andrea Vesalius (1514-1564).

A volta de Educação Física escolar se deve também nesse período a Vitorio de Feltre (1378-1466) que em 1423 fundou a escola "La Casa Giocosa" onde o conteúdo programático incluía os exercícios físicos.

ILUMINISMO

O movimento contra o abuso do poder no campo social chamado de iluminismo surgido na Inglaterra no século XVII deu origem a novas idéias. Como destaque dessa época os alfarrábios apontam: Jean-Jaques Rousseau (1712-1778) e Johann Pestalozzi (1746-1827). Rousseau propôs a Educação Física como necessária à educação infantil. Segunde ele, pensar dependia extrair energia do corpo em movimento.

Pestalozzi foi precursor da escola primária popular e sua atenção estava focada na execução correta dos exercícios.

IDADE CONTEMPORÂNEA

A influência na nossa ginástica localizada começa a se desenvolver na Idade Contemporânea e quatro grandes escolas foram as responsáveis por isso: a alemã, a nórdica, a francesa, e a inglesa.

A alemã, influenciada por Rousseau e Pestalozzi, teve como destaque Johann Cristoph Friederick Guts Muths (1759-1839) considerado pai da ginástica pedagógica moderna.

A derrota dos alemães para Napoleão deu origem a outra ginástica. A turnkunst, criada por Friederick Ludwig Jahn (1788-1825) cujo fundamento era a força. "Vive Quem é Forte", era seu lema e nada tinha a ver com a escola. Foi ele quem inventou a barra fixa, as barras paralelas e o cavalo, dando origem à Ginástica Olímpica.

A escola voltou a ter seu defensor com Adolph Spiess (1810-1858) introduzindo definitivamente a Educação Física nas escolas alemãs, sendo inclusive um dos primeiros defensores da ginástica feminina.

A escola nórdica escreve a sua história através de Nachtegall (1777-1847) que fundou seu próprio instituto de ginástica (1799) e o Instituto Civil de Ginástica para formação de professores de Educação Física (1808).

Por mais que um profissional de Educação Física seja desligado da história, pelo menos algum dia já ouviu falar em ginástica sueca, um grande trampolim para o que se conhece hoje. Per Henrik Ling (1766-1839) foi o responsável por isso levando para a Suécia as idéias de Guts Muths após contato com o instituto de Nachtegall. Ling dividiu sua ginástica em quatro partes: a pedagógica - voltada para a saúde evitando vícios posturais e doenças, a militar - incluindo o tiro e a esgrima, a médica - baseada na pedagógica evitando também as doenças e a estética - preocupada com a graça do corpo.

Alguns fundamento ideológicos de Ling valem até hoje tais como o desenvolvimento harmônico e racional, a progressão pedagógica da ginástica e o estado de alegria que deve imperar uma aula. Claro, isso depende do austral e o carisma do profissional.

Um do seguidores de Ling, o major Josef G. Thulin introduz novamente o ritmo musical à ginástica e cria os testes individuais e coletivos para verificação da performance.

A escola Francesa teve como elemento principal o espanhol naturalizado Francisco Amoros Y Ondeano (1770-1848).

Inspirado em Rabelais, Guts, Jahn e pestalozzi, dividiu sua ginástica em: Civil e Industrial, Militar, Médica e Cênica. Outro nome francês importante foi G. Dêmey (1850-1917). Organizou congresso, cursos (inclusive o Superior de Educação Física), regiu o Manual do Exército e também era adepto à ginástica lenta, gradual, progressiva, pedagógica, interessante e motivadora.

O método natural foi defendido por Georges Herbert (1875-1957): correr, nadar, trepar, saltar, empurrar, puxar e etc.

A nossa Educação Física, a brasileira teve grande influência na Ginástica Calistenia criada em 1829 na França por Phoktion Heinrich Clias (1782-1854).

A escola inglesa baseava-se nos jogos e nos esportes, tendo como principal defensor Thomas Arnold (1795-1842) embora não fosse o criador. Essa escola também ainda teve a influência de Clias no treinamento militar.

A CALISTENIA

É por assim dizer, o verdadeiro marco do desenvolvimento da ginástica moderna com fundamentos específicos e abrangentes destinada à população mais necessitada: os obesos, as crianças, os sedentários, os idosos e também às mulheres.

Calistenia, segundo Marinho (1980) citado por Marcelo Costa, vem do grego Kallos (belo), Sthenos (força) e mais o sufixo "ia".

Com origem na ginástica sueca apresenta um divisão de oito grupos de exercícios localizados associando música ao ritmo dos exercícios que são feitos à mão livre usando pequenos acessórios para fins corretivos, fisiológicos e pedagógicos.

Os responsáveis pela fixação da Calistenia foram o Dr. Dio Lewis e a (A. C. M.) Associação Cristã de Moços com proposta inicial de melhorar a forma física dos americanos que mais precisavam. Por isso mesmo, deveria ser uma ginástica simples, fundamentada na ciência e cativante. Em função disso o Dr. Lewis era contra os métodos militares sob alegação que as mesmas desenvolviam somente a parte superior do corpo e os esportes atléticos não proporcionavam harmonia muscular. Em 1860 a Calistenia foi introduzida nas escolas americanas.

No Brasil dos anos 60 começou a ser implantada nas poucas academias pelos professores da A. C. M. ganhando cada vez mais adeptos nos anos 70 sempre com inovações fundamentadas na ciência. Sendo assim o Dr. Willian Skarstrotron, americano de origem sueca, dividiu a Calistenia em 8 grupos diferentes do original: braços e pernas, região póstero superior do tronco, póstero inferior do tronco, laterais do tronco, equilíbrio, abdômen, ombros e escápulas, os saltitos e as corridas.

Nos anos 80 a ginástica aeróbica invadiu as academias do Rio de Janeiro e São Paulo abafando um pouco a calistenia. Como na Educação Física sempre há evolução também em função dos erros e acertos. Surge então, ainda no final dos anos 80 a ginástica localizada desenvolvida com fundamentos teóricos dos métodos da musculação e o que ficou de bom da Calistenia. A ginástica aeróbica de alto impacto causou muitos microtraumatismos por causa dos saltitos em ritmos musicais quase alucinantes. A musculação surgiu com uma roupagem nova ainda nos anos 70 para apagar o preconceito que algumas pessoas tinham com relação ao Halterofilismo.

Hoje, sob pretexto da criatividade, a ginástica localizada passa por uma fase ruim com alguns professores ministrando aleatoriamente, aulas sem fundamentos específicos com repetições exageradas, fato que a ciência já reprovou, principalmente se o público alvo for o cidadão comum.

A EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL

Os índios - No Brasil colônia - Os primeiros habitantes, os índios, deram pouca contribuição a não ser os movimentos rústicos naturais tais como nadar, correr atraz da caça, lançar, e o arco e flecha. Na suas tradições incluem-se as danças, cada uma com significado diferente: homenageando o sol, a lua, os Deuses da guerra e da paz, os casamentos etc. Entre os jogos incluem-se as lutas, a peteca, a corrida de troncos entre outras que não foram absorvidas pelos colonizadores. Sabe-se que os índios não eram muito fortes e não se adaptavam ao trabalho escravo.

Os negros e a capoeira - Sabe-se que vieram para o Brasil para o trabalho escravo e as fugas para os Quilombos os obrigava a lutar sem armas contra os capitães-do-mato, homens a mando dos senhores de engenho que entravam mato a dentro para recapturar os escravos. Com o instinto natural, os negros descobriram ser o próprio corpo uma arma poderosa e o elemento surpresa. A inspiração veio da observação da briga dos animais e das raízes culturais africanas. O nome capoeira veio do mato onde entrincheiravam-se para treinar.

"Um estranho jogo de corpo dos escravos desferindo coices e marradas, como se fossem verdadeiros animais indomáveis". São algumas das citações de capitães-do-mato e comandantes de expedições descritas nos poucos alfarrábios que restaram. Rui Barbosa mandou queimar tudo relacionado à escravidão.

Brasil Império - Em 1851 a lei de n.º 630 inclui a ginástica nos currículos escolares. Embora Rui Barbosa não quisesse que o povo soubesse da história dos negros, preconizava a obrigatoriedade da Educação Física nas escolas primárias de secundárias praticada 4 vezes por semana durante 30 minutos.

Brasil República - Essa foi uma época onde começou a profissionalização da Educação Física.

As políticas públicas - Até os anos 60 o processo ficou limitado ao desenvolvimento das estruturas organizacionais e administrativas específicas tais como: Divisão de Educação Física e o Conselho Nacional de Desportos.

Os anos 70, marcado pela ditadura militar, a Educação Física era usada, não para fins educativos, mas de propaganda do governo sendo todos os ramos e níveis de ensino voltada para os esportes de alto rendimento.

Nos anos 80 a Educação Física vive uma crise existencial à procura de propósitos voltados à sociedade. No esporte de alto rendimento a mudança nas estruturas de poder e os incentivos fiscais deram origem aos patrocínios e empresas podendo contratar atletas funcionários fazendo surgir uma boa geração de campeões das equipes Atlântica Boa Vista, Bradesco, Pirelli entre outras.

Nos anos 90 o esporte passa a ser visto como meio de promoção à saúde acessível a todos manifestada de três formas: esporte educação, esporte participação e esporte performance.

A Educação Física finalmente regulamentada é de fato e de direito uma profissão a qual compete mediar e conduzir todo o processo.

Os passos da profissão:

1946 - Fundada a Federação Brasileira de Professores de Educação Física.

1950 a 1979 - Andou meio esquecida com poucos e infrutíferos movimentos.

1984 - Apresentado 1º projeto de lei visando a regulamentação da profissão.

1998 - Finalmente a 1º de setembro assinada a lei 9696 regulamentando a profissão com todos os avanços sociais fruto de muitas discussões de base e segmentos interessados.

Literatura Consultada:

1) Costa, Marcelo Gomes - Ginástica localizada. Ed. Sprint, 2ª edição, R.J.1998.

2) Silva N.Pithan Atletismo Ed. Cia Brasil editora 2ª Ed. São Paulo

3) Steinhilber, Jorge. Profissional de Educação Física Existe? Ed. Sprint, Rio de Janeiro R.J. 1996.

Fonte: www.cdof.com.br

Dia do Professor de Educação Física

1º de Setembro

A regulamentação do profissional de Educação Física veio da necessidade de compreender a profissão como uma atividade que se preocupa com a saúde e formação do cidadão, um conhecimento cientifico para o desenvolvimento salutar do homem.

São nove anos da promulgação da Lei nº 9.696/98, que nos levou para a legalidade nos quadros das profissões, e menos de oito de efetivo trabalho do CONFEF /CREF.

Alguns dos senhores devem estar se perguntando o porquê da importância desta data e de um Conselho.

O sistema CONFEF/CREF tem a atribuição de normatizar, orientar e fiscalizar o exercício profissional em Educação Física em todas as manifestações das atividades físicas, desportivas e similares, tornando-se desta forma, o órgão de defesa do consumidor nesta área.

Longe de representar uma exigência burocrática ou corporativista, como poderia parecer numa visão cômoda e imediata, a exigência legal tem objetivos sociais.

Antes da regulamentação, alguns atletas graduavam-se em Educação Física, contudo, muitos se diplomavam em outras áreas profissionais a despeito de atuarem como “professores” de esporte.

A legalização da profissão e o conseqüente reconhecimento social do Profissional de Educação Física, vinculado à necessidade de conhecimentos científicos e pedagógicos e à responsabilidade ética, além, é claro, dos conhecimentos técnicos para o adequado desempenho na área da atividade esportiva, incentivou grande número de atletas a ingressarem nas Instituições de Ensino Superior de Educação Física.

Aqueles que utilizam os serviços dos Profissionais de Educação Física em academias e escolas e aprenderam o valor da atividade física para a sociedade moderna, devem procurar profissionais credenciados com registro no CONFEF/CREF, exigindo qualidade, como também se unir nas próximas eleições, no sentido de eleger candidatos comprometidos de fato com a atividade física e melhoria da qualidade de vida do cidadão brasileiro.

Tudo passa pela política, para se conquistar espaços é necessário participar ativamente dela, abandonar o sedentarismo não só físico, mas também mental e político.

Mais que um preceito constitucional garantido a cada cidadão brasileiro, é um direito a qual todos devem ter acesso em busca de uma vida melhor e mais sadia.

Cabe ao Estado, de acordo com o artigo 217 da Constituição da República de 1988, a tarefa de transformar em realidade este compromisso sagrado com o povo brasileiro.

Hoje, temos um Conselho atuante que tem a missão de lutar por uma categoria referendada por mais de 130 mil profissionais que não fugiram de sua missão de participar de forma efetiva da luta por uma Educação Física melhor.

Nossa atenção está voltada para a defesa da sociedade. Nesse sentido, promovemos e realizamos o Fórum Nacional de Preven­ção Integrada na Área de Saúde, com apoio dos Ministérios do Esporte e da Saúde e com participação da maioria dos Conselhos Profissionais das áreas em questão.

São muitos os que honram a Cédula de Identidade Profissional, legitimando a Categoria.

A eles os nossos cumprimentos e agra­decimentos.

Fonte: www.crefsergipe.org

Dia do Professor de Educação Física

1º de Setembro

A prática de exercícios de forma orientada, respeitando-se a idade, biótipo, estado de saúde e condição física de cada pessoa é sempre desejável.

O melhor condicionamento físico e bem-estar é uma meta desejável para todos os indivíduos. Mas isso só pode ser conseguido com a orientação de um profissional de Educação Física credenciado.

Com a onda do culto ao corpo e melhoria da qualidade de vida, os professores de educação física conseguem espaço no mercado de trabalho.

O problema é que, muitas vezes, as academias contratam pessoas sem qualificação necessária, nivelando os salários por baixo.

Basta o sujeito ser meio forçudo que acaba conseguindo o emprego, tomando o lugar de profissionais formados.

Um professor de verdade sabe que é preciso checar a respiração do aluno, conferir o batimento cardíaco, o cansaço, sempre evitando que ele ultrapasse o limite.

Aquecimentos e movimentos corretos são preocupações constantes.

Nosso dever, nossa responsabilidade ética para com a sociedade, é lutar não só pelo direito constitucional de cada cidadão à prática de atividades físicas, nas academias, escolas e demais tipos, mas para que esse direito seja garantido através da orientação e dos serviços prestados por Profissionais de Educação Física

Fonte: www.meionorte.com

Dia do Professor de Educação Física

1º de Setembro

Dia 1º de setembro é uma data comemorativa para os profissionais de Educação Física.

Onze anos já se passaram, e desde 1998, esta profissão vem tomando o seu espaço e promovendo melhoria na saúde da população.

A comemoração do dia do professor de educação física acontece no dia 1º de setembro devido ao fato de a profissão ter sido regulamentada pela lei federal nº 9.696/98 e publicada na mesma data.

Apesar de ser uma profissão recente, o campo de trabalho dos profissionais de educação física cresceu bastante nos últimos anos, deixando de atuar apenas em escolas e academias.

Hoje eles podem atuar de forma individual e independente, fazendo o seu próprio horário de trabalho e atendendo pessoas em casa, por exemplo.

A rede de trabalho neste ramo é bastante abrangente.

Dia do Professor de Educação Física

São, em média, 270 áreas de atuação, destacando-se:

O trabalho de educadores físicos em hospitais

Clínicas

Grandes clubes esportivos

além dos professores personalizados (personal trainers), que desenvolvem programas de condicionamento físico, voltados para o emagrecimento, aumento de massa muscular, resistência cardiorrespiratória, aumento da força e flexibilidade.

No âmbito escolar, estes profissionais têm a responsabilidade de prescrever atividades físicas que despertem aspectos relevantes a formação das crianças, como a coordenação motora, agilidade, força e resistência.

Seja o lugar e a área de atuação que estes profissionais escolham, é importante ressaltar que tanto nas escolas, academias, hospitais ou, até mesmo, na casa das pessoas, o professor de educação física sempre deve visar o bem-estar e qualidade de vida de quem está a sua volta.

Fonte: www.portaleducacao.com.br

Dia do Professor de Educação Física

1º de Setembro

Lei nº 11.342, de 18º de agosto de 2006

Dispõe sobre o Dia do Profissional de Educação Física.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o dia 1º de setembro como o Dia do Profissional de Educação Física.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Dia do Professor de Educação Física

Brasília, 18 de agosto de 2006; 185º da Independência e 118º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Fonte: www.educacaofisica.com.br

Dia do Professor de Educação Física

1º de Setembro

Parabéns a todos os profissionais da área de educação física. Apesar do pouco reconhecimento, somos responsáveis pelos momentos mais incríveis na vida das pessoas e essa é a melhor parte, a alegria no rosto de cada um.

Quer saber o por quê?

É o professor de educação física que te anima na hora de esquecer o que passou no dia cansativo, e até paga sapo quando a preguiça vai tomando conta. Tudo para o seu bem, é claro!

É o professor de educação física que te auxilia na hora de conseguir o corpo perfeito. Com uma "paciência de jó".

É o professor de educação física que te ajuda a enfrentar os primeiro medos.

É o professor de educação física que te auxilia nas suas primeiras competições.

E fica todo orgulhoso dos seus resultados. Afinal, toda aquele "sapo" serviu pra alguma coisa.

É o professor de educação física da galera que se preocupa com o peso dos amigos.

Enfim, é o professor de educação física que se emociona com suas histórias e agradece quando você percebe que nunca é tarde para cuidar da saúde.

Parabéns, queridos colegas!

Fonte: simpessoas.blogspot.com