Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Dia Nacional da Cachaça  Voltar

Dia Nacional da Cachaça

Dia Nacional da Cachaça

Dia Nacional da Cachaça

Data relembra rebelião de produtores contra a Coroa Portuguesa.
Brasil tem hoje 40 mil produtores da bebida.

Pedro Triginelli e Flávia Cristini Do G1 MG

A data foi criada pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) em 5 junho de 2009, durante a feira Expocachaça, em Belo Horizonte. Apesar de os produtores e o instituto comemorarem o dia, ele ainda é um projeto de lei, que tramita na Câmara dos Deputados.

Dia Nacional da Cachaça
Produção de cachaça em Minas e no Brasil está cada vez mais diversificada. (Foto: Flávia Cristini/G1)

• De acordo com dados do Ibrac, hoje no Brasil, existem 40 mil produtores de cachaça, sendo que 99% são micro ou pequenos produtores. Ainda segundo o instituto, existem quatro mil marcas de cachaça no país, que contribuem com 600 mil empregos diretos e indiretos. No ano passado, o país exportou 10,8 milhões de litros da bebida. Os principais compradores foram Alemanha, Estados Unidos, Portugal e França.

A cachaça é considerada símbolo da identidade do povo brasileiro. A justificativa pode ser buscada na história. Em 1660, uma rebelião de produtores que ficou conhecida como Revolta da Cachaça foi determinante para que a Coroa Portuguesa legalizasse a produção e comercialização da bebida. A liberação acontece justamente em 13 de setembro de 1661. O folclorista e professor Carlos Felipe, presidente da Comissão Mineira de Folclore, explica que a proibição era uma forma de incentivar o consumo da bagaceira, bebida produzida pelos portugueses a partir do bagaço da uva. “A elite bebia a bagaceira, o vinho. Para os escravos, era jogado o restolho da cana de açúcar, que era a cachaça”, diz.

De acordo com o folclorista, as primeiras referências históricas dão conta de que a produção da cachaça começou no Rio de Janeiro e na Bahia. “No século 16, já há relatos da bebida fabricada do restolho da cana. A cana não utilizada na produção de açúcar era colocada para fermentar e consumida alambicada, isto é, esquentada e filtrada. Esse produto era para bebida de escravos, dava energia para eles”, conta.

Produção em Minas

Em Minas, estado hoje com tradição na arte da cachaça artesanal, a produção começa mais tarde, na segunda metade do século 17. “A partir do final do século 17 e durante o século 18, Minas era a província mais populosa, inclusive de população escrava. Havia o maior consumo de bebidas e esse consumo era abastecido por bebidas feitas na terra. A cachaça era produzida no fundo de quintal. Era mais fácil fazer a cachaça que trazer vinhos de Portugal. Para atender essa demanda, fabricava-se muita cachaça. Aos poucos, virou um produto típico de Minas Gerais”, explica.

A cachaça Germana, marca produzida há mais de 26 anos em Nova União, região central de Minas, chega a produzir 300 mil litros da bebida por ano. O gerente comercial da marca, Márcio Gomes, disse que eventos como o Dia Nacional da Cachaça são muito importantes para mostrar o valor desta bebida que é genuinamente brasileira.

Segundo Gomes, uma das maiores conquistas da Germana foi a criação de uma casa noturna para divulgação da marca. “O Alambique foi criado para divulgar nossa cachaça. Ele cresceu e hoje é uma casa noturna para 25 mil pessoas. Isso é uma conquista muito importante”, disse.

Quem faz parte deste mercado e consegue manter o ritmo da produção e a qualidade, se mostra entusiasmado. O produtor da cachaça Rainha do Vale, feita há mais de 15 anos em Minas, explica que o segredo para uma cachaça de qualidade está na paixão dos produtores. “O produtor mineiro é um apaixonado pelo que faz. Esse carinho na hora da fabricação é que assegura a existência da cachaça mineira. Os pequenos detalhes fazem a diferença”, disse Márcio Vieira de Moura, que chega a produzir 70 mil litros da bebida por ano.

Moura não revela o segredo para conseguir uma bebida de qualidade, mas diz que os quatro passos da fabricação da cachaça, matéria-prima, fermentação, destilação e o armazenamento, devem ser feitos com muita paciência e cuidado para que tudo saia como o planejado.

Dia Nacional da Cachaça
Na hora de servir, o copo pode fazer a diferença, segundo apreciadores da cachaça (Foto: Flávia Cristini/G1)

Bom negócio

Ronaldo Garcia não produz cachaça, mas revende há 17 anos. Em duas barracas no Mercado Central de Belo Horizonte, ele tem para oferecer mais de 300 marcas. “Temos o belo-horizontino e o turista como cliente. O pessoal de fora que vem a Minas sempre leva uma cachacinha”, conta. Muitas da marcas revendidas vêm da região do norte de Minas, em que se destacam na produção cidades como Salinas, Januária e Buenópolis.

Com tantos anos de prática, Garcia também é um grande apreciador e diz não dispensar uma dose no fim de semana. Para o sabor ser ainda melhor, um detalhe pode fazer toda a diferença. “Tacinha de cristal, que veio lá de Santa Catarina”, mostra o comerciante. Segundo ele, a boca da taça no formato mais aberto faz com que o cheiro forte do álcool não atrapalhe na hora de degustar a cachaça.

Dia Nacional da Cachaça
Ronaldo Garcia Filho e o pai revendem cachaça há 17 anos. (Foto: Foto: Flávia Cristini/G1)

O conhecimento adquirido sobre a bebida foi passado para o filho, que o acompanha desde os 15 anos. “Não comecei a beber nessa idade”, brinca Ronaldo Garcia Filho. Ele demonstra conhecimento sobre o assunto e dá três dicas para reconhecer quando a bebida é de qualidade. “Ao balançar o copo tem que dar para ver a oleosidade. A boa cachaça não pode queimar a garganta e, antes de engolir, é preciso deixar a bebida circular na boca”, disse Garcia Filho. A cachaça mineira não é importante apenas para seus produtores, revendedores e consumidores. O turismo está crescendo, principalmente pelas realizações de eventos e inovações, como, por exemplo, o Museu da Cachaça.

De acordo com a assessora de comunicação da Secretaria Estadual de Turismo, Roberta Andrade, em Minas Gerais, a cachaça artesanal se consolidou como um dos principais produtos da produção associada ao turismo. “Os museus da cachaça são de extrema importância, pois resgatam a história, o modo antigo de produção, os costumes e as tradições do estado, além de representar a valorização deste produto turístico ao longo das últimas décadas”.

Museu da Cachaça

No Museu da Cachaça, em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, os visitantes podem fazer uma viagem no tempo pelos painéis que ilustram a história da bebida, desde seus primeiros relatos no Egito antigo até os dias de hoje.
O Museu conta com um acervo com mais de 1500 exemplares de diversas marcas. Algumas das mais curiosas estão à cachaça Pelé Caninha, dedicada ao Pelé pela conquista da Copa de 1958 e uma cachaça datando 1935.

Dia Nacional da Cachaça
Acervo do Museu da Cachaça, em Betim, na Grande BH. (Foto: Elderth Theza/Divulgação)

Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais

Dia Nacional da Cachaça

Cachaça é uma bebida alcoólica feita a partir de fermentado de cana.

É o mais popular destilada bebida alcoólica no Brasil . É também conhecido como aguardente , pinga , caninha e por muitos outros nomes.

A cachaça é produzida principalmente no Brasil, onde, de acordo com números de 2007, a 1,5 bilhões de litros (390 milhões de litros) são consumidos anualmente, em comparação com 15 milhões de litros (4,0 milhões de litros) fora do país. [Trata-se normalmente entre 38% e 48% de álcool em volume.

Até seis gramas por litro de açúcares podem ser adicionados. " A principal diferença entre aguardente e rum é que o rum é normalmente feito a partir de melaço, um subproduto das refinarias que fervem o suco de cana-de-açúcar para extrair o açúcar tanto quanto possível, enquanto aguardente é feita a partir de sumo de cana fresco que é fermentado e destilado.

No início do século XVII, os produtores de açúcar em várias colônias européias na América começaram a usar os subprodutos de açúcar, melaço como matéria-prima para a bebida alcoólica que nas colônias britânicas foi nomeado rum, na França, de tafiá, no da Espanha aguardente de Cana e no Brasil aguardente da terra, aguardente de cana e cachaça mais tarde.

Números de 2003 indicam 1,3 bilhão de litros de cachaça são produzidos a cada ano, embora apenas 1% dessa produção é exportada (principalmente a Alemanha ). Fora do Brasil, a cachaça é usado quase exclusivamente como um ingrediente em bebidas tropicais, com a caipirinha ser o mais famoso cocktail.

Dia Nacional da Cachaça
Caipirinha , o coquetel nacional do Brasil

História

A produção de açúcar foi principalmente mudado de ilha da Madeira para Brasil pelo Português no século 16.
Os alambiques que fazem Aguardente de cana na Madeira foram trazidos para o Brasil para fazer o que hoje também é chamado de Cachaça.

O processo de destilação remonta a 1532, quando um dos colonizadores portugueses trouxeram as primeiras mudas de cana-de-açúcar sobre o Brasil a partir da Madeira.

Produção

Dia Nacional da Cachaça
Barris de cachaça

Dia Nacional da Cachaça
Garrafas de cachaça

Cachaça, como rum, tem duas variedades: branco e ouro. Branco é normalmente engarrafado imediatamente após a destilação e tende a ser mais barato (alguns produtores de idade para até 12 meses em barris de madeira para alcançar uma mistura mais suave).Muitas vezes, é utilizado para preparar caipirinha e outras bebidas, em que a cachaça é um ingrediente. Escura, a cachaça, geralmente é vista como a variedade "premium", é envelhecida em barris de madeira e é destinado a ser bebido direto (geralmente é envelhecido por até 3 anos, apesar de alguns "ultra premium" foram envelhecidos por até 15 anos). O sabor é influenciado pelo tipo de madeira do tambor.

Sinônimos de Cachaça

Por mais de quatro séculos de história, cachaça acumulou sinônimos e apelidos criativos pelo povo brasileiro. Algumas destas palavras foram criadas com o propósito de enganar a fiscalização da metrópole nos dias em que a cachaça foi proibida no Brasil, a bebida estava competindo com um destilado Europeu apelou grapa . Há mais de dois mil (2000) palavras para se referir ao destilado nacional. Alguns desses apelidos são:abre-Coração, água-benta, bafo-de-tigre e limpa-Olho.

Referências e Notas

1. ^ como Apaga-tristeza, Engasga-gato, Quebra-Goela, Nordigena, malafo, Upa, Dindinha, Ximbira, Espanta-moleque, Otim-fim-fim, Negrita, Parati, Siúba, Dona Branca, Xiripita Cabumba, Cana, Cachaça , Água-que-passarinho-Não-bebe, Marvada, Pinga, Aguardente, Esquenta Corpo, Lágrima de Virgem, Levanta-velho, Virgem Afamada, amansa-corno, Mata-o-Velho, Mé
2. ^ um b Cavalcante, Messias Soares. De Todos os Nomes da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 392p. ISBN 978-85-88193-89-5
3. ^ Carter, Kelly E. (2007-02-16). "Cachaça: É a essência do Brasil em uma garrafa" . EUA Hoje (Gannett Company) . Retirado 2008/02/21.
4. ^ um b c d Cavalcante, Messias Soares. A Verdadeira História da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 608p. ISBN 978-85-88193-62-8
5. ^ www.unesp.br/aci/jornal/147/cachaca.htm
6. ^ "RESPOSTA Técnica - cachaça" (pdf). Arquivado do originalem 2007-06-28 . Retirado 2007/02/18 .
7. ^ http://www.cocktailtimes.com/dictionary/cachacas.shtml
8. ^ "O Brasil, EUA Mover para impulsionar Cachaça, Tennessee Whiskey Trade"
9. ^ "Marvada chique" . Editora Globo. 2003-05 . Retirado 2007/02/18.
10. ^ "Consulado-Geral do Brasil - Cachaça" . Retirado 2012/12/16 .
11. ^ "Cachaça" . Retirado 2012/12/16 .
12. ^ Kugel, Seth. "Allure of Cachaça espalha para EUA Do Brasil" .The New York Times , 9 de abril de 2008. Acessado em 01 de junho de 2009.
13. ^ http://almanacofyum.wordpress.com/2012/03/28/cachaca-nicknames

Fonte: http://en.wikipedia.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal