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Civilização Asteca

As primeiras evidências dos povos Astecas no México Central datam do século XIII. Entretanto, antes mesmo deste período há evidências de outros povos nesta mesma região, como é o caso dos Toltecas. A civilização Tolteca propriamente dita desenvolve-se, a partir do século XI. Contudo, a partir do século XII, a principais cidades construídas pelos Toltecas entram em declínio. Tribos bárbaras de territórios próximos surgem então para se estabelecerem nessas cidades recentemente abandonadas pelos Toltecas. A nova organização dessas tribos nestas cidades é que resultará na civilização Asteca.

A última grande civilização mesoamericana foi a dos Astecas, uma tribo “bárbara” primitiva que habitou nas pequenas ilhas do lago Texcoco na metade do século XIV, e, em poucas décadas chegou a dominar a maior parte do México. Este crescimento vertiginoso é um indicio de perícia estratégica e organização militar. Os Astecas conquistaram seu imenso império através de guerras.

Os Astecas e a organização da cidade

A cidade era composta por vários clãs, e cada um tinha seu templo e sua escola. O clã era administrado pelo Capulli, expressão que também servia para denominar o clã. O Capulli era o administrador das terras da região e dava aos homens lotes para serem cultivados quando estes se casavam. Os que não pertenciam a um clã trabalhavam nas terras dos nobres. Cada clã tinha um conselho para julgar crimes menores, coletar impostos para o governo e organizar grupos para fazer canais. Os canais teriam a função de estradas, usados como vias de comunicação.

A praça principal era o centro da vida da cidade. Nela eram realizados o mercado (de quatro em quatro dias), bem como os festivais (mensalmente). Nestes festivais os astecas, cantavam, dançavam e ofereciam sacrifício aos deuses, enquanto no mercado, para vender seus produtos, cada comerciante pagava uma taxa ao supervisor. Caso a taxa não fosse paga, as mercadorias eram confiscadas pelos fiscais. A venda e compra se dava através da troca de produtos. As pessoas utilizavam grãos de cacau para compensar as diferenças no valor dos objetos trocados.

No mercado eram vendidos legumes, verduras, animais, machados, panelas, objetos de plumas, joalheria, e ervas. Havia também a venda de escravos, que eram prisioneiros de guerra, criminosos ou homens que tinham perdido tudo no jogo.

Organização Social

O rei dividia o governo do Estado com a Mulher serpente, que era um homem. Havia um conselho de chefes (comandantes militares) para orientar o rei e a Mulher Serpente. Para conseguir um título de nobreza era preciso demonstrar bravura nas guerras, condição imposta tanto para os filhos de nobres quanto para os filhos de camponeses. Oficiais graduados eram juízes e grandes generais, enquanto os menos graduados governavam o povo. Artesãos e comerciantes passavam suas profissões a seus filhos. Em maior número na sociedade estavam os cidadãos comuns (aqueles que recebiam terras do clã para cultivar), camponeses (camponeses sem terra trabalhavam na terra dos nobres) e escravos.

Nota-se uma sociedade bastante estratificada; hierarquizada. As roupas eram um meio de demonstrar a posição social da pessoa, havendo leis severas para o uso de certas peças.

Alimentação

Fazia parte da alimentação Asteca o milho (do qual eram feitos cozidos, bolos e pães), feijão abóbora, tomate além de animais domesticados como coelho, peru, patos, cachorros e aves. Uma das famosas iguarias Astecas é o chocolate. Diferente do conhecido atualmente, era mais amargo e um líquido grosso, sendo bebido após as refeições principalmente no inverno. Contudo, o consumo de carne entre outros alimentos considerados mais nobres não estavam ao alcance de toda a população. Por serem de grande valor não faziam parte da alimentação das classes mais baixas.

Educação

Depois que a criança nascia, o astrólogo escolhia um dia de sorte para dar nome à criança e para predizer o seu futuro. Os astecas acreditavam que o caráter da pessoa era influenciado pelo dia em que ela nascia. As crianças frequentavam a escola até completarem 8 anos. Na escola aprendiam o básico da escrita asteca e as tradições (tanto os meninos quanto as meninas). Uma outra metade do ensino era dividida: meninas aprendiam a tecer, costurar, cozinhar e cuidar das crianças, enquanto os meninos aprendiam a guerrear. Ao completarem 21 anos, os estudos estavam concluídos: as meninas iam viver para o casamento e os meninos tornavam-se guerreiros. Os melhores guerreiros se juntavam aos guerreiros águia e jaguar, que representavam os cargos mais altos na carreira militar.

Sacerdote e o templo

Os meninos mais inteligentes, iam aos oito anos para o calmecac ou escola de sacerdotes. Lá rezavam e jejuavam durante dias. Os sacerdotes ensinavam os meninos a ler e escrever, fazer remédios com ervas, canções, preces própria a cada um dos deuses e a prever eclipses. Com 20 anos ele podia deixar o calmecac para se casar, podendo exercer a função de escriba no palácio, dar nome às crianças e predizer o futuro. O sacerdote cuidava dos templos e fazia sacrifícios. Os templos eram erguidos o mais alto possível, pois assim os astecas acreditavam estarem mais próximos dos deuses celestes, e em sua plataforma eram realizados os sacrifícios. Os astecas acreditavam que os deuses haviam se sacrificado para criar o sol, e por isso era dever deles alimentar os deuses com a “água sagrada” (sangue). Para isso havia a necessidade de capturar prisioneiros de guerra constantemente.

Somente alguns sacerdotes tinham o conhecimento de astrologia e podiam interpretar o calendário sagrado. Havia também um calendário solar. Todos consultavam os sacerdotes antes de tomar decisões importantes, pois acreditavam em dias de sorte e dias de azar.

Jogos

O tlachtli era um jogo asteca muito parecido com o jogo dos Maias (aquele com a bola de borracha). Os astecas passavam o tempo jogando “jogos de azar”.

Arte Asteca

A arte asteca se caracteriza principalmente por sua arte plumária (trabalho com penas) e pela ourivesaria (trabalho com ouro). Os astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos toltecas. Grande parte do trabalho dos artesão era para o rei, que utilizava os tributos para fazerem tiaras, mantas e jóias. O rei recompensavam os guerreiros com esses presentes. Um escultor levava muito tempo para produzir uma peça, devido à simplicidade de seus instrumentos.

Os Deuses

Os Astecas tinham muitos deuses, e cada um deles era responsável por uma fase da vida. Entre eles estão o deus do sol do meio-dia ( Uitzilopochtli), filho de Coatepec e Tezcatlipoca, que era deus da noite. Acreditavam que os deuses observavam suas vidas constantemente. Sendo assim, procuravam não desobedecer os deuses, agradando-os com os sacrifícios.

Ao morrer, os Astecas acreditavam que cada um ia para direções diferentes: guerreiros para o leste (paraíso do Sol), as mulheres para o oeste (paraíso da deusa Terrra), os afogados iam para o paraíso de Tlaloc a oeste e os outros iam para o norte onde governava o Senhor e a Serpente da Morte.

Escrita

A escrita Asteca, assim como a escrita Maia, era representada por glifos. Esta escrita pode ser encontrada em códices, feitos em casca de figueira batida, ficando bem fina como um papel, e revestidas por uma espécie de verniz.

Bibliografia

SOUSTELLE, Jacques. A Civilização Asteca. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.
CROSHER, Judith. Os Astecas. .São Paulo: Melhoramentos, 1988.
Transposição didática: Joana Vieira Borges e Maise Caroline Zucco.

IVONETE DA SILVA SOUZA

Fonte: www.ca.ufsc.br

Civilização Asteca

Civilizações Pré - Colombianas

Antes da chegada dos europeus ao continente americano, duas grandes civilizações já se estabeleciam em diversas localidades dos territórios do "Novo Mundo": as civilizações meso-americanas (astecas e maias) e as civilizações andinas (incas). A civilização asteca era estabelecida no território do atual México; juntamente com os Maias, fixados nas regiões da América Central; os Incas, que ocupavam as regiões adjacentes ao longo da Cordilheira dos Andes. Cada uma dessas civilizações era constituída de um verdadeiro mosaico de nações e tribos. Possuíam avançada organização política, econômica e social. Teoriza-se que tais civilizações tenham sido derivadas da migração dos mongóis asiáticos para tais regiões, dada a grande semelhança, inclusive, dos traços físicos comuns aos integrantes destes povos. As teorias dizem, ainda, que o povo mongol talvez tenha migrado da Ásia para a América através das geleiras do Estreito de Behring. Estas civilizações subsistiram até a chegada dos europeus, pelos quais foram dizimados devido à superioridade bélica e tecnológica européia da época.

A história cultural das civilizações meso-americanas pode ser dividida basicamente em três períodos principais: os períodos pré-clássico, clássico e pós-clássico. No período pré-clássico, a cultura dos olmecas foi a predominante. Já o período clássico assistiu o desenvolvimento da cultura Teotihuacán e dos Maias. O período pós-clássico foi marcado pelo militarismo e por impérios guerreiros: os Toltecas e os Astecas

A civilização Olmeca perdurou aproximadamente de 1.200 até 200 a.C.. Esta civilização deixou como legado para as que a sucederam elementos de grande importância, como a escrita em hieroglifos. Artefatos produzidos pela cultura olmeca foram encontrados em todas as partes da América Central. Em tais artefatos observa-se o naturalismo e o simbolismo como elementos centrais da arte produzida por esse povo.

A cultura Teothihuacán perdurou aproximadamente entre o período compreendido entre os anos 1 e 750 d.C.. A cidade de Teotihuacán é a possuidora de uma das mais intrigantes paisagens urbanas antigas das Américas. Tal cultura que aí se estabeleceu foi uma das mais influentes da América Central Pré-colombiana.

A civilização dos maias surgiu por volta de 1.000 anos a.C., estendendo-se, com seus últimos membros remanescentes, até o ano de 1697 d.C.. Algumas das características culturais dos maias são bastante peculiares: apesar de possuírem uma religião e uma cultura em comum, os membros do povo maia não possuíam uma única cidade-capital ou um único governante. Cada cidade possuía autonomia administrativa em relação às outras, sendo chefiadas individualmente por líderes da nobreza local. A religião constituía uma das questões centrais na vida de cada membro das comunidades maias. Tal aspecto levou os povos maias à construção de suntuosos templos sacrificiais em homenagem a seus deuses.

Os toltecas tiveram sua existência situada entre o período que se estendeu de 900 a 1187 d.C.. A sociedade tolteca era eminentemente militarista e guerreira (aspecto verificado através das numerosas esculturas de representação de seus guerreiros), ao passo que, no campo das artes e da arquitetura, o povo tolteca é considerado um dos mais desenvolvidos em relação aos demais povos de sua contemporaneidade. Os toltecas, no período pós-clássico, exerceram grande influência no território correspondente aos maias.

O império Asteca tinha como capital a cidade de Tenochtitlán. Tal cidade foi fundada em localidade que, segundo a mitologia asteca, fora indicada por seu deus tribal Huitzilopochtli. Segundo essa lenda, tal deus ordenou que seus adoradores encontrassem uma águia em cima de um cacto com uma serpente em seu bico. Este seria o sinal que teriam encontrado sua terra prometida. A cidade do México, hoje em dia, foi construída neste mesmo local. A lenda possui algum fundo de verdade: os astecas, anteriormente à fundação de sua capital, eram um povo nômade.

Com relação aos povos andinos, a civilização Inca desenvolveu sua mais importante capital em 1438, nos altiplanos da Cordilheira dos Andes. Os incas desenvolveram seu domínio através de sucessivas conquistas de províncias adjacentes ao seus territórios, que foram assim incorporadas ao seu império. A manutenção destas províncias sob seu domínio foi possível dada a grande eficiência administrativa dos incas. De acordo com as esculturas que muito representaram os membros da sociedade incaica, pode-se observar que a tipologia média do homem inca possuía características comuns como a estatura baixa e a pele de tonalidade parda. Os incas eram grandes artesões do ouro, da prata e do cobre. Algumas esculturas em ouro, representando figuras femininas, foram encontradas junto a oferendas aos seus deuses.

Fonte: www.historiaonline.pro.br

Civilização Asteca

Civilização Asteca

O povo méxica emigrou do território dos atuais Estados Unidos, de uma região denominada Aztlán, e ao chegar a uma região de vales e pântanos, conhecida como vale do México, instalou-se nas ilhas do lago Texcoco. Os astecas, como passaram a ser conhecidos, fundaram a cidade de Tenochtitlán (1325), atual cidade do México. Com a dominação dos habitantes locais, formou-se o Império Asteca que, no final do século XV, controlava uma vasta área, com mais de 500 cidades e aproximadamente 15 milhões de habitantes. Tenochtitlán, a capital do Império, começou como uma pequena aldeia, com choças que rodeavam um templo. No início do século XVI, era uma das maiores cidades do mundo, com uma população de um milhão de habitantes. Contava com templos, palácios, ruas bem-traçadas, mercados, praças e monumentos artísticos. Era também um grande centro cultural e econômico. A economia baseava-se na agricultura, como o cultivo de milho, tabaco, feijão, pimenta, tomate, cacau, baunilha, algodão, abóbora, melão, etc. do cacau extraiam uma bebida chamada xocoalt. A propriedade da terra era do Estado. A água para a agricultura e para o consumo das pessoas era transportada das montanhas até as aldeias, na vale, por grandes canais abertos. Para conseguir maior área para o plantio, os astecas construíram as chinampas ou jardins flutuantes, que eram ilhas artificiais formadas com lama amontoada e firmadas com relvas e arbustos.

O comércio foi largamente desenvolvido. Nas maiores cidades, os mercados eram diários e nas menores, semanais. Como não conheciam a moeda, as trocas eram diretas. Os grãos de cacau foram muitas vezes usados como moeda. O artesanato também foi de grande importância, movimentando o comércio interno e externo. Confeccionavam tecidos com fibras vegetais, faziam machados e outros instrumentos de cobre, jóias, trabalhos com plumas, cerâmicas, etc. A sociedade estava dividida em camadas bastante diferenciadas. A mais alta era a dos nobres que abrangiam várias categorias: o governante (Tlacatecuhtli) e sua família, os sacerdotes e os chefes guerreiros. Gozava de alguns privilégios como usar jóias, sandálias, não executar trabalhos manuais, ter várias mulheres, assistir às festas do palácio, etc. os sacerdotes recebiam uma educação rigorosa e eram encarregados dos cultos, dos sacrifícios e de colaborar na administração do Estado. Os comerciantes, ou pochteca, formavam uma camada social à parte, que gozava de grande privilégio junto ao governo porque funcionavam como espiões. Abaixo vinha a camada formada por agricultores, artesões e pequenos comerciantes que eram obrigados a pagar pesados tributos. A camada mais baixa da sociedade era formada pelos escravos. Quanto à vida política, no principio, os astecas viviam sob a autoridade de um chefe político, com poderes absolutos, denominado Tlatoani ou Tlacatecuhtli. Mais tarde, foi adotada a monarquia eletiva. Na religião, os astecas eram politeístas e uma das principais divindades era Quetzalcoalt, a serpente emplumada que representava a sabedoria. A religião era administrada por um clero bem organizado cujas funções principais eram a de ser intérpretes dos deuses e conservar a tradição. Quanto às artes e ciências, os astecas desenvolveram particularmente a arquitetura, com técnicas avançadas de construção. Criaram um calendário cujo ano tinha 365 dias, distribuídos em 18 meses de 20 dias. Os cincos dias que restavam eram chamados de vazios, e acreditavam que traziam má sorte, assim, nada de importante devia ser feito nesses dias. O calendário solar dos astecas, também conhecido como Pedra do Sol, foi encontrado em 1790, quando eram realizadas algumas obras próximas a catedral da cidade do México. Os astecas conheciam várias plantas medicinais, das quais faziam remédios. Tenham também alguns medicamentes de origem animal e mineral. Tratavam de feridas, doenças de pele, dos olhos, do ouvido, etc.

Fonte: www.superzap.com

Civilização Asteca

1000 a.C. - 1500 d.C

Civilização Asteca

Até o início do século XIV, os astecas não passavam de um povo nômade. Vindos do Norte comoguerreiros mercenários, instalaram-se no planalto de Anahuac. Ainda pouco civilizados, acrescentaram apenasseu militarismo e sua vontade indomável à antiquíssima cultura maia e, em seguida, à tolteca. E fundaram umimpério que se estendeu do Norte do México à Guatemala atuais e do oceano Pacífico ao Atlântico, aovencerem e dominarem outros povos como os toltecas, maias e mistecas, zapotecas, olmecas, chichimecas eoutros. O império asteca desapareceu quase completamente em conseqüência das ações dos dominadoresespanhóis.

Duas profecias marcaram a história dos astecas: uma explicava as suas origens, outro falava doretorno do deus Quetzalcoalt, que ficaria para sempre com eles. Segundo a lenda, a chegada à "terraprometida" seria indicada por um sinal: a visão de uma águia devorando uma serpente, no alto de um cáctusgigantesco em forma de candelabro. Numa ilhota do lago Texcoco (na atual Cidade do México), guiados pelochefe Tenoch, os astecas viram esse sinal e concluíram ter encontrado ali o centro de sua expansão. Tenochordenou que construíssem uma cidade no lago maior, erguendo as habitações sobre estacas e unindo-as àterra firme por meio de pontes. Assim, finalmente, os astecas tinham seu lar: uma aldeia de miseráveis cabanasnos pântanos do lago Texcoco, em 1325. E este foi o início da grandiosa cidade de Tenochtitlan. A partir dela,o império se estendeu sobre todo o México central e sul. As tribos vencidas só mantinham seu governo seaceitassem as tropas astecas, a anexação de suas terras pelos nobres, a captura de vítimas para os sacrifíciosaos deuses, a pilhagem de suas cidades.

Enquanto o gênio militar do rei Itzcoalt deu aos astecas um vasto império de cerca de 11 milhões depessoas, a inteligência de Tlacaelel, conselheiro do rei, deu-lhes uma história respeitável. Dizia que os astecasna realidade descendiam da nobreza tolteca, e como "povo do sol" estavam predestinados a conquistar todas as outras nações, capturando vítimas para o sacrifício ao deus sol - Huitzilopochtli - fonte de toda a vida. Foi também Tlacaelel quem sugeriu a construção do grande templo sobre uma pirâmide de 30 m de altura, na
cidade de Tenochtitlan, sua capital. Nela, cerca de 70 mil cativos foram sacrificados e seus corações, ainda palpitando, oferecido aos deuses. Os corpos das vítimas eram pintados e comidos pela multidão em delírio.

A chefia do governo asteca era exercida por um conselho composto de doze nobres. Um colegiado formado por representantes do calpulli, elegia o rei, comandante máximo e sumo-sacerdote. Inicialmente esta escolha era feita entre os membros de todos os clãs. Mais tarde, o rei passou a ser escolhido entre os membros de uma mesma família, criando-se assim uma dinastia. Quando o rei era coroado, com um diadema de ouro e plumas, milhares de cativos deviam ser sacrificados. O rei passava a ser tratado como um deus: era proibido a todos olharem diretamente para sua face.

A religião foi a causa determinante da expansão do império asteca mas, também, a razão de seu declínio. A vida cerimonial religiosa era regida pelo calendário religioso, enquanto as atividades rurais eram ordenadas segundo o calendário solar. A cada mês, dia e noite, correspondiam determinadas atividades. Com a chegada dos espanhóis, acreditaram tratar-se do deus Quetzalcoalt, que voltaria pelo mar para ficardefinitivamente entre eles.

Fonte: www.gpua.ubbi.com.br

Civilização Asteca

Estamos diante de uma civilização que incorporou a arquitetura, o cálculo, a escrita, e a religião ao seu dia-a-dia. A confederação Asteca, em termos culturais, era uma degeneração de civilizações preexistentes, eles absorveram aspectos dessa cultura incorporando à sua.

Os Astecas, foram Um dos povos mais civilizados e poderosos da América pré-colombiana. Ocuparam como se autodenominaram os habitantes do Vale do México (em uma ilha do Lago Texcoco), vieram para essa região, depois de uma longa e lenta migração. Chegaram de um lugar chamado Aztlán, situado no sudoeste do atual Estados unidos, onde viviam como tribos guerreiras nômades. Desde a Era Cristã, existiam civilizações urbanas, sedentárias e agrícolas na região a exemplo dos toltecas.

Os últimos a chegar ao refinado mundo do planalto mexicano foram os astecas sedentarizaram-se e mesclaram-se com os toltecas e a partir da aliança feita entre as cidades de Texcoco e Tlacopan, surgiu o "Império Asteca", tendo como centro a cidade asteca de Tenochtitlán. Cada uma das cidades-estados possuía o seu próprio rei, mas os astecas tinham o comando militar na época em que ocorreu a ocupação espanhola, o imenso império só reconhecia um chefe: Montezuma, o imperador asteca.

A partir de sua capital, Tenochtitlán (hoje a cidade do México, tinha uma população de 400.000 habitantes, na época, maior que qualquer cidade Européia, era uma vasta metrópole cercada de água, como em Veneza, com um labirinto de canais que atravessava em todas as direções), os Astecas controlavam um grande império que incluía quase todo o centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar muito desenvolvida.

Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. Assemelhavam-se a alguns grupos de indígenas que hoje vivem em pequenas aldeias perto da Cidade do México.

Curiosidade

Quase todos falavam a língua Náuatle, que em determinadas palavras assemelha-se ao português, por exemplo; tomate e chocolate, que em Náuatle é tomatl, chocolete.

Os Astecas acreditavam que viria um grande Deus pelo mar. Quando os espanhóis então chegaram com suas caravelas, eles achavam que eles eram Deuses. Assim, a princípio, Montezuma, o imperador asteca, ofereceu vários presentes a Hernán Cortés.

Era comum na civilização asteca sacrificar humanos para celebrar os seus deuses, assim vários foram sacrificados, e apesar de parecer hoje bárbara essa atitude, na época era comum, e as pessoas iam felizes para seus sacrifícios. Depois, os astecas perceberam o real interesse dos espanhóis e então, juraram a seus deuses não deixar os invasores saírem com vida. Ocorreu então uma longa batalha durante dias e noites que foi responsável pela morte de várias pessoas.


Os espanhóis uniram-se aos índios tlaxcalas (povo dominado pelos astecas), mas sofreram uma destruidora oposição. Cortés ainda pediu a paz, porém negada pelos astecas. Escasseando a pólvora e os mantimentos os espanhóis recuaram.

Porém os brancos contaram com reforços e reorganizaram as tropas com mais 600 espanhóis, 40 cavalos e 1000 guerreiros tlaxcalas ansiosos para destruírem definitivamente seus inimigos de sempre. Entre os provimentos encontrava-se material para construir 13 embarcações para dar apoio às tropas no lago de Tenochitlán. Dessa vez a guerra foi longa e sangrenta.

Uma epidemia de varíola trazida como sempre pelos europeus estava causando uma mortalidade elevadíssima em Tenochtitlán. Além disso, famintos que Diaz descreveu como "tão magros, amarelos e sujos que era um dó vê-los", tinham de arrastar-se pelo chão em busca de raízes e arrancavam a casca das árvores para se alimentarem. A seguir, a resistência dos astecas enfraquecera a tal ponto que conseguiram entrar no centro da cidade. Capturaram Cualhtemoc, sucessor de Montezuma; Aos espanhóis, o México pertencia-lhes.

Os astecas, de acordo com sua própria história lendária, surgiram de sete cavernas a noroeste da Cidade do México. Na verdade, esta lendadiz respeito apenas aos tenochca, um dos grupos astecas. Esta tribo dominou o Vale do México e fundou Tenochtitlán, que se tornaria a capital do império asteca, por volta do ano 1325 d.C. Conta a lenda que o deus Huitzilopochtli conduziu o povo a uma ilha no Lago Texcoco. Ali viram uma águia, empoleirada num cacto, comendo uma serpente. Segundo uma profecia, este seria o sinal divino para o local da construção de sua cidade.

Os tenochca começaram com um pequeno templo e logo tornaram-se os líderes da grande nação asteca. A primeira parte da história asteca é lendária. Mas o resultado das escavações arqueológicas e os livros astecas servem de base para um relato histórico verídico. A história possui um registro bastante autêntico da linhagem dos reis astecas, desde Acamapichtli, em 1375, a Montezuma II, que era o imperador quando Hernán Cortés entrou na capital asteca em 1519.

Fonte: pt.shvoong.com

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