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Civilização Asteca

 

Civilização Asteca
Civilização Asteca

As primeiras evidências dos povos Astecas no México Central datam do século XIII.

Entretanto, antes mesmo deste período há evidências de outros povos nesta mesma região, como é o caso dos Toltecas.

A civilização Tolteca propriamente dita desenvolve-se, a partir do século XI. Contudo, a partir do século XII, a principais cidades construídas pelos Toltecas entram em declínio. Tribos bárbaras de territórios próximos surgem então para se estabelecerem nessas cidades recentemente abandonadas pelos Toltecas.

A nova organização dessas tribos nestas cidades é que resultará na civilização Asteca.

A última grande civilização mesoamericana foi a dos Astecas, uma tribo “bárbara” primitiva que habitou nas pequenas ilhas do lago Texcoco na metade do século XIV, e, em poucas décadas chegou a dominar a maior parte do México. Este crescimento vertiginoso é um indicio de perícia estratégica e organização militar. Os Astecas conquistaram seu imenso império através de guerras.

Os Astecas e a organização da cidade

A cidade era composta por vários clãs, e cada um tinha seu templo e sua escola. O clã era administrado pelo Capulli, expressão que também servia para denominar o clã. O Capulli era o administrador das terras da região e dava aos homens lotes para serem cultivados quando estes se casavam. Os que não pertenciam a um clã trabalhavam nas terras dos nobres. Cada clã tinha um conselho para julgar crimes menores, coletar impostos para o governo e organizar grupos para fazer canais. Os canais teriam a função de estradas, usados como vias de comunicação.

A praça principal era o centro da vida da cidade. Nela eram realizados o mercado (de quatro em quatro dias), bem como os festivais (mensalmente). Nestes festivais os astecas, cantavam, dançavam e ofereciam sacrifício aos deuses, enquanto no mercado, para vender seus produtos, cada comerciante pagava uma taxa ao supervisor. Caso a taxa não fosse paga, as mercadorias eram confiscadas pelos fiscais. A venda e compra se dava através da troca de produtos. As pessoas utilizavam grãos de cacau para compensar as diferenças no valor dos objetos trocados.

No mercado eram vendidos legumes, verduras, animais, machados, panelas, objetos de plumas, joalheria, e ervas. Havia também a venda de escravos, que eram prisioneiros de guerra, criminosos ou homens que tinham perdido tudo no jogo.

Organização Social

O rei dividia o governo do Estado com a Mulher serpente, que era um homem. Havia um conselho de chefes (comandantes militares) para orientar o rei e a Mulher Serpente. Para conseguir um título de nobreza era preciso demonstrar bravura nas guerras, condição imposta tanto para os filhos de nobres quanto para os filhos de camponeses. Oficiais graduados eram juízes e grandes generais, enquanto os menos graduados governavam o povo. Artesãos e comerciantes passavam suas profissões a seus filhos. Em maior número na sociedade estavam os cidadãos comuns (aqueles que recebiam terras do clã para cultivar), camponeses (camponeses sem terra trabalhavam na terra dos nobres) e escravos.

Nota-se uma sociedade bastante estratificada; hierarquizada. As roupas eram um meio de demonstrar a posição social da pessoa, havendo leis severas para o uso de certas peças.

Alimentação

Fazia parte da alimentação Asteca o milho (do qual eram feitos cozidos, bolos e pães), feijão abóbora, tomate além de animais domesticados como coelho, peru, patos, cachorros e aves. Uma das famosas iguarias Astecas é o chocolate. Diferente do conhecido atualmente, era mais amargo e um líquido grosso, sendo bebido após as refeições principalmente no inverno. Contudo, o consumo de carne entre outros alimentos considerados mais nobres não estavam ao alcance de toda a população. Por serem de grande valor não faziam parte da alimentação das classes mais baixas.

Educação

Depois que a criança nascia, o astrólogo escolhia um dia de sorte para dar nome à criança e para predizer o seu futuro. Os astecas acreditavam que o caráter da pessoa era influenciado pelo dia em que ela nascia. As crianças frequentavam a escola até completarem 8 anos. Na escola aprendiam o básico da escrita asteca e as tradições (tanto os meninos quanto as meninas).

Uma outra metade do ensino era dividida: meninas aprendiam a tecer, costurar, cozinhar e cuidar das crianças, enquanto os meninos aprendiam a guerrear.

Ao completarem 21 anos, os estudos estavam concluídos: as meninas iam viver para o casamento e os meninos tornavam-se guerreiros. Os melhores guerreiros se juntavam aos guerreiros águia e jaguar, que representavam os cargos mais altos na carreira militar.

Sacerdote e o templo

Os meninos mais inteligentes, iam aos oito anos para o calmecac ou escola de sacerdotes. Lá rezavam e jejuavam durante dias. Os sacerdotes ensinavam os meninos a ler e escrever, fazer remédios com ervas, canções, preces própria a cada um dos deuses e a prever eclipses. Com 20 anos ele podia deixar o calmecac para se casar, podendo exercer a função de escriba no palácio, dar nome às crianças e predizer o futuro. O sacerdote cuidava dos templos e fazia sacrifícios. Os templos eram erguidos o mais alto possível, pois assim os astecas acreditavam estarem mais próximos dos deuses celestes, e em sua plataforma eram realizados os sacrifícios. Os astecas acreditavam que os deuses haviam se sacrificado para criar o sol, e por isso era dever deles alimentar os deuses com a “água sagrada” (sangue). Para isso havia a necessidade de capturar prisioneiros de guerra constantemente.

Somente alguns sacerdotes tinham o conhecimento de astrologia e podiam interpretar o calendário sagrado. Havia também um calendário solar. Todos consultavam os sacerdotes antes de tomar decisões importantes, pois acreditavam em dias de sorte e dias de azar.

Jogos

O tlachtli era um jogo asteca muito parecido com o jogo dos Maias (aquele com a bola de borracha). Os astecas passavam o tempo jogando “jogos de azar”.

Arte Asteca

A arte asteca se caracteriza principalmente por sua arte plumária (trabalho com penas) e pela ourivesaria (trabalho com ouro). Os astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos toltecas. Grande parte do trabalho dos artesão era para o rei, que utilizava os tributos para fazerem tiaras, mantas e jóias. O rei recompensavam os guerreiros com esses presentes. Um escultor levava muito tempo para produzir uma peça, devido à simplicidade de seus instrumentos.

Os Deuses

Os Astecas tinham muitos deuses, e cada um deles era responsável por uma fase da vida. Entre eles estão o deus do sol do meio-dia ( Uitzilopochtli), filho de Coatepec e Tezcatlipoca, que era deus da noite. Acreditavam que os deuses observavam suas vidas constantemente. Sendo assim, procuravam não desobedecer os deuses, agradando-os com os sacrifícios.

Ao morrer, os Astecas acreditavam que cada um ia para direções diferentes: guerreiros para o leste (paraíso do Sol), as mulheres para o oeste (paraíso da deusa Terrra), os afogados iam para o paraíso de Tlaloc a oeste e os outros iam para o norte onde governava o Senhor e a Serpente da Morte.

Escrita

A escrita Asteca, assim como a escrita Maia, era representada por glifos. Esta escrita pode ser encontrada em códices, feitos em casca de figueira batida, ficando bem fina como um papel, e revestidas por uma espécie de verniz.

IVONETE DA SILVA SOUZA

Bibliografia

SOUSTELLE, Jacques. A Civilização Asteca. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.
CROSHER, Judith. Os Astecas. .São Paulo: Melhoramentos, 1988.
Transposição didática: Joana Vieira Borges e Maise Caroline Zucco.

Fonte: www.ca.ufsc.br

Civilização Asteca

O povo méxica emigrou do território dos atuais Estados Unidos, de uma região denominada Aztlán, e ao chegar a uma região de vales e pântanos, conhecida como vale do México, instalou-se nas ilhas do lago Texcoco.

Os astecas, como passaram a ser conhecidos, fundaram a cidade de Tenochtitlán (1325), atual cidade do México.

Com a dominação dos habitantes locais, formou-se o Império Asteca que, no final do século XV, controlava uma vasta área, com mais de 500 cidades e aproximadamente 15 milhões de habitantes. Tenochtitlán, a capital do Império, começou como uma pequena aldeia, com choças que rodeavam um templo. No início do século XVI, era uma das maiores cidades do mundo, com uma população de um milhão de habitantes. Contava com templos, palácios, ruas bem-traçadas, mercados, praças e monumentos artísticos. Era também um grande centro cultural e econômico.

A economia baseava-se na agricultura, como o cultivo de milho, tabaco, feijão, pimenta, tomate, cacau, baunilha, algodão, abóbora, melão, etc. do cacau extraiam uma bebida chamada xocoalt. A propriedade da terra era do Estado. A água para a agricultura e para o consumo das pessoas era transportada das montanhas até as aldeias, na vale, por grandes canais abertos. Para conseguir maior área para o plantio, os astecas construíram as chinampas ou jardins flutuantes, que eram ilhas artificiais formadas com lama amontoada e firmadas com relvas e arbustos.

O comércio foi largamente desenvolvido. Nas maiores cidades, os mercados eram diários e nas menores, semanais. Como não conheciam a moeda, as trocas eram diretas. Os grãos de cacau foram muitas vezes usados como moeda.

O artesanato também foi de grande importância, movimentando o comércio interno e externo. Confeccionavam tecidos com fibras vegetais, faziam machados e outros instrumentos de cobre, jóias, trabalhos com plumas, cerâmicas, etc.

A sociedade estava dividida em camadas bastante diferenciadas.

A mais alta era a dos nobres que abrangiam várias categorias: o governante (Tlacatecuhtli) e sua família, os sacerdotes e os chefes guerreiros. Gozava de alguns privilégios como usar jóias, sandálias, não executar trabalhos manuais, ter várias mulheres, assistir às festas do palácio, etc. os sacerdotes recebiam uma educação rigorosa e eram encarregados dos cultos, dos sacrifícios e de colaborar na administração do Estado.

Os comerciantes, ou pochteca, formavam uma camada social à parte, que gozava de grande privilégio junto ao governo porque funcionavam como espiões.

Abaixo vinha a camada formada por agricultores, artesões e pequenos comerciantes que eram obrigados a pagar pesados tributos. A camada mais baixa da sociedade era formada pelos escravos. Quanto à vida política, no principio, os astecas viviam sob a autoridade de um chefe político, com poderes absolutos, denominado Tlatoani ou Tlacatecuhtli. Mais tarde, foi adotada a monarquia eletiva. Na religião, os astecas eram politeístas e uma das principais divindades era Quetzalcoalt, a serpente emplumada que representava a sabedoria.

A religião era administrada por um clero bem organizado cujas funções principais eram a de ser intérpretes dos deuses e conservar a tradição. Quanto às artes e ciências, os astecas desenvolveram particularmente a arquitetura, com técnicas avançadas de construção.

Criaram um calendário cujo ano tinha 365 dias, distribuídos em 18 meses de 20 dias. Os cincos dias que restavam eram chamados de vazios, e acreditavam que traziam má sorte, assim, nada de importante devia ser feito nesses dias.

O calendário solar dos astecas, também conhecido como Pedra do Sol, foi encontrado em 1790, quando eram realizadas algumas obras próximas a catedral da cidade do México. Os astecas conheciam várias plantas medicinais, das quais faziam remédios. Tenham também alguns medicamentes de origem animal e mineral.

Tratavam de feridas, doenças de pele, dos olhos, do ouvido, etc.

Fonte: www.superzap.com

Civilização Asteca

1000 a.C. - 1500 d.C

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Templo Asteca

Até o início do século XIV, os astecas não passavam de um povo nômade. Vindos do Norte comoguerreiros mercenários, instalaram-se no planalto de Anahuac.

Ainda pouco civilizados, acrescentaram apenasseu militarismo e sua vontade indomável à antiquíssima cultura maia e, em seguida, à tolteca. E fundaram umimpério que se estendeu do Norte do México à Guatemala atuais e do oceano Pacífico ao Atlântico, aovencerem e dominarem outros povos como os toltecas, maias e mistecas, zapotecas, olmecas, chichimecas eoutros. O império asteca desapareceu quase completamente em conseqüência das ações dos dominadoresespanhóis.

Duas profecias marcaram a história dos astecas: uma explicava as suas origens, outro falava doretorno do deus Quetzalcoalt, que ficaria para sempre com eles.

Segundo a lenda, a chegada à "terraprometida" seria indicada por um sinal: a visão de uma águia devorando uma serpente, no alto de um cáctusgigantesco em forma de candelabro. Numa ilhota do lago Texcoco (na atual Cidade do México), guiados pelochefe Tenoch, os astecas viram esse sinal e concluíram ter encontrado ali o centro de sua expansão. Tenochordenou que construíssem uma cidade no lago maior, erguendo as habitações sobre estacas e unindo-as àterra firme por meio de pontes.

Assim, finalmente, os astecas tinham seu lar: uma aldeia de miseráveis cabanasnos pântanos do lago Texcoco, em 1325. E este foi o início da grandiosa cidade de Tenochtitlan. A partir dela,o império se estendeu sobre todo o México central e sul. As tribos vencidas só mantinham seu governo seaceitassem as tropas astecas, a anexação de suas terras pelos nobres, a captura de vítimas para os sacrifíciosaos deuses, a pilhagem de suas cidades.

Enquanto o gênio militar do rei Itzcoalt deu aos astecas um vasto império de cerca de 11 milhões depessoas, a inteligência de Tlacaelel, conselheiro do rei, deu-lhes uma história respeitável. Dizia que os astecasna realidade descendiam da nobreza tolteca, e como "povo do sol" estavam predestinados a conquistar todas as outras nações, capturando vítimas para o sacrifício ao deus sol - Huitzilopochtli - fonte de toda a vida. Foi também Tlacaelel quem sugeriu a construção do grande templo sobre uma pirâmide de 30 m de altura, na
cidade de Tenochtitlan, sua capital. Nela, cerca de 70 mil cativos foram sacrificados e seus corações, ainda palpitando, oferecido aos deuses. Os corpos das vítimas eram pintados e comidos pela multidão em delírio.

A chefia do governo asteca era exercida por um conselho composto de doze nobres. Um colegiado formado por representantes do calpulli, elegia o rei, comandante máximo e sumo-sacerdote. Inicialmente esta escolha era feita entre os membros de todos os clãs. Mais tarde, o rei passou a ser escolhido entre os membros de uma mesma família, criando-se assim uma dinastia. Quando o rei era coroado, com um diadema de ouro e plumas, milhares de cativos deviam ser sacrificados.

O rei passava a ser tratado como um deus: era proibido a todos olharem diretamente para sua face.

A religião foi a causa determinante da expansão do império asteca mas, também, a razão de seu declínio. A vida cerimonial religiosa era regida pelo calendário religioso, enquanto as atividades rurais eram ordenadas segundo o calendário solar. A cada mês, dia e noite, correspondiam determinadas atividades. Com a chegada dos espanhóis, acreditaram tratar-se do deus Quetzalcoalt, que voltaria pelo mar para ficardefinitivamente entre eles.

Fonte: www.gpua.ubbi.com.br

Civilização Asteca

Os astecas são um povo guerreiro que domina o vale do México entre os séculos XIV e XVI, realizando uma síntese das culturas que se desenvolveram até então na Mesoamérica. Em 1325 fundam Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa área pantanosa ao redor do lago Texcoco.

A cidade é considerada uma das mais belas do mundo na época das conquistas espanholas.

O rei, chefe supremo, comanda o Exército e uma sociedade altamente hierarquizada. Chefes guerreiros e sacerdotes compõem a nobreza. A maior parte da população é formada por agricultores, pequenos comerciantes e artesãos, que trabalham na construção de obras públicas e prestam o serviço militar compulsoriamente.

O Império expande-se no reinado de Montezuma II, entre 1502 e 1520, agrupando 500 cidades e 15 milhões de habitantes, de quem os astecas cobram pesados tributos.

Quando os espanhóis invadem o México, em 1519, conseguem a adesão dos povos dominados da região para destruir os astecas.

Realizam obras de drenagem e constroem espécies de ilhas artificiais (chinampas) para ampliar as áreas de cultivo (milho, feijão, tomate, pimenta e batata-doce).

Mantêm intenso comércio, utilizando sementes de cacau como moeda. No artesanato destacam-se tecidos, cerâmica, objetos de ouro, prata e cobre.

Entre os vários deuses cultuados estão o da guerra, do Sol, da chuva e a Serpente Emplumada. Usam a escrita pictórica e a hieroglífica. Adotam e modificam o calendário maia e criam a matemática.

O Império Asteca

Os astecas pagavam tributos à tribo tepaneca de Atzcapotzalco.

Em 1440, a agressividade dessa tribo causou o surgimento de uma tríplice aliança entre as cidades de Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán, que derrotou os tepanecas e iniciou sua expansão territorial pela zona ocidental do vale do México. Sob o reinado de Montezuma I, o Velho, os astecas tornaram-se um povo temido e vitorioso, ampliando seus domínios em mais de 200 quilômetros. Axayácatl, o sucessor de Montezuma, em 1469, conquistou a cidade de Tlatetolco e o vale de Toluca. O Império ampliou seus limites ao máximo sob o reinado de Ahuízotl, que impôs sua soberania sobre Tehuantepec, Oaxaca e parte da Guatemala. Em 1519, sob o reinado de Montezuma II, houve o primeiro encontro com os conquistadores espanhóis.

Os nobres

A sociedade asteca era rigidamente dividida. O grupo social dos pipiltin (nobreza) era formada pela família real, sacerdotes, chefes de grupos guerreiros — como os Jaguares e as Águias — e chefes dos calpulli. Podiam participar também alguns plebeus (macehualtin) que tivessem realizado algum ato extraordinário.

Tomar chocolate quente era um privilégio da nobreza.

O resto da população era constituída de lavradores e artesãos. Havia, também, escravos (tlacotin).

A religião

A religião asteca era politeísta, embora tivesse poucos deuses. Os principais eram vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola.

O deus mais venerado era Quetzalcóatl, a serpente emplumada, criador do homem, protetor da vida e da fertilidade. Os sacerdotes eram um poderoso grupo social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer previsões e dirigir as cerimônias rituais. A religiosidade asteca incluía a prática de sacrifícios.

O derramamento de sangue e a oferenda do coração de animais ou de seres humanos eram ritos imprescindíveis para satisfazer os deuses.

Economia Asteca

Os Astecas habitavam as terras do atual campo onde hoje está o México.

Os Astecas era um povo que tinha uma economia de base agrária, com aperfeiçoamentos de técnicas de produção, incluindo o uso de adubos e a construção de barragens e canais de irrigação.

No planalto mexicano, a ausência de chuvas combinada com um clima quente, provocava o ressecamento do solo. Por isso, eram necessários aperfeiçoamentos no processo de irrigação, o que exigia o trabalho coletivo das comunidades. Esse trabalho era realizado em regime de servidão.

A camada superior da sociedade não trabalhava. Ela dominava os trabalhadores com o uso da força militar e com a autoridade religiosa. O poder militar, era usado para forçar o pagamento de tributos, para conquistar novos territórios e para submeter as comunidades conquistadas. O poder da religião servia para impor a crença dos deuses e que esses deuses não recompensariam as comunidades com boas colheitas se elas não pagassem seus tributos ao Estado.

Os tributos eram constituídos por uma parte daquilo que a comunidade produzia, por serviços prestados na construção de obras públicas (canais, represas e estradas) e no atendimento às camadas dirigentes nos palácios.

O principal produto era o milho. Cultivavam também o feijão, mandioca, abóbora, batata-doce, tomate, cacau, além de frutas como o abacaxi, maracujá, banana e caju.

Apesar de sua economia ser inteiramente voltada para a agricultura, os Astecas construíram cidades com extensas e largas avenidas, palácios e templos de pedra, terraços e jardins com fontes.

Os Astecas vivam submetidos a uma monarquia despótica, exercida pelo chefe dos guerreiros.

Na época do último imperador asteca, o império esparramava-se por um território do tamanho da Itália contemporânea, reunindo uma população próxima de 12 milhões da habitantes. Só a capital, Tenochtitlán, ocupava uma área de 13 km2, com uma população estimada entre 80 e 500 mil habitantes, numa época que apenas quatro cidades européias possuíam mais de 100 mil habitantes, e Sevilha, a maior cidade espanhola possuía menos de 45 mil pessoas.

No início do século XVI, o Império Asteca entendia-se desde o norte mexicano até a Guatemala. Através de alianças e confederações, os Astecas dominavam povos vizinhos, obrigando-os a pagarem tributos e tratando suas hostilidades com constantes expedições punitivas. Sua forma de organização se assemelhava muitíssimo à das civilizações da Antiguidade Oriental, como o Egito e como a Mesopotâmia.

O Estado asteca era altamente centralizado, administrando as 38 províncias em que se dividia o império, controlando as atividades agrícolas, determinando a construção de sistemas de irrigação e zelando pela cobrança de impostos. A autoridade máxima era o imperador, inicialmente eleito pela tribo, mas depois, à época da conquista espanhola, o critério para sua escolha tinha caráter hereditário.

A sociedade dos as Astecas achava-se dividida em camadas rígidas, sem mobilidade social. Compunham essa sociedade os nobre, sacerdotes, comerciantes, populares e escravos. Nas aldeias as terras eram comunais e de produção auto-suficiente, e as comunidades pagavam tributos coletivamente ao Estado. Essas comunidades residenciais, com direitos comuns sobre a terra e obrigadas a pagar tributos ao Estado, eram chamadas de calpulli e constituíam as unidades sociais básicas do império asteca, caracterizando o que se denomina de sociedade de servidão coletiva.

Na arquitetura realizaram obras importantes como os templos e palácios até hoje existentes no vale do México. Sua religião baseava-se na crença e em vários deuses e na prática de sacrifícios humanos.

Usando instrumentos agrícolas de pedra, madeira e cobre, cultivavam entre outros o milho, o algodão, o cacau, variadas frutas, além de domesticarem animais como cães, abelhas e perus.

Fonte: br.geocities.com

Civilização Asteca

História

Os astecas também chamados de mexicas ou tenochcas eram essencialmente guerreiros, chegaram ao vale do México no inicio do século XIV da era cristã, vindos do norte, provavelmente da ilha de Aztlán ou Aztaclán. Em pouco mais de 150 anos, eles conquistaram e dominaram os povos vizinhos, através de sucessivas guerras. Formaram um vasto império centralizado com 500 cidades e 15 milhões de habitantes. Construíram grandes templos e uma capital o Tenochtitlán.

Descendentes da tribo dos Mexicas origem do nome do atual México, o império asteca encontrava-se em pleno apogeu, quando foram conquistados e dominados pelos espanhóis chefiado por Fernão Cortes em 1521. Sobre as ruínas de Tenochtilán foi erguida a cidade do México, e sobre as ruínas do Templo Maior dos astecas foi erguida a Catedral Católica da Cidade do México.

Localização

Os astecas habitaram o vale do México, região muito pantanosa. Através de sucessivas guerras, pelas quais submeteram os povos vizinhos, os astecas formaram um império centralizado, passando a dominar todo o Planalto Mexicano.

Sociedade

Os astecas eram povos guerreiros, sua sociedade era dirigida por militares, escolhido entre os quatro chefes militares de maior prestígio, que tinham controle de toda a população.

A sociedade era dividida em quatro classes ou camadas sociais. A primeira camada era formada pela família real, onde o rei ( tlacatecuble) era considerado um semideus e comandava os exércitos e governava o império, ele era responsável pelas leis, impostos, construções e dos alimentos do império.

A segunda camada era formada pelos militares que dividiam em três grupos: o conselheiro de Estado, no qual ajudava o rei a governar; os oficiais graduados que atuavam como juizes e generais; e os oficiais menores graduados que cuidavam da segurança da cidade. A terceira camada era formada pelos artesões e comerciantes e a quarta camada, a mais baixa, era formada pelos cidadãos comuns, os camponeses e escravos.

A sociedade asteca geralmente era monogânico, porém permitiam a poligamia. Os indivíduos da classe mais baixa, podiam melhorar a sua posição social dentro da sociedade, pois o rei escolhia os melhores guerreiros para seres oficiais e os presenteavam com terras, roupas e jóias.

Os astecas submeteram numerosas cidades da região a escravidão, como: Texcoco, Culhuacán e Azcapotzalco, a escravizando, suas populações obrigando-as a pagarem tributos A civilização asteca era politeísta, acreditava em deuses vingativos, cuja ira só poderia ser aplacada por meio de sacrifícios humanos normalmente de crianças e prisioneiros de guerra. Tinham uma escrita ideográfica, onde representavam a escrita através de sinais e desenhos e fabricavam o papel com casca de arvores.

A educação era universal, havia escolas militares e religiosas para a elite e escolas profissionalizantes para o povo.

Organização política

Os astecas possuíam um governo monárquico. Quando ocorria a morte do imperador, era eleito pelo Grande Conselho formado pelos representantes da nobreza seu sucessor , geralmente era alguém entre os membros da casa real. O imperador era considerado um semideus com totais poderes.

O funcionamento do estado baseava-se numa ampla rede burocrática formada por funcionários profissionais, tais como os sacerdotes, inspetores do comércio e coletores de impostos.

O império asteca organizavam-se em torno do pagamento de tributos e da contribuição militar por parte dos estados submetidos a eles como: Texcoco, Tlacopán, Azcapotzalco e Cullhuacán. As cidades dos astecas possuíam grandes templos, palácios e pirâmides, tinham um traçado retilíneo, com avenidas pavimentadas, praças, aquedutos e canais por onde circulavam os barcos.

Economia

A economia asteca baseava-se na agricultura, no comercio e nos tributos pagos com produtos locais e de povos vencidos em guerra.

Porém a principal atividade era a agricultura. As terras , em sua maioria conquistadas pela guerra, pertenciam aos nobres, mas eram cultivadas por escravos ou pessoas que as tomavam emprestadas para nelas trabalhar.

Como essa era uma região pantanosa, eles drenavam algumas partes do terreno e formavam montes de terras, conhecida como chinampas, onde plantavam milho, feijão, tomate, melões, baunilha, algodão, agave, tabaco, mandioca, pimenta e cacau. Com o cacau preparavam uma bebida quente chamada chocolatl e com a agave uma bebida fermentada, semelhante à bebida mexicana de hoje, o pulque.

Comerciavam as mais variadas mercadorias, os mercados astecas e os comerciantes vendiam tecidos, cordas e sandálias de agave, pluma, animais selvagens, peles, produtos da terra, cerâmicas, fumo, sal, ouro, prata, pedras preciosas e até escravos. As sementes do cacau era utilizada como moeda e simbolizavam riqueza e poder. A criação de animais era restrita só cães e perus.

Conhecimentos e técnicas

Os astecas foram notáveis arquitetos, construíram nas suas cidades grandes templos, palácios e pirâmides. Desenvolveram técnicas avançadas como a utilização de palanques e rampas para transportar blocos de pedras, construíram maquetes, represas e obras hidráulicas, usavam o sistema de irrigação e rodízio de plantação. Foram escultores, pintores e ceramistas, faziam tiaras, mantas, trabalhavam com plumas, jóias, etc. Além disso foram grandes conhecedores da medicina, conheciam cerca de 400 espécies diferentes de remédios de origem vegetal, animal e mineral e ainda praticavam a sangria, tratavam as feridas, cáries dentárias, problemas de pele, olhos e ouvidos, faziam massagens e inalações. Fabricavam o papel com a casca da figueira brava, e não conheciam o alfabeto, sua escrita era através de desenhos e símbolos.

Os astecas também tinham conhecimento de Astronomia e da Matemática, chegaram a elaborar um calendário que dividia o ano em 365 dias. Eles desconheciam o ferro, a roda, os animais de carga e o arado, mas haviam desenvolvido a arte da tecelagem.

Religião

Os astecas eram politeístas, tinham muitos deuses como: Colibri Azul o deus do sol do meio-dia, Coatlicue a sua mãe, Tezcatlipoca a deusa da noite, Quelzalcoatl o deus da sabedoria, Tlaloco deus da chuva, e mais os deuses de cada vila e profissões, etc.

Os templos eram construídos de grandes blocos de pedras e bem altos, pois achavam que assim ficariam mais perto dos deuses. O templo principal era o do deus Colibri. Durante os festivais mensais, eles homenageavam os deuses com sacrifícios humanos, principalmente crianças e prisioneiros de guerra. Eles supunham que os sacerdotes eram os únicos capazes de controlar as forças da natureza, de onde vinha seu poder e que a terra devia ser alimentada com sangue humano.

Fonte: www.igrejametodistawesley.com.br

Civilização Asteca

Civilizações Pré - Colombianas

Antes da chegada dos europeus ao continente americano, duas grandes civilizações já se estabeleciam em diversas localidades dos territórios do "Novo Mundo": as civilizações meso-americanas (astecas e maias) e as civilizações andinas (incas).

A civilização asteca era estabelecida no território do atual México; juntamente com os Maias, fixados nas regiões da América Central; os Incas, que ocupavam as regiões adjacentes ao longo da Cordilheira dos Andes. Cada uma dessas civilizações era constituída de um verdadeiro mosaico de nações e tribos.

Possuíam avançada organização política, econômica e social. Teoriza-se que tais civilizações tenham sido derivadas da migração dos mongóis asiáticos para tais regiões, dada a grande semelhança, inclusive, dos traços físicos comuns aos integrantes destes povos. As teorias dizem, ainda, que o povo mongol talvez tenha migrado da Ásia para a América através das geleiras do Estreito de Behring. Estas civilizações subsistiram até a chegada dos europeus, pelos quais foram dizimados devido à superioridade bélica e tecnológica européia da época.

A história cultural das civilizações meso-americanas pode ser dividida basicamente em três períodos principais: os períodos pré-clássico, clássico e pós-clássico.

No período pré-clássico, a cultura dos olmecas foi a predominante. Já o período clássico assistiu o desenvolvimento da cultura Teotihuacán e dos Maias.

O período pós-clássico foi marcado pelo militarismo e por impérios guerreiros: os Toltecas e os Astecas

A civilização Olmeca perdurou aproximadamente de 1.200 até 200 a.C.. Esta civilização deixou como legado para as que a sucederam elementos de grande importância, como a escrita em hieroglifos. Artefatos produzidos pela cultura olmeca foram encontrados em todas as partes da América Central. Em tais artefatos observa-se o naturalismo e o simbolismo como elementos centrais da arte produzida por esse povo.

A cultura Teothihuacán perdurou aproximadamente entre o período compreendido entre os anos 1 e 750 d.C.. A cidade de Teotihuacán é a possuidora de uma das mais intrigantes paisagens urbanas antigas das Américas. Tal cultura que aí se estabeleceu foi uma das mais influentes da América Central Pré-colombiana.

A civilização dos maias surgiu por volta de 1.000 anos a.C., estendendo-se, com seus últimos membros remanescentes, até o ano de 1697 d.C..

Algumas das características culturais dos maias são bastante peculiares: apesar de possuírem uma religião e uma cultura em comum, os membros do povo maia não possuíam uma única cidade-capital ou um único governante. Cada cidade possuía autonomia administrativa em relação às outras, sendo chefiadas individualmente por líderes da nobreza local. A religião constituía uma das questões centrais na vida de cada membro das comunidades maias. Tal aspecto levou os povos maias à construção de suntuosos templos sacrificiais em homenagem a seus deuses.

Os toltecas tiveram sua existência situada entre o período que se estendeu de 900 a 1187 d.C.. A sociedade tolteca era eminentemente militarista e guerreira (aspecto verificado através das numerosas esculturas de representação de seus guerreiros), ao passo que, no campo das artes e da arquitetura, o povo tolteca é considerado um dos mais desenvolvidos em relação aos demais povos de sua contemporaneidade. Os toltecas, no período pós-clássico, exerceram grande influência no território correspondente aos maias.

O império Asteca tinha como capital a cidade de Tenochtitlán. Tal cidade foi fundada em localidade que, segundo a mitologia asteca, fora indicada por seu deus tribal Huitzilopochtli. Segundo essa lenda, tal deus ordenou que seus adoradores encontrassem uma águia em cima de um cacto com uma serpente em seu bico.

Este seria o sinal que teriam encontrado sua terra prometida. A cidade do México, hoje em dia, foi construída neste mesmo local.

A lenda possui algum fundo de verdade: os astecas, anteriormente à fundação de sua capital, eram um povo nômade.

Com relação aos povos andinos, a civilização Inca desenvolveu sua mais importante capital em 1438, nos altiplanos da Cordilheira dos Andes. Os incas desenvolveram seu domínio através de sucessivas conquistas de províncias adjacentes ao seus territórios, que foram assim incorporadas ao seu império. A manutenção destas províncias sob seu domínio foi possível dada a grande eficiência administrativa dos incas. De acordo com as esculturas que muito representaram os membros da sociedade incaica, pode-se observar que a tipologia média do homem inca possuía características comuns como a estatura baixa e a pele de tonalidade parda. Os incas eram grandes artesões do ouro, da prata e do cobre. Algumas esculturas em ouro, representando figuras femininas, foram encontradas junto a oferendas aos seus deuses.

Fonte: www.historiaonline.pro.br

Civilização Asteca

História

Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI.

Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco.

A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército.

A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população.

Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador.

O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.

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Arte e arquitetura: pirâmide da civilização asteca

Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo. O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada.

A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia. Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

Fonte: www.loschicanos.com.br

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Certas civilizações do passado costumam exercer grande fascínio nos dias de hoje, atraindo o interesse do público e despertando a nossa imaginação. Exemplo desse fascínio é o fato dessas civilizações continuarem servindo de inspiração para autores de diversas obras de ficção (filmes, livros, histórias em quadrinhos etc.).

É o caso, por exemplo, do Império Asteca, geralmente associado a sacrifícios humanos feitos com o objetivo de satisfazer deuses sedentos de sangue. Essa sede por sangue que caracterizava os deuses cultuados pelos astecas inspirou até os cineastas Quentin Tarantino e Robert Rodriguez a realizarem o filme "Um Drink no Inferno", que conta a história de pessoas que são obrigadas a enfrentar vampiros num bar em algum lugar do México.

Numa das cenas finais do filme, quando os únicos sobreviventes do massacre promovido pelos vampiros saem do bar, vemos que o estabelecimento foi construído próximo ao local onde estavam as ruínas de um templo asteca, o que nos leva a concluir que, segundo o filme, os deuses astecas eram vampiros.

Além dos sacrifícios humanos, porém, há muitos outros aspectos interessantes da civilização asteca, que era muito mais complexa do que se imaginava. Nesta entrevista, o historiador Túlio Vilela responde algumas das perguntas e dúvidas desses habitantes do México anteriormente à chegada dos espanhóis.

Quais são as principais diferenças entre as pirâmides astecas e as pirâmides egípcias?

No Egito Antigo, as pirâmides foram construídas para guardar as tumbas com as múmias e os objetos de valor dos mortos.

No Império Asteca, as pirâmides tinham função bem diferente: eram templos com altares onde eram realizadas cerimônias religiosas, sacrifícios humanos especialmente.

Daí uma das características que diferenciam as pirâmides astecas das egípcias: a presença de grandes escadarias. Por exemplo, a pirâmide de Tenochtlán, cidade que era a capital do Império Asteca, tinha 114 degraus, todos caiados de branco.

De que época data essa pirâmide, ou melhor, quando ela foi construída?

Também conhecida como Templo Maior, essa pirâmide começou a ser construída no ano de 1375. Desde sua construção, a Pirâmide de Tenochtlán foi ampliada diversas vezes, a última delas em 1487, quando, durante quase uma semana, milhares de pessoas foram sacrificadas como oferenda aos deuses. As fontes divergem quanto ao número exato, algumas falam em 3 mil pessoas enquanto outras falam que teriam sido mais de 80 mil. A maior parte dessa obra foi destruída em 1521, após a chegada dos conquistadores espanhóis liderados por Hernán Cortéz.

Onde precisamente se localiza essa pirâmide?

Suas ruínas, foram descobertas, por acaso, em 1978, na Cidade do México, quando trabalhadores da companhia de energia elétrica encontraram um relevo com a imagem de uma deusa asteca. No topo dessa pirâmide, viam-se dois altares, um em homenagem a Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra, o outro em homenagem a Tláloc, deus da chuva e da fertilidade.

Os astecas eram descendentes dos egípcios?

Para a maioria dos arqueólogos e historiadores, as semelhanças entre as civilizações asteca e do Antigo Egito não passam de meras coincidências. Ou seja, o fato de que essas duas civilizações construíram pirâmides e cultuaram deuses ligados ao Sol - Rá, no caso dos egípcios, e Huitizilopchtli, no caso dos astecas - não podem ser entendidas como provas de uma suposta ligação entre essas culturas.

Mas o que explica essas semelhanças?

Essas semelhanças são resultado de paralelismo, um fenômeno bastante comum na evolução cultural de diferentes civilizações: povos que jamais mantiveram contato entre si podem desenvolver características semelhantes, desenvolvendo soluções semelhantes para problemas semelhantes. Por exemplo, a maioria das civilizações antigas dependia muito da agricultura, que estava sujeita às mudanças climáticas, períodos de seca, de chuvas etc.

Por isso, em várias culturas de diferentes épocas e lugares, encontramos divindades ligadas à chuva, aos trovões e à fertilidade: Zeus, na mitologia grega, Thor, na mitologia nórdica, Tláloc, na mitologia asteca...

Também há uma grande diferença entre as épocas em que essas civilizações floresceram...

Claro, egípcios e astecas estavam muito separados no tempo e no espaço: enquanto a civilização egípcia surgiu no norte da África milênios antes de Cristo, o Império Asteca localizava-se na América do Norte e existiu do século 14 ao 16 da nossa Era. O que não impede que escritores de ficção e de livros sensacionalistas aproveitem essas semelhanças para lançar novas obras apresentando a idéia de que os astecas teriam alguma ligação com os antigos egípcios. O que é menos conhecido do grande público são as semelhanças entre a arte - pinturas, esculturas, templos com relevos, colunas com inscrições... - produzida pelos astecas e outras civilizações pré-colombianas, como são chamadas as culturas que já existiam na América antes da chegada de Colombo, com arte produzida por antigas civilizações no Extremo Oriente, especialmente na China e na Índia.

É verdade que os astecas tinham conhecimentos de astronomia?

Sim. Por meio desses conhecimentos que os astecas puderam elaborar um calendário solar. Esse calendário era tão preciso que os historiadores, ao lerem textos astecas escritos antes da chegada dos espanhóis, podem saber em que ano exatamente ocorreu determinado fato. Por exemplo, sabemos que Tenochtlán, capital do Império Asteca, foi fundada ano do calendário asteca que corresponde ao nosso ano de 1325. No entanto, os conhecimentos astronômicos dos astecas estavam muito mais ligados ao que hoje chamamos de astrologia (a crença de que os astros influenciam no destino das pessoas) do que com a astronomia propriamente dita (o estudo científico dos astros).

A que isso se deve?

Isso se deve ao fato de que a religião dos astecas era astral, isto é, baseava-se nos astros. Vale lembrar que os astecas entraram em contato com outros povos vizinhos e absorveram muitos elementos das culturas desses povos. Os maias, por exemplo, que viveram na península de Iucatã [região que hoje corresponde à Guatemala, Honduras e Belize], tinham astrônomos que previam com precisão os eclipses do Sol, descreviam as fases do planeta Vênus e elaboravam calendários. Embora os maias tenham, por razões que ainda permanecem misteriosas, abandonado suas cidades a partir do ano 900, muito antes do surgimento do Império Asteca, eles influenciaram os povos da região, espalhando seus conhecimentos.

Por que os astecas realizavam sacrifícios humanos?

Para compreender os sacrifícios humanos na religião asteca, é preciso conhecer a visão que os astecas tinham do mundo. Eles acreditavam que antes da criação deste mundo, existiram outros quatro, que foram destruídos em catástrofes como dilúvios, terremotos e "chuvas de fogo". Segundo essa crença, este mundo também estaria fadado a ser destruído e substituído por outro.

Para os astecas, portanto, tudo acontecia em ciclos que se repetiam: tudo o que acontece é uma repetição do que já aconteceu antes e se repetirá no futuro, este mundo foi criado e será destruído como aconteceu com os mundos anteriores e acontecerá com os mundos que surgirão depois deste. Para evitar esse destino, os astecas acreditavam que era necessário oferecer sangue humano para os deuses. Afinal, segundo a crença dos astecas, os deuses também deram o sangue deles.

Você pode dar um exemplo...

O mito de Quetzacoatl, deus com a aparência de uma serpente de plumas. Segundo o mito, no passado, Quetzacoatl tirou ossos do inferno e regou-os com o seu próprio sangue concedendo-lhes vida. Assim, para os astecas, os seres humanos descendiam desses ossos que foram regados pelo sangue de Quetzacoatl. Quem teria imposto os sacrifícios humanos foi Tezcatlipoca, deus da noite, que teria expulso Quetzacoatl da cidade de Teotihuacán.

As guerras também tinham um aspecto religioso para os astecas?

As guerras desempenhavam importante papel na religião dos astecas, pois os prisioneiros de guerra eram sacrificados nas cerimônias religiosas. Por isso, do ponto de vista dos astecas, era mais interessante aprisionar os inimigos para sacrificá-los depois, do que matá-los em combate. Com as conquistas de novos territórios pelos astecas, as guerras se tornaram mais raras.

Para resolver o problema e obter novos prisioneiros de guerra para os sacrifícios, a solução encontrada pelos sacerdotes astecas foi a "guerra florida": torneios organizados com regras a serem cumpridas por todos os participantes.

O resultado dos combates era interpretado como a expressão da vontade dos deuses: aqueles que fossem derrotados deveriam ser sacrificados para o deus Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra.

É de se supor que isso tudo chocou os espanhóis na sua chegada...

O costume asteca de realizar sacrifícios humanos revoltou os conquistadores espanhóis.

No entanto, vale lembrar, a violência não era exclusiva dos astecas: os espanhóis que se revoltaram com os sacrifícios humanos tinham vindo da Espanha na mesma época em que os tribunais da Inquisição ordenavam torturas e condenaram pessoas à fogueira.

Túlio Vilela

Fonte: educacao.uol.com.br

Civilização Asteca

Povo Civilizado e Poderoso

Considerado o povo mais civilizado e poderoso da América pré-colombiana, os astecas controlavam um enorme império que se estendia por grande parte da região meso-americana (área cultural que compreendia parte do México e da América Central).

Os astecas, também eram chamados de mexinas ou tenochcas, chegaram ao vale do México no início do século XII da era cristã. Eram procedentes de uma região, situada em algum ponto desconhecido do noroeste do México; onde se estabeleceram depois de dominar vários povos e absorver a cultura. A data de 1168 é tida como aquela em que os Astecas, uma pequena tribo de caçadores, deixam a sua região de origem, Astlán no noroeste do México.

Depois da queda dos Toltecas no Vale do México, os Astecas foram uma das últimas tribos a chegar às margens do lago Texcoco. Os astecas chegaram às margens do lago Texcoco, no Vale do México, em 1325 d. C. Eles formavam inicialmente uma tribo de caçadores e coletores que se deslocou dos platôs áridos do norte do México em direção à zona central fértil e mais civilizada, ocupada por povos que praticavam agricultura desenvolvida. Neste deslocamento, que se estendeu do início do século XII ao início do século XIII, os Astecas lutaram, mas também conviveram com outros povos com os quais enriqueceram sua cultura e aperfeiçoaram o seu conhecimento tecnológico, especialmente sobre a agricultura. Aprenderam a irrigar a terra com o cultivo e a construir "jardins flutuantes", chamados de chinampas.

As chinampas são porções de terreno que os indígenas recuperavam do fundo do lago para formar e estender a terra firme tanto para construir como para o cultivo agrícola intensivo. A construção das chinampas se dá nos lugares mais rasos do lago onde se podia colocar as diversas camadas vegetais para a formação deste tipo de terreno exclusivo do Vale do México.

Os Astecas demarcavam o local das futuras chinampas com estacas e juncos, enchiam com lodo extraído do fundo do lago e misturavam com um tipo de vegetação aquática que flutuava no lago. Esta vegetação formava uma massa espessa sobre a qual se podia caminhar. Estas tecnologias foram essenciais para a fundação e sobrevivência de Tenochtitlán. Aos poucos, com sua arte guerreira e sua habilidade de aprender com os povos entre os quais viviam, tornaram-se ricos e poderosos, se tornando um grande império.

Sua capital Tenochtitlán, era maior que qualquer cidade da Europa na época. A partir de Tenochtitlán os astecas conquistaram através de guerras um território tão vasto que corresponde hoje ao México e ao norte da América Central (Guatemala e Nicarágua). Este império foi construído em um século (do início do século XIV ao início do século XV). A partir de 1517, expedições espanholas lideradas por Hernández de Córdoba, Grijalva e Hernán Cortés, conquistaram e destruíram a civilização Asteca, erguendo sobre as ruínas do templo de seu deus mais importante, uma catedral cristã.

EDUCAÇÃO

O sistema de ensino era severo e disciplinado e se baseava no estudo da história e da religião nacionais, na formação moral, na aprendizagem de ofícios e no treinamento militar.

"Durante os primeiros anos, a educação da criança ficava a cargo da família. O menino aprendia a carregar água e lenha, ajudava nos trabalhos agrícolas ou no comércio, na pesca e começava a remar sob a direção do pai. A menina varria, iniciava-se na cozinha, fiação e tecelagem. Assim que a criança atingia a idade de seis a nove anos, porém, seus pais a confiavam a um dos dois sistemas de educação pública então existentes: o colégio do bairro, onde "mestres de rapazes" e "mestras de moças" preparavam seus alunos para a vida prática; ou então o calmecac, colégio-monastério, onde a educação era ministrada pelos sacerdotes. Em princípio, somente os filhos dos dignitários (pilli) tinham acesso ao calmecac. Os filhos de negociantes, porém, também podiam ser admitidos, bem como crianças das camadas populares, caso se destinassem ao sacerdócio." Soustelle, Jacques. A Civilização Asteca.. Rio de Janeiro, Zahar, 1997, p.62.

ECONOMIA

A civilização asteca, se baseou do ponto de vista econômico, na agricultura e no comércio. As condições climáticas e topográficas do vale do México, núcleo do império, permitiam o cultivo de produtos de zona temperada, mediante uma adequada organização dos trabalhos agrícolas de forma a amenizar os efeitos das estações secas e das geadas. Grande parte dos 80.000 km² do vale, apresentava colinas, lagoas e zonas pantanosas que foram adaptadas à agricultura mediante aplicação de engenhosas técnicas de preparo de terreno para cultivo, drenagem e aterro.

Uma das mais interessantes entre essa técnicas, consistia na construção de canteiros flutuantes - as chinampas - por meio do empilhamento de galhos de árvores, barro e limo; que acabavam por fixar-se no fundo dos lagos. Sem animais de tração, para a agricultura, os astecas contavam com cães e perus para uso doméstico. Além do milho, consumido em forma de massa sobre a qual se aplicava uma pasta e feijão e pimenta amassados, os astecas alimentavam-se essencialmente de milho (era tão importante que existia até um Deus-Milho), feijão, abóbora, pimenta e tomate. Os grãos de amaranto e sálvia eram usados em mingaus.

Em torno do lago, consumiam-se peixes, crustáceos, batráquios e até insetos aquáticos. Aliás, os peixes e crustáceos só chegavam ao Planalto para serem consumidos pelas mais altas camadas da sociedade. Faziam uso do tabaco sob a forma de charuto ou cachimbo e, em certas ocasiões, ingeriam o octli, um líquido fermentado à base de suco de agave. Também cultivavam o cacaueiro, de cujos frutos extraíam uma bebida chamada xocoatl, que daria origem ao chocolate como o conhecemos hoje. Assim como ocorria na sociedade maia, entre os astecas o uso de sementes de cacau como moeda era relativamente comum.

A população relativamente grande do vale do México, que somava entre 1 milhão e 1,5 milhão de habitantes em 1519, foi um dos fatores que levaram os astecas a conquistarem outras regiões e comerciar com povos vizinhos. Os pochtecas, poderosa classe de mercadores, organizavam as caravanas comerciais e controlavam os mercados das cidades. A cidade de Tenochtitlan, que chegou a ter 13 km², incluídos os bairros periféricos e as chinampas, era o centro político e artesanal do império. A maior parte de sua população, que chegava a 100 mil pessoas em 1519, era composta de administradores, guerreiros, comerciantes e artesãos.

A INVENÇÃO DO CHOCOLATE

"Hoje quando bebemos uma xícara de chocolate quente e espumante ou comemos uma de chocolate, nem imaginamos que foram necessários séculos de estudos e cuidados com o fruto do cacaueiro para que pudéssemos apreciar esse alimento nutritivo. Também não imaginamos que foram os povos mesoamericanos, excelentes botânicos, os responsáveis pelo desenvolvimento das técnicas necessárias para secar e tostar as sementes de cacau que, depois moídas e de receber calor, se transformam na pasta de xocoatl.

Só que a pasta original obtida pelos botânicos, não tinha gosto. Para resolver esse problema, eles a dissolveram em água misturada com grande número de especiarias e flores. Adicionaram também diversos tipos de pó de origem vegetal para dar-lhe cor. Posteriormente, querendo melhorar o sabor do chocolate, resolveram adoçá-lo com mel de abelhas, e, para conseguir fazer espuma, inventaram o molinillo, um pequeno moedor próprio para triturar e bater as sementes.

Durante a conquista da América, os espanhóis transformaram mais ainda a pasta de chocolate. Acrescentaram a ela açúcar, avelã e nozes, assim como sementes de melão e gemas de ovo, conforme o gosto. Nessa época, os médicos também prescreviam o chocolate como medicamentos a seus pacientes. Aos enfermos calmos, receitavam o chocolate misturado com anis, almíscar e pimenta; já os doentes nervosos, bebiam o líquido sem substâncias aromáticas, ao contrário dos deprimidos, que consumiam o chocolate sem pimenta, com pouco anis e com todos os elementos aromáticos.

Se à chegada dos espanhóis o chocolate era uma bebida exótica e pouco conhecida, depois das contribuições dos povos da Mesoamérica acabou se popularizando e, com o tempo, ganhou as mesas das famílias do mundo inteiro." (El chocolate, herencia de México. Revista Arqueologia Mexicana, n.29, jan./fev. 1998).

SOCIEDADE E POLÍTICA

A base da sociedade asteca era a família de caráter patriarcal e geralmente monogâmica. Um grupo de várias famílias, compunham o calpulli, unidade social complexa que se encarregava de funções muito diversas, como a organização do trabalho agrícola, a arrecadação de impostos, o culto religioso, a educação e o recrutamento de guerreiros. Um conselho, formado pelos chefes de família, elegiam o líder do calpulli. Cada família pertencente a um calpulli, recebia um usufruto parte das terras comunais, que revertia ao calpulli se não fosse cultivada.

Acima do calpulli, estava a estrutura estatal, centrada no monarca. Logo após a morte de um tlatoani, um conselho de nobres se encarregava de eleger seu sucessor, geralmente entre os membros da casa real. O tlatoani, cuja figura inspirava enorme respeito entre seus subordinados, nomeava os ocupantes dos cargos estatais e militares, dirigia as campanhas de guerra, supervisionava o fisco e a atividade comercial, administrava justiça em última instância e presidia os ritos religiosos.

O funcionamento do estado, se baseava numa ampla rede burocrática formada por funcionários profissionais, tais como: os sacerdotes, inspetores do comércio e coletores de impostos.

Uma das características que mais marcavam a sociedade asteca, era a divisão em castas:

NOBREZA (os pipiltin): Era formada pelos membros da família real, os chefes dos calpulli, os chefes militares e os plebeus que haviam realizado algum serviço de mérito ao estado.
PLEBEUS (os macehuatin):
Eram os lavradores, comerciantes e artesãos enquadrados nos calpulli, que consistiam o grosso da população.
SERVOS (os mayeque):
Trabalhavam nas terras do estado e da nobreza.

Também haviam ESCRAVOS, empregados como força de trabalho ou reservados para os sacrifícios religiosos.

A confederação asteca, assim como os impérios meso-americanos anteriores, organizavam-se em torno do pagamento de tributos e da contribuição militar por partes dos estados submetidos. Apesar disso, esses estados eram praticamente independentes. No entanto, o império asteca tentou conseguir uma maior integração política entre suas 38 províncias, sobretudo no vale do México.

RELIGIÃO

A organização religiosa asteca era complexa, já que em apenas dois séculos, esse povo passara de dominado para dominador, controlando outros povos da região.

COSMOGONIA

(sistema formado em hipóteses sobre a formação do Universo)

Da mesma forma que outros povos, como os maias, os astecas supunham viver a era do quinto sol. As quatro anteriores, haviam acabado em catástrofes. Isso constituía uma justificativa ideológica para as contínuas guerras astecas, pois era necessário capturar inimigos e sacrificá-los aos deuses, a fim de proporcionar sangue para que o Sol não apagasse.

PANTEÃO ASTECA

O sincretismo

Conciliação das diferentes religiões dos povos vizinhos - encheu de deuses o panteão asteca. Pata uma mesma missão, haviam divindades provenientes de diversas culturas, e a tradição dualista opunha deuses benfazejos aos destruidores. A classe dirigente louvava suas divindades guerreiras, enquanto os camponeses atribuíam a fertilidade ou as calamidades aos deuses agrícolas. Cada lugar, cada profissão, agregava ao panteão asteca suas próprias divindades.

CLERO E CULTO RELIGIOSO

Os membros do clero, pertenciam às classes superiores; estudavam em suas próprias escolas a escrita e a astrologia, além de praticarem a mortificação e os cantos rituais; sua vida era de austeridade e permaneciam celibatários. Os dois sumos sacerdotes, dependiam do rei; que era inacessível, e segundo os espanhóis, ele era transportado em liteira porque seus pés não podiam pesar na terra.

Os templos mantinham asilos e hospitais.

Os ofícios religiosos, freqüentemente celebrados ao ar livre, nos arredores os templos, reproduziam fenômenos cósmicos e, dada sua estreita relação com os ciclos vegetativos, regiam-se por um complicado ritual, centrado nos sacrifícios. Já que acreditavam que som o sangue humano (a "água preciosa") oferecido ao Sol, a engrenagem do mundo deixaria de funcionar. Em relatos feitos pelos espanhóis, eles afirmam que sem dúvida o número de vítimas foi bastante grande.

Em geral, sacrificavam-se prisioneiros, então a idéia de se manter a prática de guerras, para que houvesse um "estoque" de prisioneiros, de maneira a serem sacrificados; como também usavam voluntários a serem sacrificados. As vítimas eram sacrificadas pelos sacerdotes, de formas diversas, segundo o deus a quem se oferecia o sacrifício; quando era dedicado a Tezcatlipoca (protetora dos guerreiros e dos escravos, acreditava-se que ela inspirava os eleitores do grande conselho na escolha do soberano e castigava ou perdoava as faltas), o sacerdote extraía o coração do guerreiro para alimentar a deusa.

CULTURA E ARTE

Os astecas conheciam uma escrita hieroglífica, mas a transmissão de sua cultura se realizou principalmente de forma oral.

A educação se dividia em duas instituições:

  1. Telpochacalli - para os plebeus
  2. Calmécac - para os nobres

No Calendário se encontram representadas a cosmogonia e a cronologia dos antigos mexicanos. Ao centro destaca-se o Sol (Deus Tonatiuh) sedento de sangue com o signo nauiollin, símbolo do nosso universo.

Os quatro braços da Cruz de Santo André, correspondentes ao signo Ollin, contêm os símbolos dos quatro antigos Sóis. Em torno destes hieróglifos, círculos concêntricos mostram os signos dos dias, os anos, representados pelo glifo xiuitl composto de 5 pontos, sendo 4 em cruz e mais outro no meio e, enfim, duas "serpentes de turquesa", isto é, os dois períodos de 52 anos que correspondem aos 65 anos do planeta Vênus, os dois constituindo o ciclo de 104 anos denominado ueuetiliztli ("velhice"). Os astecas tinham conhecimento precisos sobre a duração do ano, a determinação dos solstícios, as fases e eclipses da Lua, a revolução do planeta Vênus e diversas constelações, como as Plêiades e a Grande Ursa. Eles atribuíam uma atenção especial à mensuração do tempo, numa aritmética que tinha como base o número 20. Ao fim de cada período de 52 anos, acendia-se o "Fogo Novo" no cimo da montanha de Uixachtecatl. Isto era denominado "liga dos anos".

Era comemorado como um verdadeiro "Reveillon" místico com sacrifícios, danças, renovação de utensílio domésticos, etc.

O Calendário Asteca possuía 18 meses com 20 dias, estes últimos a saber:

Coatl - Cobra
Cuetzpallin - Leopardo
Calli - Casa
Ehecatl - Vento
Cipactli - Crocodilo
Xochitl - Flor
Quiahuitl - Chuva
Tecpatl - Pedra
Ollin - Tempo
Cozcacuauhtli - Abutre
Cuauhtle - Águia
Ocelotl - Jaguar
Acatl - Bastão
Malinalli - Erva
Ozomatli - Macaco
Itzquintli - Cão Careca
Atl - Água
Tochtli - Coelho
Mazatl - Cervo
Miquiztli - Caveira

Uma das mais notáveis invenções do povo asteca, foi um sistema de medição do tempo baseado na combinação de vários calendários.

CALENDÁRIO RITUAL

(tonalpohualli)

Era de 260 dias e tinha uso divinatório.

CALENDÁRIO SOLAR

Tinha 18 meses e 20 dias, aos quais se somavam 5 dias nefastos para completar os 365. A cada 52 anos, o início dos calendários coincidia com o que começava um novo "século". Além disso, havia um calendário baseado no ciclo do planeta Vênus, que coincidia com os demais a cada 104 anos. Os astecas desenvolveram também a astronomia e a matemática, na qual empregavam o sistema vigesimal.

ARQUITETURA

Da arquitetura asteca, só se conhecem alguns poucos exemplos que sobreviveriam às destruições ocorridas durante a conquista espanhola. As edificações mais características são os templos, da estrutura piramidal, como o da cholula. Os templos Astecas foram edificados com enormes blocos de pedras das montanhas que rodeavam o Vale do México. Os templos eram erguidos o mais alto possível para que os Astecas pudessem ficar perto dos seus deuses do céu. No topo havia uma plataforma onde eram sacrificadas as pessoas, geralmente prisioneiros, escolhidas como oferendas aos deuses. Os Astecas acreditavam que deviam construir um novo templo a cada 52 anos para agradecer aos deuses o fato de o mundo não ter ainda acabado. Em vez de demolir o velho templo, eles construíam outro em cima daquele. Assim, cada templo era maior e mais importante do que o anterior. Em Tenochtitlán o grande templo foi aumentado cinco vezes.

ARTESANATO

Os Astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos Toltecas, cuja civilização desaparecera muito antes de os Astecas chegarem ao Vale do México. Os artesãos moravam em bairros separados na cidade, adorando seus próprios deuses e ensinando sua arte apenas aos seus filhos. Grande parte de seus trabalhos era para o rei. Com os tributos enviados pelas cidades conquistadas, faziam tiaras, mantas e jóias. O rei então recompensava os grandes guerreiros com esses presentes. Um escultor levava muito tempo pata esculpir uma peça em jade, cristal ou obsidiana, devido à precariedade dos seus instrumentos. Dava a primeira forma à matéria bruta esfregando na pedra uma tira de couro cru com areia e água. Trabalhava apenas com uma faca de cobre macio e pó de sílex. Para finalizar e dar os últimos retoques, polia a peça com areia, depois usava o junco para dar brilho.

ESCULTURA

Como a arquitetura, a escultura asteca é maciça e imponente. Muitas obras mostram a influência artística dos Toltecas, Mixtecas e dos povos da Costa do Golfo, porém a estatuária religiosa possui traços típicos que expressam o caráter primitivo e violento dos Astecas. Algumas vezes os artistas revelam uma concepção mais naturalista, criando figuras serenas, desprovidas de elementos grotescos. É o que se verifica em certas estátuas de Quetzalcoatl, divindade protetora das artes e das ciências, e nas de Xochipili, o senhor das flores, divindade da alegria, da música e da dança.

PINTURA

A pintura dos Astecas é uma arte intermediária entre a escrita e a iluminura, manifestada através da execução minuciosa de caracteres pictográficos e da figuração de cenas históricas ou mitológicas. Os objetos são representados de frente ou de perfil e, às vezes, as duas posições são sobrepostas, resultando numa imagem irreal, mas sempre compreensível. Não conhecem a perspectiva e o colorido não tem nuances, porém há sempre contornos negros delimitando cada forma e realçando a vivacidade das cores. Em certos aspectos, essas obras lembram um dos estágios mais antigos da pintura egípcia.

ARTES PLUMÁRIAS

A arte plumária, trabalho com penas, era uma produção familiar. Enquanto as crianças preparavam cola de excremento de morcego, a mulher escolhia e tingia as penas. Para fazer um escudo, o artesão primeiro fazia o desenho e um molde. Com ele, transferia o desenho para um pedaço de pano colado a fibras de cacto.

Cortava as penas tingidas de acordo com o desenho e enfiava-as no tecido. Depois colava o pano num pedaço de madeira. Quando a cola secava, ele aplicava a camada final de penas, delineando o desenho com finas faixas de ouro. As penas, mais caras eram as do sagrado pássaro verde quetzal e as do colibri de cor turquesa.

OURIVESARIA

O ourives usava o método da cera derretida para fazer objetos. Fazia um molde em argila, enchia-o com cera e recobria com mais argila. Depois, aquecia o molde para que a cera derretesse e escorresse por uma abertura. Derramava o ouro derretido dentro do molde, deixava esfriar, quebrava a proteção de argila e estava moldada a peça.

LITERATURA

Os astecas, registravam os acontecimentos importantes em livros de papel preparados com folha de sisal, dobrados com mapas ou enrolados como pergaminhos.

A literatura dos astecas, predominantemente oral, desenvolveu temas históricos, religiosos e líricos.

A URBANIZAÇÃO DE TENOCHTITLÁN

Tenochtitlán se localiza numa ilha no interior do lago de Texcoco. Era a capital do Império, e racionalmente tão organizada, que deixou os espanhóis boquiabertos com avenidas largas e calçadas de pedras, praças enormes, pirâmides e edifícios que eram freqüentados por artesãos, comerciantes, funcionários do Estado, músicos, trabalhadores braçais, poetas e nobres. Este lugar desabitado tinha uma enorme riqueza ecológica que foi se transformando até alcançar o florescimento que os conquistadores observaram 200 anos depois. O controle político e econômico da cidade Asteca (Tenochtitlán) abarcava uma extensa zona da Mesoamérica com um grande número de povos subjugados que abasteciam a cidade de numerosos produtos naturais e manufaturados.

O TRAÇADO URBANO

O traçado das principais avenidas e a organização do centro cerimonial se realizou com relação à localização dos pontos periféricos da paisagem, principalmente os topos dos morros e o percurso do sol a cidade e seus arredores contavam com obras hidráulicas e estradas. Estudos indicam que o complexo de obras foi realizado para evitar as enchentes na cidade, melhorar a qualidade das águas permitindo a entrada de água doce proveniente dos lagos Xochimilco e Chalco, e comunicar a ilha com a terra firme.

O centro cívico-religioso se localiza mais ou menos no centro da ilha de Tenochtitlán.

O conjunto urbano se estrutura a partir de três caminhos principais que atravessam a ilha e continuam além dela para uni-la à terra firme: ao norte, o caminho de Tepeyacac; a oeste, o caminho de Tlacopan, e ao sul, o caminho de Iztapalapa.

Quanto à distribuição e ao tipo de edifícios que se encontravam no centro, sabe-se que ali se localizavam as residências dos principais senhores, os templos pirâmides dedicados a Huitzilopochtli, Tláloc e Tezcatlipoca, edifícios para a educação e outros ofícios rituais. Nas zonas não cerimoniais dentro da ilha se utilizava um traçado quadriculado regular, quando assim permitiam as condições ecológicas do terreno; e se utilizavam outras disposições de acordo com a adaptação das áreas residenciais às obras hidráulicas para o controle lacustre do sítio. É interessante observar que os caminhos eram estreitos e relativamente frágeis; os Astecas construíram sua cidade para o tráfego de pedestres, já que na época não havia cavalos na Mesoamérica.

O trânsito era preferentemente aquático e com canoas, que permitiam o deslocamento a qualquer lugar dentro ou fora da cidade, pela complexa e eficiente rede de canais de que dispunha a cidade de Tenochtitlán. Os caminhos amplos e com pontes uniam a ilha com a terra firme.

HABITAÇÕES INDÍGENAS

A maioria dos prédios é regular e o loteamento segue um esquema em que cada prédio ou unidade habitacional se integra diretamente aos caminhos para circulação de pessoas e aos canais para circulação de canoas.

Cada unidade habitacional corresponde a um prédio e se compõe dos seguintes elementos: um conjunto de chinampas, canais para irrigar as chinampas, um terreno onde se localiza a casa, e um terreno entre a casa e as chinampas.

Os limites das habitações são caminhos e canais em seus quatro lados e facilitam sua integração ao contexto urbano tanto por terra firme como em canoas pela água. Todas as moradias na Planta Maguey aparecem com seus acessos principais voltados para o sul.

As moradias indígenas eram projetadas para responder a necessidades culturais próprias: havia compartimentos com grande variedade de formas destinados a dormitórios, pátios internos e externos, terrenos e chinampas para cultivo, corredores e currais. A integração espacial da casa era independente do exterior, de costas para os caminhos e espaços públicos. Mas se ligava de várias maneiras com o entorno imediato e com o resto da cidade através de circulação por terra e por água. As habitações indígenas tinham, em geral, paredes de adobe e telhado de materiais vegetais, constituindo-se em cargas leves sobre terreno frágil, sujeito a afundamentos, quase flutuando sobre as águas do lago.

Apesar dos materiais de construção serem perecíveis esta habitação adequava-se muito bem às condições climáticas e de integração ecológica. As casas eram baixas e com pouca iluminação.

A única abertura era a da porta. Isto era assim porque os indígenas realizavam a maioria das suas atividades cotidianas nos espaços externos. As habitações serviam para dormir e para o descanso total através do isolamento da luz e de outros agentes externos (ruído, chuva, ... ).

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA E DIVERSIDADES NATURAIS

O México atual não corresponde exatamente ao que foi o Império Asteca (mesmo se tratando de uma República, o termo Império não é errado) em suas dimensões máximas, mas diferentemente do que ocorreu em relação ao Tawantinsuyu (Império Inca) e o atual Peru, o México atual é maior do que o Império Asteca jamais foi. Para começar, os Astecas jamais dominaram a península de Yucatán, nem tão pouco a península da Califórnia. Além disso, no próprio núcleo do México, na época Asteca, existiam certos "clarões" no Império, ou seja, áreas livres incrustadas em seu coração, como era o caso de Tlaxcala. A região sofria freqüentes abalos sísmicos e erupções vulcânicas, tendo vulcões de mais de cinco mil metros de altura.

Ao norte, à medida que se aproxima do deserto do Arizona, o clima se torna quente e seco, ao sul, já na zona tropical, surgem florestas densas e com fauna e flora ricas. Além de tudo isso, a região ainda é cortada pelas Sierras Madres oriental e ocidental o que faz com que a altitude média do país esteja entre 3000 e 4000 metros acima do nível do mar. Tamanhas altitudes provocam períodos de frio intenso e estiagem no inverno e final do outono, sendo assim, nada mais natural que as principais cidades pré-colombianas tenham se desenvolvido nas margens de lagos ou arroios. No que se refere a minérios, o México é muito rico em prata, sendo atualmente um dos maiores produtores mundiais do minério, e chumbo, além de ter (especialmente na época referida) boas reservas de ouro, estanho, cobre e pedras preciosas. A região sofria freqüentes abalos sísmicos e erupções vulcânicas, tendo vulcões de mais de cinco mil metros de altura.

Ao norte, à medida que se aproxima do deserto do Arizona, o clima se torna quente e seco, ao sul, já na zona tropical, surgem florestas densas e com fauna e flora ricas. Além de tudo isso, a região ainda é cortada pelas Sierras Madres oriental e ocidental o que faz com que a altitude média do país esteja entre 3000 e 4000 metros acima do nível do mar. Tamanhas altitudes provocam períodos de frio intenso e estiagem no inverno e final do outono, sendo assim, nada mais natural que as principais cidades pré-colombianas tenham se desenvolvido nas margens de lagos ou arroios.

No que se refere a minérios, o México é muito rico em prata, sendo atualmente um dos maiores produtores mundiais do minério, e chumbo, além de ter (especialmente na época referida) boas reservas de ouro, estanho, cobre e pedras preciosas. Nas florestas Mexicanas, as espécies que mais chamaram a atenção dos conquistadores espanhóis foram os papagaios e os jaguares, porém também existiam na região outros animais como águias, coiotes, beija-flores, uma espécie de cachorro sem pêlos, entre outros animais exóticos. Alguns achados arqueológicos têm ajudado muito os pesquisadores a aprenderem mais sobre a história da Mesoamérica, é o caso dos crânios de cristal, de estelas encontradas com inscrições hieroglíficas, calendários e tudo o que resistiu a ação do tempo, dos saques Espanhóis e às fogueiras dos missionários Europeus.

Acredita-se que na própria Cidade do México, que foi edificada sobre as ruínas de Tenochtitlán, existam diversos "tesouros" soterrados. Uma simples escavação para a realização de uma obra no centro velho da cidade provou que os achados podem ser abundantes, foram encontradas várias peças totalmente desconhecidas, como o calendário religioso Asteca.

ALGUMAS OBSERVAÇÕES

1) A expressão Mesoamérica é empregada com freqüência não com conotação geográfica, mas sim histórica e antropológica, sendo que designa uma região das atuais América Central e do Norte, onde se desenvolveram culturas indígenas avançadíssimas, só igualadas pelas culturas indígenas Andinas, na América do Sul. A Mesoamérica engloba o México, a Guatemala, Honduras e El Salvador, além de talvez algumas partes de outros países da América Central.
2)
Historiadores afirmam que: o verdadeiro sistema de governo dos Astecas era uma espécie de República muito semelhante, inclusive, à República Romana.
3)
É comum se falar em presença humana na América desde 35000 a.C., no entanto, na Mesoamérica, os primeiros testemunhos de ocupação datam de cerca de 20000 a.C.. Já os fósseis humanos mais antigos encontrados, não são de antes do que 9000 a.C..

É provável que por essa época o homem mesoamericano estivesse começando a se sedentarizar, processo que só se efetivaria por volta de 5000 a.C., com a descoberta da agricultura (plantio do milho, feijão, abóbora e pimenta malagueta). Porém, para um povo se desenvolver e se tornar uma civilização é preciso um pouco mais do que apenas a agricultura.

É preciso pelo menos a existência de uma cerâmica, o que só foi aparecer por volta de 2300 a.C.

Mais ou menos em 1300 a.C., numa região conhecida como Olman (Terra da Borracha), próxima ao golfo do México, ao sul de Veracruz, uma civilização que se tornaria um marco na História pré-colombiana: os Olmecas.

Este povo se disseminou por várias "cidades" (o termo não é muito correto, uma vez que elas eram apenas centros cerimoniais construídos para serem residências de sacerdotes e nobres, além de acolherem os cultos ao deus-jaguar) construindo grandes edifícios em pedras, tais como templos e túmulos, além de trabalhar o barro com maestria.

Os Olmecas se tornaram gênios da escultura, criando máscaras, sarcófagos, estelas, as famosas cabeças de basalto da Mesoamérica, além de estatuetas de jade, argila, quartzo, obsidiana, serpentina e cristal de rocha. Os Olmecas desenvolveram intensa atividade religiosa e mercantil, sendo assim, suas caravanas de comércio serviram para disseminar por várias regiões não só seus produtos e conhecimentos, tais como o cultivo do algodão para a confecção de roupas, mas também sua religião, que lançou bases para o culto futuro do deus da água. Por volta de 600 a.C., a influência Olmeca já era sentida nas proximidades do que viria a ser Tenochtitlán.

Porém, à medida que outros povos se desenvolviam, os Olmecas começaram a entrar em decadência e no século II ou III já não mais eram conhecidos, talvez tenham sido destruídos em batalha, talvez tenham migrado para outras regiões, o fato é que desapareceram do contexto da Mesoamérica, mas deixaram seu legado para as civilizações clássicas da região.

A Decadência do Império Asteca

Montezuma acolheu amistosamente os estrangeiros brancos, acreditando que Hernán Cortés fosse a encarnação do deus Quetzalcóatl, cuja chegada havia sido anunciada por profecias. Algumas centenas de espanhóis, apoiados por tribos indígenas inimigas dos astecas, chegaram a Tenochtitlan, onde foram recebidos como hóspedes. Um ataque asteca ao conclave espanhol de Vera Cruz, na costa do Golfo do México, serviu de pretexto a Cortés para aprisionar Montezuma em sua própria corte. Finalmente, com 30 de Junho de 1520, os guerreiros de Tenochtitlan, dirigidos por Cuitláhuac, irmão de Montezuma, obrigaram os espanhóis e seus aliados a abandonar a cidade. Uma epidemia de varíola, trazida do Velho Mundo pelos espanhóis dizimou, durante os meses seguintes, a população de Tenochtitlan. Enquanto isso, Cortés se dedicou a reorganizar e reforçar seu exército e a preparar a invasão à capital asteca. Em abril de 1521, os espanhóis iniciaram o sítio de Tenochtitlan. Os astecas, sem água e alimentos, resistiram durante quatro meses.

Em 13 de Agosto, houve o assalto final, durante o qual os astecas defenderam valorosamente sua cidade até os últimos momentos. Cauahtémoc, o último tlatoani, foi preso pelos conquistadores quando tentava escapar numa canoa com a intenção de se refugiar nas províncias e reorganizar as forças astecas. A queda da capital, a prisão do rei e a dispersão do exército asteca, favoreceram a conquista do resto do império dos espanhóis. Da capital reconstituída, Cortés organizou diversas expedições pelo território mexicano e centro-americano, que em 1534 foi convertido no Vice-Reino da Nova Espanha ou no México.

Fonte: www.estudantes.com.br

Civilização Asteca

Considerado o povo mais civilizado e poderoso da América pré-colombiana, os astecas controlaram um enorme império que se estendia por grande parte da região meso-americana (área cultural que compreendia parte do México e da América Central). Os astecas, também chamados mexicas ou tenochcas, chegaram ao vale do México no início do século XII da era cristã, procedentes de Chicomoztoc ("sete grutas"), situada em algum ponto desconhecido do noroeste do México. Outros povos de língua náuatle, como os chichimecas, acolhuas, tepanecas, culhuas, toltecas e pipiles haviam chegado anteriormente à região. As sete tribos astecas, guiadas por vários sacerdotes e caudilhos, e seguindo os desígnios do deus Huitzilopochtli, assentaram-se sucessivamente no lago Pátzcuaro e em Coatepec antes de chegar ao vale.

Depois de passar pela antiga cidade de Tula, por Zumpango, por Cuauhtitlan e por Ecatépec, em 1276 os astecas, governados por Hutzilihuitl o Velho, estabeleceram-se em Chapultepec, onde ficaram famosos pela agressividade e pela prática de cruéis sacrifícios. Em 1319 foram derrotados pelos culhuas e outros povos do lago Texcoco e acabaram confinados em Tizapán. Posteriormente se aliaram aos culhuas, mas depois do sacrifício de Achitometl, filha do senhor de Culhuacan, Coxcoxtli, tiveram que fugir pelo lago de Texcoco. Numa das ilhas do lago, a visão de uma águia que comia uma serpente lhes indicou o lugar onde deveriam construir sua nova capital, Tenochtitlan, fundada em 1325.

Durante os anos seguintes, os astecas e os tlatelolcas, grupo mexícatl estabelecido numa ilha próxima, passaram a pagar tributos aos tepanecas de Azcapotzalco. Em 1376, o príncipe culhua Acamapichtli proclamou-se tlatoani (rei) dos astecas, com o consentimento de Tezozómoc, soberano tepaneca. Huitzilihuitl sucedeu Acamapichtli em 1396 e, depois de casar com uma filha de Tezozómoc, conseguiu reduzir os tributos pagos a Azcapotzalco. Durante o reinado de Chimalpopoca (1417-1427), neto de Tezozómoc, os astecas ajudaram os tepanecas a conquistar a cidade de Texcoco e aboliram o pagamento de tributos. Depois da morte de seu avô, Chimalpopoca foi preso e morto pelo novo rei tepaneca, Maztla.

A atitude agressiva de Azcapotzalco provocou a união entre Tenochtitlan, Texcoco e outro pequeno estado, Tlacopan. Os aliados venceram os tepanecas e iniciaram um período de expansão territorial. A confederação das três cidades tinha um caráter predominantemente militar, tanto ofensivo como defensivo.

Durante o reinado de Izcóatl, a Tríplice Aliança estendeu seus domínios pela zona ocidental do vale do México.

Entre 1440 e 1469 reinou em Tenochtitlan Montezuma (ou Moctezuma) I Ilhuicamina, que consolidou as conquistas anteriores e empreendeu outras. Nessa época se iniciou o período áureo de Tenochtitlan, tanto no aspecto econômico como no artístico, e organizaram-se as "guerras floridas", campanhas militares anuais contra as cidades independentes de Tlaxcala e Huejotzingo com a finalidade de fazer prisioneiros para sacrifícios religiosos.

Axayácatl sucedeu Montezuma I em 1469. Durante seu reinado, os astecas conquistaram a cidade de Tlatelolco e as regiões do vale de Toluca, ocupadas pelos matlatzimas, otomis e mazahuas. Entretanto, os tarascos de Michoacán, armados com espadas de cobre (os astecas usavam armas de pedra e madeira), conseguiram conter o ímpeto conquistador da Tríplice Aliança.

Entre 1481 e 1486 reinou Tizoc, que morreu assassinado por uma conspiração palaciana. Seu sucessor, Ahuízotl, ampliou ao máximo as fronteiras do império asteca, impondo seu poderio sobre Oaxaca, Tehuantepec e parte da Guatemala. Artesãos e comerciantes prosperaram durante seu reinado, e Tenochtitlan viveu um período de grande desenvolvimento artístico e arquitetônico. Em 1502, depois da morte de Ahuízotl, seu sobrinho Montezuma II Xocoyotzin, eleito tlatoani, continuou a política imperialista de seus precursores e fortaleceu o poder monárquico. Durante seu reinado cresceu o descontentamento entre os povos submetidos pela Tríplice Aliança e houve o primeiro contato com os conquistadores espanhóis, em 1519. Naquela época, o império asteca se estendia por uma superfície de mais de 200.000km2 e tinha uma população de cinco a seis milhões de habitantes.

Montezuma acolheu amistosamente os estrangeiros brancos, acreditando que Hernán Cortés era a encarnação do deus Quetzalcóatl, cuja chegada havia sido anunciada por profecias. Algumas centenas de espanhóis, apoiados por tribos indígenas inimigas dos astecas, chegaram a Tenochtitlan, onde foram recebidos como hóspedes. Um ataque asteca ao enclave espanhol de Vera Cruz, na costa do golfo do México, serviu de pretexto a Cortés para aprisionar Montezuma em sua própria corte. Finalmente, em 30 de junho de 1520, os guerreiros de Tenochtitlan, dirigidos por Cuitláhuac, irmão de Montezuma, obrigaram os espanhóis e seus aliados a abandonar a cidade.

Uma epidemia de varíola, trazida do Velho Mundo pelos espanhóis dizimou, durante os meses seguintes, a população de Tenochtitlan. Enquanto isso, Cortés se dedicou a reorganizar e reforçar seu exército e a preparar a invasão à capital asteca. Em abril de 1521, os espanhóis iniciaram o sítio de Tenochtitlan. Os astecas, sem água e alimentos, resistiram durante quatro meses. Em 13 de agosto houve o assalto final, durante o qual os astecas defenderam valorosamente sua cidade até os últimos momentos. Cuauhtémoc, o último tlatoani, foi preso pelos conquistadores quando tentava escapar numa canoa com a intenção de se refugiar nas províncias e reorganizar as forças astecas.

A queda da capital, a prisão do rei e a dispersão do exército asteca favoreceram a conquista do resto do império pelos espanhóis. Da capital reconstruída, Cortés organizou diversas expedições pelo território mexicano e centro-americano, que em 1534 foi convertido no vice-reino da Nova Espanha ou do México.

A civilização asteca se baseou, do ponto de vista econômico, na agricultura e no comércio. As condições climáticas e topográficas do vale do México, núcleo do império, permitiam o cultivo de produtos de zona temperada, mediante uma adequada organização dos trabalhos agrícolas de forma a amenizar os efeitos das estações secas e das geadas. Grande parte dos 80.000km2 do vale apresentava colinas, lagoas e zonas pantanosas que foram adaptadas à agricultura mediante aplicação de engenhosas técnicas de preparo de terreno para cultivo, drenagem e aterro. Uma das mais interessantes entre essas técnicas consistia na construção de canteiros flutuantes - as chinampas - por meio do empilhamento de galhos de árvores, barro e limo, que acabavam por fixar-se no fundo dos lagos. Sem animais de tração para a agricultura, os astecas contavam com cães e perus para uso doméstico. O milho era a cultura mais importante, ao lado da pimenta e do feijão.

A população relativamente grande do vale do México, que somava entre um milhão e um milhão e meio de habitantes em 1519, foi um dos fatores que levaram os astecas a conquistar outras regiões e comerciar com povos vizinhos. Os pochtecas, poderosa classe de mercadores, organizavam as caravanas comerciais e controlavam os mercados das cidades. A cidade de Tenochtitlan, que chegou a ter 13km2, incluídos os bairros periféricos e as chinampas, era o centro político e artesanal do império. A maior parte de sua população, que chegava a cem mil pessoas em 1519, era composta de administradores, guerreiros, comerciantes e artesãos.

A base da sociedade asteca era a família de caráter patriarcal e geralmente monogâmica. Um grupo de várias famílias compunha o calpulli, unidade social complexa que se encarregava de funções muito diversas, como a organização do trabalho agrícola, a arrecadação de impostos, o culto religioso, a educação e o recrutamento de guerreiros. Um conselho formado pelos chefes de família elegia o líder do calpulli. Cada família pertencente a um calpulli recebia em usufruto parte das terras comunais, que revertia ao calpulli se não fosse cultivada.

Acima dos calpulli estava a estrutura estatal, centrada no monarca. Depois da morte de um tlatoani, um conselho de nobres se encarregava de eleger seu sucessor, geralmente entre os membros da casa real. O tlatoani, cuja figura inspirava enorme respeito entre seus subordinados, nomeava os ocupantes dos cargos estatais e militares, dirigia as campanhas de guerra, supervisionava o fisco e a atividade comercial, administrava justiça em última instância e presidia os ritos religiosos.

O funcionamento do estado se baseava numa ampla rede burocrática formada por funcionários profissionais, tais como os sacerdotes, inspetores do comércio e coletores de impostos.

Uma das características que mais marcavam a sociedade asteca era a divisão em castas. A nobreza (os pipiltin) era formada pelos membros da família real, os chefes dos calpulli, os chefes militares e os plebeus que haviam realizado algum serviço de mérito ao estado. Os macehualtin (plebeus) eram os lavradores, comerciantes e artesãos enquadrados nos calpulli, que constituíam o grosso da população. Os mayeque (servos) trabalhavam nas terras do estado ou da nobreza.

Também havia escravos, empregados como força de trabalho ou reservados para os sacrifícios religiosos.

A confederação asteca, tal como os impérios meso- americanos anteriores, organizavam-se em torno do pagamento de tributos e da contribuição militar por parte dos estados submetidos. Apesar disso, esses estados eram praticamente independentes. No entanto, o império asteca tentou conseguir uma maior integração política entre suas 38 províncias, sobretudo no vale do México. A vinculação familiar das casas reais de cada estado com Tenochtitlan e a introdução do culto nacional do deus Huitzilopochtli foram algumas das medidas integradoras empreendidas pelos astecas.

A extrema complexidade da religião asteca só pode ser compreendida sob a perspectiva de um povo guerreiro que, em apenas dois séculos, passou de dominado a dominador, controlando outros povos da região, muitos deles com tradição cultural muito anterior à sua. O regime asteca era teocrático. O rei exercia o poder divino por meio de leis, funcionários e as escolas nobres.

Da mesma forma que outros povos indígenas, como os maias, os astecas supunham viver a era do quinto sol. As quatro anteriores haviam acabado em catástrofes. Isso constituía uma justificativa ideológica para as contínuas guerras astecas, pois era necessário capturar inimigos e sacrificá-los aos deuses, a fim de proporcionar sangue para que o Sol não se apagasse.

Na realidade, as concepções guerreiras - com seu culto ao sacrifício e à coragem -, as necessidades políticas e as crenças religiosas constituíam quase uma unidade no mundo asteca. Os mortos em sacrifícios, como os que morriam em combate, tinham sua entrada garantida no império do Sol. Sorte semelhante estava reservada às mulheres que morriam de parto, provavelmente para diminuir os temores das mulheres e aumentar a reprodução. Os mortos comuns iam para um lugar subterrâneo chamado Mictlan.

Os astecas consideravam o mundo um lugar instável, em que as colheitas, os homens e até os deuses estavam ameaçados por catástrofes naturais. Só uma religião dura e severa podia oferecer segurança.

O sincretismo

Conciliação das diferentes religiões dos povos vizinhos - encheu de deuses o panteão asteca. Para uma mesma missão, havia divindades provenientes de diversas culturas, e a tradição dualista opunha deuses benfazejos aos destruidores. A classe dirigente louvava suas divindades guerreiras, enquanto os camponeses atribuíam a fertilidade ou as calamidades aos deuses agrícolas. Cada lugar, cada profissão, agregava ao panteão asteca suas próprias divindades.

Os membros do clero pertenciam às classes superiores; estudavam em suas próprias escolas a escrita e a astrologia, além de praticarem a mortificação e os cantos rituais; sua vida era de austeridade e permaneciam celibatários. Os dois sumos sacerdotes dependiam do rei. Este era inacessível - governava por intermédio de um delegado - e, segundo os espanhóis, era transportado em liteira porque seus pés não podiam pisar a terra.

Os templos mantinham asilos e hospitais. Os ofícios religiosos, freqüentemente celebrados ao ar livre nos arredores dos templos, reproduziam fenômenos cósmicos e, dada sua estreita relação com os ciclos vegetativos, regiam-se por um complicado ritual, centrado nos sacrifícios. Estes podiam ser de flores e de animais, mas com freqüência eram humanos. Segundo relatos feitos por espanhóis, sem dúvida o número de vítimas foi bastante grande. Em geral sacrificavam-se prisioneiros, mas eventualmente usavam-se voluntários. As vítimas eram executadas pelos sacerdotes, de formas diversas, segundo o deus a quem se oferecia o sacrifício; quando era dedicado a Huitzilopochtli ou Tezcatlipoca, o sacerdote extraía o coração do guerreiro para alimentar seu deus.

Quando não havia guerra contra os vizinhos, os astecas declaravam a "guerra florida", uma série de combates individuais que proporcionavam vítimas para os sacrifícios. O aspecto sanguinário desses rituais impressionou fortemente os espanhóis, cuja intervenção impediu a evolução do sistema religioso asteca.

Os astecas conheciam uma escrita hieroglífica, mas a transmissão de sua cultura se realizou principalmente de forma oral. A educação se dividia em duas instituições, o telpochcalli, para os plebeus, e o calmécac, para os nobres. O sistema de ensino era severo e disciplinado e se baseava no estudo da história e da religião nacionais, na formação moral, na aprendizagem de ofícios e no treinamento militar.

Uma das mais notáveis invenções do povo asteca foi um sistema de medição do tempo baseado na combinação de vários calendários. O calendário ritual, o tonalpohualli, era de 260 dias e tinha uso divinatório. O calendário solar tinha 18 meses de vinte dias, aos quais se somavam cinco dias nefastos para completar os 365. A cada 52 anos o início dos calendários coincidia com o que começava um novo "século". Além disso, havia um calendário baseado no ciclo do planeta Vênus, que coincidia com os demais a cada 104 anos. Os astecas desenvolveram também a astronomia e a matemática, na qual empregavam o sistema vigesimal.

Da arquitetura asteca só se conhecem alguns poucos exemplos que sobreviveram às destruições ocorridas durante a conquista espanhola. As edificações mais características são os templos, de estrutura piramidal, como o de Cholula. A escultura era naturalista, como a "Cabeça do cavaleiro águia", ou simbólica, como a "Coatlicue" e a "Pedra do Sol". Os astecas foram também hábeis artesãos. Algumas de suas principais artes decorativas foram a ourivesaria, baseada no estilo dos mixtecas, os tecidos e os mosaicos de plumas, empregados como adorno pessoal ou arquitetônico, a lapidação de pedras semipreciosas e a pintura de códices.

Registravam-se os acontecimentos importantes em livros de papel preparados com folha de sisal, dobrados como mapas ou enrolados como pergaminhos. A literatura dos astecas, predominantemente oral, desenvolveu temas históricos, religiosos e líricos.

Fonte: www.emdiv.com.br

Civilização Asteca

FIM DO IMPÉRIO ASTECA

Talvez por coincidência, os espanhóis, liderados por Hernán Cortez desembarcaram em Tuxpan, em 1519, o ano previsto para uma possível volta de Quetzalcoatl.

Sendo assim, Hernán Cortez teve uma ajuda extra em sua campanha: o medo e a religiosidade de Motecuhzoma II.

No dia 10 de fevereiro de 1519, o Capitão Espanhol, depois de muito insistir com Carlos V, conseguiu a autorização para partir rumo a conquista do chamado Yucatán (nome pelo qual os Espanhóis designavam toda Mesoamérica, uma vez que ainda não tinham a plena consciência de que o Yucatán era apenas uma península desta), e foi o que fez. Deixou Cuba neste mesmo dia, levando com sigo um exército de porte médio e relativamente bem armado (508 soldados de infantaria, 16 cavaleiros e 14 arcabuzeiros).

Cortez atingiu primeiramente a própria península de Yucatán, que não pertencia ao território asteca, e sim era habitada pelos maias. Lá, Cortez realizou expedições as quais culminaram na libertação de Aguilar (um dos dois náufragos que haviam sido presos pelos maias).

Apenas em abril, o grupo chefiado por Cortez chegou aos domínios astecas, desembarcando em Tuxpan, que eles denominara Vila Rica de Vera Cruz (é importante notar que os espanhóis tendiam a ignorar o nome indígena das cidades, sendo assim, rebatizavam-nas com nomes de cidades da própria Espanha, ou então com nomes que lembrassem riquezas ou santos da Igreja Católica). De lá, eles rumaram para o sul, tento atingido Cempoal (que batizaram de Sevilha) e depois uma região onde começaram a construção de um forte, que depois se tornou a cidade de Vera Cruz (não confundir com Vila Rica de Vera Cruz).

Com efeito, os espanhóis permaneceram quatro meses nessas três cidades, tendo se fortalecido ali para, de lá, iniciarem a conquista do México. Nos quatro meses em que permaneceram junto a costa, Cortez e os seus tiveram que impedir a tentativa de Francisco Garay, governador da Jamaica, de iniciar também uma campanha de conquista daquela mesma região.

Em Vera Cruz, Cortez recebeu enviados de Motecuhzoma II (tais enviados eram o Uey Calpixqui da região, que vivia na cidade de Cuetlaxtlán e seus comandados), que lhe deram presentes de todos os tipos, além de lhe falarem da grandeza e riqueza do Império, bem com de sua capital: Tenochtitlán.

A visita do Uey Calpixqui aguçou a cobiça do Espanhol que começou a organizar sua partida em pouco tempo, mandando vir de Cuba e da Jamaica tudo o que precisasse, além de começar a fazer sua grande descoberta, aquela que seria fator decisivo para a conquista.

Em suas andanças pela península de Yucatán, Cortez recebeu como presente várias coisas, dentre elas, algumas escravas (encarregadas de satisfazerem o apetite sexual dos espanhóis), dadas pelo chefe de uma cidade batizada de Tabasco.

Dentre estas escravas estava Malintzin (que depois foi batizada e recebeu o nome de Marina, Cortez se casou com ela e teve um filho: Don Martín Cortez), a filha de um chefe maia, que havia sido escravizada quando caiu prisioneira de um rival de seu pai. A dita índia era muito inteligente e culta, tanto que falava maia e nahuatl (a língua oficial dos astecas). Logo Cortez percebeu que utilizando Aguilar (o ex-prisioneiro que por ter ficado sete anos em poder dos maias havia aprendido sua língua) e Malintzin juntos, ele poderia conversar com os chefes das cidades tributárias astecas.

Conversando com os chefes das cidades de Cempoal e Tuxpan, Cortez percebeu que eles não seguiam o Império Asteca por amor, por patriotismo, mas sim que eram vassalos obrigados pela força. Esta descoberta mudou os rumos da campanha que Cortez estava prestes a iniciar, pois o conquistador percebeu que poderia utilizar os índios desgostosos do domínio asteca para engrossar suas fileiras.

Foi exatamente isso que o espanhol fez, em 16 de agosto de 1519, após quatro meses no litoral, ele partiu de Cempoal com destino certo: Tenochtitlán.

Em sua jornada, Cortez levou 15 cavaleiros, 11 arcabuzeiros, 260 soldados e 40 besteiros, além de alguns senhores principais de Cempoal, bem como escravos e escravas que lhes faziam comida e prestavam serviços.

Com este pequeno numerário, iniciou sua marcha, sempre demonstrando aos nativos um caráter de libertador, de salvador, o que fez com que dentro em pouco tempo, mais de setecentos índios já o seguissem como tropas de apoio. Quando estava próximo de Tlaxcallan, mensageiros de Motecuhzoma II vieram vê-lo e lhe disseram que não passasse pelo meio daquela região, pois os de Tlaxcallan eram inimigos de sua gente e os Espanhóis seriam maltratados. Porém, os de Cempoal eram aliados de Tlaxcallan e, sendo assim, afirmaram que Cortez poderia ir tranqüilamente por dentro de suas terras. Preterindo o conselho dos mensageiros astecas em relação ao de seus aliados de Cempoal, Cortez resolveu ir pelo meio de Tlaxcallan.

Quando já estava próximo da capital, Tlaxcala, o efetivo do Capitão se deparou com mais de cinco mil índios Tlaxcaltecas, todos prontos para a batalha. Os índios começaram a atacar e em pouco tempo mataram dois cavalos e feriaram outros três, além de ferirem três pessoas. Cortez ficou apavorado com o fato de estar sendo agredido com flechas e pedras por selvagens em meio às suas terras, sendo assim, enviou dois senhores de Cempoal como mensageiros à capital Tlaxcalteca.

Ao cair da noite, os dois voltaram machucados e chorando, dizendo que tinham sido presos e que só estavam vivos porque tinham conseguido fugir. Dentro dessas condições de hostilidade, Cortez resolveu atacar os inimigos e, no dia seguinte, houve nova batalha entre espanhóis e Tlaxcaltecas. Cortez e seus aliados indígenas venceram a batalha e durante a noite queimaram povoados, fazendo mais de quatrocentos prisioneiros. No outro dia, mais de 150 mil índios de Tlaxcallan atacaram o acampamento espanhol, sendo que chegaram mesmo a enfrentar os espanhóis e seus aliados no combate corpo-a-corpo. Os espanhóis dominaram a situação, expulsando os inimigos.

Em represália a tal atitude, Cortez continuou invadindo povoado à noite e queimando casas. Depois de queimarem dez povoados, os de Tlaxcallan vieram pedir trégua. Porém era apenas uma trégua falsa, na medida em que o que desejavam realmente era fazer os espanhóis acreditarem em sua lealdade e, numa noite atacarem e destruírem-nos. Porém, Cortez descobriu o plano e além de cortar as mãos de cinqüenta índios, como forma de aviso, ainda fez com que os homens de Sicutengal, um general de Tlaxcala batessem em retirada, com medo de seus cavalos. Depois disso, o Capitão espanhol realizou uma marcha triunfal por toda Tlaxcallan, fazendo-se aceitar como aliado e, por fim, recebeu vassalagem da capital, Tlaxcala, indo se estabelecer lá.

La Noche Triste

Tlaxcallan não pertencia ao Império Asteca, sendo uma República inimiga deste e incrustada em seu coração. Na região existiam cerca de quinhentos mil guerreiros (mais ou menos 1,5 milhão de habitantes). A capital, Tlaxcala, é descrita por Cortez como sendo a segunda mais bela cidade do México. Devido ao ódio que os Tlaxcaltecas alimentavam em relação aos astecas, em pouco tempo, a conquista do Império se tornou uma empresa Hispano-Tlaxcalteca.

Depois de alguns dias hospedado em Tlaxcala, nos quais ficou se recuperando da marcha e das sucessivas batalhas, Cortez resolveu recolocar-se em posição de marcha. Foi seguido, além de seus antigos seguidores, por cerca de cem mil índios de Tlaxcallan, dos quais, apenas seis mil foram realmente determinados a segui-lo até Tenochtitlán.

No caminho para Tenochtitlán, os espanhóis foram recebidos em Churultecal (ou Cholula), onde a mando de Motecuhzoma II, haviam armado uma emboscada, porém, Cortez descobriu e conseguiu se desvencilhar, fazendo a cidade também se tornar sua aliada.

Saindo de Churultecal, o Capitão retomou sua marcha para a capital asteca, agora guiado por mensageiros do próprio Motecuhzoma II, que, apesar de terem pedido desculpas pelo ocorrido, continuavam a rogar aos Espanhóis que não fossem a Tenochtitlán, sempre afirmando que a cidade era muito pobre e que Cortez e os seus iriam passar necessidades nela.

Cortez, no entanto, continuava determinado em ir até lá e, em 8 de novembro de 1519, finalmente chegou a Tenochtitlán. Logo na entrada da cidade foi recebido por Motecuhzoma II, que o saudou beijando o chão. Cortez presenteou-o com um colar de diamantes e foi presenteado com um colar de ouro. O Tlatoani asteca conduziu os espanhóis até seu palácio (que fora construído por Axayacatl), onde estes se instalaram e onde Motecuhzoma II se tornou uma espécie de prisioneiro de Cortez.

O Capitão entendeu por bem manter o Tlatoani asteca livre, mas vigiado de perto, de modo que não pudesse dar nenhuma ordem nem preparar nenhuma emboscada sem que os espanhóis soubessem (entendamos que Cortez não conseguiu perceber a verdadeira organização política asteca, sendo assim, acreditava que Motecuhzoma II (a quem ele chamava Montezuma) fosse um Imperador com caráter divino, assim como os Faraós do Egito antigo).

Motecuhzoma II impediu que os seus tomassem qualquer tipo de atitude contrária aos espanhóis, pois tinha a plena convicção de que se tratavam de enviados de Quetzalcoatl (uma vez que Cortez sempre dizia que vinha em nome de Carlos V, seu grande senhor, Imperador ao qual todos se curvam, Motecuhzoma II acreditou que Carlos V fosse Quetzalcoatl e que Cortez fosse seu enviado). Para essa crença, contribuíram várias coisas, por exemplo, a proibição da realização de sacrifícios humanos pelos espanhóis (Quetzalcoatl proibia sacrifícios, os quais só se generalizaram quando este foi expulso por Tezcatlipoca), a destruição dos ídolos astecas e a sua substituição por imagens de Cristo e Nossa Senhora (as quais os astecas não conheciam e julgavam ser de Quetzalcoatl, uma vez que não havia uma padronização para a representação das entidades divinas dentro do Império, sendo que cada cultura as representava de uma forma), além da confirmação de Cortez, pois este, assim que soube que Motecuhzoma II o confundira com seu deus, fez com que acreditasse que estava certo, ou seja, que Carlos V era Quetzalcoatl e que ele, Cortez, era seu enviado.

Por quase oito meses esta situação perdurou, ou seja, Motecuhzoma II preso e acreditando piamente que seus algozes eram divindades e os espanhóis, por sua vez, roubando tudo de valioso que encontravam.

No final de maio de 1520, Cortez teve que sair de Tenochtitlán, deixando lá muito dos seus, chefiados por Alvarado. O motivo que levou o Capitão a deixar a capital asteca foi a chegada, a Vera Cruz, de Pánfilo de Naváez, um enviado de Diego Velásquez, para conquistar o que Cortez já havia conquistado. Cortez foi combater seu adversário, o qual não levou muito tempo para neutralizar e expulsar.

Porém, enquanto Cortez estava fora, Alvarado, temeroso do clima de insatisfação que havia se instalado entre a aristocracia asteca devido ao longo cativeiro de seu Tlatoani, acabou por cometer um grave erro. No começo de junho, os astecas se reúnem para celebrar a festa de Uitzilopochtli, a principal festa divina de Tenochtitlán, sendo assim, saem às ruas com suas roupas de festa e realizam uma grande procissão. Alvarado pensou que as plumas e a procissão indicassem uma movimentação no sentido de atacar os espanhóis, sendo assim se lançou contra o povo, realizando uma grande matança.

Sem saber, Alvarado matou muitos membros do Grande Conselho, o que provocou a tristeza geral do povo e a indignação do Ciuacoatl e do Tlatocan. Estes se reuniram na mesma noite, junto com o que restou do Grande Conselho e depuseram Motecuhzoma II, acusando-o de colaborar para o fim do Império. Para o seu lugar, nomearam Cuitlahuac, seu irmão, que junto com seu filho, Cuauhtemoc (eleito Tlacateccatl, ou seja, o membro do Tlatocan que é responsável pelo comando das tropas), iniciou um ataque maciço à base dos espanhóis.

Cuauhtemoc sempre fora um guerreiro, antes de ter sido eleito para o Tlatocan, havia sido um grande Guerreiro-Jaguar, sendo muito respeitado e amado pelos exércitos. Sendo assim, sob sua liderança, os astecas destruíram quase todas as pontes que ligavam Tenochtitlán às margens do lago (o que impedia os espanhóis de fugirem) e começaram a sitiar o castelo de Axayacatl (onde Motecuhzoma II e os espanhóis estavam alojados).

Quando soube do ocorrido, Cortez (que já havia derrotado Narváez) retornou às pressas para Tenochtitlán, onde teve que forçar sua entrada. Chegando lá, não sabia que Motecuhzoma II havia sido deposto (inclusive, nem mesmo Motecuhzoma II sabia), sendo assim, pediu a ele que fosse ao oratório do palácio falar a seu povo, pedir que parassem os ataques. Motecuhzoma II foi, mas antes mesmo que começasse a falar, foi recebido por uma chuva de pedras e por gritos de "traidor, traidor". As pedras atingiram Motecuhzoma II na cabeça e, em apenas dois dias, ele morreu. Pensando que seu ato demonstraria sua grandeza e pacificaria os astecas, Cortez entregou o corpo do soberano morto aos membros do Tlatocan. Estes, juntamente com Cuitlahuac, o novo Tlatoani, receberam o corpo e aceitaram a trégua.

Cortez, pensando que havia pacificado a cidade, retornou para o palácio de Axayacatl e ordenou que seus mensageiros fossem levar as boas novas para as cidades onde ele havia deixado espanhóis, porém, os mensageiros foram capturados antes mesmo que pudessem sair da capital e retornaram ao palácio, todos feridos, para dizer a Cortez que os astecas retomavam a ofensiva.

O palácio foi cercado e, com flechas incendiárias, começou a ser alvejado. Em pouco tempo estava em chamas. Os espanhóis conseguiram apagar o fogo e expulsar os astecas, porém, ficaram resumidos apenas ao castelo de Axayacatl (que estava num estado de semi-ruína depois do cerco que sofrera). Construíram máquinas de guerra e tentaram pacificar a cidade, mas depois de sofrerem sucessivas derrotas, perderem muitos homens e cavalos, além de já estarem quase sem água, comida e munição, os espanhóis resolveram armar um plano de fuga, precisavam abandonar Tenochtitlán, pois os astecas pretendiam matá-los de fome e sede, presos dentro de seu castelo.

Hernán Cortez ordenou a construção de uma ponte móvel, de madeira, que seria carregada por cerca de 40 homens, e seria colocada sobre as parte quebradas das pontes originais, para assim os espanhóis poderem passar.

Quando a ponte ficou pronta, no dia 30 de junho, eles resolveram fugir. Passaram por algumas pontes, mas apenas Cortez e sua comitiva principal (algo em torno de vinte homens) conseguiram deixar Tenochtitlán passando por ela. Os demais tiveram que sair a nado. Devido ao grande peso de suas armaduras e do ouro que carregavam nos bolsos, muitos se afogaram, outros, por ficarem para trás, foram trucidados pelos exércitos de Cuauhtemoc. Menos de 100 espanhóis (e 24 cavalos) sobreviveram (morreram 150 espanhóis, 45 cavalos e 2000 Tlaxcaltecas) ao que ficou conhecido como "La Noche Triste", ou seja, "A Noite Triste".

Saídos de Tenochtitlán, os espanhóis foram para Tlacopán (que os espanhóis batizaram de Tacuba), onde conta-se que Cortez teria sentado embaixo de uma árvore e chorado. Reagrupados, Cortez e seus homens deram conta das baixas, além disso, perceberam que muitos estavam feridos (o próprio Cortez perdeu os movimentos da mão esquerda em decorrência de uma flechada) e que os cavalos não eram mais capazes de correr, apenas de andar, pois também estavam feridos.

Os espanhóis costearam o lago Texcoco no sentido horário até chegarem a Tlaxcala, onde foram acolhidos. A campanha de conquista do Império Asteca teria sido toda perdida se, em Tlaxcala, Cortez não tivesse encontrado o apoio dos Tlaxcaltecas, dos Otomi e de Ixtlilxochitl (que Motecuhzoma havia afastado da sucessão de Texcoco) e seus aliados.

A Ditadura Asteca

Cuitlahuac, o sucessor de Motecuhzoma II, governou apenas oitenta dias, pois morreu em decorrência de uma epidemia de varíola que se instalou em Tenochtitlán depois da volta de Cortez (Cortez trouxe consigo muitos reforços, mais armas, mais cavalos e mais escravos, dentre eles, um escravo negro, de Cuba, que estava com varíola; o escravo morreu logo, mas os índios, que não tinham anticorpos para a doença, começaram a morrer dela também).

Com a morte de Cuitlahuac, o exército aclamou Cuauhtemoc como seu novo governante. Visto que a situação era calamitosa, ninguém fez menção de impedir sua indicação, o que contrariava as regras da República Asteca, onde o Tlatoani era escolhido pelo Grande Conselho e governava sempre tendo que ouvir a este e ao Tlatocan, além de dividir seu poder com o Ciuacoatl. Porém, Cuauhtemoc era muito carismático, é inclusive descrito por cronistas da conquista como sendo o índio mais altivo do México, o que fez com que suas decisões fossem tomadas como lei, e não discutidas ou questionadas.

Com efeito, o governo de Cuauhtemoc foi muito semelhante a uma Ditadura Romana, ou seja, um governo absoluto, no qual a palavra do governante é a única lei, mas que se instala apenas em épocas de calamidades profundas.

A Águia que Tomba

Curiosamente, o nome de Cuauhtemoc significava: "A Águia que Tomba", o que mais parecia um sinal dos deuses, pois em seu governo, o Império cairia definitivamente.

O novo Tlatoani organizou a cidade para produzir num ritmo de guerra, enviou mensageiros para todas as cidades que compunham o Império, com a seguinte mensagem: "Todos os que ajudarem os Astecas na guerra contra os invasores serão liberados dos tributos por dois anos". Além disso, o governante deu maior ênfase ao exército.

Porém, Cuauhtemoc não pode conter a epidemia de varíola, nem suprir a falta de água potável (visto que os espanhóis destruíram os aquedutos que a levavam para Tenochtitlán), além disso, as populações dominadas continuavam a ver os invasores como libertadores, e não como conquistadores que estavam prestes a destruírem suas culturas e retirarem sua liberdade, sendo assim, não deram ouvidos aos apelos do Tlatoani asteca.

Cortez reuniu de novo seus homens, conseguiu aumentar suas tropas, comprar mais cavalos e canhões, além disso, trouxe mais arcabuzes e muita pólvora. Com a ajuda da mão-de-obra indígena, construiu treze navios nos quais colocou os canhões e, com eles, realizou o cerco à capital asteca.

Além dos tiros de canhão, os espanhóis realizaram vinte ataques em apenas 96 dias à própria cidade, sendo expulsos pela resistência indígena em todos.

Quando finalmente, no dia 13 de agosto de 1521, no vigésimo ataque que faziam a Tenochtitlán, os espanhóis finalmente conseguiram aniquilar as tropas astecas, marchar pela capital e fincar sua bandeira no topo do Grande Templo, ficaram horrorizados com o que viram: por onde passavam, havia cabeças de espanhóis, seus aliados indígenas e de cavalos - todas fincadas em estacas e dispostas ao longo das ruas principais.

Fonte: www.adrianavacanti.eti.br

Civilização Asteca

O Surgimento e Origem dos Astecas

A maioria dos historiadores acredita que os astecas tenham deixado sua região de origem – que a maioria dos estudiosos acredita ser o norte do Vale do Anahuac, enquanto outros acreditam que seja ainda mais ao norte, onde é hoje o sudoeste dos Estados Unidos – por volta do século 12 e depois de uma longa jornada teriam encontrado um lugar bastante fértil, que era o Vale de Anahuac, atual Vale do México. Eles ocuparam as ilhas a oeste do lago Texcoco, pois as do lado leste já estavam ocupadas. Quanto à origem dos astecas, uma lenda diz que a terra natal desse povo era Aztlán, um lugar que os estudiosos acreditam ser apenas mítico. Independente de como seja, na época da chegada dos astecas ao vale havia muitas cidades-Estado e eles absorveram muitos elementos da cultura dos habitantes de Culhuacán, uma cidade-Estado da época. É interessante também ressaltar que “asteca” é um termo incorporado por historiadores europeus e mexicanos, pois o próprio povo se chamava de “mexica”. A primeira palavra destacada surgiu de “aztecati”, que designava os que vinham de Aztlán na língua falada pelo povo Mexica. Foi somente a partir do século 19 que os autores europeus incorporaram o termo para distinguir os habitantes do México atual dos que viviam na região antes da chegada dos espanhóis. O termo hoje se refere a todos os habitantes do império fundado pelo povo mexica.

A Sociedade Asteca e um Interessante Modo de Estabelecer seu Império

Os mexicas ou astecas fundaram a cidade de Tenochtlán em 1325 e a primeira edificação da cidade foi o templo, onde casas, mercados e palácios foram construídos ao redor. A cidade foi crescendo e conforme isso ia acontecendo, os astecas passaram a atacar e dominar outros povos da região, entre eles os olmecas e toltecas. A aliança de Tenochtlán e Texcoco e Tlacopán deu origem ao que conhecemos hoje como o Império Asteca. Um fato interessante é que eles preferiam evitar a guerra e a destruição, isso para evitar gastos, pois o Império Asteca era sustentado pelos impostos cobrados das cidades dominadas e como estes eram pagos com produtos, como artesanato, ouro em pó, peças de algodão e até cogumelos alucinógenos, não era interessante que as cidades que eles pretendiam dominar fossem destruídas. A sociedade deles era bem hierarquizada, a posição social da pessoa era indicada pelas roupas que ela trajava. O imperador, que era quem governava, era chamado de “tlatoani” – que significa “aquele que comanda” ou “aquele que fala”. Ele era eleito por uma assembléia de guerreiros no início, mas a função passou a ser hereditária (de pai para filho) com o tempo.

Dentre as funções e responsabilidades do imperador, uma delas era social: fornecer alimentos para a população que necessitasse em períodos de carestia ou seca. O “cinacoatl”, uma espécie de vice do imperador era um cargo exercido geralmente pelo irmão do mesmo.

A Medicina Asteca

Nela havia muito misticismo e até alguns pontos que chegam a assustar como a prática de sacrifícios humanos, mas também havia alguns pontos interessantes como o fato de soldarem fraturas e colocarem talas em ossos quebrados.

Pouco se sabe sobre a doutrina médica dos astecas, muitos acreditam que os diagnósticos eram feitos da seguinte forma:

Influências maléficas de espíritos maus;
Agressões ou perda do tonal;
Algum corpo estranho introduzido por feitiçaria;
Lesões.

Os Escravos Entre os Astecas

Os prisioneiros de guerra, condenados pela justiça civil, pessoas com dívidas de jogo, arruinadas pela bebida, remanescentes de povos conquistados ou destruídos por eles e também estrangeiro compunham essa classe chamada de “tlatlacotin”. Apesar de ser traduzida como “escravos”, o termo não é exato. Eles podiam trabalhar para um senhor para saldar uma dívida, estando mais próxima da servidão que da escravidão por dívidas, pois eles podiam morar em residências próprias e até se casar com mulheres livres, essa última se fossem homens. Os filhos deles também eram considerados livres.

Fonte: www.tocadacotia.com

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