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Guerra dos Cem Anos

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Conflito entre França e Inglaterra causado pela pretensão do rei inglês Eduardo III (1312-1377) de disputar a sucessão do rei francês Carlos IV (1294-1328).

Apesar do nome, dura mais tempo: vai de 1337 a 1453.

A Inglaterra também luta pela posse do território de Flandres, sob domínio francês.

Com o comércio dificultado na região, os ingleses querem ter livre acesso por meio da união dos reinados.

O embate diminui o poder dos senhores feudais nos dois países e reforça a autoridade real.

Guerra dos Cem Anos – O que foi

Agravando ainda mais o complexo quadro de crise feudal, temos o conflito entre a França e Inglaterra, conhecido como a Guerra dos Cem Anos.

Durante um longo período, que se estendeu por 116 anos (1337-1453), ingleses e franceses disputaram entre si, principalmente, a propriedade de regiões economicamente importantes que interessavam aos dois reinos, originando um conflito acentuado caráter feudal.

Para compreendermos as orignes dessa antiga rivalidade franco-anglesa, é preciso resgatarmos o Tratado de Paris (1259). Através desse documento, Henrique III da Inglaterra se comprometia, junto a Luís IX da França, a abandonar suas pretensões territoriais sobre a Normandia, Maine, Anjou, Touraine e Poitou, mas conservava a Gasconha (feudo concecido pelos franceses à Coroa inglesa).

No entanto, boa parte do Ducado de Gasconha estava nas mãos de senhores insubmissos que ignoravam o poder do Rei inglês.

Era comum os vassalos gascões apelarem ao Rei francês contra as decisões impostas pelas autoridades inglesas na região, originando-se aí constantes conflitos entre França e Inglaterra.

Mas, o ponto principal de discórdia e rivalidade entre os reinos inglês e francês concentrava-se na disputa territorial pela região de Flandres. Essa região era economicamente importante e atraía interesses de ambos, em virtude do seu próspero comércio e indústria têxtil. Os flamengos eram grandes consumidores de lãs inglesas, por isso Flandres e Inglaterra estabeleceram uma aliança comercial, não aceita pelos franceses, também interessados na região. Em suma, Flandres estava vinculada economicamente à Inglaterra, mas, politicamente, pertencia ao Reino da França, que não admitia a interferência inglesa na região.

Movidos, portanto por ambições territoriais e questões dinásticas (problemas de sucessão imperial), os exércitos de França e Inglaterra provocaram um conflito feudal que se estendeu por mais de um século.

No entanto, vale lembrar que, na prática, houve períodos de paz e de paralisação (inatividade) dos combates franco-ingleses durante a guerra.

Precedentes

O triunfo de Felipe IV, o Belo (1236-1314) sobre o Papado converteu a França no mais poderoso reino europeu. Mas sua pujança era mais aparente do que real, pois o feudalismo ?muito arraigado limitava a autoridade real e a situação dos cofres públicos era de uma vizinhança da bancarrota. Em troça, a Inglaterra, muito menos povoada e com um desenvolvimento cultural menor vivia sob um sistema político mais evoluído e oferecia uma maior homogeneidade. Além disso, em um e outro país o espírito cavalheiresco impulsionava os nobres à guerra.

Origem da guerra

Por suas possessões de Guyena o rei inglês era vassalo do rei da França. Felipe IV tentou apoderar-se deste ducado, mas Eduardo 1 da Inglaterra replicou fomentando o descontentamento em Flandres, condado vassalo da França. ainda que, de fato, independente.

O Papa pôs fim ao conflito, mas a semente da discórdia havia sido lançada: ao rei da França desagradava-lhe um vassalo tão poderoso como o rei inglês; Inglaterra, por seu turno, não estava disposta a perder os vinhos e o sal da Guyena nem o mercado lanífero de Flandres, cujas cidades (sede das mais prósperas manufaturas de tecidos da época) se serviam de lã inglesa. Por tudo isso, ao morrer Carlos IV da França sem sucessão direta (1328). o rei Eduardo III d?s Inglaterra, homem ambicioso e prático, começou a preparar a sua intervenção na França, com o desejo de apoderar-se do país.

Primeiro período da guerra (1337-1380)

Os quatro combates armados principais foram favoráveis aos ingleses: o combate naval da Esclusa (1341); a ba­talha de Crécy (1346); a tomada de Calais (1347), que será inglesa até 1558; a batalha de Poitiers (1356)), na qual o Príncipe Negro, filho de Eduardo III derrotou e fez prisioneiro João II, o Bom, filho e sucessor de Felipe IV de Valois.

As vitórias inglesas foram devidas à superioridade dos arqueiros insulares (providos com os famosos arcos largos) sobre a antiquada cavalaria feudal francesa.

A situação da França era desastrosa: peste negra (que entre 1349 e 1351 acabou com uma quarta parte da população da Europa), revolta dos burgueses de Paris (1357) e dos camponeses do NE da França ou Jacquerie (1358). Porém a Inglaterra havia sofrido, também, uma sangria e admite-se mesmo, a peste, Por tudo isso o delfim (título do sucessor ao trono francês) Carlos, filho de João II, firmou a paz de Erétigny (1360); Eduardo III renunciava ao trono francês, mas conservava as suas possessões na França.

Morto João II no cativeiro sucede-lhe seu filho Carlos V, o Prudente (1364-1380), que preparou imediatamente a desforra. Seu exército, dirigido por Bertrand Dugesclin (antigo chefe das “companhias brancas”) recobrou de 1369 a 1375 inúmeras praças. Mortos Eduardo III (1375) e Carlos V (1380), encontraram-se a frente de um e outro reino soberanos de menor idade, o que, unido à fadiga produzida por tão grande contenda, abriu um parêntesis de 33 anos de paz, sem que fosse concertado qual­quer pacto.

Segundo período (1380-1453)

A Inglaterra atravessou dificuldades internas durante a época da paz embora maiores tenham sido ainda as da França dividida pela luta entre armanhaques, partidários dos Orleans. e borgões, seguidores do duque de Borgonha.

Henrique V da Inglaterra aproveitou-se desta guerra civil para realizar o ataque: derrotou os franceses em Azincourt (1415) e aliado com os borgões obteve do de­mente Carlos VI que o nomeasse seu herdeiro (Tratado de Troyes, 1420).

O delfim Carlos VII, totalmente desamparado, recebeu uma ajuda insólita: a da jovem lorenesa Joana d?Arc, “a donzela de Domrémy”, o que obrigou os ingleses a levantar o sítio de Orleans (1429), Joana, feita prisioneira pelos borgonheses, foi entregue aos ingleses que a queimaram viva em Ruão, como bruxa e herege (1431). Mas os partidários do Delfim, galvanizados pela vitória de Orleans, prosseguiram a guerra sempre desfavorável aos ingleses, e, em 1453 entraram em Bordéus, última cidade do­minada por estes (com exceção de Calais).

O brilhante Estado borgonhês (ducado e condado de Borgonha, mais Flandres e Brabante, ou seja, os Países Baixos), vigorado graças a este largo conflito, desintegrou-se em 1477. Pelo tratado de Arras (1482) repartiram-se os seus territórios Luis XI de França e Maximiliano da Áustria.”

A invasão inglesa

Para a sucessão de Carlos IV à Coroa da França é escolhido Felipe VI de Valois (1293-1350), sobrinho de Felipe IV, o Belo (1268-1314). Porém, o rei Eduardo III da Inglaterra, neto de Felipe, o Belo por parte de mãe, declara-se soberano da França e invade o país em 1337, reivindicando o trono.

A superioridade do Exército inglês impõe sucessivas derrotas às forças inimigas.

Em 1347, Eduardo III ocupa Calais, no norte da França.

A peste negra e o esforço de guerra desencadeiam uma crise econômica que provoca revolta na população francesa. Milhares de camponeses atacam castelos e propriedades feudais.

Felipe de Valois morre e é sucedido pelo filho João II, o Bom (1319-1364). Em 1356 ele é capturado por Eduardo, o Príncipe Negro de Gales (1330-1376), filho de Eduardo III, e levado para Londres.

Em 1360, depois de assinar a Paz de Brétigny e o Tratado de Calais, volta à França. A Inglaterra renuncia à Coroa em troca da soberania sobre os territórios conquistados.

Reação francesa

Com a ascensão de Carlos V (1338-1380) ao trono francês em 1364, o país reconquista quase todos os territórios e derrota os ingleses.

No reinado de Carlos VI, o Bem Amado (1368-1422), o rei da Borgonha Felipe III, o Bom (1396-1467) alia-se aos ingleses.

Juntos, em 1420 eles impõem aos franceses o Tratado de Troyes. Por ele, a filha de Carlos VI, Catarina, casa-se com Henrique V (1387-1422), da Inglaterra, assegurando o trono francês ao filho do casal. Em 1422, com a morte do avô materno, Henrique VI (1421-1471) é aclamado rei da França. Essa solução não é aceita por seu tio Carlos (1403-1461), filho do antigo soberano francês, e divide o país. No mesmo ano, Carlos VII é reconhecido como herdeiro legítimo pelo sul do país. Recebe ajuda da camponesa Joana D”Arc (1412-1431), que, à frente do Exército francês, derrota os ingleses.

A vitória reacende o nacionalismo francês, e Carlos VII é coroado em 1429.

No decorrer de uma guerra de 20 anos, ele reconquista Paris, Normandia, Formigny e Bordeaux. A Inglaterra fica apenas com Calais.

Como conseqüência da perda da totalidade de suas possessões na França, os derrotados contestam os direitos de Henrique VI à Coroa inglesa. Por causa disso estoura na Inglaterra a Guerra das Duas Rosas, entre 1453 e 1485, na qual as famílias Lancaster e York disputam o trono inglês.

Guerra dos Cem Anos – Conflito

Guerra dos Cem Anos

O nome de Guerra dos Cem Anos tem sido usado por historiadores desde o início do século XIX para descrever o longo conflito que opôs os reis e reinos da França e da Inglaterra contra o outro a partir de 1337 a 1453.

Dois fatores estavam na origem da conflito: em primeiro lugar, o estado do ducado de Guyenne (ou Aquitaine) -embora ele pertencia aos reis de Inglaterra, manteve-se um feudo da coroa francesa, e os reis da Inglaterra queria posse independente; segundo, como os parentes mais próximos do último rei direto Capetian (Charles IV, falecido em 1328), os reis da Inglaterra de 1337 reivindicou a coroa da França.

Teoricamente, os reis franceses, que possuem os recursos financeiros e militares do estado mais populoso e poderoso na Europa Ocidental, realizada a vantagem sobre o menor, mais escassamente povoado reino Inglês.

No entanto, o exército Inglês expedicionária, bem disciplinado e usando com sucesso os seus arcos longos para parar cargas de cavalaria, mostrou repetidamente vitoriosa sobre as forças francesas muito maiores: vitórias significativas ocorreram por mar em Sluys (1340), e por terra em Crecy (1346) e Poitiers ( 1356).

Em 1360, D. João de França, a fim de salvar o seu título, foi forçado a aceitar o Tratado de Calais, que concedeu total independência ao ducado de Guyenne, agora consideravelmente alargada para incluir quase um terço da França. No entanto, o seu filho Charles V, com a ajuda de seu comandante-em-chefe Bertrand du Guesclin, por 1380 tinha conseguido reconquistando quase todo o território cedido, nomeadamente através de uma série de cercos.

Depois de um hiato, Henry V da Inglaterra renovou a guerra e provou vitorioso em Agincourt (1415), conquistaram a Normandia (1.417-1.418), e, em seguida, tentou ter coroado como o futuro rei da França pelo Tratado de Troyes (1420).

Mas seus sucessos militares não foram pareados por sucessos políticos: embora aliado com os duques de Borgonha, a maioria dos franceses se recusaram a dominação Inglês. Graças a Joana d’Arc, o cerco de Orleans foi levantada (1429).

Em seguida, Paris e o lle-de-France foram libertados (1436-1441), e depois de o exército francês tinha sido reorganizado e reformada (1445-1448), Charles VII recapturado o ducado da Normandia (a Batalha de Formigny, 1450), e então apreendidos Guyenne (a batalha de Castillon, 1453). O fim do conflito nunca foi marcado por um tratado de paz, mas morreu por causa do Inglês reconheceu que as tropas francesas eram fortes demais para serem diretamente confrontado.

Território Inglês na França, que tinha sido extensa desde 1066 (ver Hastings, Battle of) agora permaneceu confinado à porta Canal de Calais (perdido em 1558).

França, finalmente livre dos invasores ingleses, retomou o seu lugar como o estado dominante da Europa ocidental.

Guerra dos Cem Anos – História

Guerra dos Cem Anos

Guerra dos Cem Anos foi uma série de guerras entre Inglaterra e França.

O pano de fundo a Guerra dos Cem Anos se passaram, tanto para trás como para o reinado de Guilherme, o Conquistador.

Quando William, o Conquistador, tornou-se rei em 1066, após sua vitória na Batalha de Hastings, ele uniu a Inglaterra com Normandia, na França. William governou tanto como a sua própria.

De acordo com Henry II, as terras de propriedade da Inglaterra, em França tornou-se ainda maior e os reis que se seguiram Henry encontrou a terra que possuíam na França muito grande e difícil de controlar. Por 1327, quando Edward III tornou-se rei, Inglaterra apenas controlado duas áreas de França – Gasconha no sul e Ponthieu, no norte.

Em 1328, Charles IV de França morreu. Charles não teve nenhum filho para assumir a sua terra e todos os seus irmãos estavam mortos. Ele tinha uma irmã chamada Isabella.

Ela era a mãe de Edward III e Edward acredita que por causa disso, ele deve ser o rei da França. No entanto, o francês decidiu que um primo de Charles, Felipe, deve ser coroado rei.

Edward ficou furioso, mas ele não estava em posição de fazer qualquer coisa no final dos anos 1320 de. Por 1337 ele estava pronto para lutar por aquilo em que acreditava era dele e ele declarou guerra a Philip. Edward não só estava disposta a lutar por aquilo que ele acreditava ser a sua – a coroa da França -, mas também temia que Philip era uma ameaça para os seus bens em França – Gasconha e Ponthieu.

Edward agora tinha de levantar um exército. Havia homens que esperavam para lutar no exterior em um exército, uma vez que lhes deu a oportunidade para saquear o tesouro e trazer as coisas de volta para a Inglaterra o que poderia torná-los ricos. No entanto, muitos homens não estavam dispostos a lutar como eles eram geralmente mais preocupados com a agricultura. A guerra no outono pode ser um desastre como este foi o tempo de colheita.

O sistema feudal significava que os cavaleiros tinham que fornecer o rei com os soldados quando o rei exigiu-los. No entanto, a guerra tinha mudado desde o tempo da Batalha de Hastings e o arco foi agora o mais temido de armas e não o cavaleiro a cavalo. Funcionários do rei deu a volta Inglaterra à procura de arqueiros qualificados.

Todos os homens jovens em vilas medievais eram esperados para a prática de tiro com arco por isso havia muitos arqueiros hábeis para ser encontrado. Coube a uma aldeia para decidir quem seria realmente ir à luta, mas a aldeia como um todo teria que cuidar da família ou famílias afetadas por alguém sair. Aqueles que foram foram pagas três pence por dia.

Exércitos eram muito caros. Lutando no exterior fez ainda mais caro para ser executado. Este problema poderia ser cheguei, fazendo uma área local na França, que estava sob seu controle, pagar uma ‘tribuna’ para você. Este seria manter os custos baixos. Em troca do pagamento de uma tribuna, a área em questão foi dada a promessa de que as tropas lá iria se comportar-se e não prejudicaria casas, roubar culturas e matar animais. Neste sentido, o pagamento de uma tribuna foi semelhante à compra de proteção.

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br/geocities.yahoo.com.br/www.historylearningsite.co.uk/www.history.com/www.bris.ac.uk

 

 

 

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