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Guerra dos Cem Anos

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Conflito entre França e Inglaterra causado pela pretensão do rei inglês Eduardo III (1312-1377) de disputar a sucessão do rei francês Carlos IV (1294-1328).

Apesar do nome, dura mais tempo: vai de 1337 a 1453.

A Inglaterra também luta pela posse do território de Flandres, sob domínio francês.

Com o comércio dificultado na região, os ingleses querem ter livre acesso por meio da união dos reinados.

O embate diminui o poder dos senhores feudais nos dois países e reforça a autoridade real.

A invasão inglesa

Para a sucessão de Carlos IV à Coroa da França é escolhido Felipe VI de Valois (1293-1350), sobrinho de Felipe IV, o Belo (1268-1314). Porém, o rei Eduardo III da Inglaterra, neto de Felipe, o Belo por parte de mãe, declara-se soberano da França e invade o país em 1337, reivindicando o trono.

A superioridade do Exército inglês impõe sucessivas derrotas às forças inimigas.

Em 1347, Eduardo III ocupa Calais, no norte da França.

A peste negra e o esforço de guerra desencadeiam uma crise econômica que provoca revolta na população francesa. Milhares de camponeses atacam castelos e propriedades feudais.

Felipe de Valois morre e é sucedido pelo filho João II, o Bom (1319-1364). Em 1356 ele é capturado por Eduardo, o Príncipe Negro de Gales (1330-1376), filho de Eduardo III, e levado para Londres.

Em 1360, depois de assinar a Paz de Brétigny e o Tratado de Calais, volta à França. A Inglaterra renuncia à Coroa em troca da soberania sobre os territórios conquistados.

Reação francesa

Com a ascensão de Carlos V (1338-1380) ao trono francês em 1364, o país reconquista quase todos os territórios e derrota os ingleses.

No reinado de Carlos VI, o Bem Amado (1368-1422), o rei da Borgonha Felipe III, o Bom (1396-1467) alia-se aos ingleses.

Juntos, em 1420 eles impõem aos franceses o Tratado de Troyes. Por ele, a filha de Carlos VI, Catarina, casa-se com Henrique V (1387-1422), da Inglaterra, assegurando o trono francês ao filho do casal. Em 1422, com a morte do avô materno, Henrique VI (1421-1471) é aclamado rei da França. Essa solução não é aceita por seu tio Carlos (1403-1461), filho do antigo soberano francês, e divide o país. No mesmo ano, Carlos VII é reconhecido como herdeiro legítimo pelo sul do país. Recebe ajuda da camponesa Joana D”Arc (1412-1431), que, à frente do Exército francês, derrota os ingleses.

A vitória reacende o nacionalismo francês, e Carlos VII é coroado em 1429.

No decorrer de uma guerra de 20 anos, ele reconquista Paris, Normandia, Formigny e Bordeaux. A Inglaterra fica apenas com Calais.

Como conseqüência da perda da totalidade de suas possessões na França, os derrotados contestam os direitos de Henrique VI à Coroa inglesa. Por causa disso estoura na Inglaterra a Guerra das Duas Rosas, entre 1453 e 1485, na qual as famílias Lancaster e York disputam o trono inglês.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Guerra dos Cem Anos

O que foi

Agravando ainda mais o complexo quadro de crise feudal, temos o conflito entre a França e Inglaterra, conhecido como a Guerra dos Cem Anos.

Durante um longo período, que se estendeu por 116 anos (1337-1453), ingleses e franceses disputaram entre si, principalmente, a propriedade de regiões economicamente importantes que interessavam aos dois reinos, originando um conflito acentuado caráter feudal.

Para compreendermos as orignes dessa antiga rivalidade franco-anglesa, é preciso resgatarmos o Tratado de Paris (1259). Através desse documento, Henrique III da Inglaterra se comprometia, junto a Luís IX da França, a abandonar suas pretensões territoriais sobre a Normandia, Maine, Anjou, Touraine e Poitou, mas conservava a Gasconha (feudo concecido pelos franceses à Coroa inglesa).

No entanto, boa parte do Ducado de Gasconha estava nas mãos de senhores insubmissos que ignoravam o poder do Rei inglês.

Era comum os vassalos gascões apelarem ao Rei francês contra as decisões impostas pelas autoridades inglesas na região, originando-se aí constantes conflitos entre França e Inglaterra.

Mas, o ponto principal de discórdia e rivalidade entre os reinos inglês e francês concentrava-se na disputa territorial pela região de Flandres. Essa região era economicamente importante e atraía interesses de ambos, em virtude do seu próspero comércio e indústria têxtil. Os flamengos eram grandes consumidores de lãs inglesas, por isso Flandres e Inglaterra estabeleceram uma aliança comercial, não aceita pelos franceses, também interessados na região. Em suma, Flandres estava vinculada economicamente à Inglaterra, mas, politicamente, pertencia ao Reino da França, que não admitia a interferência inglesa na região.

Movidos, portanto por ambições territoriais e questões dinásticas (problemas de sucessão imperial), os exércitos de França e Inglaterra provocaram um conflito feudal que se estendeu por mais de um século. No entanto, vale lembrar que, na prática, houve períodos de paz e de paralisação (inatividade) dos combates franco-ingleses durante a guerra.

Precedentes

“O triunfo de Felipe IV, o Belo (1236-1314) sobre o Papado converteu a França no mais poderoso reino europeu. Mas sua pujança era mais aparente do que real, pois o feudalismo —muito arraigado— limitava a autoridade real e a situação dos cofres públicos era de uma vizinhança da bancarrota. Em troça, a Inglaterra, muito menos povoada e com um desenvolvimento cultural menor vivia sob um sistema político mais evoluído e oferecia uma maior homogeneidade. Além disso, em um e outro país o espírito cavalheiresco impulsionava os nobres à guerra.

Origem da guerra

Por suas possessões de Guyena o rei inglês era vassalo do rei da França. Felipe IV tentou apoderar-se deste ducado, mas Eduardo 1 da Inglaterra replicou fomentando o descontentamento em Flandres, condado vassalo da França. ainda que, de fato, independente.

O Papa pôs fim ao conflito, mas a semente da discórdia havia sido lançada: ao rei da França desagradava-lhe um vassalo tão poderoso como o rei inglês; Inglaterra, por seu turno, não estava disposta a perder os vinhos e o sal da Guyena nem o mercado lanífero de Flandres, cujas cidades (sede das mais prósperas manufaturas de tecidos da época) se serviam de lã inglesa. Por tudo isso, ao morrer Carlos IV da França sem sucessão direta (1328). o rei Eduardo III d’s Inglaterra, homem ambicioso e prático, começou a preparar a sua intervenção na França, com o desejo de apoderar-se do país.

Primeiro período da guerra (1337-1380)

Os quatro combates armados principais foram favoráveis aos ingleses: o combate naval da Esclusa (1341); a ba­talha de Crécy (1346); a tomada de Calais (1347), que será inglesa até 1558; a batalha de Poitiers (1356)), na qual o Príncipe Negro, filho de Eduardo III derrotou e fez prisioneiro João II, o Bom, filho e sucessor de Felipe IV de Valois. As vitórias inglesas foram devidas à superioridade dos arqueiros insulares (providos com os famosos arcos largos) sobre a antiquada cavalaria feudal francesa.

A situação da França era desastrosa: peste negra (que entre 1349 e 1351 acabou com uma quarta parte da população da Europa), revolta dos burgueses de Paris (1357) e dos camponeses do NE da França ou Jacquerie (1358). Porém a Inglaterra havia sofrido, também, uma sangria e admite-se mesmo, a peste, Por tudo isso o delfim (título do sucessor ao trono francês) Carlos, filho de João II, firmou a paz de Erétigny (1360); Eduardo III renunciava ao trono francês, mas conservava as suas possessões na França.

Morto João II no cativeiro sucede-lhe seu filho Carlos V, o Prudente (1364-1380), que preparou imediatamente a desforra. Seu exército, dirigido por Bertrand Dugesclin (antigo chefe das “companhias brancas”) recobrou de 1369 a 1375 inúmeras praças. Mortos Eduardo III (1375) e Carlos V (1380), encontraram-se a frente de um e outro reino soberanos de menor idade, o que, unido à fadiga produzida por tão grande contenda, abriu um parêntesis de 33 anos de paz, sem que fosse concertado qual­quer pacto.

Segundo período (1380-1453)

A Inglaterra atravessou dificuldades internas durante a época da paz embora maiores tenham sido ainda as da França dividida pela luta entre armanhaques, partidários dos Orleans. e borgões, seguidores do duque de Borgonha.

Henrique V da Inglaterra aproveitou-se desta guerra civil para realizar o ataque: derrotou os franceses em Azincourt (1415) e aliado com os borgões obteve do de­mente Carlos VI que o nomeasse seu herdeiro (Tratado de Troyes, 1420).

O delfim Carlos VII, totalmente desamparado, recebeu uma ajuda insólita: a da jovem lorenesa Joana d’Arc, “a donzela de Domrémy”, o que obrigou os ingleses a levantar o sítio de Orleans (1429). .Joana, feita prisioneira pelos borgonheses, foi entregue aos ingleses que a queimaram viva em Ruão, como bruxa e herege (1431). Mas os partidários do Delfim, galvanizados pela vitória de Orleans, prosseguiram a guerra sempre desfavorável aos ingleses, e, em 1453 entraram em Bordéus, última cidade do­minada por estes (com exceção de Calais).

O brilhante Estado borgonhês (ducado e condado de Borgonha, mais Flandres e Brabante, ou seja, os Países Baixos), vigorado graças a este largo conflito, desintegrou-se em 1477. Pelo tratado de Arras (1482) repartiram-se os seus territórios Luis XI de França e Maximiliano da Áustria.”

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

Guerra dos Cem Anos

O que foi

Conflito entre a França e a Inglaterra, causado pela pretensão do rei inglês Eduardo III (1312-1377) em disputar a sucessão do rei francês Carlos IV (1295-1328).

Apesar do nome, ela dura mais tempo e vai de 1337 a 1453.

Outra razão para a guerra é a posse do rico território de Flandres. Senhores da terra, os franceses querem manter esse domínio e dificultam o comércio dos produtos ingleses na região. Por seu lado, a Inglaterra deseja a união dos dois reinados para ter livre acesso à área. A disputa diminui o poder dos senhores feudais nos dois países, reforçando a autoridade real.

Causa imediata

Carlos IV morre em 1328 sem deixar herdeiro à Coroa da França e pondo fim à dinastia dos Capetos. Os nobres franceses escolhem Felipe VI de Valois (1293-1350), sobrinho de Felipe IV, o Belo (1268-1314), para sucedê-lo. Neto de Felipe, o Belo por parte de mãe, o rei Eduardo III da Inglaterra declara-se soberano da França e invade o país em 1337, reivindicando o trono.

A superioridade do Exército inglês impõe sucessivas derrotas às forças inimigas. Apoiado por uma aliança com as cidades flamengas, Eduardo III ocupa Calais, no norte da França , a partir de 1347. A peste negra leva os combatentes a uma trégua. A epidemia e o esforço de guerra geram uma crise econômica que provoca revolta na população francesa. Milhares de camponeses atacam castelos e propriedades feudais. Enquanto seus adversários lutam entre si, os ingleses avançam sem grandes dificuldades. Felipe de Valois morre e é sucedido pelo filho João II, o Bom (1319-1364). Em 1356, é capturado por Eduardo, o Príncipe Negro de Gales (1330-1376), e levado para Londres. Em 1360, depois de assinar a Paz de Brétigny e o Tratado de Calais, volta à França deixando dois filhos como reféns em seu lugar. A Inglaterra renuncia à Coroa em troca da soberania sobre os territórios conquistados.

Reação francesa

Com a ascensão de Carlos V (1338-1380) ao trono francês, em 1364, o país reage: reconquista quase todos os territórios e derrota os ingleses, que são forçados a recuar mantendo apenas Calais e as regiões de Bordeaux e Bayonne, no oeste da França. No reinado de Carlos VI, o Bem Amado (1368-1422), o rei da Borgonha, Felipe III, o Bom (1396-1467), alia-se aos ingleses. Juntos, em 1420 eles impõem aos franceses o Tratado de Troyes. Por ele, a filha de Carlos VI, Catarina, casa-se com Henrique V da Inglaterra (1387-1422), assegurando o trono francês ao filho do casal.

Em 1422, com a morte do avô materno, Henrique VI (1421-1471) é aclamado rei da França. Essa solução é contestada por seu tio Carlos (1403-1461), filho do antigo soberano, e divide o país. No mesmo ano, Carlos VII é reconhecido como herdeiro legítimo pelo sul do país. Recebe ajuda da camponesa Joana D’Arc (1412-1431), que derrota os ingleses à frente de um pequeno Exército. Com isso, ela reacende o nacionalismo francês e leva Carlos VII à Catedral de Reims, onde é coroado em 1429. Ao longo de uma guerra de 20 anos, ele reconquista Paris (1437), Normandia (1449), Formigny (1450) e Bordeaux (1453). A Inglaterra fica apenas com Calais. A perda da totalidade de suas possessões na França leva os derrotados a contestarem os direitos de Henrique VI à Coroa inglesa. Em função disso, estoura na Inglaterra a Guerra das Duas Rosas.

Joana D’Arc

O período final da Guerra dos Cem Anos é uma transição das antigas tradições da cavalaria para o tipo de confronto onde a artilharia (com intensificação do uso da pólvora e dos canhões) passa a ser o elemento decisivo. A cavalaria, aos poucos, vai sendo substituída pelo exército nacional, nascido do sentimento de nacionalidade decorrente da guerra dos cem anos.

É neste contexto que se situa Jona d’Arc. Uma época violenta, conturbada e decisiva, na qual a mulher ocupava um papel restrito. Quais os motivos então que levam uma camponesa a tomar as frentes de batalha? O papel conferido as mulheres realmente as excluía das ações militares ou Joana d’Arc foi um caso ímpar?

O estudo desta espécie de interpretação do miraculoso na história, onde o papel de uma só pessoa é decisivo é a que o presente estudo se propõe. Analisar a figura de Joana d’Arc sob os aspectos historiográficos e míticos, estabelecendo, entre outros, qual foi o papel das mulheres no conflito.

Joana d’Arc viveu em um tempo marcado pela violência, a qual era promovida pela disputa da coroa francesa pela Inglaterra, conflito este, celebremente conhecido como a Guerra dos Cem Anos. A maior parte do território francês estava sob o domínio do Duque de Borgonha, aliado inglês,enquanto o resto do país era aliado do Delfim Carlos, herdeiro do trono francês. Porém, ainda não havia sido coroado, fato que se dá quatro meses após o aparecimento de Joana d’Arc na corte de Bourges.

Desde criança, Joana d’Arc vai perceber os efeitos devastadores desta guerra, pois, morava em Domrémy e sua casa ficava diante de uma antiga estrada romana a qual atravessava o rio Mosa e, por onde passavam , as tropas e os peregrinos os quais narravam as atrocidades e, lamentavam por a França não ser uma nação unida, o que facilitava a ação inglesa.

Segundo os relatos constantes no processo de inquisição de Joana d’Arc, ela afirma ter nascido ano de 1412 na aldeia lorenense de Domrémy e que, em 1424, quando contava então com doze anos de idade, viu pela primeira vez a figura do Arcanjo São Miguel, padroeiro do Delfim, o qual acompanhado de outros arcanjos, anunciou que viriam a ela Santa Catarina e Santa Margarida, as quais lhe dariam instruções sobre o que ela deveria fazer.

Joana afirma em seu depoimento, que nos quatro anos subsequentes, as santas lhe apareceram e que em 1428 ordenaram que ela fosse até Vaucouleurs, lugar distante dezesseis quilômetros de sua aldeia, e que uma vez lá, procurasse um senhor de nome Baudricourt, o qual lhe forneceu um cavalo e uma guarda militar com os quais seguiu até Chinon, lugar onde se encontrava o Delfim, e que, sob a voz “Avança sem temor”, ela seguiu para Vaucoleurs deixando para trás sua aldeia natal de Domrémy.

Aspectos militares

Joana d’Arc e a prática da guerra
Intervenção do miraculoso na história. Um fenômeno que escapa ao costumeiro, ao facilmente explicável, sobretudo ao considerarmos os resultados da guerra dos cem anos, embora esta tivesse tido um desfecho similar ao que teve sem a presença de Joana vital para a sagração de Carlos VII.

A personagem e a comandante

História

Dados fornecidos por ela no processo de condenação. Nasceu em Donremy e morreu antes de completar vinte anos. Presença de espírito e bom senso. Estado de graça: “Se eu estiver que Deus nele me conserve. Se não que nele me queira pôr”.

Comandante: Mostra-se como um membro do alto comando que procura persuadir seus companheiros e subordinados do acerto de soluções que propõe. Insistência em atuar na vanguarda dos ataques e cobrir retiradas. Linha de conduta própria de capitães que desejam preservar sua ascendência junto a seus soldados.

Plano militar e político indissociáveis

Quando aceita pela casa de Bourges foi provida com uma casa particular e escudeiro, dois pagens, um confessor e capelão mais dois arautos. Nobilitação por Carlos VII extensivo a seus pais e irmãos.

Profecias femininas não se chocavam com a doutrina cristã, era familiar aos coevos.

Ostracismo militar após a sagração de Carlos VII em Reims. Joana foi relegada à operações militares irrelevantes e também a insuficientes. Porém sua influência foi considerável no campo da prática da guerra.

O cerco de Orleans

Aumento do cerco: Intensificação da penúria. Joana fura o bloqueio com víveres, reforço de armas e homens ( mudanças naturais que facilitaram a aproximação dos barcos: alteração na direção dos ventos e cheia do Loire ). O cerco inglês não consistia em um bloqueio total, restringia-se ao controle das bastilhas situadas na parte externa das pontes que conduziam as diferentes portas da cidade e situadas sobre o fosso de proteção que rodeava a cidade que era formado com as águas do próprio rio. Os ingleses supostamente em número de 4300, dispersaram-se em vários pontos o que consistiu em um fator favorável aos franceses em caso de investida. O ataque a primeira posição inglesa, a bastilha de Saint-Jean-le-Blanc caminhava para o fracasso, porém os ingleses resolveram perseguir a retirada francesa que, em um contra-ataque venceram os ingleses e tomaram a posição ( a retaguarda: Joana e sir de La Hire tornou-se vanguarda ), podemos dizer que se os ingleses não cometessem tal erro, os franceses não tomariam a bastilha, todavia se o comando francês não contra-atacasse os ingleses concentrariam suas forças na bastilha de La Tourelle. O duque de Dunois só não suspendeu a investida por insistência de Joana, o comandante inglês Lord Talbot colocou suas forças em posição de combate e quando percebeu que os franceses não recuariam retirou suas tropas. Os ingleses perceberam uma transformação qualitativa na eficiência do desempenho francês. Dunois e o duque de Aleçon realçam as habilidades de Joana em dispor as tropas no terreno de luta e com as peças de artilharia.

12/02/1429: Jornada dos Arenques
29/04/1429:
Joana fura o bloqueio
05/05/1429:
Joana envia carta de desafio
06/05/1429:
Joana ataca a bastilha de Saint-jean-le-Blan

Batalha de Patay

Os franceses comandados pelo duque de Aleçon, Sire Boussac, Sire Richemont, Sire de La Hire e Joana d’Arc mobilizaram-se em uma operação de limpeza do Loira sendo que esta atividade transformou-se em uma perseguição pródiga em vários incidentes.

A notícia de que as tropas do comandante inglês Talbot receberam reforços comandados por Sir John Fastolf ( vencedor da jornada dos Arenques ), provocou reações adversas de hesitação nos chefes franceses.

Joana opta pelo choque direto e organiza-se uma vanguarda sob o comando de La Hire composta de, 1500 homens à cavalo para tentar alcançar a força inimiga em retirada para fustigá-la e obrigá-la a formações de combate, entretendo-a até a chegada do grosso das tropas. O péssimo relacionamento de Talbolt e Faustolf prejudicou a estratégia inglesa sendo que na retirada Faustolf comandou a vanguarda levando consigo a maior parte dos efetivos enquanto Talbolt supervisionou a retaguarda com um grupo menor o qual chocou-se com a vanguarda de La Hire,. Neste momento as forças inglesas embrenham-se em um bosque nas proximidades de Patay. O terreno era uma descida e os arbustos impediram que os ingleses se dividissem e, com o surgimento de um cervo entre as duas tropas os ingleses tem sua posição revelada. Os franceses então atacam sem dar tempo aos ingleses de se organizarem quanto mais de alinharem seus arqueiros. La Hire soube aproveitar as condições favoráveis de luta atacando bruscamente. Os ingleses na impossibilidade de combaterem iniciaram um movimento de fuga o qual resultou na punição imediata e na desgraça de Fastolf.

Essa retirada inglesa foi desastrosa pois mesmo os que conseguiram cavalos para a fuga não tiveram proteção em Patay e Janville, cidades que não refugiaram os ingleses com medo de represálias francesas; estes, massacraram os ingleses poupando apenas os mais abonados pois poderiam valer resgate, dentre os prisioneiro estava Talbolt o qual responsabilizou Faustolf pela precipitada retirada. Com um saldo de 2000 mortos e 200 prisioneiros este foi o único combate de envergadura durante o período de atividade militar de Joana d’Arc. La Hire atacou sem dar oportunidade de organização ao inimigo sendo este combate destituído de implicações táticas escapando a categoria de batalha campal.

A campanha da sagração

A vitória em Patay animou o Delfim. Cresceram as adesões à Carlos VII embora não tenha havido grande coesão nas três áreas de influência em que se dividia o reino: inglesa a noroeste, borgonhesa à nordeste e “armagnac” ou Valois ao sul, sendo que a própria Joana era originária de um enclave pró-Valois em meio a área de influência de Felipe o Bom, ou seja, para chegar a Reims era necessário aproximar-se da zona de controle inglês. Empreendida em vinte e nove de junho e em dezesseis de julho Carlos VII recebia os óleos santos, apenas quatro meses após a aparição de Joana na corte de Bourges.

Foi uma marcha místico-patriótica pois qualquer princípio de resistência de alguma cidade sitiada era abafada quando da ameaça de ação da donzela. Após sua sagração, Carlos VII começa a aniquilar os impulsos de exaltação e a repelir as ações militares, as quais eram empreendidas à sua revelia sendo quer os revezes começaram a surgir nas iniciativas de Joana, abandonada à própria sorte por seu soberano.

Repercussões políticas

Militarmente o impacto de sua atuação acelerou o processo de esfacelamento das convenções bélicas que até então eram a essência da arte da guerra. Joana d’Arc visava a eficiência utilizando os recursos disponíveis e arremetidas violentas não possibilitando ao adversário organizar-se, uma tática mais eficaz que a coragem ostentada pela cavalaria francesa, tática que instaurou pânico entre os ingleses. A atuação de Joana foi um marco significativo pois mudou a mentalidade nos meios militares franceses, aniquilando muitos dos valores da cavalaria.

Paradoxalmente também deu um novo alento à elite guerreira, impelindo seus membros à aderirem em massa o que deu um caráter triunfal a campanha da sagração.

Os cavaleiros passaram a lutar de forma diversa da que lhe era característica e é provável que muitos entusiástas, partidários das forças nobres de combate, tenham se desencorajado ao ver uma mulher (não nobre) conseguindo o que parecia além de suas possibilidades; o que pode (além dos motivos políticos) explicar o boicote por ela sofrido na corte real.

A influência moral de Joana d’Arc foi decisiva para o rumo dos acontecimentos e para que o desenvolvimento do sentimento caracterizando o lado de Carlos VII como o lado francês e não mais como a facção “armagnac” do conflito.

O desenvolvimento de um tipo de luta “partisan” nas regiões ocupadas pelos ingleses, deve-se a adesão de elementos da nobreza os quais atuavam como orientadores militares, porém nessas regiões tornava-se difícil distinguir partisans e brigands ( os primeiros revoltosos, os segundos assaltantes ), sendo os primeiros degolados e os últimos enforcados. Estatísticas mostram que 2/3 dos condenados eram degolados o que revelava a intensidade da resistência de então.

Essa ação patriótica teve conseqüências trágicas para a população não combatente imersa em uma crise resultante da falta de autoridade e, à fase de sucesso bélico, no período de Joana d’Arc, segue-se uma fase pobre de operações bélicas e marcadas pelas negociações de paz ( 1430-l440 ) que se define pela adesão de Felipe o Bom e o envolvimento do mesmo no assassinato de seu pai.

O Fim da Guerra dos Cem Anos

A paz entre Carlos VII e Felipe o Bom pode ser atribuída ao prevalecimento, a logo prazo, da linha de conduta política defendida por Joana d’Arc baseada na idéia de que um acordo entre os primos somente seria obtido na ponta da lança. O retorno de Richemont, à partir de 1433, às graças do soberano significava, com efeito, a implementação crescente dos tratados diplomáticos de pressão militar e, dois anos depois, em 21 de setembro de 1435, o” tratado de Arras” consagrava a nova aliança. Este ato fora precedido por exatamente, uma semana pela morte do duque de Bedford, a quem não escapava a ruína da causa que dedicara o melhor de seus esforços, pois já então seus enviados tinham se retirado das negociações por não serem aceitáveis para os ingleses os termos oferecidos pelo monarca francês para a paz entre os dois reinos.

Captura em Compiègne

Mesmo após a coroação de Carlos VII, as batalhas pela unificação continuam. Joana à frente das forças reais, tomava uma cidade após a outra. Porém, quando do ataque a um forte em paris, Joana é ferida na coxa pôr uma flecha. Em Compiègne Joana é capturada, feita prisioneira e encarcerada em um castelo borgonhês enquanto, as negociações para entregá-la aos ingleses estavam sendo feitas. Sem que Carlos VII tomasse alguma medida para que não se sucedesse o contrário.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Guerra dos Cem Anos

A Guerra dos Cem Anos foi uma série de guerras entre Inglaterra e França. O pano de fundo a Guerra dos Cem Anos se passaram, tanto para trás como para o reinado de Guilherme, o Conquistador . Quando William, o Conquistador, tornou-se rei em 1066 , após sua vitória na Batalha de Hastings , ele uniu a Inglaterra com Normandia, na França. William governou tanto como a sua própria.

De acordo com Henry II , as terras de propriedade da Inglaterra, em França tornou-se ainda maior e os reis que se seguiram Henry encontrou a terra que possuíam na França muito grande e difícil de controlar. Por 1327, quando Edward III tornou-se rei, Inglaterra apenas controlado duas áreas de França – Gasconha no sul e Ponthieu, no norte.

Em 1328, Charles IV de França morreu. Charles não teve nenhum filho para assumir a sua terra e todos os seus irmãos estavam mortos. Ele tinha uma irmã chamada Isabella. Ela era a mãe de Edward III e Edward acredita que por causa disso, ele deve ser o rei da França. No entanto, o francês decidiu que um primo de Charles, Felipe, deve ser coroado rei.

Edward ficou furioso, mas ele não estava em posição de fazer qualquer coisa no final dos anos 1320 de. Por 1337 ele estava pronto para lutar por aquilo em que acreditava era dele e ele declarou guerra a Philip. Edward não só estava disposta a lutar por aquilo que ele acreditava ser a sua – a coroa da França -, mas também temia que Philip era uma ameaça para os seus bens em França – Gasconha e Ponthieu.

Edward agora tinha de levantar um exército. Havia homens que esperavam para lutar no exterior em um exército, uma vez que lhes deu a oportunidade para saquear o tesouro e trazer as coisas de volta para a Inglaterra o que poderia torná-los ricos. No entanto, muitos homens não estavam dispostos a lutar como eles eram geralmente mais preocupados com a agricultura . A guerra no outono pode ser um desastre como este foi o tempo de colheita.

O sistema feudal significava que os cavaleiros tinham que fornecer o rei com os soldados quando o rei exigiu-los. No entanto, a guerra tinha mudado desde o tempo da Batalha de Hastings e o arco foi agora o mais temido de armas e não o cavaleiro a cavalo. Funcionários do rei deu a volta Inglaterra à procura de arqueiros qualificados. Todos os homens jovens em vilas medievais eram esperados para a prática de tiro com arco por isso havia muitos arqueiros hábeis para ser encontrado. Coube a uma aldeia para decidir quem seria realmente ir à luta, mas a aldeia como um todo teria que cuidar da família ou famílias afetadas por alguém sair. Aqueles que foram foram pagas três pence por dia.

Exércitos eram muito caros. Lutando no exterior fez ainda mais caro para ser executado. Este problema poderia ser cheguei, fazendo uma área local na França, que estava sob seu controle, pagar uma ‘tribuna’ para você. Este seria manter os custos baixos. Em troca do pagamento de uma tribuna, a área em questão foi dada a promessa de que as tropas lá iria se comportar-se e não prejudicaria casas, roubar culturas e matar animais. Neste sentido, o pagamento de uma tribuna foi semelhante à compra de proteção.

Fonte: www.historylearningsite.co.uk

Guerra dos Cem Anos

O nome de Guerra dos Cem Anos tem sido usado por historiadores desde o início do século XIX para descrever o longo conflito que opôs os reis e reinos da França e da Inglaterra contra o outro a partir de 1337 a 1453.

Dois fatores estavam na origem da conflito: em primeiro lugar, o estado do ducado de Guyenne (ou Aquitaine) -embora ele pertencia aos reis de Inglaterra, manteve-se um feudo da coroa francesa, e os reis da Inglaterra queria posse independente; segundo, como os parentes mais próximos do último rei direto Capetian (Charles IV, falecido em 1328), os reis da Inglaterra de 1337 reivindicou a coroa da França.

Teoricamente, os reis franceses, que possuem os recursos financeiros e militares do estado mais populoso e poderoso na Europa Ocidental, realizada a vantagem sobre o menor, mais escassamente povoado reino Inglês.

No entanto, o exército Inglês expedicionária, bem disciplinado e usando com sucesso os seus arcos longos para parar cargas de cavalaria, mostrou repetidamente vitoriosa sobre as forças francesas muito maiores: vitórias significativas ocorreram por mar em Sluys (1340), e por terra em Crecy (1346) e Poitiers ( 1356).

Em 1360, D. João de França, a fim de salvar o seu título, foi forçado a aceitar o Tratado de Calais, que concedeu total independência ao ducado de Guyenne, agora consideravelmente alargada para incluir quase um terço da França. No entanto, o seu filho Charles V, com a ajuda de seu comandante-em-chefe Bertrand du Guesclin, por 1380 tinha conseguido reconquistando quase todo o território cedido, nomeadamente através de uma série de cercos.

Depois de um hiato, Henry V da Inglaterra renovou a guerra e provou vitorioso em Agincourt (1415), conquistaram a Normandia (1.417-1.418), e, em seguida, tentou ter coroado como o futuro rei da França pelo Tratado de Troyes (1420).

Mas seus sucessos militares não foram pareados por sucessos políticos: embora aliado com os duques de Borgonha, a maioria dos franceses se recusaram a dominação Inglês. Graças a Joana d’Arc , o cerco de Orleans foi levantada (1429).

Em seguida, Paris e o lle-de-France foram libertados (1436-1441), e depois de o exército francês tinha sido reorganizado e reformada (1445-1448), Charles VII recapturado o ducado da Normandia (a Batalha de Formigny, 1450), e então apreendidos Guyenne (a batalha de Castillon, 1453). O fim do conflito nunca foi marcado por um tratado de paz, mas morreu por causa do Inglês reconheceu que as tropas francesas eram fortes demais para serem diretamente confrontado.

Território Inglês na França, que tinha sido extensa desde 1066 (ver Hastings, Battle of) agora permaneceu confinado à porta Canal de Calais (perdido em 1558).

França, finalmente livre dos invasores ingleses, retomou o seu lugar como o estado dominante da Europa ocidental.

Fonte: www.history.com

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